Pedimos desculpas pela demora em publicar as reportagens dos jogos. Até semana que vem tudo estará normalizado. Esperamos que entendam.
COBERTURA DOS JOGOS DA 9ª RODADA DO VII CHUTEIRA DE OURO
VII Chuteira de Ouro: 9ª rodada: Grupo B
Bengalas 2 x 5 Joga 13
13 DERRUBA BENGALAS E GARANTE VAGA NO MATA-MATA
O encontro com o Bengalas era de extrema importância para o Joga 13, afinal, era a última chance que o time tinha para se classificar para as oitavas de final. Do outro lado estava o Bengalas que, mesmo já classificado, queria a vitória, apesar de não demonstrar muito isso no primeiro tempo. O capitão Bizu afirmou pouco antes da partida que sua equipe entraria para vencer, e assim eliminar o 13 da disputa. No entanto, com a bola em jogo, a história não foi bem assim.
Logo nos primeiros minutos o Bengalas partiu para cima do seu adversário. Com Ritolê no banco, coube a Guitolê as jogadas de maior perigo. Ele obrigou Caieiras a fazer importante defesa rente à trave e ainda mandou uma cabeçada no travessão. Antes, tinha obrigado Caieiras a defender com os pés uma bola cara a cara, que rendeu à defesa do 13 uma bronca geral do goleirão. Com pouco tempo de bola rolando, o Bengalas tinha mais vontade de abrir o marcador.
Sabendo da importância de fazer o resultado, Doce arriscou do meio de campo pela direita para fazer a bola pingar e entrar rente à trave aos 8 minutos. O gol parece ter abalado o Bengalas, pois na sequência Rafinha meteu linda bola para Lele, que, dentro da área, tocou sem chances para o goleiro Baki. Em menos de um minuto o 13 fazia 2 x 0.
Mesmo com a vantagem o 13 seguiu pressionando o rival e por pouco não anotou o terceiro. Choco observou Lele entrando em diagonal pelo lado esquerdo e enfiou boa bola, que Lele bateu visando o canto esquerdo, mas o bom goleiro bengalense foi no cantinho buscar. Depois do lance a partida ficou morna, os times davam pinta de se estudarem em quadra. Choco, pelo lado do Treze, e Ritolê (após sair do banco), pelo Bengalas, ainda tentaram alguma jogada no ataque, no entanto nesse período nenhuma chance real de gol foi vista.
Ainda no primeiro tempo o 13 chegou ao ataque para ampliar. Após o defensor do Bengalas, Zequinha, tomar cartão amarelo e deixar as quatro linhas reclamando com a arbitragem, Choco foi oportunista e anotou mais um para sua equipe. O capitão Rodrigo avançou ao ataque e foi costurando quem apareceu pela frente e, próximo à área, tentou o chute. Baki fez a defesa. mas a bola ficou viva dentro da área, Lele brigou pela redonda e dividiu com o arqueiro. No entanto, a pelota sobrou mais atrás com Choco, que deu uma bomba no alto para marcar 3 x 0.
A verdade é que o Bengalas não se encontrava bem dentro de quadra e não apresentava nem de longe o futebol jogado, por exemplo, diante do Acidus na rodada anterior. Contudo, assim que começou a segunda etapa a equipe armou contra-ataque e descontou. Na rápida investida, Ritolê recebeu livre pelo meio e, de perna esquerda, o atacante teve frieza para tocar, com categoria, e marcar o primeiro de seu time.
Na seqüência o embate voltou a ficar em aberto, e o Bengalas, certamente, acreditou que chegaria à vitória. Pouco antes do segundo gol do time de Bizu, o zagueiro Rodrigo soltou um de seus canhões de longe. A bola desviou num defensor e quase entrou enganando o arqueiro. Pouco depois o Bengalas chegou para descontar. Gustavo Simês fez a parede e ajeitou atrás para Ritolê, que fugiu da marcação pela ponta esquerda e bateu cruzado. O chute saiu forte e ainda foi desviado por Simões no meio do caminho para entrar e encostar no placar.
No entanto, quando tudo indicava que o Bengalas entraria de vez no jogo, uma trapalhada da defesa entregou de bandeja o quarto gol e acabou com as esperanças de vitória. Depois de Lele e Choco realizarem jogada sem muito êxito pela esquerda, a bola parecia fácil para a defesa do Bengalas, mas o goleiro, ao tentar dar um bico na bola que cruzava sua área, chutou a pelota em cima de Luiz Eric. Uma pancada que voltou com a mesma força para dentro de seu próprio gol. Lele bem que queria o gol para ele, mas a arbitragem anotou gol contra de Luiz Eric.
Pouco depois, ainda aproveitando o abatimento adversário após a falha, o 13 chegou novamente com perigo, mas Lele desperdiçou e ainda viu baki praticar uma linda defesa. Choco avançou pelo meio e rolou na esquerda com o artilheiro, mesmo sozinho com o goleiro, Lele pegou mal na bola e viu o arqueiro do Bengalas voar no canto direito baixo, e contando com a ajuda da trave, fazer um verdadeiro milagre.
Ainda buscando o empate o Bengalas quase descontou mais uma vez, após escanteio dois jogadores tiveram a oportunidade de marcar o gol, mas a bola não entrou. Salvador alçou a pelota na área, Fernando desviou para trás no primeiro pau visando o R9, que subiu sozinho no meio da área e cabeceou no travessão. A pelota voltou mais atrás com Simões, que mandou uma bomba por cima da meta. Logo em seguida o 13 aproveitou lance semelhante para matar de vez o jogo, Escanteio cobrado na área, Lele subiu mais que todo mundo e, de cabeça, decretou a vitória por 5 x 2.
Apito final do árbitro, muita vibração do Joga 13 e também pela classificação assegurada. Os jogadores comemoravam e diziam: “Deixaram a gente chegar! Agora agüenta!”, isso em virtude da má campanha feita no início do campeonato, e por conta da suada classificação. Enquanto o Bengalas, que já estava classificado, ficou se lamentando pela derrota e reclamando com a arbitragem – esporte preferido de muitos jogadores do Chuteira. Bizu era o mais reclamão e não parou mesmo após o jogo seguinte ter começado.
