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Notícias de 20/04/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A

The Veras 5 x 5 Bucets

THE VERAS E BUCETS FAZEM UM BELO JOGO, MAS FICAM NO EMPATE


Com um bom futebol ofensivo de ambas as equipes, o confronto dava gosto de ser assistido, principalmente pela habilidade de Xixi, jogador do Bucets que esbanjava categoria


Por Renato Malaguti

O jogo entre Bucets e The Veras foi caracterizado por um ótimo futebol ofensivo. No começo da partida observava-se um certo equilíbrio entre as equipes, pelas quais Xixi e Kinho mostravam muita habilidade. De início o Veras atacava bem e criava várias oportunidades, tomando conta do jogo até os dez minutos. Mas como já sabemos, quem não faz, toma. Aos onze minutos, o Bucets abriu o placar com um bonito gol de Xixi, chutando cruzado e rasteiro no canto direito do goleiro, que nem se mexeu.

Após o gol, a partida tomou outro rumo. Dos onze aos dezesseis minutos o Bucets pressionava seu adversário e mostrava muita habilidade, principalmente graças a Xixi e Birulei. Porém, após bola rebatida dentro da área do Bucets, o The Veras empatou com Victor Petreche.

Após o empate o equilíbrio prevaleceu, não havendo uma equipe que se destacasse em relação à outra. Boas oportunidades de ambos os times surgiam. Faltando cinco minutos para o termino do primeiro tempo, Xixi marcou seu segundo gol na partida, em contra-ataque fulminante, chutando rasteiro à esquerda de Benga. Após o segundo gol, só deu Bucets, que ampliou mais uma vez o placar no fim do primeiro tempo. Xixi de novo.

O segundo tempo se caracterizou por uma postura extremamente ofensiva do The veras, que exigia do goleiro adversário, Caruso, boas defesas. Logo aos cinco minutos, Gabriel Borges fez um belíssimo gol em um chute de longa distância que encontrou o ângulo esquerdo, longe do alcance de Caruso. Dois minutos depois, Nico fez boa jogada individual e marcou o gol de empate, incendiando a partida.

O The Veras criava boas chances, mas não conseguia marcar. Depois de várias tentativas, a bola enfim entrou com o apertadinho Petreche. Foi a deixa para o Bucets partir para cima de novo. Birulei tentou surpreender, cobrando uma falta rasteira que passou pela barreira e foi no canto do gol, mas encontrou as mãos de Benga, que fez ótima defesa.

Mas a tarde pertencia a Xixi. Após ótima jogada individual, ele chutou do meio da rua com a perna esquerda e acertou o ângulo, fazendo o gol mais bonito da partida e concedendo o empate ao seu time. Logo em seguida, Bucets alcançava a virada com gol de Rodrigo Storch.

O Veras não se abalou e correu atrás do gol de empate. Kinho sempre estava presente nas oportunidades de seu time, mas perdeu boa oportunidade numa péssima hora. Após seqüência de defesas de Caruso, Veras chegou ao empate com Kinho. Faltando menos de cinco minutos para o final, uma falta perigosa para o Bucets. Era um momento de tensão, mas Tom pegou mal na bola e isolou. Do outro lado também existiu uma falta perigosa em cima de Kinho. Em uma boa jogada ensaiada Vitinho rola para Kinho, enganando os adversários que esperavam por um chute, mas o mesmo perdeu um gol incrível. A partida terminou em um empate com dez gols e um ótimo futebol demonstrado por ambos os times.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B

SNG 4 x 3 CA Perus

EM PARTIDA MUITO CONTURBADA SNG LEVA A MELHOR


Perus exagera na dose e é eliminado da competição

Por Vinicius Bento

A partida já começou de modo estranho. O pontapé inicial começou 40 minutos depois da hora marcada. E não começou apenas estranho, começou duro. Os dois times não estavam tirando o pé em nenhuma dividida. O Perus estava caindo bastante e o juiz não estava marcando. Em uma dessas caídas, Caio Cezar tentou revidar mas não conseguiu. Se o árbitro quisesse poderia já ter dado o azul para ele. Deveria, por teria evitado o desgaste até o desfecho trágico.

O Perus era mais rápido e o bom (de bola) Juan Carlos Cunha acertou um chute de longa distância que passou rente à trave. Seria um jogo claramente lá e cá. Depois de bela trama, Renê saiu na cara do gol e infelizmente desperdiçou em boa defesa do goleiro Rodrigo Lázaro.

O SNG seria mais eficaz durante a partida. No meio da muvuca, Abelha, acertou cabeçada e fez 1 x 0. Infelizmente Renê não estava tão eficiente quanto o time no decorrer da partida. Recebeu mais uma bola livre, deu belo calcanhar, mas desperdiçou porque o goleiro fez boa defesa de novo.

Continuava uma partida muito dura, firme e algumas vezes a força usada nas jogadas era desproporcional e excessiva. Começaram os desentendimentos com os juízes. Everton Jesus, conhecido como Besteira, apanhava bastante e após receber falta foi reclamar com o árbitro Renato. Os dois começaram a bater boca e o clima esquentou. Felizmente nem um dos dois ultrapassou o bate boca. Por enquanto.

O jogo se mantinha equilibrado no meio de campo. Quando um time conseguia produzir saía uma chance clara de gol. Abelha dá ótima bicicleta, que tira tinta da trave. O SNG continuava no ataque e Abelha, sempre ele, dando trabalho. Depois de lindo passe de Vairo, Abelha recebeu sem o menor ângulo, já na linha de fundo e tentou o arremate. A bola sofreu leve desvio no meio do caminho e morreu no fundo do gol! Gol muito comemorado pelo melhor em campo.

Já estava na hora do Perus diminuir. Besteira arriscou de longe e acertou o cantinho. William pulou, mas não alcançou. Besteira dava muito trabalho, infernizava a defesa e o goleirão William ia salvando.

A cena mais impressionante do primeiro tempo não ficou na bola. Quando ia fazer substituição, ficou claro no rosto de Allan, não só pelo peso da idade, a intensidade da partida. Depois de uma dividida no meio, o adversário levantou muito o pé e atingiu seu rosto. A chuteira do jogador do outro time deixou uma marca bem grande no rosto do famoso xerifão do SNG, mais acostumado a dar do que levar pesada na cara.

Juan Carlos Cunha também estava jogando bem e foi agraciado com o gol de empate. Acertou ótimo chute de fora da área (caminho mais rápido para se fazer gol no SNG) e o goleirão de novo não teve o que fazer. E assim terminou o primeiro tempo: 2 x 1.

E no segundo tempo o Perus começou com tudo. De novo em chute de fora da área, Pena virou a partida com um chute indefensável no ângulo. Foi então que Renê apareceu para se redimir. Depois de lateral de Tejeda, o camisa onze do SNG dividiu a bola no alto com o goleiro, e de cabeça empatou a partida. Tudo igual, 3 x 3.

A partida continuava pesada. Allan tomou outro chute no rosto, mas dessa vez de Wilsinho. A diferença é que dessa vez não saiu barato e o jogador do Perus tomou cartão amarelo.

O último gol da partida saiu dos pés dele, sempre ele, Abelha fez mais um. Saiu sozinho com o goleiro e virou a partida pela última vez. Depois disso veio a parte ruim da tarde, que nem deve ser lembrada de tão deprimente e covarde que foi a atitude do time do Perus. Mas como é jornalismo, descreveremos pela última vez o ocorrido.

O Perus queria o empate. Depois de falta cometida pelo SNG, todos do time adversário queriam cartão para o jogador que cometeu a infração. Partiram todos para cima do árbitro conhecido por Carioca. Juan Carlos Cunha se excedeu muito e, num ato claro de desrespeito a todos ali presentes e ao torneio, deu um soco no árbitro. Este não deixou por menos e foi para cima do camisa seis do Perus. Carioca não tinha o que fazer. Todos os jogadores do Perus correram para impedir.

No meio da confusão, o outro juiz, Renato, foi tirar Carioca de lá e acabou caindo no chão enquanto puxava seu amigo que era empurrado. “Eles estavam descontrolados, poderia sobrar para todo mundo”, disse Renato. A cena era deprimente. De algum modo, Carlos Eduardo foi empurrado para fora da quadra, derrubado e agredido por quatro jogadores do Perus, um deles acertou um chute no seu nariz. Ajudado por jogadores do SNG, o juiz se levantou. Estava sangrando muito. Era inacreditável que por motivo algum um time tivesse perdido total controle como aconteceu naquele instante.

A confusão continuou fora da quadra, mas a descrição não se enquadra mais ao restante dessa coluna. O Perus foi desclassificado da competição e todos os jogos anteriores foram anulados, como se nunca tivessem ocorrido. O Perus passa a ser um time esquecido para o Chuteira de Ouro.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A

Med Taubaté 9 x 1 Xoro Paro

MED DÁ SACOLADA EM CIMA DO XP


Med mostra sede de gol e goleia sem dó nem piedade seu adversário, mas em nenhum momento o menospreza ou diminui o nível de seu futebol


Por Renato Malaguti

O jogo entre Med Taubaté e Xoro Paro caracterizou-se por um futebol extremamente ofensivo do Med e uma desorganização generalizada do XP. Em alguns minutos de bola rolando o Med foi pego de surpresa e tomou o primeiro gol da partida, feito por Felipe Castro, após boa assistência de Erick. Até os dez minutos ocorreu certo equilíbrio na partida, ambos os times atacavam perigosamente. O goleiro do Xoro Paro, Danilo, teve que trabalhar algumas vezes, fazendo boas defesas.

Diante da confusão no jogo na quadra ao lado, a partida foi paralisada. Parece que isso ajudou o Med, que voltou com outra cara. Logo no início da volta Bruninho fez o gol de empate. Sem dar tempo para o adversário se ajeitar em campo, o Med fez mais dois gols, um em seguida do outro, mas ambos marcados por Xavier. Após três gols em quatro minutos o XP balanceou a partida, fazendo o goleiro Jura trabalhar. Mas foi o Med que voltou a marcar, em cobrança de falta batido por Boca. Dali até o final do primeiro tempo só deu Med.

