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Notícias de 17/05/2012

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Arouca Jrs. 2 x 0 SNG

NOAL BRILHA E AROUCA JRS. VENCE SNG


Equipe laranja perde a segunda seguida e tem a liderança tomada pelo Mulekes. Juniores do Arouca garantem vaga no mata-mata

Por Luiz V. Andreassa

Após ser arrasado pelo Mulekes, o SNG foi à quadra em busca da recuperação contra o Arouca Jrs. Em caso de vitória, a liderança estaria garantida; se o resultado fosse reverso, havia perigo até mesmo de não se classificar entre os dois primeiros colocados. Se por um lado o Rabeloska ajudou perdendo para o Di Primeira, o Arouquinha não facilitou a vida do adversário, conquistando uma vitória que, se não foi de importância crucial, dá uma moral enorme ao time de Galizé para continuar surpreendendo na próxima fase.

O primeiro tempo foi bastante disputado e, de certa forma, truncado. O excesso de vontade fazia com que as chances de gols fossem raras, principalmente nos minutos iniciais. Para se ter ideia, o lance de maior perigo veio apenas depois da décima quarta volta do relógio, quando Nelsinho roubou uma bola no campo de defesa, driblou um marcador e arriscou do meio da rua, fazendo a redonda passar perto da trave esquerda do goleiro Gui. Como o espaço para a criação de jogadas era escasso, dois jogadores se destacavam pelas tentativas de dribles para desequilibrar as barreiras defensivas: o próprio Nelsinho, pelo Arouca Jrs., e Ronei, pelo SNG. O segundo foi mais eficiente, quando resolveu servir um companheiro, dando belo passe para infiltração de Felipe na área. Todavia, o camisa 18 desperdiçou a chance chutando de primeira para fora.

Os principais jogadores do SNG estavam claramente numa tarde pouco inspirada, mas o Arouquinha teve grande mérito ao conseguir anular as tentativas do time de Allan, principalmente do artilheiro Renê. Foi quando este saiu de quadra que sua equipe conseguiu crescer, ganhando mais mobilidade no ataque com a presença de Abelha, ao invés de uma referência na área. Porém, a primeira (e mais clara) oportunidade criada por esta nova formação no fim do primeiro tempo não teve lá muito a ver com a mudança: Biro dominou uma bola espirrada no meio da quadra e encheu uma bomba de peito de pé; Gui foi no cantinho direito para evitar o gol e, no rebote, Ronei apareceu livre para completar, mas chutou em cima do guarda-metas.

Afetado pela eficiência da tática rival, o Arouquinha passou a sentir dificuldades para sair do campo de defesa, ficando a mercê das ofensivas do mesmo. Para piorar, o clima entre os próprios jogadores amarelos esquentava, ora por discussões sobre a marcação, ora por causa do modo como Galizé chamava a atenção do time ao invés de incentivá-lo. Enquanto isso, Ronei inverteu uma bola para Biro, que dominou pelo lado direito e finalizou com perigo, perto do ângulo. Pouco depois, o mesmo Ronei roubou a pelota na meia-direita, limpou a marcação e bateu para fora, rente à trave.

O intervalo veio bem a calhar para a filial arouquense, que pôde pôr os ânimos no lugar e recuperar a energia perdida nos últimos minutos da etapa inicial. Apesar disso, quem começou melhor foi o SNG. Primeiro, Allan fez boa jogada pelo meio e rolou para o lado esquerdo, onde Felipe concluiu de primeira acertando a zaga antes de a bola pega na rede pelo lado de fora. Depois, o próprio Allan resolveu arriscar e mandou um chutaço do meio da rua, obrigando Gui a espalmar para escanteio.

Conforme os minutos passavam e o tempo para o SNG conquistar a vitória diminuíam, a equipe se mostrava cada vez mais nervosa. O Arouquinha aproveitou o crescente desequilíbrio emocional do rival para crescer na partida. E já que ainda encontrava dificuldades para criar jogadas e entrar na área do goleiro Sampa, os jogadores arouquenses passaram a arriscar com finalizações de média e longa distância. Noal foi o primeiro a tentar: ele ganhou dividida com Renê e bateu de fora da área, acertando o travessão. O próximo foi Bruno, ao dominar na lateral direita e chutar firme, obrigando o arqueiro a espalmar. Pouco depois Wellington arrematou do meio da rua, Sampa espalmou a bola para cima e a redonda, após subir, caiu na cabeça do guarda-metas, saindo pela linha de fundo.

Foi apenas por volta dos 20 minutos que a partida começou a ser definida, momento em que a estrela de Noal passou a brilhar. O camisa 18 livrou-se da marcação pela direita e finalizou cruzado, obrigando Sampa a ceder o escanteio. Na cobrança, o próprio Noal apareceu dentro da área para aproveitar uma bola sobrada e mandar para as redes. Poucos segundos depois, o atacante invadiu a área pela esquerda e foi desarmado por um carrinho de Sampa. O árbitro considerou a entrada faltosa e marcou pênalti, deixando o goleiro laranja revoltado, o qual afirmava com convicção que não havia atingido o adversário. Alheio a isso, Noal cobrou a penalidade com calma e firmeza, acertando o canto esquerdo, sem chances de defesa para Vairo, o qual assumira as luvas após o companheiro ter levado o cartão amarelo.

O SNG ainda tentou reagir em busca de uma virada, mas o apito final já estava demasiado próximo. Só deu tempo para Renê desafiar o árbitro e cavar sua expulsão (já que já estava suspenso para o próximo jogo e queria zerar seus cartões) e Gui evitar uma bomba de Felipe à queima roupa com bela defesa. A vitória merecida do Arouquinha (apesar de os jogadores adversários darem o mérito à arbitragem) serviu para a equipe deixar de enfrentar o CAV e pegar, ao invés disso, o Fiorella no mata-mata. Já o SNG contou com o tropeço do Rabeloska para garantir, pelo menos, a vaga direta nas quartas-de-final.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Bufalos 4 x 8 Arouca

AROUCA CONFIRMA PRIMEIRA POSIÇÃO E REBAIXA BUFALOS


Com placar de 8 x 4, equipe vence e já está nas quartas de final; Bufalos volta à Prata

Por Alex Araujo

Bufalos e Arouca abriram a última rodada do grupo B. Um querendo a vitória para garantir a primeira colocação, e o outro para escapar do rebaixamento. E, como esperado, o Arouca assegurou sua primeira colocação. Pena para o Bufalos, que vai ter que disputar a Série Prata na próxima edição do Chuteira.

