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Notícias de 15/09/2010



X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Bucets 1 x 3 Real Paulista

REAL VENCE SEGUNDA SEGUIDA E BUCETS JÁ SE PREOCUPA


Equipe de Panela vence no final e deixa Bucets isolado na lanterna e já em alerta


Por Douglas Almasi Santos

O Real Paulista alcançou o segundo triunfo consecutivo e lidera, ao lado do Mulekes, o grupo A da Série Ouro. Já o Bucets amargou sua segunda derrota no certame, fazendo ligar o alerta de preocupação com o descenso na equipe. O time mostrou garra na etapa inicial, mas não suportou a pressão do Real Paulista na fase final do jogo.

Bola rolando, e o Real já foi pra cima, tentando com Quintanilha, travado no momento exato do chute. D’Alonzo respondeu, mas seu chute parou no goleiro Alemão. Nos primeiros minutos a tônica do que seria o primeiro tempo: muita marcação e poucos espaços aos atacantes.

Em cobrança de falta, Quintanilha chutou forte. Elinho salvou o Bucets em cima da linha. Quintanilha de novo: após lateral, ele subiu mais alto que a zaga, mas cabeceou fraco para fora. O Real era mais participativo no comando de ataque, mesmo com o jogo pegado. Em rápido contra-ataque, Xexé recebeu passe, ajeitou e de direita soltou a bomba para boa intervenção de Caruso.

O Bucets reagiu: lançamento ao lado esquerdo, Fabinho avançou e tocou para Gabriel Nery, que chutou cruzado para fora. No fim do primeiro tempo, o Real levou perigo duas vezes, ambas com Batoré – uma de cabeça e outra chutando de três dedos para excelente defesa de Caruso, evitando a abertura do placar e levando a partida ao intervalo sem gols.

Com a igualdade no marcador, as equipes voltaram à etapa decisiva visando o gol inaugural. E quem começou a jornada melhor foi o Bucets, em tentativas de D’Alonzo, arriscando de fora por cima do gol, e com Storch, parando no goleiro Alemão.

E como iniciou melhor a etapa decisiva, chegou ao gol em contra-ataque rápido: Gabriel Nery, pela esquerda, levou a bola em diagonal e, colocado, chutou no canto esquerdo do goleiro. A vantagem corroborava com o começo arrasador do Bucets; mas o Real, time experiente, a partir do gol sofrido resolveu atacar.

Em tentativa de Quintanilha, quase empatou, mas foi Panela quem tratou de acalmar os ânimos do time: após troca de passes envolvente, o camisa 8 recebeu na marca dos 9 metros e arriscou. O goleiro Caruso, sem firmeza nas mãos, falhou e permitiu a igualdade.

O Real começou a tomar conta do jogo. Tabelinha esperta entre Batoré e Salvador, e a conclusão do primeiro para fora. O time teve oportunidades boas com Panela e duas vezes com Rodrigo Fidelis, além de uma chance de ouro para Salvador, que livre na área, desperdiçou gol feito.

Extenuados em quadra, o Bucets não fazia mais nada, e a virada era questão de tempo: Quintanilha arriscou o chute, Caruso não segurou, e Batoré conferiu o segundo tento do Real. Com a vantagem, ficou mais tranquilo: boa trama do Real, a bola chegou a Quintanilha, que dominou e soltou a bomba no ângulo direito, marcando um golaço e definindo o placar em 3 x 1 ao Real Paulista.

Para Denis, do Bucets, “ficar sem banco” e estar “com azar” foram determinantes para o insucesso do time. “Sofremos também com a falta de atletas, o que está complicando”, emendou. Já Batoré, que estreava nesta edição da Série Ouro, prometeu que “a pegada será a mesma até o fim”, referindo-se à luta do time no certame. Sobre a partida, o camisa 21 resumiu bem: “Fomos mal no primeiro tempo, mas no segundo buscamos e chegamos à vitória”.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Treinadores do Braz 8 x 4 Elefantes Indomáveis

TREINADORES GANHA DE ELEFANTES E SEGUE NA PONTA


Goleada já coloca equipe como destaque da competição


Por Elvis Ferreira

Os Elefantes iniciaram o jogo a mil por hora, querendo atropelar o Treinadores. E assim não demorou para sair o primeiro gol. Na primeira jogada de ataque, Cauê aproveitou o vacilo da zaga pela direita e mandou para o fundo das redes. Elefantes 1 x 0.