Logo no início da segunda parte Gustavo Cincotto do Xoro Paro acertou a trave, tentando esboçar certa reação do seu time, mas foi em vão. Aos dois minutos Bruninho marcou mais um para o Med. Com quatro gols de diferença, o time de Taubaté não estava satisfeito. A sede de gol era evidente, e aos dez minutos saiu outro, em mais uma bonita jogada ensaiada por Xavier e Aníbal, que chutou rasteiro no quanto direito do goleiro.

O time do XP estava desorganizado em quadra, tendo certos desentendimentos entre os companheiros. Dificilmente o time criava oportunidades, já estava aniquilado pelo Med.

Sem menosprezar o adversário ou baixar o nível de seu futebol, era responsável pelos melhores lances do jogo e ampliou o placar mais vezes. Xavier e Aníbal voltaram a marcar. Jogadores do Xoro Paro queriam que a partida terminasse o mais rápido possível.

Como observado, os destaques da partida foram Xavier, Bruninho e Aníbal. Estava 8 x 1 e o jogo parecia estar acabado, mas bem no finzinho Guilherme, que também demonstrou um ótimo futebol, fechou a goleada com raça, fazendo 9 x 1, encerrando um belíssimo jogo, que deu gosto de ser assistido.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B

Arouca 2 x 3 Kadência

KADÊNCIA SURPREENDE , DERRUBA AROUCA E SOBE NA TABELA


Com bela apresentação de Leonardo Valente, figura carimbada nos MVPs dos jogos do Kadência, time de Paulinho chega à 3ª posição do grupo depois de estar na zona de descenso


Por Vinicius Bento

Era uma partida que chamava muita atenção, principalmente por um dos confrontos mais limpos e interessantes da tarde: Vitão do Arouca, e Leonardo Valente, do Kadência.

Os dois times eram muito parelhos e consequentemente a partida começou bem equilibrada. A primeira jogada de perigo mesmo demorou um pouco para acontecer e saiu na forte jogada aérea do Arouca. Após bom cruzamento de Marquinhos, Caio Martins acertou bela cabeçada para o chão, como o manual manda, e acertou a trave.

O Kadência também resolveu começar a jogar e logo em sua primeira subida, Correa conseguiu uma bola de frente para o gol, mas infelizmente isolou por cima do gol. O Kadência tem figuras carimbadas em cada jogo, como Gian e Leonardo. O camisa dez, Gian é muito habilidoso e em uma de suas subidas pegou a bola de trás, conduziu e deu passe açucarado para Paulinho, que saiu na cara do goleiro. Mauricio, goleiro do Arouca, saiu muito rápido do gol e conseguiu abafar o chute. A bola saiu prensada e o gol que era quase certo não aconteceu.

Júlio Sergio reclamava muito das faltas marcadas contra o seu time. O bom marcador batia bastante no meio de campo e mesmo assim não parava de falar no ouvido do árbitro. Tem gente que só aprende quando tomar cartão, ou nem isso...

O time de vermelho começava a ser superior na partida. Tinha mais posse de bola e mais técnica. Gian, Leonardo e Paulinho estavam dando muito trabalho e obrigando o Arouca a jogar no contra-ataque. Estratégia perigosa. Quando os contra-ataques saíam, o goleiro improvisado Leandrinho fechava o gol como podia. Mesmo com essa pressão, a primeira etapa terminou sem gols.

No segundo tempo era interessante ver como o ataque do Kadência equivalia-se à defesa do Arouca. Vitão e Caio Martins marcavam com precisão cirúrgica e sem dar espaço. E não faziam só isso. Em contra-ataque, Vitão, sempre ele, leva a bola até o ataque e rola para Marcos Vinicius fazer um belo gol. O primeiro da partida.

O Arouca começava a se arriscar mais no ataque. Em boa jogada de corpo, Tafelli chuta e a bola parece que vai entrar. Lucas Janaudis aparece na hora H e salva a bola em cima da linha. Esse segundo gol poderia ter definido a partida.

A defesa do Arouca continuava muito eficaz. Impressionante como todos se ajudavam. Porém, uma hora aconteceria uma falha. Leonardo Valente começou a merecer o título de MVP da partida quando acertou o canto do goleiro, depois de saída de bola errada da defesa. 1 x 1.

E poucos minutos depois, ele de novo fez mais um e virou o jogo após rebote do goleiro. Não satisfeito, ainda deu belo passe para Paulinho, que ganhou na velocidade do defensor adversário e deu um toque sutil por cima do goleiro. Realmente uma pintura!

O Arouca tinha que ir para cima. Já era final de jogo e estava na hora do tudo ou nada. Marquinhos entendeu isso e foi para cima, acertando um belo chute no canto de Leandrinho que nem pulou na bola. Não teve a menor chance de defesa. 3 x 2.

O jogo terminou assim e o Kadência conseguiu uma vitória impressionante. E impressionante mesmo será o próximo jogo contra o Joga 13. O Arouca surpreende pelos seus altos e baixos. Em uma semana faz uma partida sensacional, em outra dorme e é batido mesmo dando muitas dificuldades ao adversário.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A

Bengalas 4 x 0 Real Paulista

REAL PAULISTA DECEPCIONA E É PRESA FÁCIL DO BENGALAS


Em tarde de pouca inspiração e vibração, Real Paulista não dá nenhum trabalho para o sempre favorito Bengalas


Por Vinicius Bento

Alguns poderiam esperar certo equilíbrio para o confronto entre Bengalas e Real Paulista. Mero engano. Aliás, o começo ainda foi equilibrado. Até que o Bengalas marcou e dominou sem problemas todo o jogo.

Alguns minutos após o pontapé inicial, Panela intercepta passe da defesa adversária e chuta. O goleirão Baki faz ótima defesa, no cantinho mesmo, e joga ela para escanteio. Depois disso começou o bombardeio do Bengalas. Após reposição de bola do goleiro Ricardo Conceição, Panela domina mal e Vini Costa rouba a esfera, passa por dois defensores e com um toque no canto mata o goleirão.

O RP ainda tentava esboçar uma reação. Panela, sempre ele, leva a bola para o meio, dá passe para Gará, mas infelizmente ele não consegue a conclusão a gol.

Os dois times cozinhavam muito, e faltava um ataque mais efetivo, uma conclusão para o gol. Quando isso aconteceu, Rodrigo Pato levou a bola até a linha de fundo e cruzou para trás, para a conclusão do irmão mais velho, Ritolê. 2 x 0.

Já que o ataque do Real não estava uma “brastemp” naquela tarde, a defesa se portava bem. Rudy e Marcinho marcavam bem e se comportavam de maneira imponente atrás. Infelizmente faltava um pouco de técnica para sair com a bola e quem sabe talvez até armar alguma jogada.

O Bengalas precisava ser mais incisivo e se fosse poderia abrir uma vantagem maior no marcador e ficar tranqüilo pelo resto da partida. Vinicius Costa usava bem sua técnica para conduzir o time à frente, mas não conseguia passar pela barreira vestida de preto. Atrás, o time de branco tinha um diferencial. Nando foi impecável na primeira etapa.

Na segunda etapa ficava claro que Vini desequilibrava. E infelizmente o Real Paulista não tinha chance para muita coisa, pois o outro time começou o segundo tempo marcando muito. Não deixava uma oportunidade clara de gol para que o adversário concluísse. Em uma das poucas chances do RP, Marcinho conduziu e atirou contra o gol. Baki bateu roupa e a bola acertou a trave. Quase que o time de preto diminuiu.

Quando o Real vinha não conseguia passar por um muro chamado Baki. Literalmente. O goleiro defende bem, a bola não passa por ele, mas em compensação ele não segura uma! Tudo que vem volta. Os antigos comentaristas chamariam o goleiro de “mão de pau”.

Se já estava difícil para o Real, imagine depois que Vini Costa, em contra-ataque, dribla um, puxa para a esquerda e acerta o ângulo? Ficou mais difícil ainda, para não dizer impossível. Já era finalzinho de jogo e para encerrar a fatura Rodrigo Pato recebe lançamento, dribla o goleiro e garante o placar. 4 x 0 e pronto.

Na próxima rodada o Real Paulista terá a dificílima tarefa de parar o camisa 10 do Bucets, que recebeu elogios de Caio Ribeiro. Parar o craque adversário não é impossível, mas vencer o jogo com o ataque jogando o que jogou hoje vai ser bem difícil. O Bengalas terá de suar na próxima partida. Pega o forte time do Treinadores do Braz e vai precisar jogar tanto quanto jogou nessa sexta rodada em jogo que vale a liderança do Grupo A.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B

Estudiantes de la Vila 5 x 3 Joga 13

ESTUDIANTES MANTÉM JOGA 13 NA FREGUESIA


Estudiantes tem em Caio e Lorente seu ponto forte em mais uma vitória dos meninos da Vila sobre o Joga 13


Por Renato Malaguti

O Joga 13 até começou com forte marcação (característica típica da equipe), impedindo os jogadores do Estudiantes de jogar, mas logo aos cinco minutos de jogo uma falta perigosa para o Estudiantes terminou em gol e destruiu a proposta do 13. O gol foi marcado por Lorente, que contou com a sorte, pois seu chute enganou o goleiro após um desvio.

O jogo corria bem, com poucos destaques individuais. Um deles era Rafinha Souza, voluntarioso na marcação, que fechava a zaga para o Estudiantes. Ele também estava sendo fundamental na jogada aérea, principalmente nos escanteios. Aos dez minutos o Joga 13 conseguiu empatar com Felipe, mas não teve muito tempo para vibrar, pois logo em seguida Rafinha fez o que mais sabe – gol de cabeça Ele já havia quase marcado alguns minutos antes, o que devia ter aberto os olhos da defesa do Joga 13. O gol amadureceu o futebol do Estudiantes, que passou a dominar o jogo até os vinte minutos, exigindo boas defesas de Caieiras. O desempenho de Rafinha ainda era bom, mas caiu um pouco, pois estava fazendo faltas desnecessárias. Faltando um minuto para o término do primeiro tempo, o oportunista Caio Ferin ampliou o placar para o Estudiantes.

O segundo tempo começou com gol. O 13, após boa troca de passes, diminuiu com Choco. Aos cinco minutos, numa tentativa de gol, Rafael foi amarelado, pois chutou a mão do goleiro quando este já tinha defendido. Apesar do 13 correr atrás do marcador, foi o Estudiantes que quase chegou lá. Após boa jogada individual de Lorente, o mesmo passou para Leandro Raito, que recolocou seu time a dois gols na frente do placar.

