O jogo valia a liderança do Grupo B do torneio. Para ser liderança isolada, só faltava torcer para o MachuPichu não vencer. E o Machu perdeu, o vitorioso no jogo de abertura da rodada – que foi o Melville Power – acabou fechando a semana na liderança, com 9 pontos em 9 disputados.
Como se previa, foi um jogo muito disputado inicialmente, com equilíbrio de jogadas de gol de ambos os lados, mesmo tendo o Melville abrindo o placar com um minuto e meio, com Felipe. Perdendo logo de cara, o Só Lance saiu pro jogo e estava empolgado em ter seu poderoso trio ofensivo – Philip, Ronei e Kaká – em campo. E foi Kaká que, aos 10 minutos, empatou ao receber na área e tocar por baixo do goleiro. Mas não deu tempo de comemorar, pois o Melville se colocou em vantagem em cabeçada de Henrique.
O jogo parecia que não seria do Só Lance, pois Ronei, em dia nada inspirado, pouco produzia de efetivo. O goleiro Taxa também pouco trabalhou e viu seu time tomar conta do jogo definitivamente aos 21 minutos, com gol de Walter Dimba, e no minuto seguinte, com Felipe novamente. E foi o placar de 4 a 1 que o Melville levou para o segundo tempo.
Diferentemente do primeiro jogo, quando o Melville bateu o Fiorella na sorte, com frango do goleiro adversário, diante do Só Lance a equipe – que jogou sem seu capitão Mauricio – mostrou rapidez, frieza e maturidade para cadenciar o jogo e matar o adversário na hora certa. E o mestre em cadenciar jogo, dar o ritmo que a partida (sua equipe, na verdade) precisa é Alemão. E foi Alemão que bateu e converteu o pênalti cometido por Matera, que, no chão após dividida com o atacante, meteu a mão na bola para que não a chutassem pra dentro do gol.
A partir daí era administrar o placar. Vitória assegurada para uma equipe experiente que parece que encontrou o seu melhor futebol na competição. Mas nessa de segurar o jogo o Só Lance resolveu voltar a jogar e entrar na partida. Em menos de um minuto, Felipe Ricco e o mesmo Matera marcaram para o Só Lance, que encostou no marcador, fazendo o Melville acordar novamente para o jogo. E aí a estrela de Felipe voltou a brilhar, com o gol que fechou o placar em 6 a 4 e definiu os 3 pontos da partida em favor do Melville, que já mostra o porquê da incorporação da palavra Power em seu nome.
BUCETS DESPACHA BEER POINT
Terceiro jogo do Beer Point e era muito esperado para ver qual seria a reação do time após os 20 a 0 tomados na rodada anterior. Com novos jogadores – na verdade, apenas um novo – a equipe entrou em campo para enfrentar o Bucets, um time cheio de altos e baixos mas que recentemente vem encontrando força na dupla de ataque Rafael e Rafinha, além de Rodrigo Storch.
Com o Bucets desfalcado de Denys e Tom, coube a Vitinho, o único remanescente da primeira formação da equipe junto ao goleiro Nathan, a liderança do time dentro de campo. E, com 6 minutos de jogo, o Bucets marcou, abrindo o placar e a goleada que se anunciava: gol de Rafinha, eleito o melhor da partida. 5 minutos depois foi a vez de Rafael Storch fazer um dos seus gols.
O jogo seguia com o Bucets com pleno domínio, mas o Beer Point conseguiu equilibrar o jogo em termos ofensivos. O problema da equipe residia na defesa, que subia muito e acabava surpreendida. Foi assim no terceiro e quarto gol do Bucets, com Vitinho e novamente Rafael. Com 4 a 0, só restava ao Beer Point atacar, e, numa jogada individual, o Rafinha do Beer Point, ex-Acidus, diminuiu e marcou o primeiro gol da equipe no torneio.
Mas a tarde não era mesmo da zaga do Beer Point, que, em duas falhas do mesmo zagueiro – uma tentativa de driblar na defesa e outra saída de bola com passe errado –, acabou sofrendo mais dos gols em menos de dois minutos e levando o jogo para o intervalo com o placar de 6 a 1. O jogo tinha sido praticamente liquidado ali.
