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Notícias de 12/04/2011

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Arouca 8 x 0 Red Devils

AROUCA SE RECUPERA E ARRASA RED DEVILS


Diabos vermelhos não conseguem ver a cor da bola e caem para a lanterna com goleada

Por Luiz V. Andreassa

para ser candidato ao título, um time tem que ter elenco e mostrar que tem substitutos à altura para suprir a falta dos ausentes. O Red Devils sentiu na pele a força coletiva arouquense e levou uma sapecada daquelas de deixar qualquer um atordoado. O placar de 8 x 0 justifica a diferença dos times na tabela e a ambição dos mesmos no campeonato.

Porém, apesar do placar largo, a primeira chance custou a surgir, vindo apenas no quarto minuto de partida, quando Renanzinho cobrou lateral pela esquerda, recebeu novamente a pelota e surpreendeu a todos com um chute rasteiro na trave. Duda ficou apenas olhando. Pouco depois, Dih disparou uma bomba pela direita que acabou saindo por cima.

Apesar da forte marcação, os lances de perigo se davam sempre no campo de defesa do Devils. Marquinhos Bohn fez boa jogada ao receber no alto e girar um sem pulo desviado pela zaga, que saiu por pouco. Porém, a sorte dos diabos azuis – ainda com o uniforme reserva – estava com os minutos contados e Renanzinho mais uma vez resolveu arriscar e pegou todo mundo de surpresa, inclusive o arqueiro rival – que mais uma vez ficou plantado em sua meta – e mandou um belo chute de esquerda no ângulo. Nada melhor que abrir o placar com um golaço inspirador.

Se o Arouca não tinha Orley, tinha Markinhos. O camisa 9 recebeu na área e bateu forte, sem dó, ampliando a vantagem rapidamente. Nem um minuto se passou e o atacante fez mais um quando saiu na cara do gol e, sem dificuldades, tocou rasteiro para vencer Duda mais uma vez. O Red Devils sentiu o baque e logo pediu tempo técnico. Quando a bola voltou a rolar, João Lucas havia assumido o posto de guarda-metas em resposta ao fraco desempenho de seu antecessor. O problema dos Reds era no time todo, não apenas embaixo das traves. Time que leva pressão o jogo todo vai tomar gols, não importa se tiver um Marcos ou um Gordon Banks para tentar salvá-lo.

Assim, o ritmo não mudou com o passar do tempo, apenas diminuiu um pouco, devido à vantagem confortável que a esquadra arouquense havia construído e à boa atuação de sua defesa, o que deixava a equipe tranquila em quadra. O quarto tento veio aos 17 minutos, quando Veloz aproveitou bola sobrada de uma dividida entre Dih e a zaga adversária e bateu cruzado, de primeira e no cantinho. E só para não dizer que a cor do uniforme de goleiro arouquense, Mauricio, não foi vista no primeiro tempo, Neguinho cobrou falta rasteira pela direita, a bola cruzou toda a área com muito perigo mas nenhum companheiro conseguiu empurrá-la para as redes.

Os times foram para o intervalo, um tentando descobrir uma maneira de reagir – ou pelo menos de evitar um dano pior – e o outro tendo a tarefa de apenas administrar o resultado. No segundo tempo, o primeiro lance de ataque saiu dos pés de Kiwi, que arrancou pela lateral mas errou na hora de finalizar. Dih respondeu roubando a bola da zaga e chutando, para boa defesa de João Lucas. Na sequência, em cobrança de escanteio, o arqueiro tentou afastar o cruzamento mas a redonda sobrou para Vitão fazer bonito de calcanhar. Dois minutos depois veio o 6 a 0, mais uma vez com Markinhos, numa belíssima finalização de peito de pé em bola alta afastada pela defesa. O tiro foi direto no ângulo. Golaço com todas as letras.

Acuada em sua zaga, a equipe dos diabos vermelhos/azuis quase não chegava ao campo de ataque. Numa das vezes que o conseguiu, desperdiçou boa oportunidade em chute de Kiwi no meio do gol que Mauricio não conseguiu segurar e a zaga teve de se esforçar para impedir o rebote. Porém, o jogo tinha dono: Markinhos começou jogada cruzando para Marquinhos Bohn finalizar. João Lucas espalmou para o lado e novamente o camisa 9 dominou na direita e passou desta vez para Renanzinho, livre no segundo pau, apenas empurrar para o gol.

O 21 arouquense continuou infernizando a marcação e quase fez o oitavo ao ganhar corrida contra um marcador rival pelo lado esquerdo e chutar rasteiro. João Lucas, que fazia o que podia para evitar um vexame maior, fez boa defesa. No outro lado, Thiaguinho perdeu uma das poucas oportunidades criadas pelo seu time e, ao aproveitar uma bola sobrada que veio pingando na área, não conseguiu chutá-la com força e facilitou o trabalho do guarda-metas. Como castigo, Felipe Mota recebeu passe da esquerda e bateu rasteiro, no meio do gol, para fechar a goleada.

Vencido, o Red Devils ainda tentou mais uma vez, mas o gol de honra insistiu em não sair. Mesmo quando Neguinho fez uma bela jogada e driblou dois adversários, foi travado por Vitão na hora de finalizar, desarme comemorado como um gol pelos jogadores arouquenses.

Aos 21 minutos, a equipe azul e amarela – uniforme reserva do Arouca – ainda chegou perto do nono tento em cruzamento de Dih que Markinhos completou em cima do goleiro. E por falar no camisa 25 que fez esse passe, ele merece destaque por sua importância na equipe. Ele pode não ser parecido com Neymar no futebol como é na aparência – ele é idêntico ao craque santista! – mas cumpre uma função importantíssima pelo lado direito, marcando com competência quando o adversário está atacando, e apoiando os companheiros de frente com movimentação e bons passes quando eles vão para cima.

