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Notícias de 18/05/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Arouca 5 x 1 Elefantes Indomáveis

VITÃO CLASSIFICA AROUCA CONTRA O ELEFANTES


Arouca vence com mais um show de Vitão dentro de campo e muito barulho do lado de fora


Por Vinicius Bento

É difícil ver um jogo do Arouca sem se irritar com a tradicional bateria. Entre apitos, batidas sem ritmo e gritaria, o torcedor pode tentar ver alguma coisa que está acontecendo no campo. E para competir com a bateria infernal do Arouca, a torcida do Elefantes trouxe nada mais nada menos do que um megafone. Você que está lendo essa coluna imaginaria uma situação pior?

O Arouca começou a partida arriscando de longe, mas tinha dificuldade em acertar o gol de Chacha. Parte graças à pontaria que começava ruim e parte por causa de Esquerda, que já havia salvo dois chutes diretos para o gol. Na primeira tentativa o Elefante Cauê deu uma bela bicicleta, que infelizmente mandou a bola para o teto da quadra. Depois disso começaram os problemas do Elefantes, que o levaram à goleada.

Em bela jogada de Tafelli, camisa vinte do Arouca, ele levou até a linha de fundo e finalizou. A partir desse momento o bom goleiro Chacha começou a sentir a textura da bola com muita frequência. Vitão dominou a bola no meio de campo e arrematou... na trave! Chacha deu um dos mais bonitos golpes de vista da história do Chuteira.

O Arouca tinha muito mais posse de bola. Se conseguisse ter sido mais efetivo até essa hora da partida, provavelmente já estaria uma goleada. Uma chance clara mostrava como o Arouca estava chegando e falhando na hora H. Tafelli deu corte estranho, chegou na cara do gol, mas chutou em cima do goleiro. Seria injusto não dar méritos à defesa do Elefantes. Manente e Thomaz estavam sabendo como parar as investidas do ataque adversário. Marcavam com uma precisão cirúrgica.

O Elefantes jogava por uma única bola. E ela apareceu. Depois de bola na área jogada em cobrança de falta, Daniel apareceu livre dentro da área. Infelizmente cabeceou em cima do goleiro Mauricio, que ainda bateu roupa mas não deixou a bola passar da linha.

Como quem não faz toma, Vitão, depois de cobrança de lateral, subiu no segundo andar e deu cabeçada precisa no canto. Era o primeiro gol dele na partida, em sua especialidade, e a abertura do show do Arouca.

Arouca continuava no ataque e Leozinho saiu sozinho com o goleiro, finalizou por cobertura, mas a bola caprichosamente bateu no travessão e a defesa conseguiu afastar em cima da linha. Para terminar o primeiro tempo, Gothardo acertou lindo chute cruzado. A muralha do Elefantes não estava mais agüentando. 2 x 0.

O Elefantes Indomáveis precisava sair para o ataque. Fazer um gol o mais rápido possível era a única chance. Porém, para piorar a situação, no começo da segunda etapa, Marquinhos cobrou falta da esquerda com curva venenosa e Espiga nem viu por onde ela entrou. Não perca a conta: 3 x 0.

O Arouca continuava muito superior na partida. E não só no ataque, na defesa também. João não estava tendo a menor chance contra a defesa adversária. Vitão e Caio Martins eram uma muralha chinesa contra os pequenos elefantes. Nem o troncudo Cauê ganhava deles no corpo.

Vitão estava inspirado e fez mais um gol. Pena que a torcida pelo Arouca era tanta, mas tanta, que impossibilitou a visão do gol. Mas não impossibilitou a marcação de um pênalti para o Elefantes. Daniel foi para a cobrança e diminuiu, 4 x 1. Infelizmente não era tarde dos laranjas e alguns minutos depois Vitão fez mais um. De cabeça, claro, e saiu sorridente e serelepe para comemorar com a ruidosa torcida. E assim acabou o show amarelo e azul, em 5 x 1.

O Arouca era o primeiro classificado da tarde e vai para a próxima fase com a moral bem elevada. Afinal, precisará mesmo já que o confronto é com o SNG.

IX CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Estudiantes de la Vila 4 x 4 Med Taubaté

ESTUDIANTES JOGA COM O REGULAMENTO DEBAIXO DO BRAÇO E PASSA


Med brigou até o final, mas não foi o suficiente

Por Vinicius Bento

O Med Taubaté precisava do resultado positivo, o empate não bastava. E não havia maneira pior de começar do que quando Alê Bianco acertou o cantinho em bom chute cruzado e fez 1 x 0. Não satisfeito com apenas um gol de diferença o Estudiantes ainda atacava mais. Felipe Roth deu belo voleio dentro da área e a bola explodiu na trave. Na volta, ela ainda se chocou com o goleiro do Med, mas mesmo assim não entrou.

Eis que o Med começou a se arriscar no ataque. Bruninho chutou cruzado, a bola passou na frente do gol e Xavier não conseguiu encostar nela e empurrar para dentro. Se dá primeira vez Bruninho não conseguiu a assistência, na segunda tentativa ele tentou o gol. Arrematou de fora da área com a bola no ar, mas o goleiro do Estudiantes salvou.

Bruninho estava infernal. Após fazer linda jogada de linha de fundo, tocou para trás e, sem goleiro, Aníbal só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro. Era o empate. Após essa sequência de ataques do Med, o Estudiantes recebeu reagir. Lorente cortou para a direita, chutou a bola, que ainda desviou no goleiro antes de chegar no gol. Mesmo com o desvio no meio do caminho ela não foi capaz de enganar o arqueiro adversário, que pegou firme. Na última boa chance de gol, Vitinho recebeu livre dentro da área, porém se afobou com a saída do goleiro Jura e na hora do arremate chutou para fora.

Parece que no começo de cada tempo o Med dá uma pane. No começo do segundo também não foi diferente. Depois de linda jogada, em poucos toques o Estudiantes chegou na cara do gol e após cruzamento, Alê Bianco, a mais recente contratação importada da Itália de Caio, cabeceou para o fundo do gol. 2 x 1. Não contente com apenas um gol de diferença no marcador, Caio recebeu na direita, foi conduzindo até o meio, passando por todo mundo até chegar na cara do goleiro para dar só um tapinha para o gol. 3 x 1.

Para complicar de vez a vida do Med, Alê Bianco deu linda sequência de dribles e chutou. Roth só teve o trabalho de empurrar para dentro, mas o gol foi dado a Bianco mesmo. 4 x 1.

O Med tinha de ir para o tudo ou nada. E, cá entre nós, eles não tinham nada mais a perder. Alguns minutos depois, Xavier rolou para o meio da área e Bruninho, sempre ele, diminuiu. Para colocar fogo no jogo, quase que consecutivamente o mesmo Bruninho foi para o ataque e fez mais um! 4 x 3 e o Med encostava.

Não só encostava como conseguiu chegar ao empate! Alguns segundos depois de fazer 4 x 3, Xavier foi para cima e empatou a partida! Era para colocar combustível no fogo aceso já. E com esse ímpeto seria difícil que o Estudiantes segurasse o time de medicina.

Infelizmente o ímpeto do Med não continuou tão forte desse jeito. O time teve mais duas chances incríveis de conseguir a vitória, mas a sorte e a vontade dos defensores estudiantinos foram maiores. E a partida terminou assim, em 4 x 4, com o Estudiantes classificados com as calças na mão e agradecendo muito que o Med acordou dois minutos mais tarde...

