Mais um empate na história do confronto teve Arouca dominando 1º tempo e SNG, o 2º
Por Luis V. Andreassa
O duelo entre os gigantes e sempre favoritos Arouca e SNG esquentou a 2ª rodada do Grupo B com muita disputa, correria e vontade de vencer. Os jogadores disputaram cada bola, cada palmo de espaço da quadra, cada jogada, como se fosse a última, e isso só poderia resultar em discussões e atritos, principalmente no segundo tempo. Apesar de a equipe laranja ter sido a primeira a arriscar em cobrança de falta de Léo para fora, quem começou melhor foi o Arouca, que mantinha maior posse de bola e buscava o gol com mais veemência. Foi assim que Markinhos quase abriu o placar ao bater de primeira pelo meio e exigir boa defesa de Caieiras.
O arqueiro foi novamente exigido quando Mota aproveitou passe dentro da área e desviou de costas. A resposta veio em cabeçada de Renê que resultou em intervenção precisa de Maurício. A chance animou os tricampeões, que passaram a equilibrar as ações e a sair da pressão rival, ocupando mais o campo de ataque, o algo raro até aquele momento. Prova disso foi que Allan quase marcou ao arriscar da meia direita. A bola foi para fora.
Porém, foi bem nesse momento de crescimento do SNG que o Arouca foi às redes. O raçudo Renanzinho arrancou pela direita em contra-ataque e, quando teve espaço, bateu com o bico do pé esquerdo no cantinho, acertando ainda a trave antes de ver a bola entrar.
A resposta do SNG foi imediata, mas Mauricio defendeu chute no cantinho. O goleirão começava a mostrar serviço numa partida de grande inspiração do camisa 1 tricolor. Ele apareceu outra vez ao fazer grande defesa em chute de longe de Ronei e depois trombar com Renê, o que deixou os dois sentindo dores. Apesar disso, a esquadra amarela e azul reiterou o seu domínio na primeira etapa voltando a ter o controle das ações e frequentando mais o campo de ataque nos minutos finais. E o segundo gol não veio por pouco: Vini Costa, que chegou na véspera do campeonato começar oriundo do afastado Bengalas, bateu cruzado, a boa desviou no meio do caminho e foi parar no travessão.
A troca de lado na quadra representou também uma mudança de papéis. Sentindo a necessidade de reação, o SNG voltou mais ligado e ousado. O primeiro a tentar foi Léo. Em cobrança de falta rasteira, Maurício espalmou a pelota para dentro da área e a zaga tratou de tirar.
Pouco depois, Allan girou um voleio e só não fez um golaço porque acabou mandando por cima. O Arouca agora se preocupava mais em marcar forte e impedir os avanços do rival, porém, quanto mais o tempo passava, mais o clima ia esquentando e mais o SNG parecia perto do empate. Tanto que Allan tentou de novo com chute de primeira após receber passe do pivô e só não deixou tudo igual porque Maurício apareceu mais uma vez no meio do caminho.
Se estava difícil vencer o arqueiro arouquense, Marquinhos Bohn deu uma ajuda ao rival ao fazer pênalti em Biro. Na cobrança, Allan nem precisou bater muito bem para deslocar o guarda-metas e balançar a rede.
O Arouca passou, então, a buscar uma reação, mas já não conseguia criar jogadas com a mesma criatividade de outrora, esbarrando na bem postada zaga adversária. Aproveitando isso, Biro quase virou o placar com finalização rasteira que – de novo – Maurício evitou.
O clima era de decisão, com os jogadores reclamando com os árbitros a cada marcação, a torcida arouquense xingando do lado de fora e os carrinhos e disputas de bola se tornando cada vez mais fortes. No meio disso tudo o Arouca acabou cometendo sua oitava falta. Biro assumiu a responsabilidade da cobrança do tiro de 9 metros. Mauricio se adiantou até o limite da área para não dar espaços pelos lados e depois deu um passo para trás para evitar uma possível tentativa de cobertura. Resultado: Biro acabou mandando a bola para fora, ao lado da trave esquerda.
A partida não poderia terminar sem algum jogador expulso e, em disputa entre Rafael Brozinga e França, os dois acertaram tapas um no outro e levaram cartão azul. O SNG seguiu pressionando nos minutos finais, porém sem sucesso. O 1 x 1 acabou fazendo jus ao que foi a partida, a qual foi dominada no primeiro tempo pelo Arouca e no segundo pelo adversário.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA
Mulekes 3 x 1 Real Paulista
MULEKES APRONTA PARA CIMA DO REAL PAULISTA
Com vitória sobre o campeão, Mulekes chega a 6 pontos e lidera ao lado do Estudiantes. Leco, Robinho e Armando são os destaques do time alvinegro
Por Gustavo Vasconcellos
Um confronto realmente esperado e, felizmente, correspondido. Duas grandes equipes, de bom futebol, se enfrentando. De um lado, Gian, Rafinha e todos os outros jogadores do Mulekes, vindo de vitória por W.O. sobre o Di Primeira. Do outro lado, Pedrinho, Panela, Tuca e companhia, que estrearam com vitória por 1 x 0 sobre o Fúria.
Toda a expectativa foi confirmada quando a bola rolou. Em jogo equilibrado, o Mulekes se manteve sempre em vantagem no placar, sem deixar brechas para o Real crescer muito na partida. Resultado final desse embate: 3 x 1 para o time alvinegro do Mulekes, com destaque para Leco, autor de um gol na partida, e Armando, pesadelo para os defensores do Real.
A bola rolou e o Mulekes ia para o ataque, enquanto na defesa marcava muito bem, dificultando as ações do Real Paulista. Com 40 segundos de jogo, Gian encontrou Leandrinho, que arriscou de fora da área, mas mandou por cima da meta. Na sequência, Robinho foi quem desperdiçou a segunda chance. O Real tentava trocar passes para encontrar espaços, mas nada parecia conseguir a boa marcação do Mulekes.
O tempo correu e o jogo seguiu com o mesmo roteiro. Aos 5 minutos, a primeira chegada do Real. Paulinho fez jogada pela esquerda e bateu ao gol. o goleiro Diego defendeu sem maiores dificuldades. Mas pouco depois, aos 7 minutos, o Mulekes transformou a pequena superioridade na partida em vantagem no placar. Gian, sempre ele, passou para Robinho, que fintou na entrada da área e, de perna esquerda, bateu no canto direito para inaugurar o marcador.
