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Notícias de 12/11/2008

BACANA VENCE OUTRA E ELIMINA FÚRIA


Em uma partida que valia muito mais para o Fúria, equipe que ainda brigava por classificação, o Bacana fez valer sua melhor campanha e deixou a primeira fase com mais uma vitória, De quebra, classificou o Pagalanxe, eliminou o Fúria e deixou para o MachuPichu a missão de no mínimo empatar com o MSM, que não apareceu e facilitou tudo.

Nos primeiros minutos de partida, o Fúria, que tentava os três pontos para se classificar para a próxima fase, dominou seu adversário, que claramente começou o confronto demonstrando desinteresse e falta de vontade. Se aproveitando disso, o Fúria foi para cima e rapidamente marcou dois gols. Boa jogada de Fagner, que tocou para Thiago Motta, que por sua vez ajeitou para André anotar o primeiro. O outro foi marcado por Adriano Motta, que completou tabela realizada entre Thiago Motta e Fagner.

Após os gols sofridos, parece que o Bacana resolveu jogar o futebol mostrado nas outras partidas da primeira fase. A equipe descontou com Vitinho, que dominou de frente para o gol e colocou a bola no canto direito de Betão. Ao equilibrar o confronto, a equipe não tardou a empatar a partida. O reestreante João Pereira, que chegaram a chamar de João Florinda, arriscou chute despretensioso de longe (alguns falaram que ele só se livrou da bola). Entretanto, a bola foi em direção ao gol, ninguém desviou e o goleiro Betão aceitou um peru feio.

Mesmo tendo cedido o empate, o Fúria, que precisava do resultado, ainda teve duas boas chances para deixar a primeira etapa em vantagem. Na mais perigosa, Thiago Motta sofreu falta frontal à área ao tentar aplicar um chapéu em João Florinda, no entanto na cobrança de Gabriel, o goleiro espalmou a bola evitando o gol.

Durante o intervalo, Everton pediu raça e mais empenho a seus companheiros de Fúria – afinal, ele e todos sabiam da importância de uma vitória naquele jogo. Uma vitória era classificação certa, pois o saldo do time era melhor que o do MachuPichu. Ainda no entretempo, Jorge Chaves disse aos seus companheiros: “Não esqueçam do que a gente conversou antes do jogo”. Contudo, a conversa não surtiu muito efeito, pois quem marcou primeiro na segunda metade de partida foi o Bacana.

O jogo seguiu pegado e acelerado, com os dois times buscando o gol. A virada do Bacana só veio aos 20 minutos, com Yanes, que marcou após receber passe de Luisinho, que por sua vez havia deixado seu marcador Jefferson na saudade antes de servir o companheiro...

Sem deixar a peteca cair, o Fúria foi valente e conseguiu igualou o placar aos 22 minutos. Thiago Motta foi lançado na área, driblou o goleiro adversário com estilo e anotou 3 a 3. Na comemoração, o artilheiro do Fúria saiu como um homem-aranha e subiu na grade para vibrar muito. A equipe ainda acreditava na classificação, e tinha tempo para tal.

Contudo, toda empolgação com o gol marcado não adiantou de nada quando, após desatenção geral da defesa do Fúria, o Bacana chegou ao quarto gol e último gol, o da vitória, Na cobrança de lateral no segundo pau, ninguém cortou e o zagueiro Jorge só conferiu para as redes, dando números finais ao confronto. Bacana 4 x 3 Fúria.

Nos últimos instantes, visivelmente abalado pela eliminação de sua equipe, o sempre participativo Jorge Chaves acabou discutindo com o árbitro e foi expulso do banco de reservas. Mas sua equipe já não tinha mais como reagir e estava eliminada.

Para a segunda fase do campeonato o Bacana pinta como forte candidato ao título de campeão do Chuteira de Ouro. Ao menos quando se olha para a campanha do time na fase de classificação – 10 vitórias e 1 empate. O Bacana é, ao lado do Melville Power, o único que não perdeu nenhuma partida. Resta ver se no mata-mata o time vai tremer, como foi no torneio passado, conforme o próprio capitão Marcelão afirmou. Tanto que ele cogitava contratar um terapeuta para o grupo, mas com a chegada de Yanes parece que o time se acertou psicologicamente diante das piadas do artilheiro com seu ex-time. Nada como boas risadas para desanuviar.

GIRO SE SALVA E SE DESPEDE VENCENDO PIRANHA


Já classificado, o Muleke Piranha entrou em campo decidido a vencer a Giro, que lutava e precisava de uma vitória para afastar de vez o fantasma do rebaixamento. E se o jogo parecia que seria cheio de lances perigosos e emoção – o que de fato teve – é certo que os dois times guardaram tudo para o segundo tempo, pois o primeiro tempo acabou num 0 a 0 de fazer dormir o maior bebedor de café e guaraná em pó.

O Piranha, sem reservas, impunha velocidade pelas laterais, mas as chances de perigo vieram nas bolas paradas com Guaraná batendo falta. O goleiro, numa tarde de pouca inspiração, não acertou nenhum chute no gol. Os atacantes Rafael e Johnny ainda fizeram boas jogadas com Mauricio, mas o gol não saiu porque Guaraná fez ótimas intervenções, espalmando ou defendendo com os pés.