No segundo tempo, o Bucets segurou o freio de mão e passou a atacar apenas na certeza. Nathan segurava atrás o que era chutado ao gol e as chances de gols eram com as investidas de Rafinha e Eduardo Gonzo. E quanto mais o Beer Point subia ao ataque, mais o Bucets retomava rapidamente e fazia gols. Foi assim aos 5, 10 e 15 minutos, quando o placar chegou a 9 a 1 antes que Paulo diminuísse para o BP. Mas não demorou e o estreante Leandro Lesma fechou os 10 gols do Bucets, enquanto no minuto final Eduardo Gonzo descontou e fez o terceiro de sua equipe. final: 10 a 3 Bucets no Beer Point.
CROCIATTI E TRAVE VENCEM BASICUS
Se fosse eleger um “herói” para a partida entre Crociatti x Basicus, sem dúvida haveria dois deles – o goleiro Palhuca, que fez grandes defesas, e a trave do goleiro Palhuca, que “defendeu” o que ele não conseguiu pegar. Ao final do jogo, e o placar de 3 a 1 para o Crociatti, não teve quem não viu o lamento no rosto dos jogadores do Basicus em razão das 5 bolas na trave do time em momentos decisivos da partida. 3 delas foram de Lapa, o camisa 10.
O Crociatti começou com um jogador a menos e segurando a bola até chegarem os atrasados. Em menos de três minutos, estavam com o time completo em quadra. E foram os comandados por Ferro e Rafinha fora de quadra, ambos cumprindo suspensão, que abriram o marcador aos 10 minutos de jogo, com Rafael Vasquez, em erro da defesa e do goleiro do Basicus, que viram a bola ser cruzada e não a interceptaram antes que Vasquez chegasse para colocar pra dentro na segunda trave.
Com 1 a 0, o Basicus acordou e saiu mais para o jogo. Eram as estréias de Bruninho e Brian no time de rosa e muita gente do Joga 13 pedia pela entrada de seu ex-jogador. Sempre com Lapa o Basicus levava perigo. E numa dessas a bola explodiu na trave. Em cabeçada após cobrança de escanteio, Lapa, livre, cabeceou e a bola caprichosamente, sem chances para o goleiro, bate no travessão e vai pra fora.
Com a pressão do Basicus, o Crociatti levava muito perigo nos contra-ataques, com Piero e Iram, que contavam com as falhas da defesa e de posicionamento do Basicus. As entradas de Mutssa e Bruninho deram maior movimentação ao ataque do Basicus, mas quem marcou foi o Crociatti, com Piero, faltando um minuto para o fim do primeiro tempo. Detalhe: o gol aconteceu quando o Basicus estava com um a menos em campo, após Diego tomar o cartão amarelo por suposto lance de mão na bola. Não houve a intenção clara de por a mão, mas o jogador levou vantagem na jogada e o cartão foi inevitável, já que é previsto na regra.
O segundo tempo, o Basicus apostou na ex-dupla do Joga 13, Love e Bruninho, e logo aos 2 minutos conseguiu diminuir com o primeiro. Mas a tarde era mesmo da trave e foram mais dois encontros infelizes para o Basicus da bola com a trave de Palhuca. Quando não era na trave, o goleiro estava lá para pegar no cantinho algumas bolas. Num contra-ataque, bola cruzada na área encontra Vasquez novamente para fazer 3 a 1 aos 18 minutos do segundo tempo, praticamente enterrando as chances de vitória do Basicus.
E se a sorte era do Crociatti, o azar estava com o Basicus. Ao entrar para o jogo, em seguida ao terceiro gol, Brian vê seu companheiro cair ao chão e ouve um apito. Pega a bola com a mão para bater a falta e vê o árbitro apitar e dar cartão amarelo a ele. O primeiro apito era de outra quadra, e a falta do companheiro não tinha sido marcada, mas sim a dele, por usar a mão na bola. Dois minutos fora por puro azar da coincidência de apitos no lance.
E assim acabou o jogo, com a vitória do Crociatti e o time assumindo a segunda posição do grupo, com 7 pontos. O Basicus fica na lanterna, sem pontuar ainda após 3 rodadas.
BACANA DERRUBA ROLETA RUSSA
O jogo colocava à frente os dois líderes do grupo A (pelo saldo de gols). Roleta Russa vinha de convincentes vitórias sobre Joga 13 e Beer Point; Bacana mostrou força ao vencer Treinadores do Braz e também o mesmo Beer Point. Por se tratar de um confronto inédito, e de invictos, era difícil traçar expectativas.