Não demorou muito e o Mulekes, mantendo o ritmo forte desde o começo da partida, ampliou a vantagem. Leco driblou um no meio e arriscou chute colocado. A tentativa não saiu tão boa e foi quase no meio do gol, mas o goleiro MVG do Real, Alemão, acabou aceitando o chute de Leco.
Após o segundo gol, o Real conseguiu entrar na partida. Em três minutos, dos 11 aos 14, três boas chances foram criadas. Primeiro com Tuca, após boa troca de passes. Depois com Paulinho após passe em profundidade de Thiaguinho. E, por último, Marquinhos arriscou chute forte da esquerda. Todas as oportunidades acabaram em defesas do goleiro Diego. O Real ficava mais com a bola e conseguiu, agora sim, chegar e finalizar ao gol do Mulekes.
Os times então começaram a alternar ataques. Gian e Armando desperdiçaram chances pelo Mulekes, enquanto Cadu e Thiaguinho não conseguiram marcar pelo Real. Com o jogo lá e cá, as disputas acabaram tomando conta da partida, o que deixou o jogo embolado nos minutos finais da primeira etapa.
Na volta para o segundo tempo, o Real tentou pressionar a defesa do Mulekes, mas com toques rápidos e envolventes o Mulekes conseguiu passar por essa pressão. Entretanto, o Real continuou a lutar e, aos 6 minutos, conseguiu diminuir a desvantagem. Em falta lateral, Marquinhos bateu forte para o meio da área e Thiaguinho apareceu para completar para as redes.
O Mulekes não recuou com a pequena vantagem de apenas um gol, afinal, jogava contra o atual campeão. Gian respondeu imediatamente ao gol do Real e arriscou de fora da área para defesa de Alemão. Leco e Armando tiveram boas chances, mas pararam em Alemão e na finalização errada. Mas o Real também atacava. Tuca ajeitou de peito e Cadu mandou a bola por cima do gol. Paulinho e Marquinhos arriscaram chutes do meio e o goleiro Diego defendeu ambas as finalizações.
Aos 14 minutos, uma série de ataques do Mulekes acabou no terceiro tento do time alvinegro. Após desperdiçar contra-ataque com três jogadores contra dois defensores, e ver Armando parar no goleiro Alemão, Gian, da esquerda, rolou para a área e encontrou Robinho, que só escorou para o gol.
Dos 15 minutos até o final, o Mulekes parecia satisfeito com a vantagem e recuou. O Real partiu para o ataque em busca de, pelo menos, um empate. Mas acabou parando na boa atuação de Diego ou na falta de pontaria de seus avantes. Assim, o resultado de 3 x 1 se manteve.
Com a vitória, o Mulekes soma 6 pontos e lidera o Grupo A ao lado do Estudiantes, sendo os dois únicos times 100% no grupo. Já o Real manteve-se com 3 pontos e aparece no meio da tabela, na quinta posição. Na próxima rodada, o Mulekes encara o Bacana, que vem de empate contra o Di Primeira, enquanto o Real Paulista mede forças contra o The Veras.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 2ª RODADA
Med Taubaté 1 x 6 Jeremias
JEREMIAS APLICA GOLEADA SONORA NO VICE-CAMPEÃO
Apesar de momentos de bom futebol, Med Taubaté perdeu inúmeras chances e pagou um alto preço
Por Luiz V. Andreassa
A segunda rodada da Série Ouro já proporcionou a sua primeira grande surpresa. O Jeremais, recém-promovido da Prata, enfrentou o atual vice-campeão e mostrou que não sentiu a derrota para o Fiorella na segunda rodada: 6 x 1. Apesar de a equipe vinha ter tido um volume de jogo que poderia ter resultado em mais do que apenas um gol, o adversário não deu chances e surpreendeu com um toque de bola rápido e inteligente e precisão nas finalizações.
Logo nos primeiros minutos a equipe azul e branca mostrou a que veio e quase abriu o placar com Darx, sendo este travado na hora do chute após receber belo passe de calcanhar de Dunder. Os passes refinados continuaram e uma boa triangulação resultou na finalização de Marcelo Toretta que passou pouco acima do travessão. O Med tentou responder: Aníbal cabeceou para área para dividida entre Javier e o goleiro Gustavo, na qual o segundo se deu melhor. Mesmo assim, o rival permanecia melhor em quadra e, aos 5 minutos, conseguiu balançar as redes: Marcelo dominou no bico da grande área e bateu cruzado, sem muita força, para vencer Irineu.
O revés fez os médicos finalmente acordarem na partida. Rato escapou pela direita, fez boa jogada e mandou uma bomba que passou perto do ângulo. Na sequência, Rogerinho aproveitou cobrança de lateral para finalizar com a bola pelo alto mas acabou errando o alvo. Os apoios do camisa 22 pareciam ser mesmo a melhor opção ofensiva, tanto que ele levou perigo em cobrança de falta pelo lado esquerdo. O uruguaio Javier também apareceu bem ao receber de costas para a zaga, girar e exigir defesa de Gustavo.
Por outro lado, o adversário mostrou que não ia vender fácil o domínio da partida e quase ampliou em chute rasteiro de Camillinho que por pouco não passou entre as pernas do goleiro. Esse foi um prenúncio do que estava por vir: pouco depois Gui Ferreira não perdoou ao receber belo passe dentro da área em ótimas condições para dominar e ampliar. O tento soou como um castigo para os médicos, que não souberam aproveitar o seu bom momento.
O ritmo deu uma diminuída nos minutos finais da primeira etapa, mas mesmo assim Camillinho quase fez o terceiro ao tentar de letra dentro da área e ser impedido pela zaga quase em cima da linha. O camisa 9 seguiu tentando, abriu espaço na marcação, bateu forte no cantinho para grande defesa de Irineu. Porém, seu esforço foi muito bem recompensado no último lance do primeiro tempo: bola levantada na área e ele estufou as redes com um lindo voleio. Golaço!
Depois de fechar a etapa inicial com chave de ouro, Camillinho mostrou sede de gol ao tentar o primeiro chute da segunda, só que desta vez a bola bateu na zaga e sobrou para Dunder concluir de primeira em cima do guarda-metas. Rogerinho respondeu do meio da rua. Gustavo defendeu, soltou e conseguiu recuperar antes de a redonda ir para o gol. A movimentação era incessante, as oportunidades de gol pipocavam em quadra. A zaga do Med Taubaté afastou o perigo em cruzamento na área e antes de a bola cair no chão Tingão emendou um chutaço no ângulo. Irineu mostrou grande reflexo e foi buscar.
