Em duelo de tricampeões, o time dos Toledo supera rival e faz estreia da Ouro pegar fogo. Nota negativa foi expulsão e tentativa de agressão de Luisinho Fernando
Por Luis V. Andreassa
“Clássico é clássico e vice-versa”. A despeito de batida, esta frase do grande filósofo Jardel talvez seja a mais indicada para definir o jogo entre SNG e Bengalas. Em quadra, protagonistas de duas finais - ambas vencidas pelo time branco e amarelo - e nada menos que seis títulos da série Ouro divididos, além de uma rivalidade que esquentou a divisão de elite logo no jogo de estreia.
Mas para um clássico ser clássico, tem que haver raça, vontade de vencer. Como no chute de Luisinho Fernando, que encheu o pé do meio da quadra logo no primeiro lance e acertou uma bomba nas costas do goleiro adversário. A resposta do SNG veio com um chute rasteiro de Felipe Augusto, defendido com competência pelo goleiro Baki. Em seguida, Leo fez a bola passar com perigo na meta adversária. Apesar do começo melhor dos laranjas, o Bengalas mostrou sua força ofensiva com Ritolê em chute cruzado, que Sampa botou para escanteio. Na cobrança, bola na área, confusão e quase placar aberto.
Ambos os times buscavam o ataque, mas tinham pouco sucesso nas finalizações. Destaque para os zagueiros Leo e Wellington Negão, ambos camisas 3 de seus times, que iam bem na marcação e no apoio. As defesas iam levando a melhor até que Ritolê (até o momento o jogador mais perigoso em quadra) recebeu passe em cobrança de falta e tocou de letra - em um lance espetacular - para Luis Eric completar e abrir o placar.
Com o gol, o Bengalas melhoraram e assumiram o controle das ações na partida, pressionando a saída de bola do rival. Mas o SNG estava bem vivo e quase chegou ao empate em bonito lance de Fabinho pelo alto.
E para um clássico ser clássico, tem que ter calor, rivalidade e polêmica. No fim do primeiro tempo, as equipes faziam um jogo equilibrado, mas o time banco e amarelo começava a perder a cabeça com o árbitro. Aos 21 minutos, Cauê, do Bengalas, viu que não ia alcançar um lançamento longo e meteu a mão na bola, recebendo cartão amarelo pela infração. Em resposta, os jogadores do seu time reclamaram de um toque de mão do um adversário que não teria sido devidamente punido.
Discussões à parte, Tejeda, camisa 10 do SNG, fez jogada de craque logo em seguida e mudou o quadro da partida: arrancou pela direita e, quase na marca de escanteio, cruzou para Abelha fazer livre, de carrinho, o gol de empate.
A torcida do SNG passou a provocar Luisinho Fernando depois do tento, o que foi a gota d’água para o esquentado jogador. O camisa 14 do Bengalas foi tirar satisfações com o árbitro e, mesmo sob os protestos dos companheiros Leandro França e Guitolê, partiu para cima do juiz com gritos e xingamentos. Após a interferência da turma do deixa-disso e de alguns entusiastas da discussão, a confusão acabou se estendendo até a parte de fora da quadra, onde Luisinho quase partiu para as vias de fato para descontar sua raiva. Momento de tensão que resultou na expulsão do camisa 14 no encerramento da primeira etapa.
O segundo tempo começou de maneira semelhante ao final do primeiro: Leo pôs a mão na bola e levou cartão amarelo logo no começo. Porém, a irregularidade cometida pelo zagueiro teve um preço maior que um simples cartão. Na cobrança da falta, Ritolê bateu forte, rasteiro, cruzado, no cantinho, para passar seu time à frente no placar.
O SNG passou a ir mais para o ataque com o intuito de reverter o placar desvantajoso. Contudo, os atacantes da esquadra não estavam em um dia feliz. Já com Gustavo Simões foi diferente: o bengalense costurou pelo meio, chegou na cara do gol e tocou na saída do goleiro Sampa para fazer 3 x 1.
Após anotar o terceiro, a equipe amarela aproveitou o contexto do jogo para recuar e esperar uma oportunidade para resolver a partida. Foi aí que o atual campeão se lançou para o ataque e tentou diminuir a desvantagem com chutes fortes de longa distância e tabelas. Aos 16 minutos, Luis Romão, que vestia a 11 de Renê, girou em cima do marcador e bateu para o gol, exigindo boa defesa do goleiro Baki.
Por fim, para um clássico ser clássico, tem de haver consagração. Aos 25 minutos, o árbitro apitou um recuo de bola para o goleiro Sampa, que a pegou com as mãos. Na cobrança do tiro livre, o goleiro Baki confirmou sua bela atuação com um chute no canto, indefensável. Placar fechado, tabu mantido e um jogo para ser comentado até o próximo encontro dos campeões.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA
Arouca Jrs. 2 x 1 Real Paulista
AROUCA JRS. VENCE REAL E ESTREIA COM O PÉ DIREITO NA OURO
Arqueiros foram os principais responsáveis pelo placar apertado do embate
Por Luis V. Andreassa
Apesar da expectativa em torno do duelo entre Arouca Jrs. e Real Paulista, o que se viu foi um jogo de muita marcação e poucos gols, todos logo no primeiro tempo. Quem se sobressaiu na disputa foi o Arouquinha, estreante na série Ouro, que garantiu a vitória segurando o apertado placar de 2 x 1 até o final.