O sono que todos os poucos espectadores sentiram no primeiro tempo virou grande emoção quando os gols começaram a sair ao inicio da segunda etapa. E não só gols, mas gols perdidos, grandes defesas e até pênalti desperdiçado. O Piranha assustou com Thiago, que viu seu chute ser desviado dentro da área para fora. Mas no lance seguinte enfim o Piranha abriu o placar. Portuga fez a parede para Fabio Donato chegar e fuzilar cruzado para vencer o goleiro Douglas aos 3 minutos.

A Giro enfim acordou da sonolência com que jogavam. Com o apoios dos zagueiros Jefferson e Flavião, o time ganhou mais volume de jogo no meio e no ataque para que Johnny e Rafael fizessem as jogadas. E Rafael foi o primeiro a consagrar Guaraná, chutando para este espalmar e em outro lance ele perder gol livre diante do goleiro. O pequeno e liso João ajudava na ofensiva e até roubou uma bola, mas na hora do chute mandou toscamente para fora.

Mas de tanto apertar e perder gols, a Giro empatou. Johnny manda um chute forte cruzado da esquerda que Guaraná saindo do gol espalma para cima. A bola vai indo para o gol, mas Mauricio chega para, no carrinho, sepultá-la nas redes. O empate mal pode ser sentido, pois no minuto seguinte Fabio Donato invade a área, dribla a zaga e manda no canto de Douglas. O Piranha estava na frente de novo.

E lá se foi a Giro para buscar o empate novamente. Neste momento, Mauricio, que pouco corria mas estava no lugar certo na hora certa, teve a proeza de perder dois gols incríveis. No primeiro, ele chegou e tocou para fora uma bola quase em cima da linha cruzada da direita; no segundo, recebeu livre de costas para o gol dentro da área e, quando virou para chutar, viu ela ficar presa entre as pernas de Guaraná. Mas de tanto criar a Giro empatou. Jefferson apoiou o ataque e tocou para Rafael tocar para as redes.

Mas a história se repetiu e, em bobeada da zaga, Salada aplica chapéu no zagueiro e chute baixo e forte para fazer 3 a 2. O mesmo Salada teve o azar de ver um belo chute seu do meio de campo explodir no travessão. E novamente a Giro repetiu o que tinha de fazer: Rafael de novo marcou e empatou o confronto.

O jogo seguia para seus 5 minutos finais quando Johnny puxa contra-ataque e manda um chutão para cima de Guaraná de fora da área. O goleiro espalma bonito, afastando o perigo para o meio de campo. Mas como ele estava quase na linha da área, nada pode fazer quando a bola espalmada por ele encontrou Flavião, que chegou cheio de pose e tocou de primeira por cobertura. A Giro SP virava o jogo e com esse placar escapava da Série Prata.

E o dia era mesmo da Giro, que no minuto final, em cobrança de escanteio, viu Manente meter a mão na bola e o árbitro apitar penalidade. O empate parecia decretado, mas Salada, sempre ele, deve ter pensado que o empate favoreceria o Roleta Russa e mandou a redonda para fora, fazendo-a passar rente a trave direita de Douglas.

Fim de jogo, alívio para a Giro e uma tristeza pero no mucho do Muleke Piranha. Antes de ir para o churrasco comemorar o campeonato, Batata falou ao Chuteira News: “Quero agradecer a todos pelo apoio e pela torcida. Não classificamos, mas era questão de honra não deixar a Giro cair para o Chuteira de Prata. Fizemos nossa parte hoje e estou tranqüilo por todos, mas mais pelo Marcelo, que apostou em mim e nesse time”. À Giro resta arrumar a casa para a temporada 2009. Ao Piranha, é tentar a sorte contra o forte Bacana nas oitavas-de-final.

EM JOGO TUMULTUADO, FIORELLA GARANTE 2ª POSIÇÃO DO GRUPO A


Bengalas e Fiorella Brasil fizeram, sem dúvidas, uma das partidas mais emocionantes da rodada. Teve de tudo na quadra 6 do Playball: golaços dos dois lados, sol forte, chuva intensa, erro da arbitragem e até briga no final da partida.

O jogo começou com tudo, pois valia a 2ª posição do grupo. E em alta velocidade as duas equipes marcaram. Primeiro o Fiorella, aos 2 minutos, de letra Fábio Alencar completou jogada de Van-Van para abrir o placar. Imediatamente o Bengalas deu o troco, chegando à igualdade com Guitolê: um belo gol de voleio, um gol “sai zica” que teve direito até a uma estranha dançinha para as bengaletes.

Tanto para quem jogava como para quem assistia, o jogo era empolgante. As duas equipes pressionavam o adversário buscando o segundo gol. Tiago Silva, do Fiorella, tentou chute de primeira, a bola explodiu na trave e ,no rebote, Van-Van chutou e Robson espalmou. Do lado do Bengalas, Ritolê teve boa oportunidade: ele chutou e, com o goleiro caído, Rogério Silva apareceu para salvar.

Ainda antes do intervalo, um golaço deu a vantagem para o Fiorella. Tiago Silva driblou Guitolê e Nando para marcar belo gol, no ângulo. Primeiro tempo terminava em 2 a 1 a favor do atual campeão.

Mesmo com a rápida chuva que caiu, o segundo tempo de partida foi ainda melhor que o primeiro. Muita disposição de ambos os lados, até que uma lambança da arbitragem fosse decisiva para determinar o vencedor. Mas falaremos disso depois, por hora vamos ao jogo.

