Dinho, Cidrão e Diogo Moraes brilham em goleada consolidada no final da partida, após jogo estar empatado em 4 x 4
Por Luis V. Andreassa
Bem que a boa equipe do Jeremias tentou, mas não conseguiu parar a fúria do Bufalos. Dona do segundo melhor ataque da competição, a equipe branca chegou a abrir vantagem, tomar a virada, correr atrás do prejuízo e insistir até o final, quando cedeu e viu o rival conquistar sua segunda vitória seguida.
Apesar de Dinho ter sido o primeiro a balançar as redes, ele o fez pelo lado de fora na primeira finalização do jogo. Quem fez certo foi Marcelo Toretta, que aos 3 minutos aproveitou rebote de um chute na trave para completar para dentro e abrir o placar para o Jeremias. Na sequência, Gui Ferreira pedalou pela esquerda e chutou forte, mas Léo Cidrão espalmou. A insistência seguia e deu resultado novamente: Marcelo Toretta arriscou a conclusão da lateral direita e conseguiu vencer novamente o arqueiro. 2 x 0.
O começou avassalador do Jeremias teve seu último ato quando Marcelo completou lançamento de trás passando de calcanhar para Vinicius aparecer na área e parar em boa defesa de Cidrão. Foi então que o Bufalos acordou antes que a desvantagem fosse grande demais para se correr atrás e passou a atacar. Não foi preciso muito para descontar: aos 12 minutos, Kaike não desperdiçou dentro da área e mandou no meio do gol.
A reação seguiu e Diogo Moraes quase deixou sua marca ao roubar a bola na defesa, avançar e finalizar do meio da rua. A pelota desviou no meio do caminho e passou rente à trave. O Jeremias, agora mais recuado, apostou no contra-ataque: Marcelo passou para Camillinho, que parou em saída eficiente de Léo Cidrão. Foi o primo do arqueiro, Fernando, o responsável pela resposta: ele recebeu no bico direito da área e concluiu de primeira... na rede pelo lado de fora. Se essa chance foi perdida, na próxima Fernando não perdoou: ele dominou dentro da área após receber a bola de Dinho e chutou. O goleiro defendeu, mas deu rebote, que ele mesmo, sem deixar a bola cair, concluiu bonito para dentro.
O jogo era bom de se ver no fim da primeira etapa, momento favorável para o Bufalos, que chegou à virada com Dinho. Pouco depois do empate, o camisa 10 também tentou de forma parecida, precisando de duas finalizações para vencer o guarda-metas, a segunda delas uma cavadinha a la Loco Abreu que foi parar no fundo das redes.
Contudo, o rival ainda encontrou forças para reagir e deixar tudo igual novamente antes do intervalo. Alexandre dominou na entrada da área e não perdoou, concluindo no cantinho.
A partida seguiu boa e movimentada na etapa final. A prova maior disso foi o quarto gol do Bufalos logo no primeiro lance: Diogo Moraes aproveitou sobra na área para mandar no meio da meta. Todavia, a alegria não durou muito, pois o insistente Jeremias voltou a empatar três minutos depois. Henrique completou cobrança de lateral meio de carrinho, meio de voleio e deixou em 4 x 4 o placar.
Foi aí que Dinho apareceu de novo para infernizar a zaga rival. Primeiro ele dominou passe na entrada da área no peito, girou, mandou um sem pulo e só não fez um golaço porque a bola passou tirando tinta do travessão. Na próxima oportunidade o camisa 10 não perdoou: recebeu no bico da área, saiu na cara do gol e chutou com o bico do pé esquerdo na saída do arqueiro para sair para o abraço.
O Jeremias teve de correr atrás de novo e passou a pressionar, mas o Bufalos se defendia com eficiência e ainda era perigoso nos contra-ataques. Assim, o número de chances deu uma diminuída e só voltaram a aparecer lá pelos minutos derradeiros do duelo. Diogo Moraes quase fez mais um ao roubar a bola na defesa, sair da marcação pelo meio e chutar. Gian fez a defesa em dois tempo. Do outro lado, Preto respondeu ao receber na ponta direita, driblar um adversário e mandar a pelota por cima do travessão.
No momento decisivo da partida, a esquadra azul cresceu e partiu de vez para a vitória. O primeiro a anotar foi Diogo Moraes, contando com a sorte ao completar livre na área uma cobrança de falta de Dinho que desviara em Fernando Cidrão antes de parar em seus pés. O Jeremias mostrou que ainda queria sobrevivência na partida e passou perto de reencostar no placar, mas o chute forte de Gui Ferreira, que aproveitara o rebote de uma conclusão de Alexandre, foi para fora.
Aos 25 minutos, então, mais uma vez a dupla Cidrão/Diogo Morares causou estragos na defesa rival. Uma boa troca de passes nos dois lados da quadra entre eles terminou com o camisa 2 saindo na cara do gol para fechar a goleada em 7 x 4.
Assim, o Bufalos se consolidou como um dos líderes do Grupo B e terá um duelo decisivo contra o Arouca na próxima rodada, valendo a vice-liderança ou até mesmo a ponta da tabela. Já o Jeremias, ainda em busca de afirmação no G-6, terá missão complicada diante do líder SNG.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
Real Paulista 3 x 1 Primatas
REAL BATE LANTERNA PRIMATAS E SEGUE BEM NA TABELA
Com boa atuação coletiva, principalmente de Fábio Assumpção e Paulinho, Real segura ímpeto inicial do Primatas e, com 13 pontos, garante vaga no mata-mata
Por Gustavo Vasconcellos
A primeira partida do Grupo A da Ouro desta 7ª rodada do Chuteira confrontou dois times de campanhas opostas na competição. De um lado, o forte candidato ao bicampeonato Real Paulista, 3º colocado. Do outro lado, o Primatas, lanterna do grupo, sem nenhuma vitória, mas com muita vontade.
