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Notícias de 12/11/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B:

Arouca 1 x 4 Kadência

KADÊNCIA VENCE E MANTÉM VIVA ESPERANÇA DE CLASSIFICAÇÃO


Dupla Lucas e Paulinho faz grande partida e ajuda Kadência a entrar no G-6


Por Peter Munhoz

No nascer de uma tarde de céu azul e muito quente, o espetáculo estava sendo armado. A quadra 4 abrigaria mais um confronto do Chuteira de Ouro, os gladiadores da vez eram Arouca e Kadência. O time vermelho vinha de uma derrota feia para o SNG, mas em uma curva ascendente. Após o costumeiro atraso, e uma troca de bolas, o apito trilou e a bola começava a rolar na quadra mais quente do PlayBall.

A equipe do Arouca começava a partida com precisão e muitos toques de bola, tanto que em menos de dois minutos abriu o marcador. A gorducha é lançada para Veloz, que domina na linha da grande área, gira e chuta com categoria para o canto direito do arqueiro Allan. Após o tento, a equipe do Kadência acordou para a partida e o primeiro contra-ataque surgiu numa bela jogada ente Lucas e Paulinho pela esquerda. O último tentou cruzar para dentro da grande área, mas a bola foi rebatida pela zaga do Arouca. Guardem esses nomes, eles iriam se destacar na partida.

A começar por Paulinho, que recebeu a bola na área pelo lado direito, dominou e disparou uma bala de canhão na rota do gol. A bola terminaria explodindo na parede, mas o empate estava amadurecendo e não demorou muito. Falta foi marcada pelo lado direito, a barreira foi armada e o professor autorizou a cobrança. Lucas bateu, a pelota desviou no meio do caminho e foi para o fundo das redes.

Depois do gol, houve a inversão do que se via no começo da peleja. O gol de empate fez o Arouca tentar a reação com Veloz e tocou para Deh, que fechou para fora. Porém, a força estava do lado vermelho, e, no contra-ataque, Paulinho tocou para Lucas pelo lado direito que, como quem não quer nada, arriscou o chute. O goleiro do Arouca aceitou e o Kadência conseguia a esperada virada com dois gols em menos de dois minutos.

A partir daí os kadencianos começaram a gostar da partida e se sentirem à vontade no gramado. Pelo lado esquerdo foi lançada bola para a grande área. Maurinho matou no peito e jogou para a perna esquerda numa bela tentativa de voleio, que terminou com a redonda explodindo na zaga do Arouca. Logo após, Maurinho novamente recebeu na direita e arriscou um senhor chute em direção à meta adversária, que estava sendo bem guardada.

O Arouca tentou reagir com um chute travado de Bruninho, mas o Kadência não deixou barato e Lucas chutou cruzado pela esquerda. A redonda foi defendida, mas escapou das mãos de Mauricio e ia em direção ao gol. Paulinho aparecia na vontade para completar com aquele chute caprichado, mas um zagueiro aterrissou em sua frente e aparou a bola com seu corpo.

Incansável, os rubros tentaram chegar ao terceiro tento com um lançamento de Maurinho para Paulinho, que ensaiou um golaço de bicicleta. A tentativa saiu muito bem, mas o Kadência não esperava a defesa do arqueiro M1.

No final do primeiro tempo, um lance polêmico. Duas faltas na sequência e muita discussão em campo. Ivan, do Kadência, fez falta dura e os jogadores do Arouca não gostaram e foram tirar satisfação. O goleiro Allan, não gostando da pressão do adversário sobre a arbitragem e seus jogadores, bradou com torcedores que assistiam à partida que “o juiz estava querendo aparecer mais”. O primeiro tempo acabaria quente dentro e fora dos gramados e com Julio Sérgio e Deh punidos com o cartão amarelo.

O segundo tempo começou de forma muito truncada. O primeiro bom chute só apareceu tempos depois, com Maurinho, que mandou a bola para fora. Pouco depois, o inspirado profissional tentou um novo voleio e, novamente, encontrou a zaga no meio do caminho. O Arouca tentou a aproximação com Veloz, que chutou do meio de campo e o goleirão Allan defendeu com os pés. O Arouca emplacou outro bom ataque com Marquinhos, que chutou e viu o pupilo do tricolor carioca Fernando Henrique realizar nova defesa com os pés. No rebote, Toni completou mas o goleiro da equipe vermelha estava lá para tampar o buraco.

Quem levaria triunfo, no entanto, era o Kadência. Com um bom chute de Gian, que arriscou o tiro cruzado e viu a redonda passar tirando tinta do poste esquerdo arouquense. Numa segunda tentativa, um pouco depois, Paulinho recebeu na esquerda e chutou cruzado. Dessa vez o tiro logrou em êxito e o goleiro do Arouca nada pode fazer além de buscar a redonda no fundo do barbante. 3 x 1.

Ainda havia espaço para um último ataque do time de branco, com Marquinhos, que chutou cruzado pela esquerda. Dessa vez Renatão, o novo goleiro do Kadência na peleja, fez uma bela ponte e colocou para fora. Serviu para alongar os músculos ao menos. O caixão do Arouca seria fechado logo após esse ataque. Ronan arriscou chute e a viu a gorducha sobrar para Rodrigo, na esquerda e livre, chutar para o gol. O tempo só permitia mais uma tentativa de Maurinho pela esquerda, que cruzou e viu sua bola sendo aparada pela defesa do Arouca. Logo em seguida, o apito soou pela última vez e a partida estava encerrada. Só restava aos jogadores saírem de campo e darem lugar aos impacientes Roletas.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A:

Equipe Bróder 7 x 2 Treinadores do Braz

EB MASSACRA TREINADORES


Mesmo sem Lapa e Gabriel, mas com Mutssa, EB goleia Treinadores e segue na vice-liderança


Por Luis Fernando Saninana

Com pouco mais de 30 minutos de atraso, devido a um campeonato que atrasou antes do Chuteira, Treinadores do Braz e Equipe Bróder fizeram um jogo com um pouco de tudo: muitos gol, princípios de confusão, expulsão e discussão fora de campo. O TdB vinha de uma boa vitória sobre o Joga 13 por 4 x 2. Com 7 pontos, uma vitória era fundamental para subir na tabela e garantir vaga no mata-mata. Já a EB, depois de folgar na última rodada, entrou em quadra para tentar se aproximar do líder Bengalas e não perder a vice-liderança para o Acidus. A disputa não seria fácil para os bicampeões, pois Gabriel e Lapa não estavam jogando.

Com a bola rolando, o Treinadores tomou a iniciativa e levou perigo duas vezes. Primeiro com Taio, o jogador cobrou falta pela meia direita e acertou o poste esquerdo de Leo. No ataque seguinte, Peruca bateu da entrada da área e a bola saiu à esquerda do gol.

A resposta da Equipe Bróder veio com Fabinho, que chutou da ponta esquerda. João Lucas desviou com a ponta dos dedos a bola foi por cima do gol. A equipe irmã ficou no ataque e quase abriu o placar com Mutssa. O camisa 2 avançou pela esquerda, bateu cruzado, mas a bola foi pela linha de fundo assustando o goleiro João.

Binho, que foi eleito MVP de seu jogo na última rodada, chamou o jogo para si. O camisa 11 arriscou um chute frontal da intermediária e Leo defendeu no canto direito. Binho tentou mais uma vez, agora avançando pela esquerda, o jogador puxou para o meio e quando ia entrando livre na área foi desarmado. Ele teve mais uma oportunidade quando chutou da ponta direita, mas o arqueiro do EB espalmou para o lado esquerdo.

Binho parece ter inspirado Vitão, da Equipe Bróder. O camisa 12 tentou por duas vezes, mas sem sucesso. Na primeira chance ele bateu cruzado da meia esquerda e a bola foi para fora. No segundo lance o jogador chutou da ponta esquerda e João defendeu em dois tempos. De tanto insistir o gol apareceu. Vitão cobrou lateral pela esquerda, Mutssa apareceu livre na segunda trave e abriu o placar para a equipe vermelha.

Com o prejuízo no placar, o TdB correu atrás e quase empatou com Binho, que chutou da meia esquerda, mas Leo defendeu com o pé. No último lance de perigo do primeiro tempo, a zaga do EB tentou dar um chutão para frente, mas a bola bateu em Diego e saiu à direita do gol.

Na volta para o segundo tempo, o Treinadores não quis saber e foi logo ao ataque tentar igualar o placar. Bruno cobrou arremesso lateral pela esquerda, Gafanhoto antecipou na esquerda da área e desviou de cabeça. A bola saiu raspando a trave direita. O mesmo camisa 7 teve outra oportunidade ao dominar na meia esquerda, puxar para o meio e chutar, mas acabou batendo para fora.

A pressão era do Treinadores, mas quem quase fez um gol foi o EB. Depois de o goleiro sair jogando errado, Vitão chutou da ponta e a bola balançou a rede, só que pelo lado de fora. Outra grande chance veio com Marcelinho. Após bela ajeitada de peito de Mutssa, o camisa 7, da entrada da área, acertou a trave direita.

Entre ataque de um, lance de perigo de outro, os Bróders ampliaram o placar com Mutssa. Cássio chutou da ponta direita e o camisa 2 dominou na primeira trave. Com muita tranqüilidade o jogador mandou no canto esquerdo do goleiro, fazendo o segundo de sua equipe e o segundo dele na partida. O Treinadores sentiu o gol e alguns minutos depois Marcelinho recebeu na esquerda da área e fez 3 x 0. A equipe do Braz então resolveu trocar o goleiro. Não deu nem tempo de Criança aquecer, pois Cássio entrou na área e chutou para fazer o quarto gol.

