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Notícias de 17/03/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Arouca 1 x 0 Clube Atlético Perus (WO)

PERUS NÃO COMPARECE E AROUCA VENCE POR WO


Com 3 pontos, Arouca segue na liderança e Perus perder 2 pontos na tabela


IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Bucets 6 x 3 Med Taubaté

BUCETS ENFIM VENCE


Polêmicos de plantão, bucetianos derrotam médicos e se recuperam na tabela


Por Guilherme Meireles

Em breve.

IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

SNG 7 x 1 Joga 13

SNG TIRA O PÉ PARA NÃO HUMILHAR JOGA 13


Bicampeões pegam outra baba, desta vez um 13 desfalcado, sem goleiro e morto em campo, e só fazem 7 gols porque seguraram e brincaram de perder gols


Por Guilherme Meireles

O SNG era o favorito. Mas, independente do resultado, a torcida do SNG esteve na quadra 5 para presenciar o possível centésimo gol de Memé. E a “laranja mecânica” do Chuteira começou avassaladora, mantendo Renê como absoluta referência no ataque. E, assim, a equipe logo abriu o placar com Ronei, que ficou completamente livre para chutar de longe e mandar no cantinho esquerdo. Pouco depois, os camisas Biro e Lucas tabelaram para este marcar o segundo.

Estava fácil e o SNG sabia. Tanto que Memé começou fora e quando entrou já roubou a bola na intermediária se mandando para a área. A torcida se ouriçou na espera do centésimo gol, mas ele preferiu rolar para Lucas, que, na cara do goleiro, deu uma assistência perfeita para Biro. Com o goleiro completamente vencido e o gol aberto a sua frente, ele errou o chute e mandou à esquerda da trave. Começava o festival de gols perdidos. E o centésimo gol de Memé teve que esperar. Só por alguns minutinhos. Pelo menos para o juiz.

Em jogada pela direita, Memé fez um cruzamento para o meio da área e a zaga desviou de carrinho para o fundo do gol. Acreditando que a súmula teria anotado o gol para o atleta do Joga 13, Memé nem comemorou com tanto entusiasmo. O que ele não sabia é que a arbitragem havia dado o gol a ele! Ou seja, o milésimo gol de Memé a rigor não foi dele!!!!

Voltando ao jogo, Leo rolou na medida para Grillo, que chegou afundando pro fundo do gol. 4 x 0 e fim de primeiro tempo, com um 13 morto no banco, jogadores machucados e um Lele com cara de enterro querendo evitar o pior. Mal sabia ele que o pior seria evitado pelo próprio SNG.

Entretanto, o 13 começou o segundo tempo com sinais de melhora: após linda triangulação, Rafinha ficou de frente para o gol e não desperdiçou. 4 x 1. Isto não tirou o ritmo de treino do SNG, que mantinha domínio absoluto. O placar confortável foi o suficiente para que Renê apostasse no futebol arte: ele foi no mano a mano com a zaga em direção à área e quando ameaçou o bote deu uma surpreendente "deixada" de bola para Tejeda, que vinha atrás dele. Ele chegou chutando e mandou para fora. Logo depois, Biro cruzou para Memé dentro da área, que chutou forte e cruzado, mas a bola atravessou a frente do gol até sair do outro lado.

No lance seguinte, o SNG arrancou no seu temido contra-ataque enquanto a torcida do Joga 13 gritava para o time: "Volta, volta!" Os jogadores não obedeceram e, com extrema liberdade, Renê serviu o amigo Memé, que completou para o fundo do gol. Na comemoração do centésimo primeiro gol (que todos acreditavam ser o centésimo), Memé beijou o símbolo do SNG enquanto era aplaudido pela torcida.

Recomeça o jogo e Renê recebeu de costas para o gol, girou batendo, o goleiro pegou, largou e na volta o próprio camisa 11 marcou. Fechando a contagem, Biro cruzou e Renê outra vez foi às redes em desvio de carrinho. Daí até o final do jogo o SNG não marcou mais gols, porém fez tudo que quis, inclusive querendo jogar bonito e perdendo gols. Foi gol atrás de gol perdido. Ronei chegou a irritar a torcida do Joga 13 com toques de calcanhar e afins. E, aliás, foi ele que mais levou perigo ao gol do Joga 13 no final da partida. Sem contar Allan, que saiu coroado como o maior perdedor de gols da tarde. O que ele errou de chute não foi brincadeira...

IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Primatas 11 x 0 Xoro Paro

PRIMATAS GOLEIA E COLOCA XORO PARO NA LANTERNA


Placar elástico mostra falta de elenco do Xoro Paro, que vive mesmo de Kuminha para fazer sair jogo


Por Guilherme Meireles

Todos no mundo Chuteira entram em consenso que o Xoro Paro não está jogando o mesmo futebol do semestre passado, quando se sagrou vice-campeão. Ainda mais com um a menos! A equipe entrou em campo contra o Primatas com apenas seis jogadores. Por outro lado, o time símio aproveitou a rotatividade que dispunha pelo seu banco com muitos reservas para fazer história e ensacar por 11 a 0 o Xoro Paro.

E como era de se esperar, o Xoro Paro passou todo o início de jogo sofrendo com a pressão: Nando arriscou pelo meio e fez o goleiro dar um tapa para defender; depois foi a vez de Gus dar um chute rasteiro e venenoso que o arqueiro agarrou firme. Em uma chance isolada, Diogo se mandou até a linha de fundo pelo setor esquerdo, mas ao invés de cruzar preferiu chutar e errou.

Quando Nando fez falta dura e foi amarelado, os dois times ficaram com o mesmo número de jogadores em campo. Era o que o Xoro Paro precisava para engrenar e por duas vezes Diogo quase foi às redes: primeiro, a zaga deu liberdade e ele ficou livre para bater em gol pela direita, mandando uma cacetada no travessão. Logo depois, ele foi lançado pela ponta esquerda e, na cara de Vitinho, tentou tirar dele com um leve toquinho por cima, mas o goleiro primata, muito esperto, deu um tapa que evitou o gol.

Em resposta, Marcelinho arrancou pela ponta direita até o limite do campo e bateu cruzado para abrir o placar. Kuminha recebeu de costas para o gol, girou com categoria e bateu para firme defesa de Vitinho. Fechando o primeiro tempo, Nando tocou para Simões que, de frente para o gol, marcou o segundo.

Quando a bola rolou na etapa final, o Primatas marcou o terceiro com o mesmo Simões. Com a goleada decretada, só restava ao time de Gui Fenômeno administrar o resultado. E assim foi feito. Mas, engana-se quem achou que o Primatas puxaria o freio de mão: Gus recebeu ótimo passe na cara do goleiro e marcou mais um. Logo após o travessão balançar com um chute forte de Simões, foi a vez de Nando e Gui fazerem o quinto e o sexto respectivamente.

Com 6 x 0, o primeiro campeão da história do Chuteira de Prata ainda se deu ao luxo de desperdiçar chances claras. Guerrero deu uma linda assistência de calcanhar para Gui completamente livre dentro da área, mas ele conseguiu o mais difícil: errar o gol. Pouco depois, Gus e Baiano também perderam chances cara a cara com o goleiro. Em compensação, logo saíram três gols seguidos, marcados por Gui (2 vezes), Nando e Marcelinho. Este último surgiu com participação especial de Nando, que na cara do arqueiro abriu as pernas e deixou o chute passar por baixo enganando o goleiro.

Na tentativa desesperada pelo gol de honra, o capitão Thiago Leme arrematou e o goleiro pegou, dando rebote para Kuminha, que também errou. O rebote ainda voltou para Thiago, mas ele chutou na zaga. Fechando a contagem, Marcelinho colocou Gui na cara do goleiro e viu o colega mandar a chance na trave. No rebote, Baiano chutou no goleiro, que deu outro rebote, e desta vez enfim Gui Fenômeno mandou para o fundo do gol para poder sair falando que fez 4 gols na partida.

IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Acidus 1 x 1 Estudiantes de la Vila

MAIS UM EMPATE PARA O CONFRONTO ACIDUS-ESTUDIANTES


Igualdade refletiu equilíbrio em campo e predomínio das defesas sobre os ataques


Jogo que antigamente teria um público grande, Estudiantes e Acidus jogaram numa quadra 5 grande com público pequeno e silencioso. Nada lembrava a peleja entre as duas equipes do semestre retrasado, que acabou em 2 x 2 com muito barulho do lado de fora. Assim, diante do silêncio, foi um jogo estudado nos minutos iniciais, com Caio de fora do jogo e suas apostas na dupla Vitinho e Felipe Roth, com Rafinha como elemento surpresa. No Acidus, um time sem Careca, suspenso, com Barata no banco e dupla de ataque com Philip e Marcelo.

