Depois dos 16 a 3 levados do Acidus em sua estréia no Chuteira de Ouro, a jovem equipe do Tosco percebeu que sua equipe era limitada. Antes da estréia, um dos dirigentes do Tosco ventilou aos quatro cantos que seu time iria ganhar fácil do Acidus e que este era um time fraco. No campo viu-se outra coisa, e a surra de 16 gols valeu para aprender que ainda há muito a ser melhorado.
Para o segundo jogo, contra o campeão SNG do artilheiro Renê, o Tosco chegou com pé no chão. A intenção era perder do menor placar possível. Para tanto, graças à intermediação dos cartolas Lucas (Acidus) e Baru (Roleta Russa), o Tosco conseguiu contratar o bom goleiro Luiz Eduardo, ex-Bad Boys e que estava na reserva de Matrix no Roleta Russa. O reforço de última hora foi o destaque da equipe ao lado de Ph e Flavinho na derrota honrosa por 11 a 4 para o SNG.
O jogo começou com ritmo forte do SNG no ataque e com contra-ataques muito perigosos do Tosco, com Ph e principalmente Flavinho. Renê marcou os 3 primeiros gols do SNG e dele no campeonato, enquanto Fabinho descontou em contra-ataque para o Tosco. Quando ainda estava 3 a 1 para o SNG, Bena teve a chance de diminuir o placar, mas tremeu na hora do chute e resolveu tocar para um companheiro, desperdiçando grande chance. O primeiro tempo acabou com 7 a 2.
O segundo tempo parecia que seria mais puxado pelo lado do SNG, mas depois de 2 gols em 3 minutos – um deles o quinto de Renê –, a equipe começou a perder muitos gols. Ou a bola ia pra fora ou parava nas mãos do goleiro Luiz Eduardo, que saiu pelo menos 3 vezes nos pés de Renê e fez defesas milagrosas em bate-rebate dentro da área. O SNG não conseguia chegar com folga ao ataque. Ph na zaga era um ótimo desarmador e Flavinho e Fabinho lutavam como loucos no meio de campo e ainda tinham fôlego para armar os contra-ataques. Depois do frango do goleiro Messi ao aceitar chutão da zaga pra frente (os jogadores do SNG disseram que Messi estava sem óculos ou lente de contato e tem 3,5 graus de miopia...), o SNG marcou mais 2 gols, com Marcel e Bird, para aos 25 minutos, em contra-ataque, Mikas aparecer sozinho para vencer o goleiro e fechar o placar. Final: 11 a 4, mas o gosto de derrota talvez tenha ficado com o SNG, que esperava mais de 20 gols e um passeio contra o Tosco.
O Tosco comemorou o resultado, não tanto por terem segurado o ataque do SNG mas também porque finalmente conseguiram um bom goleiro. E, como diz o ditado, todo grande time começa com um grande goleiro. Agora o Tosco já tem o grande goleiro. É esperar pelo grande time...
JOGA 13 SOFRE PARA DERROTAR HOLLANDA
Mordido depois da derrota na estréia, o Joga 13 queria lavar a alma, mas quase que teve sua alma lavada pelo jovem Hollanda na partida da segunda rodada em que se enfrentaram. Depois de 3 a 0 no placar (Choko, Rodrigo e Lele), o 13 relaxou e sofreu o empate. Os gols do Hollanda foram da nova contratação Batoré (2) e de Neném. Com o empate, o Hollanda foi pra cima com tudo e só não virou o jogo graças ao grande dia do goleiro Caieiras, eleito o melhor goleiro da rodada. Num lance sensacional, Caieiras defendeu 3 chutes seqüenciais até conseguir por pra fora e ser atendido após dar uma joelhada na trave. Alguns disseram que foi cera para “esfriar” o jogo diante do bom momento do adversário. Mas quem viu o joelho de Caieiras após o jogo sabe que a coisa foi feia mesmo...
Jogando mal e perdido em campo, o 13 só conseguiu respirar com gol de falta de Rodrigo, sempre ele, a bomba nos pés para dar a vantagem a seu time. Perdendo, a Hollanda foi pra cima e no contra-ataque Bruninho fechou o placar, para alívio de seus jogadores, que já desesperavam pelo fim do jogo, tanto pelo cansaço quanto pelo sufoco. Para quem esperava um placar elástico ao 13, viu de fato um time da Hollanda superior em muitos momentos e que promete incomodar muitos times nesse campeonato. Dia 22, pela terceira rodada, tentam a primeira vitória contra o ainda líder Acidus. Já o Joga 13 pega o MachuPichu, outro time que tinha tudo para estar bem mas ainda não pontuou no campeonato.