IX CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Acidus 6 x 1 The Veras

ACIDUS SURPREENDE E PASSA FÁCIL PELO VERAS


Time do técnico Lucas passa como um trator sobre o adversário


Por Vinicius Bento

O Veras entrava com a vantagem do empate. E não só isso, entrava com a melhor campanha. E se isso não era o bastante, ainda começaram atacando. Logo no começo da partida, Diego, goleiro do Acidus, saiu mal do gol, o atacante do Veras tentou encobrir o goleiro, mas Lói salvou quase em cima da linha. Dava a impressão que seria mais um jogo sofrido para o Acidus.

Foi só impressão. Philip começava a tentar mudar a história do time que mais empata no campeonato. Em sua primeira subida, ele conseguiu o arremate e ela bateu na rede pelo lado de fora. E não só a parte ofensiva parecia estar legal. Lói e Raphão começavam muito firmes atrás. E quando parecia que a partida seria bem equilibrada, a bola sobrou no meio da área, após bate e rebate, limpa para Borges só arrematar com força de perna esquerda. Sem a menor chance para Diego. Muita vibração do ex-broderiano contra o time que nunca venceu. 1 x 0.

Infelizmente não deu tempo nem para comemorar. No lance seguinte, outro bate rebate, só que dessa vez foi dentro da área do Veras. Louiz estava lá, dentro da área, e só deu um toquinho para dentro do gol. Além do empate, era o primeiro gol de Louiz na competição, fato muito comemorado pelo rapaz.

A partida estava muito lá e cá. Ótimo exemplo disso foram as duas defesas salvadoras que os dois goleiros fizeram. Em cabeçada de Borges, Diego operou um verdadeiro milagre debaixo das traves. Já Benga fez grande defesa em chute de Pupo. O diferencial viria de Marcelo Caiçara, que entrou no decorrer da primeira etapa para brilhar na partida. Ele recebeu dentro da área e pôs o Acidus na frente num chute rastiero. Era tudo que o time verde-limão precisava no fim do primeiro tempo.

E a primeira etapa terminou com o Acidus na frente do placar. E a segunda etapa começou com o time jogando na ofensiva. Marcelo, de novo ele, virou em cima de Caio Marchi e finalizou. A bola passou rente a trave. Quase. Se marcar o gol de empate estava difícil para o Veras, imagine só quando Ricco arrancou de trás e só rolou a bola para Marcelo tocar no canto e fazer mais um? Não contente com apenas dois gols, ele ainda marcou o seu terceiro. Matou no peito na entrada da área e girou batendo de primeiro, um golaço muito comemorado no banco do time. Além de pedir música, ele praticamente selou a classificação do Acidus para a próxima fase.

Era óbvio que os sempre freqüentes Kinho, Borges e Moura não estavam em uma tarde inspirada. Não só pela falta de inspiração, mas porque Louiz, Marquinhos e Raphão estavam matando os ataques do time adversário. Até a sorte estava ao lado do Acidus. Quando Philip foi afastar dentro de sua área, a bola bateu em Raphão, no travessão e voltou para o campo. Em outros tempos essa bola morreria no fundo das redes! Se nem a sorte cooperava, Diego muito menos. O goleirão fez seu segundo milagre na partida, quando dividiu a bola com o atacante em cima da linha. Na verdade,ele salvou a bola que ia entrando e se chocou com Moura, que por ali chegou para tentar o toque pro gol.

E para fechar de vez o caixão do Veras, Robinho e Philip tabelaram e o último saiu na cara do gol, sozinho para fazer mais um. Presente do garçom Robinho para o P80 acidiano. Para passar a conta e fechar a régua, Marcelo rolou para Barata, que chegou no decorrer da segunda etapa sempre correndo, acertar belo chute no ângulo. 6 x 1.

O Acidus surpreendeu todo mundo (inclusive o goleiro Chacha do Elefantes, que apostou duas garrafas de cerveja com Lói) e passou para a próxima fase com sobriedade e muita confiança. Resta ver se esse mesmo futebol se repetirá diante do Fiorella pelas quartas de final...

IX CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Joga 13 4 x 4 Roleta Russa

COM LANCE POLÊMICO NO FINAL, JOGA 13 SEGURA EMPATE E ELIMINA ROLETA


Equilíbrio, um Roleta ofensivo, um Joga 13 persistente, um gol anulado de mão, de bunda ou de costas no final... E assim o 13 eliminou o Roleta de novo num mata-mata


Por Vinicius Bento

O Roleta precisava da vitória. O empata não seria o bastante para ir para a próxima fase. Por isso, logo no início da partida, Brunão, em jogada de muita raça, driblou o goleiro e só empurrou para o fundo do gol. Era o gol que o RR precisava, no tempo certo.

E não foi só o gol que estava pesando para o Roleta. Alemão e Salada estavam dando muito trabalho no começo da partida. Além do mais, o Roleta Russa marcava pressão na saída de bola, o que fazia com que o Joga 13 tivesse muita dificuldade na hora de trabalhar a bola.

Infelizmente esse começo arrasador do RR não durou muito. O Alemão do 13 começou a aprontar das suas. Arrematou de fora da área e o goleiro salvou. Poderia ter sido o empate logo em seguida. O Roleta começou a jogar pelos contra-ataques. Em um deles, Salada conseguiu sair sozinho na boca da área e de frente para o goleiro. Chutou bem, mas o goleiro do Joga 13 operou um verdadeiro milagre. Se essa bola entrasse o Joga 13 teria sérios problemas dali para a frente.

Como quem não faz toma, Choco chutou e no rebote Alemão finalizou com estilo! A vantagem agora era do Joga 13, que por sinal não ficou pensando apenas no gol que havia marcado e continuou jogando para cima. Lele entrou, deu belo passe para Choco, que se adiantou de maneira astuta à defesa, mas finalizou para fora.

E quando o Joga 13 era melhor em campo, Salada deu linda arrancada de trás do meio de campo e, na cara do gol, deu um biquinho, terminando com qualquer chance de defesa por parte de Caieiras. O Roleta estava novamente na frente! E assim terminou o primeiro tempo.

No início da segunda etapa um lance meio sem querer deu a chance do empate para o Joga 13. Em rebate de fora para dentro da área, a arbitragem apontou recuo de bola que o goleiro Guaraná pegou com a mão. Tiro de 9 metros que o canhão Rodrigo explodiu na trave, párea delírio dos Roletas.

Se essa foi quase, no próximo lance, Lele acertou um verdadeiro petardo de perna esquerda no alto do gol adversário e novamente empatou. Era realmente uma partida lá e cá. Alemão, o do Roleta, alguns minutos depois do empate do Joga 13 fez mais um e colocou seu time novamente na frente. 3 x 2. Tensão total na partida.

O Joga 13 ainda não havia ficado nem um minuto na frente do marcador. E, pior, até esse exato momento estava perdendo o jogo e a classificação para a próxima fase. Foi então que Calado saiu do banco para brilhar. Ele acertou o cantinho do gol adversário e empatou a partida. Logo em seguida, Lele, sempre ele, deu um toque de bico na bola e fez 4 x 3. O 13 passava à frente e parecia que agora sim seguraria a vantagem até ratificar a classificação.

O pedido de tempo do Roleta serviu para reforçar o que todos sabiam: atacar, atacar e atacar. E deu certo: Japonês apareceu dentro da área para empatar novamente a partida. Minutos de pura adrenalina na torcida, imagina dentro de campo.

A partida seguia dura, porém limpa, sem grandes reclamações. Mas eis que o destino quis que a coisa esquentasse no lance final de jogo. Bola na área do 13 Bob sobe com um zagueiro para cabecear após ela ser rebatida para cima. E não é que o pequenino camisa 11 colocou a bola para dentro? Mas o árbitro anotou infração no lance, anulando o gol que seria o da classificação do Roleta. Indignação total dos roletas, especialmente de Guaraná e Preto. Este, inclusive, exagerou nos elogios à arbitragem e acabou avermelhado no pós-jogo. Na torcida, o pessoal se dividia. Uns não viram nada, outros empurrão, outros gol de mão. Fato é que a partida acabou ali mesmo, e o Joga 13 comemorou bem discretamente talvez a classificação mais suada que ele já teve no Chuteira até hoje. Ao Roleta restou a vitória moral do confronto, mas a eliminação do torneio.



