ESTUDIANTES SE REENCONTRA COM A VITÓRIA E DERROTA O BUCETS
Em jogo cheio de polêmicas, time da Vila vence por 7 a 3 e continua vivo na briga pela classificação; Bucets está cada vez mais perto da Prata
Por Douglas Almasi Santos
O Estudiantes não poderia encontrar melhor adversário para se reabilitar no grupo A. Vindo de derrota para o Bengalas, a equipe de Caio Ferin e Julinho encarou o lanterna do grupo, o Bucets, que mesmo dando trabalho ao Estudiantes não foi páreo ao time da Vila. Já a equipe de Denys Volpe começa a ver a Série Prata cada vez mais perto, faltando apenas três rodadas para o término da fase de classificação.
Como em todo jogo do Bucets, a partida iniciou atrasada, mas com um agravante: o lanterna do grupo estava sem dois jogadores de linha, e com o embate prestes a começar, prejudicaria mais ainda o time, que já anda de mal a pior. A sorte é que Rodrigo Storch e Birulei chegaram quando os árbitros já estavam iniciando o duelo. Porém, mesmo com o número de jogadores equilibrado, o Estudiantes começou pressionando.
Caio Ferin, cobrando falta, arriscou e o improvisado goleiro Denys defendeu. Na sequência, Krotz fez boa jogada, fintou o zagueiro do Bucets e arriscou, mas a bola subiu e foi por cima da meta do Bucets. O gol estava maduro, e saiu em cobrança de falta ensaiada: pelo lado esquerdo, a bola foi aberta ao flanco direito, onde Krotz apareceu e chutou cruzado para vencer Denys Volpe, que nada pôde fazer.
Mas o Estudiantes levou um duro golpe logo em seguida. Falta assinada pelo lado esquerdo ao Bucets, Rodrigo D’Alonzo com categoria colocou no canto esquerdo do goleiro Manolio, empatando o embate. Mesmo assim, o Estudiantes não se intimidou e persistiu atrás do gol. Boa trama da equipe, a bola foi levantada na entrada da área, Punha fez a jogada de pivô improvisada ajeitando com as nádegas a Caio Ferin, que, vindo de trás, isolou. De novo Caio Ferin: ele dominou, ajeitou e encheu o pé para excelente defesa de Denys, que jogou a escanteio.
O Bucets, acuado, segurava-se a fim de explorar os contra-ataques, mas quando a fase não é boa, nem mesmo os grandes jogadores acabam dando muita sorte: Rodrigo D’Alonzo tentou sair jogando mas vacilou, Felipe Roth roubou a bola e tabelou com Punha, recebendo na entrada da área e tocando na saída de Denys Volpe que não conseguiu evitar o gol do Estudiantes. No fim da primeira etapa, Krotz perdeu gol incrível: Julinho deu linda assistência ao camisa 21, mas, com excesso de preciosismo, tentou dar uma cavadinha na saída de Denys Volpe, porém, errou o alvo e desperdiçou a chance de ampliar.
O jogo foi ao intervalo com vantagem do Estudiantes e recomeçou quente. Os jogadores já se estranhavam desde a etapa primeira, mas o estopim da confusão se deu quando em uma dividida mais dura entre Rafinha Souza (Estudiantes) e Birulei, o camisa 69 do Bucets deixou o braço atingindo o rosto do camisa 6 do Estudiantes. O lance gerou bate boca e muitas ameaças, dando trabalho à dupla de árbitros. A confusão foi grande, e um saldo de prejuízo aos dois lados: pelo Estudiantes, Rafinha Souza e novamente o técnico Robson foram excluídos do jogo, enquanto Birulei foi mais cedo para o chuveiro. Denys Volpe, revoltado com a arbitragem, também ameaçou sair do jogo, mas foi demovido da ideia.
Com a partida recomeçada, o festival de gols tomou conta. Caio Ferin fez a jogada e tocou a Punha, que recebeu na direita e chutou para fazer o 3° tento do Estudiantes. O goleiro Manolio quase entregou: ele tentou sair lançando com os pés, Rafael Storch apareceu na trajetória e, de primeira, encheu o pé obrigando Manolio a fazer espetacular defesa. Mais confusão: Rodrigo Storch foi parado próximo à área, e a primeira marcação do árbitro foi de falta, mas depois, ele apontou a marca da cal e assinalou pênalti, convertido pelo próprio Rodrigo Storch. Muita reclamação por parte dos atletas do Estudiantes.
Punha tratou de fazer o 4° gol do Estudiantes, enquanto que Julinho recebeu e chutou para fazer o 5°. Rodrigo Storch encheu o pé no tiro livre de 9 metros para mais uma vez descontar ao Bucets. No fim, Felipe Roth fez o sexto gol, e ainda faria o 7°: após troca de passes, o camisa 7 recebeu na entrada da área para decretar a boa vitória do Estudiantes por 7 a 3, em jogo com muita confusão.