Rolou a bola e o Bengalas foi ao ataque. De cabeça Leandro marcou o que poderia ser o segundo gol de sua equipe. Isso mesmo, poderia, pois não foi. O árbitro viu falta do atacante no zagueiro do Fiorella, e anulou o gol. Defat, ele subiu se apoiando no defensor de camisa vermelha. Houve muita reclamação por parte dos jogadores,mas, no entanto, ao voltar o jogo não demorou muito para que os amarelos chegassem à igualdade novamente. E novamente Leandro, agora em gol validado. Ele deu bela finta em Rogério e chutou para empatar.

A felicidade das bengaletes, que comemoravam o gol, não durou muito, pois no minuto seguinte, aos 11, o Fiorella anotou o terceiro. Depois de bate-rebate na área, Rogério foi mais esperto que os adversários e anotou 3 a 2.

Pouco depois, Alex Silva tomou amarelo e saiu para cumprir a pena. Em seguida, não contente em ficar reclamando, xingou e bateu boca com o árbitro e acabou levando o vermelho. Aproveitando-se de um jogador a menos do adversário, Bizu recebeu passe de Guitolê e apareceu sozinho dentro da área para, debaixo de forte chuva, tocar na saída do goleiro para empatar de novo. Com o placar em 3 a 3 a partida pegou fogo.

Não se sabe se por má fé ou simplesmente por um incomum e imprevisível erro, passados os dois minutos com um a menos pelo amarelo, o Fiorella apareceu em campo com oito jogadores. Por conta disso, e sem que o árbitro e os adversários se dessem conta, o Fiorella tocou a bola de pé em pé e chegou ao quarto gol, marcado por Van-Van. Não foram mais de 2 minutos com 8 em campo, mas o suficiente para marcar um golzinho, que seria o da vitória. Ao notar o jogador a mais de sua equipe, o expulso Alex Silva, de fora da quadra, alertou seus companheiros para que pedissem tempo imediatamente. Rapidamente os fiorellanos se reuniram na área, voltaram com 7 e o jogo seguiu no pouco tempo que faltava. Quando o Bengalas percebeu o que tinha acontecido, foram todos para cima da arbitragem pedindo a anulação do gol.

Depois de muito reclamar sem efeito, a partida seguiu com o gol validado. O Bengalas pressionou no tempo que restava, mas não foi o suficiente para empatar. Até porque o árbitro encerrou o jogo com 28 minutos, tempo de acréscimo considerado pequeno demais para tanto tempo de bola parada. Enquanto havia vibração por parte do Fiorella Brasil, os jogadores do Bengalas, inconformados, foram reclamar com os árbitros da partida. Muito exaltado, Bizu, Guitolê e Leandro tiveram de ser contidos por alguns para não ir para cima de um dos árbitros. No mesmo momento em que discutiam dentro de campo, outra confusão se armava fora. Para piorar, entre duas torcedoras das duas equipes, que xingaram o jogo todo e no final se pegaram no tapa. A partir daí, para envolver jogadores e tudo mais foi um passo muito pequeno.

Foram cenas lastimáveis que mancham a participação das equipes. Depois de contido o tumulto, o árbitro admitiu o erro para a reportagem e disse ter aprendido, mas que também todos devem ficar mais atentos, pois, segundo ele, pode-se esperar de tudo das equipes.

Sem dúvida que a desatenção do árbitro e a possível atitude antidesportiva do Fiorella foram decisivas e determinantes para a derrota do Bengalas. Entretanto, vale lembrar que é reprovável qualquer tipo de violência, principalmente em se tratando de um ambiente com a presença de inocentes crianças e mulheres (que se mostraram, ironicamente, nesta situação as mais perigosas). Contudo, felizmente, não ocorreu nada mais grave que alguns socos e empurrões.

KADÊNCIA DERROTA SNG E FICA COM VICE-LIDERANÇA DO GRUPO B


O jogo decidia a 2ª posição do Grupo B e trazia Kadência e SNG com campanhas idênticas e 23 pontos cada um. Partida repleta de expectativas, teve um primeiro tempo de morno para frio, parecendo que ambas as equipes estavam com receio de se lançar ao ataque com mais ímpeto e sofrer um gol. Essa foi a tônica dos primeiros 25 minutos, que acabou em 2 a 1 para o SNG.

O SNG abriu o placar com Abelha, após erro no domínio na defesa de Renan. O camisa 16 aproveitou e mandou pras redes. O jogo seguia estudado, mais cadenciado do que corrido, mais tático e cheio de entraves do que repleto de chances de gol. O Kadência não tinha Pedrinho, o armador das jogadas, e nem Julian, enquanto o SNG vinha sem Fabinho, Mario e Fefe.

Com Tejeda e Biro jogando recuados, o SNG criava a partir de sua defesa e servia Renê no pivô ou Memé para o bate. O camisa 9 e artilheiro da equipe era o elemento que mais levava perigo ao gol de Renato, tendo mandado uma bola na trave. Pelo Kadência, o jogo era todo em Paulinho dentro da área. E foi ele mesmo que, aos 11 minutos, empatou a peleja dando uma de Renê e, de rebote, só tocando para vencer Sampa. Aí ele se reabilitou de um gol perdido minutos antes, quando chutou para vencer Sampa mas Memé chegou para salvar e afastar quando a bola ia para o gol.