Vitória indiscutível e merecida do Arouca, que assume a vice-liderança após os tropeços nas rodadas anteriores. O Red Devils, que não tem um time ruim, vai amargando a última colocação e o risco iminente de rebaixamento para a Prata na temporada que vem.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Elefantes Indomáveis 2 x 5 Estudiantes de la Vila

ESTUDIANTES CONTINUA REAÇÃO E SUPERA ELEFANTES


Com 2ª vitória consecutiva, Estudiantes já figura entre os classificados para o mata-mata. Elefantes segue ladeira abaixo

Por Gustavo Vasconcellos

Após começo ruim no Chuteira de Ouro, o Estudiantes, de Julinho e companhia, contina sua reação e bateu o “invicto” – perdeu todas as partidas – Elefantes Indomáveis e já aparece entre as equipes que passam à fase seguinte do campeonato.

O jogo começou com o Esudiantes melhor, mas, logo de cara, quem criou a melhor chance foi o Elefantes. Douglas recebeu passe na área, mas na hora de finalizar a jogada desviou mal para o gol e perdeu chance incrível.

Depois disso, só o Estudiantes chegava ao gol. Alê Bianco, Julio, Francisco Roberto e Vitinho tiveram chances de abrir o placar. Porém, somente aos 14 minutos, Julio conseguiu inaugurar o marcador. Após chute de fora de Caio Stangarlin,a bola desviou no meio do caminho e ficou para Julio fuzilar no alto. 1 x 0.

O Elefantes tentava chegar, principalmente com um esforçado André Plec, mas não conseguia criar grandes chances. Já o Estudiantes criava chance atrás de chance. Em uma das melhores, uma invertida de jogo para Vitinho, que centrou a bola na área, Julio chegou batendo para boa defesa de Chacha. Bem na partida, o time azul e amarelo conseguiu ampliar a vantagem ainda no primeiro tempo. Luiz Maschião ficou com a bola e arriscou chute. Já perto do gol, Vitinho desviou de letra para as redes e saiu para comemorar.

No último minuto do primeiro tempo, o Elefantes ainda quase diminuiu. André Plec dividiu bola com o goleiro Tucano e via a bola entrar, mas o goleiro se recuperou e salvou o gol.

O segundo tempo começou eletrizante e, com quatro minutos de jogo, mais três gols já haviam saído. Primeiro, Vitinho recuperou a bola e partiu para cima da marcação, tocou de calcanhar e encontrou Punha livre na entrada da área. O camisa 11 tocou no alto e marcou o terceiro. No minuto seguinte, André Plec fez o primeiro do Elefantes, tentando dar novo ânimo ao time. Entretanto, nada como um frango para matar qualquer ambição. Francisco Roberto chutou da zaga, a bola foi quicando e o goleiro Chacha não defendeu uma bola fácil. Peru e 4 x 1.

Em desvantagem, o Elefantes foi ao ataque e conseguiu incomodar. André Plec tentou de cobertura, mas viu Francisco Roberto afastar quase em cima da linha. Já Daniel Teske arriscou de fora e viu seu chute parar na trave direita. Enquanto isso, o Estudiantes não se apavorava e esperava o momento certo para aplicar o golpe de misericórdia. E isso ocorreu aos 13 minutos. Julio saiu do banco e deu assistência para Alê Bianco na esquerda, que chutou no alto para marcar.

Com 5 x 1 no placar e o jogo praticamente decidido, o Estudiantes diminuiu o ritmo e viu o Elefantes chegar ao seu gol, mas sem sucesso nas conclusões. Somente no minuto final o placar foi alterado. Daniel Teske recebeu, dominou já tirando a marcação e chutou no alto para marcar 5 x 2 e fim de jogo.

Com a vitória, o Estudiantes chega aos 7 pontos e aparece em sexto na classificação, última posição que avança à próxima fase. Já o Elefantes somou mais uma derrota para a coleção – já são cinco em cinco partidas – e continua na lanterna, sem somar pontos. Na próxima rodada, o Estudiantes busca confirmar a boa fase contra o Fiorella, que vem de duas derrotas. Já o Elefantes mede forças contra o Bengalas, em má fase e cheio de vontade de espantar a zica contra o lanterna.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Med Taubaté 5 x 2 Arouca Jrs.

MED PASSA FÁCIL POR AROUQUINHA


Brão se destaca com chutes de longe, faz dois e ajuda Med a se reabilitar

Por Gustavo Vasconcellos

Após derrota na última rodada para o Mulekes, o ex-líder de Taubaté enfrentaria o quarto colocado, o Arouca Jrs.. O jogo tinha tudo para ser duríssimo, com um placar apertado, já que contava com duas boas equipes. Um jogo difícil foi, mas não se pode dizer o mesmo do placar. Os médicos conseguiram abrir cinco gols de vantagem, tomou dois gols já no final da partida e dispara junto ao Mulekes na liderança.

O jogo já começou com um chute a gol. Logo na saída de bola, o Med arriscou. Rogerinho tentou e a bola saiu com perigo à esquerda do gol. O Med continuou no ataqu: Javier cabeceou para boa defesa do goleiro Gui Rodrigues. No minuto seguinte, o Arouca Jrs. mostrou que também queria uma vitória e foi ao ataque. Após rebote de escanteio, Gothardo teve duas chances. A primeira ele pegou de primeira e o goleiro rebateu. No rebote, ele jogou para fora.

O Med tentava chegar à base da troca de passes, enquanto o Arouca Jrs. jogava com velocidade. Além disso, ambos arriscavam chutes de fora. Em uma tentativa do Arouca, Banana mandou uma bola sem direção que, ao encontrar Nelsinho, consertou a trajetória. O goleiro Irineu estava atento e pegou. Já Gui não teve a mesma sorte. Aos 13 minutos, Pedro Henrique chutou do meio da quadra e o goleirão não conseguiu segurar. Aníbal apareceu rapidamente para pegar o rebote e conferir o 1 x 0.

