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Notícias de 20/11/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B:

Arouca 4 x 1 Roleta Russa

AROUCA VENCE E ESTÁ PERTO DA CLASSIFICAÇÃO


Time volta a tocar bem a bola e envolve facilmente Roleta


Por Peter Munhoz

Arouca e Roleta Russa, dois times marcados pela pontualidade, já aqueciam e brincavam com a bola fora da quadra às 13h30 enquanto esperavam o trilar do apito. O Roletão não contava com o seu técnico Casari, atrasado para o confronto, tanto que em entrevista ao TV Chuteira, Baru , capitão mor dos Roletas, já prenunciava a falta que ele faria no banco de reservas.

Com o apito soprado com firmeza por um dos professores, o Arouca logo impôs seu estilo de jogo – tocar a bola em seu campo de defesa antes de partir para o ataque. Porém, o primeiro disparo saiu dos pés do Roleta Gegê do meio de campo, para fácil defesa de Maurício.

Após esse disparo inicial da arma russa, o Arouca resolveu contra-atacar com Marquinhos, que desceu pela direita e arriscou o chute em direção ao gol de Guaraná, mas a jogada terminou apenas no “uh” dos seus companheiros de equipe. Pouco depois, Leozinho também aproveitou o espaço liberado pela avenida do lado direito, mas providencialmente foi desarmado por Fernandão, ou Coelho, como também é conhecido o zagueirão revelação do Roleta neste atual t orneio.

Durante esses primeiros minutos a partida alternava muito entre ataques de ambas as equipes: Salada arriscava de um lado, enquanto do outro era Veloz, Marquinhos, Leozinho, Toni e Daniel. O Roleta recuava, para loucura de Baru e Preto, que, do banco, faziam de técnico e tentavam arrumar a casa antes que fosse tarde demais. No meio de tanto tiro trocado, alguns lances se destoavam, como uma bela bike que Leozinho mandou da área e que terminou em novo tiro de meta. O Arouca já pressionava com vontade o adversário e amadurecia seu gol.

E o gol quase saiu quando Marquinhos arriscou de fora da área e carimbou o poste de Guaraná, que berrava e esperneava com sua defesa, que não conseguia conter os rápidos e velozes azuis e amarelos. Porém, se a trave impediu o gol, logo após, Leozinho recebeu cruzamento dentro da grande área e apenas empurrou para o fundo do barbante e abriu a contagem em favor do Arouca, que estava com sede de gol e tentou logo um ataque com Veloz, salvo por Guaraná.

Enquanto o Arouca colocava pressão, o banco branco não estava em paz e bradava a todos pulmões para os jogadores de linha pararem com as faltas. A bronca não impediu o que iria acontecer logo a seguir: Daniel Tafelli recebeu a bola dentro da grande área, deu uma embaixadinha e finalizou com o melhor chute que poderia desferir. A defesa do Roleta ficou apenas assistindo ao jogador, inclusive Guaraná, que viu a pelota ir morrer nas redes sem muitas pretensões.

Só dava Arouca, que envolvia com facilidade a defesa Roleta, deixando Guaraná inconformado. Porém, após pouco tentar, os roletas conseguiram mandar uma bola em direção ao gol de Maurício, grande espectador até o momento. Nação chutou bem e obrigou o veterano arqueiro a defender no canto.

No alto das 14 horas e 22 minutos, o juiz dava o start para a etapa final, que já começou com um ataque de Vitão ao canto esquerdo de Guaraná, que caiu para a esquerda e defendeu a gorducha. O jogo do Arouca animava a torcida, que chegou de bumbo e cuia para alegrar os poucos torcedores e espectadores do confronto.O Roleta tem uma falta para cobrar e Fernandão ainda reclama com o juiz e acaba sendo amarelado. Na cobrança da infração, Edelcio tocou para Nação, que mandou um senhor chute na trave. O próximo lance arrancou risos da torcida: a bola é alçada na área e Bocha pega de primeira e faz um belo gol – só que contra. O Arouca fazia 3 x 0 e matava o Roleta. Morto e sepultado o Roleta ficou quando, no lance seguinte, Marquinhos recebeu cruzamento na direita e tocou para anotar o quarto gol do Arouca.

Após ver o placar do jogo ficar praticamente irreversível, Gegê ainda tentou um ataque pela direita, sem sucesso. De tão ineficaz que estava o setor ofensivo do Roleta que coube ao goleiro Guaraná Ceni fazer o gol de honra dos RRs. Ele bateu falta da intermediária e mandou um lindo chute no ângulo de Maurício, que nem se mexeu. Mais um belo gol do goleiro artilheiro. Mas foi só, o Arouca chegava a 10 pontos e vencia o confronto da Prata do semestre passado que terminou empatado e que todos esperavam que fosse a final naquela ocasião.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B:

Kadência 2 x 1 Clube Atlético Perus

KADÊNCIA VENCE PERUS E GARANTE VAGA


Com briga entre peruanos no intervalo, Kadência faz o mínimo para vencer em seu último jogo da fase de classificação


Por Renan Lamarck

Último jogo do Kadência na 1ª fase, a vitória era essencial para garantir a vaga – perdendo, poderia dizer adeus ao torneio. Ao CAP, com os mesmos 9 pontos, ainda restaria o Roleta na rodada final. E o Kadência, provando a ascensão, mostrou que pode mesmo surpreender.

Na ponta esquerda Gian brigou pela bola, ganhou dos marcadores, foi à linha de fundo e cruzou de bico. No segundo pau o artilheiro Paulinho se esforçou para chegar na bola, desviou de leve com a barriga, mas a redonda triscou na trave e saiu pela linha de fundo.

Respondendo ao adversário, o Perus carimbou a trave de Renatão com Juscelino. No entanto, a sorte estava com o goleiro do Kadência, pois, na seqüência, a redondinha voltou às mãos do arqueiro. Pelo lado dos campeões do VI Chuteira, Paulinho, sempre ele, arrancou com a bola pelo meio, iludiu a marcação e deu uma assistência com açúcar para Lucas. Ele só tocou na saída do goleiro para abrir o placar.

O Kadência era muito melhor, enquanto que o Perus não conseguia sair jogando e tocar a bola. Ainda buscando o segundo gol, Lucas e Rodrigo tiveram boas chances de aumentar a vantagem, mas ambos os jogadores chutaram a bola nas mãos do bem posicionado arqueiro Lazaro.

Numa das poucas investidas com maior perigo na primeira metade de confronto, mesmo que de muito longe, Juscie arriscou um tiro, a bola passou muito perto da trave de Renato. Antes do Kadência anotar seu segundo gol, Paulinho teve boa chance, ele driblou Jesse e Jescie, entrou na área e chutou. Contudo, o arqueiro Lazaro foi bem e evitou o gol.

Na seqüência, o ex-time amarelo, hoje de camisas vermelhas, chegou mais uma vez para marcar. Rodrigo tocou para Gian na ponta esquerda – outra vez por esse lado do campo a equipe chegava de forma fulminante. Com uma pancada cruzada e indefensável, ele fez o segundo.

O segundo gol do rival foi o estopim para desencadear uma serie de eventos que só prejudicaria o Perus. Os jogadores passaram a discutir asperamente, mas dentro de quadra nada mudou. Mesmo assim, numa tentativa de pressão o CAP teve alguma chance de descontar. Na entrada da área Pena armou o chute, mas não contava com travada bonita de Ivan para salvar o Kadência.

Já no intervalo uma cena patética: Caio e Rodrigo Rosa, que não vinham jogando absolutamente nada, começaram a discutir asperamente no banco do Perus. A discussão virou empurrões e alguns chutinhos, suficientes para de forma justa o árbitro mandar os dois brigões da mesma equipe para o chuveiro mais cedo.

No segundo tempo, com os dois de fora, mas mantidos os 7 jogadores em campo, o CAP viu o Kadência iniciar melhor o bate-bola. Mesmo caído no chão, Lucas ganhou do adversário e lançou Julio Sérgio na corrida. Ele cortou a marcação e bateu rasteiro. O tiro tocou na trave e saiu.

Enfim o Perus acordou e, se não conseguiu partir rumo à virada, ao menos teve êxito em equilibrar o jogo. De costa para o gol Pena recebeu a pelota, fez o giro para cima da marcação e chutou. O goleiro Renato deu um leve desvio e a bola explodiu na trave. O arqueiro salvava o Kadência nesse lance e recebia os parabéns do capitão Paulinho, para calar a boca dos corneteiros que apontam um boicote ao goleiro campeão do VI Chuteira de Ouro. Contudo, pouco depois, o Perus chegou para descontar. Mesmo com um jogador a menos, após Pena ser amarelado, pelo lado esquerdo Juscie acertou um chute potente, cruzado, para colocar 2 x 1 no placar.

Nos minutos restantes o confronto ficou mais aberto, o Perus era de fato perigoso e via chances reais de empatar o jogo. Pena arriscou de fora da área e obrigou outra boa defesa de Renato, logo depois, o mesmo jogador chutou de longe e carimbou a trave. Parecia que o Kadência estava desligado do confronto nos minutos finais, mas a trave estava ali para salvar mais uma vez, após cobrança de falta de Juscie. Já não havia tempo para mais nada, quando o Perus de fato entrou no jogo, o tempo estava esgotado. E o Kadência garantia sua vaga – só não se sabia em qual posição.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 2 x 2 MachuPichu

FORA EMPATA COM MACHU E DECIDE COM BACANA EM CAI


Empate entre Fora e MachuPichu complica situação de ambas as equipes na tabela


Por Renan Lamarck

Diante do MachuPichu, o Fora de Série tinha um dos jogos mais importantes de sua história dentro do Chuteira – uma vitória poderia livrar o time do descenso. A derrota, a decretação de um semestre a ser esquecido. No entanto, assim que a pelota quicou no gramado sintético, o primeiro a se aventurar no ataque foram os peruanos. Tebas arriscou um voleio, meio de costas para o gol, e a redonda passou perto mas a esquerda do gol defendido por Cleber – exatamente ele, o manager, técnico, e por vezes zagueirão do Fora de Série assumia a meta do Fora com a ausência de todos os goleiros do time.

