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Notícias de 17/05/2011

XI CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A

Elefantes Indomáveis 2 x 1 Arouca Jrs.

AROUQUINHA PERDE JOGO E CLASSIFICAÇÃO DIANTE DO JÁ REBAIXADO ELEFANTES INDOMÁVEIS


Lanterna termina o campeonato de forma honrada, mas não evita o rebaixamento. Quem fez feio foi Arouca Jrs., que precisava só vencer mas acabou perdendo

Por Luiz V. Andreassa

No primeiro jogo da tarde, Arouca Jrs. e Elefantes Indomáveis se enfrentaram encarando o duelo de perspectivas bem diferentes: o primeiro buscando os três pontos para terminar entre os seis classificados, o outro cumprindo tabela e buscando um término mais honrado depois de um campeonato complicado. No fim das contas, não deu a lógica: o lanterna venceu por 2 a 1 e conquistou a sua segunda vitória em nove jogos.

Desde o começo da partida, como era de se esperar, o Arouquinha partiu para cima em busca dos tão preciosos gols que o levariam para o mata-mata. A primeira chance veio em finalização de Nelsinho após limpar a marcação. Porém, Chacha não teve problemas para fazer a defesa em dois tempos. Depois foi a vez de Thiago Bossolani arrancar pela direita e mandar com perigo no lado de fora da rede.

Entretanto, apesar dessas chegadas ao ataque, o jogo era bastante travado e de poucas oportunidades. A equipe azul e amarela tinha a posse de bola e ia para frente, porém esbarrava na defesa fechada do Elefantes que, por sua vez, tentava alguns contra-ataques sem sucesso. Tanto que seu primeiro ataque de perigo demorou a chegar e veio pelos pés de Diego Lander. Ele recebeu pelo lado esquerdo e concluiu a gol, impedido apenas pela grande defesa de Gui Rodrigues, que se jogou bonito para evitar o pior.

O panorama foi mudando após esse lance e a equipe paquidérmica foi aos poucos se soltando em quadra, incomodando mais a zaga rival. Aos 15 minutos, porém, foi Thiago Bossolani quem apareceu de novo em bom chute do meio da quadra que foi direto no ângulo. Desta vez foi Chacha quem pulou e se destacou com a intervenção. Leozinho foi o próximo a assustar em cobrança de falta pelo meio que saiu por pouco. Só que a melhor chance da primeira etapa apareceu do outro lado da quadra: Douglas dominou ao lado da trave direita e, mesmo demorando para finalizar, mandou no ângulo no momento em que a marcação chegou para tirar. De novo Gui Rodrigues fez bela defesa. Ainda houve tempo para André Plec sair costurando pelo lado esquerdo e chutar, exigindo intervenção do arqueiro.

O apito do árbitro veio para encerrar a primeira etapa na qual o empenho dos jogadores na marcação foi inversamente proporcional à fraca inspiração dos homens de frente, o que se refletiu no placar sem graça. Mesmo assim, o Elefantes saiu mais esperançoso da quadra por ter, a partir dos 15 minutos, conseguido equilibrar as ações e mais para frente ter sido o time mais perigoso. Mas tenhamos calma. Para quem esperava um segundo tempo sonolento como o anterior, se surpreendeu totalmente, pelo menos nos primeiros 10 minutos. Logo de cara, Lucas Montesano fez lançamento primoroso para André Plec chegar livre na área para cabecear na saída do goleiro e anotar um belo tento. 1 x 0.

Em resposta, Thiago Bossolani – sempre ele – chegou pela direita e bateu de peito de pé. Chacha, porém, caiu e segurou a redonda sem maiores problemas. O jogo não parava e pouco depois Thomas arriscou de fora da área no ângulo e só não ampliou porque Gui Rodrigues foi buscar. Mas para manter o costume, Thiago B. apareceu outra vez, agora em chute forte de perna direita pelo meio, o qual foi para fora. O Arouca Jrs. Passou, então, a ficar em cima e dificultar a saída de bola do adversário. Todavia, também ficou mais vulnerável aos contra-ataques, e foi num deles que o segundo quase saiu: Diego Lander tabelou com Daniel Teske pelo lado direito e mandou com perigo, errando o alvo por pouco.

Logo depois o Elefantes Indomáveis sofreu o empate. Gallo recebeu passe pela direita e chutou rasteiro, Chacha espalmou para o outro lado e, adivinhem, Thiago Bossolani aproveitou o rebote para deixar tudo igual. Mas quase que a reação perdeu seu efeito quando Thomas, em cobrança de falta, rolou para Daniel Teske chegar batendo de primeira para boa intervenção do arqueiro. Como visto, só pelo fato dos times passarem a se preocupar mais em fazer gol do que em não tomar já fez com que os primeiros 10 minutos do segundo tempo fossem muito melhores do que tudo o que já havia passado. O Arouquinha continuava tentando, mantendo a posse de bola e tocando de um lado para o outro, envolvendo assim o adversário. Porém, na hora H, Thomas, Ítalo e Chacha conseguiam segurar a bronca.

Porém, como diz o ditado, tudo que é bom dura pouco. As coisas foram se assentando e as emoções diminuíram. A próxima chance de gol só veio aos 15 minutos, com Washington, que dominou na área, girou e mandou para o guarda-metas ficar com a bola e evitar a virada. Para piorar ao Arouca, Thomas fez ótimo lançamento para André Plec, que dominou bonito, girou e finalizou rasteiro, marcando outro belo gol. 2 x 1.

O Arouquinha tentou a reação com Nelsinho, que costurou pelo meio e bateu rasteiro na rede pelo lado de fora. Aos 24 minutos Chips dominou a bola no ataque e, sozinho, acabou torcendo o joelho, sendo obrigado a deixar o jogo sentindo muitas dores. Melhoras ao jogador.

