Sem piedade, time alvirrubro não poupou esforços e fez incrível saldo no atual campeão da Ouro. Juva fez 5 gols
Por Luis V. Andreassa
Enfrentar o Rabeloska não é tarefa fácil em igualdade de condições – mesmo quando se é o atual campeão da Ouro. Fazer isso com um jogador a menos durante todo o jogo, então, é pedir para tomar um chocolate. As razoes do Mulekes ter um a menos já são conhecidas e antigas, transformou um embate, que prometia ser um dos melhores do campeonato, em um jogo de um time só.
Diferentemente do que já aconteceu em outras oportunidades, nenhum jogador da esquadra branca chegou depois do apito inicial, impedindo que a esperança de vitória de sua equipe também entrasse em quadra. Sem ter nada a ver com isso, o Rabeloska já começou a partida pressionando com cobranças seguidas de escanteio. Na mais perigosa delas, Barata levantou a bola para Juva cabecear e parar em boa defesa de Phi. Se na primeira tentativa não deu certo, Juva não titubeou na segunda e, com um chute de primeira dentro da área, acertou o meio do gol para vencer o arqueiro. Dois minutos depois, o camisa 16 tentou nova finalização mas, desta vez, Cassinho apareceu no meio do caminho para dominar a bola, na cara do gol, e mandá-la no cantinho, ampliando a vantagem.
Em situação extremamente complicada, o Mulekes fez o que pôde e, por uns momentos, chegou a se defender sem muito sufoco e contra-atacar com perigo. Mas o gol de desconto veio em uma bola parada: Vitinho bateu falta de longe, pelo lado direito, a bola passou por todo mundo e entrou no canto direito do goleiro Tassio. Todavia, o controle das ações não saiu em nenhum momento das mãos (ou dos pés) do time do Mackenzie. Prova disso foi o tento que restabeleceu a vantagem de dois gols no placar. Cassinho dominou a bola dentro da área, de costas para a marcação, e rolou para Dick Vigarista chegar de trás honrando sua camisa 9, com um chute de canhota no cantinho esquerdo.
O terceiro golpe derrubou de vez o Mulekes, que praticamente não ofereceu mais resistência até o apito final. O último suspiro veio em chute colocado de Leco, que passou perto do ângulo esquerdo. Mais feliz foi Juva, que acertou a barreira, em cobrança de falta, e ficou com a sobra para mandar às redes de primeira. Ainda houve tempo para Vasko receber uma bola rolada e chegar finalizando no canto, sem chances de defesa para Phi. Assim, a partida já estava definida no primeiro tempo, com 5 x 1 para o Rabeloska.
Apesar do domínio vermelho seguir na etapa final, o Mulekes passou bem perto de descontar em duas oportunidades. Primeiro, Rafinha escorou para Leco concluir no pé da trave esquerda e, pouco depois, Xande recebeu livre em contra-ataque pela esquerda e chutou para fora. Para evitar surpresas desagradáveis o atual vice-campeão da Prata logo tratou de retomar as ações ofensivas e, apesar de Maradona acertar o travessão com finalização de fora da área, somente aos 12 minutos a equipe voltou a marcar. O ligeiro Vasko dominou na ponta esquerda e passou para Cassinho, na cara do gol, apenas completar para dentro.
O novo tento foi o bastante para abrir a porteira e nocautear de vez o Mulekes. Logo após o árbitro anular um gol de Maradona, após o camisa 3 receber cruzamento irregular na cobrança de lateral, Barata passa da esquerda para Cassinho, mais uma vez livre pelo lado direito, mandar para as redes. Um minuto depois Juva bateu de primeira da lateral esquerda para fazer mais um. A liberdade era tanta que Juva podia avançar sem marcação pelo meio, e ficar na boa para chutar firme e acertar o canto direito de Phi. Pouco depois foi a vez de Guinãzu aproveitar a sua chance e botar para dentro, fazendo (não se perca) 10 x 1.
Para coroar sua atuação de gala Juva fez o seu sexto gol na partida com muita classe: ele limpou a marcação de Phillip, deu um ‘rolinho’ em Rafinha e, do bico esquerdo da área, bateu no cantinho esquerdo, marcando um golaço. Ainda houve tempo para Dick Vigarista escorar com o pé dentro da área de modo a mandar a redonda para as redes pela última vez. A goleada massacrante manteve o Rabeloska na segunda posição com dois pontos a menos que o SNG, mas ampliou seu saldo de gols para 28, de longe o melhor de toda a competição – o segundo melhor, o próprio SNG, tem apenas 13. Além disso, a equipe se distanciou do Mulekes e ficou mais perto de garantir a vaga direta às quartas-de-final.
Na próxima partida o time mackenzista terá sua prova mais complicada nesta fase de grupos contra o mais que tradicional time laranja e preto de Renê. Enquanto isso, o Mulekes vai ter de defender a sua 3ª posição contra o Di Primeira. Promessa de bons jogos pela frente – isso se o Mulekes vier completo desta vez.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA
The Veras 2 x 3 SPQSF
EM JOGO EQUILIBRADO, SPQSF LEVA A MELHOR SOBRE VERAS
Vitória comprava ascensão de time de Jaja, que, por sua vez, vê o The Veras cada vez mais na Série Prata
Por Alex Araujo
The Veras e SPQSF abriram a sexta rodada do Grupo B da Ouro em situações opostas: um vinha subindo na tabela, o outro ainda sem vencer. O jogo, porém, foi equilibrado, e o placar foi reflexo disso. Porém, o resultado comprovou a tendência das equipes no campeonato – o SPQSF ruma firme e forte à classificação, enquanto o Veras vai depender muito da superação e futebol para escapar do descenso.
