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Notícias de 17/09/2008

KADÊNCIA VENCE EM LANCE POLÊMICO E COLOCA JOGA 13 EM SITUAÇÃO DELICADA


Mal o árbitro apitara o início da partida e Rodrigo, capitão do Joga 13, já mandou sua clássica bomba de meio de campo. O tiro, jogada favorita do time para abrir uma partida, passou rasante pela trave do Kadência e, se não entrou, ao menos assustou o goleiro Renato. Após esse lance, o jogo prosseguiu lento, com ambos os times um tanto receosos de atacar. No referente ao Joga 13, Rodrigo e Guma tentavam fazer a conexão com Choco e Lele para que esses pudessem finalizar. Mas, como Paulinho os marcava visando um contra-ataque, a dupla de meio-campistas segurou a bola na retaguarda por um bom tempo antes de arriscar lançamentos mais ousados. Já o Kadência permanecia na defensiva, esperando a oportunidade certa para roubar a bola e trabalhar com os velozes ataques de Pedrinho, craque da equipe.

A disputa permaneceu equilibrada até os 4 minutos, quando o 13, mais entrosado e seguro do que nas partidas anteriores, estreou o marcador. Se aproveitando de uma falha da zaga do Kadência, que se atrapalhou na saída de bola (essa seria uma tônica durante todo o jogo), Lele recuperou a bola e tocou para Rafinha chutar cruzado e vencer Renato.

O Kadência não deixou barato: Paulinho passou a tabelar pelas laterais com Luiz Eric e Pedrinho, colocando a defesa adversária em xeque a todo instante. Tanto fez que, 4 minutos depois, Pedrinho conseguiu empatar num chute forte ao pegar a defesa no contra-ataque. O chute foi tão forte e veloz que o goleiro Caieras não teve nem tempo de reagir: a bola simplesmente explodiu na rede, arrancando suspiros dos poucos espectadores que acompanhavam o jogo.

Mas Caieras se redimiu nos instantes seguintes ao realizar defesas difíceis e limar algumas das melhores oportunidades de gol que Paulinho criava em seu trabalho de pivô. Paulinho finalizava mal e coube a Pedrinho novamente colocar o Kadência em vantagem. Baixinho, sorridente, o craque vibrava com cada gol seu com uma alegria ímpar e contagiante.

O Kadência mandava no jogo e a saída do zagueiro Rodrigo, que viu sua pressão cair, forçou Doce a jogar mais recuado ainda. E por incrível que pareça, Choco não pegava na bola e quando relava nela nada de produtivo acontecia. Coube justamente a Doce suprir essa lacuna no meio e ele passou a ser o articulador das jogadas ofensivas do 13. E foi justamente ele que empatou o jogo, com um chute de fora da área que desviou na zaga e enganou Renato. Ao fim do primeiro tempo, ainda deu tempo de Lele não perdoar novo erro da zaga do Kadência na saída de bola. O 13, mesmo jogando pior, saía em vantagem no primeiro tempo.

Após essa virada repentina do 13 e do campo, o Kadência voltou a pressionar. E o empate não demorou a surgir, com novamente Pedrinho, num lindo chute de primeira, quase um voleio, cruzado de bola vindo do escanteio. Ela atravessou toda a área e encontrou seu pé para um chute que morreu na rede lateral do outro lado do goleiro Caieras.

Ao 13 era vencer ou vencer e o time foi para cima com ânsia de virar e passou a fundamentar seus ataques nos lançamentos para Lele e em jogadas individuais de Doce, que resultavam em arremates ao gol. Contudo, a zaga do Kadência parecia mais ciente e coesa depois dos dois gols que deu ao 13. Isso tudo acabou por tornar o jogo ainda mais equilibrado e competitivo.

O quarto gol do Kadência, marcado por Luiz Eric aos 10 minutos, foi um divisor de águas, uma vez que o jogo ficou extremamente carregado depois dele. A começar pela tensão entre Cristiano e Doce, que supostamente teria acertado uma cotovelada intencional no rosto do primeiro. Este, por sua vez, ficou indignado e começou a marcar duramente os jogadores da equipe rival. Doce ainda acertou um chute nas costas de Paulinho, tirando o artilheiro do restante da partida.

O jogo quente começou a ferver. Julian, que vinha jogando bem com raça e vontade contra sua ex-equipe, começou a pegar mais pesado com Lele, principalmente em se tratando de jogo de corpo. Lele caia toda hora reclamando e, ele que não é bobo, logo percebeu o que estava se passando e, numa entrada mais dura com pé alto de Cristiano que o atingiu na canela, foi ao chão aos berros. Parecia que tinham quebrado sua perna. Um minuto depois, depois de o árbitro ter dado o cartão amarelo ao adversário, Lele levantou e foi para a área, como se nada tivesse acontecido. O próprio Lele marcou mais um e empatou o duelo em 4 a 4.

Os minutos finais da partida foram marcados por uma série de incidentes que tiraram o brilho do espetáculo. Primeiramente, Thiago Zóio, do 13, que estava no banco, tomou cartão azul por ficar insultando os árbitros com palavras do mais baixo calão. Insistiu e saiu xingando e foi premiado com também o cartão vermelho, amargando uma suspensão de 3 jogos pela burrice. Ali as coisas esquentaram porque o jogo foi paralisado para que o jogador fosse expulso. Quando o jogo foi reiniciado, com bola ao chão, Cássio, do Kadência tocou rapidamente para o meio e Luiz Eric marcou o quinto gol do time.

Desnecessário dizer que isso tudo causou um verdadeiro pandemônio no campo, pois o 13 acusou o Kadência de se aproveitar de um lance “antifair play” para fazer o gol. O Kadência se defende dizendo que a bola estava nos pés de um jogador do time e, portanto, tinha o direito de sair jogando e foi o que fez. A verdade parece estar no seguinte: o jogo foi parado para a expulsão de Zóio e a bola estava com o Kadência. Quando foi dada bola ao chão, Rafinha, do 13, disse que ia chutar para fora para o Kadência jogar. Mas Cássio afirmou que não acertou nada disso com Rafinha (ou ao menos não ouviu) e como era de sua equipe, saiu jogando.

Fato é que o Kadência marcou o gol, para explosão de Julian, que vibrava feito criança com o gol e a vitória. Já nos acréscimos, Ivan e Calado começaram um bate-boca mais ríspido no meio de campo que obrigou a turma do “deixa-disso” a entrar em ação. A turma do “deixa-disso” também começou a discutir e por pouco não tivemos uma briga. Talvez o balde de água fria tenha sido tão gelado no 13 que nem ânimo para brigar (o que nunca falta ao time) eles tiveram muito. O desfecho foi o cartão vermelho aos dois jogadores. Os mais espertos, como Caieras e Julian, deixaram a discussão para depois do jogo, que acabou logo que foi reiniciado.

O último a sair do campo foi Caieras. O arqueiro, indignado com a campanha que sua equipe tem realizado e, principalmente, com a atitude que julgou errada do Kadência no lance final, batia palmas cinicamente e cumprimentava com sarcasmo os oponentes pela vitória. Em oposição a ele, Julian era só alegria, sorrisos e abraços. Ele que saiu do vice-lanterna do Grupo B e foi para o líder do mesmo grupo. Julian comemorou seu aniversário aquele dia rindo à toa. Ao 13 restou a dor de cabeça e uma semana de pesadelos.

