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Notícias de 11/11/2010

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

EQUILÍBRIO SE CONFIRMA E MULEKES E REAL PAULISTA TERMINAM EMPATADOS


Sistemas de defesa estavam inspirados e poucos lances de perigo foram criados; mesmo assim, a partida foi digna de dois candidatos ao título


Por Douglas Almasi Santos

Desde o início do certame, Mulekes e Real Paulista caminharam juntos lutando pela liderança da competição. Nas quatro primeiras rodadas, quatro vitórias dos times ante seus adversários. Alguns leves tropeços nas três rodadas seguintes, mas, mesmo assim, os dois continuaram colados um ao outro. E pela oitava rodada ocorreu um dos duelos mais aguardados do semestre, quando Mulekes e Real Paulista se enfrentaram no começo de tarde com garoa na quadra 4.

A partida começou e, logo na saída, Allison carregou pelo meio e encheu o pé. Alemão desviou com a ponta dos dedos e a bola explodiu no travessão, dando um aperitivo aos torcedores de que o jogo prometia ser bom. O Real respondeu em seguida com Rudy, arriscando chute por cima da meta de Wilson. O artilheiro da competição – Leo Valente – não jogou, e coube ao seu irmão Pipo levar a camisa 6 às costas.

Enquanto a garoa fina caía, as equipes se equiparavam nas defesas. A marcação era a principal preocupação dos times. Ambos tentavam as jogadas de ataque, alternando-se nas investidas. Porém, os zagueiros mostravam incrível segurança, desarmando as principais jogadas adversárias. Marquinhos, pelo Real, e Giovanni Rizzo, pelo Mulekes, eram soberanos em suas zagas. Em cobrança de lateral na segunda trave, Allison cabeceou, mas sem pontaria, e a bola foi fora.

O Real, que não contava com seu camisa 11, Quintanilha, tentou abrir a contagem com Marquinhos, que após troca de passes recebeu e soltou a bomba que saiu. O time ainda teve grande chance quando Pipo saiu jogando errado. Salvador roubou a bola, avançou, mas na hora do chute escorregou e permitiu a recuperação da zaga, que travou o chute do camisa 15 do Real.

Mesmo com o jogo equilibrado e de muita marcação, o marcador foi inaugurado em jogada de raça e de polêmica: a troca de passes do Mulekes chegou à direita para Gian, que chutou forte. Alemão espalmou, a bola sobrou dentro da área, ficou dividida entre os atacantes do Mulekes e os defensores do Real, até aparecer o pé de Fernando Caetano para chutar no canto direito de Alemão e sair para o abraço. Muita reclamação por parte do Real, alegando que na dividida do rebote um atacante adversário, que estava no chão, teria colocado a mão na bola. O gol foi anotado e o Mulekes largou na frente.

Um leve bate-boca entre Marquinhos e Salvador mostrou o grau de tensão que a partida carregava. Ninguém queria sair derrotado de campo. E no último lance da primeira etapa quase o Mulekes ampliou: saída errada da zaga do Real, Lucas roubou a bola e avançou pela esquerda, Alemão saiu do gol e o atacante rolou a bola para o meio. Leandro Caetano chutou, mas Salvador salvou a pátria do Real tirando em cima da linha aquele que seria o segundo tento do Mulekes.

Na segunda etapa, o equilíbrio ainda predominava. O Mulekes voltou um pouco melhor e obteve duas boas oportunidades para fazer o segundo gol. Na primeira tentativa, a bola foi lançada na área, Pipo girou o corpo e chutou, mas Alemão saiu do gol abafando a jogada. Já na segunda tentativa, o mesmo Pipo fez a jogada pelo meio, avançou e encheu o pé para Alemão espalmar a escanteio. O Mulekes era um pouco mais agressivo, mas o sistema de marcação do Real era eficiente e conseguia neutralizar o rápido e entrosado ataque do líder do Grupo A.

Porém, o ataque do Mulekes não funcionava, o que acabou animando o Real, que acabou ocupando mais o campo de defesa adversário. Os defensores do Mulekes também estavam em tarde inspirada e conseguiam anular as principais peças do Real. Entretanto, o jogo era equilibrado em quase todos os aspectos, menos em um: no placar. Mas isto foi remediado quando Xexé recebeu passe, avançou pelo meio e chutou forte no canto direito de Wilson.

Em cobrança de escanteio, Fernando Caetano tentou de cabeça, mas a bola foi fora. Em seguida, Marquinhos e Leandro Caetano discutiram e acabaram levando cartão amarelo. No fim, duas oportunidades para cada lado. Contra-ataque ao Mulekes, Fernando Caetano avançou pela direita e chutou cruzado, mas Alemão desviou a escanteio. O Real respondeu com Magrão, que fez linda jogada pela esquerda e chutou, mas Giovanni Rizzo evitou o perigo de gol e, assim, a partida foi finalizada com um justo empate.

Com o 1 a 1, o Mulekes permanece na liderança – agora com a companhia do Acidus – e só depende de um empate ante o Bengalas, na próxima rodada para garantir vaga direta às quartas de final do certame. Já o Real terá confronto direto contra o Acidus para decidir quem se classifica direto às quartas de final da Série Ouro, porém, precisa da vitória.

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

Arouca 5 x 4 Bacana

AROUCA GANHA OUTRA E JÁ ESTÁ NAS QUARTAS


Luisinho foi o destaque da vitória do líder do Grupo B contra seu ex-time


Por Elvis Ferreira

Arouca e Bacana iniciaram a partida com um esquema de jogo bastante parecido: pegada forte na marcação e os ataque sempre em velocidade. Os chutes a longa distância também eram constantes pelos dois lados, só a precisão em acertar a gol não estava muito boa.

