Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

Notícias de 22/05/2012

XIII CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

CAV 6 x 4 Real Paulista

CAV MOSTRA MAIS EFICIÊNCIA E VIRA JOGO CONTRA REAL PAULISTA


Equipe do capitão Bettoni chegou a estar perdendo por 3 x 0, mas Diogo Moraes deixou a defesa para brilhar no ataque e comandar a classificação; tricampeão SNG no caminho dos ‘caveiras’

Por Luiz V. Andreassa

Foi o confronto de duas equipes bem distintas, com características e propostas diferentes. De um lado, o meteórico CAV, time que já nasceu grande no Chuteira e tem no currículo um título e um vice em apenas um ano na liga. Do outro, o Real Paulista, de Panela e cia., equipe experiente, traiçoeira, inteligente, sempre preparada para aprontar e com um título da Ouro na conta. A soma destes dois fatores resultou em um belo jogo, também bastante distinto em suas diferentes partes.

Logo nos primeiros minutos, o CAV impôs seu jogo de toque de bola, mantendo a posse da mesma à espera de uma brecha para atacar. Entretanto, os espaços não apareciam: o Real Paulista parecia ter recuperado o espírito guerreiro e copeiro do primeiro semestre de 2011, quando levantou o caneco. Esta suspeita foi confirmada quando a equipe aproveitou a primeira oportunidade de gol, já aos 10 minutos. Fofão fez boa jogada pela lateral direita e descolou um tiro de canto, cobrado por ele mesmo. Na área, Bettoni tirou de cabeça, mas a redonda sobrou para Pedrinho emendar um belo chute, de canhota, para estufar as redes.

Após sair na frente, o time real passou a se defender com ainda mais vontade. Todavia, logo percebeu que o momento psicológico era completamente favorável e que pretensões mais ambiciosas eram cabíveis. Foi assim que a equipe começou a adiantar a marcação e dominar as ações do jogo. Não demorou muito para esse domínio resultar em gol: Xexé descolou um passe açucarado, da meia-esquerda, para Feijão, na boca do gol, completar.

A defesa adversária sentiu demais o segundo golpe e, poucos segundos depois, vacilou de novo, deixando Lê na boa pelo lado esquerdo. O camisa 2 não desperdiçou e bateu forte, cruzado, para vencer Lelê e fazer 3 x 0.

O panorama para os merengues era tão favorável que o quarto gol parecia uma questão de tempo. E talvez poderia ser mesmo, se o árbitro tivesse assinalado um pênalti cometido por Bettoni em Feijão, no qual o defensor meteu a mão no rosto do rival para obstruí-lo no lance. Alheio a isso, o CAV partiu com tudo para cima nos minutos finais do primeiro tempo. Todavia, os adversários marcavam de modo exímio, fechando espaços e bloqueando todas as tentativas de finalização de Fernando Cidrão, Vitinho e Marcel. O último lance antes de o árbitro dar o apito final foi o mais importante. Bettoni chutou de fora da área, Alemão não conseguiu segurar a pelota e Diogo Moraes apareceu para conferir no rebote.

O tento mudou todo o clima do intervalo e, consequentemente, também do começo do segundo tempo. O CAV voltou à quadra animado e com o fôlego renovado, pressionando em busca da reação. Aos 4 minutos, Vitinho sofreu falta dura pelo meio e, na cobrança, a bola foi rolada para o lado esquerdo, onde Diogo encheu o pé de primeira para vencer Alemão. 3 x 2.

Agora o momento psicológico era todo da equipe tricolor. O adversário se mostrava nervoso e assustado, como uma presa fácil diante de seu predador. Bettoni só não empatou a partida, após desarmar um rival pela direita, porque a bola explodiu no travessão depois do arremate.