O gol achado do Kadência não mudou o panorama do jogo – era SNG forçando em busca do gol e o Kadência explorando contra-ataques. Com apenas um reserva, o Kadência visivelmente veio para segurar o ímpeto do SNG e tentar vencer em lances isolados. E foi Memé que voltou a colocar o SNG na frente, quando pela ponta esquerda chutou cruzado – ou apenas tentou cruzar para a área – e viu a bola desviar na zaga, matar o goleiro e ir morrer no fundo do gol.

Antes do primeiro tempo acabar, Renê ainda perdeu um gol ao cabecear para fora livre no segundo pau depois de Renato furar. Mas a vantagem era do SNG ao começar o segundo tempo.

No segundo tempo, mesmo perdendo, o Kadência não mudou muito sua tática. Continuou esperando para ver no que podia dar. E aí o jogo ficou mais apertado para o SNG, que ia para cima com espaço dado pelo adversário, que por sua vez vinha em velocidade no contragolpe. O SNG chegou mais uma vez com uma ótima chance depois de Renê fazer o pivô para Memé, que chutou cruzado da esquerda para a bola bater na trave e no goleiro e ir para escanteio.

O jogo começou a ganhar emoção e perder em técnica quando, em lance de escanteio, Biro chega mais forte com seu corpanzão e desloca significativamente o atacante dentro da área. A arbitragem não teve dúvidas e marcou penalidade. Na cobrança, Paulinho tomou pouca distância e bateu forte do lado direito alto de Sampa, que nada pôde fazer. O Kadência, mesmo sem forçar, empatava o jogo.

E de novo lá se foi o SNG atrás do gol que lhe daria a 2ª posição do grupo. Esse era o objetivo do time, mas o gol não saía, por mais que Renê se esforçasse. E no fim do jogo, aos 24 minutos, veio o castigo. Contra-ataque do Kadência e Abelha dá o carrinho para tentar cortar a bola. Na confusão, ele, no chão, apóia o braço no chão e a bola bate nele. Novo pênalti marcado num lance muito discutido e reclamado pelo SNG, para desespero de Tejeda. Enfim que reclamação houve, mas a penalidade estava marcada e os árbitros não voltaram atrás. Paulinho de novo bateu com categoria e decretou a vitória do Kadência e a manutenção da 2ª posição do grupo.

Com os resultados, Kadência enfrenta o Atlético Pagalanxe e o SNG vai pegar o The Veras.

ESTUDIANTES PERDE PENALTI E JOGO E FICA SÓ EM 4º COLOCADO


Sem Felipe e Alemão, o Melville veio para a última rodada enfrentar o Estudiantes num espírito de já em 1º lugar do grupo. Afinal, só uma goleada de Kadência ou SNG e uma derrota larga própria para tirar um saldo de 8 gols. Já para o Estudiantes, era a chance de derrubar o único invicto do grupo e chegar ao menos à 3ª colocação. E o jogo foi bem jogado, com boas chances de cada lado. Poderia ter acabado empatado – placar justo para o que ambas equipes jogaram – mas Piero desperdiçou pênalti no fim do jogo e o Melville garantiu o 4 a 3 e a vitória.

O Estudiantes tinha mais domínio de bola, mas o Melville era perigoso no contra-ataque. Com 5 pendurados, natural que o time segurasse o pé para não ter baixas nas oitavas. E com isso o Estudiantes abriu o placar aos 5 minutos, com Rafael Vasques escorando rebote e mandando para o gol. Poucos minutos depois, ele de novo mandou para as redes e, com 2 a 0, parecia que a vitória viria com naturalidade. Até quem sabe uma goleada.

Mas as coisas não são assim quando se tem o Melville como adversário. Em menos de 3 minutos, o time alvi-negro já tinha empatado a peleja. Waltinho fez o primeiro e, num lance de infelicidade, num cruzamento para a área o zagueirão Junior mandou contra seu patrimônio. O Melville voltava para o jogo sem fazer grandes esforços.

Para piorar a situação do Estudiantes, ainda antes do fim do primeiro tempo, após lançamento de Caio, Junior ajeita para Piero se esticar mas não chegar para empurrar para o gol. Waltinho ainda perdeu livre na cara do goleiro ao chutar fraco, mas Henrique não perdoou quando, aos 19 minutos, recebeu de costas, girou e colocou o Melville em vantagem para o segundo tempo.

A etapa final foi marcada pela força do Estudiantes em busca do empate, mas o gelo veio aos 6 minutos, quando o mesmo Henrique recebeu de Juninho, girou e fez mais um gol, o quarto de sua equipe. Com 4 a 2, restava ao Melville cadenciar o jogo, se fechar e deixar o tempo passar. Garo se tornou nesse momento o grande nome da equipe, com muita garra e vontade desarmando o ataque estudantil. E a tática, para variar, deu muito certo. O Estudiantes apenas chegou ao gol – o terceiro – em uma cobrança de falta do goleador da tarde Rafael Vasques. De longe, ele mandou um canudo que passou do lado da barreira e estufou as redes.

E foi pressão do Estudiantes nos minutos finais. Ao menos o empate era possível. E de fato não teve melhor chance para tanto quando o árbitro marcou penalidade máxima contra o Melville. De novo reclamação do time de Mauricio, que logo saiu a trombetear que estavam metendo a mão em seu time de novo. Na cobrança, Piero pede para Caio deixar ele bater, pois estava bem para tanto. O capitão deixou e teve de ver o camisa 10 mandar um chute tão bem colocado que foi para fora, ao lado esquerdo do goleiro Rafael. Lamento do Estudiantes pelo ponto perdido e a ratificação do quarto lugar no grupo.

