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Notícias de 21/10/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:

Bengalas 9 x 1 Treinadores do Braz

BENGALAS DETONA TREINADORES


Nem campo molhado nem goleiro João Lucas puderam parar o trio mágico do Bengalas formado por Luisinho, Ritolê e Vini Costa, autores de 8 dos 9 gols


Por Guilherme Meireles

Quem chegou à quadra 4 nos primeiros minutos da partida entre Bengalas e Treinadores do Braz viu um começo avassalador do atual campeão do Chuteira de Ouro. Está certo que os amigos do Braz tiveram algumas chances (em uma ocasião até perderam um gol feito), mas os instantes iniciais foram mesmo do time de Bizu, que pressionou de todas as maneiras imagináveis e assim abriu o placar. Ritolê chegou de carrinho empurrando a bola para o gol. Não demorou muito e Luisinho encheu o pé da ponta esquerda e marcou o segundo.

O Treinadores acordou e quase marcou em chute de Peruca após um bate rebate dentro da área, mas Baki mostrou segurança para pegar. Por falar em goleiro, João Lucas, do Treinadores, fez defesas decisivas no primeiro tempo, como em duas tentativas de Vini Costa, o verdadeiro "maestro" do Bengalas na partida. Primeiro num chute forte que ele defendeu mas deu rebote. Porém, quando ainda se levantava, o mesmo Vini tentou de novo e outra vez o goleiro mostrou raça ao voltar para o lance rapidamente e salvar sua equipe pela segunda vez consecutiva, espalmando para fora e por cima do travessão. Logo depois Ritolê se mandou pela direita e pareceu tentar chutar para o gol. Mas o lance soou mais como cruzamento quando a bola passou pelo goleiro e Luisinho chegou desviando de peito embaixo da trave para marcar mais um.

Não era dia do Treinadores mesmo, principalmente quando Vini Costa resolvia desfilar toda sua habilidade, como em lance pelo meio em que fez fila. Ao chutar, mandou a bola muito perto da trave esquerda, quase marcando um golaço. Como no futebol o que vale é balançar as redes, não importando se de maneira bonita ou feia, ele se redimiu ao escorar de cabeça com firmeza uma bola vinda de um arremesso lateral. E com isso foi encerrado o primeiro tempo. Bengalas sobrava e já tinha 4 x 0 no marcador.

Os jogadores do Treinadores saíam todos de cabeça baixa para o intervalo sabendo que a equipe havia atacado pouco no primeiro tempo e, nas poucas vezes que conseguiu chegar, a defesa adversária mostrou muita segurança para rechaçar as bolas perigosas. Já o ataque do Bengalas só não fez mais gols porque o goleiro do Treinadores estava em tarde inspirada.

Quando começaram os 25 minutos finais, parecia que haveria um replay da primeira etapa: o Treinadores continuava falhando na marcação defensiva e por mais de uma vez deixou uma avenida desimpedida na lateral esquerda para Vini Costa fazer o que bem entendesse. Com toda eficiência do ataque bengalense, deve-se ressaltar que o capitão bengalano Bizu fazia uma péssima partida, errando feio várias tentativas de fazer o pivô da entrada da área, ao devolver mal a bola e prejudicando o ataque de sua equipe. Foi então que a quadra 4 foi palco de vários gols, um seguido do outro: Luiz Eric marcou mais um em chute potente de dentro da área. Pouco depois, o Treinadores achou seu gol de honra com Raphael Silva. Porém, Luisinho matou as esperanças – se é que alguém ali ainda as tinhasm – ao fazer o sexto. Tché acertou o travessão, mas, no rebote, Ritolê chegou batendo e pôs a bola para dentro. Não demorou e o mesmo Ritolê mostrou novamente uma de suas principais características: o oportunismo. Como sempre, o atleta estava bem colocado no lugar certo e na hora certa para aproveitar rebote do goleiro e marcar outro para o Bengalas.

Os jogadores do Braz, então, começaram a demonstrar irritação. Mesmo assim ainda contaram com a falta de preparo físico de Bizu, que, após um contra-ataque, recebeu passe preciso de Vini na cara do goleiro. Mas, devido aos quilinhos (muitos, exagerados) a mais, não alcançou a bola e desperdiçou outra ótima chance. A partir de então, o Bengalas pareceu querer administrar a partida e de vez em quando ia para o ataque, na maioria das vezes coordenado por Vini Costa. Aliás, o próximo gol saiu com passe dele: ele recebeu na linha de fundo e deu um tapa na bola para Luisinho na entrada da área chegar batendo. O goleiro ainda desviou, mas a bola entrou.

Bizu, que não vinha numa jornada feliz, surpreendeu a todos nos minutos finais com uma melhora impressionante em seu futebol: quase marcou por duas vezes consecutivas. Primeiro ao receber livre pela direita, obrigando João Lucas a espalmar numa defesa sensacional. Logo depois, desta vez pela esquerda, ele mandou uma cacetada e novamente o goleiro buscou.

A partida terminou justamente quando a chuva começou a apertar. Debaixo de muita água o Bengalas saiu de campo comemorando mais uma vitória convincente e de goleada e a manutenção da liderança do Grupo A. Enquanto isso, o Treinadores perde outra e segue sem vencer dentro de campo, já que a única vitória advém da confusão dos cartões diante do Fúria. Na próxima semana, a equipe do Braz pega o Joga 13, enquanto o Bengalas mede forças com o Acidus.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:

Joga 13 5 x 3 Fúria

JOGA 13 SE REABILITA E COMPLICA MAIS FÚRIA NA TABELA


Alemão volta e decide na vitória do 13 sobre Fúria


Por Guilherme Meireles

A chuva apertou quando Joga 13 e Fúria adentraram a quadra. Debaixo de muita chuva, começa a partida entre o desesperado Fúria e o intermediário na tabela Joga 13. Aliás, com o fim da rodada tal situação na tabela praticamente ficou intacta. Com um volume de jogo muito maior, o 13 foi para cima e começou atacando muito mais, abrindo o placar com chute rasteiro de Alemão. Não demorou e o mesmo atleta marcou o segundo em grande estilo: arrancou pela direita, driblou o goleiro e anotou um golaço. A partir daí, a partida ficou um tanto monótona com uma escassez de oportunidades para ambos os lados.

Porem, de repente, a quadra 4 foi palco de uma pintura: o arbitro apitou uma falta a princípio inofensiva pela direita da defesa do Joga 13. O bombástico zagueiro Rodrigo tomou a responsabilidade da cobrança para si, como sempre, enquanto o goleiro do Fúria acreditou que por ser uma falta de trás do meio campo não seria um lance de perigo. Assim, ordenou que não houvesse barreira. Com a quadra molhada e escorregadia, o petardo do Chuteira partiu para a cobrança e encheu o pé sem dó nem piedade, mandando um foguete no ângulo direito, sem qualquer chance de defesa. Por ter sido uma cobrança de longa distância, com tamanha força e na gaveta, não é exagero dizer que foi um dos gols de bola parada mais bonitos da história do Chuteira! Na comemoração, o camisa 4 do Joga 13 beijou a camisa de sua equipe, empolgando mais ainda seus companheiros.

Pouco antes do fim da primeira etapa, Choco arriscou uma cacetada e exigiu que o goleiro espalmasse e salvasse sua equipe de levar mais um. Na segunda etapa, logo no comecinho, Doce escorou de cabeça junto à trave direita e marcou o quarto gol. A trupe furiosa continuava irreconhecível e sem poder de reação algum. Durante alguns minutos a partida voltou a ficar monótona, mas os furiosos, liderados por Carlão Augusto, reagiu e começou a levar perigo ao gol de Caieiras: Lucas escorregou ao arrematar uma bola na cara do numero 1, perdendo gol feito. Mas após outras tentativas o Everton Furlan marcou enfim o primeiro.

Os dois times passaram a arriscar muito de fora da área, talvez na tentativa de surpreender os goleiros com bolas venenosas devido ao campo molhado. Danilo pareceu não se preocupar com isso ao voar no ângulo direito para espalmar um chute potente que Guma mandou do meio campo. Nem a curva que a bola fez foi suficiente para tirar o goleiro rubro-negro da jogada. Em falta para o Fúria, Carlão bateu, a bola desviou na barreira, enganou Caieiras e foi para o fundo das redes, ascendendo uma luz amarela no Joga 13. Mesmo com o desvio traiçoeiro da bola, o goleiro do Joga 13 mostrou humildade ao assumir a responsabilidade do gol e, pouco depois, demonstrou preocupação ao virar para os reservas de sua equipe que estavam atrás de seu gol dizendo: “Paramos!”. Ele tinha razão. O futebol do 13 caíra muito após levar o primeiro gol.