Porém, um dos lances mais incríveis da partida ainda estava por vir: Douglas recebeu na entrada da área, limpou a marcação e finalizou. A redonda desviou em Masch e enganou Gui Rodrigues, que, mesmo caído, conseguiu fazer uma defesaça com o pé para evitar o terceiro revés de sua equipe. Mas não teve jeito: fim de jogo e merecidos 2 a 1 para o Elefantes, que se despede da Ouro com uma vitória. Do lado do Arouca Jrs., o lamento da chance perdida de assegurar uma vaga nas oitavas de final.

XI CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B

The Veras 4 x 0 Acidus

VERAS FAZ PLACAR NO FINAL E DEIXA ACIDUS NA PRATA


Partida foi as piores tecnicamente falando, mas ao fim o Veras “salvou” a tarde, anotou 4 gols em 7 minutos e passou para o mata-mata. Já o Acidus...

Por Luiz V. Andreassa

Acabou a dolorosa jornada do Acidus na atual temporada do Chuteira de Ouro. E acabou da pior forma possível: com apenas uma vitória em oito jogos, a tradicional equipe treinada por Lucas terminou na última posição e vai disputar a Prata semestre que vem. A tristeza limão contrastou com a alegria azul-grená do The Veras, que assegurou a sua classificação com uma goleada, culminando na quarta colocação do grupo.

Não dá para dizer que faltou raça, determinação e vontade de vencer. O que faltou mesmo foi futebol, organização e equilíbrio para vencer o (quase) sempre competitivo time verense, o qual dominou o embate quase que em sua totalidade. O primeiro lance de perigo prova isso: Jairo recebeu passe na cara do gol e só não foi às redes porque Urso saiu muito bem de sua meta para evitá-lo. A resposta, porém, veio 2 minutos depois numa bola que a zaga do Veras se confundiu toda para tirar e sobrou limpinha para Marcelo finalizar. Desta vez foi Benga quem teve de trabalhar e mandar para escanteio.

Apesar dessas chances, a partida mostrou-se bastante amarrada e com poucas emoções, contrastando com a movimentação e a vontade dos jogadores. Victor Petreche tentou quebrar esse ritmo ao dominar na entrada da área, puxar para o meio e bater, só que fraco e para fora. Um tempo depois, o camisa 17 apareceu de novo, agora fazendo tabela com João Cláudio pela esquerda e chegando em boas condições para abrir o placar, mas o arqueiro ácido mais uma vez saiu bem para dividir e tirar, gerando reclamação por parte dos adversários, que reivindicavam a penalidade.

Pelo lado do Acidus as coisas estavam difíceis, pois não havia criatividade e toque de bola o bastante para envolver a bem postada defesa adversária, fazendo o número de oportunidades ser quase nulo. Juba tentou mudar isso ao arriscar de longe, mas o goleiro defendeu em dois tempos.

Como não era ameaçado pelo rival, o Veras conseguia criar algumas esporádicas situações de gol. A mais acintosa delas veio em cruzamento rasteiro que atravessou a área e encontrou João Cláudio livre, mas ele fez feio e não conseguiu concluir, causando a revolta dos jogadores do SPQSF, que, da arquibancada, secavam a esquadra verde-limão para manter as esperanças de permanência na Ouro.

Aos 20 minutos foi a vez de Nico assustar ao bater de primeira da entrada da área, errando o alvo por muito pouco. Para aumentar a emoção, Petreche fez bela jogada em contra-ataque pelo meio, deu uma caneta no marcador e finalizou de direita direto no travessão. Pena que a redonda não entrou, porque esse seria um verdadeiro golaço. E mesmo enfrentando as suas dificuldades, o Acidus conseguiu responder na mesma moeda em cobrança de escanteio no segundo pau que Juba cabeceou também no travessão.

Mas a primeira etapa acabou mesmo no 0 a 0, apesar do Veras merecer a vantagem por ter produzido mais e ter sido mais perigoso. E o segundo tempo começou com os ataques prometendo mais inspiração. Logo no começo Cucio recebeu passe pelo lado direito e chegou chutando com perigo por cima. Na sequência, no outro lado da quadra, o juiz marcou falta de Flama em Marcelo no bico da grande área. Na cobrança, Peruca rolou para o outro lado e Juba chegou mandando de primeira uma bomba potente, a qual explodiu mais uma vez no travessão. Mas esses momentos não foram um aperitivo para o que estava por vir, como muitos acharam. Na verdade, por um bom tempo, foi o prato principal.

Foi só aos 11 minutos que veio o próximo lance de perigo. João Cláudio dominou na entrada da área de costas para o gol, girou, finalizou e perdeu grande chance ao mandar para fora. O comandante das melhores ações verenses, Victor Petreche, passou para Flama na direita concluir de primeira para boa intervenção de Ulisses, que havia, como de costume, entrado no lugar de Urso durante o intervalo. A falta de inspiração, porém, continuava fazendo o Acidus apenas correr atrás da bola. O camisa 10 Marcelo ainda tentou resolver, mas numa das poucas chances que teve para arriscar um chute, Benga apareceu bem ao cair e ficar com a pelota. O dono do jogo era realmente o Veras, que teve outra oportunidade nos pés de João Cláudio em jogada parecida com a anterior na qual ele errou, só que desta vez a bola foi bem direcionada e parou apenas na defesa do goleiro.