As chances foram escassas desde o começo da partida. Nos primeiros minutos, destacaram-se apenas os bons arremates de peito de pé de Felipinho, do Arouca Jrs., e algumas investidas de Rudy, do Real Paulista. Todavia, os lances não resultaram em gols.
Quem ia bem mesmo eram as duas defesas, comandadas por Felipinho e Gallo pelo lado do Arouca, e por Raphão e Nando no campo do Real Paulista. Rudy ainda tentou mais uma vez em chute de longa distância, mas a bola foi por cima da meta. Vena respondeu com desvio de cabeça para fora depois de lançamento vindo de trás.
Ambas as equipes mostravam aplicação tática e marcação implacável, o que travou o placar em 0 x 0 até o finzinho do primeiro tempo - momento em que os 3 gols saíram em sequência e melhoraram o espetáculo. O Arouca Jrs. fez uma tabela envolvente pra cima da zaga do Real Paulista até que Vena foi derrubado fora da área e, apesar da reclamação por um pênalti, o juiz confirmou o que havia marcado. Mesmo assim, o lance era de muito perigo para o arco defendido por Daniel Quintanilha. E não deu outra: bomba de Felipinho e bola no fundo do gol. 1 x 0 para o Arouquinha.
O lance botou fogo na partida e a equipe azul e amarela passou a pressionar a defesa adversária. Dessa forma, o segundo tento não demorou a sair: um minuto depois, o mesmo Felipinho recebeu passe pela direita depois de cobrança de falta e bateu cruzado. A bola bateu em Diego Loss do time adversário e foi para a rede, mas o juiz confirmou a autoria para o jogador do Arouca Jrs. Ainda houve tempo para o Real Paulista descontar com um gol de seu goleiro, Quintanilha, que mandou um chute forte no canto, de antes do meio-campo, sem dar chances de defesa para o rival.
No segundo tempo, o cenário não mudou muito em comparação com o que se viu na maior parte do primeiro: muita vontade, defesas aplicadas e jogo embolado. O Real Paulista buscava alternativas nas tabelas, principalmente na movimentação de Rudy e Pedrinho, que protagonizaram um dos lances mais bonitos da partida: depois de troca de passes envolvente, o camisa 7 recebeu passe em boa colocação para encher a bomba, que passou perto do gol defendido por Gui Rodrigues. Mesmo com esse lance de perigo, as defesas continuaram a levar a melhor, principalmente porque em quase todas as jogadas de ambos os times sobravam zagueiros para barrar os atacantes.
Aos 8 minutos, o Arouca Jrs. teve duas ótimas oportunidades para ampliar a vantagem. Na primeira, Felipinho (mais uma vez) bateu falta perigosa no cantinho, obrigando o goleiro a fazer boa intervenção. Em seguida, Vena aproveitou bola sobrada em uma saída ruim de Quintanilha, que ficou pelo caminho na jogada, mas o chute saiu rente à trave direita.
No entanto, com o andar do relógio, o Real Paulista foi se lançando mais e mais ao ataque em busca do empate. Enquanto o adversário se segurava com competência lá atrás, o ataque merengue tentava furar o bloqueio com certa dificuldade. Era a hora de arriscar mais e chutar com mais frequência. Primeiro com Xexé, em chute forte com o peito do pé que passou perto. Depois com Lucas Janaudis, que teve ótima oportunidade, mas acabou recuando para o goleiro depois de receber belo lançamento de trás.
Quintanilha mais uma vez mostrou sua qualidade nos arremates, obrigando Gui Rodrigues a salvar dois chutaços pelo alto que se não fossem as excelentes intervenções do arqueiro do Arouquinha, as investidas certamente resultariam em gols. A pressão continuou e Rudy teve uma última chance ao receber de frente para o gol e chutar forte de bico. Mais uma vez o arqueiro adversário mostrou competência e garantiu a vitória do Arouca Jrs.
No final, o resultado foi muito comemorado pelos Aroucas devido, principalmente, ao sufoco que o time passou no segundo tempo, quando contou com a qualidade dos seus defensores. Se faltou técnica, gols e lances de efeito, sobrou determinação em mais um jogo pegado da Série Ouro.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA
Mulekes 5 x 1 Estudiantes de La Vila
MULEKADA PÕE ESTUDIANTES NA RODA E VENCE COM GOLEADA
Apáticos, garotos da Vila Leopoldina não oferecem resistência alguma às ofensivas de Pepê, Leco e Cia.
Por Elvis Ferreira
Pode-se dizer que só deu um time no embate entre Estudiantes de La Vila e Mulekes. Enquanto este último dominou a primeira etapa com boas jogadas de velocidade e marcação cerrada na saída de bola rival, a trupe da Vila Leopoldina até se segurou bem na defesa, mas não teve forças ou qualidade para atacar. Dessa forma, já era esperado desde o primeiro minuto da partida que o Mulekes abrisse o placar. Camilo bateu forte da direita e não deu chances de defesa para Tucano.
