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Notícias de 12/03/2009

COBERTURA JOGOS VII CHUTEIRA DE OURO:

VII Chuteira de Ouro: 1ª rodada: Grupo B:
Equipe Bróder 1 x 1 Melville Power


MELVILLE NÃO SE ENCONTRA E EB EMPATA NO FIM


Primeiro grande clássico do Chuteira, Melville e Equipe Bróder entraram em campo para dar o pontapé inicial da sétima edição do Chuteira de Ouro. Expectativas altas, mas dentro de campo em termos de futebol ambas ficaram devendo. O jogo foi feio, fraco tecnicamente e com muitos erros de finalização e defesas dos goleiros. O estreante Goku garantiu o placar ao Melville com belas defesas, enquanto Macaco também mostrava que está em forma.

A primeira jogada de perigo surgiu dos pés de Alemão, sempre ele a levar o Melville ao ataque. Em lance pela esquerda, Felipe deixa Alemão de frente o gol que toca errado para Henrique na direita, que não alcança e perde grande chance. A EB parecia apostar nos contra-ataques, e assim foi que Mutssa teve as chances mais claras de gol do primeiro tempo. Em lançamento do goleiro Macaco ao artilheiro da camisa 2, este chuta pra linda e elástica defesa de Goku. Em outro, o goleiro fecha o ângulo e Mutssa, mesmo cara a cara com ele, perde a chance de abrir o placar.

O Melville respondia com Alemão, exigindo de Macaco boa defesa por duas vezes. Além dessas, Macaco travou na hora H a bola com Henrique quando este entrou sozinho na área. A EB rebateu com Mutssa roubando na defesa e tocando para Lapa perder. Em outro, Mutssa de novo mostrou que o pé ainda está fora de forma e isolou pro alto toque pro meio da área de Werner da esquerda.

Apesar das boas chances, o jogo seguia em ritmo desacelerado, sem vibração. E talvez por isso o jogo tenha acabado em seu primeiro tempo sem gols. No segundo tempo, as coisas continuaram iguais, mas os gols saíram. Foram poucos, é verdade – um de cada lado –, mas o suficiente para movimentar os jogadores. E o gol saiu nos primeiros minutos, com Alemão virando e tocando pro gol de dentro da área.

O gol acendeu a EB que passou a fazer pressão no Melville, que apostava no contra-ataque para matar o jogo. E a EB passou a trabalhar mais a bola e a chegar mais ao gol adversário. Mutssa quase empata de cabeça enquanto Lapa tenta cavar um pênalti se jogando na área. Mutssa seguiu seu dia de perder gols – parecia que tinha tido aulas com Yanes do Bacana – e errou ao receber bola de cobrança de falta.

Enquanto um atacava, o outro se defendia e tentava acertar um contragolpe. Por duas vezes Felipe teve o jogo nas mãos ao receber de Alemão e perder as chances. Mas parecia que a EB faria o gol a qualquer momento, mais ainda quando Lapa fez linda jogada e carimbou o travessão. O gol amadurecera e, em cobrança de escanteio, Maurício Miranda, após discutir com outro jogador de sua equipe, dá as costas e Marcelinho mergulha num belo peixinho e manda para as redes para empatar a partida.

O gol sossegou a EB e não mexeu com o Melville, que, atordoado, não esboçou reação. E de fato se tivessem mais alguns minutos a EB sairia com a vitória diante da passividade com que o Melville jogou e encarou o jogo. Ao fim de jogo, 1 a 1 no placar, era nítida a briga interna dentro do Melville, que levou o capitão Maurício Miranda a deixar o campo sem falar com ninguém e ir-se embora. Com a folga de sábado que vem, o time alvinegro pode buscar se conciliar. Já a EB vai colocar a prova seu potencial contra o Joga 13.

VII Chuteira de Ouro: Grupo A:
1ª rodada: Kadência 4 x 2 Fora de Série




AO SEU ESTILO, KADÊNCIA ESTRÉIA COM VITÓRIA SOBRE FORA DE SÉRIE


Campeão da última edição do Chuteira de Ouro, o Kadência, equipe capitaneada pelo artilheiro Paulinho, enfrentou em seu primeiro jogo o Fora de Série. Ambas as equipes contam com caras novas, mas mantiveram as bases do ano passado. Logo no começo do confronto o zagueiro e capitão do Fora, Rica, errou de maneira infantil ao sair jogando e entregou a bola no pés do matador Paulinho. O camisa 16 e artilheiro absoluto do campeonato passado, de frente para a área escolheu o canto direito do arqueiro e com um toque sutil colocou a bola no fundo do gol para abrir o placar. Na seqüencia, o Kadência tentou ampliar: Renan passou por Carlão e arriscou da direita do ataque, obrigando o arqueiro a fazer ótima defesa.

Quando o Fora chegou com maior perigo, foi logo para igualar a partida. Rodrigo Cunha avançou pela direita e bateu cruzado. A bola quicou na grama sintética e entrou rente à trave oposta, sem chances para o goleiro. No entanto, a igualdade não durou muito tempo, pois Renan colocou os kadencianos novamente em vantagem. O meia arrancou pela direita, trouxe para o meio campo, driblou Saulo confundindo toda a defesa rival e bateu duas vezes para marcar e colocar o campeão em vantagem.

A primeira metade de jogo era bastante movimentada, e o Kadência chegou com perigo outra vez. Bruno Alóia trouxe para o pé direito e chutou uma bola que triscou o travessão adversário. O Fora de Série também levou perigo em lances de rápida troca de passes. Em um deles, Du Formiga deixou a pelota na direita com Rodrigo, que encheu o pé na rede pelo lado de fora. Em outro lance foi a vez de Rodrigo retribuir e deixar Du na cara do gol, mas o camisa 8 se atrapalhou todo ao tentar dominar e não conseguiu a batida contra a meta de Renato.

Mais Fora de Série no ataque, de novo com Rodrigo que, na velocidade, foi para cima do marcador, pedalou e mandou pro gol. A bola saiu fraca, mas Du evitou sua saída pela linha de fundo e rolou de calcanhar para dentro da área, onde a bola encontrou Carlão, que conclui com um toque de letra muito perto da trave esquerda.

Ainda no primeiro tempo foi a vez de uma grande aliada do Fora na partida aparecer – a trave! Rodolfo Alóia, estreante, fez boa jogada e chutou a bola fazendo-a explodir na trave direita de Maranhão. Pouco antes do apito final da primeira etapa, o goleiro Renatão sentiu o ombro após dividir no alto com Rodrigo. Ele deixou o jogo por um curtíssimo espaço de tempo, deixando o ersponsavel por fazer gols na função de evitar gols. Por sorte nada houve nesse ínterim.

No intervalo, Clebão fez de técnico da equipe e orientou o camisa Kadu para que ele abrisse os braço sobre o marcador na hora de fazer o pivô dentro da área. Já com a bola rolando foi o Kadência o primeiro a assustar: Walter acertou a trave ao chutar bola ajeitada por Bruno. Não demorou muito para o Fora deixar tudo igual na segunda etapa. Carlos Henrique dominou no meio e tocou para Rodrigo bater e ter de ver o goleiro Renato colocar para escanteio. Na cobrança, o mesmo Carlos Henrique apareceu livre dentro da área e deixou tudo igual.