Se o jogo foi equilibrado durante todo o seu decorrer, desde o início o SPQSF mostrava mais qualidade no toque de bola e dava a impressão de que estava mais próximo do gol do que o adversário. O primeiro tempo começou lá e cá. Raoni quase abriu o placar ao arrumar espaço na intermediária e bater para o gol. A bola desviou na zaga matando o goleiro, mas indo pra fora. O The Veras respondeu com Pedro: após escanteio, a bola sobrou, mas o 10 acabou pegando mal e mandando fora do alvo. Em seguida, Serafim, fechando o ângulo de Victor Petreche, que aparecia sozinho dentro da área. Antes disso, Jaja se aproveitou de contra-ataque e bateu para boa defesa de Benga.
Os gols só começaram a sair dos dez minutos em diante, e quem balançou as redes primeiro foi o SPQSF. Raoni puxou contra-ataque pela esquerda e avançou até tirar o goleiro do gol, tocando então para Jaja, no meio, só escorar para o gol sem goleiro. A alegria, no entanto, não durou muito, pois o placar seria igualado um minuto depois. Cucio foi até a linha de fundo, na ala direita, e cruzou para o meio. Com uma bela ajuda de Serafim – que falhou tentando interceptar o cruzamento –, João completou para dentro.
O jogo seguiu aberto, mas o The Veras, errando aquele último toque, não conseguia levar perigo. O SPQSF, por outro lado, chegou duas vezes com Meneguelo, arriscando de fora da área e fazendo o goleiro trabalhar. E, no fim da primeira etapa, o camisa 4 deixou o seu: Jaja bateu falta na ala direita, a bola acertou a zaga dentro da área e sobrou para Meneguelo. Ele chutou e a bola ainda desviou em Febém antes de entrar.
Na segunda etapa, as duas equipes atacavam. O jogo foi igualmente aberto. O SPQSF foi o primeiro a chegar e quase ampliou a diferença: em jogada de linha de fundo, Marinho tocou pro meio para a chegada de Gama, que apareceu para o chute e acertou o pé da trave direita do goleiro. Porém, quem mexeu no placar foi o Veras: um minuto depois, após cobrança de escanteio, Serafim subiu para interceptar a bola no alto, mas só conseguiu tocar de leve, fazendo ela cair nos pés de Nico. Este, meio sem ângulo, bateu forte e empatou.
Depois do gol, o The Veras continuou em cima e quase virou com João, que recebeu na entrada da área, de costas para o gol, fez o giro mas acabou mandando por cima. No entanto, quem selou o placar ainda na primeira metade da etapa foi o SPQSF: Jaja recebeu passe na entrada da área, tirou de dois e bateu forte, rasteiro, sem chance para Benga.
A equipe azul grená ainda tentou com Victor Petreche, que acertou o travessão da intermediária para comprovar que quando a fase não é boa as coisas não dão certo mesmo. Raoni ainda quase ampliou no fim, também carimbando a trave depois de desviar falta cobrada por Jaja, mas ficou por isso mesmo, um belo jogo, e com pouquíssimas faltas.
Com a vitória, o SPQSF vai a 11 pontos e empata com Fiorella e Só Resenha, atrás apenas do líder Arouca, com 14 pontos. O The Veras segue com apenas um pontinho, na lanterna isolado, com a luz vermelha mais do que acesa.
Na próxima rodada o SPQSF pega o Elefantes Indomáveis, que vem com moral depois do bom jogo contra o Arouca, e tenta entrar na zona de classificação. O Veras tem a pedreira CAV, há 3 partidas sem vencer e perigando deixar o G-6.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA
SNG 2 x 1 Fúria
PRAGMÁTICO, SNG MANTÉM 100% AO BATER O FÚRIA EM JOGO DISPUTADO
Time dos irmãos Motta perde a quinta no campeonato e entra na zona de rebaixamento. A luta, de agora em diante, é mesmo para se salvar
Por Luiz V. Andreassa
Apesar de a posição na tabela sugerir uma grande diferença técnica entre SNG e Fúria – o que não deixa de ser real –, o embate entre os dois foi bem mais equilibrado do que se esperava. Foi o encontro entre uma equipe que defende bem melhor do que ataca e outra que, apesar do seu poder de fogo, também preza pela segurança e pelo controle do jogo. Com isso, a partida dificilmente seria diferente do que foi: bastante disputada, com marcação forte e poucas chances de gol.
Mas isso não quer dizer que o duelo tenha sido ruim ou chato de se assistir. E também não quer dizer que a qualidade técnica não tivesse espaço diante da eficiência tática dos times. Prova disso foi o primeiro lance de perigo, no qual Ronei arriscou do meio da quadra e acertou uma bomba na forquilha esquerda da meta defendida por Pedro. Aos poucos, o Fúria foi equilibrando as ações e a posse de bola, que começara maior para o lado adversário. Quando os irmãos Adriano e Thiago Motta se uniam na construção das jogadas, a meta rival era ameaçada. Quando o primeiro cobrou lateral pela esquerda, nem a defesa, nem o goleiro do SNG, Sampa, conseguiram cortar e deixaram Thiago livre para cabecear na área, porém, para fora.
Foi quando as ações se equilibraram que a partida passou a ser marcada pelas disputas no meio da quadra. Quase não havia espaço para a criação de jogadas, e momentos de vários minutos de estiagem de chances de gol passaram a ser comuns. O ritmo foi quebrado quando Fábio Caruso recebeu pelo lado direito e encheu o pé, obrigando Sampa a espalmar para cima, pela linha de fundo. A resposta laranja foi mais pesada e, por muito pouco, não resultou no primeiro gol da partida: Renê finalizou pela esquerda e acertou a trave; no rebote, foi a vez de Tejeda arrematar, pelo outro lado, e também acertar o poste.
