Final é sempre final e não tem favorito. Esse é um dos chavões do futebol e coube perfeitamente na grande final do IV Chuteira de Ouro. SNG e Acidus jogavam para ver quem era o melhor time do campeonato. Antes do jogo, comentários de que o SNG iria golear, que o SNG não aceitou a derrota para o Acidus no jogo classificatório e que a vingança viria na final com uma goleada. A opinião dividia-se entre os diversos jogadores de diversos times. Alguns achavam que o Acidus seria campeão, outros tinham como certo o bicampeonato do SNG. E quem apareceu para ver o jogo com certeza saiu impressionado com o espírito de equipe e luta das duas equipes. Tal vontade e dedicação de dar inveja a muitos times desse IV Chuteira. Teve jogador de outro time que declarou em off que morreu de inveja em ver o jogo da final – um jogaço, segundo ele – e não poder estar jogando ele. Um jogaço de fato que não poderia ter tido outro placar – empate em 3 a 3 e decisão no gol de ouro. E foi aí que o SNG, mais inteiro e mais experiente, selou a vitória com gol de Allan depois de desvio na zaga do Acidus e decretou o bicampeonato à equipe preta e laranja (ou melhor, laranja e preta).
Com um pouco de atraso devido ao atraso dos árbitros para a decisão do 3º lugar, o jogo começou com um SNG buscando impor seu domínio desde o primeiro segundo. E de fato, time mais experiente, com Fefe, Vairo e Allan atrás, Tejeda no meio e Memé com Abelha na frente (Renê começou no banco em razão de sua contusão), com tranqüilidade assumiram o controle da partida, apesar do Acidus ainda levar perigo em contra-ataques. O primeiro tempo foi praticamente um ataque contra defesa muito em razão do Acidus não conseguir arrumar sua saída de bola. Desfalcados de Rafão e com algumas peças-chave sentindo a pressão inicial, a solução era lançamentos longos do goleiro buscando Martins, Alemão ou Kirk, mas que não resultavam em nada muito produtivo.
O SNG chegava com certa facilidade até o campo adversário, mas aí residia o problema. Entrar na área do Acidus era praticamente impossível. As jogadas de lateral passaram a ser a solução, principalmente com Memé e Tejeda, mas mesmo assim a bola não entrava. De escanteio o SNG teve suas melhores chances de marcar, mas todas as cabeçadas – inclusive duas de Renê quase sem marcação – foram para fora. Abelha perdeu pelo menos 3 ótimas oportunidades. Além disso, a inspiração do goleiro Diego dava segurança ao Acidus. Com belas defesas, ele acabou o primeiro tempo como destaque da partida.
O placar de 0 a 0 no primeiro tempo foi uma vitória do Acidus, que não se achava em campo e pouco produziu em termos ofensivos. Na defesa, o goleiro Diego e Saulo, após um início nervoso, mostraram raça e categoria para evitar gols do time adversário. Publius também entrou muito bem com a função de marcar Renê. De fato, Publius e Saulo anularam Renê praticamente todo momento que ele ficou em campo. Se a defesa se tornou o forte do Acidus, era preciso arrumar o ataque. Kirk entrou no primeiro tempo e parecia morto em campo. A contusão da virilha ainda o incomodava, mas o sacrifício valia a pena. Foi pro jogo mesmo arrebentado.
E no segundo tempo o jogo voltou mais equilibrado. Mas desequilibrado foi Robinho que, depois de perder lance, acabou chutando o adversário e sendo expulso de maneira infantil. Ser expulso em qualquer jogo já é complicado, o que dirá numa final de campeonato? Só uma molecagem – que não é a primeira do jogador – para justificar tamanha e idiota atitude. Certo é que os árbitros não duvidaram e deixaram o Acidus com um jogador a menos. Parecia que a derrota estava selada naquele lance. Em conversa em pedido de tempo, ficou acertado que o time jogaria fechado e partindo nos contra-ataques. Ao SNG restou aproveitar a vantagem numérica e partir para a vitória e até uma goleada.