O Bufalos até tentou reagir, balançou a rede algumas vezes, mas o Arouca jogou com segurança durante toda a partida. E a equipe já mostrava que não teria a menor piedade de atropelar o adversário logo de cara. O Bufalos esboçou uma pressão nos primeiros minutos, mas sem levar perigo de fato. Porém, com pouco mais de 5 minutos o Arouca já se encontrou na partida e abriu o placar: em jogada de linha de fundo, Renanzinho tocou no meio para Marquinhos completar. E, logo em seguida, vieram mais dois gols: Vini Costa bateu quase do meio de campo, a bola foi alta no canto esquerdo e Cabinha nem se mexeu. E, depois, Marquinhos fez jogada individual pela esquerda, conseguiu escapar de dois marcadores, tirou do goleiro e ficou com o gol livre pra fazer o terceiro.

O Arouca ainda fez o quarto antes dos 20 minutos, com Vini Costa e Veloz tabelando, o camisa 11 tentou a devolução no meio, mas a bola passou por todo mundo e chegou do outro lado da área para Tili completar. E, até o fim do jogo, só deu Arouca, com Dinho salvando o Bufalos, depois de tirar a bola quase de dentro do gol - após cobrança de escanteio -, e com chute por cima de Tili. A equipe ia mostrando a goleada que poderia sair.

Na segunda etapa, o Bufalos entrou querendo mostrar que o jogo só acaba quando o juiz determina, e veio buscando o gol. A proposta, a princípio, era chutar de onde desse, principalmente com Dinho que, logo de cara, exigiu boa defesa do goleiro. Mas, foi após cobrança de escanteio que a equipe conseguiu marcar seu primeiro tento: Marcos desviou pelo alto, a bola sobrou com Gui Tedesco e este bateu alto, sem chance para Kino. Mota, no entanto, tratou de mostrar que os esforços seriam em vão. O camisa 20 acertou o ângulo esquerdo de Cabinha, batendo de fora da área para fazer o quinto do Arouca. O Bufalos respondeu de novo, agora com Dinho tentando duas vezes: na primeira acertando a zaga, mas no rebote, o camisa 8 não desperdiçou e fez o segundo.

O Bufalos jogava melhor o segundo tempo do que o primeiro, mas o Arouca também não impunha a mesma pressão. Com o placar de 5 x 2 a equipe tentava se expor menos, ao contrário do Bufalos que ia direto ao ataque. O Arouca pressionar menos não significava que a equipe não iria atacar, e passados 15 minutos de jogo, a rede voltou a balançar: Vini Costa desviou bola da esquerda dentro da área e ampliou. E, em um curto espaço de tempo, o Arouca contou mais dois gols, com Marquinhos e França, recebendo passe da esquerda e, dentro da área, acertando o canto esquerdo de Cabinha.

O Bufalos continuou buscando os gols e, nos 5 minutos finais, conseguiu mexer no placar, mas não tinha como escapar do rebaixamento. Depois de bola divida na entrada da área, Rubão pegou de primeira e acertou o canto esquerdo. E, no finzinho, Arnaldo fez jogada pela esquerda e tocou no meio para Kaike tirar o goleiro e fazer. Agora o Arouca vai ter um fim de semana a mais para se prepara para o jogo contra o vencedor de Di Primeira e SPQSF, enquanto o Bufalos vai se prepara para a Prata do próximo semestre.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Roleta Russa Olímpico 5 x 2 Real Paulista

ROLETINHA VENCE, MAS ACABA REBAIXADO


Empate entre Fúria e MachuPichu selou o destino da equipe de Ceron, que fez sua parte mas, mesmo assim, acabou sendo insuficiente; Real Paulista encara o CAV nas oitavas

Por Alex Araujo

O Roletinha precisava da vitória sobre o desfalcado, porém ainda forte, Real Paulista, e contar com a derrota de qualquer um dos times na partida entre Fúria e Machupichu para escapar da degola. E, com um placar de 5 x 2, conseguiu uma vitória sólida sobre o Real, mas com o empate no outro jogo, a equipe ficou sem ter o que fazer. Agora, jogará a Prata, mas jogará com dignidade.

E o Roletinha já mostrava que iria com tudo pra cima do Paulista para conseguir a vitória. A equipe atacava com velocidade e objetividade, e depois voltava rápido para compor a defesa. O Real, meio desorganizado, se precipitava em alguns momentos tentando pôr a bola com Feijão ou Duhzinho na frente - e a bola batia e voltava. Tinha dificuldade para criar as jogadas. Dessa forma, o Roletinha conseguiu abrir o placar cedo, com menos de 5 minutos: Kuminha veio pelo meio e foi levando para a direita, arriscou o chute, a bola desviou na zaga e matou o goleiro.

A defesa do Real ia aguentando bem, mas o ataque ia se resumindo aos chutes de fora da área. Feijão recebeu pelo meio e acertou a trave direita de Edu, e o mesmo camisa 15, após escanteio, cabeceou bem, mas o goleiro foi buscar. O Real conseguia levar perigo nesse momento, e, passados 10 minutos de jogo, Feijão, em uma das poucas vezes que venceu a marcação de Pina, conseguiu liberdade para o chute, e bateu alto, no canto esquerdo goleiro, sem chance. E o primeiro tempo terminou com o Real com a posse de bola, e o Roletinha na marcação, e tentando contra-ataques rápidos quando tinha a oportunidade. O fim da etapa com a igualdade no placar era preocupante para o Roletinha, que estava se especializando em deixar vitórias escaparem por entre os dedos.