A partir do gol, o Med passou a dominar o jogo. Isso durou até o final do primeiro tempo, quando Brão começou a aparecer. Em chute de fora, a bola desviou levemente no caminho e quase enganou o goleiro Gui Rodrigues. Na sequência, aos 17 minutos, escanteio pela esquerda na área e Brão ampliou placar. 2 x 0 aos médicos. Depois do gol, mais um chute de fora da área. Brão recebeu bola rolada e arriscou de primeira. O chute saiu cruzado e passou perto, levando perigo.

Com a zaga marcando bem, o Arouquinha não conseguia chegar com perigo ao gol de Irineu. Em uma das poucas chances, Bruninho recebeu marcado na entrada da área e arriscou. Sem conseguir atacar, o Arouca Jrs. ainda sofreu o terceiro gol antes do intervalo. Ivan chutou da esquerda e acertou o canto direito.

Na volta do intervalo, o Arouca até começou bem, mas um gol logo aos 2 minutos deu tranquilidade ao Med. Taubaté. Brão tabelou com Ivan e acertou um belo chute cruzado da direita. 4 x 0. A partir daí o jogo ficou mais truncado no meio. A saída para os dois times era o chute de fora. Gothardo tentou, mas errou. Já Pedro Henrique, pelo Med, acertou a trave.

Aos 15 minutos, o Med voltou a tocar a bola e assim chegou ao quinto gol. Brão rolou a bola para o segundo pau, onde Boca só escorou para o gol. Com uma enorme desvantagem, o Arouca partiu para cima. Ainda conseguiu marcar duas vezes, com Washington aos 20 e Thiago Bossolani já aos 25, mas nada que mudasse o final do jogo.

Com os três pontos da vitória, o Med Taubaté aparece em segundo, com os mesmos 12 pontos do líder Mulekes. Já o Arouca Jrs. caiu três posições e agora está em sétimo. Na sexta rodada, o Med encara o Bufalos, enquanto o Arouquinha mede forças com o SNG.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 2 x 2 Bengalas

BENGALAS VACILA NO FINAL E CEDE EMPATE AO REAL


Tricampeão, Bengalas ganhava por 2 a 0 até os 20 minutos do segundo tempo, mas permitiu reação do adversário e ficou no empate

Por Gustavo Vasconcellos

A atual fase do tricampeão do Chuteira de Ouro Bengalas não é das melhores. Quando tudo parecia que melhoraria, a coisa voltou a desandar. O time abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, atacava bem e via seu goleiro fazer algumas defesas, mas isso só até os 20 minutos do segundo tempo, quando, em três minutos, o Real Paulista marcou dois gols e deixou tudo igual. O empate não foi bom para nenhum dos times, mas realmente péssimo para o Bengalas, que continua a amargar a vice-lanterna.

No começo do jogo, o Bengalas parecia que iria afastar a má fase. Jogando bem, marcava pressão, dificultando a saída de bola adversária. Porém, quem foi perigoso foi o Real Paulista. E ainda sem querer. O goleiro Rafa fez lançamento ao ataque e, na tentativa do corte, Zequinha quase enganou seu goleiro e jogou contra a própria meta.

Pouco depois, o Bengalas chegou pela primeira vez. Após troca de passes, Negão recebeu a bola, fintou um e tentou tocar na saída do goleiro, que fechou bem o canto e defendeu o chute. Na chance seguinte, o Bengalas foi mais eficiente. Aos 10 minutos, Vini recebeu lançamento, tirou o goleiro do lance e marcou. O jogo ficou truncado, mas o Bengalas ainda era melhor. Fabinho Oliveira, de falta, e Fernando Forte, em jogada individual e em chute de fora, pararam no goleiro Alemão.

Ao final do primeiro tempo o Real melhorou e equilibrou o jogo. Ronan fez jogada pela direita e chutou no alto. A bola desviou na trave e saiu. Depois ainda teve uma vez com Tuca, que chutou para fora. Justamente quando equilibrava as ações, o Real viu o Bengalas ampliar. Com 22 minutos rodados, em contra-ataque começado com lançamento do goleiro Rafa para Fernando Forte, a bola chegou para Fabinho Oliveira só completar.

O Real ainda teve chance para diminuir o placar antes do fim do primeiro tempo, mas Negão salvou. Acabava um primeiro tempo equilibrado, que teve o Bengalas mais regular do que o Real e que conseguiu abrir uma boa vantagem de dois gols.

O segundo tempo da partida começou e ele pode ser dividido em dois momentos: um começo melhor do Bengalas e uma pressão até conseguir o empate do Real. No início, o Bengalas era quem atacava. Em boas chances de Negão e Vini, quem apareceu foi o goleiro Alemão. Negão arriscou e Alemão foi buscar a bola no ângulo. Já Vini saiu cara a cara com Alemão, mas foi bem abafado.

O segundo momento foi de pressão do Real. E agora quem apareceu bem foi o goleiro Rafa. Em pelo menos duas bolas o goleiro salvou o Bengalas. As principais defesas foram em chances de Panela e Ronan. Panela arriscou de fora, viu seu chute desviar no meio do caminho e, mesmo assim, ainda viu o goleiro fazer grande defesa. Já Ronan recebeu bola no meio e arriscou para defesa segura de Rafa.

O Real ficava com a bola, criava chances, mas não conseguia marcar o gol. Isso até os 20 do segundo tempo quando Lucas Janaudis, camisa 22 do Real, ficou livre no meio e arriscou com força. O goleiro Rafa não conseguiu segurar e com a bola quase entrando Tuca ainda foi lá conferir para marcar o primeiro do Real. Dois minutos depois, o empate chegou. Após chute rebatido, a bola ficou com Panela, que estufou as redes e empatou.

