BACANA E MULEKES DÃO SHOW EM QUADRA E ESQUADRA BRANCA
Quase sem faltas, vitória do Mulekes foi recheada de emoção, ofensividade e gols
Por Luis V. Andreassa
Algumas pessoas costumam dizer que quanto mais esperança se deposita em algo, maior será a decepção. Mas e quando se espera muito de alguma coisa e se é correspondido? E quando um jogo promete ser bom e mesmo assim supera todas as expectativas? Quando isso acontece todos saem satisfeitos. Certamente todos que tiveram o privilégio de acompanhar o duelo espetacular entre Bacana e Mulekes saíram com sorriso no rosto. Ambas as equipes foram líderes de seus grupos na primeira fase do campeonato passado e acabaram sucumbindo no mata-mata, mas mesmo assim são conhecidas pelo seu futebol ofensivo, organizado e plástico.
Elas fizeram jus à fama. Nem mesmo o sol forte do início da tarde foi capaz de abater os jogadores, que mostraram uma disposição invejável. Em briga de cachorro grande, a vontade de mostrar quem é o dono do território é ainda maior. E o Mulekes começou mordendo logo no primeiro minuto, quando Leco finalizou de bico e viu a bola bater na trave antes de entrar e morrer na rede. Só que do outro lado estava um time caracterizado pelo toque de bola rápido e preciso. Foi numa jogada refinada que Demehur recebeu pela esquerda e encontrou Victor livre do outro lado, o qual chegou batendo de primeira para fora.
O camisa 10 bacana estava a fim de jogo e, se como garçom não deu certo, resolveu por si mesmo, achando um espaço pelo lado esquerdo e mandando, do bico da grande área, um belo chute cruzado no cantinho, empatando com estilo. O rival não se abateu e tentou em tabela entre Gian e Leco, na qual o primeiro recebeu do companheiro e concluiu para fora.
O começo de jogo era aberto e extremamente movimentado, e a impressão era de que o placar iria mudar em pouco tempo. E não deu outra: aos 8 minutos, Napolitano tentou dominar um lançamento pelo lado esquerdo, caiu no chão, bateu na bola de cabeça e a redonda subiu. A jogada esquisita foi completada quando a pelota caiu nos pés de Gustavo Izique, que não perdoou com um foguete cruzado que mais uma vez venceu o goleiro Armando, virando a partida para o Bacana.
Gustavo estava mesmo com o pé calibrado, tanto que quase ampliou pouco depois ao chegar pelo meio e bater rasteiro, exigindo defesa do guarda-metas. O Mulekes mostrou que estava vivo e respondeu quando Gian fez boa jogada e passou para Caio Ferin dominar na área e chutar em cima de Bruno. A chance perdida, porém, foi compensada dois minutos depois. Rafinha chutou, Bruno não segurou e Caio apareceu para completar para as redes.
Um grande jogo tem que ser também surpreendente. Surpreendente ao ponto de o Bacana aproveitar a saída de bola após levar o revés e bater para o gol no segundo toque na bola. E foi assim que Cezar acertou o cantinho e desempatou sem dar sequer um minuto para o rival apreciar o sabor do empate.
A partir daí, o Mulekes assumiu uma postura mais ofensiva, dominando a posse de bola e tentando furar a bem postada defesa do Bacana, que por sua vez procurava explorar os espaços deixados pelo rival e chegava a ser mais perigoso. Mesmo assim, Vitinho quase deixou tudo igual numa tentativa de calcanhar que passou rente à trave. A insistência foi recompensada aos 18 minutos, quando Barata passou para Gian na linha de fundo e recebeu cruzamento do parceiro, ficando na cara do gol para empatar.
O tento inspirou a esquadra branca, que encontrara o caminho certo para atacar com tabelas e jogadas pela linha de fundo. O adversário, por sua vez, se encolhia na defesa e viu Leco quase virar com chute de perna esquerda pelo meio que passou perto da trave. Entretanto, o Bacana não escaparia na próxima investida: Leco, livre dentro da área, aproveitou rebote para finalizar e fazer 4 x 3. No último lance do primeiro tempo, o time de vinho quase deixou tudo igual novamente em belo passe de Gustavo Izique para Victor que, dentro da área, teve a chance mas parou na boa saída do goleiro.
Para felicidade geral da nação, o ritmo não diminuiu na segunda etapa e, antes de o ponteiro maior do relógio terminar a primeira volta, Bruno Gomes bateu pela direita, Armando não segurou e na sobra Tião dominou livre dentro da área e chutou na trave, perdendo grande chance de empatar. Apesar disso, o Mulekes continuou melhor postado em quadra, sendo o responsável pelas melhores chances. Gian quase ampliou em dois lances. No primeiro, o camisa 8 se livrou da marcação pelo meio e bateu para fora. Pouco depois ele recebeu dentro da área e só não marcou o seu porque Bruno Gomes chegou na hora certa para travar. Barata perdeu oportunidade ainda mais clara ao receber dentro da área, ao dominar e, cara a cara com Bruno, bater em cima do arqueiro.
Foi quando o ritmo deu uma diminuída que as redes voltaram a balançar para não perder o pique. Em contra-ataque, Gustavo Izique bateu cruzado e Luiz Ventura apareceu no meio do caminho para completar para dentro e restabelecer a igualdade. Entretanto, o Bacana provou do próprio remédio e, assim como fez um gol logo após sofrer um tento no primeiro tempo, o Mulekes logo respondeu com Caio Ferin indo à linha de fundo e cruzando para a área. A bola bateu na zaga, no goleiro e acabou entrando.
Mesmo com o balde d’água fria, a esquadra cor de vinho não esfriou e resolveu partir para cima. Todavia, estava difícil furar o bloqueio rival com as jogadas de toque de bola, então a solução foi apostar em outras alternativas. Jorge cruzou pela direita para Victor dentro da área tentar uma bicicleta toda torta e mandar para cima. Pouco depois, em cobrança de falta a bola foi rolada para Luiz Ventura chegar finalizando com perigo para fora.