Não demorou e Caio Ferin marcou mais um. Pode-se dizer que foi o gol mais bonito da partida, em que ele correu quase o campo inteiro, driblando ou passando com velocidade pelos jogadores do Joga 13. Ao adentrar a área, chutou no canto esquerdo de Caieiras, sem chances. 5 x 2.

O gol deu ao 13 a fagulha para o desentendimento, o que deixou o Estudiantes bem e criando as melhores chances de gol, como uma em que Piero desperdiçou gol feito já sem goleiro na jogada. Ao fim, Choco marcou de novo, mostrando que ele era o nome de maior sobriedade e garra do time na partida. Mas ficou nisso, o 13 perde a segunda e vê o Estudiantes crescer na competição.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A

Elefantes Indomáveis 5 x 4 Roleta Russa

ELEFANTES INDOMÁVEIS VIRAM PRA CIMA DO ROLETA


No jogo mais emocionante da rodada o Elefantes Indomáveis consegue boa vitória de virada, com dois gols nos últimos instantes de jogo


Por Renato Malaguti

Para todos os amantes do futebol, nada é mais gratificante do que assistir a uma partida com vários gols, futebol eficiente e acima de tudo jogado com raça. E foi isso que os privilegiados que acompanharam ao jogo dos Elefantes Indomáveis contra o Roleta Russa presenciaram.

No início da partida ambos os times mostravam bom desempenho dentro de campo, mas a equipe do Roleta se destacava mais, principalmente com Nação. Logo aos dois minutos de jogo ele aproveitou rebote do goleiro e marcou de forma oportunista. Em seguida, ele acertou a forquilha, após ótima jogada individual, esbanjando categoria e força.

Com o andamento do jogo a equipe do Elefantes Indomáveis conseguiu o empate, mas nem teve tempo para comemorações, pois tomou mais um gol em uma jogada bem articulada, finalizada de forma indefensável por Alemão, que acertou o canto inferior esquerdo de Chacha.

Faltando cinco minutos para o término da primeira etapa, o Elefantes empatou o jogo. Daniel Teske lançou para Cauê, que pegou de prima e converteu. Nessa jogada pode-se observar os dois melhores jogadores do Elefantes em campo. Quase no fim do primeiro tempo numa falta perigosa para o Elefantes, a jogada foi ensaiada com perfeição e deixou Guaraná desnorteado. Gol de Douglas. O primeiro tempo terminava com os elefantes na frente do placar.

No segundo tempo o Roleta voltou pressionando muito. Logo no primeiro lance, Nação quase faz mais um. Em seguida, Alemão criou ótima oportunidade em um bom chute, mas foi parado por Chacha, que estava em noite inspirada, fato que dificultou muito a vida do Roleta.

Tanta pressão não foi em vão. Aos dez minutos o Roleta conseguiu deixar tudo igual. Alemão chutou forte cara a cara com Chacha e converteu. Alguns minutos depois ele marcou mais um, virando a partida. Dessa vez ele contou com a sorte, pois seu chute foi desviado e acabou pegando o goleirão de surpresa. 4 x 3 e Roleta assume a liderança novamente.

A partida estava parcialmente balanceada, com os dois times criando boas chances, principalmente com Nação e Alemão pelo Roleta e Cauê pelos Elefantes. Faltando menos de cinco minutos par ao fim, o clima era de tensão e o Elefantes lutava pelo empate. Aos 22 minutos, Daniel Teske marcou um gol que ascendeu as esperanças do Elefantes. Aos 25, o mesmo camisa 10 virou heroicamente e derrubou o Roleta Russa.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B

Acidus 2 x 3 Fiorella Brasil

FIORELLA VEM COMPLETO E COMEÇA REAÇÃO


Nem mesmo a ótima apresentação do goleiro Diego salvou o Acidus no final


Por Vinicius Bento

Foi uma das partidas mais equilibradas da tarde, cheia de empates e gols. O Acidus entrou como franco favorito na partida, principalmente pela posição do adversário na tabela de classificação – lanterna. Só não contavam com a volta dos melhores jogadores do time adversário.

Robinho começou a partida conduzindo o time com muita velocidade. Ambos os times vinham com rapidez e arremates a gol, daí o alto índice de trabalho para os goleiros. Diego, goleiro do Acidus, merecia atenção no começo da partida pelas belas defesas que estava fazendo.

Durante os minutos iniciais o Acidus tinha mais posse de bola, porém quando o Fiorella vinha, ele era bem mais perigoso. Ironicamente o gol do Fiorella não saiu em uma das suas jogadas, mas sim em um erro da defesa. Lói errou passe fácil e Van-Van roubou a bola, avançou e tocou na saída de Diego. A bola ainda passou entre as pernas de Louiz e entrou.

O ataque do Fiorella continuava perigoso, com Van-Van e João Paulo Arcanjo davam muito trabalho. Diego estava se desdobrando de baixo das traves para pará-los. Quando o volume de jogo do Fiorella era maior, Pupo e Philip fizeram ótima tabela, mas na hora do arremate a defesa salvou.

No finalzinho do primeiro tempo, Marcelo entrou em campo e foi correndo para receber no segundo pau uma cobrança de escanteio. Ele dominou e empatou a partida a poucos segundos do fim do primeiro tempo.

Na etapa final, os dois times estavam muito iguais, o Fiorella era um pouco mais efetivo. O que não evitou que o time perdesse boas chances também. Van-Van recebeu bom passe, saiu na cara do goleiro Diego e na hora de finalizar se precipitou e mandou a bola longe.

Infelizmente o Fiorella não desperdiçaria outra chance tão clara. Em jogada pela direita, Tiago Silva dispara pela lateral e invade a área. Com a chegada da zaga, ele toca na saída de Diego e faz a bola morrer mansinha no fundo do gol. 2 x 1.

Não demoraria muito até o Acidus empatar. Em jogada pela esquerda, Robinho avançou driblando e cruzou na segunda trave, onde estava Philip. O matador acidiano matou a bola errado mas mesmo assim ainda conseguiu consertar e deixar tudo igual no placar.

Após esse empate o time marca-texto se lançou ao ataque com muito mais vigor, abrindo mão de um zagueiro e tentando sufocar o Fiorella. Porém, abria espaço para os contra-ataques do adversário. Em um deles, mas já com a defesa composta, Rogério Silva aproveitou vacilo na hora de afastar da zaga e chutou forte, no meio do gol. Um leve desvio fez com que Diego perdesse o tempo da bola. A mesma ainda bateu na mão do goleiro mas mesmo assim entrou, dando números finais à partida.

O Acidus vai para a segunda partida sem vitória e mesmo assim ainda está em quarto lugar. Na próxima rodada irá enfrentar o time do Bacana e precisará de boa marcação em cima de Luisinho, que com certeza dará muito trabalho. O Fiorella, se continuar vindo completo, tem tudo para escapar dessa situação incomoda em seu grupo.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A

Treinadores do Braz 4 x 2 Primatas

TREINADORES VENCE PRIMATAS SEM MUITAS DIFICULDADES


Técnica e experiência são decisivos para que Treinadores do Braz derrote Primatas, siga na frente e acentue crise na equipe do falastrão Fenômeno, que ultimamente tem falado muito pouco


Por Renato Malaguti

Desde o início do jogo a característica foi um futebol pegado e muito disputado, em que a equipe do Treinadores do Braz, líder do Grupo A, mostrava mais posse de bola e chegava mais vezes ao gol. E isso mesmo sem sua estrela Bruno Valdívia. O bom goleiro do Primatas, Vitinho, foi obrigado a trabalhar uma série de vezes na partida, mas sem a contribuição do time como um todo era impossível obter a vitória.

O primeiro gol da partida saiu aos treze minutos, em uma bonita jogada individual a la pivô de futsal de Carlão Pedretti. Ele girou em cima da marcação e chutou forte, sem chances para Vitinho. Porém, logo em seguida, numa falta perigosíssima para o Primatas, próxima à entrada da área, Kako chutou no mesmo canto do goleiro João e empatou. Todavia, o mesmo perdeu a bola no campo de defesa e deu de bandeja o gol para o Treinadores, que voltou a comandar o marcador com o sempre eficiente e ótimo Binho.

O jogo era marcado por boas defesas de ambos os lados. O Primatas não jogava mal, mas encontrava dificuldades em atacar, pois o Treinadores, liderado em seu setor defensivo por Juba e Edgard, estava bem posicionado. Experiência e força física pareciam fatores importantíssimos para o time do Treinadores, que tomava conta do jogo de forma técnica e cadenciada.

O fim do primeiro tempo chegou sem muitos gols. Estava 2 x1 para o Treinadores, mas eram poucos os ataques da equipe do Primatas. No início da segunda parte o Primatas até que equilibrou as coisas, mas, ao passar os primeiros minutos, o fator experiência contribuiu para o Treinadores. Algumas oportunidades eram desperdiçadas pelos dois times e ambos goleiros estavam muito bem em campo. Só aos 15 minutos aconteceu outro gol, marcado novamente por Binho, que ampliou para 3 x 1 e praticamente matou o Primatas.

O Treinadores mantinha o bom nível técnico, tocando muito bem a bola e marcando de forma excepcional. Enquanto isso, o Primatas não desistia: corriam bastante e lutavam para diminuir o placar. Mas as tentativas não foram favoráveis. Aos vinte minutos, pênalti para o Treinadores. Kiwi foi para a cobrança e chutou forte no canto. Vitinho até acertou o lado, mas de nada adiantou. Kiwi vibrou muito o gol em cima do goleirão do Primatas.

O time do Primatas ainda tentava atacar, já sob pressão dos times adversários, que do lado de fora adoravam a derrota da equipe símia. E nessa luta contra tudo e todos – o que vai marcar a busca do Primatas para não voltar à Série Prata –conseguiu arrumar um pênalti, convertido por Gui Fenômeno. O fim da partida foi marcada por um certo balanceamento que comprovou a raça do Primatas, que mesmo precisando de muito em pouco tempo não desistiu até o último segundo.