A partir daí o atual campeão voltou a tomar conta do jogo e, mais uma vez, a trave apareceu para ajudar o Fora de Série. Ao subir para disputar bola de cabeça, Paulinho foi derrubado próximo à área. Na cobrança, Renan soltou uma bomba que explodiu no poste e saiu. Porém, pouco depois os atuais campeões anotaram o terceiro. Bruno marcou o terceiro de sua equipe com um belo corte em Junior.

Com a vantagem mostrada no placar, o Kadência passou a jogar no seu estilo campeão: literalmente cadenciando o jogo. E assim logo definiu a partida. Fábio Simões dominou no meio dos zagueiros, fugiu da marcação e acertou lindo tiro de direita para fazer 4 a 2. A bola chegou a tocar na trave, mas morreu solitária no fundo do gol. Praticamente com a vitória garantida o Kadência ainda teve algumas oportunidades de ampliar, mas o artilheiro do último Chuteira não parecia estar em tarde inspirada. Em um dos lances, Bruno chutou para o gol e, após a defesa do goleiro, a bola passou entre as pernas de Paulinho, que não conseguiu concluir à meta. Entretanto, bem a seu estilo, o Kadência começou o Chuteira de Ouro com uma bela vitória e os 3 pontos.

VII Chuteira de Ouro: Grupo B:
1ª rodada: Estudiantes de la Vila 2 x 3 Atlético Pagalanxe


PAGALANXE VIRA CONTRA ESTUDIANTES E MOSTRA QUE TEM TIME


O que esperar do duelo entre o atual vice-campeão do Chuteira e um time que fez campanha irregular no último torneio, além de perder todos os amistosos realizados na atual temporada? Vida fácil para os vice-campeões? Teoricamente, sim. Na prática, não. O futebol prega peças e qualquer análise simplista é arriscada. O Pagalanxe, que atravessava dificuldades para montar seu elenco, veio ao Playball empolgado para estrear seus reforços – os zagueiros Fernando e Rafael e o meia Luciano – ao passo que o Estudiantes, ainda sentindo o desfalque do capitão Caio, acusou o golpe pelas ausências de Piero e Rafa Lorente, em razão de suspensão decorrente da final do torneio passado, e ficou longe de ser o time envolvente que desfilou pelos gramados da Pompeia em 2008.

O jogo começou movimentado, com os laranjinhas demonstrando maior volúpia ofensiva e tendo chances cristalinas de marcar com Murilo, Gustavo e o centroavante Julio Cruz. O Estudiantes, como o próprio nome prega, parecia estudar o adversário antes de fazer qualquer coisa e apostava nos contra-ataques e nas bolas aéreas. O zagueiro Rafinha Souza, com duas cabeçadas perigosíssimas, viu Erich operar milagres no gol do time de Bruninho Corneta. E as bolas aéreas pareciam mesmo ser o calcanhar de Aquiles do Pagalanxe. Após cobrança de escanteio, Junior, em sua especialidade, livre no ar, conferiu de cabeça para o fundo das redes. Placar aberto, 1 a 0. E a vantagem só não se tornou maior graças a Pedro – um dos veteranos do Pagalanxe – que salvou gol certo do time alvirrubro em cima da linha.

A partir dos dez minutos, o jogo tornou-se morno, o que era ótimo para o Estudiantes. O estreante meia Vitor, trazido por Caio para substitui-lo, se destacava ao valorizar a posse de bola e distribuir calmamente o jogo. Isso até Bruno Corneta entrar em campo. Em seu primeiro lance, esbanjando raça, o talismã dos laranjinhas roubou a bola do zagueiro e chutou forte... na rede pelo lado de fora. Do outro lado, Vavá, ex-Diabos Laranjas, também se mostrou incomodado com a monotonia do jogo e respondeu desarmando no meio-campo e mandando uma bomba, que Erich foi buscar. O jogo passou a ser lá e cá e um nome começou a se destacar: Rodolfo, o curinga do Pagalanxe. No último lance da primeira etapa, o camisa 6 deu um belo lançamento de trivela para Nardelli, que, de peixinho, cabeceou para fora.

O segundo tempo veio e, com ele, um novo jogo, muito mais bonito de se ver. Logo nos primeiros minutos, o zagueiro Rafael lançou o homem-gol Julio Cruz, que, na saída de Renan Raito, conferiu para farfalhar as redes e empatar o jogo. Com sua voz estridente, Bruno Corneta comemorava aos pulos e abraços no banco, sem ligar se chamava a atenção dos transeuntes que apenas queriam curtir seu sábado de sol sem sustos.

O Estudiantes, descontente com o empate, tentou reverter o quadro e ir para cima. O recém-contratado Vavá tinha boa atuação, puxando os contra-ataques da equipe. Erich, quiçá o nome do jogo, foi buscar chute perigoso de Rafa Vasquez. No lance seguinte, Rodolfo dominou a bola no meio-campo, avançou e, diante da falta de opções, mandou um petardo para o gol. A curva da bola matou Renan Raito e o que parecia improvável aconteceu: o Pagalanxe virou o jogo, 2 a 1.

A peleja ganhou contornos dramáticos quando Julio Cruz perdeu duas ótimas chances de matar o jogo, para desespero do capitão de sua equipe, que gritava: “Vai fazer falta no final!”. Seria Bruno Corneta um profeta? Justo no lance seguinte, o zagueirão Rafinha Souza se aventurou no ataque, pegou a bola, deu um corte seco para dentro, seguido de um bico rasteiro que fez a bola estufar as redes laranjas. Belíssimo gol, 2 a 2, para a alegria do time de amigos da Vila Leopoldina. E ainda restavam dez minutos, tempo de sobra para que houvesse um vencedor.

Nardelli, até então tendo atuação discreta, mostrou categoria ao pegar um sem-pulo de fora d’área, que tirou tinta da trave. No lance seguinte, ao tentar arrancar no meio-campo, o camisa 7 dos laranjinhas foi desarmado por Rafa Vasquez, que, com muito perigo, só foi encontrar oposição nas mãos de Erich. O jogo, a essa altura, não tinha dono e qualquer lado poderia sair vencedor com méritos.

Faltando um minuto para o fim da partida, após bonita triangulação ofensiva, Julio Cruz deixou Murilo cara-a-cara com Renan Raito. O camisa 5 não hesitou e bateu firme para marcar o terceiro do Pagalanxe. A fatura parecia liquidada, mas ainda houve tempo para Vitor, do Estudiantes, criar e desperdiçar uma grande oportunidade de empatar novamente o confronto. Fim de jogo! 3 a 2 para o Pagalanxe.