Com a goleada decretada o Treinadores não podia fazer muito. A equipe conseguiu chegar ao seu primeiro gol com Peruca após bela cobrança de falta no ângulo direito do goleiro. Mas não deu tempo de comemorar, Vitão ajeitou para China na esquerda da área e o saldo de 4 gols voltou ao placar.

Não satisfeito com os 5 x 1 a EB queria mais. Mutssa entrou na área pela direita. Criança saiu para tentar evitar o gol, mas acabou cometendo o pênalti. O clima esquentou, depois de um segura de cá outro de lá. O árbitro aplicou o cartão amarelo para o arqueiro do TDB e João voltou para o gol. Mutssa, de pé direito, com muita categoria cobrou à meia altura no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola.

Depois do sexto gol um apagão tomou conta da equipe vermelha. Binho avançou livre pela direita e sem marcação alguma diminuiu o placar. Mas logo a luz voltou na equipe e Vitão completou para o gol após passe de Cássio.

Com o sol forte e tomando de 7 x 2, alguns jogadores do Treinadores estavam de cabeça quente e começaram a entrar mais forte no adversário. Tanto que no final do jogo Peruca acabou levando o azul e o vermelho, coroando mais uma tarde a ser esquecida pelo Treinadores.

Com a vitória a Equipe Bróder garantiu sua classificação para a próxima fase. Já o Treinadores se complicou, ficou fora da zona de classificação e tem mais duas rodadas para tentar passar para a próxima fase.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B:

Roleta Russa 6 x 5 Fora de Série

EM JOGO CHEIO DE EMOÇÃO, ROLETA GARANTE VAGA NO MATA-MATA


Com ambos os times quase sem reservas, a trupe Roleta se deu melhor e praticamente jogou o Fora de Série para a Série Prata


Por Diego Pontes

Se existe uma palavra capaz de resumir e qualificar de maneira justa o embate entre Fora de Série e Roleta Russa, certamente esse verbete é o adjetivo “emocionante”. Isso porque, além de resultar em um placar elástico, a partida foi marcada por uma postura ofensiva e resoluta da parte de ambos os times.

A despeito da apatia de alguns de seus integrantes, o Roleta jogou com raça, enfocando, na maior parte do tempo, o ataque – o que é surpreendente, visto que o time de Baru quase sempre priorizou a defesa em suas jogadas. Quanto ao Fora, pode-se dizer que a este deu tudo de si e lutou até o último segundo de jogo na tentativa de mudar o quadro negativo que vem assolando a equipe.

O embate começou parelho, com ambos os times investindo pelo centro e se digladiando pela posse de bola. O Fora seguia com o trio Saulo, Du Formiga e Guilherme Junqueira tabelando pelo meio com o intuito de desarmar a defesa rival. Já o Roleta focava seus esforços em armar jogadas para que a dupla Nação e Salada pudesse marcar.

No entanto, coube a Edelcio o fardo de desemaranhar o meio de campo e romper o jejum de gols da partida. Logo aos 3 minutos, o camisa 21 do Roleta arrancou pela lateral direita, deslizou para o meio de campo e terminou a jogada ao matar a redonda no canto da rede adversária com um chute cruzado.

A equipe de Baru se fechou na retranca após o gol. O Fora, por sua vez, continuava na ofensiva com todas as forças. Mas, diferentemente dos jogos em que pecou por abandonar a tática em favor da raça, a esquadra azul marinho passou a trabalhar com bolas altas com o intuito de não esbarrar na marcação cerrada do competente Ranalli. E foi jogando assim que a trupe do capitão Rica empatou a partida. Após receber lançamento da zaga, Guilherme mandou uma bomba cruzada para morrer no gol de Guaraná.

O lance fez cair o rendimento da armada escarlate. Outrora impecável, a defesa do Roleta começou a marcar bobeira na hora de interceptar a bola no meio de campo, dando chances para que os ágeis Du Formiga e Rodrigo Cunha passeassem na grande área. Tanto isso é verdade que, após empatar o duelo, o Fora virou a disputa com um golaço de Rodrigo Cunha: o atacante encobriu Gegê e Guaraná com um cruzado cheio de efeito.

Entretanto, a alegria do Fora de Série durou pouco, já que Salada devolveu o equilíbrio ao prélio ao marcar, segundos depois, um bonito gol de falta. Num exercício de extrema precisão, o craque do finado Muleke Piranha conseguiu cravar o balaço no ângulo do arco inimigo.

O empate aparentemente abriu o apetite de gols dos roletas, já que estes passaram a jogar na ofensiva. A presença de Salada no meio de campo dinamizou a estratégia do time e possibilitou que este criasse boas oportunidades de gol. Todavia, o goleiro Maranhão, apesar do pouco tamanho, arruinava as chances do Roleta com saltos elásticos e determinação inabalável. Inclusive, minutos antes do gol de desempate anotado por Nação, o arqueiro segurou uma falta do próprio camisa 10 que era gol certo.

Mas o “bronzeado” atacante Roleta não deixou barato e, logo em seguida, mandou um petardo rasteiro em direção ao arco antagônico. Em um frango imperdoável, Maranhão espalmou a bola nas mãos e deixou que ela entrasse faceira na linha do gol. Aproveitando o embalo do companheiro, Edelcio encerrou o primeiro tempo ao driblar o goleiro com uma gingada de corpo e marcar o quarto de sua equipe.

Se no primeiro segmento do jogo houve uma ligeira vantagem tática do Roleta, o mesmo não pode ser dito do segundo tempo, que transcorreu de forma mais equilibrada. Assim como na primeira metade do jogo, os minutos iniciais da pugna foram marcados por um emparelhamento de ambas as esquadras no centro. Porém, em poucos segundos, o lépido Rodrigo Cunha teve sucesso em trespassar a área adversária e acabou por diminuir para o Fora com um chute rasteiro.

O Roleta logo replicou com investidas de Nação e até mesmo do zagueiro Gegê pelos flancos. Mas foi Salada quem devolveu o gol: aos 11 minutos, o camisa 25 driblou Du Formiga na lateral direita e colocou a pelota para descansar com uma bomba cruzada rasteira.

No desespero de virar o duelo e sair da zona de rebaixamento, o esquadrão de Rica apertou a marcação no meio de campo e apostou em jogadas individuais dos velozes Rodrigo Cunha e Cavalera – que veio como um reforço para a equipe no segundo tempo. Com essa tática, o FdS conseguiu ditar, mesmo que por alguns instantes, o ritmo do jogo e encurralar o Roleta na área deste.

Aos 14 minutos, o oportunista Zóio anotou o quarto do Fora e fez com que a equipe encostasse no placar do rival. Surpreso com a reação “fora de série”, o Roleta pediu tempo para se reabilitar. O efeito do intervalo foi instantâneo, visto que, em menos de um minuto, a trupe de Baru ampliou a diferença para dois gols com um chute rasteiro de Nação, fruto de um cruzamento de Edelcio.

Nos minutos finais da partida, o Fora partiu com tudo o que tinha para cima do Roleta. Era matar ou morrer. A determinação incomparável do esquadrão azul marinho, ao mesmo tempo em que cativava os espectadores, irradiava tensão, fazendo com que estes esboçassem olhares nervosos e impaciência digna de uma decisão. Contudo, para a tristeza dos torcedores do Fora, o jogo acabou em 6 x 5 para o Roleta. O time do manager Clebão diminuiu o placar com um gol de Saulo – que se aproveitou do fato de Ranalli ter sido amarelado por não deixar Cavalera bater uma falta –, mas não conseguiu empatar por causa do tempo escasso.

Com a vitória, o Roleta segue tranqüilo para o duelo contra o Arouca, uma vez que já está classificado para o mata-mata. Já o Fora de Série se encontra em uma corda bamba, pois corre o risco de cair para o Chuteira de Prata se não vencer o MachuPichu na próxima rodada.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A:

Acidus 4 x 3 Fúria

ACIDUS MANTÉM INVENCIBILIDADE CONTRA FÚRIA


Mesmo com placar apertado, time cítrico derrota Fúria pela 3ª vez no Chuteira e mantém freguesia, mas desta vez o placar foi bem apertado


Por Luiz Felipe Fernandes

O duelo entre Acidus e Fúria era cercado de expectativas distintas. De um lado, os acres verdosos de Lói e cia., com 10 pontos ganhos e um terceiro lugar consolidado, buscavam apenas se firmar nos lugares cimeiros do arranjo classificatório. No outro corner do ringue, um desesperado Fúria, com apenas 1 ponto ganho e segurando a lanterninha do Grupo B, precisava do resultado para não entrar em uma situação “fluminensística” na competição.

Nesse contexto, a peleja começou a todo o vapor, com ambas as esquadras jogando em velocidade e marcando forte nos seus respectivos campos defensivos. Após alguns minutos burocráticos, sem chances claras de gol, a partida começou a ganhar emoção quando Fagner arrematou no alto do canto direito de Diego, que executou uma bela ponte para fazer a primeira de muitas boas defesas.

No lance seguinte, todavia, os enraivecidos não perdoaram e abriram a contagem com André, que recebeu na área e, usando a canhota, tocou com habilidade na saída do arqueiro ácido. Minutos depois, a alacridade dos rubronegros seria prontamente cessada. Ronei mostraria que estava em tarde inspirada e faria o primeiro grande lance de seu showdown. O camisa 22 acrimonioso arrancou pelo flanco esquerdo em velocidade e bateu cruzado à meta de Fábio, que se viu obrigado a espalmar para o meio da área. Nisso, Phillip, oportunista, apenas escorou para o gol desamparado. Tudo igual!