Com a vitória, o Estudiantes continua na briga pela classificação à fase de mata-mata, e vai encarar o Real Paulista na próxima rodada. Já o martírio dos torcedores do Bucets continua, e a equipe terá apenas três chances de permanência na série Ouro. Porém, a luta começa de forma ingrata: encara o líder Mulekes na rodada 7 do grupo do A.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
Fora de Série 4 x 1 Med Taubaté
FORA VENCE E EMBOLA TOPO DA TABELA
Com 11 pontos, os mesmos de Bacana e SNG, são 4 equipes lutando pela ponta no Grupo B
Por Elvis Ferreira
Com um ótimo início de partida, repleto de toque de bola rápido e ofensivo, o Fora de Série meteu logo um sonoro 4 x 0 ainda na primeira etapa da partida. A marcação imposta pelo Fora era algo a se elogiar, sempre chegando na bola e marcando muito bem a saída de bola adversária. O placar não demorou para sair do zero. Orley puxou um certeiro contra-ataque e deu ótimo passe para Zóio na entrada da área, pelo meio, bater forte para gol.
A primeira boa chance de gol do Med saiu de um belo chute de longe de Aníbal. A bola passou próxima da trave esquerda. O Fora respondeu na jogada de ataque seguinte com boa troca de passes de Du Formiga com Zóio. Na finalização, Zóio bateu de primeira e a bola acabou subindo demais.
O segundo gol do Fora veio depois de bom cruzamento da esquerda em que Zóio cabeceou para o gol. Segundo o árbitro, foi Orley quem completou para as redes, anotando para ele o gol. Porém, quem estava na arquibancada ficou na dúvida se realmente o camisa 11 bateu na bola antes dela entrar.
O Fora tinha total domínio da partida e armava as principais jogadas de ataque, além disso tinha uma defesa consistente que anulava completamente as jogadas de ataque do Med. Xavier, um dos principais nomes dos médicos, não conseguia completar uma única jogada.
O terceiro gol do Fora foi uma verdadeira pintura. O nome do jogo até o momento, Zóio, pegou a bola no alto em cima da linha do meio da quadra e mandou a bomba no canto direito do goleiro. Um golaço muito comemorado. Orley completou o marcador no primeiro tempo depois de cobrança de escanteio. Ele recebeu no primeiro pau e emendou para as redes sem dificuldades. 4 x 0.
Depois de um primeiro tempo acuado em quadra e sem conseguir adentrar a área de Casari com verdadeiras chances de gol, o Med voltou para a segunda etapa um pouco melhor. Xavier estava mais solto e começou enfim a dar mais trabalho para a defesa azul e branca. Depois de bom chute da entrada da área ele quase diminuiu o marcador. Casari só acompanhou a bola, que saiu por muito pouco. Casari ainda fez boa defesa depois de chute de Aníbal da intermediária, mas não pode fazer nada na cobrança de escanteio na jogada seguinte. Aníbal recebeu livre e bateu forte para diminuir o marcador.
Para tentar furar a boa e forte marcação adversária, o Med voltou para a segunda etapa atacando mais pelas laterais. No início parecia que poderia dar certo, mas aos poucos o Fora foi se ajeitando ao modo de jogar dos médicos e conseguiu anular as laterais também.
O Fora, diante da boa vantagem, resolveu administrar a partida. Isso fez com que as chances de gol diminuíssem consideravelmente. Já no final, Zóio teve outra boa chance para ampliar. Ele limpou o marcador e saiu livre de frente para o goleiro, que fechou bem o ângulo e acabou fazendo uma ótima defesa. E em 4 x 1 ficou o placar, resultado que dá ao Fora – que antes era tido como um dos possíveis times a descer para a Prata – a tranqüilidade de não cair e ainda brigar pela liderança do grupo.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A
The Veras 2 x 2 Acidus
ACIDUS VACILA E SOFRE EMPATE DO VERAS NO FIM
Time amarelo-limão vencia por 2 a 0, porém, faltando 4 minutos para o término do duelo, surgiu o “Sobrenatural de Almeida” para ajudar o The Veras
Por Douglas Almasi Santos
Era o duelo mais aguardado do dia, pois envolvia os dois times de maior ascensão no Grupo A da Série Ouro. Era o duelo mais aguardado da rodada porque envolvia o confronto entre dois times que sabem mesclar muito bem a força das defesas com a precisão nos ataques. O Acidus abriu dois gols de vantagem, e o The Veras se recuperou e igualou. No fim, um resultado justo - que era o mais provável -, tamanho o equilíbrio de forças: igualdade em campo e no placar final.
O jogo pode ser definido como sendo de um tempo para cada equipe. Na primeira etapa o Acidus comandou as ações de meio de campo e ataque, além de manter sólida a sua defesa. Mesmo assim, o primeiro lance de perigo foi do Veras: a zaga do time afastou o perigo de ataque adversário com um chutão para frente, mas os zagueiros do Acidus fizeram golpe de vista, esperando que a bola fosse fora rapidamente, porém, não contavam com Victor Petreche que apareceu como um foguete e desviou com perigo para fora.
Com o susto, o Acidus acordou e inaugurou o placar: cobrança de falta ensaiada pelo flanco direito, Luiz Fernando tocou a Paulinho, que na jogada de pivô devolveu a ele, que dominou e chutou forte para fazer 1 a 0. O goleiro Benga reclamou muito com a marcação de seus zagueiros. Louiz, em seguida, recebeu passe e arriscou chute, mas a bola subiu e foi por cima do gol. Em mais um vacilo da zaga do Acidus, Kinho apareceu livre, mas chutou por cima.
O Veras tentava, mas o Acidus, com a vantagem, tinha todo o contra-ataque a seu dispor. Em um deles, Marcelo Rezende recebeu na direita e chutou, Benga rebateu, e no rebote, Cássio tentou, a bola desviou na zaga e saiu, levando muito perigo à meta do Veras. Fernando Mandia tentou, arriscando pelo lado esquerdo, mas sem sucesso, empatar. Em seguida, o Acidus respondeu com Paulinho, ele recebeu o passe, avançou, e com muita categoria tocou ao gol, a bola ainda pegou na trave antes de entrar, ampliando a vantagem do time limão a 2 a 0.