O resultado traz consideráveis preocupações para o agora manager Caio e seus amigos, cujo time precisa engrenar o mais rápido possível, mas, a contar pelo ânimo do capitão e hoje técnico, as coisas parecem pouco prováveis. Qualquer vacilo no grupo da morte pode custar muito caro – até mesmo a queda para a Série Prata, preocupação já demonstrada por alguns. Os laranjinhas, cientes disso, não marcaram bobeira, levaram três pontos para a Zona Norte e calaram a boca daqueles que teimam em acusar o Pagalanxe de ser um time de empresários e que não teria time para este Chuteira.

VII Chuteira de Ouro: Grupo A: 1ª rodada:
Fúria 4 x 0 Tosco


EM JOGO PEGADO, FÚRIA FAZ 4 NO TOSCO


Na última edição do Chuteira de Ouro houve equipes que apresentaram um bom futebol, outros foram medianos e outros ainda muito mal que acabaram rebaixadas. Mas há aquele que foI o saco de pancada do campeonato, a defesa que era o sonho de todo atacante, e disparada a pior: o Tosco! No entanto, quis a sorte e o destino que a equipe de Michel não caísse para a Série Prata. Ciente, o Tosco buscou reforços para não cair este ano. Agora com a presença de ex-jogadores da velha equipe dos Diabos Laranjas, em sua estréia o Tosco mostrou cara nova e fez uma dura partida contra o Fúria. Aliás, dura até demais.

Antes do espetáculo das jogadas bruscas e feias, é bom lembrar do belo chapéu que Fagner aplicou em Tayná quando a partida ainda estava 0 a 0. Enquanto Tayná tentou sair jogando com a bola quicando, Fagner foi mais esperto e aplicou belo lençol no adversário. Entretanto, a partida era equilibrada, com um cartão amarelo para cada lado, no momento em que Thiago Motta fez jogada rápida pela direita e colocou na área para o irmão Adriano, de carrinho, abrir o placar.

Se fossem outros tempos provavelmente o Tosco esmoreceria e passaria a tomar gols de baciada. Mas principalmente por conta das novas contratações, Porps e Argentino principalmente, o Tosco não se entregou. Tiago fez pivô para Michel encher o pé pela direita e exigir boa defesa do arqueiro Danilo. Mais uma vez os toscos foram ao ataque. Agora Tayná cobrou falta, Argentino fez o corta luz, mas a bola foi defendida pelo goleiro.

Ainda durante a primeira etapa, pouco antes da entrada de Gabriel com seu cabelo cheio de trancinhas coloridas, o Fúria anotou o seu segundo gol. Na direita do ataque, André dominou e acertou um belo chute para fazer 2 x 0. Na comemoração, o jogador subiu na grade da quadra e comemorou com sua torcida – quase toda composta por membros femininos.

Depois do intervalo, estava tudo pronto para o reinício do “quebra-canelas”, mas cadê o goleiro do Fúria? Ele atrasou um pouquinho alegando que estava apertado e precisava ir ao banheiro. Agora com a bola rolando e goleiro no seu devido lugar, mais um lance bonito na partida. O diabo laranja Emerson aplicou um chapéu desorientador no seu xará de camisa Luis Gabriel, capitão do Fúria.

A partir daí o jogo pegou fogo e ficou violento. Num carrinho maldoso, Thiago Motta recebeu amarelo após acertar o adversário por trás. Momentaneamente com um homem a mais, o Tosco foi ao ataque. Após desvio na zaga, o goleiro furioso foi buscar difícil bola chutada por Emerson. Pouco depois o mesmo Emerson e o arqueiro do Fúria quase se pegaram em campo. Em lance de falta e mão na bola por parte da equipe do Fúria, os dois jogadores passaram a discutir e quase foram às vias de fato. Resultado: cartão azul para os dois jogadores envolvidos no bate boca, Emerson e Danilo.

Foi a vez do Tosco se lançar com tudo em busca do gol. Luan recebeu no bico da área, girou e bateu forte, rente a meta adversária. Outra chegada boa foi com Tayná, que passou com perigo perto do gol. O Tosco lutava e, se não dava show, pelo menos mostrava que deixou de ser o saco de pancada.

Quase no fim do confronto Tiago e Fagner dividiram uma bola no campo de defesa do Fúria, se enrolaram e foram ao chão. Na hora de se levantar, o jogador do Tosco acertou uma joelhada sem querer no adversário, que aproveitou a situação e fingiu ter recebido um duro golpe para cavar um cartão para adversário. Embora o jogador envolvido no lance fosse Tiago, o cartão azul foi mostrado para Argentino, para desespero do Tosco e desespero de Vavá (ex-companheiro de Argentino no Diabos Laranjas e naquele momento torcedor fanático do Tosco). Com um homem a menos, foi difícil suportar a pressão rival, e em dois lances de velocidade o Fúria liquidou a partida. Thiago Motta dominou na meia esquerda sem marcação e de pé direito anotou mais um. Pouco depois Porps meteu a mão na bola fora da área tentando impedir investida do rival e levou seu amarelo. Na cobrança Jé acertou a barreira, mas pegou o rebote para marcar o quarto gol de sua equipe, dando números finais à partida em 4 a 0.

VII Chuteira de Ouro: Grupo B: 1ª rodada:
Acidus 4 x 3 Joga 13


ACIDUS BATE 13 EM JOGO MAIS EMOCIONANTE DA RODADA


Certamente o jogo mais esperada da abertura do VII Chuteira de Ouro, tanto que até a plateia do Chuteira de Prata veio se acomodar sobre os sacos de areia que ocupavam o corredor onde outrora a saudosa arquibancada ficava. Dois grandes times que se enfrentavam logo na primeira rodada. Em campo, duas sinas: o 13 tem fama de largar mal no Chuteira (derrotas para Melville, Roleta Russa nas estréias passadas) e o Acidus que vencera apenas uma vez em oito confrontos o velho rival.

O jogo teve um início mais turbinado por parte do Acidus, que começou com seu ataque tido como titular no banco – Robinho e Philip – graças ao atraso dos mesmos, mas isso não fez o time amarelo-limão perder o poder ofensivo. Com Ricco, Kirk, Ronei e Barata revezando e os dois últimos chegando para o apoio, o Acidus tomava a iniciativa com toques rápidos e jogadas de velocidade pelas pontas. Mas logo Philip entrou em campo e foi com cruzamento dele da esquerda que Ronei chegou para abrir o placar.

Depois do gol parece que o Acidus teve um dos seus famosos apagões. Perdeu o meio de campo e o poder de marcação e o 13 passou a dominar e a jogar mais no ataque, pressionando a saída de bola e forçando o erro. E de fato o Acidus errou: o mesmo Ronei errou passe no meio de campo e deu de lambuja para Choco chutar cruzado e forte para deixar tudo igual. No lance seguinte, novo clarão cegou a zaga acidiana e Choco e Lele tabelaram na frente de Diego até que Lele recebeu a um metro do gol e sem goleiro para inacreditavelmente acertar a trave.