Nos minutos que seguiram, ainda no início, o Fora começou a tocar a bola e, assim, a invadir cada vez mais o campo do inimigo. Em contra-ataque, quando o MachuPichu, de maneira errônea, tentou sair para o jogo, Rodrigo Cunha disparou pela esquerda na velocidade, mas na hora do chute mandou mal, fácil para Pipo.

Do outro lado, o MP, jogando muito sério, levava cada vez mais perigo. O nervosismo do Fora, que sem dúvida jogava pressionado pelo peso dos 8 times acima dele na tabela, ficava evidente em alguns lances, como quando Guilherme matou a bola de maneira errada e na seqüência do lance tomou um rolinho desconcertante de Tebas.

O primeiro tempo era fraquinho, digno de dois times que não empolgaram em momento algum na competição. Do lado de fora da quadra ouvia-se um burburinho sobre se o confronto poderia mesmo terminar empatado em 0 x 0, placar anormal e inédito dentro do Chuteira. Pelo MP, Taka trouxe a bola para o meio e chutou, obrigando Cléber a fazer boa defesa. Pelo Fora, logo depois, Clebão lançou Rodrigo no campo ofensivo, que ajeitou com açúcar e mel para Guilherme abrir o placar, mas o mesmo não contava com a astúcia de Pipo, que fechou o ângulo e evitou o pior para os peruanos. Pouco depois, Rodrigo Cunha recebeu no lado esquerdo do ataque e disparou ao gol. O chute foi desviado no meio do caminho e a pelota tocou na trave antes de sair. E, assim, zerado e sem grandes momentos terminava o primeiro tempo.

Para a etapa complementar os times voltaram se resguardando de início, apesar de só a vitória interessar aos dois esquetes. Quando o placar parecia que não seria alterado, Cava arrancou pelo meio e enfiou a bola para Zóio, que, com um tiro cruzado, venceu o arqueiro adversário e estufou a rede.

Depois de abrir o placar o Fora de Série deu uma recuada, provavelmente natural, e passou a esperar o MachuPichu. Com Renato Seckler pela esquerda e Thiago Branco centralizado dentro da área, os peruanos tentavam chegar às redes do rival. Assim, o maior volume de jogo valeu à equipe que jogava com a camisa semelhante ao segundo uniforme do River Plate a empatar o confronto com Seckler.

Em busca do segundo tento o MP era outra vez melhor no embate. O Fora sentia o peso de estar na parte de baixo da tabela e sofria. Todavia, outra vez Cleber apareceu debaixo das traves para evitar o pior para o seu querido Fora de Série. Renato Seckler cruzou na área, Wadi desviou e mais uma vez o goleiro do azul fez grande defesa.

Contudo, o MP parecia mais disposto a deixar a quadra com os três pontos. Seckler rolou para Taka na intermediária. Ele bateu, houve desvio e a pelota sobrou dentro da área. Wadi furou, a bola continuou rolando e chegou aos pés de Marcel, para azar do Fora. E 2 x 1 para o MachuPichu.

Mas a batalha não estava perdida: os azuis, na marra, chegaram ao empate nos minutos finais. Em bola alçada na área, no abafa, Zóio desviou para o fundo do gol e deixou tudo igual mais uma vez. Com o pontinho conquistado pelos dois times, nada muda para ambos na tabela, pois precisam vencer na rodada final para classificar – caso do MachuPichu – e para não cair – caso do Fora de Série.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A:

Equipe Bróder 2 x 3 Fúria

FÚRIA VENCE EB E AINDA RESPIRA


Vitória dá a Fúria até chances de classificação, enquanto derrota tira EB da vice-liderança


Por Luiz Felipe Fernandes

O confronto entre Fúria e Equipe Bróder era recheado de dois objetivos distintos. Por um lado, a famosa EB, no embalo da folga do líder Bengalas, podia transformar seus 15 pontos em 18 e aproximar-se da equipe solar de Bizu para decidir a 1ª posição contra o mesmo Bengalas na rodada final. Do outro, o Fúria vivendo momento condizente ao nome de sua esquadra. Os rubronegros – com 1 ponto ganho e menor saldo de gols que o The Veras – seguravam a lanterninha do Grupo A.

Os minutos iniciais, muito intensos, davam a entender o semblante que teríamos no resto da partida. O primeiro ataque de jogo foi do Fúria, com Lucas avançando pela direita e chutando rasteiro com firmeza ao lado da meta de Leo. Na sequência, porém, os Fast & Furious ligaram o espírito Dominic Toretto¹ e não perdoaram. Thiago Motta, sempre ele, dominou na entrada da área, girou sobre a zaga e, com um preciso chute rasteiro, acertou o cantinho da meta Broderiana.

Contudo, a ledice dos estressados não durou muito, uma vez que China empatou a contagem após escanteio. O equilíbrio dava a tônica do jogo. Carlão arriscou de fora da área um petardo rasteiro, que obrigou Leo a cair rapidamente para realizar a intervenção. Como quem não faz leva, La Equipo Hermano virou a partida. Mutssa bateu firme da entrada da área e acertou o ângulo do goleiro.

Com a virada, víamos os alvirrubros marcando bem no seu sistema defensivo, liderado pelo zagueirão Soneca. Desfalcados e com apenas um reserva, a EB tinha na experiência de Mutssa e na agilidade de Gabriel a responsabilidade da execução das jogadas. Por outro lado, a trupe dos abespinhados enfrentava imensas dificuldades de encaixar lances ofensivos de perigo. Nisso, até o fim do primeiro tempo, tivemos um pingue-pongue de oportunidades. Por exemplo, o chute de primeira de Toledo por cima do gol, pelo lado da EB ou a boa defesa de Leo após arremate rasteiro de Adriano, pelo lado dos furiosos. Fim de primeiro tempo, Bróder 2 x 1 Fúria.

Os 25’ derradeiros seriam ainda mais pujantes. Logo nos primeiros minutos, víamos um Fúria mais vibrante, embora ainda sem se encontrar plenamente em campo. Nisso, um verdadeiro combate duelar entre Thiago Motta e Mutssa seria iniciado. Primeiramente, o camisa 7 rubro-negro avançou pela orla canhota do certame e bateu cruzado, obrigando o arqueiro dos Frères a cair e fazer boa defesa.

Instantes após ver Gabriel levar cartão amarelo por falta em Adriano no campo de ataque da Equipe Bróder, Mutssa resolveu dar o troco. O camisa 20 (sim, ele jogou com um zero a mais em sua tradicional camisa) desceu pela encosta destra e soltou o pé, forçando o goleiro Fábio a mostrar que também estava atento em seu posto.

Por último, o Furiano – homônimo do volante da Internazionale de Milão – resolveu desferir o golpe final do prélio pessoal. Primeiro, em contragolpe fulminante, Motta disparou à quinta marcha e bateu cara a cara com o goleirão EB, que saiu muito bem para interceptar o lance. Na sequência, contudo, a fortuna dos Brüder não seria a mesma: novamente com um chute técnico e preciso no cantinho, Thiago Motta pôs o marcador em igualdade.

Com o empate, o Fúria passou a jogar melhor e se impôr na cancha meia-dúzia, enquanto a Equipe Bróder perdia bolas fáceis em suas investidas e já sentia o desgaste do calor. Instantes mais tarde, um tempo técnico fora requisitado e, pouco empós do seu retorno, o vira-vira voltou a ser a música bailada em quadra. Empurrados pela raça característica e a torcida fiel, Fagner marcou o terceiro gol dos revoltos, que – não satisfeitos – quase ampliaram imediatamente com Caio.

A virada obrigaria os Bróders a partirem para cima na parte final da peleja. Destaque para três lances criados pelos alvirrubros nessa empreitada. Em ordem: Gabriel avançou pela esquerda e mandou bomba na rede pelo lado de fora; Mutssa avançou pela faixa central e, quem diria, quase fez um home run ao bater para o gol, isolando a redonda; Por último, o mesmo Mutssa levantou a bola na grande área, que passou por todo mundo, fazendo o goleiro espalmar para afastar o perigo, sem grandes problemas.

O jogo se manteve quente até o último grão de areia da âmbula superior da ampulheta. No entanto, L’equip Frère não conseguiu a igualdade e a partida se encerrou com o placar de 3 x 2 em favor do Fúria, que muito festejou. A vitória só não teve um gostinho ainda melhor pois o The Veras – concorrente direto ao descenso – venceu o Treinadores do Braz, mantendo a esquadra da histeria na lanterna.

¹ Personagem de Vin Diesel na série Velozes e Furiosos.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A:

Primatas 3 x 3 Estudiantes de la Vila

Jogo sem muitas resoluções na tabela mas muito empolgante, Primatas e Estudiantes empatam e se garantem na próxima fase


Por Diego Pontes

Esperado ou não, a disputa entre Primatas e Estudiantes começou a todo vapor, com ambos os times explorando o vigor de seus jovens integrantes em jogadas rápidas pelos flancos. Porém, as táticas das esquadras eram bastante distintas: enquanto a garotada da Vila Leopoldina apostava nas tabelas e nos chutes à distância da dupla Lorente e Bahia, os primitivos se embrenhavam pela área adversária com os craques Gui Fenômeno e Orley.

Tamanho era o equilíbrio entre as equipes que nenhuma das estratégias utilizadas gerava algum tipo de vantagem. A despeito de conseguir invadir a área adversária com certa facilidade, os atacantes pseudo-argentinos tinham dificuldades na hora de finalizar devido à competência de Vitinho, arqueiro primata. A esquadra quase humanóide, por sua vez, não conseguia se desvencilhar da marcação pontual dos estudantes Gago e Rafinha. Por conta disso, o jogo seguia parelho, quase um toma lá, da cá.