THE VERAS ENCONTRA PRIMEIRA DERROTA CONTRA FIORELLA


Embalados por um bom desempenho no início de competição, Fiorella e The Veras entraram em campo pela 3ª rodada do VI Chuteira de Ouro. Os atuais campeões do certame, como de praxe, chegaram atrasados e contaram com o fair play e a compreensão dos rivais verenses para que o jogo ocorresse sem que fosse decretado um W.O.

E o que se viu foi um espetáculo de ótimo nível, com duas equipes que sabiam o que fazer quando tinham a bola nos pés. A diferença estava na postura que cada time adotou: o Fiorella apertava a saída de bola adversária, enquanto o The Veras – talvez assustado pela imponência dos rivais – optava por uma conservadora marcação meia-quadra.

O prélio começou bastante estudado, com o Veras logrando êxito em sua árdua tarefa de neutralizar o ponto forte do time da ótica: as tabelas e deslocamentos pelos flancos, que exploravam a habilidade dos meias Jefferson e Van-Van, que enfim retornava à equipe após contusão na final passada, em junho. Entretanto, tal sistema de marcação exigia muito do físico da equipe verense, que, contando com apenas dois reservas, logo sucumbiu e começou a dar brechas para as belas triangulações do Fiorella. E foi justamente num dos espaços concedidos que a bola sobrou para Rogério, livre, tirar o zero do placar.

O gol pareceu ser um golpe certeiro na jovem agremiação adversária, que entrou em parafuso e não conseguiu mais se concentrar até a reta final da primeira etapa. Como conseqüência, logo em seguida, Jefferson aproveitou o rebote dado após uma difícil defesa de Benga e anotou impiedosos 2 a 0. O time do Veras parecia que enfim teria seu setor defensivo – ponto forte do conjunto – vazado em mais de dois gols, afinal, um tanto perdido e mais 10 minutos para o fim do primeiro tempo, era natural que o impiedoso Fiorella abrisse vantagem.

assim, tendo em mente tal possibilidade e precisando se reorganizar urgentemente, o The Veras pediu tempo técnico. Os jogadores então decidiram por avançar a equipe e passar a explorar mais a boa estatura do centroavante Moura e a habilidade do meia ofensivo Deco, até então meros espectadores de luxo do embate. E foi isso que se viu no fim do primeiro tempo e início do segundo: um meio-campo mais atuante por parte da equipe azul-grená, com algumas bolas alçadas na área buscando o jogo aéreo do camisa 18.

O que o Veras não esperava, contudo, era o impressionante entrosamento dos talentosos Rogério, Jefferson e Van-Van, que desequilibravam a partida em favor do time da ótica. Em uma das muitas jogadas tramadas pelo trio, o mesmo Jefferson anotou o terceiro gol da equipe vermelha.

Foi então que, inexplicavelmente, o clima em campo esquentou. Após receber entrada duríssima, o meia Cássio se estatelou no gramado, enquanto se esgoelava e urrava de dor, levando as mãos ao tornozelo. A platéia que compareceu ao Playball assistia atônita ao lance – que tirou o atleta do restante da partida – e esperava alguma atitude enérgica do árbitro. Este, por sua vez, fez vista grossa e se limitou a apitar a falta. Os atletas do The Veras se esforçaram para não reclamar com a arbitragem, mas o capitão Pedro, indignado, foi tirar satisfações com um jogador do Fiorella, que provocava Cássio, questionando a veracidade de suas dores. Formou-se então uma grande discussão, com atletas dos dois times se estranhando. O árbitro, para não se comprometer em meio a tanta testosterona, optou pelo mais fácil: puniu com um amarelo o zagueiro Alex Silva, do Fiorella, e o meia Pedro, do Veras, que estavam visivelmente mais enervados com a situação do que os demais. "Estou surpreso por esse juiz não ter feito nada com o cara deles", confessou Cássio, com uma bolsa de gelo na perna, após a partida.

Com os ânimos domados, a partida ganhou nova cara. O The Veras buscava seu gol de honra, apostando na capacidade de seu meio-campo. E ele não tardou a acontecer. Após cobrança de lateral de Pedro, Moura subiu no terceiro andar e atrapalhou o goleiro Fábio, que deu rebote nos pés de Deco. O meia, que vive sua fase de homem-gol, ajeitou a bola para a canhota e bateu rasteiro, colocando no canto direito do arqueiro do Fiorella, que nada pôde fazer. 3 a 1.

O The Veras ainda teve uma grande chance de diminuir o prejuízo após um ótimo contra-ataque iniciado por Danilo, que roubou a bola e tocou para seu primo, Pedro, na meia-esquerda. Este, por sua vez, encontrou Nico livre nas costas de dois zagueiros do Fiorella. O meia, no entanto, hesitou e tentou driblar o goleiro, que rapidamente saiu a seus pés e agarrou a bola.

O fim do jogo foi marcado pelas ótimas trocas de passe do Fiorella, que buscava apenas administrar e dirigir a partida a seu final. Tanta soberania, somada a uma pitada de desinteresse do The Veras, culminou no gol mais belo da partida. O time da ótica encheu os olhos da platéia e entrou na área adversária tabelando com toques de primeira. A bola passou de pé em pé, sob o olhar passivo do combalido escrete azul-grená, até que sobrou para o capitão Ricardo Tavano encher o pé e encerrar a goleada: 4 a 1, com requintes de crueldade.

Ao Veras, restou a sensação de ter um meio-campo eficiente e da obrigação de se repensar o sistema de marcação da equipe. O Fiorella, que nada tem a ver com isso, venceu e convenceu, mostrando aos críticos que está mais vivo do que nunca na busca pelo bicampeonato. Veterano, o Fiorella sabe a hora certa de crescer na competição.

EM RITMO DE TREINO, SNG BATE FORA DE SÉRIE


Dependendo do ponto de vista, o jogo entre Fora de Série e SNG tem duas interpretações. Tendo em vista a discussão protagonizada por Renê e Carlão no site semana passada, há aqueles que viram que de fato o SNG atropelou o Fora de Série, como havia previsto Renê. Outros vêem que ocorreu o oposto e que o placar de 6 a 3, baixo se for considerada a reputação do SNG, reflete o bom trabalho do setor defensivo do time celeste, especialmente de Rica, o gigante da zaga do Fora.

Entretanto, se atropelou ou não, se o Fora de Série jogou bem ou não, parece que ambos os times foram bem-sucedidos em suas propostas de jogo. O SNG queria ganhar o jogo, e venceu. O Fora de Série entrou em campo buscando se defender ao máximo, o que conseguiu até certo ponto com sucesso. Mas verdade também seja dita: para quem assistiu ao jogo, viu um SNG fazer 3 a 0 e parar de jogar em busca do gol e viu um Fora de Série que abdicou de buscar o gol em favor de não tomá-lo. Ou seja, em certo momento, o fator marcar gols foi deixado de lado e o jogo ficou chato. Mas nada como um erro para reacender o desejo do gol.