O jogo seguia aberto, com o 13 chegando em erros do Acidus e teimando em forçar a bola em Lele, que mais uma vez foi anulado por Raphão. O jogo brusco entre os dois, com o uso do corpo e mãos abertas, acabou gerando um lance grave: a abertura do supercílio do artilheiro do Joga 13. Lele ficou ao chão sangrando enquanto seus companheiros acusavam Raphão de maldoso. Depois de um demorado atendimento, o jogador saiu de campo e teve a cabeça enfaixada, junto com seu olho esquerdo, já inchado.

E assim, sem Lele e com 1 a 1 no placar, o jogo teve seu fim no primeiro tempo, com o Acidus tendo perdido várias chances, pois na hora de chutar preferiam um toque a mais ou erravam o chute e perdiam a oportunidade. Os goleiros pouco trabalharam, com exceção de duas belas defesas de Caieras na sequência de dentro da área e um chute de fora que ele foi buscar no canto rente à trave.

O segundo tempo continuou aberto. O estreante e promessa Gordo, do 13, com a saída de Lele teve mais tempo para mostrar seu jogo e conseguia com tabelas com Choco levar perigo. Zóio entrou e tentou fazer a de pivô, mas a bola pouco chegava, pois as jogadas eram mais pelas laterais com Gordo e Choco.

Entretanto, foi o Acidus quem saiu na frente de novo, numa linda arrancada de Barata, que driblou e deixou meio time do 13 para trás na velocidade e chutou forte para fazer Caieras buscar a bola nas redes. Isso aconteceu aos 8 minutos. Sem pestanejar, o 13 tratou de empatar – menos de 2 minutos depois. Novo erro crasso de passe no meio e Choco toca pra Lele, que deixa Gordo livre na cara de Diego para chutar rasteiro.

Jogo estranho e perigoso para ambos os lados. Para o Acidus, que não conseguia se livrar do 13 no placar, pois mal marcava já sofria o empate; para o 13, que não conseguia pensar em vencer enquanto estivesse atrás no marcador e não contava com sua estrela maior em campo. Na verdade, Lele até voltou a jogar no segundo tempo, mas ele pouco conseguiu fazer de efetivo com apenas um olho aberto e vendo, além do receio de abrir mais o supercílio. E, por mais louco que ele seja, ainda teve a chance de cabecear uma bola antes de ser definitivamente sacado do time para ver a vitória do Acidus do banco de reservas.

A tensão e igualdade traziam mais adrenalina ao jogo. O Acidus apostava na velocidade dos contra-ataques. Num desses, aos 14 minutos, falta de Doce em Philip que o goleiro Diego cobrou e, para variar, marcou. Foi o quarto gol dele de falta na história do Chuteira, o que lhe dá a marca folgada de goleiro artilheiro do Chuteira. Muita alegria e comemoração pelo gol e por novamente estar na frente do marcador.

Mas parecia que o destino da partida era mesmo o empate, pois nova bobeada da defesa do Acidus possibilitou que Choco escorasse para o gol a bola após cobrança de escanteio que passou por todo mundo no meio da área aos 19 minutos.

Faltavam pouco mais de 5 minutos para o fim do jogo e certamente a maioria pensava algo como: “bom, vai acabar empatado esse jogo”. Certamente que o jogo ficou mais cauteloso, pois um erro poderia resultar no gol da vitória para qualquer lado. E foi aí que, aos 24 minutos, em jogada pela esquerda, Kirk praticamente sobre a linha de fundo dribla seu marcador e vai para dentro da área. O camisa 8 rola a redonda para dentro da área, onde chega Ronei livre e solitário, quase na outra trave para escorar para dentro do gol e selar a segunda vitória do Acidus contra o Joga 13 na história do confronto.

Com a derrota, o 13 sai perdendo mais um Chuteira, sendo essa a rotina nas últimas três edições. Já o Acidus ganha moral e mostra que pode surpreender no grupo da morte, apesar de o jogo ter sido equilibrado e decidido no final com uma jogada individual. Mas, a rigor, o Acidus criou jogadas e fez 4 gols, enquanto o 13 aproveitou os vacilos do adversário.

VII Chuteira de Ouro: Grupo B: 1ª rodada:
Bacana 6 x 6 Bengalas


BACANA E BENGALAS FAZEM JOGO DE MUITOS GOLS


Por Pedro De Luna, especialmente para o Chuteira News

Cheguei antes do jogo e me sentei com meu caderninho. Por já as ter enfrentado, sabia que se tratava de duas equipes poderosas. De um lado, o pivozão Yanes, alimentado por meias do porte de Vitinho e Demehur. Do outro, a família boleira dos Toledo, seus aguardados reforços e ainda o apoio de sua inflamada torcida feminina.

Apitou um dos homens de preto. No primeiro lance, Yanes já recebe de Iuri e bate cruzado pra fora. No lance seguinte, menos de 3 minutos de jogo, em bela triangulação, o pivô do Bacana deixou Demehur livre para abrir o placar. Nem deu tempo pra comemorar e ele, Yanes, protagonista do jogo até então, perdeu mais um gol incrível. Que zica vive esse rapaz.

Ué, mas só tinha um time em campo? Claro que não. Esse é o Bengalas: traiçoeiro e fatal. Quando você pensa que está dominando a partida, vem algum ‘tolê’ e te desmente. Lançado na velocidade, Ritolê, que pouco apareceu no torneio passado mas que agora parece que chegou para tomar o posto do primo Guitolê de novo centroavante da equipe, driblou o goleiro Roberto, de volta ao Bacana depois de ausente no último semestre, e encostou para as redes livres. E aí é que começou a me chamar a atenção o tal do Ritolê: magrelinho, alto, liso e sempre bem posicionado. De cada três chances, ele guardava duas.

O Bengalas começou a martelar, martelar e tanto fez que conseguiu. Ritolê arrancou do campo de defesa, levou toda a zaga do Bacana – mal-posicionada nesse lance – e bateu na saída do goleiro. Golaço. 2 a 1, de virada. E o jogo ganhava contornos grandiosos.

O Bacana viu que precisava reagir. Seu tridente ofensivo decidiu voltar à ativa e Demehur deixou Yanes na cara do gol. A trave impediu o gol e o 9 só se lamentou – mais uma vez. Oh, sina de perder gols a desse rapaz. Nesse quesito, o de quase-gol, Yanes é o artilheiro disparado. A maré não tava pra peixe, eu percebi. Vitinho, num dos lances mais lindos do jogo, chapelou um marcador na entrada da área e mandou a bomba, obrigando o estreante goleiro Baki a trabalhar.

Eis que Guitolê, destaque do Bengalas no último Chuteira, quiçá irritado com o banco de reservas, decidiu demonstrar seu vasto repertório de palavrões. O alvo de sua ira vestia negro. Era o árbitro, que nem quis saber de conversa e o expulsou. Bizu, inconformado com a atitude pueril do irmão, o empurrou para fora do campo aos berros.