Tudo que havia acontecido até esse momento em quadra era apenas um prelúdio do curto porém melancólico calvário do Acidus. Melancólico porque foi um dos fatores do seu rebaixamento, e curto porque foram 7 fulminantes minutos nos quais o adversário não perdoou e fez tudo o que não havia feito antes: gols, muitos gols. O primeiro foi de Victor Petreche e, se João Claúdio não estava numa boa tarde para marcar, ele resolveu aparecer dando uma ótima assistência para o camisa 17, após se livrar na raça da marcação pelo lado direito e passar para o companheiro livre no segundo pau apenas completar para as redes.

Como não podia deixar de ser, a torcida do SPQSF explodiu na arquibancada. A esquadra verde-limão partiu desesperadamente em busca do empate e cedeu espaços preciosos para os atacantes rivais. Em contra-ataque, Moura saiu na cara do gol e só não ampliou porque Ulisses fez boa defesa.

Todavia, não demorou muito para o camisa 18 se redimir: ele recebeu bom passe de Pedro pelo lado direito e, sem pestanejar, mandou no cantinho, sem chances para o guarda-metas. Já aos 23 minutos, Nico finalizou com desvio, Ulisses se esticou todo para defender e, no rebote, Cucio chegou fuzilando. Ainda houve tempo para Victor Petreche aprontar mais uma das suas, outra vez em assistência de João Cláudio. O atacante aproveitou um erro na saída de bola da zaga rival e rolou para o nome do jogo dar números finais à partida.

O apito do árbitro ratificou a bela e merecida goleada da equipe que foi melhor durante quase todo o tempo – algumas vezes nem tão melhor assim, até porque o duelo não foi dos mais qualificados. A quarta e, por que não, surpreendente posição do The Veras na tabela o faz enfrentar o Fiorella Brasil nas oitavas de final e o goleiro Benga fez questão de dedicar a goleada a um tal de Lucas, ex-Perus, o qual havia comentado no site que o time verense é fraco. Ao Acidus restou torcer contra o SPQSF na partida contra o Fora de Série na sequência, mas a vitória do time de Jaja jogou a esquadra de Lucas (o original) para a penúltima colocação. E é assim que chegamos ao final nada feliz da novela do Acidus nessa edição da Ouro. Semestre que vem, o Acidus é prata.

XI CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A

SNG 8 x 4 Estudiantes de la Vila

SNG BATE ESTUDIANTES E FICA EM SEGUNDO


Depois de estar perdendo por 2 a 0, time consegue virar com três de Renê, acaba em segundo e já está nas quartas de final da Ouro

Por Gustavo Vasconcellos

O SNG entrou em quadra buscando a vice-liderança do grupo para que não precisasse entrar em quadra nas oitavas de finais. Já o Estudiantes ainda tentava uma vaga entre os seis primeiros que avançam para os mata-matas. No primeiro tempo, era o Estudiantes quem conseguia cumprir seu objetivo, fazendo 2 a 0 até o intervalo, mas, em um segundo tempo muito bom, o time preto e laranja do SNG, capitaneado por Biro, conseguiu uma virada sensacional e fechou o jogo com um 8 a 4 no placar que eliminou o time de Julinho.

Desde o apito inicial, o SNG, como era de se esperar, tentou controlar o jogo. Com 3 minutos, o time já havia finalizado três vezes contra a meta de Tucano. Primeiro Rafael Brozinga ficou livre e arriscou o chute, mas o camisa 1 do Estudiantes defendeu. Depois, Abelha teve duas oportunidades de chute. Uma ele mandou para fora e a outra parou nas mãos de Tucano. O Estudiantes não se desesperou com a pressão e, com a ajuda da zaga do SNG, conseguiu abrir o placar antes dos cinco minutos. A zaga errou na saída de bola, que sobrou para Gilson, na entrada da área, só tocar no canto esquerdo.

Com o gol, o SNG teve uma queda de rendimento e viu o Estudiantes equilibrar a partida, criando chances e marcando pressão a saída de bola. Os dois chegavam, mas nenhum deles conseguia marcar. Caio e Alê Bianco arriscaram pelo Estudiantes. Sem sucesso. Renê e Abelha também tentaram marcar pelo SNG, mas em vão. A partir dos 12 minutos, o SNG viu suas chances diminuírem por conta da boa marcação do Estudiantes, que não deixava espaços. Assim, só o Estudiantes chegava e de tanto atacar conseguiu marcar o segundo. Com 16 minutos rodados, Gilson arrematou de fora da área, a bola desviou e sobrou para Punha, que se esticou para marcar.

Os dois gols de desvantagem fizeram o SNG acordar. Ainda no final do primeiro tempo, Renê teve boa chance após passe de Léo. O camisa 11 tentou de letra, mas acabou mandando para fora. Na volta do intervalo, o SNG parecia outro time, muito mais aguerrido e determinado. Após perderem boas chances com Alê Bianco e Rafael Brozinga, o SNG conseguiu marcar dois gols e empatou aos 5 minutos da segunda etapa. Primeiro, aos 3 minutos, depois de dividida, a bola ficou limpa no meio para Biro chutar para o chão e marcar o primeiro do SNG. No minuto seguinte, Tejeda carregou a bola da direita para o meio e bateu forte de esquerda no contrapé do goleiro e empatou o jogo.

Porém, quando já buscava a virada, o SNG tomou um banho de água fria. Um minuto depois do empate, o Estudiantes voltou a marcar. Abreu recebeu no meio e bateu firme no canto esquerdo, colocando seu time à frente no placar novamente.

De novo com a vantagem, o Estudiantes recuou e com uma boa marcação evitava grandes chances do SNG. Mas o time preto e laranja não desistiu e correu atrás. Em menos de três minutos, o SNG empatou, virou e ainda ampliou a vantagem. Aos 10 minutos, Renê achou Alemão no meio da área, que se esticou todo para alcançar a bola e desviar para as redes. No minuto seguinte, Rafael Brozinga recebeu na direita e bateu cruzado rasteiro para virar. Mais um minuto e o SNG voltou a marcar. Após chute de fora de Renê, Tucano desviou para escanteio. Em cobrança curta, Felipe Augusto ficou com a bola e passou para Renê no meio da área completar para o gol livre.