ROLETA PASSEIA CONTRA SPORT CBB
O jogo foi equilibrado em jogadas e muito brigado, mas o que não teve equilíbrio foi o tanto de bola que entrou no gol do Sport Club CBB – 10 – e o tanto (ou não tanto) de bolas que cruzou a linha do gol defendido por Matrix – nenhuma. Sim, 10 a 0 foi o placar final de Roleta Russa e Sport CBB.
Outra “anormalidade” de um jogo assim foi que Bruno, craque do Roleta, passou em branco no jogo todo. E olha que ele jogou praticamente o jogo todo. “Foi a primeira vez na história do Roleta que o Bruno joga e não marca gol. Ele era o único que sempre marcou quando jogou”, confirmou a diretoria Roleta depois da partida.
Em compensação, se o maior nome do time não balançou as redes, outros o fizeram no seu lugar: Nação (4), Daniel (3), Bob (2) e até o zagueiro Ranalli, que acabou expulso na metade do segundo tempo por provocação e incitação à violência desnecessárias.
Para o CBB, parece que faltou alguém para ficar ao lado de Sanchez na defesa e uma presença no ataque – a ausência de Victor isolou o meia Thiaguinho. Assim, poucas vezes o CBB chegava com chances reais de gol ao ataque e quando era atacado era uma peneira que deixava Nação e demais Roletas livre dentro da área e quase sempre sem goleiro para marcar.
Chamou a atenção no jogo o “quase-frangaço” que Matrix ia engolindo. Uma bola alçada sem pretensão e, ao ir para encaixar a bola, ela pingou antes e passou por debaixo de suas pernas... A sorte do goleirão foi que ele estava 3 passos adiante da linha do gol e deu tempo de pegar antes de a cruzasse. Caso contrário, ai ai, seria um senhor frango, e histórico em se tratando de Matrix...
Com a goleada, o Roleta assume a segunda posição, com os mesmos 6 pontos de Acidus, SNG, Bróder e Fora de Série, só com saldo de 13 gols, um a menos que o Acidus. Dia 22 o confronto promete – Roleta Russa x Equipe Bróder.
SUPRESA FORA DE SÉRIE GANHA MAIS UMA,
DESTA VEZ DO MACHUPICHU
Um dos jogos mais “curiosos” e imprevisíveis da rodada estava para começar. O Fora de Série iniciou sua campanha no Chuteira com bela vitória sobre o Bucets por 4 a 0. Contra o MachuPichu, eterna promessa do Chuteira de Ouro, derrotada na primeira rodada pelo Roleta Russa por 5 a 2, o time de Beto e Cléber queria provar que não foram por acaso os primeiros três pontos.
O Fora de Série apresentou desde o início um time equilibrado da defesa ao ataque. O MachuPichu tinha um time organizado, mas forte dependência ofensiva do meia Caio e do atacante Ricci. A iniciativa do ataque coube ao MachuPichu, mas o Fora de Série levava perigo nos contra ataques. O goleiro Beto fez boas defesas até que Caio abrir o placar para o MachuPichu num chute cruzado, assim como havia feito contra o Roleta Russa.
Parecia que o MachuPichu dominava a partida quando Fora de Série empatou e virou o jogo em duas jogadas nas costas da zaga adversária. Uma delas resultou num chute sem ângulo de Thiago Motta. Mas o jogo estava fadado mesmo ao equilíbrio e, um pouco depois, em nova bela jogada de Caio, que limpou 2 adversários e chutou no ângulo, sem chances para o goleiro.
Depois da igualdade na primeira etapa, o Fora de Série voltou mais decidido e partindo para o ataque e, em nova jogada pela lateral do campo, fez o terceiro gol, abatendo o ânimo da equipe “peruana”. Mas algo inesperado aconteceu: numa saída de bola, o goleiro Beto soltou a mesma na frente da área e com a defesa totalmente despreparada. Danilo viu e chutou de primeira, igualando o marcador novamente, 3 a 3, e tirando a zica de não fazer gols.
Novamente empatado e já decorrendo os 10 minutos finais, o jogo ficou pegado e o MachuPichu, na empolgação para virar, acabou estourando o limite de faltas, dando a oportunidade do tiro de 9 metros para o Fora de Série. Foi a morte para a equipe: no primeiro lance, Gabriel não desperdiçou e marcou o gol que seria o da vitória. O Fora de Série ainda teve um jogador expulso, Adriano, pelo segundo cartão amarelo, mas o MachuPichu não soube aproveitar a vantagem numérica e, apesar da pressão, não igualou o marcador. Segunda vitória do Fora de Série e segunda derrota do MachuPichu. Situações opostas num jogo marcado pelo equilíbrio e decidido no excesso de faltas de uma das equipes.