O mesmo Bizu, batendo falta forte e rasteiro – e contando com um desvio maroto da zaga – ampliou a vantagem para 3 a 1 e dedicou o gol à família, presente em massa ao Playball. A essa altura, o Bacana parecia cansado e abatido, apenas se limitando a assistir o adversário jogar. Ao comecara o segundo tempo, parecia-me claro que a tendência era o Bengalas aumentar a vantagem. E assim foi: Ritolê, sempre ele, bateu fraco, cruzado, e contou com a falha do goleiro, que tentou adivinhar o canto e se deu mal: 4 a 1.

O caminho para uma goleada estava aberto e outro estreante, Gustavo Simões, após cruzamento pra trás na linha de fundo, marcou o quinto gol da equipe amarela e negra. E isso com apenas 5 minutos de segundo tempo. Foi então que Yanes e Demehur resolveram parar de assistir e voltaram a jogar. E como jogaram. Com raça, o centroavante recuperou uma bola no meio-campo e deixou Márcio Cardoso na cara do gol para descontar: 5 a 2. E o Bacana foi buscar a bola no fundo das redes.

O camisa 9 da equipe vinho não se deixou abater nem mesmo com mais um gol perdido na sua conta e deu mais uma assistência, dessa vez para Demehur, que fuzilou: 5 a 3. Será que dava? Faltavam pouco mais de 10 minutos para o fim do jogo quando o rei da urucubaca, claro, Yanes, driblou o goleiro, finalizou e viu um zagueiro bengalense salvar um gol certo como dois e dois são quatro. Seu desespero era nítido e, confesso, até engraçado.

O fim do jogo se aproximava e o Bacana foi para o abafa, que era o que lhe restava e coisa que o time está acostumado a fazer em grandes jogos, quando apaga e tem de correr atrás do resultado. Alguém do Bacana lançou um pombo sem asa de longe e a bola desviou adivinha em quem? Sim, nele mesmo. Yanes. E dessa vez, mesmo sendo sem querer, ela entrou. Yanes desencantavba com um gol sem querer. O placar era 5 a 4 e eu, Pedro do The Veras, mesmo sem torcer pra time algum, já tava querendo saber se tinha algum desfibrilador por perto.

Tanto ímpeto ofensivo do Bacana resultou em uma desatenção quase fatal lá atrás. Num dos poucos ataques de sua equipe no fim do jogo, Ritolê aproveitou a falta de comunicação da zaga e fez o sexto gol do Bengalas, para desespero do capitão Marcelão Rocha, que quase ficou branco de raiva.

Jogo perdido? Nem pensar. Quem viu Milan x Liverpool (3 a 3, estando 3 a 0 para o Milan) em 2005 sabe disso. E o Gerrard da vez foi Demehur. Primeiro, em chute de longe, contando com desvio da zaga, ele fez o quinto do Bacana. Depois, cobrando falta, talvez aproveitando-se de que a noite acabara de chegar e os refletores ainda não trabalhavam em sua capacidade máxima, ele mandou a bola no cantinho, deixando Baki imóvel e vendido no lance. O Bacana empatava depois de estar perdendo por 5 a 1. 6 a 6. Que jogo!

Me levantei da cadeira certo de que meu caderninho teria muitas histórias para contar. E com um vocabulário de xingamentos bem mais repleto do que era uma hora antes.

COBERTURA JOGOS I CHUTEIRA DE PRATA:

I Chuteira de Prata: 1ª rodada:
Roleta Russa Olímpico 2 x 1 É Verdadeee


ROLETINHA VENCE E MOSTRA QUE PRETENDER SER MAIS QUE UM COADJUVANTE


A primeira partida válida pela Série Prata do Chuteira de Ouro foi entre o Roleta Olímpico e o É verdadeee. Vale lembrar que a equipe “olímpica” do Roleta é como um time B do Roleta “principal”, tendo em vista que jogadores dos dois Roletas já disputaram diversos campeonatos pelo co-irmão (caso de Folha, Louiz e Brian, para citar alguns exemplos).

Era visível no semblante dos roletas a expectativa quanto sua estréia na Série Prata. Momentos antes de a bola rolar, Baru, o capitão e cartola do Roleta Russa, fazendo as vezes de técnico da garotada, reuniu em uma roda alguns dos jogadores de defesa e acertou os últimos detalhes para a partida.

A bola rolou e o primeiro a assustar foi o velho Roletinha. Na direita do campo de defesa, Folha lançou Foguinho, o zagueiro passou por seu marcador e chutou de pé direito por cima do gol. No lance seguinte foi a vez do É Verdadeee desperdiçar boa oportunidade de abrir o marcador: entre as pernas de Foguinho, Gavião enfiou um bolão para Fúria chutar por cima da meta. O jogo começava a esquentar. Foguinho apareceu outra vez no ataque e soltou uma bomba de canhota, a bola triscou o travessão do goleiro Magrão e se perdeu pela linha de fundo. Como diz o ditado do futebol, quem não faz toma! Gavião dividiu forte com Ceron no meio e a bola sobrou para Master, que de prima tocou na saída do goleiro Luiz Eduardo e marcou o primeiro gol do Chuteira de Prata.

Mesmo com o gol sofrido os comandados do técnico Baru não se abateram. Em dois lances de falta próximos à área, o Roleta mostrou que estava bem vivo. No primeiro, Brian deu uma bicuda no meio do gol; na segunda, Folha rolou para Ceron na esquerda e viu o camisa 16 exigir boa defesa do arqueiro rival.

Ainda na primeira metade de partida o É Verdadeee teve a oportunidade de ampliar a vantagem no placar. Fúria fez boa jogada na meia e tocou para Gavião, que dividiu com Louiz no bico esquerdo da área e levou a melhor. Praticamente sem goleiro, o atacante tentou o gol mas foi surpreendido pela presença salvadora de Mendes sobre a linha do gol. No último lance do primeiro tempo, o jovem João, revelado na base do Roleta, dividiu com Girão dentro da área e quase empatou o confronto.

Durante o intervalo o capitão Gavião relembrou seus companheiros que jogo de campeonato é diferente de amistoso, ou seja, que deveria haver mais pegada e vontade, e ressaltou que o gol do É Verdadeee havia sido marcado numa falha do adversário. Do outro lado da quadra, os Roletas conversavam e focavam a virada para o segundo tempo.

Não deu outra: logo no início do segundo tempo, Brian apareceu para o jogo e empatou o confronto. De pé direito, o camisa 23 acertou chute da ponta esquerda do ataque e marcou. A partir daí o Roleta Olímpico passou a comandar as principais ações ofensivas do jogo. Dink, que mostrou enorme semelhança física com seu ídolo Fenômeno, recebeu na esquerda do ataque e de pé esquerdo bateu pro gol, exigindo ótima intervenção do camisa 1 “verdadeiro”. Mais uma vez o Roleta ia ao ataque, agora numa das mais belas jogadas do embate. Pina lançou Dink na direita, que ajeitou a bola para trás. A redonda passou por Ceron, mas não por Folha, que emendou um belo tiro rente a trave do É Verdadeee.

O volume de jogo do Roletinha nesse momento já era muito maior, e outra vez Brian apareceu na hora certa. Foguinho trabalhou a bola pelo lado direito até que a pelota sobrou com Brian que, com um tiro de primeira, virou a partida, para delírio da torcida Roleta.

