O Acidus precisava vencer de qualquer jeito. Perdeu como fazia tempo não perdia – de goleada. Com os 8 a 2 anotados pelo Fiorella, só resta ao Acidus vencer seus três jogos restantes para se classificar.
O jogo começou atrasado e com sol forte. O Acidus tomou a iniciativa do jogo, com Caio pela esquerda e Kirk pelo meio, mas quem chegou de fato foi o Fiorella. Com chutes sem perigo, Publius pouco trabalhou até, após chutar pra frente e ver a bola ser interceptada, cercar o jogador do Fiorella, dar o bote e ver o árbitro marcar falta. Lance duvidoso que, além da falta, rendeu ao goleiro o cartão amarelo. Entrou o segundo goleiro no lugar de Lucas, que perdeu gol incrível por duas vezes chutando em cima do goleiro, para recompor o gol. E foi exatamente aí que o Fiorella marcou, num chute no ângulo de Tiago Silva, o homem do jogo.
Não demorou para sair o segundo gol, com Rogério Silva. O Acidus se perdeu em campo e o adversário não perdoou e marcou o terceiro com novamente Tiago Silva em chute de fora da área alta. Foi aí que Publius voltou para o gol do Acidus. O Fiorella se aproveitou da saída do goleiro que, segundo jogadores do Fiorella durante a partida, “não adianta chutar de longe que ele pega tudo”. Quando ele saiu amarelado, o time de vermelho fez o placar.
Mas 3 a 0 era pouco para um time rápido contra um adversário pouco inspirado. Kirk e Caio pouco rendiam e Cavalera e Bocha não conseguiam trocar passes. As chances do Acidus eram esporádicas e as do Fiorella, quando batiam na trave, voltavam no corpo de algum jogador do Acidus e entravam no gol. Foi assim que saiu o quarto gol, com bola no travessão, rebatendo em Lói no meio da área e indo morrer dentro do gol. E após o quarto saíram o quinto e o sexto gol antes de finalmente o sofrimento acidiano acabar junto ao primeiro tempo.
Com 6 a 0 no placar, só restou ao Fiorella esperar o tempo passar. O Acidus dominou todo o segundo tempo, com um toque de bola que lembrou o time do ano passado, mas faltava competência nas finalizações. Aliás, faltou mesmo é finalização. Cavalera e Robinho mais tocavam que outra coisa e o time tocou muito a bola, mas chutou pouco. Quando chegou na cara do gol, mandava pra fora, como Caio num lance incrível, ou então o goleiro defendia. Tanto que os dois gols do Acidus (Barata e Acidus) foram de roubadas de bola da defesa.
Mas a tarde era inteira do Fiorella, e de Tiago Silva. Em contra-ataque, Van-Van marcou seu 12º gol no torneio e, para fechar, em lançamento longo, Lucas chuta sobre Tiago Silva para tirar a bola e a redonda bate no jogador e pega tal velocidade e precisão que vai morrer no ângulo do goleiro Publius. Um gol incrível num lance que só um time zicado como o Acidus naquele dia podia ter.
Final de jogo com 8 a 2 no placar, resultado trágico para o Acidus, cada dia mais longe da classificação, e ótimo para o Fiorella, que chega a 12 pontos e passa a lutar pela 2ª posição do grupo com Kadência e MachuPichu.
TREINADORES SOFRE COM O CANHÃO DO 13
Em jogo pegado, mais uma vez o Joga 13 mostrou sua força e deixa claro que é o time que mais evoluiu no campeonato, com um conjunto firme e que conta com o artilheiro isolado, Lele, com 21 gols. O camisa 9 marcou 4 dos 7 gols da vitória sobre o Treinadores do Braz, mas quem levou a melhor foi o zagueiro Rodrigo, com 3 gols, atuação impecável na defesa e eleito o melhor em campo, deixando Lele em segundo lugar.
A equipe do Braz começou o jogo pressionando e, logo no primeiro minuto de jogo, marcou com Juliano Juba. O gol não afetou o 13, que partiu para cima, sempre com lançamentos para seu pivô, que sofreu para marcar o primeiro gol da equipe, aos 4 minutos, após defesa do goleiro João. A bola sobrou debaixo da trave e Lele, bem ao estilo Renê, só empurrou e empatou o jogo.
As defesas prevaleceram até os 23 minutos, com destaque para Rodrigo e Guma, até aí equilibrados na retaguarda do 13, Juba pelo lado do Treinadores. Foi tanta defesa que o time do Braz atingiu o limite de faltas pouco mais da metade do primeiro tempo. Em compensação, o único amarelo do primeiro tempo foi recebido por um jogador do 13, Calado, camisa 22, após comemoração enérgica ao gritar com o jogador adversário. O juiz interpretou como provocação e o deixou esfriando a cabeça por 2 minutos no banco.