Mesmo assim, o time branco e dourado quase chegou após uma roubada de bola do esperto Rafinha: ele soltou jogo para Alemão, que bateu, o goleiro pegou e no rebote Rafinha mandou um chute torto, isolando a bola.

Qualquer equipe grande que se preze conta com a sorte. Com o Joga 13 não foi diferente. Guma bateu de fora da área, a bola acabou desviando em Jé, surpreendendo o goleiro e indo morrer no fundo do gol.Tal lance traria muito alívio para o 13, pois logo depois Caieiras falhou feio, mais uma vez, em saída do gol, deixando a bola escorregadia escapar de seus braços e sobrar para Lucas Silva, que só teve o trabalho de empurrar para o gol.

Em consequência disso, Doce ficou irritado e começou a gritar com seu goleiro para que ele saísse direito do gol e não falhasse em uma bola fácil como aquela. Aliás, o showzinho do camisa 10 treziano foi extremamente desnecessário, pois o jogo acabou logo depois, e o máximo que ele conseguiu foi deixar um clima chato entre ele e o goleiro, logo resolvido fora de campo.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:

Equipe Bróder 4 x 3 Primatas

EB VENCE MAIS UMA NO FINAL


Ao seu estilo, EB supera desfalques e com um a menos vence Primatas no apagar das luzes


Por Guilherme Meireles

Após sediar duas partidas embaixo de uma chuva chata e constante, a quadra 4 recebeu Equipe Bróder e Primatas embaixo de um tímido sol que começava a aparecer. Mesmo assim, a grama continuava molhada e a atenção dos goleiros devia continuar redobrada. Depois de um início de partida monótono, Orley começou a se destacar e quase abriu o placar por duas vezes: na primeira, ele mandou um chute de primeira que passou à direita da meta da EB. Pouco depois, errou ao abusar de sua categoria em dribles dentro da área. Demorou em chutar e a zaga rifou.

A EB finalmente acordou para o jogo e quase abriu o placar em chute cruzado e potente pela direita, mas o goleiro espalmou. Não demorou e Lapa se mandou pela esquerda, rolou no meio para Soneca experimentar Vitinho e colocar a bola no canto esquerdo abrindo o marcador.

Após um período de pouca criação para os dois times, a EB tentou com Lapa, mas foi o Primatas quem balançou a rede com Kako. Ao igualar a peleja, o Primatas tomou conta da partida e por várias vezes teve a chance de virar: Litho foi para o ataque, tabelou com Gus, que devolveu de calcanhar, e bateu por cima do travessão com perigo. Gus se manteve no ataque e partiu pela ponta direita e arriscou dali mesmo, carimbando o poste direito de Léo. E mais Primatas no ataque: em falta dura que Vitão fez em Moisés, o atual campeão da Prata teve ótima chance de bola parada, mas parou na excelente defesa de Léo, que se esticou para espalmar.

O último lance de perigo do primeiro tempo foi com Mutssa. O artilheiro dorminhoco da EB, mesmo cercado por vários adversários, chutou de fora da área e exigiu boa defesa de Vitinho. Logo nos primeiros instantes da etapa final, Lapa desfilou sua habilidade fazendo fila, mas na hora que chutou rasteiro o goleiro agarrou bem. Se a EB tem um jogador habilidoso, o que falar de Orley? Sempre temido pelos adversários, ele quase marcou um golaço ao fazer dribles sensacionais pelo meio, mas, ao arriscar a batida, acertou a trave. Em resposta, Lapa mostrou que queria jogo. Depois de jogada de sua equipe pela esquerda, a bola foi rolada na medida para ele baterde trás mandando para fora com desvio no meio do caminho.

A partida foi ganhando ritmo e cada vez mais foi ficando lá e cá. Um atacava e não demorava para que o outro respondesse, deixando o placar em aberto. Rafinha criou uma ótima chance pela esquerda e, após seu toque para o meio da área, Nandou chegou pela direita mas não conseguiu balançar as redes. O vacilo do Primatas custou caro e Mutssa aproveitou uma falha na saída de bola do adversário, roubando a pelota e disparando desde o meio campo até ficar cara a cara com Vitinho. Quando isso aconteceu, mostrou calma para colocar a bola no cantinho direito, deixando sua equipe à frente no placar outra vez.

Pouco depois, o mesmo camisa 2 ampliou após outra falha da defesa do Primatas: deixaram o jogador do EB completamente livre pela direita e ele não desperdiçou. Pode-se dividir o jogo entre antes e depois do terceiro gol do Equipe Bróder. Isso porque o terceiro gol exaltou os ânimos de todos dentro de campo, e aos poucos foi ficando claro que algum time não terminaria a partida com todos os jogadores. Para piorar, o árbitro viu um empurrão de Nando dentro da área e apontou pênalti. Na cobrança, o mesmo Nando bateu muito mal, no meio do gol, mas para sorte dele Léo tentou adivinhar o canto e saltou para a direita. A bola bateu em suas pernas antes de ir para o fundo do gol.

Foi então que o lance mais polêmico da partida aconteceu: o goleiro da Equipe Bróder ficou no chão reclamando de dor, enquanto os atletas do Primatas ficaram irritados afirmando que o goleiro estava querendo ganhar tempo. Começou a pressão para que o árbitro fizesse algo a respeito. E, para piorar, o suspenso Gui Fenômeno, que estava acompanhando a partida do lado de fora, entrou na discussão do outro lado da grade. Com o clima quente dentro da quadra, provavelmente Lapa disse algo que não devia ao árbitro e acabou levando cartão vermelho, causando aplausos por parte dos primatas. Indignado, o camisa 10 ainda demorou um pouco para sair de campo.

Com um a mais em campo por mais 10 minutos, o Primatas foi com tudo para cima. Rafinha perdeu uma chance clara de empatar junto à trave direita. Mesmo assim, Litho bateu uma bola no mínimo defensável de fora da área que o goleiro Léo deixou passar, cedendo o empate. A pressão mudou de lado. Se antes era o dever do Primatas tirar a vantagem que A EB havia construído, agora era a vez da Equipe Bróder se segurar de todas as maneiras possíveis com um jogador a menos. Poucos minutos, era questão de se fechar e segurar o empate, bom resultado diante das circunstâncias. Certo? Errado! Após levar o empate, o time se empolgou e decidiu o jogo em incessantes ataques: Soneca foi para o ataque fazendo fila, mas na hora do arremate Nando travou o chute.

Já perto do final do jogo, Vitão foi embora pela esquerda aproveitando mais um vacilo da zaga do Primatas. Quando chegou próximo ao goleiro, colocou por baixo de suas pernas, decretando uma virada eletrizante. Aliás, só não foi ampliada porque no último lance do jogo Vitinho voou no ângulo direito para espalmar uma bola perigosa após cobrança de falta de Marcelinho.

Terminado o jogo, os Broders seguem na cola do líder, com 12 pontos diante dos 13 do Bengalas. Já o Primatas tem cinco pontos e se encontra na quinta posição já se preparando para pegar o vice-lanterna Fúria na próxima rodada.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B:

Clube Atlético Perus 5 x 4 Bacana

PERUS AFUNDA AINDA MAIS BACANA

Pena marca 4 vezes e coloca Perus na vice-liderança do Grupo B, além de deixar Bacana em situação além de desesperada


Por Guilherme Meireles

Com apenas um ponto no Grupo B e amargando a lanterna, cada vez mais o Bacana dá indícios de que o Chuteira de Prata está a caminho. O futebol da equipe neste semestre passa longe do que foi no torneio passado, quando conquistou o vice-campeonato. Mas, mesmo nesta situação deplorável e com apenas um reserva no banco, o Bacana esboçou o que pode ser a reação para o restante do torneio. No jogo contra o Clube Atlético Perus, o Bacanas fez uma partida nivelada e cheia de luta até o final. Porém, não foi suficiente para derrotar o time camisa 10 Pena.

E o Bacana, sem Marcelão e sem Luisinho e Rômulo, suas duas maiores estrelas, não se amedrontou e foi para cima, abrindo o placar após um começo de jogo com poucas chances criadas: Yanes escorou de cabeça junto ao poste direito para Jorge Puyol cabecear para o fundo do barbante. A equipe vinha quase ampliou com Iuri, mas, ao se mandar pela ponta direita, Carlinho foi melhor e espalmou seu forte chute. Foi então que a insistente chuva que ia e voltava com frequência fez a diferença. O Perus virou o resultado com dois gols do artilheiro Pena, o nome da partida: primeiramente em chute pelo meio em que a bola, escorregadia e traiçoeira, não deu chance de defesa ao goleiro Kiko. Logo depois, quase um replay do lance anterior, só que o chute veio da direita.