Dos 15 minutos da primeira etapa em diante, o Mulekes colocou o Estudiantes na roda e ampliou o placar com mais dois gols. Pepê tentou concluir para o gol, mas acabou deixando Leandrinho balançar as redes. Logo em seguida, Leco ajeitou na entrada da área para Giovanni Rizzo, que bateu com categoria para fazer o terceiro do seu time.
O domínio dos Mulekes na partida era evidente, mas o Estudiantes não recuava ou se deixava intimidar. A esquadra herdada por Julio Sérgio, que vai sofrer para fazer o time entrosar e se conhecer nessas rodadas iniciais, bem que conseguiu encaixar uma ou outra jogada de ataque, mas acabou apelando, na maioria das vezes, para os chutões de longa distância que ajudavam - e muito - a vida do goleiro Goku (sim, mais um que o Mulekes trouxe a seu elenco estrelar).
Quem achava que o Mulekes diminuiria o ritmo de jogo na segunda etapa se enganou. Logo no início Gian ampliou o marcador para o Mulekes. Ele recebeu bom passe no meio da área e, sem dificuldade alguma, completou para as redes. 4 x 0 e o bombardeio ao gol de Tucano continuava com força total. A despeito do placar desfavorável, o desempenho do arqueiro do Estudiantes é digno de nota, visto que, se não fosse as intervenções deste, o placar a favor dos atrevidos Mulekes teria sido muito mais elástico.
Já que o assunto é goleiro, convém salientar que Goku era praticamente um espectador de luxo dentro da quadra. Praticamente não participou do jogo. Vez ou outra, o ninja do Chuteira aquecia quando saltava para pegar cruzamentos sem muita qualidade para dentro de sua área.
Todavia, justo quando este que voz escreve comentava a respeito da participação de Goku no embate, eis que este toma o primeiro gol do Estudiantes. Alê puxou bom contra-ataque e bateu forte e rasteiro de fora da área, fazendo a redonda morrer no cantinho das redes.
Mas quem encerrou a partida foi o rival Pepê. E com um golaço! Depois de limpar o marcador pela esquerda, próximo da entrada da área, o camisa 4 bateu com categoria raramente vista e mandou a bola para explodir no ângulo de Tucano. Final: Mulekes 5 x 1 Estudiantes.
A superioridade da equipe dos Mulekes ao longo da partida foi gigante. A trupe literalmente colocou uma das mais tradicionais equipes do Chuteira na roda. Com a vitória, a molecada segue na terceira posição do grupo A e enfrenta na próxima rodada um abatido Bufalos. O Estudiantes, por sua vez, terá a chance de se reabilitar contra o novato, porém ascendente, Arouca Jrs.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA
Med Taubaté 5 x 0 Elefantes Indomáveis
MÉDICOS ATROPELAM ARQUIRRIVAL ELEFANTES
Aníbal e Javier consagram vitória sobre os paquidermes, que estavam irreconhecíveis na partida
Por Elvis Ferreira
O clássico entre Med Taubaté e Elefantes começou agitado devido, principalmente, às jogadas eficientes criadas pelos médicos. E eles não demoraram em abrir o placar. Logo aos 3 minutos, Aníbal, o craque e capitão do time “tinto”, chutou forte e rasteiro da lateral esquerda, impossibilitando qualquer defesa do rival Chacha.
3 minutos depois, Javier, camisa 9 do Med, ampliou o marcador após escapar da marcação pela direita e bater cruzado. Chacha ainda tentou evitar o gol, mas não conseguiu alcançar o balaço.
O jogo seguia fácil para os médicos. Aos 7 minutos, Rogerinho anotou o terceiro de sua equipe ao chutar forte de fora da área. Após o lance, os paquidermes, que pareciam estar completamente domados pela trupe do Med, pediram tempo para tentar reorganizar sua defesa.
A princípio, a medida contribuiu para que marcação do time melhorasse. Porém, as jogadas de ataque continuavam sem muita qualidade. E mesmo com a melhora no setor defensivo, Aníbal e Rogerinho conseguiram furar o bloqueio com uma linda tabela aos 14 minutos. Na conclusão da jogada, Rogerinho completou de letra para o gol após toque da esquerda de Aníbal. Era o quarto gol do Med ainda no primeiro tempo.
O Elefantes estava irreconhecível na partida. Suas poucas chances se resumiam a cruzamentos que a defesa inimiga afastava sem grandes problemas. Nas jogadas pelo chão, as chances quase não existiam. O jogo para o Med estava fácil a tal ponto de o quinto gol sair ainda no primeiro tempo. Mais um de autoria de Javier: o atacante limpou o marcador na direita, avançou para dentro da área e concluiu.
Após o intervalo, o Elefantes voltou mais ligado para a partida e conseguiu encaixar mais jogadas. Os espaços que o Med utilizou na primeira etapa para fazer aquela “festa” já não eram achados com tanta facilidade. Além disso, a marcação dos laranjas (agora de uniforme branco e laranjas listrado) era mais dura, o que dificultava a vida Aníbal Javier e cia. Entretanto, o Elefantes ainda sentia dificuldades em criar chances de gol. Tanto que Irineu, o goleiro do Med, praticamente não participou do jogo.