Cansado de tomar tranco, Lele tratou de acabar com o jogo defensivo do adversário e, mais uma vez, empurrou a bola para as redes e fez 2 a 1 aos 23 minutos. Quem pensou que poderia tomar uma água, comparecer ao banheiro ou comer uma coxinha perdeu o terceiro gol do 13, marcado pelo destaque do jogo, o zagueiro Rodrigo. O jogador avançou sozinho do campo de defesa, em alta velocidade, e foi esta, aliada à força, que deu o impulso necessário para ele soltar um torpedo e estufar as redes antes do fim do apito de fim do primeiro tempo.
No segundo tempo, parecia que o Treinadores reagiria quando, aos 6 minutos, diminuiu, com Carlão Pedretti. Pura ilusão, pois a equipe fez o mesmo jogo pegado e exagerado em faltas na segunda etapa. Mas desta vez não só chegou como ultrapassou o número limite de faltas. Ao total foram 16 faltas na partida, recorde do torneio.
Aproveitando a oportunidade, o Joga 13 colocou novamente o seu canhão em ação. Rodrigo anotou mais dois gols na partida, aos 15 e aos 23, em tiros de 9 metros, chutando em cantos variados do goleiro. Lele também fez mais 2 gols no jogo, um aos 10 e o outro fechando a goleada, aos 24 minutos.
Renê, artilheiro dos últimos dois torneios, do lado de fora “gorava” e comemorava quando Lele perdia gols (poderia ter anotado mais 3 tranquilamente) e, insatisfeito com os 4 gols do atual artilheiro do campeonato, ainda finalizou: “Caramba, Lele, tá parecendo eu, só faz gol empurrado, ora!”.
A festa do 13 só não foi completa por causa de Calado, que tomou o cartão azul no segundo tempo e teve sorte de não ter prejudicado sua equipe. Sorte também ninguém descobrir que Caieras, goleiro do 13, jogava, segundo ele mesmo, com o dedo “pendurado”. Quem assistiu Ao jogo e sabia da fratura, viu que realmente Caieras defendeu os chutes mais fortes somente com uma das mãos.
Rodrigo e Lele detonaram o Treinadores, que saiu reclamando muito dos árbitros, alegando que um deles nem sabia o critério do tiro de 9 metros. Confusões à parte, o 13 continua mostrando que o conjunto está cada vez mais forte e isso foi reconhecido mesmo pelo adversário.
KADÊNCIA ACABA COM SEQÜÊNCIA VITORIOSA DO MACHUPICHU
Depois de vencer Acidus e Crocciati e chegar a 12 pontos, o MachuPichu foi derrubado pelo Kadência, que mais uma vez fez jus ao nome, pois o que se viu foi um jogo paciente e oportunista por parte do time azul, tendo como destaque o comandante do ataque, Paulinho, camisa 9. Jogo de meio, com total domínio das defesas e jogadas individuais. Nesse resumo de ações, quem levou a melhor foram os atacantes do Kadência.
Tebas, camisa 12 dos peruanos, sofreu para marcar o primeiro gol do jogo, aos 5 minutos. Em jogada individual pelo meio, chutou em cima do goleiro. A bola subiu e sobrou para ele mesmo marcar de cabeça. Nem deu tempo de comemorar e o atacante destaque do jogo tratou de fazer jogada também pelo meio, driblando o zagueiro e emendando no canto direito de Emílio, que nada pôde fazer. Era o empate do Kadência.
Aos 10 minutos veio a virada, novamente em jogada pelo meio, desta vez com Luiz Eric, que, talvez por admiração ao gol de Paulinho, fez jogada muito parecida e bateu no canto esquerdo de Emílio. Outro golaço. O MachuPichu se perdeu em campo e se mostrou um time frágil e desorganizado. Pela desorganização tomou o terceiro gol, novamente com Paulinho e novamente um gol parecido com os demais, provando que a fórmula da vitória estava ali pelo meio da defesa peruana, 3 a 1 Kadência.
Eis enfim que Danilo, camisa 10 do MachuPichu, se apresenta para o jogo, pois até aquele momento ele permanecia sentado no banco. A dúvida era a verdadeira razão de Danilo começar o jogo somente observando, pois foi justamente ele que deu mais ritmo ao time e marcou o segundo do MachuPichu, mas antes teve que amargar seu time levar outros 3 gols – Felipe Teles, mais um de Paulinho e Che-Che. Fim do primeiro tempo e Kadência com vantagem de 6 a 2 no placar.