Iuri, assumindo a 5 de Marcelão junto à liderança do time sem o eterno capitão, demonstrou que a equipe não desistiria e encheu os olhos de todos que acompanhavam o jogo com um gol cinematográfico. Ele arrancou como um jato da defesa, fez fila e encobriu o goleiro, igualando o placar na metade da etapa primeira.

Entretanto, a alegria dos bacanas não durou muito, pois seu goleiro, em dia de pouca inspiração, falhou ao sair jogando errado. Na sequência do lance, seu carrasco da tarde anotaria o terceiro dele e – do time –em chute rasteiro no cantinho direito. Kiko quase se compromete mais uma vez ao espalmar uma bola para dentro da área que por pouco não resulta no quarto gol. Mas a bola, molhada e perigosa, continuou sendo uma boa justificativa.

Já no segundo tempo, o Bacana parecia qualquer coisa, menos o lanterna do grupo! A equipe continuou se impondo e por várias vezes teve chance de empatar: Yanes tentou duas vezes de cabeça e quase marcou. Aí ele mudou a estratégia na tentativa de balançar a rede: no lugar de cabecear, ele arriscou um carrinho após cruzamento de Napolitano da direita, mas não alcançou a pelota. Por falar em carrinhos, o goleiro do Perus exagerou ao dar um daqueles em Vitinho e acabou levando o cartão amarelo. Com sua punição, Carlos Diego assumiu o gol por dois minutos.

Ótima chance para o Bacana, que quase marcou com Canzian em chute forte. A bola raspou o travessão. Mesmo com um "goleiro provisório", faltou competência para o Bacana empatar, e por isso, quando o goleirão oficial voltou, o CAP resolveu decidir de vez a partida com Maradona, que mandou um chute forte e certeiro da meia direita para as redes bacanas.

Vitinho levou perigo ao tentar pela esquerda, mas o goleiro conseguiu espalmar. Mas Pena definitivamente se consolidou como o nome do jogo ao marcar o quarto gol dele: primeiro ele tocou de calcanhar, mas o goleiro impediu o golaço. No rebote, com o goleiro vencido, ele só teve o trabalho de empurrar a bola.

Mesmo perdendo por três gols de diferença, o Bacana continuou sem se intimidar e dominou o final do jogo. Jorge Puyol fez o terceiro aos 21 minutos do segundo tempo e, três minutos depois, Iuri cruzou para Napolitano pegar de primeira e mandar para o fundo do gol, deixando em 5 x 4 o placar final.

Com todas as tentativas que teve e jogando de forma equilibrada contra um dos melhores times do torneio, o Bacana não conseguiu encontrar o caminho da vitória. Para piorar, neste sábado de 6ª rodada, encaram o Arouca, um dos times mais regulares e rápidos do Chuteira. Do lado oposto da tabela, o Clube Atlético Perus segue confiante em seu ótimo futebol apresentado até agora no Chuteira.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:

Acidus 6 x 4 Estudiantes de la Vila

ACIDUS VENCE ESTUDIANTES EM JOGO MARCADO POR VOLTA DE CAIO


Time limão goleava por 5 x 0 quando Caio entrou e mudou o jogo. Não venceu, mas ajudou time a evitar vexame histórico


Por Renan Lamarck

O embate entre Acidus e Estudiantes de la Vila foi marcado por dois tempos completamente diferentes: um amplamente dominado pelo time limão, e o outro, uma etapa marcada por Caio e seu retorno aos gramados – o meia do Estudiantes, mesmo mancando por conta da séria lesão que teve no joelho esquerdo, entrou em campo e roubou a cena, fez seu time, que estava sendo praticamente humilhado em campo, assustar o Acidus.

Rolou a bola e passados os fracos minutos inicias, onde as duas equipes esperavam a outra tomar as ações ofensivas, o Acidus finalmente se mostrou superior. Aproveitando a ausência de um goleiro de ofício, o Acidus bsucava espaços para os chutes de fora da área. Após Vavá, ex-Diabos, sair jogando errado no campo de defesa e dar presente nos pés de Philip, o camisa 80 não teve dúvidas e estufou a rede adversária para inaugurar o marcador. Pouco depois o arqueiro Diego, a la Rogério Ceni, lançou com os pés a bola no peito de Robinho, que dominou e rolou para Kirk enfiar o dedão no travessão e rede e marcar o segundo gol do arrasador rolo kompressor ácido.

Do lado do Estudiantes Vitinho respondeu e quase diminuiu a desvantagem no placar ao cortar marcador e bater no canto esquerdo, rasteiro. O goleiro Diego voou e fui buscar a redonda. No entanto, quem marcou outra vez foi o Acidus. Em contra-ataque, Robinho dominou de esquerda e bateu de direita para anotar o terceiro gol de sua equipe. No minuto seguinte, Barata apareceu na entrada da área para fuzilar e fazer o quarto gol.

O Estudiantes, que contava com apenas um homem solitário no banco de reservas – o então apenas técnico Caio –, mal conseguia trabalhar as jogadas. De fato, não conseguia passar muito além do meio de campo, a não ser pelo voluntarismo que muitas vezes parecia desespero de Rafinha, Bahia e Vitinho. E assim o Acidus era muito superior, comandado dentro de campo pelo zagueirão Lói, o maior rival do Roleta estava com a vitória encaminhada. A essa altura só restava saber de quanto seria a goleada. Outra vez Robinho roubou a bola no campo de ataque, dessa vez Gago deu bobeira e o atacante ficou com a redonda, avançou, ficou frente a frente com o arqueiro improvisado, deu um chute no ar, no melhor estilo “mago” Valdívia, e tocou para o fundo do gol.

Perdendo de muito ainda na primeira etapa o Estudiantes ensaiou uma “pressãozinha” para cima do rival, tentando diminuir a diferença de gols no placar. Rafinha bateu cruzado e o arqueiro Diego pegou. Pouco depois, o mesmo camisa 6 do time de la Vila desviou a redonda dentro da área. Dessa vez Diegão defendeu com os pés. Nos final do jogo o manager do Acidus, Lucas recebeu um presente de Kirk na direita do ataque e bateu cruzado, quase dividindo com Vavá, mas a bola saiu longe da meta rubrobranca.

Na segunda metade de confronto o Estudiantes voltou um pouco mais animado do que terminara o tempo inicial, o inverso do que pareceu ser o Acidus, que para de jogar quando o jogo fica fácil. Contudo, quem assustou primeiro foi o Acidus. Robinho lançou Lucas na ponta direita que, com um bonito toque de calcanhar, deixou Louiz na cara do gol. No entanto, na hora de estufar as redes, o canhoto volante não pegou bem na redonda e chutou para fora. Na seqüência, o Estudiantes finalmente descontou, em ataque rápido Bahia diminuiu para 5 x 1.

Meio sem graça caminhava o segundo tempo. Ambos os times já sabiam quem deixaria a quadra vitorioso, porém o Acidus visivelmente dava uma relaxada. E assim outra vez Bahia, forte como um touro e cheio de vontade, apareceu para marcar. Ele ganhou de Louiz no corpo, girou e chutou sem chances para Diego, fazendo assim o segundo gol de sua equipe e reacendo o time para o páreo.

Nesse momento Caio veio a campo, depois de estar sem jogar desde a final da sexta edição do Chuteira de Ouro, em dezembro do ano passado. Pisando ainda sem confiança, algumas vezes fazendo expressão de dor, Caio mudou a cara do confronto. Mostrando que não esqueceu nada de seu bom futebol, roubou a bola na esquerda, foi até a linha de fundo e cruzou para Rafinha. O zagueirão bem que tentou desviar para o gol, mas a pelota ficou tranqüila nas mãos de Diego.

Outra vez Caio apareceu, agora ele cobrou falta na ponta direita, para trás, nos pés de Bahia, que mandou a bola para o fundo do gol. O Estudiantes descontava mais uma vez e colocava pressão para cima do Acidus. Caio seguia impossível e nessa altura da partida o Estudiantes transformava a humilhação sofrida na primeira etapa em motivo de preocupação para o Acidus – sem dúvida que não daria tempo do Estudiantes virar o jogo, pois o verde-limão era melhor em campo, mas o Estudiantes deixaria a quadra de cabeça em pé. Pelo lado esquerdo Caio ensaiou um elástico para cima do marcador, driblou e chutou cruzado. Embaixo do gol, Gago apareceu e estufou as redes quase de barriga.