Uma vez que já havia feito o placar no primeiro tempo, O Med voltou para a segunda etapa cadenciando mais o jogo. É importante destacar a falta de reservas da equipe de Taubaté: no banco, só havia um suplente. Mesmo assim, o Med demonstrou superioridade e entrosamento dificilmente vistos na primeira rodada de qualquer campeonato.
A melhor chance da partida para o Elefantes veio somente no final do jogo em cobrança de falta de Lucas. No entanto, Irineu fez bonita defesa e garantiu a invulnerabilidade de seu time, que, graças à larga vitória, fica na liderança do Grupo A pelo saldo de gols. Na próxima etapa, ambas as equipes baterão de frente com dois pesos-pesados do Chuteira: o Med peitará o tricampeão Bengalas, enquanto o Elefantes enfrentará o vice-líder Fiorella, time que também possui um título na bagagem.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA
Fiorella 5 x 1 Bufalos
FIORELLA DOMA BUFALOS DO COMEÇO AO FIM
Craque Francisco Ferreira aplica goleada e mata o jogo no segundo tempo
Por Elvis Ferreira
Último jogo da primeira rodada do Grupo A, Fiorella x Bufalos em ritmo frenético. Com menos de um minuto de jogo, o Fiorella já assustava o goleiro do Bufalos com um potente chute de Francisco Ferreira, que passou próximo a trave.
Nos dez minutos iniciais, a vontade das equipes de abrir o placar fazia com que ambas ficassem presas no meio de campo. Dessa forma, os ofensores dos dois lados não conseguiam chegar com qualidade na frente.
A primeira chance evidente de gol foi do Fiorella. Francisco Ferreira recebeu dentro da área e, de costas para o gol, girou bem em cima da marcação e bateu firme. Ligeiro, Cidrão, goleirão do Bufalos, afastou o perigo. Em seguida, Dinho tentou responder para o Bufalos com um chute cruzado e rasteiro de fora da área, mas o balaço foi fraco e sem direção.
O jogo passou a ficar chato e truncado. Espectadores que estavam do lado de fora reclamavam das poucas chances de gol. “Esse time do Bufalos está de brincadeira! Merece perder”, disse um dos mais exaltados.
Aquele ritmo frenético do início da partida havia diminuído - e muito. O Fiorella saía um pouco mais para o jogo. Francisco era o que mais levava perigo ao gol do Bufalos. Tanto que o atacante quase marcou após chute forte de fora da área pela esquerda. Para a sorte dos bovídeos, Cidrão espalmou para fora.
E os gols que não saíram na primeira etapa começaram a sair logo cedo no segundo tempo. Isso porque o Fiorella voltou ditando o ritmo do jogo e atacando mais. Coube a Ari Silva a tarefa de abrir o placar: o jogador saiu da marcação pela direita e bateu forte, cravando a bola no ângulo. Golaço!
Aos 8 minutos, o segundo gol do Fiorella saiu. Francisco Ferreira fez uma bela pintura! O camisa 4 chutou de fora da área sem deixar a bola cair no chão e acertou com perfeição o gol. “Nunca mais! Nunca mais!”, gritava um deslumbrado espectador que assistia à partida enquanto tomava uma cerveja.
Edson Claro começou a fechar o caixão do Bufalos ao fazer o terceiro. Oportunista, ele só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes na frente do gol. Em seguida, Francisco Ferreira anotou o quarto após recebeu no meio, próximo a entrada da área, e chutar rasteiro.
A essa altura, o Bufalos já havia se entregado. O time não conseguia levar perigo algum ao gol do Fiorella. O golpe de misericórdia veio com Cléber, que, sem marcação alguma, subiu e anotou de cabeça 5 x 0 para o seu time.
Kaike ainda conseguiu marcar o gol de honra do Bufalos. O camisa 7 recebeu a bola de frente para o gol e chutou friamente no canto esquerdo do goleiro Fonseca. Mas já não havia mais tempo para mudar o quadro da partida.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
The Veras 4 x 2 Roleta Russa
VERAS MOSTRA SUPERIORIDADE OFENSIVA E BATE ROLETA DE VIRADA
Estrelas de Petreche e João Cláudio brilharam, garantindo goleada em cima dos Roletas
Por Elvis Ferreira
Debaixo da garoa fina, The Veras e Roleta Russa fizeram o primeiro jogo do Grupo B no XI Chuteira de Ouro. A disputa, como já era de se imaginar, foi boa: com o intuito de iniciar o disputado campeonato com o pé direito, ambas as equipes mostraram muita disposição dentro da quadra.
O começo da partida estava quase um “toma lá, dá cá”, mas o The Veras levava ligeira vantagem para cima do Roleta devido à forte marcação imposta no campo de defesa deste – tática que dificultava a saída de bola dos ofensores roletas.
Mas quem achava que o Roleta estava desligado no jogo viu exatamente o contrário. Aos 6 minutos, após falha dos verenses na marcação, Raphael, em chute rasteiro da intermediária, mandou a bola no contrapé do goleiro, abrindo o placar do jogo.
Após o primeiro gol, o Roleta se soltou mais na partida e começou a levar mais perigo ao gol de Benga. Em uma dessas chances, Salada quase ampliou o placar com uma linda cobrança de falta próxima à entrada da área. A bola carimbou a trave. Surpreso com a precisão do chute, Benga só ficou olhando. Na conclusão da jogada, Marcão mandou para fora a chance do segundo gol.
