Nenhum time vence tão apertado como o Acidus. Até agora, foram 4 vitórias em 6 jogos, sendo 3 delas por um gol de diferença. Mas como dizem que o que vale são os 3 pontos, o Acidus somou 12 pontos com a vitória sobre o Bad Boys e reassumiu a vice-liderança do campeonato, beneficiado pelas derrotas de Joga 13 e Roleta Russa.
O jogo começou atrasado, para variar, e o que se viu foi um começo rápido do Acidus ao ataque. Lucas, em duas sobras de bola na área, fez 2 a 0 para o Acidus em 10 minutos de jogo. Mas o sol forte passou a pressionar as duas equipes, sendo que o Bad Boys jogava sem reservas.
Ainda no primeiro tempo, André Martins saiu da defesa e fez fila na zaga do Acidus para diminuir. Ao final da primeira etapa, o mesmo Martins veio carregando e foi ajudado pela queda de pressão do zagueiro Lói, que perdeu o lance pois estava desmaiando pra fora do campo. Empate no placar e um jogo perigoso para o Acidus, que precisava da vitória para continuar com boas chances de classificação. Ao Bad Boys, restava matar ou morrer.
E o segundo tempo começou tenso, as duas equipes atacando, mas com muita precaução. Barata perdeu um gol cara a cara com o goleiro Luiz Eduardo, enquanto Publius salvava no pé dos atacantes do Bad Boys. Eis que Cavalera desempata a partida, a menos de 10 minutos do final, seguido de gol do estreante Graveto. Acidus abria 4 a 2 e parecia que decidia a partida. Mas o Bad Boys foi guerreiro. Foi pra cima e Weed se mostrou um guerreiro, pois ficou em campo o tempo todo com o pé torcido. Corria mancando. E novamente em jogada individual, Renato diminuiu. Mas não deu tempo pra mais nada. Final da partida 4 a 3 Acidus.
Assurra, irreconhecível, perde do Fiorella e se complica
Algo que parecia impossível de acontecer aconteceu. Pela primeira vez na história do Chuteira de Ouro, um time não marca gol em uma partida. E o que aumenta mais a incredulidade do fato é que esse time foi o poderoso Assurra. Sim, o Assurra de goleadas mil no II Chuteira, de time forte e grandes matadores, como o artilheiro Rafael. Contra o Fiorella, pela sexta rodada do III Chuteira, nem Rafael conseguiu balançar as redes. A bola batia em todos, rebatia, sobrava, mas o final era sempre o mesmo – ou o alambrado ou as mãos do goleiro Adílson Batata.
Num jogo que prometia muitos gols, a partida ficou 1 a 0 a maior parte do tempo. Assurra pressionava e Fiorella saía no contra-ataque. Esta foi a dinâmica do jogo. O goleiro Roberto fez milagres no segundo tempo, com defesas incríveis cara a cara com os atacantes. Talvez as ausências de Henry e Celso na zaga e de Felipe no ataque tenham ajudado na derrota, mas o que se viu foi um Assurra um tanto perdido, apático, com Alemão tentando criar as jogadas pelo meio e Garo e Pulga se virando como podiam na defesa.
O segundo gol do Fiorella só saiu faltando 3 minutos para o final do jogo. Foi um banho de água fria nas pretensões de empate do Assurra. Com a vitória, o Fiorella chega a 11 pontos e está em quarto na tabela. A classificação parece cada vez mais próxima desse time já chamado de "esquisito” por alguns, por oscilar muito entre uma partida e outra. Mas parece que Ricardo, seu capitão, encontrou o rumo certo. Enquanto isso, no Assurra, a pressão aumenta com o sétimo lugar da equipe, apesar de ter um jogo a menos. Para o Assurra, é vencer ou vencer daqui pra frente, se não quiser ver o sonho do título cair antes mesmo da fase do mata-mata.