No lance Caio sentiu a coxa e saiu de campo mancando mas com seu dever cumprido. Em campo, ele ajudou seu time a marcar três gols e evitar um vexame maior. Logo que saiu o Acidus voltou a comandar a partida. E, Assim, sem mais nenhum susto e com gol de Philip de primeira após escanteio, garantiu a vitória por 6 x 4 e três importantíssimos pontos mirando as finais da competição.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B:

Kadência 4 x 3 Fiorella Brasil

KADÊNCIA DERRUBA O ENTÃO INVICTO FIORELLA


Inesperadamente, Kadência faz início arrasador e garante vitória sobre líder e derruba último invicto do Grupo B


Por Guilherme Meireles

O Fiorella Brasil entrou na quadra 4 com o intuito de derrubar o Kadência, continuar invicto e como um dos maiores favoritos ao título. Mas não foi o líder que começou melhor. Logo nos primeiros instantes o Kadência desperdiçou uma ótima chance com Paulinho, que perdeu um gol feito na cara de Fonseca. O Fiorella também atacava e acabou indo às redes com Ari Silva, mas o juiz já havia parado o jogo para marcar uma falta, anulando o tento do agora camisa 7.

Pouco depois, a trave esquerda impediu que Van-Van abrisse o placar em chute de fora da área. Em compensação, nada impediu Lucas Janaudis de abrir o marcador para o Kadência. Endiabrado, Paulinho partiu em contra-ataque e, com um leve toque por cima do goleiro, anotou o segundo tento de sua equipe.

O Kadência tinha dificuldades em segurar o Fiorella, que não diminuiu seu ritmo após os gols sofridos. A equipe, de boa visão de jogo, se impôs e foi com tudo para cima do adversário, mas parecia que a bola fazia questão de não entrar: se agora a trave não atrapalhou, Allan, goleiro do Kadência, fechou sua meta com muita eficiência após chute cruzado de Ari. No rebote foi a vez de Van-Van tentar de cabeça, mas outra vez o goleiro pegou.

O Fiorella Brasil pagou por não ter marcado: Lucas marcou mais um e já era o nome do jogo. Entretanto, Tiago Silva mostrou ao adversário que a partida não estava ganha e foi com tudo para o ataque: ele apontou perigosamente pela esquerda, chutou cruzado e o goleiro pegou. Já no final do primeiro tempo, Piloto arriscou chute forte pelo meio, mas o goleiro pegou bem no centro do gol.

O segundo tempo começou com um Fiorella Brasil mais avassalador. Ari, que vinha fazendo uma ótima partida, marcou seu merecido gol logo nos primeiros instantes em jogada bem tramada por belos passes que o deixou livre para invadir a área. João Paulo perdeu a chance de fazer o segundo ao desviar de cabeça, mas o goleiro do Kadência foi buscar com um lindo tapa na redonda. Mesmo levando 3 x 0 no primeiro tempo, o Fiorella nem pensava em se entregar. A equipe não parou de pressionar e cada vez mais ia empurrando o adversário para a defesa. Já o ataque do Kadência parecia não ter entrado em campo na segunda etapa, pois não conseguia criar.

De tanto tentar, o Fiorella chegou às redes pela segunda vez com um ajuda considerável da sorte. Ari arriscou de longe e a bola desviou em Van-Van, que se encontrava bem postado dentro da área. A redonda tirou o goleiro da jogada e entrou. Mas como a sorte muitas vezes joga dos dois lados, foi a vez do Kadência jogar ao lado dela, como ficou provado em falta cobrada por Lucas. Quando ele bateu (com categoria, diga-se de passagem), um outro atleta do seu time ficou na frente do goleiro, que se atrapalhou todo. Sendo assim, a bola ricocheteou entre a trave, o gramado e o goleiro antes de entrar por baixo do arqueiro Fonseca, que não pôde fazer nada.

Foi um baque para o Fiorella, que estava melhor na partida, mas ao levar o quarto gol se perdeu em campo e abriu espaço para o Kadência jogar: em chute forte de Júlio Sérgio o goleiro do Fiorella caiu bem para fazer uma linda e salvadora defesa. Já Paulinho perdeu a chance de liquidar a fatura quando foi em direção à área com boas condições de marcar. Ele se afobou e chutou de qualquer maneira.

Neste momento do jogo, o emergente ataque kadenciano travou uma verdadeira batalha contra a defesa do Fiorella, que demonstrava uma raça impressionante e fazia o que podia e o que não podia para evitar o quinto gol. Só que essa raça extrapolou os limites de um jogo limpo quando Piloto deu uma tesoura violenta que levantou Júlio Sérgio. O atleta foi advertido apenas com um amarelo, que saiu barato. O fato é que este lance demonstrou o impacto negativo que se abateu no Fiorella depois do quarto gol. Ainda assim, a equipe ainda teve fôlego para marcar o terceiro em falha feia do goleiro, que saiu mal do gol, deixando a bola escapar da suas mãos dentro da área. João Paulo só teve o trabalho de chegar empurrando para as redes. Mas aí já era tarde demais. O Kadência vencia a segunda seguida e saía de quadra com um pensamento: “O Jason voltou!”.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B:

Arouca 3 x 1 Fora de Série

AROUCA VENCE E COLOCA FORA DE SÉRIE EM XEQUE


Goku fecha o gol, mas não impede vitória do bom e eficiente Arouca sobre sua equipe, que já flerta com a lanterna e a Série Prata


Por Renan Lamarck

Tarde chuvosa, campo molhado, assim rolou a bola entre Arouca e Fora de Série. E o debutante na Ouro assustou primeiro. Marquinhos cobrou falta ensaiada. A bola ficou pererecando dentro da área, pedindo para ser chutada para dentro do gol, mas a defesa do Fora afastou o perigo. Pouco depois, bola alçada na área, Goku saiu de maneira estranha de baixo dos três paus, mas Caio Martins cabeceou por cima do gol, desperdiçando mais uma boa oportunidade.

Na base do contra-golpe o Fora também assustava. Cava arrancou pelo meio e trabalhou com Argentino na esquerda. O jogador se esforçou, evitou a saída pela linha de fundo e cruzou a redonda para dentro da área. Cava se antecipou à marcação e foi derrubado dentro da área. Pênalti! No entanto, ele mesmo bateu de pé direito, rasteiro, na trave direita de Maurício, que só observava.

Após perder a chance de abrir o placar, parece que o Fora de Série se abalou. Com isso os recém promovidos da Prata foram para cima. Goku saiu arrojado e fez boa defesa nos pés do atacante, mas a redonda sobrou com Gothardo, limpa. Era só estufar a rede e correr para o abraço, mas o camisa 19 do Arouca viu a bola desviar no defensor e sair pela linha de fundo. Pouco depois, mesmo com um jogador a menos, após França fazer falta em Argentino no meio de campo, o Arouca chegou com perigo e obrigou outra boa defesa de Goku no cantinho direito.

Já com sete contra sete dentro de quadra, o Fora finalmente conseguiu abrir o placar. Argentino avançou, deixou a marcação para trás e chutou rasteiro. A bola tocou na trave e, para sorte de Argentino, voltou para seus próprios pés, que, com Maurício já ao chão, tocou para o gol praticamente vazio, anotando 1 x 0.

O gol não mexeu com o Arouca negativamente. Pelo contrário, pois não demorou nada para chegar à igualdade. A equipe trabalhou bem a bola, envolvendo a defesa do Fora, até a redonda chegar em Marquinhos. Na entrada da área ele deu um tapa colocado e empatou o confronto.

Ainda na primeira etapa o Arouca virou o placar. Em jogada de escanteio, a bola foi cruzada na área, jogadores dos dois times dividiram pelo alto e a pelota ficou com Deh na ponta esquerda do ataque. Mesmo sem ângulo, ele anotou o segundo gol de sua equipe e correu para festejar o vira-vira. Nos minutos restantes outra vez o Arouca chegou com muito perigo: Leozinho recebeu na esquerda, de costas para o gol, fez o giro e bateu à direita, rente à trave defendida por Goku.

Para a segunda etapa, enquanto o Fora de Série tentava sair para o jogo, Marquinhos surpreendeu a todos e, em contra-ataque, anotou o terceiro para o Arouca. Parecia que, com a derrota cada vez mais próxima, o Fora ia se perdendo dentro de campo. O estreante Camarero tomou rolinho na ponta direita e cometeu uma dura falta: com um carrinho derrubou o adversário e levou o azul direto. No entanto, o Arouca não aproveitou o homem para ampliar a vantagem.

Durante os minutos seguintes o Arouca seguiu melhor, na busca por mais três importantes pontos. Gothardo trabalhou a redonda pelo lado esquerdo do ataque e obrigou o arqueiro do Fora a mais uma bela defesa. Em resposta, Cava bateu escanteio buscando Rica dentro da área. O robusto zagueiro do Fora se antecipou à marcação e meteu a cabeça na bola, contudo dessa vez Maurício espalmou por cima do gol. Ainda deu tempo de Goku, goleirão do Fora, aparecer mais três vezes para, mesmo no campo molhado, realizar duas boas defesas em cobranças de falta e em um bonito tiro de Gothardo, assim evitando que seu time tomasse uma goleada.

