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Notícias de 17/12/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: SEMIFINAL

Bengalas 5 x 2 Equipe Bróder

EB PERDE 2 TIROS DE 9 METROS E VÊ BENGALAS CHEGAR À FINAL


Com Ritolê inspirado, EB foi melhor o jogo todo, mas pecou na hora de decidir com dois tiros de 9 metros. Erros foram fatais e levaram à goleada no contra-ataque


Por Guilherme Meireles

A exemplo do último torneio, o Bengalas vem fazendo uma campanha de causar inveja nos outros times, assim como a Equipe Bróder que figurava entre os favoritos ao título devido ao seu futebol baseado na fúria broderiana. De um lado, o craque Ritolê. Do outro, Mutssa, Lapa e companhia. Esses foram os ingredientes que fizeram desta partida uma das melhores do atual Chuteira. O primeiro tempo não foi nada demais comparado com o segundo tempo, que tirou o fôlego dos torcedores.

"Começou o jogo, Bengalas!". Este foi o grito de Bizu quando a partida atingiu aproximadamente dois minutos da primeira etapa. O alerta se deu porque nos primeiros minutos, só a EB atacou. O Bengalas se segurava como podia, mas errava absurdamente na hora de sair para o ataque. Quando a equipe percebeu que a partida havia começado, Ritolê foi o primeiro a criar uma boa chance ao girar mais rápido que a marcação e mandar um chute forte espalmado pelo goleiro. E, instantes depois, a zaga broderiana falhou ao deixar Ritolê livre para se mandar pela direita e chutar direto para o gol. 1 x 0.

Daí até o final da primeira etapa, o jogo continuou equilibrado, com os dois times alternando ataques perigosos: Lapa cobrou falta com força e Mutssa desviou com perigo à direita do gol. Em resposta, Vini Costa recebeu na cara do goleiro, tentou de letra, mas acabou "escrevendo errado". Já que as duas defesas estavam bem fechadas, alguns tiros de fora da área foram utilizados para surpreender os goleiros. Tché arriscou da meia direita e tirou tinta do poste direito de Léo.

Assim como no início, o Bengalas curiosamente cessou seus ataques no final da primeira etapa. Em contrapartida, Lapa tentou furar o bloqueio bengalense ao dar um chapéu sensacional no marcador, mas seu chute explodiu na zaga. Vitão também tentou empatar em chute forte, mas o goleiro clone de Rafa Marquez fechou bem o ângulo esquerdo e salvou sua equipe.

Mal foi dada a saída de bola no segundo tempo, Lapa recebeu pelo meio e chutou com muito perigo à esquerda do goleiro. Aos poucos, a etapa derradeira foi ganhando um volume de jogo impressionante e assim ficou até o final. A zaga broderiana cometeu o enorme erro de deixar Ritolê livre para arrancar pela esquerda. O mais galático entre os "bengaláticos" tirou o goleiro da jogada ao rolar na medida para Vini Costa arrematar ao gol. A bola estava quase entrando quando Gabriel surgiu em cima da linha e salvou seu time.

Instantes depois, a alegria do camisa 22 do EB deu lugar a uma explosão de raiva quando ele viu André Lapa fazer falta dura e desnecessária que lhe rendeu um cartão amarelo: "Você é burro de fazer isso?!", bradou ele. O desfalque dos broders foi bem maior quando o juizão mostrou um cartão azul para o irmão de Lapa, que não parou de reclamar no banco. Após o jogo, Gabriel declarou sobre o episódio: “Perdemos o jogo depois da expulsão dele. Jogar contra o Bengalas numa quadra grande com um a menos é não ter chance alguma!”.

E por falar em arbitragem, o Bengalas só não ficou com um a menos até o fim do jogo por falha do juiz, pois Zequinha deu um carrinho criminoso em Lapa e recebeu apenas um cartão amarelo. Com a pelota em jogo, o zagueiro bengalense Fernando Forte se aventurou no ataque e marcou o segundo. Quem pensa que a EB se entregou está bizudamente, ops, redondamente enganado! Mutssa foi oportunista ao pegar um rebote do goleiro para descontar. Porém, Ritolê foi decisivo mais uma vez, não como goleador, mas desta vez como um ótimo garçom: com um cruzamento preciso da direita, mas Cássio mandou para dentro do gol – contra, diga-se. Gol anotado para Ritolê.