Segundo tempo e o Machu Pichu veio determinado a reagir. Aos 6 minutos marcou o terceiro gol, com Thiago Branco. Mas aos 10 minutos, Tebas fez falta dura e levou cartão amarelo (que o suspende da próxima partida), ainda com a esperança que o juiz marcasse a falta ao contrário, depois de simulação de lesão. Os dois minutos com um jogador a mais foi bem aproveitado pelo Kadência, principalmente por Paulinho, que marcou seu quarto gol aos 12 minutos.
O jogo continuou no meio de campo, com poucos chutes a gol e poucas faltas. Além de Paulinho, Luiz Eric também aproveitava os espaços na defesa do MachuPichu e marcou o último gol de seu time, o oitavo, aos 24 minutos, fechando a goleada de 8 a 3 sobre um adversário que não mostrou o mesmo brilho e motivação dos últimos jogos.
Pelos peruanos, destaque para o zagueiro Taka, que saiu do jogo com o consolo de ter lutado muito, mas não o suficiente para ganhar pelo menos uma estrela. Todas foram conquistadas por jogadores do Kadência, com muito merecimento.
Agora os dois times somam 12 pontos, ao lado de Fiorella, mas em situações diferentes – um em evolução e o outro pensando em reabilitação. Serão 3 rodadas de muita emoção e qualquer deslize pode ser crucial, lembrando que ainda teremos a polêmica rodada do feriado, ou seja, prováveis desfalques.
PAGALANXE RENASCE COM VITÓRIA MAGRA CONTRA CROCCIATI
Crociatti e Atlético Pagalanxe fizeram o jogo de resistência da rodada. O time do Atlético Pagalanxe foi a campo sem nenhum reserva, enquanto o Crociatti contava com apenas um jogador para substituição.
De início, em razão dos 7 pontos que separavam as duas equipes na tabela, era esperado que o Crociatti tomasse conta do jogo. O jogador a mais poderia ajudat também em termos de físico com o decorrer da partida, mas não foi bem isso que aconteceu.
Diferentemente dos outros jogos, o Atlético Pagalanxe jogou com muita raça e vontade, sem desanimar e sem desistir em nenhum momento do gol. Sempre com chutes perigosos, o ataque parava nas boas defesas do goleiro Palhuca, eleito o terceiro melhor goleiro da rodada. Bruno e Nardelli tentaram muito, mas foi Gustavo, estreante e chamado de última hora pra completar o time, que venceu Palhuca e abriu o placar para o Pagalanxe.
Após o gol, a atenção na defesa do Atlético foi redobrada para que não sofresse o gol de empate e uma possível queda no rendimento do time, o que acontece normalmente quando o time toma um gol. Porém, mesmo com uma marcação forte, o chute de Iram desviou no zagueiro Basso e enganou o goleiro Erich. Era o gol do Crocciati. Num primeiro tempo um tanto chato, apesar de muitas oportunidades desperdiçadas por ambas as equipes, o placar igual acabou por representar bem a realidade do jogo.
Em compensação, após o intervalo o jogo ganhou mais ritmo e velocidade, mas as oportunidades continuaram a ser perdidas por ambas as partes. Toda vez que um time perdia um gol, tomava contra-ataque, e a defesa ou os goleiros tinham que se virar como podiam. O atacante Yanes, com todos os desfalques do time do Atlético Pagalanxe, foi obrigado a jogar de zagueiro e desempenhou ótimo papel, sendo eleito o segundo melhor jogador da partida. Palhuca e Erich apareceram bem com belas intervenções, mas foi o primeiro que impediu a desvantagem do Crocciati até os 15 minutos, quando Gustavo novamente fez o segundo gol de sua equipe. Com os contra-ataques a todo vapor, ele aproveitou e partiu pra cima do zagueiro. No mano a mano, ameaçou o chute e bateu no canto oposto do goleiro. Palhuca ainda pulou na bola, mas não pôde impedir que ela fosse morrer no fundo das redes.
Como quando anotou o primeiro gol, o Pagalanxe passou a marcar mais do que se atacar, buscando não tomar o segundo gol, que quase aconteceu não fosse a tremenda falta de sorte e errada feia de Murilo, que perdeu gol certo.
Assim, no desespero, o Crociatti tentava o empate, mas não tinha articulação no meio e nem no ataque, restando apenas tentativas isoladas de zagueiros subindo e tentando jogadas individuais. A ausência de Piero no meio foi notoriamente sentida, mostrando que as suspensões estão atrapalhando muito a jovem equipe do Crocciati. E 2 a 1 foi o placar final da partida, graças a Palhuca, que, em um dia inspirado, evitou uma derrota maior.