O Arouca vencia e se aproximava do G-4, já o Fora de Série vai ficando cada vez mais perto da Série Prata, e muitos já vêem a decisão de quem cai no confronto Bacana x Fora, na rodada final da fase de classificação.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B:

Roleta Russa 5 x 1 MachuPichu

ROLETA DESBANCA MACHUPICHU COM PROPRIEDADE


Com setor defensivo coeso e grande atuação de Guaraná, Roleta aproveita falhas do rival e ganha com certa facilidade


Por Renan Lamarck

Jogo de velha rivalidade fechou a noite no Chuteira de Ouro. O encontro entre Roleta Russa e MachuPichu não foi brilhante, mas também não decepcionou quem ficou até tarde no PlayBall para acompanhar a partida. Depois de um início fraco, o Roleta chegou ao ataque para abrir o placar. A equipe inverteu bola da esquerda para a direita, o defensor Ranalli se antecipou à marcação e encheu o pé de primeira para, ainda contando com um desvio na marcação, abrir o placar em favor dos Roletas.

Em desvantagem, os peruanos se viram na obrigação de atacar. E foi com Thiago Branco que a equipe levou mais perigo à meta defendida por Guaraná. O camisa 14 apareceu no segundo pau para testar bola alçada de escanteio. A redonda cruzou a área e por pouco Danilo não conseguiu o desvio para dentro do gol. Pouco depois, outra vez Thiago no ataque. Pela ponta direita ele girou e chutou cruzado, fazendo a bola passar zunindo ao lado da trave.

Nesse momento o confronto seguia equilibrado. O MP pressionou a saída de bola do do Roleta, Tebas roubou a bola, avançou e com perigo mandou à esquerda do gol. Logo depois, bola alçada na área, Taka cabeceia e Guaraná espalma. A redonda ficou viva dentro da área para Thiago, que dividiu com o arqueiro Guaraná, que salvou na mais linda defesa da partida. Era gol certo, mas o arrojado arqueiro voou nos pés e no canto direito rente a trave para impedir o empate, para aplauso de uma pequena plateia.

A cada bola tirada em dividida Ranalli comemorava. O Roleta se defendia relativamente bem, mas a verdade era que o MachuPichu crescia dentro do confronto, principalmente na velocidade pelas pontas. Do lado direito a pelota sobrou para Thiago chutar de prima. A bola quicou no chão e saiu por cima do gol. Do lado Roleta, que não contava com a presença de seu fundador Baru, Salada respondeu e quase marcou um golaço. O camisa 25 saiu da marcação e arriscou da intermediária uma belo bola que explodiu no travessão.

Para a segunda etapa, depois de um início um pouco superior do MP, que teve chance de empatar – por exemplo, no tiro de fora da área de Si defendido por Guaraná –, o Roleta chegou com o rápido Salada para fazer o segundo gol. Com a derrota parcial, o MP acusou o golpe. Aproveitando-se do mau momento adversário, o Roleta Russa chegou ao terceiro. Renato Seckler tentou cortar de cabeça bola cruzada, mas acabou entregando nos pés de Salada. Um chute rasteiro saiu dali e o goleiro Pipo não segurou. E 3 x 0 no placar.

Pouco depois, os peruanos conseguiram descontar com Thiago Branco, que bateu cruzado e diminuiu. O momento era do MachuPichu, mas Guaraná apareceu para salvar a pele da Roletada. Primeiro Si arriscou mais uma vez de fora da área, o arqueiro voou e pegou; logo depois Reanto chutou de canhota bola que veio pingando, mas de novo o arqueiro Roleta fez segura defesa.

Já no final de partida, num dos poucos lances em que Si se equivocou e foi surpreendido pelo adversário, Bob ganhou a bola que sobrou com Nação. De frente para o gol, o robusto atacante bronzeado encheu o pé. A bola explodiu no goleiro Pipo, que fez a defesa. Pouco depois, com o MachuPichu cada vez mais desanimado em campo, Coelho avançou pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Nação. Outra vez usando a camisa 9 de Rick, ele só empurrou para as redes e saiu dando risada e provocando o goleiro Pipo. O árbitro fez vista grossa e não puniu o atacante falastrão.

No apagar das luzes, o Roleta chegou ao ataque para fazer o quinto gol, fechar o caixão e beijar a viúva, como diria o narrador Silvio Luiz. Gegê acertou um forte chute no meio do gol, defensável, porém Pipo aceitou. E nem recomeçou o jogo porque o árbitro mandou todo mundo pro chuveiro. Placar final: Roleta Russa 5 x 1 MachuPichu.



II CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Roleta Russa Olímpico 4 x 3 Ras Time

ROLETINHA VENCE RAS E VOLTA A PENSAR EM 2ª FASE


Roletinha soube se defender, aproveitar falhas do rival e matar o jogo no minuto final. Com 6 pontos, volta a sonhar com classificação

Por Luis Fernando Saninana

Ras e Roleta Russa Olímpico fizeram um jogo no mínimo emocionante. Antes de começar, a preocupação era com a chuva, que hora caía, hora parava, e fez com que alguns jogadores, de ambas as equipes, chegassem atrasado. O Azulão entrou em quadra com a missão de ficar no bloco intermediário da tabela. Já os meninos comandados por Baru queriam mostrar que o Roletinha renasceu no campeonato.

O Roletinha parecia não se importar com a chuva e logo de cara quase abriu o placar. Folha tentou o chute frontal da intermediária, mas Bruno espalmou. A bola sobrou ainda com a trupe Roletinha, mas o goleiro espalmou mais uma vez. O susto deve ter sido grande, pois logo em seguida Brian puxou contra-ataque pela esquerda e passou para Ceron. O jogador, na ponta esquerda, mandou uma bomba no travessão que entrou.

A partir daí o Azulão acordou para o jogo e resolveu correr atrás do prejuízo. Em uma cobrança de lateral pela direita, Sujeira, na segunda trave, cabeceou para fora. No lance seguinte, Iasi, na ponta esquerda, passou para Moreno, livre na direita da área, empatar o jogo. Eles queriam a virada de qualquer jeito. Johny fez jogada individual pela esquerda, puxou para o meio e chutou. A bola passou perto da trave esquerda de Casari. O goleiro do RR, que é o mais experiente do time, salvou o que seria a virada. Mau dominou na meia esquerda e bateu cruzado. O arqueiro caiu para o lado esquerdo e espalmou.

Como diz o ditado, quem não faz toma. Brian roubou a bola no campo de defesa e avançou pelo meio. O camisa 23 chutou da entrada da área e fez 2 a 1. O Roletinha quase chegou ao terceiro gol com Folha. Depois de cruzamento rasteiro da direita, a bola sobrou com o jogador, na segunda trave, que mandou para fora.

Mais um vez atrás do placar o Ras voltou a pressionar. Primeiro com Mau, que arriscou um chute frontal da intermediária e Casari espalmou para a direita. Depois Johny avançou pela esquerda e chutou. O camisa 1 do Roletinha defendeu mais uma, mas agora com os pés. Gogof, do RR, saiu jogando errado, a bola sobrou com Moreno, na direita da área, que chutou em cima de Casari.

O Roletinha suportou a pressão do primeiro tempo e foi para a etapa final com a vantagem no placar. O Ras começou com tudo a etapa final. Iasi avançou pelo meio, puxou para a direita e chutou. A bola passou por Casari, mas não por Dudu, que salvou em cima da linha. No ataque seguinte Lopes dominou na direita da área, girou e bateu no canto esquerdo do goleiro. A bola chegou a bater na trave antes de entrar.

No momento do jogo em que a equipe azul era superior e parecia que chegaria à vitória, o goleiro Bruno, ao tentar dominar a bola dentro de sua área um chutão de Casari, acabou soltando bisonhamente nos pés de Folha. O jogador aproveitou a falha e tocou para as redes. O gol mais fácil da carreira meteórica de Folha no Chuteira. Mas não deu tempo para comemorar, pois, no lance seguinte, depois de um chute de longe, Casari espalmou, a bola sobrou com Iasi que empatou o jogo novamente. E como em quase todo decorrer do jogo, o Ras quase virou depois de empatar. Mau chutou de fora da área e o goleiro do RR foi no ângulo direito defender.

O Roletinha quase desempatou o jogo com Folha. O camisa 14 chutou de fora da área, Bruno rebateu, Ceron pegou a sobra, mas o goleiro do Ras se recuperou e evitou o gol. Mau teve a chance de virar a partida duas vezes, mas Casari evitou nos dois lances.

Nos minutos finais a chuva era forte. Como se fosse para lavar a alma dos roletas, que até então não vinham fazendo uma boa campanha, Brian puxou contra-ataque pela direita após escanteio a favor do Ras ser rechaçado, avançou pela direita e passou para Ceron, livre da esquerda, fazer o gol da vitória.