Daí para frente, não restava alternativa à EB se não ir com força máxima para o ataque. E assim foi. Mutssa foi lançado na cara do goleiro, mas escorregou e desperdiçou a chance clara. Em resposta, Pato foi em direção à área, mas mandou na rede pelo lado de fora. Gritos de "olé" já ecoavam pela arquibancada-gaiola enquanto o Bengalas tocava a bola. A zaga do time amarelo se fechou em uma forte retranca e apertou a marcação. Resultado: a EB tinha dificuldade para atacar, mas o número de faltas bengalenses foi crescendo paulatinamente. Além disso, os broders mandavam vários chutes de fora da área já que furar a zaga do Bengalas era mais difícil do que classificar o Sem Pretensão para a Série Ouro. Nem tanto assim para Mutssa! O lendário atleta broderiano fez o segundo gol de sua equipe. Perdeu a conta? 3 x 2 para o Bengalas.

A eficiente defesa do atual campeão pagou o preço de manter uma marcação dura: a oitava falta foi apontada pelo juiz. Mutssa superou a pressão da quadra 5 ao receber a responsabilidade de empatar a partida na cobrança de um tiro de nove metros. Todos os olhos se viraram para o "gol do estacionamento", enquanto o goleiro bengalense se postava embaixo do travessão. Foi dado o apito: sob total expectativa, Mutssa correu, bateu... NO TRAVESSÃO! O homem dos beijinhos ficou desolado, voltando de cabeça baixa para a defesa. Mal sabia ele que pouco depois o pesadelo broderiano se repetiria. Infantilmente, o Bengalas fez outra falta e proporcionou outro tiro de nove metros. Desta vez foi Lapa quem enfrentou a pressão. Todas as atenções novamente se voltaram ao gol à direita da arquibancada: Lapa correu, bateu, e... EM CIMA DE BAKI! É, não era mesmo um bom dia para a EB se classificar.

Sabendo que fazer falta não era a ideia mais brilhante naquele momento, o Bengalas chegou em cruzamento de Ritolê que encontrou Vini Costa, mas seu chute foi travado. Logo depois, em boa troca de passes Gabriel acionou na medida para Cássio, que cruzou mais na medida ainda para Mutssa. Sua cabeçada assustou o goleiro mas foi para fora.

Se Ritolê foi o "garçom" no terceiro gol, desta vez ele foi o "cliente" que recebeu passe de Vini Costa dentro da área para marcar. A “fúria broderiana”, já rendida à “velocidade dos bengaláticos”, ainda viu Simões fazer o quinto em arranque pela direita: quando todos esperavam um cruzamento, ele surpreendeu ao dar um toque sutil direto para o fundo do gol. Já no finalzinho, Mutssa e Ritolê travaram um pequeno embate pessoal com pisões e provocações que rendeu um amarelinho para o atleta do time vermelho.

Termina o histórico jogo que colocou o Bengalas na grande final pela segunda vez consecutiva. Histórico porque a EB teve tudo para desbancar os atuais campeões por meio dos tiros de nove metros desperdiçados. Mutssa e Ritolê se estranharam no final do jogo, mas mesmo assim, foram os destaques de seus times, principalmente o artilheiro do Bengalas, que soube explorar os espaços dados para desfilar toda sua velocidade e habilidade. Alegria dos “bengaláticos” e tristeza por parte dos bróders, que devem se honrar pela boa campanha que fizeram em um torneio tão nivelado. Será a vez de Ritolê encarar a defesa mais experiente e eficiente do Chuteira de Ouro, além do matador dos matadores do Chuteira...

