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Notícias de 17/03/2009

COBERTURA DA 2ª RODADA VII CHUTEIRA DE OURO


VII Chuteira de Ouro: 2ª rodada: Grupo B:
Equipe Bróder 3 x 1 Joga 13


BRÓDER MOSTRA PODER DE REAÇÃO CONTRA APÁTICO JOGA 13


Quando o árbitro apitou o início de jogo entre Joga 13 e Equipe Bróder, dando início à 2ª rodada do Chuteira de Ouro, a EB tinha apenas 6 jogadores em quadra – os atrasados se trocavam e a partida começou no horário marcado. Era a chance do 13 buscar pressionar e logo sair na frente, mas não foi isso o que aconteceu. Poucos minutos se passaram e entraram Marcelinho, Gabriel Borges e China. O jogo ficava parelho em total de jogadores.

O 13 foi o time que passou a buscar mais o ataque, com jogadas em Lele, que mostrou que foi só charme a afirmação de que talvez não jogasse. Com supercílio costurado e novo em folha, nem parece o Lele que saiu de campo semana passada. E foi ele o primeiro a perder um gol cara a cara com Leo, que prensou na hora do chute e salvou o time do primeiro gol. O troco veio com Gabriel Borges, que exigiu muito de Caieras ao cabecear após cobrança de escanteio no canto baixo.

Com mais volume de jogo, o Joga 13 tomava a iniciativa e levava mais perigo. Lele parecia com vontade e, em jogada totalmente diferente do costume, ele girou quase no meio de campo na esquerda, driblou o adversário e, na velocidade, chegou quase até a área para chutar para fora. Foi o mesmo Lele, agora sim em seu jogo característico, fez o pivô para finalização de Doce para as mãos de Leo. No lance, Doce sentiu a perna e deu lugar a Rafinha.

Depois desse lance, em que a bola foi para a lateral, aconteceu a mudança no jogo. Leo segurou a bola para retardar o jogo e levou cartão amarelo. Houve reclamação, mas a EB acatou a decisão. Leo tirou a camisa e passou a Gabriel Borges, permanecendo no banco sem camisa. O 13 inteiro pressionou a arbitragem que tinha de expulsar porque não pode tirar a camisa em campo. Começou um bate-boca e empurra-empurra entre os jogadores até que Choco e Leo se desentendem e quase partem para as vias de fato. Ambos foram expulsos do jogo e desfalcaram suas equipes.

Difícil saber quem perderia mais - se o 13 sem seu pulmão e o homem que levava o time ao ataque, ou se a EB com seu goleiro que retornava a defender a equipe depois de grande tempo de recuperação de cirurgia no joelho. E no primeiro tempo a impressão que deu foi que a EB saiu perdendo, afinal Gabriel não pegou chute de Guma rasteiro no cantinho. Lapa ainda tentou descontar em cobrança de falta, mas Caieras mandou para escanteio. Mutssa, em sua briga com Yanes para ver quem perde mais gols, deixou sua marca no peito de Caieras ao chutar em cima do goleiro ótima oportunidade. E assim o jogo foi para o intervalo, com o 13 com vantagem magra de 1 a 0.

A troca de lado parece que adormeceu o Joga 13, que passou a jogar com seus reservas e a dar espaço ao adversário, apesar da boa atuação de Kbral, que até se aventurou ao ataque fazendo bela jogada individual pela direita. A EB aos poucos passou a mandar no jogo, envolvendo o 13 com lançamentos e toques rápidos pelo meio entre Lapa, Mutssa e Marcelinho. Numa dessas jogadas, André Lapa perdeu livre após escanteio batido.

O destino da partida poderia ser outro se o chute de Guma não tivesse parado entre o corpo de Gabriel e o chão. Mas quis a mesmo destino que, quando Marcelinho estava a um passo da área e armou o chute, Guma chegou travando com falta o adversário. Levou amarelo e, na cobrança, Lapa chuta no meio e engana Caieras com desvio da barreira. A EB empatava, Joga 13 se perdia, tanto que passaram a bater mesmo sem bola nos broders.

A menos de 5 minutos do fim do jogo, o golpe de misericórdia foi dado no Joga 13, já jogando sem nenhum esquema de jogo e sentindo falta de Choco e suas arrancadas. De novo Guma com Marcelinho, desta vez com o zagueiro empurrando o meia dentro da área. Pênalti muito bem marcado pela arbitragem, que, talvez por pena do 13, não aplicou o merecido cartão amarelo ao jogador, o que levaria ao cartão vermelho já que Guma já tinha tomado um. Enfim que na cobrança Lapa mandou para as redes e assinou os primeiros 3 pontos da EB.

E, para não deixar dúvidas, Marcelinho arrancou pela esquerda e, quase sem ângulo, afundou Caieras e anotou 3 a 1 no placar, para grande comemoração do time alvivermelho da Lapa. Uma derrota doída ao 13, que mais uma vez larga mal um Chuteira de Ouro. E a se pensar na dificuldade do grupo, é bom o 13 começar a vencer pois caso contrário pode ficar tarde demais. A EB assume a 2ª posição ao lado do Bacana e se prepara para o clássico com o Acidus pela 3ª rodada. O Joga 13 folga e, com zero pontos, pode voltar para a 4ª rodada como o grande lanterna do grupo caso The Veras e Estudiantes pontuem.

VII Chuteira de Ouro: 2ª rodada: Grupo A:
Kiaka 2 x 0 Fúria


KIAKA VENCE “GUERRA” CONTRA FÚRIA


Pela segunda rodada do grupo A, Fúria e Kiaka fizeram um jogo polêmico, com faltas exageradas e muita provocação por parte das torcidas, o que fez a partida parecer mais uma guerra do que um jogo de futebol. Assim como na primeira rodada, a galera do Fúria marcou presença e não parou de apoiar a equipe um segundo sequer. Porém, no primeiro jogo, o Fúria atropelou a fraca equipe do Tosco por 4 a 0. Já o bem postado Kiaka foi bem mais difícil. Sabendo disso, o rubro-negro começou o jogo muito fechado. Isto fez com que houvesse faltas seguidas para o Kiaka na entrada da área. As duas mais perigosas carimbaram a barreira.

O jogo prosseguia com poucas chances até que o Fúria resolveu tomar a iniciativa e exigiu a boa participação do goleiro Luciano por mais de uma vez, com bolas espalmadas para escanteio. Mas na metade do primeiro tempo, Júlio Sérgio, capitão do Kiaka, avançou pela esquerda e encheu o pé para abrir o placar. Mesmo assim, a torcida do Fúria (em maioria feminina) não parou de gritar e incentivar sua equipe.

O jogo ganhou mais emoção quando o árbitro marcou um tiro livre para o Kiaka que Juan Carlo bateu para grande defesa de Harley. No lance, o goleiro se contundiu e, após o atendimento, ele foi substituído por ter deslocado o ombro. Depois de receber o atendimento, o goleiro se juntou à torcida para incentivar uma possível virada e torcer para seu companheiro Jé, que assumiu a linha das traves.

Mas nem com um torcedor a mais o time conseguia acertar nas finalizações. Claramente afobados, seus jogadores apostavam em lances individuais de habilidosos jogadores como Thiago Motta, que apresentava belos dribles caindo pelas laterais. Quando Gabriel foi derrubado dentro da área em um pênalti claríssimo, o árbitro mandou seguir o lance, o que aumentou a pressão da torcida. E assim acabou o primeiro tempo, com o Kiaka perdendo ainda um tiro de 9 metros por estouro do limite de faltas do Fúria.

Teve início a segunda etapa e a expectativa era para um jogo mais corrido e menos pegado. Na saída de bola o Kiaka tentou surpreender o adversário e quase marcou o segundo. Os ânimos não foram esfriados no intervalo (tudo começou com o pênalti não marcado), e a cada falta marcada para o Kiaka ou em lances polêmicos a favor do Fúria, a torcida gritava e culpava os árbitros pelo placar. Emoção pura de torcedor, pois, com exceção do pênalti não marcado, está errado dizer que a arbitragem influenciava na partida.

O time rubro-negro não acertava a marcação e dava espaço para o Kiaka tocar a bola e emendar contra o gol de Jé, que foi o grande nome do Fúria em toda a partida. O Kiaka continuava melhor na partida e, após um lindo toque de bola que envolveu praticamente todos os jogadores do time, Wellington, de fora da área, pegou um belo voleio que mandou a bola para o fundo do gol. Um golaço e o segundo gol do Kiaka. Na comemoração, o autor do gol olhou para a torcida adversária e respondeu às pessoas que estavam gritando que era para o Fúria ir para cima pois o Kiaka era um time fraco. A provocação deu certo. A cobrança em cima do juiz cresceu, e, após outra falta, o “técnico-jogador” do Fúria Jorge Chaves invadiu o campo. Resultado? Foi expulso e saiu dizendo: "Agora eu vou cornetar".