Depois de um início de reconhecimento, Varanda marcou um belo gol da entrada da área para o Arouca. A vantagem não pode ser muito comemorada, pois, na jogada de ataque seguinte, o Bacana empatou com Demehur em boa jogada pela esquerda. Maurício se esticou todo, mas não conseguiu evitar o empate.

O jogo era bom e o Arouca queria mostrar por que era o líder da Ouro. Marquinhos marcou o segundo gol após pegar a bola de primeira na intermediária. O chute foi rasteiro no cantinho do goleiro, bem ao seu estilo.

Com o Arouca dominando, o terceiro gol não demorou a sair. Contra-ataque puxado por Marquinhos pela lateral, cruzamento rasteiro para dentro da área e Varanda, sozinho, empurrou às redes.

Mesmo após sofrer o terceiro gol, o Bacana não desistiu da partida e continuou atacando. Gustavo teve boa chance da entrada da área em chute forte, mas a bola bateu no marcador e não levou perigo ao gol. Ninguém no time azul queria ter de agüentar Luisinho falando e se gabando ao fim do jogo e nas semanas seguintes...

Para o segundo tempo, as equipes voltaram na mesma pegada da primeira etapa: sempre buscando o gol em jogadas de velocidade. E em uma delas, logo na volta do intervalo, Gustavo marcou para o Bacana. Ele recebeu pela esquerda, saiu do marcador e bateu forte e cruzado. Maurício nada pode fazer a não ser buscar no fundo do gol.

O Arouca não se intimidou e continuou trabalhando bem a bola. Com isso o quarto gol não demorou para sair. E saiu bem com quem o Bacana não queria que fizesse: Luisinho! O ex-craque do Bacana e agora do Arouca recebeu a bola na direita, limpou dois amigos marcadores, levou para o meio e bateu colocado e forte no canto de Bruno Guido. Um golaço ao melhor estilo Luisinho 4 x 2 no placar a favor do Arouca.

Vitão quase ampliou depois de boa cabeceada pela direita que passou raspando o travessão. O jogo continuou aberto quando Gustavo fez o terceiro do Bacana depois de pedalar na frente do marcador e bater rasteiro. Mas a tarde era mesmo do Arouca, que tem como destaque o bom toque de bola. O time tricolor fez o quinto gol e quase tampou o caixão do Bacana. Caio deu ótimo passe para Everton na esquerda completar de primeira para as redes.5 x 3.

Varanda teve a chance de selar o caixão do seu ex-time depois de receber ótimo cruzamento de Veloz, mas carimbou a trave. Na segunda chance da mesma jogada, Dioguinho bateu para fora com o gol livre.

E para colocar mais emoção nos minutos finais do jogo, Demehur fez o quarto do Bacana. O chute saiu fraco, rasteiro e despretensioso, mas mesmo assim Maurício nem se mexeu. Entretanto, era tarde demais para o empate. O Arouca de Luisinho derrubava o Bacana de Marcelão, que saíram abraçados e conversando, só que o sorriso de Luisinho era bem maior...

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

The Veras 4 x 1 Bucets

BUCETS JOGA BEM MAS NÃO RESISTE E CAI PARA A PRATA


Time mostrou raça incrível jogando com um a menos, mas foi goleado e caiu à Prata; Veras terá confronto direto para conseguir a classificação diante do Estudiantes


Por Douglas Almasi Santos

Foi a melhor partida do Bucets na 10ª edição da Série Ouro. Atuando com um jogador a menos o tempo todo, o time correu, lutou, atacou e fez os torcedores do Veras ficarem atônitos com a disposição demonstrada. Mas, mesmo assim, o sonho de permanência na divisão de elite acabou, e o Bucets, goleado, está rebaixado à Série Prata. Já o Veras, mesmo surpreso com a reação adversária, vai lutar por uma vaga na próxima fase no confronto direto com o Estudiantes.

A cidade de São Paulo recebeu no fim de semana uma série de eventos que agitou os cidadãos da capital. Porém, com os inúmeros atrativos, era de se esperar enormes trânsitos de carros pelas suas ruas e avenidas. Por conta disso, o Bucets não tinha time para colocar em quadra: os poucos atletas que honrariam a camisa da equipe estavam a caminho. Pela nova regulamentação, o time que está presente pode pedir o WO ou deixar o cronômetro rolar enquanto espera a chegada da outra equipe. O Veras optou pela segunda alternativa. Queria fazer saldo, como decretou Victor Petreche.

Presente àquele momento somente Denys Volpe, Tom e Rodrigo D’Alonzo. Foi quando surgiram no horizonte Glauco, Birulei e Xixi para compor o elenco e tentar salvar o Bucets do pior. Mesmo assim, pelo sistema adotado, o tempo de jogo estava correndo e quando todos estavam a postos para iniciar o embate, o relógio já marcava pouco mais de 15 minutos de jogo.

A pressão, antes da partida, era toda em cima do Bucets, que precisava da vitória para sonhar com a permanência na Série Ouro. Porém, diante da situação, quem ficou pressionado foi o Veras, já que estava com um jogador a mais em quadra e na expectativa de golear. O time começou de forma sonolenta, tocando a bola de lado até achar um melhor momento para finalizar. Na primeira tentativa, Caio Marchi lançou Victor Petreche, que desviou de cabeça, mas Denys Volpe estava atento e defendeu.