Time jovem, o gol não aplacou o ímpeto ofensivo dos indomáveis, que continuaram no ataque e quase ampliaram novamente com Cauê, que perdeu um gol incrível de frente para o gol. Mas o que parecia ser um jogo somente do Elefantes começou a mudar quando veio o empate com Kiwi, através de um chute forte e rasteiro da entrada da área.

O empate acordou o time de Peruca, que não tardou a virar o placar. De novo Kiwi – o ídolo do goleiro João Lucas – apareceu bem no ataque ao bater cruzado para dentro da área. Jocélio só completou para o gol e deixou o placar na mesa do mesário em 2 x 1 para o time branco.

E os treinadores não pararam por aí. Parecia que cada jogada de ataque resultava em gol. Após jogada pela esquerda, Fabiano chutou forte e ampliou. O jogo estava fácil para o TdB, que só via Cauê dar trabalho a seu sistema defensivo, mas mesmo assim sem conseguir boas finalizações.

Ainda no primeiro tempo, o Treinadores aumentou a vantagem para 4 x 1 após chute forte de Peruca pelo lado direito. E assim terminou o primeiro tempo, com plena superioridade do ex-time de Bruno Valdivia sobre o Elefantes Indomáveis.

No início da segunda etapa, o Treinadores fez logo mais um e parecia ter jogado a última pá de terra no caixão do Elefantes. Jocélio, novamente, anotou bonito gol após receber na direita e chutar de primeira. E Jocélio estava muito bem na partida, pois, após novo cruzamento de Kiwi, ele novamente mandou para o gol. A dupla Kiwi e Jocélio arrebentava com o Elefantes.

O show de gols não parou aí. Peruca fez o sétimo. Aí já era hora de uma reação, para não ficar tão feio. Coube ao único homem mais lúcido do Elefantes diminuir. Cauê, claro, e num golaço que podia ter valido por dois ou até três tentos. Após receber na esquerda, ele levantou bola e deu uma linda bicicleta. Caixa e golaço! Daniel Teske fez o terceiro gol, de pênalti, mas o Treinadores matou qualquer reação quando fez o oitavo, de novo com passe do garçom Kiwi, desta vez para Bruno, deixando em 8 x 3 a partida.

Cauê ainda fez outro em cobrança de escanteio, mas a vitória do adversário já estava sacramentada. Final de jogo em 8 x 4 para o Treinadores do Braz, que foi muito superior ao raçudo Elefantes.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Bengalas 4 x 1 The Veras

BENGALAS SUPERA VERAS E SE REABILITA DA ESTREIA


Mesmo jogando aquém das expectativas sobre um time tricampeão, equipe de Bizu supera Veras e começa a reagir


Por Douglas Almasi Santos

O Bengalas se recuperou da derrota na estreia e marcou seus primeiros pontos no Grupo A. Na escalada rumo ao inédito tetracampeonato da competição, a equipe do técnico Bizu voltou a mostrar a mesma instabilidade apresentada ante o Real na primeira rodada, mas dessa vez aproveitou bem suas chances para marcar os gols necessários para triunfar. O Veras fez grande partida, valorizando a vitória do Bengalas, e saiu reclamando muito da arbitragem.

“Jogamos sem um monte de atletas, e o cansaço contribuiu também. E com o Bengalas não se pode vacilar, o aproveitamento deles é fantástico”, justificou o camisa 14 do Veras, Nico, para explicar a queda de rendimento do time nos minutos finais do jogo.

Adotando um esquema ofensivo e contando com um inspirado Kinho, o Veras partiu ao ataque em busca do gol. O próprio Kinho foi o primeiro a tentar, chutando para defesa de Baki. O Bengalas respondeu com um lance esquisito: o zagueiro do Veras Flama, na sua área, tentou sair lançando, mas a bola bateu em Ritolê e acabou acertando a trave. Seria um gol inusitado.

Mais Veras: após linda jogada de Kinho, a bola foi tocada para Jairo, que dominou e se chocou com um zagueiro do Bengalas. Os jogadores do Veras reclamaram pênalti no lance. O jogo estava bem equilibrado, com boas disputas nos setores da quadra. Novamente Kinho, ele recebeu a bola e chutou. Baki deu rebote e, na volta, Jairo desperdiçou grande chance, chutando fora.