As faltas passaram a ser mais duras, já que o jogo era cada vez mais tenso. Assim como no primeiro jogo, o Fúria estava batendo muito em seus adversários. Não era exclusividade do rubro negro, pois alguns jogadores do Kiaka estavam jogando pesado também. Pena recebeu cartão vermelho após falta dura em Fagner, num lance que nitidamente a arbitragem compensou a expulsão dos “furiosos”. Mas já não dava mais tempo para reação. Fim de jogo. O Fúria continua com três pontos, ocupa a confortável 3ª colocação e não joga no próximo sábado. Já o Kiaka, com um jogo a menos, conseguiu sua primeira vitória, está em quarto lugar e encara o SNG.

VII Chuteira de Ouro: 2ª rodada: Grupo A:
MachuPichu 2 x 2 Fiorella Brasil


MACHUPICHU E FIORELLA EMPATAM EM ALTO NÍVEL


O jogo marcava um confronto que já vem se tornando comum na história do torneio. Pela quinta vez MachuPichu e Fiorella se enfrentavam, tendo a equipe da ótica ampla vantagem, com 3 vitórias contra apenas uma dos peruanos. Ironicamente, ambas as equipes estrearam no mesmo torneio, na primeira rodada do III Chuteira de Ouro. E foi naquela ocasião que a equipe de Danilo conquistou sua única vitória.

Houve certo receio quanto a se o Fiorella apareceria – afinal, o WO da rodada passada irritara os jogadores. Mas a presença em massa de praticamente todo seu esquadrão de jogadores rápidos como Van-Van, Tiago Silva, Sebastião Alves, Jefferson etc. mostrou que o time não deixara o Chuteira de lado. Pelo lado oposto, o MachuPichu era posto à prova sem seu artilheiro Thiago Branco, tido por muitos como o principal jogador da equipe e, a julgar pelos 3 gols na primeira partida do campeonato, com razão.

O jogo começou focado na marcação, com ambas as equipes se atirando ao ataque, mesmo com o forte calor que obrigava a troca constante de jogadores. E logo nos primeiros minutos, em lance raro em se tratando da defesa menos vazada do último campeonato, a zaga do Fiorella comete falha infantil. O zagueiro que viu a bola vindo pelo alto pensou estar sozinho com o goleiro e deixou a redonda passar. Danilo matou no peito e mandou no canto do goleiro para abrir o placar.

O gol era o que o MachuPichu precisava para fazer seu jogo de se fechar na defesa e tentar matar o jogo no contra-ataque. A tática vinha dando certo, tanto que em dois lances Ricci quase marcou dentro da área do time da ótica. Mas esse quase custou caro aos peruanos, pois pouco antes do fim do primeiro tempo o Fiorella mostrou porque já foi campeão do torneio. Cruzamento de escanteio e Van-Van mandou para dentro do gol de Pipo de cabeça, livre, em lance que a zaga peruana parecia pregada no chão. Pouco depois, em chute de longa distância, Ari Silva viu a bola bater na trave e nas costas do goleiro Pipo para morrer nas redes. Era o fim do primeiro tempo e parecia que daria a lógica novamente, vitória do Fiorella.

No segundo tempo, com o placar a seu favor o Fiorella fazia o que mais sabe: tocava a bola em velocidade quase que como se jogassem futebol de salão. O time mostrava o famoso “rodízio”, pois era difícil dizer qual a posição de cada jogador. Mas o fato é que muito toque de bola acabava sempre morrendo na ótima zaga peruana, que desarmava com qualidade, ou no inspirado goleiro Pipo, que parecia disposto a não deixar o adversário ampliar o placar. Ao mesmo tempo, o Machupichu trazia a campo sua nova dupla de atacantes, o duplo G, ou a dupla GG, Guiga e Guga, e via ambos tentando empatar a partida, mas faltava entrosamento. Foi então que Danilo voltou a campo e deu maior movimentação ao time, aparecendo pelas pontas e abrindo espaços na defesa do Fiorella. Em um desses lances, ele tocou para Guga e correu para dentro da área, antecipando-se ao ótimo goleiro Fábio Fonseca. Nessa ele levou uma entrada dura do arqueiro e viu a arbitragem marcar pênalti a favor dos peruanos.

Na hora da batida, Danilo sentiu a perna da entrada sofrida e passou a incumbência a Ricci. O mesmo, consciente e receoso de que acabara de entrar na partida e que estava frio, passou a bola para o estreante Guga. Com tranqüilidade, o então camisa 10 bateu no alto e no canto, sem chances para o goleiro, que ainda acertou o canto. Era o empate.

Quem pensava que o jogo estaria definido ainda viu Danilo mandar um chute de primeira dentro da área e ver Fabio Fonseca fazer dois milagres, um na defesa do chute e outro na defesa do rebote. Em 2 minutos quase que o MachuPichu virava o jogo, mas depois disso não tinha tempo para mais nada e o empate acabou sendo um resultado justo.

Ao fim da partida a certeza de que a surpresa talvez tenha sido o bom futebol apresentado pela equipe peruana, pois o Fiorella jogou muita bem e mesmo assim encontrou um adversário à altura. O Fiorella faz um ponto e chega a zero (tinha -1 em razão do WO) , mas mostra que o time continua forte e candidato ao título. O MachuPichu também deu pinta de que o time está mãos forte do que nunca.

VII Chuteira de Ouro: 2ª rodada: Grupo B:
Bengalas 4 x 3 Estudiantes de la Vila


EMOÇÃO MARCA VITÓRIA DE BENGALAS SOBRE ESTUDIANTES


Bengalas e Estudiantes de la Vila parecem que entraram no campeonato deste ano para fazer jogos emocionantes. Como se não fosse o suficiente as partidas da primeira rodada de ambas as equipes (o Bengalas empatou em 6 x 6 com o Bacana e o Estudiantes perdeu de 3 x 2 para o Atlético Pagalanxe), marcadas por muitos gols e emoção, esta partida do Grupo B se destacou por sete gols, duas viradas e confusão entre os torcedores. Logo no começo da partida o habilidoso Ritolê abriu o placar para o Bengalas após forte chute de fora da área, mostrando que ele é mesmo o Toledo da vez no time.

O gol não intimidou a equipe de Caio, que, recuperando-se da cirurgia, permanece no banco de reservas comandando o time. E o atual vice-campeão não se intimidou e quase empatou com um lindo voleio de Lê Raito. Porém, foi o Bengalas quem marcou o segundo, com o oportunista Bizu. Com 2 a 0 era compreensível que o Estudiantes se afobasse ai ir para cima do adversário, mas não foi isso o que aconteceu. Junior quase marcou em sua especialidade – cabeceio após cobrança de escanteio – e exigiu grande defesa do goleiro Baki.

A partida estava equilibrada e as duas equipes tocavam bem a bola, mas as finalizações não eram certeiras, principalmente por parte do time da Vila Leopoldina. Porém, em bela jogada de Vitinho, uma das caras novas do Estudiantes, pela esquerda, ele driblou o goleiro e rolou para trás. Nando deu um carrinho para afastar o perigo, mas acabou arrastando a bola com a mão. Pênalti claro. O próprio Vitinho bateu no meio do gol enquanto o goleiro pulou para a direita. O Estudiantes diminuía e com 2 a 1 o jogo ia para o intervalo.

O gol mexeu com o Estudiantes, que melhorou no jogo e quase empatou com a colaboração do goleiro, que espalmou uma bola para trás após chute de fora da área. A pressão do Estudiantes deu certo e, mais uma vez de bola parada, a equipe balançou a rede. Gol de falta de Rafa Vasques. A partir daí o jogo tomou um novo rumo: o Bengalas sentiu a pressão e, para ilustrar, seu camisa 9 e artilheiro, Ritolê, passou a reclamar a cada apito dos árbitros. Do lado de fora, era Guitolê quem fazia as preces contra a arbitragem. Foi aí que o jogo ganhou um ritmo impressionante.