SNG mais líder do que nunca
Com sua quinta vitória em 6 jogos, o SNG abre 4 pontos de vantagem para o segundo colocado e praticamente classificado para a próxima fase.Com mais uma vitória e combinação de rasultados conquista a primeira colocação na fase de classificação.
Pela sexta rodada, contra o Joga 13, o ataque voltou a funcionar bem com Renê, Tejeda e Allan. Depois de um início parelho, com gol de Allan para o SNG e um golaço de Guma fazendo uma fila enorme, o SNG passou a dominar a partida. Jogo pegado, um Joga 13 nervoso em campo, sua torcida pilhando todos dentro de campo, as coisas começaram a piorar quando Tejeda e Abelha ampliaram, fechando o primeiro tempo em 3 a 1.
No início do segundo tempo, Rodrigo diminuiu o placar, mas eis que o artilheiro Renê apareceu para fazer o quarto do SNG e, dois minutos depois, Allan ampliou para 5 a 2. Tudo ficou pior quando Alemão, já com cartão amarelo, fez nova falta. Não pela falta, mas pela reclamação desrespeitosa ao árbitro acabou levando o segundo amarelo e automaticamente o vermelho. Com um a menos, restava ao Joga 13 segurar o placar para não tomar goleada. E até que o time segurou bem o jogo, que acabou em 7 a 3, deixando o Joga 13 com 10 pontos.
Houve rumores entre os torcedores de que o excesso de cerveja antes da partida prejudicou o desempenho da equipe do Joga 13. Verdade ou não, de fato o Joga 13 estava em muitos momentos irreconhecível, longe daquele time vibrante que se viu no início do campeonato. Em compensação, a torcida nota 10 do Joga 13 compareceu como sempre e vibrou desde a primeira partida, entoando cantos de “homenagem” a adversários e jogadores amigos.
Com os 2 gols anotados, Renê abre 3 de vantagem frente a Ricci, do MachuPichu. Parece que o título de artilheiro ninguém tirará dele...
MachuPichu se supera e acaba com invencibilidade do Roleta Russa
Havia um ambiente de decisão às vésperas do jogo do vice-líder Roleta Russa contra o MachuPichu. Opostos em campo: um Roleta tranqüilo, ainda sem perder e jogando para garantir a classificação antecipada. MachuPichu, em sétimo lugar na tabela com 6 pontos, e jogando uma decisão para suas pretensões de classificação. Ao começar o jogo, em apenas 4 minutos o Roleta já ganhava de 2 a 0. Parecia que viria uma goleada, mais uma. Mas eis que a história prega peças no destino que parecia selado e entra em campo o jogador Danilo. Capitão do time, colocou pilha em seu time o MachuPichu iniciou uma das reações mais espetaculares do Chuteira. Um gol salvador aos 25 minutos do primeiro tempo do estreante Xanxo deu ânimo novo ao time para o segundo tempo.
O segundo tempo foi para o MachuPichu o jogo da superação. Sem Ricci, que se machucou em choque com Ranalli, o setor ofensivo ficou a cargo de Danilo, André e Gustavo. Sorte deles que a sólida zaga do MachuPichu transformou-se num paredão pelo qual poucas bolas passavam. Quando a superavam, eis que a trave estava lá para impedir o gol de Rick num rebote quase sobre a linha. A zaga teve outra proeza: parar Bruno, o grande jogador do Roleta. Ele partia com a bola e driblava um, dois, mas aí surgia Taka para acabar com a graça.
O Roleta Russa bem que tentou, mas não conseguiu impedir a reação dos “peruanos”. Nem a muralha Matrix, que faz jus a seu apelido, conseguiu evitar o pior. Danilo empatou o jogo e quase fez mais um depois de grande jogada com direito a rolinho em zagueiro roletano. Enquanto o Roleta tentava atacar, o contra-ataque do MachuPichu se mostrava mais eficaz e foi assim que, faltando 10 minutos para o fim da partida, Gustavo marcou o terceiro. O Roleta foi pra cima e nessa tomou o quarto gol, de André. 4 a 2 parecia decidida a partida, mas não para o Roleta, que ainda diminuiu com Rafinha e pressionou até o fim, com duas boas chances de falta com Bruno. Mas o dia era do MachuPichu, que segurou o resultado para ratificar uma vitória histórica que tem tudo pra dar moral ao time daqui pra frente.