Os planos do SNG de um jogo fácil complicou quando Kirk, em jogada individual pelo meio, chutou rasteiro e no canto direito de Sampa para abrir o placar do jogo. Entre o reinício da partida, a expulsão de Robinho e o gol de Kirk não se passaram nem 5 minutos. Com o gol o SNG não teve dúvidas do que deveria ser feito. E pôs em prática seu estilo de jogo que envolve bola de pé em pé, jogadores ocupando os espaços das pontas, praticamente cercando todo o time adversário, e muita paciência para dar o bote. O Acidus se fechava esperando o adversário e fechando espaços. E houve um bombardeio para cima do goleiro Diego. Chutes de longe, chutes de rebote no meio da área, chutes cruzados... E Diego pegando tudo ou jogando para escanteio. Nos escanteios era quando o SNG levava mais perigo, pois o Acidus não tinha um homem mais alto para ser a referência. E era bola jogada no primeiro pau, no meio da área, no segundo pau. E todas as bolas eram tiradas pela defesa ou pelo goleiro. Diversas vezes um pé salvador chegou na hora certa para interceptar chute certo para o gol.
E com o ataque maciço, o espaço para o contra-ataque apareceu. E quem apareceu para ocupar esse espaço foi Publius, que recebeu bola no meio de campo de Kirk e partiu com ela em disparada. Saiu do campo de defesa do lado direito e foi cortando para a esquerda até que, quase na ponta da área do lado esquerdo, mandou um belo chute de esquerda no ângulo inverso do goleiro. Um golaço, o mais bonito da final e um dos mais bonitos do campeonato, e Acidus na frente com dois gols de vantagem. Publius não conseguiu nem comemorar porque o ar não vinha, quase desmaiou quando voltou para o seu campo de jogo e logo foi substituído para se recuperar.
Não deu tempo para respirar que o SNG estava em cima. E o jogo ficou nessa de um time se fechar e esperar a hora de contra-atacar em oposição a outro que atacava com inteligência, mas pecava nas finalizações. E nessa toada foi a vez de bola ser tirada da defesa e cair nos pés de Barata. Se no primeiro tempo ele não conseguiu matar a bola para chutar no gol, desta vez ele matou e seguiu com ela para chutar na saída de Sampa. O goleiro ainda tocou nela, que foi morrer lentamente no fundo das redes. Era 3 a 0 e o jogo não tinha chegado nem a 15 minutos do segundo tempo...
Mas eis que as coisas começaram a mudar para o SNG. Se a bola não entrava de jeito algum, houve um momento que ela passou a mudar de idéia. Na primeira bobeada da defesa, a bola sobrou livre para Tejeda marcar. O SNG diminuía. Tensão no ar, era um time que tinha dado tudo de si em campo, já mostrava nitidamente cansaço e esgotamento – tanto que Kirk caiu em campo e vomitou devido ao esforço sobrenatural que vinha fazendo para ajudar a equipe – e precisava segurar uma vantagem de dois gols contra um time experiente, de toque de bola, precisando da vitória e sabendo como marcar gols (para quem não se lembra, na final do III Chuteira contra o Assurra, o SNG também se viu com um jogador a mais em campo logo no início do segundo tempo, viu o Assurra fazer 3 a 1 no jogo e conseguiu reverter o placar para 5 a 3 e ser campeão). Uma missão hercúlea que o time cumpriu perfeitamente até os 28 minutos, nos acréscimos, quando Abelha empatou o jogo segundos antes de o árbitro apitar o fim do jogo.
Mas antes do empate houve o gol de Fefe, numa bola cruzada dentro da área após batida rápida de lateral. Bola lançada à meia altura, ficou a dúvida se o gol foi feito com o braço ou com a barriga. Lance duvidoso que ninguém saberá ao certo se foi legal ou não. Mas fato é que o árbitro não achou ilegal e deu o gol. O SNG chegava ao segundo gol. Com todos os 16 jogadores em quadra, era preciso fazer o terceiro gol e matar o Acidus no gol de ouro.
A bola definitivamente se converteu ao SNG, pois em lance de contra-ataque pela direita Cavalera dá o carrinho para chutar cruzado, vencer o goleiro Sampa e a bola caprichosamente passar raspando a trave do gol adversário. Era a bola que selaria a vitória do Acidus, bola esta que não entrou e em seguida seria jogada para dentro do gol do Acidus, após lateral cobrado por Grillo (que entrou só para jogar a bola dentro da área), por Abelha. No bate-rebate, a bola acaba entrando devagar, serelepe, até sorridente rente a trave de Diego. Empate em 3 a 3 aos 28 minutos de jogo do segundo tempo. Os árbitros nem deram tempo para algum time tentar o ataque novamente e logo encerraram a partida. Conforme regulamento, o jogo iria para a morte súbita, ou gol de ouro – quem marcasse primeira levava o título. Caso 15 minutos se passassem e nenhuma equipe anotasse, era decisão nos pênaltis.