As duas equipes começaram a criar ótimas chances. Após um chute forte, Renan Raito fez uma grande defesa para impedir gol do Bengalas. Já Rafael Baki quase não teve a mesma sorte ao soltar bola fácil dentro da área. Mas um dos lances mais bonitos do jogo aconteceu em seguida a favor do Bengalas (ou do Estudiantes, dependendo do ângulo que se vê o lance). Nando acertou de fora da área um chute fortíssimo que explodiu na trave.

Mas a maré tinha mesmo virado para o lado do Estudiantes, pois Rafinha Souza foi ao ataque e virou o jogo. Ele teria feito o quarto gol se não fosse Nando salvar em cima da linha. Não demorou para Rafinha dar o troco: salvou uma bola em cima da linha de seu gol em lance similar.

Maré de um lado e de outro, foi a vez de Gustavo Simões pegar carona nessa onda e acertar um chute da ponta direita para igualar novamente o marcador, dessa vez em 3 a 3. Faltavam ainda cerca de 5 minutos para o fim do jogo e tudo podia acontecer. E aconteceu: de novo Gustavo chutou em direção ao gol adversário, um chute forte da entrada da área que decretou a virada definitiva no jogo e a vitória do Bengalas. Ainda teve tempo para uma briga entre Junior, do Estudiantes, e alguns jogadores do Bengalas e muitos erros de passe do Estudiantes quando em busca de novo empate. Mas foi apitado o fim do jogo e mais uma derrota do vice-campeão, que segue sem pontuar e dando dor de cabeça para Caio, que já confessou que é muito sofrimento ficar de fora sem poder ajudar dentro de campo. Agora, a equipe busca sua primeira vitória contra o The Veras na próxima rodada. Já o Bengalas mede forças com o Atlético Pagalanxe.

VII Chuteira de Ouro: 2ª rodada: Grupo A:
Kadência 11 x 2 Tosco


TOSCO COMEÇA CEDO A FASE DAS GOLEADAS


O Kadência entrou em campo para fazer o beabá quando viu que o Tosco, só para variar, chegava para o jogo com um jogador a menos – e isso estando ainda na segunda rodada. Fato é que o Kadência jogou sem empolgação, sem vontade, pois enfrentava já um time mais fraco se completo, imagine com um a menos. Só para lembrar, o Tosco foi o saco de pancada do torneio passado e, com um a menos, tomou de 23 e de 24 de Acidus e Bengalas. Parece que Mikas ainda não aprendeu a lição e teima no erro.

Erro ou não, fato é que o Kadência entrou em campo, o Tosco também, e fizeram um jogo brigado dentro do possível. E, para quem acredita que foi fácil assim, engana-se. Apesar de em menos de 5 minutos o placar já apontar 2 a 0 para o Kadência, o Tosco demonstrava raça e procurava atacar. E sinônimo de raça é mesmo Argentino, que, em jogada individual, onde ele driblou quase todo o time do Kadência, diminuiu para o Tosco.

O jogo chegou a ficar equilibrado, com o Kadência encontrando dificuldades para chegar à área adversária. Mas o faro de matador de Paulinho foi aguçado e ele fez o terceiro. Perto da metade do primeiro tempo, o goleiro do Kadência levou cartão amarelo, por pegar a bola com a mão fora da área. Pouco depois, o segundo gol do Tosco surgiu em uma jogada de Michel. Ele dominou a bola pela esquerda e tentou encobrir o goleiro com um toque sutil, mas o goleiro acabou espalmando para frente. No rebote, o mesmo Michel resolveu encher o pé, mas a bola foi desviada e a zaga do Kadência não deixou que a bola balançasse a rede. Porém como só é necessário que a bola ultrapasse a linha do gol, o juiz considerou que a bola tinha entrado, o que gerou muita polêmica. Este gol não intimidou o Kadência que fez mais um gol logo depois com o habilidoso Ivan Guelo, encerrando o primeiro tempo com 4 a 2 no placar.

Foi no quarto gol que o Tosco começou a se entregar. E no segundo tempo, apesar da ótima atuação do improvisado Everton Neném no gol do Tosco, a porteira foi aberta e o Kadência foi marcando. Após um chute da esquerda que ia para fora, Rafael Oliveira apareceu para por a bola no fundo do gol do Tosco. O ataque do Kadência funcionava bem e obrigava a defesa do Tosco a marcar. E esta se defendeu tanto que acabou cometendo um pênalti e amarelo para Melo. Tosco com dois a menos em campo e gol de Paulinho na batida.

A partir daí, até o goleiro do Tosco passou a ir para o ataque. Um dos lances mais bonitos foi uma bicicleta de Renan. Paulinho e Rodolfo Alóia, outra cara nova no time, marcaram respectivamente o oitavo e o nono gol do Kadência. Mas depois da bicicleta para fora, Renan resolveu fazer um dos gols mais bonitos da rodada. Do meio de campo, chutou e encobriu o “goleirão” do Tosco. Já perto do fim do jogo, Michel, el capitão tosco, vestindo a 10 do time (coletes, diga-se de passagem), foi tentar sair jogando e entregou a bola de forma infantil ao ataque do Kadência. Mais pressão do Kadência, uma bola na trave, mais um gol de Rodolfo Alóia e outra bola na trave encerram, de forma melancólica para o Tosco a partida em 11 a 2.

Ao final, Michel saiu de campo tão aturdido que falou que tinha sido 9 a 2 o jogo. Perdeu a conta o capitão da goleada, que deve estar perdendo também o sono para ver como fazer para arrumar esse time e não deixá-lo naufragar para a Série Prata já nas primeiras rodadas. Ao Kadência a vitória deu a liderança isolada do Grupo B, único a vencer as duas partidas, e um treinamento para encarar a Giro SP no próximo sábado. Ao Tosco, resta arrumar a casa para tentar perder de pouco do faminto Fiorella, que devido ao WO também tem 0 pontos e quer subir na tabela.

Fica a pergunta: será que as campanhas de Kadência e Tosco serão as mesmas do ano passado? Se a resposta for sim, é sorte do Kadência e muito, muito azar do Tosco. A Série Prata aguarda o Tosco caso nada seja feito para ontem.

VII Chuteira de Ouro: 1ª rodada: Grupo B:
Acidus 10 x 0 Atlético Pagalanxe


ACIDUS NÃO TOMA CONHECIMENTO DE PAGALANXE


O jogo valia a liderança isolada do Grupo B em razão dos dois times serem os únicos a vencer na 1ª rodada. Mas tinha em jogo ali mais do que isso: as constantes provocações pelo site entre os jogadores Bruninho Corneta, Lói e Lucas levaram a campo muita história, sem contar que o Acidus nunca havia vencido os laranjinhas – até a partida do último sábado, foi uma vitória em amistoso e 2 empates oficiais em Chuteiras. Com seriedade e um futebol de dar água na boca, o Acidus simplesmente fez jus ao apelido de rolo compressor que seus jogadores de vez em quando se referem ao time e cravou um retumbante 10 a 0 no placar.

Antes da partida, os jogadores do Acidus se reuniram e lembraram da pedra no sapato que era o adversário e da necessidade de jogar com seriedade e simplicidade o jogo todo. Foi assim que o time entrou em campo e deu início à partida. Mas quem assustou em menos de 2 minutos foi o Pagalanxe, que, depois de cruzamento na área, viu Bruno Corneta pegar rebote e mandar na trave. Os laranjas mostravam que queriam mesmo ganhar e quase abriram o marcador.

Mas a rigor essa foi a grande jogada do Pagalanxe no jogo, que ficou os 50 minutos nem atingindo o quase-gol. A partir da bola na trave, teve início o show do Acidus, que não cobrou ingresso dos poucos espectadores para ver o show dentro de campo. Com Ronei e Barata soltos no meio de campo, a bola chegava a Philip e Robinho e a velocidade do toque de bola fazia com que a marcação adversária muitas vezes se perdesse. Aos 8 minutos Ronei abriu o placar em belo gol ao pegar de primeira de canhota um escanteio cobrado por Ricco. A bola entrou na gaveta. Não demorou e aos 10 foi a vez de Ricco receber dentro da área passe açucarado e tocar por baixo de Erich quando este saiu para tentar evitar o gol. 2 a 0 e tranqüilidade ao time amarelo-limão.

Os gols abateram o Pagalanxe, que pouco chegava ao ataque. Julio Cruz ainda tentava lutar fazendo o pivô e girando para o bate, mas a defesa acidiana com Raphão e Lói não deixava o matador livre para a conclusão. O zagueiro Lói, em sua única descida ao ataque, partiu com a bola dominada, puxou para a esquerda e, do meio de campo, mandou um tiro com endereço certo – a gaveta – que Erich foi buscar e desviou para escanteio.