O jogo começou com domínio da equipe Roleta Russa, que levava a bola de pé em pé mas não conseguia furar o forte bloqueio defensivo do adversário. O Bacana não se deixava dominar à toa – levava sempre perigo em jogadas de velocidade pelas laterais. Um jogo de certa forma equilibrado que só viu um gol aos 19 minutos, quando Vitor Saraiva, ou Vitinho para muitos, chutou de longe após triangulação no campo defensivo do Roleta. A bola bateu no travessão e, na volta, encontrou as costas do goleiro Casari e foi morrer dentro do gol. Houve muita vibração dos Bacanas.
Ainda antes do término do primeiro tempo, outra jogada quase idêntica à do gol, novo arremate de longe do Bacana e novamente bola na trave, próxima ao ângulo, só que desta vez a bola explodiu e saiu rente à trave oposta. Muitos jogadores acharam que a bola tinha batido na trave de dentro e pediram o gol, mas os mesários, que estavam na lateral sobre a linha de fundo, confirmaram que ela não havia entrado.
No segundo tempo já não se via o mesmo toque de bola do Roleta Russa do primeiro tempo e o Bacana atacava com mais freqüência. O time em desvantagem, forte em seu setor ofensivo com Bruno, Kuminha e Nação, tinha de buscar o empate e dava logo no início indicação de incômodo com a não marcação de gols. E a eficiência do Bacana se comprovou aos 14 minutos, quando Rômulo interceptou lançamento do goleiro Casari, avançou pela lateral e chutou cruzado para fazer 2 a 0 para o Bacana. Era uma ducha de água fria para o Roleta.
Mesmo assim, o Roleta seguiu tentando furar o forte bloqueio armado pelo Bacana, com sua defesa composta por Jorge, João e Marcelo, mas nem a habilidade de Bruno e Kuminha surtia efeito. E, bem postado na defesa, o Bacana foi ao ataque e, em cobrança de falta ensaiada, três toques e o gol de Luiz Costa, que recebeu livre para fazer o terceiro gol. Eram jogados 17 minutos do segundo tempo e parecia decretada a vitória Bacana.
E nos minutos finais do jogo o Roleta parece ter acordado e conseguiu criar algumas oportunidades, principalmente com chutes de Bruno, que acabaram não oferecendo muito perigo ao goleiro Roberto até os 22 minutos, quando enfim o camisa 13 marcou para o Roleta.
Com 3 a 1 no placar, podia ainda ser esboçada uma reação, mas Ranalli acabou com qualquer possibilidade ao dar um passe no pé de Luiz Costa, que avançou tranquilamente pelo meio e fez o gol sem marcação alguma. Era o quarto gol do Bacana, praticamente 25 minutos do segundo tempo. Jogo encerrado e fim da invencibilidade do Roleta e liderança para o Bacana ao lado do SNG.
JOGA 13 ENGRENA E FAZ 6 A 2 NO FORA DE SÉRIE
Um jogo que ao menos prometia pela memória que havia do último confronto entre as duas equipes – o ultimo jogo da fase de classificação do IV Chuteira, quando ambos disputavam uma vaga para a fase do mata-mata. Como é sabido, o Joga 13 venceu por 3 a 2, de virada e com um jogador a menos em campo.
E foi com esse placar em mente que o Fora de Série entrou em campo, sabendo da força que o 13 tem em Lele e na sólida defesa. E, para surpresa de todos, em menos de um minuto, Guma sai jogando errado e possibilita arremate de Adriano. O goleiro Caieras espalma e Thiago Motta aparece livre para marcar. Era o sinal de que o 13 tria de correr atrás do prejuízo.
A partir do gol, o 13 teve de ir ao ataque, mas a defesa do Fora de Série, sempre forte e reforçada com o elegante zagueiro Henry, ex-Assurra, conseguia impedir a aproximação efetiva do meio de campo adversário. Mas a coisa começou a ruir aos 8 minutos, quando Lele, fazendo o que não costuma fazer – marcar e roubar a bola – recupera a posse de bola e toca para Choko empatar a partida. Não demorou para Doce fazer linda jogada individual, passando por vários adversários, tabelar com Guma e colocar o 13 na frente no marcador num golaço. Era a virada e o domínio do Joga 13 já era mais que evidente neste momento do jogo.