Era nítido em campo que o SNG estava inteiro. Era questão de tempo para sair o gol do título. Memé e Abelha tiveram chances de marcar cara a cara, mas Diego não deixou. Em chute de longe, a bola bate na trave, salvando o Acidus. Em chute de longe, Alemão faz Sampa desviar a marota bola, que teima em não entrar e resolve explodir no travessão. Escanteio não é marcado e SNG parte para o ataque. No toque de meio de campo, Allan, sempre ele, chuta de longe e forte. A bola, traiçoeira, resolve desviar em um jogador do Acidus. Talvez cansada de correr para os braços de Diego, com o desvio tira o goleiro da jogada e vai explodir com raiva no muro atrás de seu gol. O SNG fazia o gol de ouro, o gol do título e comemorava. A bola, até então querida e amaciada, passou a ser ignorada. Tentou correr para o meio da festa do SNG, mas logo foi chutada para longe. Para o SNG, a bola não importava mais, importava a comemoração do título. Tinham sido jogados pouco mais de 4 minutos da prorrogação. Era o fim do jogo e do campeonato. SNG comemorava o bicampeonato, o Acidus ficava com o vice num jogo em que praticamente todos deram tudo que podiam e se sacrificaram pelo time. A imagem que fica é de Kirk quase desmaiado no meio do campo de tanto correr.
O Acidus amadureceu e mostrou que é time grande. O SNG confirmou que tem o melhor plantel do Chuteira, mas que seu reinado pode estar acabando. Em 2008, a briga continua com mais times e mais emoção. Enquanto isso, só quem viveu e esteve lá para ver sabe a emoção de jogar uma final. Que essa emoção e essa dedicação das duas melhores equipes do torneio fiquem na memória de todos e sirvam de lição para os demais times.
Parabéns, vice-campeão Acidus. Parabéns, campeão Se Não Guenta Por Que Veio?.
EM “PRELIMINAR”, JOGA 13 GANHA FÁCIL DO HOLLANDA
Jogo que pouco valia, pois as atenções estavam para a grande final. Mas jogo do Joga 13 sempre vale alguma coisa e o time mostrou a importância do 3º lugar ao chegar com todos seus jogadores. O Hollanda, pelo contrário, chegou desfalcado de vários homens de seu elenco, inclusive do artilheiro Salada. Com apenas um reserva e pouca inspiração, principalmente no ataque, o Hollanda foi presa fácil para Lele e cia. limitada.
O gol não tardou a sair. Logo com um minuto de jogo, erro de saída de bola do Hollanda deixa que Lele só empurre pra dentro do gol. Sem pressão, ambos os times deixavam o adversário jogar e jogadas mais duras quase não existiram. Aos 7 minutos, Lele, que vestiu a camisa 21 de Choco (e este a 9 de Lele), marcou mais um gol, seu segundo na partida e do 13. Partida absolutamente tranqüila para o Joga 13, cujo goleiro não teve trabalho quase.
As poucas investidas do Hollanda, com Mudinho, Leandro e Juba, acabavam se perdendo em jogadas individuais ou em toques errados. E assim o jogo seguiu para o intervalo. No segundo tempo, como é característica do Hollanda, o time saiu pro jogo desesperado, confiante no goleiro Guaraná, que pegou diversas bolas e até se arriscou a chutes ao gol, e no sempre raçudo Argentino, que se desdobrava atrás para cobrir as falhas do meio de campo. Mas foi um contra-ataque que o Joga 13 ampliou para 3 a 0. Lele recebeu pela direita, seguiu com ela e foi entrando na área cara a cara com Guaraná. Poderia ter chutado no gol e feito o terceiro gol dele, mas apenas tocou para o meio da área, onde chegava Alemão para chutar forte e alto, quase fazendo com que ela saísse por cima do travessão. Na torcida , ouviu-se um comentário isolado, mas que certamente refletiu o pensamento de todos que estavam assistindo: “Nossa, quase que o maluco erra ainda”. Mas a bola entrou, gol anotado para Alemão, que no meio de campo fez o famoso “sai, zica” para tentar tirar a zica que ele viveu praticamente durante todo o campeonato. Zica ou não, o fato é que ali Lele podia ter feito seu 23º gol no torneio e se igualado a Renê. Foi uma chance e tanto.