III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:

NGM 3 x 1 DPGamos

NGM SURPREENDE E ARRANCA PRIMEIRA VITÓRIA


Bizu e Duda lutam muito e deixam o DPgamos perdido

Por Vinicius Bento

A contratação de Bizu pelo NGM caiu como uma luva. Em sua estreia, ele foi logo marcando, seguido de partida com direito a pedido de música e agora contra o DPgamos o camisa cento e quinze foi decisivo. Logo no primeiro ataque do NGM, ele dominou no peito, virou em cima do zagueiro e arrematou. Denão, à espera da chegada de Dani Fischer, fazia a vez de goleiro e se esticou todo para salvar. No rebote, a defesa aliviou. E alguns minutos depois Bizú finalizou novamente. Depois de passe de Vendi, Bizú tentou o gol, mas ele não aconteceu.

Parecia que seria tarde do NGM. Vendi deu linda sequência de dribles na lateral do campo e Pablo exagerou na força na hora de fazer a falta. Merecia ter tomado um cartão amarelo, mas saiu de graça. E como não poderia deixar de faltar um lance a la Rock Gol em um jogo do NGM, o DPgamos resolveu tomar essa responsabilidade. O goleiro Denão recebeu recuo e foi isolar a bola pra frente. Ele isolou a redonda em Duda, que sentiu a bolada mas viu a danada ir morrer no fundo das redes em 1 x 0 para o NGM.

Pode parecer exagero, mas só dava NGM na partida. O DP não via a cor da bola. Duda teve duas boas chances após o gol: numa o goleiro salvou e em outra a bola tirou tinta da trave. O NGM queria mais! E Bizú foi para cima. O camisa 115 saiu sozinho com Daniel Fischer (aeeeee, ele chegou!), mas o menos pesado do confronto salvou o que seria 2 x 0.

Quando finalmente o DPgamos veio ao ataque, foi com perigo. O zagueirão Lugano chutou de longe e o goleiro Fê salvou. Na segunda tentativa de perigo do time vermelho, o ótimo goleiro salvou no reflexo chute do mesmo Lugano. Porém, na terceira investida do DP não teve jeito. Denão, jogando com a camisa oito, chutou meio torro de três dedos de fora da área rasteiro e o goleirão aceitou. Era o empate. 1 x 1.

Foi então que Daniel, goleiro do DPgamos, começou a fazer defesas no mínimo curiosas. Ciro finalizou, Daniel defendeu, mas a bola bateu na ponta de seus dedos e bisonhamente quase entrou! E já era hora do NGM fazer um lance Rock Gol! Camilo foi cobrar lateral e a bola passou no meio de suas mãos! Tosco!

E Bizú estava lá! Vivinho da silva, ele aproveitou que Duda fez bela jogava, limpou a zaga e tocou pro gol na saída de Daniel. Sim, a bola ia entrando em cima da linha, Bizu chegou para roubar o golaço que Duda ia fazendo! Sob gritos de “ladrão de gol”, proclamados por Lucas na torcida, Bizú foi para a galera e afirmava “Chupa, Lucas, chupa!”.

Duda estava inspirado. Era tarde dele. De primeira, ele acertou belo chute com a bola no ar e fez o terceiro gol. Dessa vez não teve Bizu para tomar o que lhe era de direito e o NGM fazia 3 x 1 com autoridade.

O DPgamos precisava reagir imediatamente se ainda quisesse alguma coisa no jogo. BB deu lindo chute de fora da área mas o goleiro construiu uma linda ponte para salvar. Bonito!

O primeiro tempo terminou assim, 3 x 1. O DP precisaria sair para o jogo, mas infelizmente não foi assim que a segunda etapa começou. Duda e Bizú (sempre eles) acertaram boa tabela mas na hora de finalizar o chute saiu ruim. Foi então que Denão resolveu exagerar. Chutou Covre no chão. Este, revoltado, foi tirar satisfações e os dois tomaram amarelo. Alguns minutos depois ele chutou Messi, novo goleiro do NGM, no ar. Saiu de graça, pois em um lance que merecia cartão azul ele não tomou nem mais um amarelo. Vergonha, Denão, não pode perder a cabeça só porque perde o jogo!

Em mais uma defesa estranha de Daniel, ele jogou a bola nos pés de Duda, que dominou mal e deu tempo para o goleiro retomar a posse de bola. Alguns minutos depois Daniel defendeu um chute de Coxinha em dezoito tempos!

Infelizmente não deu tempo para mais nada e com muita comemoração e festa o NGM arrancou sua primeira (e última) vitória no campeonato. Saiu ovacionado e feliz, enquanto ao DPGamos, que apostava na vitória como despedida, fica a lição de que não é Lói que deve pedir demissão, mas sim todos do time que não comparecem há vários jogos.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:

RR Olímpico 7 x 2 TCM

ROLETINHA GOLEIA TCM E SE CLASSIFICA


Roletinha cumpre obrigação de vencer o já desclassificado TCM, e entra de vez no G-8

Por Guilherme Meireles

O Roletinha abriu a rodada contra o TCM com o mesmo número de pontos de Camelo e Coringa. Provavelmente um destes três ficaria de fora do G-8. Uma vez que o adversário do Roletinha era o mais fácil, levando em conta que o TCM já estava eliminado e Camelo e Coringa pegariam Basicus e Só Resenha respectivamente, a equipe tinha total obrigação de vencer. E com folga!

Logo nos primeiros movimentos do jogo, o Roletinha abriu o placar com Brian. Era o prenúncio daquele que seria uma das melhores equipes do time de Folha no campeonato. Os comandados de Folha começaram avassaladores, empurrando o TCM para a defesa e criando uma chance atrás da outra, sempre passes rápidos e muitos chutes. Em uma tentativa de longe, Ceron quase acertou o ângulo. Na sequência ele mesmo foi o autor do segundo gol.

Se o ataque roleta estava em plena sintonia, na defesa não era diferente. A zaga mostrava raça e não deixava nada passar. Também não queria saber de sustos e por isso só rifava da defesa para o ataque. Em um lançamento longo na área do TCM, a bola passou por todo mundo e sobrou para Brian chegar livre no segundo pau e marcar o terceiro. Na sequência, o TCM criou sua primeira chance clara que parou em boa defesa do arqueiro Edu no canto esquerdo. Guga pegou o rebote na cara do gol, mas o goleiro se esforçou todo para defender novamente. Alguns minutos depois, o goleiro do Roletinha não teve a mesma sorte ao soltar uma bola nos pés de Zé Roberto, que descontou.

Com o Roleta voltando a atacar, Daniel Alemão se viu obrigado a dar um carrinho na entrada da sua área que evitou que um adversário ficasse na cara do seu goleiro. Levou amarelo. Porém, o esforço do zagueiro do TCM nada adiantou, já que Ceron recebeu a cobrança pelo meio e mandou uma cacetada no ângulo esquerdo alto. 4 x 1.

Já no finzinho do primeiro tempo, o Roletinha mostrou um pouco mais de elegância no estilo de jogo, em um lance parecido com o anterior: Guga ia ficar na cara do goleiro quando a zaga chegou travando na bola por trás sem cometer qualquer infração.

