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Notícias de 15/10/2008

MELVILLE DESPACHA SNG SEM DÓ NEM PIEDADE


Mais esperado jogo da rodada – se não o mais esperado de todo a competição – SNG e Melville Power entraram em campo em situações similares: invictos, a vitória podendo valer a liderança do grupo e diversos desfalques para o confronto. O Melville não tinha os zagueiros Henry e Jose, além do atacante Washington suspenso; o SNG não tinha o goleiro Sampa nem o meia Biro, que passou na manhã de sábado e esteve presente ao jogo apenas sentado no banco. Para piorar para o primeiro, o artilheiro Felipe começou no banco porque sentia fortes dores nas costas de uma entrada sofrida semana passada. Ele optou por ser a única peça de troca do time.

E sem Felipe o SNG percebeu que o Melville perdia força no contra-ataque e decidiu deixar de lado sua tática defensiva proposta na preleção. Passou a tomar a iniciativa e procurar mais o gol, enquanto o Melville vivia de arrancadas de Alemão procurando Juninho e Waltinho. O SNG levou perigo duas vezes antes de abrir o marcador. Numa delas, em falta ensaiada, Tejeda rola para Memé mandar um torpedo que passou rente ao poste direito de Rafael. Em seguida, Renê cabeceia meio desajeitado após cobrança de escanteio e a bola cruzada toda a área para sair tirando tinta da trave do outro lado.

O gol saiu em jogada individual de Memé, que recebeu lançamento na direita, matou a bola, cortou pra dentro e mandou um chute forte e rasteiro. O SNG saía na frente aos 10 minutos. O gol acordou o Melville, que passou a tentar mais efusivamente o ataque. Henrique dividiu no alto com o goleiro Messi e quase faz o gol de empate. Na seqüência, o meio não corta e Alemão sai livre na cara de Messi, que defende chute com o peito para evitar o gol.

O jogo continuou aberto, com Garo desarmando o ataque do SNG e este perdendo gols. Renê perdeu o seu também ao chutar para fora de frente da área e em outra Rafael salvou com os pés em dividida com Renê dentro da grande área. Mas nesse momento do jogo – meados do primeiro tempo – o Melville já mostrava superioridade em campo. Tanto que aos 14 minutos o empate chegou, em chute forte de Juninho a três passos pra fora da área. O gol saiu em lance de bobeira completa do SNG: o Melville ganhou o lateral e Memé foi sair para a entrada de Abelha. Nessa, Juninho ficou livre da marcação, que, quando entrou em campo, já via o jogador matar e chutar no canto baixo de Messi, que nada pôde fazer.

Com 1 a 1, era a hora de Felipe entrar no jogo para colocar fogo no mesmo. Era o que faltava para o Melville carimbar sua superioridade e partir para a vitória. E foram mais 10 minutos de futebol bem jogado, com o Melville martelando pelo gol. O SNG encolheu e Alemão e Felipe começaram seu domínio. Alemão saía de novo na cara de Messi quando um pé salvador apareceu para tirar para escanteio. Waltinho desvia a bola e Messi faz grande defesa. Em outra oportunidade, falta ensaiada na direita faz toque de Alemão para Felipe cruzar toda a área e não ter um obstáculo a colocá-la para dentro.

Apesar de parelho no início, o Melville tomou as rédeas do jogo a partir da metade do segundo tempo. Mas os 100º de ebulição viriam no segundo tempo, quando Alemão fez a festa, a arbitragem distribuiu cartões para o Melville e marcou dois pênaltis no mínimo duvidosos a favor do SNG.

Se o Melville vinha melhor, foi o SNG que marcou o segundo primeiro, em cobrança de pênalti de Memé. Na cobrança de escanteio, Felipe abre os braços para matar a bola no peito e um choque com Renê faz com que a bola toque em seu braço. A arbitragem viu toque intencional e não hesitou em marcar a penalidade e amarelar o jogador. Diante de tantas reclamações, o pênalti foi batido e convertido pelo artilheiro da partida até então.

Não passaram 4 minutos quando o mesmo Felipe, de volta ao jogo, empatou o jogo. Waltinho fez a parede e deixou Felipe livre para marcar. Em contra-ataque, Alemão recebeu na direita, esperou Felipe entrar na área no segundo pau e tocou para o camisa 18. Este chegou um milésimo atrasado e tocou quase em cima da linha do gol para fora num gol perdido incrível. O jogo era mesmo de Alemão nos contra-ataques. Este puxou o time e tocou para Felipe na cara do gol ver Messi defender com o pé.

Como bem comentou Maurício Miranda ao fim do jogo, o SNG passou a atacar ostensivamente o Melville. “Era tudo o que a gente queria. Mas eles vieram pra cima da gente antes mesmo de estarmos ganhando. Aí fizemos a festa, né?! Com Alemão e Felipe não tem como”, falou o capitão. E de fato sua leitura do jogo foi exata: Alemão foi o homem do jogo puxando os contra-ataques, deixando os companheiros na cara do gol e, ao final, fazendo ele mesmo dois gols.

E não demorou para Waltinho receber na esquerda, chegar próximo a Messi e chutar por baixo faz pernas do goleirão. O Melville passava à frente no marcador. Agora era a hora de trabalhar na defesa e colocar Alemão para fazer o que mais sabe. E de fato ele fez. Saiu livre para ver de novo Messi defender sua investida.

O SNG não ficou nada contente e passou a buscar mais o ataque, principalmente depois que Maurício Miranda tomou cartão amarelo. Era a chance de com um a mais empatar o jogo e até virar. Renê era a referência no ataque e todas as bolas passavam por ele. Era ele quem, fazendo a parede, distribuía para seus companheiros. Fabinho chegou para o segundo tempo e teve sua chance num chute cruzado que passou raspando a trave de Rafael. Renê teve duas boas chances de cabeça em cobrança de escanteio. Mas o gol não saiu.