Mesmo em desvantagem, o Veras não desistia: chegou duas vezes, uma com Victor Petreche, e outra com Japa, mas ambos os chutes foram para fora. No fim da etapa primeira, o Acidus chegou duas vezes com perigo. Na primeira oportunidade, a zaga do Veras cochilou, Careca agradeceu e soltou uma bomba que carimbou o travessão. Depois, Pupo arriscou chute da esquerda, porém, a bola foi fora, encerrando assim o bom primeiro tempo com vantagem do Acidus de 2 tentos.
Já a segunda etapa foi diferente: o Veras foi quem dominou o meio de quadra, pressionando atrás dos gols, e o Acidus com oportunidades de liquidar o duelo. Jogada de Nico pelo meio, ele abriu bom passe à esquerda até Kinho que chutou para fora. Mais Veras: Kinho avançou pela direita e chutou, Urso fez boa defesa e, no rebote, Cucio acertou o travessão. O Acidus teve ótima chance quando, em rápido contra-ataque, Marcelo Rezende tabelou, ficou livre e tocou na saída de Benga, mas Cucio salvou o Veras em cima da linha.
Mesmo com o forte sol que pairava na quadra 4, os jogadores mostravam disposição atrás do triunfo. Cucio arriscou bom chute de fora, mas a bola foi por cima. Em seguida, Nico pegou um chute sensacional da intermediária e a bola passou muito perto da meta de Urso. O Veras era só pressão e quase chegou com Kinho, que recebeu na área e chutou para boa defesa de Urso. O Acidus respondeu por três vezes, em lances distintos, com Luiz Fernando, com Louiz e com um lançamento à área do Veras que Caio Marchi tentou desviar de cabeça mas quase enganou Benga, que se recuperou a tempo e pôs a escanteio.
Faltavam menos de 4 minutos para o término do embate, e tudo levava a crer que o Acidus sairia vitorioso no confronto dos times de maior ascensão no grupo A. Mas o futebol é apaixonante porque pode acontecer de tudo em um espaço de tempo curto, e foi o que aconteceu. Remetendo a Nelson Rodrigues, o personagem “Sobrenatural de Almeida” compareceu nos minutos finais do embate.
Boa troca de passes entre os jogadores do Veras, e a bola chegou a Fernando Mandia que encheu o pé para vencer Urso, descontando no marcador. E quando todos já não acreditavam - exceto o elenco do Veras – surgiu Pedro de Luna. O capitão do Veras apareceu, recebeu a bola e chutou cruzado. O chute foi fraco, rasteiro, mas diante da multidão entre a bola e o gol, a redonda caprichosamente não desviou em nenhum pé salvador e foi morrer na meta de Urso, que só a viu quando estava já dentro do gol. Aos 24 minutos, o “Sobrenatural de Almeida” falou mais alto, e a bola morreu no fundo das redes, deixando incrédulos os fãs do Acidus, que tinham a certeza da vitória.
Final de jogo e empate em 2 a 2, para a alegria dos atletas do Veras que se sentiram vitoriosos com a reação, e com sabor amargo ao Acidus, que deixou escapar dois pontos preciosos na luta por uma vaga direta às quartas de final do certame.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
SNG 3 x 1 Elefantes Indomáveis
ELEFANTES NÃO FORAM PÁREOS PARA SNG
Ao seu estilo no atual torneio, SNG passa por Elefantes com placar apertado
Por Elvis Ferreira
O SNG iniciou a partida dando bastante pressão para cima dos Elefantes. Assim os gols foram aparecendo. As jogadas de velocidade ditavam o início pelo lado do SNG, que criava as principais jogadas de ataque. O Elefantes Indomáveis se defendia bem e tentava puxar suas chances nos contra-ataques. O SNG abriu o placar com Felipe, que recebeu bom passe na direita dentro da área. Chacha ainda tentou chegar na bola, mas nada pode fazer.
Aos poucos a velocidade foi cessando e o jogo passou a ficar bastante pegado e truncado no meio de campo, mas o SNG ainda tinha o diferencial do toque de bola paciente e as investidas de Ronei, que sempre passava facilmente pelos marcadores.
Os indomáveis não mantinham um bom ritmo de partida e tinham jogadas isoladas de ataque que raramente levavam perigo ao gol de Caieiras, como jogada de Cauê pela direita. Ele avançou bem e bateu com força. A bola explodiu na trave.
O SNG ampliou o placar com Alemão, que chutou forte da lateral direita e marcou um bonito gol. O mesmo Alemão teve outra boa chance no final da primeira etapa quando deixou para trás o marcador no meio e avançou bem para sair de frente com o goleiro Chacha, mas este fechou bem o ângulo e fez boa defesa, evitando o terceiro gol do SNG.
No começo do segundo tempo, Tejeda deu bom passe para Renê livre. De frente para o gol, ele mandou para fora um gol incrível perdido. Aliás, em tarde pouco inspirada, o reboteiro do Chuteira perderia outras boas chances até o apito final.
O Elefantes quase diminuiu após cobrança de lateral em que Diego desviou de costas para o gol e, de cabeça, quase marcou. A bola passou muito perto. Depois de uma boa jogada individual de Cauê que partia para dentro da área, Caieiras fez pênalti na hora da conclusão do camisa 9. Daniel bateu rasteiro no canto e diminuiu.