O resultado foi o que todos esperavam: vitória do Real. Porém, o Primatas não vendeu barato os três pontos. Com muita luta e encarando sem medo a equipe merengue, o Primatas tentou, mas não conseguiu evitar a derrota por 3 x 1.
Com o apito inicial, o Real tentou desde o começo pressionar, mas o Primatas já dava mostras de que o atual campeão não teria vida fácil e foi quem chegou pela primeira vez ao ataque. Após bola disputada na esquerda, Litho chegou batendo, mas por cima da meta de Alemão. Na sequência, o Primatas levou perigo novamente a Alemão. Gus recebeu no meio já levando para a direita e bateu cruzado com perigo.
Mas a experiência do Real pesou e a equipe merengue não se desesperou e saiu para o jogo. Fábio Assumpção foi peça importante nesse momento. Era o camisa 7 quem fazia a maioria das ligações entre a defesa e o ataque. O avante Choco também começava a aparecer. Em jogada entre ele, o segundo tentou toque na saída do goleiro, mas mandou para fora.
Pelo Primatas, Gus demonstrava muita vontade, mas isso não era suficiente para vencer a dupla de zagueiros Raphão e Marcio Mariano. Assim, a equipe merengue começava a gostar da partida. E, aos 8 minutos, gostou mais ainda. Fabio Assumpção recebeu no meio, avançou e bateu rasteiro no canto esquerdo para abrir o placar.
Depois do gol, as chances diminuíram, mas não desapareceram. Vitinho foi obrigado a fazer duas boas defesas em chegadas do Real. Enquanto isso, Alemão via a bola passar com perigo perto de sua meta, mas não foi obrigado a fazer grandes defesas. O Primatas tentava fazer marcação na saída de bola do Real, mas com troca de passes e muita clama, o Real se livrava da marcação e saía para o jogo. Fábio e Paulinho arriscaram de fora da área e levaram perigo para Vitinho.
No final da primeira etapa, o Primatas ficou mais com a bola. Litho tentou colocado no ângulo e acabou mandando para fora. Gus lutou e ficou com a bola, mas na hora da finalização acabou abafado pelo goleiro.
Assim como no final da primeira etapa, o Primatas continuou buscando o empate na segunda etapa. Com dois minutos rodados, a equipe alvirrubra já havia criado quatro chances. Gus, duas vezes, e Litho pararam em defesas de Alemão, enquanto Ricardo, em chute desviado, mandou pela linha de fundo. O Real começou recuado, mas aos poucos foi saindo da defesa. A primeira chance aconteceu com Pedrinho, que chutou de fora para defesa de Vitinho.
Para acalmar de vez os ânimos do Primatas, Panela marcou o segundo do Real. O camisa 8 recebeu no meio e chutou baixo no canto esquerdo para ampliar a vantagem. O Primatas sentiu o golpe, mas continuou tentando ao menos diminuir. E Rafinha conseguiu. Aos 9 minutos, o camisa 10 apareceu na entrada da área e só tocou na saída do goleiro para marcar o primeiro do Primatas.
Rafinha, Ricardo e Gui Fenômeno criaram mais chances, mas não conseguiram marcar. Fábio Assumpção respondeu e mandou chute sem ângulo na trave. Isso antes de Paulinho avançar pela esquerda e acertar belo chute cruzado para marcar 3 x 1 aos 13 minutos.
Nos 10 minutos finais, o Real abdicou das grandes aparições no ataque e recuou. Com muita seriedade na defesa, sua especialidade, os merengues não deixaram o Primatas marcar novamente, apesar das inúmeras tentativas. Rafael chegou a acertar a trave da meta de Alemão, mas nada parecia poder vazar o MVG do XI Chuteira de Ouro. Apito final e mais um resultado positivo para o Real.
Assim, o atual campeão chega aos 13 pontos e continua na 3ª posição, mas agora com o mesmo total de pontos do Mulekes. Já o Primatas continua sem vencer e está praticamente de passagem comprada de volta à Série Prata. Na próxima rodada, o Real encara o SPQSF, enquanto o Primatas tenta uma reação improvável contra o Estudiantes.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
SNG 9 x 1 Med Taubaté
COM UM A MENOS, MED É GOLEADO POR SNG E ESTÁ VIRTUALMENTE REBAIXADO
Em ritmo de treino, esquadra tricampeã goleia e mantém a ponta, enquanto os médicos estão de malas prontas para a Série Prata
Por Luiz V. Andreassa
A missão do Med Taubaté já era dificílima: vencer o líder invicto, conseguir a primeira vitória após seis derrotas e buscar uma improvável reação. Até poderiam fazer frente ao SNG, mas a falta de alguns jogadores e, principalmente, de um goleiro fez com que a partida fosse quase uma covardia. Como não tem nada a ver com isso, o SNG mostrou respeito pelo rival agonizante, jogou tranquilo e construiu uma goleada sonora com naturalidade.
Na primeira etapa foi Peruca quem assumiu as luvas e procurou dar uma assistência na falta de um goleiro, deixando a sua equipe com apenas 5 jogadores de linha. Mesmo com todas as dificuldades, a primeira finalização foi de Pedro Henrique, que arriscou da lateral esquerda e exigiu defesa em dois tempos de Sampa. Contudo, o SNG permanecia calmo e, na impossibilidade de passar pela defesa do rival que se fechava atrás, tentava nas finalizações de maior distância. Foi assim que Ronei tentou ao puxar para a perna esquerda e mandar por cima.
A tática deu certo e, aos 4 minutos, Biro arriscou do meio da rua e, como se o azar do Med já não foi grande o bastante, a bola ainda desviou no meio do caminho e enganou Peruca. Pouco depois, o camisa 7 tentou da mesma maneira, agora acertando o cantinho para anotar seu segundo gol seguido e abrir caminho para a vitória laranja e preta. Foi só forçar mais um pouco e o terceiro tento não demorou a sair quando Ronei acertou belo chute do bico esquerdo da área bem no alto da meta. Ainda houve oportunidade para Peruca mostrar suas habilidades de goleiro ao defender com a coxa um chute de longe do mesmo Ronei.