O Bengalas, no fim da etapa primeira, chegou duas vezes com perigo: Luiz Eric em um potente chute para defesa de Benga e Fernando Forte, de pé esquerdo para fora, quase inauguraram o placar. Apesar das tentativas dos atuais campeões, o Veras dominava o jogo, fazendo o goleiro Baki trabalhar bastante. E o 0 x 0 persistiu até o término da primeira etapa.

O jogo esquentou no retorno do intervalo. Pedrinho, chutando colocado para defesa de Benga, quase pôs o Bengalas na frente. Em seguida, Kinho respondeu para o Veras, recebendo na direita e chutando cruzado para fazer o gol inaugural do jogo, colocando seu time em vantagem.

Com o placar aberto, a partida ficou emocionante. O Bengalas tentou com Fernando Forte, que acertou a trave, e com Luiz Eric, por duas vezes, levando muito perigo. O Veras respondia nos contra-ataques. “Crise no Bengalas?”, interpelou Renê, técnico do NGM ao se dar conta do placar adverso aos tricampeões da Ouro. Mal sabia Renê o que a noite de 11 de setembro reservaria a ele.

Ele ainda perderia o início da reação espetacular do Bengalas. Passe para Luisinho, fazendo o trabalho de pivô a Ritolê, que chutou para empatar o jogo. E no lance seguinte, Fernando Forte recebeu e virou o placar, marcando 2 x 1.

“Pô, fui ver outros jogos rapidinho e o Bengalas já virou?”, questionou um incrédulo Renê. Não só os tricampeões estavam na frente, como se aproveitaram muito bem do cansaço adversário. Lançamento a Ritolê, que dominou e chutou. Benga rebateu, mas o mesmo Ritolê, de cabeça, aproveitou.

O Veras teve ainda um gol anulado, depois de cobrança de escanteio que Jairo empurrou às redes, mas a arbitragem assinalou reversão no instante do arremesso da bola à área, frustrando os jogadores. E ainda veria, em rápido contra-ataque, a bola chegar a Fernando Forte que conferiu, decretando a reabilitação do Bengalas: 4 x 1.

“Com o time completo, fica difícil segurar a gente”, resumiu aquele que foi um dos destaques da partida, o guarda-metas do Bengalas Baki.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Arouca 4 x 5 Med Taubaté

MED SEGURA AROUCA E VENCE NO FIM


Médicos aproveitam melhor as oportunidades e derrubam favoritos do Arouca


Por Elvis Ferreira

Melhor em campo no início, o Arouca tinha total domínio da partida, tanto que de cara Renan chutou de longe e a bola explodiu no travessão. Por muito pouco o tricolor do Chuteira não abriu o placar.

Mas como é de consciência de todo boleiro, nem sempre quem está melhor na partida abre o placar. Foi exatamente o que aconteceu. O Med Taubaté marcou primeiro, com Aníbal, após cobrança de tiro livre direto.

Entretanto, o Arouca não demorou para empatar. Após falta em Veloz, Marquinhos Bohn bateu bem e colocou a pelota no canto direito do goleiro. Golaço, e tudo igual. Tudo igual por pouco tempo, pois o Arouca não demorou para conseguir a virada. E sempre com ele, Marquinhos, o homem do jogo. Desta vez ele chutou de longe e a bola entrou no canto direito. 2 x 1.

O Arouca dominava e podia ampliar, porém o que se viu foi o oposto: aos 20 minutos, Mula empatou novamente a partida após bonita jogada individual pelo lado direito. Assim acabou o primeiro tempo.

Para a etapa final, o Med voltou melhor, tanto que Kaique logo desempatou para os médicos. Se três já era bom, melhor ainda ficou quando novamente marcou após boa troca de passes no ataque. 4 x 2. Entretanto, mesmo sofrendo o quarto gol, o Arouca não se escondeu para o jogo. Veloz errou um gol incrível de frente para a meta aberta, mas Vitão não desperdiçou a sua chance, recolocando seu time na briga pela vitória.

O jogo era lá e cá. Bruninho del Sasso fez jogada pelo lado direito e quase ampliou o placar para o Med. A bola passou próxima à trave. Everton respondeu para o Arouca: após se livrar da marcação, ele chutou com força da intermediária. O goleiro Jura espalmou bem.

E a reação deu resultado, pois Marquinhos fez mais um e deixou tudo igual no marcador novamente e pôs fogo nos minutos finais. O jogo esquentou após jogada de ataque do Arouca em que o goleiro do Med, Jura, e Everton iniciaram uma pequena briga. Os dois levaram cartão azul.