O jogo foi em ritmo de treino, ou de ataque contra defesa. O SNG não teve trabalho algum em acertar o gol, já que com 30 segundos Memé marcou o primeiro do jogo após jogada de Renê, que só tocou para o camisa 9 completar. Se a perspectiva era segurar o placar ao máximo, a tática do Fora de Série veio por água abaixo.

Mas o gol não mexeu com o esquema do Fora de Série, que continuou postado em sua defesa esperando o adversário. A tática era clara: defender e chutão para Tonhão ou Cadu se virar no ataque. Resultado: trabalho zero para o goleiro Sampa, pois mesmo quando chegavam os jogadores do FS mandavam para longe da meta.

Porém, se o ataque era nulo, a defesa funcionava. Fabinho e Biro armavam e Renê e Memé completavam. O toque de bola perfeito do quinteto mágico do SNG – completado pelo meia Tejeda – chegava até a área adversária, mas a força de vontade e o ímpeto do capitão Rica, escoltado por Garrafa e Carlão, eram impressionantes. Daí a defesa do Fora ser apenas vazada pela segunda vez aos 21 minutos, com Renê escorando escanteio cobrado por Abelha. No entanto, aos poucos o time cedeu e, 2 minutos depois, Biro fez o terceiro. Este gol foi fruto de uma ação conjunta e coordenada com precisão ímpar por Renê, que fez o corta luz, Fabinho, que deu o passe, e Biro, que mandou pras redes. E assim fechou o primeiro tempo com uma ampla vantagem moral para o SNG.

Após o intervalo, contudo, o SNG voltou mais “light”. Ou seja, feliz com o resultado, passou a tocar a bola entre seus zagueiros e o goleiro Sampa na expectativa de o Fora de Série sair para o jogo. Ledo engano, mesmo perdendo o FS manteve-se em sua postura defensiva e não saiu lá de trás. O meio de campo não era acionado e quando tinham chances, Tonhão e Cadu erravam feio ou eram desarmados com tranqüilidade. O jogo ficou chato, sem nada acontecer, pois nem forçar um chutão o Fora fazia. Ao perceber que a bola sequer chegava ao seu gol, o SNG relaxou ainda mais: os jogadores começaram a brincar de tocar a bola, mantendo-a na retaguarda e travando o jogo.

E nesse toque daqui toque de lá o SNG errou e Tonhão descontou para o Fora de Série tocando rente à trave na saída de Sampa. O SNG sentiu o golpe e resolveu voltar a mandar na partida. E Renê resolveu que era hora de mostrar quem mandava e marcou mais um. É meio complicado descrever o gol que Renê fez,mas uma tentativa de descrição foi feita por Marcelo, da Giro SP, que falou em algo como “um gol de bicicleta sentado num banquinho”. Renê recebeu na entrada da área e, em dividida, foi ao chão mas deu tempo de praticamente deitado acertar um belo chute ensaiando a bicicleta. Na comemoração, o orgulhoso Renê fitava fixamente parte da torcida que o questionava em campo.

Fabinho, um dos poucos do SNG que jogou buscando o gol ao longo de toda a partida, também marcou o seu alguns minutos depois, chutando rasteiro no canto e ampliando placar.

Sampa, que já estava morrendo de tédio no gol, resolveu passar o posto para Messi. E o camisa 12 assumiu no momento que o Fora de Série enfim resolveu sair para o jogo, crescendo no final da partida. Em menos de um minuto, conseguiu marcar mais dois, com Jegue e Cadu. E no fechar das cortinas Tejeda sepultou o Fora de Série marcando o sexto e fechando o placar em 6 a 3 para o SNG.

A situação do Fora de Série, que já estava ruim, piorou ainda mais com essa derrota: o time está agora em penúltimo no Grupo B, na zona de descenso, com um saldo de gols de -10. A equipe está somente acima do Basicus, time que, apesar de ser o lanterninha, tem se mostrado muito mais entrosado e eficiente que o Fora de Série. O SNG chega a 7 pontos e segue na cola do líder Kadência, com 9 pontos.

MSM VENCE TOSCO EM JOGO DE LANTERNAS


Após saírem derrotados de seus dois primeiros compromissos, MSM e Tosco mediram forças pela 3ª rodada do Chuteira de Ouro em busca dos primeiros pontos na competição. E ao que a numerosa torcida que compareceu ao Playball assistiu foi um duelo interessante entre duas equipes que aparecem como azarões no torneio e, talvez por isso, foram movidas por um sentimento instintivo de sobrevivência na competição.

Nos primeiros minutos, a peleja parecia truncada, com ambos os times se limitando a tocar a bola de maneira pragmática, sem que os respectivos meios-campos demonstrassem muita criatividade. A essa altura, marcação era a palavra de ordem em ambas as equipes. Eis que, surpreendentemente, o ritmo cadenciado do jogo foi interrompido pelo belíssimo chute de Alexo do meio da rua, aos 4 minutos, sem chances para o arqueiro Caio. Seria esse o início da primeira vitória do Tosco no campeonato?

A pergunta foi respondida pelo craque do MSM, o camisa 13 Kadson. E a resposta era definitiva: não. O meia mostrou velocidade no raciocínio e na execução das jogadas e conduziu sua equipe à virada, com dois gols que acenderam a partida, aos 10 e aos 19 minutos. Em um de seus tentos, a bem da verdade, Kadson contou com a colaboração da jovem retaguarda do Tosco, que desviou a bola em direção à própria meta. Aliás, a defesa tosca, apesar das falhas, apresentou aos admiradores do futebol mais um bom zagueiro: o camisa 2 Luci, que com seu porte esguio e estilo calmo, afastou sua equipe do perigo em diversas oportunidades.

No segundo tempo, o Tosco voltou determinado a impor nova reviravolta ao marcador e se lançou ao ataque, numa estratégia quase kamikaze. Apesar de um bom desempenho do camisa 10 Victor Alexo na construção das jogadas, a defesa ficou exposta em demasia e o time não resistiu. O capitão Bruno Costa anotou um gol que muitos afirmaram ter sido sem querer. “Ele (o zagueiro) tentou cortar, a bola bateu no meu pé como eu QUERIA e foi gol”, defendeu-se Bruno, que marcou enfim seu gol no Chuteira depois de meses e meses de frustração. Discussões à parte, o marcador apontava um placar que refletia com justiça o que vinha sendo o jogo até ali: MSM 3 x 1 Tosco.

E ainda havia espaço para mais. Valendo-se da robustez de seu corpanzil contra os franzinos atletas do Tosco, Du Menotti anotou elásticos 4 a 1 no placar aos 17 minutos do segundo tempo. O desânimo a essa altura já era evidente no rosto cheio de espinhas da garotada tosca. Uma reação ali já não mais era possível, nem mesmo com o gol de Marquinho, que não serviu como nada além de um consolo.

Final de uma partida recheada de números: seis gols, um bom futebol, a primeira vitória do MSM e duas certezas. 1) Quem apostava que o MSM seria uma baba pode estar redondamente enganado, já que o time – remontado às pressas – vem mostrando sensível evolução com o decorrer das partidas. 2) O Tosco conta com alguns diamantes brutos em seu plantel, como Luci e Victor Alexo, que serão fundamentais para ajudar o time na difícil missão de evitar o descenso para o Chuteira de Prata. Mikas vai surtar muito ainda para consertar o ânimo desse time após três derrotas.

