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Notícias de 13/04/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 2 x 1 Xoro Paro

XORO BEM QUE LUTOU MAS REAL PAULISTA VENCE


Xoro Paro melhora seu futebol, mas não supera o goleiro do Real Paulista


Por Guilherme Meireles

Acredite se quiser! Na quinta rodada, o Xoro Paro veio completo, com seis jogadores no banco, para enfrentar o Real Paulista. Coincidência ou desejo de largar a lanterna? Não interessa. O fato é que o XP mostrou um potencial ofensivo que ainda não havia mostrado neste Chuteira e que dá ânimo para as quatro rodadas finais.

Nos primeiros instantes de jogo, Ricardo, goleiro do Real, já foi obrigado a defender duas bolas muito difíceis. O RP, por outro lado, também criou boas chances no começo da partida, sendo a melhor delas uma linda troca de passes que colocou Marquinhos na entrada da área completamente livre para chutar. O goleiro voou dando uma linda ponte no canto direito para salvar.

Pouco depois, um lance parecido deixou mais uma vez Marquinhos livre na boca da área, mas dessa vez o chute explodiu na zaga. Na sequência, foi a vez de Muzamba ficar livre. Ele colocou com categoria por baixo do goleiro Danilo e abriu o placar. Com três lances como estes descritos aqui, nem é preciso dizer que faltou muito entrosamento para o Xoro Paro, né?

Mesmo com a vitória parcial, os jogadores do RP se cobraram muito no intervalo, querendo corrigir alguns erros de posicionamento e marcação. Já no segundo tempo, em cobrança precisa de falta da meia direita Panela fez o segundo. Seria um alívio para o RP. Até porque daí para frente o Xoro Paro esteve bem melhor e só não virou por um motivo: o goleiro não deixou.

Luiz Negão deu uma cabeçada firme que o goleiro saltou para espalmar junto à trave direita. Em tentativa de longe, Kuminha mandou um chute péssimo, mas a bola acabou pegando um efeito esquisito que só os goleiros podem explicar. O fato é que chute que parecia fraco e fácil de se pegar quase enganou Ricardo. Ele se esforçou e muito para dar um leve toquinho colado ao poste esquerdo. Logo depois, ele pegou mais uma de Kuminha.

E de tanto tentar, o Xoro finalmente empatou com Erick já próximo ao fim do jogo. Porém, a equipe ainda precisava de mais um golzinho para marcar seu primeiro ponto neste torneio. E a chance de ouro veio: o RP cometeu a oitava falta. O encarregado da cobrança foi Diogo, mas, provando toda sua estrela, Ricardo Conceição se adiantou até onde é permitido e espalmou o chute. Pouco depois o juiz apitou o fim de jogo.

Faltando 4 jogos para acabar a primeira fase, o Xoro Paro não somou um pontinho sequer. Sem falar no saldo negativamente astronômico de menos 27 gols. O Real Paulista, que também não vinha bem, deu um tremendo salto para a quinta colocação do Grupo A. O que consola o Xoro Paro é saber que nesta rodada a equipe jogou tremendamente melhor que as outras desde o começo do campeonato. Explicação? Finalmente um time completo! E se continuar assim, e com as demais equipes que subiram patinando, o Xoro Paro pode ainda se safar da Prata e até se classificar.

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Estudiantes de la Vila 1 x 3 Kadência

KADÊNCIA FINALMENTE DESENCANTA E VENCE


Estudiantes bem que atacou bastante, porém foi pouco eficiente e não contou com um goleiro de ofício

Por Vinicius Bento

Alguns toques na bola e o Estudiantes fez o que não podia. Falhou. Depois de cobrança de lateral, o goleirão improvisado Rafinha (que não era goleiro) saiu muito mal e sozinho, Paulinho só teve o trabalho de empurrar – lá para dentro.

Desde o início dois jogadores do Estudiantes se destacavam. Um deles foi Caio, que jogava com muita raça. Em uma de suas jogadas ele foi aos trancos e barrancos levando a bola e acertou um ótimo cruzamento para outro destaque do time, Lorente, que arrematou por cima do gol.

O Kadência usava o começo da partida para matar logo o jogo. Depois de passe açucarado de Leandrinho, Leonardo Valente bateu com muita categoria, deslocando o goleiro. Valente é muito habilidoso e faz a diferença nesse time, tanto que levou MVP em 4 das 5 partidas do time.

Mesmo depois de 2 x 0 o jogo ainda estava equilibrado. Nenhum dos dois times mostrava-se muito superior. O diferencial estava atrás. Rafinha não era goleiro mesmo. Com ele no gol, o time perdia sua excelência na defesa. Assim, toda vez que o Kadência vinha era aquele “Deus nos acuda”. Ele fazia o que bem podia de baixo dos três paus, porém não era possível se esperar um milagre por parte dele.

O segundo tempo traria mais gols. E traria também pressão por parte do time do Estudiantes, que mantinha a bola por mais tempo no pé e principalmente por mais tempo no campo de ataque. O Kadência continuava perigoso, porém agora nos contra-ataque. O rápido Gian conseguiu levar a bola até o campo de ataque com muita velocidade. Para sorte do Estudiantes, Rafinha começou a melhorar no segundo tempo.

Leonardo Valente continuava assustando e acertou um petardo no travessão. Alguns minutos depois, Leandrinho deu belo passe e debaixo do gol Julio Sérgio só teve o trabalho de empurrar para dentro. Não perca a conta, 3 x 0 para o Kadência.

Rafinha saiu do gol e foi para a linha para tentar resolver. E não é que deu certo? Em um de seus primeiros toques na bola, a redonda sobrou no meio da área. Rápido, ele se adiantou e fez o dele. Depois do apito final os jogadores se estranharam e bateram boca, o que foi logo resolvido, antes que algo mais grave acontecesse e alguém recebesse um cartão.

Na próxima rodada o Kadência tem um confronto muito difícil com o ótimo time do Arouca. Não vai ser preciso apenas habilidade para ganhar de um time tão qualificado, será preciso saber marcar com precisão, principalmente as jogadas pelo alto do zagueiro Vitor. O Estudantes de la Vila pega o freguês Joga 13, que está bem forte e equilibrado em todos os setores do campo, o que garante que vai ser um jogão de bola.

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Med Taubaté 4 x 4 Bengalas

MED JOGA MUITO E APAGA FOGO DO BENGALAS


Com arbitragem polêmica, Med joga com raça e acaba com série de vitórias do Bengalas


Por Guilherme Meireles

O jogo entre Med Taubaté e Bengalas foi marcado por uma postura ofensiva que gerou oito gols após os 50 minutos de jogo. O Bengalas fazia um, e o MED ia atrás e empatava. Foi assim por quatro vezes, ou seja, em nenhum momento os amigos do Vale do Paraíba assumiram a dianteira do placar, mas mostraram um futebo aguerrido que merecia a vitória diante do reclamão time do Bengalas, que toda vez que vê que pode perder o jogo parte para a tática da pressão sobre a arbitragem. Contra o Med foi a mesma coisa...

Em se tratando de futebol, as grandes razões do resultado elástico final ficaram por conta de Bruninho Del Sasso, pelo lado do Med, e, claro, de Luisinho Fernando, que cada vez mais mostra que o jogador que faz a diferença nesse time do Bengalas. Ambos jogaram e nem deixaram a plateia sentir falta de Rogerinho, já no Vietnã, onde tenta carreira profissional, e de Ritolê. Além deles, a arbitragem pode ser considerado outro motivo que explica o empate.

No início foi o Med quem ditou o ritmo do jogo e já nos primeiros instantes perdeu uma chance impressionante: Bruninho foi livre em direção a área e na cara do goleiro chutou em cima dele. O mesmo Bruninho, irmão do conhecido Peruca do Treinadores, mostrou que queria jogo e, na sequência, mandou um tiro cruzado que acertou o travessão. Outro que apoiou bem o ataque taubateano foi Aníbal, o capitão. Ele obrigou o goleiro Baki a fazer uma defesaça em chute de longe.

O começo de jogo apático irritou Luisinho, que berrava com seu time: "Oito passes e oito passes errados! Só isso!". Talvez ele estivesse louco da vida também com o cartão amarelo tomado no primeiro minuto de jogo junto com Boca do Med. Ambos se estranharam e acabaram amarelados. Com isso, Luisinho está suspenso e cumpre diante do Real Paulista. Porém, coincidência ou não, após a bronca do camisa 14 do Bengalas, o time bicampeão abriu o placar com grande ajuda do goleiro Tauil. Vini Costa puxou contra-ataque e mandou um chute fraquinho que o arqueiro aceitou.

O Med não se rendeu. Bruninho arrancou pela direita antes de dar um leve toquinho com muita categoria para o fundo do gol. Mas o Bengalas tinha Fernando Forte e toda sua versatilidade, que marcou o segundo em jogada pela ponta direita.

Mostrando que o poder do nome do Bengalas, atual bicampeão, não assustou os médicos, estes chegaram ao empate novamente com Xavier. Bizu, que já havia discutido com o árbitro no início do jogo, pareceu não acreditar quando houve o último lance do primeiro tempo: o ataque do Bengalas chutou de longe em direção ao gol. O zagueiro protegeu o rosto e a bola bateu em seu braço, detonando uma onda de reclamação digna do Bengalas e que perduraria até depois do jogo. E assim acabou o primeiro tempo.

As teorias sobre o lance polêmico começaram a se desenvolver: uns disseram que a juíza deu o pênalti e o juiz não. Outros afirmaram que o árbitro estava olhando para seu cronômetro no momento exato do acontecimento. O fato é que os jogadores do Bengalas, liderados por Bizu, foram para cima com veemência cobrando explicações. Como é de praxe, a arbitragem aceitou a pressão e nada fez para punir os atrevidos jogadores do Bengalas. E ficou por isso mesmo. Ou não?

Coincidência ou não, no comecinho do segundo tempo os jogadores do Med reclamaram muito de um pênalti não marcado, e o boato de que houve uma "compensação" pelo lance do primeiro tempo correu pelas arquibancadas. A velha e boa compensação do futebol... No meio de tanta confusão por parte da arbitragem, o futebol continuou se sobressaindo graças a Luisinho, que não demorou para fazer o terceiro gol e coloca o Bengalas na frente de novo.

Porém, de praxe nesse jogo, na sequência o Med empatou quando a zaga bengalense errou feio e deixou Bruninho completamente livre na direita para igualar o marcador.