O gol de empate deu novo gás aos esmeraldinos, que, em poucos minutos, embalaram duas ótimas oportunidades de virar a cancha. Primeiramente, P80 quase marcou o segundo dele com um chute preciso no cantinho direito que o goleiro teve de se esticar inteiro para fazer bela defesa. Instantes mais tarde, Ricco dominou pela faixa central, costurou de forma técnica para o lado esquerdo e, at last, soltou a bomba da entrada da área, para mais uma esplêndida defesa do goleirão dos estressados.

O Atlético-PR do Chuteira de Ouro, por outro lado, também não estava morto no cotejo. Tanto que – logo depois de Fagner mandar bomba rasteira que fez Diego, com reflexo, espalmar para escanteio – a equipe listrada se pôs novamente em vantagem. Thiago Motta resolveu dar as caras e, sempre artilheiro, marcou o segundo do Fúria. Entretanto, da mesma forma que os enfurecidos novamente ficaram à frente do marcador, o Acidus novamente com Phillip empatou com rapidez. Contudo, este segundo gol do atacante com voz idêntica à do ator americano Joe Pesci foi infinitamente mais bonito que o primeiro. Dessa vez, o camisa 80 dos acerbos dominou na entrada da área, costurou pelo meio, deixou dois zagueiros adversários na saudade, fintando-os e, finalmente, bateu rasteiro com categoria, sem chances para o guarda-redes.

Se na primeira igualdade, o Acidus se empolgou, dessa vez o empate parece ter sido um Redbull para os irritadiços, que passaram a voar no gramado e jogaram melhor os minutos finais da primeira etapa e colocaram Diego para trabalhar. A pressão se inicia com Thiago Motta, que embalou lindo voleio dentro da área ácida e fez Diego se esticar inteiro para fazer linda defesa. Depois, o provisório – embora provável – MVG do campeonato defendeu com os pés uma pancada de esquerda de Lucas Silva. Finalizando, Luis Gabriel arrancou pelo flanco destro e bateu cruzado rasteiro, forçando a terceira e última grande defesa de Gallego na primeira etapa, com a ponta dos dedos. Antes que o professor pensasse em trilar seu apito para encerrar a metade de jogo, Ronei ainda acertou a trave furiosa, em cobrança de falta com efeito pelo lado esquerdo. Porém, o intervalo chegou e o escore acusava 2 x 2.

Assim como seu gemini anterior, a metade derradeira começou a todo o vapor. Mesmo sendo o Fúria que começou levando perigo, com um chute de esquerda de Thiago Motta, foram os ácidos – em ritmo do seu componente lisérgico – que mostraram a que vieram. Era o momento de Ronei transformar sua inspiração em gol. Primeiramente, fazendo o que parecia impossível: marcar um gol mais bonito que o anterior de Phillip. Pois bem, o camisa 22 recebeu bom passe no meio campo, arrancou à quinta marcha e deixou irritados dois jogadores do Fúria – sem trocadilhos – que ficaram comendo poeira, tudo isso antes de bater rasteiro para o gol, no meio das canetas de Fábio. Uma verdadeira pintura!

E Ronei não parou por aí, poucos instantes depois, o atacante, endiabrado, fez também o quarto. Desta vez em jogada confusa na área, um verdadeiro bate-rebate. Na ânsia de afastar a pelota, a zaga furiana rebateu para a lateral, porém, encontrou no meio do caminho – adivinha quem? – Ronei. A bola bateu com força nele e foi morrer no canto oposto do goleiro, balançando as redes no quarto gol ácido. Acidus 4 x 2 e tempo técnico requisitado.

No retorno, pode-se ver rapidamente o cenário que perduraria até os minutos extremos do duelo: um Fúria, agressivo – sem trocadilhos, acreditem – buscando a reação imediata, enquanto o Acidus segurava as pontas na defesa, com Lói, Marquinhos e Louiz em constante batalha contra seus antagonistas e o desgaste provocado pelo sol escaldante do verão paulistano.

Logo de cara, o capitão Luis Gabriel tomou muita distância em cobrança de falta, que explodiu na barreira e voltou para ele mesmo, que, agora de canhota, arrematou muito próximo do ângulo esquerdo de Diego, que fez golpe de vista enquanto a bola zunia rente à sua meta. Os verdoengos não deixaram barato e revidaram com Ricco, que, após lindo passe de Phillip, tocou na saída do goleiro e por pouco não marcou o quinto, uma vez que a redonda passara ao lado da baliza furiosa. Minutos depois, André deu uma verdadeira bicuda da entrada da área, fazendo Diego cair para defender. A bola ainda ficou viva na área, mas Lói se prontificou rapidamente a afastá-la.

O tempo passava e o bang-bang de oportunidades permanecia. A dupla dinâmica dos acidulantes, P80 e R22, atormentavam constantemente a defesa dos coléricos, como em lance em que tabelaram, com direito a calcanhar de Phillip, e Ronei bateu com muito perigo ao lado da meta. Já o Fúria chegava como podia, com seu capitão indo jogar de pivô. Em cobrança de escanteio, ele subiu mais que todo mundo e ativou o sentido-aranha de Diego mais uma vez, que pulou para espalmar a bola, fazendo outra fundamental intervenção.

Foi preciso muita insistência para o Fúria descontar o placar adverso. Antes de fazer o terceiro gol, o Fúria chegara com perigo duas outras vezes. Lucas soltou um petardo de fora da área mirando o prêmio de 1 milhão de reais do “Gol-Show”, mas a bola passou apenas rente à meta. Em seguida, Thiago Motta avançou pelo meio e bateu, dessa vez sem grandes dificuldades para Diego defender.

Finalmente, poucos minutos antes do final da partida, Carlão mandou o canudo do meio da rua. A bola saiu prensado com Marquinhos, mas encontrou Lucas no meio do caminho e foi morrer no gol do Acidus. O goleiro Diego ainda fez grande defesa ao saltar nela, mas ao puxar a bola ela já estava dentro do gol e lá permaneceu. Mas o tempo era escasso e o Acidus segurou até o apito final, poucos minutos depois. Fim de papo, Acidus 4 x 3 Fúria.

Na próxima rodada, os cítricos cumprem tabela contra um Joga 13 que precisa vencer para se manter entre os classificados. Já os cada vez mais furiosos, têm missão dificílima versus a Equipe Bróder, que, embora já esteja classificada, é segunda colocada e faz brilhante campanha.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B:

SNG 4 x 2 MachuPichu

SNG VENCE E COMPLICA VIDA DO MACHUPICHU

Vitória mantém bicampeão na vice-liderança, mas derrota ameaça classificação de MachuPichu


Por Diego Pontes

Quem apostava em uma vitória tranquila do vice-líder SNG sobre um instável MachuPichu caiu do cavalo. Apesar do placar transmitir uma sensação de que a vantagem foi da equipe laranja, a disputa certamente foi uma das mais pegadas da sexta rodada. Isso porque o time de Renê teve que suar a camisa para passar por cima da quase instransponível defesa peruana - representada, sobretudo, pelo zagueiro Taka e por Pipo, uma muralha na forma de goleiro.

O SNG começou bem ao seu estilo: tocando muito a bola com o objetivo de desarmar a zaga adversária para que os matadores Renê e Memé finalizassem. E foi assim que, logo nos primeiros minutos, a esquadra alaranjada chegou perto de abrir o placar. Aproveitando lançamento do meio de campo, Renê mandou a redonda direto para o gol com uma precisa cabeçada. No entanto, o elástico Pipo conseguiu aparar a bola quando esta se encontrava exatamente em cima da linha.

O lance aparentemente assustou o MachuPichu, visto que o time saiu da retranca e passou a atacar com Tebas e Taka avançando pelas laterais. Porém, a dupla esbarrava em Biro e Memé, que faziam pressão na saída de bola peruana com o intuito de armar contra-ataques para o SNG.

A despeito de dominar a posse de bola e de manter o jogo na área do adversário, a trupe de Renê tinha dificuldades na hora de finalizar devido à competência de Pipo no ofício de arqueiro. Por conta disso, o gol do SNG tardou um pouco, mas não falhou e veio quando o próprio Renê matou de cabeça (como de costume) cruzamento de Tejeda.

Em seguida, Biro escapou da marcação de Si e conseguiu ampliar para o seu time com um petardo cruzado. Parecia o fim da invulnerabilidade de Pipo, que até então havia segurado uma série de bolas difíceis. Contudo, o arqueiro fechou novamente o gol, impedindo inúmeras oportunidades do SNG esticar o placar nesse primeiro tempo. Taka foi outro que não facilitou para a equipe dos beberrões: o zagueiro japonês cortou várias investidas da dupla Tejeda e Renê e armou perigosos contra-ataques que teriam resultado em gols se não fosse a intervenção do sempre eficiente Sampa.

Após brigar muito para sair do sufoco imposto pelo SNG, a armada pré-colombiana finalmente marcou o seu. Marcel – posicionado no lugar certo e na hora certa – pôs para dentro o lateral cobrado por Danilo Silva com um leve toque. O gol levantou a moral do MachuPichu, já que este passou a jogar de maneira rápida e implacável, com Tebas e Taka apostando em contragolpes pelo centro, mas nada de modificar o placar até o segundo tempo.

O início de etapa final foi praticamente dominado pelo MachuPichu, que voltou ainda mais aceso e ofensivo. Para a sorte do SNG, o goleiro William, que entrou no lugar de Sampa, estava inspirado: ele frustrou várias chances de gol criadas pelos peruanos ao barrar os perigosos chutes de Danilo Silva e Taka. Prova disso é que o arqueiro segurou o placar mesmo quando o zagueiro Leo foi amarelado.

Pressionado em sua própria área, o SNG passou a focar seus esforços em contra-ataques. A tática não demorou a funcionar, pois, Célio pegou de primeira lateral cobrado por Tejeda e marcou o terceiro de sua equipe. Mas Si logo revidou para o MachuPichu ao marcar um gol semelhante, fruto do lançamento de Thiago Branco.