O Acidus mudou e entraram Kirk e Lucas na metade do primeiro tempo. Lucas logo perdeu um gol ao, da esquerda dentro da área, tentar tocar por cima de Erich, que facilmente interceptou a bola rente a trave. Mas o time continuou na pressão e, em jogada de Kirk pela esquerda, ele se livrou do marcador e tocou para dentro da área um presente para Lucas, com categoria, mandar para as redes e fazer 3 a 0.

E os 2 minutos finais de jogo saíram mais 2 gols do Acidus. No primeiro deles, Kirk lança pelo meio para Philip que, dentro da área, faz que ia matar e sai da bola, matando o goleiro Erich e deixando a bola ir morrer vagarosamente no fundo das redes para Kirk fazer o quarto gol. No lance seguinte, ataque do Acidus, e falta em Kirk na esquerda, quase em cima da linha lateral. Marquinhos bate forte e a bola vai forte e faz a curva, explodindo na trave oposta de Erich. A bola rebate para fora da área do lado direito do ataque do Acidus e chega a Barata pedindo “me chuta, me chuta”. O camisa 2 fez o que foi pedido: um chute primoroso de primeira fazenda a bola cruzar a área e morrer no canto oposto . Era o 5 a 0 de um jogo que, ao final, mostraria que foi de 5 vira 10 acaba.

O Pagalanxe estava aturdido em campo. Logo o time se preocupou em reclamar da arbitragem do que em jogar bola. Mister afirmar que o time não perdeu a cabeça em nenhum momento, pois caso assim fosse Robinho teria sido sem pernas de campo de tanto que abusou de querer driblar mais do que jogar. O jogo seguiu com o Acidus segurando meia quadra o Pagalanxe. Os contra-ataques eram desferidos quando os atacantes eram desarmados. Num desses, Philip deixou seu gol aos 6 minutos. Aos 7, foi a vez de Raphão se aventurar ao ataque e deixar também o dele, com direito a um “sai, zica” e muita alegria.

O Acidus seguia atacando e contra-atacando. Em jogada pela esquerda, Lucas chutou forte de dentro da área quase sem ângulo e viu Erich tocar na bola e em seguida explodir no travessão para evitar seu segundo gol na partida. Mas se este o goleiro defendeu, o chute rasteiro de Ricco ao seu lado ele não pegou. Estava fácil e no minuto seguinte Barata mandou pro fundo do gol praticamente em cima da linha jogada vinda da esquerda de Robinho com Ricco. Lucas ainda obrigou Erich a trabalhar com os pés ao tocar de leve a bola em lançamento de Barata. Só dava Acidus.

9 a 0 e o Pagalanxe já morto em campo, com seus jogadores forçando nas jogadas individuais e tiros de fora da área. Julio Cruz tentava, Nardelli dançava muito e tentava espaço para o bate, mas a bola ou parava na trava do adversário ou nas mãos de Diego. O Pagalanxe esboçou uma pressão quando Ronei saiu de campo pelo cartão amarelo. Diego apareceu bem e espalmou dois chutes, em outros lances a defesa afastava.

Ainda houve tempo de Ricco fechar a goleada, chutando de novo rasteiro. O jogo acabava com 10 a 0 no placar em favor do Acidus contra sua pedra no sapato Pagalanxe. Enquanto o Acidus comemorava e se reunia no centro, Bruno Corneta evaporava do campo sem dar uma palavra. Nem seus amigos do Veras e do Bacana o viram depois do jogo.

Com o resultado, o Acidus assumiu isoladamente a liderança do Grupo B e espera a EB para fazer, na 3ª rodada, mais um grande clássico, o mais antigo do atual Chuteira de Ouro. Mutssa já prometeu muitos gols e desbancar o Acidus, enquanto este promete apenas muita luta, raça e futebol para a partida.

VII Chuteira de Ouro: 2ª rodada: Grupo B:
Bacana 6 x 3 The Veras


EM JOGO SEM BRILHO, BACANA PRECISA DE 2 MINUTOS PARA VENCER THE VERAS


Fechando a rodada pelo Grupo B, o Bacana mediu forças contra o The Veras esperando descontar a derrota em amistoso pré-Chuteira. Era a hora de buscar o G-4 do grupo depois de um empate em 6 a 6 com Bengalas na estréia. Ao The Veras era a estréia (folgou na rodada inicial) e esperança de começar com pé direito a nova formação. Até que o Veras começou bem, mas em 2 minutos de bobeira e o time acabou muito mal, com o Bacana fazendo gols e anotando um 6 a 3 folgados no placar.

A partida abriu com chutões desnecessários de ambos os lados. Até a metade do primeiro tempo, não houve qualquer chance real de gol. Isto se refletia na torcida, quase nula, enquanto ao lado a Série Prata “bombava” com Locomotiva x Primatas. Os poucos que chegavam para acompanhar o jogo logo se irritavam com tanto chute torto e iam embora ver os outros jogos. Nessa toada, as faltas eram algo comum e após entrada mais forte Jorge Pereira foi amarelado. As jogadas individuais explicavam o pouco toque de bola, principalmente por parte de Iuri, do Bacana. Porém, uma equipe que marcou seis gols na primeira rodada não ia passar batida. E assim Canzian entrou em campo e abriu o marcador. Nem o gol melhorou o jogo, que continuou ruim e com poucas chances de gols para as duas equipes.

Foi então que o The Veras empatou em falha do adversário. Após arrancada de Nico pela esquerda, ele cruzou para a área e Márcio Cardoso, o Rato, fez contra (gol anotado a Nico). Logo depois, o mesmo Nico aproveitou o corredor que a defesa do Bacana lhe cedia pela esquerda, avançou e bateu forte de fora da área para virar a partida ainda no primeiro tempo.

Talvez a empolgação nas quadras ao lado tenha acordado os dois times, pois, na volta do segundo tempo, as equipes eram outras. Logo no começo, o The Veras foi para cima do adversário e exigiu trabalho do goleiro do Bacana. Na sequência, quase um gol de placa de Victor Petreche. Após chute que ia longe da meta do Bacana, ele apareceu para tocar de letra. A bola raspou a trave esquerda.

Por apertar a saída de bola do adversário, o The Veras estava melhor e dava pinta de que ia garantir a vitória. Mas como se diz por aí, o futebol é uma caixinha de surpresas, Rômulo empatou em jogada de contra-ataque. Logo depois, o The Veras reagiu e com João voltou a estar na frente. E nunca se viu um gol fazer tão mal a um time, pois o Veras simplesmente apagou no jogo e o Bacana não perdoou.

Em questão de dois minutos o Bacanas marcou três gols: Yanes e Iuri duas vezes, tudo em jogada de escanteio e bola parada. Ao Veras adormecido restava buscar a bola nas redes. Teve um até que pegou a bola e deu um chutão para frente de tanta raiva. Afinal, um placar favorável faltando 10 minutos para o fim do jogo transforma-se em goleada contra de 6 a 3. “Cansei de alertar o time que o Bacana tinha feito vários gols no fim do jogo contra o Bengalas. Fiquei p. da vida com o que fizemos em campo”, lamentou Pedro, capitão verense e um profundo conhecedor do futebol.

VII Chuteira de Ouro: 2ª rodada: Grupo A:
SNG 0 x 3 Fora de Série


FORA DE SÉRIE DÁ SHOW DE TÁTICA E DISCIPLINA EM SNG


O clima era de estréia por parte do SNG – tendo em vista que a equipe venceu por WO a primeira partida, por conta do atraso da equipe do Fiorella –; já pelos lados do Fora de Série, a equipe de Clebão e Rica buscava sua primeira vitória após a derrota para o atual campeão na estreia. E o páreo seria duríssimo – afinal, enfrentar seguidamente campeão e o bicampeão SNG não era tarefa nada fácil. E de fato não foi fácil, mas foi menos complicado do que se esperava: quem esperava um chocolate do SNG viu o oposto – um Fora de Série bem postada na defesa, com um jogo vibrante e letal no contra-ataque. O 3 a 0 ficou barato para o SNG, que se mostrou absolutamente perdido em campo sem Renê.

Rolou a bola e antes que o sempre favorito SNG tomasse o controle da partida, o zagueiro CARLÃO AUGUSTO, do campo de defesa, enfiou linda bola para Rodrigo Cunha subir de cabeça com o goleiro e anotar o primeiro gol da partida. Após o gol, o SNG mostrou com poucos minutos qual seria a cara do confronto: a equipe passava a bola de pé em pé (sempre pelos flancos do campo), mas não conseguia avançar pelo meio. Mesmo com um jogador a mais, depois de Leandro tomar o primeiro amarelo do embate por falta em Allan, o SNG não conseguia adentrar a área adversária, daí abusar de chutões e lançamentos longos, todos inócuos. Ter Renê para fazer as jogadas na entrada da área seria uma coisa, mas sem ele as coisas se complicam.