O Bengalas assumiu a liderança do placar novamente desta vez em grande estilo, e sempre com ele, Luisinho! O camisa 14 do Bengalas, que vinha fazendo uma partidaça, colaborando e muito com as armações no ataque, recebeu um cruzamento fora da área pela esquerda. Com um voleio fantástico, ele mandou a pelota no canto esquerdo à meia altura. Finalmente o Bengalas saberia como administrar a vitória?

Se não conseguiu até aquele momento era por merecimento do Med e nada mais justo que continuasse assim até o fim: desta vez foi Eduardo Dolci que empatou novamente com 16 minutos do segundo tempo.

O Bengalas sabia que este empate poderia custar a liderança do grupo em caso de vitória do Treinadores do Braz. Já para o Med, o ponto ganho contra um dos times mais qualificados do campeonato deveria ser comemorado como um título devido à péssima campanha que a equipe vem fazendo. E não fosse pelos goleiros, o resultado seria de três pontos para um dos lados. Tauil fez pelo menos duas defesas decisivas no final da partida, enquanto Baki se esforçou todo para defender um tiro rasteiro de Gustavo Carvalho que tinha endereço certo.

Quando a partida chegou ao fim, houve um início de briga entre jogadores que necessitou a entrada de terceiros em campo para separar. Felizmente foi rapidamente superado. E no meio estava Bizu, o manager, que indignado reclamava de um jogador do Med, que teria partido para a briga com ele.

Não é segredo para ninguém que segurar o Bengalas é uma tarefa das mais complicadas. Foi exatamente por isso que na tarde do último sábado o Med pareceu aquele time que tanto prometia no Chuteira de Prata. A boa marcação e toda a raça dos amigos de Taubaté foi a receita para arrancar um empatezinho que tirou a série de vitórias e principalmente a liderança do Bengalas no Grupo A. Não se viu no PlayBall, mas certamente Peruca deve ter dado um abraço enorme no mano Bruno pelo resultado... A família Del Sasso definitivamente saiu rindo à toa no sábado...

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

MachuPichu 1 x 6 Arouca

AROUCA PASSA O TRATOR POR CIMA DO MACHUPICHU


Mesclando boas atuações individuais e coletiva, Arouca mostrou-se bem superior ao adversário


Por Vinicius Bento

“Na jogada aérea o Arouca é jogo duro”, avisava um dos torcedores. E não deu outra! Logo no começo da partida, em uma jogada de escanteio, Vitão, zagueiro alto e forte, subiu no terceiro andar, certeiro, e jogou a bola no ângulo! O gol saiu tão cedo que ficava claro que logo viria uma goleada.

Impressão que alguns minutos depois parecia cair por terra. Vitão evitou com a mão que a bola chegasse limpa em sua área para o atacante adversário e o juizão não perdoou. Pênalti. Na cobrança, o capitão Danilo não bateu mal e o zagueiro Quim, que fazia a de goleiro com a ausência de Maurício, se esticou todo e salvou. Começavam a aparecer os reflexos da muralha do Arouca.

Marquinhos teve a chance de fazer o segundo alguns instantes depois, porém no cruzamento feito para dentro da área ele não conseguiu alcançar a bola e acabou trombando bem feio com o goleiro Pipo, que ficou no chão. Todos ficaram apreensivos, mas o goleiro se levantou após ser “atendido” por seus companheiros.

O craque do jogo começava a aparecer. Caio Martins, em boa jogada, acertou um canudo para o meio da área. Vitão, o zagueiro artilheiro, estava lá, como um poste, e a bola explodiu nele, 2 x 0 e pressão total do Arouca.

Em uma dessas jogadas de pressão, Toni quase fez o gol mais bonito da tarde. Valeria uma placa! Após belo cruzamento ele deu um voleio, um chute a la Bebeto, que infelizmente explodiu na trave. Merecia um replay! Alguns minutos depois, Toni conseguiu dar um drible desconcertante por debaixo das pernas de Tebas, que não deixou barato. Fez falta forte e recebeu o amarelo, o que o suspende da próxima partida.

Chegou a hora de Vitão pedir a música! De novo ele! Após belo corte, o defensor acertou uma pancada. Pipo se esticou todo, chegou a defender a bola, mas ela veio com tanta violência que bateu em sua mão e caiu dentro do gol.

O MachuPichu tentava desesperadamente não deixar o Arouca disparar no placar, porém todas suas investidas eram paradas pelo goleiro Quim, em tarde inspirada. Em ótima jogada de linha de fundo, a bola sobrou para Thiago Branco, que colocou o MachuPichu de volta à partida.

O primeiro tempo terminava em 3 x 1 e um alento para os peruanos, que vislumbravam uma melhora. Entretanto, o que se viu ao apito do árbitro para o segundo tempo foi o mesmo jogo de antes – um Arouca avassalador, como para descontar a derrota na rodada anterior para o Acidus.

Caio Martins saiu na cara do goleiro e só rolou para Gothardo marcar. Estava muito difícil de segurar esse ímpeto todo. Marquinhos acertou um balaço, redimindo-se do gol perdido no primeiro tempo, e fez mais um. 5 x 1.

O MachuPichu atacava como podia e tinha em Renato Seckler suas jogada s de maior perigo, mas nada ia passar por Quim. O goleiro parecia um dos arqueiros do antigo desenho Super Campeões. Ele só faltou fazer chover, porque o resto...

Para fechar o placar, Ricardo Barros ainda fez o último e encerrou a fatura com o placar de 6 x 1. Na próxima rodada, o Arouca encara o Kadência, que finalmente venceu e trará a campo o confronto Leo Valente x Vitão. Já o MachuPichu, apesar de um bom time, ajeitadinho, precisa recuperar o ânimo e, sem Tebas, enfrenta o Bacana em jogo na ponta de baixo da tabela.

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Bucets 5 x 3 Elefantes Indomáveis

BUCETS SE VINGA DE ELEFANTES


Sem Xixi, coube a Birulei brilhar e dar a vitória do time do fusca diante dos indomáveis


Por Guilherme Meireles

Em clima de vingança devido ao mata-mata do último Chuteira de Prata, Bucets e Elefantes Indomáveis confirmaram as expectativas de um jogo tenso e pegado. "Esse eu não quero perder porque foram eles que me tiraram da última vez", declarou Tom minutos antes do jogo.

Com a bola em jogo, João Corazza deu uma entrada mais dura e levou amarelo. Na sequência, Rodrigo Storch fez a famosa jogada da foquinha, fazendo embaixadinhas com a cabeça. Isto provocou a ira de Manente, que, como bom elefante, chegou dando uma trombada nele. O jogador do Bucets foi parar na grade! Detalhe: estes dois lances foram no comecinho da partida, e João ainda conseguiria fazer o triple card no fim da mesma...

De chances de gol, o primeiro tempo também foi recheado. Em dois lances aéreos, Thomas e Pappiani deram cabeçadas certeiras que o goleiro salvou com muita propriedade. João era a referência do Elefantes no ataque, mais até do que Cauê, grande astro do time. Em uma de suas tentativas, João deu um lindo toque por cobertura que quebrou o sistema defensivo do Bucets: o zagueiro estava pronto para afastar em cima da risca, mas o goleiro deu um tapa desastrado direto para o fundo do gol.

Pouco depois, o segundo gol quase saiu em lance de bola parada por parte de Thomas. Ele encheu o pé na cobrança e acertou em cheio o travessão. Antes de acabar o primeiro tempo, Birulei empatou e logo no início da etapa final ele mesmo virou. Durante o primeiro tempo, a quadra 4 assistiu a um festival de passes errados que comprometeram a qualidade do jogo. Mesmo assim, o Elefantes foi quem ditou as regras.

Na etapa final a partida melhorou consideravelmente, principalmente depois da virada do Bucets. Com Birulei em tarde inspirada e depois de fazer dois gols, ele mesmo quase fez o terceiro em chute cruzado. O Elefantes ainda não havia desistido e em uma linda roubada de bola no ataque, João arriscou de longe e o goleiro espalmou com muita classe.

A zaga indomável estava desguarnecida e após uma jogada de contra-ataque Rodrigo Storch marcou o terceiro. Não demorou e ele mesmo recebeu dentro da área para anotar mais um e fazer 4 x 1. Foi então que o Elefantes sentiu o baque. O nervosismo começou a tomar conta dos paquidermes, como mostrou Cauê ao bicar uma bola longe com o jogo parado.

Mesmo assim os Elefantes mostraram disposição para lutar. João deu uma linda assistência de calcanhar para Esquerda, que mandou por baixo do goleiro Gabriel. Quando João foi buscar a bola no fundo do gol com muita pressa, Rafa Storch tentou atrasar a saída. Foi então que o atleta do Bucets disse algo que irritou o camisa 7 do Elefantes. Resultado: início de discussão que rendeu um amarelo para os dois. Como o jogador do Elefantes já tinha um cartão, acabou levando o azul. Ele ficou indignado e, depois de muita reclamação, tomou o vermelho e saiu para apoiar seu time do lado de fora.

Com um a menos, a disposição não acabou. Cauê marcou o terceiro gol. Foi aí que Thomas mostrou que cabeça no lugar não é o forte do Elefantes: com 4 x 3 no placar, com um a menos, ele deu uma entrada duríssima jogando um adversário na grade. Levou vermelho direto e tirou de vez as chances de reação do seu time. Tanto que na sequência Birulei marcou seu terceiro gol, o quinto do Bucets. Com a coreografia remetendo a tromba de um elefante, os jogadores do Bucets comemoraram muito a vitória. Além disso, o empate do Bengalas fez com que a equipe grudasse mais ainda nos dois primeiros colocados.

Já pelos lados da selva, os Elefantes ocupam a zona de rebaixamento e só não seguram a lanterna graças à campanha pífia do Xoro Paro. Se os paquidermes indomáveis não começarem a marcar território logo, serão expulsos da savana atual direto para o árido deserto de onde vieram no fim do ano passado: o Chuteira de Prata.

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

SNG 2 x 2 Acidus

SNG E ACIDUS FICAM NO EMPATE


Empate entre grandes foi o confronto mais emocionante e pegado da rodada


Por Vinicius Bento

Parecia que ia ser a tarde do Acidus, como é todo começo de jogo do time diante do SNG. Alguns toques na bola após o pontapé inicial, Marcelo fez um dos gols mais bonitos da rodada. Diego sai da área e lança a bola para o atacante dentro da área. De costas para o gol, Marcelo acerta um chute de calcanhar de costas, coisa de malabarista, e de forma completamente inesperada o goleiro William vê a pelota entrar no gol.