O Elefantes conseguia equilibrar a partida e criava mais oportunidades no ataque. A marcação também era mais eficiente e o jogo não tinha destaques individuais. Ronei, um candidato a destaque, perdeu boa chance de gol pela esquerda depois de boa tabela com Felipe. No final da partida o jogo ganhava em emoção e em jogadas duras pelos dois lados.
Allan, que saiu bem de uma possível falta (sim, acreditem), teve boa chance para o SNG. Ele chutou praticamente do meio da quadra e obrigou Chacha a fazer bonita defesa. E na última jogada da partida, Alemão recebeu lançamento na fogueira, conseguiu dominar bem pela direita e tocou para Felipe no meio chutar rasteiro para o gol, dando números finais para a partida. 3 x 1 para o SNG.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A
Roleta Russa 2 x 2 Real Paulista
ALEMÃO TEM TARDE DE GALA E GARANTE O EMPATE AO REAL PAULISTA ANTE O ROLETA RUSSA
Time comandado por Nação fez grande partida, mas parou nas boas intervenções do arqueiro do Real, que garantiu o empate em 2 a 2
Por Douglas Almasi Santos
Roleta Russa e Real Paulista fizeram um grande jogo na tarde de sábado na quadra 4. Com apetite no ataque e muita marcação no meio de quadra, as duas equipes protagonizaram um belo espetáculo, contemplando os torcedores presentes para assistir ao duelo. O goleiro Alemão fechou o gol do Real Paulista, parando, na maioria das vezes, as investidas de Salada, Bruno Fanelli e cia.
O Roletão queria se afastar de vez da zona do rebaixamento, e fazer as pazes com a vitória – só venceu, até agora, o Bucets na primeira rodada da competição. E logo no início, conseguiu uma cobrança de lateral que Gegê desviou, mas Alemão estava atento e defendeu. Já o Real Paulista buscava a reabilitação – perdeu na rodada passada para o The Veras -, e abriu a contagem no começo do jogo: bola na direita a Quintanilha, ele cruzou e Rudy desviou ao fundo da rede. Muita comemoração de Rudy com o tento marcado.
A partir do gol, o Real Paulista sofreu uma pressão homérica e começou a ecoar o nome de Alemão por todas as quadras do PlayBall. Cobrança de escanteio, Salada tentou a primeira, na sobra, Fernando Coelho chutou para defesa do arqueiro do Real. Em seguida, Fanelli recebeu a bola de um lateral e encheu o pé para defesa espetacular de Alemão. Mais Roletão: Fernando Coelho recebeu na esquerda e chutou para defesa do camisa 31.
Com a pressão, o Roleta Russa estava próximo do gol de empate, à base de muita movimentação e boas trocas de passes, mas esbarrava na inspirada atuação de Alemão. Cobrança de escanteio, Salada tentou, mas o guarda-metas do Real saiu do gol para abafar o chute e se deu bem. Novamente Salada, ele tabelou com Fernando Coelho e encheu o pé, Alemão deu rebote e o mesmo Salada carimbou a trave. O gol de empate era questão de tempo, e veio com o camisa 15 do Roletão, que recebeu e guardou. Gol de Salada, igualando o marcador.
Acuado, o Real Paulista não conseguia criar jogadas que levassem perigo ao gol de Juninho. Alemão, mas do Roletão, recebeu na esquerda livre e chutou rasteiro para boa defesa do seu xará arqueiro do Real. Depois de muito tempo o time de Panela e Cia. voltou a incomodar. Cobrança de falta, Quintanilha encheu o pé, a bola bateu no travessão e pingou no chão, mas a arbitragem mandou o jogo correr alegando que a ela não ultrapassou a linha.
No fim da primeira etapa, Panela, cobrando falta, assustou com um chute que saiu à linha de fundo. Assim, a dupla de árbitros apitou o final dos 25 minutos iniciais, com igualdade em 1 tento. A etapa derradeira começou como terminou a primeira: uma tentativa de Panela que foi para fora. O Real voltou mais ligado na partida. Quintanilha recebeu passe na esquerda e chutou, mas a bola pegou a rede do lado de fora. Mais Quintanilha: em cobrança de falta, ele levou perigo, mas a bola foi fora.
A resposta do Roletão chegou com Fanelli, que pegando de primeira um cruzamento, obrigou Alemão a fazer boa intervenção. Quintanilha estava a fim de jogo, e da sua intermediária arriscou um chute cheio de efeito que acertou o travessão. Fanelli respondeu: cobrança de lateral, ele chutou e Alemão espalmou a escanteio. Na cobrança, Buttino cabeceou e a bola foi mansamente até bater na trave. A partida era equilibrada, com tentativas para os dois lados.
O Real Paulista se colocou novamente em vantagem: Bocha afastou mal a bola, Quintanilha, atento, chutou forte e Alemão defendeu, mas no rebote, Perfect só teve o trabalho de empurrar às redes e comemorar. Parecia que o Real conseguiria a sua reabilitação. Já ao Roletão não restava mais nada a não ser atacar. Da entrada da área, Buttino soltou a bomba, e a bola saiu com enorme perigo.