O Bucets respondeu com Xixi pela ponta esquerda, chutando forte para defesa de Benga. Caio Marchi tentou por duas vezes: o primeiro chute acabou saindo, e o segundo obrigou Denys a fazer boa intervenção. “Cato muito”, sairia falando o goleiro sempre improvisado Denys após a partida.

O Veras tinha o controle do jogo, mas se afobava no momento de definir a jogada. Já o Bucets era franco-atirador e resistia do jeito que podia. E tinha oportunidades no ataque, sempre contando com os apoios de Tom e a categoria de Xixi.

O inacreditável ocorreu perto do fim da primeira etapa mais curta da história do Chuteira de Ouro: Glauco roubou a bola na direita, foi à linha de fundo e chutou. A bola desviou na trajetória e enganou Benga, que ficou vendido no lance. 1 x 0 Bucets, e os torcedores, incrédulos diante do que ocorria na quadra 4. Com o resultado parcial, o Bucets estava deixando a lanterna depois de 8 rodadas. Mas, no segundo tempo, apareceram dois nomes que roubariam a cena do duelo e decretariam o rebaixamento do Bucets: Benga e Kinho.

O Veras tentava chegar ao gol de empate, mas a cada lance se afobava no momento do passe final. Mesmo nervoso, o time chegou com Corneta e Kinho, mas sem sucesso. O lance capital da partida ocorreu em seguida: o Veras perdeu a bola no seu campo de ataque e o Bucets armou um perigoso contra-ataque puxado por Rodrigo D’Alonzo. O camisa 3 avançou livre pela direita e, na entrada da área, chutou cruzado, mas Benga salvou o Veras com as pontas dos dedos, colocando a escanteio.

Depois disso, o Bucets não suportou a pressão. Aliado ao cansaço, sucumbiu diante da velocidade imposta pelo Veras. E pelo talento de Kinho, que recebeu lançamento na direita, matou na coxa e fuzilou no alto do goleiro Denys para empatar. Em seguida, uma pintura de lance: Kinho recebeu dentro da área, dominou no alto, aplicou dois lençóis em adversários, parou a bola e tocou no contrapé de Denys, que nada pôde fazer. Virada e alívio ao Veras, principalmente do capitão Pedro, que foi o último a chegar à quadra diante das horas preso no caprichado trânsito paulistano de um sábado à tarde.

O terceiro gol também foi muito bonito: Fernando Mandia roubou a bola no seu campo de defesa e deixou a Kinho, que armou contra-ataque. Ele foi driblando os adversários, rompendo de forma veloz pela quadra, até abrir na direita a Victor Petreche. Ele cruzou, a zaga aliviou, mas a bola voltou a Petreche, que cruzou para Kinho fazer seu terceiro tento na partida. O mesmo Petreche, chutando de bico, decretou a vitória suada do Veras por 4 x 1. Lói, zagueiro do Acidus que se preparava para jogar, não se conformava com o gol de Petreche: “Vai encher meu saco agora com esse gol”.

Ao apito do árbitro, os jogadores do Bucets partiram para cima da arbitragem, xingando e ameaçando, um papelão principalmente de Tom e Birulei, que extrapolaram na atitude. Diante disso e do relatório da arbitragem, estão suspensos para a rodada final, que na verdade só serviria para Tom e Xixi desfilarem de cueca conforme prometido ao TV Chuteira caso o time caísse.

Na rodada final, um jogão vai decidir quem será o sexto e último classificado do Grupo A: The Veras jogará por um empate contra seu adversário direto na luta pela classificação, o Estudiantes de La Vila, em um jogo que promete fortes emoções. O Bucets se despede da Série Ouro contra o Fiorella Brasil, em jogo sem pretensões para ambos os lados.

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

SNG 3 x 2 Med Taubaté

SNG E MED FAZEM JOGO PEGADO EM QUE O PRIMEIRO LEVOU A MELHOR


Como de costume na atual competição, SNG marca forte e vence Med, mas não sem uma confusão ao fim da partida


Por Elvis Ferreira

A marcação forte era o que ditava o início da partida. Justamente por este motivo SNG e Med tinham dificuldades em adentrar a área adversária e completar ao gol. A troca de passes era outro fator que também ficava comprometido com as chegadas mais forte dos jogadores. Com isso as tentativas de chutes a longa distância passaram a ser constantes. E em uma falha de marcação do SNG, Xavier abriu o placar em um chute forte de fora da área pelo meio. Bonito gol.

Renê quase deixou o marcador igual para o SNG depois de receber de costas para o gol, se livrar bem da marcação na linha da área e bater no canto esquerdo. A bola caprichosamente bateu na trave. O SNG, atrás no marcador, criava as chances de gol mais perigosas. Suas jogadas eram mais precisas e o toque de bola, superior ao do Med. Assim, o gol de empate não demorou a sair. Allan, dentro da área, completou sem problemas para as redes. O gol da virada veio logo em seguida: Allan deu ótimo passe para Renê fuzilar o goleiro Rafael.

Mesmo com o SNG melhor, o Med era perigoso. Rogerinho, de volta ao Chuteira, quase empatou em linda jogada individual pelo meio. Ele pedalou na frente do marcador e bateu forte para o gol, mas a bola bateu na trave.

Nos minutos finais da primeira etapa, o Med voltou a equilibrar o jogo após um apagão do SNG. Rogerinho era o jogador mais perigoso do Med. Em outro bom chute de fora da área ele carimbou a trave. E nos minutos finais do tempo, Mula bateu de fora da área e empatou a partida, sob muitas reclamações do goleiro Sampa.