Agora com a vantagem no placar os espaços para o ataque do SNG apareciam cada vez mais e Renê passou perto de fazer um golaço ao dominar passe da esquerda levantando a bola para mandar um tiro de sem pulo que passou rente à trave. Mas é de se destacar também a bravura do Med, que mesmo em péssima situação jogava limpo e tentava reagir. Rogerinho, o jogador que mais levava a equipe branca e vinho à frente, roubou a bola de Ronei no campo de ataque e bateu cruzado de fora da área, errando o alvo por pouco. Na sequência, a insistência foi recompensada quando Pedro Henrique avançou pelo meio e encontrou Rogerinho pela esquerda em boas condições. Desta vez o camisa 10 não perdoou ao pedalar, abrir espaço e mandar de canhota para as redes.
Para não deixar o rival se animar, a esquadra laranja tratou de acabar de vez com o jogo ainda na primeira etapa. Em boa troca de passes, Felipe Augusto passou para Biro dentro da área e este, por sua vez, cruzou de primeira para Renê completar de cabeça debaixo das traves. Na sequência, Tejeda anotou o quinto ao usar a esperteza em cobrança de falta pela esquerda: fingiu que ia cruzar para dentro da área mas mandou direto para o gol, enganando o goleiro improvisado Peruca.
Na segunda etapa foi a vez de Bruninho Del Sasso assumir a bronca e vestir as luvas taubateenses. Com isso, Peruca pôde ir para a linha e arriscar a primeira finalização do primeiro tempo chutando da lateral direita e obrigando Sampa a ir no cantinho para defender. A resposta de Ronei foi à altura com um petardo de fora da área que carimbou a trave esquerda de Bruninho. O novo arqueiro também mostrou serviço ao evitar conclusão de calcanhar de Renê dentro da área mandando a redonda pela linha de fundo.
Com o SNG mais relaxado e tendo o jogo na mão, as chances de gol diminuíram, pois, se não eram necessárias à equipe tricampeã, tampouco apareciam do outro lado da quadra, onde o Med parava em todas as suas dificuldades. Mesmo assim, Javier tentou diminuir a desvantagem ao rouba a bola no campo de defesa e arriscar do meio da quadra, obrigando Sampa a defender em dois tempos. Mas foi apenas o rival voltar a forçar para chegar com perigo à frente. Danilo Dantas passou perto de ampliar quando recebeu livre pelo lado direito e chutou forte para boa defesa de Bruninho. Todavia, o camisa 110 nada conseguiu fazer pouco depois quando Renê completou um passe dentro da área acertando o ângulo e anotando 6 x 1.
O passeio laranja seguiu e Fabinho só não deixou sua marca porque, após tabelar com Felipe Augusto, acabou caindo na hora da finalização e mandou para fora. Aos 19 minutos, foi a vez de Léo receber passe na cara do gol e bater na saída do arqueiro. Javier respondeu ao dominar na entrada da área, passar por Sampa puxando para o lado direito e chutar a gol. O uruguaio não deu sorte, pois Biro apareceu para tirar em cima da linha. Como se não bastasse, Biro cobrou falta passando para Tejeda e este, por sua vez, rolou para Renê apenas empurrar para dentro, debaixo da trave. Com fome de gol, o artilheiro do Chuteira não perdoou e anotou mais um pouco depois, concluindo com qualidade para anotar 9 x 1 no placar. Renê fez 4 gols debaixo da trave, bem a seu estilo.
No final da partida, Renê teve chance de fazer mais um ao receber dentro da área e acertar a trave. O gol perdido não fez a mínima falta diante da goleada sonora aplicada pelo SNG, que manteve a liderança e praticamente rebaixou o Med Taubaté, que tem de torcer por um milagre para se manter na Ouro no próximo campeonato.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
Fora de Série 1 x 0 Mulekes – W.O.
EX-LÍDER NÃO APARECE E FORA VENCE POR W.O.
Equipe do Mulekes não comparece com número suficiente de jogadores e Fora garante 3 importantes pontos na disputa para não cair
Por Gustavo Vasconcellos
Sem dúvidas seria um jogo muito difícil para o Fora de Série. O apenas 9º colocado jogaria contra o então líder do campeonato Mulekes. Jogaria, pois para surpresa do Fora, e até mesmo para os poucos jogadores do Mulekes que compareceram, a equipe azul garantiu a vitória por W.O..
Com os três pontos ganhos, o Fora ganha fôlego e sai da posição incômoda da zona de descenso e agora aparece em 8º com 7 pontos, 2 a frente do Veras, agora 9º colocado. O Mulekes perdeu dois pontos devido o W.O. e agora é segundo colocado, três pontos atrás do Bacana, o novo líder do grupo.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
Só Resenha 6 x 3 Roleta Russa
SÓ RESENHA GOLEIA E DEIXA ROLETA EM SITUAÇÃO COMPLICADA
Mirandinha e Darian comandam a boa vitória e concretizam a ascensão resenheira
Por Luiz V. Andreassa
Depois de penar em algumas partidas no Grupo B, o Só Resenha parece estar reencontrando o seu bom futebol do campeonato passado. A nova vitória foi em cima do tradicional Roleta Russa, que agora se vê em maus lençóis, com grande risco de ser rebaixado, para alegria dos seus rivais do Acidus, que atualmente disputam a Prata.
A partida começou confusa, pois um dos árbitros precisava trocar de camisa. Todavia, quando ele foi trocá-la, o outro árbitro resolveu iniciar a partida por si mesmo. O problema é que na volta, Alexandre não gostou nada da decisão do companheiro e resolveu que não iria apitar. Assim, havia só um árbitro no começo do jogo, que teve pelos pés de Murilo, do Roleta, a sua primeira finalização num chute de primeira que passou pouco acima do travessão. Fabrício respondeu ao roubar a bola na esquerda, sair na cara do gol e parar na boa saída do goleiro Tavinho.