Com um ponto para cada lado, nenhuma equipe saiu satisfeita, mas pelas circunstâncias do jogo e do campeonato, o Bengalas saiu de campo mais desapontado. O Bengalas, com 4 pontos, só aparece à frente apenas do Elefantes Indomáveis, seu próximo adversário, na tabela. Enquanto isso, o Real se manteve na quinta posição, agora com 7 pontos, e na próxima rodada encara o líder Mulekes.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Roleta Russa 4 x 2 Fúria

ROLETA RUSSA PARA THIAGO MOTTA E TIRA INVENCIBILIDADE DO FÚRIA


Brunão marcou os 4 gols do Roleta, que chega a 6 pontos e segue em ascensão>

Por Gustavo Vasconcelos

O embate entre Roleta Russa e Fúria foi, sem dúvidas, um dos melhores do dia. Um jogo bom tecnicamente e bem disputado acabou com a vitória do Roleta Russa, de Brunão, que brilhou marcando uma “quadra de ases”. Do outro lado, Thiago Motta deixou mais um, confirmando a grande fase. Apesar do camisa 7 aparecer mais vez, sua atuação foi insuficiente para conseguir um resultado positivo.

Um jogo entre dois bons times não poderia ser diferente e começou a mil. A primeira chance foi do time rubronegro. Fabio Caruso chutou de fora, o goleiro Guaraná rebateu e acabou tendo que dividir com Bruno, mas conseguiu se recuperar e ficar com a bola. A marcação adiantada do Fúria buscava dificultar a saída de bola do Roleta, mas os zagueiros não se desesperavam e conseguiam tocar a bola até achar espaços.

Ao passar dessa pressão, o Roleta encontrava espaços no meio e Brunão soube aproveitar como poucos isso. Aos 4 minutos, ele recebeu a bola e foi levando o jogo para o meio até soltar uma bomba no ângulo. Um golaço em uma bola indefensável.

Depois do gol, o Fúria melhorou e começou a atacar. Fabio Caruso e Thiago Motta tentaram, mas a falta de pontaria e o goleiro Guaraná atrapalharam as intenções ‘furiosas’. Porém, aos 13 minutos, o Fúria chegou ao empate com Thiago Motta, em lance pela direita.

As chances continuaram e Marcão quase marcou o segundo para o Roleta. Após escanteio, ele subiu mais que todo mundo, mas o goleiro Pedro apareceu e fez grande defesa. Mais chances foram criadas até o final do primeiro tempo, mas nenhuma que conseguisse ser convertida em gol. Era o fim de um primeiro tempo muito bom, com ambos os times jogando e marcando bem. Um jogo muito equilibrado, com o placar mostrando 1 a 1.

O segundo tempo voltou e não deixou a desejar em relação ao primeiro. Logo aos três minutos, a virada aconteceu. Sucão, de falta, chutou rasteiro, a bola desviou na barreira entrou. Volta em grande estilo do manager e capitão furioso. A vantagem não durou muito: após algumas chances desperdiçadas, o Roleta voltou a marcar. E de novo com Brunão. Após cruzamento rasteiro para a área, Brunão, quase encostado na trave, desviou de letra no primeiro pau.

O jogo continuava movimentado e muito vibrante, principalmente por parte do camisa 3 do Fúria, Carnaval, que vibrava a cada dividida. As chances apareciam, porém, o placar só voltou a ser modificado já aos 20 minutos da etapa final. Brunão brigou, protegeu a bola e chutou forte de fora no cantinho para marcar o terceiro.

No final do jogo, o capitão do Roleta, Alemão, ainda foi expulso com cartão azul por carrinho desnecessário. Mas Brunão, MVP da partida, tratou de dar tranquilidade para seu time. Em contra-ataque aos 23 minutos, ele partiu com a bola pela esquerda e bateu cruzado para marcar o quarto e decidir o jogo. O Fúria ainda tentou algo nos minutos finais, mas em vão.

Depois do jogo, os jogadores do Fúria continuaram em quadra, já com as luzes apagadas, e fizeram reunião fechada entre eles. Com o resultado adverso, o Fúria caiu para o sexto lugar e continua com 8 pontos. Já o Roleta, chegou aos 6 pontos e aparece em uma posição abaixo do Fúria. Na próxima rodada, ambos os times enfrentam adversários sem vitórias na competição: o Roleta pega o SPQSF e o Fúria enfrenta o Acidus.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Só Resenha 5 x 3 SPQSF

RESENHA DESPACHA SPQSF COM FACILIDADE


Após empate no primeiro tempo, Só Resenha vai bem no segundo tempo e derrota SPQSF

Por Gustavo Vasconcellos

O confronto entre o sexto e o oitavo colocados na tabela aparenta ser um jogo mediano, provavelmente sem graça. Enganam-se aqueles que acreditavam nisso. Em um jogo movimentado e com um segundo tempo com 6 gols, o Só Resenha voltou a vencer após o empate contra o agora lanterna Acidus. Já o SPQSF parece levar a sério o nome do time e ainda está sem vitórias na competição.

O jogo começou e o Só Resenha aparecia melhor nos minutos iniciais. Com calma e um pouco melhor, o time conseguia criar chances de gol. As primeiras foram com Brunão e Dhani. O primeiro arriscou de fora e o goleiro Serafim defendeu em dois tempos. O segundo fez tabela com o próprio Brunão e chutou. A bola saiu fraca e ficou fácil para Serafim. O SPQSF respondeu aos quatro minutos, em cabeçada por cima do gol de Meneguelo.

O SPQSF se defendia bem, mas não conseguia atacar com a mesma eficiência. E como castigo, um gol do Só Resenha. Brunão recebeu na área e, utilizando-se da força física, girou e bateu no alto para inaugurar o placar. Logo depois do gol sofrido, o SPQSF conseguiu o empate com Jaja. O mesmo camisa 6 (opa! Não era 9?) teve outras duas chances de gol, mas mandou para fora. Já o Só Resenha chegou em jogadas envolvendo Brunão e Darian. Num primeiro lance, Darian fez jogada lateral e cruzou para Brunão, que desviou para o gol, mas viu o goleiro aparecer para defender. Num segundo lance, Darian fez boa jogada e driblou dois adversários antes de chutar para o alto.