Quando o equilíbrio dava o tom nas ações e a esquadra alvirrubra teve grande chance de entrar de vez na disputa quando o árbitro assinalou falta em disputa dentro da área do Jeremias. Aí é pênalti. O camisa 10 Aníbal chamou a responsabilidade, partiu para a cobrança e bateu mal, à meia altura, entre o meio do gol e a trave esquerda. Aí ficou mais fácil para Gustavo salvar o seu time e evitar maiores problemas.
A partida seguia lá e cá: Marcelo quase ampliou a vantagem ao receber passe em cobrança de lateral pela direita e finalizar perto da trave. Por sua vez, Rogerinho passou perto de descontar com um golaço ao mandar um petardo de fora da área rente ao ângulo. Todavia, foi mesmo o Jeremias quem conseguiu anotar mais um, aos 15 minutos, de novo com Camillinho, agora completando de cabeça uma cobrança de escanteio. A sede de gols parecia não ser saciada e Gui Ferreira quase fez o quinto ao disparar uma bomba que explodiu no travessão.
Depois disso a equipe de Taubaté passou a pressionar, agora tentando deixar a situação menos feia, e fez o arqueiro rival brilhar debaixo das traves. Rato recebeu dentro da área após boa troca de passes e concluiu rasteiro para defesa de Gustavo com o pé. Na sequência, Jardel se livrou da marcação, abriu espaço e parou em nova intervenção.
Mais uma vez a bola puniu o Med. Marcelo apareceu em três lances para acabar de vez com qualquer esperança rival. Na primeira ele recebeu pelo lado esquerdo, driblou um defensor e bateu no cantinho para fazer 5 x 0. Inspirado, o camisa 16 quase fez mais um pouco depois ao chegar na linha de fundo e mandar na rede pelo lado de fora. Pouco depois, Marcelo resolveu dar uma de garçom em jogada em profundidade que resultou em cruzamento preciso para Dunder aparecer livre e completar para as redes.
Honrado, o atual vice-campeão seguiu em busca do gol de honra e, aos 25 minutos, finalmente conseguiu: Rogerinho tabelou com companheiro, recebeu na entrada da área e chutou. A bola ainda desviou na zaga, mas mesmo assim entrou no ângulo. Com essa aula de competência e organização o Jeremias conseguiu sua primeira vitória na Ouro com muito estilo.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA
Fora de Série 2 x 2 Primatas
EMPATE NADA BOM PARA FORA DE SÉRIE E PRIMATAS
Em partida bem disputada, Fora de Série e Primatas acabam iguais e ambas as equipes somam apenas 1 ponto após 2 rodadas
Por Gustavo Vasconcellos
Recuperação. Essa era a palavra de ordem para Fora de Série e Primatas na segunda partida do Grupo A do Chuteira de Ouro. Com derrotas para Estudiantes e The Veras, respectivamente, na primeira rodada, tanto Fora quanto Primatas buscavam a qualquer custo uma vitória para se recuperar. Porém, no final do jogo os esforços se equivaleram e o jogo acabou empatado em 2x 2. Resultado nada bom para quem sonha em se classificar para a 2ª fase.
No início da partida, o Fora começou controlando as ações. Até os 5 minutos, somente a equipe azul marinho apareceu com perigo ao ataque. O primeiro a arriscar ao gol de Vitinho foi Cachaça. Ele ficou com bola na direita e emendou bonito chute de primeira. A bola passou perto do gol. Rodrigo Ribeiro teve diversas chances em faltas, mas em quase todas o chute acabou rebatendo na barreira.
A primeira chegada do Primatas só aconteceu graças a um erro na saída da zaga adversária. Rafinha ficou com a bola, mas na hora do chute acabou furando. O jogo começou a ficar mais disputado, com chances para ambos os lados. Até que Litho, camisa 11 do Primatas, acertou um belo chute do meio da quadra, surpreendendo a todos, principalmente o goleiro do Fora, Ed. Era o primeiro do jogo.
Depois do gol, o Primatas cresceu e via com Rafinha e Litho as suas melhores chances serem criadas. Aos 10 minutos, o camisa 10 dominou, girou em cima da marcação e bateu para o meio da área. A zaga desviou e quase acabou marcando contra. O Fora também aparecia no ataque. Rodrigo Ribeiro, mais uma vez de falta, cobrou forte no canto do goleiro e viu Vitinho fazer grande defesa.
Aos 18 e 19 minutos, Litho reapareceu em dois bons lances e quase ampliou a vantagem do Primatas. Primeiro em falta rolada por Marcelinho, que ele bateu rasteiro cruzado e acertou a trave. Depois, em chute do meio da quadra. Quase repetiu o golaço que já havia feito. Porém, dessa vez o goleiro Ed estava atento e conseguiu fazer a defesa.
Mesmo em vantagem, o Primatas exagerava no número de faltinhas e, aos 20 minutos, foi castigado por isso. Após cometer a oitava falta, o Primatas deu a oportunidade do Fora empatar em cobrança de tiro livre. Rodrigo Ribeiro, o homem da bola parada do Fora, foi para a cobrança. Chute forte, do lado esquerdo, sem chances de defesa para Vitinho. Então o Fora recuou e preferiu segurar o empate até o intervalo. A missão foi cumprida sem correr riscos.
Na volta para o segundo tempo, o Primatas já começou arriscando. Litho, logo na saída de bola, tentou mais uma do meio, para defesa de Ed. O Fora chegava ao ataque, mas na grande maioria dos lances não conseguia levar perigo.
O Primatas melhorava e estava perto de marcar o segundo. Feco e Rafa Storch arriscaram de cabeça e passaram perto. E de pouco em pouco o Primatas foi chegando, até que aos 5 minutos Rafinha colocou o Primatas novamente à frente no placar. Após receber lançamento do goleiro Vitinho, o camisa 10 tocou no alto, na saída de Ed.
Mas se no primeiro tempo o Primatas cresceu ao estar em vantagem, no segundo as coisas foram diferentes. Logo após fazer o segundo tento, aos 5 minutos, o Primatas não apareceu mais com tanto perigo no ataque. Somente mais três chegadas, com Litho, Rafinha e, já no final, novamente Litho.