Em vantagem, o Real Paulista teve excelente oportunidade de despachar o Roletão: contra-ataque rápido, tabela entre Panela e Rudy Pracidelly, a bola ficou com Panela que avançou sozinho pelo meio e chutou de pé esquerdo, Juninho se esticou todo para salvar o Roletão. E a persistência do time de Baru deu certo: boa trama dos jogadores, a zaga do Real cochilou, e Rafael Guzzela chutou da entrada da área para empatar e decretar um justo 2 a 2.
No fim, Alemão salvaria o Real Paulista da derrota, parando tentativa de Salada. Com o empate, o Roletão somou um ponto precioso, que poderá o ajudar na fuga da zona de descenso. Já o Real mantém a sua luta pela classificação direta às quartas de final. Na próxima rodada, o Real Paulista terá um duelo interessante contra o Estudiantes, enquanto que o Roleta Russa terá a chance de se reencontrar com a vitória ante o Bengalas.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
Treinadores do Braz 1 x 7 Arouca
AROUCA GOLEIA E ASSUME LIDERANÇA
Ajudado por Joga 13, que derrotou o Bacana, Arouca não toma conhecimento do Treinadores e aplica goleada para ser novo líder do Grupo B
Por Elvis Ferreira
As previsões de que o Arouca vinha com um time forte para ser campeão parecem que enfim estão se concretizando. Afinal, o time deu uma sapatada no Treinadores e aplicou um das maiores goleada da competição até o momento. O time tricolor da gráfica fez um ótimo primeiro tempo e conseguiu impor seu ritmo de jogo ao sonolento Treinadores, que não conseguia armar jogadas de ataque e assustar o goleiro Maurício.
O primeiro gol do Arouca não demorou para sair. Após cruzamento para área, Varanda cabeceou livre para o gol. Caixa. Ele mesmo quase ampliou depois de receber bom passe de Veloz na intermediária. Chutou com força e o goleirão deste vez fez boa defesa.
O Treinadores não vinha fazendo uma boa partida, principalmente em razão do bom posicionamento da defesa do Arouca, que anulava os jogadores do Braz. Em uma das poucas jogadas de ataque, de bola parada, Kiwi bateu falta com categoria tirando da barreira e a bola passou raspando a trave esquerda.
O segundo gol do Arouca saiu de uma jogada para lá de estranha. Após tentativa de passe de Dioguinho, Jean acabou desviando contra seu próprio patrimônio e marcou contra o segundo do Arouca. Gol anotado ao camisa 25.
O terceiro gol veio ainda no primeiro tempo em outra bobeada da zaga do Treinadores. Juba perdeu a bola para Felipe na entrada da área, que tocou para Veloz sem marcação nenhuma só completar para o gol livre.
Depois do apagão do primeiro tempo, os Treinadores voltou para a segunda etapa com mais raça e determinação no ataque, mas teve um banho de água fria logo no início quando Dioguinho ampliou o marcador depois de receber passe de Marquinhos do lado esquerdo.
A partir daí o Treinadores não teria mais forças para tentar reverter o placar adverso. A goleada surgiu de vez depois de outro gol de Dioguinho, que dividiu a bola limpamente com o goleiro e só teve o trabalho de jogar pra dentro o quinto gol do Arouca na partida.
O Treinadores quase descontou em chute de Jean. Ele recebeu bola rasteira no meio e bateu de primeira. Maurício nem se mexeu, mas a bola foi fora. Kiwi, que já tinha mostrado muita categoria em uma bonita cobrança de falta, diminuiu para o Treinadores. A bola morreu no ângulo de Maurício, que nada pode fazer. Golaço do camisa 8, que nem mesmo comemorou o belo gol.
O Arouca não se intimidou e colocou mais um na conta. Luisinho deu bom passe para Marquinhos no meio, que chutou bem e marcou 6 x 1. Com toque de bola perfeito, marca registrada do time. o Arouca dominava a partida marcando o Treinadores no campo de defesa. Desse jeito, o sétimo gol não tardou. Marquinhos de novo recebeu no meio e bateu sem marcação, dando número finais para o jogo em 7 x 1 e assumindo a ponta da tabela com 13 pontos.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A
Mulekes 1 x 3 Fiorella Brasil
FIORELLA VOLTA A VENCER DERRUBANDO ÚLTIMO INVICTO
Time de Van-Van e Cia vence o Mulekes e quebra a invencibilidade do adversário
Por Douglas Almasi Santos
Das 54 equipes que disputam o Chuteira de Ouro – distribuídas entre as 3 divisões – apenas um time ainda não havia sido derrotado. Desde que a competição começou, em agosto, todas as equipes sucumbiram ao menos uma vez, exceto o líder do grupo A. Mas a tarde de sábado reservou uma surpresa especial a todos: a queda do último invicto, o Mulekes. E quem teve esse mérito foi o Fiorella Brasil.
O time de Van-Van e Cia já estava ficando incomodado com o fato de jogar bem, mas sair derrotado – algo corriqueiro nos últimos jogos. Para reverter essa situação, lançou mão da própria estratégia do adversário: rapidez nas jogadas de ataque. A partida começou com muita movimentação e marcação forte, principalmente no meio de quadra. Com o excesso de vontade, faltas foram surgindo no início de jogo.
Em uma delas, na intermediária do campo do Fiorella, Pipo ajeitou com muito carinho e, com categoria, colocou no ângulo direito do goleiro Fabio Fonseca e abriu o placar ao Mulekes. Mas o Fiorella não se abateu, e não demorou a responder: contra-ataque mortal, Van-Van avançou e fuzilou na saída de Wilson, empatando a partida. A promessa de um grande jogo estava se realizando, uma vez que antes dos cinco minutos de a bola rola rolando já havia saído dois gols.