ROLETA DESENCANTA CONTRA MULEKE PIRANHA


Nos primeiros minutos de jogo, quem se sobressaiu foi o Muleke Piranha. A vontade de ganhar do time era nítida e contagiante. Leandro Segala apoiava pelas laterais, enquanto Douglas Nunes e André Portuga batiam de frente pelo meio de campo. O regente no meio era o gêmeo Diogo, de volta à equipe. Contudo, a zaga do Roleta deu conta do recado e conseguiu lidar com a pressão exercida pelo rival. No referente ao Roleta, o time começou jogando do seu jeito favorito: bem postado atrás, tocando bastante a bola na retaguarda e armando aos poucos jogadas de contra-ataque para Kuminha e Bob finalizarem. Essa tática foi abandonada logo nos primeiros minutos, pois a equipe compreendeu que o Piranha tinha um ataque veloz e roubava muito a bola no meio de campo.

Assim, o Roleta parece que adotou a tática da retaliação e procurou bater tão forte quanto seu adversário. E foi numa dessas que Bob acertou uma virada, recebendo de Rick, e mandou a bola na rede de cima do gol, marcando um belíssimo gol, sem chances para Guaraná. Com o gol, o Piranha caiu em desespero de atacar. Era tudo que o Roleta queria. A entrada de Gegê deu mais segurança atrás e qualidade na saída de bola, mas, principalmente, deu nova opção para ligar os contra-ataques.

Se o Roleta tinha a vantagem no placar, dentro de campo o Piranha impunha forte pressão, criando e desperdiçando gols. Mas o Roleta também teve inúmeras chances de marcar e se não fosse a incompetência de Rick nas finalizações o Roleta tinha matado o jogo no primeiro tempo. O camisa 9 Roleta brigava no meio, dividia todas, girava na marcação com sucesso, mas na hora de finalizar vinham chutes tortos ou fracos, sem perigo para Guaraná. Já o problema do MP era vencer os competentes zagueiros Baru e Pina, que marcavam duro mas, ao mesmo tempo, sem cometer faltas.

O MP foi conseguir o empate aos 12 minutos, quando Digo se embrenhou na grande área e recebeu passe preciso de Segala. O camisa 8 dominou a bola e mandou uma bomba certeira para dentro do gol. O lance fez o Piranha crescer ainda mais. O time passou a acuar o Roleta com troca de passes rápidos e lançamentos. Por conta disso, o Roleta pediu tempo. O time precisava se organizar ou acabaria cedendo com o tempo, como foi diante da Giro na rodada anterior.

O intervalinho fez maravilhas com o Roleta, que voltou mais coeso, agressivo e rápido. O craque Kuminha, outrora apagado na partida, começou a trabalhar a todo vapor e assustar constantemente o goleiro Guaraná. O arqueiro atuou bem e agüentou o máximo que pode, mas Kuminha, ainda no primeiro tempo, deu um jeito de deixar a sua marca: após arrancar pela lateral direita, o atacante abriu espaço na área com agilidade e pôs a bola para descansar no cantinho do gol adversário.

A equipe do MP começou o segundo tempo batendo forte, com Salada trabalhando pelo meio e Diogo pressionando pelas laterais. Pelo meio, vinha Danilo e Robson. No entanto, o ataque do Piranha não apresentava a força que se viu no primeiro tempo. Além da zaga do Roleta ter se fechado mais, a dupla de atacantes não parecia ter sintonia e errava a todo instante. E errava a ponto de um reclamar gritando com o outro. Já o Roleta, por sua vez, voltou ainda mais perigoso na segunda metade do jogo. Kuminha, agora inspirado, seguia driblando pelo meio e armando jogadas perigosas. Para a sorte do Piranha, Rick continuou a pecar na hora final. Logo, Guaraná pôde, ao menos por hora, ficar mais tranqüilo. Destaque para o “por hora”, pois Kuminha viria a definir o jogo.


Nem torcida do irmão André, pré-contratado do Roleta com apenas 12 anos, ajudou Rick a fazer gols: muita briga em campo, mas muitas oportunidades de gol perdidas e frustração da torcida família


Se o Piranha atacava, perigo mesmo quem levava era o Roleta, com contra-ataques rápidos puxados ora por Gegê ora por Kuminha. Foram 3 bolas na trave e muitas defesas de Guaraná para segurar o 2 no placar do Roleta. Mas uma hora a casa caiu. Aos 11 minutos, em uma oportunidade de contra-ataque, Gegê passou para Kuminha fazer o terceiro e último do Roleta.

O jogo continuou o mesmo: Piranha ia pra cima que nem louco e Roleta contra-atacava perigosamente. O resultado foi o mesmo: Piranha pouco produzia de efetivo e Roleta perdia gols e mais gols. Dessa forma, o jogo terminou com uma vitória de certa forma decepcionante do Roleta, que poderia ter sido muito mais gorda. O MP, que fora recebido no campeonato como uma promessa, sucumbiu mais uma vez. Agora é tentar se manter vivo diante do Basicus, enquanto o Roleta tem um jogo complicado contra o Melville Power.

AURORA VENCE MACHUPICHU E SEGUE ENTRE OS LÍDERES


As duas equipes se encontravam em situações totalmente distintas no campeonato. Aurora, com duas vitórias, vinha tranqüilo, apenas preocupado com seus dois desfalques – Maradona e Wellington – para a partida. O MachuPichu vinha de duas derrotas e tinha na cabeça que aquela seria uma rodada decisiva para o time respirar no campeonato e voltar a sorrir. O fato de terem surgido tantas novas equipes, maioria jogando no Grupo A, formava ali mais um confronto inédito.

No início do jogo o que se via era um Aurora desorganizado na defesa E o MachuPichu partiu pra cima tentando abrir o placar logo de cara. E de fato criou 2 ou 3 chances claras de gol, mas que não soube aproveitar. A partir daí, o meia Pena, camisa 10 do Aurora, resolveu entrar de vez na partida. Com um futebol leve, como já sugere seu nome, e rápido, ele partia com a bola sem tomar conhecimento da marcação adversária e em três lances praticamente decidiu a partida. O camisa 10, além de marcar dois bonitos gols de longa distância, ainda deu o chute que resultou no rebote para Fabinho marcar o terceiro. Em menos de 8 minutos e o placar já mostrava 3 a 0 para o Aurora.

Dali em diante, o MachuPichu passou a correr sempre atrás do resultado e passou a melhorar seu jogo. Em sobra da zaga, o sempre eficiente zagueiro e agora artilheiro Taka encheu o pé no ângulo para diminuir. O jogo seguiu com o MachuPichu dominando as ações, e aos 21 minutos, em troca de passes inteligente da equipe peruana, Thiago Branco, que parece ter reencontrado o bom futebol, marcou mais um, aproximando o MachuPichu do placar e reanimando o time para o segundo tempo. Mas antes do intervalo o zagueiro Rodrigo Dorado, que retornava à equipe peruana, e Fabinho, do Aurora, haviam se estranhado após anotação de falta do árbitro do primeiro sobre o segundo. Para não se complicar, a arbitragem não pensou duas vezes e aplicou o cartão vermelho aos dois atletas, deixando ambas as equipes com 6 jogadores durante todo o segundo tempo.