VII Chuteira de Ouro: 9ª rodada: Grupo B
The Veras 4 x 3 Acidus
THE VERAS VENCE ACIDUS E GARANTE ÚLTIMA VAGA
O confronto disputado entre Acidus e Veras pela última rodada da fase de grupos do VII Chuteira de Ouro envolveu não apenas as duas equipes. A Equipe Bróder (líder do grupo), o Bengalas (vice-líder) e principalmente o Estudiantes de la Vila jogavam com eles. Os times de Mutsa e Bizu disputavam com o Acidus duas das vagas diretas às quartas de final da competição, enquanto o Estudiantes dependia de um resultado desfavorável ao The Veras para seguir na competição, ou seja, tirando o pessoal do Estudiantes, era quase todo mundo torcendo contra o Acidus na quadra 4.
Rolou a bola e a equipe do Acidus ainda estava incompleta. Alguns jogadores chegaram atrasados, dentre eles o goleiro Diego. Com isso quem assumiu as luvas foi o improvisado Ronei. Já com sete contra sete em quadra, mas ainda sem o goleiro titular, o Acidus sofreu o primeiro gol. Victor Petreche dominou nas costas do cartola e jogador Lucas e cruzou rasteiro para Moura, dentro da área, desviar e inaugurar o marcador da partida. O The Veras sabia o quão importante era a vitória e, aproveitando um Acidus de início desatento, aproveitou para abrir o placar.
No entanto, se engana quem pensou que o time verde-limão iria entregar os pontos. Já com o arqueiro Diego em quadra e os jogadores que chegaram atrasados no banco de reservas, o Acidus teve um pênalti reclamado em Philip após choque com Marchi dentro da área, mas o árbitro, como é praxe contra o Acidus, mandou seguir o lance. Pouco depois, Barata arriscou da direita, o goleiro Benga não alcançou o chute cruzado e antes que a bola chegasse até Philip dentro da área, o zagueiro do Veras desviou contra o próprio patrimônio, igualando tudo em 1 x 1. O gol foi anotado para Barata.
A vitória também era importantíssima para o Acidus, pois assim fecharia a fase de classificação em 1º lugar, posto que havia perdido na rodada anterior. Todavia, do outro lado estava um The Veras guerreiro, disposto a fazer sua parte e só a deixar a quadra com a classificação debaixo do braço. Para tanto, jogou fora qualquer orgulho de ser um time ofensivo e tratou de se fechar. Pelo meio, Kinho, grande nome do time na partida, puxando os contra-ataques e abrindo o jogo para as laterais, ganhou dividida, passou por Ronei e Marquinhos, avançou, ficou frente a frente com Diego e só rolou para Victor marcar o segundo de sua equipe. Outra vez o The Veras estava em vantagem.
Pouco antes do intervalo o Veras teve boa oportunidade para ampliar. Moura chegou em contra-ataque pela esquerda e cruzou para trás, a bola passou pelo zagueirão Lói (recuperado de uma cabeçada no perigoso muro que fica em volta da quadra) e chegou até Nico de frente para o gol. No entanto, na hora da conclusão, ele se precipitou e chutou para fora. Ainda no primeiro tempo, aos 19 minutos, o Acidus ex-compressor chegou para empatar. Ronei subiu ao ataque pela direita e viu espaço na marcação para soltar uma bomba e deixar 2 x 2 no marcador da mesa.
Começou fraca a segunda etapa de partida. Com muito perde e ganha no meio de campo, as jogadas não saíam, parecendo que as equipes guardavam o melhor para mais tarde. Lutando muito pela vitória, o The Veras partiu para cima do adversário, e agora contando com a sorte, mais uma vez, ficou em vantagem no placar. Após uma boa jogada de Kinho, a bola chegou até Nico, que soltou uma pancada na redonda. Esta ainda desviou de leve em Isaac e matou qualquer chance de defesa por parte do goleiro. 3 x 2 The Veras.
Nesse momento do confronto as duas equipes faziam um jogo extremamente equilibrado. Ronei teve em seus pés o gol mais feito da tarde, mas chutou fora. O ex-jogador do Diabos ficou frente a frente com Benga e chutou na trave. No rebote, com o arqueiro caído, ele conseguiu chutar para fora o que seria o terceiro empate do Acidus na tarde.
A cada minuto o The Veras crescia, com a equipe fazendo uma partida memorável. Foi aí que Benga também teve seu momento de herói. O Acidus envolveu a marcação adversária, com Ronei rolando com Isaac na direita. O meia enfiou a bola para Philip dentro da área, mas antes que o camisa 80 pensasse, o goleiro Benga cresceu para cima dele, brilhou e evitou mais um gol.
Enquanto o Acidus trabalhava a bola no ataque, o Veras vivia a partida intensamente, diferentemente dos jogadores do Acidus, que pareciam muitas vezes zumbis em campo. A cada chutão, a cada ataque do adversário evitado, os jogadores verenses comemoravam. Para isso eles contaram com o apoio de todos os jogadores da EB, que obviamente torciam contra o rival de quem são fregueses há quase 2 anos. Em seguida, outra vez Kinho se destacou. O jogador de cabelo estiloso passou fácil por seus marcadores e só rolou de lado para Moura tocar com tranqüilidade na saída do goleiro para marcar 4 x 2. O The Veras estava quase lá.
Nesse momento parece que o Acidus novamente se lembrou de que uma vitória faria com que a equipe se classificasse diretamente para as quartas-de-final. Assim, contando também com uma visível recuada do The Veras (para não dizer outra coisa), que a essa altura já se mostrava satisfeitíssimo, o Acidus partiu com todas as forças para a pressão. Depois de algumas investidas sem muito êxito, Ricco tabelou com Ronei pela esquerda e em seguida bateu rasteiro para diminuir a diferença para apenas um gol, 4 x 3.
A pressão verde-limão se intensificou ainda mais, a equipe passou a tocar a bola de um lado para o outro tentando encontrar um buraco na marcação do Veras, que era todo defesa e coração. Por mais que pressionasse, o Acidus não tinha nenhuma chance clara de gol, isso até Ricco sofrer falta próxima à área e proporcionar a Lucas, na seqüência do lance, ter em seus pés a bola do jogo. Ricco bateu mal, a bola pegou na barreira e sobrou com o goleiro Diego, que a essa altura já era um homem de meio campo. O arqueiro tentou o tiro para o gol, o que também não deu muito certo, pois a bola desviou e sobrou para Lucas, dentro da área, de frente para o gol. Num momento de Herrera, ex-atacante corintiano, o atacante Lucas conseguiu chutar para fora a bola do jogo (de esquerda, diga-se de passagem), um verdadeiro “quase” gol que foi lamentado à exaustão por integrantes do Estudiantes.