O azar do Real Paulista foi que, antes de pegar no travessão e sair pela linha de fundo, a pelota foi levemente desviada pelo seu goleiro. Na cobrança do escanteio, o até então apagado Fernando Cidrão recebeu e, sem pensar duas vezes, bateu firme de canhota para acertar o alto da meta e deixar tudo igual. O mesmo Cidrão, por muito pouco, não decretou a virada, ao concluir da entrada da área, na saída do arqueiro, fazendo a bola passar bem perto da trave direita. Todavia, a chance perdida não fez falta, já que Diogo Moraes estava inspirado e pronto para se tornar o protagonista do duelo. Mesmo assim, ele contou com a categoria de Cidrão, que enxergou sua infiltração na área e deu um toquinho para que pudesse sair na cara do gol e soltar a bomba, fazendo 4 a 3 no placar.

O panorama da partida mudou da água para o vinho de um tempo para o outro, tanto que parecia que um novo jogo havia começado depois do intervalo. O Real Paulista não conseguia se defender e sua aura de superioridade de antes havia desaparecido por completo. Tudo dava errado para o time, enquanto do outro lado a situação era completamente diferente. Tanto que, em cobrança de falta pela esquerda, Bettoni conseguiu acertar uma bomba entre a trave e Alemão, ampliando a vantagem.

Como se não bastasse, Fofão resolveu dar uma ajuda ao rival, quando tentou dominar uma bola no peito – no campo de defesa – e acabou ajeitando-a para Marcel passar para Caio Fleishmann, e dele receber de volta, na cara do gol, livre para estufar as redes. 6 x 3.

A esquadra branca ainda conseguiu enxergar um breve raio de esperança quando Thiaguinho conseguiu espaço no campo de ataque para finalizar e descontar na saída de Quintanilha. Todavia, era a vez do CAV se fechar em sua defesa e explorar as chances de contra-ataque. Foi assim que Cidrão acertou a trave de cabeça, e Caio chutou em cima de Alemão – ao receber livre na área. Mas isso já não era mais importante, já que a vitória estava assegurada para a equipe tricolor, a qual demonstrou cabeça fria para passar por mais um teste de resistência e superação contra um típico time da Ouro. É mais força e experiência para a equipe seguir em busca do título.

Nas quartas de final, o CAV faz o confronto mais esperado do ano. Diante do tricampeão SNG, tenta chegar às semifinais e se firmar de vez como uma das grandes e novas forças do Chuteira. Para este jogo, o SNG vai sem seu artilheiro Renê, suspenso.

XIII CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Rabeloska 6 x 2 Elefantes Indomáveis

RABELOSKA DOMINA JOGO E ELIMINA ELEFANTES


Goleada por 6 x 2 sai naturalmente e, agora, o time mackenzista encara o Só Resenha nas quartas

Por Luiz V. Andreassa

A segunda partida das oitavas de final da Ouro tinha tudo para ser, na teoria, a menos equilibrada de todas. A prática confirmou a teoria em quadra, quando a bola rolou e foi comandada em quase todos os seus movimentos pelo Rabeloska. O Elefantes Indomáveis bem que tentou, mas não conseguiu atrapalhar o adversário – claramente superior.

Desde o primeiro apito do árbitro a equipe mackenzista passou a valorizar a posse de bola, como de costume, ditando o ritmo das ações e procurando espaços para penetrar na defesa rival. Ainda no primeiro minuto, Barata girou e, de fora da área, finalizou para defesa de Spiga. Pouco depois foi a vez de Dick Vigarista concluir da entrada da área e errar por alguns centímetros. Mas, apesar disso, a zaga do Elefantes estava bem organizada, deixando o adversário tocar a pelota de um lado para o outro sem criar chances claras de gol.

O futebol do Rabeloska lembrava alguns momentos os jogos da Espanha na Copa do Mundo de 2010, mas em um ponto negativo: eram muitos passes e inversões de jogo, mas poucas finalizações, dribles e jogadas contundentes. Foi apenas aos 13 minutos que alguém resolveu fazer diferente. Luisinho Estagiário, retornando de sua temporada nos EUA, dominou pelo meio, foi para cima da marcação, abriu espaço e chutou, contando com um desvio da zaga para enganar o goleiro e abrir o placar.