As duas equipes não voltaram do intervalo diferentes no modo de jogar: uma marcação mais forte e pegada e, consequentemente, mais faltas. Ronei, que não vinha mostrando o bom futebol de outras rodadas, fez ótima jogada individual pela direita e mandou para o gol. O goleiro não encaixou e a bola sobrou para Felipe tentar completar para o gol. Rafael se recuperou a tempo e impediu o que seria o terceiro gol do SNG.

Felipe se redimiu do gol perdido e fez um golaço ao tirar o marcador da jogada pelo meio e bater firme para o gol. A bola foi no ângulo, sem chances de defesa para o goleiro. 3 x 2 para o SNG.

As faltas duras aumentaram, assim como as reclamações em cima dos árbitros. Depois de cobrança de falta, Biro bateu forte após ajeitada de Ronei para trás. Rafael pegou bem. As equipes no segundo tempo marcaram duro o tempo todo, tanto que um torcedor cantou a bola: “Esse jogo terá confusão”. E realmente teve. No último lance do jogo, a confusão se formou após cobrança de escanteio que resultou no que seria o gol de empate do Med. O árbitro terminou a partida depois do primeiro toque na bola. Os jogadores do Med continuaram a jogada e fizeram o gol. O árbitro não validou, e o tumulto dentro de quadra se fez.

O Med segue ameaçado de rebaixamento para a Prata, enquanto o SNG se mantém na terceira posição e agora torce pelo Joga 13 contra o Fora e por sua própria vitória diante do Treinadores para ficar com a 2ª posição do grupo e avançar direto para as quartas de final.

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

Acidus 4 x 2 Bengalas

ACIDUS DERRUBA BENGALAS E ASSUME VICE-LIDERANÇA


Sem vencer o rival desde 2008, Acidus põe abaixo incomodo tabu e deixa Bengalas perto das oitavas de final, já encara o líder Mulekes na rodada final com 4 jogadores suspensos


Por Douglas Almasi Santos

O Acidus derrotou o Bengalas na tarde nublada de sábado na quadra 4 e assumiu a vice-liderança do grupo com os mesmos 19 pontos do líder Mulekes. No início do certame, todo reformulado, o time ficou desacreditado por parte de torcedores de outras agremiações, mas a equipe verde-limão foi se entrosando em quadra durante a competição e vislumbra a primeira colocação na chave. Já o Bengalas lutou, mas saiu derrotado diante do desequilíbrio mental de seus jogadores e técnico, que, perdendo o jogo, passaram a apontar os culpados de sempre para a derrota – os árbitros. Porém, mesmo com a derrota, o time depende apenas de si próprio para avançar diretamente às quartas de final do torneio.

Os times protagonizaram belo espetáculo, alternando-se nos ataques atrás da abertura da contagem. O Acidus, logo de cara, teve chances: uma com Marcelo Rezende chutando para fora e outra em cobrança de falta rolada a Louiz, que encheu o pé, mas bola saiu. O Bengalas respondeu com Luisinho Fernando chutando de primeira para fora. Ao contrário da forte marcação apresentada no jogo entre Mulekes e Real Paulista - que também jogaram pelas primeiras posições no grupo -, o que se via entre Acidus e Bengalas era um grande poder de ataque dos times.

Pedrinho fez boa jogada pelo Bengalas, deu bom drible no marcador, mas acertou a rede pelo lado de fora. Ritolê apareceu e fez grande jogada: ele recebeu na entrada da área, deu uma finta que deixou Paulinho e Lói sentados ao mesmo tempo e chutou cruzado, mas a bola foi caprichosamente para fora. O Acidus voltou a cochilar quando, em saída errada da zaga, Pedrinho dominou e chutou colocado, mas a bola carimbou o travessão. Marcelo Rezende, irritado com as falhas de seu time, gritava para tentar incentivar seus companheiros.

O mesmo Marcelo, em jogada de contra-ataque, arriscou de pé esquerdo para fora com perigo. E foi o Acidus quem saiu na frente: cobrança de escanteio, e Luiz Fernando apareceu sozinho para cumprimentar de cabeça, marcando 1 a 0. No fim da primeira etapa, Luisinho Fernando chutou cruzado, mas a bola foi para fora. A promessa de um grande jogo se concretizava, e os espectadores ainda veriam fortes emoções na etapa final.

Ricco, pegando rebote de Urso, chutou por cima do gol. Em cobrança de lateral, o Acidus quase ampliou, quando Veríssimo recebeu e de pé esquerdo acertou a trave. E o Acidus, em seguida, não só perdeu grande chance, como também acabou sofrendo gol. Gabriel Borges recebeu na entrada da área e teve oportunidade de fuzilar Baki, mas demorou demais e acabou abrindo passe a Veríssimo, que chutou para fora. Na reposição, lançamento rápido a Ritolê que dominou e marcou, deixando tudo igual.

O jogo era quente, com os ataques sendo movimentados de forma constante. Alguns lances mais duros começaram a deixar os ânimos um pouco exaltados. Vini Costa, que havia recebido cartão amarelo na primeira etapa, acabou excluído da partida após sua quinta falta. Ritolê, em lance de habilidade pela esquerda, acertou o travessão. Já o Acidus respondeu com Careca também pelo flanco esquerdo: ele chutou cruzado para a área, mas Lói não conseguiu chegar a tempo para completar.