O Melville confirmou seu favoritismo e fechou a fase de classificação com 29 pontos, 3 a mais que o Kadência. Com 22, o Estudiantes permaneceu atrás do SNG e enfrenta o Aurora nas oitavas. O Melville tem pela frente o guerreiro MachuPichu. Aliás, Mauricio desabafou ao fim do jogo: “Quem pensa que o Melville é só Alemão e Felipe, está aí a prova”.

DIABOS E EB SE SATISFAZEM COM EMPATE


Os já classificados Diabos Laranjas e a Equipe Bróder fizeram uma partida muito tranqüila, em que as duas equipes pouparam jogadores para evitar possíveis suspensões para a próxima fase da competição. O jogo de compadre ficou só na intenção, pois foi um jogo corrido em que o Diabos se mostrou superior desde o início, colocando o goleiro Gabriel Borges, que foi contratado como goleiro, passou a jogar na linha e arrebentar e neste jogo, pendurado, foi para o gol na ausência de Macaco. Mas, ao final, um empate muito satisfatório para ambos os times.

O Diabos foi bastante superior no primeiro tempo, contudo não como Gabriel Borges, que intervenções importantíssimas. O primeiro gol do jogo saiu aos 11 minutos, com Ronei em jogada pela esquerda. A EB também teve algumas chances para marcar na primeira etapa, como na falta cobrada por André Lapa que foi defendida por Porps. Sem muito mais emoção, terminou os primeiros 25 minutos de bola rolando.

Na volta para o segundo tempo, junto com os jogadores voltou a chuva, agora acompanhada por um brilhante e luminoso sol. O Bróder bem que tentou chegar à igualdade nos minutos iniciais da segunda metade de jogo. China bateu cruzado para dentro da área, no meio do caminho Edu tentou o desvio, mas a bola foi para fora. A EB sentia muito a falta de alguns jogadores, como o atacante e artilheiro Mutssa. Aproveitando-se disso, os diabos continuaram buscando a vitória. O ataque diabólico obrigou o goleiro a realizar outras duas ótimas defesas. Em uma delas, ele foi arrojado e saiu nos pés de Emerson Neném para agarrar a bola.

Mesmo com as intervenções de Gabriel Borges, o Diabos, que jogava melhor, chegou ao segundo gol. Após belo pivô realizado por Emerson Neném, Lillo concluiu o lance para anotar 2 a 0. Ao sofrer mais um gol, a EB se lançou ao ataque, pois queria escapar da 8ª posição do grupo e fugir do Bacana. E a ofensiva deu certo: não demorou nem 2 minutos para Marcelinho acertar chute no canto direito do arqueiro que, encoberto pelos zagueiros, nem viu a bola entrar.

Mesmo não fazendo boa partida, a EB passou a acreditar no empate. E mais uma vez o arqueiro improvisado foi decisivo. Gabriel saiu como líbero para roubar a bola de Edmundo Juba, avançou até pouco mais do meio de campo e serviu Edu, que cruzou para Lapa empatar o jogo e decretar o placar final da partida.

Com o empate, a EB garante a 7ª posição, com o Diabos em 6º lugar. Como diz a cúpula da EB sempre, “a EB sempre sofre, mas classifica no final”. Não deu outra. E, para completar o dia, ao término do confronto, que na verdade foi muito mais um amistoso de luxo, os jogadores da EB foram para a quadra 4 torcer contra os velhos rivais do Roleta Russa, que lutavam contra o rebaixamento no jogo seguinte. Junto com eles levaram a zica.

BASICUS E ROLETA EMPATAM E DESCEM JUNTOS PARA SÉRIE PRATA


Pela última rodada do Grupo B, o já rebaixado Basicus perdia por 4 a 1 do Roleta Russa. Em reação histórica, a equipe lutou e buscou o empate, e com isso arrastou consigo o Roleta Russa para a segunda divisão, o Chuteira de Prata.

Embora as duas equipes estivessem na rabeira da competição, o clima antes do confronto era de uma verdadeira decisão. Na verdade, era uma decisão para o Roleta, pois a equipe necessitava de uma vitória para, contando com uma vitória do Joga 13 sobre o Fora de Serie, poder escapar da incomoda zona de rebaixamento. Talvez a vitória não fosse satisfatória, pois comentou-se muito que o 13 poderia entregar o jogo para o Fora de Série para afundar o Roleta. Tanto é que, quando soube que a Giro SP tinha vencido o Muleke Piranha, Pina comentou: “Então já era, nem ganhando adianta. O 13 vai entregar”. Se ia ou não entregar, não se sabe. Questionado antes da partida a respeito, o capitão Rodrigo se limitou a dizer: “Não posso falar de assunto interno do time”.

Pouco antes da bola rolar os jogadores do Basicus demonstraram sua união e, contando com a presença ilustre de Batata, da Giro SP, na roda, a equipe deu o seu tradicional grito de guerra. Rebaixar o Roleta seria como um título para os jogadores do Basicus, que não escondiam isso de ninguém. Du, Saulo e Publius falavam pra todo mundo que contra o Roleta iam correr o dobro, triplo, se matar se precisar.

Entretanto, do outro lado o Roleta também mostrou sua união e sabia da importância do jogo. Os jogadores se abraçaram antes da partida e o time estava quase completo. Por incrível que pareça, na hora da decisão o craque Kuminha não apareceu. Muitos dizem que desistiu do futebol, outros que atualmente prefere as farras noturnas ao futebol, mas, verdade ou não, como mesmo gente de dentro do Roleta admitiu, dentro do possível o time jogou até melhor sem ele em campo.