IX CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B

MachuPichu 0 x 4 Bacana

EM DUELO DE TIMES VELOZES BACANA LEVA A MELHOR


MachuPichu joga mal de novo e é pressa fácil para um time muito superior


Por Vinicius Bento

Vendo de fora os dois times eram bem parecidos. Jogadores jovens, rápidos, goleiros bem uniformizados, tudo aparentava uma partida equilibrada. E logo no começo o Bacana já foi para cima e Vitinho Saraiva acertou um balaço de fora da área, sem a menor chance para o goleiro Pipo. 1 x 0.

O MachuPichu tentou mostrar que iria engrossar a partida. Jogava rápido, tão rápido quanto o Bacana. Poucos toques na bola e bastante velocidade. Após cobrança de lateral, Thiago Branco viu a bola na sua frente, limpa. Ao invés de dominar, resolveu chutar de primeira e furou feio.

Mas infelizmente o MP ficou um tempo dependendo desse gol que não saiu. O Bacana pressionava muito mais e após cruzamento de Napolitano, Yanes acertou o travessão. Porém, na próxima o camisa 9 bacana não perdoou e fez 2 x 0.

O MP ainda arriscou mais uma jogada de ataque. Ricci recebeu na cara do goleiro e arrematou. O goleiro Bruno Guido tocou com a ponta dos dedos na bola e ela bateu no travessão e saiu. Depois disso a vantagem do Bacana continuou crescendo. Em chute cruzado, Demehur fez mais um. Não perca a conta, já está 3 x 0. Era bem visível de fora qual time era superior.

Para o azar do MP, quando eles chegavam o goleiro do Bacana se saía muito bem. E para terminar de completar a goleada, Luisinho, muito habilidoso, técnico e não desiste fácil das jogadas. Estava dando muito trabalho aos adversários e merecia fazer o seu.

Porém, contra todos esses fatores o MP equilibrou a partida. Thiago Branco era o mais habilidoso da equipe e estava conseguindo dar ritmo ao ataque. Algumas vezes sentia-se que o MachuPichu poderia ainda dar um sinal de vida. Mas não era tarde do time de preto mesmo. Logo no começo da segunda etapa, Ricci perdeu um gol espetacular. Sozinho, praticamente embaixo da trave, ele foi dar um tapa nela e chutou para fora.

Segunda etapa morna. Não estavam saindo grandes jogadas por parte dos dois times. Para dar uma esquentada no clima da partida, Roberto Kiko, goleiro que entrou no segundo tempo, deu um belo chapéu em Leonardo Ambrósio.

Pipó, goleiro do MP, fez boas defesas no final da partida, evitando o que poderia ser uma goleada. Mas, para encerrar a fatura, Luisinho fez um golaço. Em cobrança de falta ele acertou o ângulo do goleiro adversário, que não teve a menor chance de reação.

O MachuPichu perdeu mais uma. A situação parece preta para o time, que na próxima rodada vai enfrentar nada mais nada menos do que o SNG, melhor time do grupo. O Bacana enfrentará um time à altura, o Acidus. Será uma partida bem equilibrada.



III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

Locomotiva Tarja Preta 6 x 1 NGM

LOCOMOTIVA GOLEIA NGM SOB OLHARES DE CAIO RIBEIRO


Nem a ilustre presença do comentarista da Globo livrou o NGM da goleada

Por Douglas Almasi Santos

O jogo teve início sob um sol que castigava os atletas dentro da quadra. O Locomotiva era favorito ante o NGM, e não decepcionou. O time partiu para cima e logo de cara abriu o marcador com Lilo, que apenas teve o trabalho de empurrar a bola pra dentro após passe de Kadson. O NGM, que teve como torcedor ilustre o ex-jogador de futebol e atual comentarista da TV Globo Caio Ribeiro, esboçou uma reação, e na sequência, empatou o jogo, com Ciro, após rebote do goleiro. No lance seguinte, o time quase virou a partida, depois de uma cabeçada de João Carlos acertar a trave. O NGM assustou, mas o ímpeto arrefeceu ali.

Dois minutos e o Locomotiva ficou novamente em vantagem: após bela troca de passes, Toninho recebeu e fuzilou no canto esquerdo do goleiro Farillo. A partir daí, o que se viu foi uma ampla superioridade, com o Locomotiva, que jogou de colete verde, trocando muitos passes, tentando achar uma brecha para aumentar o seu saldo. Em um grande lance, Renan fez boa jogada pelo meio e chutou no ângulo, obrigando o goleiro a fazer uma linda defesa. O lanterna do grupo ainda resistiu, levando até um certo perigo. No final da primeira etapa, quem já ganhava destaque era o goleiro Farillo, com belas defesas, levando o placar, mesmo adverso de 2 x 1, para o intervalo.

Caio Ribeiro veio acompanhar o desempenho do NGM, que, segundo ele, “a fama não é das melhores (risos)”, e também o seu cunhado, Márcio, jogador do time. Caio não acredita em uma reação para o segundo tempo. “Virar a partida é difícil, um empate já seria uma zebraça”, comentou o ex-jogador. “Estão fora de forma”, completou. Com o reinício do jogo, o Locomotiva veio decidido a liquidar a partida e construir uma goleada. Naquele instante, com sua inspiração, o goleiro Farillo passou a ser o grande nome do NGM, com belas intervenções.

Mas um pênalti acabou com a alegria dele e de Caio Ribeiro: Cacá bateu no canto direito do goleiro e aumentou o placar. O quarto gol saiu após jogada de Oscar pela esquerda, que chutou, o goleiro defendeu, mas no rebote o próprio tocou pras redes. O cansaço foi batendo nos jogadores do NGM, e o Locomotiva apenas se aproveitou: fez o quinto com Brunno, após receber passe pela direita e fuzilar no ângulo do goleiro, e o sexto, depois de grande triangulação entre Renan, Menotti, até Toninho empurrar para o gol. Farillo realizaria mais uma bela defesa, mas a partida terminou com o placar de 6 x 1 para o Locomotiva.

Para Renan, um dos destaques do Locomotiva no jogo, a arbitragem se complicou um pouco. “O juiz inverteu faltas, não deu um gol, fica complicado”. Sobre a equipe, ele elogiou o desempenho do time, mas que “pode melhorar mais”. “Falta movimentação ao time, só assim vamos crescer”, disse um dos articuladores do Locomotiva.

Já para o principal destaque do NGM, o goleiro Fê Farillo, a equipe fez uma bela atuação. “Foi a melhor partida do time”, afirmou o arqueiro. Ele ainda culpou o tempo pelo cansaço do time na segunda etapa: “O sol atrapalhou”. O Locomotiva goleou e se recuperou da última derrota, subindo para a sexta colocação na classificação. Já o NGM prossegue com o seu martírio: última posição no grupo. E precisará cada vez mais de torcida, como a que teve no sábado, sendo ela de anônimos, ou de ilustres, como Caio Ribeiro.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO B:

TCM 4 x 3 Fora de Série

TCM DERRUBA ÚLTIMO INVICTO DO GRUPO B


Galáticos do Fora de Série perdem jogo e a cabeça com a arbitragem em jogo marcado por gols anulados, ofensas pesadas e desrespeito até com a Organização

Por L. F. Saninana

Fora de Série e TCM fizeram uma grande partida, com direito a virada, polêmica com arbitragem e o sol do meio dia atrapalhando. O TCM vinha de derrota para o Invictus – porém, um futebol de vontade que quase lhe deu a vitória no final daquele jogo – e precisava da vitória para não se distanciar da zona de classificação. Já o Fora queria disparar na liderança do Grupo B. A novidade dos Blues foi a volta de Casari ao gol, depois de ficar de fora por problema de lesão no dedo. Mas as atenções estavam voltadas mesmo para a quadra ao lado, onde jogavam Locomotiva Tarja Preta e Não Guento Mais pelo Grupo A. Atletas e torcedores dessa partida contaram com a presença ilustre do comentarista global de futebol, Caio Ribeiro, que estava torcendo para o NGM.

Com a bola rolando na quadra 10, o Fora começou pressionando e abriu o placar com Lapa fazendo de letra do meio da área. Logo depois PH fez o segundo cobrando falta pela ponta esquerda. Parecia que os galáticos da Série Prata fariam mais uma vítima e mais uma goleada estava por vir.

Porém, o TCM conseguiu igualar a partida mesmo com dois gols de desvantagem. A equipe do Tá Com Medo saiu para o jogo e pressionou, principalmente arriscando chutes de fora da área. A primeira polêmica com a arbitragem ocorreu em uma das investidas do TCM ao ataque. A bola bateu na mão de Rica dentro da área e a árbitra marcou pênalti, revoltando toda a equipe de Clebão. Na cobrança, Neninho mandou no travessão.

Ainda no primeiro tempo, Rodrigo Cunha, que atuou como treinador na partida devido a uma lesão, foi expulso por reclamação. Já do lado de fora da quadra, Rodrigo continuou dando instruções a sua equipe e ao mesmo tempo xingava e hostilizava a árbitra do jogo. Havia poucos torcedores acompanhando a partida, com isso era visível e irritante ver a revolta de Cunha contra a arbitragem, que pulava de buraco em buraco da grade ofendendo a arbitragem.

Aproveitando que o FdS estava preocupado em reclamar da arbitragem, o TCM foi para cima e diminuiu com Thiagão, que roubou a bola na entrada da área e chutou rasteiro para fazer 2 x 1. Era a tarde do camisa 11. Guga cobrou falta pela ponta esquerda, a bola passou por Casari, bateu no travessão e sobrou para Thiagão, em cima da linha, empatar o jogo.

Antes do intervalo, mais um lance revoltou a equipe do Fora de Série. Argentino sofreu falta na entrada da área, mas conseguiu passar para PH na direita da área, que fez o gol. O juiz anulou e preferiu marcar a infração em cima do camisa 6.

O TCM voltou para o segundo tempo com a mesma disposição que terminou o primeiro. Logo no começo da etapa final de jogo, Neninho cobrou falta pela ponta direita e acertou o ângulo oposto de Casari, virando o jogo. O calor era muito grande, mas parecia que apenas o Fora sentia, pois o Tá Com Medo jogava para frente. A tendência era que a equipe do TCM recuasse, pois tinham acabado de virar o jogo contra o melhor time do Grupo B do Chuteira de Prata, mas não foi isso que aconteceu. Eles pressionaram e conseguiram fazer 4 x 2 com Gam, que avançou pela esquerda, puxou para o meio e bateu rasteiro.