Luisinho Fernando pelo Bengalas, e Gabriel Borges, pelo Acidus, chegaram perto de fazer gol, mas sem sucesso. Enquanto isso, o Bengalas abusava das faltas e começa a cavar a sua própria cova dentro do jogo. Antes disso, em jogada rápida de contra-ataque, após Borges perder gol feito, Ritolê recebeu e tocou na saída de Urso, fazendo 2 a 1 Bengalas. Mas o Acidus, guerreiro, não quis deixar o contra-ataque para o Bengalas e foi logo para o empate. Paulinho fez boa jogada pela esquerda e deixou de calcanhar na passagem a Louiz. O zagueiro chegou enchendo o pé. A bola pegou no travessão e entrou.

Quando o Bengalas cometeu sua 8ª falta começou a confusão. Os jogadores alegaram que não haviam sido comunicados sobre a proximidade do limite de faltas, gerando muita polêmica. Alheio às reclamações, Louiz colocou a bola na marca dos 9 metros e encheu o pé no centro do gol. Baki tocou na bola, ela bateu na trave de dentro e saiu. O gol aconteceu, mas, mesmo assim, houve muita reclamação por parte dos atletas do Bengalas alegando que a bola havia batido no travessão. E dá-lhe confusão, e dá-lhe Bizu ali no meio para tumultuar sempre mais e mais.

Em lance seguinte dentro da área do Acidus, na tentativa do empate, Fernando Forte e Louiz se desentenderam e acabaram levando cartão vermelho. Louiz foi ao chão alegando cotovelada do zagueiro adversário. Na dúvida, os árbitros puseram os dois para fora. Imagina se ele ia expulsar só o bengalano? Era pedir pra morrer. Em seguida, em contra-ataque do Acidus, Zequinha também perdeu a cabeça e foi mais cedo para o chuveiro ao acertar Borges em cheio quando este ia fuzilar Baki. Cartão vermelho direto para Zequinha e, na confusão, enfim Bizu conquistou sua segunda expulsão no campeonato, o que deve render a ele um bom gancho.

No fim, mais uma falta do Bengalas e mais um tiro livre direto ao Acidus: Marcelo Rezende colocou, com categoria, no canto esquerdo de Baki, que nem se mexeu. Fim de jogo tumultuado, e com triunfo do Acidus por 4 a 2. Do lado de fora, ex-acidianos na torcida como Barata comentaram: “O problema era a gente mesmo”, disse o ex-camisa 2 do Acidus sobre a vitória e o fato do Acidus não vencer o Bengalas desde 2008.

O prejuízo do Bengalas foi sem precedentes: além de perder confronto direto pelas primeiras colocações, terá que enfrentar o líder Mulekes, na rodada final, sem as presenças de Fernando Forte, Vini Costa, Zequinha e Luiz Eric, todos suspenso, além do técnico Bizu. Já o Acidus se garante nas quartas de final com um empate ante o Real Paulista.

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

Só Resenha 7 x 4 Treinadores do Braz

RESENHA VENCE, SE CLASSIFICA E MANTÉM TREINADORES COM CHANCE DE CAIR


Boa vitória só veio no segundo tempo e depois de quatro empates. Com os 3 pontos, time passa Bacana e assume a 4ª posição


Por Elvis Ferreira

O jogo foi um daqueles com início que dá sono até no mais eufórico torcedor. A quantidade de passes errados, principalmente pelo lado do Só Resenha, contribuía muito para tal bocejo dos que assistiam. Jocélio se aproveitou do sono do Resenha e, dentro da área, marcou o primeiro gol da partida com poucos minutos de bola rolando.

Após sofrer o primeiro gol, o Resenha despertou e começou a atacar com mais ímpeto. Usando, também, mais velocidade nas saídas de bola, chegou ao empate com Darian, que avançou bem pela direita e chutou forte. A bola ainda desviou na zaga antes de cruzar a linha do gol.

Depois disso parece que quem cochilou no ponto foi o Treinadores do Braz, que levou a virada, anotada por Dhani Cerra. Após outra falha de marcação, novo empate. Juba marcou de cabeça após cruzamento de Kiwi para dentro da área. 2 x 2.

O terceiro gol do Treinadores saiu depois de boa jogada de Jocélio com Juba pelo meio. Juba concluiu bem para o gol, mas a bola explodiu no travessão. No rebote, a marcação chegou fazendo falta dentro da área. Pênalti. Jocélio cobrou com categoria e marcou.

Com mais correria, a qualidade do jogo melhorou. As jogadas de ataque começaram a aparecer com mais frequência, e Bruno Hidalgo empatou novamente para o Resenha depois de chute forte da esquerda. 3 x 3.

O período de sono do início da partida pareceu não ter saído do goleiro do Só Resenha, Tucano, que falhou grotescamente no lance do quarto gol do Treinadores. Quem se aproveitou foi o bem acordado Kiwi, pois mandou para as redes e mexeu de novo no placar.

No segundo tempo, a quantidade de passes errados aumentou tanto que as chances de gol dentro da área eram cada vez mais escassas e os chutes a longa distâncias passaram a ditar o jogo. E gol de fora da área é golaço. Yuri acertou um chute certeiro depois de limpar o marcador pela direita e empatou de novo. Seria o último empate do jogo.

O que era lá e cá começou a ficar fácil para o Só Resenha. Marcelinho fez um belo gol depois de girar na frente do marcador e mandar de dedão para o fundo das redes. O sexto gol aconteceu depois de saída de bola errada de Jefferson. Dhani Cerra recebeu livre e completou para o gol. O Resenha matava o Treinadores. Nem Peruca salvava mais.