E foi praticamente o último lance da partida, pois veio o apito do árbitro e a comemoração do The Veras. Enquanto isso, o Acidus se reunia para ver o que podia explicar a queda abrupta de rendimento do time.
O The Veras chega a 12 pontos e fica com a 5ª posição do Grupo B. O Acidus perde a chance de chegar em primeiro e morre na 3ª posição, e ainda teve de agüentar a EB toda comemorando a liderança do grupo cair em seu colo com o WO do Pagalanxe. Para completar, o atual vice-campeão, Estudiantes de la Vila, deu adeus à competição.
VII Chuteira de Ouro: 9ª rodada: Grupo A
Fiorella Brasil 3 x 3 Fúria
FIORELLA ESBARRA NA TORCIDA E QUASE PERDE DO FÚRIA
Com tanto WO na rodada, não fica difícil deduzir que um jogo que acabou em 3 x 3, com o Fúria perdendo um pênalti no último lance, tenha sido o mais emocionante da rodada. Foi uma partida marcada por muitas chances de gols, muito trabalho por parte dos dois goleiros e altos e baixos de um dos melhores jogadores deste Chuteira de Ouro: Thiago Motta.
O primeiro lance de perigo no jogo foi com Jefferson Piloto, que chutou de fora da área obrigando o goleiro Danilo a espalmar. Logo depois, o Fiorella tentou outra vez de fora da área, desta vez com Tiago Silva, que mandou a bola perto. E falando em Silva, o primeiro gol do jogo veio dos pés de um deles, o próprio Tiago. Ele recebeu completamente livre pela esquerda dentro da área, em falha de marcação do Fúria, e marcou o primeiro para o Fiorella. Logo depois, se não fosse o goleiro do Fúria, o segundo gol teria saído.
Só dava Fiorella, e Sebastião Alvez avançou pela esquerda, bateu forte para o gol e a bola carimbou Luis Gabriel, que evitava o segundo gol. Mesmo jogando muito melhor, o Fiorella esbarrava na defesa do Fúria, que se defendia bem. Vai parecer repetitivo falar sobre a torcida do Fúria, mas de fato logo depois que ela começou a cantar o Fúria empatou o jogo: Thiago Motta avançou pela direita, deu um chapéu no goleiro e correu para esticar a perna e por a bola no fundo do gol. Mais um golaço! De novo Thiago Motta fez linda jogada individual, mas foi derrubado por dois adversários ao mesmo tempo na entrada da área. A falta foi marcada e, ao cobrar, Luis Gabriel mandou a bola muito perto do travessão.
O jogo ficou equilibrado. O Fiorella destacou a característica de chutar muito de fora da área, talvez porque o Fúria continuava se defendendo com qualidade. O Fúria preferia chegar mais próximo ao gol. E após uma linda jogada quase virou o jogo com Jé. Gabriel Carnaval escapou bem de um adversário, fez um cruzamento preciso para ele tocar de cabeça e obrigar Fonseca a uma linda defesa. A partir daí, o Fiorela se mostrou como havia se mostrado nas últimas partidas: uma equipe ofensiva que, na opinião de muitos, é o principal favorito ao título. Jefferson Piloto avançou pelo meio, rolou para Sebastião na direita, que invadiu a área e chutou forte. A bola explodiu no travessão. O Fiorella chegou com perigo nos quatro ataques seguintes. Era impressionante o bombardeio que a equipe exercia sobre o gol do Fúria. Na quarta vez a bola sobrou para Sérgio Barros, que estava livre na área mas bateu por cima do gol.
E só dava Fiorella, que chegou com perigo de novo e após uma bola ser batida da esquerda do ataque, o goleiro Danilo espalmou junto a trave. No rebote, aconteceu uma dividida forte dentro da área e o juiz apontou pênalti. Sérgio Barros bateu no canto direito e conferiu mais um gol para sua equipe. A parte triste do jogo ficou por conta da contusão que Jé sofreu no campo de defesa. Ele teve que sair carregado de campo. Próximo ao fim do primeiro tempo, o Fiorella continuou atacando e ainda mandou uma bola na trave.
Quando o árbitro apitou o início do segundo tempo, o Fiorella voltou a insistir de fora da área, mas sem sucesso. Isto prova mais uma vez o quanto a defesa do Fúria é bem colocada na maior parte do jogo. Ari Silva avançou pela direita, cruzou, mas a zaga do Fúria outra vez mostrou serviço. Outra chegada do Fiorella que levou perigo foi com Sebastião, que cabeceou para o gol mas se apoiou no adversário e acabou fazendo falta. O jogo ganhou mais emoção ainda quando o Fagner pegou uma linda batida de primeira na entrada da área e empatou o jogo em grande estilo com um golaço.
A partir daí, o Fúria começou a dominar a partida, empurrado pela torcida que continuava vencendo o frio que fazia na quadra 5. Mas, após pressionar e não marcar, o Fúria sofreu o terceiro gol. Tiago Silva avançou pela direita, cruzou e a bola tocou em Fagner, desviando e enganando o goleiro. O Fiorella voltava a dominar a partida e a tática de chutar de fora da área quase acabou com o jogo se não fosse o goleiro do Fúria: Ari Silva chutou forte e rasteiro de fora da área para o goleiro cair no canto direito e fazer uma linda defesa. Logo depois, o mesmo Silva se mandou pela direita, cruzou na boca do gol e Van-Van, que anda sumido, abusou da chance de liquidar a partida: a intenção dele foi ótima, pois ele tentou tocar de letra, quase marcando um golaço. Mas já no final do jogo, era hora de marcar o gol de qualquer maneira. O lindo toque de letra foi para fora.
O jogo ficou equilibrado, pois o Fúria viu que havia tempo de tentar uma reação. E um dos ídolos da equipe mostrou que a reação viria: Thiago Motta avançou desde o meio campo fazendo fila e levando tudo que encontrou a sua frente e marcou mais um golaço! Jogo empatado e muito aberto para ambos os times.
O Fúria teve sua chance de bola parada com Luis Gabriel, que cobrou do campo de defesa direto para o gol tentando surpreender o goleiro que estava adiantado. A bola quase o encobriu, mas o goleiro defendeu em cima da linha. O Fiorella teve sua chance final com Sérgio Barros, que bateu da ponta esquerda e mandou a bola na trave. Mais uma. No rebote, a bola voltou nas mãos do goleiro.