BRÓDER GOLEIA BUCETS COM FACILIDADE
Há coisas inexplicáveis. A Equipe Bróder é uma delas. Nas adversidades o time comandado por Lapa parece se superar. Desfalcada de seus zagueiros Henrique, que sofreu contusão no joelho, e João Banana, Soneca teve ao seu lado o atacante Érico e a ajuda dos demais jogadores para impor seu jogo e golear o Bucets.
Se fossemos levar em conta as partidas entre Bróder e Bucets antes do IV Chuteira de Ouro, poderíamos nos preparar para um jogo muito equilibrado (2 vitórias do Bucets e uma do Bróder, sendo esta na final do I Chuteira). O clima antes da partida era de rivalidade, esperava-se um jogo nervoso, como de fato foi. A equipe bicampeã mostrou desde o início que não estava disposta a sair derrotada da partida. Com o comando do jogo e troca de passes envolvente, a Equipe Bróder pressionou até marcar primeiro, com Edu, depois com Lapa e ainda com Soneca de cabeça. Em lance confuso, o camisa 17 do Bucets, Claudinho, marcou o primeiro gol da equipe, ensaiando colocar fogo na partida. Mas a tarde era mesmo do Bróder, que passeava em campo, e foi abrindo cada vez mais gols de diferença (novamente Edu e Lapa), e fechando o primeiro tempo com vantagem de 5 a 1.
No segundo tempo, com a partida praticamente decidida, os Bróders trocavam passes e a equipe do Bucets brigava cada vez mais entre si. Eles simplesmente não se entendiam em campo e estavam com os nervos à flor da pele. O resultado da irritação do Bucets foi a expulsão de Tom. Em jogada totalmente desleal, deu uma pancada de frente, totalmente fora da bola, no atacante Leonardo do Bróder, enterrando de vez o Bucets. Ao final, 8 a 2 ficou barato para o Bucets. O show foi do Bróder, que mostra que está focado para a conquista do tricampeonato do Chuteira. Já o Bucets está longe daquele time vibrante e guerreiro que já foi visto muitas vezes.
Ao Bucets, resta tentar a primeira vitória contra o Tosco. O Bróder encara outro clássico – contra Roleta Russa, valendo liderança do torneio.
ACIDUS TOMA SUFOCO TOTAL, MAS VENCE SÓ LANCE
Ganhar um jogo é sempre bom, mas ganhar um jogo com time desfalcado, jogando mal e ainda sofrendo pressão mais da metade do jogo é coisa rara de se ver e mais do que bom. Eis a lição que o Acidus leva pra casa com a vitória de 3 a 2 sobre o Só Lance: um jogo que podia ter sido goleado e ainda saiu com a vitória.
Mas a dinâmica do jogo não foi bem essa. Os dois times jogaram bola e erraram muito. Muito foi pouco, erraram demais da conta. Tanto erro que se não errarem mais durante todo o campeonato ainda ficam com saldo positivo de erros. Para o Acidus, Lucas abriu o festival de gols perdidos, ao chutar rente a trave um chute cara a cara com o goleiro. Depois vieram Harada (2 vezes!), Martins, Dink e quem mais quisesse chegar ao gol adversário. Do Só Lance, além da péssima pontaria de seus jogadores, teve ainda o obstáculo chamado Publius, que fechou o gol, abençoado, e salvou o Acidus inúmeras vezes.
O primeiro tempo acabou 2 a 0 para o Acidus, com gols de Dink de falta (mais um) e de Martins. No segundo tempo, um chute desviado matou o goleiro Publius e um pênalti inexistente foi convertido por Ronei. No lance, o jogador do Só Lance levantou para tentar alcançar uma bola que estava saindo pela linha de fundo e se enroscou no zagueiro Daniel, caindo na área. O juiz marcou a penalidade sem pestanejar. Antes do pênalti, Martins havia ampliado o placar para 3 a 1.
Com 3 a 2, a pressão do Só Lance foi total. Ao Acidus sobrou se defender e tentar algum contra-ataque, que veio com Harada, que perdeu gol incrível depois de driblar um zagueiro, e com Martins, que foi derrubado por Maurício quase em cima da linha da área.
Aos 24 minutos, tiro livre de 9 metros para o Só Lance devido à sétima falta coletiva do Acidus. Publius salvou o Acidus do empate ao defender o chute e o rebote duas vezes. Ao final, 3 a 2 no placar, vitória suada que mantém a equipe na liderança pelo saldo de gols. Por enquanto...
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