E para dar números finais à partida, Darian presenteou Yuri com um belo passe dentro da área. Ele não teve trabalho para marcar o sétimo e colocar o Treinadores em sinal de alerta máximo, já que encara o SNG na rodada final precisando vencer. E agora, Peruca?

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

Estudiantes de La Vila 8 x 2 Joga 13

ESTUDIANTES ARRASA ROLETA RUSSA E SE RECUPERA NA COMPETIÇÃO


Time deu WO na rodada passada, mas dessa vez fez bonito e goleou. Ao Roleta resta empatar com Canhedo na rodada final para não cair


Por Douglas Almasi Santos

O Roleta prometia uma reação aos seus torcedores e para calar os críticos. Prometia a volta de um bom futebol que o afastasse da situação incômoda na qual se encontra. Inclusive, contava com o retorno do goleiro Guaraná. Mas quando a fase não é boa, nada parece dar certo. E os deuses do futebol não estão colaborando com o time de Nação e cia. Resultado: o Estudiantes atropelou o Roleta e, de quebra, apagou a má impressão deixada na última rodada, quando dera um inexplicável WO.

Antes da partida, Baru tentava demonstrar confiança, mas a posição delicada onde se encontra o time o deixava apreensivo. E, para piorar, enquanto os torcedores se ajeitavam nas cadeiras e ainda discutiam lances do jogo anterior entre Acidus e Bengalas, o Estudiantes já abria dois gols de vantagem: Punha recebeu e abriu a contagem e, em lance seguinte, Julio Sérgio fez toda a jogada para novamente Punha chutar no canto esquerdo de Guaraná.

Em desvantagem, o Roleta entrou em desespero. Os jogadores tentavam um melhor posicionamento em quadra, mas sem sucesso. Erravam passes inacreditáveis, não conseguiam dominar a bola da melhor forma e pecavam no momento da finalização. Guaraná, em tentativa de cobrança de falta, escorregou na hora da cobrança e a bola subiu demais. Cobrança de lateral, Salada ajeitou e soltou o pé, mas a bola foi fora com perigo.

Mais à vontade em quadra, não demorou ao Estudiantes ampliar o placar. Primeiro, Caio Ferin recebeu bom passe, dominou e esperou um pouco até chutar forte. A bola ainda desviou na zaga e entrou. Depois, Felipe Roth fez a festa pela ala direita e, livre, chutou cruzado para marcar 4 a 0 ao time da Vila. O Roleta se entregou de vez e, mesmo faltando alguns minutos para o intervalo, já parecia jogar a toalha. Felipe Roth foi lançado no ataque e, de primeira, chutou para fora.

O Roleta tentou assustar em cabeçada de Rick, que subiu demais. Antes do apito dos árbitros para encerrar a primeira etapa, Julio Sérgio roubou a bola do adversário, avançou e deu um leve tapa para marcar acachapantes 5 x 0 a favor do Estudiantes. A tarefa da equipe estava tranquila, uma vez que o Roleta não esboçava reação. Atônitos, técnico e torcida pareciam não crer no que viam.

A segunda etapa também foi movimentada, mas o Roleta tentou diminuir a mancha em sua história. Primeiro, Guaraná fez boa defesa em chute de Punha. Depois, Gege pegou uma sobra e, mesmo livre, chutou muito alto. Mas a insistência deu certo: troca de passes fez a bola chegar até Alemão para este descontar. Mas o Estudiantes não queria saber de surpresas e acelerou o jogo novamente.

Punha fez a jogada pela esquerda e cruzou para Vitinho completar com tranquilidade, fazendo 6 x 1. Em seguida, bola lançada para Julio Sérgio, que dominou e fez o pivô para fuzilar a meta de Guaraná, aumentando a goleada e o desespero do Roleta. Daniel Buttino tentou descontar, recebendo passe dentro da área e carimbando a trave. O cansaço já dominava o Roleta, que veria mais um gol do adversário. Julio Sérgio puxou o ataque, fez grande jogada, fintou o goleiro Guaraná e, sem marcação, entrou com bola e tudo para fazer a festa e a reabilitação de forma contundente. Rick, no fim, ainda acertaria a trave, e Rafael Guzzela, tocando na saída do goleiro, descontou mais um pouco, mas já não havia tempo para mais nada, e assim foi construída uma portentosa vitória do Estudiantes por 8 x 2.

O drama do Roleta permanece até a rodada do dia 20 de novembro. Será o último e decisivo jogo para que a turma de Baru continue na elite do Chuteira de Ouro. Mas sua tarefa não será nada fácil: um confronto direto com o Canhedo Beppu para ver quem irá participar da Série Prata no primeiro semestre de 2011. Porém, a notícia boa aos torcedores do Roleta é que o time jogará pelo empate para permanecer na Ouro.

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

Elefantes Indomáveis 2 x 1 Joga 13

ELEFANTES DERROTA 13 E AFUNDA MAIS AINDA LANTERNA DO GRUPO B


Elefantes coloca uma raça inabalável em campo e, contando com a sorte e o contra-ataque, venceu Joga 13 e praticamente escapa da Série Prata


Por Elvis Ferreira

O Elefantes iniciou melhor o jogo, com melhor toque de bola que a equipe do Joga 13, que por sua vez não conseguia organizar bem suas jogadas de ataque. A primeira chance veio com o Elefantes. André deu bom passe para Daniel que, sozinho, dentro da área, bateu para fora. Pelo lado do 13, como sempre as principais jogadas ofensivas vinham dos pés de Choco.

