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Notícias de 14/06/2010



III CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAL

Fúria 1 x 3 Só Resenha

COM FUTEBOL OBJETIVO, RESENHA DERRUBA FÚRIA, ESTÁ NA OURO E FAZ FINAL DA PRATA


Equipe se impõe diante do Fúria e encara o Canhedo Beppu na disputa pela Prata

Por Douglas Almasi Santos

O primeiro jogo da semifinal, entre Fúria e Só Resenha, era aguardado como sendo o jogo de uma defesa sólida – a do Fúria – contra um ataque rápido e envolvente – do Só Resenha. Era promessa de um jogo muito equilibrado. Mas parece que o fato de já estar garantido na próxima edição da Série Ouro fez com que o Fúria entrasse em quadra com uma disposição diferente de sua postura costumeira, que é de muita raça.

A torcida do Só Resenha estava muito animada. Mesmo com o frio da cidade de São Paulo, os animados fãs do time não se intimidaram com a tarde gelada e levaram suas vuvuzelas para infernizar e fazer muito barulho, além dos sinalizadores de fumaça em verde e branco, cores do time.

O jogo começou com o Fúria no ataque e chances para Carlão e Thiago Motta. Até o presente momento, o Resenha não conseguia impor o seu ritmo de jogo e só apostava nas bolas aéreas, facilitando os desarmes da forte defesa do Fúria. Nem mesmo as vuvuzelas assopradas pela torcida do Resenha atrapalhavam.

Mas o Fúria pecou em uma velha máxima do futebol, de quem não faz, toma. Ataque do Resenha, bola tocada para Darian, que dominou e chutou no canto. Sucão não segurou, dando rebote a Dhanny, que agradeceu e só empurrou a bola pro fundo do gol, colocando o Resenha em vantagem.

Quando a equipe do Resenha resolveu colocar a bola no chão e praticar o jogo que está acostumado, de muito toque de bola, correria dos atacantes e finalizações certeiras, foi mortal. Com um chute de Renatinho e cabeçada perigosa de Chris Nicolas, a equipe quase ampliou.

O Fúria estava perdido em quadra. Sua tática de apostar nos contra-ataques não funcionava. Outro detalhe visível era a ausência de uma de suas características: a vibração. A equipe não estava apática, porém, era o Resenha que mostrava uma energia fora do comum, disputando com muita raça a todo lance em quadra. O goleiro Ulisses praticamente não tocou na bola em todo o primeiro tempo diante da eficiência 100% de Cris e Batata na zaga e na contenção dos contra-ataques com Thiago Motta.

Enquanto o Fúria não se acertava, o Resenha aproveitava. Bola lançada para Dhanny, que no pivô ajeitou para a bomba de Fabrício no ângulo direito, indefensável para o goleiro Sucão. Vantagem de dois gols, e o Resenha construía a sua vitória.

A equipe ainda teve a chance de aumentar o número no marcador, através de Renatinho por duas vezes. O Fúria, com um chute de Carlão e uma bomba de Thiago Motta, para boa defesa do goleiro Ulisses, quase diminuiu, mas a partida terminava a sua primeira etapa com vantagem de 2 x 0 para o Só Resenha.

A torcida do Resenha era só alegria. Afinal, sua equipe estava derrubando um dos favoritos ao título. De acordo com Letícia Villar, torcedora fanática do time, o Resenha “estava muito bem”, mas estava preocupada com a arbitragem: “É só os juízes pararem de ajudar o adversário que ficará melhor”. O segundo tempo teve início e, junto a ele, aumentava o frio, que condenava os espectadores.

A segunda etapa foi marcada pelas tentativas, sem sucesso, de empate por parte do Fúria. Fábio Caruso, com um chute perigoso que passou rente ao travessão, quase marcou. O Só Resenha voltou com uma postura mais cautelosa, apenas administrando o jogo e apostando nos contra-ataques, arma do Fúria no primeiro tempo. A entrada de Felipe na equipe do Fúria deu mais velocidade à equipe. O camisa 2 entrou com disposição e deu uma injeção de ânimo ao time. Em uma excelente jogada pela esquerda, Felipe cruzou para Bruno Eduardo que, livre de marcação, parou nas mãos do goleiro Ulisses.

O jogo entrava na reta final, quando Bruno Eduardo, pelo lado direito da quadra, foi à linha de fundo e chutou cruzado, sem muita força. O goleirão não segurou, e a bola entrou. O camisa 11 dava esperanças ao Fúria, deixando o placar em 2 x 1. O repórter-fotográfico Weinny Eirado, àquela altura, acreditava no empate: “Sou mais Fúria!”.

Mas, no final, o golpe de misericórdia: bola tocada para Darian, ele dominou, girou o corpo e fuzilou a meta de Sucão, que teve de ver a bola passar por entre suas pernas, dando números finais à partida. Vitória do Só Resenha por 3 x 1 e vaga tanto na decisão do Chuteira de Prata, quanto na Série Ouro do próximo semestre. A torcida, ensandecida, começou a gritar sem parar e comemorou muito o triunfo do time.

Um dos destaques do Fúria na competição, o goleiro Sucão, parabenizou o “excelente time do Resenha”. E ainda destacou o fato da equipe ter entrado em quadra “sem tanta responsabilidade, sem vibração, com um pouco de comodismo”. “Mas o que importa é que caímos de pé”, disse o camisa 12 do time.

Já Batata, do Resenha, qualificou o jogo como “apertado, com os times muito bem em quadra”. “A união e o conjunto foram determinantes para o Resenha vencer”. A equipe encara, agora, o Canhedo Beppu na grande decisão do Chuteira de Prata.

III CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAL

Canhedo Beppu 4 x 3 SPQSF

CANHEDO SURPREENDE SPQSF E ESTÁ NA FINAL


Com um sistema defensivo eficiente, equipe derruba um dos favoritos ao título e, de quebra, garante vaga na próxima edição da Série Ouro

Por Douglas Almasi Santos

Parece que as críticas à sua zaga fizeram efeito ao Canhedo Beppu. Demonstrando uma forte marcação nos rápidos e entrosados jogadores do SPQSF, a equipe surpreendeu e venceu o confronto direto pela vaga à próxima edição do Chuteira de Ouro. Uma vitória na raça, na gélida tarde de sábado na quadra 5.

O jogo valia não só a vaga na decisão da Série Prata e o acesso direto à Série Ouro. Também estava em jogo o duelo dos artilheiros do certame: Jaja pelo SPQSF, com 28 gols, e Suzuki pelo Canhedo, com 27 gols. O tão aguardado embate começou com boa presença do público e, junto a eles, a mania nos estádios sul-africanos durante essa Copa do Mundo de futebol: as vuvuzelas.

E quem esperava o SPQSF sufocando, surpreendeu-se com a postura tática imposta pelo Canhedo. Início de jogo, após boa troca de passes no meio de quadra, Rodrigo Costa, da intermediária, arriscou de bico e acabou acertando o ângulo esquerdo do goleiro Guto, abrindo o placar para o Canhedo. O goleiro nem se mexeu.

Ao torcedor do SPQSF veio à mente as lembranças do jogo das quartas-de-final, quando o time também saiu perdendo e, em uma virada espetacular, conseguiu o seu triunfo diante o Jeremias. Mas o Canhedo estava disposto a conseguir, pela primeira vez, a chance de disputar a divisão principal do Chuteira de Ouro. A equipe sofria com a pressão adversária, mas apostava – e se saía muito bem – nos contra-ataques.

Com tentativas de empatar o jogo por parte de Jaja, Ricardinho, Marinho e Di Dicredo, o SPQSF levava perigo. Mas em um contra-ataque fulminante, o Canhedo pegou a zaga adversária desprevenida. Bola na direita para o artilheiro Suzuki que avançou e só tocou na saída do goleiro, ampliando o marcador. Artilharia empatada.

O Canhedo teve chances de aumentar o sofrimento da torcida do SPQSF após uma cobrança de escanteio. A bola chegou até Okamurinha, que chutou cruzado, levando perigo à meta de Guto. Muita raça por parte do Canhedo, muita disputa por parte das duas equipes, e muitas vuvuzelas davam a tônica da partida naquele momento.

A partida se encaminhava para o intervalo quando o SPQSF, de tanto insistir, conseguiu furar o bloqueio do Canhedo: após boa troca de passes dos atacantes, a bola chegou a Meneguelo, que recebeu e encheu o pé. A bola ainda desviou levemente na zaga antes de morrer no fundo das redes de Papa-Burguer.

Intervalo de jogo, e a promessa de muitas emoções na segunda etapa. O frio castigava a todos os presentes à quadra 5, mas o calor em quadra era enorme. Bola rolando, e Testa avançou pelo meio da zaga do SPQSF, chutando com perigo, quase ampliando para o Canhedo.

O SPQSF não desistia. Quase diminuiu em duas oportunidades: em uma cobrança de falta, a bola foi rolada para Marinho que chutou para boa defesa de Papa-Burguer, e em outro lance, após contra-ataque, a bola foi tocada na esquerda para Ricardinho, que encheu o pé, carimbando a trave.

Mas o Canhedo, além de valente, era veloz em suas respostas. Em um deles, o artilheiro Suzuki curtiu uma de ponta-direita e, lembrando Garrincha ou Renato Gaúcho, foi à linha de fundo e cruzou. Testa apareceu e chutou cruzado, rasteiro, pegando o goleiro Guto no contrapé, ampliando a vantagem do Canhedo para 3 x 1.

O jogo pegou fogo quando, após cobrança de escanteio, Meneguelo antecipou-se a saída do goleiro Papa-Burguer e diminuiu o marcador para 3 x 2. Mas o que o ataque fazia bem a defesa fazia mal atrás,dando espaço e fazendo lambança, tal qual a que resultou no pênalti no minuto final contra o Jeremias. Novamente um contra-ataque do Canhedo acabava com os sonhos do SPQSF: bola esticada na direita para Testa, que dominou e fuzilou contra a meta de Guto, que mais uma vez nem se mexeu, aumentando a vantagem do Canhedo.

Okamurinha, depois de receber passe e tentar com um leve toque encobrir o goleiro, que se recuperou a tempo de evitar o gol, quase fez mais um para o Canhedo. O SPQSF ainda diminuiu com Di Dicredo em rebatida dentro da área após escanteio, mas já era tarde demais. Vitória do Canhedo por 4 a 3, e muita festa dos engenheiros em quadra.

Jaja, que perdeu o duelo de artilheiros contra Suzuki, disse que o SPQSF entrou “meio desligado” em quadra. “Parece que nada deu certo hoje, só resta a tristeza”, lamentou-se o ainda artilheiro da competição com 28 gols. Testa, autor de dois gols no jogo, disse que o Canhedo teve a “maior raça, a maior vontade” para vencer o duelo. “Agora é muita cachaça na semana para vir forte à decisão”.

Já o zagueiro Bolacha destacou “a determinação, a força, e o tamanho da quadra” para o triunfo do Canhedo. O zagueiro camisa 5 ainda desabafou: “Vieram falar que estávamos fora, que a zaga era fraca, não nos respeitaram. Hoje provamos o nosso valor”. O Canhedo Beppu terá, na luta pelo título da Série Prata, o rápido time do Só Resenha.
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