Antes do intervalo Diego Felipe teve oportunidade para abrir o placar pelo Fúria ao receber passe cara a cara com o goleiro, todavia, ele furou a primeira tentativa de conclusão e, quando conseguiu o chute, o goleiro já tinha fechado o ângulo, fazendo boa defesa.
A segunda etapa inaugurou também uma nova fase no duelo. O SNG passou a buscar o ataque e conseguiu se impôr como equipe mais qualificada. Logo no primeiro lance, para se ter uma ideia, Pedro teve de se esforçar ao máximo para defender duas finalizações seguidas e evitar o gol relâmpago. Entretanto, não houve como impedir que a próxima chance, alguns segundos depois, viesse a balançar as redes. Em cobrança de falta pelo meio, Ronei levantou a bola, assim como fazem nas saídas de bola do futebol de areia, ajeitando para Biro mandar um foguete de peito de pé e acertar o canto direito de Pedro, que nem se mexeu.
O ritmo alucinante da esquadra tricampeã da Ouro se manteve e teve seu auge na jogada em que Ronei arrancou pela esquerda, passou para Felipe devolver de calcanhar e, ao dominar no bico da área, ser derrubado. Na cobrança da falta, o mesmo Ronei recebeu passe na ponta esquerda e cruzou para a área, fazendo a bola passar em frente ao gol sem ninguém aparecer para mandá-la para dentro.
Com a vantagem, o SNG diminuiu a correria nas ações ofensivas e passou a administrar o placar. O Fúria, por sua vez, tentava reagir, mas parava na marcação eficiente do adversário. O resultado só podia ser outro momento de disputa intensa no meio campo e poucos sustos para os goleiros. Diante deste panorama dois fatores poderiam desequilibrar este jogo de forças: um lance de destaque individual ou uma falha defensiva. Quando Rafael Brozinga dominou de costas para a marcação dentro da área as duas coisas aconteceram: ele protegeu bem a bola até a chegada de dois marcadores, os quais chegaram forte para afastar o perigo, mas não conseguiram tirar a bola do domínio do camisa 21, que se esticou para mandá-la às redes na saída do goleiro.
À medida que o tempo passava as disputas de bola se tornavam mais duras, e o Fúria se lançava cada vez mais ao ataque. Em cruzamento na área, o defensor Sucão subiu mais que todo mundo para cabecear e acertar o travessão. Ele ficou inconformado com o árbitro, reclamando ter sido puxado. A marcação forte impedia a criação de jogadas ofensivas dos dois lados, fazendo a equipe vermelha e branca apostar mais do que nunca no jogo aéreo. Foi assim que Sucão, mais uma vez, acertou o travessão, ao conseguir ganhar a jogada pelo alto. No lance seguinte, Adriano Motta foi mais eficiente: o camisa 10 completou cobrança de escanteio da esquerda, com uma cabeçada certeira no canto direito, e deu novo ânimo para sua equipe.
No último lance da partida, Thiago Motta ainda mandou a bola perto da meta ao bater uma falta da direita. A derradeira chance perdida, porém, confirmou a vitória suada do SNG, que chega a seis vitórias em seis partidas, e a nova derrota do ameaçado Fúria, que perdeu a quinta de seus seis jogos no campeonato.
Ambos os times têm encontros com rivais diretos na tabela na próxima rodada. Enquanto o time de Renê defende a liderança do grupo contra o Rabeloska, a esquadra furiosa tem embate mais que decisivo na busca pela permanência na Ouro, contra o oitavo colocado, o Roleta Russa Olímpico.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA
Jeremias 5 x 3 Bufalos
JEREMIAS VENCE E ENTRA NA ZONA DE CLASSIFICAÇÃO
A equipe empatou em pontos com o Elefantes, mas conseguiu a sexta colocação pelo número de vitórias
Por Alex Araujo
Com o placar de 5 x 3, o Jeremias fez o Bufalos experimentar mais uma derrota. E com a vitória do Bacana, a equipe azul e branca namora a zona de rebaixamento. Do outro lado, o Jeremias toma a sexta posição do Elefantes, que empatou com o Arouca.
O jogo foi corrido, com as duas equipes buscando o gol a toda hora. O primeiro tempo foi especialmente movimentado. Cinco dos oito gols do jogo ocorreram nessa etapa. E os gols começaram cedo: com menos de um minuto de jogo, o Jeremias marcou pressão na saída de bola adversária, Gui Ferreira tomou a bola de Rubão na lateral esquerda, saiu em direção ao gol e bateu forte pra abrir o placar a favor do Jeremias.
A marcação forte não durou muito, e o Bufalos conseguiu sair pro ataque, e chegou com perigo com Yan, que recebeu na área sozinho, mas, quando armou o chute, Thiago veio por baixo para desarmar. A equipe tanto conseguiu sair para o ataque que sofreu o segundo gol, justamente num contra-ataque: Vinicius puxou pela direita e inverteu o jogo para Camillinho, na esquerda, que levou até a linha de fundo e cruzou rasteiro para o mesmo camisa 5 concluir e marcar.
Estando à frente no placar, o Jeremias começou a jogar mais no contra-ataque enquanto o Bufalos ia pra cima, mas os jogadores erravam passes e tentavam resolver individualmente. A bola ficou muito presa no meio de campo. A equipe azul, ficando com a bola mais tempo no pé, cresceu no jogo e conseguiu levar perigo algumas vezes, fazendo o goleiro trabalhar: Marcos arriscou do meio campo e a bola desviou, mas Giancarlo conseguiu fazer a defesa; em seguida, foi a vez de Dinho receber na esquerda, fazer o giro e bater para mais uma defesa. O próprio camisa 10 ainda apareceu cara a cara com o goleiro, que pegou outra.