Começou a partida e o Basicus foi para cima. Com poucos minutos de jogo, Cava recebeu de Du e arrematou para o gol; o arqueiro Casari espalmou. Pelo Roleta, Gegê arriscou duas vezes do meio do campo e exigiu duas boas defesas de Goku.

Depois de muito tempo sem jogar, o Roleta contava com a volta do meia Folha. Reserva, foi ovacionado pela torcida quando foi chamado pelo técnico Phil a entrar em campo. E, no pouco tempo que jogou, o improvisado camisa 15 criou duas boas oportunidades: em uma delas, rolou para Bob chutar para fora. Na outra ele recebeu dentro da área, mas foi travado por Du na hora do chute.

Enquanto Folha tentava por um lado, Harada entrava na equipe rival. Mas mal deu tempo do baixinho participar da partida: após reclamar com o árbitro recebeu cartão amarelo. Aproveitando-se do homem a mais, o Roleta foi para cima para abrir o placar: Gegê chutou da direita, Goku espalmou, a redonda sobrou para Bobgol que se enrolou todo e perdeu o gol. Parecia esta a sina de Bob no jogo.

Mais uma vez Harada apareceu na partida, depois de cumprir os dois minutos fora por conta do cartão, só que dessa vez ele ajudou sua equipe. Felippinho, como informa sua camisa, roubou a bola no canto esquerdo do campo e lançou Publius, que avançou e bateu no cantinho baixo do goleiro. O Basicus abria o placar e, na comemoração, o camisa 10 subiu na grade para celebrar com os jogadores da EB, com Lapa (dono da camisa que ele usava). Aí o primeiro erro da arbitragem: aplicou o cartão amarelo por subir no alambrado.

Ainda na primeira etapa, o Basicus não poderia passar em branco e deu um gol de presente para o rival. Com um jogador a menos, Saulo tentou sair driblando dentro da área, errou feio, perdeu a bola e viu Brian, que acabara de entrar, empatar a partida.

Para o segundo tempo o Roleta voltou mais decidido a ganhar e, por algum tempo, a equipe foi superior em campo, aproveitando a péssima disposição tática do rival. E assim começou a abrir ótima vantagem no placar. Com Rick o Roleta Russa virou o jogo ao receber passe de Bob sem marcação. 3 minutos depois, novamente em passe de Bob, Louiz chegou antes de Goku e tocou para fazer 3 a 1. O Basicus parecia cada vez mais perdido e ia salvando o rival. Aproveitando-se da total indisposição do Basicus para o jogo, Martins saiu na cara do gol e não desperdiçou. O Roleta fazia 4 a 1 e era já senhor do jogo.

Pouco depois, Martins e Saulo se desentenderam e tomaram amarelo e azul. Momentaneamente seis para cada lado, foi a vez do Basicus se aproveitar disso para iniciar uma reação histórica no final do segundo tempo. Na desatenção dos roletas, Fernando lançou Publius nas costas da zaga e ele deu um toque de craque por cima de Casari quando este saiu.

O gol deu esperança ao Basicus, que voltou a acreditar que era possível triunfar sobre o rival. Harada teve boa chance depois de espanada do zagueiro Pina, mas o camisa 11 pegou muito mal na bola e chutou torto, longe do gol – na verdade, para a lateral. No entanto, o baixinho Harada foi decisivo no terceiro gol de sua equipe: ele tentou chute a gol, a bola bateu em R. Barath e sobrou para Publius fuzilar e fazer 4 a 3. O Basicus chegava.

A partir daí, a coisa ficou russa para a roletada, que viu a equipe se desmantelar nos minutos finais da partida e deixar uma vitória certa escapar entre os dedos. No ataque do time, a falta ofensiva. Para sorte do Basicus, era a oitava e dali viria um tiro de 9 metros. Muita comemoração por parte do Basicus, que incumbiu o jovem Fernando da cobrança. Mas a bola do camisa 3 foi uma tortice sem tamanho,para fora, sem força, sem direção, sem vontade alguma. O desespero do Basicus voltava enquanto o banco do Roleta pulava e comemorava.

O jogo retornou para seus menos de 3 minutos finais. E, no último lance da partida, o mesmo Fernando dominou pela esquerda, cortou para dentro e driblou o capitão Roleta Baru. Daí mandou um lindo chute baixo e forte sem chances para Casari. O improvável acontecia, o Basicus jogava como nunca antes no campeonato, empatava o jogo em 4 a 4 e selava o rebaixamento do Roleta Russa junto dele próprio.

Quando o Roleta se deu conta a partida já estava encerrada. A equipe que a algumas rodadas sonhava com classificação, agora estava definitivamente rebaixada. De um lado, os roletas saiam de cabeça baixa, enquanto os jogadores do Basicus, mesmo rebaixados, vibravam como campeões. Muita vibração por parte da torcida do Basicus – composta majoritariamente por membros da EB.

Com isso os quatro rebaixados à Série Prata do ano que vem foram: MSM e Osasquense pelo grupo A, e Roleta Russa e Basicus pelo grupo B.