O jogo seguiu apertado para o SNG. Embora desfrutassem da vantagem no placar, os beberrões – que pareciam estar com a cabeça no churrasco pós-jogo – haviam perdido o controle da partida para o adversário. Fabinho e Marcelo até criaram algumas oportunidades de gol ao escapar da dura marcação da dupla de zagueiros Taka e André Pivetta. Porém, estas chances de ampliar o placar caíram por terra graças, mais uma vez, a Pipo.

Quando tudo indicava que o MachuPichu empataria o duelo (a equipe negra controlava a posse de bola e barrava as ofensivas antagônicas), Renê, como em tantos outros jogos, decidiu a partida. Ao se aproveitar de um furo na zaga, o craque do SNG costurou pela lateral direita e chutou cruzado direto na trave, dando o rebote para que Biro encerrasse o prélio com um petardo em linha reta.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A:

Bengalas 7 x 5 The Veras

THE VERAS SURPREENDE, MAS BENGALAS SEGUE INVICTO


Veras faz grande jogo, pressiona o Bengalas, mas atual campeão acerta o pé e vira no segundo tempo


Ao final do jogo entre Bengalas e The Veras, o capitão azul-grená Pedro dizia para o repórter que escreveria a matéria: "Coloca um aviso no começo do texto... se o cara quiser economizar tempo, já diz logo que o atual campeão ganhou de um dos lanternas, como esperado". Mas alertou: "Se o leitor realmente gostar de futebol, vai se interessar em saber que não foi tão simples assim. Teve um jogo aqui. Aliás, um jogaço".

De fato, o que se viu não foi um atropelo, e sim um cotejo disputado até o último segundo e cheio de reviravoltas. Logo no segundo minuto, Kinho perdeu uma oportunidade preciosa de deixar o The Veras em vantagem, chutando rente à trave de Baki. E contra o Bengalas, como todos estão cansados de saber, quem não faz toma. Aproveitando rebote da zaga, Luiz Eric fuzilou para o fundo das redes de Benga, dando a entender que esta seria mais uma tarde infeliz para o time do rolo de macarrão.

Mas o futebol tem dos seus encantos e uma prova disso veio logo em seguida. O camisa 01 azul-grená armou contra-ataque rápido com Fernando Mandia, que arrancou detrás do meio-campo, se livrou de dois marcadores com um drible de corpo e empatou a partida. Animado, o The Veras chegou à virada depois que Pedro ganhou uma série de divididas e rolou para Moura, que ainda não havia marcado nessa edição do Chuteira, fincar a unha do pé direito na bola e mandá-la no cantinho de Baki, finalmente tirando a incômoda urucubaca que lhe acompanhava nos últimos jogos. Minutos depois, Victor Petreche gingou para cima de seu marcador e, de curva, mandou a pelota pela terceira vez nas redes do Bengalas. Em seguida, olhou para a plateia que se amontoava no calor saariano do PlayBall e deu um beijo no símbolo de sua equipe. Sim, o placar mostrava 3 x 1 para o time que somava apenas um ponto na competição. Redenção? Fim da má fase? Change? Hope? Yes we can? Obama?

É, caro leitor, como foi dito, o futebol reserva surpresas. Nem bem abriu vantagem no placar e o time azul-grená já viu seu castelo ruir, graças a Luiz Eric, que só teve o trabalho de completar em cima da linha cruzamento e diminuir o marcador: 3 x 2. E o empate não tardaria a surgir, depois que, após espalmar um petardo de longe, Benga deu rebote e Fernando Forte empurrou para as redes. E assim, indefinido, o jogo foi para o intervalo.

Na segunda etapa, a peleja começou à feição do Bengalas, que, mesmo se ressentindo do apagadíssimo Ritolê, logo passou à frente no placar, com uma bomba de longa distância de Luiz Eric. Esse parecia ser o grande mal do The Veras na competição: sofrer viradas. Algumas delas incríveis. O filme já havia sido esse contra Acidus, Joga 13 e EB. E o abatimento da equipe era visível. Aproveitando-se disso, após belíssima tabela, Vini Costa recebeu na cara de Benga e não desperdiçou, anotando o quinto tento bengalense e correndo para comemorar com sua sempre efusiva torcida.

Fim de papo? Não. Aí que voltou à cena o melhor jogador em campo: Victor Petreche. Com alguns lindos dribles, o camisa 17 verense incendiou sua equipe e cavou um cartão amarelo que seria importantíssimo para uma retomada no placar. Com um a mais em campo, o The Veras retomou as rédeas da partida e viu seu habilidoso meia-esquerda fazer o gol mais bonito do duelo, limpando um marcador e, do meio da rua, mandando uma bomba de canhota no ângulo de Baki. 5 a 4 e novas esperanças em jogo. Um minuto depois, o mesmo Victor deixou tudo igual no placar, tocando rasteira para a meta do Bengalas: 5 a 5, enquanto tudo o que o repórter conseguia pensar era "que jogo!". O momento era favorável aos azul-grenás e só não houve uma nova virada na partida graças a um milagre operado por Baki, após finalização de Moura.

Já era hora do Bengalas mostrar a eficácia que o consagrou. Tomar pressão de um time que luta contra o rebaixamento certamente não estava nos planos e o time voltou a endurecer o jogo. Ritolê, após ganhar dividida de Flama, saiu na cara do gol e só teve o trabalho de empurrar a redonda para o barbante e correr para o abraço. Há poucos minutos para o final, foi a vez de Vini Costa chutar firme e rasteiro, entre as pernas de Benga para marcar e, dessa vez, sacramentar a vitória: 7 a 5 para os atuais campeões, que marcham firmes rumo ao bi.

Após o jogo, o sempre simpático e agora multifuncional Bizu fez questão de cumprimentar seus adversários e registrar: "O The Veras é sempre a pedra no sapato do Bengalas, hein". O capitão do Veras, Pedro, por sua vez, não poupou elogios aos adversários, a quem considera o time mais pragmático do Chuteira: "O Bengalas, se tiver 5 chances, guarda as 5... é impressionante! Acho que se o adversário fosse outro hoje, nós teríamos vencido". Perguntado sobre a situação tenebrosa em que se encontra sua equipe na tabela, o camisa 10 azul-grená demonstrou tranquilidade: "Confesso que estaria desesperado se não tivéssemos feito a partida que fizemos hoje. Jogamos como nos velhos tempos e assim serão nos dois jogos que faltam, eu não tenho dúvidas". Treinadores do Braz e Primatas aguardam ansiosamente.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO A:

Estudiantes de la Vila 7 x 2 Joga 13

ESTUDIANTES COMPROVA REAÇÃO E DETONA JOGA 13


Time de Caio conquista 3ª vitória em 4 jogos e já é 4º colocado do grupo. Joga 13 segue na decadência graças aos constantes desfalques


Por Diego Pontes

O embate entre Joga 13 e Estudiantes prometia. Afinal, ambas as equipes são notórias por apresentarem um futebol rápido e ofensivo. De fato, as expectativas em torno da partida não foram exageradas, uma vez que o duelo foi bastante pegado. Entretanto, o que ninguém poderia prever era o resultado do jogo: os garotos da Vila Leopoldina atropelaram o 13 por 7 x 2, um placar elástico que consagrou a boa campanha que o Estudiantes vem fazendo e, ao mesmo tempo, revelou que algo não anda bem na equipe do futebol e cevada.

A disputa começou veloz, como era esperado. A esquadra do 13 seguia com Choco atacando forte pelos flancos e Alemão investindo pelo centro. Porém, o eficiente estudiante Rafinha, ao marcar a saída de bola adversária, dificultava o serviço da dupla de atacantes. O Estudiantes, por sua vez, não encontrava resistência nas laterais. Por conta disso, o time avançava pelos cantos com os céleres Iram e Lorente.

A tática dos argentinos made in Brazil se mostrou acertada, visto que o time conseguiu estrear o marcador logo nos primeiros minutos. Ao aproveitar um passe certeiro de Lorente, Iram arrancou pela grande área e sepultou o balaço no topo do gol adversário.

Na ânsia pelo empate, a armada amarelo e preta passou a marcar duramente a saída de bola do rival. Essa estratégia alterou a levada da competição, que passou a rolar na área dos estudantes. Contudo, na hora de finalizar, o 13 carecia de entrosamento. Alemão, habitualmente um dos pontos fortes da equipe no ataque, estava completamente apagado em campo. Já Choco e Felipe não conseguiam se desvencilhar da marcação de Iram e Peter.

Por conta dessa marcação cerrada, o Joga 13 só pôde conquistar o empate quando Felipe invadiu a área inimiga pelo centro e tocou para Calado matar com um toque. O gol aparentemente afrouxou a defesa leopoldina, já que o 13 não teve dificuldades em virar a disputa. Segundos depois do primeiro gol, Choco avançou pela lateral esquerda e tocou para Felipe, que cruzou para Alemão finalizar com um chute rasteiro.

Após alguns instantes de impassibilidade (provavelmente por causa da virada repentina do oponente), o Estudiantes voltou com tudo, valendo-se da formação carrossel que lhe é característica: os zagueiros Vavá e Rafinha Souza revezavam no ataque com Iram e Lorente, o que confundia Kbral e Jorge, zagueiros do esquadrão do número cabalístico que substituíam os titulares Rodrigo e Guma, que mais uma vez estiveram ausentes. No entanto, a força ofensiva do antigo Crocciati encontrava dificuldades na hora de anotar devido, principalmente, à destreza do lendário goleiro Caieiras.