Com a virada, o SNG ficou mais tranquilo e voltou a marcar aos 16 minutos. Renê recebeu ainda no campo defensivo, avançou levando para esquerda e bateu cruzado rasteiro para fazer o segundo dele na partida. E com 21 minutos, Renê voltou a marcar. Tejeda passou para o camisa 11 na esquerda e ele chegou batendo, de novo rasteiro cruzado.

Já abatido com o placar de 7 x 3, o time do Estudiantes tentava pressionar, mas sofria com os contra-ataques. E aos 23 minutos voltou a ser vazado. Fabinho Candusso tabelou com Rafael Brozinga e bateu bonito, mas acertou a trave. Na sequência, Abelha apareceu dentro da área e só escorou para marcar o oitavo. Ainda no final, o Estudiantes voltou a marcar com Alê Bianco, mas nada que mudasse a história final do jogo.

Com a goleada, o SNG chegou aos 18 pontos e assumiu o segundo lugar, graças ao tropeço do Med Taubaté contra o Fiorella. Assim, o time não precisa jogar as oitavas de finais e já está nas quartas, esperando a definição de seu adversário, que sai do jogo entre Real Paulista e Arouca. Já o Estudiantes continuou com seus 10 pontos, insuficientes para classificação e está eliminado do torneio.

XI CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B

SPQSF 3 x 1 Fora de Série

SQSF SURPREENDE FORA DE SÉRIE E PERMANECE NA OURO


Na base da raça, time de Jaja aproveitou as chances criadas e se defendeu com consciência. Resultado: SPQSF mantém-se na Ouro e Fora de Série é eliminado da atual competição

Por Luiz V. Andreassa

Foi sofrido, difícil, na raça, mas o SPQSF conseguiu uma proeza que poucos imaginavam: saiu da zona de rebaixamento ao conquistar a primeira vitória no campeonato e justo na última rodada. O triunfo foi sobre o Fora de Série, segundo colocado da temporada passada, que desta vez ficará de fora da fase final porque, na última partida do dia, o Fúria empatou com o Bacana e conquistou o ponto que precisava para ganhar a disputa com os azuis pela última vaga.

É de se surpreender também o futebol aplicado e eficiente praticado pela equipe laranja e preta durante o jogo inteiro. Com uma defesa fechada e um ataque fatal, não foi dada nenhuma chance para o adversário. A salvação começou logo aos 2 minutos, quando Jaja recebeu passe na área pela esquerda e completou para as redes, abrindo o placar.

A partida se mostrava favorável ao SPQSF, que tentava marcar o segundo. Porém, não demorou muito para vir o susto: lance livre direto marcado a favor do Fora. Cachaça pegou a bola, se preparou, correu e bateu forte, mas sem uma direção muito definida, facilitando a defesa de Serafim. E foi no contra-ataque deste mesmo lance que o medo se transformou em alegria para o Que se Foda. Mais uma vez ela veio pelos pés de Jaja. O camisa 9 estava no l ugar certo na hora certa, ao lado da trave, para desviar chute cruzado vindo da esquerda e matar as chances do goleiro Rafael.

Só que nem houve tempo para comemoração, pois Cachaça logo fez questão de se redimir da chance perdida. Em confusão na área ele viu a bola pingando e aproveitou para chutar para cima, e a redonda morreu no ângulo, diminuindo a desvantagem no melhor e mais movimentado momento do embate. Pouco depois, Rafael Rezende cobrou falta pelo lado direito e mandou raspando no travessão. A resposta veio em cruzamento que encontraria um atacante laranja livre para ampliar, o qual Rafael conseguiu afastar por pouco.

Aos poucos as coisas foram se assentando e, apesar da vontade dos jogadores, as oportunidades diminuíram. Já aos 14 minutos foi Di Dicredo quem quase fez o terceiro de sua equipe ao mandar uma paulada de peito de pé de fora da área que tirou tinta da trave. O Fora de Série mostrou que estava acordado e Cachaça chegou perto de empatar em chute cruzado pela direita que passou pelo bolo de marcadores e só foi evitado pala grande defesa de Serafim. Na sequência, o atacante teve outra oportunidade ao receber cruzamento de Argentino, mas após dominar ele não conseguiu concluir a gol.

Num jogo tenso como esse, no qual as duas equipes queriam demais a vitória, estar na vantagem é sempre bom também pelo lado psicológico. Com o passar do tempo, os jogadores do Fora iam ficando mais ansiosos, buscando o gol com mais afobação. Como a zaga rival era muito eficiente, restaram as tentativas de longa distância, que tão pouco foram o bastante para chegar à igualdade. Pior que isso foi tomar o terceiro antes do fim do primeiro tempo. Rick arrancou em contra-ataque pelo lado direito, correu mais que todo mundo e saiu na cara do gol, chutando no alto da meta na saída do goleiro para ampliar.

Na segunda etapa, a qualidade da defesa do SPQSF foi a responsável pelo número muito pequeno de chances de gol. Até porque para eles o placar estava perfeito, tirando-os do rebaixamento. Assim, foi armado um ferrolho quase intransponível à frente de Serafim. O adversário tentou furar a barreira em cobrança de falta que Rafael Rezende mandou no meio do gol e o arqueiro espalmou. A próxima descida mais perigosa ao ataque só veio aos 8 minutos, quando Rodolfo chegou pelo lado direito e bateu por cima. Rezende ainda tentou outra ao dominar a redonda fora da área, girar e bater. Nova defesa do guarda-metas rival, que na sequência viu Jaja arrancar em contra-ataque no outro lado da quadra e finalizar uma bola que teve o mesmo destino da anterior.