BRUNO CORNETA MARCA E PAGALANXE VENCE O CLÁSSICO CONTRA VERAS


Durante a semana, os rivais Pagalanxe e The Veras trocaram farpas pela imprensa e apimentaram o duelo que protagonizariam pela última rodada do VI Chuteira de Ouro. Está certo que o Veras falou mais que o Pagalanxe, pois Bruno Corneta resolveu se calar. A tensão da partida não foi diminuída nem mesmo pelo fato de o Pagalanxe já entrar em campo classificado, graças à derrota do Fúria para o Bacana, no primeiro jogo da jornada. No cara-e-coroa, os capitães Bruno Corneta e Pedro, conhecidos de longa data, apenas se entreolharam sisudos, mostrando que não estavam ali a passeio. O árbitro estranhou, mas deu início à peleja.

E quem começou sufocando o adversário foram os laranjinhas, sempre comandados pelo troncudo centroavante Júlio Cruz. Logo no início, o camisa 8 do Pagalanxe abriu o marcador ao sair cara-a-cara com Benga e chutar forte e rasteiro. Então, tornaram-se freqüentes os lances ríspidos. O clima era de extrema competitividade, embora não se tenha visto, ao longo da partida inteira, uma entrada desleal sequer. Aproveitando-se do desleixo defensivo do The Veras, os laranjas abriram 2 a 0 no placar com o zagueiro Leo Carvalho.

Os rivais, atordoados com o resultado e com o que julgavam ser uma fraca arbitragem, percebiam que aquele não era seu dia de sorte. Cássio, em bela cobrança de falta, viu seu chute explodir no travessão de Erich e comentou: "Só com muita raça vamos vencer hoje".

Raça. Essa era a chave para os azul-grenás. Era isso, além de muita organização, que o Pagalanxe vinha mostrando até ali e, por isso, dominava com tanta propriedade a partida. Mas o The Veras foi tomado por um instinto hedonista e talvez um tanto inconseqüente. Inexperiente, quis vencer o clássico a todo custo, esquecendo que já estava classificado para a fase seguinte e que deveria poupar seus atletas. Era questão de honra para os jogadores e foi isso o que se viu na segunda etapa. Sorte de quem estava lá para assistir.

O Pagalanxe voltou mais prudente e se deparou com um The Veras mais aguerrido, que lhe oferecia preciosas brechas para contra-ataques. E essa, como todos sabem, é uma arma poderosa dos laranjinhas: a velocidade dos contra-golpes. Benga, grande destaque do The Veras, foi obrigado a trabalhar muito no jogo e evitou um placar irreversível, fazendo belas defesas. O zagueiro Felipe, um dos pontos de referência do Veras, levou o cartão azul pela repetição de faltas e tornou-se desfalque para as oitavas-de-final. Bruno Corneta, que fazia bom jogo, ria a toa vendo seus rivais se afundarem na partida. E justo ele, o falastrão da camisa 9 do Pagalanxe, apareceu após bate-rebate na área adversária para, de canela, tropeçando após pisar no próprio cadarço, assistir à bola entrar caprichosamente no cantinho. O placar marcava 3 a 0 e o Pagalanxe desfilava.

Eis que, após dividir com raça, o volante Cássio ouviu as reclamações do recém-casado Daniel Badain e ambos se estranharam. Pedro De Luna e Julio Cruz, que apareceram para apartar os desentendimentos dos colegas, também trocaram gentilezas. E então armou-se o circo. Mais de dez marmanjos esquentados se olhando feio, se empurrando e se xingando... E até o goleiro Erich fez questão de percorrer 30 metros para discutir com os rivais. A arbitragem, omissa e confusa, decidiu simplificar e pôs para fora o camisa 7 do The Veras e o 20 do Pagalanxe, aplicando-lhes cartão azul. E assim, como num passe de mágica, ambas as equipes perderam dois atletas importantíssimos para as oitavas-de-final.

Sem mais reservas e perdendo por 3 a 0 para seus maiores rivais, o The Veras não viu alternativa que não fosse atacar. Se por um lado o zagueiro Leo tinha uma brilhante apresentação, cortando 100% das bolas que lhe chegavam; por outro, o argentino Cucio era um leão pelos azul-grenás e ganhava todas as divididas do parrudo Julio Cruz, além de, vez por outra, aparecer no ataque. Em duas bolas alçadas na área, Moura, o He-Man da Vila Mariana, deu duas tijoladas de cabeça e deu mais emoção àquele final de partida. 3 a 2.

E a tática foi para o lixo! Os times queriam saber era de suar a camisa e vencer o rival. Os capitães se destacavam e lutavam muito, puxando fôlego mesmo de onde não havia. Eis que, num descuido da zaga, o sempre bem posicionado Julio Cruz aparece livre frente a frente com Benga para, cheio de categoria, encobrir o arqueiro com um toque sutil e correr para o abraço.

4 a 2. Fatura liquidada? Nada disso. O persistente Deco, após boa enfiada de bola, chutou por baixo de Erich e marcou um gol muito semelhante ao primeiro do Pagalanxe na partida. 4 a 3 e emoções fortíssimas em campo. Um clássico bonito de duas equipes que pouco ligavam para a classificação. Então, veio o golpe de misericórdia. Pedro fez o quinto do Pagalanxe e só esperou para ouvir o silvo final do árbitro. Erich, sempre um dos destaques dos laranjas, não se fez de rogado e correu ao meio-campo para provocar seus rivais. Os atletas verenses, embora nervosos, se mostravam tristes demais para responder.