O gol não arrefeceu o Acidus e nem animou o SNG, visto que o Acidus mantinha a bola em seu campo de ataque e o SNG não conseguia chegar ao campo do adversário com qualidade, muito em razão da forte e eficiente marcação de PePê, que anulava Ronei com propriedade. Porém, embora tivesse maior posse de bola, o time limão não exercia uma “pressão” no adversário. E nisso a partida mantinha um ar de equilíbrio, com predomínio amarelo na posse de bola e chegadas ao gol adversário.

A única chance do SNG era ser eficiente, ou seja, não tomar mais gols e tentar a sorte em algum contra-ataque ou na bola parada. Eficiência é o nome do SNG, e o time bicampeão não é de perder chances. Abelha até que tentou, mas foi com tanta sede ao pote que acabou acertando em cheio o goleiro Diego, que ficou no chão se contorcendo.

O equilíbrio e a tensão eram decorrentes também do jogo duro imposto por ambos os times. Jogo duro é eufemismo para lances faltosos que mereciam cartão amarelo, mas a arbitragem insistia em não tirar do bolso. Raphão derrubou Renê e ficou barato. Tejeda chutou Careca no chão em disputa e nada foi marcado, mas os jogadores já se estranharam. Pepê chegava mais duro e até esquecia o pé na sequência e às vezes nem falta era apitada. O clima ia esquentando e as reclamações começaram – de ambos os lados.

E com esse clima de que faltava uma faísca pro tempo fechar o primeiro tempo terminou. Era a deixa para um segundo tempo dos mais emocionantes da história do confronto, que teve uma torcida a favor do Acidus que não se via há tempos (ou desde sempre). Não se passaram dois minutos quando PePê sai jogando e perde para Ronei, que deixa com Fabinho. O melhor homem do SNG em campo cortou para dentro e mandou um chutão que foi morrer no ângulo de Diego, que ainda chegou a tocar na bola. Infelizmente esse toque só deu plasticidade ao lance, pois a bola balançou as redes e deixou tudo igual no placar.

E o Acidus começou a sentir o baque do gol. Lói tentou antecipar e acertou Lucas, que caiu gemendo de dor mas levantou correndo quando o juizão nada marcou e a bola voltou para ele. O nervosismo estava surgindo no Acidus e, após matar cruzamento com tranqüilidade dentro da área, PePê a soltou nos pé de Ronei, que só tocou por baixo de Diego para virar a partida. Era a virada e a repetição de um filme que sempre se repete – o SNG sofre pressão mas vence em lances pontuais.

O time do técnico Lucas estava jogando muito firme, de maneira muito dura, porém leal, embora dessem algumas exageradas em alguns lances. Tanto que Renê chegou ao ponto de, no intervalo, ir até Lucas e reclamar da maldade do “camisa 23”. A partida estava lá e cá e um lance em especial mostrava bem o desenho da partida. Ricco chegou na cara do goleiro e não teve frieza suficiente para matar o goleiro, que se agigantou. No contra-ataque, a bola sobrou limpa para Fabinho, que na hora do arremate foi travado. A partir desse momento, o Acidus acuaria o SNG e este teria a chance de matar o jogo no contragolpe, o que teria acontecido se não fossem as intervenções de Diego cara a cara.

Philip teve ótima chance para empatar a partida, saiu de frente ao goleiro William, mas na hora de fazer acabou carimbando a trave. O mesmo Philip teve um momento de descontrole emocional e, no campo de ataque, chegou por trás mais duro em Léo e foi amarelado.

Com a saída de Lói, extenuado, o Acidus ficou com apenas um zagueiro fixo e, pasmem, com Robinho fechando a defesa marca-texto. Se a estrela de Robinho não brilhou no ataque como nas partidas anteriores, na marcação ele foi essencial para que o time pudesse tocar a bola e criar chances de gol. Após Diego salvar por duas vezes e a partida se dirigir ao seu quarto final, o SNG era todo defesa e o Acidus, todo ataque. Era tudo ou nada. Foi aí que a estrela de Raphão brilhou. Após trocar passes de um lado para outro, bem ao estilo SNG, Raphão achou espaço para o chute. A bola ainda desviou antes de morrer no gol. Era o empate.

E o gol parece que fez bem ao zagueiro, pois recebeu outra bola livre no lance posterior, fez o giro para cima do zagueiro adversário e foi para o chão. O clima ficou bem tenso dentro de campo, os jogadores começaram a se empurrar e a coisa podia ter piorado caso o receio de ser expulso e prejudicar o time não falasse mais alto. O resultado foi apenas amarelo para PePê e Fabinho.

A falta nos minutos finais na entrada da área a favor do Acidus foi inexplicavelmente revertida em lateral para o SNG. A arbitragem alegou que o time não bateu dentro do tempo; a verdade parece estar no medo de que um gol saísse e a confusão explodisse em campo. E foi assim que a história entre SNG e Acidus teve mais um empate, o que pareceu justo diante do que apresentaram as equipes. Aliás, eis o mote do jogo: os dois times mostraram que o coletivo pesa, tanto que estrelas do quilate de Ronei, Robinho, Philip e Renê não fizeram a diferença para os seus respectivos times.

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Primatas 3 x 6 The Veras

APÓS PANE, PRIMATAS VÊ VERAS VIRAR COM APOIO DA TORCIDA


Torcida anti-Primatas faz a diferença e ajuda Veras a virar um jogo nos 5 minutos finais


Por Vinicius Bento

Gui Fenômeno começou bem a partida. Logo no comecinho ele fez o dele... Infelizmente o apelido de Fenômeno e a postura polêmica do centroavante primata não trouxe tanto carisma para a torcida quanto o verdadeiro Fenômeno. Aos gritos de “Vamos, The Veras!” e “Não deixa esses caras ganharem, não!”, a torcida tentava empurrar o time adversário. Imagine como ficou a arquibancada após Kinho dar uma linda arrancada, passar por dois marcadores, após chegar na cara do goleiro Vitinho dar só um biquinho a la Romário por de baixo das pernas do goleiro???

O Primatas não jogava apenas contra um adversário mais numeroso dentro do campo. Lutava também contra uma torcida extremamente engraçada, que estava tirando sarro de todos dentro do gramado. Torcida é modo de dizer, né, pois ali se concentravam jogadores de diversas equipes que querem ver o Primatas de volta na Série Prata. De tanto falarem o time de Gui Fenômeno rivaliza com o Roleta o rótulo de maior torcida contra no Chuteira. A conta o que se viu sábado, o Roleta já pode se considerar vice-campeão!

Porém, na primeira etapa a pressão não influenciava tanto, pois a partida mantinha-se lá e cá. Depois de um escanteio jogado para dentro da área, Victor Petreche dominou com o joelho e fuzilou. Faltou marcação em cima dele, pois teve tempo de dominar e chutar mesmo estando tão próximo do goleiro.

O segundo tempo guardava muito mais emoções em relação ao primeiro. Para desânimo da galera, o Primatas empatou a partida com Rafinha. Depois de um bate rebate dentro da área e o goleiro Benga já no chão, o camisa 10 apenas empurrou a bola para o fundo das redes.

E era hora de Gui Fenômeno fazer um dos gols mais bonitos da tarde. Em linda arrancada individual, ele ganhou de dois na velocidade e quando ficou frente a frente com o goleiro Benga deu uma pancada colocada. O rapaz, enlouquecido, foi para a galera, esbravejando e pulando de alegria pela linda jogada. Gui pagava com gols a torcida contrária a seu time.

O The Veras não podia decepcionar aquela torcida maravilhosa que cantava e vibrava na apertada e gélida arquibancada da quadra 5. Em ótima tabela entre Victor Petreche e João Claudio, o Veras empatou. Aí foi que veio a pane do Primatas. Simplesmente aconteceu que todos os jogadores resolveram dormir dentro de campo. Um minuto depois do empate, o Veras virou com um chute fraquíssimo de João Cláudio. 4 x 3.

Para delírio total da galera, menos de um minuto depois eles fizeram mais um! João Cláudio estava impagável e colocou mais uma vez a bola para dentro das redes! 5 x 3. Logo, para terminar de completar, Japa deu drible humilhante em Guerrero, que, desapontado, só restou perder a cabeça e fazer falta muito dura. O azul estalou do bolso do árbitro na hora. E foi aí que o Veras matou de vez o jogo, com Gabriel Borges pegando a bola no meio de campo, driblando dois e fazendo um golaço. A torcida foi ao delírio! O que era aquilo? La Bombonera? Não, mas estava quase!

O Veras volta a vencer e, com 9 pontos, vem bem em busca da 3ª posição do grupo. Já o Primatas, com apenas 4 pontos, está na turma que briga para não cair. A contar os jogos que o time tem pela frente, vide o Treinadores na próxima rodada, uma banca não pagaria muito para quem apostasse na queda dos símios campeões do I Chuteira de Prata. Para piorar, a torcida anti-Primatas só tende a crescer daqui pra frente, e o Treinadores, engasgado com os primatas, promete fazer o possível e o impossível para derrubar ainda mais a trupe de Gui Fenômeno, Rafinha, Vitinho e Gus...

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Clube Atlético Perus 3 x 0 Fiorella Brasil

PERUS RESISTE A ATAQUE DO FIORELLA E TERMINA POR JOGAR ADVERSÁRIO NA LANTERNA


Com goleiro em tarde inspirada, CAP marca três no segundo tempo e passa a lanterna para o Fiorella


Por Guilherme Meireles

Em duelo de desesperados, Fiorella e CAP fizeram um jogo no mínimo imprevisível. Com todo o volume de jogo imprimido, a ideia que se tinha era de uma goleada considerável pelo lado fiorellense. Mas Rodrigo Lázaro, o goleiro do CAP, voou baixo e segurou literalmente tudo que veio até ele, fazendo com que sua equipe largasse a lanterna. Adivinha para quem? Para o próprio Fiorella. De quebra, os peruanos ainda saíram da zona de rebaixamento devido ao saldo de gols.

Não se pode esquecer que o primeiro lance de perigo foi por parte do CAP, quando o goleiro Fonseca salvou duas bolas difíceis. Mas daí até o final do primeiro tempo pode-se mudar o nome do jogo para Fiorella x Rodrigo Lázaro: o time de Ari e Van-Van mostrou seu tradicional toque de bola empurrando o adversário na defesa e impedindo a criação de boas oportunidades. Sendo assim, o CAP chutou muito de longe sem levar perigo.