O Bufalos tanto insistiu que, aos vinte minutos, conseguiu não só diminuir, como também empatar. Foram dois gols em sequência: o primeiro saiu em cobrança de falta, com Dinho jogando por cima da barreira, sem chance do goleiro chegar. No lance seguinte, Arnaldo fez a jogada pela esquerda e cruzou para o meio, onde Dinho, mais uma vez, recebeu, mas demorou para chutar, dando tempo de goleiro e zagueiro fecharem o gol. Porém, o camisa 10 teve frieza para limpar os dois e fazer o gol.
No entanto, a alegria não durou muito. No finalzinho do primeiro tempo, Felipe fez boa jogada pela esquerda, conseguiu sair da marcação de dois, levar até a linha de fundo e cruzar para Camillinho pôr o Jeremias de volta na frente antes do intervalo.
A segunda etapa foi bem menos movimentada, sendo marcada pela baixa qualidade técnica. As equipes chegavam pouco, e o primeiro lance de real perigo foi logo o gol de empate: Kaike trouxe pela esquerda e cruzou no meio para Arnaldo só ter o trabalho de tirar do goleiro. O Jeremias só desempataria a partida por volta dos 15 minutos, numa falha de Arnaldo: a bola sobrou na área do Bufalos, mas parecia que o camisa 14 tinha o controle da situação, até matar no peito e dar de presente para Roger agradecer e não desperdiçar a oportunidade.
Levar o gol da forma que aconteceu abateu a equipe azul, que não conseguiu construir mais lances de gol. As chances ficaram por conta do adversário, que chegou com Felipe, sozinho, em contra-ataque, que tentou encobrir Cabinha, mas a bola parou nas mãos do goleiro. Camillinho ainda escorou uma bola que raspou a trave, após lançamento da defesa para o ataque. O Jeremias matou o jogo e fechou a conta a poucos segundos do fim: após cobrança de escanteio, a bola sobrou na frente do camisa 10 pedindo para ser chutada. Camillinho assim o fez: bola rasteira no canto direito para selar a vitória.
Na próxima rodada, o Jeremias enfrenta o Bacana, que vem de sua primeira vitória e vê a possibilidade de sair da zona de rebaixamento. O Bufalos, por sua vez, pega o Só Resenha, que bateu o CAV e agora ocupa a vice-liderança da tabela.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA
Arouca Jrs. 3 x 0 Di Primeira
AROUQUINHA SURPREENDE DI PRIMEIRA, VENCE E ENTRA NO G-6
Noal marca duas vezes e comanda a segunda vitória de sua equipe na competição
Por Luiz V. Andreassa
A vitória do Arouca Jrs. sobre o Di Primeira foi crucial para as suas pretensões de classificação à próxima fase, e reedição da boa campanha da última edição do Chuteira de Ouro. Além de derrotar um adversário de respeito, quarto colocado no Grupo A, o time de Galizé subiu para a sexta posição, conseguindo o direito de passar a semana na zona de classificação ao mata-mata.
A partida era equilibrada e bem disputada desde os primeiros lances, todavia, era o Arouquinha quem conseguia chegar com perigo diante da meta adversária. Em uma dessas jogadas, Nelsinho ajeitou de cabeça para Cadu chegar batendo de primeira por cima do travessão. Pouco depois, Noal apareceu para mostrar como se faz: ele dominou pela direita e encheu uma bomba para acertar o canto esquerdo, fazendo a bola pegar na trave antes de entrar.
Novas oportunidades foram criadas pelos pés da dupla Nelsinho-Cadu. O primeiro deu um belo drible na marcação no meio da quadra, avançou e, meio desequilibrado, chutou cruzado para fora. Já o segundo foi mais incisivo, ao finalizar no alto da meta, obrigando Ferrugem a fazer boa defesa.
O Di Primeira sentia sérias dificuldades na criação das jogadas ofensivas e não ameaçava uma reação. No único lance em que a equipe conseguiu chegar perigosamente, aos 14 minutos, André Luis finalizou da ponta direita e, mesmo quase sem ângulo, obrigou Gui Rodrigues a espalmar a bola para dentro da área, onde Gothardo estava para tirá-la com um chutão. Depois disso os minutos passaram com muita movimentação em quadra, mas sem grandes emoções. A última boa jogada ofensiva do primeiro tempo veio quando Felipe recebeu bom passe na lateral direita e bateu cruzado, obrigando Ferrugem a defender com o pé.
Depois do intervalo o Arouquinha manteve o bom equilíbrio de antes, conseguindo controlar a partida com uma defesa segura e um ataque esporadicamente eficiente. Em um desses momentos de melhor funcionamento das ações ofensivas, Cadu passou para Galizé driblar a marcação e chutar na rede pelo lado de fora. A resposta veio quando Dri recebeu passe na cara do gol e perdeu a dividida com Gui. Do outro lado, Cadu mais uma vez deu uma de garçom, ao fazer um passe sensacional para a infiltração de Deh na área. O camisa 6, entretanto, não foi tão preciso quanto o companheiro e finalizou à esquerda da meta. Na sequência, o próprio Dri protagonizou lance muito parecido com o anterior, tendo, aliás, o mesmo desfecho.
O Arouca Jrs. voltou a atacar com qualidade na metade do segundo tempo. Primeiro, Nelsinho e Noal roubaram a bola de Simon no meio da quadra e o segundo arrematou para acertar o pé da trave esquerda. Na sequência, Gothardo recebeu de Nelsinho na entrada da área e concluiu para boa intervenção do goleiro. Novamente Noal apareceu para, na terceira tentativa seguida de sua equipe, deixar a sua marca: ele avançou pela direita e chutou forte, em diagonal, para acertar o ângulo oposto e anotar um belo gol.