O Estudiantes desde cedo mostrou sua proposta: usar o goleiro Nevado como 7º jogador de linha, ou a tática conhecido por goleiro linha. Com ele no meio e adiantado, o Estudiantes tinha um jogador a mais sempre para atacar. E assim criou algumas chances de gol, como uma salvada por Lói quase sobre a linha. Vitinho experimentava de longe e Iram vinha pelos lados assistido por Rafinha. Porém, o Estudiantes encontrou uma parede chamada Louiz, que dava botes certeiros e puxava contra-ataques. Num deles, Philip recebeu na esquerda, cortou um, cortou dois e tocou para Marcelo tentar de letra rente à trave e mandar para fora.

A posse de bola era mais do Estudiantes, que trabalhava mais tempo no campo de defesa. A maior chance do Estudiantes foi um branco total do meia Ricco, que saindo jogando na defesa simplesmente deixou a bola no pé do atacante adversário em cima da linha da área. Se não fosse Diego sair e conseguir defender com os pés certamente Ricco seria massacrado pelos colegas. Após o lance, ele virou para o banco e disse: “O que que eu estou fazendo?”.

O Acidus melhorou com a entrada de Robinho, que abusava de dribles curtos e incrivelmente tocava a bola na hora certa. Mas o gol não saía de nenhum dos lados e ele só saiu em falha do Acidus. No ataque, Barata recebeu cruzamento da esquerda quando entrava pela direita livre de marcação. Era ele e o goleiro, mas o camisa 2 tocou fraco de peito de pé rasteiro. O banco do Acidus saiu gritando gol, mas o fato é que o goleiro levantou com a bola nas mãos e armou contra-ataque. Bola alçada na área e Robinho tira de cabeça no meio de dois Estudiantes. A bola sobe e vai para o lado direito. Diego fica olhando e nem sai e nem fica no gol, Well toca meio sem jeito, de caneleira mais precisamente, tanto que a dita cuja espirra de sua canela, para o meio onde estava Rafinha livre para empurrar para as redes. Aos 22 minutos, o Estudiantes saía na frente.

O gol causou uma briga imensa entre Diego e Robinho, que até o intervalo ficaram discutindo. No segundo tempo, o Acidus tinha de buscar o empate e a virada. Com mais volume de jogo, criando pela esquerda com Marcelo e Robinho, foi em jogada entre ambos que saiu o gol de empate logo nos minutos iniciais. Robinho driblou e lançou Marcelo, que correu até a linha de fundo, invadiu a área e tocou por baixo do goleiro. 1 x 1. Marcelo quase marcou um golaço tocando de trás do meio de campo uma roubada de bola para pegar Nevado, que fazia goleiro linha, adiantado. O goleirão voltou correndo e salvou de cabeça ainda fora da área, colocando para escanteio.

O empate, ao mesmo tempo que abriu o jogo, criou maior tensão nos jogadores. Tanto que Caio resolveu entrar para ajudar a equipe. E com ele o Estudiantes imprimiu seu jogo, que esbarrava sempre na defesa acidiana, composta por Lói, Dan e Louiz, quando não em Diego, que voltou a ser decisivo para seu time nesse segundo tempo, salvando ao menos 3 bolas cara a cara.

O Acidus vivia de contra-ataques puxados por seus atacantes. Diego lançou Philip, que matou bonito mas já dentro da área adversária, o que não é permitido. Dan roubou bola e saiu pelo meio. Cortou e mandou um canudo, espalmado por Nevado para escanteio. Em outra, Marcelo cruzou da esquerda, mas ninguém completou dentro da área.

O Estudiantes deu o troco fazendo Diego trabalhar. À queima roupa, ele pegou 2 bolas que sobraram dentro da área. O Acidus perdeu a chance de tentar ganhar o jogo quando os cartões amarelos saíram. Dan chegou atrasado e levantou Caio. Amarelo pra ele. Barata atacou pela direita e tocaram para fora. Ele queria escanteio, o árbitro deu tiro de meta. Esbravejou e saiu amarelado. Isso deixou o Acidus com 2 a menos e um sufoco danado até que pudessem voltar seus jogadores.

Com Caio pela esquerda em sua jogada característica, ele chegou a cruzar duas bolas, mas ninguém conseguiu mandar para dentro. Louiz destruindo na cabeça de área e todos ajudando na marcação, o Acidus segurou os minutos finais e saiu com um empate até certo ponto comemorado diante das circunstâncias do fim do jogo.

IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Elefantes Indomáveis 1 x 5 Treinadores do Braz

TREINADORES MOSTRA PARA ELEFANTES O QUE É A SÉRIE OURO


Em seu primeiro jogo contra time já da Ouro, Elefantes perde o rumo e toma goleada que preocupa goleiro Chacha


Por Guilherme Meireles

Treinadores do Braz e Elefantes Indomáveis entraram na quadra 4 em busca da segunda vitória e uma possível liderança do Grupo A. Ou melhor, parece que só o Treinadores é que buscava os três pontos, já que os elefantes não tomaram conhecimento da bola rolando. Mesmo assim, o primeiro lance de perigo do jogo veio dos pés de Daniel Teske, que em lindo chute do setor esquerdo quase fez um golaço. O goleiro João teve que voar para dar um leve toquinho para escanteio.

No lance seguinte, Peruca arrancou pela direita e quase na linha de fundo fez um cruzamento na boca do gol. Como ninguém chegou para tocar, o goleiro do TdB se irritou do outro lado do campo. E, pouco depois, o gol veio quando Binho se mandou pela esquerda e acertou o travessão. No rebote, a bola voltou na medida para Bruno Sobral chutar forte e marcar.

O travessão não estava em sintonia com Binho: não demorou e ele mandou mais uma cacetada no poste. O fato é que só dava Treinadores. Nas poucas vezes que o Elefantes chegou, a equipe perdeu duas chances claras. A primeira veio quando Manente aproveitou bobeada da defesa do Treinadores e roubou a bola no campo de ataque, tocando para Cauê, que parou em defesa do goleiro. Pouco depois, o mesmo Cauê recebeu um lindo lançamento na cara de João, mas na hora do arremate não soube se tocava, chutava ou cruzava. O fato é que ele se afobou e chutou sobre o goleiro.

Binho moldou dois ataques similares: em ambos ele foi presenteado com uma avenida pela ponta direita e se viu com liberdade de arriscar, parando em duas ótimas defesas de Chaacha. Aliás, a principal arma dos amigos do Braz no primeiro tempo foi chutes de longa distância. A equipe não apostou no toque de bola, arrematando de onde dava, como mostra a tentativa de Bruno Sobral: ele pegou uma sobra e caprichou em um lindo voleio que deu um efeito impressionante na bola, fazendo com que ela quicasse no chão antes de tocar de leve no travessão, assustando o goleiro indomável!

Com este "quase golaço" o primeiro tempo acabou com a vitória parcial dos amigos do Braz, destacando a excelente (e limpa) marcação que o time aplicou nos Elefantes Indomáveis. Logo no início da etapa final o TdB resolveu liquidar a fatura com três gols seguidos: para começar a série em grande estilo, Peruca se viu livre pela esquerda, arriscou e acertou um canhão no ângulo. Logo depois, Binho encarou a marcação no mano a mano, passou com categoria por ela e marcou o terceiro. Na sequência, Sobral cruzou e Perucafez. Por falar em Sobral, ele continuou desfilando toda sua habilidade – daí o apelido de Valdivia que carrega – quando driblou fantasticamente Esquerda. Foi para a cara do gol mas errou.

O EI resolveu almejar algo a mais na partida: Bruno Alves bateu para o gol, o goleiro pegou e largou na direção de João Corazza, que foi travado pela eficiente zaga do Treinadores na hora do chute. Mas, poucos minutos depois, o EI finalmente descontou com o mesmo João. Para acabar com qualquer chance de uma já improvável reação elefantiana, Kiwi bateu da intermediária e fez o quinto. Daí até o final do jogo o atual campeão do Chuteira de Prata melhorou consideravelmente e por alguns minutos levou bastante perigo ao gol adversário. Até que nos últimos segundos de jogo, João resolveu ofender o árbitro e foi azulado.

Com a goleada, o Treinadores do Braz assume a primeira colocação isolada de seu grupo, já que alcançou o saldo de seis gols contra quatro do Bengalas. Enquanto isso, o Elefantes Indomáveis ocupa a incômoda oitava colocação.

IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

MachuPichu 5 x 5 Kadência

MACHUPICHU E KADÊNCIA EMPATAM EM JOGO DE PURA EMOÇÃO


Kadência abre 3 x 0, mas permite reação peruana


Por Guilherme Meireles

Ainda sob efeito da heróica vitória contra o Fiorella na semana passada, o MachuPichu quis repetir a dose contra o Kadência. Aliás, o Kadência, que estava com a vitória engasgada já que semana passada fez um jogo equilibradíssimo contra o Acidus, mas não somou os três pontos. Estes foram os ingredientes de mais um grande jogo na segunda rodada do Chuteira de Ouro.

Os peruanos foram logo surpreendidos por três gols quase seguidos. Logo no começo, Thiago Coiro já colocou emoção na partida ao dar a bola de presente à Gian no campo de defesa. O atacante do Kadência se mandou para a área e abriu o placar. Pouco depois foi a vez de Paulinho entrar na área pela esquerda e marcar o segundo. Em chute da meia esquerda, Ivan fez mais um.Foi um banho de água fria para o Machupichu! Entre estes três gols a equipe só chegou com perigo uma vez: o habilidoso Renato Seckler driblou na entrada área e o goleiro teve que se esforçar para dar um tapa e evitar o primeiro gol dos peruanos.