Ainda faltavam por volta de 10 minutos e o É Verdade, obviamente, não queria deixar o campo derrotado. Uma falta frontal contra a meta Roleta obrigou boa defesa de Louiz, mesmo com Gavião tendo escorregado na hora do chute. Gavião também tentou um voleio após bola cruzada por Rubinho. Mesmo ameaçado, o Roleta mostrou que também buscava o gol. Dink recebeu de Ceron e com o pé direito chutou rente a trave. Mais uma vez Dink no ataque, ele recebeu boa bola enfiada por Folha, mas foi travado na hora certa pelo arqueiro. Para quem estava parado há meses, Dink mostrou que vai dar trabalho e que continua a correr muito.

No finalzinho de partida, Louiz, o goleirão do Roleta, tentou fazer uma graça no campo de defesa querendo driblar o adversário. Fúria roubou a bola na boa, mas antes que pudesse concluir ao gol o atacante foi derrubado pelo arqueiro. Mesmo sendo o último homem, Louiz apenas recebeu cartão amarelo, obrigando Folha a assumir o posto de goleiro. Falta cobrada, bate rebate na área e no último lance da partida Folha foi fundamental: salvou Louiz da desgraça de ser o culpado pela não conquista dos 3 pontos ao fazer bela defesa.

Apito do árbitro e muita festa por parte do jovem Roleta Olímpico, que no meio do campo se abraçavam e comemoravam a vitória. Agora o Roletinha busca sua segunda vitória contra o Babilônia e, a contar pela goleada sofrida pelo adversário, pode ser que os 6 pontos estejam próximos. Já o É Verdadeee encara o embalado Forza Leone e quer logo pontuar para não ficar para trás na tabela.

I Chuteira de Prata: 1ª rodada:
Xoro Paro 4 x 4 Treinadores do Braz


XORO PARO VACILA E TREINADORES EMPATA NO FIM


Treinadores do Braz e Xoro Paro foi um dos jogos que abriu o I Chuteira de Prata. O primeiro é um time conhecido do Chuteira de Ouro: teve o seu retorno esse semestre após ficar de “férias” no torneio passado e por isso está disputando a Série Prata. Já o estreante inédito Xoro Paro leva consigo o nome do seu famoso camisa 10, o habilidoso e decisivo Kuminha, que, para surpresa de todos, começou no banco. Entretanto, tal fato não deve se repetir, pois quando entrou em campo o craque mostrou o porquê de outros times terem tanto interesse em sua contratação.

O jogo iniciou equilibrado, com o XP mais em busca do ataque. O Treinadores chegava pouco, mas nessas poucas vezes levou mais perigo que o adversário. A partida seguiu morna até a entrada de Kuminha, aos 10 minutos de jogo. Na verdade, o jogo pode ser contado a partir de sua entrada, pois com ele em campo o jogou mudou – ficou mais rápido e mais aberto para os dois lados. E com o irmão mais velho – Kuma – ao seu lado, os irmãos Kumagai (de onde vem os apelidos Kuma e Kuminha) entraram em ação. Logo após uma bela jogada do camisa 10 do Treinadores, que chutou rente a trave, foi a vez do 10 do Xoro mostrar serviço, deixando dois zagueiros para trás (um deles sentado) e fazendo um golaço. 1 a 0 Kuminha, ops, Xoro Paro.

O jogo não mudou em nada a postura da equipe, que seguia melhor colocada em campo. Em compensação, o Treinadores, time experiente e nada bobo, no primeiro contra ataque bem encaixada deixou Peruca livre, que não perdoou e anotou na saída do goleiro. Era o empate.

No segundo tempo o jogo voltou com mais correria, apesar do calor que fazia. Mas a correria contrastou com o vacilo da zaga do XP, que permitiu que Peruca de novo marcasse o segundo gol de seu time, o seu segundo também. De fato, o jogador vinha numa bela apresentação. Mas se o Treinadores tinha um jogador aceso, o Xoro Paro tinha dois jogadores endiabrados. Os irmãos Kuma acordaram, e com passe do irmão mais novo o camisa 9 acertou a trave. Em seguida, se um errou, o outro não desperdiçou: Kuminha empate com outro belo gol. E sem perder o pique, um balaço no ângulo faz a virada, dessa vez o gol foi de Kuma.

Após a virada, o time do Treinadores pediu tempo. Foi nessa paralisação que se percebia o nervosismo dos jogadores, pois ao invés de conversar e se arrumar apenas discutiram. Voltaram a campo mais nervosos e Gabriel rapidamente tomou cartão amarelo depois de entrada maldosa. Com um a menos, o XP aproveitou e Renan faz gol após pegar rebote de uma bola no travessão chutada por Kuminha (sim, de novo). 4 a 2 a favor da jovem equipe rubro, que parecia ter liquidado o adversário.

Bem, não foi bem assim. O Treinadores colocou a cabeça no lugar e, após linda troca de passes, Juba faz um bonito gol, diminuindo e indicando que o empate era possível. E, para ajudar, após perder um gol cara a cara com o goleiro, tentando de calcanhar de costas num lance fácil, Yoiti, camisa 12 do Xoro Paro, tomou um cartão amarelo de pura bobagem. Foi a deixa para o Treinadores crescer no jogo, pressionar e empatar. Mas, para piorar, o gol foi resultado da falha do goleiro Dalton, que aceitou chute de trás do meio de campo de Leandro e decretou o empate em 4 a 4 no marcador.

E assim terminou o jogo, para felicidade ou infelicidade de ambos. Para o Treinadores, falta calma, apontamento feito mesmo pelo capitão João Lucas, que chegou atrasado ao jogo mas em tempo de ver a reação do time. Para o time dos olhos “puxados” (são uns 7 no total de 11), faltou maturidade, como relembrou o capitão Thiago Leme ao lembrar o cartão amarelo de Yoiti e a falta de segurar o jogo da equipe.

I Chuteira de Prata: 1ª rodada:
Roleta Russa 4 x 4 Arouca


ROLETA RUSSA CEDE EMPATE A AROUCA NO FINAL


Jogos do Roleta Russa são sempre animados e cheios de torcida – a favor e contra. Talvez o novato Arouca, que debutou no Chuteira de Prata enfrentando a equipe que caiu campeonato passado, tenha se surpreendido com tantos torcedores contrários ao time comandado por Baru, afinal, chegou um momento em que até o Roleta Russa Olímpico torceu contra a matriz e comemorou com o gol de empate do Arouca. Foi uma torcida bem heterogênea que acompanhou um jogo que terminou de forma muito emocionante e quase trágica para o Roleta Russa, que vencendo por 4 a 1 deixou o Arouca empatar e só não virou porque este perdeu um tiro de 9 metros a menos de 2 minutos do fim da partida.