Novamente em jogada de contra-ataque o Fiorella levou perigo. Tiago Silva tocou na direita a Van-Van que encheu o pé, mas a bola foi para fora. O Mulekes respondeu e quase marcou de novo: em cobrança de falta, Pipo encheu o pé e, no meio da trajetória, Allison Dias esticou o pé desviando, Fabio Fonseca fez defesa espetacular e no rebote, Allison tentou de novo, mas parou no arqueiro do Fiorella mais uma vez.
O Mulekes visava o segundo gol, mas não contava com a rapidez nos contra-ataques do Fiorella. Em um deles, Tiago Silva fez o lançamento e João Paulo Arcanjo, oportunista, pegou de primeira para virar o placar contra o líder do grupo A. O Fiorella começou a se impor em quadra, aproveitando o momento de instabilidade do Mulekes. Cobrança de escanteio, João Paulo Arcanjo cabeceou, Wilson deu rebote, e Van-Van desperdiçou a chance de ampliar.
Mas em seguida, o Fiorella chegou ao terceiro tento: a zaga do Mulekes cochilou e João Paulo Arcanjo conferiu o seu segundo gol na partida, o terceiro do Fiorella, ampliando a contagem para 3 a 1 no fim do primeiro tempo. Começava a se desenhar assim a quebra da invencibilidade do último invicto do Chuteira de Ouro. Na volta do intervalo, o Fiorella se fechou atrás, buscando as jogadas de contra-ataque.
Logo no recomeço da partida, uma confusão envolvendo João Paulo Arcanjo e alguns atletas do Mulekes quase estragou o espetáculo. Muito bate-boca, discussões e até a exclusão do técnico do Mulekes, Zé Carlos, movimentaram o início da etapa final. Após o entrevero, os jogadores se voltaram àquilo que sabem fazer de melhor e exclusivo: jogar futebol. Van-Van recebeu passe, matou a bola no peito e arriscou, mas a bola subiu demais. Mais Fiorella: abertura na esquerda a Tiago Silva que encheu o pé para boa defesa de Wilson.
O Fiorella mostrava incrível disposição em quadra, tamanha a vontade de derrubar o líder do grupo A, e também voltar a vencer no certame. Já o Mulekes queria a reação: Armando Felipe recebeu e arriscou de pé esquerdo, mas Fabio Fonseca estava atento e se esticou todo. O Fiorella respondeu com Rogério cabeceando, Van-Van ainda tentou completar mas a bola foi fora.
Em nova cobrança de falta, o Mulekes perdeu a grande oportunidade de descontar: Pipo encheu o pé e Fabio Fonseca fez a defesa, no rebote, Leandro Caetano, cara a cara com o goleiro, afobou-se e chutou por cima. Em seguida, pelo flanco esquerdo, o mesmo Leandro Caetano chutou e carimbou o travessão.
No fim do jogo, Van-Van teve boa chance mas não conseguiu concluir como queria, e o Mulekes desperdiçou duas chances, sendo em uma delas um chute cruzado de Leandro Caetano para fora, dando números finais à partida, e a queda do último invicto: Fiorella 3 a 1 no ainda líder do grupo A Mulekes. Na próxima rodada, o Fiorella terá chance de confirmar sua recuperação contra o The Veras, e o Mulekes continuará sua luta pela primeira colocação ante o quase rebaixado Bucets.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
Só Resenha 3 x 2 Fúria
RESENHA VENCE FÚRIA E DEIXA RIVAL NA LANTERNA
Vitória dá ao Resenha 6 pontos e um pouco de ar para respirar, enquanto Fúria se vê em maus lençóis
Por Elvis Ferreira
Primeiro tempo de partida morno com jogadas esporádicas de gol principalmente pelo lado do Só Resenha que buscou mais o gol, mas não teve a competência ou a sorte de tirar o marcador do zero. O Fúria teve poucas chances perto da área de Tucano, porém teve um bom domínio de bola que só faltou transformar em gols.
Fabrício iniciava as jogadas de ataque do Resenha. Ele avançou bem pelo meio e bateu antes da marcação chegar. A bola saiu raspando o travessão. Logo em seguida foi a vez de Darian também bater de fora da área. Ele se desvencilhou bem da marcação na virada e bateu forte e rasteiro. A bola saiu pela esquerda.
O Só Resenha estava mais ofensivo e criava algumas chances que levavam perigo ao gol de Fábio. Mas o Fúria não ficava atrás e depois de ajustar sua defesa em quadra passou a atacar com um pouco mais de qualidade.
André aproveitou sobra de bola fora da área e bateu forte. A bola subiu demais e não chegou a assustar o goleiro do Resenha. Gustavo respondeu em seguida e quase marcou um golaço ao arriscar outro lindo chute do meio da quadra. A bola explodiu na junção das traves com violência. Seria um lindo gol.
Antes do final da primeira etapa, Fabrício chutou prensado da direita, a bola acabou cruzando toda a área do Fúria e ninguém chegou para completar.
Depois de um primeiro tempo cheio de chutes a longa distância, o Só Resenha voltou para a segunda etapa mais ofensivo. Logo no primeiro minuto, Dhani Cerra recebeu boa bola no meio da área e bateu forte, Fábio fez ótima defesa se esticando todo.