Se pelo SNG não saiu, pelo Melville Alemão aprontava das suas. O jogador fez jogada individual e mandou para as redes quando seu time tinha um jogador a menos em campo. Ra o 4 a 2 aos 15 minutos e a certeza de que a vitória viria. O SNG logo tratou de fazer o que sempre faz quando estão perdendo: tirou o goleiro Messi e colocou Vairo para ser o goleiro-linha. Inexplicavelmente, o goleiro pouco saiu de sua área, pois o time tocava bola praticamente no campo de ataque. o Melville armava o tiro de misericórdia, atraía o SNG para seu campo e preparava o bote.

Mas antes de Alemão sepultar as esperanças do SNG, este chegou perto de diminuir, principalmente quando o próprio Alemão tomou seu cartão amarelo. Na seqüência, Juninho fez falta a um passo da linha da área e também ganhou o seu. Na batida, Renê mostrou que sabe cobrar faltas e mandou a bola no travessão.

Ao Melville restava se fechar. E foi o que fez. O SNG pressionou e quase chegou a mais um gol com Tejeda duas vezes. Numa delas, Maurício Miranda afastou mal e o camisa 10 chutou por cima pra fora. Na outra, o mesmo recebeu na direita e chutou para defesa de Rafael. Mas a tarde era mesmo de Alemão, que mandou um belo chute após Felipe rolar para ele em cobrança de falta próximo da área. A penalidade foi causada porque o Vairo, no gol, defendeu e saiu jogando com os pés, para desespero de Renê, que gritou e deu uma bronca no jogador, que logo revidou com um pedido de desculpas. Se Renê perdoou, Alemão não: mandou um chute reto e forte quase no ângulo de Vairo, que nada pôde fazer. A comemoração foi de pura alegria e a homenagem à tia Vera, que da arquibancada viu Alemão vir até ela e dizer “Esse foi pra você, tia Vera”. A tia, cheia de orgulho, agradeceu e era só sorrisos. Ao final do jogo, ela comentou com a reportagem. “Assistir aos jogos assim aqui é muito sofrimento. A gente sofre demais com esses meninos em campo”.

E enquanto a tia sofria na arquibancada, junto a outros torcedores do Melville que chegaram a provocar em Tejeda uma cara mais feia de bravo do que normalmente ele já faz, o SNG buscava seu último suspiro. Abelha corre no segundo pau para tentar o gol e se choca com o goleiro Rafael e o zagueiro Maurício. Prensados os três, Abelha solta um belo grito e não demora nada para o apito soar e o árbitro marcar o pênalti, para novo desespero do Melville e indignação com os dois pênaltis e 5 amarelos (o SNG não levou nenhum).

Fabinho cobrou e marcou o terceiro do SNG, mas logo que deu a saída de bola foi anunciado o fim da partida, para alívio de tia Vera, alegria do Melville e desolação do SNG, que só teve como prêmio de consolo algumas cervejas geladas no bar. Ninguém mais do que Maurício Miranda sorria ao fim do jogo. O jogador resplandecia orgulho de quem já se considera campeão. “Não tem pra ninguém esse campeonato. Já é nosso”. E pelo andar da carruagem o Melville está boas passadas à frente dos demais. Será que dessa vez vai?

Se o Melville continua líder do Grupo B (agora com apenas um gol de saldo de vantagem), com 19 pontos, o SNG caiu para a quarta posição após a vitória do Estudiantes sobre a Giro SP. O time de Renê, que definitivamente não é mais o mesmo, soma “apenas” 14 pontos contra 16 do Estudiantes. Caiu mais um invicto. Restam só 3 agora.

PAGALANXE VENCE E COLOCA FÚRIA EM SITUAÇÃO COMPLICADA


Em breve.

JOGA 13 COLOCA ROLETA PRA CORRER


Sempre muito distinto e no seu canto, Lele não se conteve e provocou o Roleta Russa às vésperas do confronto entre suas equipes. A provocação ficou no ar, pois o Roleta, certamente orientado a se blindar contra polêmicas antes dos jogos, não respondeu. A idéia era responder dentro de quadra. Mas quem parece que fez isso foi o próprio Joga 13, que não deu chances do rival e sapecou um 3 a 0 que podia ter sido 4, 5, 6 ou 7 se não fosse a tarde pouco inspirada de Lele na finalização.

O Joga 13 começou forçando mais o jogo em busca do gol. O Roleta tinha a volta de Kuminha, mas mesmo assim parecia um time apático, coisa que podia ter mudado caso chute de Bob que bateu na trave tivesse entrado. Este foi praticamente o único lance de perigo do time branco. Caieras não passou de mero espectador no restante do jogo de seu time atacar e acuar o Roleta. E o Joga 13 sempre chegava com Lele, que recebia de costas e preparava as jogadas. Seu marcador era Baru, que não ganhou uma bola sequer do camisa 9 durante todo o jogo. Concentrado, ficou a correr 50 minutos atrás do seu algoz, talvez a lembrar daqueles 3 a 0 nas oitavas-de-final do IV Chuteira. Mas, sortudo, viu Lele virar todas e chutar todas pra fora. Em apenas uma ocasião Tavinho apareceu para defender.

Mesmo com Lele levando vantagem em todas as bolas, o gol do 13 demorou a sair. O artilheiro parece que cansou de fazer gols e praticamente não finalizava contra a meta de Tavinho. Mas foi Lele que sofreu falta de Baru a um passo da linha da área para ver Rodrigo dar uma patada digna de elefante e quase derrubar o muro atrás do gol do Roleta. “Eu mirei na cara do goleiro. Queria afundar ele junto”, vibrou o capitão após a partida comentando seu gol. De fato, se Tavinho fosse na bola ele teria de ser substituído por outro em seguida tamanha a violência do chute.

O gol abriu mais o jogo, pois o Roleta até que tentou chegar ao ataque. O esforçado Luiz Eduardo ia trombando contra a muralha do 13, mas não se intimidou. Após Guma tomar bola dele, este berrou em seu ouvido um “beeeeeeeeeeeeeeeeemmmmmm”. No lance seguinte, quando Luiz tirou de Guma a bola, este ouviu do adversário na mesma moeda.