O primeiro tempo começou lá e cá. A bola trocava de lado com rapidez, mas nenhuma das equipes levava perigo efetivamente. Até que, com 5 minutos de jogo, Kuminha, mais uma vez apareceu para pôr o Roletinha na frente: o camisa 20 recebeu na esquerda, na ponta área, e bateu cruzado para vencer Alemão. O ataque do Roletinha funcionava melhor, e só precisou de um vacilo da defesa adversária para o sair o gol seguinte: Matarazzo recebeu pelo meio, pouco antes da entrada da área. A zaga do Paulista deu liberdade para o camisa 9 ajeitar e bater rasteiro, sem chance para o goleiro.

O Real, porém, ainda estava no jogo, mas a falta de criatividade minava as investidas da equipe. Foi necessária uma jogada individual de Fofão para a equipe voltar às redes. O camisa 13 conseguiu espaço para avançar pela direita e bater forte, a bola acertou a perna de Edu e entrou. O placar de 3 x 2 era perigoso, mas o Roletinha não dava espaço para o adversário. A equipe recuperava a bola muito rápido e já procurava um espaço para chutar no gol. Entrando, nos 10 minutos finais, Kuminha apareceu para tranquilizar a equipe: lateral cobrado no ataque, a bola sobrou na entrada da área e o camisa 20 bateu de primeira e ampliou a diferença.

Poucos minutos depois, Manente fechou a conta: recebendo na esquerda, bateu de bico, a bola acertou a trave direita de Alemão e entrou. A partir daí, com pouco mais de 5 minutos, o Roletinha continuou com a marcação forte, mas se expondo menos no ataque. O ritmo do jogo diminuiu e caminhou para o fim. O Roletinha venceu, fez sua parte, mas não dependia só de si. Foi rebaixado, mas foi como um time que lutou até o fim. O Real Paulista, com a derrota, ficou com a sexta vaga e terá que enfrentar o CAV agora.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Di Primeira 2 x 1 Rabeloska

DI PRIMEIRA APRONTA PRA CIMA DO RABELOSKA


Com muita garra, disciplina defensiva e o brilho de Lapinha, equipe fecha boa campanha no Grupo A

Por Luiz V. Andreassa

Para quem lê a reportagem de um jogo que não viu, uma comparação com outro embate mais conhecido pode ser um modo mais fácil de fazer a pessoa ter uma noção de como foi o primeiro. O confronto entre Rabeloska e Di Primeira, guardadas todas as devidas e óbvias proporções, assemelhou-se em muitos pontos com a semifinal da Champions League entre Barcelona e Chelsea. Foi o encontro entre duas boas equipes. Uma delas é favorita, com um ataque poderoso e cotada entre as melhores do campeonato - o Rabeloska. A outra, faz uma campanha de certa forma surpreendente e conta com jogadores acostumados a enfrentar pedreiras e ser decisivos quando necessário – o Di Primeira.

Quando a bola rolou, as semelhanças entre os dois jogos aumentaram. A equipe mackenzista dominou a posse de bola desde os primeiros momentos, tocando-a de um lado para o outro no campo de ataque, enquanto o adversário se defendia e procurava chances para contra-atacar. O primeiro lance de perigo aconteceu antes do ponteiro maior do relógio completar sua primeira volta, quando Vasko fez boa jogada pela direita e passou para Dick Vigarista dominar e bater rente à trave direita. Pouco depois, o mesmo Dick girou pelo meio e concluiu de fora da área, obrigando Cadu, goleiro substituto de Ferrugem, a cair no canto para fazer boa defesa.

Como invadir a área adversária era missão das mais complicadas, Juva resolveu arriscar do meio da rua, parando em intervenção do arqueiro. Lapinha respondeu na mesma moeda do outro lado, mas sua tentativa teve o mesmo desfecho da anterior. Mais perigoso foi o companheiro André Luís, que recebeu passe açucarado na ponta esquerda e acertou o travessão, ao concluir na saída do goleiro. Mesmo assim, era o Rabeloska quem dominava as ações e tomava a iniciativa, perdendo chances preciosas como uma na qual Vasko passou para Juva em cobrança de escanteio e o camisa 16, por sua vez, dominou e chutou na trave.

Justo quando parecia mais dominado pelas garras do rival, o Di Primeira conseguiu uma escapada com seus dois melhores jogadores na partida, e abriu o placar: Lapinha deu passe precioso para Dri, na cara do gol, mandar para dentro. O revés fez o adversário passar por maus bocados, passando a ter dificuldades para encontrar espaços. Foi somente nos últimos momentos do primeiro tempo que o Rabeloska reencontrou os melhores caminhos no setor ofensivo. Juva roubou uma bola no campo de ataque e chutou rasteiro, obrigando Cadu a defender com o pé; no rebote Ibraim teve a chance de completar para dentro, mas parou em nova defesa heroica do guarda-metas. Foi apenas no último lance antes do intervalo que a equipe vermelha (neste jogo usando colete amarelo para diferenciar seu uniforme do vermelho rival) conseguiu entrar na área do Di Primeira, e assim conseguiu o empate. Dick Vigarista passou para Juva, o qual fez bem o pivô e devolveu para o próprio Dick sair na cara do gol e deixar tudo igual.

A etapa final começou do mesmo jeito que a anterior, com o Rabeloska dominando a posse de bola e indo para cima. Todavia, seus jogadores viviam uma tarde ruim. Juva e Maradona tentaram, mas tampouco tiveram sucesso em suas finalizações, errando o alvo como na maioria delas no primeiro tempo. Do outro lado da quadra, Dadinho teve a grande chance de recolocar sua equipe à frente, mas a desperdiçou: ele recebeu passe de Dri na área e, ao invés de arrematar logo que pôde, resolveu esperar a chegada do marcador que estava logo atrás. Apesar de ter conseguido dribla-lo, Dadinho deu tempo para que Tassio saísse de sua meta e fizesse a defesa após a conclusão.