Essa atitude foi castigada quando Feco, aconselhado por seus companheiros a afastar a bola, tentou sair jogando no campo de defesa com forte marcação adversária, perdeu a bola e viu Calado aproveitar a chance e marcar o gol de empate.
Do meio da segunda etapa até o final da partida, o Fora foi quem mais chegou perto de marcar o terceiro gol, mas também não conseguiu mais mexer no marcador. Com o empate, as duas equipes que haviam perdido a primeira partida somam agora 1 ponto cada e aparecem em sétimo (Fora de Série) e oitavo (Primatas) na tabela de classificação. Na próxima rodada, o Fora enfrenta a equipe do Fúria, enquanto o Primatas encara o SPQSF, que vem de duas derrotas na competição.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA
Estudiantes de la Vila 4 x 2 SPQSF
DE ROUPA NOVA, ESTUDIANTES DE ABREU BATE SPQSF
Estreando uniforme novo, Estudiantes começou arrasador, abriu 3 x 0 com menos de 10 minutos e depois só administra resultado
Por Gustavo Vasconcellos
Não teve jeito. O SPQSF até que tentou, mas, com um começo arrasador, o Estudiantes não deixou dúvidas de que brigará por posições no alto da tabela neste Chuteira. Com uniforme novo e, agora sim, parecido com os trajes do Estudiantes de La Plata, vinha de vitória na primeira rodada contra o Fora de Série e enfrentava um SPQSF que estreou sofrendo uma goleada do Bacana.
Com menos de 10 minutos, o Estudiantes, jogando muito bem, com bom posicionamento e boas trocas de passes, abriu logo 3 gols de vantagem. Depois disso foi só administrar a vantagem. O jogo mal começou e o Estudiantes já arriscou a gol com Abreu, mas a bola ficou na zaga. Com esse começo, o Estudiantes demonstrava como seria o início da partida: uma pressão do time de Julio Sérgio, Maurinho, Abreu e companhia. Com dois minutos, o primeiro gol: Kenny fez jogada pelo lado direito e rolou para trás, aonde Julio Sérgio chegou batendo cruzado. A bola ainda tocou na trave antes de entrar.
O time manteve a pressão e marcou mais dois gols, um aos 5 minutos e outro aos 8. No segundo tento, Abreu fez papel de pivô, segurou a bola e rolou para Maurinho, ex-jogador de Santos, Cruzeiro e São Paulo, para chegar batendo e marcar. Já o terceiro nasceu em escanteio cobrado por Julio César. Abreu conseguiu dominar a bola dentro da área, girar e chutar fraco para bater o goleiro Renan Gomi, do SPQSF.
Antes do terceiro gol, o Estudiantes criou uma grande chance com Kenny. O camisa 2 partiu em velocidade pela esquerda e bateu forte, de trivela. O goleiro Renan desviou levemente a bola e a viu explodir na trave.
Só depois do terceiro gol sofrido o SPQSF conseguiu aliviar a pressão adversária e criar algumas chances de gol, quase sempre com Jajá. Aos 9 minutos, o camisa 9 soltou uma bomba em direção ao gol, mas Tucano apareceu no meio do caminho e viu a bola explodir em seu peito. No minuto seguinte, foi a vez de Dicredo obrigar Tucano a fazer boa defesa. Com 12 minutos jogados, Jajá voltou a aparecer. Em contra-ataque, ele tentou driblar o goleiro, mas Tucano recuperou-se e desviou a bola para escanteio.
O Estudiantes sofreu pressão do SPQSF, mas não se desesperou, trocou passes e conseguiu bons lances no ataque novamente. Kenny repetiu jogada pela esquerda em que acertou a trave, mas dessa vez errou o alvo. Abreu teve chance de marcar seu segundo, mas parou no goleiro do SPQSF. Jajá tentou, mas mandou a bola por cima do gol. Já Marinho não, esse sim acertou as redes e marcou o primeiro gol do SPQSF. Ele dominou no meio e bateu rasteiro e cruzado. Tucano pulou, mas não chegou na bola.
No segundo tempo, o Estudiantes voltou a marcar logo no início. Abreu fez seu segundo gol, o quarto do Estudiantes. Ele recebeu perto da área, do lado esquerdo, e, com tranquilidade, tocou para o gol.
O jogo então ficou equilibrado. Ora o Estudiantes atacava, ora o SPQSF aparecia no ataque. Somente aos 14 minutos as redes voltaram a balançar. Shuabi arriscou chute e parou na zaga, mas a bola voltou e o camisa 16 rolou para Dicredo, que bateu por baixo do goleiro para dar novo ânimo ao time.
Com 2 gols de diferença, o Estudiantes diminuiu o ritmo e viu o SPQSF crescer. Dicredo, juntamente com Jajá, deram trabalho a Tucano, mas não conseguiram marcar. O fim de jogo chegou após mais uma defesa do goleiro do Estudiantes, dessa vez depois de Dicredo chapelar Abreu e finalizar sem deixar a bola cair.
Com as duas vitórias, o Estudiantes divide a ponta da tabela com o Mulekes, com 6 pontos cada. O SPQSF não soma nenhum ponto e aparece à frente apenas do Di Primeira. Na terceira rodada, O Estudiantes enfrenta exatamente o último colocado, enquanto o SPQSF encara o Primatas, que soma somente um ponto.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 2ª RODADA
Arouca Jrs. 1 x 0 Bufalos
AROUQUINHA APROVEITA MELHOR OPORTUNIDADE E BATE BUFALOS
Em jogo muito truncado, gol solitário de Nelsinho no segundo tempo garantiu os três pontos à esquadra amarela
Por Luiz V. Andreassa
O Arouca Jrs. conquistou sua primeira vitória no semestre em um jogo duro e muito marcado contra o Bufalos. O ritmo da primeira etapa foi de muita disputa e poucas chances de gol, o que mudou na segunda graças à maior organização das equipes na busca pela vitória, principalmente pelo lado amarelo da quadra, que foi recompensado com os três pontos.
Apesar disso, quem começou assustando foi a equipe azul, que quase abriu o placar no primeiro lance, quando Gui Tedesco arriscou de longe e carimbou a trave. Aperitivo de um jogão que estava por vir? Nada disso. A marcação forte e a falta de espaços para ambos os ataques davam a tônica, e o jogo, por muitas vezes, chegava a se tornar entediante, apesar da vontade dos jogadores.