Mas quem conseguiu ficar à frente no marcador foi o Med, dianteira que lhe valeu a vitória. Após jogada de Mula, João Eduardo fez o gol. Ele só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. O Arouca ainda tentou uma pressão final em busca do empate, mas não obteve êxito. O Med vencia sua primeira partida, enquanto o Arouca tinha sua primeira queda. Venceu quem soube aproveitar melhor as oportunidades de ataque.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Acidus 4 x 3 Estudiantes de La Vila

ACIDUS SE REABILITA EM JOGO QUE NÃO ACABA EMPATADO (DE NOVO) POR POUCO


Equipe vence o Estudiantes após três igualdades na partida e conquista primeira vitória


Por Douglas Almasi Santos

Um clássico digno de suas grandezas. Assim foi o duelo entre Acidus e Estudiantes de la Vila, o chamado jogo do empate. Afinal, nos cinco confrontos entre as equipes, muito equilíbrio: uma vitória ao Acidus e quatro empates. Portanto, era grande a expectativa pelo início da peleja.

“O retrospecto nos favorece, embora tenha havido mais empate. Hoje, vamos pra dentro, com consciência, e acreditando na reabilitação do Acidus”, declarou o zagueiro Lói antes do apito inicial dos árbitros. Bola rolando e o Estudiantes tinha outro fator contrário: além de encarar um dos times mais tradicionais do Chuteira, a equipe não dispunha de nenhum jogador suplente. “Contra o Fiorella também jogamos assim e vencemos. Hoje será do mesmo jeito: vamos ganhar e tirar a pilha deles que esse uniforme não está com nada”, declarou Julio Sérgio, referindo-se à camisa amarela do Acidus.

De fato o Estudiantes não se importou com um possível cansaço e lançou-se ao ataque. Na primeira jogada, Julio Sérgio abriu na esquerda para Felipe Roth, que chutou para fora. O camisa 32 ainda, em lance seguinte, acertaria o travessão. O Acidus acordou depois de um lindo voleio de Louiz, que foi para fora com muito perigo.

Os times chegavam com relativa tranquilidade ao ataque, mas abusavam da falta de pontaria, desperdiçando grandes chances de gol. Até que, em um lance de sorte, o Acidus inaugurou o placar: a bola foi chutada em direção ao gol, bateu em Paulinho e entrou. Em seguida, o Acidus perdeu duas oportunidades de ampliar o marcador: uma com Marcelo Rezende (inacreditável!) e outra com o mesmo Paulinho.

O abuso de perder gols custou caro: o empate do valente Estudiantes chegou após rápida trama do time, que fez a bola chegar a Punha que, com estilo, deixou para Caio. O camisa 5 avançou em velocidade, dominou e deslocou o goleiro Urso. As equipes ainda perderiam um festival de gols na primeira etapa, ora parando nos goleiros, ora não calibrando a pontaria. E assim se encerraram os primeiros 25 minutos do embate, com igualdade em 1 gol.

No segundo tempo, o Acidus apareceu disposto a liquidar a fatura, aproveitando-se do fato de possuir jogadores para revezar. O time teve duas oportunidades, uma com Marcelo e outra com Borges. Porém, na terceira oportunidade, triunfou: Paulinho fez grande jogada na esquerda e abriu passe na direita a Marcelo, o camisa 10, na linha de fundo, chutou forte sem ângulo, a bola passou por baixo das pernas do goleiro Rafael e Paulinho completou em cima da linha, porém, a bola já havia ultrapassado a risca e o gol foi assinalado para Marcelo.

Mas, na sequência, em desatenção da zaga, Vitinho se aproveitou e tocou para Julio Sérgio; calmo, ele dominou e, com estilo, chutou colocado no canto esquerdo de Urso. Novo empate, e o jogo esquentou de vez. O Estudiantes quase passa à frente, mas Urso foi obrigado a se esticar todo para reter um chute de Vitinho.

Entretanto, quem voltou a comandar o marcador foi o Acidus, com Careca, que, em rápido contra-ataque armado após lance polemico dentro da área (quando tocou no braço escanteio), tratou de pôr o Acidus em vantagem novamente. Ledo engano, pois Felipe Roth, com oportunismo, levou a partida para outro empate num golaço no ângulo em chute cruzado.