E complicaram mesmo quando o Fora recompôs com a volta do amarelado e passou a tentar o ataque. E quando o time que tem uniforme novo chegou foi para marcar. Após Rodrigo Cunha fazer jogada de velocidade pela ponta esquerda, a bola sobrou para Iago, sozinho dentro da área, encher o pé. Foi uma bomba que explodiu no travessão e quicou dentro do gol, mas que foi bem visto e anotado pela arbitragem, apesar de um esboço de reclamação por parte do SNG.

Antes do final do primeiro tempo o SNG tentou descontar. Em cobrança de falta ensaiada pela esquerda, Fabinho rolou para Mario que, da intermediária, de frente para o gol, chutou forte mas por cima da meta. Pouco depois foi a vez do Fora quase ampliar. Em contra-ataque, após roubar a bola, Rodrigo Cunha chutou de direita e viu o arqueiro fazer boa defesa. Aliás, o final da primeira etapa foi o espelho do que seria o segundo tempo: o SNG desorganizado e desesperado para chegar ao empate, enquanto o rival teria exatamente no contra-ataque a chave para matar a partida.

Para o segundo tempo Clebão insistiu na união para chegar à vitória. Pediu a todos que mantessem o bom rendimento do primeiro tempo, não importando quanto apontasse o placar. Com a bola rolando foi o SNG que partiu em busca do gol. Após escanteio cobrado no segundo pau, Fabinho testou rente a trave de Maranhão, desperdiçando boa oportunidade. Em seguida, Pedrinho, ex-Kadência e fazendo sua estréia no SNG, chutou da esquerda. O goleiro rebateu para o meio da área, nos pé de Memé, que no reflexo mandou a melhor chance do SNG na trave.

A tônica do jogo era a mesma: bola nos pés do SNG e nada de conseguir fazer o gol. A defesa do Fora de Série portava-se de maneira impecável e em outro contragolpe aproveitou para liquidar o jogo. Rica, o grande nome da partida, disparou pelo meio deixando Mario para trás, e com um lindo chute de pé direito mandou a bola no ângulo de Sampa. Golaço!

Nos minutos que restaram o Fora seguiu atuando da mesma maneira inteligente, com a equipe se fechando pelo meio e cedendo as laterais para o adversário, local por onde o SNG não conseguia levar perigo à meta de Maranhão. Visivelmente sem criatividade e afoitos, ficou evidente a falta que o artilheiro Renê faz e fará ao bicampeão, que tocava, tocava e tocava sem conseguir nada até que o árbitro encerrou a partida. Comemoração extra do Fora de Série, que derrubava o bicho-papão SNG, que pelo visto não é mais papão assim.

COBERTURA JOGO DO I CHUTEIRA DE PRATA


I Chuteira de Prata: 2ª rodada:
Roleta Russa 6 x 1 Treinadores do Braz


ROLETA DE BRUNO BATE FORTE NOS TREINADORES DO BRAZ


Se o Treinadores do Braz vinha de um empate na primeira rodada, o Roleta – apontado por todos nos bastidores do Chuteira como franco favorito à promoção à Serie Ouro (e ao título) – também havia apenas empatado em sua estréia. Dois times considerados fortes na Prata com apenas um ponto. Com a polemica do último amistoso entre Treinadores e Roletinha deixada de lado, o jogo correu sem contratempos e provocações, com as equipes preocupadas em jogar bola. E a bola do Roleta Russa falou mais alto no segundo tempo e não deixou pedra sobre pedra na defesa do Treinadores.

Nos primeiros movimentos da partida ambas as equipes pareciam se estudar em campo, como se fossem desconhecidos. O Roleta tinha a iniciativa de atacar, mas apenas ameaçava o arco adversário com tiros do meio de campo disparados por pelo zagueiro Gegê. E que tiros: foram ao menos 3 deles, todos dentro do espaço do gol e nos cantos rasteiro, obrigando Criança a se esticar todo para espalmar para escanteio.

Como as investidas do Roleta não surtiam efeito, a turma do Braz começou a gostar da partida e no primeiro lance real de perigo abriu o placar. Nelsinho recebeu cara a cara com Tavinho e tocou entre as pernas do goleiro para fazer 1 a 0. Os Treinadores continuaram no ataque e tiveram mais duas boas chances para ampliar. Em uma delas, Peruca recebeu de Índio, fintou Bocha e ficou de frente com o arqueiro Tavinho. No entanto, o atacante foi surpreendido pelo mesmo Bocha, que se recuperou no lance e travou o adversário na hora do chute. Na outra, Gafanhoto bateu no canto esquerdo e exigiu boa defesa do goleiro Roleta, que estava encoberto no lance.

Embora sofresse um pouco na defesa, o Roleta era melhor e ainda na primeira etapa foi em busca do empate. Antes da equipe de Baru se igualar no marcador, Bruno perdeu ótima chance após receber passe de Nação. Sozinho dentro da área, chutou mal e viu o goleiro ficar com a bola. Outro que apareceu bem no ataque mas não marcou foi Cavalera. O ex-Basicus tabelou com companheiro e bateu da intermediaria para ótima defesa de Criança. E de tanto tentar o Roleta chegou ao empate: após passe de cabeça dado por Bob, o irmão Caju se antecipou ao goleiro do Braz e mandou para o fundo do gol, igualando o placar.

O jogo ficou equilibrado e lá e cá, como se diz na gíria. Ainda no primeiro tempo Tavinho foi outra vez fundamental para o resultado do primeiro tempo. Índio bateu de dentro da área e o goleiro espalmou. No rebote o estreante Rui bateu forte e rasteiro para ver novamente o pequeno goleiro praticar nova defesa, garantindo a igualdade para o intervalo.

Se o primeiro tempo foi equilibrado e com chances para os dois lados, o segundo, no entanto, foi um verdadeiro massacre do Roleta Russa sobre o rival. Logo no primeiro ataque Bruno trouxe da esquerda para o meio e, de pé direito, acertou chute fulminante no canto para virar a partida. O show à parte de Brunão tinha início. Pouco depois até o xerifão Baru se aventurou ao ataque. Salada inverteu a bola da esquerda para a direita e antes que a redonda chegasse aos pés de Nação, Baru veio de trás bufando e gritando “Deixa, deixa!”. Quase que Nação não deixou, mas baru chegou com a vontade dos grandes atletas e soltou uma bomba de pé direito. O chute foi longe, mas realmente muuuuuuito longe do gol, mas o Roleta seguia na frente e no ataque.

A roletada manteve seu ritmo implacável até Salada pegar Juba com um carrinho enquanto este tentava levar os Treinadores ao ataque pelo lado esquerdo do campo. Amarelo para Salada e dois minutos fora de quadra. Nem com um jogador a menos o Treinadores soube aproveitar. Parecia que estavam desesperados em campo e não conseguiam fazer uma jogada. Era tudo na base do chutão e lançamento, tentando aproveitar a boa estatura da comissão de frente do Braz. E Bruno não teve dó: driblou com a cabeça o zagueiro, e a bola sobrou para o próprio camisa 13 que, dividindo com o goleiro, concluiu rente a trave.

Mesmo com a vantagem de um homem a mais por conta do cartão, os treinadores não conseguiam ameaçar o gol adversário. Com a volta de Salada após a rápida suspensão, os gols continuaram. Após Salada chutar, Nação mandou de carrinho a bola que pererecava sobre a linha para dentro do gol. Na seqüência Gege e Nação foram protagonistas de um lance digno de cinema, Gegê começou a jogada aplicando um chapéu no marcador, tabelou com Nação e deixou com o peito a bola para o camisa 10, que com uma bomba de peito de pé colocou a bola no ângulo dos Treinadores. Um golaço que colocava 4x1 no placar.

Quem por algum motivo não viu o segundo tempo perdeu o show que Bruno e Nação deram no comando do ataque Roleta. O massacre continuou, Bruno dominou no meio da zaga adversária – que a essa altura da partida já estava totalmente perdida em campo –,passou por Anderson e Rui, e na saída do goleiro anotou mais um. Na seqüência o nome do jogo marcou outro, desta vez da intermediária, num belo chute no cantinho do arqueiro Criança, decretando a goleada por 6 x 1.