Quem acha que está bom de emoção para uma partida só deve saber qual foi o último lance do jogo: um pênalti para o Fúria! Era a chance da equipe de virar o jogo contra uma das melhores equipes do torneio, se classificar em uma posição melhor e ganhar muita confiança para as oitavas de final. E adivinha quem foi colocado para fazer a cobrança? O camisa 7, claro, Thiago Motta. Autor de dois golaços, tinha a chance em seus pés de se consagrar naquela tarde derrotando o então líder e imbatível Fiorella. O juiz autoriza, ele vai para a bola e, surpreendentemente, ele perde o pênalti! Fábio Fonseca, o malabarista goleiro elástico do Fiorella, pegou, mas deu rebote, e quando o atacante do Fúria correu para tocar na bola, o goleiro pegou outra vez e o árbitro, quase sem ar já, acabou o jogo rapidamente.
Com este empate (o terceiro do Fúria e o primeiro do Fiorella), a equipe rubro-negra terminou em quinto lugar no Grupo A, enquanto o Fiorella ficou com a vice liderança em razão da vitória do MachuPichu. No que depender de motivação, o Fúria é um dos favoritos no mata-mata e certamente vai contar com a torcida para a decisão contra o Bacana. Em questão de técnica, o Fiorella mais uma vez demonstrou ser um time treinado e forte candidato ao título.
VII Chuteira de Ouro: 9ª rodada: Grupo A
MachuPìchu 2 x 1 Kadência
MACHUPICHU VENCE NO FINAL E VOLTA PARA A LIDERANÇA DO GRUPO A
Machupichu e Kadência fizeram uma partida de apenas três gols e que chegou a dar sono em alguns momentos. A primeira jogada de perigo foi do MP, que quase abriu o placar com Tebas. E de fato o começo foi de total domínio do MP, que conseguia segurar bem a posse de bola. O MP ficou no “quase” uma vez mais, desta vez com Thiago Branco chutando de fora da área e mandando a bola à direita do gol. O jogo ficou chato por um grande período de tempo, e quando Paulinho estava colocado na ponta direita e tocou de cabeça, mandando para fora, muitos acreditaram que o jogo ficaria equilibrado. Mas não ficou.
O MP estava melhor e confirmou isso ao abrir o placar após Tebas puxar contra-ataque pelo meio e rolar para Thiago Branco, que vinha livre pela direita. Ele chutou no canto esquerdo do goleiro e anotou 1 x 0. Instantes depois, Taka tirou uma bola de cima da linha evitando o gol de empate do Kadência. No geral, as defesas jogavam bem e isto ficou provado, pois houve pouquíssimas chances de gols no primeiro tempo, já que a parte defensiva das equipes afastava tudo que chegava. Ou seja, era um jogo preso no meio de campo. Thiago Branco chutou de longe e mandou para fora. Já o Kadência teve uma cobrança de falta a seu favor que Paulinho encheu o pé. Fora de novo. E o primeiro tempo foi só isso! Quem sabe um dos primeiros tempos mais chatos da história do Chuteira. Talvez o frio que fazia no Playball tivesse espantado o que haveria de bom no jogo.
Quando a segunda etapa começou, o Kadência mostrou que havia voltado melhor, acertando mais passes e por alguns instantes dominando o adversário (algo que não aconteceu no primeiro tempo). Mas o MachuPichu logo voltou a jogar melhor, sendo Thiago Branco o melhor em campo. Foi ele quem deu o primeiro susto ao gol adversário no segundo tempo num chute forte da ponta esquerda que obrigou o goleiro Renato a espalmar. Logo depois, outra chance de bola parada, em falta quase do meio campo. Taka cobrou e mandou a bola à direita do gol. Tebas também tentou de longe, pela direita, mas também mandou longe. Ivan Rodrigues perdeu uma chance clara na cara do goleiro, desperdiçando o empate.
O jogo ficou mais aberto, mas os times seguiam perdendo gol. O MP perdeu mais um: Thiago Branco demorou em tocar a bola e estragou um bom ataque onde ele havia várias opções para lançar a bola. Mas ele tinha crédito pelo que estava fazendo em campo durante todo jogo. Pelo outro lado, Renan lutava muito até que acertou um belo chute e mandou a bola no canto direito, empatando a partida finalmente.
O MP continuava atacando mais e continuava melhor no jogo. O Kadência teve uma boa chance de bola parada: Cássio rolou para Marquinhos em jogada ensaiada e mandou a bola na barreira. O rebote ficou com o MachuPichu, que puxou contra-ataque, mas Danilo tocou mal a bola, desperdiçando mais uma boa chance. Por duas vezes seguidas o Kadência quase virou: primeiro com Ivan Guelo, e depois com Renan.
Danilo fez ótimas partidas durante o torneio, mas contra o Kadência não estava jogando bem. Ele avançou pela direita, chutou e obrigou o goleiro a espalmar. Logo depois, um lance inacreditável: Ivan Guelo recebeu uma bola na boca do gol e perdeu uma chance impressionante ao mandar a bola no travessão.
E mais Kadência, que já era melhor em campo nesse momento. Edinaldo chutou de fora da área e o goleiro pegou firme. Tudo indicava que o jogo acabaria empatado, mas a verdade é que o MachuPichu, que soube se defender e contra-atacar com rapidez, merecia a vitória por ter jogado melhor o jogo todo. E nada melhor do que Thiago Branco ser o autor do gol da vitória, já que ele foi um dos poucos que jogaram bem em uma partida tão chata. Ele avançou em direção à área e foi derrubado a um passo dela pelo goleiro Renato, que saiu amarelado. Edinaldo assumiu o gol e montou a barreira. Eram 26 minutos do segundo tempo quando o próprio Thiago Branco cobrou no lado de fora da barreira e foi morrer na parede atrás do gol do Kadência. Ainda houve tempo para ele avançar em direção ao gol e chutar com perigo por cima do travessão. Mas ficou nisso mesmo, 2 x 1 para o MachuPichu, líder e já classificado para as quartas de final.