No segundo tempo, parecia que a vantagem seria do Joga 13. Isso porque a trupe de Doce – que, apesar de não estar jogando, berrava incentivos a todo instante para seus companheiros – iniciou esse segmento do prélio com fortes investidas de Choco e Felipe pelas laterais, além de Alemão, mais aceso do que na primeira metade do jogo, pelo centro. Já o Estudiantes seguia firme na defensiva enquanto esperava uma oportunidade de contra atacar.

E foi assim que o “glorioso” conquistou o empate. Vitinho Laruccia roubou a bola no meio de campo, trespassou a banheira e terminou por mandar um rojão cruzado para explodir nas redes de Caieras. O que se seguiu, a partir deste lance, foi uma goleada jamais imaginada. Visivelmente cansado e sem reservas para substituições, o elenco do 13 deixou de oferecer resistência ante as ofensivas antagônicas. Ainda com muita lenha para queimar, a garotada do Estudiantes literalmente atropelou o rival, desfilando um gol mais bonito que o outro.

O mesmo Vitinho tratou de desequilibrá-la ao anotar o terceiro de seu time com uma bomba rasteira que cravou a redonda no cantinho do arco. Logo em seguida, Lorente ampliou ao matar no meio do gol o passe de Peter. No intervalo solicitado pelo clube alvirrubro, Caio dava as instruções para os minutos finais da partida. “Eles estão cansados. Vamos marcar gols nos contra-ataques”, dizia. Dito e feito. Iram seguiu à risca os conselhos de seu técnico e, dessa forma, esticou o já extenso placar: segundos após a pausa, o ágil atacante interceptou a pelota no meio de campo, costurou pela lateral direita e encerrou a jogada ao chutar cruzado no meio do gol.

Em menos de um minuto, Lorente marcou o sexto de sua equipe. Após arrancar pelo centro, o camisa 18 driblou Calado, pedalou, puxou para a direita e, por fim, matou o balaço com um petardo diagonal. Sem dúvida, o gol mais bonito da partida! Tamanha foi a plasticidade do lance que alguns dos poucos espectadores que prestigiavam o embate ficaram embasbacados e soltaram palavrões de admiração.

A tarefa de encerrar com chave de ouro a goleada ficou para Rafinha, que marcou o 7 x 2 ao estilo de seus companheiros: com um cruzado. A dupla Iram e Lorente bem que tentou aumentar o tamanho do abacaxi do 13, mas Caieiras conseguiu segurar as pontas até que o árbitro apitasse o fim do jogo.

A turma do futebol e cevada segue ladeira abaixo, contando com apenas 7 pontos no final da fase de classificação. Ainda há chances do 13 se reabilitar e classificar – como já fez em outras edições do Chuteira. No entanto, não será nada fácil: na próxima rodada, a trupe pega o sempre perigoso Acidus. O Estudiantes, por sua vez, continua ascendente e enfrenta o Primatas, que folgou nessa sétima rodada.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 7ª RODADA: GRUPO B:

Fiorella Brasil 5 x 2 Clube Atlético Perus

FIORELLA MOSTRA PARA NOVATO PERUS QUEM MANDA


Arrasador no início, time da ótica tomou pressão mas soube matar o jogo na hora certa


Por Luiz Felipe Fernandes

Fechando a rodada na quadra 6 – palco de verdadeiras degladiações nas partidas anteriores – aconteceu o duelo entre Fiorella e Clube Atlético Perus. De um lado, o time dos Silvas, líder absoluto e dono de campanha invejável, buscava manter sua regularidade de bom futebol, enquanto a equipe da ceia de natal, alterando bons e maus momentos e com 9 pontos ganhos, buscava se consolidar de uma vez por todas entre os primeiros colocados.

Desde os minutos primordiais de jogo, a equipe amarela (Fiorella) mostrava que não estava para brincadeira. Com uma postura bastante ofensiva, embalou chance atrás de chance. The first one of all foi uma paulada de João Paulo Arcanjo em cobrança de falta, que passou zunindo rente à trave direita de Carlinho. Minutos depois, o mesmo JP Arcanjo não perdoou e marcou, em sequência, dois gols para a equipe da Mandala. Primeiramente, aproveitou rebote de Van-Van e apenas escorou para o gol vazio. Instantes mais tarde, dividiu com a zaga na pequena área e soltou o pé. Fiorella 2 x 0 em poucos minutos.

A equipe dos galiformes azuis, imediatamente, buscou a reação no jogo, partindo para cima. Ricardo avançou pelo flanco esquerdo e soltou um petardo de canhota, que explodiu na trave direita da meta Fioréllica. No lance seguinte, Pena, também pela faixa canhota, tocou rasteiro na saída de Frank, diminuindo a contagem.

Depois de mais uma ou duas chances, o Perus teve, talvez, a chance mais clara de empatar no primeiro tempo. Em chute de 9 metros, Rodrigo Rosa, com toda sua força, bateu fraco no canto direito de Frank, que fez importantíssima defesa. Antes que a metade inicial chegasse ao seu lusco-fusco, a equipe aviária ainda chegou uma última vez com Maradona, que bateu da entrada da área. O goleiro saiu muito bem do gol e conseguiu abater o tento.

O countdown dos derradeiros 25’ se iniciou e o Perus continuou a toada de pressão, enquanto o Fiorella atuava de forma compacta, mostrando disciplina tática. Entretanto, demorou alguns minutos para que o empate desse as caras. Citando um exemplo, os azuis chegaram com Juscelino, que os roletas Nação, Preto e Brian carinhosamente apelidaram de “Zina”, devido às mechas louras do camisa 15.

Minutos mais tarde viria a igualação. Após um arremate de muito longe, Rodrigo Rosa, sempre ele, apareceu bem no rebote para fazer o polietileno das redes assoviar. 2 x 2 e o jogo não para. O jubileu do Perus, contudo, não perduraria por muito mais. Aliás, o empate acordou o espírito do gigante amarelo adormecido, propriamente falando do meia Ari Silva, que em poucos minutos fez 2 gols e participou de outro, decidindo a peleja.

Primeiramente, o camisa 7 aproveitou bate-rebate insistente na área dos Meleagris gallopavos (para quem não sabe, o nome científico do simpático peru) e fuzilou para o fundo das redes. Pouco tempo depois, bateu de longa distância e Van-Van aproveitou rebote. Por último, o goleiro Carlinho deu verdadeira tesoura em Van-Van na área. Resultado: pênalti marcado e amarelo para o goleirão, obrigando Rodrigo Rosa a ir para o gol. Na cobrança, Ari bateu com força e não deu chances para o arqueiro improvisado. Minutos depois, a partida se encerrou. Fiorella, cada vez mais líder, 5, Perus, 2. Na próxima rodada, o Fiorella Brasil ganha merecido descanso, enquanto o Perus tenta se recuperar perante um ascendente Kadência, que dá sua cartada final nessa fase de classificação.



II CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

TCM 4 x 3 Roleta Russa Olímpico

TCM VENCE ROLETINHA E EMBOLA CLASSIFICAÇÃO


Terceiro integrante dos irmãos Mota no Chuteira, Roberto, dá vitória que mantém vivo TCM na competição

Por Guilherme Meireles

Primeiros instantes de bola rolando e Roberto Mota já abria o placar com chute no cantinho direito do goleiro. Pouco depois, ele mesmo desviou um cruzamento e marcou o segundo. O Roletinha finalmente reagiu com Gogof em arrancada pela direita: seu cruzamento rasteiro atravessou a área e encontrou Brian, que tocou para o fundo do gol.

A partir de então, a partida ganhou um tom de equilíbrio até seu final, com as duas equipes alternando ataques perigosos.Gogof, inspirado pelo jogador orginal do número 2 Roleta, arriscou de fora da área e o goleiro teve muito trabalho para espalmar. Logo depois, foi a vez do TCM mandar de fora da área chute que raspou a trave direita. O TCM só não marcou o terceiro gol neste momento do jogo por causa da enorme colaboração de Ceron na defesa, que mesmo não tendo características defensivas, afastou uma bola quase sobre a linha após toque de Roberto Mota, que é irmão dos irmãos Thiago e Adriano Mota, do Fúria.

Nitidamente Roberto Mota era o melhor em campo pelo lado de sua equipe. Aliás, quando ele deu um chapéu que forçou um amarelo para o Roletinha, ficou nítido que sua habilidade lembrava muito o irmão driblador camisa 7 furioso. Já pelo lado do time de Baru, Pina segurava com precisão o incessante volume de ataque do TCM. O Roletinha confirmou sua reação quando Ceron desviou de cabeça e empatou. Pouco depois, ele mesmo obrigou o goleiro a espalmar um chute perigoso. Já no final do primeiro tempo, Guga se mandou em direção à área com Folha grudado nele como se fosse um carrapato. Mesmo assim, o atleta do TCM ganhou a disputa de bola e colocou sua equipe na frente outra vez.

O segundo tempo começou monótono, com poucos ataques pelos dois lados. Mas no meio da monotonia, o TCM resolveu tomar a iniciativa com chute de Terijo que obrigou Casari a fazer uma linda defesa. Pouco depois, o mesmo goleiro deu um susto em seus companheiros ao dar um drible arriscado em um adversário na cara do gol. Mas Casari se consagrou na partida ao dar um salto fantástico em seu canto esquerdo alto para espalmar uma cacetada mandada por Roberto Mota de novo. Aliás, neste campeonato sobram jogos em que Casari é o melhor em campo pelo lado do Roleta, e desta vez, não foi diferente.

As coisas voltaram a andar bem pro Roletinha quando Folha se redimiu da pequena falha no terceiro gol e empatou o jogo novamente A partir de então, a emoção tomou conta de vez. Casari segurava o incessante bombardeio da "equipe leiteira". Isso até quando deu rebote, ao mostrar eficiência para se recuperar: Funari se aproveitou de uma sobra e mesmo se levantando, Casaris espalmou para evitar o quarto gol.