A tática dos cruzamentos deu certo em cobrança de escanteio. Cabeçada e gol! 5 x 5. Mas como nessa partida a alegria de quem faz gol dura pouco, logo na sequência Vitinho aproveitou chance pelo lado direito e botou para dentro, recolocando o Mulekes na dianteira do placar. Pouco depois, Barata quase ampliou a vantagem em chute colocado que passou por cima, perto do ângulo.
O rival respondeu com uma bola levantada no segundo para Gustavo Izique cabecear para baixo e ver a bola bater no chão, subir e passar por cima do travessão. A oportunidade perdida fez falta, pois, no final da partida, o rival conseguiu armar um bom contra-ataque e Caio Ferin saiu na cara do gol para tocar na saída do goleiro e dar númer os finais ao duelo.
Foi assim que Bacana e Mulekes deram uma aula de ofensividade, organização, habilidade e bom futebol. O Mulekes segue na liderança ao lado do Estudiantes, com 100% de aproveitamento. O Bacana derrapa e está embolado com outras três equipes logo abaixo, com 4 pontos.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA
Jeremias 10 x 0 Só Resenha
NA BASE DO ‘VIRA A CINCO, DEZ ACABA’, JEREMIAS ANIQUILA RESENHA
Só Resenha não esboçou nenhuma reação e foi massacrado pelo novato na Ouro, que já aplica sua segunda goleada em 3 jogos
Por Rodrigo Amaral
Por volta das três horas da tarde, quando acabara o primeiro jogo da quadra 6 e a segunda partida já rolava, ninguém falava de outro assunto a não ser justamente o primeiro jogo. Não era pra menos: o time do Jeremias havia metido uma sacolada de um sonoro DEZ a zero em cima do Só Resenha.
A goleada se iniciou já no primeiro minuto, quando Camillinho passou pelo defensor, foi até a linha de fundo e cruzou. Um zagueiro apareceu na frente e colocou para dentro do gol. Em mais dois minutos, Gui Ferreira deixou Matheus no chão e em seguida a bola no canto esquerdo da meta adversária. Aos 6 minutos de bola rolando, a goleada já estava construída após Gui Ferreira lançar Marcelo na área, que dominou levantando a redonda e tocou rasteiro na saída do arqueiro Pirulão.
Com10 minutos via-se claramente a realidade do placar. Enquanto o Resenha errava muitos passes e parecia totalmente fora do clima da partida, o Jeremias colocava na roda o time mais ofensivo do Chuteira com passes rápidos e precisos. Aos 15 contados, Tingão arriscou de fora da área e errou o alvo. A bola ia para fora, mas Marcelo colocou o pé na trajetória da redonda, o suficiente para vencer o goleiro e marcar o quarto tento.
Mesmo sofrendo uma goleada com pouco mais de 15 minutos, o time do Só Resenha jogava limpo e não se excedia nas entradas. Teve até momento para “fair play”. Na reta final, o Resenha deu uma ajeitada na marcação, mas os passes continuavam saindo errado. O Jeremias aproveitou até o último minuto para ampliar a vantagem. Aos 24 minutos, Fred recebeu bola pelo alto, dominou no peito e emendou um chute rasteiro no contrapé de Pirulão.
Parece ter faltado conversa no intervalo, pois o Só Resenha voltou abatido ao segundo tempo e o baile continuou. Jorge Fernando driblou um, dois, no terceiro marcador ele adiantou muito a bola e preferiu se jogar para cavar uma falta, sem sucesso. Pra não dizer que não mudou, a equipe do Resenha chegou mais cedo ao ataque, mas ainda sem eficiência. O guarda-metas Gustavo não teve muitos problemas para agarrar chute no canto direito de Mirandinha.
Aos 9 minutos a goleada tardou, mas continuou sendo construída. Jorge Fernando recebeu passe na entrada da área e chutou rasteiro no meio, mas sem chances a Pirulão. Depois do caminho aberto, os outros gols surgiram naturalmente. Marcelo e Jorge Fernando arrancaram em um contra-ataque que só parou com o chute do segundo para dentro do gol.
Aos 16 minutos, após falta cobrada, a bola sobrou na entrada da área e Jorge Fernando aproveitou para deixar o seu terceiro gol no jogo. Segundos depois, em um piscar de olhos, o oitavo gol já tinha virado nove. O time do Jeremias logo recuperou a bola e Tingão chutou rasteiro dentro da área. Para dar, finalmente, números finais ao placar, Marcelo recebeu cobrança de lateral e, de cabeça, encobriu o goleiro que estava adiantado.
Na próxima rodada, o vice-líder Jeremias tentará manter a sina de goleadas contra o Roleta. Já o Só Resenha, na sétima posição, precisa se reencontrar, pois tem nada menos que o clássico contra o Arouca pela 4ª rodada.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA
SPQSF 7 x 3 Primatas
SPQSF MOSTRA EVOLUÇÃO E GOLEIA PRIMATAS
Sempre ele, Jaja comandou a vitória em embate disputado e recheado de confusões no final
Por Luiz V. Andreassa
O SPQSF voltou a mostrar que não está a fim de brigar apenas para não cair nessa edição da Série Ouro. E, desta vez, conseguiu conquistar sua primeira vitória, e com muito estilo, enfiando sete gols no Primatas, que caiu para a zona do rebaixamento.
A partida prometia ser amarrada e disputada mais na marcação do que no ataque, tendo em vista os primeiros minutos recheados de disputas, movimentação e poucas finalizações. Em um dos únicos lances de perigo, Jaja quase abriu o placar para a esquadra verde e preta ao cobrar falta com categoria, no ângulo, e parar em grande defesa de Vitinho.