COBERTURA DOS JOGOS DO I CHUTEIRA DE PRATA
I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Arouca 11 x 1 Basicus
AROUCA ATROPELA BASICUS EM JOGO DE UM TIME SÓ
Com o trilar inicial do apito, já se poderia entender a toada da partida. A equipe amarela do Arouca tocava bem a bola, buscando adentrar a defesa adversária com velocidade. O Basicus se postava no campo de defesa, mas tinha muitas dificuldades na criação de jogadas, em especial na saída de bola, conseguindo, hora ou outra, encaixar uma jogada de ataque. A primeira do confronto, inclusive, foi da equipe cor de rosa. Em descida pelo flanco esquerdo, Garnizé mandou à meia altura pelo lado.
Todavia, o Arouca demonstrava melhor futebol e, no lance seguinte, abriu o placar. Daniel Tafelli recebe no meio, ajeita para o arremate e manda com categoria no alto do canto esquerdo de Daniel Fischer, que é enganado pelo golpe de vista. A partir daí, os gols não pararam mais. Entre um gol e outro, o Basicus criava chance ou outra mas sem grande perigo. O fato é que o Arouca, em grande fase e com dois times em quadra, se aproveitou da falta de vontade que o Basicus transparecia.
O segundo gol tardou um pouco a vir, porém, anterior a ele, a equipe amarela criou pelo menos cinco chances claras de gol, entre elas um perigoso chute pelo lado de Garnizé de fora da área, uma jogada de Daniel pelo flanco direito em que D. Fischer defendeu e um balaço no travessão. Na sequência delas, Veloz ampliou com oportunismo na área. 2 x 0 e apenas o começo da goleada.
Poucos segundos depois, o mesmo Veloz quase fez mais um ao receber livre na direita. Ele bateu, mas Daniel Fischer abafou o tento. O Arouca tocava com qualidade e velocidade no campo de ataque e esse fator os levou ao terceiro gol. Após manter a posse por algum tempo, a bola chegou aos pés de Vini, que, de cara para o gol, não desperdiçou. O Basicus embalou duas oportunidades no seguimento, com Harada (defesa de Maurício) e Gui (pelo flanco esquerdo por cima), mas sem muito perigo.
Mas era tarde de Arouca, pois o quarto veio num lance desastroso. Vinicius recuou na fogueira na entrada da área para Daniel Fischer, que não foi mais rápido que o Daniel aroucano, que interceptou a tentativa do goleirão afastar, recuperando a posse e tocando tranqüilo, tranqüilo para o gol vazio. 4 x 0 e cabia muito mais.
O Basicus falhava muito na saída de bola do campo de defesa, possibilitando aos amarelos criar muitas chances de gol. Nisso, Caio Martins recebeu pela esquerda e manda bomba na trave. No rebote a bola chega em Veloz, que recebe sozinho de frente para o gol e não desperdiça. O sexto, por sua vez, viria poucos segundos depois, em tabela de Mineiro e Veloz, o primeiro concretiza, novamente com liberdade e novamente cara a cara com o goleiro.
A bruxa estava solta na área cor de rosa, mais alguns segundos e Daniel Fischer dá dura entrada em lance confuso na boca da área. A bola sobra para Mineiro, que tenta mandar por cobertura ao gol livre, mas o zagueirão Ladeira intercepta com a mão e, como não poderia deixar de ser, pênalti para o Arouca e amarelo para o fanfarrão. Na cobrança, Joaquim manda no cantinho direito, sem chances para Fischer. 7 x 0.
O Basicus realmente não entrara em campo. Mesmo com a primeira etapa chegando ao fim, ainda deu tempo do Arouca fazer o oitavo em contra-ataque rápido em que Mineiro recebeu livre pelo meio, Lamarck tentou salvar de carrinho, mas foi fintado antes de a bola ser tocada para Caio Martins, que com calma mandou para o fundo das redes. Fim de um primeiro tempo em que o Basicus jamais vai querer se recordar.
O jogo volta e logo no primeiro lance de considerável perigo, Leozinho recebe pela faixa central e manda rasteiro no canto direito de Fischer. 9 x 0. O Basicus, buscando o gol de honra, teve boa chance logo na sequência, em bate rebate incessante na área de Maurício. Os rosas tentavam, com raça, todas as formas de finalização, mas sempre sendo interceptados. No fim das contas, a bola sobrou para Bruninho bater rasteiro rente à trave.
O ritmo do jogo diminui muito, tornando-se de certa forma burocrático. Finalmente, o Basicus conseguiu encaixar uma jogada, com habilidade, Bruninho, pelo flanco esquerdo tocou na saída de Maurício. Era o gol de honra do Basicus.
Entretanto, o Arouca também criou. Primeiramente, Toni chapelou Lamarck e bateu com força no centro do gol. Fischer defendeu no reflexo. Em seguida vieram os gols. Primeiramente Veloz, para variar com liberdade, bateu rasteiro com força no canto de Daniel. Depois, Veloz, craque do jogo, recebeu cobrança de lateral com a habitual liberdade fornecida e, aproveitando a bola pingando, mandou uma espécie de voleio que Daniel não conseguiu fazer a defesa. 11 x 1 e conta fechada. Daniel Fischer ainda recebeu amarelo por carrinho perigoso em Mineiro na entrada da área, mas, na cobrança, Emílio, que jogou parte do jogo na linha, não precisou se preocupar pois a cobrança foi na barreira.
Pela última rodada, o Basicus enfrenta os Treinadores do Braz, que, em virtude de jogo adiado, também enfrenta o Arouca. Os amarelos ainda enfrentam, pela rodada oficial o Roletinha, no que promete ser mais um jogão de bola.
I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Forza Leone 6 x 4 Locomotiva Tarja Preta
FORZA LEONE DERRUBA LOCOMOTIVA DE VEZ
Locomotiva Tarja Preta e Forza Leone entraram em campo para uma decisiva rodada do Chuteira de Prata. E o Forza já mostrou para o que veio no primeiro ataque da partida, com menos de 30 segundos, quando Wellington dominou pela direita, arriscou e mandou a bola no canto direito rasteiro abrindo o placar. Mesmo assim, os primeiros minutos da partida foram de domínio do Locomotiva, que logo após o gol respondeu com perigo, mandando uma bola que passou junto à trave esquerda.
Para variar, Rodrigo era o homem de perigo do time do trem vinho. Em dois lances seguidos ele quase empatou a partida: primeiro após receber passe pela direita, ele chutou para defesa do goleiro; depois roubando a bola de Wellington, puxando contra-ataque rápido e chutando para grande defesa de Muralha no canto direito.