VIII CHUTEIRA DE OURO: SEMI FINAL

Bengalas 4 x 0 Primatas

SNG SEGURA ATAQUE ACIDIANO E SE GARANTE NO CONTRA-ATAQUE


Experiente time bicampeão apostou na defesa e se deu bem! Em bola parada e contra-ataque, SNG fez 2 x 0 e chega a sua terceira final


Por Renan Lamarck

ACIDUS ATACA, ATACA, ATACA... SNG DEFENDE, DEFENDE E VENCE. Assim poderia ser definido o confronto entre Acidus e SNG. Afinal, contra um Acidus extremamente empolgado no primeiro tempo, o Se Não Guenta Por Que Veio? conseguiu se defender quando necessário, e, com inteligência, aproveitando as poucas chances que teve, conseguiu fazer 2 x 0 e se garantir em mais uma decisão de Chuteira de Ouro.

Rolou a bola e quem assustou primeiro foi o verde limão. Robinho meteu boa bola para Philip, o atacante dominou a redonda e, quando partia sozinho para entrar na área, foi surpreendido pelo arrojado Sampa mergulhando de carrinho e afastando o perigo. Pouco depois Biro quase entregou a rapadura. Apertado pelo ataque do Acidus na saída de bola, o bom defensor tentou inverter a bola e quase foi surpreendido pelo veloz Philip, mas o SNG se salvava outra vez.

Era assustador o início do time verde limão, vice-campeão do IV Chuteira de Ouro – perdendo exatamente para o SNG na grande final. Robinho saiu cara a cara com o goleiro, deu um toque por baixo de Sampa e a bola passou lenta raspando a trave. Em seguida, Marquinhos fez uma jogada brilhante. O defensor do Acidus, que com a viagem de Lói nas ultimas partidas vem se destacando ainda mais, entrou na área aplicando um drible giratória a la Rivelino para cima do marcador, e chutou cruzado. A bola passou raspando a trave.

Quando finalmente o SNG conseguiu ameaçar o Acidus, o arqueiro Louiz, substituindo Diego, foi fundamental para também salvar as cores do verde limão. Primeiro Renê foi esperto e cobrou rápido lateral para Tejeda, trocando empurrões com Ronei o jogador do laranjinha saiu da marcação, mas desequilibrado chutou para fora a boa chance. Como resposta, Ronei chegou ao ataque e, com categoria, encobriu Sampa, mas não contava com a astúcia de Fabinho, fundamental aparecendo quase sobre a linha do gol para evitar que a bola encontrasse as redes.

Exigindo uma linda defesa de Louiz, Biro pegou um rebote na intermediária e soltou a bomba. Um pancada que o goleirão se esticou todo para pegar no alto. Logo depois Renê recebeu no meio sem marcação e chutou, outra vez o goleiro do Acidus fez ótima defesa e espalmou para escanteio. No entanto, na cobrança desse mesmo escanteio bola no primeiro pau, e, sempre ele, Renê apareceu antes do goleiro e dos zagueiros para testar pro fundo do gol. No finalzinho do primeiro tempo o Se Não Guenta abria o placar.

Os 25 minutos restantes prometiam ser quentes, e de fato foram. Logo no início Renê dividiu com Louiz e deixou a quadra sentindo dores na perna – lembrando que o atacante se recuperou recentemente de uma operação no joelho. Pouco tempo depois, Richard e Allan foram expulsos após uma pequena confusão de pisa não pisa um no outro. Com isso as duas equipes permaneceram por praticamente todo o segundo tempo com apenas seis homens em campo.

Com Ricco o Acidus tentou o empate. O camisa 20, um dos grande nomes do verde limão nas quartas, arriscou de fora da área, o goleiro William – que no segundo tempo entrou no lugar de Sampa – fez a defesa, e no rebote Barata foi travado pela defesa do SNG. Logo depois Ronei deu bonita assistência para Philip. Sozinho dentro da área ele chutou de prima e isolou a pelota, desperdiçando boa chance de igualar. O Acidus continuava a perder gols atrás de gols.

Como castigo, após ter dominado o primeiro tempo e posteriormente tendo perdido chances de empatar o jogo, o Acidus levou o segundo e eliminatório gol. Fabinho puxou contra-golpe para o laranjinha, tinha Tejeda passando livre na direita, mas preferiu tocar com Mario na esquerda, recebeu de volta e chutou, a redonda desviou no marcação e beijou as redes. Festa do Se Não Guenta.