O Elefantes, mesmo estando melhor na partida, não conseguiu evitar que Barata abrisse o placar. Ele fez o que quis na frente da defesa dos indomáveis e bateu forte para o gol, marcando um golaço. Diego Lander não deixou por menos e empatou logo depois. Após cruzamento fechado para área, com uma muvuca grande na frente do goleiro Diego, ele conseguiu completar para as redes. 1 x 1 no jogo da morte.

O empate deixou o jogo mais equilibrado e chato. As equipes atacavam com mais cuidado e buscavam o contragolpe. Na segunda etapa as jogadas de ataque em velocidade voltaram com maior freqüência, principalmente nos contragolpes criados pelo Elefantes, nitidamente a aposta da equipe laranja.

André teve ótima chance após avançar bem pelo meio e bater seguro para o gol. Diego Gallego fez ótima defesa. Na resposta do 13, Thiago bateu de fora da área, mas a bola passou a direita. O melhor jogador do Elefantes na partida, André, teve outra ótima chance após outro bom chute da intermediária. O chute saiu perfeito e passou raspando a trave.

Depois da metade da segunda etapa o Elefantes passou a dominar a partida com ataques mais objetivos e uma marcação bastante sólida. Em outra boa jogada de ataque dos Laranjas, Manente recebeu pela esquerda, avançou bem e bateu forte. Gallego, que também vinha fazendo ótima partida, fez linda defesa.

Lele tentou responder para o Joga 13 depois de um tempo sem ir ao ataque. Ele teve ótima chance após bom contragolpe armado. O chute pelo meio, na entrada da área, carimbou o travessão. O travessão também foi o endereço de um torpedo disparado por Rodrigo do meio de campo. Ela parecia que ia longe mas explodiu no travessão e no goleiro Spiga antes de ir para fora.

Era inacreditável o que o 13 mandou de bola na trave. Pior ainda foi quando chute no canto indefensável encontrou em cima da linha o pé de um zagueiro... Zagueiro do próprio Joga 13!!!!! Raphão, de passagem, impediu o gol do time! Incrível!

E depois de um longo período sem gols, outra bola na trave do Elefantes – Spiga merecia o título de goleiro mais sortudo da rodada – André aplicou o tiro de misericórdia. Ele lutou pela bola na entrada da área e bateu para o gol meio desequilibrado. A bola morreu no fundo das redes, para a alegria da torcida dos Elefantes.

Nos minutos finais da partida, enquanto a torcida do Elefantes cantava e comemorava sob a rima de “Sobe sobe sobe sobe, sobe a tromba do elefante. Vejam como ela é grossa, vejam como ela é grande”, o Joga 13 perdeu chance incrível com Raphão que errou um gol na cara, de frente para o goleiro.

Até mesmo Diego Gallego que fez ótima partida defendendo bolas difíceis, carimbou a trave nos minutos finais de desespero. Mas em 2 x 1 a favor do Elefantes acabou a partida, afastando o fantasma da Série Prata e deixando o Joga 13 numa escuridão danada... Ao 13 resta vencer o Fora de Série e torcer, torcer muito...

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

Canhedo Beppu 2 x 7 Fiorella Brasil

FIORELLA LIQUIDA CANHEDO E GARANTE PRESENÇA NA FASE FINAL DA OURO


Equipe cresceu na hora certa e está na briga pelo título; artilheiro Van-Van atuou no gol e foi um dos destaques


Por Douglas Almasi Santos

O Fiorella Brasil confirmou sua incrível recuperação durante o certame, despachou o Canhedo Beppu e, de quebra, garantiu sua classificação à próxima fase. O time já conquistou a vaga mesmo que venha a perder a última partida, uma vez que seus adversários mais próximos, The Veras e Estudiantes, encaram-se na última rodada. Já o Canhedo amargou seu sexto revés e só escapa de retornar à Série Prata se fizer algo que ainda não realizou desde sua chegada à Ouro: vencer.

A curiosidade do jogo estava em baixo das traves do Fiorella. Todos estranhavam que o principal jogador do time não estava sustentando a camisa 10 da equipe. Mas onde estava Van-Van? No gol! O craque com a bola nos pés também fez bonito atuando em uma posição que sempre fora algoz. O jogo começou e o Canhedo chegou duas vezes com perigo: na primeira, Cleber Montovani recebeu e encheu o pé, mas Van-Van espalmou a escanteio e, na segunda tentativa, Suzuki tentou de calcanhar, mas Van- Van estava atento.

Mas se o torcedor do Canhedo ficou aliviado com a notícia de que um dos principais jogadores do time adversário não iria jogar na linha, desesperou-se porque apareceu outro rápido e habilidoso jogador para atormentar a zaga do time: Edson Claro. O camisa 13 recebeu passe e inaugurou o marcador. Logo em seguida, cobrança de escanteio e João Paulo Arcanjo apareceu de cabeça, a bola encobriu Papa Burguer e entrou. Vantagem de dois gols ao Fiorella.

O Canhedo reagiu em tentativa de Véio, que chutou forte, mas a bola foi por cima. Na sequência, uma lambança do Fiorella fez o Canhedo diminuir: a zaga tentou sair jogando mas, pressionada pela marcação, chutou para frente, porém, ela bateu em Okamura e entrou. Todavia, quando se espera que o Canhedo irá reagir, ele acaba sofrendo o gol. Novamente Edson Claro recebeu e chutou para marcar 3 x 1 no marcador. Leonardo, chutando de fora da área, fez Van-Van fazer boa defesa.