O duelo se mostrava equilibrado, com chances para ambos os lados. Pela esquadra branca, Brunão arriscou o chute e obrigou Pirulão a botar para escanteio. Na cobrança, Alemão finalizou no segundo pau e acertou o travessão. O lance de perigo logo teve volta e Mirandinha quase deixou sua marca ao avançar pelo lado esquerdo e bater na trave direita. Para não deixar barato, Preto mandou um voleio dentro da área e acertou o travessão. Pouco depois, o companheiro Brunão recebeu na lateral direita, girou e chutou forte para defesa do arqueiro.
O Só Resenha criou algumas boas oportunidades em sequência, a primeira delas em tentativa de cruzamento de Valdir Junior que Tavinho evitou com o pé. Depois foi a vez de Darian deixar Valdir na cara do gol, mas o goleiro fechou bem o ângulo e evitou o pior para seu time. Foi aí que finalmente apareceu outro árbitro para completar a dupla, e ele quase deu sorte à esquadra verde, pois, pouco depois de entrar em quadra, Vitinho recebeu uma bola rolada por Darian e encheu o pé para acertar a trave.
O volume de jogo era intenso, mas o gol demorava a sair. Brunão tentou fazê-lo após receber passe de Alemão e sair do marcador, porém Pirulão apareceu para defender. O rival resolveu responder e foi quando finalmente a bola encontrou as redes. Fabrício deu um lindo passe para Mirandinha, desmontando todo o sistema defensivo adversário e deixando o camisa 8 na cara do gol para fazer com tranquilidade. Com o placar aberto, a equipe de Baru foi para cima e logo chegou à igualdade na finalização cheia de qualidade de Brunão, que venceu o guarda-metas.
O fim da primeira etapa foi dominado pelo Resenha, momento em que marcou os tentos que deram base à sua vitória. Aos 20 minutos, Mirandinha dominou pela direita e chutou na trave – mais uma vez! – e Vitinho apareceu na cara do gol para empurrar a bola para dentro e fazer 2 x 1. Um minuto depois, Darian roubou a bola pela direita e passou para Valdir Junior bater bonito de chapa e ampliar a vantagem. Ainda houve tempo para Mirandinha deixar mais uma vez a sua marca ao completar uma cobrança de lateral cobrada por Vitinhho de longe. 4 x 1.
Assim, o Só Resenha aproveitou a pane da defesa adversária para ir para o intervalo com uma boa vantagem. A equipe ainda voltou querendo mais e aos 2 minutos Mirandinha perdeu boa chance de ampliar ao sair na cara do gol e chutar em cima de Tavinho. O Roleta mostrou que não se daria por vencido e respondeu com um chute de Marcão da meia direita que obrigou Pirulão a espalmar. Na sequência, Gegê tentou dominar uma bola sobrada mas não conseguiu fazê-lo, porém a redonda sobrou para Alemão chegar batendo para intervenção do arqueiro. Foi somente quando Marcão tentou de novo que a equipe conseguiu descontar: o defensor arriscou do meio da rua e a pelota, com um leve desvio, foi para dentro.
O tento animou o Roleta Russa, que passou a acreditar numa reação mais concreta. E a equipe realmente chegou bem perto disso quando Brunão finalizou pela esquerda e Murilo apareceu debaixo da trave para completar para as redes. O gol preocupou o time tricolor, que precisou pedir tempo para recolocar as ideias no lugar e esfriar os ânimos do rival. A tática deu certo e, depois disso, a equipe voltou a conseguir atacar, buscando decidir a partida. Nisso, Fabrício passou perto de fazê-lo ao sair da marcação pelo meio e chutar de direita bem perto da trave esquerda.
A pressão roletense deu uma diminuída e nem o cartão azul levado por Vitinho conseguiu ajudar. Até porque pouco depois foi a vez de Preto cometer falta dura e também ter de ir embora mais cedo. A conjuntura favoreceu o Só Resenha, que conseguiu restabelecer a vantagem pouco depois com Danilo. Para completar, no final da partida Valdir Junior arrancou pelo meio e chutou de direita para fazer um bonito gol e dar números finais à partida e concretizar a reação resenheira no campeonato.
Agora a equipe chegou aos 10 pontos e ocupa a quinta posição, enquanto o Roleta está mais perto de seguir o exemplo dos rivais e disputar a Prata no ano que vem. O alento para o time treinado por Baru é que o próximo adversário é o Med Taubaté, que perdeu as sete partidas que disputou. É a chance de reação para a tradicional equipe que se vê em situação complicada no campeonato.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
SPQSF 4 x 5 Di Primeira
COM CRIS INSPIRADO, DI PRIMEIRA BATE SPQSF
Camisa 19 do Di Prima marca três vezes e é peça fundamental para vitória suada sobre o SPQSF
Por Gustavo Vasconcellos
SPQSF e Di Primeira se enfrentaram debaixo de um clima chato. A garoa atrapalhava os espectadores, mesários e repórteres. Mas nada disso foi suficiente para estragar uma partida tão disputada e emocionante. O confronto era de duas equipes posicionadas no meio da tabela e que buscavam uma vitória a qualquer custo para melhorar no campeonato e brigar pelas primeiras posições. Os dois times lutaram, mas, no final, quem ficou à frente no placar foi o Di Primeira, em uma partida que Cris marcou três vezes e garantiu a vitória por 5 x 4 para o Di Prima.
O jogo começou em alta velocidade. No primeiro minuto até ficou truncado no meio, com perde e ganha da posse de bola. Mas a partir da primeira chance, elas não pararam mais de aparecer. O primeiro a chegar foi o SPQSF. Após cobrança de lateral, Marinho emendou de primeira e mandou por cima do gol.
Na segunda chance da partida, a primeira do Di Primeira, o gol saiu. Aos 2 minutos, Cris recebeu no meio, fingiu o passe, continuou com a bola e chutou de bico no canto direito. Alguns jogadores passaram em frente à bola, o que dificultou a defesa do goleiro Marcelo. No minuto seguinte, Dri fez o pivô e rolou para Cris bater, mas desta vez fraco e fácil para o goleiro.