Wellington, o Arouca do Forza, além do gol, ajudava na marcação e levava perigo ao gol adversário. Foi assim quando ele deu um chapéu em Fagner, chutou e quase marcou um golaço, mas Betão estava bem colocado e pegou firme no meio do gol. Portanto, não é exagero dizer que durante boa parte do jogo o camisa 13 do FL e o camisa 15 do LTP foram as referências das equipes no ataque, ou até mesmo os “maestros”. Mas quem empatou a partida para o Locomotiva foi Leo, que pegou uma linda bola de primeira dentro da área pela direita após cobrança de escanteio e marcou um golaço.
Infelizmente ao Locomotiva, nem deu tempo de comemorar: o juiz apontou uma falta para o Forza Leone pela direita. Diogo cobrou e Betão falhou, espalmando para dentro do gol. O jogo estava equilibrado e por isso mesmo o Locomotiva teve boa chance para empatar novamente: a zaga deu espaço e Menotti invadiu a área completamente livre pela direita, mas o goleiro do Forza Leone fez boa defesa.
O FL respondeu à altura com Diogo, que arriscou de fora da área e obrigou o goleiro a espalmar. Mas logo depois Betão não teve a mesma sorte. Outra vez Wellington avançou pela esquerda e marcou o terceiro gol de sua equipe. O Locomotiva Tarja Preta tentava bons ataques, mas a bola não entrava. Às vezes faltava qualidade no chute, como aconteceu com Fagner, que perdeu um gol na cara do goleiro, que fez mais uma linda defesa. Wellington deu as caras outra vez: chutou da esquerda e Betão aceitou mais um, cometendo mais falha que há tempos não se via no grande ex-goleiro de Assurra, Fora de Série e Fúria. A bola entrou no canto direito e o placar marcou o quarto gol do Forza Leone.
O LTP continuava abusando dos direitos de perder gols feitos, pois Renan perdeu outra chance cara a cara com o goleiro. Chapolim arriscou chute de longe e mandou a bola para fora. Logo foi a vez do LTP tentar de fora da área com Denys, para defesa tranqüila de Muralha.
O último lance da primeira etapa foi do LTP: o atrasado Publius cruzou da direita e Rodrigo chegou livre de marcação para tocar de cabeça para o fundo do gol, descontando para sua equipe. O primeiro tempo acabou e logo quando começaram os vinte e cinco minutos finais o FL deu a saída de bola e Wellington chutou do meio campo, exigindo que Betão se esforçasse para espalmar e evitar um gol histórico. O Locomotiva voltou pressionando, e após boa troca de passes, Rodrigo chutou forte, mas a bola desviou na defesa adversária indo para fora. As faltas começaram a vir em excesso e as reclamações com os árbitros foram constantes. Era uma reclamação a cada apito, sem muita razão.
E o LTP perdeu outra chance, desta vez com Publius, que pegou um chute de dentro da área e o goleiro defendeu. Mas de tanto abusar de perder gols, o Locomotiva Tarja Preta foi castigado com mais um do Forza. Vagnão recebeu passe dentro da área, pegou de primeiro e mandou no canto esquerdo. Ele mesmo quase marcou mais um na sequência, quando invadiu a área pela esquerda, mas acabou chutando mal. Fernando também teve uma chance de dentro da área, e ele não desperdiçou e diminuiu.
Quem achou que a fatura já estava liquidada se enganou, pois o Locomotiva só não marcou dois gols seguidos porque faltou pontaria: a zaga do FL falhou feio, mas o ataque do Locomotiva cochilou e demorou em chutar e acabou desperdiçando essas ótimas chances. Wellington quase chegou ao seu terceiro gol na partida por duas vezes, mas nas duas vezes acabou parando em ótimas defesas do goleiro.
O jogo se encaminhava para o final e o Locomotiva Tarja Preta continuava apresentando seu festival de gols perdidos. Desta vez foi em jogada de Publius, que entrou na área pela esquerda e cruzou para Starck, que chutou mal. Diogo teve tempo de marcar o sexto gol de sua equipe na partida. Já o goleiro do Forza Leone ainda foi requisitado nos minutos finais quando salvou o quarto gol. Ou melhor, adiou o quarto gol, pois nos segundos finais Menotti marcou e encerrou a ótima partida, que teve o placar final de 6x 4 para o Forza Leone, que renasce para a classificação e deixa o Locomotiva cada vez mais em crise. A sina do 13 de Publius, depois do jogo contra o Arouca, parece que pegou – o time conseguiu não pontuar e até perder pontos...
I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Roleta Russa 6 x 1 Babilônia
ROLETA PASSEIA DE NOVO
Roleta Russa e Babilônia fizeram uma partida agitada marcada por fortes discussões entre arbitragem e jogadores. Quem assistiu aos primeiros minutos imaginou que se tratava de um jogo disputado, em que as duas equipes brigariam até o fim (mesmo o Babilônia estando com oito pontos a menos que o Roleta Russa). Porém, a tabela estava certa e o jogo acabou com uma goleada comandada por Bruno e Nação.
Os primeiros lances foram de domínio do Babilônia: Peu recebeu passe pela direita, chutou e o goleiro Guaraná saiu bem do gol para fazer a defesa. Mas o goleiro não conseguiu segurar o chute de Alex Dias que veio da direita: 1 x 0 para o Babilônia. O Roleta quis reagir rapidamente, mas a defesa adversária não deixava o ataque do RR jogar. Foi assim que o RR começou a apostar em jogadas aéreas: Gegê fez um lançamento à distância quase de sua grande área, mas ninguém chegou para cabecear. No lance seguinte, a jogada área quase deu certo: a bola foi tocada de cabeça para grande defesa do goleiro James, que pegou em dois lances, o que levou muitos a acharem que a bola havia entrado. Os árbitros não deram o gol, mas a reação do RR continuava.
Bruno pegou um lindo chute de primeira que o goleiro defendeu. Logo depois, foi a vez de Guaraná mostrar serviço, saindo bem do gol e evitando um ataque perigoso do Babilônia. Talvez a jogada mais bonita do primeiro tempo foi de Danilinho, o 10 do Babilônia, que aplicou um lindo chapéu em Bocha, mas chutou à direita do gol, perdendo a chance de marcar um golaço.
O jogo estava de fato equilibrado, mas o Roleta havia melhorado muito desde o início da partida. E foi assim que a equipe virou o jogo em dois lances seguidos: primeiro com Bruno, depois com Nação. O Babilônia começava a se entregar após a virada.