Uma vez que a porteira foi aberta, o time vermelho conseguiu fazer a festa. Primeiro, Juva recebeu na entrada da área, ajeitou e acertou o cantinho direito para ampliar. Logo em seguida, Dick Vigarista arriscou do campo de defesa, de canhota, para acertar o ângulo esquerdo e decretar o 3 x 0 com uma pintura.

Nos últimos minutos da primeira etapa o Elefantes foi para cima buscando um gol para ganhar ânimo antes do intervalo. Liebert bateu cruzado da meia-direita e mandou perto da trave, e Lucas, pouco depois, finalizou do mesmo lugar e obrigou Tassio a trabalhar. Foi no derradeiro lance antes do apito final que o gol saiu: André Plec ganhou da defesa e, da entrada da área, bateu cruzado para acertar o canto esquerdo e descontar.

Apesar de o tento sugerir um sangue a mais para o Elefantes no segundo tempo, este começou da mesma maneira que o anterior, com o Rabeloska tocando bastante a bola, de um lado para o outro, tranquilo e sem pressa na busca pelos espaços. A equipe listrada, por sua vez, tentava ser incisiva ao máximo quando ia ao ataque e tentava se aproveitar também das bolas paradas, como na falta que Lucas cobrou por cima. O problema é que, na hora de sair para o jogo, o goleiro Tassio fez a ligação direta com um lançamento preciso para Vasko dominar na frente, avançar e encher o pé para acertar o travessão. A resposta veio em nova cobrança de falta, na qual Thomas mandou a bola no alto da meta, parando em defesa do guarda-metas.

Quando o time alvirrubro resolveu ir para cima com mais vontade, as oportunidades voltaram a aparecer. Primeiro, Vasko cobrou escanteio para Cassinho cabecear rente à trave direita. Depois, o mesmo Vasko levantou a bola na área, em tiro de canto, e desta vez Dick Vigarista apareceu livre na área para mandar de cabeça direto para as redes. A festa só não durou mais porque, dois minutos depois, André Plec recebeu passe de Lucas pela esquerda, saiu na cara do gol e mandou a bola por cima de Tassio, com um toquinho. Juva ainda se esforçou para evitar o gol, mas acabou apenas adiantando a pelota em seu caminho para dentro.

O azar do Elefantes Indomáveis é que sua alegria também foi bastante passageira. Logo após o revés, Cassinho respondeu no ataque mandando para dentro para fazer 5 x 2. Na sequência, o mesmo Cassinho passou para Luisinho na entrada da área, o qual rolou para Vasko, livre no segundo pau, anotar mais um para sua equipe.

Com o placar definido, os jogadores resolveram esquentar o clima com outros artifícios. Após receber longo lançamento, Diego dividiu a bola com Tassio, logo ao lado do banco de reservas de sua equipe. O lance foi o bastante para iniciar uma discussão agitada, na qual os mais exaltados foram o técnico paquiderme, Lói, e Cassinho. Acalmados os ânimos, quem acabou se dando mal foi Chininha, do Rabeloska, que acabou expulso, assim como Lói.

Antes do apito final ainda houve tempo para Thomas cometer pênalti. Na cobrança, após discussão de onde seria feita a cobrança. Mocotó bateu muito mal, fraco e bem acima do travessão. Mas a essa altura o gol não fez nenhuma falta, já que a vitória estava mais do que concretizada.

Enquanto o time laranja dá adeus ao campeonato, o Rabeloska terá pela frente o Só Resenha, num duelo que promete ser muito mais complicado – e que deve render um dos melhores jogos da Ouro até aqui.

XIII CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Di Primeira 3 x 2 SPQSF

EM JOGO DRAMÁTICO, DI PRIMEIRA SEGURA PRESSÃO DO SPQSF E CAI ÀS QUARTAS


Dri faz dois gols e é o heroi da tarde, enquanto Jaja perde gol incrível no último lance

Por Luiz V. Andreassa

O embate entre Di Primeira e SPQSF pode não ter sido uma exibição impecável - da mais alta classe futebolística - e nem ter proporcionado aos espectadores um ritmo alucinante e ininterrupto. Todavia, alguns momentos deram a ele uma face dramática, com cenas imprevisíveis dignas das melhores histórias. Principalmente os minutos finais, recheados de tensão.