O SPQSF tentou responder com Jaja, mas o camisa 9 desperdiçou após receber bom passe de Dicredo. O Di Primeira não ficou acomodado com a vantagem de apenas 1 gol e foi ao ataque. Dri, Cris e Lê quase marcaram o segundo, mas não passaram por Marcelo.
O SPQSF não deixava por menos e também aparecia com perigo no ataque. Dicredo era o principal jogador da equipe. As melhores jogadas sempre passavam pelo camisa 7. Ele mesmo arriscou duas vezes, mas uma para fora e outra para defesa de Ferrugem. Depois, deu belo passe de primeira para Marinho, que teve seu chute defendido pelo goleiro.
Com as duas equipes atacando, mais um gol não demorou a sair. Com 12 minutos jogados, Cris recebeu na esquerda, cortou para o meio e bateu firme no canto direito, sem dar chances de defesa para Marcelo. 2 x 0 Di Primeira.
O jogo não parava um minuto sequer. As chances continuaram a acontecer. E no final do primeiro tempo, o SPQSF conseguiu diminuir. Jaja recebeu no meio, puxou para a esquerda e, de canhota, bateu firme para vencer Ferrugem. Depois do gol, o SPQSF melhorou. Meneguelo dominou no meio chapelando o adversário e emendou belo chute. Seria um golaço não fosse a grande defesa de Ferrugem. No minuto final, Lê ainda desperdiçou a chance de marcar o terceiro do Di Prima em lance na esquerda.
No reinício para a segunda etapa, os gols logo saíram. Com 30 segundos, Marinho apareceu na direita e mandou chute cruzado. A bola tocou a trave e entrou. Era o empate do SPQSF. Mas menos de um minuto depois o Di Primeira voltou a ficar de novo à frente. Dri marcou o terceiro de sua equipe, fazendo 3 x 2.
As chances diminuíram, Mas os gols não pararam de acontecer. Aos 11 minutos, Dadinho aproveitou rebote dentro da área e mandou para as redes. 4 x 2 para o Di Primeira, agora com um pouco mais de tranquilidade.
A partir dos 15 minutos, o SPQSF foi com tudo para o ataque. O Di Primeira recuou-se e esperava o tempo passar para garantir a vitória. Foi nesse momento que Ferrugem apareceu com mais importância na partida. Nas principais chances, Jaja e Gian obrigaram-no a fazer boas defesas. O SPQSF só conseguiu voltar a marcar aos 22 minutos. Depois de muita pressão, Gian precisou de duas chances para balançar as redes.
Nos minutos finais do jogo, o SPQSF buscou uma virada épica, mas Cris demonstrou que estava mesmo em um dia inspirado e decretou a vitória do Di Primeira com o quinto gol aos 24 do segundo tempo, abrindo 5 x 3 no placar. Nos instantes finais, Cunha ainda diminuiu a diferença para 5 x 4, mas nada que mudasse a grande vitória da equipe de Ferrugem, Cris, Dri e companhia.
O Di Primeira aproximou-se dos líderes com esta vitória. A equipe chegou aos 11 pontos e aparece na 4ª posição. Já o SPQSF caiu uma posição, aparece em 7º, com 9 pontos, mas ainda com chances de classificação. Na próxima rodada, o Di Primeira enfrenta o Fora de Série e o SPQSF encara o Real Paulista.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
Arouca 6 x 1 MachuPichu
AROUCA NÃO PERDOA E GOLEIA MACHUPICHU
Marquinhos Bohn e Orley comandam equipe em mais uma boa apresentação e complicam a vida do rival
Por Luiz V. Andreassa
O bom duelo entre Arouca e MachuPichu foi um tanto equilibrado na primeira etapa, contudo a esquadra amarela e azul vem mostrando a cada rodada o quanto é difícil parar o seu futebol equilibrado e bem organizado. Cada vez mais ela se consolida não só na tabela de classificação, mas também na cabeça dos adversários, que nela enxergam um potencial candidato ao título. E não é para menos: são cinco vitórias e dois empates em sete jogos.
Nesta rodada, foi a vez do atual campeão da Prata sentir a dureza que é enfrentar o time do goleiro Maurício. A equipe ainda conseguiu dar trabalho a ele no começo da partida em finalização de Matheus no alto da meta, pelo lado direito. Na sequência, foi Tebas quem exigiu boa intervenção ao completar cobrança de lateral de cabeça dentro da área. O adversário deu a resposta com Orley tentando um chute de primeira pelo alto, mas a bola foi para fora.
Mais sorte teve Mota: o camisa 20 arouquense finalizou de canhota pelo meio, a bola desviou na zaga, enganou o goleiro Pipo e parou dentro do gol. O rival não desanimou e passou perto de deixar tudo igual, porém Maurício apareceu de novo, desta vez para defender um cabeceio de Evangelista após tiro de canto. Novamente o Arouca replicou de modo mortal: após receber no bico esquerdo da área, Orley se livrou da marcação e bateu entre a trave e o guarda-metas, anotando um belo gol. O próximo gol quase veio logo depois de uma bomba de Mota que pegou no travessão. Vini Costa ainda tentou fazer o seu no rebote, mas mandou para fora.
O jogo era equilibrado, apesar da maior eficiência dos jogadores amarelos. Com isso, o MachuPichu se viu obrigado a insistir em busca do seu tento, e o conseguiu aos 11 minutos, quando o zagueiro adversário falhou ao tentar sair jogando na defesa e perder a bola para Mateus. Aí ficou fácil para o perigoso camisa 8 chutar da entrada da área e mandar no cantinho. E Mateus queria mais: pouco depois ele arrancou pelo lado esquerdo e finalizou com força, acertando a rede pelo lado de fora.