Se o segundo tento já dava a impressão de definição para a partida, a tendência ficou ainda mais evidente 3 minutos depois. Deh aproveitou uma bola na ponta esquerda e, quase sem ângulo, conseguiu finalizar de modo a fazer a redonda passar entre Ferrugem e a trave. Por incrível que pareça, o Di Primeira conseguiu um fôlego a mais após o terceiro revés e partiu para cima, criando mais chances nos últimos minutos do que em todo o resto do jogo. Na mais perigosa das oportunidade,s André Luis aproveitou uma bola mal tirada da área por Gothardo para mandar um foguete direto no travessão.
Apesar do esforço, já não havia tempo para uma reação, e a merecida vitória do Arouquinha não foi ameaçada. Na próxima rodada ambas as equipes enfrentam rivais diretos na classificação: o Arouca Jrs. pega o MachuPichu, podendo, em caso de novo triunfo, deixar bem encaminhada sua classificação para a próxima fase, enquanto o Di Primeira tentará roubar a terceira posição do Mulekes.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA
Elefantes Indomáveis 2 x 2 Arouca
ELEFANTES JOGA BEM E SEGURA AROUCA
Mesmo sem o artilheiro André Plec, equipe foi buscar o empate e conseguiu levar um ponto
Por Alex Araujo
O Elefantes arrancou um belo empate contra o líder do Grupo B, pela sexta rodada. A equipe fez um primeiro tempo muito seguro, e um segundo, nem tanto, mas teve raça e frieza para correr atrás da desvantagem de dois gols. Em curto prazo, o resultado pode não parecer tão bom, visto que o Jeremias venceu seu jogo e tomou para a si a colocação da zona de classificação, mas conseguir um ponto num jogo difícil como este pode fazer a diferença lá na frente. O Arouca segue na primeira colocação com 3 pontos de vantagem para o segundo colocado. O problema é que o terceiro e o quarto colocados também possuem 11 pontos, dessa forma, um deslize pode custar mais caro do que deveria.
O primeiro tempo foi um show de marcação por parte das duas equipes. Os sistemas defensivos prevaleceram majoritariamente. Foram criadas algumas chances de gol, mas as equipes só chegavam praticamente com chutes de longa distância. As primeiras tentativas foram do Arouca, com Mota chegando pela esquerda e batendo de fora da área, mas a bola foi bloqueada por Thomas antes que chegasse ao gol. E Marquinhos também batendo de fora da área, cruzado, dessa vez parando nas mãos do goleiro.
O Elefantes teve a primeira chance de chegar cara a cara com o goleiro adversário, mas foi desperdiçada em chute precipitado. O jogo foi seguindo nesse ritmo, com a equipe amarela chutando mais, principalmente com Mota e Marquinhos, mas os indomáveis iam batendo de frente com o Arouca.
A segunda etapa foi completamente diferente desde o início. O Elefantes não conseguiu executar a mesma marcação que executava no primeiro tempo. A equipe ficou recuada demais e chamava desnecessariamente o adversário para o seu campo, além de dar muito espaço para o Arouca tocar a bola. Dessa forma, o gol não tardou a sair: logo com 3 minutos, após escanteio cobrado, Renanzinho, na direita, bateu, pegando o goleiro desprevenido. 1 x 0. Apenas um minuto depois, Mota ampliou o placar, batendo rasteiro pela direita, quase da entrada da área. A bola acertou a trave oposta e entrou, sem chances para Chacha.
O Arouca ia dominando a partida, no entanto, o Elefantes conseguiu achar um gol: após cobrança de lateral, Bruno subiu sozinho e desviou de cabeça para diminuir a vantagem. O gol pôs a equipe de volta na partida, e o jogo voltou a dar uma equilibrada. A maior parte da partida seguiu dessa forma, e parecia que o Arouca sairia com mais uma vitória, mas, aos 20 minutos, uma falta para o Elefantes quase no meio de campo resultaria no empate. Thomas rolou para Daniel Teske chegar batendo de primeira. A bola passou por todo mundo e foi parar no fundo do gol. A comemoração foi quase como a de uma vitória, mas, acima de tudo, foi um placar justo para um jogo equilibrado como foi.
Na próxima rodada, o Elefantes pega o SPQSF, que vem de vitória e alcançou os 11 pontos, 3 a menos que o Arouca. Já o líder pega o Fiorella, que perdeu para o Bacana e deixou escapar a chance de assumir a ponta.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA
Real Paulista 6 x 3 MachuPichu
REAL DERROTA MACHUPICHU E SEGUE NO MEIO DA TABELA
Fofão e Feijão marcam duas vezes cada e decidem duelo, que deixa Real Paulista mais próximo da vaga à próxima fase
Por Luiz V. Andreassa
O embate entre Real Paulista e MachuPichu não era o destaque da rodada. As duas equipes fazem campanhas razoáveis, mas não mostram um futebol lá muito empolgante. Todavia, do mesmo jeito que Rabeloska e Mulekes (cotado para ser o jogão da rodada) surpreendeu negativamente – sendo um jogo de um time só –, o encontro entre as equipes de Panela e Seckler foi uma surpresa, uma boa surpresa.
A partida começou aberta e, desde os primeiros segundos, percebia-se o impulso ofensivo dos jogadores. No primeiro lance de maior perigo, Seckler aproveitou uma bola sobrada – após cruzamento na área – e bateu de primeira, parando em defesa do atento Alemão. Este tipo de tentativa foi uma tendência dos primeiros minutos, nos quais o MachuPichu deu trabalho para o goleiro rival com finalizações de média e longa distância. Jaú também fez uso deste artifício, em cobrança de falta do meio da quadra, e lançou uma bomba que explodiu no travessão. A resposta ‘real’ veio quando Pedrinho aproveitou uma sobra, após cobrança de falta, obrigando Pipo a espalmar para dentro da área e a defesa afastar no rebote.
Uma das principais armas do Real Paulista, campeão no primeiro semestre do ano passado, eram as jogadas inspiradas de Panela, o qual podia ficar sumido boa parte do jogo e decidi-lo em poucos movimentos. O camisa 8 voltou a fazer isso aos 8 minutos, ao arrancar pela direita e encher o pé para acertar o ângulo oposto, marcando um golaço.