O SPQSF, que trazia de volta o seu uniforme clássico de camisa laranja com detalhes pretos, foi o primeiro a tomar a iniciativa no ataque. Logo no primeiro minuto, Raoni aproveitou uma bola sobrada após disputa entre Jaja e Dadinho pelo alto e emendou uma finalização de peito de pé para fora. Mais feliz foi o defensor Portuga, que dominou no seu campo e chutou por cobertura para encobrir Ferrugem e fazer um golaço. Mas somente Portuga pode dizer se o que ele tentou fazer foi mesmo mandar a bola direto para o gol ou se sua intenção era o lançamento para Jaja na área – motivo pelo qual o goleiro adversário estava fora de sua posição, pois também esperava esta segunda opção.

Se a intenção do português foi realmente o arremate ou se ele teve sorte no lance não dá para saber, mas se foi mesmo uma bondade da sorte o que aconteceu, ela resolveu mostrar que é imparcial e logo em seguida abandonou o jogador laranja para beneficiar um adversário. Para ser mais preciso, Dri foi quem contou com ela, ao receber na entrada da área, concluir e contar com desvio de cabeça do próprio Portuga para enganar Guto e deixar tudo igual.

Com o equilíbrio devolvido ao placar, as ações em quadra passaram a ficar da mesma forma. A disputa se dava quase o tempo todo no meio de campo. A partida tornou-se truncada e os melhores jogadores das equipes não tinham espaço para tentar mudar o panorama. Até o final da primeira etapa, os lances de perigo apareceram esporadicamente, criados quase sempre pelo SPQSF. Aos 11 minutos, Marinho cobrou escanteio, Dri tentou afastar de bicicleta e a bola sobrou para Jaja chutar em cima do goleiro. Já aos 15 minutos, Portuga – agora sim – fez lançamento para o atacante, que neste jogo deixara sua camisa 9 para usar a 6, cabecear por cima do travessão. Depois, foi a vez de Felipão ganhar da marcação pelo meio e arrematar para defesa de Ferrugem. Quem se deu mal foi Jaja, que foi atingido no rosto por um soco (sem intenção) do arqueiro, em disputa pelo alto. Foi só depois de dois minutos que ele conseguiu se levantar e o jogo prosseguiu.

Como ainda sentia a dor do golpe, Jaja não voltou à quadra depois do intervalo. E, para piorar, quase sua equipe foi surpreendida logo na saída de bola do adversário, quando Dri arrematou sem pensar duas vezes e fez a redonda passar raspando o travessão, assustando o goleiro Serafim logo em seu primeiro lance após ter entrado no lugar de Guto. Alguns minutos depois Jaja se recuperou, voltou ao jogo e quase viu o companheiro Di Dicredo marcar com um chute cruzado, que Ferrugem defendeu. Mais competente foi o craque do Di Primeira, Dri, que aproveitou uma bola ajeitada por Lê pelo meio e emendou um arremate de primeira, firme, preciso, no cantinho esquerdo, sem a menor chance de defesa para Serafim, que nem se mexeu.

A partida agora era mais intensa e movimentada, porém, sem muitas chances claras de gol, tanto que os jogadores preferiam arriscar chutes de média e longa distância. Foi assim que Jaja e Lê tentaram, ambos parando em defesas dos goleiros. Diante desta situação, o jeito mais provável de um novo gol sair era em uma falha defensiva ou na habilidade de algum atacante. E foi na junção dos dois fatores que o Di Primeira conseguiu ampliar. A zaga do SPQSF saiu jogando mal e a pelota espirrada sobrou para André Luis ajeitar o corpo e calibrar a perna direita para bater firme, de chapa, bem no ângulo direito.