Mais uma vez o Canhedo na tentativa de reação: Cléber Montovani recebeu o passe e de pé esquerdo acertou o ângulo esquerdo de Van-Van, que nada pôde fazer para evitar o gol. Os primeiros 15 minutos de jogo estavam fantásticos, com o placar apontando 3 a 2 ao Fiorella. O time ainda perderia uma série de gols no fim do primeiro tempo, o que poderia lhe dar uma tranquilidade maior na segunda etapa. Cléber, Sebastião, Caio e Edson Claro, com 3 oportunidades de gol – sendo uma delas uma bicicleta que passou perto da meta de Papa Burguer – tentaram, mas não conseguiram, e o jogo foi ao intervalo.

Na etapa final, o Canhedo tentou equilibrar as ações na tentativa de empatar. Suzuki, depois de cobrança de falta, parou em Van-Van. Os times se alternaram nos ataques, criando boas situações de gols. Caio teve duas oportunidades, chegando perto em uma delas, quando acertou a trave. Cléber Montovani tentou, mas seu chute acabou desviado e saiu com perigo. O Fiorella chegou à marcação do seu quarto gol: a zaga do Canhedo assistiu à arrancada de Sebastião, que rompeu pelo meio da quadra e chutou forte para vencer Papa Burguer.

Com o gol, o Fiorella conseguiu ter calma e manter a bola no chão, envolvendo os atletas do Canhedo. Mesmo assim, o valente time de Bolacha e Cia. buscava gols que o pudesse levar a um possível empate, ou até mesmo a um triunfo. Mas o Fiorella não só tem um time rápido e entrosado, como também se dispunha de todo o contra-ataque. E assim construiu a goleada.

Trama rápida pela direita, Sebastião fez toda a jogada e só rolou para João Paulo Arcanjo completar sem nenhuma dificuldade. E estava fácil: tabela entre Cléber e João Paulo, e o primeiro saiu na cara de Papa Burguer para fazer 6 x 2. Sebastião poderia ter feito gol antológico, após fazer fila entre os zagueiros, mas o camisa 3 foi displicente e acabou dando chances aos zagueiros de se recuperarem. No fim, Wagner recebeu o passe e, de bico, decretou a vitória do Fiorella. Muita comemoração dos atletas pelo gol do camisa 6.

Na última rodada, basta ao Fiorella comparecer em quadra para garantir sua vaga à fase final do torneio. Já o Canhedo terá duas semanas para se preparar para o jogo mais importante do semestre para ele: terá que vencer o Roleta Russa na última rodada para permanecer na Série Ouro e evitar o retorno à Prata, de onde acabou de sair.

X CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

Fora de Série 2 x 1 Fúria

FORA DE SÉRIE MOSTRA PORQUE ESTÁ NO TOPO DA TABELA


Com futebol ofensivo e consistência na defesa, Fora derrota velho rival e complica vida do Fúria, que está prestes a voltar para a Série Prata


Por Elvis Ferreira

O Fora de Série começou melhor, atacando mais e com um bom toque de bola no ataque que envolvia bem a defesa do Fúria. Com isso, o primeiro gol não demorou para sair. Orley deu ótimo passe para Cachaça livre abrir o placar e deixar o goleirão do Fúria cabisbaixo.

O Fúria tentava vez ou outra algumas jogadas de contragolpe, mas esbarrava sempre na boa marcação do Fora, que jogava com uma frieza impressionante na defesa. Depois de um tempo jogando atrás, tentando se arrumar em quadra, os furiosos conseguiram arrumar alguns espaços no ataque. Bruno Eduardo teve sua chance para empatar a partida depois de avançar bem pela lateral direita. Ele bateu bem, forte e rasteiro, Casari foi obrigado a fazer ótima defesa.

O Fora tentou dar resposta em seguida com Rodrigo Cunha, mas seu chute, forte pelo meio, fez a bola subir demais e nem assustar o goleiro Danilo. Depois do fim do primeiro tempo e de ter que trocar de quadra pelo atraso dos jogos anteriores, a partida reiniciou com as duas equipes na mesma pegada da primeira etapa.

Thiago Motta, em cobrança de falta, carimbou a barreira em chute forte pela esquerda. O Fora respondeu com um gol incrível perdido por Orley, que vem se especializando nisso. De frente para o goleiro, ele errou. Ninguém acreditava na chance perdida por ele.

Porém, o mesmo Orley se aproveitou de um erro de Carnaval na linha da entrada da área e chutou forte de primeira para estufar as redes do goleiro Danilo e anotar um golaço. Rafael Rezende também teve chance de transformar em goleada, mas Danilo, novamente, tirou bem.

A partir daí o Fora foi total ataque e o Fúria se segurava como podia atrás. Cachaça recebeu sozinho dentro da área e chutou à queima roupa no goleiro que, bem posicionado, defendeu.

O Fúria, mesmo mostrando muita raça e dedicação, não conseguia chegar de forma organizada ao ataque. As principais jogadas saíam de bola parada. Mesmo assim ainda conseguiram diminuir o placar no fim do jogo, com Bruno. Fábio cruzou para dentro da área e ele não teve trabalho para completar para o gol.

Argentino ainda levou perigo em bom chute depois de avançar bem pela direita. A bola saiu a direita sem assustar Danilo. E assim terminou o bom jogo. O Fora, com objetividade e vontade, vem mostrando que não é vice-líder do Grupo B por acaso. Terá a chance de provar de vez isso diante do Joga 13, time de quem reconhecidamente é velho freguês. Enquanto isso, o Fúria precisa vencer o Bacana e torcer contra ao menos um time acima dele para não voltar à Série Prata.
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