Assim como o Chelsea nos dois jogos contra o Barcelona, o Di Primeira conseguia se defender com precisão e anular os melhores jogadores do adversário, contando também com a falta de pontaria dos mesmos e com defesas importantes de seu goleiro quando eram necessárias. Ibraim foi prova destes dois últimos fatores: primeiro arriscou do meio da quadra, parando em intervenção de Cadu. Em seguida, recebeu passe de Cassinho e, da entrada da área, chutou para fora. Dick Vigarista também tentou, ao dominar passe de Vasko, girar e parar em defesa de Cadu.

No final do jogo, o Rabeloska foi com tudo para cima, em busca da vitória que poderia lhe dar a liderança no grupo. Entretanto, os mesmos problemas de falta de pontaria e erros no último passe seguiam sendo o fantasma da equipe. Para completar, o rival mostrou uma eficiência monstruosa naquela que foi praticamente a sua segunda chance de gol em todo o segundo tempo. Em cobrança de falta pelo lado esquerdo, a bola foi rolada para Lapinha, que bateu bonito de chapa e acertou o ângulo esquerdo de Tassio, sem chances de defesa para o goleiro.

O apito final do árbitro veio confirmar a derrota do Barcelona vermelho, o qual era favorito, tinha um dos melhores ataques da competição e parou em um adversário experiente, que soube se defender como poucos. Assim, o Rabeloska terá de jogar as oitavas de final contra o Elefantes Indomáveis. O Di Primeira, por sua vez, pega o SPQSF.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

CAV 10 x 1 SPQSF

CAV GOLEIA SPQSF E CHEGA COM MORAL PARA MATA-MATA


Cidrão brilha mais uma vez, vira artilheiro e ajuda CAV a chegar na fase eliminatória embalado. Desafio é Real Paulista

Por Alex Araujo

O CAV não tomou conhecimento do adversário e meteu logo 10 no SPQSF. A combinação de resultados, no entanto, não favoreceu a equipe. Com a vitória do Só Resenha, que garantiu a segunda colocação, o time de Quinta ficou em terceiro e não escapou da primeira fase do mata-mata. A derrota sofrida não pôs em perigo a classificação do SPQSF.

E o CAV dominou o jogo do começo ao fim. Parecia que só tinha uma equipe dentro de campo. O SPQSF até conseguiu um chute aqui e ali, mas nada pôde fazer contra o futebol ofensivo e bem organizado do adversário.

No primeiro tempo, o CAV teve muitas oportunidades, mas desperdiçou muitos gols. Grande parte por causa da boa atuação do goleiro Guto. Nos primeiros 10 minutos de jogo foram poucas as chances. Fabiano chutou colocado, mas parou nas mãos do goleiro. Douglão respondeu, mas o arremate passou perto do canto esquerdo de Lelê. Passados esses 10 minutos o CAV conseguiu abrir o placar: Bettoni fez o passe no meio e Cidrão apareceu pra completar. E a criação do CAV não diminuía o ritmo. Cidrão infernizou a defesa adversária durante todo o primeiro tempo, geralmente errando o alvo por pouco.

Marcel também acertou a trave. Era uma chuva de chutes a gol, mas Guto ia segurando bem. Mas, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Nos 5 minutos finais, após cobrança de escanteio, a bola sobrou com Vitinho, que só ajeitou para Cidrão bater sem chance para o goleiro e ampliar a vantagem. E, poucos minutos depois, o mesmo Vitinho recebeu na entrada área, completamente sozinho, e só tirou do goleiro para guardar o seu.

O segundo tempo foi muito parecido com o primeiro, com a diferença de que o CAV não desperdiçava mais oportunidades - e Guto não conseguia mais fazer milagres. Logo no começo, Cidrão trouxe até a entrada da área e, marcado por dois, conseguiu bater de canhota, sem sair do lugar, e acertar o ângulo esquerdo do goleiro. O SPQSF tentou adiantar a marcação, mas não conseguiu segurar o ímpeto ofensivo do adversário. Diogo conseguiu trazer pela esquerda e chutar cruzado para fazer o quinto. Poucos minutos depois, Cidrão, mais uma vez, chutou por entre as pernas do zagueiro e acertou o canto direito do goleiro.

E o CAV continuava atacando, sempre de forma objetiva. Fabiano apareceu na ponta e bateu pro gol, Cidrão apareceu para desviar quase dentro do gol. E antes do SPQSF fazer seu gol de honra com Dicredo - escorando de cabeça e acertando a trave oposta antes da bola entrar, após cobrança de escanteio -, Cainho, dentro da área, bateu colocado, por fora do zagueiro, acertando o canto esquerdo de Guto.

No último minuto do jogo ainda teve tempo do CAV fazer mais um, para fechar a conta. Mas esse, o time contou com a ajuda do adversário: Lelê lançou a bola para o ataque e Portuga subiu para afastar de cabeça, mas acabou jogando contra sua própria meta, encobrindo Guto. O desempenho da equipe deixa o CAV com moral para enfrentar o Real Paulista na primeira fase do mata-mata. E o SPQSF, com a derrota do Elefantes, não foi prejudicada com a goleada sofrida. A equipe vai enfrentar o Di Primeira, que vem com moral depois de bater um dos favoritos ao título, o Rabeloska.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Só Resenha 4 x 2 Elefantes

SÓ RESENHA CONSEGUE REAÇÃO INCRÍVEL, VIRA SOBRE O ELEFANTES E GARANTE VAGA NAS QUARTAS


Brunão comanda virada heroica em jogo dramático e cheio de emoções

Por Luiz V. Andreassa

Numa tarde em que os times do meio de tabela dificultaram a vida dos líderes, o Só Resenha parecia ser mais um a entrar nesta estatística. O Elefantes Indomáveis, já classificado para a próxima fase, buscava a vitória para não terminar como o pior dos seis primeiros do Grupo B – e, consequentemente, pegar o teoricamente mais forte adversário nas oitavas – e realmente conseguiria um ótimo triunfo se o jogo tivesse apenas 25 minutos, e não 50.