Um dos chutes mais perigosos foi de Du Formiga, aproveitando a pelota rolada e mandou de primeira pertinho do ângulo. E quando finalmente a área laranja foi invadida, Cachaça, que na raça havia passado no meio dos defensores, parou mais uma vez em intervenção precisa do guarda-metas. O SPQSF, por sua vez, ficava todo atrás e durante quase todo o tempo apenas Jaja se colocava no campo adversário. Porém, Fernandão aproveitou um dos poucos contragolpes eficientes para sair livre na cara do gol. Ele, então, tentou driblar Rafael, que foi muito bem ao não cair no truque, fechar o ângulo e depois se jogar para fazer uma defesa salvadora e providencial.

O tempo foi passando e com ele o desespero da esquadra azul, que via cada vez mais o risco da desclassificação crescer, ainda mais porque passar pelo muro rival na frente da área parecia quase impossível. A aplicação defensiva era tanta que até Jaja voltou para marcar e, ao tentar rasgar uma bola pela direita, acabou acertando a canela do adversário com muita força e tomou o cartão amarelo. No entanto, as coisas não ficaram mais fáceis para o Fora de Série, que conseguiu pressionar em um lance de dois chutes seguidos de Renan e Rodolfo que Serafim conseguiu evitar. Ele fez o mesmo em cobrança de falta de Renan e ainda contou com a sorte ao ver Cachaça desperdiçar o rebote chutando para fora.

O último suspiro da esquadra azul foi em finalização de Rafael Rezende, que recebeu passe para trás e mandou de primeira com desvio e muito perigo perto da meta. E fim de jogo! Muita comemoração dos jogadores do SPQSF após a vitória heróica. Quando o time precisou, Jaja e Serafim apareceram sendo decisivos, contando também com a aula de defesa dada pela sua zaga e com a aplicação de todos na marcação, o que deixa uma sensação de que, se tivessem feito o mesmo no resto do campeonato, talvez não fosse preciso tanto sofrimento. E o Fora de Série, por sua vez, ainda torceu contra o Fúria na última partida do sábado, mas o empate do time vermelho e branco tirou os atuais vice-campeões da fase final, restando pensar agora só na próxima temporada.

XI CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B

Arouca 3 x 1 Só Resenha

AROUCA BATE SÓ RESENHA EM JOGO QUE SÓ VALIA PELA RIVALIDADE


Já garantidos em 2º e 3º na tabela, jogo foi bonito de se ver. Com toque de bola envolvente, a esquadra tricolor dominou a maior parte do tempo e fez sua melhor apresentação no ano

Por Luiz V. Andreassa

O duelo entre o segundo e o terceiro colocados do Grupo B era o que mais prometia na rodada. Não em questão de emoção, até porque qualquer que fosse o resultado não mudaria nada a posição dos times na tabela, mas sim tecnicamente, por se tratarem de duas das melhores equipes da Série Ouro. Entretanto, para quem esperava um embate extremamente equilibrado, com chances dos dois lados, não viu exatamente isso em quadra.

Apesar do Resenha correr atrás do resultado até o final, o Arouca fez uma das suas melhores – senão a melhor – partida nesta temporada. O time de Dhani e Cia. não conseguiu impor o ritmo veloz e seu toque de bola envolvente diante do rival. O que se viu foi uma posse de bola predominantemente da esquadra branca na maior parte do tempo. Caio Martins foi o primeiro a chutar a gol ao puxar para a direita e mandar cruzado para defesa em dois tempos de Dalonso.

A resposta veio com Brunão, que roubou a bola pelo meio e bateu forte com muito perigo, perto da trave. Porém, foi o adversário quem abriu o placar aos 7 minutos: Marquinhos Bohn arriscou de longe no ângulo e o goleiro espalmou nos pés de Felipe Mota, que não perdoou. Na sequência, quase saiu o segundo em bola levantada na área em cobrança de escanteio que Markinhos pulou para acertá-la com o peito do pé, mandando por cima.

A primeira chegada do Resenha foi do seu camisa 10, Dhani, que dominou pelo meio e chutou bonito para fora, errando por muito pouco. Ao invés de empatar, o time tricolor viu o rival ampliar. Caio Martins alcançou e, mesmo caindo, conseguiu finalizar de perna esquerda buscando o ângulo. A bola acertou a trave, bateu nas costas de Dalonso e entrou. Aos 15 minutos o terceiro só não foi feito porque o arqueiro fez grande defesa em uma bomba que Renanzinho mandou após aproveitar uma saída errada da zaga rival.

Temendo um novo revés, a equipe resenheira foi para cima no final da primeira etapa e conseguiu exercer certa pressão, usando e abusando das finalizações de fora da área. O primeiro a tentar foi Brunão, que recebeu na lateral direita e mandou de primeira. Bem colocado, Mauricio não teve dificuldades para defender. Pouco depois, Batata ganhou da marcação pelo mesmo lado e mandou um petardo que explodiu na trave. A insistência foi recompensada quando Brunão mais uma vez resolveu arriscar e acertou o cantinho do gol, sem chances de defesa para o goleiro. Apesar disso, o dono do primeiro tempo foi mesmo o Arouca, que poderia ter ido para o intervalo com uma vantagem maior.