O revés não desanimou o adversário, que foi para cima em busca do empate. Gui arriscou de canhota, Alemão espalmou e, no rebote, Seckler chutou por cima. Na sequência, o camisa 10 resolveu fazer diferente, levantando a bola na área, só que ele nem contava com a ajuda que recebeu para igualar o placar: o bom defensor Marquinhos foi tirar o perigo de um modo mais do que estranho, cabeceando a bola para o chão e acertando o cantinho direito de sua própria meta, em um lance muito parecido com um gol contra que Oseas fez em 1998 contra o Corinthians.
As equipes seguiram alternando momentos de domínio na partida, mas, apesar da falta muito bem cobrada por Panela do meio da rua, a qual obrigou Pipo a fazer grande defesa, o MachuPichu cresceu nos últimos minutos da primeira etapa. Alemão fez dois milagres para salvar seu time da virada, em finalizações dificílimas de João e Seckler. Entretanto, alguma hora o guarda-metas iria ceder, e foi justo no lance no qual Seckler dominou na entrada da área, girou e bateu no canto. Pouco depois, Caio fez uma pintura, ao completar passe de Ricci com um foguete, de peito de pé, que acertou o ângulo direito. Era 3 x 1 para os peruanos no primeiro tempo.
A vantagem construída antes do intervalo fez a esquadra preta começar a etapa final com mais tranquilidade e, antes mesmo de ser marcado um minuto de jogo, Tebas bateu rasteiro no cantinho esquerdo, após driblar um marcador pelo meio, e viu Alemão cair rapidamente para impedir um gol certo. A nova grande intervenção do guarda-metas foi de extrema importância na partida, já que impediu um novo revés de sua equipe, e lhe deu fôlego para a reação. A segunda parte desta reação foi protagonizada por Feijão. Primeiro, dominou pelo meio, girou e mandou no cantinho para descontar no placar. Alguns segundos depois, o camisa 15 fez jogada parecida, só que desta vez a finalização veio com um lindo voleio de sem pulo, anotando mais um golaço e restabelecendo a igualdade de gols.
O Real Paulista, como não podia deixar de ser, se animou ainda mais e foi para cima, parando em boas defesas de Pipo. Contudo, o lance que mais chamou a atenção no segundo tempo aconteceu do outro lado da quadra. Gui arrancou pelo flanco esquerdo, passou para João do outro lado, que lhe devolveu com um cruzamento. Sem marcação, Gui viu que não iria conseguir alcançar a bola para fazer o gol; então, resolveu usar a mão como num corte de vôlei para marcar. O pior de tudo é que ele ainda errou o alvo – e, claro, levou cartão amarelo.
O ritmo forte foi mantido por mais um tempo. Nele, Tebas quase desempatou, ao finalizar cruzado de primeira da entrada da área e acertar a trave esquerda. Na sequência, Panela passou perto de virar o placar, ao arrematar em diagonal pela esquerda e parar, mais uma vez, nas mãos de Pipo. Depois disso, o Real Paulista passou a dominar a posse de bola e controlar as ações, mas sem conseguir espaço para atacar. O panorama perdurou até os 20 minutos, momento decisivo da partida. Em cobrança de escanteio pelo lado direito, Panela tentou cruzar a bola na área, a defesa tirou, o próprio Panela reaproveitou e chutou em cima de Pipo; o goleiro, por sua vez, acabou soltando a bola nos pés de Raphão, que só teve o trabalho de mandar para dentro.
Aproveitando o momento de instabilidade do adversário, a esquadra branca foi ao ataque e, pouco depois, ampliou a vantagem. E mais uma vez com estilo. Fofão encheu o pé da direita e acertou o travessão antes de a bola entrar. Aos 24 minutos, o mesmo Fofão fez mais um belo gol, ao driblar a marcação na entrada da área e chutar forte na saída de Pipo, que nada pode fazer.
Assim, o Real Paulista conquistou sua segunda vitória na competição com méritos em um jogo muito bom e bastante disputado, com muitas chances de gols para os dois lados – além de atuações inspirada dos goleiros. A equipe real pega agora o lanterna Estudiantes tentando permanecer no G-6, enquanto o MachuPichu tenta voltar ao seleto grupo enfrentando o rival direto Arouca Jrs.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA
Só Resenha 4 x 1 CAV
SÓ RESENHA BATE CAV E ALCANÇA A VICE-LIDERANÇA
Com quatro gols, Só Resenha vence CAV em jogo polêmico e agora fica atrás apenas do líder Arouca
Por Alex Araujo
A equipe vitoriosa mereceu o resultado e agora ocupa a segunda posição na tabela, liderando o ‘trio dos 11 pontos’, com Fiorella e SPQSF ao seu lado. O CAV, que vinha sem vencer há 2 jogos, entrou em campo nervoso, e só piorou depois da confusão no segundo tempo, quando teve três jogadores expulsos. A equipe, agora, ocupa a quinta colocação, com 10 pontos, e vê a liderança ficar cada vez mais longe.
O Só Resenha jogou melhor pela maior parte do jogo, mas o CAV teve seu momento também. Inclusive foi o time de branco que começou levando perigo com menos de um minuto de jogo, quando Marcel recebeu bola da defesa e acertou o travessão. Os dois times se movimentavam bastante, mas as defesas prevaleciam e poucas jogadas de perigo foram criadas. A resposta do Resenha veio com 5 minutos de jogo, em bola parada depois de Quinta sair mal da área e cometer pênalti. Quem cobrou foi Darian, no canto esquerdo do goleiro. A equipe ainda chegou mais uma vez em seguida, em contra-ataque pela esquerda, com Éder batendo para uma boa defesa do goleiro.