Marcelinho também teve sua chance depois de receber na intermediária e bater forte à meia altura. Fábio novamente evitou o que seria o primeiro gol da partida. E quando Fábio não salvava, o Só Resenha perdia boa chance, como a que Bruno, ao receber de Marcelinho dentro da área, perdeu ao tentar dar a famosa puxadinha para o gol.
Porém, depois de muito insistir, com um jogo bastante pegado, o Resenha conseguiu abrir o placar com um golaço de Darian após passe de Marcelinho no meio da quadra. A bola morreu no ângulo de Fábio, que nada pode fazer.
Felipinho não deixou por menos e empatou o jogo na jogada de ataque seguinte do Fúria. Ele também marcou um belo gol de fora da área após pegar muito bem na bola que foi na furquilha. Belo gol e de no o empate. 1 x 1.
Depois do empate, o jogo ficou muito bom, principalmente para o lado do Só Resenha, que foi mais competente e marcou o segundo gol. Fabrício pegou muito bem na bola de primeira da lateral direita e acertou o ângulo de Fábio. Só golaço nesse jogo.
O Fúria teve de sair novamente atrás do empate, o que abriu espaços para o Resenha. Em um desses espaços, Marcelinho começou a jogar areia em cima do caixão do Fúria e marcou o terceiro em outro chute de fora da área.
Já nos minutos finais da partida, com o Fúria dando total pressão para cima do Resenha, o segundo gol apareceu e o Fúria diminuiu. Thiago Motta bateu falta com categoria, Tucano fez boa defesa, porém não pode fazer nada no rebote que Adriano completou para as redes. 3 x 2 e fim de jogo. O Resenha respira com 6 pontos enquanto o sinal de alerta pisca no painel do Fúria, que, com a vitória do 13, agora é o novo lanterna do Grupo B.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A
Bengalas 5 x 4 Canhedo Beppu
BENGALAS VENCE CANHEDO E ALCANÇA MULEKES NA TABELA
Time tem boa atuação ante o valente Canhedo e chega aos mesmos 15 pontos do Mulekes, perdendo no saldo de gols; arbitragem foi o ponto negativo do grande jogo
Por Douglas Almasi Santos
O último jogo do grupo A reservou momentos de muita euforia, com uma boa partida realizada tanto pelo Canhedo Beppu quanto pelo Bnegalas, e momentos de muita tensão provocados por uma arbitragem confusa que acarretou em uma longa paralisação do embate no fim da primeira etapa. No final, o Bengalas soube explorar o desespero do Canhedo e faturou mais uma vitória, e contando com o tropeço do líder Mulekes, alcançou os mesmos 15 pontos, deixando-o colado com o líder – só perde no saldo de gols.
E a partida já começou corrida: logo no primeiro ataque do Bengalas, Ritolê recebeu passe na direita e cruzou a Vini, sozinho, empurrar às redes e sair para o abraço. E o Bengalas se animou, quando a bola foi rolada na esquerda a Ritolê, que chutou para fora. O Canhedo respondeu com Suzuki: ele fez lindo drible pelo flanco esquerdo, mas chutou para fora. Mais Bengalas: a zaga do Canhedo vacilou, Vini roubou a bola, porém, usou muita força, chutando por cima grande oportunidade.
O Canhedo buscava o gol de empate, e em cobrança de escanteio, Cléber Montovani apareceu na segunda trave e testou firme para boa defesa de Baki. O Bengalas desperdiçava boas chances de ampliar, mas sofria com as insistências do Canhedo de chegar ao empate. Em cobrança de lateral, Okamura apareceu livre e de cabeça obrigou Baki a fazer nova defesa. E a persistência deu certo: bola tocada na área, muita confusão, até aparecer o pé de Suzuki para empatar o jogo.
O Canhedo equilibrou àquela altura do jogo, mas como de costume desde que foi promovido à série Ouro, deu chance ao adversário. Tentativa do Canhedo que foi interceptada por Fernando Forte, o zagueiro já acionou imediatamente o ataque onde se encontrava Ritolê sem marcação, o camisa 7, com extrema frieza, fintou o goleiro e tocou ao gol e saiu para comemorar. A resposta do Canhedo chegou com o capitão Luiz Siviero que acertou o travessão com um potente chute.
O jogo estava movimentado e o Canhedo tornou a empatar: Luiz Siviero recebeu na direita e chutou cruzado, a bola sobrou a Fabinho que só completou. Depois do gol de empate, começou a confusão em quadra. Luiz Siviero fez falta dura e começou o bate-boca entre os jogadores. Após muito empurra-empurra e algumas juras de ódio, saíram amarelados da quadra Okamura e Luiz Siviero pelo Canhedo, e Luiz Eric pelo Bengalas.
A partida recomeçou, e Negão foi tentar sair jogando no seu campo de defesa, mas acabou perdendo a bola e fez falta que o levou a tomar cartão amarelo. Sem 3 jogadores de linha – dois a menos que o Bengalas – o Canhedo escapou de levar um gol na cobrança de falta (lance que deixou Luisinho Fernando irritado com sua equipe). E a confusão voltou quando os dois primeiros atletas que haviam levado cartão amarelo voltaram à quadra, gerando protestos dos torcedores que alegaram descumprimento da regra – mas os árbitros autorizaram a volta dos amarelados.