Enquanto isso, Rodrigo Lázaro fazia o que podia e o que não podia lá atrás: uma falta cobrada com muita potência por André Lima parou na boa defesa do goleiro, bem colocado. Logo depois André tentou de cabeça e quando a bola estava quase entrando no ângulo, surgiu Rodrigo Lázaro mais uma vez para voar e dar um tapa salvador.

Sem contar as vezes que a zaga do CAP colocou o arqueiro na fogueira, como no lance em que deixaram Cléber Araújo completamente livre pela ponta direita, deixando toda a responsabilidade para Lázaro. E mais uma vez ele pegou. Em outro lance, a zaga peruana saiu jogando errado na entrada da área por duas vezes seguidas e em uma delas o arqueiro operou um verdadeiro milagre ao salvar um gol já desenhado.

Com um futebol xoxo, o CAP tendia a não suportar a pressão por muito tempo. A torcida pegava no pé do atacante Juan Carlo sem parar, gritando que ele não soltava a bola. No começo da etapa final tudo parecia que continuaria na mesma quando Ataliba arrancou até a linha de fundo e atirou cruzado para quase abrir o placar. Porém, aos poucos o Fiorella deu sinais de cansaço após um primeiro tempo muito ativo. O ritmo fiorellense foi caindo enquanto o do CAP foi subindo: em um ataque bem coordenado, Neguinho deu um lindo passe para Juan Carlo, aquele mesmo antes chamado de fominha, inaugurar o placar com um chutaço no ângulo.

Em resposta, André atravessou todo o campo com a bola nos pés, e seu chute foi espalmado por Rodrigo Lázaro. Juan Carlo, que foi servido no primeiro gol, resolveu fazer às vezes de garçom no lance do segundo: deu um passe na medida para César Lombardi chegar batendo de primeira para o fundo das redes. Logo depois, o mesmo Lombardi disparou pela direita e atirou forte. A bola explodiu no poste antes de entrar.

Se o ataque do Perus havia finalmente entrado em sintonia, a defesa não ficou atrás. No segundo tempo, o sistema defensivo do CAP deu um show de como se defender. Destaque para Maradona, grande "xerife" peruano que tirava tudo da sua grande área. Mesmo assim, Rodrigo Lázaro não sumiu do jogo: já no último lance Piloto rolou para Cléber, que dominou com calma na frente do gol, mas parou na "muralha peruana" mais uma vez. E 3 x 0 acabou a partida.

Na semana que vem o Fiorella pega o Acidus, que vem de empate contra o SNG, que aliás, é o próximo adversário do CAP.

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Treinadores do Braz 3 x 1 Roleta Russa

TREINADORES DEFINEM O JOGO NO SEGUNDO TEMPO E SAEM COM A VITÓRIA


Partida equilibrada e até um Roleta mais ofensivo marcam jogo que dá a Treinadores a liderança isolada do Grupo A


Por Vinicius Bento

Treinadores do Braz e Roleta Russa fizeram um confronto muito técnico na última partida da rodada. O primeiro tempo foi muito truncado, a bola mal saía do meio de campo e isso gerou uma carência de oportunidades no jogo, algo característico nos jogos do Roleta, reconhecido como uma das equipes mais retranqueiras do Chuteira. Para se ter ideia, aconteceram apenas duas chances claras de gol. Em uma delas, Fernando Coelho acertou um chute rasteiro na trave, fazendo o goleirão João ficar branco debaixo da trave. Um belo golpe de vista. No outro, Bob mandou outro chute forte no canto do goleiro, que dessa vez se esticou todo e fez bela defesa.

No final de tarde frio, o segundo tempo veio para esquentar a partida. Logo no começo, depois de alguns toques na bola, Carlão Pedretti fez ótimo pivô na entrada da área e deu um passe com muita categoria para Peruca ficar sozinho com o goleiro. Com um arremate forte e preciso, não deu chances de defesa e emplacou o primeiro gol da partida.

Mas se o primeiro gol do Treinadores foi bonito, o primeiro do Roleta não ficou para atrás. Depois de um belo cruzamento da esquerda, Nação deu um salto no terceiro andar e, a la Dada Maravilha, parou no ar e cabeceou sozinho no cantinho. Foi um lance que lembrou muito futebol de campo e, se Dada ali estivesse, mudaria sua famosa frase para 4 coisas param no ar: beija flor, helicóptero, Dada e Nação.

Tentando virar a partida, Brunão recebeu a bola, passou com habilidade por dois marcadores e mandou para o gol. Infelizmente João Lucas não deixou que a pintura fosse concretizada.

Mas mesmo com o Roleta melhor em campo, o Treinadores do Braz tinha um diferencial, Bruno Sobral, O Valdivia. “Ele jogava no São Caetano. Por um azar do destino teve de sair do clube, Foi bem naquela época que o time começou a subir de divisão e ganhar tudo”, destacava o mesário. Bruno era muito rápido, habilidoso e principalmente malandro. Em uma de suas boas jogadas levou a bola para a linha de fundo e ficou apenas esperando a pancada do seu marcador, que por causa disso levou cartão amarelo.

Para terminar de completar, Binho acertou uma pancada de fora da área no cantinho de Guaraná. Ele ainda chegou a tocar nela, mas não com força suficiente para desviar sua trajetória de dentro do gol.

O Roleta arriscava bem e parecia que ainda poderia empatar a partida, porém, em boa jogada individual, Peruca levou a bola até o fundo e mesmo sem ângulo concluiu com precisão e marcou mais um. O camisa 10 estava endiabrado e marcara seu segundo gol no time em que mais gosta de deixar sua marca.

Já era finalzinho de partida e o placar ficou nisso mesmo, 3 x 1. O Treinadores mostrou um bom futebol, mesclando bem técnica e força. Não é à toa que eles lideram a sua chave. O Roleta, apesar de perdido, mostrou um grande futebol para além de seu jogo burocrático defensivo usual.

IX CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Joga 13 3 x 3 Bacana

BACANA E JOGA 13 EMPATAM COM FINAL EMPOLGANTE


Com um final de jogo eletrizante, o Bacana não permite que Joga 13 cole no líder


Por Guilherme Meireles

O Joga 13 perdeu a grande chance de encostar definitivamente no SNG, líder do Grupo B. Isto porque o time de Renê empatou com o Acidus e foi a 13 pontos ganhos. Em caso de vitória do Joga 13, a equipe alcançaria os 12 pontos, mas o Bacana se mostrou determinado a reagir da campanha mediana que vem fazendo neste torneio. E nem adianta culpar a trave, já que ela jogou dos dois lados desta vez.

O primeiro tempo foi de total domínio do Joga 13, porém, foi o time do uniforme azul que abriu o placar no comecinho do jogo. Yanes dividiu pelo alto com o zagueiro, mas mesmo assim conseguiu escorar para o fundo do gol. Entre as boas chances do Joga 13, destaque para o lançamento que Felipe recebeu na cara do gol, mas que não soube aproveitar. Ele preferiu driblar o goleiro e saiu com bola e tudo.

Só na primeira etapa, o Joga 13 acertou a trave três vezes, sendo que duas foram em chutes de Márcio. Com o gol amadurecendo, o empate saiu em cruzamento de Alemão que Choco, voltando de suspensão, aproveitou bem. Já o segundo tempo foi marcado por uma forte alternância de ataques: Yanes escapou bem de seus marcadores na entrada da área e fez o segundo, levando o goleiro Caieiras, outro que está de volta, ao delírio.

O terceiro só não saiu porque Caieiras (já mais calmo) espalmou um chute violento de Rômulopela direita. Antes que o Bacana aumentasse a vantagem para dois de diferença, Felipe se mandou pela ponta esquerda, recebeu toque primoroso de Lele no pivô e empatou sem dificuldades.

Em resposta, Rômulo cabeceou com firmeza e praticamente tirou o goleiro da jogada, mas a bola bateu em cima de Kbral e não entrou. A partir daí, o Bacana deu uma amolecida considerável, permitindo que o adversário criasse boas chances, principalmente por parte de Felipe e Choco. Mas foi Lele o encarregado pela virada.

O time azul resolveu reagir novamente, como mostrou o novo "festival de traves": Demehur bateu uma falta da meia direita com tanta potência que a trave deve estar chacoalhando até agora. No rebote, Renato Leme emendou outro canhão e o goleiro deu um lindo salto para executar uma "ponte clássica" no ângulo esquerdo alto.

Na sequência, Yanes deu uma cabeçada por cobertura que carimbou caprichosamente o travessão. Se a trave ou o goleiro eram os empecilhos que dificultaram a vida do Bacana nesta fase do jogo, a sorte foi o que faltou para Caieiras perto do final da partida, quando Demehur mandou um chute fraco de longe, e a bola passou por baixo de seus braços.

Na tentativa desesperada de ganhar o jogo, Felipe cobrou uma falta perigosíssima na entrada da área que Kiko salvou no canto esquerdo baixo. E assim acabou a partida...



III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 6 x 1 DPGamos

FÚRIA SEGUE IMBATÍVEL


DPGamos dá susto, mas acaba cedendo à fúria rubro-negra. Goleada só não foi maior graças a Daniel Fischer

Por Guilherme Meireles

Após uma semana de recesso, os times voltaram a mostrar serviço no cada vez mais empolgante Chuteira de Prata. DPGamos e Fúria abriram as cortinas para que começasse o espetáculo na quadra 6. O DP, com certeza, se encheu de esperança ao abrir o placar com Renan La Marck nos primeiros minutos de jogo: ele deu uma linda puxeta de primeira que explodiu na trave, voltando para o próprio empurrar às redes. O jogador foi ao delírio com a marcação de seu primeiro gol no Chuteira.

Mas a alegria durou muito pouco, já que ao tomar o primeiro gol a equipe rubro-negra se acertou e daí até o final do jogo fez o que quis. Em pouco tempo, Bruno Eduardo, em tarde muitíssimo inspirada, marcou dois e virou a partida. Outro atleta do Fúria que chamou a atenção no primeiro tempo foi o pequenino Felipe Castro. Com ótima participação no setor esquerdo, ele deu trabalho para Daniel: quando Thiago Motta fez uma jogada linda e rara, olhando para um lado, mas tocando para o outro, a bola encontrou Felipe em ótimas condições de gol, mas Daniel saiu bem para defender.