Foi aos 8 minutos que o panorama mudou drasticamente. O Se Perder Que Se Foda tramou uma bela troca de passes, que passou pela cabeçada de Jaja na linha de fundo que fez a bola chegar para Marinho, do outro lado, concluir para as redes. Entretanto, nem houve tempo para comemoração, pois a resposta rival foi rápida e mortal. Rafinha cobrou falta pelo meio, a bola passou pela barreira, pelo bolo de jogadores na área e também pelo goleiro Marcelo.
O empate fez bem ao Primatas, que cresceu de produção e passava a levar perigo nas jogadas de Rafinha e nas investidas de Teco. O primeiro quase virou o placar ao fazer boa jogada pela linha de fundo e, mesmo sem ângulo, exigir intervenção do arqueiro. Já o camisa 4 foi mais preciso quando tentou: subiu sozinho em cobrança de escanteio e cabeceou bonito, como pose e tudo, acertando o ângulo, sem chances de defesa.
O jogo, nesse momento, era, obviamente, mais emocionante e aberto. O SPQSF não se intimidou com a virada e encontrou forças para atacar. Mais que isso, a equipe mostrou seu poder de reação devolvendo a virada com dois gols relâmpago. Renan Gomi fez 2 x 2 ao tentar um chute do meio da área no qual a bola passou por todo mundo e morreu nas redes. Poucos segundos depois veio a virada: Jaja aproveitou rebote e recolocou seu time na frente. Foi aí que o ritmo deu uma diminuída e não houve grandes chances até o fim do primeiro tempo.
Se o equilíbrio foi a marca da primeira etapa, a segunda já começou mostrando que o panorama seria totalmente diferente. Bastaram dois minutos para Jaja passar para Renan Gomi dentro da área devolver de calcanhar e deixar o camisa 9 na cara do gol para tocar na saída de Vitinho e fazer uma pintura de gol. Com isso, a confiança do Se Perder foi lá em cima e não demorou muito para a vantagem ser ampliada: Di Dicredo bateu cruzado e Jaja apareceu para, livre no segundo pau, completar para as redes.
O quadro era o pior possível para o Primatas: sua defesa estava perdida, o time atordoado e recuado, e o rival se mostrava cada vez mais animado. O sexto gol parecia questão de tempo. Marinho perdeu grande chance de fazê-lo ao receber livre ao lado da trave esquerda e finalizar de primeira para fora. Porém, aos 10 minutos não teve jeito e a goleada se tornou ainda mais elástica. Di Dicredo aproveitou um dos muitos espaços deixados pela zaga rival e saiu na cara do gol, tendo apenas o trabalho de tocar na saída do guarda-metas e correr para o abraço.
Rafael ainda conseguiu descontar para a equipe vermelha e branca com uma bomba de dentro da área que estufou as redes. Mesmo assim, não foi o bastante para animar o time e o ritmo deu uma caída, assim como o número de chances. O que aumentou foram as faltas e disputas de bola mais fortes. Em uma destas, o goleiro Marcelo demorou para soltar a bola em uma reposição, um jogador primata tentou tirar das suas mãos, o arqueiro reagiu com um chute no rival e não deu outra: cartão azul. De um modo ou de outro, Gama vestiu a camisa de goleiro e foi para debaixo das traves, com a sorte de o seu time já estar com o jogo na mão.
O clima esquentava em quadra com o passar do tempo, mas as oportunidades continuavam rareando. Pelo SPQSF, Di Dicredo bateu colocado de fora da área e mandou perto do ângulo. Do outro lado, Rafael tentou com chute forte que passou por cima. Os últimos minutos foram de uma tentativa de pressão por parte do Primatas, mas furar o bloqueio adversário não era tarefa das mais fáceis. Em disputa de bola, Di Dicredo e Gus começaram a discutir, armaram confusão e também tomaram cartão azul.
Com a vitória assegurada, a esquadra verde e preta ainda ampliou com Jaja completando cobrança de lateral e anotando seu terceiro gol na partida, o sétimo do seu time. Ainda houve tempo para Rafinha perder boa chance de deixar o placar menos feio ao aproveitar sobra dentro da área, girar e bater para fora. Mas tudo acabou mesmo com o sonoro 7 x 3, num bom jogo de bola, que teve alguns momentos mais travados e confusões desnecessárias, mas que deve ser lembrado pelo alto número de gols e pela emoção proporcionada.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA
MachuPichu 2 x 1 Med Taubaté
MACHUPICHU VENCE MED E SE RECUPERA
Em compensação, médicos seguem má fase e continuam sem pontuar após três rodadas
Por Rodrigo Amaral
Jogo de times na lanterna e sem pontos. Era a chance de um renascer e, por mais que se esperasse o Med saindo do zero, foram os peruanos a vencer e a deixar a má fase ao adversário.
No minuto inicial, Tebas, dentro da área, chutou forte e a bola passou raspando a trave. O contragolpe do Med Taubaté veios aos 7 minutos, com Javier, que se viu rodeado por três marcadores, mas ainda assim achou espaço para o chute, que foi impedido pelo goleiro Philippe Dias. O atacante voltou a aparecer com perigo logo depois, em um chute de fora, mais uma vez parado pelo guarda-metas. Aos 10 minutos, o MachuPichu aproveitou que a artilharia do Med ainda não estava afiada e abriu o placar em contra-ataque; Tebas recebeu de Ricci e mandou de fora no contrapé do goleiro.
Nenhuma das chances anteriores perdidas foi tão boa como a que teve Pedro Henrique aos 12 minutos, quando perdeu boa chance sem goleiro, após passe de Brão. Estava lançado, então, o festival de gols perdidos. Dessa vez foi pelo lado do MachuPichu: Ricci recebeu cobrança de lateral pronta para cabecear ao gol, era só testar reto, mas a bola saiu pelo lado da meta. Ricci estava inspirado: ele recebeu lançamento da defesa e, mesmo sozinho, mandou por cima do gol.