Ao final da partida, o jogador Rick do Roleta Russa comentou que o time entrou de salto alto, em clima de goleada e de já ganhou. Segundo ele, isso prejudicou demais o time, que não soube administrar a vantagem e fazer mais gols.
Em compensação, o jogador Danilo, eleito o melhor em campo, era só alegria e emoção. Aliviado com a vitória, acredita que agora sim o time mostrou o que faltava para que pudesse ser considerado candidato sério à classificação, já que surgiram rumores na última semana de que o MachuPichu seria um time facilmente eliminado. “Mostramos garra e vontade num jogo de superação. Respeito tem de haver sempre. Agora tenho certeza que vão dar o merecido respeito à nossa equipe, pois futebol se ganha em campo. Eis a filosofia do MachuPichu. Seguimos com humildade, tentando a classificação, agora com mais chances”, desabafou o capitão do time.
Com o resultado, MachuPichu chega a 9 pontos, com um jogo a menos. Roleta permanece com 11 pontos e caiu para a terceira colocação. Vitória de um e derrota de outro, eis que esse jogo deve deixar grandes lições aos dois times.
Bróder sofre como nunca, mas derrota Dunguereguede
O jogo parecia fácil. 4 a 0 em 15 minutos de jogo. Era a goleada a caminho, tão esperada pela equipe bicampeã que ainda não se achou neste III Chuteira. Mas eis que os novos contratados do Dunguereguede mostraram que o time está de cara nova e promete incomodar nas últimas rodadas. Ricardo diminuiu ainda no primeiro tempo, com a partida fechando em 4 a 1 o primeiro tempo.
O segundo tempo foi um jogo como a torcida do Dunguereguede sempre desejou. O time foi pra frente e começou a dominar a partida. A contusão do ótimo zagueiro Soneca deixou a defesa do Bróder fragilizada, e o Dunguere se aproveitou disso e marcou com Biel e Harada. A pressão continuou, mas Lilo resolveu dar uma mão ao Bróder e perdeu bola no meio de campo, armando contra-ataque para gol de Lapa. O gol não apagou as esperanças do Dunguere, que ainda marcou com Edmundo Juba.
Quando a partida estava 5 a 4 e o Dunguere pressionava para empatar, o artilheiro Mutssa, que até então pouco tinha feito, mostrou do que é capaz. Marcou 2 gols, enquanto Biel anotou outro para o Dunguere. Final da partida, 7 a 6 para o Bróder, mas uma sensação de de as coisas continuam não indo tão bem quanto desejavam... Mas este é o jogo do Bróder: aos trancos e barrancos, vai beliscando pelas beiradas. É bom tomarem cuidado.
Dunguereguede e Bad Boys estão matematicamente fora
Só um milagre daqueles bem milagrosos pra classificar Bad Boys e Dunguereguede. Ainda sem pontuar depois de 6 rodadas, há 3 jogos ainda pra cada time e o máximo a que podem chegar é 9 pontos. Se se considerar que o sexto colocado atual – o MachuPichu – tem 9 pontos, ambos precisam vencer – e vencer muito bem – os 3 jogos (há confronto direto ainda) e torcer para nem MachuPichu, nem Assurra e nem Equipe Bróder passarem de 9 pontos. Ou seja, MachuPichu não pode nem mais empatar e Assurra e Equipe Bróder não podem ganhar ou empatar 3 vezes. A missão parece impossível. E é a se considerar o que se viu até o momento. Resta aos dois times torcer e buscar a vitória honrosa do campeonato. Afinal, nenhum deles vai querer ser o lanterna do campeonato...
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