A esquadra alviverde também lutava por privilégios na fase eliminatória – no seu caso, a passagem direta para as quartas de final – e precisava dos três pontos para retomar a segunda colocação, tomada pelo CAV pouco antes. Com isso, o esperado era que o Só Resenha entrasse em quadra mais ligado e confiante, em busca da confirmação também da boa fase vivida no campeonato. Todavia, apesar da iniciativa e do domínio da posse de bola, as chances não saíam naturalmente. Tirando o lance em que Darian por poucos centímetros não alcançou a bola para marcar, após contra-ataque armado por Mirandinha e Fabrício, o Elefantes se defendia muito bem e era perigoso quando saía nos contragolpes.

O exemplo vivo disso se deu aos 12 minutos, quando Lanza dominou de costas para a zaga uma bola pingando e passou para André Plec dar uma puxada cheia de estilo na saída de Papa Burguer, abrindo o placar. Apenas um minuto se passou e André conseguiu devolver o favor, ao receber na área pela direita e passar para Lanza, livre do outro lado, mandar para as redes. O Só Resenha pareceu acordar após o duplo revés, mas sentia dificuldades para ameaçar a meta defendida por Bruno, já que Darian e Dhani, seus principais jogadores, estavam bem marcados. Quando teve espaço, Dhani concluiu de primeira pelo lado direito, obrigando o goleiro a fazer bela intervenção. A melhor chance veio quando Éder roubou a bola de André Plec, arrancou em contra-ataque, saiu da marcação e arrematou cruzado, perto da trave. O próprio André foi quem deu a resposta, batendo da entrada da área e obrigando Papa Burguer a cair no cantinho para fazer boa defesa.

Após o intervalo veio a segunda etapa e, com ela, um panorama diferente para a partida, com o Só Resenha dominando as ações e buscando o ataque com mais frequência. Todavia, achar buracos na bem plantada defesa rival ainda era missão complicada e os chutes de média distância eram a melhor opção. Mirandinha percebeu isso e arriscou da meia-direita, obrigando Bruno a espalmar. Apesar disso, a equipe verde e branca precisava de algo mais para botar fogo no jogo. E o algo mais tinha nome e número: Brunão, o camisa 9, saiu da reserva para mudar a história do duelo. Seu primeiro ato de qualidade foi dominar a pelota fora da área e acertar um belo chute de canhota no ângulo direito do xará Bruno, que nada pôde fazer.

O até então herói da partida, André Plec, perdeu a grande chance de restabelecer a vantagem do Elefantes, quando viu a bola pingando dentro da área, armou o chute mas errou o alvo, fazendo ela bater no chão antes de ir para as mãos de Papa Burguer, o qual defendeu sem dificuldades. Quem agradeceu foi Brunão, pois o atacante ganhou a chance de tomar o posto do rival como o destaque do embate. Darian levantou a bola na área em cobrança de escanteio e o companheiro não precisou nem pular para cabeceá-la para as redes.

O Efetantes resolveu pedir tempo, mas o fizeram tarde demais: o adversário já encontrara sua formação ideal em quadra, abrindo mão da mobilidade da dupla Darian-Dhani para usar Brunão como referência na criação de jogadas. Foi assim que o camisa 9 quase fez o hat-trick, ao dominar a pelota de costas para a zaga, girar e concluir no alto da meta, parando em defesa do guarda-metas. Mesmo assim, a esquadra laranja e branca tentou um abafa em busca do seu terceiro gol. Lucas e André Plec tentaram, mas pararam em intervenções complicadas de Papa Burguer. E quando não era o goleiro adversário a atrapalhar, era um companheiro: Daniel Teske bateu cruzado da direita e a bola ia em direção às redes quando Lanza resolveu fazer, ele mesmo, o tento e acabou desviando-a do seu destino.

O final da partida era dramático e aberto, com oportunidades claras de gol pipocando dos dois lados da quadra. É em momentos decisivos assim que a qualidade do melhor time pode fazer a diferença, e foi isso que aconteceu. Dhani conseguiu, enfim, usar sua qualidade para ser decisivo ao fazer boa jogada e, da entrada da área, passar para Fabrício, ao lado da trave esquerda, mandar para o fundo do gol. Foi então a vez do Elefantes se lançar todo ao ataque e conseguir a grande chance do empate, quando Daniel Teske chutou de fora da área e, apesar de a bola ter claramente pego nas costas do marcador, o juiz marcou falta na entrada da área. Entretanto, o tiro saiu pela culatra: após a defesa resenheira travar duas tentativas de finalização dos rivais, Éder ficou com a redonda, arrancou em contra-ataque e teve calma para finalizar com categoria na saída de Bruno e definir o placar.

A virada garantiu a segunda colocação do Só Resenha, e a consequente vaga nas quartas de final da Ouro. Por outro lado, o Elefantes Indomáveis perdeu a chance de passar o SPQSF na tabela de classificação e, agora, diferentemente do time sósia, vai pegar um adversário teoricamente menos perigoso, o Di Primeira, ao invés do Rabeloska – mas só teoricamente mesmo, já que o time de Dadinho venceu a equipe mackenzista nesta mesma rodada. Não existe vida fácil para ninguém na elite do Chuteira.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Fúria 2 x 2 MachuPichu

FÚRIA E MACHUPICHU TRAVAM DUELO TENSO E DISPUTADO, QUE ACABA COMO JOGO DE COMADRE


Equipes já não tinham chance de classificação, mas permaneceram na Ouro com a igualdade

Por Luiz V. Andreassa

Esta rodada final do Chuteira foi como uma do Campeonato Brasileiro. Com a mistura dos dois grupos entre as quadras 4 e 5, ao invés de se fazer cada um deles em uma quadra diferente, como de costume, foi proporcionada uma cena parecida com aquelas vistas no certame profissional de nosso país. Enquanto as equipes se digladiavam em busca da vitória, tinham de se preocupar com o resultado de algum outro duelo. Foi assim com Roletinha, MachuPichu e Fúria. Se o primeiro vencesse (o que acabou acontecendo) qualquer um dos outros dois seria rebaixado em caso de derrota.