Quando tudo se encaminhava para mais uma igualdade entre as equipes – o quinto empate em seis jogos – Fernando tratou de encher o pé e decretar o triunfo do Acidus de forma suada e sofrida. 4 x 3 e muita comemoração do time.

Um dos destaques do Acidus, e também do jogo, o craque Paulinho disse que “a vitória foi boa” e que “foi ótimo ao time voltar a vencer”. E ainda acrescentou: “Acabamos saindo na frente, sofremos o empate, mas no fim veio o gol salvador”.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Fúria 0 x 0 Joga 13

13 E FÚRIA EMPATAM SEM GOLS


Partida com placar assim é apenas o segundo da história do torneio e foi garantido pela atuação dos goleiros


Por Gilver Tavares

Eram esperados gols quando se tem em campo jogadores como Lele e Robinho, pelo 13, e os irmãos Motta pelo Fúria. Porém, se o ataque era um dos pontos fortes de ambas as equipes, o que falou mais alto foi suas defesas. Afinal, é apenas a segunda vez em 10 edições que um 0 x 0 acontece no Chuteira de Ouro. Por coincidência (ou não), o 13 esteve nas duas partidas. A bola rolou e logo se viu um equilíbrio saudável ao espectador, com bons ataques de ambos os lados. A essa altura o sol ainda estava castigando a todos. Um calor insano temperava o jogo, dando-o um tom infernal. Pelo Fúria, Carlão quase marcou numa cobrança de falta. O tiro explodiu no travessão, enquanto Diego apenas acompanhou com os olhos a trajetória da bola.

O 13 rebateu com Robinho, que partiu para cima de Thiago Motta, deixando-o na saudade, e quase abriu o placar. A bola passa tirando casquinha da trave. O 13 ainda teve outra chance num cruzamento de Raphão para Lele, que, sozinho dentro da área, dominou, enfeitou e furou ao tentar dar um volêio. Na retomada, o Fúria tentou fazer jus ao nome que carrega numa enfiada de bola de Aldrey para Carlão, que recebeu cara a cara com o goleiro. Ele chutou forte, como é de praxe para o camisa 20, e um desvio tirou Diego totalmente da jogada. Para sua sorte, a bola bateu na trave.

Doce e Lele comandavam o ataque do Joga 13, com boas jogadas. O Fúria, nesse instante, recuou um pouco. Com a entrada de Fabio Caruso a coisa muda de figura e o time volta a atacar. Numa falha da defesa do Joga 13, Felipe Castro aparece sozinho e obriga o goleiro Diego a fazer uma ótima defesa. Em seguida, insistente, o Fúria avança com Carlão, que chuta forte rumo à meta de Diego, sem dúvida o mais inspirado em campo, que valentemente busca uma bola difícil. Os poucos ataques do Joga 13 são interceptados principalmente por Sapo que não deixa nada passar.

O segundo tempo começa com um milagre do goleiro Danilo da Fúria, que pega uma cabeçada fulminante de Lele. O jogo termina empatado. “Nosso time se empenhou mas o sol atrapalhou e o time adversário jogou muito bem”, afirmou Thiago Motta.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Canhedo Beppu 5 x 8 Mulekes

MULEKES CONFIRMA A BOA FASE E DERRUBA O CANHEDO


Com rapidez, time triunfa pela segunda vez e segue 100%; Canhedo ainda não venceu na Série Ouro


Por Douglas Almasi Santos

O Mulekes, com um time rápido e envolvente, confirmou sua ascensão e venceu a segunda partida consecutiva, assumindo a liderança com farto saldo de gols. Já o time dos engenheiros amargou sua primeira derrota, e ainda não venceu desde que alcançou um lugar entre os melhores times do Chuteira de Ouro.

Como já virou rotina, desde alguns jogos da Série Prata do primeiro semestre, o Canhedo saiu perdendo logo no começo da partida. Em cobrança de falta, Leo Valente, contando com um desvio na zaga, colocou no ângulo direito da meta de Papa-Burguer, marcando 1 a 0. O jogo, a partir da abertura do marcador, ganhou em movimentação.

Em lance seguinte, o Canhedo respondeu com Fabinho, que irrompeu da esquerda à diagonal e desferiu lindo chute que acertou o travessão. Já o Mulekes apostava no veloz trio formado por Gian, Fernando Caetano e Leo Valente. E ainda contava com a instabilidade do sistema defensivo adversário. O Canhedo, além de abusar dos gols perdidos, ora por não acertar a pontaria, ora por esbarrar no goleiro Armando, batia cabeça entre seus zagueiros.