Ao final, quem assustou outra vez foi o Roleta Russa. Pela direita, Bob exigiu boa defesa do goleiro João, que entrou no lugar de Criança, que acabou espalmando a pelota para o meio da área, Caju, no melhor estilo Baru, mandou a bola por cima do gol, perdendo gol incrível! Tudo bem para a roletada, pois a primeira vitória na Série Prata já estava assegurada.

I Chuteira de Prata: 2ª rodada:
KATIMBA ANTLERS 2 x 7 AROUCA


AROUCA FAZ SEUS PRIMEIROS 3 PONTOS EM CIMA DO KATIMBA


Para iniciar mais uma tarde de jogos lá estavam Arouca e Katimba. O primeiro vinha de um empate contra o Roleta Russa, quando mostrou que sabia jogar bola. O segundo, mais desanimado, chegava depois de uma péssima partida na derrota de estréia diante do Locomotiva. Mas como o futebol é feito para contrariar, apesar do resultado elástico de 7 x 2 a favor do primeiro, o jogo não foi tão fácil quanto possa parecer. O Arouca é um time que só funciona mesmo após tomar alguns gols.

O azar do KATIMBA já apareceu nos minutos inicias, quando em umas das primeiras jogadas, Gerard, que está muito longe do futebol do seu xará inglês, machucou o ombro em dividida, tendo que deixar o campo para ser atendido. Aliás, isso foi o que ele mais fez durante a partida, afinal ele voltou mais duas vezes a campo e saiu outras duas sentindo dores no ombro.

Apesar do desfalque inicial, o Katimba foi melhor no início, não deixando o adversário sair jogando. E foi em uma cobrança de lateral despretensiosa que Paulão pegou de primeira uma bola fraca, mas que o goleiro aceitou. O primeiro gol e frango do dia. 1 x 0 para os “japoneses”.

O Katimba seguia melhor, enquanto o Arouca interrompia todas as jogadas com falta. O jogo mal havia iniciado e Ricardo já estava com três faltas. Só depois de mais 8 minutos corridos de jogo que o Arouca deu seu primeiro chute ao gol, em jogada de contra-ataque em que Veloz (por que será, né?) chutou para a defesa do goleiro Maurício. Logo depois ele ainda perdeu mais uma chance clara de gol, quando novamente o goleiro foi buscar. Nessa altura do jogo, o Arouca já havia resolvido jogar um pouco.

Entretanto, quando o Arouca parecia que iria acordar, o Katimba fez seu segundo gol. Em rápida jogada de contra-ataque, o faltoso Marcelo, camisa 5, deu um carrinho na área derrubando o atacante adversário. É pênalti. O bom Palhuca cobrou e converteu com categoria. O Katimba fazia 2 a 0. Seria a primeira vitória do time de Well?

A resposta foi dada no segundo seguinte. O Katimba ainda comemorava o gol quando, em saída de bola rápida, o time branco e azul diminuiu. Um gol tão rápido que pegou até o repórter desprevenido, que apenas viu a bola balançar as redes. 2 x 1 e o Arouca começava a jogar. O AROUCA gosta mesmo de emoção, parecia que estavam fazendo por querer.

A partir dar só se viu correria para os dois lados: ataque de um lado e de outro o tempo todo. Foi assim que saiu o gol do empate. Ataque do Katimba, Caio do Arouca tira a bola na linha e já liga o contra-ataque com um belo lançamento que Veloz pega de primeira e empata.

O jogo não para, muita correria e goleiro trabalhando o tempo inteiro. Até o Marquinhos do Katimba resolver a partida com simplicidade, em dois lances parecidos. Duas boas oportunidades ele chutou de fora da área, sem chances para o goleiro. 4 a 2 no placar e a deixa para o Arouca jogar com tranqüilidade.

O Arouca seguia no ataque, principalmente com Daniel Tafelli em ótima atuação, mas o gol dele não saía mesmo. Foram diversas jogadas individuais e chutes de meia distância que passaram perto – sem contar as bolas na trave. Mas mesmo sem deixar o seu ele foi novamente muito importante ao time. E o primeiro tempo acabou com ele chutando por cobertura, e a bola batendo caprichosamente no travessão.

O segundo tempo começou morno, mas logo voltou ao ritmo acelerado. E foi em boa jogada de Daniel pela direita que Matheus só empurrou para as redes. 5 x 2 Arouca. O sexto gol saiu logo depois. Linda troca de passes em que a bola passou pelos pés de Dih por duas vezes antes de ele bater com categoria.

E quando parecia que uma goleada maior viria, diante de um adversário já desanimado, eis que o AROUCA, que parece gostar mesmo de emoção, resolve dificultar para si mesmo o campeonato. Começa a sessão de cartões, todos desnecessários já que a equipe ganhava com um placar elástico. França tomou cartão azul e Gothardo, em uma bobagem, acertando PALHUCA fora do lance, foi expulso. As expulsões não mudaram nada o jogo, que ainda teve tempo de mais um gol de pênalti para o Arouca, dando números finais à partida em 7 x 2.

O Katimba surpreendeu no inicio e mostrou que pode fazer um bom jogo, mas falta maturidade, que foi percebida claramente em suas cobranças de lateral. Foram pelo menos 8 reversões dos garotos. Já o AROUCA fez sua parte, a equipe ainda segue começando mal os jogos e deve crescer durante a competição. O que vai ser um problema para esse crescimento são os inúmeros cartões da equipe, que vai sofrer bastante no próximo jogo com os desfalques.

I Chuteira de Prata: 2ª rodada:
Roleta Russa Olímpico 4 x 4 Babilônia


ROLETINHA BOBEIA E QUASE PERDE DE BABILÔNIA


Vindo de uma vitória na estreia, que para muitos foi uma verdadeira surpresa, o Roleta Olímpico encarou o Babilônia que havia sofrido a pior derrota da primeira rodada da Série Prata. Os Roletas jogaram com seriedade, tiveram a volta do goleiro Casari à meta e a força de Baru como técnico. E o time correspondeu inicialmente, chegando a abrir rápida vantagem e a vencer com certa tranqüilidade, mas do meio para o final da partida foram surpreendidos pelo rival, que não se entregou e arrancou um empate heróico.

Depois de as duas equipes fazerem seus rituais e darem seus gritos de guerra, foi a vez de a bola rolar. Sem perder tempo, os meninos de Baru abriram o placar. A equipe trabalhou a bola pela esquerda, até Folha encontrar Ceron, que não desperdiçou. A roletada continuava em cima e, no lance ofensivo seguinte, Folha aproveitou rebote após cruzamento, ajeitou a redonda com carinho e fuzilou de pé direito ampliando para 2 a 0.

Em falta desnecessária no campo de ataque, o Babilônia ficava com um jogador a menos, para piorar a situação de time perdido em campo. E com um jogador a mais os olímpicos chegaram ao terceiro gol, com Foguinho ao acertar forte chute no canto superior do arqueiro. Para não deixar a vaca ir para o brejo de vez, o Babilônia promoveu a troca do goleiro Beto por James, jogador de linha que se dispôs a atuar no gol, pretendendo atuar como goleiro linha. Ainda no primeiro tempo, antes da surpreendente mexida do técnico Baru (que por estar vencendo resolveu de uma só vez mudar quatro jogadores), Folha assustou o goleiro linha babilônico em cobrança de falta com efeito pela direita.

Para a etapa complementar, com 3 a 0 no placar, foi a vez do lance decisivo para o desenlace da partida: o técnico Baru trocou de cara 4 jogadores, mudando no esquema do time. A mexida foi fundamental e o jogo virou de lado. Era o Babilônia que partia ao ataque, o que faria de toda forma. Já no primeiro lance de ataque, Danilinho tentou de bicicleta, mas mandou por cima da meta Roleta. A busca babilônica pelos gols continuou e, em cobrança de falta, o goleirão Casari aceitou o chute rasteiro de Vini Love, um peru! O Babilônia ensaiava uma pressão. Tonhão bateu da intermediária, mas dessa vez o arqueiro segurou firme. Porém, em seguida o time descontou outra vez.Falha na saída de jogo por parte da defesa Roleta, Tio Léo aproveitou e anotou 3 a 2.