Apesar de buscar o gol, Caieras seguia sem trabalhar, vide a ineficiência do ataque Roleta, que teve de se virar com Rick quando o técnico Phil o colocou no lugar de Luiz. Rick entrou e parecia o menino-preguiça tamanha era sua preguiça de correr nas bolas. Por duas vezes, caso tivesse se esforçado, teria alcançado a bola e chegado ao gol. Fora de ritmo e de sintonia, o ataque Roleta passou a ser inofensivo e viu o perigoso Lele fazer Baru perder mais alguns dos seus poucos cabelos. Pina e Ranalli se desdobravam para evitar investidas de Choco, mas a verdade era que o 13 dominava amplamente e era questão de tempo para mais gols saírem. E por uma união de sorte do Roleta e incompetência do 13 o primeiro tempo acabou em 1 a 0 apenas.

Certamente Phil conversou com o time no intervalo para tentar resolver a apatia e certo desespero que já era visível no semblante de alguns. Entrou Foguinho, entrou Martins, entrou Brian, não entrou Bocha (alias, entrou sim, nos quase 5 minutos finais). Nenhum jogador conseguia por ordem na casa do Roleta, coisa que aparentemente Gegê faz quando está em campo. E com apenas 3 minutos do segundo tempo o Joga 13 colocou as coisas em pratos limpos – o jogo era da trezera, era de Choco, que veio que nem um foguete de trás costurando e quando cortou para dentro mandou um torpedo reto no ângulo de Tavinho, que nada pode fazer. Era o segundo do 13, para afundar de vez o barco do Roleta.

E Caieras assistiu ao seu time atacar mais e mais. Com facilidade Lele chegava dentro da área, mas acertar o gol era o problema do outrora matador. Quando Liminha tomou amarelo, o Roleta estava melhor em quadra, mas não conseguiu converter em gols a vantagem numérica. Mas a tarde era do 13, era de Choco, que se cobra muito por ótimas atuações. E pode ter sido essa sua cobrança de si mesmo que o ajudou a chegar em bola preparada por Lele. O camisa 9 recebeu na esquerda, se livrou de dois marcadores e tocou para o meio da área para que Choco enchesse o pé e fizesse 3 a 0. Era a pá de areia num moribundo Roleta em campo.

O jogo prosseguiu mais equilibrado, mas nada que o Joga 13 não fosse capaz de transformar em vantagem. Lele perdeu mais gols, o Roleta não conseguia chegar com propriedade e assim o jogo caminhou para seu final. E ao fim os 3 a 0 do Joga 13 ficou barato para o Roleta, que segue com apenas uma vitoria na competição e ameaçado pela desclassificação. Ao final, na arquibancada, viu-se um capitão Baru sentado, cabisbaixo e sozinho torcendo pelo Basicus contra a EB. Afinal, se seu time não vence dentro de campo, o melhor é torcer para os adversários diretos perderem.

Mas restam ainda 4 jogos ao Roleta, dois deles contra os lanternas. As chances de classificação do Roleta são muitas ainda, pois só depende deles. Entretanto, caso não vença o Diabos Laranjas neste sábado, aí a situação complica de vez e mais ainda. Já o Joga 13 segue na arrancada de vitórias. Com 10 pontos, promete lutar pelo G-4 ainda, apesar dos 4 pontos que o separa do quarto colocado SNG.

THE VERAS SOFRE PARA VENCER OSASQUENSE


Assolado pelo fantasma do rebaixamento, o Atlético Osasquense entrou em campo pela 7ª rodada do VI Chuteira de Ouro disposto a vencer o The Veras e chegar a 4 pontos na tabela. Para tanto, o time – cujo máximo desempenho até então havia sido um lastimável e pífio empate com o Pagalanxe, na primeira rodada – contava com um trunfo: o experiente meia Paulinho Valério, por vezes comparado ao craque búlgaro Hristo Stoichkov. O Veras, por sua vez, vinha embalado pela goleada aplicada no Tosco e pela volta do zagueiro Cucio, após cumprir suspensão. Além disso, buscava consolidar-se na 6ª colocação do Grupo A.

Dado início à peleja, a equipe azul-grená mostrou logo no primeiro lance que não veio para brincadeiras. Cucio alçou bola na área, o pivô Moura escorou com o peito e, livre na intermediária, o capitão Pedro encheu o pé para estufar as redes de Medina. A impressão que se tinha era de que o Osasquense sucumbiria facilmente outra vez. Para evitar uma nova tragédia, Paulinho Valério e Dudu Dias chamaram a responsabilidade e mostraram que os três pontos para o Veras estavam longe de ser favas contadas. Em boa jogada coletiva, Julio Kaki empatou o jogo.

A disputa se acirrou com a subida de produção dos osasquenses e Dudu aproveitou vacilo da zaga para virar a partida. Conforme o intervalo se aproximava, o semblante dos atletas do The Veras demonstrava maior irritação pelo inesperado resultado. Eis que, num dos últimos lances da primeira etapa, o artilheiro Victor - até então apagado no jogo - colocou a bola no cantinho do goleiro e empatou novamente o confronto.

No intervalo, era unânime entre os jogadores do Veras que a equipe estava inerte e não apresentava a raça característica. Já entre os osasquenses, o clima era de inconformismo pelo gol sofrido no final. O consenso entre as duas equipes era de que, a essa altura do campeonato, o empate seria um resultado catastrófico. Melhor para a torcida, brindada com sete gols em um segundo tempo marcado pela ofensividade dos times.

E quem largou na frente foi o The Veras: o zagueiro Luís Felipe, um dos destaques da partida, recebeu belo passe de primeira de Moura e concluiu com fúria, anotando o terceiro gol de seu time. Os azul-grenás abusavam do direito de perder gols, embora parecessem mesmo determinados a resolver logo a parada. O meia Cássio, em um chute de longe, acertou o ângulo do goleiro, que chegou na bola, mas a deixou passar.