As duas equipes pareciam não acreditar no placar. O Ras, bem melhor no jogo, perdeu boas oportunidades. O Roletinha foi mais eficiente, soube aproveitar as chances que teve. A equipe comandada por Baru não podia comemorar de outra forma se não com um peixinho, a la Maradona, no meio do campo encharcado.

O Ras continua na briga por uma das vagas para a próxima fase. O Roleta Russa Olímpico ressurge das cinzas. Depois de quase ter subido na competição passada, ter amargado as últimas posições nas primeiras rodadas, o Roletinha está de volta e briga por uma das vagas.

II CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Med Taubaté 1 x 0 Babilônia (WO)

MED VENCE SEM PRETENSÃO POR WO


Time rubronegro não comparece e perde um ponto na tabela. Gol de Med vai para artilheiro Rogerinho

II CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Locomotiva Tarja Preta 5 x 2 Camelo

LOCOMOTIVA COLOCA VAGÃO NOS TRILHOS E VOLTA A VENCER


Superior em todo o jogo, time de Publius continua errando muitos gols, mas fez os 5 que garantiram a vitória

Por Luiz Felipe Fernandes

O duelo entre o Locomotiva Tarja Preta e Camelo representava, acima de tudo, uma necessidade de autoafirmação. Os férreos de Publius vinham de um empate amargo contra o Ras Time e, com um total de 2 vitórias e 2 empates, somavam 8 pontos na tabela. Já o Camelo, lanterna absoluto, levou 3 sapatadas em seus primeiros embates e queria vingar a goleada pra mais de 20 gols sofrida diante do mesmo Locomotiva em amistoso preparatório em agosto.

Com o trilar inicial do apito, já se veria que o jogo não seria dos mais insossos. Ambas as equipes buscavam uma postura de relativamente ofensiva, tentando encaixar jogadas de velocidade na base do toque de bola e de movimentação intensa. De cara, a Locomotiva acionou o Full Throttle e embalou três chances de gol. Em ordem: Toninho cabeceou cara a cara com o goleiro, que fez a defesa; Brunno fintou o zagueiro camelídeo mas chutou por cima com perigo da entrada da área e, por fim, o mesmo Brunno embalou um belo chute na veia, para nova defesa do goleiro quadrúpede.

A quarta chance dos Lexotans, no entanto, não foi desperdiçada. Paulinho recebeu passe rasteiro em cobrança de falta e bateu para o gol. O arremate do locomotivo saiu mascado e sem grande força (seus companheiros disseram que ele errou o chute), contudo, suficientemente no cantinho para enganar o Carneiro. Placar aberto na quadra 10!

Era um momento de domínio absoluto dos alvinegros. Enquanto seus adversários rubros erravam muitos passes e se demonstravam pouco criativos ofensivamente, o LTP impunha seu ritmo de jogo e encaixava jogadas com maior inspiração. Por pouco não veio o segundo, com Rodrigo. Endiabrado nos minutos protogênicos, o ferroviário anotou outras duas oportunidades na conta da Locomotiva. Primeiramente, batendo ao lado da meta do Camelo com um cruzado de canhota e depois obrigando o goleiro tilópode a fazer boa defesa após chutar no alto da baliza.

O tempo passava e os dromedários com uma corcova a mais não conseguiam chegar. Acabavam sempre parando na boa marcação dos faixa pretas. Quando conseguiu, no primeiro tempo, parou em mais uma partida inspirada do goleiro Betão. Por exemplo, numa cabeçada certeira de Delgado em um escanteio que o guarda-redes conseguiu interceptar. Nas outras vezes que chegavam, a equipe da pizzaria não calibrava muito bem a mira. Pelé chutou ao lado e Henrique por cima, de esquerda. Alguns minutos depois, o inevitável aconteceu. Poucos instantes após Fê receber amarelo por falta em Rodrigo, em um cruzamento rasteiro vindo do flanco esquerdo, o capitão Henrique tentou cortar e mandou contra o próprio patrimônio. Locomotiva 2 x 0.

Algum tempo depois, uma alternância de chances com Lillo cobrando falta fortíssima de trás do meio defendida pelo goleiro à meia altura, pelo Tarja Preta, e, pelo Camelo, com Henrique cruzado também de longe, também defendido pelo goleiro. E fim de primeiro tempo com Renan, camisa 8 dos Locos, sendo punido com a tarja amarela.

Os 25 derradeiros começariam igualmente corridos como seu gemini anterior. No entanto, haveria uma significativa mudança de postura do plantel que não toma água por dias. Logo de cara, Léo salvou chance clara da equipe escarlate quando desarmou cruzamento vindo da esquerda que tinha endereço certo aos pés de Pisano, que só escoraria para fazer o barbante férreo assoviar. Instantes mais tarde, Fê cobrou corner na medida para Henrique testar de forma alentada. Betão, seguro, defendeu mais uma.

No lance seguinte, os pizzaiolos enrubescidos conseguiriam seu primeiro gol, numa inventada da arbitragem ai dar um controvertido pênalti em Henrique (para os maquinistas, ele pisou na bola e caiu de maduro). Pênalti marcado, pênalti batido pelo próprio, que diminuiu a contagem. A alacridade dos Camelos, todavia, não perduraria por muito. Henrique, outra vez ele, foi sair jogando na sua área defensiva e perdeu a bola para o sempre perspicaz Toninho, que não perdoou o erro e reabriu os dois gols de vantagem.

Pôde-se perceber como a cáfila vermelha sentiu o baque a partir do momento que, logo após o terceiro, sofreria também o quarto. E novamente o autor do golpe foi Toninho, que, como sempre, quando resolve aparecer, decide. Dessa vez, o esgalgado e célere atacante arrancou à quinta marcha (fica a pergunta: trens têm marcha?!) em contragolpe, recebeu cara a cara e, com habilidade, tocou na saída do goleiro camelídeo.

A partir disso, pudemos assistir a um duelo de diferentes estratégias, os benzodiazepínicos liderados pelo maquinista Lucas P. investiam numa postura de franco-atiradores, contra-atacando quando seus adversários do Camelo, à medida que eles avançavam desenfreadamente buscando reagir no escore. Pisano triscou a bola na trave direita com um chute rasteiro após falta rolada. Nisso, o nervosismo foi tomando conta dos rubros, tanto que Delgado acertou forte carrinho em Publius e foi amarelado pelo professor da cancha.

O tempo passava e esse cenário se mantinha. Minutos depois, o quinto veio em jogada confusa em escanteio que, após longo bate-rebate, Publius finalizou de cabeça e foi interceptado pela zaga. Ficou a dúvida se a bola entrou ou não, mas no fim das contas o árbitro que não molhou o seu apito enfim soprou e deu o gol do Locomotiva. 5 x 1. No lance seguinte, Betão mostrou o porquê de ter sido eleito MVG da rodada, realizando impressionante milagre em chute rasteiro de Cainho à queima roupa.

A correria e a pegada do embate se mantiveram até o último segundo. Chances alternadas, principalmente com o Camelo tentando reagir. No último lance, Fê chutou rasteiro pelo flanco destro e a bola entrou. Fim de papo, Locomotiva 5 x 2 Camelo.

II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

Elefantes Indomáveis 6 x 3 DPGamos

ELEFANTES VOLTA À LIDERANÇA COM VITÓRIA SOBRE DPGAMOS


3 pontos e derrota do Xoro Paro garantem retomada da liderança ao time agora laranja

Por Renan Lamarck

Depois de uma pequena trégua, quando houve até um pouco de sol, a chuva voltou a cair no PlayBall no mesmo instante em que DPgamos e Elefantes Indomáveis entravam em quadra pelo II Chuteira de Prata. Logo no início Zulu, do DP, mostrou por que joga no time dos reprovados ao levar o cartão amarelo mais tonto dos últimos tempos. A bola foi cruzada na área adversária, ele tentou o cabeceio mas não conseguiria chegar na bola. Assim, ele esticou o braço e colocou a mão na bola dentro da área adversária, sem sentido algum, para desespero de seus companheiros.

Favorito para o confronto, os Elefantes, que estreavam um bonito uniforme laranja – camisas laranja, calções brancos e meias laranjas –, partiram para cima do rival. Lateral cobrado no campo de ataque, a bola sobra para Cauê, de frente pro gol, emendar um tiro forte e rasteiro para abrir o placar. Na seqüência foi a vez do arqueiro Daniel Fischer começar a aparecer pelo DPgamos. Depois de sua defesa sair jogando errado, ele foi obrigado a fazer boa defesa no canto direito para evitar que Corazza anotasse o segundo gol para os indomáveis.