Logo nos primeiros minutos o Roleta mandou uma bola na trave. Na sequência, depois de boa jogada de Brunão, que puxou para a esquerda e mandou um tiro certeiro no canto, o Roleta já vencia por 1 a 0. E o time branco seguiu melhor no jogo, mostrando muita tranqüilidade – tranqüilidade até demais. O Arouca até ameaçava algumas vezes, mas pecava muito nas finalizações. O Roleta fazia seu jogo: após o gol, apostava nos contra ataques com Brunão.

Mas, aos 15 minutos, parece que o jogo entrou numa grande calmaria, apesar do Roleta continuar com seu jogo pegado, de marcação. Afinal, não poderia ser diferente, pois depois do fiasco do ano passado o Roleta se reforçou e veio para esse I Chuteira de Prata com um time muito forte. Forte de força física mesmo, já que o trio Nação, Gegê e a nova contratação Rafa parecem touros no meio de uma tourada correndo em busca dos adversários toureiros (isso sem olhar para a área, onde fica o pequeno Otávio, e para o banco, onde teoricamente ficaria o técnico Casari, que não pode comparecer ao jogo). A calmaria foi quebrada com uma única jogada perigosa do camisa 8 do Arouca, que parou no goleiro Tavinho. Mas com o Roleta foi diferente: Brunão, que mostrou que a boa fase parece que está de volta e que é um dos favoritos a destaques desse campeonato, fez outra boa jogada e colocou para dentro, ampliando o placar para 2 a 0. Roleta vai ganhando, com pouco esforço e vontade.

Após o segundo gol o jogo ficou muito chato e enrolado no meio de campo. Até o Arouca fazer o seu primeiro gol após várias tentativas frustradas, gol merecido e o jogo começava a animar. Logo depois o zagueiro Gegê, que sempre sobe bem ao ataque, faz bela jogada, mas o goleiro defende e assim termina o primeiro tempo.

O segundo tempo é muito melhor que o primeiro, levantando o público do Playball em vários momentos. E logo no início Gegê fez o seu gol e voltou a abrir vantagem para o Roleta. As poucas investidas do Arouca eram paradas pelo goleiro Guaraná, que substituiu Tavinho. O jogo seguia muito sossegado para o Roleta, que faz mais um gol com Bob e parece que os 3 pontos estavam computados já na conta do time. Tudo caminhava para uma vitória fácil. 4 a 1 até então.

A facilidade fez o Roleta bobear muito e perder bolas no meio de campo. O Arouca criava, mas perdia as chances de gol. Até que em boa cobrança de falta, o time azul diminuiu o placar para 4 a 2. Parecia distante o empate, mas não para o Arouca, que mostrou um poder de reação incrível e acendeu o jogo com pólvora. Vini domina no peito e vira bonito para mandar a redonda ao ângulo de Guaraná. Com 4 a 3, a pólvora deu lugar a fortes descargas elétrica e o jogo ficou mais pegado do que antes. E parece que Rafa esqueceu que o comparativo com o touro era uma metáfora e resolveu de fato agir como tal. Num lance de velocidade na lateral, mandou o braço no peito do adversário, coisa que o árbitro não viu e nem falta marcou. Mas no lance seguinte, em disputa no meio de campo, a arbitragem viu um cotovelo de Rafa sobrar na cara de outro jogador, aí sim ele foi punido com o cartão azul, desfalcando o time por 2 minutos, para delírio da torcida antiroleta, que já não gostava do Rafa e que naquele momento passava a gostar.

O homem a menos do Roleta foi a deixa para o Arouca pressionar muito e conseguir o grande empate. Apesar de não marcar nenhum gol na partida, um dos grandes responsáveis pela melhora do time novato foi o habilidoso Daniel Tafelli que perturbou os defensores do Roleta o jogo inteiro. E quem imaginaria que o Roleta poderia muito bem ter perdido esse jogo? Pois seria isso o destino se o tiro de 9 metros batido por Vitão não tivesse sido tão torto e fora. A bola saiu e o Roleta respirou aliviado, e o empate foi agradecido como um ótimo resultado para o Roleta, que chegou a ter o jogo na mão.

Ao fim do jogo, o que se via no Roleta era muitos jogadores botando a culpa nas alterações e na forma como foi armada a equipe, estranhamente coordenada pelo atacante Rick do banco de reservas. O time tem muitos jogadores de qualidade e talvez não esteja sabendo lidar com isso. Já o Arouca foi uma ótima surpresa, uma equipe humilde que veio para jogar bola e não vai ser apenas um novo coadjuvante nesse Chuteira de Prata.

A tempo, Rafa foi expulso do jogo e também do Roleta. Na verdade, houve um consenso nada amistoso entre time e jogador de que o “touro indomável” não tinha mais condições de jogar com o Roleta. Assim, disse adeus ao Roleta e ao Chuteira, a não ser que algum time queira convocá-lo.

I Chuteira de Prata: 1ª rodada:
Locomotiva Tarja Preta 2 x 1 Katimba Antlers


LOCOMOTIVA DESENCANTA CONTRA KATIMBA ANTLERS


Os times vieram para seguir uma tendência do início de torneio, que foi o equilíbrio. Para os espectadores que não acompanharam os preparativos, não havia muito o que esperar das duas equipes. Para este, o Katimba Antlers era apenas um desconhecido com nome engraçado; para outros, era um time formado por 5 jogadores que já vestiram a camisa do MachuPichu. São eles: Well, Leander, Rodrigo, Gustavo e Catelani. Já o Locomotiva, outro de nome engraçado e um tanto desconhecido, era uma incógnita com a presença de alguns jogadores conhecidos do Chuteira, como o experiente goleiro Betão, a dupla Denys e Tom, do Bucets, e o capitão Publius. Fato era que o Locomotiva não havia ganhado até então nenhuma partida. Depois dos 50 minutos de bola rolando, Publius e cia. provaram que amistoso é amistoso e jogo é jogo.

Primeiro confronto entre times e jogadores que não se conhecem geralmente começa igual, com muita correria e erros de passe. O Katimba é cheio de garotos jovens e com muita vontade. E foi numa falha da zaga do Locomotiva que os meninos fizeram seu primeiro gol. Esta parecia a tônica: o Locomotiva, afoito, continuou errando na saída de bola e o Katimba ia tentando aproveitar as oportunidades, sem sucesso.

Entretanto, o jogo estava destituído de qualquer jogada de maior emoção, e foi em um vacilo mais feio ainda que saiu o primeiro gol do Locomotiva, o gol de empate. O gol que fez seu autor entrar para a história do time, pois primeiro gol numa competição oficial do Chuteira. O goleiro do Katimba erra feio e dá a bola nos pés de Publius, que toca para Fagner colocar a bola para dentro. Um 1 a 1 justo até então.

Depois do gol o Locomotiva era um pouco melhor, mas pouco mesmo. E não aproveitou o momento: Renan fez linda jogada e deu passe para Publius, que perdeu gol cara a cara com o goleiro chutando muito fraco. Era visível o nervosismo de Publius por querer marcar um gol, mas se ele não fez aquele gol ele pode considerar como tal a bola que ele salvou em cima da linha logo em seguida.