Pelo lado do The Veras, Petreche teve boa chance para empatar pela esquerda, mas esbarrou no goleiro Guaraná, que seguida fechando muito bem o gol. Na jogada de ataque seguinte, o Roleta Russa chegou ao segundo gol com Batoré. O atacante pegou muito bem na bola e mandou um chute rasteiro indefensável direto para o cantinho do arco rival.
A partir do segundo gol, o jogo parecia ter ficado fácil demais para o Roleta I. A arma russa parecia já estar desengatilhada. Foi quando o The Veras mostrou forças e diminuiu com um belo gol de João Claudio - que limpou a marcação pela esquerda e bateu com precisão.
O embate seguiu pegado. Em uma jogada um pouco mais forte, Mu, do Roleta Russa, levou amarelo após falta dura no campo de ataque. E mesmo com o jogo duro, os goleiros de ambos os times trabalhavam bem, mostrando elasticidade e reflexo na hora de barrar ofensivas.
Na segunda etapa parecia que tudo voltaria como terminou o primeiro tempo: Roleta Russa atacando mais e criando mais oportunidades. Mas não foi bem assim que aconteceu. O The Veras logo conseguiu o empate após falha grotesca do Roleta na defesa: Victor Petreche roubou a bola e tentou finalizar, mas o goleiro Guaraná rebateu e a bola ficou livre para Nico empurrar para as redes.
O jogo mudou após o gol de empate. O Veras passou a criar mais e levar mais perigo ao gol adversário. Victor Petreche marcou o gol da virada, o terceiro, após boa jogada pela lateral direita.
Mesmo com a desvantagem, o experiente time do Roleta não se estreitou em quadra e manteve seu ritmo de jogo. Todavia, Caio perdeu duas chances parecidas de gol na frente do goleiro após receber cruzamento dentro da área.
Já quase no final da partida, Brunão chutou forte do meio da quadra para tentar empatar novamente, mas Benga fez linda defesa ao espalmar para a lateral. Coube a João Claudio a tarefa de chegar ao gol: ele recebeu a bola na entrada da área, limpou o marcador e bateu para as redes sem dificuldades, marcando o quarto gol do Veras na partida e fechando o caixão do Roleta Russa.
E já não havia tempo para mais nada. O Veras, principalmente na segunda etapa, foi superior ao experiente Roleta Russa - que ainda teve chances de chegar ao empate, mas barrou na displicência de seus jogadores e nas boas defesas de Benga.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
Red Devils 3 x 3 Só Resenha
SÓ RESENHA SOFRE PRESSÃO, MAS EMPATA COM RED DEVILS
Tricolor empata no último minuto de jogo; encapetados reclamam da arbitragem
Por Elvis Ferreira
O time do Red Devils, campeão do IV Chuteira de Prata, estava ansioso para a tão esperada estreia na mais alta série do Chuteira. O adversário: a competente equipe do Só Resenha. A expectativa para a partida eram as maiores possíveis.
O Só Resenha iniciou melhor o embate, com mais vontade nas jogadas de ataque, e não demorou para abrir o placar e mostrar aos novatos o ritmo da Ouro. Depois de boa jogada pela esquerda, Darian bateu rasteiro no canto do goleiro, que nada pode fazer.
Com o passar do tempo, o “desfigurado” Red Devils - que jogava sem o já tradicional uniforme vermelho - conseguiu equilibrar a disputa e chegou ao gol de empate com Paulinho, que bateu bonito da entrada da área. A comemoração da equipe escarlate foi intensa!
O jogo seguiu corrido e bastante pegado. Marcelão quase fez um golaço para o Red: o jogador mandou um meio voleio de fora da área. Para a sorte da esquadra adversária, a bola saiu pela linha de fundo.
O embate ficava mais intenso a cada segundo. Ambos os times começaram a dar entradas mais violentas. Do lado de fora da quadra, era possível ouvir comentários a respeito do velho espírito briguento dos diabos vermelhos estar dando as caras na série Ouro. No entanto, a primeira etapa terminou com o empate justo frente ao produzido pelos times.
No segundo tempo, o Red Devils voltou mais incisivo para o jogo do que o Só Resenha, que, sem goleiro, tinha Vitinho debaixo da trave. Com fome pelo segundo gol, os diabos passaram a marcar pesado a área dos listrados. Carlão por muito pouco não colocou o Red em vantagem ao cabecear uma cobrança precisa de escanteio de seu time.
A resposta do Resenha saiu dos pés de Darian. O atacante chutou cruzado e forte da lateral esquerda e quase desempatou a partida. Mas se Darian não conseguiu finalizar, Renatinho estava lá para colocar o Só Resenha em vantagem na partida. Próximo à área, ele cobrou com perfeição falta pela direita, colocando a bola no ângulo do goleiro Duda.
Dois minutos depois, Rafael também fez sua pintura na quadra do PlayBall. Ele deixou o placar em 2 x 2 depois de encobrir o goleiro Vitinho com um chute antes do meio da área. Golaço muito comemorado pela trupe dos encapetados!
O jogo estava empatado e as equipes buscavam forças para saírem com resultado positivo na primeira rodada. Foi quando Thiaguinho conseguiu o terceiro gol para os diabos vermelhos. Ele chutou duas vezes pela esquerda antes da bola morrer no fundo das redes, levando todos ao delírio.