Começava o segundo tempo e parecia um flashback do primeiro. O MachuPichu partia sedento pelo empate, faltava apenas um gol, o que parecia não tornar a tarefa mais fácil. Mais uma vez o balde de água fria: contra-ataque rápido pela esquerda da equipe de branco e, em bonito chute cruzado de Júlio Sérgio, este tratou de tranqüilizar as coisas para o estreante no torneio. O jogo seguia e parecia que seria decidido em quem tivesse mais qualidade para finalizar – e até aquele momento o Aurora vinha sendo mais eficiente.

Aos 10 minutos, bola no meio campo, o camisa 7 Danilo coloca na frente e bate rasteiro no canto, diminuindo para 4 a 3 e nova emoção ao jogo. Mas dali em diante Pena resolveu acabar com o jogo e, em linda jogada pela direita, driblou todo mundo e cruzou por cima do goleiro, deixando Alex livre para só escorar de cabeça para dentro do gol. Era um show à parte de Pena. Logo depois, novamente ele fez a jogada para gol do mesmo Alex. Era o sexto do Aurora, que definitivamente matava o MachuPichu.

Antes do apito do árbitro ainda deu tempo de enfim Ricci marcar neste Chuteira, em cobrança de falta quase dentro da área. Mas era tarde demais. Ao fim do jogo, muito nervosismo por parte da equipe peruana, que acumula sua terceira derrota e se junta ao seleto grupo dos que ainda não pontuaram. Como consolo, o fato de a equipe já ter enfrentado 3 dos 4 líderes do grupo, mas também é fato que se não se apressar a pontuar pode ser tarde demais para uma classificação. O Aurora vem cumprindo sua parte, vencendo os três jogos que disputou e estreando com maestria no campeonato, apesar de um futebol que ainda não convenceu a todos que os viram jogar. Convencendo mesmo só Pena, que mostrou ser de fato um craque e que vai brigar pelo MVP do VI Chuteira.

ACIDUS DESENCANTA E FAZ 5 NO FÚRIA


Jogo decisivo para o Acidus, que após a derrota para o Bacana flertou com a crise. Era preciso vencer para não desanimar de vez. E com espírito guerreiro o time entrou em campo, depois de Barata dar uma dura e chamar o time pra correr e jogar bola. O adversário era um “velho” conhecido, só que com outro nome. O Fúria tinha diversos jogadores do Fora de Série, adversário antigo do Acidus. Mas dentro de campo o jogo foi pegado e duro muitas vezes, com carrinhos, lances mais ríspidos e muitos gols por parte do Acidus.

A partida teve inicio com o Acidus tomando a iniciativa, tendo um Fúria marcando atrás e não se aventurando na marcação no campo do adversário. Robinho abria numa ponta, Philip na outra e assim o time tentava furar a defesa “furiosa”. E aos 4 minutos conseguiu: passe de Philip para o meio e Kirk chega para completar e abrir o placar.

O problema do Acidus não éfazer gol, mas sim manter a vantagem. E com esse pensamento que os jogadores cresceram em campo, voltando para marcar e com Lói e Rafão inspirados para cortar bolas. O Fúria chegava com jogadas individuais pelo meio, principalmente com Thiago Motta e Fagner, mas quando cortavam um logo chegava outro para tirar o perigo. Em duas oportunidades conseguiram finalizar, mas Diego defendeu com tranqüilidade.

E foi procurando o gol sem recuar que o Acidus fez o segundo – Philip recebeu na direita, cortou para fora e mandou um chute cruzado do lado oposto do goleiro Jé. Isso aos 12 minutos de jogo.

O Fúria não perdeu o ânimo e continuou a investir, só que mais pelas laterais, com Thiago Motta caindo vez pela esquerda, vez pela direita. Mas sempre que chegavam próximos da área um defensor resolvia atrapalhar. Numa jogada pela direita, Diego fez grande defesa e colocou para escanteio.

Robinho deu trabalho para a defesa do Fúria. Com dribles, se livrava dos zagueiros, mas logo começaram a encurralá-lo nas laterais, impedindo que a jogada prosseguisse. As melhores chances foram criadas por Philip, que cruzou para Robinho tentar de letra e errar por pouco. Em outra, foi Barata que tocou para Robinho tentar a mesma jogada para novo erro. E sem muitos problemas o jogo foi para o intervalo.

No segundo tempo, o Fúria precisava sair para buscar o placar. E a tática foi marcar sob pressão, diminuindo o campo para o Acidus sair jogando. Com menos de um minuto, Pedro Rizzo toma cartão amarelo por carrinho perigoso, mesmo ele não tocando o adversário. Foi a hora do Fúria encurralar e conseguiu chegar por duas vezes, com chutes rasteiros nos cantos que exigiu que Diego mostrasse plasticidade para evitar o gol.

Como de costume, o Acidus voltava outro no segundo tempo, mais apático e recuado, o que possibilitou o adversário crescer em campo. Mas num contra-ataque rápido Marquinhos fica cara a cara com Jé e desperdiça a chance de fazer o terceiro. Forte na marcação, Rafão antecipava e conseguia contra-ataques ao time amarelo-limão. Se Marquinhos perdeu cara a cara o terceiro gol, na chance seguinte ele conseguir marcar. Contra-ataque puxado e o camisa 3 chuta para defesa de Jé, que rebate para a área. Num bate-rebate, o próprio Marquinhos chega para encher o pé com raiva e balançar as redes.

Faltavam ainda 15 minutos de jogo para o Fúria tentar uma reação. E voltou a martelar e exibir de Diego grandes defesas. De escanteio levava perigo, mas o goleiro saía no alto socando as bolas e evitando cabeceios. Em outras oportunidades, a zaga do Acidus se transformou numa muralha e cortou dois chutes seguidos. E se o Fúria tentava, era o Acidus quem marcava. Dois minutos depois do terceiro, saiu o quarto gol, com Kirk. O Acidus enfim deslanchava.

O jogo passou a ficar mais pegado, com reclamações de ambos os lados. Kirk recebeu para contra-ataque e foi calcado por trás. Nada foi marcado. Adriano recebeu, perdeu bola para Rafão e saiu reclamando de um braço que sobrou em seu rosto. Aos 19 minutos, novo contra-ataque do Acidus e a bola é cortada para cima. Ela sobe e desce um passo da área e numa posição central. Ela desce e encontra o pé de Kirk, de chuteiras novas, que acerta um petardo de primeira no meio do gol. A bola passa rente ao goleiro Jé, que de tão rápida não pôde fazer nada. Era o quinto gol para selar a goleada.

Coincidência ou não, no momento do gol de Kirk começou um festival de fogos de artifício que não paravam mais. O Acidus aproveitou para festejar com os rojões enfim uma vitória, depois de 5 jogos sem vitória no Chuteira.