Em meio a tantas dificuldades, o arouquense Mau tentou um giro dentro da área e bateu para fora. Para se ter uma noção, o próximo lance de maior perigo só veio aos 15 minutos, em chute de Gianfranco do campo de defesa que passou por cima do travessão. Diego tentou duas vezes em cobrança de falta, acertando a barreira na primeira tentativa e emendando de primeira, só que também acima da meta.
O Bufalos continuou sendo o time que teve menos dificuldades para atacar no final do primeiro tempo, conseguindo até uma boa troca de passes e fazendo a bola chegar aos pés de Fernando Cidrão, que bateu da entrada da área e parou na grande defesa de Gui Rodrigues. Washington respondeu ao receber pela direita, girar e bater para fora. Mas a última chance de gol do primeiro tempo foi mesmo do rival, em chute rasteiro de fora da área de Cidrão que o arqueiro amarelo mais uma vez evitou, dessa vez com o pé. Mas, apesar da maior posse de bola e iniciativa de sua equipe, o 0 x 0 sem graça foi mesmo o tom.
A segunda etapa começou parecida com a anterior, com um lance que representou bem o que se viu em quadra nos primeiros 25 minutos: Gianfranco arriscou do campo de defesa e mandou muito, muito longe do gol. A diferença agora é que o Arouca Jrs. passava a ficar mais em cima, quase chegando a abrir o placar em cobrança de falta de Felipinho pelo lado direito que a zaga cortou para a linha de fundo antes de a bola chegar em Washington Silva que, livre no primeiro pau, teria tudo para marcar. Na cobrança do escanteio, o mesmo Washington subiu no terceiro andar, cabeceou para o chão e viu Oscar Filho fazer grande defesa. E o goleiro brilhou mais uma vez pouco depois ao ir no ângulo buscar uma falta bem cobrada por Cainho.
Aos poucos o panorama ia mudando e o número de oportunidades aumentava. Mesmo não sendo um grande segundo tempo, o jogo já era muito melhor do que aquilo que foi visto no primeiro. Raoni interrompeu a pressão adversária com um chute cruzado que obrigou Gui Rodrigues a fazer boa defesa. Leozinho, por sua vez, respondeu com finalização no meio do gol que o goleiro espalmou para cima.
Do outro lado, Diogo Moraes fez boa jogada, passou pela marcação e concluiu para fora. O pingue-pongue continuou com Gothardo arriscando de longe a obrigando o arqueiro a ir no alto para espalmar. Pelo lado do Bufalos, Dinho teve boa chance numa sobra dentro da área, mas mandou para cima. O camisa 10 apareceu de novo pouco depois, botando a mão na bola dentro da área. Como já tinha cartão amarelo, o craque da esquadra azul foi mandado para fora.
A situação do Bufalos piorou ainda mais aos 15 minutos. Nelsinho aproveitou sua chance e finalizou com competência para, finalmente, balançar as redes. Inspirado, o Arouquinha quase ampliou pouco depois com Deh, que acertou o travessão. E a melhora da equipe não se resumiu a esses dois lances, pois a marcação foi ajustada, deixando o rival com poucos espaços para atacar, e o ataque continuou em cima. Prova disso foi a boa chance que Mau perdeu ao receber pela direita e bater em cima do goleiro, que fechou bem o ângulo. Gothardo, por sua vez, mostrou habilidade para driblar o marcador, mas errou na finalização de perna esquerda.
No último lance da partida, Mau recebeu na área, girou e anotou o segundo de sua equipe, porém o árbitro já havia dado o apito final. Mas nada que impedisse a festa dos jogadores do Arouca Jrs., que conquistaram uma importante e merecida vitória contra um adversário difícil e está com 4 pontos, tal qual outras 4 equipes na liderança.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA
Di Primeira 4 x 4 Bacana
BACANA CORRE ATRÁS E EMPATA COM DI PRIMEIRA
Após começar melhor, Bacana vê Di Primeira abrir dois gols de vantagem, mas não desiste, luta até o final e consegue empate aos 23 do segundo tempo
Por Gustavo Vasconcellos
Não poderia ter sido um jogo melhor. Essa é a visão de quem assistiu à partida, mas não estava torcendo por nenhuma das equipes. Já a visão do torcedor de uma das equipes é a de que o resultado poderia ter sido melhor. Em um grande jogo, onde Bacana e Di Primeira alternaram-se no domínio da partida, o resultado final foi um empate cheio de gols: 4 x 4.
O Bacana vinha de uma goleada de 6 x 1 aplicada sobre o SPQSF, mas sabia que enfrentaria dificuldades. Já o Di Primeira vinha de derrota por W.O. e, consequentemente, perda de dois pontos na tabela do campeonato. Assim, o vice-campeão da Prata precisava da vitória a qualquer custo.
O primeiro tempo pode ser dividido em três partes: do início até os dez minutos; dos onze aos 19; e daí até o final dos 25 minutos iniciais. Na primeira parte, o Bacana pressionou demais o Di Primeira. Demehur e Rômulo ditavam o ritmo do time e faziam o Bacana ser cada vez mais perigoso. Ambos criaram ao menos cinco boas chances. Essa primeira parte só teve fim quando o Bacana finalmente conseguiu marcar. Em cruzamento para a área, Rômulo subiu muito bem e cabeceou no ângulo direito, sem chances de defesa para Ferrugem.
Após o gol, iniciou a segunda parte. Surpreendentemente, o Bacana caiu de rendimento e viu o Di Primeira crescer. Não demorou muito e a equipe alvirrubra já havia até virado o marcador. Aos 13 minutos, Simon recuperou bola no ataque e passou para Dri. O camisa 2 deu lindo toque por cima do goleiro para empatar. Dois minutos depois, novamente Simon teve participação essencial: ele bateu de fora da área e a bola já entraria, mas Cris apareceu quase em cima da linha para conferir o tento da virada.
Simon ainda teve grande chance de marcar o seu gol. Aos 18 minutos, após bela tabela, a bola ficou limpa para Simon chutar para o gol. Na hora da finalização, porém, o camisa 8 do Di Primeira tirou o olho da bola e acabou furando em lance que já era dado como gol certo pela torcida.