E o que parecia ser uma estreia de gala do Red Devils na Ouro tornou-se frustração no último minuto de jogo. Após jogada de contra-ataque, Dhani Cerra chutou forte do meio da quadra. O goleiro rebateu e Renatinho, oportunista, completou novamente, anotando o empate para o Resenha.
O jogo terminou em 3 x 3 com muitas reclamações da equipe do Red Devils. Aos gritos de “ladrão”, o árbitro foi deixando a quadra e ouvindo reclamações de que, quando os diabos levaram o terceiro gol, o jogo já tinha terminado. Tarde demais.
Discussões à parte, o time dos endiabrados fez uma boa estreia na primeira divisão do Chuteira. Na segunda rodada, o Red enfrentará o Bacana, equipe tradicional da Ouro que certamente estará embalada pela vitória em cima do Fora de Série. Já o Só Resenha baterá de frente com o Roleta Russa, time que, a despeito de ter sido derrotado pelo The Veras, mostrou não estar preso à alcunha de retranqueiro que sempre lhe foi característica.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
Arouca 4 x 1 Acidus
AROUCA MOSTRA EFICIÊNCIA E VENCE CLÁSSICO DOS AS PELA PRIMEIRA VEZ
Em primeiro tempo repleto de surpresas, gols em sequência da esquadra alva fazem a diferença e decidem partida
Por Luiz V. Andreassa
O clássico dos As se mostrou o clássico das reviravoltas também. Com gols inesperados, reações e papéis invertidos, a partida certamente deve ter agradado àqueles que acreditam na justiça do futebol, uma vez que o Arouca finalmente venceu com relativa tranquilidade aquele que sempre foi um de seus algozes no Chuteira de Ouro (o outro é o SNG).
Para explicar melhor, vamos falar do jogo em si. O Arouca, buscando quebrar o tabu de nunca ter vencido o rival, foi logo para a pressão, levando a redonda de pé em pé com o intuito de furar o bloqueio adversário. E essa vontade toda começou a se transformar em chances reais a partir dos 5 minutos, quando Mau recebeu bom passe, aplicou um chapéu sensacional no defensor adversário e bateu pro gol. Contudo, a redonda saiu pela linha de fundo.
Os zagueiros do Acidus tinham dificuldade para sair jogando devido à marcação exercida por todo o time adversário, que se mantinha em cima. Em cobrança de falta, Marquinhos Bohn só não abriu o placar graças à bela defesa do goleiro Urso. Era uma questão de tempo para o gol do time branco sair.
Todavia, depois de 15 minutos de domínio quase absoluto, a equipe viu o matador Paulinho aparecer para definir. O atacante, que já havia tentado em um lance de cabeça, posicionou-se bem em uma disputa de bola entre o companheiro Luiz Fernando e dois marcadores. Na confusão, a pelota sobrou limpinha para ele dentro da área, pedindo para ser jogada para as redes. E foi o que ele fez: com muita competência, mandou um chute indefensável direto no ângulo. Placar surpreendente, visto que tudo indicava que o Arouca estrearia o marcador.
Depois do gol, o time acre cresceu, ganhou confiança e conseguiu equilibrar as ações. Paulinho se movimentava bem entre a zaga adversária, dando trabalho para os marcadores, enquanto Lói comandava a defesa para evitar a pressão do time branco.
Foi quando tudo parecia indefinido que o Arouca conseguiu achar o caminho do gol. E anotou um. E mais um. E outro logo em seguida. Três gols em apenas dois minutos, um golpe fulminante, que pegou a todos de surpresa e virou não só o placar, mas toda a história da partida. Aos 22 minutos, Tché recebeu passe alto para trás e cabeceou com eficiência para empatar: 1 x 1. Logo depois, tabela na área do Acidus e Orley recebe livre para fazer mais um. No lance seguinte, mais uma vez Tché e Orley furaram a defesa. Coube ao primeiro fazer belo passe para o camisa 15 ampliar e decretar o 3 x 1, uma virada incrível! Ainda houve tempo para mais uma chance que quase resultou no quarto, com um chute de (adivinhem!) Tché que bateu na zaga, enganou o goleiro e quase entrou.
O espetacular final do primeiro tempo ditou o ritmo da segunda etapa. Ao invés de recuar e se fechar na defesa, o Arouca seguiu pressionando e não deixando o Acidus jogar. E logo no primeiro minuto, um dos lances mais incríveis de todo o jogo: um cruzamento de Orley pela esquerda que pegou toda a defesa adversária despreparada. A bola foi na cabeça do companheiro livre, Dih, debaixo da trave, que mandou para fora. Pouco depois, Caio Martins aproveitou rebote da zaga para arriscar para o gol. Peruca tirou em cima da linha, salvando o Acidus do quarto gol. No rebote, mais um chute. Porém, a bola bateu na trave e saiu.
A pressão finalmente deu resultado quando Tché novamente fez boa jogada, driblou o marcador e cruzou para Orley concluir. Depois disso, o jogo seguiu sem mais surpresas, com o Arouca administrando bem a vantagem e criando algumas chances, que foram ficando mais escassas com o passar do tempo e a aproximação do fim da partida. Nos últimos minutos, ainda houve tempo para o goleiro Mauricio trabalhar com competência em duas chegadas do Acidus e evitar gols que dificilmente fariam a diferença por terem acontecido depois dos 25 minutos.