Na saída do campo, o capitão verense Pedro fez seu mea-culpa: "Acho que apimentei demais esse jogo e acabamos perdendo dois caras fundamentais pro mata-mata". O goleiro Benga, contudo, não deixou de reconhecer a superioridade do adversário: "Hoje, os fregueses foram melhores. A arbitragem foi fraquíssima, mas eles mereceram vencer". O atacante Leandro lembrava: "O gol do Corneta foi feio demais". Pelos lados do vencedor, o clima era de euforia. "Mesmo desfalcados do Rodolfo e do Nardelli, viemos aqui e ganhamos deles. Imagina se eles tivessem jogado", divertia-se o falastrão Bruno Trombone, que completou a seu estilo: “Decidi que não ia falar mais nada. Dito e feito: me calei e vencemos. Vou continuar assim”.

Agora, pelas oitavas-de-final o The Veras junta os cacos para enfrentar o tradicional SNG do artilheiro Renê, enquanto o Pagalanxe encara o Kadência, de Paulinho. Sobre a fama de azarões, ambos os times preferem vestir a carapuça e adotam posturas humildes. Se mostrarem a mesma vontade do clássico, porém, os favoritos poderão ter mais trabalho do que esperam.

OSASQUENSE E MSM MARCAM OUTRO WO


Ambos os times não apareceram para o jogo e Acidus e MachuPichu venceram por WO com placar de 1 a 0. Assim, Acidus fica na 3ª posição e MachuPichu assume última posição do G-8 do Grupo A. Osasquense e MSM caem para o Chuteira de Prata.

FORA DE SÉRIE LUTA MUITO MAS PERDE PARA JOGA 13


Caso a equipe do Roleta Russa tivesse vencido o jogo contra o Basicus, a partida entre Joga 13 e Fora de Série seria de suma importância para a definição dos rebaixados. No entanto, ao empatar, o Roleta garantiu a permanência do Fora de Série no próximo Chuteira de Ouro e tornou a partida um treino de luxo para as duas equipes.

Já classificado, o Joga 13 mandou no jogo desde o inicio da partida, tendo começado poupando diversos de seus titulares, em especial a zaga. Mas não poupou o esfomeado Lele, que está a cada dia com mais sede de gols e empolgado com a artilharia. “Cheguei hein, agora segura!”, dizia Lele desde a rodada anterior, quando empatou na artilharia com Yanes. E foi justamente ele que inaugurou o placar e saiu de campo como o destaque da partida. Com menos de um minuto, o camisa 9 chutou cruzado de fora da área. Pouco depois, aos 6, ele outra vez balançou as redes adversárias, agora recebendo na área livre e escorando para fazer 2 a 0.

Foram necessários dois gols para o Fora de Série, que jogava sem sua zaga titular – Rica e Carlão – enfim acordar. A forte dupla de defensores faziam falta mesmo na saída de bola, e sem coordenação o meio de campo não funcionava. O jogo passou a ser entre Clebão, Chulapa e Cadu. Chulapa teve uma chance ao driblar Kbral e chutar à esquerda do gol de Caieras. Mas foi o camisa 7 Cadu que descontou para o time celeste, aos 14 minutos, completando cruzamento de Guilherme Junqueira.

Ainda na primeira metade de partida a equipe amarelo-negra mostrou sua superioridade e voltou a se impor. Nisso, anotou mais dois gols antes do término da primeira etapa. E foi justamente quando Guma entrou em campo. Com lindo chute de falta no ângulo do arqueiro Angelo, que nem se mexeu, o zagueiro fez o terceiro do Joga 13. Dois minutos depois, Lele recebeu bom passe de Liminha e marcou 4 a 1, para encerrar o primeiro tempo.

Nos primeiros movimentos da segunda etapa, o Fora de Série mostrou que não seria uma presa digna de goleada e foi para cima. Aos 9 minutos, Cadu lançou Clebão no campo de ataque, que dominou e chutou no ângulo esquerdo de Caieras, que chegou a tocar na bola mas só a pegou mesmo depois dela estufar as redes no gol mais bonito da partida.

Mas a reação do Fora foi brecada com a falha do goleiro Angelo, que aceitou um chute de falta de Guma. A bola passou entre suas mãos, para desespero de Betão do lado de fora. Com menos de 15 minutos para o final, com a vitória parcial de 5 a 2, os jogadores do Joga 13 se desinteressaram da partida e tiraram o pé, o que fez com que o Fora de Série ensaiasse uma pressão. Clebão, o destaque do jogo pelo Fora, marcou outro: ele recebeu pelo alto, dominou de direita e chutou para fazer mais um.

Aos 23 minutos de jogo, Cadu e o goleiro Caieras trocaram xingamentos após falta sofrida pelo primeiro. Com isso, o árbitro deu o cartão azul para os dois jogadores, para desespero do Joga 13, que num jogo que não valia nada para o time consegue ficar sem seu goleiro para o mata-mata. Com Calado no gol, não demorou para Chulapa diminuir para o Fora. Mas aí estava tarde parao empate, e o jogo terminou em 5 a 4 para o 13.

Depois da partida encerrada, o goleiro do 13 estava visivelmente revoltado. Pudera mesmo, eis um troço incompreensível: ficar suspenso de um jogo decisivo por uma bobagem em jogo que não valia nada. Sorte do Bengalas. Aliás, quem será o goleiro do 13 no sábado?

TOSCO GOLEIA UM AURORA SEM JOGADORES


Em breve.
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