Nesse prelúdio, quem chegou mais perto de estrear o marcador foi o elenco do Primatas. Aos 4 minutos, Orley, face a face com o goleiro Porps, mandou um cruzado direto para o ângulo do arco rival. Contudo, num lance que só o acaso ou a física podem explicar, a redonda fez uma curva ascendente na diagonal e acabou por explodir na trave. Em seguida, Gui Fenômeno conseguiu trespassar a banheira inimiga e mandar um petardo em linha reta para o meio do gol. O rojão teria atingido o centro da rede com uma precisão cirúrgica se Porps não tivesse aparado a redonda com seu forte corpo.

Com exceção de alguns poucos lances perigosos, o duelo seguiu no tedioso 0 x 0 até os 11minutos, instante em que Piero matou um passe rasteiro de Lorente com um toque de primeira. A jogada, ao invés de derrubar a moral dos primitivos, aparentemente serviu como um estímulo para a esquadra alvejante, visto que esta passou a avançar com mais velocidade e coesão. No entanto, tal resolução não foi suficiente para barrar os estudiantes: segundos depois, Lorente dominou a bola na lateral direita, recuou para Vitinho Laruccia, que avançou e chutou cruzado para o gol. O pombo sem asas estalou nas mãos do goleiro Vitinho e acabou por cair nos pés de Bahia, jogador que não pode ver uma bola que já sai chutando. Resultado: Estudiantes 2 x 0 Primatas.

O manager estudiante Caio mal havia acabado de comemorar o gol com seu fiel escudeiro Fubá (o famoso Amulato) quando Guerrero arrancou pelo centro, driblou Gago e terminou a jogada matando a bola na rede alvirrubra com um chute em linha reta. Empolgados com o lance e ansiando mais gols, os homens das cavernas patiram com tudo para cima do adversário, focando seus esforços nas investidas da dupla Orley e Nando. Todavia, o estóico Caio Palermo – que estava substituindo temporariamente Porps por este ter sido amarelado ao fazer falta em Gus – surpreendeu ao barrar com os pés todos os chutes do dueto pré-histórico.

Mas a persistência do Primatas nesse primeiro tempo não tinha precedentes. A armada comandada por Gui Fenômeno era a raça personificada. Tanto isso é verdade que a trupe brigou pelo empate até o último minuto. E justamente quando faltavam 60 segundos para que o árbitro soasse o apito, Guerrero deixou a zaga rival comendo poeira e aproveitou lançamento de Gui para marcar, de primeira, o segundo do seu time.

Se a primeira metade do jogo foi parelha, a segunda foi marcada por uma atuação quase que simétrica dos dois times. Além do equilíbrio de forças que persistiu até o final da partida, ambos esquadrões jogaram velozmente na ofensiva e apostaram suas fichas em uma dupla de atacantes (Bahia e Lorente, no caso do Estudiantes; Gui Fenômeno e Orley, no referente ao Primatas). Outra semelhança entre as equipes foi a brilhante atuação dos arqueiros destas: apesar de Porps ter se mostrado superior – uma vez que defendeu bolas mais difíceis –, Vitinho fechou o gol até o final da partida e, dessa forma, destruiu os nervos dos estudantes leopoldinos.

O antigo Crocciati se viu em um sufoco quando Gui Fenômeno virou a peleja ao encobrir Porps com uma bomba cheia de efeito. Sedento por gols, o Primatas seguiu pressionando e ameaçando a área de Porps a todo instante. Para alívio dos estudantes, o setor defensivo supriu toda a deficiência do meio de campo estudiante – que desde o primeiro tempo deixava Gui Fênomeno passear na área.

No contra-ataque, o Glorioso passou a levar perigo, sempre com Lorente e Bahia. Valendo-se da velocidade e de um preciso toque de bola, a dupla conseguiu replicar a pressão primitiva. Entretanto, ora o dueto pecava nas finalizações, ora tinha suas esperanças frustradas pelo irritadiço goleiro símio.

Era nítido e justificável o desespero na expressão dos estudiantes. Os minutos finais se aproximavam e tudo parecia indicar que a equipe estava fadada a perecer pelo placar de 3 x 2. Foi quando Lorente operou um milagre e empatou a disputa: o camisa 18 invadiu o campo inimigo e mandou um torpedo rasteiro direto para o gol de Vitinho. Tamanha foi a velocidade do chute que o arqueiro nem viu o balaço morrer nas redes.

O gol decidiu a partida e impôs o placar mais justo possível: o empate, que não prejudica nenhum dos times, uma vez que os dois seguem classificados para o mata mata.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A:

Acidus 6 x 2 Joga 13

ACIDUS DÁ VERDADEIRO PASSEIO EM JOGA 13


Goleada complica 13, que depende de combinação de resultados para se classificar – ou mesmo descer para a Série Prata


Sendo o último jogo do Joga 13 nessa fase de classificação, a equipe preta e amarela precisava da vitória para garantir classificação. Porém, do outro lado do campo havia o Acidus, que se especializou em derrotar o 13 neste ano. Para azar da turma mais desanimada do Chuteira, o Acidus atropelou o 13 e só não goleou por mais de 10 gols porque Robinho, em tarde de muita fome e vontade, queria fazer seu gol e não tocava aos companheiros.

O jogo começou com pressão do Acidus no ataque, que jogava sem Philip e Raphão. Robinho e Richard faziam a marcação na frente, deixando Ronei e Barata trabalhando pelo meio. O 13 vinha sem Felipe e Alemão, para variar, e coube a Daniel e Calado, além do sempre voluntarioso Choco, carregar a bola. O problema do 13, como já diagnosticado há tempos, é que não tem para quem entregar a redonda lá na frente. Sem Lele, o time carece de um matador e de uma referência com quem jogar. Resultado: a zaga acidiana tirava todas as bolas.

Só não tirou uma aos 5 minutos, quando após Marquinhos e Robinho baterem cabeça, a bola sobrou para Daniel chutar meio de bico, rasteira, nem tão forte. A bola foi no canto do goleiro Louiz, que começou no gol diante da ausência temporária de Diego e teve sua visão encoberta pela própria zaga. O Joga 13 saía na frente.

Porém, o gol nada mais fez que instigar o Acidus ao ataque. E a partir dali foi um bombardeio contra Guma e Rodrigo, que tiveram trabalho redobrado. Antes de Diego assumir seu posto, Richard cabeceou com categoria cobrança de escanteio e empatou a peleja.

O 13 ainda tentava com Choco e Calado, ora pelo meio ora pelas pontas, mas Lói, Marquinhos e Louiz vinham em jornada impecável. Não passava nada pelo trio de muralha que não fez o time sentir saudades de Raphão até o momento. Em chute da ponta direita, Diego fez sua primeira grande defesa na partida. Logo em seguida, Daniel saiu livre na cara do gol e tocou rasteiro no canto. Eis que o gato Diego, a la Rodolfo Rodriguez (esta só veteranos do Chuteira vão lembrar), pula com agilidade e desvia de leve a bola, o suficiente para desviá-la da direção do gol e salvar o Acidus. Foi a última grande defesa do até agora MVG do torneio na partida.

A defesa acima de Diego gerou contra-ataque puxado por Ronei. O jogador avançou pela lateral, cortou para o meio e mandou um dedaço contra a meta de Caieiras para decretar a virada no placar. Só dava Acidus e, já no final da primeira etapa, Ronei carimbou a zaga e a bola subiu. Barata poucos passos da ponta esquerda da área, pegou de primeira e mandou no canto de Caieiras, que nem precisou se mexer para ver a redonda estufar as redes e sair do gol. Era 3 x 1 para o Acidus e desespero no Joga 13.

As últimas cartadas do 13 foram jogadas nos primeiros 5 minutos da etapa derradeira. Houve pressão e algumas tentativas de invadir a área cítrica, mas o trabalho em conjunto da dupla L-L (Lói e Louiz) estava mesmo impecável. Entretanto, sobre a linha Calado mandou para as redes cruzamento da direita. Foi o último suspiro do 13, pois no lance seguinte Louiz tomou a bola de Calado com um chapéu e tomou a botinada sem bola. Dali ele só viu o cartão vermelho ser empunhado pelo juizão, colocando-o para fora e acabando com qualquer chance do 13 de vitória. O que já era difícil ficou impossível.

A partir daí o Acidus deitou e rolou, vivendo o 13 de chutes tortos de um Doce jogando no sacrifício e jogadas individuais de pouca efetividade de Choco. No contra-ataque, o Acidus criou mais de uma dúzia de chances que facilmente podiam ser convertidas se não fossem o fomismo de Robinho e a afobação de Louiz em marcar o primeiro gol com a camisa amarelo limão. Porém, mesmo assim, Ricco deixou o dele duas vezes e tirou a zica ao só empurrar para as redes pelo lado direito bolas vindas da esquerda, onde Robinho deslizava com folga. Muitas vezes eram 3 amarelinhos cítricos contra 2 de branco. Muitas vezes Robinho tentou o seu e Caieiras defendeu. Aí foi a vez do goleiro do 13 aparecer e impedir maiores número no placar. Em cobrança de falta, Ricco mandou no ângulo e o pequeno goleirão foi buscar e espalmou para fora.