Mas o Fora de Série é valente, após sofrer falta, Gabriel bate forte, a bola rebate e sobra para Adriano empatar em novo rebote. Eram 19 minutos do primeiro tempo e o placar igual estava de bom tamanho para o FS. Entretanto, não estava para o Joga 13 que, faltando um minuto para o fim do primeiro tempo, conseguiu a vantagem com Choko em outra jogada com Lele.
No segundo tempo, o FS se fechou, apostando na defesa e no contra-ataque, mas a pressão do 13 foi imensa e, aos 9 minutos, Callado aproveitou cruzamento para a frente da área e mandou no canto do goleiro Betão. Um minuto depois, em escanteio, enfim o artilheiro Lele desencantou na partida e marcou de cabeça.
A blitz trezera continuou, com Rodrigo chutando de longa distância buscando o gol ou um possível rebote. O FS não via a bola e pouco fez em termos ofensivos. Só dava Joga 13 e assim foi até o fim da partida, mas antes Lele ainda guardou mais um. Em jogada com Rafinha, o camisa 9 tocou por cima de Betão e dercretou 7 a 2 para o joga 13, que enfim parece ter recuperado seu bom futebol e convenceu a torcida e a equipe. Detalhe: sem Kirk em campo, suspenso da expulsão no jogo passado, quando o 13 venceu o Bucets.
KADÊNCIA CANSA E SOFRE VIRADA DE FIORELLA
A partida era entre duas equipes que vinham de derrota e precisavam da vitória para “sossegar” o time. O Kadência, com apenas 3 pontos, e Fiorella sem nenhum, sabiam da importância desse jogo para se manter ou entrar para o grupo dos classificados.
A julgar pelo primeiro tempo, dava a impressão que o Fiorella seria facilmente derrotado, pois desde o início o Kadência mandou na partida, abrindo 2 a 0 com os dois gols de Tiago Palareti, o camisa 11. Depois da derrota para o Melville, enfim o Kadência mostrava o bom futebol que se viu na estréia, quando ganhou com sobras do Atlético Pagalanxe. Mas as coisas pareciam mudar de figura quando Van-Van, o camisa 11 do Fiorella, descontou para sua equipe. Mesmo assim, a impressão era que o Kadência não se abateu, pois novaente Tiago marcou, fazendo 3 a 1, placar que foi o final do primeiro tempo.
Tudo mudou quando os árbitros apitaram o início do segundo tempo. Viu-se um outro Fiorella em campo, trazendo lembranças da equipe semifinalista do III Chuteira de Ouro, a primeira equipe a bater o SNG no Chuteira de Ouro. O time de verde mostrou força e imprimiu muita correria para, como um trator, atropelar a cansada zaga (meio e ataque também) do Kadência, que nitidamente perdeu fôlego e qualidade de jogo. Aos 2 minutos, Penna marcou. Depois disso, foi a vez do show de Van-Van: fez mais três gols além do primeiro, aos 4, 5 e 12 minutos. Quando enfim Tiago fez o quarto do Kadência e o quarto dele na partida, aos 15 minutos, o placar estava em 6 a 3. o quarto gol podia dar sobrevida ao Kadência, mas Alex Silva tratou de acabar com qualquer esperança e cravou 7 a 4 no placar.
Ao fim da partida, Fiorella, com os mesmos 3 pontos de Kadência, chega ao G6 devido ao melhor saldo de gols. A equipe do Kadência, que tão bem ganhou do Pagalanxe em sua estréia, tem duas semanas para melhorar e recuperar o fôlego para a quarta rodada, quando enfrenta o lanterna Basicus.
MSM SEGURA SNG E "SÓ" LEVA 7 GOLS
Novo jogo do SNG e o que se esperava era nada menos que uma goleada. Teve jogador do MSM que disse que o objetivo na partida era perder do menor placar possível – ele sabia que o menor possível era bem elástico. E de fato parece que o MSM fez mais em campo do que muitos poderiam esperar – perdeu “só” de 7 a 2 do bicampeão e líder SNG.
O jogo começou como é todo jogo do SNG – com o time indo pra cima do adversário como um rolo compressor. E assim foi e assim que, em um minuto e meio, pra variar o SNG abriu o placar, com ele, sempre ele, Renê. Dominante em campo, impondo seu jogo ao novato MSM, não demorou para sair o segundo gol, desta vez com o fiel escudeiro Memé, após jogada de Allan com Renê. Eram menos de 5 minutos de jogo, e o SNG sentia que poderia poupar alguns jogadores e passou a colocar os reservas e os que chegaram para estrear na competição, como o camisa 10 Tejeda. E foi em jogada dele com Allan que Renê fez 3 a 0 com 10 minutos de jogo.