O Roletinha estava apático. A equipe havia feito um primeiro tempo convincente, mas o segundo tempo era para esquecer. Por outro lado, o TCM pressionava, mas cometia erros infantis nas finalizações. Foi então que Pina, que vinha fazendo uma boa partida perfeita até então, tentou proteger uma bola e foi surpreendido por um toque oportunista dele... Roberto Mota! O camisa 17 do TCM foi para o fundo do gol e decidiu o jogo em 4 x 3.

Como de praxe, o matemático Baru já deve estar fazendo contas: o Roletinha ainda não está matematicamente classificado no Grupo A e vai com força máxima para evitar qualquer surpresa semana que vem: vencer o Camelo e torcer por empate entre TCM e Basicus.

II CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

DPGamos 3 x 2 Coringa

NA RAÇA E NAS MÃOS DE DANIEL, DPGAMOS VENCE CORINGA E SE APROPXIMA DA CLASSIFICAÇÃO


Pouco esperado, DPGamos se supera em campo e arranca vitória no final com muito suor, vontade e raça. Acreditem: não só Bob fez gol como até Denão deixou o seu

Por L. F. Fernandes

De um lado, o DPGamos dos irmãos Fischer precisavam da vitória para continuar cortejando a classificação. Do outro, o Coringa, precisando se firmar, lutava contra sua própria irregularidade. Dessa forma, como não poderia deixar de ser e mesmo sob um sol escaldante, o combate se iniciou num ritmo muito corrido, com chances dos dois lados.

A primeira chegada foi dos vermelhos do DPGamos, com uma cabeçada errada de BOB, que, em cobrança de lateral, subiu mais que toda a zaga adversária, mas não acertou o alvo. Minutos depois o Coringa revidou e embalou duas oportunidades, sendo a primeira delas com Renato, que tabelou no campo de ataque e chutou forte rasteiro ao lado da meta de Daniel. Na sequência, Maurício recebeu livre e tocou na saída do goleiro trajado de dinossauro Barney, a bola tocou no travessão e por pouco o placar não era aberto.

O panorama de marcação cerrada e toques rápidos no ataque se mantivera e, nisso, o escore foi alterado primeiramente pelos Jokers. Renato, de novo ele, recebeu em velocidade na orla esquerda e bateu rasteiro na saída de Daniel. O gol animou a equipe do carteado, que por pouco não ampliou no lance conseguinte com Kaká. O coringa número 23 tocou por cima na saída de Daniel, que até tentou sair do chão com um pulinho para abafar a bola, sem sucesso. A redonda era endereçada ao gol, mas a zaga do DPGamos conseguiu bravamente chegar a tempo de afastar a bola e salvar a pátria.

Por outro lado, a equipe com notas abaixo da média, mostrou que também estava no jogo. BOB entrou cara a cara com o goleiro Paulo e a bola, prensada, entrou de forma chorada, mesmo com a zaga tentando salvar com um carrinho. Tudo igual e o jogo continuaria quente.

Em seguida, um lance razoavelmente curioso. Em cobrança de lateral pelo lado esquerdo Farias arremessou a bola em direção ao gol, no fim das contas, ninguém tocou e Daniel, bem a seu estilo quando jogava salão, deixou passar. Ouviu-se comemorações, reclamações, insistências, mas o lance foi anulado e o placar se manteve o mesmo. Antes que a primeira etapa se encerrasse, foi a vez do DPGamos quase chegar ao segundo gol. BOB, muito bem na partida, primeiramente soltou o pé de fora da área, fazendo com que a bola desviasse na zaga e complicasse a vida do goleiro, que mesmo assim conseguiu agarrar. Por último, BOB chutou novamente, dessa vez a redonda passou ao lado esquerdo da meta coringuense. E fim de papo na primeira etapa!

A metade final teria ainda mais emoção. O Red Army de DPs começou atacando e teve boa chance com Rafael Barros. O camisa 23 bateu para o gol e forçou o goleiro a realizar importante intervenção. Por outro lado, a equipe inimiga do Batman também atacava com seu número 23, Kaká, que deu belo passe para Jorge chutar rasteiro na entrada da área. O goleiro Daniel novamente mostrou a que veio e fez mais uma boa defesa.

No entanto, algum tempo depois, o Coringa voltaria a entrar em vantagem no placar. Farias cobrou lateral na cabeça de Kaká, sempre ele, que testou firme para o fundo das redes. O gol parece ter endiabrado mais ainda o jogador-coringa que, poucos instantes depois, quase fez outro, mas se viu interceptado por Daniel, que, cara a cara com o atacante, saiu com coragem nos pés do jogador para abafar o lance.

Com D13 segurando as pontas no gol, era a hora do DPGamos partir para o ataque. O empate veio com Rafael Barros, que recebeu na área, fintou o zagueirão com habilidade e mandou para o gol. Paulo até resvalou na bola, mas, similarmente ao primeiro gol, ela passou por ele e entrou de forma chorada. Tudo empatado once again.

A eqüidade do marcador deixou o jogo com uma rítmica ainda mais intensa. Em novo duelo de 23‘s, Rafael arrancou pela esquerda e mandou um balaço à meta adversária. Paulo defendeu e ligou contragolpe rapidamente com Kaká, que tocou por cima de Daniel Fisher. Alexandre, demonstrando raça e velocidade, conseguiu afastar a bola em cima da risca, com uma certa sensação de dejà vu.

O jogo permaneceria disputado, com ambas as equipes demonstrando qualidade ofensiva e defensiva. Nisso, o DPGamos conseguiria virar, de forma emocionante, a partida. Em contragolpe fulminante, Denão recebeu belíssimo passe no campo de defesa, arrancou pelo meio e tocou na saída do goleiro. A virada estava dada e tempo técnico requisitado. Nesse intervalo, o jogador, em visível desgaste físico, parecia com algum tipo de mal estar súbito e foi para o banco.

Com o crepúsculo da partida se aproximando, o Coringa faria de tudo para chegar ao empate, embalando 3 chances perigosíssimas. Em ordem: falta perigosa na risca da área – cobrada duas vezes, por sinal – e Farias soltou o pé. Daniel Fischer saiu para abafar e deu uma verdadeira barrigada na bola para defender. Na sequência, o mesmo Farias recebeu bom passe de Renato e tocou com habilidade na saída do dinossauro Barney, mas a bola passou pelo lado direito da baliza, tirando tinta da trave.

Para fechar, Maurício, capitão tricolor, recebeu da direita e bateu cara a cara na risca da área. Daniel Fischer, em tarde inspiradíssima, caiu bem e fez sua última defesa da partida, uma vez que no momento que o zagueiro do DP afastou a bola, o professor deu a partida por encerrada. DPGamos, de virada, 3 x 2 Coringa.

II CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

Med Taubaté 7 x 5 Xoro Paro

MED DERROTA XORO PARO E SEGUE NA COLA DE ELEFANTES


Parece que sábado é sempre dia de Rogeriiiiiiiiinho. Com mais 4 gols, ele ajuda Med a vencer XP e polarizar com Elefantes liderança do Grupo B

Por Guilherme Meireles

Med Taubaté e Xoro Paro foram protagonistas de uma das partidas mais esperadas da rodada devido à boa posição de ambas as equipes na tabela. Além disso, em campo o artilheiro Rogerinho contra o tão exaltado Kuma. Nos primeiros minutos de jogo, as duas equipes bombardearam os gols adversários com um enorme repertório de jogadas variadas. Muitas delas pararam em boas defesas dos goleiros. Mas a qualidade ofensiva dos times era nítida e assim Aníbal abriu o placar, mas pouco depois já viu seu time sofrer o empate pelos pés de Kuminha.

O Med quase ficou na frente do placar outra vez após cruzamento de Aníbal chegar a Cauduro pelo meio, que acabou desperdiçando a chance. Porém, eis que ele aparece em grande estilo: o camisa 7 do Med Taubaté, Rogerinho, encheu o pé da meia esquerda e a bola ainda explodiu caprichosamente no travessão antes de entrar. Golaço!

Por um momento (talvez devido ao forte sol que não dava trégua) a partida entrou em um ritmo mais lento e as equipes pararam de criar. Mas quando o XP resolveu atacar chegou ao gol por duas vezes seguidas com Thiago Leme, virando o placar. Já nos últimos instantes da primeira etapa, o Xoro quase marcou com a cabeçada de Rodrigo Rezende que raspou o travessão. Com 3 x 2 para o Xoro, o equilibrado primeiro tempo chegou ao fim reservando mais emoção para a etapa final.

O MT voltou bem melhor que o adversário e após o XP perder boa chance de gol, o contra ataque taubateano foi rápido e eficiente para acionar Rogerinho, completamente livre na lateral direita. Deixar ele sozinho aí é perigo: o artilheiro bateu forte e cruzado para marcar mais um. Por pouco, ele próprio não fez o quarto após desfilar toda sua habilidade pela direita, mas o goleiro voou para espalmar o chute.

O time do Vale do Paraíba nem teve tempo de lamentar esta chance perdida: não demorou e Aníbal pegou um lançamento de primeira e anotou o 4 x 3. Fim de jogo? Longe disso! Rodrigo Rezende fez questão de mostrar que sua equipe não havia desistido da partida ao marcar mais um. Porém, nem deu tempo de comemorar, pois Rogeriiiiiiiiinho fez o quinto logo depois.

A chance do empate esteve nos pés de Fifo, que tentou marcar na cara do goleiro, mas perdeu um dos gols mais feitos da história do Chuteira. Muito parecido com o gol que Bruninho perdeu logo depois quando, após Danilo fazer uma linda defesa, o atleta do número mais inusitado do campeonato cabeceou com o goleiro batido no lance e mesmo assim conseguiu errar! Tudo bem, pois Cauduro redimiu o companheiro ao fazer o sexto.