Com dois gols de vantagem, aí sim, a equipe recuou e deixou o Fora ir para cima. Os Blues estavam sedentos para diminuir o placar. Tanto que quando Lapa sofreu falta na entrada da área, a falta foi cobrada rápida e Orley fez o gol. O juiz mandou voltar e pediu que esperassem o apito. Argentino então cobrou forte no canto esquerdo do goleiro e diminuiu para 4 x 3. Com apenas um gol de diferença o Fora foi para cima deixando o contra-ataque para o adversário. Com a pressão exercida pelos Blues, Paulo Lorenço, arqueiro do TCM, se virou como pode embaixo das traves, para segurar o resultado. Em uma cobrança de lateral, a bola foi jogada para a área, Rica chegou de trás e bateu de primeira. O goleiro fez uma linda defesa.

Faltando poucos minutos para o fim da partida, Lapa perde bola no campo de defesa próximo à lateral, cai e quando o atacante saía para o contra-ataque, ele prendeu a perna do mesmo. Acabaram por se enroscar e aí a turma do Fora, já pilhada, foi pra cima acusando o adversário de pisar em Lapa. Deu empurra-empurra, bate boca, mais xingamentos com arbitragem e só amarelinho para um de cada lado. O organizador da competição, Lucas, teve que entrar em quadra e conter os ânimos da equipe de Clebão e acabou sendo hostilizado por vários jogadores do time. Rica foi o premiado do cartão pelo Fora e, diante disso, revoltado com a punição, o capitão da equipe resolveu sair de quadra.

Depois de toda a confusão, o árbitro apitou o final de partida e a vitória ficou com o TCM, que jogou muito bem e soube segurar uma das melhores equipes do Chuteira de Prata. O Fora de Série tenta se reabilitar, e segurar a ponta da tabela, na próxima rodada contra o Jeremias. O TCM busca sua segunda vitória consecutiva e entrar no G-8 contra o Coringa.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

Red Devils 3 x 4 Voando Baixo

VOANDO BAIXO DERRUBA DEMÔNIOS NO FINAL


Uma boa partida, com equilíbrio dos dois lados. No fim, o Voando Baixo levou a melhor

Por Douglas Almasi Santos

O jogo prometia. De um lado, o Red Devils, que queria assumir o segundo lugar do grupo e se aproximar do líder Fúria. Do outro, o Voando Baixo, que almejava ultrapassar os Devils na tábua da classificação, e assim chegar a uma posição melhor na tabela. Fato era que os dois times vinham em ascensão na competição e colocariam à prova o bom futebol. Apesar da pouca torcida, quem acompanhou o jogo não se arrependeu. O início foi bastante equilibrado, com as duas equipes se movimentando muito, tentando encontrar espaços nas defesas. O primeiro bom lance foi aos 3 minutos de jogo, com um belo chute de Neguinho, dos Devils, obrigando o goleiro adversário a fazer boa intervenção. Neguinho ainda acertaria a trave, após sobra de um lateral. Mas o gol não saiu.

Os Devils passaram a pressionar mais e abriram o marcador com seu ótimo camisa 10: um pouco após a linha central da quadra, Neguinho arriscou e guardou no canto direito do goleiro. Mas nem deu muito para comemorar, pois no lance seguinte, em um descuido da defesa, a bola foi passada para Gabriel, que com um lindo toque deslocou o goleiro Criança, empatando a partida para o Voando Baixo. A zaga dos Devils passou a deixar muitos espaços, e Gabriel quase virou a partida. A pressão do Voando Baixo era maior, e o segundo gol saiu após sobra de bola e um chute de Assolan no canto do goleiro: 2 x 1.

Mas novamente o empate veio em seguida: em uma linda jogada, avançando pelo meio e driblando dois marcadores, Raphael Santos chutou, o goleiro defendeu, mas no rebote, Gabriel guardou. O jogo estava muito disputado e leal. Até então, com 2 x 2, nenhuma falta havia sido marcada, e já se passava de mais da metade do primeiro tempo. A partida teve alguns lances de perigo, mas terminou empatada na primeira etapa. Nathalia Rodrigues, torcedora do Red Devils, acreditava na vitória da equipe. “O jogo está acirrado, os dois times são bons. Apesar da desvantagem no banco de reservas dos Devils, acredito na vitória”, disse ela.

O segundo tempo começou mais pegado, com os dois times buscando a vitória. O equilíbrio era constante, com as defesas predominando em relação aos ataques. Os dois goleiros seguravam o empate até então. Mas os Devils voltaram à frente do placar após um bate e rebate na zaga encontrar o pé de Salvador, para que, livre, chutasse e marcasse. E mais pressão dos vermelhos, desta vez em busca do quarto gol a fim de se tranquilizarem. O jogo passou a ter momentos que somente a garra fazia a diferença. Um novo empate veio com uma linda jogada de Caballero, que marcou, dando mais dramaticidade à partida.

O jogo encaminhava-se para um clássico empate em 3 gols. Algumas jogadas mais ríspidas, pois ninguém queria perder o embate. As chaves do jogo foram conhecidas no último minuto. Em um ataque dos Devils, Salvador chutou, e o goleiro Henrique fez boa defesa. No contra-ataque, Caio Pisano recebe a bola e marca, decretando a vitória do Voando Baixo, para delírio da sua pequena torcida presente.

Para Caballero, do Voando Baixo, “o jogo foi pegado. O time reacendeu e sabíamos que quem marcasse ganharia”, afirmou ele. “Foi o nosso melhor jogo”, sentenciou.

Já o técnico dos Red Devils, Nelsinho Manzini, lamentou a derrota no fim. “Foi nosso melhor jogo, superamos as dificuldades. Assim que pudermos contar com todos os jogadores, vamos chegar fortes”, lamentou. A nota triste do jogo foi a contusão de Fidi, do Voando Baixo, que saiu com o joelho machucado.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO B:

RR Olímpico 6 x 5 In Dubio Pro Barum

ROLETINHA SUA A CAMISA PARA VENCER IN DUBIO


É a segunda vitória do time de Baru na competição, que agora sonha realmente com a classificação

Por L. F. Saninana

Ainda sobe um forte sol, Roletinha e In Dubio fizeram o segundo jogo na quadra 10. Aos poucos a torcida, que não compareceu na primeira partida, foi aparecendo para prestigiar Roletinha e In Dubio Pro Barum. O clima era de um jogo muito tranquilo, já que muitos do jogadores se conheciam dos tempos do Colégio Nossa Senhora de Sion em Higienópolis. A equipe rubroverde do In Dubio não pode contar com a presença de seu capitão Cunha e de Raoni, suspensos.

O Roletinha entrou em quadra para tentar afastar a má fase, já que a equipe possuía apenas uma vitória. O time comandado por Folha começou pressionando. Brian chutou da intermediária e o goleiro Bruno espalmou. Como o camisa 23 não conseguiu, então resolveu virar garçom. Brian passou para Ceron na esquerda da área, que bateu cruzado fazendo 1 x 0 para delírio da torcida e alguns "emos" que formavam essa pequena torcida.

Não durou muito a alegria do Roletinha, pois Didi passou para 11 na entrada da área, que empatou o jogo. O filme da última rodada parecia que se repetiria. Será que novamente a equipe de Baru perderia mais uma partida após um bom começo? Então Ceron tratou logo de dar uma resposta. O camisa 16 chutou da meia direita e fez 2 x 1 para o Roletinha.

O jogo era muito equilibrado, o IDPB não perdeu tempo e igualou o marcador com Ricardinho cabeceando livre na esquerda da área após cobrança de escanteio pela direita. Ficou nítido que o Roletinha sentiu o gol e que a virada não demoraria. E no lance mais bizarro da rodada que saiu a virada. O goleiro do Roletinha Edu foi tentar repor a bola com um gancho e jogou a bola na cabeça de Ricardinho, que estava parado na entrada área. A bola bateu... e entrou! O gol foi um golpe fulminante para o Roletinha, que não conseguiu dar a saída no meio campo. O In Dubio pegou a bola e Murilo fez o quarto gol.

A derrota dos meninos de Higienópolis parecia certa, depois de dois gols em menos de um minuto. O único jogador que tentava algo era Ceron e antes do apito final do primeiro tempo, o camisa 16 conseguiu diminuir para 4 x 3 da entrada da área.

O intervalo foi bom para o Roletinho, que voltou com outro espírito para o segundo tempo. Nos primeiros minutos, Baru arriscou um chute frontal da intermediária e quase enganou o goleiro Bruno Fiorino, que conseguiu defender. Ceron também tentou fazer o seu quarto gol na partida chutando de longe, mas o arqueiro do In Dubio defendeu mais uma. A tarde era mesmo do camisa 16 do Roletinha. Após um chute cruzado da esquerda, a bola foi devagarzinho para o gol. O zagueiro da equipe rubroverde dormiu e Ceron completou em cima da linha fazendo o quarto gol da equipe e o quarto dele na partida.

Como um replay do primeiro tempo, o In Dubio Pro Barum conseguiu desempatar o jogo logo em seguida. Ricardinho chutou cruzado da meia direita e fez 5 x 4. Mas a tarde de Ceron não podia ser estragada. Gogof então resolveu salvar seu companheiro e tentou por duas vezes até empatar a partida.

Tudo se encaminhava para um empate até que o Roletinha tirou forças não se sabe de onde. A equipe começou a pressionar de uma forma, que surpreendeu o adversário, que nada pode fazer a não ser recuar. Primeiro Brian tentou por duas vezes, mas Bruno defendeu, depois Bruninho bateu cruzado da direita e fez 6 x 5, virando o jogo. Mendes também bateu cruzado da ponta direita e acertou a trave oposta. Caju tabelou com Brian e quando recebeu novamente chutou à esquerda do gol.