O panorama mudou um pouco na segunda etapa, até porque os times voltaram mais preocupados com a parte defensiva. Mesmo assim, Markinhos arrancou pelo meio, invadiu a área e quase foi às redes com um chute rasteiro que Dalonso tirou com o pé. As chegadas ao ataque diminuíram e a próxima só apareceu aos 9 minutos, e sem grandes novidades: mais uma defesaça do arqueiro do Só Resenha. E esta foi ainda mais difícil de ser executada, porque o tiro de Marquinhos Bohn ainda desviou no meio do caminho e quase enganou o goleiro. O Arouca se animou e Orley fez grande jogada dentro da área ao deixar o marcador no chão e finalizar. Melhor nem contar quem salvou o Resenha para a matéria não ficar ainda mais repetitiva.

O time verde teve mais problemas quando Cris Nicolas fez falta dura e, como já tinha tomado cartão amarelo, levou o azul e foi embora mais cedo. O adversário tentou se aproveitar do tempo com um jogador a mais e Felipe Mota aproveitou a bola pingando para mandar de peito de pé no ângulo. Dalonso, como sempre, defendeu. Mas quem achava que Dalonso seria um barreira intransponível até o fim do jogo se enganou, até porque ele não pode fazer milagres e salvar o seu time todas as vezes. Renanzinho arrancou pela esquerda, rolou para o meio e, da entrada da área, Marquinhos Bohn encheu o pé de primeira para mandar uma bomba indefensável no cantinho. Depois da assistência, o camisa 21 quase fez o quarto da sua equipe ao receber pela esquerda após tabela com um companheiro e chutar com muito perigo por cima.

Nesse momento da partida o Arouca jogava tão bem que teve gente na arquibancada comparando o time com o Barcelona, tamanha era a qualidade dos passes e o domínio da posse de bola. Mas, a exemplo do que fez no primeiro tempo, o Só Resenha tentou reagir nos minutos finais e equilibrou as ações. Brunão, de novo, chegou bem ao ataque e exigiu grande defesa de Mauricio. Pouco depois, Dhani arriscou de fora da área e no meio do caminho Batata conseguiu desviar a bola, mas perdeu a chance ao fazê-lo na direção errada, para fora do gol. Depois ele tentou mandar do meio da quadra, mas o goleiro foi no alto para afastar o perigo.

O ótimo jogo acabou mesmo com a mais que merecida vitória do Arouca por 3 x 1, o qual mostrou um futebol bonito e altamente competitivo, dominando o adversário em boa parte do tempo. O Só Resenha não conseguiu encaixar o seu jogo como vinha fazendo nas últimas rodadas e sentiu a falta de Darian, mas nada disso impede que o time chegue forte à fase final, sendo que não joga as oitavas por ter se classificado na segunda colocação.

XI CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A

Bufalos 4 x 2 Real Paulista

BUFALOS MOSTRA FORÇA E VENCE REAL


Já garantidos com derrotas de Arouca Jrs. e Estudiantes, Real e Bufalos fizeram um jogo bem movimentado, mas tranquilo, em que o Bufalos se saiu melhor, terminou em 4º colocado e agora enfrenta Roleta Russa nos mata-matas. Real termina em 6º e pega o forte Arouca

Por Gustavo Vasconcellos

Antes de a bola rolar, a confirmação de que ambos os times já estavam classificados para as oitavas de finais diminuiu a tensão que o jogo poderia ter. Com a derrota do Arouca Jrs. e do Estudiantes, o jogo só serviria para definir a colocação de cada time entre os seis primeiros. Mesmo assim, o jogo foi bem movimentado e acabou com a vitória do Bufalos por 4 a 2.

O jogo começou calmo, em clima amistoso, parecendo até mesmo que os times estavam desinteressados com a partida. Mas com o passar do primeiro tempo o jogo foi ganhando emoção e as chances começaram a aparecer. Pelo Real, Pedrinho e Ronan tiveram chances cara a cara com o goleiro, mas desperdiçaram. Marcio Mariano e Marquinhos arriscaram de fora, obrigando o goleiro a trabalhar novamente.

Já pelo Bufalos Kaká recebeu marcado, girou e bateu com perigo à meta do goleiro Alemão. Nas oportunidades seguinte que teve, o Bufalos foi preciso e conseguiu abrir dois gols de vantagem. Aos 11 minutos, Dinho recebeu no meio e bateu forte. A bola desviou no meio do caminho e enganou o goleiro. Menos de um minuto depois, em contra-ataque, Dinho achou Diogo Mariano livre. O camisa 2 só escorou para as redes, marcando o segundo.

Porém, o Real respondeu na mesma moeda e aos 15 minutos já havia empatado. Primeiro, em jogada na direita, Panela acertou belo chute cruzado no alto e marcou um bonito gol. Depois, Pedrinho recebeu na entrada da área, fintou somente com o corpo e bateu de bico rasteiro no canto direito. Antes do segundo gol, Rudy ainda arriscou chute que saiu rente à trave.

O jogo seguiu movimentado, com diversas chances para ambos os times. Dinho arriscou duas vezes para fora antes de marcar o terceiro do Bufalos aos 18 minutos. O camisa 10 recebeu bola na direita, levou para a lateral e bateu cruzado, colocando seu time de novo em vantagem. Dinho aparecia muito bem na partida, mas desperdiçava algumas boas chances. Primeiro, ele ficou sozinho com o goleiro e tentou toque por baixo. Alemão apareceu bem e conseguiu desviar para escanteio. Depois, fintou um, levou para o meio e bateu. A bola explodiu no travessão.

Ainda no final do primeiro tempo, os dois times criaram mais uma chance cada. Casali bateu no canto para boa defesa de Alemão, enquanto Tuca, camisa 10 do Real, acertou a trave em chute da linha de fundo.

Depois de um primeiro tempo tão agitado, o segundo tempo foi mais tranquilo. Atrás no placar, o Real era quem corria e tentava criar as melhores chances. O Bufalos recuou, esperando ampliar a vantagem em contra-ataques, mas acabou sofrendo pressão. No entanto, a boa marcação não deixou com que o Real chegasse com tanto perigo ao gol de Otaguro.