Depois disso, as chances de gol diminuíram, apesar da movimentação se manter intensa dentro da quadra. Foi só no final da primeira etapa que o Arouca voltou a atacar e, se na primeira tentativa Markinhos passou perto de fazer um golaço ao driblar um rival e mandar a pelota rente à trave, Everton Nunes foi mais feliz. Ele recebeu cruzamento de Tché pelo lado direito e, mesmo com a zaga tocando a bola, ela não mudou seu curso e foi só completar para dentro, na cara do gol.
Depois do intervalo o MachuPichu voltou tentando se arrumar na defesa e sair com mais eficiência ao ataque. Aos 5 minutos, Mateus – sempre ele – roubou a bola pelo meio e abriu para Ciro na direita que, por sua vez, devolveu para o camisa 8 dentro da área, mas ele não conseguiu alcançar e os jogadores de preto reclamaram muito com o árbitro de um suposto pênalti.
O Arouca passou então a dominar a posse de bola, contudo parecia mais complicado criar chances de gol diante de uma marcação mais bem postada. Com isso, o rival passou perto de encostar no placar em duas oportunidades de Tebas. Na primeira delas, ele recebeu pelo meio e chutou forte para defesa de Maurício; na segunda, dominou na entrada da área, girou sobre a marcação e concluiu no cantinho, mas a redonda passou rente à trave. Como se não bastasse, Maurício apareceu bem mais uma vez quando Ricci recebeu um lançamento de trás e tentou a finalização após o giro.
Com o passar do tempo, o Arouca voltou a crescer em quadra e a ser o responsável pelos lances de maior perigo. Tché arriscou de longe e, mesmo mandando a bola no meio do gol, obrigou Pipo a espalmar. A equipe insistiu com França passando para Rodrigo Cunha bater forte de primeira, mas por cima. O MachuPichu respondeu com Tebas cobrando escanteio para Taka no segundo pau, mas este perdeu boa chance de descontar ao completar para fora. O tento perdido fez falta, pois aos 19 minutos Veloz trocou passes com Everton Nunes e não perdoou, concluindo de letra e fazendo um golaço.
Com 4 x 1 as coisas ficaram mais tranquilas para o Arouca, que não demorou a sacramentar a vitória deixando a goleada mais elástica. Em um lance surpreendente, Orley passou para Thiaguinho finalizar pelo lado esquerdo, o goleiro espalmou, o próprio Orley pegou o rebote e mandou uma bomba na trave e foi só na terceira tentativa que Marquinhos Bohn apareceu para estufar as redes. O camisa 8 estava mesmo impossível e ainda deu ótimo passe para deixar Vitão em boas condições para anotar o seu no segundo pau.
Com o resultado, o Arouca se manteve na segunda posição, atrás do SNG apenas no saldo de gols, e terá pela frente o Bufalos, numa disputa que vale as primeiras colocações. Já o MachuPichu, com os seus seis pontos, pega agora o outro Arouca, o Jrs., sonhando ainda com a classificação, mas se preocupando de verdade mais em se livrar do risco de rebaixamento.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
Bacana 3 x 0 The Veras
BACANA ABRE VANTAGEM NO INÍCIO E VAI À LIDERANÇA
Com 2 gols antes dos 15 minutos, Bacana segura ataque do Veras, vence por 3 x 0 e é novo líder do Grupo A, com 3 pontos de vantagem para o vice-líder
Por Gustavo Vasconcellos
Assim como as duas primeiras partidas do grupo – Real Paulista x Primatas e Fora de Série x Mulekes –, esta também opunha duas equipes de campanhas opostas até o momento. O Bacana, vice-líder da competição, jogou contra o 8º colocado, o The Veras. E mostrando consistência e aproveitando muito bem suas chances, o Bacana venceu por 3 x 0. O Veras criou bastante, principalmente no segundo tempo, mas não conseguiu vazar a meta defendida por André Izique, no primeiro tempo, e Bruno Guido, no segundo.
O primeiro minuto de jogo começou truncado, mas aos poucos os times foram se soltando e as chances aparecendo. A primeira foi do Veras, com Jairo. Depois, o Veras continuou mostrando que não seria defensivo na partida com o então vice-líder da competição. Victor Petreche quase marcou em desvio após escanteio da direita. Porém, o Veras sabia que não estava jogando contra um time qualquer. E o Bacana fez logo questão de lembrar isso. Rômulo quase marcou de cabeça em cruzamento desviado no segundo pau. Tudo isso com apenas 3 minutos de jogo.
E o jogo não parava. Era ataque para lá, ataque para cá. Um pouco mais para o lado do ataque do Bacana que para o do Veras. E não demorou muito para sair o primeiro gol. Após Demehur tentar de longe e a bola passar com perigo, Cezinha, que começou com a camisa 4 e terminou com o colete 17, inaugurou o placar.
Após sofrer o gol, o Veras foi para cima. Petreche criou duas boas chances, mas não conseguiu passar por André Izique em nenhuma. A bola rondava a área do Bacana, mas sempre aparecia alguém para mandar o perigo para longe. O Bacana aos poucos equilibrava o jogo novamente. Gustavo Izique e Demehur, duas vezes, arriscaram contra a meta de Benga, mas erraram o gol nas três oportunidades.
Mas se seus companheiros estavam descalibrados, Rômulo mostrou como se deveria chutar. O camisa 11 recebeu na esquerda, foi fintando para o meio da quadra e chutou rasteiro no canto esquerdo para marcar o segundo e dar mais tranquilidade para sua equipe.
O Veras continuava aparecendo com perigo no ataque. Petreche deixou João Claudio em boa condição de marcar, mas o camisa 19 parou em boa defesa de André. Aos 18 minutos, um lance no mínimo duvidoso e curioso contra o Veras. Jairo cobrou lateral da esquerda e Petreche tentou desviar, a bola passou por André Izigue e foi para as redes. Porém, o gol não foi validado com a explicação de que Petreche não havia desviado a bola e então o gol seria de lateral, algo irregular.