Pelo lado do DP Gamos, Denão era o destaque, colaborando muito na marcação e nas saídas de bola, chegando até a salvar um gol, de Bruno Eduardo em cima da risca. Outro destaque defensivo foi Gabriel Carnaval, que cheio de raça e vontade não deixava os atletas do DP passar e chegar ao gol de Sucão. E assim terminou o primeiro tempo.

O segundo tempo perdeu muito de sua graça, pois, cansados e com apenas um reserva, os jogadores do DP foram presa fácil para os furiosos. Foi jogo de um time contra um goleiro, ou seja, o Fúria atacando sem parar e Daniel Fischer fazendo o que podia. Aliás, ele fez defesas decisivas sim, mas não o suficiente para evitar a goleada que já vinha se desenhando: Fagner pegou uma sobra dentro da área e fez. Logo depois Carlão de canhota marcou o quarto. Com passe de Jé para Thiago Motta saiu o quinto, e já nos minutos finais o próprio camisa 7 fechou a goleada.

Como a zebra resolveu fugir do zoológico para passear no PlayBall, o Pé de Pano venceu o SPQSF, segundo colocado, e deu uma ajuda enorme para o Fúria. Afinal, a equipe abriu cinco pontos de vantagem em relação aos novos vice-líderes, Canhedo e Red Devils. Já o DPGamos caiu uma colocação ao final da rodada e agora ocupa a incômoda décima posição.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Jeremias 5 x 4 In Dubio Pro Barum

JEREMIAS CONFIRMA ASCENSÃO E VENCE OUTRA


Vitória sobre In Dubio coloca Jeremias empatado com Só Resenha na 3ª posição

Por L. F. Saninana

As equipes caçulas do Chuteira, In Dubio Pro Barum e Jeremias, fizeram um grande jogo no primeiro horário. A equipe rubroverde do In Dubio precisava da vitória para disputar a ponta da tabela com o Fora de Série. O time vermelho do Jeremias queria o resultado positivo para melhorar sua posição na zona de classificação. Não faltou emoção e confusão na partida.

O Jeremias começou atacando com Gui Ferreira por duas vezes. Na primeira, a bola foi por cima do gol. Na segunda tentativa, parou na zaga do In Dubio. A equipe rubroverde aproveitou o primeiro ataque de perigo e abriu o placar. Murilo avançou pela direita e cruzou rasteiro. Thiago Bim, ao tentar cortar o cruzamento, acabou colocando contra o próprio gol.

O jogo era muito disputado, com as duas equipes criando grandes chances. Até que, em mais um ataque puxado por Murilo, o In Dubio ampliou o placar. O camisa 11 avançou pela esquerda e tocou na saída do goleiro Benassi. O terceiro gol quase saiu com Didi na ponta esquerda, após passe de Murilo, mas o goleiro espalmou.

Com a vantagem de dois gols no placar, o In Dubio recuou e deu espaço para o Jeremias atacar. Gui Ferreira chutou, a bola desviou no meio do caminho e sobrou para Dunder diminuir. Com apenas um gol de diferença, a equipe do bêbado mais famoso do Brasil foi para cima e pressionou. No final do primeiro tempo, Ligeiro roubou a bola na entrada da área e chutou forte no meio do gol, empatando a partida. Antes do apito final, o mesmo Ligeiro arriscou outro chute da entrada da área, desta vez rasteiro. Era a virada, e o Jeremias ia para o intervalo com a vantagem.

O intervalo serviu só para as equipes descansarem, pois quando voltaram para a etapa final, o que se viu foi uma continuação do primeiro tempo. O Jeremias começou atacando e ampliou o placar com Digo. O jogador recebeu no bico da área pela direita e mandou forte no ângulo esquerdo de Bruno.

Os papéis se inverteram depois do quarto gol. Os bêbados recuaram e o In Dubio foi para cima. A primeira tentativa foi de Raoni, que arriscou do meio da rua e Benassi espalmou para a esquerda. A pressão adiantou e Murilo recebeu passe de Giba na meia esquerda e chutou na saída do goleiro para fazer 4 x 3. Os greens quase chegaram à igualdade no placar com Raoni chutando da meia esquerda, mas o goleiro espalmou de novo.

O Jeremias aproveitou o espaço deixado pelo In Dubio nos minutos finais e Dunder, cara a cara com o goleiro Bruno, fez 5 x 3 para os vermelhos. Faltando pouco para o final da partida, Murilo conseguiu diminuir de barriga, depois que Dunder chutou da entrada da área e a bola desviou.

No final do jogo, Ligeiro provocou o capitão da equipe adversária, Cunha, com quem já havia se estranhado durante a partida. A confusão começou, mas a turma do "deixa disso" tratou de acalmar os ânimos dos mais exaltados.

O In Dubio pega o Roletinha, que não vive um bom momento, no próximo fim de semana. Já o Jeremias tem parada dura contra o Só Resenha.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Red Devils 5 x 0 NGM

NGM SEGURA 20 MINUTOS, MAS CEDE E PERDE PARA RED DEVILS


Devils venceram quarta seguida e assumem a vice-liderança

Por Renan La Marck

Logo de cara o Red Devils partiu para cima do adversário, reconhecidamente o maia frágil da competição. Neguinho arrancou pela direita e mandou uma bomba em direção ao ângulo esquerdo do gol do NGM, que não contava com Renê no banco de reservas. No entanto, uma grande defesa de Farillo evitou o gol. Pouco depois, Salvador apareceu dentro da área e finalizou, outra vez o goleiro do SNG-B fez a defesa.

Diferentemente de outras partidas, quando acabou sendo presa fácil para os adversários, o NGM começou a gostar do confronto e por pouco não abriu o placar com um chute do meio da quadra. O arqueiro Criança teve que voar no canto esquerdo para espalmar a bola.

Praticamente no meio da primeira etapa o Não Guento Mais mostrava que tinha estrutura para suportar o ímpeto ofensivo dos Devils, e a cada defesa do arqueiro ou em cada bicão dado pela defesa, o time laranja vibrava. Mostrando que a mentalidade do time era outro, Duda dominou no comando do ataque, girou para cima de do marcador e chutou rente a trave, quase gol.

Contudo, apesar da evolução mostrada em poucas partidas, o NGM não conseguiu parar os demônios vermelhos. Pouco antes do intervalo, Salvador foi bem e abriu o placar para o time vermelho, seguido de Darx antes do apito final.

De fato a motivação do NGM era outra. Mesmo perdendo, o time voltou para a etapa complementar empolgado e partiu para cima dos rivais vermelhos. Após incrível defesa à queima-roupa do goleiro Criança, a redonda sobrou dentro da área para Agapito, que soltou a bomba. Para azar do laranjinha de Prata, a bola explodiu no travessão. E eis que o Red fez o quarto, com Gabriel.

Como diz a máxima do futebol, quem não faz leva, e assim foi: Farillo fez outra grande defesa, o rebote sobrou com Salvador, que desviou de leve. A defesa do Não Guento Mais salvou em cima da linha, mas a redonda queria dormir nas redes laranjas e Darx aproveitou a sobra para guardar mais um gol.

Nesse momento os Reds faziam valer seu melhor futebol. Da zona intermediária, Darx arriscou o tiro. Com muito veneno a bola passou perigosamente ao lado da meta defendida pelo camisa 88 do NGM. Pouco depois veio o 5 x 0: do lado direito do ataque Gabriel anotou de novo.

Quem se destacava mesmo era o goleiro Farillo, que ia evitando uma derrota mais elástica de sua equipe. Neguinho driblou no meio e chutou de fora para nova defesa do goleiro laranjinha.

Já no final de confronto dois adversários resolveram trocar pernadas e empurrões. Resultado: cartões azuis para Márcio, do NGM, e Neguinho, do RD, que foram expulsos de quadra e deixaram suas equipes com homens a menos por dois minutos. No entanto, o placar do jogo não se alteraria mais. Mesmo mostrando alguma evolução, o NGM continua sem pontuar, enquanto os Devils surpreendem e rumam à classificação às finais do Chuteira de Prata.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Só Resenha 7 x 2 RR Olímpico

SÓ RESENHA COLOCA ROLETINHA NA RODA


Aprendizes do Arouca superam ausência dos suspensos e jogam muito para golear caçula dos Roletas

Por L. F. Saninana

O Só Resenha, novato surpreendente no Chuteira, entrou em quadra com o pensamento de não se afastar dos líderes. Já o Roletinha vinha de derrota para o Só Capim Canela por 3 x 2 e procurava reabilitação na competição já que não vive um bom momento.

Mas quando a fase é ruim não tem jeito. Logo de cara o Só Resenha abriu o placar, com Fabrício batendo cruzado da esquerda da área. Não demorou muito e Diego Batista, na entrada da área, após bate rebate, fez 2 x 0. Parecia que o Roletinha não havia entrado em quadra e uma goleada histórica estava por vir.

Com a desvantagem de dois gols no placar, o Roletinha resolveu acordar. Gogof recebeu na entrada da área e diminuiu para os meninos de Higienópolis. Quando a equipe de Baru parecia entrar no jogo, Renatinho cobrou falta pela ponta direita e fez o terceiro da equipe verde. O jogo estava eletrizante, pois não demorou muito para Ceron diminuir para o Roletinha. Mas como a equipe do técnico Folha não estava muito ligada na defesa, acabou sofrendo o quarto gol, de novo de Fabrício. O jogador do Só Resenha avançou pelo meio, passou no meio de dois marcadores e bateu no canto direito do goleiro Edu para fazer um golaço.

O massacre do SR não parou por aí. Fabrício cruzou rasteiro da direita e Marquinhos, do outro lado da área, completou fazendo 5 x 2. O Só Resenha sobrava em quadra. Nos poucos ataques dos roletinhas, a equipe não levava perigo. Antes do intervalo o travessão impediu que o placar fosse mexido mais vezes. Brian, na intermediária, pegou de primeira acertando a barra horizontal. A resposta do adversário veio com Marquinhos chutando de fora da área, mas lá estava o poste para atrapalhar. No último lance de perigo do primeiro tempo, Rafael Duran chutou da meia esquerda e mais uma vez o travessão apareceu no meio do caminho para evitar o sexto.

O intervalo serviu para dar uma pausa no bombardeio, pois na etapa final Rafael Entini fez bela jogada pela esquerda e chutou quase sem ângulo fazendo 6 x 2. Com quatro gols de vantagem a equipe alviverde só administrou o jogo, já que o Roletinha não levava perigo. Antes do término da partida houve tempo para Renatinho receber na entrada da área e chutar no canto esquerdo do goleiro, fechando o caixão em 7 x 2.