Mesmo com suas limitações o DP não se acuava: continuava tentando chegar ao ataque, muito levado pelos gritos e orientação do técnico estreante Lói. Em lance de falta próximo à área, a equipe dos amigos de faculdade aproveitou para empatar o jogo. Bob cobrou falta na barreira, mas a pelota sobrou dentro da área com Léo, que encheu o pé para estufar a rede e deixar tudo igual.

Logo depois o DPgamos assustou de novo, aproveitando a insegurança que o arqueiro adversário tinha no campo molhado. O time dos irmãos Fischer chutava todas as bolas possíveis em direção ao gol, a maioria ia bem longe, mas, afinal, quem não arrisca não petisca, né?

Contudo, a leve equiparação que a partida tinha caiu por terra quando Daniel Teske saiu cara a cara com o arqueiro Daniel. Um toque por baixo do goleiro de roxinho fez 2 x 1. Na seqüência, o mesmo Teske apareceu para anotar o terceiro dos Elefantes. Era visível que a empolgação inicial do DP havia terminado.

A fim de decidir o confronto ainda na primeira etapa, os elefantes envolveram com bom toque de bola o sistema defensivo do DP, tanto que depois de fintarem Daniel, Léo se viu obrigado a meter a mão na bola para evitar mais um gol adversário. Contudo, mão na bola dentro da área é pênalti! Na batida, o artilheiro Cauê contra o arqueiro Daniel – que no início da tarde havia comentado com a reportagem sobre um pênalti que havia defendido uma vez num rachão e se enaltecia dizendo que apenas ele e Diego do Acidus eram capazes de agarrar penalidades. Era a chance do cover do dinossauro roxo Barney mostrar que é de fato um grande arqueiro. Bola batida no canto direito, próximo ao meio do gol, Daniel cai bonito e, meio de joelho, meio com as mãos, espalma a bola de maneira incrível. Defesa incrível!

Parece que o lance mexeu com os ânimos dos alunos de DP, pois ainda na primeira etapa Léo, o mais lúcido da equipe, arrancou pelo lado direito, tabelou com Bob e bateu rasteiro, obrigando Chacha a fazer boa defesa para salvar os laranjas.

Rolou a bola na segunda etapa e os indomesticáveis chegaram para anotar o quarto gol. Bruno Alves roubou a pelota no meio campo, avançou, deixou o goleiro no chão e deu um presente para Teske só empurrar para as redes. Na seqüência, visivelmente sentindo falta de um bom banco, o DP deu uma pregada em campo. Nesse momento, Daniel, que era um dos melhores em campos deu, como todos os grandes goleiros, uma pequena bobeada. Bola cruzada na área, ele tentou segurar, mas a gordinha escapuliu e ficou limpa para Bruno Alves só mandar para o fundo do gol vazio.

Nos minutos que restaram de partida, talvez pelos Elefantes já estarem satisfeitos com a vitória assegurada, o DP partiu para cima e conseguiu anotar mais dois gols. O segundo e o terceiro, um pouco depois, com Bruno Fonseca e Joka, respectivamente. Mas o Elefantes fechou a conta com Corazza minutos antes do apito final. Assim a partida terminou, com uma já previsível vitória dos Elefantes, que, com o resultado, somado ao tropeço do Xoro Paro, volta à liderança do grupo e ruma à Série Ouro.

II CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Coringa 7 x 5 Xoro Paro

NA RAÇA E VONTADE, CORINGA DESBANCA ENTÃO LÍDER XORO PARO


Com um a menos, Coringa foi heróico e conquistou uma virada sensacional, para entrar na história do Chuteira de Prata

Por Renan Lamarck

Sem dúvida a melhor partida do final de semana dentro dos Chuteiras foi o embate entre Xoro Paro e Coringa, um jogão com várias alternâncias de vantagem no placar, chuva, gols bonitos, muita raça e viradas. Quem começou melhor foi o XP de Kuminha. O próprio camisa 10 trabalhou a bola na direita, pedalou para cima do marcador e rolou para Thiago Leme chegar batendo rente a trave.

No entanto, quem inaugurou o marcador foi o Coringa. Flavinho Garcia chutou da intermediária, o arqueiro rebateu para frente e a pelota sobrou nos pés de Kaká, sem goleiro, ao estilo Renê, fazer 1 x 0. Parece que o gol, em certo ponto inesperado pelo Xoro, abalou a equipe, pois no lance seguinte a bola foi cruzada na área e o pequenino Flavinho apareceu entre os zagueiros e desviou de cabeça. Um gol inacreditável!

Precisando da vitória para não perder a liderança do grupo, o XP partiu para a pressão e rapidamente descontou. O time vermelho tocou a bola no campo de ataque, encurralou o adversário até a pelota chegar a Perna, que acertou bonito chute e fez 2 x 1. Na seqüência ficou visível que o XP queria mais. O time roubou rapidamente a bola logo na saída de jogo por parte do Coringa e Rodrigo Resende fez o gol de empate, para vibração da equipe.

Mas se engana quem pensa que o quase sempre irregular Coringa – irregular pois consegue alternar de fato muitos bons e maus momentos dentro de um mesmo jogo – iria se entregar. Em cobrança de falta pelo lado direito do ataque, Rafinha Souza surpreendeu a todos com uma cobrança muito inteligente. Ele chutou a bola no único espaço que havia entre os jogadores que formavam a barreira, a redonda ainda tocou na trave antes de entrar. Golaço com a precisão de um grande jogador de sinuca.

Ainda nos minutos que restavam no primeiro tempo o Coringa continuava se mostrando superior e em boa oportunidade o time quase ampliou. O mesmo Rafinha cobrou lateral para Guilherme do outro lado da quadra, que bateu cruzado. A pelota cruzou toda a extensão da área e por muito pouco o pequeno Flavinho não conseguiu desviar para as redes. Todavia, pouco depois de Motta carimbar a trave do Coringa, este armou contra-ataque com Kaká, que tocou a bola entre as pernas do goleiro adversário e fez assim 4 x 2. E assim foi para o intervalo.

Na segunda etapa parece que o XP colocou a cabeça no lugar, pois logo nos primeiros movimentos o time de Kuminha chegou ao empate. Normalmente desequilibrando as partidas, o camisa 10 do Xoro apareceu na esquerda do ataque e diminui para 4 x 3. Em seguida, contando com uma defesa toda atrapalhada do arqueiro, ele mesmo aproveitou para empatar novamente o jogo.

Era de se prever que o Xoro Paro partisse de vez para cima do Coringa e, ainda contando com a infantil expulsão de Régis – que bateu boca com o árbitro e foi expulso de quadra –, parecia que seria mais fácil. E de fato quando Thiago Leme avançou pela direita e, com uma cavadinha, tocou na saída do arqueiro, as coisas tendiam para isso.

Contudo, quando parecia que o Coringa seria goleado, a equipe de Kaká, Mauricio e Rafinha, reagiu. Jogando com muita garra, vontade, determinação e valentia, o time tricolor reverteu completamente o panorama do confronto e, mesmo com um jogador a menos dentro de quadra até o apito final, fez parecer que era o Xoro Paro quem tinha tido um homem expulso. Diego ganhou dividida de Kuminha pelo lado direito e cruzou para Kaká dentro da área. Por muito pouco o grandalhão atacante não conseguiu estufar a rede adversário.

Com valentia Kaká brigou pela bola na esquerda e empatou em 5 x 5. O empate não era o bastante e o time se lançou ao ataque. Em contra-golpe, o XP quase chegou ao terceiro gol: Rodrigo ficou frente a frente com o arqueiro, que na hora certa cresceu e fez uma importantíssima defesa.

Eram arrepiantes os minutos finais, de um lado um Coringa guerreiro acreditando numa vitoria, do outro o Xoro Paro, líder, tendo a obrigação de vencer, ainda mais com o adversário com um jogador expulso. Jogando com o coração, foi a carta do baralho quem chegou para marcar. Kaká recebeu a pelota, matou no peito, abriu a redonda com Renato na direita, que devolveu o passe para o companheiro, que marcou o sexto gol para seu time.

O XP sentiu o golpe, tanto que no final da partida ainda sofreu outro gol. Bola alçada na área, Kuminha tenta cortar de cabeça, mas para azar do camisa 10 a pelota caiu nos pés de Rafinha, que com uma pancada decretou o 7 x 5 e a recuperação do Coringa.

II CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Canhedo Beppu 1 x 0 Sem Pretensão (WO)

SEM PRETENSÃO DESAPARECE E DEIXA CANHEDO COM 3 PONTOS POR WO
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Começou cedo o festival de WO. O lanterna do Grupo B não apareceu para seu compromisso e agora tem -1 ponta na tabela. Canhedo leva 3 e chega a 7 no total

II CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Real Paulista 5 x 4 Bucets

REAL DESBANCA MAJESTADE DE BUCETS E DISPARA


Equilíbrio e confusão marcaram o confronto, que teve em Xixi e Pedrinho os destaques individuais

Por Luiz Felipe Gonçalves

O relógio apontava mais de 5h da tarde e, na quadra 10, estava para começar o jogo mais esperado da rodada prateada. De um lado, o Bucets, liderados pelo fenômeno Lucas Xixi, enfrentando o líder e tsunami Real Paulista. Ao longo das últimas semanas, muita polêmica envolveu o embate principalmente em relação à equipe de Denis e Tom. Era o confronto de dois times invictos e 100% na competição.