Esse foi um bom momento para os árbitros encerrarem o primeiro tempo. No segundo tempo os ânimos se acalmaram e o jogo foi mais quente pelos lances disputados do que pelas confusões. Logo no reinício, cobrança de lateral na segunda trave, Pedrinho chutou forte, a bola bateu na zaga e, no rebote, Ritolê conferiu de cabeça, colocando o Bengalas em vantagem. O Canhedo não se intimidou e partiu ao ataque.
Depois de tentativas de Negão, Fabinho e Bolacha, a equipe novamente igualou o placar: cobrança de falta na linha de fundo pelo lado esquerdo, a bola foi rolada para trás, e Bolacha com categoria colocou no canto esquerdo de Baki. O jogo pegou fogo com o gol de empate. O Bengalas voltou a comandar o meio da quadra e novamente se pôs em vantagem, quando Ritolê, com oportunismo, fez seu 3° tento no embate, o quarto do Bengalas.
Nos minutos finais, a partida ficou emocionante, e a figura do matador surgiu: cobrança de falta ao Bengalas, Papa Burguer ajeitou a barreira com muita atenção e se posicionou para defender uma possível bomba de Luisinho Fernando, mas o craque, comandante de ataque do tricampeão da Ouro, surpreendeu: com extrema categoria, apenas colocou por cima da barreira no ângulo direito de Papa Burguer, que nada pôde fazer.
A pouco tempo de a partida ser encerrada, o valente Canhedo diminuiu com Cleber Montovani e quase empatou com tentativas de Leonardo por duas vezes – uma acertando o travessão e outra obrigando Baki a fazer boa intervenção – e outra com Fabinho, no último lance do jogo, que foi salvo por Baki com os pés. Fim do embate e triunfo do Bengalas por apertado 5 a 4.
X CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B
Bacana 3 x 5 Joga 13
JOGA 13 DESENCANTA EM CIMA DO FREGUÊS BACANA
Muito nervoso e errando muito, Bacana foi presa fácil para o bom futebol de Barata e Robinho
Por Elvis Ferreira
Com um início de jogo muito bom pela disposição mostrada em quadra, Joga 13 e Bacana fizeram um agitado primeiro tempo, com as duas equipes buscando bastante o gol, deixando, assim, o jogo bastante aberto. Entretanto, a equipe do Joga 13 se aproveitou de alguns erros infantis do Bacana e abriu uma boa vantagem na primeira etapa.
Os gols não demoraram a sair. O Joga 13 abriu o placar após boa jogada de velocidade de Choco. O goleiro Kiko deu rebote nos pés de Lele, que completou facilmente para o gol livre.
O Bacana não ficou atrás por muito tempo e nem se abalou com o gol. Demehur, em jogada pela direita, limpou o marcador e bateu forte e rasteiro. Diego não conseguiu chegar a tempo e sofreu o gol de empate.
Raphão teve boa chance em chute de longa distância: em chute de praticamente do meio da quadra, a bola passou perto da trave. O jogo era bastante pegado no meio de campo e aos poucos as faltas duras iam aparecendo com maior freqüência.
O Bacana quase virou o placar em chute de Lele, que escapou de uma falta no meio e passou a bola para Canzian, que bateu forte. A bola acabou saindo pela direita. Robinho respondeu fazendo uma das mais bonitas jogadas do primeiro tempo. Ele virou uma bonita bicicleta de fora da área e o goleiro do Bacana espalmou. No rebote ninguém completou para as redes.
Robinho foi quem fez a jogada do segundo gol do Joga 13. Ele cruzou a bola da direita, invertendo o jogo e vendo a chegada de Barata na esquerda, que pegou de primeira colocado no canto e matou o goleirão do Bacana. O teceiro gol do 13 foi a la bola murcha do Fantástico. Napolitano e o goleirão fizeram lambança infantil para sair jogando na reposição de bola e quem se aproveitou foi Lele, que fez seu segundo gol na partida. 3 x 1 e o Bacana ia reabilitando o 13.
Um dos fatores para a vantagem construída pelo Joga 13 em cima do Bacana foram os erros constantes na saída de bola do adversário. Além disso, com o passar do tempo, o Bacana foi perdendo o ímpeto ofensivo inicial e pareceu um time nervoso em quadra.
Na segunda etapa o Bacana voltou mais ligado no jogo e não demorou para descontar no marcador. Rômulo recebeu livre e, de frente para o gol, sem marcação nenhuma, completou e fez 3 x 2.
O jogo na segunda etapa era bastante parecido com o início de partida em que as duas equipes atacavam com qualidade. O Bacana tinha mais precisão, enquanto o 13 utilizava das jogadas de velocidade para tentar aumentar a vantagem. E depois de insistir em algumas jogadas, o Bacana conseguiu o empate. Demehur cruzou boa bola para Igor que, debaixo da trave, completou para o gol.
Quem achava que o Bacana emplacaria e conseguiria a vitória se enganou. Barata acabou com a euforia do Bacana depois de pegar rebote no meio e bater cruzado no canto direito. Para acabar de vez com todas as esperanças do Bacana, Robinho fez o quinto, dando números finais à partida após avançar pela direita e bater da entrada da área. Bonito gol do camisa 17.
Depois de voltar muito bem para a segunda etapa o Bacana sofreu um “apagão” a partir da metade da etapa final, mesmo problema da etapa primeira. A equipe não conseguia completar uma jogada de ataque após sofrer os dois últimos gols. E a enfim primeira vitória do Joga 13 na competição foi merecida, assim como a primeira derrota do Bacana, que viu a liderança do grupo cair para o Arouca.
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