Em um jogo em que atacante virou zagueiro, meia virou atacante e estreante virou estrela, a superação de cada um em quadra fez com que a segunda vitória na competição viesse para o time do Atlético Pagalanxe. Já para o Crocciati foi a segunda derrota consecutiva, tendo em vista a terceira, já que enfrenta o líder Melville na próxima rodada. As coisas, que iam muito bem para o Crocciati, começam a se mostrar complicadas e tem jogador da equipe que já não tem muita fé na classificação, mesmo com 10 pontos conquistados. Próximas rodadas prometem.
BACANA E SNG FAZEM JOGO DE GENTE GRANDE
O jogo era sem dúvida o mais aguardado da rodada, tanto que a arquibancada lateral estava tomada de gente querendo ver o jogo. O SNG era o único time com 5 vitórias. Bacana vinha de derrota para o Joga 13 e queria a reabilitação para não ficar para trás na disputa pelas primeiras posições. O jogo prometia e com certeza quem ficou no PlayBall até o fim para acompanhar a partida não se arrependeu.
Compreensivelmente, a partida teve início com uma postura mais de estudo do que de ataque, com ambas as equipes privilegiando a marcação. O SNG entrou com sua estratégia de marcar forte e sair em rápidos contra-ataques; o Bacana tocava a bola tentando achar espaços na defesa do SNG. A iniciativa, geralmente do time do SNG, era do Bacana.
Ambos os times tiveram chances de abrir o placar, mas quem tirou o primeiro zero foi o SNG. Numa roubada de bola de Tejeda, este lançou Renê, que matou no peito e tocou de bicicleta para Biro, na cara do goleiro Roberto Leme, fazer o 1 a 0. Em desvantagem, o Bacana foi para cima do SNG, mas não conseguiu tirar a diferença e o primeiro tempo acabou em 1 a 0.
Na volta do segundo tempo, era preciso empatar e o Bacana tratou de por uma equipe mais ofensiva em campo. O toque de bola deu lugar a tentativas de lançamento para Dhemeur e Rômulo, ou Luiz Costa e Leonardo, mas o gol teimava em não sair. Chutes para fora, defesas de Sampa ou chegadas providenciais da zaga impediam o empate. Postado em sua defesa, o SNG tinha em mãos o jogo que mais sabe fazer – defender e contra-atacar.
De fato, poucas foram as chances do Bacana, que ainda viu seu goleiro salvar diversos chutes em seu gol. Bolas no canto baixa, alta, saídas do gol, de todas as formas o goleiro Roberto Leme usou de sua estatura e elasticidade para impedir o segundo gol do SNG. Num lance quase sobrenatural, bola da lateral esquerda da área é chutada e explode no travessão depois de tocar no goleiro. Renê também teve seu dia de azar e, no pouco que fez no segundo tempo, mandou duas bolas na trave. Por outro lado, um chute forte da intermediária bate no travessão e pinga em cima da linha do goleiro Sampa, assustando a equipe SNG.
E o tempo passava, o Bacana não empatava e o SNG não matava o jogo. A pressão do Bacana só aumentou e o SNG passou a ficar encolhido no seu campo, jogando como time pequeno diante de um grande. E de tanto bater uma hora a pedra furou. Falta para o bacana no lado esquerdo do seu ataque. A bola é rolada para o meio para chute forte de Dhemeur. Era o gol de empate, aos 24 minutos do segundo tempo, o SNG provava de seu veneno aplicado contra o Acidus na final do IV Chuteira. Os bacanas comemoraram demais, assim como todos que estavam fora assistindo à partida. Foi uma vibração enorme, principalmente do elenco todo do 13, que, com cerveja na mão, não perderam um lance sequer e não perdoaram o time laranja e preto.
Na saída de bola, o SNG ainda tentou fazer o que devia ter feito antes – o segundo gol – mas não conseguiu. Fim de jogo e o um 1 a 1 no placar parecia justo para esse jogão de bola que já mostra que ambos estão no Chuteira para ganhar. Um jogo eletrizante, com dois times buscando apenas jogar bola (tanto é que a partida teve somente um cartão amarelo), pegado e com emoção até o fim da partida. Para o SNG, fica o gosto amargo por ter sofrido o empate no fim do jogo, mas continua invicto e líder na competição. Para o Bacana, o gosto de uma vitória e a certeza que a derrota para o Joga 13 não afetou a moral da equipe.