Era um ataque contra defesa, pois o MSM até que tentava, mas não conseguia passar pela zaga do SNG, que colocou todos para jogar e saciar a vontade de entrar em campo. Estranhamente, o zagueiro Grillo não estava presente e perdeu a oportunidade de jogar mais tempo que além de cobrar laterais para dentro da área. E nessa estratégia o time acabou perdendo a “fome” de gol e apenas fez mais um no primeiro tempo, justamente com Tejeda, em grande jogada individual. O placar só não foi bem mais elástico porque o goleiro Ricardo estava numa tarde inspiradíssima, tanto que foi eleito o melhor goleiro da rodada.
Na volta para o segundo tempo, a situação não se inverteu. Continuou pressão do SNG e, em 3 minutos, numa cobrança de lateral, Renê fez o pivô e, de calcanhar, deixou Biro na cara do gol para fuzilar e fazer 5 a 0. Em compensação, parece que esse gol acordou o MSM, que resolveu tentar mais ostensivamente o ataque. Com isso o jogo ficou mais movimentado, ambas as equipes buscando o ataque. E aos 11 minutos, o MSM finalmente fez o primeiro gol, com Carlão. 5minutos depois, Magneé fez o segundo gol do MSM, dando esperança de que pudesse buscar algo além de uma derrota ampla. Mas a empolgação foi enterrada num rápido contra-ataque, em que Mario completou jogada de Renê com Memé. Com o controle da partida recuperado, o SNG ainda fez mais um, numa arrancada de Renê, que fez seu terceiro gol.
Com os gols, Renê atingiu a marcar de 9 gols em 3 jogos e reassume a liderança pela briga da artilharia. E, com os resultados da rodada, o SNG assume a primeira colocação do seu grupo (pelo critério de gols marcados).
ACIDUS EMPATA DE NOVO E SE COMPLICA
Acidus e Muleke Piranha entraram em campo sabendo que uma derrota poderia ser fatal para ambas as equipes. O Piranha vinha de duas derrotas, e o Acidus de um empate e uma vitória contra Basicus e ainda um futebol nada convincente. Por isso, a vitória era o objetivo maior de ambos os times, mas, ao final, o empate em 2 a 2 acabou por ser justo.
O começo do jogo foi bem disputado no meio de campo, mas o Piranha mostrou que tinha mais vontade, chutando de longa distância. E aos 4 minutos, num desses chutes o goleiro Diego espalma para o lado e a bola encontra Robson livre de qualquer marcação para abrir o placar. O Acidus sofria sem uma referência no ataque, coisa que o zagueiro Rafão, sentindo o espaço vazio, passou a ocupar. E não demorou para ele, após dividir e ganhar a bola, chutar de bico da frente da área para vencer o goleiro Guaraná e empatar a partida. A partir daí, o Acidus passou a dominar o jogo, mas o Piranha levava perigo em arrancadas rápidas e chutes de fora da área. O Acidus tinha seu ponto forte nas jogadas pela esquerda de Caio, mas o meio continuava sem aquele jogador que pudesse ser o finalizador. Aos 16 minutos, novo chute de longe e uma bela defesa de Diego, que conseguiu ainda defender com os pés o chute de Daniel, mas a defesa do Acidus, distante da marcação, viu o mesmo Daniel completar pro gol e colocar o Piranha novamente com vantagem no placar.
O jogo continuava sob domínio do Acidus, mas o time amarelo-limão não conseguia finalizar com propriedade ao gol. Quando conseguia, Guaraná fez boas defesas. Em jogada individual, Caio mandou na trave. O Acidus pressionou o Piranha em, aos 25 minutos, Bocha fez jogada da esquerda para o meio e encontrou Cavalera entrar livre pela direita para empatar o jogo. Foi o fim do primeiro tempo.