A partir daí, o Resenha jogava melhor. Quando não tinha a bola, marcava pressão no campo do adversário, e quando a tinha, conseguia prender ela mais no campo de ataque. Porém, essa superioridade não interferiu no placar. Pelo contrário. Passados 15 minutos, Bettoni dominou a bola praticamente no meio de campo, pela ala esquerda, e bateu forte, rasteiro. A bola sofreu leve desvio e entrou. O CAV ainda levou perigo mais uma vez, em contra-ataque com Julio, tentando bola colocada, mas mandou para fora. A equipe cresceu depois do gol, mas ainda não conseguia trocar passes.
O segundo tempo começou com o Resenha melhor, e foi a vez deles acertarem uma bola no travessão logo de cara: Fabricio, dentro da área, conseguiu o chute, a bola passou pelo goleiro, mas o zagueiro salvou. A bola ainda tocou o travessão antes sair. Jogadores e torcida ainda chegaram a pedir pênalti e o árbitro ainda chegou a marcar, mas voltou atrás corretamente e deu apenas o escanteio. Em seguida, o Resenha chegou de novo, mas dessa vez para balançar as redes: Mirandinha recebeu bola no meio, dominou e bateu rasteiro da intermediária, acertando o canto direito de Quinta e colocando o Resenha na frente de novo.
Dois minutos depois, em jogada de Dhani para cima de Bettoni, ambos se desentenderam e teve início uma confusão generalizada, que terminou com a expulsão dos protagonistas – além de Cainho e Teté, do CAV, que estavam no banco. O time de Marcel ficou mais desestabilizado depois da confusão, já que perdia o jogo e sofria a pressão da torcida adversária. A equipe, porém, tinha que correr atrás do resultado.
O Resenha se fechou e esperava o contra-ataque. O CAV não tinha forças para chegar ao ataque e Quintanilha toda hora avançava além do meio de campo buscando o chute ou abertura de jogo. A oportunidade que o Resenha queria apareceu: Quintanilha saiu jogando, a bola foi perdida no meio de campo e Éder mandou para o gol sem goleiro do meio de campo. Era o 3 x 1.
Desnorteado, tal qual um boxeador que leva o nocaute, o CAV sofreu o quarto gol. A zaga foi sair jogando pela ala esquerda, se enrolou com o árbitro e a bola sobrou para Éder. O meia avançou com calma até ficar cara a cara com Quintanilha. Eu um drible sensacional e tocou rapidamente para comemorar o 4 x 1.
O árbitro não esperou nem mesmo a contagem até 10 para decretar a bela vitória do Resenha. Na próxima rodada, o Só Resenha enfrenta o Bufalos, que tenta se afastar da zona de rebaixamento. O CAV, por sua vez, pega o The Veras e precisa se aproveitar do jogo contra o lanterna para não desperdiçar pontos. Com 10 pontos e na 5ª posição, um tropeço pode custar a vaga no G-6
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 6 x 3 Estudiantes
ROLETINHA VENCE A PRIMEIRA, SAI DO SUFOCO E ENTERRA ESTUDIANTES NO BURACO
No duelo dos desesperados, esquadra Roleta mostra melhor qualidade técnica nos momentos decisivos e dá um grande passo rumo à permanência na Ouro
Por Luiz V. Andreassa
O duelo entre Roleta Russa Olímpico e Estudiantes de la Vila foi o típico jogo dos desesperados. De um lado, uma equipe recém-promovida à Ouro que briga para não voltar para a Prata; do outro, uma equipe muito prejudicada pela perda de jogadores, depois da boa campanha no campeonato passado. Ambas sabiam que era esta a chance de obter a primeira vitória no campeonato e sair do sufoco – e também sabiam que o empate era ruim.
Com isso, não faltou motivação aos jogadores desde os primeiros movimentos. Antes de ser completado um minuto de bola rolando, Kuminha finalizou da esquerda e contou com um desvio na zaga para acertar a trave. A resposta foi iniciada por um dos poucos valores individuais do Estudiantes: Alex fez boa jogada e deixou Ivan na cara do gol, mas o camisa 4 tentou tirar tanto a bola do goleiro Edu que acabou tirando também do gol, mandando para fora.
Entre os 6 e os 11 minutos aconteceu a fase mais importante da partida, que viria a ser determinante para a vitória Roleta. Primeiro, Kuminha recebeu na área e driblou Tucano para ficar na boa e abrir o placar. Na sequência, Brian aproveitou sua chance e finalizou com qualidade para vencer o arqueiro e ampliar a vantagem. Pouco depois veio o mais bonito dos três avassaladores gols: Kuba roubou a bola pelo meio, deu um belo e rápido drible na marcação e encheu a bomba para acertar o ângulo direito.
Mais tranquilo, o time azul passou a administrar a ótima vantagem, enquanto o Estudiantes se esforçava ao máximo para reagir – mas parava na falta de qualidade e criatividade na construção das jogadas ofensivas. O panorama se manteve até o final da primeira etapa, quando Miguel arrancou muito bem pela esquerda, saiu da marcação e passou para Alex, na entrada da área, dominar e bater de bico no canto direito de Edu. Todavia, a última chance de gol antes do intervalo veio do outro lado, em lance no qual Ceron recebeu de Kuminha e concluiu para defesa de Tucano.
A segunda etapa começou com o fôlego renovado, e as jogadas ofensivas mais frequentes. Na primeira delas, Alex cruzou da esquerda e Pina deu uma espanada na bola ao tentar tirar, acertando a trave da própria meta e passando perto de descontar para o rival. Na resposta, Brian descolou belo passe para Kuba sair na cara do gol, mas parar na boa saída de Tucano; no rebote, Folha bateu de primeira, mas mandou por cima. A chance perdida fez falta porque, logo depois, Alex aproveitou uma bola sobrada em confusão na área para completar ao gol vazio.