O segundo tempo voltou equilibrado, igualmente ao primeiro, mas logo o Resenha se colocou à frente do placar. Com dois minutos, Marcelinho tocou para Fabrício na entrada da área. Ele bateu, o goleiro deu rebote, que Dhani fez questão de aproveitar, para alegria das Resenheiras presentes do lado de fora da quadra.

O jogo continuou disputado depois do gol, com algumas faltas mais fortes. Em uma dessas faltas, o SPQSF teve cobrança próxima à área, mas desperdiçou. Enquanto o SPQSF desperdiçava suas chances, o Resenha aproveitava. Aos 9 minutos, Fabrício fez boa jogada e deixou Rafa Monteiro livre para tocar por debaixo do goleiro e marcar o terceiro.

Essa vantagem deixou o time tranquilo, tanto é que três minutos depois marcou outro. Cruzamento na área e Cris Nicolas subiu mais que todo mundo e cabeceou. O goleiro desviou para a trave, e a bola voltou no goleiro, que acabou jogando-a para o gol. 4 x 1.

O SPQSF foi ao ataque com tudo e conseguiu diminuir aos 17 minutos, dando novo ânimo à equipe. Meneguelo avançou pela direita e chutou. A bola desviou na zaga e enganou o goleiro Dalonso.

O balde de água fria veio aos 20 minutos. Dhani puxou para a esquerda e bateu rasteiro. Era o quinto e decidia o jogo. O SPQSF ainda diminuiu em tiro livre de Jaja, mas a luta no final foi em vão.

Agora com 8 pontos, o Resenha aparece em 4º, com quatro pontos a menos que o líder Bacana. O SPQSF continua com 3 pontos e na oitava posição. Na próxima rodada, o Resenha enfrenta o líder buscando diminuir a vantagem, enquanto o SPQSF encara o Roleta Russa, que vem de duas vitórias consecutivas.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Acidus 3 x 5 Bacana

ACIDUS VOLTA A “APAGAR” E SUCUMBE DIANTE DO BACANA


Bacana envolve Acidus com toque de bola e faz resultado ainda no primeiro tempo

Por Luiz V. Andreassa

E segue o calvário do time de Lucas e Lói nesta edição da Ouro: depois de sofrer o empate do Só Resenha no último lance na rodada anterior, o Acidus sofreu sua terceira derrota em cinco jogos e se manteve na zona de rebaixamento. Do outro lado, só alegria para o Bacana, líder do Grupo B e garantido no mata-mata.

No primeiro tempo os times foram tão diferentes quanto céu e inferno. Inferno astral da péssima fase do Acidus e céu do Bacana, que tem um ótimo elenco e vive no paraíso na parte mais alta da tabela. Tamanha paz não foi quebrada nem pelo gol de Louiz logo no primeiro minuto. Ele ganhou na corrida do marcador – que caiu sozinho no chão – e saiu na cara do gol: aí ficou fácil e foi só tocar na saída de Kiko. O empate veio 3 minutos depois, quando Lele dominou no peito pelo meio e teve boa visão de jogo para ver a passagem de Rômulo na direita. Este dominou sem marcação e bateu firme e rasteiro para vencer Urso.

A partir daí, o domínio das ações passou para o lado bacana, que chegou bem nos próximos lances. Primeiro, Lele tentou o seu segundo tento em chute no cantinho que o arqueiro defendeu. Em seguida, ele apareceu de novo batendo cruzado da entrada da área e acertando a trave. Yanes fez boa jogada pelo lado esquerdo na sequência e finalizou para mais uma intervenção de Urso, que quase deixou a redonda escapar.

Enquanto tentava se ajustar em quadra, o Acidus via o adversário crescer e o empurrar cada vez mais para a defesa. Aos 10 minutos, sucumbiu à pressão. Yanes carregou pelo meio e, mesmo entre os zagueiros, conseguiu finalizar, acertando o cantinho. Sem dar tempo para o rival respirar, o camisa 9 foi às redes mais uma vez em jogada rápida, na qual ele driblou o guarda-metas e, quase sem ângulo, fez o terceiro. Dois golpes duros em sequência que a equipe verde não conseguiu absorver.

A partida seguiu completamente bipolar: de um lado, um Bacana ligado e com tanto ímpeto e fome de bola que às vezes exagerava até nas faltas; de outro, um time perdido, sem vontade e sem organização. Mesmo assim, Marcelo esboçou uma reação ao chutar de esquerda para defesa de Kiko com o pé. Mas antes de qualquer sinal de mudança, Rômulo fez uma pintura: saiu da marcação, invadiu a área e mandou de cobertura na saída do goleiro. E se o Acidus já parecia condenado na partida, ele beijou o diabo quando levou o quinto no último lance da primeira etapa: Danilo encontrou João Pereira na direita. Este bateu forte para fazer seu time comemorar uma merecida goleada.

No intervalo, duas mudanças nas metas: Ulisses entrou no lugar de Urso e, do lado bacana da quadra, André Izique substituiu Kiko. Mas os goleiros não ditam o ritmo do jogo, então o panorama não mudou muito no começo da segunda etapa, tanto que a equipe dourada quase chegou ao sexto em cobrança de falta de Gustavo Izique. Ele mandou uma bomba que parou na bela defesa do camisa 12 ácido. E outra vez o arqueiro salvou o time, desta vez de maneira espetacular ao espalmar um chute de bico do mesmo Gustavo, um petardo advindo de dentro da área que ia no ângulo.