O segundo tempo teve início com a ousadia do zagueiro Pina: logo no comecinho ele saiu da defesa para o ataque, invadiu a área mas chutou fraco na mão do goleiro. O banco do Roleta gritou "volta Pina, volta Pina!", mas mesmo assim ele ainda relutou e ficou no ataque esperando um lançamento pela ponta esquerda. Parece que estava sentindo seu faro de artilheiro naquele jogo. Coincidência ou não, pouco depois o Roletinha teve uma falta na entrada da área. Na cobrança, bola tocada no meio da área para Pina, que arrumou espaço para emendar para as redes.

Time sendo goleado, e time goleando: O TCM sabia que não tinha mais o que fazer e o Roletinha só devia administrar o restante. Isto deixou o jogo em ritmo de treino. Ou seja, os dois times querendo que o jogo findasse logo. Cenário propício para faltas de atenções decisivas. E assim aconteceu, quando Marcião teve que defender um chute xoxo, fraco, sem graça. O problema é que não se sabe como, ele soltou a bola nos pés de Catatau, que (também não se sabe como) conseguiu errar o chute mesmo com goleiro caído e o gol aberto.

O TCM voltou a levar perigo em chute de muito longe que explodiu na trave esquerda. De fato, o TCM estava bem melhor que no primeiro tempo, atacando mais e buscando espaços para chutes. Mas a vantagem do Roletinha já era muito grande, o que jogou o ânimo do TCM lá para baixo. Já o Roletinha, na dele, continuava administrando e chegou ao sexto gol com Brian, terceiro dele no jogo. As redes do TCM balançaram novamente em cabeçada de Pina, mas o juiz marcou um apoio seu no goleiro e anulou o gol. Além disso, esta foi a oitava falta do Roletinha. Na cobrança do tiro livre, Neninho marcou o segundo. Já nos instantes finais, Bruninho recebeu dentro da área pela esquerda e com chute firme fez o sétimo gol.

O TCM se despede do Chuteira com pífios cinco pontos, enquanto o Roletinha alcança os 13 pontos e termina a primeira fase em sexto lugar. Nas oitavas, o adversário é o imprevisível Voando Baixo. Por que imprevisível? Simples: o time terminou a primeira fase em terceiro lugar, mas em compensação, carrega o fardo de ser o único time que conseguiu perder do DPGamos! Folha terá trabalho para entender qual é a desse próximo adversário...

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 10 x 1 Red Devils

RAS TIME GOLEIA DESFALCADO DEVILS E FICA COM ÚLTIMA VAGA


Red Devils esteve irreconhecível, cai para o 5° lugar, e agora pega o Invictus; Ras se classifica em 8°

Por Douglas Almasi Santos

O Ras Time precisava vencer para garantir a sua classificação. O Red Devils queria a vitória para confirmar a 3° posição no grupo. Ingredientes perfeitos para o jogo, que prometia muito. Mas quem foi à quadra 6 assistir a uma partida equilibrada acabou se decepcionando.

Sem ninguém no banco de reservas, o Red Devils tentava se poupar, a fim de não desgastar os jogadores em quadra. Tanto que os 3 pendurados nem compareceram à partida, nem para torcer, para não coçar e acabar entrando. Aproveitando-se da situação, o Ras Time partiu pra cima, colocando correria no jogo. A equipe quase marcou após chute de Moreno passar por toda a extensão da área, e ninguém completar o lance.

O Ras mantinha a posse de bola, trocando passes, esperando as brechas na zaga adversária. Em bom lance, Moreno recebeu pelo meio e arriscou o chute, que passou perto. Os Devils responderam com Salvador, para boa intervenção de Cipó. Em lance seguinte, o Ras Time largou na frente. Bola lançada para o ataque do Devils, e Cipó saiu de forma arrojada do gol, evitando, com os pés, a chegada do atacante. Ele mesmo já fez a ligação ao ataque, onde encontrou Boing, que cruzou para Moreno só empurrar às redes.

Com a vantagem no placar, o Ras não diminuiu o ritmo, tentando liquidar a partida ainda no 1° tempo. O destaque passou a ser o goleiro Criança, dos Devils. Ele parou chutes de Boing, Mau, e ainda fez milagre ao defender chute cara a cara de Flash. O Devils ainda tentou com Renê por duas vezes, mas sem sucesso. E assim terminou a etapa inicial, com placar magro de 1 x 0.

“Está uma maravilha, pois estamos ganhando”, disse o satisfeito torcedor do Ras Time Luis Aita, ao analisar o 1° tempo de sua equipe. E foi incisivo: “Vamos nos classificar sim!”. De fato, uma vitória garantia uma vaga ao Ras, por isso a preocupação da equipe em não levar gols, uma vez que o Devils tem um excelente time.

Mas a tarefa ficou muito mais fácil para o Ras no 2° tempo quando Darx teve que deixar a quadra antes do início da etapa final. Sem reservas, o Devils jogou com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, facilitando a vida do Ras e enfurecendo os adversários que dependiam do resultado desse jogo para uma possível classificação.

Alheio a tudo isso, Johnny tocou no meio para Mau, que encheu o pé no ângulo esquerdo de Criança, marcando 2 x 0. O terceiro saiu com Moreno, e chegou aos 4 x 0 com Gueller, que pegou a sobra de um escanteio para chutar no canto direito do goleiro. Tarefa cumprida, o jogo passou a ser um treino de ataque contra defesa para o Ras.

Moreno, aproveitando jogada da esquerda, fez 5 x 0. Iasi fez o sexto gol, após ciscar e acertar bom chute. Em contra-ataque rápido, Mau abriu na esquerda para Boing, que devolveu para Mau marcar mais um. O oitavo gol veio após chute pegar na trave, e Boing empurrar às redes com o gol vazio. E em uma cobrança de lateral, Boing dominou e soltou uma bomba. Criança não segurou, e, no rebote, Flash marcou 9 x 0.

O Red Devils ainda descontou: Nelsinho cruzou da direita e Renê só empurrou. Houve muita comemoração pelo gol. Mas a alegria terminou após a triangulação entre Sujeira, Moreno e o gol de Boing. Final de jogo, e 10 x 1 para o Ras Time, garantindo a classificação.

“O jogo foi muito bom, e parabenizo os jogadores do Devils, que em nenhum momento partiram para a ignorância”, declarou o jogador Boing, do Ras Time. Já Nelsinho disse que “na medida do possível foi bom” o jogo. E acredita no acesso à Série Ouro. “Sempre! Nós vamos até com um jogador a menos se precisar”, animou-se. O Red Devils terminou em 5° na classificação, e agora enfrenta o Invictus. Já o Ras Time, 8°, encara o líder e já na Ouro Fora de Série no mata-mata.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 17 x 0 In Dubio Pro Barum

FORA DE SÉRIE GARANTE ACESSO À OURO


Após um pré-jogo conturbado, Fora de Série vence desfalcado In Dubio e se classifica para o Chuteira de Ouro

Por Guilherme Meireles

Tensão no PlayBall. Uma pequena confusão nos horários do site confundiu os jogadores do In Dubio e causou um grande pandemônio nos ânimos do time. O jogo contra o Fora de Série estava marcado para as 16h30min, mas foi modificado na quarta feira para as 14h30min. O grande problema é que houve uma falha na comunicação entre os atletas, que não souberam informar um o outro sobre a mudança. Resultado: só havia quatro jogadores da equipe novata no novo horário.

Enquanto isso, o Fora estava ansioso para alcançar o acesso ao Chuteira de Ouro que viria com uma simples vitória. E o time esperou pacientemente para que chegasse mais algum adversário para dar início à partida. Com 2 a menos o In Dubio aceitou jogar e foi para o jogo. Mas em seis minutos de bola rolando o Fora de Série já havia feito quatro gols. Nesta hora os jogadores do In Dubio provavelmente se arrependeram de não declarar W.O. Na sequência, Ricamarcou um golaço de voleio, seguido pelo sexto gol marcado por Formiga. O sétimo foi de Rosa, que encheu um bico de dentro da área no ângulo. Com o jogo ganho (claro), foi a vez de Casari tentar o seu: o goleiro se aventurou no ataque em cobrança de escanteio e cabeceou perto. Na sequência saíram mais dois.