Porém, após sofrer a vantagem de 3 x 0, o “txupichu” começou a demonstrar a raça da semana passada: Thiago Timoteo mandou um chute calibrado de longe que explodiu na trave direita de Tucano. Pouco depois, Thiago Branco cobrou uma falta rasteira da entrada da área e descontou. Alex Abreu teve duas chances seguidas de engordar o placar para o Kadência. Ele arriscou do meio da praça e o goleiro Pipo (relembrando a atuação da semana passada) deu um tapa para escanteio. Na cobrança o próprio camisa 13 escorou de cabeça e mandou a bola perto.

Em resposta imediata o MachuPichu pôs lenha na fogueira ao marcar o segundo com Ricci. O peruano recebeu na entrada da área de costas para o gol, girou e ainda se esticou todo para marcar. Lembrando que a partida apontava 3 x 0 para o Kadência, o fato de terminar 3 x 2 era a o prenúncio de um ótimo segundo tempo. E assim foi!

Pena que o MachuPichu demorou para acordar e logo nos instantes iniciais a equipe se mostrou apática como se já estivesse perdendo de 10 x 0. O Kadência, que não tinha nada com isso, se aproveitou da desatenção peruana e aumentou o placar: Paulinho serviu Leonardo Valente, que marcou. O time vermelho só não fez o quinto porque mais uma vez o arqueiro do MachuPichu deu as caras ao segurar um canhão proveniente de Leandrinho, que mandou um chute potente com o bico da chuteira. O goleirão voou para espalmar no canto esquerdo. O esforço do goleiro foi uma espécie de pedido para que os jogadores de linha colaborassem, e aos poucos o jogo voltou a ganhar ritmo.

Como qualquer time precisa de sorte, com o txupichu não foi diferente: Ricci chutou rasteiro da direita e, ao tentar tirar, Fernando Caetano mandou contra o patrimônio. Porém, não há sinônimo para o gol de empate dos peruanos. A palavra "sorte" é pouco para expressar o lance. Imaginem: após desvio na boca do gol pela esquerda, a bola foi atravessando vagarosamente TODO o travessão, deixando a defesa kadenciana confusa se a pelota teria saído ou não. Quando ela caiu no gramado pela direita, Victor Trenti chegou tocando para empatar. Um dos lances mais inusitados que o Chuteira de Ouro já viu!

O jogo prosseguiu emocionante, principalmente quando o inesperado aconteceu. O Machupichu virou! PH recebeu livre e avançou pela esquerda até ficar na cara do goleiro. Ele apontou, atirou e carimbou a trave. Mas a bola voltou para o próprio, que dominou com toda a calma do mundo e rolou para Victor virar. Foi então que os peruanos reviveram o drama da semana passada. A ordem dentro de campo era fechar uma retranca contra o furioso ataque do Kadência, comandado por Leonardo e Gian. E foi o goleiro da equipe quem se destacou na reta final da partida. Quando Gian parou em duas defesas dele, já começaram os comentários na arquibancada: “Quer ver que agora ele vai pegar tudo outra vez?!” Sem esquecer da zaga do “txupichu” que foi decisiva: Leonardo exibiu habilidade ao dar um belo corte na marcação, passou por dois e de frente para o gol foi travado pela defesa.

Porém, os zagueiros exageraram na força e Leonardo foi derrubado dentro da área. Na cobrança de pênalti, Paulinho empatou. O Kadência marcou o sexto, mas o juiz anulou alegando irregularidade em uma cobrança de lateral realizada antes. Com se diz por aí, o futebol só acaba quando termina. E o MachuPichu quase que cai nesse ditado: nos últimos instantes, Gian entrou livre na área, o goleiro pegou e no rebote Lucas arrematou. De repente, dois zagueiros surgiram e se jogaram ao mesmo tempo para tirar a bola, encerrando a partida emocionante. Aliás, quer emoção? Venha ver o MachuPichu jogar no Chuteira de Ouro!

IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 1 x 0 Roleta Russa

GOL SOLITÁRIO DECIDE JOGO ENTRE REAL E ROLETA


Futebol apático de ambas as equipes só podia mesmo render jogo de poucos gols e sem emoção


Por Renan La Marck

Rolou a bola para mais um jogo do Chuteira e, no embate entre Roleta Russa e o Real Paulista, time que recentemente subiu para a Série Ouro, o primeiro a levar perigo foi o Real. Pedrinho recebeu bola rolada por Marcinho e encheu o pé, mas o tiro foi espalmado por Guaraná.

Embora o bom toque de bola do Real Paulista envolvesse o time do Roleta, que agora conta com Baru como técnico, o time amarelo-negro pouco ameaçava seu adversário. Do outro lado, Salada chutou de muito longe e obrigou o robusto goleiro Ricardo a se esticar todo e espalmar a bola. De fato, a partida, que já tinha alguns minutos jogados, começava meio fraca, e as duas equipes não gostavam da maneira que até então apresentavam seu futebol. Pelo RP, o arqueiro Ricardo deu uma de Capitão Nascimento e berrou para seus companheiros pedirem para sair de quadra caso não estivessem a fim de jogar.

Nação, pelo lado direito, arriscou de longe e obrigou outra boa intervenção do goleirão, que caiu para o canto direito, rente a trave, e desviou a bola. Na sequência, mostrando amor à camisa e sendo um dos poucos a tentar alguma coisa diferente em campo, Nação arriscou uma bicicleta na entrada da área. A intenção foi boa, mas a conclusão do lance nem tanto.

Quebrando com o marasmo do primeiro tempo, Leo Franco marcou um gol de craque. O jogador recebeu a bola no meio campo, aplicou um rolinho espetacular no bronzeado Nação e acertou um tiro no ângulo. Golaço! 1 x 0 e muita vibração do Real Paulista no final da primeira etapa.

Depois de um início de etapa complementar disputado na mesma intensidade do primeiro tempo, ou seja, de forma bem apática, foi Marquinhos quem assustou o goleiro Roleta. Do meio da rua o zagueiro soltou uma bomba que, mesmo com muita gente na frente, Guaraná conseguiu defender.

Como alternativa para o pífio desempenho ofensivo do Roleta, o técnico Baru ousou e muito ao lançar Tavinho como pivô. Em sua primeira jogada, o camisa 2 – que pertencia a Baru – dominou de costas para o gol, girou na marcação e chutou muito forte. A bola entrou no gol, mas pela rede lateral. Assim não vale, né? Mesmo com a roletada tentando ludibriar o árbitro e com os dois juízes se enrolando um pouco na hora de definir se a bola tinha entrado por fora ou não, o gol - que de fato não aconteceu - não valeu.

Como nem tudo poderia ser ruim no confronto entre Real e Roleta, o final de jogo foi bastante animado e por muito pouco o irmão mais velho do Roletinha não deixou a quadra com um empate. Depois de Guaraná realizar grande defesa em chute de primeira de Newtão, o Roleta Russa armou contra-ataque e quase deixou tudo igual no placar. Pela esquerda Alemão recebeu a bola e bateu cruzado de bico. Porém, um levíssimo e providencial desvio do goleiro Ricardo no meio do caminho fez, de maneira caprichosa, a redonda tocar na trave e sair. A vitória magra do Real Paulista estava garantida.

IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Bacana 2 x 5 Fiorella Brasil

FIORELLA CONSEGUE PRIMEIRA VITÓRIA NO CAMPEONATO


Triunfo do campeão do V Chuteira foi diante do Bacana, que já acende a luz de alerta


Por Guilherme Meireles

Mesmo sem aquele sol escaldante que cansou a todos e deixou o ritmo de muitos jogos mais lentos, Fiorella e Bacana fizeram um início de jogo muito sonolento, criando pouquíssimas chances. Até o momento em que Van-Van penetrou no meio da zaga adversária, e ao receber um cruzamento na boca do gol, apenas desviou para abrir o placar.

O Bacana vestia uma camisa azul improvisada muito bonita enquanto a oficial – que também será azul – não chega, mas não mostrava um futebol tão lindo assim. Porém, tudo mudou ao sofrer o gol, já que a equipe reagiu e fez um restante de primeiro tempo superior.

O bombardeio começou com o novato Renato Leme, em tentativa do meio da rua, que fez o arqueiro Fonseca dar uma linda ponte para espalmar junto ao ângulo esquerdo. Logo depois, Rômulo, vestindo a 17, estava bem postado na área e deu uma cabeçada certeira para empatar a partida. Canzian quase virou, contando com a boa e velha sorte: ele arriscou de fora, a bola desviou na defesa e por muito pouco não enganou o goleiro. E mais Rômulo, que girou contra o marcador dentro da área e parou em ótima defesa do arqueiro.