Mas quem estava perdendo o jogo era o Acidus, e seus jogadores precisavam ir para cima. Foi para isso que Marcelo resolveu honrar sua camisa 10 e chamou a responsabilidade para tentar criar boas jogadas e mudar a história da partida. Ele não vinha tendo muito sucesso diante da boa marcação de Rômulo e Pereira, mas aos 8 minutos recebeu na cara do gol após um momento de luz do seu ataque, que tocou bem a bola e o deixou nas condições perfeitas para descontar. Tentando um milagre no meio do inferno, a equipe verde-limão passou a ter mais posse de bola e se lançou à frente, mas descuidou na defesa e quase tomou o sexto. Marcos Wenzel fez linda jogada ao sair de carrinho de um marcador com um chapéu e só não fez um golaço porque a redonda parou mais uma vez em Ulisses.

Aos 15 minutos, Marcelo dominou de costas para o gol no campo de ataque e segurou a bola até perder a chance de girar. Mas antes que alguém pudesse criticá-lo, ele tocou para a chegada de Borges, que bateu cruzado de pé esquerdo e fez o terceiro de sua equipe. Com receio de uma reação verde, o técnico do Bacana pediu tempo. Mesmo assim, os seus jogadores continuavam sem mostrar a mesma vontade da primeira etapa, tanto que tomaram um susto em finalização perigosa de Lói depois de bola afastada pela zaga. A redonda acabou indo por cima do travessão. Como resposta, Lele mandou um chute de primeira no campo de ataque, tentativa que parou mais uma vez em intervenção do ótimo goleiro Ulisses – que merece a titularidade na meta ácida.

Empolgado pelos dois gols, o Acidus continuou em cima e chegou duas vezes com Paulinho. No primeiro lance, ele chegou pela esquerda e bateu rasteiro para defesa de André. Em seguida, recebeu sozinho na área, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, viu o goleiro sair bem de sua meta e ficar com a redonda. Com isso, o placar permaneceu inalterado até o apito final.

Mais uma vitória do Bacana, merecida pelo conjunto do jogo e pelo primeiro tempo arrasador. Para o time treinado por Lucas, mais um golpe que o deixa mais perto de disputar a Série Prata na próxima temporada. Mas ainda há tempo de reagir, até porque a equipe não é ruim e conta com bons jogadores, mas não consegue jogar tudo o que sabe. Dentro do jogo, ela vive momentos muito distintos: uma hora joga com vontade e consegue chegar bem na frente e, na outra, se perde completamente em quadra e deixa o adversário deitar e rolar. O problema é que, nos momentos bons, o time faz dois ou três gols e, nos ruins, toma cinco ou seis. Não há time que aguente tamanha inconstância.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Fora de Série 3 x 1 The Veras

FORA DE SÉRIE SE RECUPERA E TIRA VERAS DA PONTA


Equipe azul grená passou longe de mostrar o futebol jogado contra o Arouca e só foi bem quando já era tarde demais; Fora assume a 3ª posição do grupo

Por Luiz V. Andreassa

Em mais um embate equilibrado pelo também equilibrado Grupo B da Série Ouro, o Fora de Série levou a melhor contra o The Veras numa partida bastante movimentada e disputada. Com a vitória – a terceira na temporada – o time de Renan e Rafael passou o adversário na tabela e chegou à terceira colocação. Apesar da vontade apresentada pelos jogadores de ambas as equipes, as chances não apareceram em grande número no início, tanto que a primeira veio apenas aos 7 minutos, quando Cachaça recebeu na entrada da área, dominou no peito e bateu no meio do gol, para defesa de Benga. A resposta veio em seguida, com Japa, em chute pela direita que também exigiu intervenção do goleiro adversário.

O placar só foi aberto aos 10 minutos, em cobrança de falta de longe do Fora de Série que desviou em Rodrigo Cunha quando estava chegando ao gol (por isso o gol dado a este), o que matou totalmente as chances de defesa do arqueiro rival. O tento deixou a partida mais aberta e viu mais dois gols. Em nova cobrança de falta, Rafael Rezende acertou o cantinho da meta para ampliar. No lance seguinte, Nico descontou para o Veras, cortando a comemoração do adversário.

O ritmo continuava acelerado na troca de passes, mas devagar em relação às oportunidades, o que pode ser comprovado pelo fato de que a próxima chegada a gol só ocorreu aos 18 minutos, em chute de peito de pé que Marchi mandou para fora. Apesar disso, quem detinha a maior posse de bola era a equipe azul clara – cor do primeiro uniforme, pouco usado nessa temporada –, que voltou a assustar em chute de Renan pelo lado direito. No último lance, porém, foi o Veras quem quase empatou: Pedro de Luna recebeu na entrada da área, girou e chutou no cantinho. O gol iminente foi impedido pela defesaça salvadora de Rafael, um dos principais responsáveis pela boa campanha de seu time, que pulou rapidamente para buscar a pelota.

O panorama da partida pouco mudou após o intervalo, e o Fora de Série continuava sem dar espaços ao adversário, dominando a posse de bola mas sem atacar tão bem quanto controlava as ações. Por isso, o time passou a arriscar em chutes de longe, como na finalização de Rezende que nem ia para o gol e mesmo assim foi espalmada por Benga. Porém, foi quando a equipe resolveu pôr a bola no chão e usar a qualidade de seus jogadores que saiu o terceiro. Rafael Rezende apareceu muito bem outra vez ao dar belo passe em profundidade para Cachaça sair na cara do gol e mandar no canto uma bola indefensável. 3 x 1.

A equipe azul grená se encolhia em seu campo e não tinha muitas chances para assustar a defesa rival. Quando o fazia, era nas investidas de Japa, que decidiu a batalha contra o Arouca duas rodadas atrás com dois golaços e é uma espécie de termômetro da equipe: quando ele está bem, o Veras ganha muito em poder de fogo. O camisa 7 aproveitou bola rebatida na área e só não fez uma pintura de letra porque Rafael estava esperto para fazer a defesa. Outra chance saiu de seus pés pouco depois, desta vez ao cruzar para Pedro de Luna chegar batendo de primeira pelo lado esquerdo e fazer a redonda passar muito perto do ângulo.