Nos minutos finais Philip foi esperto após dividir com o arqueiro William e, de chaleira, tentou encobrir o goleiro, mas ali estava Biro que, de forma não menos astuta, teve reflexos rápidos para esticar o pé esquerdo e evitar o gol do Acidus.

E assim o Acidus dá adeus a mais uma competição, jogando e atacando mais que o adversário, mas também pecando muito mais nas finalizações. O SNG, com seu jogo fechado e apostando no contra-ataque, volta a uma final depois de dois anos. O tricampeonato está perto.



II CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAL

Xoro Paro 4 x 2 Real Paulista

JUVENTUDE DO XP DESTRONA REALEZA DO RP


Com a volta do “técnico Kumão”, Xoro Paro derruba a invencibilidade e realeza do Real Paulista em jogo equilibradíssimo,- mesmo com todo esforço de Panela

Por Guilherme Meireles

Animado por uma campanha invejável, o Real Paulista adentrou a quadra 5 como grande favorito contra o Xoro Paro. Mas como no futebol favoritismo não garante nada, o Xoro Paro atacou na hora certa e se defendeu da maneira certa para garantir a classificação para a final. Claro, também contou com um dos piores dias da carreira de um certo zagueiro do Real Paulista.

Nos primeiros minutos, a avassaladora dupla "PP" (Panela-Pedrinho) já mostrou que daria trabalho aos chorões, principalmente para o goleiro: Pedrinho arriscou de longe e Danilo deu uma lindíssima ponte no cantinho esquerdo para espalmar. Logo depois, o mesmo Pedrinho se mandou pelo setor esquerdo, rolou no meio para Panela, que encheu o pé para uma fantástica defesa de mão trocada. De tanto pressionar, o Real abriu o placar quando Panela, mesmo cercado por Perna e Kuminha, achou espaço para rolar nos pés de Xexé, que mandou no cantinho esquerdo.

O Xoro nem havia se recuperado do gol tomado quando o mesmo Panela quase fez o segundo em tiro de longe que o goleiro mais uma vez defendeu com estilo. Pedrinho foi lançado na direita, arrematou com força de primeira e quase fez. A fanática torcida do Xoro Paro, que lotava a "gaiola-arquibancada", empurrava a equipe como podia. Destaque para o pai do craque Kuminha que, após um período de ausência, lá estava novamente para incentivar e servir como uma espécie de técnico fora das quatro linhas que gritou o jogo todo. Aliás, técnico bravo! Quando Negão tentou um pretensioso rolinho junto à lateral, o "rei da dinastia Kuma" gritou: "você não é Pelé, não!". Ainda completou: "Aperta que eles são ruizinhos!", para que o Xoro marcasse em cima do adversário.

Coincidência ou não, as broncas de “Kumão” surtiram efeito e de repente o Xoro Paro reverteu a situação de time que sofria pressão para o que exerce a pressão. O pontapé inicial da reação veio com Rodrigo Rezende: ele carregou a pelota com carinho da esquerda para o meio e bateu para o fundo do gol. Diogo fez o goleiro do RP trabalhar em chute perigoso defendido impressionantemente com um tapa de mão única. Negão também levou perigo com um chute à meia altura que o arqueiro, adiantado, voou para pegar.

O RP estava irreconhecível em campo. Não é exagero afirmar que o time não conseguia atacar de maneira alguma, e até a dupla "PP" havia parado de produzir. O Xoro Paro se aproveitou da sonolência do adversário e virou a partida com lance começado por Kuminha, que driblou praticamente toda a zaga adversária e tocou na medida para Diogo na cara do goleiro. Ali ele fez a difícil jogada de enganar o marcador: fingiu o drible no goleiro, que foi direto para o chão. Com o gol aberto pedindo “me marca, me marca” ele só empurrou para confirmar o golaço.