Com 4 a 2 no placar, a equipe verense se permitiu relaxar. E quase pagou muito caro por isso. Com uma marcação frouxa, Dudu de novo teve liberdade para arriscar e petiscar, diminuindo novamente a diferença. Contudo, o dia parecia ser mesmo de Victor Petreche, que desestabilizava os adversários com sua habilidade e fazia o esquentado Paulinho Valério se descabelar. O camisa 17 do The Veras marcou o quinto gol de sua equipe e comemorou fervorosamente. Pouco depois, porém, Bill esbanjou categoria e driblou Benga antes de marcar o quarto gol atleticano.

O Osasquense, valendo-se de sua maior experiência e do vigor físico (já que contava com mais reservas), pressionou insistentemente o The Veras em busca do empate, que parecia que cederia. Eis que o imponderável se faz presente: goleiro e zagueiro osasquenses protagonizam uma pichotada, e o esperto Victor aproveita para anotar o sexto tento de sua equipe, seu nono no campeonato. Fatura finalmente liquidada? Não, as emoções não cessaram. Após roubar a bola do capitão Pedro, Dudu chuta raivosamente contra a meta de Benga, que nada pôde fazer. Números finais: 6 a 5 para o The Veras.

Os osasquenses, com uma boa atuação, mostraram que um milagre ainda é possível, embora improvável. Sua distância para a zona segura da tabela atualmente é de cinco pontos, restando apenas quatro partidas. Já o The Veras demonstrou alguma imaturidade ao não conseguir administrar a partida quando o resultado lhe era favorável. Contudo, o camisa 10 Pedro pondera: “O aperto que passamos foi olho gordo do Bruno Corneta (capitão do Atlético Pagalanxe), mas mostramos que temos um jogo coletivo muito sólido e vencemos”.

Diante do Bacana, na próxima rodada, o Veras pode ver o mesmo Pagalanxe se aproximar perigosamente da 6ª posição caso perca e os laranjas vençam. A lembrar que na última rodada os dois times se enfrentam, o corneta Bruno pode ainda cornetar por um bom tempos os meninos do Veras.

TOSCO CONTINUA COM SEU COTIDIANO DE GOLEADAS


Em breve.

EB CONTINUA A SUBIR COM VITÓRIA SOBRE BASICUS


Quem viu o primeiro tempo de Equipe Bróder e Basicus certamente pensou que a coisa enfim ia dar certo para o outrora time de rosa e cinza. Entretanto, quem viu o segundo tempo percebeu que enquanto o jogo não acabar no primeiro tempo o Basicus vai ficar sem ganhar um jogo. É notória e gritante a diferença no futebol apresentado pela mesma equipe entre os dois tempos.

Contra a EB, quando o Basicus encontrou seus ex-jogadores Lapa e Mutssa, o time de R. Barath mostrou personalidade para virar um jogo que saiu perdendo aos 9 minutos com gol de Mutssa, mas deu sinais claros que um erro de um jogador pode pôr tudo a perder. Franco favorita, a EB buscou o gol no início do jogo com mais vontade, chegando com boas chances que foram defendidas por Goku. Mas Mutssa não perdoou e marcou seu primeiro gol as 9 minutos.

Não demorou para uma das mais belas pinturas em termos de gol sair. A autoria? Thiago Ladeira, zagueiro do Basicus. O camisa 2 pegou da defesa, saiu driblando e fazendo fila. Foram um, dois, três jogadores, mais o goleiro Werner para ele ainda parar, girar o corpo para bater de direita pra dentro do gol da EB, para enorme vibração da torcida diante do golaço. E quem achou que o time rosa estava para brincadeira, se enganou ao ver o pequenino Harada pegar a bola na intermediária, cortar para dentro, avançar sem sofrer o bote e, num chute meio de bico, mandar um foguete na gaveta de Werner, para delírio de todos os presentes fora de campo, inclusive de Baru, do Roleta Russa, que estava na torcida contra a EB depois de ver seu time perder para o Joga 13.

Mas o Basicus não conseguiu segurar a vantagem e, aos 24 minutos, Mutssa chutou e Marcelinho desviou para empatar a partida. Em 2 a 2 o jogo foi para o segundo tempo, placar clássico da equipe na hora da virada (segundo 2 a 2 que se transforma em goleada no segundo tempo). E, como virou praxe para o Basicus, a coisa degringolou no segundo tempo.

E não foi preciso mais que 3 minutos para Gabriel Borges chutar rasteiro no cantinho para colocar a EB em vantagem. O gol mexeu com o time de R. Barath a ponto de a partir daquele momento o único a se salvar em campo ser o goleiro Goku, que operou verdadeiros milagres para evitar uma goleada mais desmoralizante que as habituais sofridas. Publius, Du, Ladeira e Paulinho Ventura ainda tentavam impedir as jogadas e chegar ao ataque, mas já não havia clima interno para uma reação.

Enquanto Goku trabalhava, o Bróder tocava e também perdia gols. Num lance em que Lapa viu a chance de arremate da entrada da área, uma dividida com Publius pode ter tirado o craque da EB do resto do campeonato. Ele sentiu o joelho já baleado e foi tirado de campo. Publius também sentiu a dividida, mas continuou no jogo, apesar de no dia seguinte ele ter ficado com uma bola na lateral do joelho. Lapa afirmou durante esta semana que não consegue nem pisar direito e que uma ressonância está marcada para poder definir seu futuro. O médico descartou ser ligamento, mas ele vai ficar de molho ao menos 15 dias.

Voltando ao jogo, o improvisado goleiro Werner pouco fez no segundo tempo, mas em compensação assistiu a André Lapa, Gabriel e Vitinho deitarem e rolarem, principalmente após o nervosismo de Saulo lhe render o cartão amarelo, assim como com Publius e Cavalera. O Basicus ainda resistiu por alguns minutos, mas aos 17 Mutssa recebeu na área e tocou alto para vencer Goku. Na seqüência, Marcelinho deixou mais um em jogada de Vitinho. Gabriel Borges recebeu e deu de presente para Mutssa fechar, aos 25 minutos, o placar em 6 a 2 para a EB e colocar de vez o time na briga pela classificação.