Ainda teve tempo para Rodrigo (que fez uma ótima partida) dividir uma bola pelo alto e de cabeça marcar o quinto gol de sua equipe. Se ele achava que ainda haveria tempo para o empate, adivinha quem apareceu para estragar a alegria do Xoro? Pois é, Rogeriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinho encerrou o marcador com o sétimo gol, o 28º dele na competição.

II CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

Real Paulista 3 x 1 Camelo

REAL SEGUE IMPOSSÍVEL E PRATICAMENTE DESCLASSIFICA CAMELO


Desfalcado, Real Paulista joga no primeiro e abre vantagem para depois só administrar

Por Guilherme Meireles

Em duelo de opostos na classificação, Camelo e Real Paulista entraram em campo com ambições diferentes: o Real Paulista (com alguns desfalques importantes) querendo manter a invencibilidade e a liderança no grupo, enquanto o Camelo visava sua primeira vitória no torneio. Mas quem pensa que o Camelo foi presa fácil, enganou-se redondamente. Muito pelo contrário, pois logo nos primeiros instantes o goleiro do Real Paulista precisou voar no canto esquerdo para espalmar um chute perigoso. Este foi o recado “camelense”, que deixou impressionado quem já considerava o RP como vitorioso devido às posições na classificação.

De fato, na primeira etapa o Real Paulista fez o que quis começando por Muzamba, autor de uma pintura: ele mandou um canhão que explodiu na trave esquerda antes de entrar. Por pouco, o segundo não saiu logo depois com chute de Pedrinho que obrigou o goleiro a se esticar todo para dar um toquinho decisivo na bola. Em desvio de cabeça, Kanu quase marcou outro para o Real. No meio de tantas tentativas, Xexé bateu da direita e ainda contou com a falha do goleiro, que deixou a bola passar por baixo de suas pernas. 2 x 0. Pouco depois saiu o terceiro, com Alê.

O Camelo tentava chegar, mas o Real Paulista fazia uma partida segura, valorizando a posse de bola e dominando o volume de jogo. Com o segundo tempo, logo nos primeiros instantes a zaga do Camelo já teve que segurar os ataques adversários, que voltaram incessantes. Mas a equipe das "duas corcovas" também havia voltado melhor e Fê Araújo foi às redes. Já Marquinhos perdeu uma boa chance na cara do goleiro: ele deu um voleio espetacular de frente para o gol e tirou tinta da trave esquerda.

O Real Paulista ainda tinha uma gordura para queimar, pois havia aberto boa vantagem na primeira etapa, mas a equipe sentiu uma maior disposição "camelense" no jogo e resolveu se mandar para o ataque para anular qualquer esboço de reação adversária. As jogadas mais freqüentes vinham com Xexé, que perdeu pelo menos duas grandes chances naquele momento do jogo.

Por sua vez, o Camelo viu as falhas adversárias como uma brecha para chegar ao gol. Fê acertou a trave esquerda e, no rebote, Marquinhos mandou um tubaço que o goleiro se desdobrou para espalmar. Para um duelo entre um time invicto e um sem vitórias, o Camelo vinha fazendo uma partida fantástica. Mas os problemas "camelenses" ainda eram nítidos, como uma quantidade exacerbada de passes errados que comprometiam os ataques.

Os minutos finais do jogo foram de total domínio do RP: Pedrinho arriscou da lateral direita e carimbou o travessão. Já Kanu só não fez o quarto porque o goleiro caiu com firmeza no canto esquerdo para segurar. Com o final da partida, o Real Paulista confirma sua merecidíssima liderança no Grupo A com 18 pontos. Já o despretensioso Camelo está de fato condenado a lanterna mesmo com uma vitória contra o Roletinha semana que vem. Mesmo assim, se o Camelo resolver engrossar a parada igual contra o RP, o time de Baru terá problemas para garantir sua classificação.

II CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

Bucets 4 x 3 Locomotiva Tarja Preta

BUCETS LEVA A MELHOR SOBRE LOCOMOTIVA


Agora ao lado de seu irmão Birulei, Xixi deu novo show, fez 3 golaços e ajudou Bucets na vitória e na derrubada da invencibilidade do time de Publius

Por L. F. Fernandes

Estava dada a largada. A expectativa em torno do duelo entre Locomotiva Tarja Preta e Bucets era imensa. A pugna não era apenas futebolística. Em campo, seriam postos à prova rivalidades, palavras, provocações, passado, presente e futuro. Era o chamado jogo de 6 pontos. Ambas equipes com ótimas campanhas buscavam a consolidação, e nada melhor que fazê-la após longas trocas de farpas. O gosto da vitória certamente era imaginado por cada um dos jogadores em quadra, o da derrota, automaticamente varrido das formas-pensamento. Eis que o embate se iniciou...

Como imaginado, a postura dos jogadores se assemelhava à de gladiadores romanos, deixando a batalha extremamente pegada. Os primeiros minutos foram de domínio dos tarjapretanos. Toninho e Publius embalaram duas boas oportunidades cada. O primeiro, primeiramente, avançou pelo flanco destro e soltou a paulada, obrigando Feto a espalmar para escanteio. Na cobrança, o mesmo Toninho apareceu livre no segundo pau, mas chutou nas redes pelo lado de fora. Já o polêmico camisa 7 testou firme por cima da meta vaginal, em cobrança de Brunno. Na seqüência, avançou pela esquerda e bateu cruzado, requisitando nova defesa do goleirão.

O Bucets, nos primeiros minutos, parecia não se encontrar em campo. No entanto, contava com o sempre inspirado Lucas Xixi e suas jogadas individuais talhantes. O intrépido atacante da camisa 88, citando dois exemplos, cobrou falta de longe, que explodiu em Lillo e saiu pela linha de fundo. Instantes depois, Luke Pee mirou o ângulo esquerdo e soltou a bomba, fazendo com que Betão se esticasse todo e realizasse sua primeira grande defesa da partida.

Nos minutos conseguintes, aliás, tivemos um verdadeiro símile entre o goleiro ferroviário e o camisa 8 dos Genitais ♀, Birulei. Primeiramente, o irmão de Xixi cobrou falta com força, para a defesa de Betão e, no desenrolar do lance, conseguiu recuperar a posse, arrancar em velocidade, fintar a zaga e, por fim, bater de esquerda. Entretanto, o arremate apenas atingiu as redes externamente.

O segundo round de Birulei x Betão foi ainda mais intenso. O clitoriano recebeu absolutamente livre no campo de ataque e avançou em velocidade. Ao chegar na entrada da área, o irmão de um oito só bateu forte no alto da meta, Betão, bem postado, mostrou que também não estava para brincadeira. Alguns instantes depois, Renan levou pancada sem bola e teve de deixar a cancha e ir para o vagão reserva dos tarjados. Nisso, em contragolpe fulminante puxado por Brunno, a bola chegou em Rodrigo, que bateu cruzado nas redes pelo lado de fora, criando outra boa chance para os Trens Alucinados!

O tempo passava e o status quo de marcação cerrada e intensidade ofensiva não se alterava. Nesse panorama, o placar, finalmente, foi alterado, e pelo Bucets. Rafa Storch lançou Xixi em profundidade, que dominou com habilidade na escorregada de Foguinho, fintou o zagueirão locomotivo e bateu forte, com violência, um chute reto e perfeito que estufou as redes de Betão sem dó. Bucets 1 x 0.

Antes que a primeira etapa se desse por encerrada, deu tempo do Locomotiva buscar o empate com Cacá, que recebeu bom passe de Renan e saiu cara a cara com Feto. O arqueiro saiu bem do gol e defendeu com os pés, mantendo a virgindade vaginal imaculada. E fim de papo na metade primária.

Os 25’ derradeiros seriam ainda mais emocionantes e, progressivamente, a temperatura, já comburente, tornar-se-ia vulcânica. Logo nos primeiros instantes, Cacá levou cartão amarelo. O que não impediu que a equipe férrea chegasse à igualdade. Turner solou Foguinho na intermediária e o professor assinalou a infração. Na cobrança, Rodrigo soltou a bomba e aproveitou que a barreira abriu para ver a bola no fundo das redes do Bucets. Tudo igual e muita vibração!

Todavia, a fortuna dos Lexotans não se perduraria próspera por muito tempo. O Bucets não só entrou em vantagem outra vez, mas como a ampliou para dois gols de diferença. Não é difícil imaginar quem foi o autor das duas concretizações. Entretanto, direi mesmo assim para os ruins de palpite: Lucas Xixi (Óóóhhhh!). Após fazer o segundo, o urinário centroavante acertou o ângulo de Betão após fazer fila pelo meio na defesa do Locomotiva, fazendo verdadeiro golaço, digno do astro máximo da Prata.

Com o placar marcando 3 x 1, a corneta de Tom – fora por suspensão – parece ter se transformado num berrante de gado. O camisa 46, impossível, vibrava muito e provocava seus rivais, em especial seu alterego, Publius, que, por sua vez, ficava em silêncio e procurava responder em campo. Por exemplo: o camisa 7 recebeu da entrada da área e soltou a bomba, que passou rente ao travessão de Feto, com algum perigo.

Mais algum tempo se passou e a ação do jogo mantinha a ascendência e atingiria patamares estratosféricos. Dado o clima abrasante do jogo, Xixi levou amarelo e, iracundo, teve rápida discussão com o árbitro para sair pelo meio de quadra, no fim alguns pedidos para o camisa 88 se acalmar, outros para que fosse expulso, mas ficou nisso. Na seqüência, mais um pingue-pongue de oportunidades. O LTP chegou com Rodrigo novamente, que recebeu na entrada da área e bateu forte rasteiro. A bola passou tirando tinta da meta parteira. Pelo lado do Fusquinha Sexual, Birulei fez linda jogada, recebendo na esquerda e chapelando o goleiro Betão. No entanto, na hora de arrematar, errou a mão e mandou para fora.