Foi quando chegou outro jogador do In Dubio. Casari tentou de novo, desta vez em cobrança de pênalti, mas mostrou que cobrando penalidades ele é um monstro no gol. A bola foi muito, mas muito longe. Murilo resolveu sair do ataque e se mandou para o lugar do goleiro. Aliás, ele jogou bem embaixo das traves, pegando algumas bolas difíceis no decorrer da partida. Mas também levou muitos gols: Cléber fez seu golzinho (acredite se quiser) em chute rasteiro de longe e Rosa mandou outro canhão no ângulo. Nesse meio tempo chegou mais um guerreiro de verde e preto.

Começou a etapa final com um lance digno de placa: Rosa aplicou uma carretilha pela direita próximo ao gol, mas acabou perdendo o tempo da bola. Pouco depois, o próprio Rosa, em sua característica, sassaricou pra lá, pra cá, fintou, pedalou e fez muito mais contra a marcação. Casari se irritou: “Tá sem graça Rosa!”, bradava o arqueiro. A chuva de gols prosseguiu e foram mais quatro. Ainda houve tempo para um pequeno início de briga entre Argentino e Febem, que rendeu um amarelinho para cada. O atleta indubiano já tinha um amarelo e acabou levando azul. Próximo do final, Orley e Zóio fecharam o placar.

Para aqueles torcedores de carteirinha do Fora, parece que foi ontem que a equipe foi atropelada pelo Bacana, então seu adversário direto pela permanência no último Chuteira de Ouro. Aquele jogo acabou em 7 x 1 para o Bacana, o que rebaixou o Fora para a Série Prata. Mas, após contratações surpreendentes como Orley, Rosa e Lapa, o Fora de Série está de volta ao Chuteira de Ouro, com o primeiríssimo lugar do Grupo B. Semana que vem a equipe é franca favorita contra o Ras Time.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:

Voando Baixo 8 x 1 La Coruja

VOANDO BAIXO FAZ SUA PARTE, GOLEIA, E TERMINA EM 3° A FASE DE CLASSIFICAÇÃO


Time joga para o gasto, e agora enfrenta o Roleta Russa Olímpico na fase de oitavas-de-final; La Coruja está eliminado

Por Douglas Almasi Santos

O Voando Baixo se recuperou da goleada sofrida na rodada passada, quando fora goleado pelo Fúria, e derrotou o La Coruja. A equipe, de quebra, terminou a fase de classificação na 3° colocação, graças ao tropeço do Red Devils. Com pouco público presente para acompanhar a partida e um sol agradável, o Voando Baixo partiu pra cima do adversário logo no início, levando perigo com Caballero.

Chamava a atenção o fato dos dois times estarem se preocupando em poupar jogadores. O Voando Baixo tinha somente um jogador para revezar; o La Coruja, nenhum. E, aproveitando-se da vantagem de ter um jogador a mais no banco de suplentes, o Voando Baixo acelerou o jogo e abriu o placar. Gabriel fez grande jogada e tocou para Caballero, que acertou a trave. No rebote, Assolan só empurrou às redes.

O La Coruja não se abateu e lançou-se ao ataque. Boa trama pelo meio, e a bola chegou para Bataglia encher o pé para boa defesa de Henrique. Em lance seguinte, Vitão roubou a bola e experimentou a gol, e mais uma vez Henrique estava lá. A essa altura, o La Coruja era só pressão, buscando o empate. Em um lindo contra-ataque, Vitão tocou para Mori, que chutou para mais uma excelente defesa do goleirão do Voando Baixo.

Tentando sair do sufoco, o VB arriscou com Caballero, que acabou acertando o pé da trave. Em outra jogada, a bola foi rolada para Gabriel chutar para defesa do goleiro Gordo. No rebote, o mesmo Gabriel chutou e a zaga afastou em cima da linha. porém, o Voando Baixo chegou ao seu 2° gol com Barroz, que matou no peito e chutou no canto direito de Gordo.

O La Coruja ainda tentou descontar com Bataglia e Mori – este quase marcando, sendo barrado mais uma vez pela zaga, que salvou em cima da linha seu chute – mas levou um duro golpe, quando Marketi avançou com a bola e chutou fraco. A zaga vacilou e Caballero ficou com a sobra para marcar 3 x 0 Voando Baixo. E o La Coruja levaria mais um: Pisano fez linda jogada, rolou para Assolan, que devolveu para o camisa 10 e capitão marcar o seu.

No intervalo, o sempre presente torcedor do Voando Baixo Conrado Lourenço disse que o jogo estava “mais tranquilo” para o seu time. com expectativas de “mais gols do Voando Baixo na etapa final”. E assim foi. Começo da etapa final, Caballero puxa o contra-ataque, toca e recebe novamente para marcar o quinto para o Voando Baixo. Nova jogada, Pisano passa para Gabriel, que ajeita de calcanhar para uma bomba de Pisano, fazendo 6 x 0 no placar.

Em seguida, mais uma boa jogada de Pisano, que avança pelo meio e enche o pé para fazer o sétimo. A partir daí, o La Coruja demonstrava cansaço com conformismo, além de nenhum poder de reação. Mesmo assim, descontou com Vitão de cabeça. Mas sucumbiu de vez quando Pisano marcou mais um, decretando 8 x 1 para o Voando Baixo.

Na saída da quadra, o artilheiro do La Coruja, Vitão, atribuiu à experiência – ou falta dela – a má campanha do time. “Fomos mal na competição pela falta de experiência, mas acho que a próxima temporada será melhor para nós”. Já o destaque da partida, Caio Pisano, disse que o jogo foi difícil. “Estávamos só com um reserva, alguns jogadores gripados. Por isso acho que o time se saiu muito bem”. A equipe agora se prepara para encarar o Roleta Russa Olímpico na fase mata-mata.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:

Jeremias 6 x 2 Só Capim Canela

JEREMIAS VENCE E TERMINA EM TERCEIRO


Jeremias goleia e quase tira Só Capim da próxima fase. Quase

Por Guilherme Meireles

Já classificado, o Jeremias jogou para buscar um adversário mais fácil nas oitavas. O Só Capim (sexta posição) estava com um pé e meio na próxima fase, mas em caso de derrota e vitórias de Camelo e Coringa, o time poderia ficar de fora do G-8. Portanto, o único pontinho que separa os dois times na tabela pareceu valer um milhão de pontos para o Só Capim: o time tinha que vencer para ficar tranqüilo. Ponto.

Não foi o que a equipe demonstrou no começo. Sem banco, o time parecia um pouco nervoso para por a bola no chão e sair jogando com calma, o que foi gerando alguns erros e muitas faltas. O Jeremias acertou o travessão, a bola bateu na linha e Rubens deu uma furada horrenda para afastar que quase compromete sua zaga. Dunder quase fez 1 x 0 após aproveitar lindo cruzamento que o colocou na cara do gol, mas o goleiro fez uma defesa fantástica. Em resposta imediata, Rubens se redimiu da furada de pouco tempo atrás e na entrada da área pela direita, deu um lindo corte em Gui Ferreira e Alexandre Bim e marcou um golaço.

Tingão fez questão de acabar com a alegria do Só Capim e empatou em chute de primeira na cara do gol. As faltas do Só Capim prosseguiam e não demorou para que a oitava saísse. Seu autor foi Bondioli, que ainda fez a grande burrada de ofender o juiz, o que lhe rendeu um cartão azul de graça. Na cobrança do tiro livre, Dunder virou a partida.