Após o apito final o Roletinha vibrou muito, como se tivesse ganhado um título, pois essa foi uma vitória de superação, na raça, em tarde inspirada de Ceron. Na próxima rodada os meninos de Higienópolis pegam o Camelo para tentar a segunda vitória seguida e quem sabe brigar por uma das vagas na próxima fase. Já o In Dubio tem a difícil missão de jogar contra o Invictus.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 1 x 7 SPQSF

SPQSF SE REABILITA COM GOLEADA PRA CIMA DO RAS


Com um artilheiro inspirado, SPQSF supera o sol e o Ras Time, retomando a segunda colocação no grupo

Por Douglas Almasi Santos

Derrotados na última rodada, tudo o que os jogadores do SPQSF e do Ras Time queriam era a reabilitação. O primeiro, para subir mais ainda na tabela e se consolidar entre os 8 melhores que avançam à próxima fase; o segundo, para se manter no grupo dos classificados. Com pouca presença na torcida e forte sol, a partida começou de forma acelerada, mas com pouca técnica. Os dois times se mostravam receosos, estudando um ao outro.

Mas aos 4 minutos, o SPQSF abriu o marcador: boa troca de passes entre seus jogadores, e a bola vai para Di Dicredo, que fuzila a meta do adversário. O segundo gol saiu um pouco depois, com uma trama rápida: Ricardinho tocou para Di Dicredo fazer seu segundo gol na partida. E o terceiro não demorou nem 2 minutos: com mais uma troca de passes envolvente, Jaja recebeu pela esquerda e chutou para ampliar.

Com 3 gols de vantagem, o time relaxou e, em uma jogada de linha de fundo, Iasi chutou cruzado para diminuir para o Ras Time. A partir daí, o time se animou e com muita luta deu trabalho ao SPQSF.

Com um lindo lançamento do goleiro Cipó, Johnny quase diminuiu mais ainda, sendo travado na hora do chute pela zaga. O castigo veio em seguida: Jaja recebeu a bola na entrada da área, girou o corpão e fez um bonito gol, aumentando a vantagem do SPQSF. Com um sol para cada pessoa presente, a partida se encaminhava para o fim do primeiro tempo. No placar, 4 x 1 favorável ao SPQSF.

Com pouca torcida se manifestando, o segundo tempo começou com pressão do time que estava vencendo. E não demorou a sair o quinto gol, após Jaja pegar bola na esquerda e soltar a bomba para marcar seu terceiro gol na partida. Mesmo com o placar adverso, o Ras não se entregou, tendo no jogador Tielo o elemento de maior perigo. Ele quase marcou um gol após receber lindo passe e acertar a trave do goleiro Guto. Mas a pressão era forte, e o sexto gol saiu após troca de passes envolvente que fez a bola chegar aos pés de Ricardinho, que marcou.

O Ras teve muitos problemas, pois estavam sem seus três principais zagueiros presentes. Quem não tinha nada a ver com isso foi o SPQSF, que, no fim do jogo, após a cobrança de lateral e a rebatida na zaga, fez seu sétimo gol com Marinho.

O capitão do SPQSF, Di Dicredo, autor de dois gols, comentou a partida: “No início teve muita pressão, mas depois que fizemos os gols foi só tranquilidade”. Em seguida, completou sobre seu desempenho: “Com os dois gols marcados, fiz minha parte”, brinca o capitão.

Já o camisa 10 e capitão do Ras, Johnny, afirma que o time ficou devendo. “Foi o pior jogo que fizemos até agora, certeza”. Ele não se escora em desculpas, mas cita o fato das ausências no time para o jogo. “Comprometeu entrarmos sem 3 zagueiros, que não vieram, além do que o sol estava forte. Mas isso não pode ser usado como desculpa”, afirmou Johnny.

Na luta pela classificação, o SPQSF venceu e subiu, e, contando com alguns tropeços, alcançou a vice-liderança do grupo. Já o Ras Time sucumbiu e caiu para a nona colocação. A próxima rodada será de consolidação para o novo vice-líder, e de decisão para o Ras Time.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Invictus 4 x 4 Só Capim Canela

INVICTUS ARRANCA EMPATE NO FINAL DE SÓ CAPIM


Time perdia por 4 x 2, mas blitz nos minutos finais rendeu empate

Por L. F. Saninana

O forte sol ainda insistia em brilhar. O clima era tenso no PlayBall. Há algumas quadras dali, uma briga envolvendo o time do Perus e arbitragem fez com que Lucas, fundador do Invictus e organizador do torneio, deixasse seu jogo de lado para resolver o problema. Tanto que a partida começou com ele fora de quadra, só voltando por volta dos 5 minutos de jogo. Nao so por ele, mas por quase todos presentes no PlayBall, nesses primeiros minutos a partida na quadra 10 ficou em segundo plano, pois os olhos estavam voltados para a confusão. O único que prestava atenção no momento era o repórter que vos escreve.

O Invictus, que não tinha nada a ver com a história, parecia ter sentido o clima ruim, pois de início tomou uma pressão do Só Capim Canela. Flávio bateu cruzado da direita e Muralha espalmou. Na cobrança de escanteio, Bruno Lourenço colocou para dentro abrindo o placar.

Sob o silêncio que pairava no PlayBall o SCC fez 2 x 0 com Rubens batendo cruzado da direita. Tal qual Lucas, o Invictus definitivamente parecia que tinha a cabeça toda na confusão três quadras ao lado. Entretanto, com o passar do tempo o Invictus foi entrando no jogo e o goleiro Kasa começou a ter trabalho. Folha tentou a primeira, mas o arqueiro defendeu. Na segunda tentativa, o camisa 14 não perdoou. Após cobrança de escanteio, Lucas furou no primeiro pau mas Folha não. 2 x 1. Com apenas um gol de diferença, a torcida do Roletinha pelo Invictus cresceu, pois a vitória do time de Lucas benefeciaria os Roletas Olímpicos. Baru, atrás do gol, estava eufórico e a plenos pulmões gritava: "Vai Lucas, vai irmão". Já o Fora de série era todo capim e canela. E Lucas quase fez e tivesse acreditado em bola longa alçada pra ele que o goleiro chegou antes.

O incentivo externo pareceu ter dado certo, pois Folha cobrou falta da intermediária pela direita, a bola passou pelo meio da barreira, desviando, e entrou. Era o empate. Mas a melhora do Invictus ruiu quando 3 jogadores sairam marcar um do SCC, deixando espaço para Bondioli receber e chutar forte no canto de Muralha e desempatou. E o Só Capim só não ampliou o marcador mais ainda porque Muralha pegou uma cabeçada de Rubens e teve sorte ao ver puxeta do mesmo camisa 9 acertar a trave.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro. O SCC pressionando e Muralha salvando. Até que Rubens conseguiu "derrubar a muralha" fazendo 4 x 2. O goleiro do Invictus foi evitando que o SCC ampliasse o placar. Os dois gols de desvantagem fizeram com que a equipe saísse para o jogo, deixando o contra-ataque para o adversário. Lucas teve duas chances para guardar o seu, mas parou no goleiro Kasa. Meio desnorteados, o Invictus solicitou tempo para acertar a casa. A ordem do técnico Louiz era pressão total nos 5 minutos finais. Então Publius resolveu ir ao ataque e, de cabeça, fez 4 x 3. Mostrando muito raça, o time azul e branco conseguiu no final empatar o jogo com um golaço de Romarinho, que arriscou um chute de fora da área e acertou o ângulo direito de Kasa.

O último lance do jogo gerou polemica. Em cobrança de escanteio, Publius sobre com Rubens e este faz o gol. Publius desceu gritando e pedindo falta, o que um dos árbitros viu enquanto o outro não. Prevaleceu aquele que, de frente para o lance, apitou infração. Mal deu tempo de o Invictus sair jogando e o jogo foi encerrado.

Na raça o Invictus conseguiu arrancar um empate, que o levou à mesma pontuação do líder do grupo, o Fora de Série. O Só Capim Canela tem grandes chances de pontuar na próxima rodada, pois pega o Pimba na Gorduchinha. Já o Invictus joga contra o In Dubio Pro Barum, que vem de derrota para o Roletinha (vide matéria acima).

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Pé de Pano 7 x 1 DPGamos

PÉ DE PANO TEM SEGUNDA VITÓRIA SEGUIDA


Com boa presença feminina na plateia, Pé de Pano confirma sua sequência de vitórias e mantém DPGamos na parte de baixo da tabela

Por Douglas Almasi Santos

O Pé de Pano chegou para este confronto vindo de uma vitória na rodada passada e precisava vencer para confirmar sua ascensão no torneio. Já o DPGamos vinha de uma derrota vergonhosa (no placar, mas com muita luta dentro de campo) para este jogo – mais uma aliás. Ganhar significaria, para ambos, chances reais de poder sonhar com a classificação. Um empate seria um desastre. O público feminino tomou conta dos arredores da quadra. O sol já não era tão forte, ótimo para a prática do futebol. O jogo começou estudado, com forte marcação dos dois lados, e com poucas chances de gols. Decorridos 7 minutos de jogo, aproximadamente, saiu o primeiro bom lance, que culminou com o primeiro gol da partida. Após jogada na linha de fundo, pelo lado direito, Bruno Costa chutou sem ângulo da lateral direita para marcar um bonito gol e colocar o DPGamos em vantagem.

O time ainda teve a chance de ampliar, após jogada de Denão. Aliás, sua vibração durante o jogo chamou muito a atenção. O Pé de Pano equilibrou a partida e chegou ao empate depois de boa trama pelo meio e passe certeiro nos pés de Matheuzinho na direita, que chutou e marcou. Com a partida igualada, o bom público presente ao jogo passou a ver um futebol mais de contato do que de técnica. O Pé de Pano apertou o ritmo no fim da primeira etapa e chegou perto do gol da virada, com chances para Matheus, Peba e Chico. Mas a partida foi para o intervalo empatada em 1 x 1.

O certo equilíbrio do primeiro tempo foi desfeito na segunda etapa, quando apenas uma equipe jogou: o Pé de Pano. Começou logo com um gol em um contra-ataque fulminante, quando a bola foi esticada para Chico apenas tocar na saída do goleiro, fazendo 2 x 1. No minuto seguinte, o mesmo Chico recebeu no ataque, prendeu e ajeitou de calcanhar para chute certeiro de Dada no canto de D. Fischer, que não pode evitar o terceiro gol. O craque da camisa 4 começava a se destacar.