Precisando desesperadamente de dois gols, a esquadra laranja lançou-se à frente e quase descontou com Di Dicredo, que girou sobre a marcação pela lateral direita e finalizou para fora. Diante da defesa bem armada do adversário, a esperança de reação centralizava-se ainda mais no craque do time, Jaja. Como de costume, o artilheiro não fugiu da responsabilidade: em cobrança de falta pela direita, ele encheu o pé numa bomba que passou pela barreira, pegou no travessão e caiu dentro do gol. Era o ingrediente que faltava para deixar esta história realmente dramática e emocionante.

O técnico Molão resolveu pedir tempo para esfriar os ânimos do rival e tentar colocar os dos seus jogadores no lugar. Todavia, a tática não foi o bastante para evitar a pressão que estava por vir. Jaja quase consagrou-se como heroi de seu time, ao receber de Di na área, arrumar espaço e concluir para fora. Como o companheiro não conseguiu empatar, Portuga resolveu aparecer novamente para tentar assumir o papel de mocinho, ao tomar a bola no meio da quadra pelo lado direito e mandar um foguete direto no ângulo direito. O azar dele é que Ferrugem, que não fazia partida das melhores, voou feito um pássaro para espalmar a bola e salvar sua equipe.

A pressão e a emoção estavam no ponto alto nos últimos momentos do duelo. O SPQSF era heroico e não desistia do tento salvador. A história chegava ao seu clímax e estava pronta para revelar quem seriam seus verdadeiros herois e vilões. Foi então que, no último lance de jogo, Douglão roubou a bola no campo de defesa, na raça, e abriu para Di Dicredo pelo flanco esquerdo. O camisa 7 manteve o sangue frio, avançou, levantou a cabeça e cruzou rasteiro para a chegada de Jaja no segundo pau. O atacante laranja, na hora de se consagrar de vez, acabou furando e não conseguiu mandar a bola para as redes. Nem é preciso relatar a expressão de decepção de Jaja ao desperdiçar a grande e última chance de levar a partida para a prorrogação.

Recuperado do susto, o Di Primeira pode comemorar a classificação suada para a próxima fase. Já o SPQSF, apesar de tudo o que passou, não saiu triste de quadra. Pelo menos era isso que a expressão de seus jogadores demonstrava: mais orgulho de si mesmos e de sua luta do que a angústia da derrota.

A equipe de Dadinho e Ferrugem terá, por sua vez, um adversário fortíssimo nas quartas: o líder do Grupo B, Arouca, e talvez precisará contar de novo com a sorte em alguns momentos, e com a habilidade e poder de decisão do heroi Dri, para conseguir a vaga nas semifinais.

XIII CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Arouca Jrs. 2 x 1 Fiorella

AROUQUINHA BATE FIORELLA E AVANÇA ÀSQUARTAS DE FINAL


Goleiro Gui Rodrigues tem tarde de santo e fecha o gol para garantir a vitória e classificação dos juniores do Arouca

Por Luiz V. Andreassa

Um dos confrontos mais equilibrados desta primeira fase do mata-mata, o duelo entre Arouquinha e Fiorella, prometia ser complicado e sem uma grande diferença de gols do vencedor para o derrotado. E assim foi: jogo equilibrado, pegado, corrido e, no final, a equipe amarela e azul se deu melhor, ainda mais porque contava com uma tarde (ou noite) inspirada de seu goleiro, Gui Rodrigues.

Desde os primeiros momentos ambos os times buscaram o ataque com passes rápidos. O Arouca Jrs. foi inteligente ao pressionar o adversário na saída de bola e, assim, impedir que a bola chegasse aos atacantes. Na frente, a primeira chance criada foi por Galizé, que soltou uma bomba de primeira pelo meio e obrigou Franklin a cair no canto esquerdo e espalmar. A resposta veio com João Paulo e Tigu: o primeiro ajeitou para o segundo bater forte da entrada da área e fazer a pelota passar rente à trave.