O nervosismo dominou o Só Capim Canela de vez! A ponto do goleiro Roger ir até o meio campo no lugar de sair jogando com calma. O problema é que o arqueiro nipônico foi derrubado e o juiz não marcou nada. O Jeremias roubou a bola e se mandou no contra-ataque que resultou no gol de Digo.

O segundo tempo foi marcado por golaços de ambos os times. Logo no comecinho, Gui Tedesco arriscou uma cacetada sem dó da meia esquerda que explodiu na trave esquerda antes de entrar. Seu chute demonstrou uma espécie de raiva em relação aos companheiros, afinal, ele era o melhor de seu time, atacando bem e apoiando a defesa com destreza. O goleiro Roger defendeu bem uma cabeçada, mas não pegou o rebote que Dunder aproveitou para anotar o quarto gol.

E a partir daí o arqueiro nipônico do SCC se tornou a grande figura do jogo: ele insistia em sair jogando com os pés até o meio campo. Em uma destas aventuras, a bola ficou com Gui Ferreira no campo de defesa perto da sua grande área. Sem goleiro, e com todo o adversário adiantado, ele mandou dali mesmo, encobrindo todo mundo e fazendo um gol de placa. O Canela colocou a bola no meio campo para dar a saída, mas o Jeremias já roubou a bola. Ela ficou com Dunder, que chutou de longe mesmo e fechou a goleada em 6 x 2.

Com a derrota, ao Só Capim apenas restou torcer contra o Camelo e o Coringa para continuar sonhando com o G-8. No caso do Camelo, a torcida falhou, mas a derrota do Coringa para o Só Resenha garantiu o Só Capim na oitava colocação do grupo B, já se preparando para encarar o Fúria em uma missão considerada impossível por alguns. Já o Jeremias terminou a última rodada subindo duas posições até a confortável terceira colocação, e nas oitavas de final pega o Pé de Pano.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:

Pé de Pano 7 x 4 Locomotiva

PÉ DE PANO VOA PRA CIMA DE LOCOMOTIVA E SE GARANTE EM 6º


Com um futebol objetivo, o Pé de Pano dominou o Locomotiva e garantiu a sua vaga à próxima fase

Por Douglas Almasi Santos

O duelo entre Locomotiva e Pé de Pano prometia muito, pois se tratava de um confronto direto valendo a 6° posição na tábua de classificação. O Locomotiva vinha de excelente vitória na rodada passada sobre o Red Devils. Já o Pé de Pano tentava seu 3° triunfo seguido na competição.

Bola rolando, e o Locomotiva começou no ataque. Saída errada da zaga do Pé de Pano, Toninho agradeceu e soltou a bomba para defesa de Tiago. No rebote, o mesmo Toninho acertou a trave. Mas em lance seguinte, em uma roubada de bola, Peba chutou, o goleiro deu rebote, e Matheuzinho abriu a contagem a favor do Pé de Pano.

Em seguida, Peba recebeu passe na esquerda, tocou para Tavogus, que só rolou para Matheuzinho ampliar. O Pé de Pano estava bem em quadra, tocando a bola de forma consciente, e chegou a mais um gol através de Tavogus, que recebeu pelo lado direito e chutou, fazendo 3 x 0.

O Locomotiva não se encontrava em quadra, errando muitos passes e ainda sofria com a falta de criatividade dos seus principais jogadores, Toninho, Renan Germano e Brunno. Já o Pé de Pano jogava de forma objetiva, tocando a bola e fazendo o tempo passar. Em um contra-ataque rápido, Chico recebeu no pivô e quase marcou mais um.

Em uma de suas raras tentativas no primeiro tempo, o Locomotiva chegou com Toninho, que levou perigo de cabeça. Mas quem fez a festa foi Peba, que recebeu passe e chutou colocado para fazer mais um para o Pé de Pano e levar a partida para o intervalo com uma vantagem de 4 gols.

“Hoje está fácil para o Pé de Pano”. “É só acertar o ataque, que sairá mais gols”, sentenciou Fernando Ferreira, torcedor do Pé de Pano que garantiu o veredicto antes mesmo do término do jogo: “O Pé de Pano está classificado fácil, fácil”. De fato, o Pé deveria mesmo continuar com o mesmo ritmo a fim de não dar esperanças ao ótimo time do Locomotiva.

E foi o que aconteceu: começo da etapa final, Chico recebeu passe na direita, dominou, olhou e chutou colocado para fazer 5 x 0. E não demorou para Chico ser novamente acionado e chutar para fazer 6 x 0. Com isso, o time diminuiu o ritmo e passou a administrar o jogo.

Esse relaxamento custou dois gols ao time. Toninho recebeu passe, dominou e chutou no ângulo direito do goleiro, marcando um golaço e descontando para o Locomotiva. Em seguida, cruzamento de Leo, Brunno ajeitou e rolou para Menotti empurrar às redes. Placar de 6 x 2, e o Locomotiva esboçava uma reação, que foi contida imediatamente. Boa jogada do ataque do Pé de Pano, a bola chegou para Chico na direita, que cruzou para Matheuzinho empurrar para o gol vazio, marcando o seu 3° tento, o 7° de sua equipe. O Locomotiva ainda faria com Brunno, que recebeu e chutou no canto direito do goleiro, e com Toninho, que dominou e encheu o pé, dando números finais ao jogo: 7 x 4 Pé de Pano.

Oscar Wagner, do Locomotiva, disse que “faltou concentração” por parte de sua equipe. “Começamos mal a partida, depois tivemos que correr atrás do placar, daí ficou difícil”, sentenciou o camisa 7. Já Dada, do Pé de Pano, analisou o seu time em quadra. “Estávamos com vários desfalques, mas mantivemos a base, o que foi importante”. As duas equipes avançaram à fase mata-mata: o Pé de Pano encara o Jeremias, enquanto que Locomotiva enfrenta o Só Resenha.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:

Basicus 4 x 5 Camelo

SANGUE, SUOR, LÁGRIMAS E CAMELO CLASSIFICADO


Vitória sofrida contra Basicus deu ao time da pizzaria a 7ª posição do grupo e o direito de encarar o SPQSF no mata mata

Por Guilherme Meireles

Já diria o velho e conhecido ditado “quem ri por último, ri melhor”. Quem assistiu ao confronto entre Basicus e Camelo provavelmente comprovou essa teoria. Inacreditavelmente, o Camelo passou quase todo o jogo com equivalência ou desvantagem no placar. Parecia que a equipe marcava um gol, mas de repente apagava e tomava outro na sequência. Postura diferente da que o time precisaria ter para alcançar os três pontos necessários para se classificar. o Basicus, já classificado, almejava a 3ª posição do grupo, que viria com a vitória simples. Pois mesmo saindo na frente, o Basicus cedeu ao jogo vibrante ao final do Camelo.

Demorou exatamente cinco minutos para que algo de interessante acontecesse: o grandalhão Yuri abriu o placar. O empate saiu na sequência, com Felipinho, que invadiu a área pela esquerda e deu um toquinho sutil para as redes. Se nos primeiros cinco minutos o jogo era monótono, a essa altura já estava pegando fogo, com marcação pesada e chances alternadas. Foi quando Buiu aproveitou um cruzamento e desviou de cabeça para trás. A bola fez uma parábola que destruiu o goleiro Johnny Jr. 2 x 1.

O terceiro só não saiu em chute de Starck porque a sorte estava do lado do Camelo: a bola bateu nas duas traves e ainda voltou na boca do gol, mas foi prontamente afastada. O Camelo reempatou dando uma aula de treinamento tático, quando Cris Dantas recebeu pelo meio e fez o pivô preciso para Noal, que chegou como elemento surpresa na direita. Ele se mandou para a área e encheu o pé no ângulo direito, fechando o primeiro tempo.