O jogo estava truncado, muito preso no meio campo e as chances aconteciam bem de vez em quando. Em outras palavras: um jogo chato! E mesmo sofrendo a pressão, foi o Fiorella quem fechou o primeiro tempo em vantagem após Van-Van ir às redes de novo. Começa o segundo tempo e o Bacana voltou com a mesma postura ofensiva da etapa inicial. O empate quase veio em grande estilo: Rômulo fez um carnaval na zaga adversária e rolou na medida para Vitinho em ótima condição, mas seu chute foi travado e a chance desperdiçada.

Não demorou e o empate veio dos pés de outro estreante – Bruno Galli. Finalmente o jogo foi ganhando um ritmo atraente. Em um lance emocionante, o Fiorella por muito pouco não assumiu a dianteira no placar novamente: escanteio na área do Bacana e, após desvio, o goleiro espalmou à queima roupa. No rebote, a zaga emendou e quando a bola estava em cima da linha Rômulo tirou de qualquer maneira. No lance seguinte, André Lima se mostrou inspirado ao arriscou um chute potente da intermediária. O efeito que a bola adquiriu foi tão impressionante que nem a ponte fantástica que o goleiro deu foi capaz de evitar o terceiro gol. Para deixar o gol mais caprichado ainda, a bola deu um leve desvio no travessão antes de entrar.

Foi então que Luisinho jogou fora qualquer chance de reação ao dar um passe errado no campo de defesa que resultou no gol de Rogério Silva. Os bacanas ainda levaram perigo: Demehur chutou e seu tiro foi desviado, surpreendendo o goleiro. Pouco depois, Bruno Galli recebeu um cruzamento na cara do gol e mandou para fora. Já próximo ao fim do jogo, Van-Van fechou no meio da zaga e marcou o quinto.

IX CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

The Veras 2 x 3 Bengalas

VERAS MOSTRA FORÇA DE CONJUNTO MAS TOMA VIRADA DO BENGALAS


Bengalas perdia até metade do segundo tempo... Perdia, mas, para variar, virou e ganhou


Por Renan La Marck

No último horário de jogos rolou a bola na quadra principal do Chuteira para os atuais campeões, o Bengalas, que de forma surpreendente não contava com a presença da figurinha carimbada Bizu em seu banco de reserva, e para o bom time do The Veras. O confronto era uma reedição da semifinal do VII Chuteira, quando o favorito Bengalas venceu por 3 x 1 e se garantiu na grande decisão.

Passada a tensão inicial, o Veras mostrou que naquele fim de tarde não estaria para brincadeiras. Nico aplicou um belo chapéu em Nando próximo à área e tentou completar com um chute de sem pulo. No entanto, pegou muito mal na bola e mandou longe do gol de Baki. Pouco depois, o mesmo Nico arriscou da intermediária e exigiu boa defesa do goleiro.

Sem conseguir colocar a bola no chão e fazer o seu jogo, até então o Bengalas sofria na partida. Ritolê dividiu com o pé alto uma bola com Petreche no meio de campo, o árbitro não só anotou falta do artilheiro como também mostrou um cartão amarelo, para revolta de todos do Bengalas. Visivelmente melhor na primeira etapa, o Veras mandava e desmandava no jogo, contudo desperdiçava boas chances de marcar gols – aliás, gols que fariam falta lá no final do confronto. Ao armar chute a dois passos da área, o bróder Gabriel Borges foi derrubado. Uma falta perigosa que Japa cobrou na barreira.

Como resposta o Bengalas criou sua primeira grande chance. Pato dominou na direita e levou a redonda para o meio, de frente para o gol, e deu um tiro venenoso que obrigou o arqueiro Benga a uma espetacular defesa. Pouco depois, enquanto o Bengalas rondava a área do rival, Luisinho tentou chute do bico da área mas furou feio e caiu sentado. Muito pouco para um dos MVPs da temporada passada.

De fato o final da primeira etapa era bastante equilibrado, e após Pedrinho quase marcar de bico, o The Veras armou um contra-golpe mortal e contou com a destreza do grandalhão João Cláudio para abrir o marcador. Para surpresa geral, gol do azul-grená e muita festa na quadra! Ainda, antes do apito do árbitro, o Veras teve a chance de aumentar em um tiro de 9 metros, após o Bengalas exceder o limite de faltas por período. Mais reclamação dos amarelos contra os árbitros, e na cobrança Gabriel. Uma pancada no travessão que deixou o poste tremendo até agora, assim o resultado parcial seguia 1 x 0.

Na volta para a etapa final o Bengalas mostrou outra postura. Logo de cara Salvador emendou um bonito voleio e obrigou Benga a fazer uma defesa em dois tempos. Pouco depois, no que parecia uma pressãozinha, o atual campeão seguiu tentando furar o bloqueio adversário, mas os chutes não eram tão perigosos para o arqueiro Benga, que seguia seguro. Na melhor das oportunidades, Luisinho recebeu dentro da área, mas na fração de segundo que demorou para chutar foi travado pelo ágil Gabriel.

Nesse momento o confronto ficou ainda mais pegado e quente, Fábio Leite, fora de campo e ao melhor estilo Neymar, ao não gostar da marcação de uma falta xingou o juizão e foi imediatamente expulso. Pelo Veras, logo em seguida Renato tomou amarelo e deixou o caminho aberto para a pressão do Bengalas. Na marra Pato aproveitou uma rebatida da defesa do Veras, que se defendia com um homem a menos, e mandou a pelota pro fundo do gol, deixando tudo igual.

Pouco depois João Cláudio matou a bola no braço ao sair jogando, excedeu o limite de faltas individuais e recebeu o cartão azul. Resultado: mais pressão do Bengalas. De longe, Fernando Forte chutou e contou com a falha de Benga - que até então fazia um jogo impecável, com seguras defesas – para virar a partida para os amarelos.

O final de jogo era eletrizante. Na tabela de Ritolê e Luisinho, este devolveu para o artilheiro na cara do gol só ter o trabalho para empurrar ás redes. Era o terceiro dos atuais bi-campeões,que matavam o Veras. Como resposta, o Veras ainda foi atrás do prejuízo e descontou com o valente Gabriel Borges, mas a reação parou por aí.

O Veras foi melhor durante grande parte do jogo, mas pecou ao perder gols e sofreu uma virada nos pés dos campeões. Aos adversários, fica a lição: não se pode perder gol contra o Bengalas, pois este não desperdiça suas oportunidades.



FOTOS DESTA EDIÇÃO: Weinny Eirado

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

Red Devils 3 x 2 É Verdadeee

VERMELHOS SURPREENDEM E DERROTAM É VERDADEEE


Segunda derrota faz soar o alerta no time de Gavião, que saiu carregada de maca com problemas nas costas

Por Renan La Marck

Começou o embate debaixo de um forte calor do meio dia, e quem se mostrou mais disposto a vencer a partida, no início, foi o Red Devils. De pé direito, Buchecha arriscou de frente para o gol e carimbou a trave do arqueiro Reina, que apenas deu um golpe de vista. No entanto, o rebote voltou para o próprio jogador dos Reds, que desperdiçou com um tiro para fora. Pouco depois, após linda inversão de bola, Negão emendou um chute de prima, mas a bola desviou na marcação e o É Verdadeee se salvou.

Visivelmente melhor no confronto, os Reds pecavam na hora de concluir ao gol e por pouco não foram surpreendidos pelo time tricolor que disputa seu terceiro Chuteira de Prata. Com uma envolvente troca de passes, o EV chegou na área adversária. Na conclusão do lance, Girão exigiu uma grande defesa de Criança. Como resposta, los Diablos Rojos chegaram para balançar as redes. Negão deu forte chute rasteiro, embora fosse defensável, o goleiro não conseguiu segurar. O placar estava inaugurado.

Ainda na primeira etapa os vermelhinhos mostravam por que eram melhores e, tentando ampliar a vantagem, partiram para cima do É Verdadeee. Pela esquerda Kaká Martins teve boa chance de marcar o segundo, mas dessa vez Reina cresceu e fez grande defesa. Logo em seguida foi a vez de Neguinho tabelar com Kaká. De cabeça, este devolveu um bolão para o companheiro, no entanto outra vez o arqueiro do time tricolor foi fundamental e fez boa intervenção. Todavia, a pressão dos Reds valeu ao time o segundo gol: Neguinho chutou da direita e mais uma vez o goleirão aceitou. Red Devils 2 x 0.

Rolou a bola para a etapa complementar, e assim como no início do confronto quem levou perigo primeiro foi o time das camisas vermelhas. Primeiro Gérson el Loco ficou frente a frente com Reina, que mais uma vez realizou boa defesa. Na sequência, Neguinho perdeu um gol feito dentro da área. O jogador não fez juz à camisa 10 e, após receber uma assistência incrível de seu companheiro, chutou por cima da meta.

Do outro lado, o É Verdadeee, que pouquíssimo incomodava o sistema defensivo do RD, finalmente levou perigo na segunda etapa. Subindo ao ataque, King deixou a pelota nos pés de Gavião. O pivô dominou e rolou com açúcar e afeto para Fúria na esquerda, que disparou um tiro venenoso rente ao ângulo esquerdo.