O bom primeiro tempo teve a peculiaridade de acabar sem uma falta sequer. Em compensação, o segundo tempo marcou um número quase recorde de infrações! Logo nos primeiros instantes da etapa final, Panela cobrou uma destas falta da meia esquerda e mandou a pelota por cima da meta adversária. Em outro lance de bola parada, o XP desperdiçou uma chance inacreditável: Vampeta recebeu a cobrança dentro da área de frente para o gol, mas exagerou na força e isolou. A dupla "PP" voltou a dar trabalho quando Panela arriscou um tubaço da ponta esquerda que parou em linda defesa do arqueiro. No rebote, Pedrinho estava bem postado de frente para o gol, mas errou o chute. Panela mostrou que chutar de longe era seu melhor recurso e, após forte arranque pela ponta, disparou outro canhão que o goleiro salvou novamente.

No Real Paulista, parecia que só Panela queria jogo. Em outra infração, Panela quase proporcionou um replay do golaço de bola parada que havia feito semana passada contra o Canhedo, onde ele acertou com muita propriedade um belo chute que estufou o ângulo direito de Papa Burguer. Já contra o Xoro, a cobrança da intermediária explodiu na trave direita. Foi então que qualquer chance de virada por parte do RP caiu por água abaixo graças a falha de Márcio. O zagueiro foi sair jogando na defesa, mas errou ao dominar de costas para a marcação do decisivo Diogo, que lhe roubou a bola e avançou livre para marcar o terceiro. Em resposta quase que imediata, Panela chutou de fora da área mais uma vez, só que desta vez colocado, com mais sutileza e Danilo (lembrando Rogério Ceni) dobrou os joelhos, abriu os braços sem se mexer, e apenas observou a redonda carimbando de leve o poste direito. A trave não era o único empecilho do RP: Márcio, que decidiu em outras partidas, não estava em seus melhores dias, pois, não satisfeito em "entregar" o terceiro gol para o adversário, ele ainda "evitou" o segundo gol de seu próprio time. Foi uma das jogadas mais impressionantes que do torneio: a bola foi chutada da direita e já havia passado por todos (até pelo goleiro) quando o camisa 2 do RP apareceu postado sobre a linha do gol. A bola tocou nele e foi para longe da área! O que eu vou dizer lá em casa hein, zagueirão? Sorte dele que pouco depois Bunda girou contra a marcação e fez o segundo. Mas nem deu tempo de comemorar. Negão logo marcou o quarto gol de seu time, de maneira curiosa: ele tomou muita distância para bater uma falta, dando a impressão que ele mandaria o chute mais forte de sua vida. Mas o chute saiu mascado, fraco, xoxo, mas mesmo assim foi para o fundo do gol com grande colaboração da barreira desregulada (há quem diga que foi Márcio quem abriu e possibilitou o gol) e bagunçada que deixou a bola passar para ir direto ao gol.

Muitas vezes as faltas eram a única maneira de segurar a avassaladora pressão do RP. E assim, as oito infrações foram excedidas. Panela foi o responsável pela cobrança do tiro de nove metros que o goleiro voou para espalmar. No rebote, o próprio ex-Kadência desperdiçou a chance do jogo ao chutar para fora com o goleiro caído e pouco mais de um metro do gol! Não era dia mesmo da realeza!

Já no finalzinho, Rodrigo Rezende bateu forte para o gol e acertou o corpo de seu companheiro Diogo. A bola ainda voltou aos pés de Perna, que chutou truncado e mandou com perigo a direita do gol. A essa altura, os gritos femininos de "Ô, Xorô Parô, Xorô Parô, ôôô!" já incendiavam a quadra 5. Afinal, toda pompa e realeza dos veteranos atletas do Real Paulista haviam cedido à disposição e jovialidade dos garotos do time de Kuminha. Aliás, o "senhor Kumão" já garantiu sua presença semana que vem na grande final contra os Elefantes Indomáveis, munido de suas ordens que surtiram efeito na semifinal.

II CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAL

Elefantes Indomáveis 1 x 1 Med Taubaté

Prorrogação (gol de ouro): Elefantes Indomáveis 1 x 0 Med Taubaté

ELEFANTES SURPREENDE, DERRUBA ÚLTIMO INVICTO E ESTÁ NA FINAL


Alaranjados empatam no tempo normal, mas com gol em lance de falta Daniel Teske dá classificação para Elefantes e elimina os médicos invictos

Por Renan Lamarck

O embate entre Med Taubaté e os Elefantes Indomáveis, duas equipes que já haviam garantindo o acesso à Série Ouro do Chuteira, foi marcado por um início extremamente equilibrado, aliás, esse equilíbrio foi a marca de todo o confronto que apenas foi decidido no gol de ouro.