Salada quase marcou um golaço de cobertura, mas o goleiro estava atento e fez uma linda defesa. Vini Love teve uma boa chance de bola parada em cobrança de falta, mas mandou a bola longe. O jogo ficou chato durante aproximadamente cinco minutos, com a bola presa no meio campo, e poucos chutes a gol. Nação tentou incendiar o jogo outra vez após belo lance em que ele trouxe a bola do meio para a ponta, chutou forte e o goleiro mais uma vez defendeu.
O Babilônia não ficou para trás e, em bola parada, Alex Dias bateu à direita do gol com perigo. Se Nação tentou botar fogo no jogo e não conseguiu, Bruno fez o serviço ao marcar o terceiro gol (aliás, um golaço). Ele avançou pela esquerda, chutou e mandou a bola no ângulo esquerdo. Este gol encerrou a primeira etapa e, para os espectadores, ficou um gostinho de “queremos um jogo melhor” no segundo tempo.
Na volta para a etapa final, quando o Babilônia quase marcou o segundo gol após toque de cabeça de Alex Dias, que obrigou o goleiro a cair no canto direito e se esticar todo para fazer a defesa, muitos acharam que de fato o jogo melhoraria. Mas, instantes depois, o Roleta mostrou que não deixaria o Babilônia empatar e muito menos virar o jogo: Bocha avançou pela esquerda em direção à área, chegou na cara do goleiro, tocou e o goleiro espalmou, fazendo uma das defesas mais lindas da rodada. Mas logo depois não teve jeito: Nação pegou uma sobra de bola rebatida dentro da área e tocou de leve para o fundo do gol. Foi aí que o Babilônia se perdeu de vez em campo. Daniel San, do Babilônia, não gostou de uma marcação do árbitro e o xingou de um nome que não se pode dizer nesta matéria! Claro, foi expulso. O goleiro James também se mostrou indignado e fez a burrice de xingar o outro árbitro por um nome mais feio ainda! Claro, também foi expulso.
O jogo ficou parado por alguns instantes em decorrência dessa confusão, e quando recomeçou o Babilônia parecia que estava querendo vingar a expulsão dos dois colegas e foi para cima do RR. Mas não tinha jeito, pois, com um jogador de linha a menos, o goleiro titular expulso e já levando uma goleada, a tendência era o Roleta Russa ficar com os três pontos e ainda ampliar.. E assim aconteceu. Preto chutou da ponta esquerda e o goleiro reserva fez uma linda defesa. Logo depois, Caju avançou pela direita, invadiu a área, chutou com categoria e marcou mais um gol. Preto queria mesmo deixar seu gol, e teve outra chance, desta vez em cobrança de falta que parou na bola espalmada pelo goleiro. Gegê recebeu lançamento longo pela direita, tocou de cabeça e mandou para fora. Mas, nos instantes finais, o “quase” saiu de questão quando Gegê marcou e encerrou a goleada em 6 x 1.
O Roleta Russa é, sem dúvida, a melhor equipe do Chuteira de Prata e agora que a primeira fase vai chegando ao fim, é de se elogiar a ótima campanha da equipe: são vinte e dois pontos conquistados em dez jogos, com o melhor saldo de gols do torneio: 30 gols marcados. A equipe já está classificada em primeiro, mas semana que vem ainda cumpre tabela contra o É Verdadeee.
I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Roleta Russa Olímpico 3 x 3 Primatas
ROLETINHA E PRIMATAS EMPATAM EM JOGO EQUILIBRADO E EMOCIONANTE
As expectativas em torno desse embate, certamente, eram grandes, e de fato foram correspondidas. As duas equipes, jovens e habilidosas, mostraram bom futebol que culminou num empate de seis gols com muitas viradas no seu decorrer.
A partida, desde seu princípio, se mostrou quente. O Primatas chegou com Gui Fenômeno pelo lado direito, batendo alto pelo lado e também numa triangulação entre Orley, Rafinha e Gus. O primeiro lançou para o segundo ajeitar de peito para o último rematar com perigo à meta de Louiz. Enquanto isso, o Roleta Olímpico chegou com Foguinho, que após desarmar no campo de ataque bateu perto do gol de Vitinho, e duas vezes com Ceron pelo flanco esquerdo. Na primeira, o jogador limpou o zagueirão, mas bateu alto para fora; na segunda, um remate rasteiro que tirou tinta do poste primata.
As duas equipes se posicionavam muito bem, mostrando solidez defensiva e entrosamento. Com isso, o jogo, embora sem perder a qualidade técnica, ficou truncado e com dificuldades de se adentrar com perigo à área adversária. Mesmo quando se conseguia a finalização, os ataques tinham um último e gigantesco obstáculo: os goleiros. Louiz e Vitinho mostravam o porquê de estarem entre os primeiros MVGs. O primeiro, do Roletinha, fez duas eficientes defesas, em resvalada cara a cara de Orley, que apareceu livre em cobrança de lateral e também em chute forte pelo flanco esquerdo. Já o Primata defendeu perigoso chute com efeito de Brian.
Com o passar dos minutos, as jogadas de ataque das duas equipes começaram a se encaixar. Juntando isso à seriedade com a qual o choque era encarado, a partida se tornou de muita qualidade. Nisso vieram também os gols. Quem abriu o placar foi o RR Olímpico, com Folha recebendo próximo à trave pelo flanco direito e, meio sem ângulo, conseguindo a finalização. Logo na sequência, Cachopa, pela faixa direita, mandou bom chute na trave, quase ampliando a vantagem dos roletas.
O confronto do equilíbrio, porém, não cessou; por conseqüência, os gols também não. O empate primata não demorou a aparecer. Após lançamento, Gui Fenômeno divide com Louiz pelo alto, a bola sobra para o mesmo Gui que só escora para o fundo das redes. Jogo empatado e fim de primeiro tempo.
O segundo tempo prometia mais emoções e logo no primeiro lance Rafinha arrancou pelo meio, ficou cara a cara com Louiz, mas o atacante chutou em cima do goleirão. Logo em seguida, no entanto, veio a virada, Rafinha cobrou lateral perfeito para Gui Fenômeno, que cabeceou com muita categoria para os fundos das redes.