Estabelecido o panorama da dramática peleja, os primeiros minutos foram de uma obvia tensão, misturada com uma grande preocupação defensiva. A primeira chance de gol demorou 5 minutos para aparecer: João recebeu de Ricci na meia-direita e chutou no alto da meta, obrigando Pedro a espalmar para cima. Logo em seguida, após confusão na área do Fúria, Jaú foi oportunista para aproveitar a sobra e mandar para as redes, abrindo o placar. O tento animou a equipe preta, que aproveitou o bom momento para ir para cima em busca do segundo. Na melhor oportunidade, Jaú soltou uma bomba em cobrança de falta na intermediária e só não fez o seu segundo gol porque Pedro caiu no canto direito para espalmar.

Justo quando estava em maus lençóis o Fúria conseguiu reagir para equilibrar as ações. Fábio Caruso recebeu na intermediária e finalizou, parando em defesa de Pipo. Na sequência, foi a vez dele fazer pivô para a chegada de Adriano Motta, o qual bateu firme, mas a bola passou rente a trave. Se Adriano não teve sorte em sua tentativa, o irmão Thiago foi muito mais feliz: André deu um belo passe por cima para o camisa 7 mandar de primeira, de costas para o gol, numa mistura de calcanhar e puxeta, fazendo um belo gol. Apenas um minuto depois, a reação concretizou-se de vez, quando Adriano dominou na entrada da área e passou para Fábio, ao lado da trave esquerda, finalizar bonito com uma cavadinha, decretando a virada.

Agora em desvantagem, o MachuPichu foi para cima. Jaú apareceu novamente dando trabalhou para Pedro, em chute de longe. A ofensividade, porém, deixou espaços sobrando na defesa, o qual quase foi aproveitado por Adriano: o camisa 10 avançou pelo lado esquerdo, driblou Flavinho e, de frente para o gol, demorou para bater, dando tempo para a zaga se recuperar e fazer o desarme. O jogador ficou furioso, afirmando ter sofrido o pênalti. Nos últimos minutos a tentativa de sufoco do time preto mostrou-se ineficiente, e o intervalo veio após um período de certo equilíbrio.

Depois de uma primeira etapa de alternância no domínio do jogo, as duas equipes voltaram à quadra com a mesma disposição. Até porque, logo ao lado, o Roletinha vencia o Real Paulista com segurança. Com o resultado do momento, era o MachuPichu quem estava indo para a Prata, mas foi o adversário quem começou atacando: Thiago Motta recebeu na esquerda e chutou cruzado, obrigando Pipo a espalmar. A resposta veio em tabela entre Batata e Seckler, na qual o primeiro completou para defesa de Pedro com o pé.

Conforme passava o tempo, a partida ficava mais tensa e truncada, caindo a quantidade de chances de gol. O MachuPichu, pela necessidade do empate, foi aos poucos ganhando terreno até chegar ao ponto em que o Fúria passou a jogar como sabe melhor: na defensiva, puxando contra-ataques com apenas Thiago à frente. Foi em um lance deste tipo que o craque da equipe dominou no campo adversário e, na saída de Pipo, mandou de cobertura; a bola passou à esquerda da meta. O perigo deixou o time de Jaú ainda mais preocupado e a partida foi ganhando em dramaticidade. Foi somente aos 21 minutos que a grande chance do empate apareceu: Pedro deu um soco na bola para afastar cruzamento na área e, no meio da confusão, o herói Ricci esticou a perna para mandar a bola para o gol aberto.

A repetição da palavra “drama” nesta reportagem aumenta a sensação de um episódio encenado entre duas equipes. E foi justamente assim que ficou o clima depois do empate do MachuPichu: os jogadores pararam de buscar o ataque e passaram a tocar a bola no campo de defesa. Também pudera, já que um gol sofrido, a esta altura, era sinônimo de rebaixamento. Em um clima de camaradagem, os times esperaram o tempo se esgotar e, com a igualdade, livraram-se da volta para a Prata. Pior para o Roletinha, que, apesar de golear o Real Paulista, amargou uma volta precoce para a divisão de baixo.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Bacana 6 x 1 The Veras

BACANA GOLEIA, ESCAPA DA DEGOLA E REBAIXA VERAS


Em jogo de desesperados, The Veras leva a pior e cai para a Prata

Por Alex Araujo

No jogo que fechou a última rodada do grupo B, The Veras e Bacana se enfrentaram, valendo a permanência na série Ouro a ambos. O Bacana conseguiu tomar o controle da partida e fazer tranquilos 6 x 1 para, assim, garantir sua permanência na Série Ouro. Já o The Veras terá de jogar a Prata pela primeira vez em sua história para se reerguer.

E o que se viu no duelo foi um Bacana jogando um futebol digno de Ouro, e um The Veras desempenhando uma atuação bem abaixo de jogos passados. A equipe não jogou um futebol correspondente com a importância do jogo. O Bacana teve um ataque mais efetivo e conseguiu neutralizar muito bem as investidas do adversário. Fizeram, talvez, o seu melhor jogo na temporada.

O primeiro tempo ainda demonstrou certo equilíbrio, ao menos no placar. As equipes levaram alguns minutos para se encontrarem em campo, e o Bacana já mostrava trabalhar melhor a bola, ao mesmo tempo em que mantinha uma marcação mais eficiente que o adversário. Isto estabelecido, não demoraram a abrir o placar. Em um contra-ataque rápido, Lê Leme, pela esquerda, bateu quase sem ângulo e contou com o vacilo de Benga para marcar o primeiro.