Novamente o Basicus deixa de jogar bola no segundo tempo, novamente o time toma uma goleada depois de fazer um bom primeiro tempo. Mais uma vez o Basicus vai pra casa sem vencer. Já a EB chega a 7 pontos e tem o Fora de Série pela frente. A briga pelas últimas posições deve esquentar no Grupo B entre EB, Giro SP, Roleta Russa e Diabos Laranjas. Já há quem diga que a Giro seja carta fora do baralho... Sábado contra o SNG poderá ser confirmada tal previsão.

SALADA FAZ 5 E ACABA COM DIABOS LARANJAS


Pouco antes da partida entre Diabos e Muleke Piranha viu-se uma invasão das arquibancadas. Era gente chegando com um baita isopor e muitos fogos para o jogo que colocava frente a frente a turma de Pirituba. O jogo prometia muita emoção dentro e fora de campo, mas quem resolveu acabar com qualquer pretensão do Diabos e logo no primeiro tempo matar o jogo foi o artilheiro Salada. E quem apostava que Batoré desequilibraria, perdeu a aposta. Foi Salada o responsável pelo desequilíbrio: fez os 5 gols do time do Piranha e colocou a equipe, com 12 pontos, na 5ª colocação.

A partida começou em ritmo mais do que acelerado, com ambos os times tocando rápido e correndo muito. Para quem via de fora, parecia que o jogo estava sempre com a tecla >> apertada, aquele botão de acelerar a imagem do videocassete. A torcida vibrava, os jogadores em campo retribuíam. Ninguém queria perder, e esforço extra se via em campo. Mas aos 7 minutos as coisas começaram a mudar de figura, justamente quando Salada, dominando a bola pela esquerda, acertou um chute no ângulo esquerdo de Porps, sem chances para o goleirão. Ali a casa do Diabos começava a cair.

Não houve tempo para o Diabos se recompor quando o mesmo Salada bateu de primeira pra fora um passe oriundo de uma cobrança de lateral. Mas na próxima oportunidade o camisa 11 não perdoou. Desta vez pela direita, ele avançou pelo meio e, de biquinho, mandou um chute baixo no canto esquerdo para fazer 2 a 0. Definitivamente o dia não era do Diabos. Ronei passou a tentar jogadas individuais com mais freqüência, enquanto Edmundo e Emerson tentavam pelas pontas. O jogo do Diabos não fluía, mas o do Piranha, com o trio de frente Salada, Danilo e Robson, colocava sempre Porps para trabalhar.

Guaraná ainda apareceu bem para salvar um lindo chute de Vavá de trás do meio de campo que ia no ângulo. O goleiro se esticou e colocou para escanteio. Foi logo em seguida que Edmundo mandou um chute que Guaraná de novo espalmou para cima. O mesmo Edmundo veio de cabeça e mandou no travessão para perder um gol incrível que poderia ter mudado o panorama do jogo. Mas o que de fato mudou foi a expulsão de Edmundo após grande bate-boca com os árbitros. O jogador fez falta e acabou por levar o cartão amarelo. Ele ficou muito nervoso, pois no lance anterior tinha sofrido uma falta não marcada e passou a tirar satisfação com o árbitro. As coisas esquentaram, Argentino tentou conter o árbitro para que não mostrasse o cartão, mas foi em vão. Edmundo, não contente, saía pela lateral quando xingou o árbitro. Para que? Para tomar o cartão azul, desfalcar o time e ainda deixar o Diabos com um jogador a menos para o resto da partida – o time não tinha reservas.

Mas não foi só isso. O azul queimou mais rapidamente o pavio já curto do capitão e camisa 72 do Diabos. Amarelo, azul e... sim, o vermelho foi conseqüência natural de quem perdeu a cabeça e não soube se contentar só com 2 minutos do lado de fora. O lance rendeu a Edmundo Juba 3 jogos de suspensão, pois, pendurado, tomou o terceiro amarelo e o vermelho (2 jogos). Ele só volta na rodada final diante da Equipe Bróder.

Com um a mais o Piranha tratou de esfriar o jogo e desacelerar o ritmo, já que o sol estava forte e precisavam de pernas para o segundo tempo. Mas mesmo assim Salada deixou mais um e levou seu time com vantagem de 3 a 0 para o intervalo. Na volta para a etapa final, o Diabos passou a jogar no desespero de ir pra frente e abusou das jogadas individuais, principalmente com Ronei e Argentino, que roubava na defesa e saía para o ataque tentando fazer fila. O Piranha esperava para o bote.

E foi aos 9 minutos que Ronei diminuiu para o Diabos. O camisa 5 viu Guaraná adiantado e mandou por cobertura de trás do meio de campo. Mas se o gol dava alguma esperança ao Diabos de ao menos encostar no placar, Salada tratou logo de acabar com qualquer pretensão, pois 3 minutos depois marcou seu quarto gol, também o quarto do Piranha. Com 4 a 1, a tranqüilidade voltava a reinar no Piranha, inversamente ao clima no Diabos.

Danilo e Salada seguiam turbinados e foram responsáveis pelo quinto gol dos mulekes. Salada decretou a derrota do seu ex-time e enterrou os diabos. Ainda teve tempo para Emerson Neném acreditar e chegar numa bola perdido para fazer mais um, aos 20 minutos, mas não havia mais forças para buscar um placar excessivamente elástico para um time que correu com um a menos embaixo de um sol firme e forte. Final de jogo: 5 a 2 para o Muleke Piranha, que chega a 12 pontos e se consolida na 5ª posição, seguido justamente do Diabos, com 10 pontos, que agora ganhou a companhia do Joga 13, que venceu o Roleta e segue em ascensão.

AURORA FAZ 14 NUM MSM INCOMPLETO


O Mentira Sem Maldade anda mal da pernas. Depois de levar uma surra do Fiorella na semana passada, o time Boca Juniors foi atropelado pelo Aurora. A equipe do craque Pena, ansiosa para descontar a derrota que sofrera para o Bacana na etapa anterior, não perdoou e cravou 14 a 0 no MSM. O exorbitante placar negativo foi conseqüência não apenas do futebol apático e sem coesão apresentado pelo MSM, mas também, e principalmente, pela ausência de alguns de seus integrantes, o que obrigou o time a jogar com quatro jogadores na linha pela maior parte do tempo. Ambos os fatores só demonstram o amadorismo técnico e a imaturidade que vêm impedindo a equipe de vencer e se sobressair no torneio.