BRÓDER ACELERA E ARRANCA EMPATE COM ESTUDIANTES


Para quem considerava a Equipe Bróder um peso morto nesse VI Chuteira, uma desagradável notícia: o time, que estava praticamente condenado ao Chuteira de Prata após as goleadas que levou do Muleke Piranha e do Mellville, finalmente parece ter encontrado seu futebol! Claro que o desempenho da equipe ainda está longe da excelência. Contudo, na disputa contra a garotada do Estudiantes, o Bróder atuou com mais unidade e se saiu bem, conquistando o empate e saindo do grupo dos lanterninhas – embora seu saldo de gols ainda seja o pior do campeonato.

A partida começou devagar, com o Estudiantes segurando bastante a bola na retaguarda. Rafael Lorente e Caio tabelavam bastante e tentavam armar para Piero finalizar. Entretanto, devido principalmente à apatia que imperava sobre seu jogadores, as boas chances que o time conseguiu articular foram desperdiçadas por chutes sem inspiração. O Broder, por sua vez, seguia forçando a barra, atacando pelas laterais com Vitor Mutssinha, grande destaque do jogo, e Edu. A dupla, que parecia bastante entrosada já no começo da partida, tomou o controle do jogo e, por certo tempo, não deixou o Estudiantes oferecer perigo à área broderiana.

A situação mudou a partir do momento em que Ericão levou um cartão amarelo. Ele vinha sendo o grande nome da defesa e, com um jogador a menos para marcar, o Estudiantes conseguiu se inserir melhor na partida e marcou seu primeiro gol aos 12 minutos. Caio correu pela lateral direita, deu uma paradinha e chutou cruzado. O goleiro Macaco saltou certinho na redonda e conseguiu espalmá-la, mas a bola, para o azar dos broders, ao invés de voar para fora, acabou entrando na rede.

O gol animou os integrantes do Estudiantes, que começaram a jogar com mais raça. Piero, outrora apagado na partida, passou a oferecer risco ao atacar junto a Rafinha Souza. O Broder não amaciou e seguiu pressionando com investidas principalmente de Mutssinha, agora assistidos pelos passes certeiros de Marcelinho. Dessa forma, a partida permaneceu parelha e equilibrada até os 15 minutos, quando a balança pesou para o lado do Estudiante, com um golaço quase olímpico de Rafinha Souza.

O Broder sabia que nesse jogo ele tinha que recuperar não apenas suas chances de classificação, mas também seu orgulho. Mais uma derrota colocaria moralmente a equipe na lona. Esse pensamento deve ter servido de combustível, uma vez que a raça da mesma parecia não ter limites. O time cresceu ainda mais após levar o segundo gol e atropelou o Estudiantes no final do primeiro tempo. Foi nesse momento que Vitor Mutssinha, aproveitando passe de seu irmão Mutssa, finalmente conseguiu marcar o seu e abrir o placar para sua equipe. O Estudiantes bem que tentou revidar, mas Caio, principal força de ataque do time nesse jogo, marcou bobeira e perdeu algumas boas oportunidades de gol que a equipe havia construído.

O intervalo aparentemente anestesiou os jogadores do Estudiantes. A equipe estava ainda mais lenta e desajeitada do que no começo do duelo: não conseguia sequer passar do meio de campo e freqüentemente entregava a bola de presente para Mutssa e Marcelinho organizarem contra-ataques. A garotada só foi acordar quando Edu, aos 4 minutos, pegou de primeira o lançamento de Chicão e marcou um golaço de fora da área, empatando o jogo.

Entretanto, o Estudiantes conseguiu virar logo em seguida com uma bomba cruzada de Rafinha, fruto de rebote de arremate de Caio. Após o gol, uma situação pitoresca ocorreu no campo e captou a atenção dos espectadores que estavam dispersos: o discreto e educado meio-campista reserva do Estudiantes, praticamente um gentleman, Leander Costa, ficou nervoso após levar um amarelo e acabou xingando seu companheiro Caio, provável responsável pelo cartão. O árbitro achou que a ofensa era para si e aplicou um cartão vermelho em Leander, expulsando-o. O injustiçado jogador explodiu de vez e ficou a xingar o juiz até o final da partida. De fora do campo, é claro. Essa foia versão do jogador. A do árbitro foi que Leander fez a falta, tomou o cartão, indignou-se e o xingou. Vermelho na hora e nada de gentleman.

Aos 12, o craque Caio marcou o quarto do Estudiantes. Parecia que as chances de vitória do Broder estavam se esvaindo mais uma vez. Todavia, Vitor deu novo fôlego à equipe ao mandar uma bicuda certeira do meio de campo. O gol assustou o adversário, que passou a atacar duramente pelas laterais, sempre com Caio, já que Piero era praticamente uma peça nula em campo. Em resposta, o Broder trabalhava com toques de bola rápidos: André Lapa, irmão do craque Lapa, tentava fazer a ponte para que os atacantes Vitor, Chicão e Edu chegassem à cara do gol.

No entanto, nada disso foi preciso. O empate dos broders veio aos 20 minutos, com outro golaço, desta vez de falta, de Vitor Mutssinha, sem dúvida, o herói da disputa. O gol encerrou a equilibrada partida, que resgatou a incrível capacidade de recuperação da Equipe Broder, time que ainda tem muita lenha para queimar na história do Chuteira.

GIRO SP SE APROVEITA DA ZICA DO BASICUS


A força mostrada pelo time estreante Giro SP no último confronto contra Roleta Russa (empataram um jogo que perdiam por 4 a 1) fez com que o time dos goleiros, e diga-se de passagem, grandes goleiros, Guilherme e Wector conquistasse sua primeira vitória no Chuteira diante do Basicus.

Nem a cor azul, como alguns de seus jogadores falaram, ajudou o Basicus a conseguir o primeiro ponto no campeonato. Jogo de meio-de-campo, ninguém chegava na meta adversária, até o escanteio batido por Rodrigo Imperatore, atacante do Basicus. A bola foi na cabeça de Cavalera, que tocou no canto direito, fazendo Guilherme, goleiro do Giro, realizar uma defesa estranha, mas plástica.

Contra-ataque e a defesa do Basicus, que teve o retorno de Du Formiga, sofreu com o posicionamento e deixou Jeferson livre para chutar cruzado. Goku defendeu espalmando a bola,mas a mesma sobrou no pé de Mauricio Cicatriz, que, estreante na equipe no Chuteira e livre de qualquer marcação, só empurrou para o gol, aos 13 minutos. “Sambarilove”, falou o jogador em comemoração.

Para o azar de Goku, sua lente de contato soltou e caiu no gramado sintético. Jogo paralisado para o goleiro ninja e japonês se recompor. E o gol mexeu com o Basicus, que sentiu o golpe de mais uma vez sair atrás no marcador, mas, junto com o goleiro Goku, se recompôs para apertar a zaga da Giro, que foi impecável nas investidas pelo meio.

Água mole em pedra dura, mas a zaga da Giro não entregou. Zaga mole, goleiro zureta, foi assim que aconteceu o segundo gol da Giro, marcado por Caue, que aproveitou a falta de comunicação e habilidade de Leo, Du Formiga e Goku, que não cortaram e deixaram o chute de bico diagonal para a direita. Um chute estranho que morreu lentamente no gol do time azul e fim de primeiro tempo.