Choco era valente, assim como Daniel, mas o desespero fazia-os trilhar caminhos individuais, facilitando o trabalho dos defensores acidianos. E assim o Acidus fechou a conta em 6 x 2, tendo mais um gol de Richard para encerrar a conta e deixar o Joga 13 na torcida pelo próprio Acidus na rodada final. Afinal, na 6ª posição, o time de Lele, que estava do lado de fora sofrendo com o massacre que seu time sofria, precisa que Treinadores perca para ainda sonhar com a classificação. Ah, e também que Fúria e Veras não vença bem seus adversários. Ainda há esperança, sim, mas o próprio Lele resumiu bem ao fim do jogo o que foi o 13 na competição: “Não merecemos classificar jogando o que jogamos até agora”.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B:

SNG 9 x 4 Bacana

SNG SURRA BACANA E JÁ MIRA PRIMEIRA POSIÇÃO


Com a vitória, time de Renê decide com Fiorella 1ª posição, enquanto Bacana enfrenta Fora de Série para ver quem cai


Por Diego Pontes

No momento em que os veteranos do Se Não Guenta Por Que Veio? e o desanimado Bacana adentraram o gramado, um grande burburinho acerca de qual seria o resultado do embate teve início no lado de fora da quadra 4. A expectativa da maioria dos presentes era a de que o time laranja atropelaria tranquilamente o vice-lanterna Bacana. De fato, o elástico placar de 9 X 4 para o SNG é a prova de que os espectadores estavam quase corretos em sua afirmação. “Quase” porque eles certamente não imaginavam que a esquadra do ex-Marcelão, na ânsia por sair da zona de rebaixamento, jogaria com o coração e faria a sua melhor partida no campeonato.

A peleja não começou nada bem para os bacanas. Em menos de 30 segundos de jogo, Allan recebeu passe de Tejeda e, se aproveitando de um vácuo na zaga adversária, mandou uma bomba do meio de campo para morrer no cantinho do gol inimigo. Tamanha foi a ousadia e a velocidade do lance que o arqueiro Erich, que, pego de surpresa, sequer se moveu.

Os que esperavam que a moral da trupe bacana diminuísse após o lance caíram do cavalo. Pelo contrário: a armada legal voltou com tudo para cima do SNG! Com o intuito de tecer contra-ataques, a dupla Jorge Pereira e Iuri marcava duramente a saída de bola rival, enquanto o dianteiro Rômulo focava seus esforços em avançar pelo meio de campo. Com essa tática, a equipe construiu boas chances de gol que só não se concretizaram por falta de empenho de Rômulo na hora de chutar e por conta da inquestionável astúcia do goleiro Sampa.

No entanto, apesar de atacar com raça e de apresentar um futebol acima do que mostrou nesse semestre, o Bacana cometeu um grave erro tático ao deixar espaço para o SNG tocar a bola na retaguarda. Resultado: o feitiço voltou-se contra o feiticeiro. Os zagueiros alaranjados Allan e Fabinho, este improvisado, interceptavam as investidas adversárias com prontidão e logo tratavam de armar jogadas para que o sinérgico trio Renê, Biro e Memé finalizasse.

A tática não demorou a surtir efeito. Afinal, diferentemente dos atacantes rivais, Renê não desperdiça chances de gol. O camisa 11 se livrou da marcação cerrada dos irmãos Jorge e João Pereira e cravou a redonda no cantinho da rede com um cruzado baixo. Segundos depois, o mesmo Renê marcou o terceiro do SNG ao anotar de primeira um lateral cobrada por Memé. Tamanha foi a velocidade do chute que a bola trespassou as redes do Bacana! Um golaço!

Após levar o terceiro, o Bacana percebeu o quão perigoso era jogar no contra-ataque contra uma equipe cujo ponto forte é o toque de bola. O exército tinto saiu da retranca e adquiriu uma postura mais ofensiva, atacando pelas laterais com Rômulo, Vitinho Saraiva e com o zagueiro Napolitano. Tal mudança de estratégia se mostrou eficaz, visto que o time marcou dois gols em um curto período de tempo. Napolitano dominou a pelota no meio de campo, costurou pelas laterais e concluiu a jogada ao invadir a área antagônica e chutar rasteiro no meio do gol. Em seguida, Rômulo aproveitou o rebote de Vitinho e fez o Bacana encostar no SNG ao marcar o segundo do time com um chute cruzado.

Outrora relaxada, a trupe de Renê acelerou o ritmo de jogo e abandonou a tática de contragolpe com o intuito de encurralar o rival em sua área. Dessa forma, o SNG não apenas saiu do sufoco, como também dominou a partida até o final do primeiro tempo e esticou o placar com dois gols: um de Biro e outro de Renê, que matou um preciso cruzamento de Fabinho com um toque suave, bem ao seu estilo.

Uma espécie de reação em cadeia de gols agitou os minutos iniciais do segundo tempo. Começou quando Memé anotou 6 X 2 para o SNG ao pôr para dentro do gol um rebote de Biro. Em seguida, Allan marcou o seu segundo na partida: depois de interceptar um cruzamento de Memé, o vigoroso zagueiro alaranjado cravou a bola no cantinho da rede com um petardo rasteiro. O próximo a marcar, no entanto, não foi um dos beberrões, mas sim Demehur. Após sofrer falta de Allan na banheira, o camisa 10 não desperdiçou a chance do pênalti e diminuir a diferença no placar.

Após esse desfile de gols, o embate voltou a ficar parelho, com ligeira vantagem dos laranjas no que se refere à posse de bola. A despeito de estarem visivelmente cansados, os integrantes de ambas as equipes continuavam a correr pelo campo como se estivessem brigando por uma decisão. A tropa de Marcelinho seguia atacando com Jorge Pereira e Iuri – que, entrosados, armavam tabelas para se livrar da pressão de Tejeda e Fabinho. O SNG, por sua vez, afrouxou as ofensivas pelo centro e voltou a focar-se nos contra-ataques.

Diferentemente das outras partidas que disputou nessa temporada – nas quais esteve inexpressivo –, o Bacana parecia tomado por uma raça inabalável. Apesar de demonstrar falta de coesão em suas jogadas, o time fazia tudo o que estava ao seu alcance na tentativa de mudar o quadro negativo do jogo: marcação cerrada no meio de campo, jogadas aéreas, chutes à distância, entre outros artifícios. Porém, a defesa do SNG, composta, sobretudo, por Allan, Fabinho e agora o goleiro William, sempre entrosada, acabava por diluir as esperanças de gol que a esquadra vinho ainda nutria.

A determinação dos bacanas só foi despencar no momento em que o matador Renê, com uma cabeçada certeira, botou o lateral cobrado por Allan no meio da rede inimiga. A partir desse momento, o esquadrão tinto começou a entregar os pontos. O time até conseguiu diminuir o placar com Iuri, Contudo, toda a força heróica que a trupe demonstrando, sobretudo no ataque, caiu por terra após o lance.

O fim do prélio veio logo após Memé encerrar o marcador de sua equipe com um bonito gol de falta. Final: SNG 9 x 4 Bacana. Uma goleada sem precedentes na história do time vinho. Com a vitória, o já classificado SNG segue tranqüilo para o duelo contra o Fiorella – jogo que promete devido à competência de ambas as esquadras. Já o Bacana tem um encontro marcado com o Fora de Série para ver quem caíra para o Chuteira de Prata. A última chance de dois times que não jogaram nada em 7 partidas anteriores.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A:

The Veras 3 x 2 Treinadores do Braz

VERAS RENASCE COM VITÓRIA SOBRE TREINADORES


Treinadores perde mais uma e vê vaga ameaçada por Veras e Fúria


Por Diego Pontes

Os poucos espectadores que ficaram até o fechamento do PlayBall para acompanhar o duelo entre The Veras e Treinadores do Braz certamente não se arrependeram. Isso porque as duas equipes, ao se digladiarem para escapar da zona de rebaixamento, acabaram por oferecer ao público um espetáculo pegado, repleto de velocidade e jogadas estratégicas. Um embate com gostinho de decisão no qual o menor erro poderia por tudo a perder.

A pugna começou morna. Na tentativa de avançar pelo meio de campo, ambos os times se emparelhavam e não conseguiam sair do lugar. O Veras foi o primeiro a perceber que o ímpeto e a raça não seriam suficientes para garantir a vitória: a trupe do pau de macarrão passou a focar sua velocidade e empenho nas investidas laterais da dupla Victor Petreche e Pedro de Luna. Os treinadores, por sua vez, careciam de entrosamento nesses minutos iniciais, se limitando a tocar a bola sem rumo.

Dessa forma, os verenses dominaram o prelúdio do embate e chegaram muito perto de abrir o placar. A defesa do Braz, representada, sobretudo, por Taio e Edgard Neto, não conseguia acompanhar a velocidade dos atacantes rivais – agora auxiliados por Moura –, que tabelavam com precisão e desferiam poderosos chutes em direção ao gol de Criança. Para a sorte do time da zona leste, o infante arqueiro estava afiado e não deixou passar nenhum gol nesse exórdio.

Apesar de estarem no sufoco, os cruzados da terra de José Brás continuavam a jogar com a tranqüilidade e a estratégia que lhes são características. E foi assim que a esquadra quase virou o quadro da partida: aos 7 minutos, Bruno Silva recebeu lançamento de Juba e, cara a cara com o goleiro Benga, chutou um petardo rasteiro em direção ao gol. Contudo, o gigante arqueiro, no susto, parou a redonda com uma ligeira defesa com os pés, arruinando aquela que foi a grande chance do time cândido em sair do jejum de gols.

O lance aparentemente deu fôlego e inspiração aos treinadores, visto que estes passaram de uma postura mais defensiva para o ataque. Diego Brito e o lépido Gafanhoto seguiam tabelando pelo meio, mas a armada azul-grená contava com um trunfo na defesa: Cássio Japa. Não bastasse armar passes para seus companheiros da dianteira, o meia oriental cortava a todo instante as ofensivas inimigas.

Essa situação de quase equilíbrio – “quase”, pois o The Veras levava uma ligeira vantagem sobre o Treinadores – foi rompida quando Victor Petreche trespassou a área adversária e, com um chute em linha reta, fez o balaço explodir no meio da rede adversária. No entanto, a tropa do capitão Pedro de Luna não teve tempo de comemorar, já que, segundos depois, Índio finalizou o passe de Edgard Neto com um toque de primeira, empatando o jogo.

O placar de 1 x 1 não era simbólico. Após o gol do atacante tupi, o prélio realmente voltou a ser parelho. Enquanto Victor Petreche, na ânsia por mais gols, investia célere pela lateral direita, o vigoroso Juba liderava o ataque do Treinadores pelo centro. Embora as duas equipes tivessem criado boas chances de gol jogando dessa forma, as zagas de ambas, no auge de sua eficiência, impossibilitaram o crescimento dos placares até o segundo tempo.