Aos 23 minutos, o 10 do Med, Rogerinho, pedalou pra direita, pra esquerda e chutou forte, a bola saiu rasteira no meio para a defesa do arqueiro. O time de Taubaté tentou aproveitar até o último minuto para igualar o placar. Em cobrança de falta na entrada da área, o chute de Javier explodiu na mão do goleiro e foi à escanteio. O árbitro não permitiu a cobrança e encerrou a etapa inicial.
A persistência do Med não diminuiu até o empate, que aconteceu logo aos 3 minutos da etapa final. Rato tocou do meio para a lateral, onde estava Boca, que pegou de primeira e completou para o gol. 1 x 1. A equipe ainda continuou pressionando para arrancar a virada, mas a defesa do MachuPichu seguiu consistente, característica marcante da campanha campeã na Prata no semestre passado.
As principais oportunidades do Med foram em chute de Pedro Henrique, que saiu mascado para defesa tranquila do goleiro, e um lance isolado, que não ofereceu perigo, mas vale a pena ser comentado pela beleza do drible: Rafa Morais puxou a bola de um lado para o outro entre suas pernas e enganou seu marcador, Tebas, que se iludiu com o lance e foi parar no chão.
Apesar das poucas chances de gol, o time peruano foi eficiente nas poucas vezes que chegava ao ataque. Aos 10 minutos, a vantagem no placar foi refeita. Após cobrança de escanteio dentro da área, Ricci escorou de cabeça, a bola ia em direção às mãos do arqueiro Jardel, mas teve um desvio em seu trajeto e parou no fundo da rede.
Um minuto depois o Med Taubaté teve boa chance de novamente empatar, mas a vontade de fazer diferença penou para a equipe. Rogerinho e Rafa Morais disputaram a mesma bola que sobrara na área e o chute mal saiu.
O Med se esforçou até o fim para sair com pelo menos um mísero ponto, mas outra incrível chance desperdiçada acabou com os planos da equipe. No, literalmente, último lance, Brão recebeu a bola dentro da área sem marcação, nem goleiro, mas o camisa 2 fez o que parecia ser o mais difícil e mandou looooonge a gorduchinha por cima da meta.
Nova derrota do Med, recuperação do MachuPichu, que encaram agora o Bufalos. Já os médicos têm pela frente o Arouca Jrs.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA
Fora de Série 4 x 2 Fúria
FORA DE SÉRIE RENASCE AO VENCER FÚRIA EM CLÁSSICO
Time fez quatro gols em 9 minutos para conquistar virada heróica e dar novo gás ao time
Por Luiz V. Andreassa
O clássico entre Fúria e Fora de Série, o famoso Fo-Fu, foi mais um dos bons jogos que rolaram nesta terceira e atípica rodada da Série Ouro, cuja média de gols foi bem alta. Depois de um primeiro tempo sem redes balançando, a segunda etapa reservou muita emoção, chances perdidas e uma virada heróica.
O começo de partida foi mais travado, de poucas chances de gol. O primeiro a tentar a finalização foi André, do Fúria, que recebeu na direita e bateu forte de primeira para defesa do goleiro Casari. Com o passar dos minutos, a equipe foi se animando mais e tomando o controle das ações. Adriano Motta quase abriu o placar ao cabecear livre no segundo pau. O Fora respondeu com finalização de Du Formiga em confusão dentro da área que pegou na zaga e foi para escanteio. Mas a maior iniciativa era mesmo do rival: Thiago Motta aproveitou cruzamento em tiro de canto para girar um voleio e mandar por cima. Aos 10 minutos, foi a vez de seu irmão perder outra boa chance. Ele dominou dentro da área e chutou para fora.
À medida que a equipe rubronegra ia para frente, o rival ia se encolhendo. Thiago Motta continuava a encontrar espaços na zaga adversária e chegou a balançar as redes quando recebeu no bico direito da área e concluiu na rede pelo lado de fora. O Fora de Série, por sua vez, carecia de criatividade na armação de jogadas e sentia extrema dificuldade para levar perigo à meta rival. Apesar disso, o estreante Wellington arriscou do lado esquerdo e mandou a bola rente à trave.
Do outro lado da quadra, continuava a pressão furiosa, que perdeu grande chance de em chute de Thiago Motta no qual Casari falhou ao dar a sobra para dentro da área. Porém, ele se recuperou e fez milagre ao se recuperar e defender o rebote aproveitado por Fagner. Na sequência, André quase fez um golaço ao tentar de sem pulo de fora da área e exigir nova defesa do arqueiro.
Foi somente aos 20 minutos que o Fora conseguiu reagir e ter um momento de domínio, criando algumas chances, principalmente com Cançado. Primeiro, o camisa 14 aproveitou sobra dentro da área, girou e chutou em cima do goleiro Pedro. Pouco depois, ele recebeu na direita, se virou para o gol e finalizou, exigindo que o guarda-metas mandasse a bola pela linha de fundo. Com isso, o primeiro tempo terminou mesmo no 0 x 0.
Mas o gol que faltou nos primeiros 25 minutos não demorou a aparecer na etapa final, até porque o Fúria voltou do intervalo muito ligado e chegando com passes rápidos e jogadas incisivas. Em uma dessas, Thalles recebeu na área e encheu o pé para vencer Casari e abrir o placar. Pouco depois, Diego bateu cruzado pelo lado direito e Bruno tentou completar para as redes. Em cobrança de falta de longe, Bruno ainda teve outra chance quando o goleiro espalmou e ele concluiu a gol, mas a zaga azul tirou em cima da linha.
Dominando a partida, o Fúria seguiu perdendo boas chances, mas aos 12 minutos conseguiu ampliar: Diego foi à linha de fundo e cruzou para Bruno chegar batendo no cantinho, no contrapé do goleiro, anotando 2 x 0 e comemorando com pose. E Bruno queria mesmo aparecer mais que todo mundo, perdendo outra oportunidade ao bater de primeira na entrada da área para boa defesa de Casari.