A terceira e última parte na qual foi dividida o primeiro tempo contou novamente com o domínio dourado. O time, agora atrás no placar, tentava ir para o intervalo com pelo menos um empate. E, após tanto tentar, acertando inclusive bola na trave, o time de Marcelão conseguiu o empate aos 23 minutos. Cezar acertou finalização da esquerda e viu a bola entrar no ângulo direito. Um lindo gol para empatar e levar o jogo ao intervalo.
Se no primeiro tempo foi possível definir quem comandou cada momento no jogo, a segunda etapa foi mais movimentada, com diversas chances para ambos os lados. Logo no começo, Henrique quase marcou a favor do Bacana. Mas quem acabou balançando as redes foi o Di Primeira. Em falta da intermediaria, Simon cobrou à meia altura, por fora da barreira, e acertou no cantinho.
O jogo continuou com boas chances. O Bacana chegava com mais perigo, enquanto o Di Primeira criava, mas não finalizava muito bem. Na melhor das chances, Rômulo, do Bacana, cabeceou forte, em direção ao ângulo, e Ferrugem voou para fazer uma excelente defesa. Mas se o Di Primeira não ia bem nas finalizações, quando acertava o gol geralmente marcava. Foi assim aos 17 minutos, em contra-ataque iniciado na esquerda que acabou em finalização de Dodo pela direita. 4 x 2.
Com dois gols de vantagem e pouco menos de dez minutos para o apito final, o Di Primeira diminuiu seu ímpeto ofensivo. Assim, chamou o Bacana cada vez mais para o seu campo. Mas foi o Di Primeiro quem voltou a assustar. Em contra-ataque, o time poderia matar o jogo, mas desperdiçou lance de 3 atacantes contra 2 defensores.
O lance parece ter acordado o Bacana. Restando cinco minutos para o fim, os dourados foram com tudo ao ataque. Aos 21 minutos, escanteio da direita e Demehur apareceu do outro lado da quadra batendo de primeira e diminuindo a vantagem. Dois minutos depois saiu o empate. Henrique carregou bola da esquerda para o meio e precisou de duas tentativas para chutar a gol e marcar. Na comemoração, muita vibração em direção à torcida rival, que gritou o jogo inteiro.
As duas equipes ainda buscaram a vitória nos dois minutos finais, mas em vão. Nada mais tirou o empate do placar. Com o resultado, o Bacana chega aos 4 pontos e aparece em terceiro na tabela pelo saldo de gols. Já o Di Primeira, que começou a rodada com -2 pontos devido ao W.O. na primeira rodada, ainda tem um ponto negativo e ocupa a lanterna. Na próxima rodada, o Bacana enfrenta um dos lideres do grupo, o Mulekes, enquanto o Di Primeira tenta sair do negativo contra o Estudiantes de la Vila.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 2ª RODADA
MachuPichu 3 x 5 Só Resenha
SÓ RESENHA VOLTA A MOSTRAR SEU FUTEBOL E GOLEIA MACHUPICHU
Arbitragem polêmica e discussões também marcaram o embate quente, que teve em Valdir Jr. o homem do jogo
Por Luiz V. Andreassa
Só Resenha e MachuPichu protagonizaram um duelo quente e cheio de alternativas, com ingredientes para ninguém botar defeito. Ambas equipes buscaram quase que exclusivamente o gol, o que resultou num alto número de chances, refletido no placar numeroso. E para quem pensava que o time recém-promovido da Prata seria um alvo fácil após tomar de 5 x 0 do SNG a primeira rodada, enganou-se redondamente. Tanto que o primeiro lance de perigo da partida aconteceu quando Ricci saiu na cara do gol e parou na grande defesa de Pirulão.
O Só Resenha sentia dificuldade para impor o seu ritmo e só conseguiu assustar em dois chutes de Vitinho. No primeiro deles, o camisa 23 mandou uma bomba da lateral direita e obrigou o goleiro Pipo a mandar para escanteio. No segundo, ele recebeu pelo mesmo lado e bateu com desvio para fora. Todavia, aos poucos a esquadra verde e branca foi reencontrando o seu futebol rápido e envolvente, sua marca no campeonato passado. Mesmo com muitas alterações no elenco, o time mostrou o mesmo padrão tático e, em boa troca de passes, Valdir Jr. recebeu na entrada da área, limpou a marcação e fez um golaço. O camisa 17 mostrou logo depois que não pararia por aí e quase fez mais uma pintura ao receber lançamento de trás e tentar de cobertura sobre o goleiro, tendo o azar de acertar o travessão.
Todavia, não houve muito tempo para comemorar, pois Gui tratou de deixar tudo igual com um chute rasteiro de fora da área que ainda pegou na trave antes de entrar. Também de fora da área Darian tentou responder, de primeira, só que Pipo fez grande defesa para evitar o perigo. O SR continuava ditando o ritmo e Darian teve nova chance ao receber pela direita e, com a bola no alto, bater por cima. Alheio a isso, Thiago não quis saber de brincadeira e quando teve a oportunidade tratou de virar o jogo. O camisa 14 dominou pelo lado direito e bateu cruzado, no cantinho. Entretanto, a reação resenheira foi imediata, e pouco depois Valdir Jr. chegou à linha de fundo e cruzou com força para a área. No segundo pau, Fabrício usou o corpo para mandar a redonda para dentro e restabelecer a igualdade.
O MP também não desanimava e teve chance de passar novamente à frente quando Gui Evangelista dominou na entrada da área e bateu bonito para fora. Porém, o último lance de perigo da primeira etapa veio do outro lado da quadra, em cobrança de escanteio na qual Sanny subiu no 3° andar para cabecear e exigir boa intervenção do arqueiro. Mas foi mesmo na igualdade que os times foram para o descanso do intervalo.
Na volta o ritmo manteve-se bom em quadra. Logo no primeiro minuto Bruno Canesin quase deixou a esquadra preta de novo na frente ao chutar rasteiro. O goleiro Pirulão defendeu, mas soltou a redonda e, após confusão dentro da área, ele conseguiu pegá-la. Na sequência, o Resenha usou mais uma vez da tabela, uma das suas principais jogadas, para fazer a pelota chegar em Silviano, que invadiu a área e foi travado na hora do chute. Todavia, a chance perdida não fez falta já que Mirandinha recebeu pela esquerda em jogada rápida e finalizou de primeira, direto para as redes.