No fim, vitória merecida para o Arouca, que reagiu de maneira excepcional no primeiro tempo e soube administrar no segundo. Líder do Grupo B, a esquadra cândida pega o SPQSF na próxima rodada, enquanto o Acidus enfrenta um inconformado Fora de Série.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
Fúria 1 x 1 SPQSF
EM JOGO MORNO, FÚRIA EMPATA COM SPQSF
Equipe rubronegra vence a invulnerabilidade de Serafim aos 22 do segundo tempo e, por pouco, não vira a partida
Por Luiz V. Andreassa
Coincidentemente, o embate entre Fúria e Se Perder Que Se Foda pode ser resumido tendo como base os nomes das equipes. Isso porque, de acordo com o nome da primeira, houve raça, determinação e vontade até o fim. No entanto, o jogo passou longe de ser divertido como o nome da segunda sugere. Um empate com dois gols e quase sem emoção até os últimos minutos destoou da animada torcida feminina que estava ao redor da quadra 4.
A partida começou com o domínio do SPQSF, que assustou o adversário logo nos primeiros minutos com as chegadas de Meneguelo e Di Macedo. O segundo, inclusive, quase faz um golaço ao mandar em direção ao arco adversário uma bomba de peito de pé. O time seguia embalado pelas suas torcedoras, mas jogava de maneira cadenciada, juntando energias para ir pra cima. Mas logo o rival respondeu com uma cabeçada de Diego, defendida com eficiência por Serafim. E para quem não conhece este goleiro, guarde bem o seu nome, pois ele foi maior responsável pelo empate no final, em uma atuação espetacular.
Todavia, a força ofensiva do SPQSF nesse momento do jogo não era equivalente ao nível das defesas de seu arqueiro. Depois dos lances citados, o Fúria melhorou na defesa com André e Fábio Caruso, e passou a pressionar o adversário logo na saída de bola.
O que se viu nos minutos seguintes foram pouquíssimas chances de gol, muito jogo aéreo e marcação acirrada. Entre as jogadas de destaque do primeiro tempo, apenas uma cobrança de falta perigosa de Fábio Caruso para fora e um chute rasteiro de Douglas, do SPQSF, que exigiu bela defesa do goleiro Pedro. Aos 22 minutos, o camisa 17 do Fúria cobrou nova falta, mas acabou desperdiçando ao mandar a redonda para muito longe do gol.
A segunda etapa começou prometendo ser diferente, visto que, logo no primeiro minuto, Fábio Caruso (sempre ele) bateu uma falta com muito mais capricho que a anterior, obrigando o goleiro rival a saltar e espalmar o balaço. A resposta do adversário veio pouco depois com Jaja, que bateu forte, de primeira, em bola sobrada dentro da área, para finalmente abrir o placar. O SPQSF cresceu no jogo a partir de então e quase ampliou com Fernandão, que bateu bem na bola pela esquerda e fez o goleiro ceder o escanteio para evitar o segundo. Na cobrança, o ataque quase amplia a vantagem de cabeça.
O Fúria então fez jus ao seu nome e partiu com tudo pra cima do adversário, que depois desse último lance quase não foi mais ao ataque. Aos 9 minutos, Diego recebeu passe depois de cobrança de falta ensaiada e chutou sem ângulo nenhum, mas ainda conseguiu acertar a trave. Três minutos depois, foi a vez de Thiago Motta fazer bela jogada e aplicar um lindo chapéu em um defensor adversário. Pena que a finalização não teve a mesma qualidade do drible, já que o atacante chutou longe da meta. Contudo, o camisa 7 ainda teve tempo de tirar tinta da trave com uma cabeçada precisa.
Com o passar do tempo, a defesa do SPQSF foi tendo cada vez mais trabalho e o goleiro Serafim voltou a mostrar serviço. Primeiro, em chute forte de Fábio Caruso. Depois, foi a vez de Sução testar as habilidades do arqueiro, que novamente se saiu bem. Só que no final do jogo, já aos 22 minutos, não teve jeito: em uma jogada sensacional, Sapo tabelou com Bruno e bateu firme, sem chances de defesa, para deixar tudo igual. Pouco depois, Thiago Motta bateu uma falta no ângulo e Serafim foi buscar outra vez, salvando o seu time da derrota.
Só que o lance mais espetacular do jogo ainda estava por vir. No último lance, o Fúria conseguiu armar um contra-ataque mortal que pegou a defesa do adversário completamente desarrumada. Adriano Motta saiu sozinho e ficou cara-a-cara com o goleiro, pronto para decretar a virada. Porém, ao invés de chutar e correr para o abraço, resolveu tocar para companheiro que parecia mais bem posicionado. Uma vez que o passe foi muito forte, o jogador não conseguiu alcançar, deixando a vitória passar por um triz. Os que acompanhavam a partida não acreditaram na oportunidade desperdiçada.