Altamente desfalcado, o Mentira começou com Kadson, Magneé, Coppo e Bruninho Fontes na linha. Bruno Costa foi obrigado a assumir o gol, já que o arqueiro Caio não compareceu ao embate. Junto com ele viriam outros 3 jogadores, que perderam a carona e o jogo deram ao MSM uma razão a mais para se preocupar. Buscando evitar uma provável goleada, os quatro heróicos jogadores se fecharam totalmente na defesa. Mas tal esforço logo se mostrou inútil, pois o craque Pena, inspiradíssimo no dia, parecia bailar em campo: com um drible magistral, o camisa 10 costurou a área inimiga, deixou Magneé comendo poeira e abriu caminho para chutar cruzado para o gol, marcando o primeiro do Aurora e anunciando o massacre que estava por vir.

O jogo seguiu travado na área do MSM. Enquanto Pena passeava pelo centro, Thiago Moura e Julio Sérgio avançavam pelas laterais e não deixavam o menor espaço para o adversário revidar. O único suspiro dos mentirosos neste início da peleja foi uma investida do ágil Kadson, um dos poucos do time que estava se empenhando para mudar o quadro do jogo. Aos 3 minutos, o atacante conseguiu se desvencilhar da marcação de Maradona e contra-atacar pela lateral direita. No entanto, pecou na hora de chutar, mandando para fora o que poderia ter sido o gol de honra de sua equipe.

Em seguida foi a vez de Wellington e Maradona assumirem a dianteira do setor ofensivo do Aurora. Mal a dupla pegou na bola e o gol já saiu.O primeiro recebeu um passe lateral do segundo e chutou reto, fazendo a bola morrer no gol.

E a estrela de Pena seguia brilhando intensamente no primeiro tempo. Ele participou de mais dois gols do Aurora. O primeiro foi de autoria do próprio Pena, que, após confundir os zagueiros com um drible ao estilo ziguezague, chutou por cima de Bruno Costa. Já o segundo foi de Julio Sérgio, mas com uma bela assistência do camisa 10.

Severamente acuado, o Mentira precisava de um intervalo para se reabilitar da saraivada de gols que havia sofrido. Seus jogadores estavam nitidamente atordoados com a velocidade das investidas inimigas. Todavia, o time marcou bobeira e viu Maradona marcar o quinto do Aurora para pedir tempo. A pausa parecia ter sido uma boa medida para a equipe, visto que esta voltou mais corajosa e passou a dar suporte para Kadson atacar. Mas Ronaldo, que substituía Pena nesse momento do jogo, destruiu todo o resquício de vontade que restara no MSM ao marcar o sexto do seu time com um belo chute cruzado.

O que se viu a partir desse lance foi uma retaliação absurda por parte do Aurora. Nem mesmo a chegada atrasada de Du Menotti na zaga do Mentira ou a saída de Thiago Moura por cartão amarelo equilibraram a partida. Pelo contrário, o Aurora seguiu marcando um gol mais bonito que o outro: teve drible de Wellington no goleiro, bomba cruzada de Julio Sérgio no ângulo e até um golaço de cabeça do craque Pena, fruto de um fantástico lançamento de bola do goleiro Alemão.

Os minutos finais do primeiro tempo foram marcados, principalmente, pela chance mais concreta que o Mentira teve de marcar um gol em todo o duelo. O persistente Kadson aproveitou falha na marcação de meio de campo do Aurora e arrancou ligeiro pela lateral direita, ficando frente a frente com o arqueiro. Na hora de chutar, entretanto, ele falhou novamente e bateu com muita força, mandando a redonda para estalar na trave.

Com o orgulho ferido pelo equívoco grosseiro que cometera, o Aurora tratou de replicar com um chutão de fora da área de Pena. Mas, por ironia do destino, a bola também explodiu no travessão. Coube então a Maradona revidar a ousadia do MSM: no último minuto, o camisa 8 cravou 10 a 0 para sua equipe com um chutão cruzado bem ao seu estilo.

Mal começara a segunda metade do jogo e Pena já balançava o travessão do MSM com um torpedo. Menotti, que agora jogava no gol, não teve nem tempo de se recuperar do susto, já que Wellington não demorou em roubar a bola de Bruninho na grande área e chutar forte, anotando o décimo primeiro do Aurora. Era o quadro do primeiro tempo se repetindo: novamente, o Mentira estava encurralado, facilitando um novo bombardeio do rubro negro.

Segundos depois, Ronaldo e Pena ampliaram o já extenso placar, cada um com um gol. O primeiro estufou a rede dos mentirosos com um potente chute de meio de campo, marcando dessa forma um dos mais belos gols da disputa. Pena, por sua vez, anotou o seu quarto ao entrar no gol adversário com bola e tudo após driblar Bruno Costa, Coppo e o próprio goleiro.

A situação do Mentira permaneceu complicada até o final da partida. As poucas reações do time foram algumas tentativas de contra-ataque sem efeito. Já o Aurora continuava pressionando. Contudo, mesmo com tamanha força ofensiva, o placar do Aurora ficou estagnado até o final do jogo. Isso ocorreu pelo fato do time ter deixado de atacar como um conjunto e passado a priorizar investidas individuais. Afinal, todos queriam aproveitar para levar um golzinho para casa...

O duelo teve fim com o quinto gol de Pena. Ao sepultar a redonda no fundo do gol do Mentira, o artilheiro encerrou sua brilhante atuação em campo com chave de ouro. Final: 14 a 0 para o Aurora num capenga MSM, que dá adeus ao G-8 e agora vai ter de lutar muito para se classificar.