Assim foi que a empresa de engenharia escapou de levar o segundo gol quando, em uma saída errada da zaga, Leandro Caetano roubou a bola e tentou chutar de bico, mas a recuperação do zagueiro do Canhedo foi perfeita, travando o chute no momento certo. Depois que o capitão Luiz Siviero perdeu um gol quase certo, veio mais um castigo. Herlon dominou a bola no seu campo de defesa e tentou tocar para o meio, um passe desastroso que Fernando Caetano, com rapidez, interceptou e avançou para abrir 2 x 0.

O Canhedo agiu rápido e, em uma bola tocada na área, o goleiro Armando cometeu pênalti, cobrado e convertido com categoria por Leo Moraes. Na sequência, Okamura teve grande chance de empatar, chutando cruzado com perigo. Mas o Mulekes é um time rápido, e, em ligeiro ataque, Xande saiu de trás rompendo por toda extensão do campo, chutou, Papa-Burguer deu rebote e Leo Valente assinalou mais um tento.

O jogo foi ao intervalo com vantagem de 3 a 1 ao Mulekes. “Hoje não era o dia. Eu joguei mal, o time jogou mal. Tem dia que a gente acorda ‘zicado’”, justificou Papa-Burguer sobre o apagão do Canhedo na etapa derradeira. O time, notoriamente, estava aquém do que é capaz, e isso começou a ser sentido quando, do retorno ao segundo tempo, Giovanni Rizzo avançou livre de marcação e, da intermediária do campo adversário, colocou, como se fosse com as mãos, no ângulo esquerdo de Papa-Burguer.

Valente, o time dos engenheiros não se entregava e ainda tentava juntar forças para uma reação. O até então apagado Suzuki apareceu, ajeitando à corrida de Okamura, mas o chute foi para fora. O Canhedo descontou com Leo de novo, que recebeu na linha de fundo pelo lado esquerdo e, um pouco sem ângulo, chutou para descontar. Porém, o Mulekes estava mais atento à partida e acelerou o ritmo do jogo. Desesperado, o Canhedo se lançava ao ataque, proporcionando contra-ataques.

Em um deles, uma falta assinalada cobrada com maestria por Fernando Caetano, acertando o ângulo esquerdo de Papa-Burguer. Em jogada seguinte, Leo Valente recebeu e marcou o seu terceiro gol no jogo, apontando no placar 6 x 2 ao Mulekes. O Canhedo descontou novamente, quando Fabinho cruzou e Lucas tentou afastar, mas colocou contra a própria rede; a arbitragem assinalou gol de Fabinho.

Sem tática alguma, o Canhedo queria descontar, mas deixava exposta toda sua zaga. Em contra-ataque veloz, Ronan recebeu na esquerda e marcou o sétimo gol do Mulekes. Véio descontou após cobrança de escanteio, e Leonardo, por cobertura, fez uma pintura de gol, colocando 7 a 5 no marcador. Mas, no fim, Leandro Caetano deixou a sua marca, dando números finais ao jogo, com triunfo do Mulekes por 8 x 5.

Enquanto o craque Folha, do Roletinha, rasgava elogios a Papa-Burguer durante a entrevista, dizendo que ele “é um grande goleiro”, o arqueiro do Canhedo era só lamentação. “Desculpa o trocadilho, mas nossa equipe hoje se comportou como moleques, e aqui, na Série Ouro, a postura deve ser outra”, resumiu o goleirão consciente.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Fora de Série 2 x 1 Só Resenha

FORA DE SÉRIE ESCREVE UMA DERROTA NO SÓ RESENHA


Mais objetivos, quando chegou o Fora de Série resolveu e venceu o clássico da Prata na Série Ouro


Por Gilver Tavares

A empolgação certamente era um aperitivo para o confronto que ganhou ares de rivalidade quando da Série Prata, semestre passado. Vencer estava nos planos de ambos, quase uma questão de honra depois da confusão na Prata entre eles. E mal começou o jogo e o “resenhista” Marcelinho sofria falta perigosa perto da área. Ele mesmo chutou, mas mandou a bola pra fora, sem oferecer perigo para o goleiro Urbano, substituindo (à altura) Casari.