O segundo tempo não perdeu o ritmo e logo no comecinho Starck deu um leve desvio de pé trocado na cara de Johnny, que conseguiu defender. Diferente do lance seguinte, quando Buiú fez o terceiro, sendo seguido pelo gol de empate do Camelo em chute rasteiro de Felipinho. 3 x 3. Os dois eram certamente o destaque de seus respectivos times.

A impressão que dava é que o Camelo queria imitar o esquadrão rosa em tudo. O Basicus fazia um gol e o Camelo tratava de empatar imediatamente! E o Basicus quase marcou um golaço com Veneza, que, de bicicleta, acabou falhando. Adivinha o que aconteceu? O Camelo tentou marcar o seu golzinho de placa, em desvio de calcanhar de Cris que parou em ótima defesa do goleiro. Em chute de longe, Puff parou em bela espalmada do goleiro Johnny no centro do gol. De repente, Buiu se viu marcando seu terceiro gol no jogo, de novo aproveitando uma bola aérea, ao receber cruzamento preciso de Puff, que ele desviou de cabeça para o fundo do gol.

Mas, como era de praxe, não deu tempo nem de comemorar, já que de uma maneira impressionante (mas já esperada) o Camelo empatou na sequência, com o capitão Iagol. Após reclamar da arbitragem, o ex-capitão Henrique acabou levando amarelo. Foi o melhor que podia acontecer ao Camelo, pois, com sua ausência, o time finalmente conseguiu ficar na frente do placar com gol de Itamar. Muita comemoração... Que não durou quase nada, pois um cruzamento do Basicus pela direita foi interceptado pela zaga do Camelo bem próximo à linha divisória da área. Para a arbitragem, o corte foi feito com o braço e, portanto, pênalti! A comemoração do gol recente se tornou reclamação. Há tempos não se via um time tão transtornado como o Camelo ficou naquele momento. Eles não sabiam exatamente do que reclamar, já que uns diziam que não foi com o braço, outros que foi com o braço, mas fora da área e alguns outros afirmavam que o braço estava colado ao corpo.

Após muita confusão, que atraiu pessoas entretidas em outros assuntos, como a torcida do Arouca, Starck finalmente se preparou para bater a penalidade. Em seu rosto dava para ver o nervosismo. Afinal, a torcida envolta da quadra 10 praticamente triplicou para ver a cobrança. Um ex-jogador do esquadrão rosa (não citemos nomes) que assistia atentamente à partida previu (alguns diriam zicou): “Quer ver que ele vai errar?”. Na batida, Starck; no gol, Johnny Jr. A classificação do Camelo estava em suas mãos. E ele saltou no canto esquerdo e defendeu! O Camelo entrou em êxtase! Ainda mais quando o goleiro do Camelo se mostrou esperto no último segundo de jogo para dar um leve toquinho na bola, em desvio surpreendente de sua própria zaga que jogou contra o patrimônio, quase permitindo o empate.

Com a derrota do Só Capim Canela, o Basicus não caiu para a sexta posição, mas também não permaneceu em quarto. Ocupando de vez o quinto lugar, o time encara os engenheiros do Canhedo Beppu na próxima semana. Enquanto isso, o Camelo conseguiu a classificação em sétimo lugar sem depender de ninguém. Jogando um belo futebol? Há controvérsias. Mas se daqui para frente os jogadores do Camelo continuarem demostrando a raça e a dedicação que apresentaram contra o Basicus, podem equiparar o confronto com mo SPQSF, reconhecidamente o futebol mais vistoso do Chuteira de Prata.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 1 x 1 SPQSF

FÚRIA SEGURA O EMPATE E GARANTE O ACESSO À SÉRIE OURO


SPQSF foi valente, lutou, mas não conseguiu evitar o triunfo do Fúria, que retornou a série principal do Chuteira de Ouro

Por Douglas Almasi Santos

O confronto direto que decidiu a liderança do Grupo A e, consequentemente, uma vaga direta à Série Ouro teve todos os ingredientes necessários para tornar a disputa ainda mais emocionante. Os jogadores estavam ansiosos e confiantes. O tempo estava muito bom para a realização da partida, e a torcida compareceu em peso à quadra 6. E foi contemplada com um bom jogo, disputado a cada lance.

Como não poderia deixar de ser, os dois times começaram a partida cautelosos, apenas se estudando, a fim de não exporem demais suas defesas. Muita marcação e poucas jogadas de impacto, fugindo completamente de suas características. Um chute prensado de Ricardinho, do SPQSF, que o goleiro Fábio Caruzo defendeu e uma tentativa de Adriano Motta, do Fúria, deram a tônica do que seria o jogo: de muito equilíbrio.

Em lances seguintes, Sapo para o Fúria, e o capitão do SPQSF Di Dicredo, de cabeça, quase tiraram o zero do placar. Até aquele momento do jogo, o sistema defensivo do SPQSF era o principal destaque. A marcação da equipe surpreendia, uma vez que não é o ponto forte do time. Seu ataque era perigoso, sempre com os avanços de Jaja e Di Dicredo.

O Fúria também se defendia bem e mostrava a disposição que sempre leva a campo, provando que não só de entrosamento se conquista um campeonato. A raça é fundamental. O SPQSF também era valente e chegou próximo da abertura do placar depois de boa trama da equipe. Bola de pé em pé até chegar no lado direito a Serafim, que carimbou a trave. Adriano Motta quase marcou de cabeça para o Fúria.

Final do primeiro tempo e o placar permanecia como no início: 0 x 0, e, até ali, vaga para o Fúria. A torcedora do SPQSF Camila Gerber, que, além de reivindicar junto à organização do torneio um prêmio para a torcida mais animada, disse estar “achando muito bom o desempenho do time”. E emendou, apostando no triunfo do SPQSF: “Tenho certeza da vitória, estão atacando muito mais”.

Os juízes apitam o reinício do jogo e a promessa de fortes emoções para os 25 minutos finais da decisão. A torcida estava impaciente, com os nervos à flor da pele, apenas na expectativa de soltar um grito de gol. Ele quase saiu por parte do SPQSF, com Jaja, que subiu mais que a zaga e acertou, de cabeça, o travessão.

Impressionava a lealdade por parte dos jogadores das duas equipes: jogo pegado, disputado, mas sem lances violentos, apenas com faltas normais de jogo. Jaja, novamente, tentou após chutar duas vezes, mas sem sucesso. O Fúria se segurava muito bem na defesa, enquanto que o SPQSF apostava nas bolas aéreas.

Em uma jogada pelo alto, Jaja fez de cabeça para o SPQSF, mas o gol foi anulado. Os juízes alegaram que o camisa 9 empurrou o adversário no momento da cabeçada, revoltando a torcida. O jogo entrava na sua reta final, e os ânimos ficavam mais exaltados dentro de quadra, deixando o torcedor cada vez mais apreensivo.

A partida ganhou contornos dramáticos quando Sucão cobrou uma falta, e Sapo desviou, abrindo o placar para o Fúria e fazendo a torcida explodir de alegria. Precisando virar o placar, o SPQSF se lançou com tudo ao ataque. E em cobrança de falta perfeita, Jaja empatou a partida, já no finzinho. O Fúria segurou-se na defesa e vibrou quando os juízes apitaram o final da partida. Empate em 1 x 1 e muita comemoração dos jogadores do Fúria, que voltam à Série Ouro jogando um belo futebol.