Com 3 a 0, nada mais restou ao Hollanda que atacar. Edmundo fez bela jogada de velocidade pela esquerda e diminuiu para sua equipe. Mas não demorou para Choco fazer outra grande jogada, bem ao seu estilo, e decretar a goleada por 4 a 1. O jogo seguiu tranqüilo até que, em chute ao gol, a bola passa por Caieras e é defendida com a mão por Bruninho. Ele, em cima da linha, evitou o gol adversário. A dupla de árbitros deu cartão amarelo para Bruninho e marcou pênalti. Os jogadores do Hollanda ficaram indignados com apenas o cartão amarelo e exigiram o vermelho. Na reclamação, Edmundo tomou o vermelho. As reclamações continuaram ostensivas para a expulsão, tanto que os árbitros, diante do cenário de impossibilidade de continuar seu trabalho, apitaram o fim do jogo. Eram 22 minutos do segundo tempo e não houve a oportunidade para o Hollanda diminuir.
Segundo os árbitros, a regra de society não diz que lance similar ao do jogo seja punido com cartão vermelho. Esta é uma regra do futebol de campo que muitos acham que é geral. A regra do society manda punir apenas com o amarelo, seja justa ou não, conforme os argumentos. Certo é que o Joga 13 venceu a partida com folga por 4 a 1, Lele levou 3 estrelas por melhor em campo e levou o troféu de MVP do torneio e ratificou,pela segunda vez seguida, o título de 3º melhor equipe da competição (tal qual foi no III Chuteira).
Ah, antes que se esqueça, claro, Bruninho saiu de campo rindo à toa e dizendo que ele deveria ser eleito o melhor goleiro da rodada pela bela defesa que fez...
RENÊ, MESMO NÃO MARCANDO, É ARTILHEIRO DA COMPETIÇÃO
Bem que Renê tentou. Quando ele entrou em quadra já sabia que era o artilheiro da competição. Isso porque Lele jogara e tinha feito apenas 2 gols, atingindo a marca de 22 gols. Com seus 23 gols, era impossível que seu companheiro Memé fizesse mais de 5 gols ou Martins outros 6 gols para tirarem dele o troféu de artilheiro. Com o prêmio, Renê leva seu segundo prêmio de artilheiro por uma competição do Chuteira.
Com seus 23 gols – 1 a menos que no torneio passado – Renê chega à marca de 57 gols no Chuteira de Ouro, maior artilheiro de sua curta mas marcante história. Em seguida, vem justamente Lele, com 49 gols, e Memé, com 41 gols.
“ANTIGO” FENÔMENO MATRIX E “NOVO” FENÔMENO DIEGO EMPATAM E LEVAM DE MELHORES GOLEIROS
A corrida pelo MVP goleiro (ou melhor, MVG – Most Valuable Goalkepper) da competição terminou de forma impressionante: 2 jogadores obtiveram 14 estrelas e “dividem” o prêmio de melhor goleiro da competição (cada um terá seu troféu, claro). O “veterano” Matrix mais uma vez consta entre os melhores. Ao seu lado está Diego, novo goleiro do Acidus que teve presença fundamental na campanha até a final da equipe. Chegando ao time a partir da sétima rodada, fechou o gol em diversas partidas – como nos jogos das semifinais e final – e garantiu seu nome no topo (e do Acidus também). Diego e Matrix, além de troféu MVP, foram eleitos os goleiros da Seleção do IV Chuteira de Ouro.
Matrix somou suas 14 estrelas nos 12 jogos do Roleta Russa no torneio, até a eliminação nas quartas-de-final. Caso tivessem passado pelo Joga 13,as chances de mais pontos seriam imensas. Goleiro que configurou na Seleção do III Chuteira, obteve naquela ocasião a maior soma de pontos de MVP de um goleiro (até o torneio passado, não havia uma corrida MVP especial para goleiro). No IV Chuteira, Matrix sofreu 33 gols em 12 jogos, média de 2,75 gols por partida. Não faltou em nenhum jogo e salvou o Roleta em muitos desses jogos. Ele foi eleito o melhor goleiro da rodada em 3 ocasiões – contra MachuPichu, Bucets e Joga 13.