O cenário de empate, todavia, não duraria muito. Pouco tempo depois, Folha igualou novamente o marcador, em jogada pela linha de fundo esquerda. Após o empate, o Primatas embalou três oportunidades, mas falhou na pontaria: Gus bateu rasteiro com força, passando rente à trave de Louiz; Rafinha recebeu livre pelo flanco direito, bateu cruzado para fora e Gus de novo bateu falta pelo lado. Tempo técnico requisitado.
Voltando da pequena pausa, falta para o Roletinha no flanco direito, Ceron solta o pé, a barreira primatense abre e surpreende Vitinho. Nova virada e 3 x 2 para o Roleta Olímpico no escore.
Com a vantagem em mãos, o Roletinha cresceu muito no jogo e quase ampliou com Foguinho, que mandou balaço na trave em jogada pela direita, e com Ceron, que após receber lançamento de Louiz bateu forte no meio do gol para boa defesa de Vitinho, salvando a pátria do time alvo.
O Primatas começou a ficar um pouco nervoso com o jogo e com o adversário. Faziam muitas faltas e principalmente reclamavam muito da arbitragem, que insistia em marcar reversões contra sua equipe. A defesa do Roleta Olímpico se posicionava bem, interceptando quase todas investidas do adversário. No entanto, com muita luta, os primatas chegaram ao empate: Gui Fenômeno dominou cara a cara com Louiz, bateu rasteiro e o goleirão fez bela defesa. Contudo, Orley apareceu com oportunismo no rebote para igualar. 3 x 3.
Quem pensa que o jogo esfriaria aí se engana. Logo em seguida, escanteio para o Olímpico, Folha escora livre e Vitinho faz importante defesa no reflexo. Em contrapartida, Gui Fenômeno lançou Rafinha que, livre na esquerda, manda o chute, Louiz sai bem do gol e intercepta o arremate.
Nos últimos minutos, mais uma chance perigosa para cada esquadra: Folha ajeitou de peito para Brian, que mandou bomba no canto para nova defesa de Vitinho. O Primatas não deixou barato e, em cruzamento de Rafinha, Gui não consegue finalizar corretamente e perde a chance de uma última virada. E assim o juizão encerrou a batalha.
Pela última rodada classificatória, o Roletinha pega um Arouca embalado pelo massacre contra o Basicus. Enquanto os Primatas folgam involuntariamente, uma vez que enfrentariam o Judas Iscariotes do Chuteira de Prata: Katimba Antlers.
I Chuteira de Prata: 11ª rodada
Xoro Paro 5 x 4 É Verdadee
IRMÃOS KUMA DECIDEM CONTRA É VERDADEEE
Apesar da noite na Pompéia estar bem fria, podia-se ver pelos primeiros lances que o jogo seria quente. Logo de cara, Gavião abriu o placar para o É Verdadeee. Algum tempo depois, Kuma, em jogada pela direita, soltou o pé para empatar a cancha com um belo gol.
O jogo se mostrava truncado, as equipes estavam bem postadas defensivamente e jogavam com raça, com a equipe vermelha se mostrando mais vibrante. Nos lances subseqüentes, veríamos que o jogo era mesmo de Kuma. Primeiramente, arrancou pela faixa central do campo, ajeitou para o pé bom e soltou seu patenteado petardo de direita, mas o goleirão do É Verdadeee defendeu. Contudo, Daniel não teve a mesma sorte no momento seguinte, quando o mesmo Kuma concretizou seu arremate dentro da área. Muita vibração dos vermelhos após a virada.
Mas a equipe azul e branca também não estava de brincadeira. Latrell empatou minutos depois. Posteriormente, Gavião, também em dia inspirado, chapelou dois XPs em belo lance mas não conseguiu a finalização. Com isso, chegou a vez da equipe vermelha contra-atacar. Kuminha, sempre ele, em belíssimo lance pelo flanco esquerdo, engatou a quinta, fintou dois adversários e bateu cruzado com muita categoria. Golaço e 3 x 2 em prol do XP.
Na sequência, um lance preocupante. Kuma soltou o pé da entrada da área, dessa vez, Gavião, ao tentar interceptar o arremate, levou forte bolada no rosto e desabou muito zonzo ao chão. A preocupação dos colegas durou cerca de um minuto, quando ele conseguiu se levantar.
O alvirrubro estava melhor. Enquanto o É Verdadeee tinha muitas dificuldades em penetrar a defesa comandada pelo goleiro Dalton, o XP encaixava boas jogadas e contava com a raça e vibração de Kuma, que, dividiu na entrada da área adversária, conseguiu manter a posse da bola e rapidamente mandou rasteiro. O goleirão não defendeu e a vantagem estava ampliada.
A família estava mesmo inspirada. Kuminha, em nova arrancada pela esquerda, mandou ao lado da meta é-verdadenseee. Na seqüência, o camisa 10 tocou para Thiago Leme, que, dentro da área, se antecipou ao zagueiro, mas acabou por chutar por cima. Em contrapartida, a equipe listrada aproveitou que os xoros não mataram o jogo e foram para cima: em lance na área, Master diminuiu a vantagem.
Era a deixa para partir ao ataque. Girão, pelo flanco direito, limpou o zagueiro e mandou bomba rasteira. A bola ameaçou passar no meio das canetas do goleirão, que rapidamente se recuperou. Minutos depois, em contra-ataque rápido, Gavião recebeu livre e tocou com categoria para o gol, sem chances para o arqueiro Dalton. 4 x 4.
Com o jogo empatado e chegando ao seu fim, novamente o XP, precisando da vitória, havia de atacar. Com isso, o jogo ficou aberto e, após uma pequena alternância, Thiago Leme bateu cruzado e salvou a pátria dos XPs, em nova jogada pelo lado esquerdo.
Quem pensa que o jogo esfriou se engana. Dalton interceptou bom cruzamento à sua área; Renan apareceu livre em escanteio e mandou por cima; Kuma, sempre ele, fintou pela faixa central, mandou o balaço e a bola explodiu no travessão. E fim de jogo!
O Xoro Paro, em 9º lugar, precisa, na última rodada, vencer o Forza Leone, que com os mesmo 10 pontos, não pode pensar em perder. Jogo de 6 pontos, um mata-mata praticamente, pois quem vencer provavelmente está classificado. Por outro lado, em décimo, o É Verdadeee encara o classificadíssimo Roleta Russa, precisando suar muito a camisa para sonhar com a qualificação. Isso se o Roleta Russa não facilitar, né...
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