Tuca, Xexé, Panela, Cadu e Rudy foram os jogadores que chegaram mais perto de empatar o jogo, mas nenhum deles obteve êxito em suas tentativas. O time do Bufalos também chegou algumas vezes, com Dinho, Kaká e Casali, mas eles também não marcaram.

Somente aos 19 minutos da segunda etapa o placar voltou a ser modificado. E foi para ampliar a vantagem do Bufalos. Dinho fez jogada na direita e cruzou para Kaká. O camisa 13 se atirou em direção à bola e desviou para as redes. O Real ainda tentou diminuir, mas o melhor que conseguiu foi um belo chute de Tuca que acertou a trave. Fim de jogo e o goleiro Alemão saiu de quadra reclamando de seu time pela derrota sofrida.

O Bufalos, com os três pontos da vitória, conseguiu subir uma posição na tabela e terminou a fase de grupos em quarto, com 15 pontos. Agora pega o Roleta Russa, quinto colocado do Grupo B. Já o Real Paulista continuou com seus 12 pontos, em sexto, e enfrenta o Arouca, terceiro no Grupo B.

XI CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO A

Fiorella Brasil 2 x 2 Med Taubaté

FIORELLA VACILA E FICA NO EMPATE COM MED TAUBATÉ


Rogerinho marca no fim e os dois times se classificam; Fiorella encontra The Veras enquanto Med Taubaté mede forças com Fúria nas oitavas de final

Por Gustavo Vasconcellos

Em jogo disputado que confrontava segundo e quarto colocados, o time do Med Taubaté lutou até o fim e conseguiu o empate nos minutos finais contra o Fiorella. Resultado, porém, foi insuficiente para manter o time na segunda colocação, posição que colocaria o time alvirrubro direto nas quartas de finais.

Com o apito inicial, a disputa entre dois bons times, tecnicamente falando, começou com um jogo brigado, com muitas divididas. Não demorou muito e o placar foi alterado. Jogando um pouco melhor, o Fiorella, aproveitando-se de seu goleiro improvisado João Barbosa, que fazia uma espécie de goleiro-linha, conseguiu marcar o primeiro aos 3 minutos do primeiro tempo. João chutou forte da zaga e o goleiro Irineu rebateu para o meio da área. Van Van aproveitou o vacilo do goleiro e só empurrou a bola para o canto esquerdo.

O Fiorella continuou melhor e teve boa chance de ampliar no minuto seguinte. Em jogada lateral de Edson Claro, cruzamento na área e cabeçada de Cleber Araujo. A bola ia entrando, quando a zaga do Med conseguiu afastar quase em cima da linha. Os doutores não se abalaram com a pressão e, em lance de falta, empatou o jogo antes dos 8 minutos. Frontal, perto da linha da área, Aníbal achou uma brecha no meio da barreira e bateu no canto direito, sem dar chances para o goleiro improvisado do Fiorella.

Depois do empate, o Med equilibrou o jogo e passou a frequentar com perigo o campo adversário, assim como fazia também o Fiorella. Aníbal teve nova chance em falta, mas dessa vez o goleiro conseguiu desviar para escanteio. Também em falta, o improvisado João Barbosa chutou forte e obrigou Irineu a fazer boa defesa. Francisco Ferreira arriscou de fora e obrigou Irineu a trabalhar novamente.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Fiorella voltou a ser melhor e pressionou o Med. E nessa pressão conseguiu voltar a ficar à frente no placar novamente. Aos 20 minutos, João Barbosa bateu nova falta e Irineu se viu obrigado a desviar para escanteio. Na cobrança do mesmo, Cleber Araújo se antecipou à zaga e, no segundo pau, desviou de cabeça no canto esquerdo.

Na volta do intervalo, o Fiorella tentou pressionar logo de cara e quase marcou com menos de um minuto. Em contra-ataque, Tiago Silva ficou com a bola e bateu. Irineu foi obrigado a fazer boa defesa. Ainda antes de o primeiro minuto ser completado, Irineu precisou impedir chute de Edson Claro, que apareceu livre na área.

Depois de quase marcar no começo da segunda etapa, o Fiorella só assistiu ao Med atacar durante boa parte do tempo. Pedro Henrique, de fora da área, Bruninho, travado na hora do chute, e Aníbal, duas vezes, pararam no goleiro Fonseca, que entrou no intervalo da partida.

O Fiorella quase não aparecia no ataque, mas quando aparecia era com perigo. João Barbosa, em cobrança de falta, Cleber Araujo e Cícero Junior, em chutes cruzados, mostraram que o Fiorella não iria só se defender. No final do jogo, após segurar a vantagem durante 23 minutos, o Fiorella acabou sofrendo o empate. Rogerinho brigou com a zaga do Fiorella e conseguiu ficar com a bola. O camisa 7 teve tranquilidade e bateu firme no canto esquerdo.

O Med ainda chegou mais algumas vezes, a principal delas com Bruninho, mas ele mandou por cima do gol. Para felicidade dos jogadores do SNG, que estavam na torcida pelo Fiorella, o Med acabou somando apenas mais um ponto e chegou aos 17 pontos em 9 partidas. Os doutores ficaram em terceiro e encaram o Fúria nas oitavas, enquanto o Fiorella caiu uma posição, terminou a fase de grupos em quinto e disputará uma vaga nas quartas contra o The Veras.