A partida começou, como não poderia deixar de ser, de uma forma pegada, com ambas as equipes mostrando que vieram buscar a vitória e nada mais. O Real Paulista se postava melhor em sua defesa, dificultando muito a vida dos bucetianos. Entretanto, esse panorama não se concretizou de fato. Claudinho dominou na entrada da área de frente para o gol e bateu rasteiro com firmeza para abrir a contagem em favor do fusca genital.

Com o placar inaugurado, o embate começou a ficar, com o passar dos minutos, cada vez mais quente. Viam-se muitas trocas de “carícias” entre Tom e Panela, por exemplo, e também entre Rodrigo Storch e Xexé, que constantemente eram flagrados discutindo ou se provocando. Entretanto, a catimba recíproca dos times não atrapalhou a qualidade técnica da partida. Lucas Xixi decidiu mostrar por que é a sensação da Prata desse ano. Em cobrança de falta, ele mandou por fora da barreira com muita força em direção ao ângulo esquerdo de Ricardo, que se esticou todo e mais um pouco para fazer a defesa.

A realeza paulistana, por outro lado, também atacava. E o Bucets perdeu sua virgindade – de gols sofridos na partida, é claro – quando Marquinhos empatou a cancha em lance na área, aproveitando falha de Feto. O placar igualado parece ter esquentado ainda mais os já vulcânicos ânimos do cotejo. Após mais algumas trocas de provocações, o professor amarelou Panela, muito nervoso, e Claudinho. Instantes depois, a virada da equipe azul-amarela não tardaria a vir. Marquinhos, de novo, aproveitou, com oportunismo, rebote do goleiro em chute de Xexé.

Em desvantagem, os vaginais tiveram de partir para cima de seus antagônicos. Tom bateu falta colocada com perigo que Ricardo espalmou. Na seqüência, Turner chutou de longa distância e a pelota passou tirando tinta da trave. Como a equipe cândida não aproveitou suas oportunidades, veio o terceiro dos Royales. Pedrinho, que mais tarde se mostraria o grande elemento decisivo da partida, apenas escorou para o fundo das redes com um toque dentro da área.

O arquétipo de gols seguidos de cartões permaneceu. Tanto no gol do camisa 9 paulistano, que instantes depois rendeu cartão a Paniza, tanto quanto com Lucas Xixi, novamente ele, diminuindo o placar pelo flanco esquerdo. Minutos depois do gol do atacante urinário, Rodrigo Storch também foi advertido pela professorada.

Os minutos derradeiros do primeiro tempo se aproximavam e o Real Paulista embalou três oportunidades consecutivas. Em ordem: Pedrinho bateu pela esquerda, Feto defendeu e deu rebote que Xexé chegou chutando prensado com o zagueiro para a bola passar ao lado do gol; Pedrinho, once again, chutou alto para outra defesa do goleirão reprodutor; novamente Pedrinho, agora batendo cruzado. Feto novamente levou a melhor e defendeu.

Como quem não faz leva, a metade inicial se encerrou com o empate dos clitorianos, com um gol marcado por Rafael Storch. A etapa derradeira, esperadamente, manteve a toada intensa da anterior. Logo de cara, o Real Paulista mostrou que não estava contente com o empate e ganhou a dianteira novamente com gol de Pedrinho, agora com chute preciso no cantinho esquerdo da meta branca.

Após alguns minutos, a equipe do sangue azul conseguiu ampliar o escore. Panela recebeu lançamento de longe e não perdoou. RP 5 x 3. A partir daí, o que se viu foi um Bucets se perdendo em campo, enquanto seus adversários vibravam mais e se mostravam mais calmos na partida.

Entretanto, com o ocaso da cancha se aproximando, era o momento dos pussies partirem para cima. Xixi, sempre ele, se esparramou com velocidade pelo campo e recebeu na entrada da área. O excretor atacante da camisa 88 bateu rasteiro e a bola passou com muito perigo ao lado direito do gol Paulista.

Essa ofensividade intempestiva, entretanto, deixava a equipe mais propensa a receber bolas enfiadas em velocidade contra sua defesa. Como no lance em que Panela recebeu passe e chutou com força próximo ao ângulo direito, desperdiçando a chance de matar a partida.

Instantes depois, o Bucets começaria a se reencontrar no jogo e, com isso, marcaria o quarto, esquentando o ambiente novamente. Xixi avançou bem pela esquerda e cruzou para a área, a bola bateu em seu companheiro Glauco e entrou, estufando as redes dos nobiliárquicos.

Com os instantes derradeiros cada vez mais próximos, o Bucets tentava ir para o tudo ou nada. Xixi tentou em mais duas oportunidades – um voleio de fora da área que foi para fora e um cabeceio para Rodrigo, que, do lado da trave, chutou para fora – em vão. Fim de papo, Real Paulista 5 x 4 Bucets, e mais discussões no fim da partida, como não poderia deixar de ser.

II CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

É Verdadeee 5 x 1 TCM

É VERDADEEE ENGATA SEGUNDA VITÓRIA CONSECUTIVA


Feito inédito para time de Gavião, deixa TCM para trás e, com 9 pontos, já encosta nos líderes

Por Luiz Felipe Fernandes

No penúltimo horário da quinta rodada, o embate entre É Verdadeee e TCM fechou a rodada. A equipe de Gavião e King conquistara 6 pontos em seus 4 primeiros jogos,. Já o Tá com Medo?, com um jogo menos, vinha com apenas 3 pontos.

Logo de cara, a equipe sincera embalou dois gols, com Lacraia. No primeiro, o jogador recebeu pelo alto e tocou com habilidade na saída do goleiro. Minutos depois, não perdoou novamente e estendeu sua vantagem no escore.

O TCM, por sua vez, se demonstrava pouco criativo na hora de atacar, ficando, assim, em muitas dificuldades perante a forte marcação dos azuis e brancos. Quando conseguiu chegar, o time do canal de filmes clássicos esbarrou, também, na falta de sorte. Como, por exemplo, num fortíssimo chute de Cléber, espalmado pelo goleiro Reyna, que, ainda por cima, atingiu o travessão depois.

Após mais alguns minutos de muita pegada, porém pouca criatividade, O TCM conseguiu diminuir a desvantagem no placar. Cléber cobrou escanteio na cabeça de Thiagão, que testou bonito para fazer a bola morrer no ângulo dos verídicos. Com isso, houve uma crescente de oportunidades nos minutos derradeiros da metade inicial.

Primeiramente, Guga pela direita arrumou um perigoso chute cruzado rasteiro que passou rente à trave. Na sequência, era o momento de Girão dar as caras. O camisa 10 dos verdadeiros embalou duas chances perigosas seguidas: primeiro pegando na veia e chutando forte por cima, depois mandando no mesmo lugar, só que pelo flanco direito. E final da primeira etapa.

Os 25 minutos finais começaram com o TCM mudando seu goleiro e partindo para cima. Raffa chutou do meio de campo no alto de Reyna, que fez a defesa. A peleja continuava disputada, com ambas as equipes correndo muito em busca da bola, contudo, não conseguiam criar muitas oportunidades ofensivas nesses minutos iniciais.

Aos poucos o É Verdadeee mostrou sua verdadeira (sem trocadilho) força, e foi se impondo na partida. Dessa forma, marcou o terceiro com Diego, que, em gol polêmico, apenas escorou do lado da trave para o fundo das redes. Sobrou reclamação dos Tecê-emes, que acusaram o camisa 16 de estar fora da quadra e voltar sem autorização pela linha de fundo quando foi recolocar a caneleira em seu devido lugar. Entretanto, os brados da equipe amarela de nada adiantaram.

O gol deu novo ânimo ao time da franqueza, que passou a dominar a partida até seus minutos finais. Antes de fechar a conta, os azuis anotaram três boas oportunidades consecutivas. Em ordem: Lacraia chutou rasteiro e a bola passou ao lado; Diego, igualmente rasteiro, agora defendido pelo arqueiro, e Fúria mandando por cima com perigo da entrada da área.

Posteriormente aos lances desperdiçados, vieram os últimos gols da partida. Lacraia recebeu cruzamento rasteiro com açúcar pela direita e apenas escorou para o gol, enquanto Gavião voltou a marcar e selou a goleada do É Verdadeee.
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