Era o ingrediente que faltava para a partida. Com o placar marcando 3 x 2 para o Roletinha, o duelo ficou com ares dramáticos, mesmo sem ter sido completado um quarto do segundo tempo. A tensão era evidente em todas as jogadas, e o equilíbrio voltou a reinar em quadra. Pelo Roletinha, Matarazzo fez belíssima jogada ao limpar a marcação no meio de campo, arrancar pela esquerda e concluir na trave, na saída do goleiro. Alex, sempre ele, também passou perto de marcar do outro lado, quando recebeu passe comprido pela direita e chutou com o bico do pé esquerdo, fazendo a bola passar bem perto do poste esquerdo.
Diante de uma situação complicada e do equilíbrio de forças, o time de Folha tinha a vantagem de ter jogadores mais capacitados para decidir a partida. Isso começou a ficar evidente aos 15 minutos, em lance no qual Catatau bateu rasteiro em diagonal e obrigou Tucano a fazer boa defesa. Mais feliz foi Brian que, em ótima cobrança de falta pelo lado direito, acertou o canto esquerdo do guarda-metas e fez 4 x 2 no placar. A tranquilidade foi então para o lado azul da quadra, enquanto o Estudiantes mostrou sentir o golpe. A prova disso veio quando Tucano deu um chapéu em atacante rival e, na hora de dominar, perdeu dividida com Brian, a bola foi direcionada para o gol e o próprio Brian ainda apareceu para conferir e balançar as redes mais uma vez.
Com o adversário praticamente derrotado, ficou fácil para Catatau fazer boa jogada pelo meio e rolar para Kuminha arrematar de fora da área, e mandar a bola entre as pernas do goleiro. Ainda houve tempo para Miguel, o melhor jogador ‘estudante’ no jogo, descontar com estilo, ao receber na ponta direita e encher o pé para acertar o ângulo - depois de a bola pegar na trave. Foi o derradeiro suspiro do Estudiantes, que está cada vez mais próximo do rebaixamento – e ainda terá a pedreira Real Paulista como adversário na próxima rodada. O Roletinha, por sua vez, terá sua grande chance de evitar uma volta precoce à Prata, ao enfrentar o penúltimo colocado Fúria, podendo, em caso de vitória, ficar a seis pontos da zona da degola, faltando apenas dois jogos para acabar a primeira fase. É outro duelo que tem tudo para ser dramático e emocionante.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA
Bacana 4 x 2 Fiorella
BACANA SUPREENDE FIORELLA E CONSEGUE SUA PRIMEIRAVITÓRIA
Bacana afasta zica, mostra qualidade e ainda tem chances de escapar do rebaixamento
Por Alex Araujo
O Bacana conseguiu vitória expressiva sobre o poderoso Fiorella e agora está a um ponto de sair da zona de rebaixamento. O Fiorella continua com 11 pontos e vê Só Resenha e SPQSF encostarem. E com o empate do Arouca, perdeu a chance de se igualar ao mesmo ou tomar a liderança.
O primeiro tempo começou parecendo que o Fiorella conseguiria mais uma vitória, pois logo abriu o placar com Rogério cabeceando sozinho depois de cobrança de lateral. Mas não foi o que aconteceu. O Bacana conseguiu empatar poucos minutos depois: Kiwi lançou da lateral direita para dentro da área e Rômulo apareceu com liberdade pra completar ao gol.
A equipe não só equilibrou o jogo como conseguiu se impor e comandar a primeira etapa. Kiwi puxou mais um contra-ataque e lançou para Antonelli na área, mas o camisa 7 mandou para fora; em seguida, o mesmo camisa 16 arriscou de fora, pela direita, a bola subiu, talvez acertasse o travessão, mas Franklin não quis arriscar e fez uma bela defesa, mandando para escanteio. No fim da primeira etapa o Bacana conseguiu a virada: Rômulo fez a jogada pela direita e tocou no meio, quem chegou de trás foi Antonelli para concluir no gol aberto.
Na segunda etapa, o Fiorella veio mais ligado no jogo e criou mais oportunidades, mas o Bacana não deixou por menos e já começou atacando: Canzian teve chute travado que enganou Franklin e quase foi cair no ângulo esquerdo do goleiro. O adversário respondeu com Lucas fazendo o pivô e Amos batendo pra defesa do goleiro. O jogo era lá e cá, mas foi o Fiorella quem conseguiu alterar o placar primeiro: aos 11 minutos, Edson Carlo apareceu cara a cara com o goleiro e tocou de lado para Lucas só tocar para o gol vazio. Parecia que o jogo caminhava para o empate, mas aos 20 minutos, Kiwi, mais uma vez, recebeu na intermediária, cortou para a direita e bateu rasteiro, sem chance para o goleiro.
A partir daí, o Fiorella começou a pressionar mais, a ficar mais com a bola, mas não conseguia furar a defesa do Bacana. José Roberto apareceu bastante, mas exagerou nas jogadas individuais. As bolas paravam na zaga ou nas mãos de Guido. A equipe, com a defesa bem instalada, ainda conseguiu sair num contra-ataque nos minutos finais e matar o jogo: Lê Leme recebeu no meio, limpou para a direita e bateu pra fechar o marcador.
Ótima vitória para o Bacana que, apesar de ainda depender de resultados negativos por parte do Bufalos, ainda tem esperanças de sair da zona de rebaixamento. E o Fiorella, apesar da derrota, ainda se mantém em terceiro, apenas 3 pontos atrás do líder Arouca.
Na próxima rodada, o Bacana enfrenta o Jeremias, que conseguiu entrar na zona de classificação e vai fazer de tudo para continuar por lá. O Fiorella pega o Arouca, no famoso jogo de “seis pontos”.
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