Com o resultado o Só Resenha não se distanciou do líderes e pega o Jeremias em jogo de 6 pontos. Já o Roletinha tenta espantar a má fase contra o In Dubio Pro Barum, que está na briga por uma das vagas mesmo vindo de derrota.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Pé de Pano 5 x 4 SPQSF

PÉ DE PANO SE RECUPERA DERRUBANDO SPQSF


Depois de perder 3 seguidas, Pé de Pano se supera e derrota SPQSF, que perde invencibilidade na competição

Por Renan La Marck

Fazendo valer a lógica de filosofia de Luis Paulo Folha, atacante do Invictus - quase um Publius em matéria de comentários sobre os jogos do Chuteira -, o Se Perder Que Se Foda fez jus a seu nome e logo de cara abriu o placar com Ricardinho.

Pouco depois, mostrando quem mandava no início do confronto, o SPQSF anotou o segundo. Em lance de bola alçada na área, Jaja apareceu bem para desviar a gorduchinha para as redes. O momento era do time que não se importa em perder mas até o momento não tinha perdido na competição. Tanto que Meneguelo bateu de fora da área e obrigou o arqueiro Tiago a espalmar como pode. Porém, no rebote, livre dentro da área, Jaja conseguiu o mais difícil - chutar para fora o que seria o terceiro gol de sua equipe, o 8º dele no torneio.

Como resposta finalmente o Pé de Pano levou perigo, e sempre com Paulo Roberto, que recebeu boa bola na velocidade e com um toque preciso na saída do goleiro, diminuiu a desvantagem para apenas um gol. Mas o primeiro tempo de partida era mesmo do SPQSF, e pouco antes do intervalo, Jaja apareceu dentro da área para balançar as redes do azul e branco e enfim decretar seu 8º gol.

Com 3 x 1 em favor do SPQSF, o segundo tempo prometia ser ainda mais disputado, pois o Pé de Pano sairia para o jogo e o Se Perder teria o contra-ataque para anotar gols. Na primeira boa chance, Diego Dicredo driblou dois marcadores pela direita e bateu. A bola desviou em Nobru e saiu rente a trave esquerda.

Como resposta Paulo Roberto de novo se mandou pela ponta esquerda, saiu do marcador e chutou forte na trave. Era quase de um lado, e quase do outro!

No entanto, foi o próprio Pé de Pano que balançou as redes primeiro na etapa complementar. Paulo Roberto fez o segundo para seu time. Em seguida, ele de novo dominou, puxou pro meio e bateu no meio das pernas do goleirão Guto, que aceitou. Era o empate.

Como se não bastasse o empate os empolgados hobbits de azul e branco partiram para cima do Se Perder Que Se Foda. Após boa inversão de bola, Matheuzinho apareceu no segundo pau e virou a partida.

Depois de liderar o placar por quase todo o tempo, o Se Perder, para não perder, passou a pressionar o Pé de Pano, como é natural quando um time fica atrás no marcador. Aí quem fez a diferença foi o goleiro Tiago, que saiu na rodada anterior questionado por falhas no jogo (nada como um dia após o outro, não é mesmo?), e a vibração do sistema defensivo do azul e branco. Em uma das melhores chances de empate, Meneguelo soltou uma bomba rasteira em cobrança de falta, Tiago espalmou para fora da área, a redonda sobrou com Ricardinho, que do bico da área, pela esquerda, encheu o pé na bola que explodiu no travessão. Pois a bola teimava em não entrar, assim, quem aproveitou contra ataque para ampliar foi o Pé, com Peba.

Há poucos minutos do fim o SPQSF pressionava ainda mais, até que conseguiu transpor a defesa do Pé de Pano, com Jaja completando cruzamento. Mas na última grande chance da partida, Tiago realizou outra grande defesa, com o atacante finalizando de dentro da área. Com isso, o vilão do jogo anterior saía como herói e responsável pelos três preciosos pontos para o azul e branco.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 6 x 3 Pimba na Gorduchinha

FOR A VIRA PRA CIMA DO LANTERNA E MANTÉM LIDERANÇA


Sem Casari, com dedo quebrado, coube a Clebão guardar a meta e comandar a virada do time

Por L. F. Saninana

O Fora de Série entrou em quadra sem o goleiro Casari, lesionado. Clebão teve que ser improvisado na posição. O Fora defendia a liderança do Grupo B, mas levou um susto de início. Já o novato time do Chuteira, Pimba na Gorduchinha, queria conquistar seus primeiros pontos na Série Prata, mas não soube jogar com o resultado a seu favor.

Os Blues foram logo para cima e, no início, PH recebeu na esquerda da área e bateu cruzado para fora, quase abrindo o placar. Mas Lapa não perdeu sua chance. Após cruzamento rasteiro da esquerda, o bróder chutou de dentro da área e a bola bateu no travessão antes de entrar. PH teve a chance de ampliar, mas, na direita da área, chutou na rede pelo lado de fora.

Com o gol logo de início, todos pensavam que seria um passeio dos galáticos da Prata. Mas o que ninguém esperava aconteceu. Primeiro Karra recebeu na direita da área e bateu cruzado, empatando a partida para o Pimba. A virada veio no lance mais inusitado do jogo. A bola foi recuada para Clebão, que bisonhamente furou. E o gol foi dado para Barbella.

Correndo atrás do prejuízo, o FdS foi ao ataque e promoveu um verdadeiro bombardeio. Argentino chutou da ponta esquerda e o goleiro Thales espalmou. Depois, Rica bateu da meia esquerda e a bola saiu perto do poste direito do arqueiro. Em seguida, Rodrigo Rosa chutou da intermediária e a bola bateu no pé da trave esquerda. Em mais um ataque, a bola foi cruzada da direita e Rica, na segunda trave, cabeceou. Thales fez boa defesa. Há quem diga q ue quando a bola não é para entrar, ela não entra.

Parecia que os primeiros pontos do Pimba sairiam nesse jogo, justamente contra o líder, mas antes do término da primeira etapa, Rodrigo Rosa pedalou pela meia direita e chutou rasteiro no canto esquerdo do goleiro, empatando o jogo. O último lance de perigo do primeiro tempo foi com PH, que chutou da ponta direita para defesa do goleiro.

O massacre continuou no segundo tempo. Logo de cara Zóio virou a partida para o Fora após receber na direita da área e bater cruzado. Mesmo com a virada, a equipe de Clebão não tirou o pé do acelerador e passou por cima do adversário. Argentino fez o quarto gol do time e nem comemorou, pois PH cruzou rasteiro para Vavá, praticamente embaixo do gol, fazer 5 x 2 para os Blues.

Jogando igual aos meninos da Vila, o Fora parecia que estava perdendo. Clebão falava para sua equipe que era para jogar como se tivessem perdendo. "Tá 5 a 0 pra eles", gritava o jogador. Os atletas entenderam o recado e Argentino fez mais um, batendo alto e cruzado da esquerda da área.

Com quatro gols de diferença, o Fora administrou o jogo e recuou. O Pimba aproveitou esse momento e Karra, livre na esquerda da área, bateu cruzado para diminuir no placar. Nos minutos finais a vantagem poderia ter sido menor, se Clebão não tivesse defendido o chute cruzado de Paradizo na esquerda da área.

O Fora de Série é o líder do Grupo B e sério candidato a subir para a elite do Chuteira, da qual já fez parte. A equipe de Clebão pega o TCM, que não vai bem na competição. O Pimba vai tentar seus primeiros pontos contra o Basicus.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Camelo 5 x 3 Só Capim Canela

CAMELO VIRA BONITO PARA CIMA DO SCC


Noal e Henrique brilham e anotam os 5 gols que derrubaram a capim e a canela

Por L. F. Saninana

Antes mesmo de começar o jogo entre Camelo e Só Capim Canela havia um problema. As duas equipes usavam uniformes vermelhos. O jeito foi o SCC jogar com um colete oficial da competição para diferenciar os times. O Camelo sofreu uma goleada por 4 x 1 do Invictus e procurava a reabilitação. Já o Só Capim queria a segunda vitória consecutiva para deslanchar na competição.

A partida começou com o time das duas corcovas atacando. Noal girou e bateu na meia esquerda. O goleiro adversário foi obrigado a defender com os pés. Noal tentou pela segunda vez. O jogador recebeu livre na esquerda da área e chutou para fora. O SCC respondeu com Rubens chutando cruzado da direita, mas a bola saiu tirando tinta da trave.

Tudo se encaminhava para o primeiro 0 x 0 do Chuteira, pois poucos lances de perigo foram criados no primeiro tempo. Até que no final da primeira etapa, Gui Tedesco avançou pelo meio, fintou o zagueiro puxando para a meia direita e chutou fazendo 1 x 0 para o Só Capim.

O Camelo voltou para a etapa final com outro espírito. Noal cruzou da direita e a zaga desviou contra o próprio gol. Noal, que levou perigo o jogo todo, tentou mais uma vez e conseguiu. O camisa 14 bateu cruzado da esquerda, virando o jogo para o Camelo. O Só Capim teve duas chances de empatar o jogo. Primeiro com Rubens cobrando falta pela meia esquerda, mas a bola desviou na barreira e foi por cima do gol. Já Bondioli bateu de dentro da área, mas Johnny Jr. espalmou.

O Camelo soube aproveitar suas descidas ao ataque e aproveitava as chances criadas, principalmente Noal, o melhor em quadra. O jogador aproveitou uma sobra na esquerda da área e fez seu segundo gol na partida, o terceiro do Camelo. O zagueiro e capitão Henrique também queria guardar o seu e se aventurou no ataque. O camisa 13 tentou por duas vezes até conseguir guardar o seu fazendo 4 x 1.

Os três gols de diferença fizeram com que a equipe das duas corcovas recuasse e o SCC foi para cima. O goleiro jogava como líbero e o resto do time todo no ataque. Então Oliveira pegou a sobra do escanteio cobrado pela direita e diminuiu para 4 x 2. Mas o capitão Henrique tratou de acabar com as esperanças do adversário. Ele roubou a bola na ponta direita após saída errada do goleiro e mandou no ângulo esquerdo do goleiro fazendo 5 x 2. Gui Tedesco ainda conseguiu marcar de falta para o SCC, mas já era tarde.