Após mais uma boa chance dos Reds defendida por Reina - que, embora tenha falhado nos dois gols, era o grande responsável por sua equipe não sofrer uma severa goleada -, o EV finalmente conseguiu descontar. Embaixo do gol, Vinicius Diniz completou jogada realizada por Fúria e reanimou o time tricolor.

Contudo, na hora em que o É Verdadeee mais gostava do jogo, visto que a equipe rondava com perigo a área do adversário, foram os Reds quem balançaram as redes outra vez. El Loco tentou marcar um gol de cobertura, mas a bola tocou no travessão e sobrou limpa para Neguinho anotar o terceiro de seu time.


Red Devils de Criança (ao centro) era só alegria: primeira vitória comemorada com muita cerveja


Nos minutos finais do confronto, o EV foi pra cima do rival e, após uma verdadeira jogada de pinball, onde a bola bateu duas vezes nas traves do arqueiro Criança, Gavião apareceu bem para estufar as redes. 3 x 2 no placar. Ainda num último lance, bola na área dos Reds, Gavião tenta a cabeçada, não alcança a bola e vai para o chão - uma pancada violenta com as costas, que resultou ao camisa 9 ter de ficar por algum tempo sem se mexer, sendo apenas retirado por uma ambulância quase uma hora depois. Tanto que o jogo entre Canhedo e Ras foi transferido para outra quadra. Gavião passa bem e estará em campo para conquistar a primeira vitória diante do NGM.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 3 x 1 RR Olímpico

MESMO COM UM A MENOS, FORA DERROTA OLÍMPICO


Nem a grande atuação do goleiro Edu e a expulsão de Rodrigo Rosa fizeram Fora de Série não vencer Roletinha

Por Guilherme Meireles

Na busca pela primeira vitória nesta edição do Chuteira, o Roletinha teve a difícil tarefa de enfrentar o remodelado Fora de Série. E, para o goleiro Casari particularmente, a partida marcou o reencontro dentro de campo com a antiga equipe. Para aqueles que imaginariam certo "corpo mole" do ex-arqueiro Roleta, ele já espalmou um chute difícil nos primeiros minutos enquanto o seu sucessor, Edu, também teve trabalho: Rodrigo Cunha arrancou pela esquerda e mandou um canhão que parou em um tapa do goleiro para escanteio. Na cobrança, o mesmo camisa 7 cabeceou firme e o goleiro salvou de novo.

A pressão que antes era tanto do FdS quanto do Roletinha deu lugar a uma hegemonia do time de Cléber, que mostrou muito toque de bola. Com uma marcação muito adiantada, o RRO só levou perigo quando o adversário errava na saída de bola, mas as finalizações eram lastimáveis. Por outro lado, Zóio abriu o placar com um certeiro tiro cruzado. Em meio a gritos de "Lapa vendido", o ex-EB ficou de frente para o gol e arriscou um chute rasteiro que arrancou tinta da trave esquerda, fechando o primeiro tempo.

Começa a segunda etapa e outro reforço deu as caras logo no comecinho. Orley tentou e mandou muito próximo ao travessão. Além de entrosamento em equipe, o FdS também contou com a habilidade individual: Rodrigo Rosa escapou bem da marcação e encheu o pé da intermediária, mandando a pelota no travessão. E, por falar nele, o ex-CAP acabou desfalcando seu time ao tomar amarelo, azul e vermelho por falta, uso de papelão no lugar de caneleiras e xingamento ao árbitro. O Fora ficava com um a menos nos primeiros minutos do segundo tempo.

Ainda com uma defesa segura, liderada por Vavá e Rica, o FdS obrigou o adversário a chutar de longe: no meio campo, Ceron viu Casari um pouco adiantado e bateu dali mesmo, mas o goleirão, mostrando que conhece os chutes dos roletas, mais do que qualquer um espalmou espetacularmente. Rodrigo Cunha fez um cruzamento preciso na área para Lapa desviar de carrinho para o fundo do gol.

Tentando se apoiar na superioridade numérica, o Roletinha não desistiu. Mas Vavá e Rica não davam espaço. Nas poucas vezes que o time comandado por Folha chegava próximo à meta adversária, Casari dava conta do recado: Brian (que havia chegado ao PlayBall apenas no segundo tempo) chegou próximo à linha de fundo e bateu cruzado para o ex-companheiro de time intervir.

Saulo mandou um chute no mínimo "enjoado". Aquele que vem quicando, com efeito. E, para piorar, Lapa, em um golpe de inteligência, ficou na frente do goleiro fingindo que desviaria a bola. Mas ele abriu as pernas e enganou o arqueiro, que não pôde impedir o terceiro. Com 3 x 0, os fora de série diminuíram consideravelmente o ritmo de jogo, abrindo espaço para o Roletinha descontar com Mendes. Aliás, nos últimos minutos, Mendes ainda salvou uma bola em cima da linha, evitando o quarto gol e deixando a derrota ser apenas por 3 x 1.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

Canhedo Beppu 5 x 4 Ras Time

CANHEDO VENCE DE MANEIRA EMOCIONANTE O DUELO CONTRA O RAS


Partida contou com duas viradas antes da vitória final dos engenheiros

Por Weinny Eirado

Com 40 minutos de atraso e em outra quadra, decorrentes da demora em se tirar Gavião após sua contusão, enfim teve início do embate entre Canhedo e Ras Time. Mesmo com ânimos mais frios pelo atraso, o jogo começou emocionante, com direito a uma bola na trave do Ras com menos de 3 minutos de partida. Instantes depois, Testa mandou uma excelente cabeçada, que passou perto da meta do Ras.

Inspirado, Testa, do Canhedo, chegou mais uma vez muito próximo de marcar o seu gol, com um belíssimo chute de longe, que para a felicidade de Cipó, foi explodir no travessão e sair, aos 7 minutos de partida. E como diz o ditado “quem não faz, leva”, no ataque seguinte, o time sofreu um ataque da equipe do Ras e tomou o primeiro gol da partida, numa falha do goleiro, que furou na jogada.

Mesmo com a sua defesa demonstrando um certo nervosismo, o ataque do Ras chegou mais uma vez ao gol de Papa Burger com perigo, desta vez com um belo cruzamento que acabou desviado para fora. Na seqüência, Tielo, do time celeste, perdeu uma boa chance, porém, nada comparado à matada no peito de Lopes, que mandou de primeira para o gol, mas com um desvio providencial da zaga do Canhedo.

Exercendo forte pressão, o Ras chegou ao gol, desta vez com a assinatura de Mauricio Penteado, o Mau, que estufou as redes e abriu uma vantagem confortável para o time fundado no meio do ano passado. Pedindo uma reação do seu banco de reservas, o Canhedo foi pela primeira vez ao fundo das redes graças a um escanteio, que ocorreu depois de uma defesaça de Cipó, que pareceu muito mais confiante após o seu time abrir uma vantagem confortável. O autor do gol foi o talentoso Okamurinha, dono da camisa 16.

Em cima da hora, no final da primeira etapa, Felipe Suzuki marcou o seu primeiro gol do dia, empatando a partida. Com o placar de 2 x 2 e sob forte sol, os times esfriaram a cabeça no intervalo, com direito de pedido de calma do capitão do Ras. No time adversário, a conversa era sobre tocar a bola de maneira correta.

No segundo tempo, o jogo começou com uma forte correria dos dois times, porém a marcação de ambos era tão forte que o número de passes errados de cada time aumentou muito. Logo, o jogo se tornou uma partida de jogadas burocráticas e sem grande perigo. Mas o jogo incendiou quando Suzuki demonstrou o porquê de usar a camisa 9 de seu time mandando a bola para o fundo das redes, aos 12 minutos do segundo tempo. Era a virada do Canhedo sobre o Ras.

A partir daí, a correria tomou conta dos dois times. Ma, a equipe celeste mostrou em uma boa jogada o porquê da “vitória moral” no primeiro tempo, e encontrou novamente o caminho do gol, mais uma vez com Tielo, aos 14 minutos jogados do segundo tempo. Daí em diante, tudo parecia que ia acabar desta forma: empatado.


Okamurinha avança contra defesa do Ras: jogador fez o gol decisivo da virada do Canhedo


Porém, Rodrigo Dorado chegou a colocar novamente os azuis na frente. Mas quando Luiz Silviero pegou a bola aos 22 minutos da segunda etapa, demonstrou brilhantismo ao empatar mais uma vez a partida. Sua forte vibração contagiou o time, que por mais uma vez chegou às redes, “no apagar dos refletores”, com uma jogada sofrida de Okamurinha, vinda de uma cobrança de falta, de maneira espetacular: 5 x 4, de virada.