As duas chances acenderam o ânimo dos companheiros, que passaram a buscar com mais ímpeto o que seria um empate heróico. Jairo chutou rasteiro, a bola desviou em um adversário e foi para fora, tirando o ar da torcida fora de série. Percebendo o perigo, o FS também resolveu ir para cima e a qualidade da partida aumentou consideravelmente. Rodrigo Cunha fez boa jogada ao limpar o marcador e chutar por cima. Na sequência, Du formiga bateu falta rasteira que por pouco não acertou o alvo. Mas a melhor jogada talvez do jogo todo veio dos pés do habilidoso camisa 7 azul claro: Rodrigo fez bonito pelo meio, girou, saiu da marcação e finalizou muito perto do gol. A redonda raspou a trave defendida por Benga. Apesar dessas chances, o The Veras foi superior nos últimos minutos, mesmo sem ter criado grandes chances.

O apito final decretou a vitória do Fora de Série, que se recuperou após a surpreendente derrota para o (agora) meteórico Roleta Russa na última rodada. A terceira posição dá à equipe um certo alívio, porém a atenção deve ser mantida, até porque o primeiro fora da zona de classificação é o próprio Roleta com apenas 3 pontos a menos, somando 6 ao todo. Para o Veras, a sensação deve ser parecida, pois soma 8 pontos na competição e também não está nada garantido na próxima fase.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Fiorella Brasil 1 x 2 Mulekes

MULEKES MARCA NO FIM E MANTÉM A PONTA


Depois de sofrer nos primeiros 25 minutos, Fireolla reage mas perde no fim e cai para a terceira posição

Por Luis V. Andreassa

Mulekes e Fiorella Brasil travaram um duelo disputadíssimo, com dois tempos bem distintos, poucos gols mas muitas chances. Bem dnetro do que se esperava num duelo entre líderes. E o personagem que merece mais destaque na partida, apesar do resultado, é Fábio Fonseca, arqueiro do time vermelho e preto. Ele brilhou com defesas importantes, principalmente nas saídas de gol.

O teste começou logo no início da partida, pois o Mulekes dominou completamente as ações na primeira etapa. Começou com o chute de sem pulo no cantinho executado por Rafinha e defendido por Fonseca. Aos 2 minutos foi a vez de Giovanni Rizzo arriscar pela esquerda e ver sua tentativa ser frustrada. Na sequência, Camilo recebeu passe livre dentro da área, mas parou em nova ação do goleiro, que saiu muito bem para afastar o perigo. Ele salvava o seu time e reclamava com os companheiros que, ao invés de ouvi-lo, continuavam a complicar a sua vida. Tanto que a pressão não parou e outra vez Camilo recebeu em boas condições, desta vez de costas para o gol, e foi impedido da mesma maneira que na jogada anterior. O camisa 14 foi persistente e, ao receber passe de companheiro, dominou a redonda no peito e chutou duas vezes para tentar vencer a muralha do soleil Fonseca. E adiantou? Não dessa vez.

O Fiorella tentou responder em chegadas de Edson Claro e Francisco Ferreira, mas nas duas vezes faltou pontaria por parte dos atacantes. Reles tentativa, pois a equipe de branco voltou a ir para cima. Pepê fez bela jogada ao receber na entrada da área, driblou o marcador e bateu com muito perigo para balançar a rede... só que pelo lado de fora. O Fiorella tentou resistir e, quando chegou mais uma vez ao ataque, foi bem mais incisivo. João Paulo apareceu na cara do gol, com velocidade driblou o goleiro Diego e finalizou sem ângulo, mandando a bola para fora.

Todavia, só aos 14 minutos finalmente o volume de jogo do Mulekes foi compensado. Em lance rápido, Leandrinho, que não é aquele do basquete mas soube bem sair do marcador, acertou uma bomba ao chutar a pelota com o peito do pé quando a mesma estava no alto. Ela foi direto no ângulo: golaço para abrir o placar. A dança seguia no mesmo ritmo depois do gol. Francisco e Rogério Silva tinham dificuldades para acompanhar os atacantes rivais que, por sua vez, contavam com a segurança de uma atuação competente de seus homens de trás. Tanto que o time tricolor só voltou a assustar em cobrança de falta perigosa de Francisco Ferreira, que Diego espalmou muito bem. Na sequência, a resposta veio em uma jogadaça de Barata, que arrancou, saiu de três adversários, chegou de frente para o gol, mas parou em nova saída precisa de Fonseca. Mais uma para a conta do goleirão, que toda rodada reclama que não é lembrado nos MVGs (quero ver falar agora...).

Entretanto, aos 19 minutos, o empate veio quase como um castigo, e pelos pés de João Paulo. Ele recebeu dentro da área e bateu forte de esquerda, sem chances de defesa. Apesar disso, quem terminou melhor o primeiro tempo foi mesmo o Mulekes, que voltou a pressionar com suas trocas de passes envolventes na movimentação de seus atacantes. Mesmo assim, 1 a 1 decretado no apito do árbitro.

Agora, para falarmos da segunda etapa, precisamos virar a página e encará-la como uma nova partida. Até porque, logo no primeiro minuto, o Fiorella mostrou que não iria dançar conforme a música dos moleques e pressionou em chutes seguidos depois de cobrança de falta. Quem evitou a virada foi Diego, mostrando que do lado branco da quadra também há um arqueiro de qualidade. O ritmo era acelerado, mas as chances eram mais escassas em comparação aos primeiros 25 minutos. E quando elas apareciam, vinham dos pés dos jogadores fiorellenses, como no contra-ataque em que Francisco Ferreira recebeu na esquerda e bateu forte, de bico, para grande intervenção do camisa 12 rival. Depois, duas chances de Cléber: na primeira, ele chegou pelo meio e finalizou com perigo para fora; na segunda, recebeu pela lateral, puxou para o meio e chutou uma bola dividida com a zaga que acabou tendo o mesmo destino do lance anterior.