De novo Resenha, desta vez com Vitinho pelo meio, que passou a bola para Rafael, recebendo de volta depois deste limpar Du. O camisa 17 encheu o pé num chute cruzado, obrigando Urbano a fazer uma defesa complicada e manter o placar zerado.

O estreante Sardeiro habilidosamente passa por dois jogadores adversários e toca para Marreta chutar fraco. Várias vezes o Só Resenha arriscava com chutes de longe, porém sem obter resultado. O Fora de Série teve excelente chance em cruzamento de Argentino, mas Orley furou na cara do gol e perdeu a oportunidade de desvirginar o placar.

A rigor, o Fora de Série ficava a maior parte do tempo recuado, enquanto a iniciativa ficava por conta do Resenha. Numa das subidas ao ataque do Fora, um bate rebate faz a bola sobrar para Orley abrir o placar.

Perdendo o jogo, o Só Resenha também perdeu a calma. Argentino fez falta e, como um bom argentino que não é, segurou a bola catimbando, o que irritou os adversários. A torcida ficou muito inquieta e, na confusão, Renatinho acabou levando o cartão amarelo.

À frente no placar, o Fora comandava o ritmo da partida. Rodrigo Cunha driblou dois jogadores e mandou a bola para Orley, que chutou no goleiro.O goleiro Tucano passou a ser presença constante no segundo tempo.

Quem não faz toma. Seguindo essa lei, Vitinho recebeu excelente passe em profundidade de Rafael e chutou na saída de Urbano para igualar o placar. Mas a alegria do Só Resenha durou pouco. Numa falta desnecessária, o Fora de Série ganhou um tiro livre direto perto da área. O jogador Rodrigo Cunha cobrou com perfeição e decretou números finais à partida e a vitória do Fora.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO A

Roleta Russa 4 x 5 Fiorella Brasil

FIORELLA CONQUISTA PRIMEIRA VITÓRIA, SOBRE O ROLETA


Time se reabilita em jogo bem disputado; Roleta, mesmo guerreiro, sofre seu primeiro revés


Por Douglas Almasi Santos

Em jogo equilibrado e eletrizante a partir dos minutos finais do jogo, o Fiorella se recuperou no certame e derrotou o Roleta Russa, por 5 x 4. A equipe, que havia perdido na rodada inaugural ante o Estudiantes, marcou seus três primeiros pontos e, de quebra, não deixou que o Roleta chegasse ao seu segundo triunfo consecutivo.

O jogo começou com muita movimentação: já era noite na quadra 4. Com os times mostrando disposição, cada lance era intenso. No primeiro bom momento, o Roleta saiu na frente: cruzamento feito na área, Daniel, livre de marcação, cumprimentou de cabeça, abrindo o marcador. O Fiorella respondeu duas vezes em seguida com Van-Van, quase alcançando a igualdade.

As duas equipes alternavam bons lances de ataque. De um lado, Daniel arriscava pelo Fiorella, do outro, Fernando tentava pelo Roleta. Guaraná espalmou uma cobrança de falta de Sérgio, evitando o gol de empate do Fiorella. Ranalli respondeu: pelo lado esquerdo, ele saiu em alta velocidade na cara do gol, mas o goleiro Fonseca estava atento e saiu abafando o chute do camisa 3 do Roleta.

A partida foi esquentando. Contra-ataque do Fiorella, Ari, da esquerda, abriu passe na direita onde estava Van-Van. O camisa 10 dominou e fuzilou ao gol, empatando o jogo. O Roleta recuou e passou a sofrer com os ataques adversários. Em cobrança de escanteio, Van-Van acertou lindo voleio, mas a bola foi fora.

Porém, na sequência, a virada. Valendo-se de uma cobrança de falta, Cléber encheu o pé. Contando com a colaboração da barreira, que abriu no momento do chute, marcou o segundo gol do Fiorella. Mas a desatenção da zaga foi mortal, pois na saída de bola o Roleta chegou com Bob, que chutou para defesa de Fonseca. No rebote, o artilheiro Fanelli conferiu o novo empate.

O próprio Fanelli teria grande chance em seguida, quando, de pé esquerdo, desferiu bom chute para uma intervenção melhor ainda do goleiro. No último lance de perigo do primeiro tempo, o Fiorella quase marcou: o passe à direita encontrou Van-Van livre de marcação. Com calma ele dominou, fintou o goleiro Guaraná e chutou, mas a zaga salvou em cima da linha de forma espetacular. Van-Van reclamou um pênalti no momento de chutar, mas nada foi assinalado.