No final, um empate com gosto estranho para as duas equipes. Para o SPQSF, já que este aguentou a pressão durante todo o segundo tempo e tomou o gol no final. E pior ainda para o Fúria, que conseguiu o empate depois de tanto esforço, mas saiu lamentando pela chance perdida quando a virada parecia iminente. Emoção só no fim e placar justo, condizente com a pouca inspiração dos ataques e a eficiência dos times.
XI CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
Bacana 5 x 4 Fora de Série
BACANA VIRA PARA CIMA DO VICE-CAMPEÃO FORA DE SÉRIE NOS MINUTOS FINAIS
Equipes enchem os olhos do torcedor com golaços e emoção até o último lance. Luta do time vinho acabou recompensada com gol de Demehur nos acréscimos
Por Luiz V. Andreassa
O último embate que rolou na quadra 4 foi aquele que mais prezou pela técnica e pelo futebol ofensivo. O encontro entre Fora de Série e Bacana apresentou todos os ingredientes para uma grande partida de futebol: golaços, ataques inspirados, dedicação à vitória, grandes defesas e uma virada inacreditável.
E quem queria ver gols bonitos ficou satisfeito logo de cara: no primeiro minuto, o endiabrado Rodrigo Cunha girou e mandou um chute cruzado perfeito, que acertou o ângulo do goleiro e fez 1 x 0 para o Fora de Série. Pouco depois, Pereira, do Bacana, disputou bola pelo alto e machucou seriamente o ombro na queda, tendo de sair do jogo e deixando os companheiros preocupados. Na sequência, o time vinho deu a resposta: Rômulo acertou um “sem-pulo” de cobertura, que pegou no travessão adversário.
Porém, foi o time de azul que conseguiu balançar as redes, e de novo com o seu camisa 7, que desta vez recebeu na cara do gol e tocou com frieza na saída do goleiro Kiko, aos 5 minutos. Em seguida, Napolitano tentou descontar com uma bomba que obrigou Rafael a fazer grande defesa. O Bacana finalmente conseguiu descontar com Iuri Freitas, de cabeça, após cobrança de lateral precisa de Gustavo Izique.
Apesar disso, o destaque do jogo continuava a ser Rodrigo Cunha, que dava muito trabalho a Tião e Velardo. Numa linda jogada, o atacante acertou uma bicicleta em cheio que passou perto do ângulo esquerdo do goleiro. Mais uma pintura que não saiu por pouco.
A busca pelo gol continuou incessante e a movimentação era constante em quadra. No final do primeiro tempo, Gustavo Izique perdeu duas ótimas chances de empatar para o time de vinho: primeiro com um chute cruzado vindo da direita que passou com perigo perto da meta, e pouco depois ao receber livre na área e chutar em cima do goleiro. Após o lance, os times foram para o intervalo com o placar mantido em 2 x 1 para o Fora de Série.
No segundo tempo, o ataque do Bacana voltou faminto pelo empate e tratou de criar boas chances para isso, principalmente em uma chegada de Napolitano, que chutou de bico quando recebeu de frente para o gol. Rafael fez boa intervenção e mandou para escanteio. Só que quem fez foi o adversário Rodolfo, que recebeu no bico da grande área e bateu cruzado, no cantinho, para ampliar. Pouco depois, veio a chance do Fora marcar o quarto em um cruzamento de Renan que por pouco não foi convertido em gol por Rodolfo.
A partir desse momento, com a vantagem de dois gols, o Fora de Série começou a se preocupar mais em marcar e evitar as investidas do adversário, o que diminuiu suas chances de gol e as do adversário. Foram quase 10 minutos sem jogadas de grande perigo, ritmo que só foi quebrado quando Gustavo Izique recebeu a bola, driblou o goleiro e chutou para o gol. A zaga, porém, fez milagre ao tirar em cima da linha.
Se na maior parte do segundo tempo a partida seguiu fria, as emoções estavam todas guardadas para os minutos finais. E que emoções! Aos 19, Yanes desconta com classe ao acertar o ângulo adversário. Em seguida, Rodolfo quase acaba com a empolgação do time do Bacana ao cabecear com perigo perto do travessão. Esses dois lances foram o bastante para fazer a quadra pegar fogo outra vez. Pressentindo o perigo de ficar nada defesa diante de um rival motivado, o Fora de Série resolveu partir para o ataque para garantir a vitória, mas, com Renan e Rodrigo Cunha sem a mesma inspiração do primeiro tempo, o time acabou sofrendo o empate em uma bomba de esquerda de Demehur, do meio de campo, que acertou o ângulo de Rafael.
Foi aí que Renan apareceu para aproveitar uma bola sobrada e mandar um chute que ainda pegou no travessão antes de entrar, botando o FS de novo na frente: 4 x 3. O balde de água fria, porém, não foi o bastante para apagar a chama do Bacana, que partiu para a virada inacreditável. Primeiro na bela jogada de Rômulo, que limpou a zaga e bateu firme, sem perdão, para empatar novamente. Em meio ao clima de indefinição que rondava a partida, o juiz marcou falta perigosa para o Bacana. Demehur partiu decidido para a bola, encheu o pé e acertou o ângulo do goleiro, anotando 5 x 4 e decretando o fim da partida.Vitória merecida pela competência do time de vinho em aproveitar as chances que teve, coisa que o FS não fez no primeiro tempo, quando dominava as ações.
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