No final do primeiro tempo, depois do lance citado acima, só deu Bacana. E a equipe de Rômulo e Demehur só não marcou o terceiro por grandes intervenções de Benga e da zaga do Veras. Gustavo Izique arriscou forte chute cruzado e Benga tirou com o pé. Demehur tentou da direita para nova defesa do camisa 01. E, no minuto final, Yanes só não marcou por conta de um corte providencial da zaga azul-grená.
No segundo tempo, o Veras tentou correr atrás do prejuízo, mas nada conseguiu a não ser levar o terceiro gol. A equipe lutou muito, criou muito, mas viu Bruno Guido aparecer muito bem em pelo menos 5 lances, que precisou fazer grandes defesas para evitar o gol do Veras. João Claudio ainda chegou a acertar o travessão após antecipar cruzamento logo no primeiro minuto do segundo tempo. Japa, Jairo, Nico e Cucio tentaram de tudo que era jeito, mas parecia que o gol do Bacana estava lacrado aquela tarde.
E como diz o ditado: 1uem não faz, toma. E foi isso que aconteceu. O Veras, que tanto criou, viu Gustavo Izique marcar o terceiro do Bacana aos 18 minutos, matando o jogo a favor da equipe vinho: 3 x 0.
Com mais essa vitória, o Bacana, contando com o W.O. do Mulekes, pulou para a ponta da tabela, já com 3 pontos de vantagem para o segundo colocado. Enquanto isso, o Veras caiu uma posição e encontra-se na perigosa 9ª colocação. Na 8ª e penúltima rodada da fase de grupos, o Bacana tenta garantir a primeira posição contra o Fúria. Já o Veras tem duro compromisso contra o Mulekes.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
Arouca Jrs. 3 x 1 Fiorella
AROUCA JRS. VENCE FIORELLA E SEGUE NO PELOTÃO DA FRENTE
Segundo tempo de pouquíssimas chances de gol facilitou a vitória dos juniores do Arouca, que seguem sem perder
Por Luiz V. Andreassa
O Arouca Jrs. segue surpreendendo no Grupo B, fazendo agora o Fiorella Brasil, em plena crise, de vítima. A vitória tranquila, construída no primeiro tempo e administrada no segundo, manteve a equipe na 4ª colocação, com apenas dois pontos a menos que os líderes SNG e Arouca. Já o Fiorella chegou à sua quarta derrota na competição e segue fora do G-6, com apenas 7 pontos.
A equipe rubro-negra já começou em desvantagem pois seu goleiro, Julio César, não havia chegado na hora em que o árbitro autorizou o início da partida. Assim, o Arouquinha se aproveitou para abrir o placar aos 5 minutos quando Tião tirou a bola de cabeça e Gothardo aproveitou para mandar de primeira sem deixá-la cair no chão, acertando o meio da meta e aproveitando que Tiago, o arqueiro improvisado, estava fora do lance.
Logo depois do placar ser inaugurado, Julio César chegou para vestir as luvas e assumir a meta do seu time. Todavia, ele não deu sorte e, pouco tempo depois de entrar, foi tentar defender uma cobrança de falta executada por Deh e acabou espalmando a bola para dentro do gol. Assim, o Arouca Jrs. construiu rapidamente a vantagem que foi a base para sua vitória.
Com um toque de bola qualificado e organizado, não foi difícil para a equipe tomar conta das ações e criar mais chances, chegando perto de ampliar em chute bonito de Bruno Vellozo de perna direita que o guarda-metas evitou.
O Fiorella Brasil tinha dificuldades para atacar e achar espaços na defesa rival, que estava bem postada e segura. Mesmo assim, conseguiu responder quando Deyvid avançou pela esquerda e bateu rasteiro, obrigando Gui Rodrigues a botar para escanteio. Do outro lado da quadra, Felipinho quase deixou sua marca ao dominar pelo meio e mandar um chute colocado que passou rente à trave direita. Pouco depois, Washington fez boa tabela com o próprio Felipinho e chegou batendo para fora por muito pouco.
No último lance de maior perigo na primeira etapa, o Fiorella teve sua melhor chance de descontar com Deyvid, que recebeu dentro da área, saiu da marcação e concluiu na trave. Com isso, as equipes foram para o intervalo e o placar permaneceu em 2 x 0 para a esquadra amarela e azul, que só precisava manter o bom futebol no segundo tempo para garantir a vitória.
E foi bem isso que o Arouquinha fez, só que tal tranquilidade deixou o jogo monótono. Não que não houvesse disputa de bola, correria e vontade por parte dos jogadores, mas as chances de gol praticamente sumiram. Apesar disso, o começo foi promissor: Wellington cobrou falta do meio da quadra, a bola passou por todo mundo e só parou no fundo das redes, fazendo 3 x 0. Na sequência, Tião respondeu disparando uma bomba do campo de defesa que explodiu no travessão. Esse foi o prenúncio daquilo que veio poucos segundos depois: Edson Claro, de fora da área, acertou bom chute para descontar e reanimar seus companheiros.
Contudo, foi aí que as defesas passaram a ter ampla vantagem sobre os ataques, reduzindo as oportunidades reais de gol a quase zero. Aos 10 minutos, Rogério Silva deu bom passe para Deyvid chegar chutando pelo lado esquerdo, porém a trave apareceu outra vez no caminho do Fiorella. Com isso, o tempo foi passando sem maiores emoções, o que favoreceu a equipe amarela, a qual conseguiu assegurar a importante vitória.