Mal começara o segundo tempo quando Edgardvirou o duelo ao matar o rebote de Taio com um chute rasteiro. O gol não intimidou o elenco do Veras, que seguiu jogando com uma resolução ainda maior que a apresentada no primeiro tempo. O time focava suas ofensivas nas jogadas individuais de Victor Petreche, sempre assistidas por armações de Cássio Japa e Caio Marchi.

Com esta tática, o Veras dominou a posse de bola e ditou o ritmo dessa segunda metade da disputa: veloz, muito veloz. Entretanto, os gladiadores de azul e vinho tinham dificuldades em finalizar, pois esbarravam a todo instante na marcação cerrada de Juba e Edgar Neto – que fecharam a entrada da área com eficiência e destreza. Por conta dessa sólida defesa, o empate saiu quando Victor driblou o goleiro e cruzou para trás, bem por onde João Cláudio chegava para acertar o gol com uma precisa cabeçada.

A peleja continuou acirrada até os minutos finais. No desespero de decidir o jogo – algo além de vitória desclassificava o Veras, enquanto o empate classificava o Treinadores – os cruzados alvejantes partiam para cima com todo o elenco, enquanto a garotada do Veras apostava nas tabelas da trinca Cássio Japa, Moura e Pedro de Luna. A despeito de uma pequena, porém significante, vantagem do ataque verense, as duas esquadras tinham plenas condições de vencer a partida. Bastava um erro ou um acerto para decretar o fim do embate.

Após uma série de gols desperdiçados pelos dois times e um chute na trave de Juba – lance que poderia ter determinado a vitória do Treinadores –, Victor Petreche salvou a sua equipe do rebaixamento ao sepultar na rede de Criança um cruzamento lateral de Japa. Soa o estridente grilo. Final: The Veras 3 x 2 Treinadores. Nos gramados, só havia espaço para a alegria da turma do rolo de massa. E para o sorriso de orelha a orelha do capitão Pedro de Luna, que, maravilhado, parecia não acreditar na incrível capacidade de superação demonstrada por seu time.



II CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Med Taubaté 8 x 2 Coringa

MED NÃO SÓ VIRA COMO GOLEIA CORINGA


Bom começo dos carteadores acaba nas belas atuações de Bruninho e Aníbal

Por Luis Fernando Saninana

O Med Taubaté entrou em quadra depois de vencer o Xoro Parou na última rodada por 7 x 5. A equipe médica estava com o pensamento de não deixar a liderança escapar, já que o primeiro colocado de cada grupo sobe direto para a Série Ouro. O Coringa, que perdeu para o DPGamos no último jogo por 3 x 2, buscava a redenção, pois perdeu pontos importantes que podem fazer falta e custar a classificação. A vitória antes da folga final era a garantia de classificação. Em caso de derrota, dependeria de resultados.

Por isso a equipe que usa um meião de cada cor foi para cima no começo do jogo. Não demorou muito para o Coringa abrir o placar. Jorge passou para Kaká na ponta esquerda. O camisa 23 puxou para o meio e bateu no canto esquerdo do goleiro Tauil. 1 x 0. Os jokers queriam mesmo buscar os pontos perdidos do último jogo. Kaká puxou contra-ataque pela esquerda e chutou de fora da área. Tauil, com a ponta dos dedos, desviou por cima do gol.

A pressão inicial deu resultado, tanto que Vavá chutou da direita e o goleiro mandou para escanteio. Na cobrança pelo lado direito, Farias, de cabeça, fez 2 x 0 para o Coringa. A equipe vermelha e preta quase chegou ao terceiro também com Farias e também após cobrança de escanteio. A zaga do Med afastou mal, a bola sobrou para o camisa 6 na entrada da área, que girou e bateu. A bola saiu à direita do gol levando muito perigo.

Pensando que o resultado já estava garantido e vendo que o terceiro gol estava perto, o Coringa resolveu tirar o pé. Mas não foi uma boa ideia, pois até o final do primeiro o que se viu foi um bombardeio de ataques do Med. Aníbal arriscou chute da intermediária pela esquerda e a bola foi por cima do gol. Em seguida Gu dominou na meia direita, girou e bateu, a bola saiu à esquerda do gol. Rogerinho também teve sua chance. O camisa 7 chutou da meia esquerda, mas Cidrão caiu no canto direito e espalmou. Gu ainda tentou mais uma, agora de dentro da área, mas o arqueiro do Coringa, bem posicionado, evitou o gol espalmando no canto esquerdo.

Como o Coringa não levava mais perigo ao ataque, um tempo técnico foi pedido. A paralisação foi boa para um time e péssima para o outro. Parecendo ter usado o desfibrilador, a equipe médica voltou com tudo. Em um arremesso lateral cobrado pela direita, Bruninho Sasso chutou alto, no meio do gol, da entrada da área, diminuindo o placar para o Med. No último lance do primeiro tempo, Aníbal, na esquerda da área, empatou o jogo.

Não acreditando no que tinha acontecido o Coringa voltou para o segundo tempo como se tive sofrido um derrame ou uma parada cardíaca. E os únicos médicos em quadra não estavam ali para ajudar mas sim para acabar com o paciente.

No começo da etapa final um escanteio foi cobrado pela esquerda, Bruninho Sasso, da entrada da área, de voleio, vira o jogo para o Med. O time parecia ter aplicado uma dose de morfina no adversário, pois logo em seguida Anibal, da ponta direita, chutou e a bola foi parar no fundo do gol. Rogerinho quase fez o seu segundo gol: na esquerda da área, acertou o travessão. A equipe médica ficou tocando a bola no campo de ataque, até que Bruninho Sasso chutou da direita da área e fez 5 x 2 e o terceiro gol dele no jogo.

Respirando por aparelhos o Coringa só se defendia. Em um ataque do Med, a zaga falhou. Aníbal cruzou da ponta direita; Rogerinho, livre na esquerda da área, pegou um sem pulo e fez o sexto gol de sua equipe. O camisa 7 queria mais, ele chutou da entrada da área e obrigou Paulo a fazer a defesa em dois tempos.

O Med tinha privilégio até de perder gols. Após cruzamento de Brão pela direita, Aníbal, sozinho na segunda trave, mandou por cima do gol perdendo uma chance incrível. Porém, no final do jogo os médicos fizeram mais dois gols. Brão chutou da meia direita no ângulo esquerdo do goleiro. Depois foi a vez de Boca. Após passe de Bruninho Sasso, o camisa 5, livre, desligou o aparelho dos jokers fazendo 8 x 2. O ataque mais perigoso do Coringa no segundo tempo foi com Renato Pupo no último lance do jogo, que da esquerda da área bateu cruzado, mas a bola foi para fora.

O Med Taubaté segura a liderança por mais uma rodada e fica cada vez mais perto da classificação direta para a Série Ouro. Os médicos têm jogo decisivo contra seu principal concorrente, os Elefantes Indomáveis, na próxima rodada, jogo que vale a liderança do grupo B. Já o Coringa se complicou um pouco na tabela e folga na próxima rodada.

II CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Real Paulista 3 x 1 Locomotiva Tarja Preta

REAL PAULISTA SE GARANTE NA OURO COM VITÓRIA SOBRE LOCOMOTIVA


Único 100% na Prata, Real Paulista, bem postado na defesa, aproveita péssimo dia dos tarjas pretas e vence com tranquilidade

Por L. F. Fernandes

No segundo horário da quadra 6, as atenções se voltavam para o duelo que viria. Real Paulista e Locomotiva fariam jogo de aspirações, embora convincentes, não muito extremistas. Os monárquicos, com 100% de aproveitamento, queriam apenas sacramentar a vaga direta na Ouro. Em contrapartida, o Trem Alvinegro, em terceiro no Grupo A, ainda lutava com o Bucets pela vaga direta nas quartas-de-finais.

A partida começa e de cara já vemos qual seria sua toada primordial. Um RP pragmático e bem postado taticamente, tocando a bola, versus um Locomotiva com uma postura mais ofensiva, apostando em jogadas nada objetivas no seu campo de ataque. No primeiro lance de perigo, Muzamba lançou em diagonal para Panela, na ponta esquerda. O atacante Royale contou com furada de Léo, dominou na entrada da área e bateu forte no alto do gol, obrigando Betão a trabalhar bem logo nos primeiros minutos.

Os tarjapretanos também chegavam ao campo de ataque, como em bicuda de Publius no flanco direito ou em lance que Renan – clone do lateral espanhol Michel Salgado – recebeu passe na orla canhota, avançou em velocidade e, no exato momento que ia chutar, foi brilhantemente desarmado por Marquinhos. Nesse cenário, quem abriu mesmo o marcador foram os aristocratas da terra da garoa. Muzamba desarmou em seu campo de defesa e tocou para Panela que, na direita com o pé esquerdo, bateu firme de fora da área, não dando chances para o goleiro férreo.

O gol sofrido parece ter saído como um balde de água fria no maquinário do Locomotiva, que, por alguns minutos, se perdeu um pouco em quadra e só conseguia chegar em arremates de longa distância. A ocasião de maior perigo veio quando Brunno, seguindo o padrão, chutou da intermediária para o “espalmo” de Mauro. No rebote, a bola volta para a faixa central nos pés de Toninho, que exagera na força e bate por cima do alvo.

À medida que o tempo escorria continuávamos com uma troca constante de oportunidades de gol. A que mais chamou a atenção foi dos Ferroviários Hipocondríacos. Kanu fez falta feia no meio-campo e tomou amarelo. Na cobrança, Léo tomou distância e soltou o pé. A bola incrivelmente explode no travessão e sai. Todavia, os homens da moeda nacional mostraram, minutos depois, porque são o time a ser batido no Chuteira de Prata. Xexé ampliou o escore em rebote, após aparecer cara a cara com Betão e chutar em cima dele da primeira vez. RP 2 x 0.