Mais alguns minutos, num rápido ataque, com a troca de passes envolvente, e em mais uma assistência de Chico, Tavogus deixou o dele: 4 x 1 para o Pé de Pano. A partir daí o DPGamos se entregou de vez. Parecendo desatentos, tanto defesa quanto ataque, passaram a não produzir aquilo que podem. O quinto gol foi um retrato da apatia do time: após cochilo da zaga, uma troca envolvente de passes fez a bola chegar aos pés de Tavogus, que só empurrou para as redes, fazendo seu segundo gol no jogo.

No minuto seguinte, um lance polêmico: o jogador Chico, do Pé de Pano, aplicou um lençol no adversário com o drible chamado de “mexicana”, também conhecido como “carretilha”, no qual o jogador levanta a bola com as partes de dentro dos pés, quase com os calcanhares paralelos. O juiz interpretou que Chico prendeu a bola e assinalou falta. O jogador achou estranho e reclamou. Não conformado, ele passou a falar com o árbitro de forma mais ríspida, sendo advertido com o cartão amarelo. A reclamação prosseguiu, e Chico foi expulso após se exaltar com o juiz. “Apenas dei uma ‘mexicana’, e acabei expulso. Como pode?”, lamentava-se, indignado, o atacante do Pé de Pano.

Mesmo com um jogador a menos nos últimos minutos da partida, o DPGamos não se encontrou em quadra e levou o sexto gol após contra-ataque rápido do Pé de Pano e Dada marcar o seu.

No último lance do jogo, em uma cobrança de lateral, Matheus subiu livre e só escorou, decretando números finais à partida: 7 x 1 para o Pé de Pano. Zeca, jogador do DPGamos, não se conformava: “Foi vergonhoso, os caras mereceram”. Já Matheuzinho, do Pé de Pano, disse que o jogo foi “bem disputado”. Para ele, o time “vai vendo o momento, e vai pra dentro” durante a partida. O Pé de Pano confirmou seu bom momento e chegou a 9 pontos na classificação. Já o DPGamos vai ter um tempo para juntar os cacos e tentar a recuperação na próxima rodada.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO B:

Basicus 2 x 1 Pimba na Gorduchinha

BASICUS VIBRA MUITO E VOLTA A VENCER


Mesmo sem goleiro, Basicus conseguiu vencer o lanterna Pimba

Por L. F. Saninana

O sol já era bem mais fraco quando Basicus e Pimba na Gorduchinha entraram em quadra. O clima também já voltava ao normal depois da confusão. O jogador rosáceo Rodrigo Barath chegou em cima da hora, para alívio da equipe, que já não contava com goleiro e teve em Ladeira seu homem improvisado. O Pimba queria conquistar seus primeiros pontos aproveitando a ausência do arqueiro adversário. Mas o que se viu foi uma partida equilibrada.

O primeiro lance de perigo veio com Buiu cabeceando após cobrança de escanteio, mas o goleiro defendeu. A resposta do PnG veio com Paradizo chutando do meio da área e Ladeira espalmando. As duas equipes criavam boas chances. Um erro seria fatal e quase foi para o Basicus. A equipe saiu jogando errado, Karra pegou a bola e acertou a trave esquerda.

O Basicus sabia que uma derrota para uma equipe que ainda não pontuou na competição poderia complicar sua situação no grupo. Então Buiu tratou de abrir o placar para os rosáceos chutando no canto direito do goleiro. O fato curioso é que na camisa de 5 estava escrito Lamarck, nome do ex-volante da equipe. O ataque mais baixo do Chuteira quase ampliou o placar. Harada bateu cruzado da esquerda e a bola passou por Puff na segunda trave.

Antes do intervalo as duas equipes tiveram oportunidades claras de marcar. Pelo lado do Basicus, Veneza ajeitou para Puff na meia esquerda. O rosáceo chutou e o goleiro espalmou. Já o Pimba parou mais uma vez em Ladeira, quando Paradizo girou dentro da área e chutou.

O PnG voltou para o segundo tempo com a ideia de virar o jogo, mas esqueceu o contra-ataque rápido que o Basicus tinha. A pressão quase deu resultado porque Ladeira foi obrigado a fazer duas belas defesas. Primeiro com Karra e depois com Leandro chutando da meia direita. Como diz o ditado, "quem não faz toma". Foi o que aconteceu. Em um contra-ataque da equipe do Basicus, Veneza fez o segundo de seu time.

Se o resultado fosse definido por vibração, Rodrigo Barath teria garantido 3 pontos fáceis para sua equipe. Era impressionante a forma com o jogador vibrava e contagiava todo o time. Outro jogador empolgante, que parecia estar ligado no 220W, era Puff. O jogador corria por todo o campo, mostrando muita raça e vontade.

Nos momentos em que o Pimba ia ao ataque e Ladeira não conseguia defender, a trave também foi um adversário. Barracal acertou o poste direito de Ladeira após cobrança de escanteio, mas de tanto insistir o Pimba conseguiu diminuir com Karra cobrando falta pela meia direita.

Puff teve três chances de guardar o seu no final, mas a trave pareceu mudar de lado e o impediu nas três tentativas. No último lance da partida, Barracal bateu cruzado da ponta direita e acertou a trave de Ladeira.

Com o resultado por 2 x 1, o Basicus se consolida na quinta posição do grupo com 10 pontos. Já o Pimba na Gorduchinha, não foi dessa vez que conseguiu seus primeiros pontos no Chuteira.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 3 x 1 Canhedo Beppu

FÚRIA DERRUBA CANHEDO COM JOGO TÁTICO


No jogo mais aguardado da quadra 6, o Fúria aproveitou suas chances, distanciou-se do Canhedo, e se isolou mais ainda na liderança da chave

Por Douglas Almasi Santos

“Disposição total!”. Com essa frase, ao término do jogo, o melhor jogador do Fúria em quadra, Fagner, definiu como o seu time conseguiu ser superior e sair vitorioso. No embate mais aguardado da rodada, o líder da chave Fúria enfrentava o até então vice-líder Canhedo Beppu. Uma vitória do primeiro colocado só faria aumentar a vantagem que um tem para o outro: de 3 pontos para 6. Já para o vice-líder, vencer significaria se colocar com o mesmo número de pontos do Fúria, e incendiar o grupo.

A partida começou com uma vontade sem igual. Ambos os times chegando forte na marcação, sem dar espaços para o adversário. Mas em uma cobrança de falta perfeita, Felipe Suzuki pôs o Canhedo na frente do marcador, pegando o líder de surpresa. Com 1 x 0 contra, e com o sol baixando, o Fúria passou a pressionar o adversário, quase marcando com Fagner. O jogo passou a ficar nervoso, com algumas jogadas mais pesadas, outras mais ríspidas. O clima esquentava.

O Canhedo quase ampliou o placar após contra-ataque rápido, sendo parado pelo goleiro Luis Gabriel, que salvou o Fúria. No minuto seguinte, em cobrança de escanteio, Thiago Motta acertou um lindo voleio, marcando um golaço. Era o empate do Fúria. O gol de Motta foi o mais bonito do dia na quadra 6. A vontade do líder em não perder nem empatar era enorme, a ponto de até exagerar em alguns lances, provocando muitas faltas.

O empate persistia, e o Canhedo conseguiu uma certa superioridade no fim da primeira etapa, desperdiçando chances com Bolacha e Okamurinha. E a partida terminou a sua primeira etapa empatada: 1 x 1, com o equilíbrio predominando. No intervalo, a torcida do Fúria mostrava satisfação com o desempenho do time no primeiro tempo. “Tá bem, tá bem. Tomou o primeiro, mas se recuperou”, disse Fábio Fogueteiro, torcedor do líder. E passou a acreditar na vitória. “Vai virar”, vaticinou Fogueteiro.

Reiniciado o jogo, a vibração do Fúria é o que chama a atenção. Com disposição, o time se defendia das investidas perigosas do Canhedo e atacava com perigo. Essa foi a tônica dos dez primeiros minutos da etapa final, com alternância nos ataques, sempre buscando a vitória. Aos 12 minutos, o Fúria virou o jogo. Após cobrança de falta, a bola foi rolada para Fagner, que tocou para Adriano Motta chutar e fazer: 2 x 1. Dois minutos depois, o Canhedo quase empatou. Bate e rebate na zaga, o chute acabou sendo salvo quase que em cima da linha. No rebote, Bolacha chutou por cima. O Fúria segurava a pressão.

O jogo entrava na reta final com os dois times mostrando muita raça. O Canhedo passou a pressionar com mais força e quase empatou. Os dois goleiros faziam grande partida. Luis Gabriel segurava a vitória do Fúria, enquanto Papa-Búrguer evitava o terceiro gol adversário, que poderia dar números finais à partida. Mas o contra-ataque do líder foi mortal no fim do jogo: Fagner recebeu passe e chutou para decretar a vitória do líder da chave, com um 3 x 1.

Luiz Siviero, do Canhedo, lamentou a derrota e a queda para o quarto lugar na classificação de sua equipe. “O Fúria tem um time bom, perdemos nos detalhes, foi uma mínima desatenção. Não podemos bobear”, queixou-se o camisa 10. Já Fagner, um dos destaques do Fúria, creditou a vitória ao comportamento do time. “A gente veio pra buscar a vitória. Para nós, era uma final. A vontade nos salvou”, vibrou o camisa 9 do agora mais líder do que nunca, Fúria.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO B:

Só Resenha 7 x 5 Jeremias

RESENHA VIRA JOGO ANTES DE SAIR NA PORRADA


Tudo ia bem até que o Resenha virou o jogo. Por incrível que pareça, foi aí que Marquinhos resolveu estragar o jogo

Por L. F. Saninana

No final de tarde, Só Resenha e Jeremias entraram em quadra para fazer um jogo que tinha tudo para ser tranqüilo. O clima era agradável, o calor não era tanto como nas outras partidas. O pessoal do lado de fora, além de acompanhar o jogo, trocavam figurinhas da Copa do Mundo. Além da torcida do Só Resenha, que levou faixa, jogadores do Arouca também estavam prestigiando a equipe alviverde.

O jogo começou e nos primeiros minutos o Só Resenha abriu o placar com Renatinho, que recebeu na esquerda da área e fez 1 x 0. O Jeremias não perdeu tempo e empatou com Thomáz chutando de fora da área.