O Babilônia crescia em campo e ensaiava o empate quando Tio Léo fez falta na meia cancha, tomou amarelo e prejudicou sua equipe que buscava o empate. Mesmo com um a menos foi o Babilônia quem chegou ao gol. Depois de rebote de Casari, Vini Love de novo ajeitou e de biquinho mandou pro fundo do gol, igualando a partida e deixando a platéia atônita de como o Roletinha tinha deixado isso acontecer. Muitas lamentações por parte do arqueiro, que, como todo o time, parecia ter sentido o duro golpe do empate. E o golpe foi sentido com um apagão, pois minutos depois Tonhão entrou sozinho no meio da defesa Roleta e perdeu a chance da virada.

Os minutos finais de partida foram eletrizantes, e qualquer uma das equipes poderia sair de campo com a vitória. E parecia que o Roletinha desabou de vez quando o Babilônia chegou à virada com, para variar, Vini Love. Mas esse gol fez bem ao Roleta, pois sossegou o Babilônia e forçou o time a ir ao ataque. E foi assim que Ceron roubou no meio, tocou para Folha, que devolveu nas costas da zaga para, mesmo desequilibrado, o mesmo Ceron mandar a pelota para dentro do gol, salvando o Roletinha de um vexame.

Todavia, não estava nada definido no confronto, prova disso foi o último lance da partida. Na falta para o Babilônia na direita do ataque, quem se apresentou para a cobrança foi o goleiro linha James, que entrou em campo com a equipe perdendo por 3 a 0. Na batida, cheia de efeito, a defesa Roleta parou, a bola que com toda a certeza entraria no gol (e que lhes daria a primeira vitória no Chuteira) explodiu em Tonhão praticamente sobre a linha e foi para fora.

O empate em 4 x 4, mesmo tendo aberto uma vantagem de 3 x 0 no primeiro tempo, ao apito final do árbitro ainda deixou na boca do Roleta um gostinho de que o resultado poderia ter sido pior.

I Chuteira de Prata: 2ª rodada:
Basicus 3 x 1 Xoro Paro


BASICUS PÁRA KUMINHA E CONQUISTA SUA PRIMEIRA VITÓRIA


É certo que existem jogadores fenomenais no Chuteira, com Caio, Renê, Lele, Alemão, Brunão e Kuminha, dentre poucos outros. Jogadores que exercem um certo, aliás, certeiro pavor às defesas adversárias. O último deles, Kuminha, é conhecido como um jogador fora de série, terror da defesa da SNG. Por isso que, no jogo do Chuteira de Prata entre Basicus e Xoro Paro, seria inevitável ao time rosa e preto não dar atenção especial ao meia atacante do time vermelho. E assim foi pensado o confronto. A peça “básica” escolhida para tentar pará-lo foi o até então não tão conhecido Guilherme Fujii, número 21 do Basicus. Ele não só parou Kuminha como levou as 3 estrelas de melhor jogador da partida.

Basicus e Xoro Paro realizaram o jogo entre um time novo versus o time que não havia ganhado um jogo oficial desde sua fundação, em janeiro de 2008, ano que já virou história entre os remanescentes integrantes R. Barath, Harada, Imperatore e Thiago Ladeira. “Ano novo, vida nova, time novo e mentalidade nova. Esse é o pensamento do time do Basicus”, declarou R. Barath, um dos fundadores do Basicus.

Dentro de campo, os dois times começaram arrastados, sem muita criatividade, e o estudo entre os adversários prevaleceu. As duas defesas estavam sólidas, até que Felipe Comenale arrancou pela direita, após recuperar bola e avançou em direção ao gol de Dalton, que, junto com o zagueiro, levou Comenale ao chão, dentro da área. Injustiça seria não citar o jogador que R. Barath declarou como uma das mais ajustadas e certeiras contratações do Basicus como um dos temidos do Chuteira. André Martins, o camisa 17, pegou a bola e logo caminhou em direção da marca de pênalti. Goleiro para um lado e bola para o outro: Martins abria o placar para o Basicus, marcando o seu primeiro gol oficial com a camisa rosa.

Pouco depois, Bolas tirou a bola da defesa do Basicus num bicão que quase parou dentro das redes do XP. A pelota viajou o campo inteiro e caprichosamente bateu no travessão, arrancando um “uhhhhhh” da torcida que assistia ao jogo. Fora essas emoções, o tempo abafado tomou conta do campo e os dois times voltaram ao ritmo de destruição nas jogadas de meio de campo. Sem criar grandes oportunidades, os atacantes pareciam amarrados. Em um das poucas oportunidades que Kuminha teve – até o momento não havia aparecido no jogo – mostrou por que deve ser tão temido. Ele pressionou o lado direito da defesa do Basicus, sempre procurando a referência no ataque, seu irmão Kuma. Mas foi o capitão Thiago Leme que empatou a partida em falha de posicionamento da zaga rosa. Emílio ainda tocou na bola, que passou por baixo de seu corpo e morreu lentamente no gol.

Bruninho, atacante do Basicus, jogando mais no meio do que no ataque, sentiu o cansaço e pediu para sair, dando lugar para Harada, deixando a cargo de Comenale a armação das jogadas para as investidas de Harada. Foi em uma dessas investidas que o pequeno atacante tocou para Martins, que, livre, mas longe do gol, chutou forte, obrigando o goleiro a realizar bela defesa. Logo após o chute, Martins deu lugar para outro estreante da equipe, Vinicius, mais um jogador com pegada forte e habilidade para conduzir a bola, uma bela surpresa para o time. E foi assim o primeiro tempo, sem muitas emoções no ataque, mas um show na defesa, especialmente de Guilherme Fujii, que teve a árdua missão de anular Kuminha, até então bem-sucedida.

No segundo tempo os times voltaram a campo se arriscando mais. Com apenas um reserva contra 5 do Basicus, a alta temperatura poderia ser um dos principais inimigos do time vermelho. Mas quem cansou primeiro foi Harada, que avisou que queria sair. Harada assinalou com os dedos que agüentaria mais 2 minutos, enquanto Barath preparava a volta de Martins. No momento que Martins chegou ao meio de campo, Harada chutou, em seu último lance no jogo - talvez o mais feliz de todos com a camisa rosa - entre 2 marcadores e acertou belo chute no ângulo de Dalton, que nada pode fazer. O Basicus fazia 2 a 1.

Guilherme Fujii já foi apresentado, mas foi a partir desse momento do jogo que mostrou o motivo de ter saído de campo como o maior destaque. O meia defensivo do Basicus veio através de Emilio e logo mostrou, apesar do pequeno porte físico, que virou referência no time quando se trata de marcação. Foi escolhido como o marcador de Kuminha por todos. “O Kuminha é rápido, puxa muito para a esquerda e faz que não vai mas vai com muita velocidade”, reforçou Martins, que já jogou com o meia no Roleta Russa.

E de fato Gui perseguiu o adversário o tempo todo e, quando deixou passar, voltou com rapidez de um felino e desarmou até cansar. O número de desarmes feito por ele não foi anotado, mas o que se viu foi um monstro na marcação, fator que influenciou todo o time do Basicus, que marcou com todos os seus jogadores, mesmo com o campo pesado e o calor só aumentando.

A recompensa por sua forte marcação veio com um gol, parecido com o que ele marcou contra o Forza Leone no jogo da estréia. Guilherme fez 3 x 1 no placar, com o relógio anotando 15 minutos jogados. Depois disso, não agüentou mais e pediu para sair, exausto, dando lugar para Lamarck.

Na volta, o XP carimbou a trave esquerda de Emílio. Mas logo o Basicus voltou a pressionar, pena que com Bruno Costa em tarde ruim. Por duas vezes ele teve a chance, mas desperdiçou. Em uma delas, roubou bola da defesa e avançou, sem enxergar Martins, que estava sozinho com o goleiro. Na outra, recebeu passe de Bruninho e chutou certeiro no canto esquerdo, obrigando Dalton a realizar defesa dificílima.

Quando soou o apito, todos os jogadores do Basicus se abraçaram, pois ali estavam os jogadores que acabavam de deixar um marco na história do time, que até aquele jogo não havia ganhado uma partida oficial no Chuteira. “O ano é novo, o time é novo, eu mudei muito em relação a pensar em time, no que é um grupo e o que todos querem, A única coisa que posso fazer é me dedicar e apoiar cada um deles, não deixar o objetivo que temos, que é de voltar para a série ouro, ser tirado de foco. Para mim, a Série Ouro é como se fosse a Libertadores para quem joga uma Copa do Brasil ou um Campeonato Brasileiro”, filosofou Barath ao fim do jogo, além de agradecer o apoio daqueles que verdadeiramente torceram e torcem pelo bem do Basicus, sem hipocrisia, e elogiou a postura do Xoro Paro, que cumprimentou e parabenizou todos os jogadores ao fim do jogo.