MELVILLE FAZ O SIMPLES PARA DERROTAR MULEKE PIRANHA
Jogo de vida ou morte para o Muleke Piranha e mais um jogo para o Melville. Na verdade, o jogo para o Melville somar 3 pontos depois de perder 2 contra o Acidus. E o líder vinha para o jogo com dois desfalques na zaga – o capitão Maurício, expulso infantilmente contra o Acidus, e Jose, pelo terceiro cartão amarelo. A ausência de duas das principais peças defensivas fez a equipe trazer Juninho para a zaga, contratado na última semana. E o zagueiro não decepcionou, e o Melville fez mais uma vítima no V Chuteira.
A partida começou já quente, com entradas mais duras de ambas as partes e com as torcidas (sim, ambos tinham razoável torcida presente no frio de início de noite no PlayBall) acaloradas incentivando seus jogadores. E não demorou mais que 10 minutos para Alemão deixar Felipe na cara de Guaraná para estrear o placar.
O jogo do Melville se manteve o mesmo, é o jogo da equipe sempre, perdendo ou ganhando: fechar-se na defesa e bola em Alemão para ligar contra-ataque. E em contra-ataque Felipe fez o segundo dele, dando a impressão que uma goleada poderia vir. O Piranha, apesar de em desvantagem no marcador, buscava as jogadas de ponta com Diogo e Robson e muitos chutes de média e longa distância, mas os arremates iam todos pra fora ou paravam nas mãos do estreante goleiro Marcos Rogério.
E com os erros de ataque, o Piranha só conseguiu marcar mesmo quando Garo errou uma bola na defesa e ela sobrou para Salada diminuir. O Muleke ainda esboçou uma pressão para o empate, mas a experiência do Melville falou mais alto e mantiveram a guarda para evitar um segundo gol. E com 2 a 1 o jogo foi para o intervalo.
E o segundo tempo pegou fogo, tanto em questão de jogabilidade, pois o Piranha teve de se abrir e se expor para buscar o único resultado que importava, e porque o jogo ficou mais pegado, com a continuidade de faltas por trás por parte do Piranha e sem punição que levaram Felipe, no intervalo, sair falando que ia “pegar” alguém se continuasse assim.
Mas logo o jogo ficou mais jogado do que pegado, com o Piranha buscando o gol e o Melville fazendo o que mais gosta e sabe – contra-atacar. E na briga do ataque contra o contra-ataque, este fez um gol não de contra-ataque, mas sim de ataque, com Dimba. Para piorar pro Piranha, Guaraná sai jogando errado na defesa e tem de se contorcer para praticar duas grandes defesas para evitar o quarto gol. Após a última defesa, ele e Felipe se estranharam e bateram boca, quase tocando cabeças. Houve princípio de confusão, mas ficou no ‘deixa disso’ e os demais jogadores separaram para que o jogo retornasse. E os árbitros não deram nenhum cartão, para revolta de torcedores e jogadores de outros times, que viam os árbitros se perder num jogo relativamente fácil.
Mas a sorte estava com os árbitros e o jogo seguiu tranqüilo, tanto que o único cartão amarelo da partida foi para Henrique Lingüiça, que numa jogada de ataque do Piranha pela esquerda teria tocada no adversário. Ninguém que estava ali do lado de fora viu o tal toque para cartão, mas deve ter sido a forma que a arbitragem encontrou para esfriar os ânimos. E com um jogador a mais, o Piranha podia buscar diminuir, e teria conseguido se não fosse a incrível – mas incrível mesmo – bola que Du Marçal perdeu embaixo da trave. A bola sobrou para ele dentro da área, um metro afastado da trave esquerda do goleiro e ele conseguiu, livre, chutar na trave. Um desperdício que não foi perdoado pela torcida, que certamente viu ali que o dia não era para piranha.
E quem não faz toma, o Melville, em contra-ataque rápido, chega na cara do gol com Henrique, que recebeu passe de Felipe livre no meio da área para fuzilar Guaraná e fechar o jogo em 4 a 1 para o líder invicto do Grupo B.
Com 16 pontos, mais duas vitórias garantem a 1ª colocação do grupo para o Melville, isso se seus adversários diretos não perderem. Já para o Muleke Piranha, a missão de classificação ficou mais complicada ainda, pois não depende só de si. Tem de vencer os 3 jogos que restam – o que levaria a equipe a 13 pontos – e torcer para que não mais que 5 times atinjam 13 pontos. Hoje só Melville passou dos 13, mas outras 3 equipes têm 12 pontos. Além de jogar muito, o Muleke tem de torcer muito também.
OBS: os jogos MSM x Beer Point, Fora de Série x Roleta Russa, Diabos Laranjas x Bucets e Só Lance x Basicus ainda não tiveram suas reportagens escritas.
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