Como diz o filósofo Muricy Ramalho, a bola pune. E nesta partida não foi diferente. Depois de marcar dois gols e perder grandes chances de ampliar, o Fúria recuou e viu o adversário crescer na partida. Esse crescimento do Fora foi mais na vontade do que na organização, mas às vezes a vontade e a superação bastam para construir uma grande vitória. A reação forense começou a se desenhar aos 16 minutos, quando Rafael Rezende abriu espaço pelo meio e chutou. A bola desviou na zaga, enganou Pedro e foi para as redes. O gol botou fogo no jogo, que ficou mais corrido e pegado. Du Formiga passou perto de empatar ao arriscar de fora da área e mandar pela linha de fundo.
Os jogadores do Fora se mostravam agora muito mais confiantes e partiam com tudo para cima. A zaga do Fúria afastou um levantamento na área após cobrança de lateral, Du Formiga pegou o rebote e bateu cruzado. No segundo pau, Calado surgiu à la Renato Gaúcho para se jogar na frente da bola e, de barriga, botar para dentro. Nem deu tempo para a esquadra comemorar o gol de empate, porque no lance seguinte já puderam comemorar a virada. Paulinho recebeu passe em profundidade e tocou na saída do goleiro para fazer 3 x 2 e explodir de alegria junto com seus companheiros.
A essa altura os nervos e as emoções estavam à flor da pele. Adriano Motta teve a chance de deixar tudo igual novamente ao cabecear sozinho dentro da área. Casari pegou. O rival respondeu com Paulinho chegando pela esquerda e passando para Renan chegar do outro lado e chutar para fora. O Fora seguia melhor e Cançado quase fez o quarto ao receber bom passe na direita e chutar forte. Pedro espalmou. E Cançado estava mesmo disposto a decidir a parada e, no último minuto, dominou fora da área, girou, finalizou no meio do gol e o goleirão aceitou. Frangaço.
Com isso, o placar foi fechado em 4 x 2, numa virada heróica do Fora de Série, que aproveitou as parcas chances criadas, ao contrário do Fúria, que se especializou nesta partida em perder gols. O Fora renasce e já pensa em deixar a má fase para trás. Terá chance de comprovar isso contra o campeão Real Paulista. O Fúria tem jogo decisivo contra o Di Primeira, que segue na lanterna.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA
Estudiantes 4 x 3 Di Primeira
ESTUDIANTES É MAIS COMPETENTE E BATE O DI PRIMEIRA
Insistência da equipe azul e branca se deu até o final, mas não evitou a derrota
Por Luiz V. Andreassa
O Estudiantes de La Vila conquistou mais uma vitória no Grupo B, manteve o 100% de aproveitamento, com 9 pontos em 3 jogos, e divide a liderança com o Mulekes. Além disso, já desponta como um dos possíveis favoritos ao título. Do outro lado, o Di Primeira vive situação complicada: com -1 ponto – devido ao W.O na primeira rodada –, segura a lanterna do grupo.
A partida não foi desigual como a posição das duas equipes na tabela pode sugerir. O Di Primeira teve até mais posse de bola e começou atacando em desvio de Dri no segundo pau após cruzamento, que exigiu defesa do goleiro Tucano. A resposta veio em cobrança de falta de Abreu, a qual também foi defendida por Ferrugem.
O começo movimentado e disputado sugeria que logo as redes seriam balançadas, e de fato demorou apenas 4 minutos para isso acontecer. Alemão dominou pela meia direita e acertou um belo chute, forte e colocado, que deixou Tucano sem reação e inaugurou o marcador a favor do Estudiantes.
As ações ocorriam dos dois lados e ambas as equipes criavam chances. Pelo Di Primeira, Lê desperdiçou boa oportunidade ao receber perto do gol e bater rasteiro para fora. O ex-jogador profissional Maurinho respondeu ao roubar a bola pela lateral direita e bater cruzado pela linha de fundo.
Do outro lado da quadra, Simon bateu falta, a pelota desviou na zaga e saiu com perigo. Porém, aos 13 minutos, foi o rival quem chegou ao gol e ampliou a vantagem. Em jogada rápida, Maurinho saiu na cara do gol e, com a categoria de quem sabe jogar bola de verdade, tocou rasteiro na saída do goleiro. O camisa 8 ainda teve a chance de fazer o seu segundo ao acertar um chute no ângulo, porém desta vez Ferrugem estava bem colocado para defender.
A partir daí, o jogo ficou mais amarrado e equilibrado, com menos chegadas perigosas dos ataques. Todavia, quando a primeira etapa já estava no seu final e dava a impressão de que terminaria no 2 x 0 mesmo, tudo mudou drasticamente. Em cobrança de falta aos 22 minutos, a bola foi rolada para Cris chegar batendo da entrada da área. A pelota desviou no meio do caminho mas passou por todo mundo e foi parar no fundo do gol.
Poucos segundos depois, o mesmo Cris invadiu a área e encheu o pé para estufar as redes e deixar tudo igual. O primeiro tempo terminava de maneira surpreendente, porém justa, pois a esquadra azul e preta (sim, o Di Primeira veio de uniforme novo) mereceu chegar à igualdade.
Depois do intervalo não demorou muito para o time pseudo-argentino voltar a ficar na frente. Logo aos 3 minutos, Alemão arriscou do meio da rua e acertou o cantinho para desempatar. O adversário, no entanto, mostrava ser duro na queda e não abaixou a cabeça diante do novo revés. Ao invés disso, buscou mais uma vez a reação e quase a conseguiu quando Dri dominou na meia direita e bateu forte, rente à trave. Se de longe não dava certo, o camisa 25 teve mais sucesso tentando de perto. Ferrugem acertou um belo lançamento de dentro de sua área para Dri quase na área rival dominar, driblar Tucano e restabelecer a igualdade.