Apesar da superioridade do time de Fábio Fonseca, as oportunidades custaram a aparecer em seguida. Aos 19, Francisco teve fez boa jogada e bateu bem perto da trave. Pouco depois, João Paulo chegou na área, dominou a pelota e, com ela no alto, mandou uma bomba que por pouco não acertou o ângulo adversário. Só que o castigo veio no minuto seguinte, pois Pepê recebeu passe na direita e chutou forte, cruzado, no cantinho, sem chances para Fábio, e restabeleceu a vantagem de sua equipe num momento do jogo em que o Fiorella era melhor.

O gol diminuiu o ímpeto do Fiorella, que não conseguiu mostrar a mesma força dos lances anteriores e reagir. No fim das contas, 2 x 1 para o Mulekes, que chega a 12 pontos e está na ponta junto ao Med. O Fiorella estaciona nos 9 pontos e soma sua segunda derrota consecutiva.

XI CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

SNG 3 x 1 Bufalos

SNG APROVEITA MELHOR AS CHANCES E BATE O BUFALOS


Esquadra azul marinho e cinza pressionou em muitos momentos, mas só balançou as redes uma vez

Por Luiz V. Andreassa

O SNG enfim parece conseguir respirar aliviado. Foram necessárias 5 rodadas par ao time se acertar e chegar perto dos líderes na tabela – tem 9 pontos diante de 12 de Mulekes e Med. Porém, vida fácil não teve contra o Bufalos, que valorizou muito o triunfo ao ser realmente um búfalo: duro na queda e lutador até o fim.

A partida começou travada pela forte marcação exercida pelas equipes, tanto que as primeiras chances saíram nas bolas levantadas na área. Logo cedo Léo Cidrão teve de mostrar serviço na sua meta ao defender cabeçada de Luis Romão após cobrança de escanteio. Pouco depois, Biro pegou uma bola de sem pulo no segundo pau e quase fez um golaço – acabou impedido mais uma vez pelo arqueiro. O Bufalos respondeu, também em cruzamento, com Marcos Mendes, que, mais ousado, girou uma bicicleta perfeita de fora da área. Pena que a finalização não foi tão boa. Dinho, o nome de sua equipe no jogo, mandou outro sinal de alerta ao adversário com uma paulada de peito de pé, do meio da quadra, que explodiu na trave.

O susto realmente acordou o SNG, que logo depois abriu o placar. O estreante Rafael Brozinga saiu na cara do gol, não foi fominha, e tocou para Luis, livre, apenas empurrar a redonda para dormir no fundo das redes. O tento deixou a partida mais aberta, e o segundo do SNG quase saiu dos pés do camisa 15, que mais uma vez fez bonito ao receber na área, dominar no peito, girar e mandar na trave. Dinho respondeu em chute cruzado e rasteiro pela direita, que pareceu ter sido desviado pelos dedos do goleiro, mas o juiz deu tiro de meta. Pouco depois, em nova cobrança de escanteio, Renê ampliou a vantagem do SNG ao usar a cabeça – literalmente. 2 x 0 e enfim o artilheiro do Chuteira deixou o seu.

De vez em quando, a vantagem pode fazer mal ao time se não for bem administrada. E por mais que isso pareça contraditório, foi o que exatamente o aconteceu com a equipe tricampeã da Ouro, que viu o Bufalos crescer de produção e ir para cima. Felipe Augusto, o do Bufalos, quase fez uma pintura em chute colocado que acertou o travessão e Dinho – sempre ele – conseguiu finalizar no meio de uma disputa de bola dentro da área e só não diminuiu a desvantagem graças à defesa espetacular de Caieiras. Leo e Washington sentiam dificuldades para segurar o forte ataque bufalense, então seu goleiro teve de trabalhar de novo, desta vez se contorcendo todo para evitar finalização de longa distância no cantinho. E, apesar das chances e do merecimento de sorte melhor para a equipe azul e cinza, o placar permaneceu inalterado até o apito do árbitro.

Contrariando as expectativas, a segunda etapa começou com poucas chances e com as defesas se sobressaindo. Mesmo assim, Allan quase ampliou a vantagem do SNG em finalização pela direita que parou nas mãos do guarda-metas. Aos 6 minutos, Luis bateu para fora de esquerda em jogada rápida. E quem estava distraído por causa do momento ruim da partida nem viu o terceiro tento do SNG anotado por Rafael Brozinga. Mas para que as coisas não esfriassem de vez, Casali conseguiu descontar para o Bufalos ao receber na cara do gol e só ter o trabalho de tirar do goleiro. 3 x 1.

A resposta veio com Brozinga mais uma vez, agora em boa jogada pela esquerda e um chute cruzado que Léo Cidrão defendeu com competência. No outro lado da quadra, Marcos Mendes finalizou de carrinho na rede pelo lado de fora e Casali quase anotou o seu segundo em grande estilo: ele recebeu pela esquerda, puxou pra o meio, deixou o marcador no chão e bateu perto do ângulo, raspando a trave. A pressão foi aumentando e Gui Tedesco arriscou de longe no meio do gol para a defesa de Caieiras. Em seguida, Dinho fez uma jogadaça ao deixar dois adversários para trás e mais uma vez exigir grande intervenção do ex-goleiro do Joga 13.

Apesar do esforço do Bufalos, o 3 x 1 se arrastou até o apito final e o triunfo do SNG foi concretizado. Três pontos importantes para uma equipe de tanta tradição que, como o seu rival Bengalas, vem sofrendo para se firmar em um grupo tão equilibrado. Para o a esquadra azul e cinza, que antes tinha o mesmo número de pontos que o adversário, cai para a 8ª colocação, mas mostra que tem futebol para se classificar.
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