Instantes mais tarde, viria o lance mais polêmico da metade inicial. Cacá subiu mais que todo mundo na área paulistana e escorou de cabeça para o fundo das redes. O professor anulou o gol alegando que o jogador subiu com a intenção de por a mão na bola, mesmo não tendo encostada a mão nela!!! Seja lá o que for isso, o Locomotiva teve seu gol legítimo anulado e, para piorar, Cacá foi amarelado. E dá-lhe insatisfação e reclamação generalizada no banco dos comandados de Lucas P.!

Antes do fim do primeiro tempo, mais dois lances que chamaram a atenção. Alê, o homem de dreadlocks loiros, cobrou escanteio para Pedrinho, que, com a bola ainda no alto, isolou a redonda para tentar ganhar o leitãozinho, mirando o céu nublado de São Paulo. No entanto, a tentativa do camisa 9 foi atrapalhada pelas redes no alto da quadra. Poucos minutos depois, Foguinho tomou distância para cobrar falta pela faixa central. O camisa 2 do Lokomotiv Polosa-CHernaya1 soltou o pé e a bola passou zunindo pelo lado esquerdo de Mauro com muito perigo. E fim de papo na metade primeira!

A tônica da metade derradeira seria de bipolaridade tática. Os nobiliárquicos se postavam de forma compacta, subindo ao ataque à medida que o LTP avançava com intensidade. Na primeira chegada ofensiva de mais perigo, Panela ganha na força, gira sobre a zaga locomotiva e bate rasteiro, fazendo a bola passar rente a trave de Betão. Por outro lado, os benzodiazepínicos de Publius, no campo de ataque, criavam um número alto de chances, mas acabavam por falhar na hora do chamado “último passe”. Muitas vezes, quando deveriam chutar em gol, prendiam demais a bola e a perdiam.

Quando resolviam finalizar, os alvinegros obrigavam o sistema defensivo do Real Paulista a trabalhar muito. Brunno cobrou lateral na medida para Victor, que invadiu a área e bateu cara a cara com o goleiro, que realizou belíssima intervenção. Instantes mais tarde, Kanu fez falta dura na entrada da área e levou o azul. Na cobrança, Brunno soltou o pé e a bola explodiu no pagode de jogadores que se postavam à frente do arqueiro paulistano.

De fato, o Trem Ensandecido não estava nos trilhos corretos naquela tarde. O terceiro do RP veio a seguir. Pedrinho resolveu que não deixaria a práxis de lado e guardou o dele, com chute cruzado firme do flanco direito. Na comemoração, fez o sinal do bom e velho “xororô” e chutou a bola contra a grade, na direção de alguns espectadores da partida. Cartão para quê, né, juizão?

Com o tempo se esgotando, era hora dos zebras de uma listra só darem “all-in” e partir em massa para a ofensiva. Entretanto, ainda assim não eram incisivos na hora de finalizar. Por exemplo, Cacá, o único sóbrio do Locomotiva em campo, fez belíssima jogada, fintando a zaga e, na hora de bater... preferiu tocar para Menotti, que bateu rasteiro ao lado do gol. Minutos depois, veio o gol, não por jogada coletiva ou por tática, mas sim da vontade de mostrar serviço de Victor. Porém, de nada serviu, uma vez que o apito do professor soou poucos instantes depois.

1 – Tradução Literal de Locomotiva Tarja Preta para o russo.

II CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Pé de Pano 10 x 4 Sem Pretensão

PÉ DE PANO SACODE LANTERNA SEM PRETENSÃO


Time alvi-azul vence bem e pode até perder por 3 gols de diferença para garantir vaga

Por Guilherme Meireles

Para variar, o SP tinha jogadores a menos. Para manter a rotina, em cinco minutos o Pé de Pano já abriu a significativa vantagem de 4 x 0 com Dada, Paulo Roberto, Peba e Japinha. Apenas um jogador do SP protegia a retaguarda enquanto um esquadrão do PdP vinha para cima e tinha a maior facilidade do mundo em ir às redes.

O SP desperdiçou uma única boa chance na cara do goleiro com Fernando Leite, mas Paulo Roberto não desperdiçou e fez o quinto dos meninos de pés macios. Alivio para os sem pretensão: chegou mais um atleta e assim o time tinha apenas um jogador a menos em campo. Que beleza!, diria Milton Leite. A rigor, nada mudou. Fiodormo, goleiro do SP, espalmou com categoria um chute de Dada, mas, alguns lances depois, fez o sexto da sua equipe. Foi então que jogar com um time completo fez a diferença para o time que não almeja nada no campeonato, principalmente, porque Fernando Leite mostrava muita raça e disposição, enfrentando mais do que qualquer outro o forte mormaço que atingia o PlayBall naquele momento. O jovem camisa 14 do SP fazia o papel de articulador da sua equipe e, em arrancada pela direita, ele fintou o goleiro, mas a zaga salvou quando a bola já estava quase ultrapassando a linha do gol. Pouco depois, ele se redimiu do gol perdido e fez o primeiro de sua equipe.

O outro camisa 14, Dada, deu um lindo drible no adversário na entrada da área e soltou um passe açucarado para Paulo Roberto, que marcou o sétimo. Pouco depois, aconteceu algo que desafia as leis da física: Peba estava praticamente debaixo da trave ao receber um ótimo lançamento para marcar o oitavo gol, mas ele conseguiu por a bola por cima do travessão. Impressionante! Talvez menos impressionante (mas mesmo assim digno do quadro “Bola Murcha” do Fantástico) foi Rodrigo, do Sem Pretensão, que recebeu um passe na cara do goleiro, mas tropeçou na bola na hora do arremate.

O segundo tempo viu um Sem Pretensão completamente mudado: a equipe iniciou a etapa final dominando as chances de gol, mas não conseguiu converter nenhuma. Mesmo ganhando, o PdP não queria correr riscos e de repente reagiu, marcando três gols quase seguidos, sendo dois de Rafinha e outro de Dada.

De uma hora para outra, só o PDP passou a atacar. Peba desafiou a física novamente ao chutar para fora na cara do goleiro, além de despertar a ira de Nobru e Vitão, que se referiram ao camisa 7 do time com a seguinte frase: "Todo jogo é isso!". Fernando Leite marcou outro e, pouco depois, quase converteu mais um, mostrando ao Chuteira que o novo "Tosco" tem suas revelações. Quando Peba perdeu outra chance, Vitão virou-se para a reportagem e emitiu uma única expressão que deixou transparecer claramente sua opinião sobre o colega: "De novo!!!".

O Sr. Leite continuava se aproveitando das chances perdidas pelo adversário e marcou mais dois gols seguidos. Daí até o final da partida, o Pé de Pano voltou a monopolizar as chances de gol, mas nada de balançar as redes, deixando o placar em 10 x 4 mesmo.

II CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO B:

Canhedo Beppu 9 x 5 DPGamos

CANHEDO GOLEIA DPGAMOS E SE GARANTE


Com 3 pontos garantidos, time dos engenheiros irritou adversários e quase acabam em confusão

Por L. F. Fernandes

O apito soou e o professor deu início a mais um combate pelo Chuteira de Prata. DPGamos e Canhedo Beppu iniciariam, ali, mais um jogo repleto de gols e, graças ao estigma máximo da oitava rodada, uma boa confusãozinha.

Nisso, logo de cara, o Canhedo mostrou a que veio e, em poucos minutos, já dilatava o escore em seu favor. Nos primeiros minutos, Fabinho abriu o placar em jogada de Suzuki. O camisa 9 dos engenheiros que construíram a 4ª faixa da Rodovia dos Bandeirantes, por sinal, estava em dia inspiradíssimo. O atacante Canhedo, primeiramente, bateu da entrada da área na saída de Daniel “Barney” e mandou para o fundo das redes. No entanto, viu seu gol ser anulado por infração marcada na disputa prévia com o zagueiro do DP.

Instantes depois, porém, o atacante automobilístico não perdoou ao bater cruzado, do flanco esquerdo, no cantinho da meta de Daniel Fisher. Canhedo 2 x 0. Ao tomar o segundo, a equipe de Denão – o ombudsman do Chuteira News – resolveu reagir e, sem titubear, chegou rapidamente ao empate, diminuindo com Fernando e igualando com Léo, em chute de primeira que o goleiro aceitou.

Ambas as equipes tocavam a bola com velocidade, mas ao mesmo tempo marcavam forte. O jogo truncado, todavia, não impediu que os gols continuassem a sair. Mas antes vale ressaltar que a trupe dos que não atingiram a média de notas no semestre anterior pressionou e, por pouco, não virou. Por exemplo: Bob, principal nome dos reds na cancha, bateu falta forte que passou zunindo por cima do gol dos homens das obras. No lance seguinte, o camisa 73 acabou mandando a bola nas nuvens, após rebote de chute dele mesmo em nova cobrança de falta. Mas melhor passarmos ao próximo lance, né, Denão!?

Voltando aos gols: Luiz desceu pelo flanco esquerdo e apenas escorou para o além da marca da cal do gol vazio, em rebote, e deixou o Canhedo em vantagem novamente. Alguns minutos e um tempo técnico depois, Bob – calando nosso editor – fez, talvez, o gol mais bonito da partida ao receber no flanco direito, dançar para cima do zagueiro, fintá-lo e, finalmente, soltar um petardo indefensável no ângulo. 3 x 3 e dá-lhe gritos de “Quase gol é o cara...”!

O jubileu de Denão e Cia., contudo, não perduraria por muito mais. Pouco tempo depois da pintura de Bob, Suzuki, sempre ele fez gol polêmico, em que foi acusado de solar no meio-campo. Pela briga depois, o 9 do Beppu foi amarelado. Aliás, o Canhedo, com muito bom toque de bola, tinha seu alicerce ofensivo erguido pelo triângulo mágico Suzuki, Fabinho e Luiz. Fabinho, por exemplo, fazia jogadas rápidas com muita habilidade. Como, por exemplo, quando costurou do meio para a esquerda, fintou Daniel Fisher, mas chutou nas redes pelo lado de fora.