Segundo tempo e chega a hora do show dos goleiros, Guilherme e Wector se revezaram na meta do time que tem o uniforme parecido com o do Diabos Laranjas e deram um show de reflexo e sorte. Foram 4 bolas na trave e diversas investidas do ataque do Basicus, com Cavalera, Rodrigo Imperatore, Paulinho, Love e principalmente Fernando, que mandou 2 torpedos no travessão, um em cada goleiro.

O placar não mudou até o final do jogo e o Basicus continua o mesmo, sem vencer e agora amargando a lanterna do grupo B. Já a Giro pulou para a 7ª colocação, posição almejada pelo Basicus antes do jogo.

Giro SP e Basicus se enfrentaram 3 vezes nessa temporada e a Giro leva vantagem de duas vitórias contra uma do adversário. Guilherme, um dos goleiros fantásticos, se mostrava elétrico ao final do jogo. Já Harada, atacante do Basicus, comentou no final da partida: “Precisamos participar de uma caminhada até Aparecida do Norte urgente!”.

Próxima rodada e a Giro SP pega o motivado Fora de Série, que fez bom segundo tempo contra o SNG. Já o Basicus joga suas cartas contra o Muleke Piranha, que perdeu a segunda seguida depois da estréia devastadora contra a Equipe Broder.

BENGALAS ENFIM CONVENCE COM 7 A 3 NO DECADENTE PAGALANXE


Parece que a maré de azar do Atlético Pagalanxe está longe de passar. A “zica” da terceira etapa foi a goleada que o time levou do novato Bengalas. Nem a volta do goleiro Erich e novos jogadores que chegaram contribuíram para que o Pagalanxe oferecesse desafio ao time adversário, que, após a vitória, manteve-se entre os 4 times 100% do Grupo A.

No início da partida, o Pagalanxe mostrava raça e velocidade, criando boas oportunidades de contra-ataque ao interceptar investidas do Bengalas no meio de campo. Simões e Alcides marcavam no meio e este último, inclusive, chegou muito perto de marcar um gol logo no primeiro minuto de jogo, quando roubou a bola de Andrezinho e arrancou em direção à área adversária. Um chute débil arruinou a chance do Pagalanxe entrar com o pé direito na disputa.

Já o Bengalas começou com Fernando Forte e Guitolê atacando pelas laterais, enquanto o forte Bizu fazia a conexão pelo centro. O camisa 7 mostrava habilidade e determinação, mas o problema estava na hora de chutar: Bizu perdeu muitas oportunidades de gol ao longo do duelo, o que acabou mais atrapalhando a equipe do que ajudando. Ao menos o carisma do jogador cativou a torcida feminina do Bengalas, formada pelas esposas dos jogadores: toda vez que ele pegava na bola, as torcedoras logo gritavam: “Uh Uh Uh, dá lasanha pro Bizu”.

Mas foi Giu que aproveitou erro do Pagalanxe e abriu o marcador. Aos 8 minutos, um lateral recuado para o goleiro Erich acabou encontrando seu peito, que tentou devolver ao cobrador e foi interceptado. A bola sobrou para Giu fazer o gol de abertura da partida. O Pagalanxe se assustou com o lance e, temendo mais uma goleada, seguiu pressionando com Simões, Alcides e Lucas Soares. Mas os atacantes mal conseguiam chegar à área do oponente, pois o ágil Guitolê roubava e dominava a bola no meio de campo e armava contra-ataques perigosos. Graças a ele, o time teve uma série de chances de ampliar o placar, que só não foram concretizadas devido à dificuldade de Bizu finalizar e ao bom desempenho do goleiro Erich.

Após pedir tempo para ordenar seu ataque, o Bengalas voltou com tudo e não teve dó do Pagalanxe, que a essa altura mal tocava na bola. Guitolê encerrou o primeiro tempo com dois golaços: um aos 18 minutos, quando aproveitou o passe lateral de Cleber e completou com um chute no ângulo, e outro menos de um minuto depois, quando castigou o gol adversário com uma bomba de fora da área. No intervalo, só se ouvia o nome do craque sendo exaltado pela torcida.

A equipe do Pagalanxe, apagada no final do primeiro tempo, voltou mais entrosada e empolgada no segundo. Apesar do time ainda não se encontrar em campo – na hora de armar os ataques, Simões e Alcides ficavam muito isolados, à mercê da zaga do Bengalas – a raça com a qual jogou garantiu algumas boas jogas jogadas e possibilitou a diminuição do placar. Logo no primeiro minuto, Lucas Soares estreou o marcador dos laranjinhas com um belo gol de falta, cobrado no canto esquerdo. O lance injetou ainda mais ânimo no time, que passou a buscar mais o jogo, mesmo estando diante de um oponente tecnicamente superior.

Todavia, cerca de 5 minutos depois, o rendimento do time caiu quando o Bengalas marcou mais um. O goleiro Erich, que estava sofrendo com as investidas do ataque rival, se viu obrigado a barrar Fernando Forte quando esse estava na cara do gol. Só que a entrada do arqueiro acabou pegando o jogador ao invés da bola, e o que é pior, dentro da área. O pênalti era inevitável. Guitolê bateu e ampliou para a equipe preta-amarela.

O quadro do Pagalanxe só voltou a melhorar após a equipe levar o quinto gol, aos 8 minutos, novamente do incansável e abençoado naquele dia Guitolê. O Atlético pediu tempo para tentar se organizar, uma vez que sua zaga estava sendo massacrada e seu ataque mal conseguia chegar à área do Bengalas. O intervalinho foi fundamental para a equipe trabalhar com mais afinco e marcar seu segundo gol. Aos 12 minutos, Alcides conseguiu se infiltrar no campo adversário. Jacaré bem que tentou marcar o jogador, mas o primeiro foi mais ligeiro, driblando-o e passando rápido para de novo Lucas Soares completar.

O técnico do Bengalas, Xykão, se revoltou com as chances que sua equipe, já relaxada, estava dando aos laranjinhas e vociferou uma série de broncas aos jogadores. Forte entendeu o recado e, após arrancar do meio de campo e driblar dois adversários, chutou alto e cravou a bola no teto do gol. Guitolê também fez questão de mostrar serviço e fechou a goleada do Bengalas com seu quinto gol, aos 20 minutos.

Nos instantes finais, o Pagalanxe ainda conseguiu diminuir com a cabeçada de Igor, encerrando a partida com o placar de 7 a 3 para o Bengalas. Se, de um lado, o Pagalanxe estava cabisbaixo com mais um fracasso, mais uma “zica”, do outro, o Bengalas vibrava a noite de glória. E para comemorar a vitória, nada melhor do que dar cambalhota no meio do campo ao som das ovações das “bengaletes”, como elas mesmas se denominaram.

DIABOS SEGURA “TODO PODEROSO” MELVILLE


Sem dúvida alguma, a disputa entre Melville Power e Diabos Laranjas esteve entre as mais pegadas da terceira etapa. Ambas equipes jogaram com muita técnica e, principalmente, fome de bola. O Melville, inclusive, por conta da força do futebol rápido dos endiabrados, se viu obrigado a jogar mais duro, a atacar mais e contra-atacar menos. Vale destacar também a eficiência e a bravura da defesa dos Diabos, que se manteve firme perante as constantes investidas da equipe adversária.