Com a vitória por 5 x 3 o Camelo se consolida entre os 8 que disputam uma vaga para a próxima fase. Já o Só Capim Canela briga para encontrar a estabalidade e entrar no G-8.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Voando Baixo 2 x 1 Locomotiva Tarja Preta

LOCOMOTIVA EMPERRA NO VOANDO BAIXO


Sem Paulinho, estreantes Lillo, Emílio e Kadson não foram suficientes para evitar a derrota para os laranjas voadores

Por Renan La Marck

Rolou a bola e o que sei viu no início de confronto entre o Locomotiva Tarja Preta e Voando Baixo foi duas equipes que brigavam muito no meio de quadra mas que pouco ameaçavam o gol do adversário. Pressionando a marcação, Toninho ganhou a bola de Marketi, avançou em direção ao gol, mas na hora do chute foi travado pelo goleiro Henrique e a pelota foi para fora.

Pelo Voando Baixo a primeira boa subida ao ataque foi logo para abrir o placar. Gabriel de Souza recebeu na entrada da área, ajeitou e bateu firme para anotar 1 x 0. Como resposta, o Locomotiva teve duas grandes chances: primeiro Kadson, o Xixi negro segundo Menotti, arriscou de prima a poucos metros da área e mandou a bola com perigo rente a trave. Na seqüência, para assustar ainda mais a defesa do VB, de frente pro gol Toninho chutou e a bola passou, mais uma vez, perto.

De tanto insistir o LTP, que não contava com seu zagueiro Paulinho, lesionado, finalmente igualou o marcador. Lillo, reincorporado ao elenco, recebeu cruzamento, ganhou pelo alto e com a pelota no chão mandou de bico para as redes.

Com tudo igual, o Voando Baixo foi mais uma vez ao ataque. Na tabela entre Bonetti e Barroz, o primeiro deixou o companheiro frente a frente com o arqueiro Rafael, que cresceu e pegou o chute fraco do adversário. O VB desperdiçava boa chance de deixar o primeiro tempo em vantagem. O Locomotiva também teve sua chance de ir para o intervalo em vantagem: Lillo bateu com perigo buscando o cantinho do gol, mas Henrique defendeu bem.

No início do segundo tempo o Locomotiva sofreu para conseguir sair jogando desde seu próprio campo. Em uma dessas tentativas, Gabriel foi mais inteligente que a defesa tarjapretana, roubou a bola e obrigou grande defesa de Emilio - estreante que entrou no segundo tempo na meta do Tarja Preta. Parecia que a locomotiva estava descarrilada, o time não se acertava na etapa complementar e do lado de fora Paulinho esbravejava com alguns companheiros.

Na grande chance que teve, em um contra-ataque de três homens contra apenas um defensor e o arqueiro, Brunno recebeu de Toninho mas demorou demais para dar continuidade na jogada e perdeu o lance. Pouco depois veio o castigo. Aproveitando a bobeira do adversário, Caio Pisano mandou para as redes e colocou novamente o Voando em vantagem.

Dos dois lados os goleiros não eram muito ameaçados e seguiam bem, embora Henrique batesse roupa em algumas bolas. O tempo ia passando e a locomotiva parou. No último lance de perigo do jogo foi o VB que quase anotou o terceiro. Caballero, sumido no jogo, acertou bonito voleio, mas a redonda foi na rede pelo lado de fora.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Invictus 6 x 5 TCM

INVICTUS QUASE PERDE APÓS ESTAR GOLEANDO


Após fazer 5 x 1, time azul continuou atacando e sofreu gols que quase o fazem perder os 3 pontos

O vice-líder encarava um dos lanternas do grupo, que por isso mesmo jogava muitas de suas fichas pela vitória. E assim foi o início do jogo, quando os brancos comandados por Cláudio tinham mais disposição e chegada ao ataque, mesmo que de forma atabalhoada. Tanto que chutes de Cláudio e Funari passaram longe, mas o de Guga não. Com menos de 10 minutos, ele recebeu na esquerda e mandou um foguete no ângulo de Muralha, que nada pode fazer.

O Invictus tinha dificuldades de chegar ao ataque e já podia ter aberto o placar antes mesmo de sofrer o gol se Nardelli tivesse sido menos fominha e rolado para Lucas no meio da área livre quando, pela direita, se livrou do marcador e preferiu o chute direto em cima do goleiro, para desespero do companheiro, que reclamou muito com ele . E foi o mesmo Nardelli que, com habilidade, escapou de novo da marcação e, ao abrir para o bate, preferiu passe na esquerda que não deu em nada, para novo desespero de Lucas, que gritou pra ele chutar ao fazer o corta luz.

Com o ataque perdendo gols, coube a Publius arrancar pela esquerda, consertar passe um tanto quadrado de Folha, adiantar e, da lateral na altura do meio do campo adversário, mandar a bomba rente a trave para empatar o confronto. O gol animou os azuis e, mais ainda, o seu setor defensivo, que roubava e surpreendia o TCM vindo de trás. Num desses lances, pouco depois do empate, Velardo, o xerifão invictus, partiu com tudo pela direita, escapou quase caindo do zagueiro e soltou um petardo no ângulo do goleiro Moretti.

E não demorou para Folha fazer um belo gol, ao girar na ponta da área e pegar bonito um chute cruzado, quase de voleio, para comemorar junto ao mesário, a quem entregou uma folha de papel dobrado do calção no qual estava escrito “EU JÁ SABIA”... Ao terceiro gol seguiu o quarto, mais uma vez marcado por Publius em suas arrancadas características. Logo depois de fazer o gol, Publius trombou na área sentindo o rosto. Mesmo recuperado, o volante artilheiro deu lugar a Lucas nos minutos finais do primeiro tempo. O camisa 11 não decepcionou: em cobrança de escanteio de Romarinho, ele se antecipou ao zagueiro no primeiro pau e mandou um chute cruzado rasteiro para encerrar os 25 minutos iniciais em goleada por 5 x 1 para o Invictus.

Porém, o que parecia que ia ser goleada do Invictus acabou por se virar contra o feiticeiro. Claro que o ímpeto do TCM ajudou o time a se recuperar no placar, mas também o ímpeto ofensivo do Invictus foi decisivo para que o placar final fosse de 6 x 5, ou um 4 x 1 no segundo tempo para os bebedores de leite.

Mal começou a etapa derradeira e depois de duas defesas sensacionais de Muralha, Thiagão pegou o rebote e balançou as redes. Ferro quase impediu a bola de entrar, que foi chorando atravessar a linha do gol. O que se viu foi um TCM guerreiro e um Invictus que devolvia na mesma moeda – ao ataque! O cúmulo do ímpeto um tanto ingênuo e irresponsável do Invictus foi que, quando o TCM tomou dois cartões amarelos seguidos, anotou o terceiro gol em bela troca de passes!!! Com 2 jogadores a menos o TCM fez gol e enlouqueceu Lucas, que do meio de campo esbraveja com todo mundo do seu time diante do inusitado do fato.

Nem o gol de Folha acalmou os ânimos do jogo, porque o que parecia era uma disputa de quem marcava mais gols. O TCM buscava o gol com vontade, o Invictus rebatia buscando o gol com mais vontade ainda! Ao invés de segurar e esfriar o jogo, o time azul ligou o 220 V e deu chances do TCM contra-atacar. E assim Funari mandou uma bola no ângulo de Muralha, depois deste ter feito uma das defesas mais sensacionais do Chuteira, quando outro chute no ângulo que estava “dentro” do gol encontrou a mão do goleirão para “tirar lá de dentro”.

Na bola parada o Invictus teve a chance, quando Lucas, com extrema categoria, mandou por cima da barreira e a bola caprichosamente explodiu no travessão. Em outra oportunidade, Publius foi tentar o dele de falta e acabou isolando quase para a lateral. O jogo pegava fogo, e os jogadores do TCM reclamavam muito com a arbitragem. Tudo era motivo de reclamação e isso foi tocando mais lenha na fogueira. Folha chutou cruzado e a zaga colocou para dentro, e assim o Invictus respirava com a folga no placar.

Porém, com poucos minutos para o final, Guga anotou seu segundo gol na partida e acordou o Invictus para que o placar estava só 6 x 5. O time parou com um tempo para colocar a cabeça no lugar e voltar e segurar o placar. Nervosos, Lucas quase matou Folha com um toque de contra-ataque muito adiantada que o fez o camisa 14 praticamente se jogar na grade para alcançar a bola. Nisso, ele caiu e não se machucou feio por pouco. O mesmo Folha não pegou outro passe de Lucas, que passou por ele e na briga por ela, quase que ainda consegue marcar outro.

E assim o jogo chegou ao fim, muito comemorado pelo Invictus, que se reuniu após o jogo para analisar a “quase derrota”. “O que importa foram os 3 pontos”, disfarçou Velardo na saída do jogo. Já Lucas não atribuiu à inocência o resultado. “Fomos para cima como loucos, como se quem precisasse do resultado fosse a gente”, remendou. Publius, outro destaque da partida, foi sincero em sua explicação: “Subíamos para o ataque com 5 jogadores. Nem me dei conta de que eles foram fazendo gol. Achava que estava 3, 4 gols de diferença”.

A vitória mantém o Invictus na vice-liderança, com 12 pontos, um a menos que o líder fora de Série e dois a mais que o Só Resenha. Sábado o time pega o Só Capim Canela, enquanto o TCM, apenas 3 pontos e fora da zona de classificação, tenta a sorte contra o líder Fora de Série.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

Canhedo Beppu 8 x 1 La Coruja

CANHEDO VOLTA À VICE-LIDERANÇA AO DERROTAR LA CORUJA


Goleada deu também a liderança da artilharia a Suzuki

Por Renan La Marck

O início de confronto entre o novato La Coruja e o Canhedo foi de muito equilíbrio, e, surpreendendo, quem partiu para cima foi o time vermelho. De cabeça, Gutão escorou bola cruzada e por muito pouco não inaugurou o marcador.

Do lado dos engenheiros, Okamurinha arriscou da direita um chute forte e rasteiro, obrigando o arqueiro Mori defender com os pés. Logo depois foi a vez de Rodrigo Costa experimentar da intermediária, mas mais uma vez o goleiro do La Coruja desviou a pelota e evitou o gol.

Nesse momento o Canhedo Beppu já era melhor. Suzuki pegou firme na bola, Mori desviou e a bola explodiu no travessão. O gol era uma questão de tempo, e saiu logo em seguida. De letra Suzuki desviou de leve falta cobrada por Bolacha e mandou a bola para o fundo do gol.