No segundo tempo, parecia que o receio de tomar gol era maior que a vontade de fazer. Os ataques pouco criavam e o jogo ficou muito brigado no meio de campo. Num lance sem bola, Publius cai no chão afirmando ter tomado um “tapão” na orelha. Ninguém viu o lance, inclusive os árbitros, que nada puderam fazer a respeito. Indignado e nervoso, o Acidus decidiu tira-lo de campo para que não buscasse uma retaliação. O jogador deixou o campo e ficou do lado de fora da quadra. Dentro de campo, o tempo esquentou quando, em dividida no meio de campo entre Rafão e Thiago, um dos gêmeos, sobra tapa para ambos os lados. Os árbitros não pensaram duas vezes e deram o cartão azul para os dois, deixando ambas as equipes com um jogador a menos por dois minutos.
Mas mais espaço não ajudou nenhum dos times, que não criaram jogadas efetivas de gol. O perigo para o Piranha vinha de cobranças de falta de Caio e Cavalera. Num delas, quando Guaraná defendeu com a mão fora da área e tomou cartão amarelo, Caio explodiu a bola na trave. Sem um goleiro de ofício, o Piranha conseguiu segurar o Acidus, que não conseguiu chegar ao gol adversário nesse ínterim da ausência de Guaraná. O Piranha levava perigo em chutes de longe e nas defesas em dois tempos de Diego. Numa delas, Salada quase alcançou e se lamentou muito.
Próximo ao fim do jogo, chute de Caio ia pra fora mas encontra Robinho. A bola bate nele e vai pro gol. Um dos árbitros deu o gol, mas o outro acabou vendo mão de Robinho no lance e anulou o gol do Acidus. Muita reclamação, mas nada podia ser feito. Para piorar, Robinho levou cartão amarelo, o que fez com que o Acidus jogasse com um a menos. Mas a partida parecia fadada ao empate, pois o jogo seguiu assim até os 27 minutos, quando deram o apito final. Mais reclamação quanto ao tempo de jogo, pois foram dois tempos e duas paralisações.
Mas a história do jogo estava longe de terminar. Na saída do time do Muleke Piranha, Publius, ainda indignado com o tapão, chamou Leandro Segalla, seu agressor, para resolver ali o que ele teria feito dentro de campo. Houve empurra-empurra, a turma do deixa disso apareceu, mas o tempo esquentou. Publius estava de fato louco da vida (para variar) e alguns do Piranha também se exaltaram. Demorou para que o tumulto fosse contido, mas ao final cada um foi pro seu lado.
No futebol, o Piranha enfim conquistou seu primeiro ponto na competição, o que não foi um mau resultado se pensar que o Acidus era um dos favoritos do grupo, e o Acidus, seu segundo empate em três jogos. O pior para o Acidus não é nem o um ponto conquistado, mas a certeza de que o time ainda não se encontrou na competição e sente a ausência de uma referência no ataque que possa levar o time a fazer os gols que tanto se acostumou a marcar.
PAGALANXE DESENCANTA E GOLEIA “VELHO AMIGO” MACHUPICHU
Era um jogo de vida ou morte para o time do Atlético Pagalanxe. E poderia ser o jogo da afirmação definitiva do MachuPichu no torneio. Quem ficou para ver viu de fato um belo jogo, com viradas sensacionais para ambos os times até que o Pagalanxe matasse a partida em 9 a 5.
Seguindo a tradição que parece ser deste V Chuteira, o primeiro gol da partida saiu antes de completado um minuto de jogo. O cronômetro marcava 36 segundos quando Juliano, em excelente cobrança de falta, abriu o zero do placar para o Atlético Pagalanxe. Parecia que esse seria o dia dos “laranjinhas” lavarem a alma e faturarem seus primeiros 3 pontos no torneio. Mas o MachuPichu, com determinação e liderado por Tebas, logo chegou ao empate, com Ricci, após cobrança de escanteio. Minutos mais tarde, Abu colocou o Pagalanxe em vantagem e Yanes desencantou e ampliou para 3 a 1. Era tudo que o time laranja precisava: folga no placar para jogar mais tranquilamente.
Porém, a função do MachuPichu era justamente não dar tranqüilidade ao Pagalanxe e, num apagão geral deste, dois escanteios resultam em gols dos "peruanos". E dois gols de Thiago Branco, que fazia sua estréia na competição. E em 3 a 3 acabou o primeiro tempo.