Enquanto os juniores do Arouca buscavam espaços pelos lados da quadra, o Fiorella insistia nas jogadas pelo meio, quase sempre esbarrando na defesa bem postada do rival. Assim, mesmo com a posse de bola na maior parte do tempo, o time azul não conseguia oferecer perigo para Gui. Foi neste panorama que o tempo foi passando e, já aos 20 minutos, uma boa trama foi construída quando Edson Claro dominou no bico da área e rolou para a esquerda, onde Rogério Silva encheu o pé e só não abriu o placar porque o goleiro fez uma defesa espetacular.

Na sequência, Edson resolveu servir outro companheiro para ver se dava certo e acertou na opção: o camisa 10 deu um belo drible na marcação pelo meio e deu um passe açucarado para Tigu, na cara do gol, bater por debaixo das pernas do arqueiro.

Em uma partida tão equilibrada e difícil, o Fiorella ia levando vantagem por causa da qualidade técnica de seus jogadores, principalmente Edson Claro, mas o Arouquinha, se não tinha tanta técnica na parte individual, sabia ser bastante organizado e trabalhar como um time. Foi assim que a equipe partiu em busca do empate e, no último lance do primeiro tempo, conseguiu um gol de suma importância. Washington recebeu na área pela direita e, sem pestanejar, finalizou no canto oposto para balançar as redes.

A segunda etapa começou do mesmo jeito que a antecessora, com muita velocidade e vontade nas disputas de bola. Todavia, a diferença era que o Arouquinha voltara mais lúcido, criando espaços e chances de gol. Deste modo, Nelsinho quase virou o jogo ao dominar no peito após Washington ajeitar a redonda e chutar rasteiro, perto da trave esquerda. Mais competente foi Noal, um dos destaques da equipe nas últimas rodadas e que até então pouco tinha aparecido na partida. O camisa 18 aproveitou um vacilo da zaga rival, a qual não conseguiu afastar a bola, dominou no peito e emendou para as redes para decretar a virada com estilo.

O momento passou, então, a ser ainda mais favorável para a esquadra amarela, já que o adversário sentia o golpe. Por questão de centímetros o terceiro gol não saiu, por duas oportunidades. Primeiro, Washington chutou forte e cruzado de fora da área e acertou a trave esquerda. Na sequência, Quim dominou no meio da quadra e encheu o pé para carimbar o poste, quase no mesmo lugar em que o companheiro acertara há pouco. A situação, cada vez mais complicada, fez o Fiorella pedir tempo. Na volta, a equipe passou a marcar forte, o que fez o jogo ficar mais pegado e com entradas mais duras.

Conforme o tempo passava, mais vontade tinha o time azul nas suas ofensivas. E mais Gui Rodrigues era exigido. Tião arriscou da intermediária e o goleiro espalmou para o lado. Pouco depois, Macaro cobrou escanteio pelo lado direito e o mesmo Tião cabeceou no primeiro pau, parando em bela intervenção de Gui, que foi no ângulo para salvar. Nos minutos derradeiros a pressão se tornou mais intensa e o clima era cada vez mais tenso e dramático. Rogério Silva só não conseguiu o empate, ao soltar uma bomba da lateral direita, porque, novamente, o guarda-metas rival salvou. Na sequência, João Paulo cabeceou, após cobrança de escanteio, e a bola passou raspando o travessão.

Não adiantou a blitz exercida e nem a torcida do Fiorella (na verdade era uma torcida anti-Arouca) que incluía Lele e Rômulo, ambos do Bacana. A impressão era de que Gui Rodrigues, o principal jogador em quadra, poderia ficar ainda um bom tempo fechando o gol e impedindo o empate. Assim, a classificação do Arouquinha foi confirmada.

O adversário nas quartas de final será nada menos que o atual campeão, o Mulekes. Mais uma pedra (desta vez bem pesada) no caminho da equipe que vem surpreendendo na Ouro e chega agora no seleto grupo dos oito melhores do campeonato.
Comentários (0)