Feliz da vida, Barath seguiu com o discurso: “Temos todos os jogadores com os mais diversos perfis, cada um com sua utilidade, e não me importo de declarar quando admito que um deles foi o mais monstro, como o Gui nesse jogo, ou se temos no elenco um dos grandes jogadores da história do Chuteira, que é o Martins, nosso já artilheiro da temporada. Posso falar de todos eles, mas cada um terá a chance de se destacar, se é isso que desejam, mas para isso é preciso correr atrás, e estão correndo. O jogo aconteceu e não posso discutir, tivemos 4 prêmios de melhores em campo nessa rodada, todos vimos e concordamos. Parabéns a todos e que todos continuem com o pensamento que jogamos, juntos, E EU GOSTO”, completou o manager.

I Chuteira de Prata: 2ª rodada:
Forza Leone 4 x 5 É Verdadeee


É VERDADEEE VIRA PRA CIMA DO FORZA LEONE NO FIM


Sorte de quem estava presente para ver essa partida, que foi um dos melhores jogos daquela tarde no PlayBall. Um jogo cheio de reviravoltas e belas jogadas. Se Forza Leone e É Verdadeee não tinham até então rivalidade ou história, começaram a ter. Em jogo disputadíssimo, o É Verdadeee levou a melhor, mostrando uma força de reação impressionante. Azar do Forza Leone que, apesar da luta, teve que aceitar a derrota.

Jogo já começa corrido e bem disputado. O primeiro gol sai logo no início, com o bom e rápido Fúria pegando de primeira uma bola de escanteio. O gol fez o jogo ganhar mais correria, apesar do sol forte, e o É Verdadeee tinha mais volume de jogo, tanto que o goleiro Muralha foi obrigado a trabalhar. Ele até que fez boas defesas, mas não conseguiu impedir o segundo gol do É Verdadeee, após ótima troca de passes, Gavião dominou e mandou para o fundo do gol.

Depois disso, surpreendentemente o primeiro tempo foi todo do Forza - e também das traves. Primeiro, numa bela cobrança do camisa 9, Diogo, da equipe vermelha, que explodiu no travessão. Depois, em nova jogada, novamente ele mandou na trave, mas no rebote e totalmente sem ângulo, Chapolin fez o seu.

O Forza continuou dominando a partida e, após o 10 colocar outra bola na trave, Chapolin fez pela jogada individual e tocou para o oportunista Love empatar a partida. Para não deixar o É Verdadeee respirar o Forza continuou em cima, e a trave entrou em cena novamente, agora em dobro. Sem ângulo, Chapolin deu belo chute, que bateu nas duas traves e, inacreditavelmente, saiu.

Tempo pedido pelo É Verdadeee para tentar volta a campo, mas parece que não deu certo. Mal voltaram e Love fez o terceiro do Forza, virando o jogo e deixando uma interrogação no ar: o que tinha acontecido com o início fulminante do É Verdadeee? E com 3 x 2 para os leões terminou o primeiro tempo. A etapa final começou do mesmo modo, com o Forza já ampliando para 4 a 2. Com a rapidez e vontade que estavam jogando, era difícil acreditar numa reação do É Verdadeee. O jogo caminhava para uma goleada, mas o que se viu foi nova virada. O É Verdadeee acordou e voltou a jogar bola.

Começou com uma pequena pressão, quando Muralha evitou o gol várias vezes. Mas como em todos os outros gols, Fúria estava lá para romper essa barreira e fazer mais um, encostando no placar.

Nesse momento o É Verdadeee já era melhor em campo, e Fúria faria jus a ser eleito o melhor em campo. Depois de perder um gol, empatou a partida em rápida troca de passes que embolou a zaga adversária. O empate foi mantido por mais alguns minutos. Apesar do É Verdadeee atacar o tempo todo, não conseguia concluir com qualidade.

O Forza, para variar, mandou mais uma bola na trave - a quinta na partida. Lelo fez boa jogada individual e chutou. Love quase coloca a bola para dentro. Foi a última boa jogada da equipe dos leões.

Em seu final o jogo ganhou equilíbrio, e as duas equipes podiam ter saído vitoriosas. E foi uma falha que definiu o resultado final. Chapolin resolveu fazer graça no meio de campo e perdeu a bola. Se o Forza perdeu a bola, o É Verdadeee não perdeu a oportunidade, na velocidade fez seu gol da virada com Gavião. 5 x 4 e muita comemoração por parte do É Verdadeee.

Talvez o Forza Leone possa culpar a má sorte, em um jogo que colocaram por várias vezes a bola nas traves, mas tomar uma virada em um jogo que estava ganho é sinal que há mais problemas além do "azar". O É Verdadeee só tem a comemorar, fizeram uma partida memorável e ganham confiança para o resto da competição.

I Chuteira de Prata: 2ª rodada:
Primatas 3 x 0 Locomotiva Tarja Preta


PRIMATAS VENCE E É LIDER ISOLADO


Seria o primeiro jogo entre duas equipes que haviam vencido na rodada passada e, após os resultados daquela tarde, a equipe vencedora seria líder do Chuteira de Prata. O Primatas foi embalado após uma bela vitória na primeira rodada contra o Babiônia. O Locomotiva, apesar de começar com vitória o campeonato, veio para a partida com um time totalmente reformulado, com pelo menos 5 caras novas no plantel. E quem se deu melhor foi o Primatas, que jogou o suficiente para garantir seu primeiro lugar e campanha 100%.

O Primatas, como na partida interior, marcava forte e jogava com muita seriedade. Abriu o placar assim que teve oportunidade. Orley fez ótima jogada individual e deixou Gui Fenômeno, artilheiro da Prata, na cara do gol, que não desperdiçou e abriu caminho para a vitória.

A partida estava truncada, mas o Primatas era mais perigoso. O mesmo Fenômeno deu um chute de primeira e a bola bateu no travessão. Em seguida foi a vez do primeiro ataque do Locomotiva também acabar esbarrando no travessão. Aliás, travessão que trabalhou muito naquela tarde.

Foi só na metade do primeiro tempo que o Locomotiva se achou e conseguiu equilibrar a partida. Mas, diferentemente do adversário, eles não aproveitavam as chances criadas. E o Primatas esperou a hora certa para, em contra-ataque, fazer o segundo gol da equipe, desta vez com Rafinha, camisa 10.

Apesar dos gols tomados, o Tarja Preta continuava tendo a defesa como seu melhor setor, sendo a segunda melhor defesa do campeonato até aqui, atrás exatamente do Primatas. Sem o bom zagueiro Léo, surgiu uma surpresa positiva dentre as caras novas do Locomotiva, Rodrigo, o camisa 15, que jogou mais recuado.

Perdendo, o Locomotiva tinha de ir para o ataque. E Wellington fez boa jogada mas chutou à esquerda do goleiro Vitinho. E a bola do time de Publius insistia em não entrar. Com Rodrigo fazendo milagre na defesa, foi a vez de Renan tentar fazer algo na frente. Em boa cobrança de falta, a bola para no goleiro do Primatas, que garantiu o pouco que nele chegou. Renan até que se esforçou e tentou as jogadas pelo meio, mas a boa formação defensiva do adversário e talvez o pouco entendimento com os novos companheiros tenha feito o meia deixar muito a desejar.

A ansiedade por buscar o gol criou muito nervosismo e desatenção na equipe, o que permitiu o terceiro gol do adversário, de Orley, um dos destaques do jogo, livre, dentro da área quase em cima da linha.

A reação do Locomotiva acabou até na teoria quando, em contra-ataque, Tom tem de derrubar o atacante quando no mano a mano. Uma entrada mais violenta que lhe rendeu o amarelo. Entretanto, o Primatas só queria que o jogo acabasse e não forçou mais, administrando o tempo até o fim.

O Primatas foi preciso durante toda a partida: defendeu bem, atacou pouco, mas quando atacou converteu em gols. Já o Locomotiva pecou muito nas finalizações, e os jogadores mostravam claro desentrosamento.

Após uma festejada vitória o Locomotiva conhece sua primeira derrota na competição. Além disso, mostrou-se um time iniciante, que não se entende em campo, provavelmente porque a maioria dos jogadores que estavam ali nunca haviam jogados juntos. A defesa improvisada fez o possível, mas o ataque subia em uma desorganização total. Desorganização que Publius e Paulinho (não é uma dupla sertaneja) vão ter uma semana para consertar. Os primatas jogaram o suficiente, seriedade do início ao fim, e foi recompensado com a liderança isolada.
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