Assurra vence Fiorella e chega a mais uma
final do Chuteira
Em ascensão no campeonato, a equipe Assurra segue sua trajetória rumo ao título do III Chuteira. Pelas semifinais, no confronto contra o Fiorella, mais uma vez a equipe precisou – e contou – com o belo futebol de Alemão para conquistar mais uma vitória – por 8 a 7 –, vitória esta que dá mais uma chance para o time de ser campeão. Quem não se lembra da emocionante final do II Chuteira, quando o Assurra perdeu no gol de ouro para a Equipe Bróder?
Na partida de sábado 19 de maio, a Assurra começou arrasadora, com gols de Alemão e Marquinhos em menos de 5 minutos. O placar desfavorável mexeu com o Fiorella, que não contou com seu astro Ricardo Caju – ou Zé Roberto para quase todos do Chuteira – mas tinha as voltas de Tigues, suspenso, e de Rabello, lesionado. Aos 8 minutos, Van Van diminuiu, mas na ânsia de empatar acabaram dando à Assurra o que esta mais gosta – o contra-ataque. E novamente Alemão e Marquinhos não perdoaram: 4 a 1 no placar. Mas o Fiorella manteve-se vivo na partida com gol de Rabello aos 24 minutos, diminuindo a vantagem da Assurra para o segundo tempo.
Na segunda etapa parecia que o domínio da Assurra continuaria quando Alemão fez seu terceiro gol logo a 1 minuto de jogo. 5 a 2 e favas contadas? Não para uma equipe como o Fiorella, que não tem um grande craque mas um jogo coletivo dos mais avantajados do Chuteira. E nessas jogadas que Van Van anotou mais 2 gols, encostando no placar. A ducha de água fria veio com Felipe, que marcou o sexto do Assurra aos 10 minutos, e Alemão, aos 15 minutos. Em seguida, em cobrança rápida de falta, Tigues diminuiu. No minuto seguinte, Alemão fez seu quinto gol na partida e o oitavo e último do Assurra. E novamente no minuto seguinte a barreira do Assurra abriu e Tigues fez outro gol de falta.
O alto número de gols foi motivado pela expulsão dos jogadores Garo, do Assurra, e Fábio, do Fiorella, que trocaram empurrões depois de uma jogada mais ríspida no ataque do Fiorella quando o Assurra saía para o contra-ataque. A partida ficou paralisada por 4 minutos para acalmar os ânimos até que fosse reiniciada. Na volta, o Fiorella passou a pressionar em busca ao menos do empate, o que classificaria o time para a final. Foram cerca de 10 minutos de bombardeio do Fiorella para cima do Assurra, que se defendia como podia, com Henrique e/ou Maurício adaptados para a zaga para ajudar Celso e Henry depois da expulsão de Garo. Van Van fez mais um ainda, deixando o time a apenas um gol atrás, mas as boas defesas do goleiro Roberto e o pouco tempo não permitiram mais nada. Final de jogo, muita comemoração do Assurra, que chega à sua segunda final seguida com essa vitória apertada e suada de 8 a 7 em cima do Fiorella.
Artilheiro Renê coloca SNG na final
O jogo entre SNG e Joga 13 era uma final esperada. A tabela impediu – ou talvez o Dunguereguede? – que os dois times se cruzassem na final e os colocou frente a frente já na semifinal. Era a melhor defesa do campeonato contra o melhor ataque: a forte e boa marcação do Joga 13 seria posta à prova contra a velocidade do SNG. Em contrapartida, a empolgação do time e da torcida do Joga 13 estava já engatilhada para enervar os jogadores do SNG. O duelo já havia começado desde muito antes, desde quando o SNG derrotou o Joga 13 por 7 a 3 na fase de classificação.
Com a vantagem do empate sendo do SNG, o Joga 13 começou pressionando e dominando. Um começo arrasador e gol aos 2 minutos do matador Lele. Seu 17o na competição, contra 18 de Renê até aquele instante. As coisas pareciam que estavam todas a favor do Joga 13 quando, aos 7 minutos, o zagueiro Rodrigo acertou um chute do meio de campo bem em cheio e estufou as redes do goleiro Sampa. Um golaço na gaveta com a cara de Rodrigo – chute de longe e uma pancada. Com certeza o SNG, ao dar a saída de jogo depois deste gol, deve ter duvidado que chegaria à final.
Mas é exatamente nos momentos de maior dificuldade e descrédito que se forjam os heróis. E para o SNG a figura que começou a aparecer como tal vestia a camisa 11. Depois de perder 4 gols seguidos (de cabeça, girando, chutando cruzado e saindo na cara do gol), eis que Renê marcou seu primeiro gol na partida do jeito mais fácil – num rebote. Começava a brilhar sua estrela, e iniciava-se ali o pesadelo do Joga 13, que foi superior em campo praticamente em todo o jogo, mas perdeu lances que decidiram a partida a favor do SNG.