O pessoal deixou as figurinhas de lado e começou a prestar atenção na partida, que estava eletrizante. Era visível a torcida do Arouca para o Só Resenha. Empurrado pelos torcedores, a equipe alviverde, cujo uniforme lembra o do Celtics da Escócia e Sporting de Portugal, desempatou com Fabrício. O zagueiro do Jeremias escorregou e deixou Marquinhos avançar livre pela esquerda. Ele cruzou para o camisa 5 fazer 2 x 1. Mais uma vez o empate não demorou muito e Digo igualou o placar para os vermelhos.

As equipes faziam uma bela partida e inflamaram os espectadores. Até mesmo quem não tinha ligação com nenhuma das equipes parou para assistir. O Jeremias quase fez um golaço antes do meio de campo, mas a bola bateu no travessão. O lance empolgou a equipe vermelha, que conseguiu virar com Gui Ferreira batendo da meia direita. A torcida para o Só Resenha começou a empurrar o time, que conseguiu empatar a partida com Renatinho na entrada da área.

O clima começou a esquentar quando um pênalti foi marcado a favor do Jeremias. Thomáz cobrou com paradinha e fez 4 x 3, para delírio da torcida atrás do gol que se formava. Faltava pouco para o término da primeira etapa e dois gols saíram. Yuri empatou de dentro da área, mas Digo, do Jeremias, fez 5 x 4 para acabar o primeiro tempo.

O segundo tempo começou com Digo chutando antes de meio de campo e acertando o travessão. Parecia que todas as energias foram gastas no primeiro tempo. Até metade da etapa final, quase não houve lance de perigo. O único que tentava um pouco era Gui Ferreira do Jeremias.

O final do jogo ia se aproximando e com apenas um gol de diferença. O jogo foi ganhando em tensão. O Jeremias recuou e o Só Resenha foi para cima no final, arrancando o empate com Entini. Aproveitando que a equipe vermelha sentiu o gol, Vitinho avançou pelo meio e passou para Yuri virar a partida para a equipe alviverde.

Faltando 3 minutos para acabar o jogo, uma pancadaria generalizada começou na quadra. Tudo porque Marquinhos fez falta dura em Thomáz, que não gostou. O camisa 18 do Só Resenha esperou o camisa 70 do Jeremias se levantar e lhe desferiu um soco. Após a agressão, o atleta do Resenha tentou fugir pelo portão, mas não conseguiu, pois Daniel Fischer e Kaká, do Coringa, ficaram na frente do portão impedindo que os torcedores do Só Resenha entrassem em quadra para brigar. Depois de muita troca de socos e pontapés, a arbitragem resolveu continuar a partida, que faltava 3 minutos e havia um gol de diferença no placar. Parecendo jogo de salão, cada uma das equipes ficou com 4 jogadores de linha apenas – 2 de cada lado foram expulsos. No último lance, Yuri ajeitou para Batata fazer 7 x 5 para o SR.

O que era para ser um dos melhores jogos do campeonato foi manchado pela violência. O placar ficou em segundo plano em um campeonato que preserva a amizade e o bom futebol. A organização do campeonato puniu os culpados e agora esperamos que o futebol prevaleça.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

É Verdadeee 4 x 0 La Coruja

NOVA VITÓRIA E O É VERDADEEE JÁ SE ANIMA


Em apenas um tempo, o É Verdadeee liquida a fatura e alcança o G8 do grupo A.

Por Douglas Almasi Santos

A noite já tomava conta e as luzes dos refletores iluminavam a quadra de número 6, que recebia as equipes do La Coruja, tentando apagar o desastre que foi sua perfomance na rodada passada, quando fora goleado, e o É Verdadeee, que queria uma vaga no G-8 da competição. O jogo começou com pressão do EV. Duas jogadas quase fizeram o time abrir o placar. O primeiro bom lance do La Coruja só veio próximo do sexto minuto, após chute de Gutão ir para fora.

Com os dois times afobados, e com muitos erros de passe, o jogo foi ficando parelho. O La Coruja chegou a equilibrar o jogo, mas a partida teimava em ficar no zero. O primeiro gol só saiu decorridos 20 minutos de jogo. Cobrança de falta para o É Verdadeee, a bola foi tocada para Diego Garcia, que só rolou para Girão chutar no canto esquerdo do goleiro e marcar. O La Coruja quase empatou na sequência, em cobrança de falta. Mas não demorou muito para o É Verdadeee ampliar: cobrança de escanteio, e Fúria pega de primeira para fazer 2 x 0.

A pressão aumentou, e o É Verdadeee chegou aos 3 x 0. Em um ataque rápido, o jogador Fúria tocou para Armando, que chutou e guardou o seu. Este foi o último lance da primeira etapa. A torcida estava com pouca presença, fazendo com que os jogadores realizassem seu trabalho sem nenhum tipo de perturbação. O jogo reiniciou e o É Verdadeee continuou em cima, querendo aumentar seu saldo. O La Coruja só se defendia.

Diego Garcia quase fez o quarto gol, mas desperdiçou, chutando por cima do gol. Em outro lance, uma linda jogada de Fúria, que tocou para Armando, que só rolou para, novamente, Diego chutar para fora. O La Coruja quase descontou, após o chute de Bataglia ser defendido por Reyna. O jogo passou a ficar feio, com os times quase que sem vontade alguma, e com o É Verdadeee apenas tocando bola e administrando o resultado.

O golpe de misericórdia veio após um contra-ataque rápido. Fúria recebeu bom passe e da entrada da área fuzilou. 4 x 0 para o É Verdadeee. A partir daí apenas algumas jogadas do La Coruja movimentaram o fim da partida. Magrão fez boa jogada e chutou cruzado para defesa do goleiro Reyna. O time não desistia, na tentativa de descontar o marcador. Mas não conseguiu vencer o arqueiro adversário nenhuma vez, e acabou sendo derrotado.

Na saída de jogo, após encerramento da partida, um dos destaques do La Coruja, o jogador Magrão, lamentava a derrota. “Faltou tranquilidade à equipe. O time é novo, precisa de amadurecimento”, explicou. Era sua primeira partida na competição. “Foi meu primeiro jogo. Fiquei meio afobado, estava voltando de lesão”, revelou o camisa 10 da equipe.

Já pelos lados dos vencedores, Fúria definiu a vitória de sua equipe: “Foi o primeiro tempo. Corremos, marcamos, desorganizamos o time deles”, contou. Ele atribuiu ainda o sucesso do É Verdadeee no jogo à marcação forte. Para as próximas partidas, Fúria acredita na subida de sua equipe rumo à classificação. “Todo jogo tem que ter muita vontade, até o fim”, disse o camisa 7, que vê seu time atingir o G-8 depois de várias rodadas na rabeira.

III CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO B:

Coringa 8 x 6 Camelo

CORINGA SOBE MAIS AO DERROTAR CAMELO


Rafinha e Fernando Cidrão voltam a ser decisivos e dão vitória a Coringa

Por L. F. Saninana

O clima ainda era tenso no PlayBall quando Camelo e Coringa entraram em quadra já de noite. Os poucos torcedores que ficaram para assistir não estavam muito empolgados. Kaká, do Coringa, que não pode jogar por suspensão, era o mais animado. As duas equipes fizeram uma grande partida, cheia de gols e com direito a virada.

O Camelo saiu na frente com Felipinho após rebote do goleiro. O Coringa deu a resposta com Fernando Cidrão em cobrança de escanteio pela direita. A virada dos Jokers veio de um pênalti cometido por Pi, que subiu com o braço erguido e desviou a bola. A reclamação foi geral do time das duas corcovas. Renatinho, que não tinha nada a ver com isso, cobrou o penal no canto direito do goleiro Johnny Jr. Mesmo com a virada, o Coringão continuou atacando. Gui Polisel arriscou o chute da intermediária pela direita, o goleiro espalmou mandando para escanteio. Na cobrança Cidrão de novo fez 3 x 1.

Vendo que poderiam tomar uma goleada, o Camelo resolveu acordar. O primeiro lance da reação veio com Noal chutando de primeira da intermediária e fazendo Léo Cidrão espalmar no ângulo direito. Arriscando muito de fora da área, o time da pizzaria conseguiu diminuir com Felipinho de novo, em cobrança de falta da intermediária pela direita. Um golaço. Noal tentou mais uma vez, igual ao seu companheiro de time, e acertou a trave.

O Camelo foi ao ataque e não se preocupou em defender. Então Rafinha aproveitou e fez dois gols. O primeiro foi um chute da entrada da área. No segundo, o camisa 11 fez bela jogada individual pela esquerda e chutou para decretar 5 x 2. A equipe do capitão Henrique precisava de um gol antes do intervalo para continuar vivo no jogo e conseguiu. Pi chutou da intermediária pela esquerda, a bola desviou no meio do caminho e enganou o goleiro Cidrão.

Ainda com chances no jogo, a equipe das duas corcovas conseguiu um pênalti, sofrido por Henrique, nos primeiros minutos. Felipinho cobrou o infração, mas Cidrão defendeu. O próprio 10 pegou o rebote e diminuiu para um gol a diferença. Aproveitando o bom momento, o Camelo foi para cima. Até mesmo o zagueiro Henrique se aventurou no ataque. Em uma de suas investidas, o camisa 13 arriscou o chute de fora da área, a bola desviou e entrou. A virada só não veio porque a zaga do Coringa salvou em cima da linha um chute de Noal, que havia driblado o goleiro.

A situação foi ficando feia para o Coringa, que só se defendia, para desespero de Kaká. Mas em um belo contra-ataque, Rafinha recebeu livre na esquerda da área e colocou os Jokers de novo na frente do placar. O Camelo sentiu o golpe, o Coringa aproveitou o frágil momento do adversário e fez 7 x 5 com Renatinho.

Tudo se encaminhava para uma vitória tranquila do Coringa, que só administrava a partida nos minutos finais. O que eles não esperavam era que Noal ajeitasse para Felipinho na entrada da área fazer o sexto gol do Camelo. Outra vez a equipe recuou e viu o time da pizzaria pressionar, mas, como anteriormente, houve descuido da zaga do Camelo e Fernando não desperdiçou a chance de fazer o oitavo gol.

O Camelo tenta se recupar na próxima rodada em cima do Roletinha, que por sua vez busca entrar de vez na briga direta por uma das vagas. O Coringa chega a 10 pontos e já encosta nos líderes. Resta ver qual time em recuperação – se TCM ou Coringa – vai vencer na próxima rodada.
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