O primeiro tempo chegava ao fim e a melhor coisa que aconteceu ao seu final foi uma jogada individual de Renan, que passou por dois marcadores, mas bateu errado na saída do goleiro. Renan se mostrou um dos mais lúcidos e técnicos do time do Locomotiva, mas faltou ser mais decisivo em suas conclusões. O primeiro tempo terminava empatado com a galera de fora quase dormindo.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro, morno, sonolento, com os dois times tentando chegar ao gol adversário mas sem muita criatividade para tanto. O Katimba era esforçado, mas se deparou com um ótimo dia da defesa Tarja Preta, que mostrou que Leo, ex-Basicus, e Tom, ex-Bucets, foram contratações certeiras. Tom, que fez seu primeiro jogo pela nova equipe, está visivelmente fora de forma (ou em forma de bola), mas mostrou que isso não afeta em nada seu timing de bola e o poderio dos desarmes. Ele não perdeu uma bola e ganhava até na corrida dos rápidos e magros jogadores katimbeiros.

O Locomotiva era um time bagunçado, sem entrosamento, que buscava o gol pelo meio da raça e da individualidade, com Renan e Publius. Mas as melhores chances saíam dos pés de Renan, que tocava pouco na bola. E foi na base do esforço que o estreante Starck, gerenciado por Harada, Bocha, Rodrigo e Lucas para chegar ao time de Publius, fez o seu gol, em bola que sobrou de duas tentativas de chute de seu capitão. O gol foi pura adrenalina ao Locomotiva, que conseguia enfim a virada.

E parece que o gol acordou o time para a partida, pois dali por diante eles jogaram mais e fizeram o goleiro fazer defesas seguidas. Qualquer chance que o Katimba tinha de empatar foi eliminada assim que Renan, sempre ele, driblou o goleiro, que colocou a mão na bola fora da área e tomou o cartão amarelo. Com um a menos e sem goleiro, não houve ânimo para uma reação, deixando para o Locomotiva comemorar os 3 pontos e a primeira vitória de sua recente história.

O Katimba Antlers vai ter que ter muito mais que vontade para ser um time competitivo nesse Chuteira de Prata. O Locomotiva Tarja Preta tem muita coisa para arrumar, pois demonstrou muita dificuldade para conseguir a vitória, mas é uma vitória e tem que ser comemorada e assim os jogadores o fizeram. Publius era só sorriso e alegria, assim como Paulinho, que já se confessou fã de seu novo zagueiro Tom e não vê a hora de se recuperar do tornozelo para voltar a jogar.

I Chuteira de Prata: 1ª rodada:
Forza Leone 5 x 4 Basicus Antlers


FORZA LEONE ESTRÉIA COM VITÓRIA SOBRE O BASICUS


Basicus e Forza Leone fizeram sua estréia fechando a 1ª rodada do Chuteira de Prata, e o empate de 4 a 4, em amistoso há duas semanas, só foi um ingrediente a mais para apimentar o jogo, já que de um lado vinha um time completamente reformulado, até no uniforme (mas mantendo a cor rosa), e do outro um time formado por jogadores bem conhecidos, pois lá estava o projeto do Joga 13 B, o antigo Ressaca, comandado pelo apimentado Bruno Calderelli, o “Bruninho”, ex-companheiro justamente de R. Barath, comandante do Basicus. De pimenta, vale destacar justamente a cor do uniforme do Forza Leona, vermelho.

O que se viu no primeiro tempo foi um Basicus assustado, errando passes e com defensores se confundindo com as bolas alçadas na área, principalmente com jogadas de escanteio, mostrando que a bola aérea é algo a ser trabalhado pela equipe. Mas, no ataque, que não contava com Martins, coube a Bruninho Fontes a responsabilidade. A primeira chance de gol dele, aliás. O camisa 9 estava marcado por 3 “leões” e tocou na medida para Bruno Costa, de frente para o gol, perder o controle da bola e desperdiçar.

Chance perdida, pressão do Forza e não demorou muito para Diogo, pela direita, abrir o placar após falha da defesa rosa. A pressão continuou e, depois de 3 tentativas de jogada ensaiada do Forza, onde Chapolin, o nome do jogo, subia, repetidas vezes, finalmente o grandalhão marcou seu gol, de cabeça, fazendo 2 a 0.

Talvez por nervosismo, os jogadores do Basicus não conseguiram aplicar o mesmo jogo de muitos amistosos. O Forza veio com força total e aproveitou o momento ruim dos adversários e fizeram 3 a 0.

O final do primeiro tempo se aproximava e eis que enfim o Basicus acordou. Bruninho, o mais lúcido do time, fez jogada individual, dançou frente aos defensores e mandou no cantinho, sem chances para o temido Muralha. O Basicus diminuía e criava forças para uma possível virada.

Começo do segundo tempo e Thiago Ladeira, zagueiro do Basicus, voltou ao time após 3 meses afastado do time, formando nova e inédita dupla com Bolas. Felipe Comenale, o fefe camisa 10 do Basicus, resolveu apareceu, após um primeiro tempo onde sofreu muito com a forte marcação. Ele avançou pela direita e marcou seu primeiro gol na competição, diminuindo para 3 x 2.

Para quem pensou que o empate estava chegando, se enganou. Élder aproveitou o cruzamento que veio da esquerda e não foi cortado empurrando para o fundo do gol de Emílio, que sofria com a forte torcida do Joga 13 atrás de seu gol, principalmente com o alterado Doce, que já se candidata nesse ano a concorrer com Denys pelo título de maior falastrão. 4 a 2 para o Forza Leone.

Mas veio nova reação do Basicus e Gui, o melhor jogador em campo por parte do time rosa, avançou pelo meio e soltou um canhão, no canto esquerdo de Muralha. O Basicus encostava novamente no placar.

Mas a já noite era mesmo de Chapolin, como é chamado pelos companheiros o camisa 3. Ele realizou a jogada mais bonita da rodada. Dento da área, mostrou grande habilidade chapelando o zagueiro Bolas e colocando no ângulo de Emílio, de bico. Quem pensa que jogada de bico é grosseria, vai discordar se pudesse ver o replay desse gol. "Foi consciente, vi o Chapolin colocando a bola com o bico, foi calculado e ele fez com muita categoria", lamentou R. Barath, que estava próximo do local da jogada.

5 a 3 Forza com 5 minutos para acabar o jogo. R. Barath resolveu dar mais velocidade ao time, tanto na armação quanto nos avanços, e voltou com Bruninho, que estava no banco. O próprio Bruninho bateu falta pela esquerda e marcou seu segundo gol, dando nova esperança ao time rosa.

E o tempo acabou, fazendo a esperança se transformar em reflexão após o apito final e grande vitória do Forza, provando que esse confronto pode se tornar um dos grandes do Chuteira, de Prata ou Ouro. "Pressionamos o tempo todo, sufocamos a defesa deles no primeiro tempo e tivemos calma para segurar a vantagem construída no primeiro tempo. O gol daquele moleque foi uma obra-prima", completou Bruno Calderelli, eufórico com a boa estréia do Forza no Chuteira.
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