O Melville aparentemente sabia com quem estava lidando, uma vez que o time já começou atacando pelas laterais. Felipe e Alemão trocavam passes rápidos para chegar ao gol adversário, mas na hora de finalizar a dupla se emparelhava com a eficiente zaga adversária, que estava sem Argentino mas teve em Lillo e Everton a mesma raça e qualidade de jogo. Apesar do Diabos estar jogando na defensiva, Vavá e Ronei tentavam costurar pelo centro, ponto supostamente vulnerável do Melville. Entretanto, a defesa do atual vice-campeão também estava afiada, tornando a tarefa dos jogadores absurdamente difícil.

Quem rompeu o equilíbrio do jogo foi o Melville. E o mérito desse feito foi, sobretudo, de Henrique: o meio-campista passou a interceptar várias tentativas de ataque do Diabos e armou as melhores chances de gol que seu time teve no primeiro tempo. Graças a seu camisa 8, o Melville passou a controlar quase que totalmente a posse de bola. O goleiro Rafael trabalhou muito pouco nesse segmento do jogo, já que os atacantes do Diabos sequer chegavam à sua área. Alemão e Felipe, como sempre, fizeram a diferença. A dupla oportunista estava sempre atenta aos passes de Henrique e chutava ao gol a todo instante.

Apesar da defesa do Diabos ter trabalhado de maneira brilhante, repelindo várias vezes a pressão exercida pelo adversário, o Melville finalmente marcou seu primeiro gol aos 18 minutos. Felipe cobrou escanteio e Alemão completou para as redes.

No entanto, os endiabrados não se intimidaram e, mesmo em desvantagem técnica, brigaram pelo empate. A chance veio aos 21minutos, apenas três minutos depois, quando, com um chute rasteiro de Cleber, o Diabos acabou com a invencibilidade e com o domínio do Melville sobre o jogo, fechando dessa forma o primeiro tempo.

Se a primeira metade do jogo foi do Melville, na segunda o Diabos reagiu e representou maior ameaça ao oponente. A dupla Vavá e Ronei foi o grande destaque: valendo-se de arrancadas pelo meio de campo e de lançamentos altos, os atacantes conseguiram chegar mais de uma vez à cara do gol. E a ousadia foi premiada com a virada no placar. Ronei recebeu cruzamento de Juba e marcou num chute cruzado que fez tremer o arco rival.

Após esse lance, o Melville, irritado, passou a lutar desesperadamente pelo empate. A tensão do jogo subiu. Alemão, Felipe e Henrique continuavam a oferecer perigo com tabelas rápidas e chutes precisos. Mas como o Diabos já estava vacinado contra essa forma de ofensiva, a partida ficou de igual para igual. Esse quadro só foi mudar quando Henrique conseguiu vencer a muralha de nome Rafael Porps, indiscutivelmente o grande inimigo do Melville no duelo.

Em seguida, uma pequena confusão teve início no campo. O caricato goleiro Taxa, membro clássico do Melville, que nesse jogo estava no banco, entrou em discussão com o juiz após este aplicar um cartão amarelo em Washington. O árbitro se mostrou inflexível e tratou logo de se impor, dizendo que não aceitaria reclamações. Taxa insistiu no lance e acabou sendo expulso. Os jogadores do Melville se revoltaram. Felipe, que já estava aborrecido com o jogo, teve um acesso de raiva e pediu a um dos torcedores que lhe providenciasse uma garrafa quando tudo acabasse. Felizmente, o rapaz não deu ouvidos ao lamentável pedido do jogador, que não é a primeira vez que faz dessas.

Os ânimos esfriaram e a disputa seguiu emparelhada até o final, com ambos os times atacando e defendendo muito bem. O placar de 2a 2 acabou sendo justo para uma partida tão equilibrada. Os jogadores do Diabos terminaram o jogo radiantes, pois tinham peitado com maestria um dos maiores times do Chuteira. Já os integrantes do Melville saíram de campo irritados com a mancha laranja que maculou a brilhante campanha que o time estava desenvolvendo até então.

BACANA GOLEIA DE NOVO E SEGUE LÍDER


No último jogo da rodada pelo Grupo A, Bacana atropelou o Atlético Osasquense aplicando a maior goleada do dia – 9 a 2. Incompleto, o que não é novidade, o Bacana se impôs desde o início com seus jogadores valorizando a posse de bola e forçando o adversário a correr atrás da bola. Não demorou mais que 7 minutos para que o time de vinho abrisse o marcador com o artilheiro Yanes, que a cada rodada se mostra mais entrosado com os novos companheiros, não ficando com saudades de sua antiga equipe.

Em seguida, foi a vez de Demehur dar seu cartão de visita: acertou um arremate de muito longe, fazendo um golaço e ampliando o marcador. Com 2 a 0 no placar, o Bacana relaxou e, na única falha de sua zaga, o time do Atlético Osasquense descontou com um chute a curta distância indefensável para o goleiro Flávio do meia Bill, o homem de criação da equipe verde. Havia um esboço de reação, pois a equipe do Bacana ficou um tanto perdida por alguns minutos. Mas demorou para se recuperar e o meia Vitinho chamar a responsabilidade, armando várias jogadas. Numa delas, deixou Rafael Canzian sozinho de frente para o goleiro. Era o terceiro do Bacana, que viu, 2 minutos depois, Yanes receber do mesmo Vitinho e fazer 4 a 1. E antes de apitar o fim do primeiro tempo, Vitinho fez o dele, fechando em 5 a 1 o placar.

Vencendo com sobra, os bacanas tocavam a bola e iam para cima da equipe adversária. Numa desses, propiciou contra-ataque, que exigiu do goleiro Flavinho uma importante defesa, mandando a bola para escanteio. Na cobrança do escanteio, o goleiro acabou fazendo pênalti ao tentar tirar a bola e subir sobre um jogador do Osasquense. Na cobrança, Tizil desperdiçou jogando por cima do travessão.

Mas o Osasquense cresceu no jogo, atacar era uma necessidade. E isso fez com que a defesa do Bacana, até então com muito pouco trabalho, voltasse à ativa. Numa jogada, foi um pé do zagueiro que tirou uma bola em cima da linha e evitando o segundo gol do time verde. E parece que o pênalti perdido e o gol defendido fizeram o Osasquense murchar em campo, abrindo espaço para uma nova goleada expressiva do Bacana. Mas não sem antes ainda diminuir com Gustavo Vecchi.

E de fato daí para frente só deu Bacana que, comandado por Vitinho, deixou Yanes fazer seu terceiro gol no jogo e Márcio fazer seu primeiro gol com a camisa do Bacana no Chuteira. Além disso, ele mesmo marcou novamente, contabilizando 8 a 2 no placar.

O final da partida foi marcado pelo gol do capitão Marcelo Rocha, que acertou um chute de muito longe depois de jogada de Iuri. O Bacana chega a 9 pontos, empatado com outros 3 times na liderança do Grupo A, mas tem o melhor saldo. Já o Atlético Osasquense deve estar pensando seriamente no azar que foi a contusão do goleiro Toninho na primeira rodada e na burrada que Paulinho Valério fez ao ser expulso na rodada posterior. A ausência pelo resto da competição do ótimo goleiro e a falta do cérebro da equipe por 3 jogos podem ser fatal para as pretensões de classificação da equipe.
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