Diego chegou ao Acidus por acaso. Com a suspensão de Publius por 3 jogos, um novo goleiro era necessário. E Diego chegou, jogou e ficou. Em seu primeiro jogo, contra MachuPichu, fez belas defesas e levou MVP de segundo melhor da rodada. Voltou a jogar contra SNG e Bucets, levando de melhor contra o SNG (feito que repetiria na final) e terceiro melhor contra Bucets. Se não fosse a volta de Publius à meta do Acidus contra Sport Club CBB e nas quartas contra Bróder, Diego fatalmente estaria com mais pontos. Diego jogou 7 jogos e conquistou 14 estrelas, média de 2 por jogo. Quem viu ele jogar a final diz que não acreditou no que viu ele fazer. Diego, assim, leva o troféu de MVG em sua estréia no Chuteira.
LELE MARCA 2 GOLS, LEVA 3 ESTRELAS E VENCE MVP JUNTO COM CAIO
Na Corrida do MVP do campeonato, a briga final estava entre Caio, do MachuPichu, eliminado nas quartas-de-final, Renê, do SNG, e Lele do Joga 13. Para a rodada final, Caio tinha somado 14 estrelas, seguido por Renê com 12 e uma final a fazer e Lele com 11 e uma semifinal a jogar. Injusto ou não, Renê não conseguiu jogar contra o Acidus e o pouco que fez, arrumar para os companheiros chutarem em gol, foi desperdiçado pelos demais. Sem brilhar, inclusive sem marcar gols, coisa rara para Renê, ele acabou não pontuando, muito em função da heróica defesa do Acidus (que não deixou ele jogar e jogou muito bem, recebendo estrelas de melhores em campo), e abriu espaço para Lele, num jogo mais sossegado e sem pressão, marcar 2 gols, dar passe pra outro e ser eleito o melhor em campo.
Com a pontuação final, Lele chegou aos mesmos 14 pontos de Caio e ambos levam o troféu MVP do IV Chuteira. Lele ainda podia ter levado de artilharia se tivesse feito mais um gol apenas na disputa pelo 3º lugar contra o Hollanda. Pensando agora, Lele deve ter se arrependido de ter dado o passe para Alemão marcar o quarto gol do Joga 13 ao invés dele mesmo chutar ao gol já que estava cara a cara com o goleiro. Com isso, ele acabou com 22 gols no total, um a menos que o artilheiro Renê.
SUPREMACIA SNG – TIME TEM ARTILHEIRO E GOLEIRO MENOS VAZADO DA COMPETIÇÃO
Melhor ataque e defesa da competição, o bicampeão SNG mostrou porque é o time que dominou o cenário do Chuteira em 2007. Líder disparado do Ranking 2007 (e agora do Ranking Geral também), o SNG tem desde sua entrada no Chuteira de Ouro, no III Chuteira, uma campanha invejável. Foram no total 25 jogos, com apenas 4 derrotas, 2 empates (sendo um deles a final contra o Acidus e a vitória na prorrogação) e 19 vitórias.
A equipe existe há 10 anos e tem um elenco experiente liderado por Renê, Tejeda e Allan, não à toa os pilares da equipe em seus respectivos setores, a saber ataque, meio de campo e defesa. Uma defesa muito forte e incansável que teve a chegada de Fefe para melhorá-la (no III Chuteira, o time sofreu 45 gols em 11 jogos – média de 4,1 gols por partida; no IV Chuteira, foram 38 gols em 13 jogos disputados – média de 2,9 por partida). Um ataque bem servido por Tejeda e Fabinho e a volta de Memé, grande atacante que se recuperou de lesão no joelho.
A supremacia SNG foi inquestionável em 2007. Apesar dos ótimos números, alguns vêem que o reinado do SNG não vai continuar em 2008, prevendo dificuldades com o fortalecimento das equipes. Os jogos contra o Acidus, apesar de ser um deles uma situação especial,de final de campeonato, mostram que o time não é imbatível. Acidus e Assurra na final do III Chuteira quase venceram o campeão com um jogador a menos. Claro que fica a questão: com igualdade de jogadores, o SNG conseguiria virar essas duas partidas? Claro que a resposta fica em aberto – nunca ninguém saberá – mas também não é preciso saber. Fato é que o SNG venceu as duas finais, fez o que devia com inteligência e levou dois títulos para casa. Há como questionar um time desses? Resta a missão aos demais times em 2008 – o SNG é o time a ser batido. Pelo que mostrou em 2007, a grande pedra do caminho de qualquer equipe que almeje ser campeã. Não á toa, o melhor time do Chuteira atualmente.
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