Diferente do que ocorreu na Copa do Mundo da África, ou o que acontece no atual Brasileirão, os dois times voltaram ao segundo tempo de forma ofensiva; o empate não interessava a nenhuma das equipes. Portanto, a etapa final foi emocionante. Já começou com um gol do Fiorella: Van-Van recebeu passe e chutou para colocar sua equipe novamente em vantagem.

Mas novamente, na saída de bola, o Fiorella sofreria o empate: Fanelli avançou e marcou seu segundo tento, anotando um incrível 3 x 3. Mas era dia de desatenção dos sistemas defensivos. Nova saída de bola, e dessa vez, quem dormiu no ponto foi o Roleta, uma vez que Sérgio pôs mais uma vez em vantagem o Fiorella. E em outra desatenção dos zagueiros, Cléber avançou pelo flanco esquerdo e, chutando cruzado, marcou 5 a 3 contra o Roleta.

Esquema tático, a essa altura do jogo, já não havia mais em quadra. O Roleta se lançava ao ataque no afã de empatar. O Fiorella segurava como podia as investidas do adversário. Bob teve chance de diminuir, chutando cruzado na trave, e com a bola voltando às mãos do goleiro.

O Roleta, valente, chegou a mais um tento com Bob, que desviou um chute e deu novas esperanças ao time. O time era só pressão nos últimos instantes do embate. Coelho quase empatou. Mas o Fiorella dispunha de todo contra-ataque, e desperdiçou chance de ouro com Ari. Na última jogada, já no desespero, o Roleta veio com Salada, que carregou e chutou forte, a bola desviou durante a trajetória, mas parou nas mãos de Fonseca, fazendo defesa segura e decretando a vitória do Fiorella por 5 x 4.

X CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA: GRUPO B

Bacana 1 x 0 SNG

BACANA SOFRE, MAS DERROTA SNG


Gol no fim de Gustavo dá vitória a Bacana e ânimo para o time


Por Gilver Tavares

O jogo mal tinha começado e a revelação bacana, Gustavo Izique, mandava um tiro na trave adversária, assustando Sampa. Poucos segundos depois, o zagueiro Allan driblou de maneira genial dois jogadores do Bacana e passou a pelota para Renê, que chutou cruzado uma bola que saiu lambendo a trave. Começava quente a partida, com os dois lados jogando de forma rápida, com passes precisos e arrancadas para o ataque.

Alemão avançou, mas acabou parado com falta perto da área. Essa não foi a última, pois uma sucessão de faltas a favor do SNG viria, mostrando que o time laranja começava a dominar o jogo. Ronei, numa chance boa, chutou forte, mas a bola parou na trave. O Bacana não deixou barato e, com Demehur, obrigou o goleiro Sampa a fazer defesa difícil.

A mesa virou, pois agora era o Bacana quem aparecia mais no ataque. Demehur aplica um chapéu lindo em Allan e toca para Yanes, que ajeita com estilo para Napolitano mandar colocada no ângulo. O gol só não aconteceu porque Sampa estava atento e foi buscar a bola heroicamente.

No segundo tempo após intervalo de cerca de meia hora para troca de quadra, os jogadores pareciam cansados e desanimados, mas Ronei era gigante e acordou todo mundo com uma bomba no travessão. O Bacana provou que despertara do sono do intervalo prolongado e com Gustavo descontou na mesma moeda.

Mas era o SNG que se destacava nos minutos iniciais do segundo tempo, tocando a bola para chegar no campo de ataque. Após uma sequência de passes excelentes, Renê quase marcou. Foi a vez de Guido salvar seu time debaixo da trave.

Numa jogada inacreditável, Demehur teve a melhor chance do jogo até então: ele recebeu a bola cara a cara com o goleiro, que estava voltando para sua posição, mas de maneira horrível e indescritível (e vergonhosamente também) ele chutou para fora, desperdiçando. A sorte dele foi que no finalzinho, num contra-ataque pela esquerda, Gustavo escapo livre e mandou um tiro cruzado para vencer Sampa e levar a Marcelão um sorriso que há tempos não se via...

E assim acabou o jogo, com a primeira vitória do Bacana sobre o SNG, a campanha 100% do time agora azul e, quem sabe, um ânimo para levantar a moral do Bacana, que ainda não se encontrou depois do vice-campeonato, há mais de ano.
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