XI CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B

Fúria 2 x 2 Bacana

FÚRIA ARRANCA EMPATE COM BACANA E FECHA G-6 DO GRUPO B


Thiago Motta, sempre ele, volta de suspensão, faz dois e põe seu time no mata-mata

Por Luiz V. Andreassa

No futebol profissional alguns craques são condenados pela imprensa e pela torcida por não brilharem em momentos decisivos. Mas no Chuteira de Ouro as coisas foram bem diferentes nessa última rodada. Primeiro, Jaja fez dois contra o Fora de Série e salvou o Se Perder Que Se Foda, deixando o Fúria a um ponto da classificação. Foi então a vez do craque vermelho e branco brilhar e, com dois gols – um deles um golaço – botar a sua equipe nas finais. O líder Bacana foi um páreo duríssimo, mesmo desfalcado de alguns dos seus principais jogadores, como Yanes e Rômulo, mas acabou cedendo o empate aos 18 minutos da etapa final. Porém, isso não impediu a manutenção da liderança e a vaga garantida nas quartas.

A partida começou com intensa movimentação dos jogadores em toda a quadra. Porém, isso não se refletiu em chances de gol, sendo que a primeiro lance que deu algum trabalho para um goleiro demorou para chegar e veio em chute de Iuri, o qual foi bem encaixado por Pedro. O próximo só veio aos 8 minutos, quando Fagner bateu colocado buscando o ângulo e Kiko apareceu para intervir.

Lele respondeu ao fazer boa jogada na entrada da área, enganando a marcação e batendo de esquerda para mais uma defesa. O Bacana passou a dominar a maior parte das ações e chegou na sequência quando o mesmo Lele rolou para Vitinho chegar chutando por cima. E o camisa 11 estava mesmo a fim de jogo, tanto que não demorou muito para ele receber na área com espaço para girar e finalizar no alto da meta, desta vez exigindo uma grande intervenção de Pedro.

Mas apesar disso, foi o Fúria que abriu o placar. Thiago Motta entrou ligado, botando o seu time para frente com jogadas rápidas e perigosas. Numa deles, o camisa 7 dominou pela esquerda, tocou para Fagner, recebeu na frente e mandou um belo chute de direita no ângulo esquerdo do guarda-metas. Mais um golaço com a sua assinatura nesta edição do Chuteira de Ouro. O tento inspirou também os seus companheiros, e Adriano Motta e Fágner também cresceram de produção e foram os responsáveis, junto com Thiago, por uma visível melhora do Fúria na partida. Aos 19 minutos, Fábio Caruso arriscou do meio da quadra e por pouco não ampliou a vantagem. Depois foi a vez de Diego tentar ao chegar pelo lado direito e mandar na rede pelo lado de fora.

Nos últimos minutos da primeira etapa a esquadra dourada voltou a acordar e ao ataque. Lele perdeu grande chance ao receber cruzamento livre no segundo pau e errar no domínio da bola. Em cobrança de escanteio, Gustavo Izique chutou de primeira no alto por cima mas com muito perigo. Não houve tempo para mais lances importantes e assim acabou o primeiro tempo. E se nele não houve tantas emoções e o jogo foi um pouco mais amarrado, as coisas começaram bem diferentes na segunda etapa. Gustavo Izique não perdeu tempo e logo que viu um espaço já finalizou de longe, obrigando Pedro a mandar para escanteio.

Aos 3 minutos, a insistência do Bacana foi recompensada com grande estilo. Em cobrança de lateral a bola encontrou Demehur pelo meio e, antes que ela caísse, o camisa 10 girou um sem pulo e acertou uma bomba indefensável no cantinho para empatar com outro golaço. O jogo esquentou de vez quando Sucão e Thiago Motta levaram cartão amarelo em sequência por darem carrinho, o que, segundo as regras do futebol society, deve ser punido com cartão. A torcida do Fúria, porém, não quis saber disso e mandou ver nos xingamentos ao árbitro.

Porém, o Bacana não aproveitou o pouco tempo em que teve dois homens a mais em quadra e, após voltar, Thiago Motta chutou quase da linha de fundo e, mesmo sem ângulo, obrigou o goleiro a mandar para escanteio. Pouco depois ele apareceu mais uma vez ao chegar pelo meio e bater para nova intervenção. Demehur respondeu com um petardo de esquerda de fora da área que passou perto do ângulo. Ele não desistiu e tentou de novo arriscando de longe. Pedro espalmou e na sequência Lele e Gustavo Izique aproveitaram rebotes, ambos defendidos pelo arqueiro furioso.

A pressão do líder seguiu em jogada de Vitinho, que chegou pela direita, limpou a marcação e bateu rasteiro, sendo impedido mais uma vez por Pedro, o qual mandou a pelota para escanteio. Mas aos 17 minutos não teve jeito e Demehur foi o responsável por ameaçar a classificação do rival. Ele dominou pelo meio, girou e concluiu com muita qualidade no cantinho, anotando mais um bonito tento. Só que nem houve tempo para comemoração, pois o Fúria foi rápido na resposta, empatando com seu principal jogador, Thiago Motta. O camisa 7 aproveitou rebote de uma ótima defesa do guarda-metas em chute de André e não perdoou: 2 a 2.

Mesmo com a segurança assegurada, o Bacana não desistiu da vitória e foi para cima. Gustavo Izique arriscou do meio da quadra, a bola foi desviada no meio do caminho e passou muito perto do travessão. Mas esse ímpeto final abriu espaços na defesa dourada, o que possibilitou ao Fúria algumas chances para decidir de vez a classificação. Primeiro, Sucão tentou em falta bem cobrada no alto da meta, perigo que foi conjurado pelo goleiro. Antes do apito final, Adriano Motta bateu rasteiro e obrigou Kiko a defender com o pé. O placar permaneceu então na igualdade, dando um pontinho sem importância para o desfalcado Bacana e decisivo para a esquadra alvirrubra continuar viva na competição. Resultado justo, apesar do maior número de chances do líder, em um jogo emocionante e com bonitos gols.

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