O Estudiantes também mostrava força de vontade para correr atrás do prejuízo. O esforço quase foi recompensado quando Abreu chegou completando cruzamento e exigiu uma grande defesa do goleiro. E Ferrugem seguiu se destacando, evitando finalização de Maurinho que entraria no cantinho. Todavia, foi o Di Primeira quem perdeu a chance mais clara de gol: Jocélio chegou pela esquerda, chutou, Tucano espalmou para dentro da área e Gui chegou na cara do gol mandando para fora!
O gol fez falta, pois Rodrigo Araújo disparou uma bomba do bico da grande área e recolocou o time vermelho, preto e branco na frente. Inspirado pelo companheiro, Abreu quase fez um golaço ao tentar um misto de voleio e chute de costas que parou em defesa do guarda-metas.
Os últimos minutos foram bastante disputados, com o Di Primeira partindo para cima e o rival tentando aproveitar os espaços na zaga adversária para ampliar. O camisa 13 “Loco” Abreu seguia tentando deixar sua marca, finalizando na correria pelo lado esquerdo e exigindo nova intervenção de Ferrugem. Depois, ele tentou ser garçom ao passar para Diogo chegar concluindo para fora.
O final se tornava cada vez mais dramático e chegou a ser um teste cardíaco para os jogadores quando Gui bateu pelo lado esquerdo e só não empatou a partida porque a defesa do Estudiantes tirou em cima da linha. Na sequência, a pressão prosseguiu e Dri subiu na área, cabeceou e acertou o travessão. A última chance, porém, aconteceu do outro lado em chute de bico de Maurinho que Ferrugem pôs para escanteio.
O jogo acabou então mesmo no 4 x 3 para o Estudiantes, que foi mais eficiente para aproveitar suas oportunidades e pôde comemorar não só a vitória, como também a surpreendente liderança do grupo ao lado do Mulekes.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA
SNG 3 x 2 Roleta Russa
RENÊ COMANDA VITÓRIA DO SNG SOBRE ROLETA
Dono de dois gols e uma assistência, artilheiro foi essencial no início, mas time para e quase deixa o Roleta empatar
Por Rodrigo Amaral
Em pouco mais de dez minutos, a equipe do SNG apontava para uma goleada. O Roleta parecia que não seria páreo para o tricampeão, mas o time se acertou e, no segundo tempo, quase chegou ao empate.
O time laranja abriu o placar em uma bela troca de passes. Em cobrança de falta despretensiosa, Léo rolou a bola de lado para Biro, que tocou para a esquerda, onde estava Tejeda, que, por sua vez, sem deixar passar de dois toques, mandou para o atacante Renê concluir dentro da área. Era o primeiro.
No minute seguinte, em outra boa troca de passes, Biro cruzou na área, mas desta vez apareceu alguém do Roleta para tirar. Coelho tentou tirar de calcanhar, mas se enrolou com a bola. O goleiro Guaraná, em um ato de desespero, chutou para onde o nariz estava apontado e atingiu o rosto de Renê. Por pouco a bola não tomou o rumo do gol.
Aos 10 minutos, o autor do primeiro gol ampliou a diferença no placar, em uma bela jogada, agora com méritos individuais. Renê recebeu na área, limpou o marcador e, mesmo caído, tocou na saída do goleiro. Gol ao estilo velho Renê. Dois minutos depois, o terceiro tento só não saiu porque Tejeda carimbou o travessão. Porém, logo em seguida, o 3 x 0 se concretizou. Renê, pela direita, tocou para dentro da área ao encontro de Léo, que não desperdiçou.
A diferença de três gols inquietou o comandante Baru, que não pensou em outra coisa e pediu tempo. Diferente do goleiro Guaraná, que estava bravo com seu time, o técnico seguiu sereno e instruiu seus jogadores. A conversa pareceu não ter dado jeito, pois logo o SNG chegava novamente com perigo. Biro recebeu passe de Renê e arriscou. O chute saiu bem, mas o resultado poderia ser melhor se ele tivesse tocado para Fabinho, que passava livre pelas suas costas.
O Roleta precisou de mais uma chance de gol do adversário para acordar. O time só tomou conta do jogo nos últimos cinco minutos de bola rolando, sendo impedido pelo goleiro duas vezes. Na primeira defesa de Messi, ele cobriu bem o ângulo em chute à meia altura de Alemão. Um minute depois, o arqueiro laranja caiu bem no canto esquerdo para pegar um arremate de Brunão.
No primeiro minuto da etapa final, o Roleta conheceu o caminho mais fácil para abrir o placar: o lado esquerdo da defesa laranja. Alemão chegou pela direita e obrigou o goleiro a pegar bom chute. Uma das poucas chances do SNG, que parecia ter sentido o cansaço, foi em uma cobrança de falta. Ricco mandou a bola que ia com direção ao ângulo, mas Tavinho, que entrou no lugar de Guaraná, voou para agarrar. Outra vez com Alemão e outra vez pela direita o Roleta chegou com perigo. O camisa 17 subiu até chegar na área e chutar sem ângulo no travessão. Dentro da área ele viu seu companheiro reclamar da fome excessiva no lance. Toca a bola, Alemão!
O gol do Roleta parecia estar amadurecendo. Por pouco não veio aos 12 minutos contados: Salada e Brunão seguiam trocando passes próximo à área, mas não achavam espaço para finalizar, até Alemão ser encontrado dentro da área para cabecear, mas Messi fechou bem o ângulo. O time do Roleta merecia o gol, que saiu ais 15 minutos. Brunão recebeu na área, deixou Léo no chão puxando a bola para o lado e fez o mesmo com o goleiro. Gol de quem sabe.
Faltando cinco minutos para o fim, o Roleta foi para o tudo ou nada, mas o SNG soube se segurar na defesa, já que não tinha mais fôlego para atacar. O time de Renê e companhia vacilou na hora que podia vacilar: no último lance da partida. Rapha Ferreira pegou a sobra de longe e emendou um belo chute que venceu o goleiro Messi.