Agora, o Arouquinha, de campanha invicta, terá pela frente o MachuPichu em mais um desafio que pode valer a liderança do grupo. Já o Fiorella segue na briga por uma vaga entre os seis primeiros e terá a chance de vencer um rival direto no jogo contra o Só Resenha na próxima rodada.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
Estudiantes 3 x 4 Fúria
IRMÃOS MOTTA GARANTEM TRÊS PONTOS PARA FÚRIA
Thiago e Adriano marcam duas vezes cada e em jogo corrido e disputado ajudam Fúria a vencer Estudiantes. Time de Maurinho e Julio César joga bem, mas não vence desde a 3ª rodada
Por Gustavo Vasconcellos
Para fechar o dia do Grupo A no Chuteira de Ouro, nada melhor que um confronto aberto, muito disputado e cheio de emoções do minuto inicial até o apito final. O Estudiantes, que não ganhava desde a terceira rodada, buscava retomar o caminho da vitória. Na semana anterior esteve perto, mas ficou no empate com o Veras. Já o Fúria, fazendo sempre grandes partidas, mas aparecendo apenas na 7ª posição, tentava uma recuperação depois do empate contra o último colocado Primatas. No final das contas, duas viradas no placar e o resultado final acabou com a vitória da família Motta. Adriano e Thiago garantiram os três pontos para o Fúria, que venceu com o placar de 4 x 3.
Desde o começo todos já sabiam que seria uma partida muito disputada. As duas equipes tinham táticas bem definidas: o Estudiantes usaria da troca de passes e da habilidade de seus jogares para chegar ao gol de Pedro, enquanto o Fúria tinha na velocidade de Thiago Motta a arma para levar perigo à meta de Tucano.
A primeira chance aconteceu com 15 segundos, com Thiago Motta obrigando Tucano a agir. O Estudiantes não se assustou e respondeu com estilo. Maurinho dominou no meio e tentou colocado. O chute surpreendeu Pedro, mas acabou acertando o travessão. As chances aconteciam para os dois lados. Thiago Motta tentou mais uma. Depois de bola rebatida pela zaga, o camisa 7 chutou e Tucano ficou com a bola. Ricardo respondeu para o Estudiantes. Ele chutou de fora da área e Pedro precisou se esticar para conseguir boa defesa.
Quando o Estudiantes começava a ficar mais no ataque, o Fúria abriu o placar. Aos 8 minutos, em rápido contra-ataque, Thiago Motta, de cabeça, deixou o irmão Adriano cara a cara com Tucano. O camisa 10 do Fúria só tocou no alto na saída do goleiro para marcar o primeiro tento. Logo depois, Thiago desperdiçou chance da esquerda.
O Estudiantes agora tinha que tentar reagir. Diego Lopes perdeu boa oportunidade. Depois, Ricardo acertou um pombo sem asas no ângulo. Surpreendentemente, Pedro voou e espalmou a bola para escanteio. Abreu também tentou, mas ao girar e arriscar o chute, foi prensado pela zaga. Como de costume, o Fúria vibrava muito a cada bola.
Se o goleiro Pedro salvava atrás, Thiago Motta tentava de tudo na frente. Corria, marcava a zaga e ainda fazia gol. Fabio Caruso arriscou de longe, a bola sairia, mas Thiago se esticou e a desviou na direção do gol. O goleiro Tucano ficou sem ação no lance e só viu a bola entrar. 2 x 0.
Não demorou muito e o Estudiantes conseguiu diminuir a desvantagem. Maurinho recebeu na esquerda e bateu cruzado. Pedro não alcançou e viu a bola morrer no fundo das redes de seu gol. No final do primeiro tempo, o Fúria recuou e deixou o Estudiantes com a bola. Marco Aurélio arriscou três vezes contra a meta do Fúria. Uma o goleiro Pedro defendeu, outra tirou tinta da trave, saindo rente ao ângulo direito. A última das chances a bola desviou e acabou saindo pela linha de fundo.
O segundo tempo voltou com a mesma emoção do primeiro. E logo no primeiro minuto o Estudiantes deixou tudo igual no placar. Ricardo chutou da entrada da área, a bola desviou no meio do caminho e Washington apareceu na frente do goleiro para mandar para o gol.
O Estudiantes continuava em cima e criava algumas chances em chutes de fora da área. Marco Aurélio, Maurinho e Washington tentaram, mas erraram o alvo. Aos 6 minutos, quando o Fúria começava a equilibrar as ações, o Estudiantes virou o placar. Maurinho passou para Washington na entrada da área, o camisa 16 dominou acossado pela marcação, mas mesmo assim conseguiu chutar rasteiro no canto esquerdo.
Porém, o Estudiantes não ficou muito tempo em vantagem. Na verdade, justos apenas 2 minutos. Depois de paralisar o jogo com tempo técnico, Adriano ajeitou lançamento para Thiago, que chutou com a bola ainda no alto e marcou um belo gol.
Com o empate em 3 x 3, a partida ganhou velocidade e emoção. Os dois times arriscavam jogadas no ataque. E quem realmente aparecia era o goleiro do Fúria, Pedro. O Estudiantes chegava com mais perigo e ele fez defesas incríveis. Em jogada de Ricardo e Marco Aurélio, chute desviado acabou em grande defesa do camisa 1 furioso. Maurinho avançou com velocidade e bateu colocado no canto direito. Pedro caiu e fez outra boa defesa.
Entretanto, se o Estudiantes levava mais perigo no ataque, quem acabou marcando foi o Fúria. Aos 20 minutos da segunda etapa, após bola dividida no alto, Adriano Motta ficou com ela e bateu, o chute contou com desvio para enganar Tucano e balançar as redes.
Nos cinco minutos finais, o Estudiantes não viu outra saída a não ser ir com tudo para o ataque. A cada bola afastada, a vibração do time inteiro do Fúria era cada vez maior. Aos 24 minutos, em falta da esquerda, Ricardo tentou duas vezes, Abreu também arriscou, mas, no final, Marco Aurélio chutou para defesa e vibração de Pedro. E para acabar o jogo, não poderia ser diferente. Pedro fez mais uma defesa e o apito final foi trilado.
Com a suada e difícil vitória, o Fúria sobe para 5º na tabela, com os mesmo 10 pontos do Estudiantes, que é 6º. Os dois times estão na zona de classificação para a fase de mata-mata da competição. Para continuar assim, na próxima rodada o Fúria enfrenta o líder Bacana, enquanto o Estudiantes tenta reencontrar o caminho da vitória contra o lanterna Primatas.
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