ACIDUS VENCE COM 9 “BENGALADAS”


Depois do empate diante do Pagalanxe, o Acidus passou a não crer tanto mais numa classificação dentro do G-4 diante do distanciamento dos times à sua frente. Tanto é verdade que o capitão Lói, antes do jogo, já dizia para todos que aparecessem: “Ganhando ou perdendo estamos na mesma 5ª posição”. Isso porque, com 11 pontos, não podia ser alcançado por nenhum time e não podia alcançar nenhum time. Era um meio termo um tanto sem graça. Mas o futebol apresentado pelo time nos 50 minutos contra o Bengalas não foram nada sem graça. Aliás, sem graça deve ter ficado o técnico Xykão do Bengalas, que só atrapalhou o time com seus xingamentos a árbitros e reclamações com todo mundo.

Sem Guitolê, ainda suspenso mas do lado de fora na torcida, coube a Bizu e ao novato Leandro Alves o setor ofensivo do Bengalas. Foi o próprio Bizu que conseguiu um giro do lado direito de seu ataque para chutar cruzado rente a trave de Diego. Mas foi só isso que de efetivo o Bengalas produziu nos primeiros 15 minutos, pois o Acidus dominou até com facilidade as ações ofensivas.

A troca de passes entre Robinho, Barata, Philip e Ricco colocavam sempre em perigo o gol do Bengalas, que tinha uma zaga mais pesada que de costume, já que Fernando Forte esteve ausente. E foi numa dessas que Philip recebeu passe de Ricco livre dentro da área, teve tempo de cortar o zagueiro e escolher o canto para fazer 1 a 0. No lance seguinte, mesma jogada, Ricco para Philip, que recebe de costas para o gol sobre a linha da área, dá o giro e já bate com categoria no cantinho sem chances para o goleiro Djow.

Os dois gols deram tranqüilidade ao Acidus, que passou a tocar mais no meio de campo buscando os espaços. O Bengalas tentava chegar pelas pontas com lançamentos, mas poucos eram concretizados em jogadas para o gol. Enquanto isso, os pequenos do Acidus davam trabalho aos grandões do Bengalas, tanto que quando Philip tentou invadir a área pelo lado direito do ataque, encontrou o corpo de Thuram, que o levantou. Na verdade, o defensor chegou dividindo na bola, mas o excesso de força fez o jogador do Acidus voar longe, o que levou o árbitro a marcar a falta – muito contestada por todos do Bengalas, especialmente Xykão, incansável na garganta com seus gritos contra tudo e todos. Na cobrança, Ricco ajeitou para bater de canhota. E quem imaginaria que aquela canhota certeira seria a arma decisiva a favor do Acidus na noite daquele sábado da 7ª rodada?

Ricco chutou baixo e forte. A bola passou por debaixo da barreira e, na toada, por entre as pernas de Djow, que provavelmente se atrapalhou com a proximidade da bola, a fraca iluminação e o fuzuê de gente dentro da área. O Acidus fazia 3 a 0 e ensaiava uma goleada. Mas quem esperava isso se decepcionou, pois o Bengalas foi pra cima com mais voracidade e, no minuto seguinte, diminuiu numa pancada ao melhor estilo Rodrigo do 13 que explodiu na parede atrás do gol de Diego, que nem esboçou reação de ir nela. Foi um chutaço de primeira após a zaga afastar que Leandro Alves não perdoou.

O gol deu ânimo ao time amarelo e preto, que forçou pela direita. A jogada deu meio que errado e a bola foi adiantada para dentro da área. Ali tinham o goleiro Diego e mais 3 jogadores do Acidus para afastar a bola, mas houve indecisão entre todos e Nando chegou para tocar a bola e ser derrubado por Robinho. Pênalti marcado e Leandro Alves de novo mandou um torpedo à meia altura para fazer o Bengalas perigosamente encostar no placar.

Inexplicavelmente, quando o Acidus levava a bola ao meio de campo o árbitro anunciou pedido de tempo. Do Acidus para ver o que tinha acontecido em tomar dos gols? Não, do Bengalas! O time de Guitolê faz dois gols e, quando iria pra cima pra virar, pedem tempo para esfriar o jogo e dar a oportunidade do adversário conversar e se acertar. Guitolê, quando soube que o tempo fora pedido por seu time, ficou indignado e passou a reclamar. Bizu tomou as dores, dizem alguns, de seu sogro (pois ele teria pedido o tempo), e foi discutir com o irmão e o pai que estavam do lado de fora. Resultado: o Acidus conversou e o Bengalas brigou. “Não deu pra entender o porquê do tempo. Foi uma coisa ridícula”, comentou o zagueiro Wilson Zequinha após o jogo.

Até o fim do primeiro tempo foram mais 5 minutos de tentativas do Acidus com o Bengalas buscando lançamentos, mas ambos sem sucesso. O Acidus ainda viu Ricco explodir a redonda no travessão em cobrança de falta. Por muito pouco sua canhota não deixa o time amarelo-limão com mais vantagem no intervalo. E com 3 a 2 o jogo foi para o segundo tempo.

Ao retomar, o fantasma do empate até pode ter pensado em assombrar o Acidus, mas a canhotinha de Ricco que não entrou no primeiro tempo resolveu mandá-la para outras bandas, pois em nova cobrança de falta do meio de campo ele acertou um chute perfeito para fazer um golaço, o mais bonito do jogo. Foi um canhão de 3 dedos que fez a bola fazer uma curva sensacional, saindo da barreira e indo explodir no ângulo da meta de Djow.

Fato é que Ricco fez seu segundo gol, vibrou muito e deu tranqüilidade ao Acidus de contra-atacar. Bizu voltou a campo e perdeu alguns gols, chutando por cima e para a lateral do gol de Diego depois de, dentro da área, se livrar da marcação. Mas a noite era do Acidus, pois Barata, talvez enciumado, resolveu fazer também o seu golaço. Após cobrança de lateral – muito discutido pelo Bengalas, pois acreditavam ser deles – Barata matou, levantou a bola e mandou uma chinelada que explodiu no travessão e foi balançar as redes do Bengalas. Era o 5 a 2.