Sentindo o bom momento, o Resenha nem pensou em recuar e esperar o adversário vir para cima, mantendo o mesmo ritmo em busca de mais gols e um placar mais confortável. E o quarto tento só não apareceu pouco depois do terceiro porque Cris Nicolas – que vinha se destacando na defesa – perdeu boa chance após rebote de chute de Darian. A pressão seguia e o destaque do jogo, Valdir Jr., continuava infernizando a zaga rival, como no lance em que arrancou pela esquerda, saiu de dois marcadores e só não ampliou porque a zaga tirou seu cruzamento em cima da linha. Rafael Alves também resolveu aparecer ao dominar pela direita e chutar, com desvio, por cima, perto do travessão.
Entretanto, o MachuPichu se mostrava um rival muito aguerrido. Tão aguerrido que conseguiu sair da pressão adversária e deixar tudo igual mais uma vez. Thiago Branco desviou cobrança de lateral dentro da área e saiu para o abraço. Só que com o Só Resenha é assim: nenhum revés sai barato. Menos de um minuto depois, Valdir Jr., o melhor jogador em quadra, deu mais uma de suas arrancadas características e imparáveis. O camisa 17 saiu correndo pelo lado direito, ignorou os marcadores, invadiu a área e bateu cruzado, no cantinho, anotando 4 x 3.
Em desvantagem, o atual campeão da Série Prata juntou energias e partiu mais uma vez em busca da igualdade e quase a conseguiu em chute de fora da área de Thiago Branco que desviou em um companheiro e passou muito perto da meta. Todavia, o Só Resenha não caiu no erro de recuar e esperar o tempo passar e continuou em cima. E adivinha quem era o responsável por levar o time à frente? Valdir Jr. mais uma vez arrancou, agora pela esquerda, e passou para Rafael Entini livre, debaixo da trave, perder uma chance incrível. Com tanta facilidade em passar pelos defensores, Valdir insistiu nas jogadas em velocidade e, em um lance parecido com o anterior, resolveu bater para o gol e mandou uma bomba na rede pelo lado de fora.
O grande jogo que acontecia dentro da quadra por alguns momentos foi ofuscado pela explosão de Ricci, do MachuPichu, que saiu da quadra gritando e reclamando incessantemente dos dois árbitros, questionando um lance no qual o goleiro Pipo teria sido acertado no rosto e o adversário não havia sido punido. De fato, teve cartão vermelho pro goleiro peruano e para Darian. A confusão foi armada e demorou para que a ordem se estabelecesse.
Esquecendo esse episódio lamentável, voltemos ao jogo, porque nos últimos minutos ainda houve emoção. Mesmo em desvantagem, o time de preto continuou em busca do empate e quase o conseguiu em cobrança de lateral no segundo pau que Thiago Branco desviou de cabeça para fora. Todavia, ainda faltava o ato final do grande nome da partida, e Valdir Jr. pegou contra-ataque, saiu em velocidade, chegou na cara do gol e, com o goleiro batido, mandou no canto direito. Um 5 x 3 para não deixar dúvidas.
Um jogão movimentado, quente e cheio de gols para não deixar ninguém decepcionado. E o Só Resenha mostrou que, apesar da reformulação, continua com o mesmo jeito rápido, bonito e eficiente de jogar, despontando como um dos favoritos ao título.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA
Fúria 6 x 1 The Veras
SEM SUSTOS, FÚRIA ATROPELA VERAS
Ainda no primeiro tempo, Fúria, com Thiago Motta muito bem, já abriu boa vantagem, não diminuiu ritmo na segunda etapa e acabou vencendo por grande diferença de gols
Por Gustavo Vasconcellos
Com muita seriedade na defesa, velocidade na criação e concentração, o Fúria não deu chances para o The Veras na última partida da segunda rodada do Grupo A do Chuteira de Ouro. Um resultado elástico de 6 x 1 refletiu o que realmente foi a partida. Um Fúria que criava muitas chances, mas que também as desperdiçava aos montes, marcou quatro gols até os 15 minutos da etapa inicial, já liquidando a partida.
Desde o apito inicial, o Fúria queria se impor. O Veras até que tentou deixar em pé de igualdade, mas em vão. Afinal, o Fúria, muito concentrado e sabendo o que queria, logo no começo, inaugurou o placar, ampliou a vantagem e abriu 3 x 0. Tudo isso com apenas 8 minutos jogados. Aos 4 minutos de jogo, Thiago Motta tentou duas vezes de cabeça, na segunda mandou para as redes, abrindo o placar. Dois minutos depois, o Fúria trocou passes até que Fagner dominou a bola, fintou para o meio e bateu de esquerda para marcar o segundo. Mais dois minutos, aos 8 jogados, o Fúria, em contra-ataque, marcou o terceiro com Sapo.
A cada gol, o pedido de seriedade por parte dos defensores era o mesmo: “Tá 0 x 0, vamos continuar jogando...Vamos”. Além disso, muita vibração a cada lance ditava o ritmo do jogo do Fúria. A seriedade era tanta que o The Veras pouco chegava ao gol de Pedro. Na melhor das chances, Japa arriscou depois de saída de bola do segundo gol do Fúria e acertou o travessão. Pouco depois do terceiro gol, o Veras conseguiu chegar novamente. Nico recebeu, dominou de coxa e bateu para o chão, mas viu Pedro fazer boa defesa.
Mesmo com o Veras começando a criar algumas chances, quem voltou a marcar foi a equipe do Fúria. Fabio Caruso escapou pela esquerda com velocidade e tocou de biquinho, em um chute cruzado, sem dar chances de defesa para Benga.
Do quarto gol, aos 15 minutos, até o final do primeiro tempo, o Fúria continuou a criar chance atrás de chance, mas acabou por não marcar mais até o apito final dos primeiros 25 minutos. Aliás, quem marcou foi o Veras. Sem conseguir chegar com a bola rolando, o time diminuiu o placar de bola parada. Kassius, em falta próxima à área, bateu rasteiro e marcou.
O segundo tempo começou e o roteiro não mudou. O Fúria mandava e o Veras encontrava dificuldades para aparecer no ataque. Bruno, camisa 11 do Fúria, entrou muito bem, criou três boas chances, mas não obteve êxito nas conclusões. Na melhor delas, ele parou em defesa de Benga usando as pernas.
Sem pressão, o Fúria conseguiu marcar mais dois gols. Aos 9 minutos, em cobrança de escanteio, Thalles puxou a marcação para fora da área e abriu espaços para Sucão aparecer livre e cabecear para o gol. 5 minutos depois, o time rodou a bola por todos os jogadores até ela chegar em Thiago Motta, que fuzilou para marcar o sexto gol.