Rodrigo, do SPQSF, gostou da sua equipe. “Fizemos uma partida boa, apesar de alguns desfalques”. E enalteceu os jogadores do Fúria. “É um time que joga muito, espero fazer a final contra eles”. O SPQSF encara nas oitavas de final o Camelo. Já o autor do gol do acesso do Fúria, o jogador Sapo, relatou a dificuldade do jogo. “Foi complicado, estávamos com jogadores suspensos, mas na raça seguramos o empate que valeu a vaga”. O Fúria enfrenta na fase mata-mata o Só Capim Canela.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO B:

Só Resenha 4 x 1 Coringa

CORINGA LUTA MUITO MAS CEDE NO FIM


Mesmo já definido na vice-liderança do grupo, Só Resenha atropela e desclassifica Coringa

Por Guilherme Meireles

O Só Resenha foi um dos times mais tranqüilos da rodada. Já que o Fora de Série havia vencido, a 2ª posição do grupo era certa mesmo em caso de derrota. Em outras palavras, o time jogou... Para nada. Mesmo assim, derrotou o Coringa, que precisava vencer, e eliminou o tricolor da Prata.

Mas, o vice-líder justificou a boa campanha dominando completamente o adversário, principalmente no setor direito do campo, onde Dhanny fez tudo e mais um pouco para o terror da zaga do Coringa. Alavancado pela torcida do Arouca, o Resenha começou o jogo bem melhor. O toque de bola era envolvente e o Coringa ia entrando cada vez mais na roda. A primeira chance clara veio em cabeçada de Batata que explodiu no travessão. A segunda chance foi de Marreta, que aí sim abriu o marcador.

O ataque já dava indícios de que daria trabalho ao Coringa, da mesma maneira que a defesa. Kaká estava isolado no ataque enquanto a zaga do Só Resenha não dava espaço para ele jogar. Na outra metade do campo, Fabrício se mandou pela esquerda e acertou a trave. Na sequência, a zaga do Só Resenha perdeu na corrida para Renatinho, que bateu de dentro da área e empatou.

Porém, mesmo com o empate, o panorama do jogo não se alterou em momento algum: Leo Vilar arriscou de longe na meia esquerda e o goleiro fez uma defesaça de mão trocada. Logo no início da etapa final, o Coringa respondeu na mesma moeda: Leozinho chutou da intermediária com tanta força que quase empurrou bola e goleiro para dentro do gol, mas um tapinha salvador do arqueiro desviou o curso da bola por cima do gol. Como já dito, o jogo não mudou em nada e o segundo do Só Resenha ia amadurecendo aos poucos. Ele veio em lindo lance individual de Dhanny, que escapou de todos que viu pela frente pela ponta direita antes de marcar.

Continuava difícil para o Coringa balançar as redes. A defesa do Só Resenha permanecia quase impenetrável, fazendo com que o adversário passasse o segundo tempo chutando de longe. Em uma das poucas chances, um contra-ataque do Coringa deixou Rafinha na cara do gol, mas ele perdeu o empate. Em um dos lances mais impressionantes da rodada, Dhanny deu lindo drible na área e serviu companheiro que chutou de primeira. O capitão Maurício conseguiu afastar em cima da linha do gol, mas a bola continuou viva na área travada embaixo do travessão com todo mundo chutando de todo jeito possível. O goleiro Elton já havia conseguido agarrar quando de uma maneira muito sem noção Leo Vilar tentou chutar a bola, mas, acabou chutando o goleiro (e o balde).

Após alguns minutos para recuperação do arqueiro, o jogo prosseguiu com uma ótima chance do Coringa: Renatinho foi lançado na esquerda e deu um toquinho sutil que tirou o goleiro do lance, mas passou à esquerda do gol. Já próximo ao final do jogo, Dhanny acertou a trave e Murilo aproveitou o rebote para fazer, seguido pelo quarto gol marcado por Batata.

O Coringa já planeja um novo time para a próxima temporada, enquanto Só Resenha e Locomotiva Tarja Preta se preparam para duelo de novatos e veteranos do Chuteira de Prata.

III CHUTEIRA DE PRATA: 11ª RODADA: GRUPO A:

Canhedo Beppu 3 x 2 É Verdadeee

É VERDADEEE CAI DIANTE DO CANHEDO E SE DESPEDE DA COMPETIÇÃO


Equipe precisava da vitória para sonhar com a vaga, mas acabou perdendo; Canhedo enfrentará o Basicus

Por Douglas Almasi Santos

Para o É Verdadeee, havia chegado a hora da verdade na competição. Apenas a vitória interessava ao time, e diante da goleada do Ras, só a vitória por mais de 6 gols interessava. A contar que o adversário era o forte Canhedo, a missão era complicada demais para o time de Gavião. Para o Canhedo, nada valia a não ser passar o Red Devils e tomar a 4ª colocação do adversário. E foi justamente isso o que aconteceu.

Precisando vencer, o É Verdadeee lançou-se ao ataque e quase abriu o placar na tentativa de Diego Garcia. Jogo movimentado, com as duas equipes procurando a vantagem no marcador. Porém, de tão afoitos, abusavam nos erros de passe. O Canhedo tentou com Okamurinha e Suzuki, mas sem sucesso.

O 1° gol da partida foi do É Verdadeee. Após cobrança de lateral, Gavião dominou a bola e chutou à meia altura, vencendo o goleiro Papa-Burguer. O Canhedo não se intimidou e tentou novamente com Suzuki, que após aplicar a chamada “caneta” no seu marcador, chutou para boa defesa de Camus.

E, em lance seguinte, chegou ao empate. Cobrança de escanteio, bate e rebate na zaga, a bola sobrou para Suzuki marcar o gol. A resposta do É Verdadeee foi rápida. Após linda trama do time, a bola chegou até Fúria, que chutou para excelente defesa do goleiro. Em seguida, o mesmo Fúria fez boa jogada pela linha de fundo e cruzou, Girão não completou.

Mas a ansiedade no momento de concluir custou caro ao É Verdadeee: Okamurinha recebeu passe na direita e chutou, virando o placar a favor do Canhedo. Assim terminou o 1° tempo, com vantagem do Canhedo, assumindo o 4° lugar do grupo, enquanto o É Verdadeee dava adeus às chances de classificação.

O torcedor do Canhedo Marcola Tavares não gostava do que via até ali. “O jogo está devagar, falta técnica, com os jogadores muito displicentes”, comentou. E queria ver mais disposição dos jogadores do Canhedo em quadra. “Espero que chutem mais a gol, que voltem com outra pegada, e menos sonolentos”, sentenciou.

O fato é que no jogo sobrava disposição por parte dos atletas, mas a técnica não era muito encontrada. Mesmo assim, a bola rolou para a etapa final, e o É Verdadeee veio decidido a virar o placar e conquistar uma vaga. O goleiro Papa-Burguer parou os chutes de Fúria e Diego Garcia.

O Canhedo ficou assustado com o ímpeto do adversário e sofreu o gol de empate. Lançamento na área, King desviou de cabeça, a bola bateu na trave, mas na volta o mesmo King marcou. O É Verdadeee foi com tudo buscando a virada. Tentativas de Master, King e uma cabeçada de Gavião no travessão quase fizeram o sonho da classificação se aproximar.

Mas uma ducha de água fria veio para acabar com o ânimo verdadeiro: contra-ataque rápido do Canhedo, Okamurinha recebeu o passe na esquerda e soltou a bomba, fazendo 3 x 2. O É Verdadeee lutava e quase empatou com Master de cabeça, mas já era tarde. Final, Canhedo 3 x 2, e fim da linha para o É Verdadeee.

O goleiro Camus analisou o comportamento do É Verdadeee em quadra. “O time jogou muito, foi melhor que o Canhedo. Se jogássemos assim a competição inteira, estaríamos classificados”. Já Okamurinha, destaque do Canhedo, disse que “mesmo desfalcados, fizemos o resultado”. E já projetando o confronto no mata-mata contra o Basicus, Okamurinha mandou o recado aos adversários. “Vamos com toda força. Queremos a Série Ouro”.

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