Na sequência, veríamos uma renovação no estoque de carvão do Trem Medicinal, que voltaria aos trilhos a todo o vapor. Primeiramente, Cacá cabeceou no segundo pau, a bola passou por todo mundo na área e, de forma chorada, balançou o capim – sintético – do gol dos Bucets. Pouquíssimo tempo depois, ele, Publius Goulart conseguiria marcar seu gol, muito bonito por sinal. O homem que é chamado quando Daniel Fischer faz piadas sem graça recebeu no flanco esquerdo e soltou o pé cruzado da entrada da área, acertando o ângulo do goleiro. Depois do gol, o camisa 7 ajoelhou na frente dos reservas do Bucets e comemorou fazendo sinal de “arco e flecha”, a la Bolt. Tudo igual, para delírio dos tarjados!

E olha... quase que veio a virada! Toninho acertou um forte voleio e obrigou o goleiro fetal a fazer importante intervenção no reflexo. No entanto, o gol extremo do cotejo foi do Bucets. Mesa trocou passes com Cauê, que acelerou na lateral esquerda. Na disputa com Betão, Publius, num pique inacreditável de 30 metros em menos de 3 segundos, chegou e fez o corte, mas a redonda teimou em sobrar Mesa, que bateu na saída de Betão, por baixo das pernas do mesmo. Em revindita, Denys saiu do banco em disparada e fez o mesmo gesto de Publius, tomando depois um simbólico amarelo do juiz.

A areia da ampulheta quase atingia em totalidade o cone de baixo, mas o clima permaneceria tenso. O Locomotiva não se deu por vencido e chegou, por exemplo, em lance que Publius recebeu de Renan, mas foi brilhantemente desarmado por Cauê, que salvou a pátria. Poucos instantes depois, fim de papo na quadra 6! Bucets 4 x 3, com direito a “trenzinho-piuí” dos fusquinhas. Preto, do Roleta Russa, não gostou nada disso e acusou a equipe de Denys e Tom de plágio.

II CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO B:

Elefantes Indomáveis 6 x 2 Pé de Pano

ELEFANTES MANTÉM LIDERANÇA DERROTANDO PÉ DE PANO COM TRANQUILIDADE


Cauê e Bruno Alves lideram equipe em mais uma vitória do time laranja indomável. Pé de Pano se complica e pode dar as mãos ao Sem Pretensão já na próxima rodada

Por Guilherme Meireles

Visando a liderança do Grupo B, os Elefantes Indomáveis, que alcançaram cinco vitórias e sofreram apenas uma derrota, sabiam que três pontos contra o despretensioso Pé de Pano, vitorioso apenas uma vez até então, era essencial. Mas quem achava que seria fácil para os paquidermes se enganou. Mesmo alcançando a vitória, os Elefantes tiveram que segurar certa pressão em alguns momentos da partida.

Tirando os gols, o primeiro tempo não teve momentos muito interessantes. Portanto, vamos direito a bola na rede: logo no início, Bruno Alves abriu o placar para o Elefantes. Pouco depois, Cauê pegou um rebote dentro da área e marcou o segundo. Não demorou e ele de novo bateu rasteiro e acertou o cantinho esquerdo do goleiro Tiago. Com 3 x 0 no placar, uma reação pedepanense parecia inviável.

Mas a equipe não desistiu e descontou com Japinha, que recebeu na entrada da área pela meia direita, e mostrou tranquilidade para dominar antes de chutar. Já perto do final da primeira etapa, o PdP perdeu uma ótima chance em contra-ataque rápido defendido pelo goleiro Chacha. Aliás, deve-se dizer que nas poucas chances do Pé de Pano no primeiro tempo, o goleiro elefante mostrou segurança para proteger a retaguarda.

Comecinho do segundo tempo e Bruno Alves tentou por duas vezes: primeiro ele arriscou um tiro rasteiro de fora da área que parou em boa defesa do goleiro e logo depois, o atleta se mandou pela esquerda e tocou para o fundo do gol. Alívio para os Indomáveis? Negativo. Paulo Roberto fez o segundo do Pé de Pano, o que serviu para dissipar qualquer chance de retorno da monotonia do primeiro tempo, pois o jogo ficou elétrico! O EI tinha como maestro Bruno Alves, que fazia uma partida mestra. Por outro lado, o Pé de Pano começou a gostar da partida e por algumas vezes chegou a pressionar.

A jogada mais espetacular da segunda etapa foi de Alf, da equipe indomável: ele driblou tudo que viu pela frente com muita raça e na hora do arremate de dentro da área acertou o travessão. Na sequência do lance, Cauê bateu da meia direita e o goleiro se esticou todo para desviar a bola, que ainda tocou na trave antes de sair. Logo depois, sempre Cauê, mostrando que Batata fez errado ao aproveitá-lo muito pouco no time da Giro SP, mudou de lado e, em chute da meia esquerda, pôs a bola no gol por baixo dos braços do goleiro, que engoliu um frangaço depois de fazer uma defesa decisiva. Vida de goleiro é difícil mesmo.

O Pé de Pano foi para cima e assustou nos minutos finais da partida. Mas Gallo acabou com qualquer chance de reação adversária ao marcar o último gol do jogo e fechar em 6 x 2. Na próxima rodada, o Elefantes Indomáveis terá uma folga forçada devido à desistência do Babilônia. Já a equipe pedepanense entrará em campo para um jogo imperdível. Senhoras e senhores, às 14h30min na quadra 9, com vocês: Pé de Pano x Sem Pretensão!!!

II CHUTEIRA DE PRATA: 7ª RODADA: GRUPO A:

É Verdadeee 3 x 2 Basicus

É VERDADEEE VENCE BASICUS DE NOVO COM GOL NO FINAL


Similar ao confronto no torneio anterior, time de Gavião sofre o empate mas encontra a vitória do final

Por Guilherme Meireles

Fechando a rodada, Basicus e É Verdadeee fizeram uma partida monótona no primeiro tempo, mas muito disputada na etapa final. O começo foi de equilíbrio total: Diego, do EV, deu um lindo giro na entrada da área mas exagerou na força do chute e mandou por cima do gol.

Por sua vez, o Basicus chegava principalmente com seu maior articulador, Eduardo. Mesmo assim, foi o EV que abriu o placar, com Girão aos 13 minutos. Com poucas chances para ambos os lados, as poucas oportunidades que chamaram atenção foram a furada que ladeira deu dentro da área adversária (e que se ele acertasse seria um golaço) e as inúmeras chances que Fefê desperdiçava por não soltar a bola. Aliás, o título de "fominha" acompanhou o camisa 10 do esquadrão rosa por toda a partida.

Na volta para a segunda etapa, Latrell deu um banho de água fria nas ambições do Basicus ao escorar de cabeça e balançar as redes. Foi então que a quadra 8 foi palco de um lance histórico e fenomenal: Yuri dominava livre no meio de campo e, na falta de opções para o passe, ele deve ter pensado: "Hoje eu se consagro!" (copyright by Milton Leite). Resultado: mandou um chute desajeitado, estranho e despretensioso. A bola pegou um efeito esquisito e surpreendeu a todos (inclusive o goleiro Reyna, que ficou imóvel só olhando) ao entrar no ângulo direito.

O banco do Basicus foi ao delírio. O técnico Cléber confessou: "Foi uma das coisas mais engraçadas que eu já vi em um jogo!". Passado o êxtase, a bola voltou a rolar com um Basicus mais vivo do que nunca e um EV seguro, administrando a vantagem. Claro que era só Yuri tocar na bola no meio campo que o banco do Basicus gritava: "chuta, chuta!". Daí até o final da partida, o esquadrão rosa foi melhor e criou uma chance atrás da outra. Algumas destas chances foram muito mau aproveitadas, como o chute de Vini na cara do goleiro que parou na defesa firme do mesmo. O "maestro" Eduardo arrancou em velocidade e disparou um belo chute da meia esquerda que bateu na trave esquerda. Starck provou o sabor do "oposto" no futebol: ele teve uma ótima chance na cara do gol, mas seu chute teria parado no Palestra Itália se não houvesse a rede.Porém, logo depois ele aproveitou um rebote para empatar o jogo.

O gol aumentou a moral do Basicus, que se mandou ao ataque e por muito pouco não virou heroicamente, quando Eduardo acertou um cruzamento perfeito que tirou o goleiro da jogada e que sobrou para Starck só empurrar para as redes. Entretanto, a excelente zaga do É Verdadeee fechou o gol na hora do arremate e supriu a ausência do goleiro, já batido no lance. Logo depois, Starck esteve presente em mais um bom lance: ele e Fefê tabelaram, mas, na hora do chute do camisa 10, o goleiro espalmou mostrando eficiência.

A "figura" do jogo, Yuri, disse a alguns companheiros a seguinte frase: "Eles só querem o empate!". Parece que os jogadores do EV ouviram o comentário e resolveram mostrar que o empate não estava nos planos. A equipe se mandou para cima da equipe rosa e acertou a trave por duas vezes quase seguidas! Por sua vez, o Basicus se assustou com a reação repentina do adversário e deu espaço para que Lacraia marcasse o terceiro com menos de 4 minutos para o fim.

O Basicus ainda pressionou nos minutos finais, mas a bola não entrava por nada, muito por causa da defesa do EV, que continuava fazendo uma partida extraordinária. Aliás, o sistema defensivo do time de Gavião foi decisivo para o resultado final de 3 x 2.
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