O gol foi em vão e o apito do árbitro foi sinalizado. Com a vitória, o SNG assume a liderança do Grupo B com 7 pontos conquistados e tem pela frente o Fiorella. Já o Roleta, que amarga a zona de rebaixamento, tenta se reabilitar diante do vice-líder, Jeremias.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA
Bufalos 5 x 2 Fiorella
BUFALOS VENCE FIORELA COM SHOW DE CIDRÃO
Fernando, não o Léo, diga-se de passagem, decidiu a partida com quatro gols marcados
Por Rodrigo Amaral
O primeiro tempo do duelo entre Fiorella e Bufalos pode ser dividido ao meio, em muito equilíbrio, pelas equipes. Na primeira metade da etapa, o Fiorella dominou as ações, mas não foi tão eficiente quanto seu adversário, que fez o resultado na outra metade.
Aos 3 minutos, Jefferson Nobre arriscou o chute e já de cara alertou o goleiro Otaguro, que fez difícil defesa. O time do Fiorella seguiu atacando, e ainda com mais perigo. Cleber recebeu passe e logo chutou, a bola passou tirando tinta da trave. Após duas chances de perigo, a terceira foi fatal. O fator surpresa da equipe, o goleiro Eliezer, usado como líbero, funcionou; ele arriscou da intermediária e fez um golaço.
Pronto. Agora era a vez do Bufalos mostrar sua força. A resposta foi breve: aos 15 minutos, Fernando Cidrão recebeu lançamento, protegeu, fez o giro e marcou. Pouco depois, quase a virada quase: Gui Tedesco recebeu cobrança de lateral, dominou no peito e virou chutando, mas o tiro perigoso passou pelo lado do gol.
A virada persistia em acontecer. Aos 20 minutos, Cidrão acertou a trave em chute de fora, mas dos 22 contados não passou. O inspirado camisa 7 do Bufalos fez um belo gol ao emendar chute de um lateral cobrado, sem chances ao goleiro.
A volta da etapa complementar foi mais regrada, com a marcação de ambos times melhor acertada. Mas esse cenário durou só dez minutos, pois Cidrão apareceu mais uma vez e logo deixou seu hat-trick. Ele recebeu bola alta, dominou no peito e estufou a rede.
O Fiorella teve um apagão momentâneo e, aos 13 minutos, cedeu o quarto gol. Raoni chutou de fora e marcou. O placar de 4 x 1 contra retomou a atenção do time de vermelho, que, no minuto seguinte, diminuiu em cabeçada de Cleber. Aos 17 minutos, a equipe teve grande chance de encostar no placar, mas o autor do gol não teve a mesma eficiência e isolou a bola após receber um escanteio sem marcação.
A chance desperdiçada custou caro. Dois minutos mais tarde, quando, mais uma vez, o homem do jogo, Fernando Cidrão, fez outro belo gol em jogada parecida à do terceiro gol: o atacante recebeu “chuveirada” na área, de costas, dominou no peito e executou o giro chutando ao gol na saída de Eliezer.
Dados os números finais e a ótima atuação de Fernando Cidrão com quatro gols, o Bufalos segue em terceiro, à frente do Fiorella, sexto colocado.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA
Arouca 3 x 3 Arouca Jrs.
JOGO ENTRE CRIADOR E CRIATURA TERMINA EM EMPATE
Arouca e Arouquinha travaram um duelo equilibrado e bem disputado
Por Rodrigo Amaral
A foto tirada com os dois times juntos (vide Fatos & Fotos # 14) parecia preceder um jogo de clima amistoso e com muito respeito. Respeito realmente não faltou, mas quem pensou que divididas e discussões seriam poupadas se enganou: a disputa foi quente, digna de um clássico, do duelo entre criador e criatura.
O time do Arouca tratou de impor o respeito que um pai merece do filho nos minutos iniciais e começou tendo as melhores oportunidades. Logo no primeiro minuto o goleiro do Arouca Jrs. teve de trabalhar em uma falta batida no canto esquerdo por Marquinhos Bohn. A falta foi só um precedente para o pior. Em uma bem trabalhada triangulação, a bola foi parar na conclusão ao gol de Markinhos (esse com ‘k‘), ex-Arouquinha. Na sequência, o árbitro advertiu o atacante com um amarelo por tê-lo flagrado mandando um "chupa!" para o adversário.
A resposta do Arouquinha veio aos 8 minutos, em um vacilo de Renanzinho, que perdeu a bola na defesa para Nelsinho. O camisa 11 chutou com perigo, mas mandou para fora. O Aroucão não gostou nada da atitude e respondeu ainda mais alto, e com outro gol. Havia uma avenida pelo lado esquerdo, onde Renanzinho recebeu a bola e subiu, subiu, subiu até chegar próximo à área e mandar um forte chute cruzado de esquerda. Gui não pegou e era o 2 x 0.
Na reta final do primeiro tempo, o Arouca parece ter sentido o ritmo acelerado da partida e cedeu a pressão para os mais jovens. Aos 17 minutos, Leozinho teve a oportunidade de diminuir o placar, mas Maurício cresceu na sua frente e pegou com o pé o chute cara a cara do camisa 17. Em seguida, o arqueiro teve que trabalhar mais uma vez com os pés após chute de fora da área de Vellozo. Tanta persistência rendeu frutos. Os "tios" cederam e permitiram que o resultado fosse igualado aos 20 minutos. Galizé, técnico do Arouca, arriscou chute de longe e pegou firme na redonda, mandando, sem chances, no canto esquerdo da meta. O jogador fazia gol no time do qual é técnico!
O Arouca ainda teve a sua melhor chance da partida no último minuto, mas Marquinhos Bohn perdeu gol incrível. Após boa defesa do goleiro Gui Rodrigues em um chute de Tché, a bola sobrou limpa para ele, livre de marcação. No entanto, ele quis enfeitar demais a jogada e desperdiçou seu voleio no travessão.