O nome talhante era mesmo o 9 dos Engineers. Antes de se encerrar o primeiro tempo, Suzuki mostrou que tem tração 4x4 e agüentou tranco com o goleiro Barney em bola alçada em escanteio no segundo pau. Após a dividida, o atacante apenas empurrou para o fundo das redes. Fim de primeira etapa e o placar indicava Canhedo 5 x 3.

Mal começa a metade derradeira e Bob já dá as caras novamente com outra bela jogada. Dessa vez, o homem-gol do DPGamos fintou com habilidade dois defensores canhedos e na hora de chutar... foi precisamente desarmado por Bolacha.

Bob, sempre ele, faria o quarto, em mais uma de suas poderosas cobranças de falta. Dessa vez, o stiker soltou o pé do flanco direito e pegou o goleiro mal posicionado, que aceitou o arremate rasteiro no meio do gol. Pouco depois, quase nova reação da equipe-Bomba. Rafael Barros avançou pelo flanco esquerdo e bateu firme para o gol. Mais uma vez, o arqueirão pegou.

Entretanto, o desperdício custou caro. Os engenhosos beppuanos embalaram uma série fatal de gols, abrindo ótima vantagem. Primeiramente, Vinicius, Fabinho e Suzuki, em bela triangulação, marcaram o sexto (Suzuki mandou para as redes). Later, Fabinho dominou na entrada da área e chutou com precisão no cantinho sinistro de Fischer.

Nesse meio-tempo, os escarlates em DP escoraram o quinto, muito bonito por sinal. Fernando recebeu da direita, ajeitou para a direita e mandou balaço cruzado, não dando chances para o goleirão. Voltando aos acinzentados, Luiz recebeu pela faixa central e da entrada da área...

- Ei, você está escrevendo para o Chuteira de Ouro?

- Sim, por quê?

- Você pode pôr na matéria que o Bruno está mandando um abraço para toda a galera?

- Posso, claro! Mas Bruno da onde?

- Bruno, o pessoal me conhece, sou amigo daquele goleiro gordinho com faixa na cabeça!

- Ah, beleza então...

Ok, caro... Bruno, o abraço está dado! Mas voltemos ao oitavo gol do Canhedo. O arremate da risca de tinta da área estufou as redes do “goleiro gordinho de faixa na cabeça”. Logo na saída de bola, Suzuki roubou a posse de bola dos DPs e, quase como em um shootout, saiu cara a cara com Daniel Fischer, que foi fintado e viu a bola adentrar sua baliza pela última vez.

Nisso, podemos entender como o clima da partida se seguia. Desde meados da etapa final, o Canhedo jogava com uma certa... leveza, encarada como provocação pela Fischer & Fischer Ltda. Depois de Léo ser expulso após pegar o adversário sem bola dentro da área – que a juizada ajudou marcando fora – o goleiro Daniel também se exaltou e quis também o seu cartão. No seu caso, foi só amarelo pelas três tentativas de acertar um beppuano que fazia graça e fila dentro da área do DP. O pênalti marcado, Daniel, pegador de pênalti, não pode pegá-lo, mas nem precisou – Bolacha cobrou e isolou para cima do travessão.

II CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Camelo 3 x 2 Roleta Russa Olímpico

CAMELO ENFIM VENCE E COMPLICA VIDA DO ROLETINHA


Sem chances de classificação, Camelo derrota Roletinha, que agora tem de vencer È Verdadeee e torcer contra TCM e Basicus

Por Guilherme Meireles

Que Roletinha e Camelo não fazem boas campanhas, todos já sabem. Mas se enganou quem pensava que a partida entre estes dois seria um reflexo da tabela de classificação. Em início de jogo eletrizante, os dois goleiros roubaram a cena. Usando a camisa do grande Rogério Ceni, o goleiro do Camelo já espalmou um chute difícil logo nos primeiros instantes. Na outra área, uma bola desviada bateu no poste direito e teria caído na boca do gol não fosse o bom posicionamento do goleiro Edu do Roletinha.

Logo depois, o mesmo goleiro participou de um lance diferente: ele acompanhou com calma o trajeto de uma bola cabeceada que parecia não levar perigo. Mas quando viu que o endereço era o gol, sua calma mudou traduzindo-se em agilidade e ele se atirou com rapidez para espalmar. Em resposta, Folha (melhor em campo até então, brigando com raça em cada disputa de bola) recebeu lançamento preciso em liberdade, mas a muralha do Camelo, Johnny Jr., defendeu. No rebote, Pina perdeu um gol feito ao chutar com o goleiro caído.

O Camelo vinha fazendo sua melhor partida no Chuteira, onde até agora não somou um pontinho sequer. O placar quase foi aberto quando Cris Dantas desviou para o gol e o goleiro do Roletinha deu uma aula do que é ter reflexo: a jogada foi muito rápida, mas, mesmo assim, ele conseguiu se esticar todo no canto esquerdo para espalmar. Além disso, ainda se levantou rápido e foi correndo dar um bicão que evitou o escanteio.

Porém, na tentativa de Fê Araújo, não deu para o goleiro e o placar foi aberto. O jogo continuou corrido e emocionante: Iago desfilou habilidade fazendo fila e, em chute surpreendente, mandou muito perto da trave. No outro lado do campo, Gogof experimentou uma cacetada de primeira dentro da área e o goleiro camelense fechou o gol outra vez, desta vez fazendo uma defesa espetacular com os pés. Já terminando o primeiro tempo, a partida continuou equilibrada e dando a impressão de que os camelos estavam surpresos com a vitória parcial, pois o time parecia nervoso ao excesso.

A segunda etapa comçeou com Noal quase ampliando em chute cruzado da esquerda que o goleiro espalmou. Logo depois, o goleiro roleta quase que opera mais uma defesa impressionante: Fê Araújo cruzou da direita, Pina tentou tirar de carrinho e a bola pegou um efeito estranho enganando o goleiro, que ainda se esforçou e conseguiu tocar na bola, mas não evitou o segundo gol. Na rodada anterior, o zagueiro Pina também deu azar na proteção de uma bola onde um adversário deu um leve toque por baixo dele marcando um dos gols. Como todos sabem, Pina é excelente zagueiro, mas ultimamente atravessa uma onda de azar no Chuteira. Por tamanha confiança que o Roletinha aplica no zagueiro, logo após sua falha, o goleiro Casari gritou do banco de reserva: "Pina, vai lá para frente e marca agora". Será que ele previu?

Foi então que o Camelo cessou seus ataques por razões indefinidas e deu espaço para que o Roletinha criasse uma chance atrás da outra, entre gritos de ordens táticas dados por Baru e Casari, que estavam quase arrancando os cabelos de tanto nervoso na reserva. Mendes teve duas destas chances, uma em cruzamento na boca do gol que ele não alcançou e outra em chute de longa distância pela meia direita que Johnny foi buscar com um lindo salto a meia altura para espalmar.

Brian tentou da mesma forma, e em outro chute de longe o goleiro espalmou no meio do gol. Quando o Camelo finalmente voltou a atacar, a equipe deixava transparecer muitos erros nas finalizações e lançamentos em profundidade que prejudicaram a maioria dos ataques. Lembra da ordem de Casari? Pina levou a sério e, ao receber livre na entrada da área, foi para cima do goleiro e descontou. Seria a reação? Fê Araújo respondeu que não ao mandar um chute cruzado da esquerda que foi para dentro do gol. Era 3 x 1.

O time de Baru não se intimidou e em chute cruzado da esquerda carimbou a trave camela. No rebote, Gogof furou com o gol escancarado na sua frente. Tudo bem, pois logo depois o próprio camisa 2 descontou e colocou fogo na partida. A teórica superioridade técnica do Roletinha estava colocada à prova, pois a equipe tinha alguns minutos para tentar empatar e virar. Do lado do Camelo o nervosismo era nítido para manter o resultado inesperado, como ficou provado em lance inusitado que lembrou um esquadrão turco atrás de Denílson em 2002: Folha foi lançado na direita e três adversários foram para cima dele ao mesmo tempo, esquecendo tudo relacionado à tática! Em última e desesperada chance, Pina cabeceou livre junto ao poste direito, mas, mandou para fora.

O jogo terminou com muita comemoração não só do Camelo mas também do TCM, que aquecia na quadra ao lado torcendo contra o Roletinha, seu rival direto na briga pela classificação. O mais curioso desta partida é que as equipes não tiveram posturas correspondentes aos números da tabela de classificação por uma simples razão: os goleiros. Ambos fizeram uma atuação de gala, evitando um número enorme de gols e recebendo com todo mérito, a primeira e a segunda colocação nos MVGs.

II CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 6 x 4 Bucets

RAS TIME VENCE BUCETS E AMBOS SAEM NA MÃO


Em mais um espetáculo lamentável, que apagou bela vitória do Ras, times brigam ao fim da partida e sofrem punições

Por Guilherme Meireles

Sem Xixi, era a prova que o Bucets precisava para mostrar que não é uma equipe refém de um craque. Porém, o Ras Time passou os primeiros instantes da partida dominando completamente as ações e só levou o gol no comecinho porque sua zaga falhou feio em saída de bola, dando a pelota de presente para Rodrigo Storch abrir o placar. Logo depois, Birulei fez linda jogada na entrada da área e, em toque colocado de primeira, colocou a bola por cima do goleiro nas redes. Mesmo assim, o Ras Times continuava bem melhor, mas o sistema defensivo dos "vaginais” era eficiente: quando não era a zaga, era o goleiro do Bucets que segurava os incessantes ataques adversários.