A equipe continuou criando chances, mas as desperdiçava. O The Veras respondeu com jogada de Ariel pela direita, que cruzou, mas João, apesar de se esticar todo, não conseguiu alcançar a bola. O Bacana, com a quantidade de oportunidades que criava, uma hora ia chegar ao gol novamente. Aos 20 minutos, ampliou a vantagem com Rômulo, completando lançamento, na esquerda. No fim da primeira etapa o The Veras era neutralizado pela marcação do adversário, mas ainda conseguiu, num lance isolado, diminuir a diferença com Nico.

Na segunda etapa foi onde o Bacana construiu a goleada e depois recuou para esperar o adversário e manter o resultado. E metade da goleada foi construída na base do contra-ataque. A equipe chegou às redes com poucos minutos de segundo tempo, com Rômulo, mais uma vez. Agora, batendo da entrada da área, entre os zagueiros, mirando o canto do goleiro. E, em seguida, ainda teve outra chance com Lê Leme, cabeceando bem, e Benga, melhor ainda, para fazer a defesa.

A partir daí, o The Veras ficava mais tempo no ataque, mas as ofensivas paravam na zaga, e quando passavam, Izique fechava o gol. Passados 10 minutos de jogo, em contra-ataque pela direita, Vitinho bateu cruzado, a bola ia passando à direita do gol, mas Lê Leme apareceu para completar e fazer o quarto. Cada chegada do Bacana era perigo para Benga, defendendo desvio de Rômulo após cruzamento, e depois o mesmo camisa 11 acertando a trave direita do goleiro, depois de cobrança de falta.

Nos 5 minutos finais o The Veras já mostrava a falta de esperança, e o Bacana se aproveitou para fechar a conta: Lê Leme e Rômulo tabelaram, e o camisa 11 ficou de frente com o goleiro e tentou encobrir Benga, e o mesmo Lê apareceu para completar de cabeça. E, em seguida, com jogada rápida partindo do goleiro até Lê Leme na direita, que cruzou no meio para Rômulo completar. As duas equipes, agora, se preparam para a próxima edição. Uma equipe planejando para não sofrer até o último jogo, e, a outra, para trilhar seu caminho de volta à elite do Chuteira.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Jeremias 3 x 1 Fiorella

JEREMIAS SURPREENDE FIORELLA E TERMINA SUA PARTICIPAÇÃO NA OURO DE FORMA DIGNA


Marcelo Toretta volta aos bons tempos de artilheiro e comanda virada ainda no primeiro tempo

Por Luiz V. Andreassa

Com a posição já definida na tabela, o Fiorella tinha apenas de cumprir tabela contra o Jeremias, o qual não vivia situação muito diferente, já que a ameaça de rebaixamento desaparecera na derrota do Bufalos contra o Arouca horas antes. O objetivo era apenas ganhar moral por parte do primeiro e terminar o campeonato com vitória para o segundo. Mesmo assim, não faltou vontade por parte dos jogadores, que protagonizaram um jogo rápido e disputado.

A velocidade nas trocas de passes e a correria predominaram desde os primeiros momentos, mas as chances de gol não correspondiam a esse panorama, já que faltava ousadia para os ataques. O primeiro lance de perigo surgiu apenas aos 9 minutos, quando Tigu dominou na frente de Camillinho, e encontrou espaço para chutar forte, à direita da meta. O Jeremias conseguia dificultar bastante o jogo rápido e habilidoso dos atacantes adversários, mas também não tinha muitas chances de atacar. Em uma delas, Preto recebeu uma bola ajeitada no bico esquerdo da área e mandou por cima do travessão.

O tempo passava com a bola rolando sem parar, mas praticamente sem emoções. Zé Roberto quebrou o ritmo arriscando de fora da área; tentativa evitada pelo goleiro Giancarlo. Pouco depois, já aos 21 minutos, o mesmo Zé Roberto deu um belo drible no marcador pela ponta direita e rolou a pelota para trás, onde Robson chegou chutando firme, de primeira, direto no ângulo oposto. Uma pintura de gol para abrir o placar para o Fiorella. Depois da assistência, o camisa 10 deu continuidade ao momento inspirado e aproveitou uma bola sobrada pelo meio e encheu o pé, contando com desvio no meio do caminho para fazê-la passar rente à trave esquerda.

O final do primeiro tempo foi marcado pela pressão do Jeremias em busca do empate, o qual foi merecidamente conquistado. Após duas finalizações em sequência evitadas pelo heroico Franklin, Marcelo Toretta ficou com a sobra e encheu o pé esquerdo para estufar as redes. A igualdade conquistada pouco antes do intervalo fez a equipe verde voltar à quadra mais animada e confiante, jogando no ataque desde os primeiros minutos da etapa final. A tática não demorou a dar resultado: Camillinho avançou pela direita e lançou a bola para a área, onde Marcelo emendou um belo voleio, de sem pulo, para acertar o ângulo, fazendo a redonda pegar no travessão antes de entrar. Golaço para colocar sua equipe na frente no marcador.

A virada deixou a partida mais pegada, principalmente por parte do Fiorella, que passou a entrar forte nas divididas. Alheio a isso, o Jeremias seguiu sendo o dono das ações, chegando com perigo com chutes de média e longa distância. Em uma delas, Camillinho cobrou falta pelo meio e Franklin defendeu em dois tempos. Pouco depois foi a vez de Marcelo errar um cruzamento e fazer a bola ir direto para o gol, tentativa também evitada pelo arqueiro. Na sequência, Franklin foi mais exigido em arremate rasteiro de Roger, caindo no canto esquerdo para evitar novo revés. A oportunidade mais clara de gol, todavia, não foi evitada pelo guarda-metas, e sim, pela infelicidade de Roger, que ficou com a sobra de uma finalização de Tingão e, ao lado da trave, bateu para fora.