A partida voltou na segunda etapa ainda mais quente. No segundo minuto, Vitão foi tirar a bola como podia, mas chegou atrasadíssimo na jogada, levantando Washington em uma entrada dura que resultou em cartão azul. A falta cobrada não foi lá essas coisas, mas serviu de perigo para o goleiro, que teve de defender com a perna.
Aos 11 minutos, Markinhos roubou a bola e encheu o pé ao gol, para uma boa defesa do goleiro Gui, que, mesmo caído, ainda se recuperou na sequência do lance e pegou o rebote que Vini Costa mandara no canto. O Arouca pagou pelo seu erro pouco tempo depois. Nelsinho fez linda jogada individual, passou de dois marcadores, arranjou espaço e mandou na área para Gothardo, que só teve o trabalho de empurrar para a rede. Era o empate.
Porém, a igualdade não durou muito tempo, especificamente só alguns segundos. O time do Arouca teve uma falta bem próxima à área, o goleiro Gui decidiu então se juntar à barreira, mas vacilou e deixou as pernas abertas. Marquinhos Bohn percebeu e chutou a bola lá mesmo. Nova vantagem do Arouca.
Faltando meia etapa complementar e em má situação no placar, o Arouquinha foi com tudo para o ataque. Galizé cobrou falta no canto esquerdo e exigiu linda ponte de Maurício. No próximo minuto, Nelsinho, como quem não quer nada, fez outra linda jogada individual. Cercado por três defensores, ele colocou o trio adversário na roda, saiu da marcação, mas parou na defesa do goleiro.
A insistência foi árdua, mas valeu a pena. Aos 20 minutos, os meninos do Arouquinha conseguiram o empate em um lance nem tão bonito, mas que no fim das contas tem o seu mesmo valor. Mau recebeu na entrada da área e sofreu falta após tomar um pontapé do marcador. Na cobrança, o capitão Deh colocou no cantinho direito da meta para dar números finais à excelente partida.
Com o empate em 3 x 3, ambas equipes possuem os mesmos cinco pontos na tabela.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA
Real Paulista 1 x 1 The Veras
VERAS E REAL MARCAM MUITO E SAEM COM UM PONTO CADA
Real Paulista saiu na frente mas no fim levou o empate do aniversariante The Veras
Por Luiz V. Andreassa
Real Paulista e The Veras protagonizaram o duelo entre duas equipes pragmáticas e competitivas que surpreenderam os favoritos na fase final do campeonato passado, tendo a primeira sido a campeã e a segunda chegado à semifinal. E como não poderia deixar de ser, a partida foi bem ao estilo real e verense de jogar: muita marcação, pouco volume de jogo, poucos gols, defesas bem postadas e muita vontade nas disputas de bola. E o empate em 1 x 1 refletiu o equilíbrio em quadra.
O Real Paulista, que estreava uniforme novo, foi o primeiro a tentar a finalização, com chute de Cadu que passou por cima. Tuca foi o próximo a bater com perigo de fora da área, perto do ângulo. A equipe seguia buscando mais o ataque e Panela foi quem mais passou perto de abrir o placar com chute de peito de pé e rasteiro, no cantinho, que o goleiro Benga defendeu.
Aos poucos, porém, o The Veras foi reagindo e o ritmo da partida foi aumentando. Em cobrança de escanteio, João Cláudio subiu mais que todo mundo e cabeceou no alto da meta para defesa do goleiro Alemão. Victor “Eu voltei” Petreche, por sua vez, tentou com dois chutes parecidos de fora da área, aproveitando sobra da defesa e mandando por cima.
A resposta merengue veio com Panela batendo rasteiro meio desajeitado para nova defesa do arqueiro. Do outro lado, João Cláudio se livrou da marcação, finalizou e Alemão defendeu. As chances seguiam lá e cá, sem domínio aparente de nenhuma equipe. Cadu perdeu boa oportunidade pelo Real ao receber em ótimas condições pelo lado esquerdo e errar feio na hora do chute. João Cláudio apareceu outra vez para dar a resposta, novamente ao subir em cobrança de escanteio, cabecear e parar em intervenção do goleiro.
A partida era agradável e bem disputada até então, mas o problema é que de uma hora para outra os ataques pararam de funcionar e as defesas passaram a se sobressair, deixando o jogo muito disputado e corrido pelo meio de campo mas praticamente sem emoções até o fim do primeiro tempo. A segunda etapa começou parecida com a anterior, com a diferença de que o Real Paulista era um pouco melhor. Panela dominou na direita e bateu de peito de pé para cima. Mas as ações continuavam travadas e o próximo lance de maior perigo só veio aos 9 minutos, quando Cadu recebeu pela esquerda e, caindo, chutou para fora.
A esquadra branca continuava tentando o gol. Márcio Mariano perdeu boa chance ao receber passe de Tuca na entrada da área e bater para fora. Tuca, então, tentou por si próprio resolver e passou perto de marcar ao disputar a bola pelo alto com Benga e ver a redonda passar perto da trave. Já aos 17 minutos, a insistência foi recompensada. E recompensada em grande estilo. Márcio Mariano dominou pelo meio, engatilhou o chute e mandou uma bomba no ângulo. A bola ainda bateu no travessão antes de entrar, para deixar o gol mais bonito.
O The Veras passou a correr atrás do resultado para não fazer feio justo no seu aniversário de 5 anos. Petreche quase fez a alegria de sua equipe ao receber pelo meio, puxar para a esquerda e finalizar no travessão. Porém, se não deu certo dessa vez, aos 24 minutos, quando a vitória merengue estava perto, Japa dominou pelo lado esquerdo e bateu no canto da meta defendida por Alemão, que nada pôde fazer. Foi o presente de aniversário para a equipe azul grená e o último ato de um jogo que foi exatamente como se esperava: muito disputado, brigado, corrido, marcado. Um duelo entre duas equipes que gostam de jogar assim, quietas, comendo pelas beiradas, para crescer na hora certa e abocanhar os rivais nas decisões.
Comentários (0)