O 2 a 1 não foi capaz de inflar o SNG, que ainda viu Choko fazer 3 a 1 e perder incrivelmente o quarto gol do Joga 13 – que poderia ser fatal ao SNG – depois de cortar pra dentro e tocar fraco, possibilitando que o zagueiro tirasse a bola em cima da linha. O gol perdido pode ter desanimado Choko, mas na verdade uma forte câimbra o tirou de todo o segundo tempo. Ali o Joga 13 perdia sua mais forte jogada de ataque e, a partir de então, o Joga 13 não mais marcou. A partida passou a ser muito disputada com ataques alternados e perigosos, mas Renê continuou abençoado e num giro rápido sobre Rodrigo anotou o segundo gol do SNG antes que o primeiro tempo acabasse.
O placar de 3 a 2 era de certa forma injusto para o Joga 13, que teve muito mais volume de jogo e chegava com perigo nos chutes de Rodrigo e os dribles de Choko. Mas para o Joga 13 o pior estava por vir. Sem Choko, voltou para o segundo tempo com vantagem no placar, mas, em 6 minutos de jogo, Renê, sempre ele, já havia virado o jogo. Desta vez foram gols de rebote e em desvio quase imperceptível depois de um cruzamento da direita. O SNG enfim virava o placar. Fazia 4 a 3 e a partir dali o jogo virou uma partida em que um time atacava com tudo e tinha de correr para cortar os contra-ataques do adversário. E o Joga 13 foi pra cima: chutou no gol de todos os lados e Sampa defendendo tudo em sua melhor atuação até o momento no campeonato. Lele pouco apareceu devido à marcação implacável de Allan, que muitas vezes tirava bola e quase o pé de Lele junto. Se Renê teve alguma forma de benção na partida para fazer os 4 gols, a defesa do SNG tinha a sua também. Nada mais passou por Allan, Totó e Candusso, que conseguiam desviar todos os chutes do adversário e ainda levavam perigo nos contra-ataques.
Para se ter idéia da tensão da partida e do respeito que os times adquiriram, nada menos que 5 funcionários do PlayBall – 4 do bar e outro da loja – estavam assistindo ao segundo tempo do jogo. Fecharam bar e loja e foram ver o espetáculo.
E nesse bate e volta do Joga 13 a partida seguiu até o apito final do árbitro. O SNG chega à final, Joga 13 disputa 3o lugar com Fiorella. Como já virou tradição no futebol, nem sempre o time que mostrou mais futebol venceu. Nesta semifinal deu o time que soube aproveitar melhor os erros dos adversários, suas potencialidades e, claro, uma ajuda sobrenatural, algo que muitos chamam de sorte. Ah, claro, o SNG teve – e tem – Renê, 4 de 4 gols do SNG na partida e 22 gols somados no campeonato. A combinação de Renê + sorte definiu a “sorte” do Joga 13 no III Chuteira.
Confronto Alemão x Renê é atração à parte na grande final do III Chuteira
Para a grande final, que acontece no próximo sábado dia 26 de maio, na QUADRA 5 do PlayBall Pompéia, às 17.30h, teremos algo a mais em jogo além do título do III Chuteira de Ouro. Estarão em campo e se enfrentando os 2 jogadores que indiscutivelmente foram os melhores de todo o campeonato até o momento – Renê pelo SNG e Alemão pelo Assurra. Renê leva vantagem de 2 gols e 2 pontos na corrida do MVP, mas as coisas poderiam ter sido diferentes se Alemão estivesse jogando o campeonato desde o início – ele chegou ao Assurra a partir da segunda rodada, não tendo jogado na estréia do Assurra na derrota para o Acidus.
Claro que o título de campeão vale mais, mas pelo jeito além deste, ambos disputam ponto a ponto e gol a gol os troféus individuais de artilheiro e MVP do campeonato. Ao final do sábado dia 26 de maio, o artilheiro será conhecido de todos, mas a eleição do MVP demorará um pouco mais a sair. Talvez apenas pelo site do Chuteira no domingo dia 27, quando também será divulgada a Seleção do Campeonato (14 jogadores). Mas o que já está definido é que os troféus individuais e o troféu de campeão serão definitivamente entregues no jogo comemorativo do Campeão x Seleção do Campeonato, a ser marcado para um sábado de junho. Na ocasião, teremos, antes da partida, a entrega dos troféus e medalhas aos times (1o ao 3o lugar recebem medalhas). Além disso, os jogadores convocados para a Seleção receberão suas respectivas camisas e teremos um jogo de confraternização de fim de campeonato. Um belo fechamento é esperado para este III Chuteira, que se mostrou muito mais competitivo e emocionante do que a Organização esperava.
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