O Bengalas chegava na base do desespero, já sem padrão de jogo algum. Muito do nervosismo era gerado pela agitação incontida e berros histéricos do técnico Xykão do lado de fora. Ele desistiu de arrumar o time, coisa que não tinha conseguido até então, e passou a apenas pressionar o árbitro que estava do seu lado do campo. A tática era da intimidação para ver se ele apitava a favor de seu time, já que, segundo ele e o Bengalas, a arbitragem tinha errado na falta que resultou no terceiro gol do Acidus e também no lateral que originou o quinto gol. Mas Lói e Marquinhos estavam ali para conter os gigantes e o pequenino Dudu, que corria e tentava jogadas pelas pontas.

Mas foi o Acidus que voltou a marcar, com Robinho deixando o seu aos 13 minutos, após Ricco tocar da linha de fundo para o camisa 10 empurrar sem esforço alguma e quase sobre a linha. Na seqüência, Lucas, que há poucos minutos entrara, roubou bola no meio de campo de assistiu Philip, que tocou na frente, driblou o zagueiro e mandou pras redes. Não percam a conta: 7 a 2. Mas o Bengalas não demorou a descontar. O mesmo Leandro que marcara duas vezes fez seu terceiro, após rebatida na zaga e do goleiro. Em seguida, dois minutos depois, Dudu chutou cruzado para vencer Diego e diminuir mais ainda para 7 a 4.

Foi a deixa para o Acidus parar o jogo com tempo. Na volta, Diego liga contra-ataque para Philip. Thuram sobe praticamente no meio de campo para cortar e cabeceia para trás. A bola sobe e vai morrer no ângulo de seu próprio gol. Djow ainda foi nela, mas o lance era daqueles de quem tem a sorte a seu lado e a redonda passou rente a trave, vindo de cima, quase reta. O gol foi tão inusitado que um silêncio se fez, ninguém, com exceção de Lucas, comemorou, como se não acreditassem ainda que fosse mesmo gol. Diante do gol, Lucas, que tinha sido perseguido pelas bengaletes durante o jogo, ainda mandou um aceno e uma referência às belas meninas da torcida adversária. “Depois desse jogo elas vão torcer pra nós”, comentou o jogador, que logo em seguida perdeu um gol ao chutar na rede pelo lado de fora em passe de Philip.

Coube ao nome do jogo, Felipe Ricco, que carrega no sobrenome a indicação de fartura, fechar o farto e ricco placar do Acidus no jogo – 9 a 4. No contra-ataque, ele seguiu pelo meio enquanto Philip e Barata abriam pelas pontas. Cortou um e, quando fez que ia tocar, chutou por baixo do goleiro, que esperava o toque lateral.

O Acidus vence um adversário forte e de briga direta pelo G-4 e enfim convence com um futebol bem jogado. Ao Bengalas, sobrou desorganização, reclamação e briga entre os próprios jogadores, como entre os irmãos Bizu e Guitolê. “O cara é expulso, só fica de fora tomando cerveja e vem querer apitar quando estamos jogando”, reclamou Bizu. “Ele ficou bravo porque ele, ou o sogro dele, pediu o tempo e a gente reclamou da bobagem que foi isso. Ele tomou as dores”, retrucou Guitolê, que com seu jeito calmo contrasta radicalmente com o ar nervoso do irmão. “Mas que foi burrice aquele tempo, isso foi. E ninguém do time discorda”, completou o artilheiro, que volta no próximo sábado diante do Atlético Osasquense.

GIRO PERDE OUTRA E SE VÊ AMEAÇADO


Em breve.

KADÊNCIA VENCE FORA DE SÉRIE COM TRANQUILIDADE


Em breve.

BACANA JOGA PRO GASTO E DERROTA MACHUPICHU


MachuPichu jogar, salvo raras exceções de contra-ataques em que Ricci por duas vezes quase marcou. Com a bola no pé, o Bacana marcou mais dois ainda no primeiro tempo, com Yanes e Demehur em dois chutes de longa distância. A bola ainda quicou no chão antes de atingir a meta do goleiro Emílio. Porém, pouco antes do fim do primeiro tempo, Thiago Branco diminuiu de cabeça para os peruanos, dando ainda expectativas de que com 3 a 1 o time peruano ainda pudesse voltar para tentar a virada.

Entretanto, nos primeiros minutos do segundo tempo não se viu muita mudança no panorama do jogo. O Bacana tratou de mostrar que não estava para brincadeira e Demehur de novo recebeu pela esquerda e encheu o pé no canto para fazer mais um, dando a impressão que o time mataria o jogo ali.

Foi então que aconteceu o lapso de bom futebol dos peruanos, que partiram para cima aproveitando o jogador a menos que o Bacana tinha por conta de cartão amarelo para Leandro Araújo. Nesses minutos de vantagem numérica, Tebas tratou de fazer o segundo gol do MachuPichu, diminuindo o placar para 4 a 2. Pouco depois, Danilo, artilheiro da equipe, recebeu passe de Ricci em contra-ataque e tocou no canto esquerdo do goleiro, encostando no placar perigosamente e acuando o Bacana. Mas coube a Yanes jogar o balde de água fria na reação peruana. Ele recebeu livre passe dentro da área e bateu prensado dividindo com o goleiro. A bola foi morrer nas redes e o Bacana fazia 5 a 3.

Mesmo assim, o MachuPichu parecia decidido a dificultar a partida e, em novo contra-ataque, Marcel teve calma para mandar a bola no ângulo, sem chances para o goleiro, 5 a 4 no placar e fim de jogo emocionante. Mas o Bacana resolveu mostrar que quando precisa jogar bola, de fato joga. Em escanteio no fim do jogo, um chute cruzado sobra para Rômulo decidir a partida: 6 a 4 para o Bacana e fim de jogo.

Ao fim da partida, a frase que poderia definir os dois times seria “mais do que nunca”, pois o Bacana segue, com muita propriedade, mais líder do que nunca. Já os peruanos continuam, além de devendo muito, mais desesperados do que nunca. O Bacana encara o The Veras antes do clássico contra o Atlético Pagalanxe, enquanto o MachuPichu tem sua primeira decisão diante do Fúria.
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