Okamurinha contou à nossa reportagem a emoção de decidir o jogo para sua equipe: “Não tem palavras. Combinamos a falta e fomos felizes de fazer o gol”, relatou. No lado mais triste do gramado, Rodrigo Dourado ainda acredita no acesso do time para a Chuteira de Ouro: “Agente vai subir esse ano. Eu garanto”.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

Invictus 6 x 0 Coringa

INVICTUS MANDA OUTRO PNEU


Em tarde de Publius e Folha, azuis goleiam Coringa e seguem na ponta pelo saldo de gols

O Coringa chegou para o jogo diante do Invictus com sua estrela maior, Kaká, enfaixado no tornozelo. O mesmo destino cumpriu o goleiro Cidrão, que, ao menos sem muletas, ficou ao lado do artilheiro no banco para tentar coordenar a equipe dentro de campo. Mas a disposição de vencer do Coringa começou a ruir aos 7 minutos, quando Publius saiu driblando no campo de defesa, cortou para o meio e deu um chute fraco, horrível, no meio do gol, que o goleiro inscrito de última hora Elton furou e aceitou o peru.

O gol mexeu com o Coringa, enquanto o Invictus jogava trocando seus jogadores rapidamente para evitar a fadiga. Assim foi que na metade do primeiro tempo os 4 jogadores do banco estavam em campo e o time rendendo mais. Por isso talvez os azuis chegavam à área adversária, como foi aos 13 minutos com Folha tocando de esquerda do jeito que deu uma bola cruzada e assim enganando o goleiro para fazer 2 x 0.

O jogo parecia do Invictus, até porque o Coringa não conseguia criar chances claras de gol. Na verdade, o time tricolor apostava em chutes de fora da área porque invadir a mesma estava muito complicado. E os chutes de fora – que não foram poucos – mas concentrados em Rafinha Souza, Guilherme e Flavinho, eram tranquilamente interceptados pelo goleiro Muralha.

O goleiro Elton se redimiu do gol quando pegou um chute de Marquinhos do meio da rua que tinha endereço certo rente à trave, colocando para escanteio. Enquanto isso, Rafinha Souza era o homem que levava mais perigo no campo adversário, dando trabalho para Ferro e Velardo, especialmente do lado esquerda da defesa. Em jogadas individuais, ele tentava chegar à linha de fundo e cruzar ou então o chute direto, mas a defesa levou a melhor sobre ele nessa primeira etapa, que acabou mesmo em 2 x 0. No intervalo veio a explicação para o cartão amarelo a Folha no banco, que ninguém entendeu. Falou o professor mal humorado: “Ele deixou o campo sem permissão”. A justificativa de Folha, sempre sorridente: “Eu fui ao banheiro”.

O segundo tempo começou com o mesmo sol rachando o cuco dos jogadores e o Coringa saindo mais para o jogo, mas mantendo a tática – chutes de longe e Rafinha pela esquerda. O Invictus esperava o adversário perigosamente para tentar matar no contra-ataque, mas o jogo azul não rendia e não conseguiam manter a posse de bola. Mas eis que um escanteio escancarou a porteira coringa: bola alta na área, Publius sobe mais que todo mundo, para variar, e manda no canto do goleiro e faz 3 x 0. 3 minutos depois, parecia replay: Publius no alto em escanteio e bola no mesmo lugar! 4 x 0.

Com o jogo já decidido, Publius estava incansável e puxou contra-ataque solitário pela direito e foi calçado por trás na velocidade por Renatinho. Azul para o jogador coringa e dois minutos a menos com um a mais para o Invictus. Em bola pela esquerda com Lucas, que cortou o goleiro mas na finalização viu o mesmo se recuperar e salvar o gol, o rebote sobrou para quem tem a estrela voltada para si – Folha – que encheu o pé da entrada da área e fez 5 x 0. Folha ainda faria o sexto gol para encerrar a fatura num pneu aplicado sobre o Coringa pelo líder do Grupo B ao lado do Basicus.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

DPGamos 2 x 4 Locomotiva Tarja Preta

LOCOMOTIVA VOLTA AOS TRILHOS CONTRA DPGAMOS


Em tarde oposta, o time que havia perdido na estreia venceu. O time que havia vencido, perdeu

Por Weinny Eirado

Com dois times que viveram situações diferentes na última rodada, o terceiro duelo do Grupo A do Chuteira de Prata esquentou mais a tarde escaldante do sábado. Locomotiva e DPgamos fizeram um jogo interessante, que chamou a atenção dos espectadores no lado de fora do campo.

Ainda que a temperatura estivesse acima dos 26°C, a partida começou fria. Apenas jogadas burocráticas eram criadas pelos dois times. No início, apenas dois avanços trouxeram perigo: Uma chance do DPgamos aos 3 minutos, após falha do goleiro Gabriel, e outra chance do Locomotiva, após um ataque veloz, puxado por um dos MVPs da partida, Oscar.


Jogadores do Locomotiva se preparam para entrar em campo: reabilitação sobre DPGamos


Porém, a partir dos 7 minutos, o jogo começou a ganhar vida graças a um gol do zagueiro Luciano, ex-MSM trazido para esta temporada por Menotti. E quase marcou outro em chute de longe, com direito a uma defesaça do goleiro Daniel.

A boa fase do goleiro roxo acabou aí. Instantes depois, o “guarda-metas” rubro-negro recebeu cartão amarelo por cometer uma infração dentro da área: pênalti a favor do Locomotiva. O goleiro empurrou o jogador com as duas mãos, praticamente arremessando-o na direção do solo. Entrevistado ao término da partida, Fischer foi enfático em sua declaração: “Ele (o jogador adversário) me empurrou e eu empurrei ele”.

Não podendo permanecer em campo, a equipe colocou Alê para ficar no gol na hora da cobrança do pênalti. Na batida, as orações dos 14 jogadores de camisas vermelhas e pretas foram atendidas, e Brunno mandou a bola no travessão. Foi a injeção de ânimo que os jogadores do DP precisavam para chegar às redes adversárias.

Aos 15 minutos, Zeca fez o gol da equipe rubro-negra. Mas a alegria durou pouco: no lance seguinte do gol, o Locomotiva marcou o seu segundo gol, com os habilidosos pés de Oscar. Ainda na primeira etapa, o time do DPgamos perdeu muita ofensividade e apenas arriscou para o gol com cobranças de falta por cima da trave.

O jogo permaneceu mais cauteloso até o momento do intervalo. Ambos os times preferiram pouca conversa na pausa do jogo. Na volta da partida, Oscar começou a segunda etapa do jogo voando baixo, fazendo duas excelentes jogadas, numa delas com bloqueio do chute feito pela defesa, e na outra com uma jogada de armação, que resultou na assistência para o companheiro de time, que mandou a bola para fora.

Passado o tempo, o time vermelho ficou pressionado e por poucas vezes saiu do seu campo de defesa carregando a bola. A pressão do Locomotiva ocasionou em dois gols da equipe: um deles marcado por Renan e o outro por Cacá, que demonstrou habilidade em conduzir o time nas jogas ofensivas.

O DPgamos ainda chegaria a diminuir o placar de jogo com Bruno Costa, o BB. Mas não adiantou. O time só passou a ter domínio de bola no ataque a partir dos 23 minutos da segunda etapa, quando o Locomotiva mudou sua postura em campo, preferindo se defender e garantir o resultado.

O final do duelo terminou com um 4 x 2 estampado na mesa da auxiliar de arbitragem. Com esse resultado, o DPgamos permanece na zona de classificação, ocupando o 7° lugar na tabela. Já o Locomotiva Tarja Preta ainda está fora pelo saldo de gols, mas possui a mesma pontuação do time vermelho: 3 pontos conquistados – uma derrota e uma vitória em duas rodadas do torneio.

“O time não vai perder mais nenhuma, não”, afirmou Oscar. Um dos melhores em campo afirmou Oscar, camisa 7 e uma das caras novas do Locomotiva. “O time está pegando o entrosamento certo”, completou.

Já Dani Fischer, visivelmente alterado pelo nó tático dado pelo técnico Publius em sua equipe, atribuiu a vitória ao bom futebol jogado pelo Locomotiva. “Foi mais mérito deles do qualquer coisa”, relatou, para em seguida alfinetar sua defesa: “Erramos demais na marcação. Sobrou espaço para eles jogarem”.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

Só Resenha 4 x 3 TCM

SÓ RESENHA VENCE E DÁ A TCM SUA SEGUNDA DERROTA


Com apoio dos amigos do Arouca, Só Resenha sua mas derrota TCM

Sem cobertura.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

Voando Baixo 5 x 3 Pé de Pano

VOANDO BAIXO FAZ JUS AO NOME, ASSIM COMO PÉ DE PANO


Partida terminou com uma vitória merecida do time do MVP Caballero

Por Weinny Eirado

Nessa 2ª rodada, o Voando Baixo inverteu o favoritismo do Pé de Pano e, demonstrando um grande futebol, reabilitou-se no torneio. O jogo foi bem animado, principalmente no começo do primeiro tempo, e em toda segunda etapa.