Foi a partir da segunda metade da etapa final que o Fiorella resolveu reagir e ir em busca do empate. Van Van iniciou a reação ao receber de Tigu na entrada da área, girar e concluir perto do canto esquerdo. Marcelo Toretta deu a resposta quando dominou pela ponta esquerda e, ao sair na cara do gol, chutou em cima do goleiro. Do outro lado, Robson soltou uma bomba da meia-direita, fazendo a bola passar perto da trave. Na sequência, Zé Roberto girou e bateu de fora da área, mas Gian foi no canto para defender. A chance mais clara foi de Serafim, o qual recebeu passe de Van Van pela esquerda e encheu o pé para acertar o poste. O camisa 11 também tentou por si mesmo, mas parou em nova intervenção do goleiro.

Sofrendo pressão, o Jeremias buscava uma oportunidade de matar o jogo, e Roger a teve aos 24 minutos. Ele resolveu arriscar de longe e acertou um chutaço na caixa, à direita de Franklin, que nada pôde fazer. O xará do Barcelona fechou sua boa vitória com mais um golaço, enquanto o Fiorella permaneceu na quarta posição – na qual ficaria mesmo se conquistasse os três pontos. A esquadra azul (em homenagem a Clebinho, seu jogador falecido recentemente) enfrentará o Arouca Jrs. pelas quartas de final do torneio, em um embate que tem tudo para ser bastante disputado e equilibrado.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Mulekes 15 x 1 Estudiantes de la Vila

MULEKES FAZ O QUE QUER COM ESTUDIANTES E É PRIMEIRO DO GRUPO


Estudaintes é rebaixado, enquanto time de Leco se aproveita de tropeços de Rabeloska e SNG para acabar primeira fase na ponta e ir direto paras quartas

Por Alex Araujo

O Mulekes foi se aproveitando dos vacilos de SNG e Rabeloska e, no último jogo da 1ª fase, conseguiu tomar a primeira colocação. A equipe passou o carro e não teve a menor piedade do Estudiantes, que já vivia por aparelhos: com uma goleada de 15 a 1, quase estouraram o espaço na súmula.

A equipe ficou quase o campeonato todo em terceiro e chegou nessa última rodada precisando que SNG ou Rabeloska perdessem, além de vencer seu jogo, se quisesse passar direto para as quartas. E, para sua sorte, ambos perderam e o Mulekes conseguiu ficar com a ponta da tabela. E o jogo foi um passeio. O placar não foi surpreendente para quem acompanhou a partida. A equipe veio com um futebol objetivo, fruto de uma troca rápida de passes e uma defesa que recuperava posse rapidamente. O Estudiantes, com poucos jogadores disponíveis e virtualmente rebaixados, nada pode fazer. Foi dominado do começo ao fim.

O Mulekes abriu o placar, e o gol saiu depois de um chute cruzado de Robinho pela direita, a bola ia pra fora, mas Leco apareceu para desviar e mandar pra dentro. Daí em diante o Mulekes marcava adiantado e quando tinha a posse, trocava passes buscando os espaços. O adversário ficava esperando um contra-ataque. O segundo gol saiu passados dez minutos de jogo: Vitinho trouxe pela esquerda e achou Leco na entrada da área para ele bater de primeira e ampliar.

Entretanto, logo em seguida, Rafael diminuiu para o Estudiantes: o camisa 7 conseguiu avançar sozinho até a linha de fundo, pela direita, e, sem ter para quem cruzar, arriscou o chute, praticamente sem ângulo e venceu o goleiro Diego. As redes voltaram a balançar só nos cinco minutos finais da etapa, com mais um de Leco, completando cruzamento de Pipo, e Vitinho acertando o canto esquerdo de Tucano com um chute rasteiro da entrada da área. 4 x1, placar singela em comparação com o que ainda estava por vir.

Foi no segundo tempo que os gols saíram sem parar. Com uma média de um a cada dois minutos praticamente, o primeiro saiu logo de cara: em ataque rápido, Armando e Xande tabelaram e o camisa 17 completou. E antes do relógio marcar cinco minutos, saíram mais dois gols: lateral cobrado nos pés de Armando, e o camisa 9 bateu de primeira pra fazer. Em seguida, Robinho recebeu bola pelo meio, na entrada da área, tirou da marcação e acertou o canto esquerdo de Tucano. Daí em diante o placar teve um pouco de sossego. O Mulekes valorizava a posse de bola, e o Estudiantes errava muitos passes, não conseguia armar jogadas, sem contar a afobação de um time que precisa fazer muitos gols para voltar a brigar no jogo, os jogadores tentavam resolver sozinhos com muita frequência, mas com a defesa bem armada e Diego correspondendo quando necessário, as investidas eram facilmente neutralizadas.

Os gols voltaram a acontecer faltando dez minutos para o fim, e num período de cinco minutos, foram quatro gols: Philip trouxe até a linha de fundo pelo flanco direito e cruzou no meio para o inspirado Leco somar mais na sua conta, que só foi fechada no lance seguinte, com saída de bola errada do Estudiantes. A sobra ficou com o camisa 11, que tirou do goleiro e tocou pra dentro. E, em dois lances pela esquerda, mais dois gols contabilizados: Armando veio trazendo e bateu cruzado para vencer o goleiro, e Philip recebeu bola área e completou. O Estudiantes ainda teve mais uma oportunidade de deixar outro golzinho, mas Miguel desperdiçou, sem goleiro, batendo por cima.

O jogo parecia terminado, mas nos minutos finais ainda teve tempo das redes balançarem mais duas vezes, com Pipo batendo cruzado, também pela esquerda, e Rafinha completando bola deixada por Leco após cruzamento. Com o resultado, o Mulekes vai ter uma semana a mais para se preparar para as quartas. O Estudiantes, com todas as dificuldades que enfrentou nessa temporada, irá se preparar para a Prata na próxima edição.
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