Ao perceber a definição da partida e uma diminuição no ritmo de jogo do Fúria, o Veras relaxou um pouco e assim conseguiu criar algumas oportunidades. Nico finalizou buscando o ângulo direito e errou por pouco. Para terminar a partida, Thiago Motta, MVP do jogo, fez jogada individual, fintou em direção ao gol e bateu, mas o camisa 7 parou em Benga.
Com a vitória, o Fúria recupera-se da derrota para o Real Paulista e soma agora 3 pontos e aparece em 4º lugar. Já o Veras continua também com 3 pontos, mas ocupa o 6º lugar. Na próxima semana, o Fúria encara o Fora de Série no clássico Fo-Fu, que vem de empate contra o Primatas, e o The Veras mede forças contra o Real Paulista.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 2ª RODADA
Fiorella 4 x 4 Roleta Russa
FIORELLA E ROLETA DECIDEM EMPATEM NO FIM
Em jogaço corrido e de muitos gols, equipes empatam em jogo que teve dois gols no último minuto
Por Luiz V. Andreassa
Você sabe que uma partida vai ser boa quando logo no primeiro lance acontece um gol relâmpago. Acontece no jogo que fechou a 2ª rodada do Grupo B. Foi em cobrança de escanteio executada por Salada que Coelho apareceu livre no primeiro pau para balançar as redes e sair para o abraço. Foi assim que o camisa 5 abriu o placar para o Roleta Russa, sem deixar o Fiorella Brasil ter tempo para ver a cor da bola.
Mesmo com o duro golpe, a esquadra vermelha e preta não se encolheu e partiu em busca do empate, chegando perto em chute de longe de Cléber que passou por cima do travessão. A resposta veio com Cauê batendo de peito de pé para fora, rente à trave. Aos 5 minutos, Gege finalizou também com a parte superior do pé, só que dessa vez rasteiro, o bastante para vencer Franklin. Era o segundo.
Mais uma vez o adversário não se abateu e quase foi às redes quando Lucas, após receber belo passe de Edson Claro, dominou na cara do gol e mandou para fora. Porém, pouco depois o camisa 9 tratou de se recuperar do erro: João Paulo recebeu cruzamento na área, bateu fraco para o gol e Lucas apareceu para completar para dentro.
Depois disso, o Fiorella se inspirou e partiu para a pressão, testando o goleiro rival e perdendo boas chances. O primeiro a tentar foi Cléber, ao receber na entrada da área e bater torto, para fora. Na sequência, Lucas dominou, girou e mandou de peito de pé por cima. O ritmo forte de passes rápidos e chances em grande número foi interrompido quando Alemão, aproveitando nova cobrança de escanteio, apareceu no primeiro pau para concluir com pé e ampliar a vantagem. Inspirado, o atacante do Roleta quase fez um pintura ao mandar de sem pulo direto no ângulo, sendo impedido pela grande defesa de Franklin. O rival mostrava que ainda estava vivo e Edson Claro perdeu boa chance ao chegar na correria pelo lado direito e errar o alvo na hora do chute.
Já aos 19 minutos, o RR quase deixou sua situação mais confortável quando Coelho recebeu pelo meio e disparou uma bomba que acertou o travessão. A resposta veio na mesma medida: no lance seguinte o Fiorella trabalhou a bola até ela chegar em Edson que, da linha de fundo, arriscou e acertou a trave. A equipe insistia e Cléber quase deixou sua marca ao roubar a pelota da defesa e bater forte no alto, para defesa de Guaraná, que mandou pela linha de fundo. Na cobrança, Lucas cabeceou e tirou tinta da trave esquerda.
O esforço foi recompensado quando João Paulo Arcanjo apareceu em boas condições para finalizar e não perdoou. Perto do encerramento da primeira etapa, a esquadra preto e branca cresceu de produção e teve boas chances com Marcão batendo falta de longe por cima da meta e com Coelho tentando de letra dentro da área, tentativa que foi evitada pela zaga.
Diferentemente do primeiro tempo, o segundo começou mais marcado, com menos chances de gol, porém com a mesma correria e disposição. O Roleta ajeitou sua marcação e agora se preocupava mais em diminuir os espaços do ataque rival. Mesmo assim, aos 4 minutos, o Fiorella Brasil confirmou sua reação: Rogério Silva recebeu passe de Lucas no segundo pau e, desmarcado, não teve dificuldades para mandar pro fundo do gol. O rival respondeu com bonita tabela entre Salada e Cauê que resultou na finalização do primeiro para fora, tirando tinta da trave.
Mas o personagem mais importante da partida não foi nenhum jogador: a trave, que já havia aparecido algumas vezes antes, roubou a cena ao impedir a virada do Fiorella em duas ocasiões. Na primeira, Cléber chegou pelo lado esquerdo e finalizou de perna direita, a bola bateu numa trave, bateu na outra e foi parar nas mãos de Guaraná. Na segunda, Lucas cobrou falta passando para o lado e depois recebeu na área e carimbou o poste novamente. Após tanta emoção, as marcações passaram a levar vantagem sobre os atacantes e as oportunidades de gol diminuíram vertiginosamente.
Entretanto, a emoção da segunda etapa estava toda reservada para os minutos finais. Lucas novamente cobrou falta tocando para o lado, Edson Claro cruzou e a zaga adversária tirou em cima da linha. A resposta não demorou a vir: Cauê dominou na frente, finalizou e acertou – surpresa! – a trave. Todavia, no minuto 25 finalmente a virada fiorellense foi conquistada. Lucas, o homem das faltas, foi para a cobrança de mais uma, agora pelo lado direito, e mandou uma bomba no canto do goleiro para fazer 4 x 3.
Como já diziam os sábios, o jogo só acaba quando termina e, no último lance, quando a vitória do Fiorella estava perto, Brunão acertou um chute de esquerda de fora da área e mandou no cantinho, sem chances de defesa para Franklin. Após isso, o árbitro deu seu apito final e confirmou o empate justo, pois, mesmo que o Fiorella tenha criado mais chances, o Roleta Russa soube aproveitar muito bens as suas e foi perigoso durante todo o tempo. Alheio à decepção pelo empate, quem ficou até as 19h30 para assistir a partida não saiu decepcionado com o jogão de bola.
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