Tudo começou de maneira rápida e indolor. Quem piscou perdeu o clímax do jogo: o time branco resolveu abrir a partida com um chute direto do meio de campo. Defesaça do goleiro do Voando Baixo, Henrique. No pós-escanteio, com 15 segundos de jogo, Peba marcou o primeiro gol para o Pé de Pano. Mas os “laranjinhas” não se abalaram e já descontaram, deixando o jogo em plena igualdade: 1 x 1, gol de Marcelo Caballero. Com 5 minutos de jogo, alguns jogadores de ambos os times já andavam em campo, tamanha a correria que foi o início. Mas quase a bola não chegava às mãos dos goleiros, já que o jogo era de marcação pesadíssima.

Eis que nesse “pega” dentro de campo, o time do Pé de Pano arruma uma falta na beira da área. Henrique, goleiro que até então fazia uma partida impecável, posicionou a barreira de maneira correta, mas esqueceu de se posicionar bem. Na hora do chute do adversário, usou uma técnica de salão, virando o 4° homem da barreira, mas um homem bem mal colocado: a bola passou entre ele e a barreira, dando ao time branco mais uma vez a vantagem no placar.

Enquanto Japinha, o cobrador da falta, ainda comemorava o seu feito, o time do VB arrumava uma brecha na defesa adversária, Assim, 30 segundos depois do gol, empatava novamente o jogo com um outro gol de assinatura de Marcelo Caballero: 2 x 2 com menos de 10 minutos jogados.

Daí em diante o jogo esfriou, e os “torcedores” voltaram a consumir suas respectivas bebidas, aumentando a quantidade de álcool no sangue. Foram momentos em que aquele jogaço se tornou apenas mais uma partida. Mas aos 17 minutos, um golaço (achado, mas ainda sim golaço) saiu dos pés de Paulo Roberto, que usa orgulhoso o nome “Bestão” estampado nas costas da camisa – nome pelo qual erroneamente seja mais conhecido no Chuteira. Ele dominou a bola de costas para o gol, girou e bateu de primeira, enganando o seu marcador, o goleiro e o próprio repórter. Quem parece ser o “Bestão” agora...?

O jogo continuou truncado, com muitos erros de passe. Aos 22, o goleiro Henrique fez uma baita defesa, redimindo-se do erro do gol de falta. “Tenho minhas chances, e aí tenho que aproveitar”, declarou o guarda-metas do time laranja. No intervalo, uma conversa em roda no Voando Baixo reanimou o time, fazendo com que a história daquele 3 x 2 mudasse.

Com outra postura, o VB incorporou a cor do seu uniforme e passou a jogar como outro time: passou a jogar um futebol total, lembrando um time que foi vice-campeão na Copa do Mundo de 1974. Ficou extremamente ofensivo e perigoso. O Pé de Pano se fechou e passou a chegar ao ataque apenas nos lançamentos mandados do campo de defesa.


Pé de Pano e Voando Baixo fizeram um jogo pegado cheio de gols e emoção


Fechado, tomando pressão, o time sofreu gol marcado por Gustavo Marketi aos 4 do segundo tempo. Minutos mais tarde, a defesa bateria cabeça, e o “futebol holandês” faria mais um gol, desta vez marcado pelo camisa 7, De Jong. Ou melhor, o craque Marcelo Caballero. A inspiração do 7 de 1974 ainda faria ele fazer mais um gol, sacrificando de vez o time do Pé de Pano, que voltou pra casa perdendo a sua invencibilidade (de um jogo apenas, mas ainda sim invencibilidade). Aos 20 do segundo tempo, Caballero puxou um contra-ataque e assinou a obra de arte. Fim de jogo: 5 x 3, de virada, com 4 gols de Caballero.

Ao final do jogo, o time do Pé de Pano se desentendeu. “Tem nego andando, véio”, afirmou um dos jogadores. Outro, mais exaltado, ainda disse: “Então tira ele, baralho”, provavelmente se referindo a um relaxante jogo de cartas, possivelmente buraco.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

In Dubio Pro Barum 6 x 2 Pimba na Gorduchinha

IN DUBIO JOGA PIMBA NA LANTERNA DO GRUPO B


Vitória mantém In Dubio no pelotão de cima, enquanto Pimba perde outra e é último colocado

Por Dalton Kawakami

Novatos, provavelmente nenhum dos dois times se conhecia. O que sabiam era que o Pimba tinha sido goleado pelo Camelo e o In Dubio tinha arrancado um empate contra o Coringa. Nessa toada, o jogo começou equilibrado, sem muitas chances de ambos os lados. Foi só aos 14 minutos que o In Dubio abriu o placar da partida, em jogada sensacional de Raoni. O camisa 5 pegou a bola no seu campo de defesa, saiu a driblar por aí os jogadores do Pimba e fez o gol com um chute rasteiro no canto direito do goleiro do nome mais complicado do Chuteira – Yanpolschi.

O gol acordou o Pimba, que passou a chegar mais ao ataque. Não demorou para os azuis fazerem uma boa tabela e chutar para o gol, mas a bola passou rente ao poste direita do pequeno goleiro Fiorini. Alias, dos pés do camisa 1 in dubiano saiu a bola que acarretou o segundo gol. Fiorini passou para Raoni, que fez ótima tabela com Cunha e Thiaguinho antes de emendar para o gol um petardo. O goleiro Yanpolschi nem se mexeu e o In Dubio abria 2 x 0 em 18 minutos de jogo.

O placar adverso fez o Pimba na Gorduchinha solicitar o tempo técnico para organizar o time e ver a melhor forma de reverter o placar, além de tomar uma água e descansar as pernas. Afinal, o sol queimava forte e aquecia os cocorutos dos jogadores sem piedade.

Voltando ao jogo, Barracal fez uma grande jogada tabelando perto da área do In Dubio e arriscou um chute forte. O tiro saiu rasteiro e certeiro no canto direito do goleiro Fiorini,que pulou mas não chegou na bola a tempo. O Pimba diminuía e encostava.

O jogo seguia equilibrado até mesmo nos erros. O mais comum foi a reversão em laterais, coisa que muitos ainda não aprenderam a cobrar. E isso fazia com que a posse de bola fosse e voltasse para os times. O In Dubio voltou ao ataque e com Macinelli mandou outro chute de fora da área, o que parece ser a arma dos duas equipes ao menos nesta partida. Entretanto, o goleiro de nome difícil espalmou. Porém, ele naop conseguiu evitar que Macinelli entrasse com bola e tudo após bate rebate em sua área. O In Dubio fazia o terceiro e voltava a respirar.

Mas o Pimba foi para cima e chutou várias bolas ao gol, mas a maioria sem muita direção. Além disso, consagrou o zagueiro Cunha, que muitas vezes parava o ataque pimbiano. Mas depois de Alan reclamar com o árbitro depois de uma jogada aérea, tomou amarelo e deixou o In Dubio com um a menos. Para sorte do time preto e verde, o primeiro tempo acabou.

Na volta para a derradeira etapa, o Pimba logo foi para cima e conseguiu diminuir novamente. Em troca de passes rápidos, Edu Barbella achou uma brecha e chutou no contrapé do goleiro para marcar.

O In Dubio não deixou barato e voltou ao ataque. Em lançamento de Cunha, Febem recebeu, girou e bateu pro gol. O goleiro do Pimba, atrapalhado por seus jogadores, não viu a bola e nem se mexeu. 4 x 2.

A situação do Pimba piorou quando Guga Catalão meteu a mão na bola e foi amarelado. Com um a menos, foi a vês do In Dubio matar o jogo abrindo vantagem no placar. Mas não foi bem assim que aconteceu: mesmo com um jogador a menos, o Pimba não levou gols. Porém, Alan resolveu deixar o seu: cruzamento na área, ele mata a bola no peito e solta uma bomba no meio do gol. 5 x 2.

Em ótima chance que podia trazer de volta o Pimba para o jogo, Barracal toma a bola e entra na área para encarar o zagueiro Cunha antes de chegar a Fiorini. Ele toca de lado para seu companheiro, mas o goleiro é mais ágil e sai no carrinho antes que Barbella chegasse nela.

Mesmo com um a menos após Cello ser amarelado, o In Dubio segurou e não sofreu gols. Mas ao fim do jogo matou a partida fazendo o sexto, com Murilo.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 16 x 1 Não Guento Mais

GOLEADA DO FÚRIA ERA MAIS DO QUE ESPERADA


Depois de tomar 11 do La Coruja, NGM leva 16 do Fúria

Por Weinny Eirado

No final da tarde de sábado, uma baita de uma goleada marcou o dia de quem assistia ao futebol da quadra 6 do PlayBall: 16 x 1 para o Fúria, sobre o desprotegido time do Não Guento Mais.

A dúvida dos espectadores não era de quem iria vencer o duelo, mas de quanto o NGM perderia. Até os próprios jogadores já sabiam que iriam tomar uma lavada do adversário. Mas mesmo assim o time foi guerreiro: segurou o placar por 0 x 0 por inacreditáveis 2 minutos e meio.

O Fúria marcou nada menos do que 8 gols na primeira etapa. E mais oito na segunda. “Oito Vira, Acaba 16”, bradou um dos fãs do pequeno time, que conta com jogadores de peso: 110, 96 e 95 Kg. Mas o que mais chamou a atenção não foi o placar elástico: foi o carinho da torcida pelo humilde time estreante na competição. Parecia a Portuguesa: nem sempre ganha, mas todo mundo gosta. O pessoal do SNG esteve em peso para prestigiar os amigos ruins de bola da turma.