Grande chance para tirar o zero do placar teve Daniel Teske, do Elefantes. Após cobrança de escanteio ele apareceu dentro da área para desviar a redonda, no entanto o toque foi muito fraco e facilmente defendido por Tauil. Pouco depois foram os doutores que responderam. Anibal deixou o marcador com o bum-bum no chão e chutou rasteiro. O arqueiro Chacha conseguiu salvar com a perna, e a pelota ficou quicando dentro da área, Bate-rebate, dividida, mas os Elefantes conseguiram evitar o pior.

Com o passar do tempo o Med foi se impondo e começou a mandar no confronto. Exemplo é o tiro de Gustavo que, depois de receber bola em boa troca de passes, acertou a trave do adversário. Ainda superior, o Med conseguiu balançar as redes do rival. Boca apareceu como elemento surpresa no ataque pelo lado esquerdo e cruzou para Bruninho. Um desvio de leve do irmão mais novo de Peruca, mão mole do goleiro Chacha na hora de defender, e os médicos abriam o placar na grande semifinal.

No entanto, com a vantagem apontada em 1 x 0 no placar, o Med Taubaté deu uma recuada, oferecendo assim campo para os Elefantes Indomáveis, que por sua vez foram para cima e partiram em busca do empate. Em cobrança de falta frontal ao gol, Bruno Alves soltou uma bomba, mas o goleirão foi bem e conseguiu espalmar. Já na última chance do primeiro tempo, aproveitando que o Med se encolhia todo lá atrás, Thomas apareceu de surpresa e por muito pouco não deixou o primeiro tempo em igualdade.

Após um início de segundo nervoso por parte dos Indomáveis, vide o lance onde Pappiani se enrolou com a bola ao sair jogando e quase deu um gol de presente para Rogerinho, o time laranja da Prata foi em busca do empate e rapidamente obteve êxito. Com um tapa mostrando toda sua categoria – num lance que lembrou muito o gol de Alex na Libertadores de 2000 contra o Corinthians, encobrindo o goleiro Dida –, Esquerda chutou bonito por cima dos defensores e do goleiro para deixar tudo igual. Nem mesmo a voadora dada por um zagueiro em direção à bola conseguiu evitar o pior para os doutores.

Contudo, mais uma vez quando um time chegava em seu primeiro e mais simples objetivo, essa equipe acabava abrindo mão de lutar por mais gols. Assim foi com o Elefantes Indomáveis, que ao chegar ao empate recuou de forma perigosa e passou a esperar o rival. Na ponta direita Anibal dominou a redonda, fintou dois adversários e bateu forte, contudo o arqueiro Spiga – que entrou no lugar de Chacha no intervalo – fez grande defesa.

Se alguém conseguiria vencer o confronto ainda no tempo normal sem dúvida que seria o Med. Jogando bonito e trabalhando a bola, o time chegava com perigo mais uma vez. Depois de vários passes bem tramados, Bruninho recebeu na entrada da área, mas de novo o goleiro apareceu para travar.

Todavia, o Elefantes também ameaçou o gol rival, e os minutos finais foram eletrizantes. Em contra golpe Lanza deixou com Esquerda na esquerda, um forte chute cruzado, mas o goleiro defendeu. Entretanto, a bola do jogo sobrou nos pés do melhor jogador do Med. Bruninho cruzou linda bola para Rogerinho dentro da área, mas na hora de decidir e classificar seu time, ele acabou praticamente furando e chutando a bola para fora com o gol livre.

O ótimo confronto de semifinal ia para a prorrogação, a tensão estava no ar. No entanto, de maneira rápida – lembrando que era válido o gol de ouro – o confronto foi decidido pelos Elefantes. Após uma bonita seqüência de chapéus na direita, os Indomáveis tiveram uma falta a seu favor. Na batida Thomas rolou de lado para Daniel Teske mandar uma bomba. Gol de ouro, Elefantes classificados para a grande decisão!
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