O 1 x 0 contra no placar parece ter abalado muito o La Coruja, que simplesmente parou em campo. Aproveitando o mau momento do adversário, os engenheiros aproveitaram para ampliar a vantagem. Em seqüência, Fabinho fez o segundo, logo depois Suzuki recebeu na velocidade e anotou o terceiro. Ainda no primeira etapa, Rodrigo Costa aproveitou rebote na entrada da área e fez Canhedo 4 x 0.

Para o segundo tempo a postura do La Coruja foi outra em relação ao final dos primeiros 25 minutos. Assim que a pelota quicou no gramado sintético, Vitão teve boa chance em cobrança de falta, mas o goleiro Papa-burguer ficou com a bola. Ainda no início, Gutão teve outra chance de cabeça dentro da área, mas mandou para fora.

No entanto, por mais que os corujinhas tentassem diminuir, foi o Canhedo Beppu quem balançou as redes, Suzuki de novo fez 5 x 0. Como resposta, finalmente o time vermelho descontou: Pedrinho chutou na trave e no rebote Gordo mandou para as redes.

No apagar das luzes, com os três pontos já garantidos, os engenheiros ainda anotaram mais três gols em ritmo de treino: Vini Elci, Rodrigo Costa e Okamurinha encerraram a fatura em 8 x 1 para o novo vice-líder do Grupo A.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO B:

Coringa 8 x 5 Basicus

CORINGA BATE BASICUS EM JOGO DE MUITOS GOLS


Mordido pelos comentários no site, Coringa joga muito e vence Basicus

Por Weinny Eirado

Quem acreditava que o último jogo do dia seria sem graça, acabou se enganando. Basicus e Coringa fizeram um jogo corrido, mas o tricolor soube administrar melhor essa velocidade, saindo com a vitória, mesmo sem Kaká, que estava suspenso. Mesmo assim, alguns jogadores do Basicus fizeram um grande jogo, como o caso de Puff, camisa 23 e concorrente direto para o MVP da temporada. O jogo começou em alta velocidade: muita correria, ataques desesperados pelos dois lados e muitos passes errados. O primeiro lance de real habilidade foi de Fernando Cidrão, que aos 2 minutos do primeiro tempo mandou uma bola de cabeça para o gol de Daniel, o quinto goleiro em cinco jogos do Basicus no atual torneio.

Aos 4, após uma joga de velocidade absurda, saiu o primeiro tento da partida: Rafinha Souza fazia o seu primeiro gol do dia e colocava o Coringa na frente no placar. A vibração do time foi mais bonita do que o próprio gol.

O Basicus reagiu em pouco tempo fazendo um pouco de pressão em busca do empate. Porém, o Coringa estava com o seu elenco inspirado e Rafinha criaria mais uma chance em um chute na direção do gol de dentro da área adversária. Mas dessa vez, a defesa do Basicus conseguiu impedir que a bola entrasse, desviando-a em direção à linha de fundo.

Mas era difícil conter o inspirado camisa 11 do Coringa: aos 10 minutos do primeiro tempo, ele mandou a bola para o fundo das redes. Na vibração, o time comemorou de uma maneira irreverente e bem descontraída.

No minuto seguinte, a pressão do time tricolor continuou. Um belíssimo chute cruzado (criado de mais um ataque em velocidade) de Fernando Cidrão quase abriu três gols de diferença. Na jogada seguinte, Renatinho desperdiçou novamente a chance do time disparar no placar, após bom trabalho de bola pelo meio. No minuto seguinte, Rafinha tirou uma bola na raça da defesa do Basicus, porém não finalizou com a mesma destreza que o fez MVP da partida.

Aos 14, Fefê fez uma belíssima jogada, levando a bola do campo de defesa ao de ataque, driblando todos que se colocavam em seu caminho. Mas não fez uma grande finalização, causando reclamações de seus companheiros que estavam livres. No minuto seguinte, a reclamação cessou para iniciar a vibração cor-de-rosa: Puff deu esperança para o Basicus, fazendo um gol após excelente jogada coletiva, chutando no canto esquerdo do goleiro. Na comemoração, assistimos a sua vibração com um sujeito que ali passava, num momento “romântico” entre o craque da camisa 23 e o pobre rapaz que ia em direção ao estacionamento.

Não demorou e Veneza fez o que o time queria: empatou o jogo, colocando mais gasolina na fogueira da partida. Para impedir o avanço do time rosado, o Coringa pediu tempo para arrumar a casa após o surpreendente empate. E até que deu certo. Aos 22, uma cabeçada na trave da ofensiva tricolor. E, mostrando sua superioridade no primeiro tempo, o time fez o terceiro, dessa vez com Douglas, que chutou forte e acabou contando com a ajuda do goleiro adversário que deixou a bola escorregar entre suas mãos, acabando com a pelota no fundo da rede.

Já no segundo tempo, o jogo recomeçou mais veloz do que no primeiro. Rafinha marcou novamente e agora deu uma vantagem mais larga ao Coringa: 4 x 2 para o tricolor da prata. Fragilizado, o Basicus começou a cometer erros grotescos e desperdiçar chances em boas ofensivas. Até mesmo tempo o talento (sorte) do goleiro Daniel ajudava o time rosa negativamente. O guarda-metas tricolor fez uma defesaça aos 7 minutos do segundo tempo, arrancando aplausos até mesmo do repórter que cobria esse jogo.

Aos 9, o Basicus acabou ficando de vez para trás. Novamente Rafinha fez um gol, ampliando ainda mais a diferença, que agora chegava a 3 gols. Ainda que tenha ficado pra trás, o time rosa fez um golaço, em uma jogada de gênio de Felipinho, que dominou e mandou para o gol, mesmo estando de costas para a meta adversária na hora do domínio da bola. O Coringa sepultaria as esperanças cor-de-rosa aos 11 do segundo tempo, num gol de falta, marcado por Renatinho: 6x3 para o Coringa.

O goleiro do Coringa ainda cometeria mais uma falha grotesca. Deixou que a bola entrasse escorregando pelos seus dedos após não conseguir segurar o chute de Veneza. Foi um dia de altos e baixos do guardião da meta tricolor.

O Basicus esboçou uma possível reação ao marcar mais um, novamente com Puff, mas o Coringa metralhou os rosinhas no final do duelo, marcando dois gols em lances rápidos, em momentos que os olhos do repórter não conseguiram acompanhar a incrível velocidade de jogo da ofensiva tricolor, liderada por Fernando Cidrão, autor dos dois últimos gols. Se tivesse feito aquele gol no início do embate, Cidão pediria a música para o TV Chuteira, assim como seu companheiro Rafinha, que pediu um clássico do Molejo: o “Pagode da Amarelinha”.

E assim o Basicus encontra a segunda derrota seguida e continua estacionado nos 7 pontos, perdendo posição para o próprio Coringa pelos gols marcados.

III CHUTEIRA DE PRATA: 5ª RODADA: GRUPO A:

É Verdadeee 4 x 2 Ras Time

É VERDADEEE VENCE RAS E RESPIRA ALIVIADO


Vitória quebra série de 3 derrotas do time e reascende chama da classificação no time de Gavião

Por Renan La Marck

Assim que começou o embate entre É Verdadeee e Ras Time, quem dava as cartas era o time de Gavião – que, machuado, acompanhou todo o confronto do banco de reservas. Armando inverteu a bola para Fúria pegar de primeira e obrigar boa defesa do goleiro Cipó. Logo depois, Diego Garcia arriscou forte chute da intermediária, e mais uma vez o guarda-redes do Ras espalmou a pelota.

Enquanto o adversário ainda não conseguia tramar jogadas de maior perigo, finalmente o É Verdadeee balançou as redes. Após troca de passes, Master recebeu no bico da área e chutou para abrir o placar. Era um início animador para o tricolor do Chuteira que vinha em crise. A verdade era que Master e Girão supriam muito bem a ausência de Gavião no comando do ataque da equipe, infernizando os defensores, que mal conseguiam sair jogando.

No entanto, o bom time do Ras conseguiu chegar com muito perigo no ataque. Aliás, mais que perigo, chegou com eficiência para igualar o confronto. Johnny dominou no meio, fez lindo lance driblando os marcadores e rolou para Mau bater cruzado. 1 x 1 no placar.

O gol sofrido parece não ter abalado a confiança do É Verdadeee, que minutos depois marcou o segundo gol. Armando fez bem o pivô para Shev chegar batendo. Era o segundo de sua equipe. O jogo era de contrastes e o tricolor seguia em cima. Mais uma vez o arqueiro Cipó evitou gol ao sair arrojado para travar Fúria.

Provando a superioridade do primeiro tempo, o É Verdadeee chegou para marcar o terceiro gol. Master fez outra boa jogada, agora saindo do meio e levando para a esquerda, de onde só rolou para Lacraia desviar de bico e anotar mais um. Como resposta pelo Ras, Iasi teve em cobrança de falta a chance para diminuir antes do intervalo, mas o chute foi defendido por Reyna.

Na etapa complementar o Ras voltou visivelmente mais ligado. O time azul foi para cima em busca do empate. Iasi e Flash se movimentavam bastante na frente e tentavam abrir espaços na marcação, mas a defesa do EV estava bem postada e vibrava em cada bola afastada.

Pelo time tricolor da Prata, King recebeu a redonda e chutou muito forte. O arqueiro defendeu como pôde e contou com a sorte, pois a bola tocou na trave e não entrou. Pouco depois, mais uma vez King se mandou para o ataque e chutou no cantinho. Cipó se esticou todo e espalmou a redonda.

Depois do breve sufoco o Ras parece ter acordado em campo, e assim iniciou uma pressão sobre o rival. Mau arriscou da intermediária, a bola desviou na defesa e quase enganou Reyna, que na verdade foi rápido e segurou a redonda. Em seguida, Tielo acertou uma pancada no travessão, mas para sua sorte a bola voltou nos seus pés e, com o arqueiro vencido, foi só mandar para o fundo do gol e diminuir para 3 x 2.

Contudo, quando podia se esperar o melhor da parte do Ras, foi o É Verdadeee que marcou outro gol. Master arrancou do campo de defesa e, dividindo com o arqueiro, conseguiu estufar a rede. Era o quarto gol de sua equipe, brecando a reação dos azuis.

No apagar das luzes 4 x 2 era o placar, mas o Ras não desistia. Flash realizou boa jogada pela esquerda do ataque, deixou a marcação para trás e chutou, no entanto outra vez Reyna pegou. Ainda numa última esperança, Mau carimbou a trave do É Verdadeee, mas a noite não era mesmo dos pupilos de Gavião, que vibraram muito com a vitória que mantém o time vivo na competição, agora em 9º lugar no Grupo A.

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