A cada gol do Fúria, a “fúria” da torcida aumentava, principalmente a partir do terceiro gol: “Ae, juiz! Vai roubar?! Os caras já são ruins e você ainda quer meter a mão??!”, gritava um dos torcedores mais fanáticos do futebol arte do NGM. “Eu vou aí raspar o seu bigode, seu palhaço!”, continuava o torcedor. Também pegavam no pé do camisa 3, Gabriel Carnaval, que foi para a partida com trancinhas coloridas (explicado o apelido, não?): “Oh, 3, quanto que é essa linha?”, brincava a torcida.

Momentos hilários surgiram no desenrolar da partida, como quando ao marcar o sétimo gol, o jogador Carlão foi comemorar com sua namorada, dando um beijo nela pela grade. A torcida do NGM ficou revoltada e gritou com o jogador, que bravo retribuiu com um gesto obsceno, acabando por levar um cartão amarelo. “Vem dá beijinho aqui agora”, gritava o torcedor.

Outros momentos foram marcadas pelas frases de incentivo aos jogadores do Fúria. “Ohh, 7, põe chuteira de homem”, referindo-se à chuteira verde limão de Thiago Motta. “Ae, chuta que o goleiro é fraco”, “Pega o 7, Gordo, quebra ele”, “Não precisa marcar o 20 porque ele é ruim pra caramba”, foram mais algumas pérolas entoadas pela torcida.


Thiago Motta pronto para fazer mais um gol: jogador do Fúria foi melhor em campo e muito fustigado pela torcida do NGM


O momento máximo do jogo esteve no gol que o Não Guento Mais marcou: no segundo ataque do time, Duda colocou a bola no fundo das redes. Foi o momento de maior vibração no Playball no dia. A algazarra foi tamanha que a famosa ruidosa torcida do Fúria ficaria pequena diante da comemoração branca e laranja.

Para o lado do Fúria, marcaram: Thiago Motta (4), Adriano Motta (2), Fabio Caruzo (2), Bruno Eduardo (2), André, Fagner, Carlão, Jorge e Sapo.

Messi, goleiro do Não Guento Mais, foi o grande destaque do time. Segurou diversas bolas, impedindo uma tragédia muito maior. O jogador declarou que perder por 16 não é problema para a equipe: “Essa é a filosofia do time. Viemos aqui para brincar e sabíamos que íamos perder”. Para outro jogador, o time perdeu de apenas 4 gols, uma vez que a fórmula de gols sofridos pelo NGM é: “Gols do adversário dividido por 4”.

III CHUTEIRA DE PRATA: 2ª RODADA: GRUPO B:

Basicus 4 x 3 Só Capim Canela

BASICUS SE SUPERA E VIRA PRA CIMA DO SCC


Quando parecia perdido, rosas jogam com coração e raça para virar jogo impressionante e seguir na liderança do grupo

Sem cobertura.


Apesar de não ter tido cobertura, nossas lentes flagraram o MVG da rodada da Série Ouro, Diego (Acidus), prestigiando seu primo Fefê jogar pelo Basicus na vitória de virada sobre o Só Capim Canela


III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:

SPQSF 8 x 4 La Coruja

SPQSF VIRA DE MANEIRA SENSACIONAL O JOGO CONTRA O LA CORUJA


Cansaço abate La Coruja, que sofre goleada de virada para o futebol redondo e ofensivo do SPQSF

Por Weinny Eirado

Fechando o dia, um duelo de vencedores da primeira rodada marcou a despedida do futebol do Chuteira de Prata: La Coruja x Se Perder Que Se Foda. O jogo ficou marcado pelo grande público presente, muito dele herdado da partida anterior.

O jogo começou bom para o La Coruja, que disparou no placar, com dois gols em menos de 5 minutos. O primeiro, marcado por Bataglia, veio de um belo lançamento complementado por um sutil toque de cabeça do jogador. O segundo já veio numa belíssima jogada coletiva, em que um cruzamento feito para Bataglia novamente acabou com uma bomba de primeira no ângulo do goleiro Guto.

Enquanto isso, o SPQSF chegava ao ataque, mas não prendia a bola. Estava muito afobado e acabava por não conseguir o objetivo: empatar o jogo. Quando conseguiu aos 6 minutos finalizar, foi barrado por uma série de defesas do goleiro Mori, que voou baixo na primeira etapa.

Finalmente, aos 8 minutos, Jaja descontou para o time que jogava com o uniforme dos Papas-Fritas, um time que atuou no RockGol 2005. Porém, a esperança do time voltou a mesma do início da partida quando Herrera bateu de fora da área, fazendo 3 x 1 para o La Coruja.

Ao menos o time não desistiu, e numa jogada vinda de uma falta, o time marcou mais um, de novo com Jaja, e voltou a brigar pelo jogo novamente. E no finalzinho do primeiro tempo, com uma joga coletiva pelo meio, o time achou Bruno Meneguelo na esquerda, livre para marcar e empatar. O intervalo serviu apenas para o time do SPQSF trocar de goleiro.

Voltando para o jogo, o time do La Coruja chegou a chutar várias vezes para o gol, mas o goleiro salvou todas. A equipe vermelha fez até um gol nessas tentativas em massa. Num contra-ataque, chegou às redes aos 5 do segundo, com Cicinho. A vantagem durou pouco. Poucos minutos depois, a mesma falha que havia acontecido antes do intervalo aconteceu: Bruno Meneguelo passou livre pela esquerda e empurrou para dentro do gol.

Passados mais quatro minutos, o time veio com força de novo pela esquerda e venceu a defesa e o goleiro na raça. Gol chorado de Meneguelo, que foi um dos destaques da partida de sábado. Com muita vontade de vencer, o “Se Perder” foi mais longe. Meneguelo recebe a bola de Di Dicredo, que estava arrebentando na armação das jogadas, e marcam mais um gol. Era o sexto gol do time verde.

Momentos depois, Serafim, aproveita o desgaste do La Coruja e faz mais um: agora são 7 x 4 uma das viradas mais impressionantes até o momento no campeonato. Mas ainda não acabou: Giam fecha a conta e passa a régua. 8x4 e liderança para o SPQSF ao lado de Canhedo e Fúria.

Para Vitããão, artilheiro do La Coruja na primeira rodada, o grande problema do La Coruja “foi não segurar a bola no campo de ataque”. No outro lado do jogo, o manager e capitão Diego Dicredo comentou os 3 pontos. “A vitória veio na raça. O time correu demais, mesmo muito cansado”.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:

Camelo 1 x 4 Jeremias

JEREMIAS SE REABILITA BATENDO NO CAMELO


Jeremias se recupera de goleada na estreia e vence Camelo, que deixou futebol de lado para reclamar da arbitragem

Jogo entre equipes rubras, coube ao novato Jeremias usar os coletes de cor amarelo limão para diferenciar os lados dentro de campo. E foram os limões que começaram melhor, tocando a bola e usando da velocidade de Preto, Dunder e Thomas para chega ao gol. O primeiro gol saiu aos 11 minutos, com Gui Ferreira mandando um chutaço de canhota do meio de campo próximo à lateral esquerda. Porém, o Camelo ainda jogava com a cabeça e foi atrás do marcador, empatando logo em seguida, com Cris Dantas, num gol mais bonito que o primeiro – tiraço de fora da área que foi morrer no ângulo esquerdo do goleiro Benassi.

O Jeremias buscava mais o jogo e freqüentava a defesa camelídea com mais vontade. E não demorou para voltar a estar em vantagem no placar. Em jogada de escanteio, a bola passou pela área e sobrou para Rafael Leal chutar na trave. No rebote, Preto, oportunista, anotou o gol para o Jeremias.

O jogo seguiu sem alterações de placar até o fim da primeira etapa, porém o que se alterou foi o ânimo do Camelo e sua irritação com a arbitragem, que ficou nítida no segundo tempo, quando Henrique no meio do jogo se virou para um membro da Organização para pedir explicações quanto à arbitragem e não foi amarelado por obséquio do árbitro.

No segundo tempo o Camelo jogou menos ainda que no primeiro, e isso que namoradas compareceram para prestigiar seus homens. Do lado de fora viram Dunder girar em cima de Henrique com extrema facilidade, deixando o zagueirão a ver navios, e fazer 3 x 1. Futebol não teve mais por parte do Camelo, que continuavam a reclamar que o Jeremias batia muito sem punição da arbitragem. Irritados, não foram páreos para a nova equipe, que encerrou a fatura em 4 x 1 com gol de Thomáz, em chute de fora da área no canto de Johnny Jr, que nada pode fazer.

O Jeremias enfim vence depois de ser goleada na estreia, enquanto o Camelo encontra a derrota após vencer seu jogo inaugural. O primeiro encara o Basicus pela 3ª rodada, um dos líderes do grupo, enquanto os amantes da pizza têm o In Dubio como chance de reabilitação.

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