O equilíbrio no placar refletia um jogo também equilibrado e aberto. E numa bola parada novamente Thiago Branco, com uma bela pancada, virou o jogo para o MachuPichu. O gol seria um balde de água fria no time do Pagalanxe se Rodrigo, outro que estreava na competição, não tivesse feito pênalti – muito contestado pelo MachuPichu – em Bruno e levado o cartão amarelo. Com um a mais, o Pagalanxe converteu o pênalti, com Yanes, e apertou na marcação. E não demorou para virar de novo o jogo, com mais um estreante, Simões. O jogador a mais em campo fez a diferença. Mas o equilíbrio era tanto que, após cobrança de lateral, questionado pelos laranjinhas, a defesa, desarrumada, não evitou novo gol de Thiago Branco.
Com 20 minutos jogados, o empate parecia bom negócio para o time do MachuPichu – que iria para 7 pontos e assumiria a vice-liderança – mas péssimo para as pretensões de classificação do Atlético Pagalanxe. E com um golaço a la Messi, Nardelli encobriu o goleiro Emílio e virou a partida novamente. E desta vez em definitivo, pois Rodrigo tomou o cartão azul após carrinho perigoso no meio de campo. E assim os 6 a 5 viraram 9 a 5 em três contra-ataques após desespero do MachuPichu em buscar o empate. Simões fez seu segundo na partida, Basso fez o seu e Yanes completou a goleada.
O Pagalanxe respira e esboça uma reação com a volta de Simões, que parece ser o jogador que põe ordem no meio de campo da equipe. Ao MachuPichu, resta esperar o clássico contra o Acidus e torcer para uma vitória contra o velho rival.
TREINADORES CONQUISTA PRIMEIRA VITÓRIA CONTRA DIABOS LARANJAS
Parecia que enfim o Treinadores do Braz poderia chegar à vitória, pois foi o time que enfrentou, nas duas primeiras rodadas, os dois líderes do Grupo A – SNG e Bacana. O adversário era o Diabos Laranjas, um time cheio de altos e baixos e desfalcado de Lillo e Pipoco, expulsos na rodada anterior.
E, no início de jogo, enquanto muitos tentavam apaziguar a confusão pós-jogo entre Piranha e Acidus, poucos viram o golaço de Argentino, um chute logo após a linha do meio de campo que foi morrer no ângulo do goleiro João Lucas abrindo o placar para os Diabos aos 4 minutos. Mas o Treinadores, que tinha jogadores que pareciam torres diante dos pequeninos diabos, chegou ao empate em menos de três minutos, com o artilheiro Vini. O gol deu força ao time do Treinadores, que tinha na força física a vantagem dentro de campo. Em compensação, foi novamente os jovens diabos que desempataram. O pequenino Emerson Neném recebeu a bola, cortou um zagueiro e mandou fraco e cruzado, tirando qualquer chance para o goleiro.
Se o Diabos começou melhor, logo o Treinadores passou a tomar a iniciativa e equilibrar a partida e, assim, aos 20 minutos, com gol de Índio, o centroavante “gigante” dos Treinadores. E foi empatado o jogo que os árbitros apitaram o fim do primeiro tempo.
No segundo tempo, as coisas seriam decididas. E os treinadores trataram de mostrar que, na reta final, a vitória ficaria com eles. Entretanto, o terceiro gol foi resultado de um frango do goleiro Denis, que, após chute prensado com a defesa de Juliano Juba, aceitou que ela passasse por entre suas pernas. E o 4 a 2 saiu menos de um minuto depois. Em cobrança de falta, o goleiro pediu sem barreira e Piruca, do Treinadores, mandou um chutão no cantinho. Com a bola, o goleiro deve ter visto entrar no gol também o arrependimento pela infeliz escolha de não ter barreira. Os gols esfriaram o Diabos, mas não por completo, pois o time passou a buscar diminuir o placar com mais vontade. Num chute de longe de Eduardo, o Diabos fez seu terceiro gol.
Com o gol o Diabos ainda tentou o empate, mas a força física dos treinadores ficou evidente no meio de campo, cortando e isolando possíveis jogadas de perigo. Mas o melhor ainda estava por vir. Aos 14 minutos, quem viu viu e quem não viu vai ficar querendo ter visto o golaço de Juliano. Cobrança de escanteio do lado direito do ataque do Treinadores. A bola viajou toda a extensão da área em direção a Juliano Juba, que bateu um sem pulo perfeito e fez a bola morrer no ângulo oposto do goleiro. Um chute lindo, forte, que foi muito comemorado por todo o time do Treinadores e de fato selou uma bela vitória com um belo gol, matando qualquer ânimo extra do Diabos Laranjas de buscar o resultado positivo.
Comentários (0)