Mas uma pane na defesa do Bucets foi uma das razões da virada do Ras: Rodrigo Dorado arrancou pela direita, cruzou e Felipe Prestes pegou de primeira para marcar. Bola aérea na boca do gol do Bucets e veio o empate em desvio de Mau. O lance gerou polêmica, pois os jogadores do Bucets reclamavam um empurrão não apontado pelo juiz. A virada veio após uma demonstração de raça de Moreno, que inteligentemente adiantou a marcação para cima da "assustada" defesa do Bucets dentro da área, ganhou a jogada e rolou para Dorado anotar o terceiro.

O Ras apostava na pressão na saída de bola do Bucets. Nessa, pouco depois quase forçou outro erro na agora vulnerável defesa adversária com Dorado, que roubou a bola quase dentro da área e teria marcado outro se não fosse a saída do goleiro, essencial para abafar o chute. O Bucets finalmente atacou em arrancada de Rodrigo Storch.

A principal referência do Ras em campo era Dorado, que se movimentava bem no ataque e teve uma participação "manual" no lance do quarto gol: ele cobrou um arremesso dentro da área e Iasi aproveitou a falha de posicionamento da defesa adversária, surgindo no meio dos zagueiros para tocar de primeira e balançar as redes, levando Rafa Storch ao delírio: "É só marcar!", reclamou ele.

Antes do intervalo, ainda houve tempo para uma discussão entre os irritados jogadores do Bucets e seus adversários, o que causou um festival de amarelos: Iasi e Flash pelo Ras Time e Tom e Rodrigo Storch pelo Bucets. Atenção: guardem esses nomes, eles voltarão à narrativa ao final dela. E pela mesma razão – aliás, pior.

Mal começou o segundo tempo e uma entrada mais dura da equipe do "fusquinha vaginal" logo nos primeiros instantes foi o aperitivo do que viria pela frente: faltas duríssimas e entradas desleais durante todo o segundo tempo. Dorado anotou mais um gol, e os jogadores do Bucets reclamaram outra vez de alguma irregularidade. Tudo era motivo de reclamação para um Bucets dominado pelo adversário. E com certeza os "vaginais" teriam reclamado outra vez (mesmo que sem razão) não fosse a enorme categoria de Felipe Prestes, que limpou a marcação com categoria na entrada da área e marcou um golaço, não deixando qualquer margem de chances para reclamações.

Rafa Storch diminuiu a vantagem no placar ao cobrar uma falta com enorme categoria no ângulo esquerdo de Anão. Já o outro Storch poderia colocar sua equipe mais próxima ainda do empate se tivesse chutado direto ao receber na cara do goleiro, mas, ao tentar driblar a marcação, ele acabou desperdiçando a chance clara. Mesmo com a classificação garantida para a segunda fase, o nervosismo do Bucets parecia que aumentava a cada minuto, revelando a corrida da equipe contra o tempo. Pode ser que os jogadores já previssem a zoação que viria por parte dos outros times em caso de derrota para o Ras Time, que vem fazendo uma campanha bem inferior ao time do lendário Denys. Talvez o peso de “Bucets sem Xixi não é nada”, como de fato se ouviu muitas vezes de adversários, fosse grande demais. Assim foi que o os ânimos se exaltaram, com incessantes reclamações com a arbitragem, desde marcações de arremessos laterais até lances sem bola.

Com a pelota rolando, o Bucets estava melhor nesta fase do jogo, mas continuava se precipitando na maioria dos ataques. Para irritar o Bucets mais ainda, o goleiro do Ras (em seu pleno direito) deu um drible desconcertante em Rodrigo Storch dentro de sua grande área. Em resposta, o camisa 9 do Bucets aproveitou uma falha de comunicação da zaga do Ras e encheu o pé para fazer mais um. Logo depois, o mesmo Storch começou a se estranhar com Moreno por mais de uma vez. O juiz relevou até quando pôde, mas de repente pensou: "Por que só os jogadores podem se irritar?". Então, mostrou sua autoridade, sacou o temido cartão azul do bolso e bradou para os dois: "Vão brigar lá fora!"

Ao sair de campo, Moreno declarou: "Não aconteceu nada”. Imaginamos que não. A partida ia chegando ao fim e o equilíbrio tomou conta da quadra 9, pois as equipes começaram a alternar ataques perigosos: Johny se mandou pela esquerda, cruzou com precisão na boca do gol, mas ninguém chegou para marcar. Tom mandou um tubaço do setor esquerdo e o goleirão fechou o ângulo para salvar o quinto gol, que seria um golaço. Praticamente no último lance da partida, Iasi acabou dando um carrinho pesado ao tentar interceptar um chute de Rafa Storch que preocupou a todos quando caiu e soltou um estridente grito de dor. Mas, felizmente ele logo se levantou e disputou os minutos finais da partida, que já tinha um pós-jogo esperado: confusão.

Foi só o juiz apitar o final que o goleiro do Bucets atravessou o campo correndo para tirar satisfações com um adversário de algo que não tinha nada a ver com ele. Este foi só o estopim. Começou o empurra-empurra, Rodrigo Storch invadiu a quadra, começaram os tapas na cara e as peitadas. De repente uma cena patética: Flash saiu correndo quadra afora com uns três adversários atrás dele como se fossem um bando de animais famintos perseguindo a presa, proporcionando a cena mais primitiva da história do Chuteira. Pouco depois, a quadra virou palco de um festival de voadoras. Com certeza o mais nervoso era Birulei, que "caçava" brigas pessoais no meio da bagunça e, sem dúvida, foi um dos responsáveis pela lamentável luta dentro de campo após o fim de jogo.

Por outro lado, surpreendentemente, Tom e Denys não tomaram partido da confusão e foram os responsáveis pelas melhores tentativas de apaziguar a briga. E assim, lamentavelmente, acabou o espetáculo, e o Bucets sem Xixi perdeu de 6 x 4 para o Ras Time.

II CHUTEIRA DE PRATA: 8ª RODADA: GRUPO A:

Basicus 4 x 2 TCM

BASICUS BATE TCM E SÓ DEPENDE DE SI PARA CLASSIFICAR


Time rosa engata bom jogo, chega a 7 pontos e tem contra Ras chance de se classificar

Por Guilherme Meireles

Se pedissem para resumir o jogo entre Basicus e TCM em duas palavras, com certeza seria: emocionante e feio. As duas equipes envolveram os espectadores com um jogo corrido, disputado e recheado de chances claras (como virou costume do Basicus). Em contrapartida, foi uma partida cheia de divididas duras, bate rebates ao excesso e chutões desnecessários.

Primeiros minutos de jogo e já nos deparamos com uma cena cômica: quem assistiu ao golaço de Yuri em chute do meio campo na rodada anterior contra o É Verdadeee, com certeza sentiu vontade de rir quando o mesmo jogador cobrou uma falta mais ou menos do mesmo lugar, mas desta vez o chute saiu muito mas muitíssimo torto.

Se o futebol fosse uma ciência exata, com certeza a média de chances do Basicus beiraria uns 99% de todas as chances criadas no primeiro tempo, pois o TCM praticamente não tomou conhecimento da área adversária. O Basicus tentou de todas as maneiras possíveis: Love arriscou de longe e a bola passou com perigo; Starck bateu uma falta e a bola só não entrou porque o goleiro deu uma de homem elástico, esticando o braço para desviar de leve a bola e mandar para fora. Yuri dividiu uma bola pelo alto dentro da área e deixou Love na cara do goleiro junto à trave esquerda, mas o jogador do esquadrão rosa teve a "proeza" de conseguir perder o gol mais feito do jogo. Já Gui arriscou um tubaço de fora da área e até o goleiro se assustou quando espalmou e viu a força do chute.

No meio de tantas tentativas, Harada se mandou pelo campo de ataque quando de repente no banco alguém gritou: "Chuta, Harada!". O camisa 11 gostou da ideia, clareou a jogada e bateu rasteiro no cantinho esquerdo do goleiro, para alegria geral dos pink boys. Não satisfeito, o próprio Harada protagonizou uma jogada fantástica ao arrumar de calcanhar com categoria para Vini, que vinha chegando pela esquerda. Ele dominou, invadiu a área e decretou o golaço.

O segundo tempo teve um perfil completamente diferente: a hegemonia do "esquadrão rosa", que foi a principal característica da primeira etapa, perdeu espaço para um show de problemas no sistema tático das duas equipes. Era só chutão, passes errados e outros erros infantis que deixaram a partida monótona e feia. Mas Fefe deu uma pincelada de beleza em tamanha bizarrice ao acertar um lindo chute à meia altura no fundo das redes do TCM. Pouco depois, Guga fez o primeiro de sua equipe.

Marcião, goleiro do TCM, preocupou a todos quando reclamou ser pisado após um bate cabeça danado na grande área. Mas pouco depois ele se recuperou e voltou ao jogo. Além de lances feios, a partida começou a esboçar uma briga quando os Love e Cléber se estranharam em disputa de bola. O Basicus parecia nervoso para manter o resultado, enquanto o TCM se mostrava afobado para atacar, como ficou provado quando Ricardinho recebeu na entrada da área em condições claras de gol. Mas, ao invés de dominar com calma, ele preferiu bater de primeira, mandando um chute na vertical!

Guga também teve boa chance com quando lançado pela direita mas acabou travado pelo goleiro Emílio, que corajosamente foi para cima dele. Em resposta, Marcião também mostrou presença ao espalmar um chute de primeira proveniente de Gui. E de tanto gol perdido o Basicus colheu os frutos: já próximo do final Guga anotou mais um e colocou o TCM de volta ao jogo. Os minutos finais foram de equilíbrio total, com ataques incessantes de ambos os lados. Era tanta emoção que até deu para esquecer os atentados que os esquemas táticos vinham sofrendo, principalmente com bolas travadas que eram chutadas por todos os lados quase sempre sem direção. Mas, no meio de uma destas lambanças, Vini aproveitou uma bola espirrada, dividiu com o goleiro e ficou torcendo com os olhos para que a bola rebatida entrasse. E ela entrou, para alívio do Basicus, que fechou o placar em 4 x 2.

Ao sair de campo, o TCM ainda ouviu um Publius cornetar: "É crise no TCM!!!". Será?
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