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Notícias de 11/10/2011

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

Di Primeira 3 x 1 Real Paulista

DI PRIMEIRA BATE REAL PAULISTA E ENTRA NO G-6


Apesar da luta, atual campeão não foi páreo para a vontade rival, que mostra ascensão meteórica e já é 6º colocado

Por Luis V. Andreassa

O Di Primeira conquistou uma importante vitória nesta sexta rodada: bateu o Real Paulista por 3 x 1, impediu o rival de colar nos líderes e entrou no grupo dos 6 que se classificam para a próxima fase. Além disso, a equipe pode se orgulhar de ter apresentado um bom futebol diante do atual campeão da Ouro.

Desde o começo o time tricolor foi melhor em quadra. As primeiras chances vieram por meio da bola parada: Simon cobrou a primeira delas pela esquerda e mandou no ângulo, porém Alemão apareceu para fazer bela defesa. No entanto, pouco depois Panela pôs a mão na bola perto da entrada da área e, além de receber o cartão amarelo, deu uma boa oportunidade ao adversário. Cris foi para a cobrança e acertou um lindo chute de três dedos. A bola fez uma curva e entrou no ângulo direito de Alemão, que agora nada pôde fazer.

As ações ofensivas do Di Primeira não se limitavam às cobranças de falta. Apoiado por Simon, Dadinho e Cris, o atacante Dri infernizava a defesa real com toque de bola preciso e eficiente. Exemplo disso foi o lance em que o camisa 2 recebeu passe de Simon na cara do gol e parou na boa saída do arqueiro. Todavia, o time de Pedrinho não aguentaria a próxima jogada: Simon novamente encontrou Dri, que dominou na entrada da área antes de sair da marcação e chutou no cantinho. 2 x 0. Como se não bastasse, o camisa 2 teve nova chance ao receber lançamento e só não fazer mais um porque Alemão apareceu novamente para salvar.

O Real Paulista só conseguiu sair do sufoco quando Marquinhos entrou em quadra e, junto de Márcio Mariano, conseguiu marcar Dri de maneira eficiente. Todavia, o ataque merengue não conseguiu se encontrar em quadra, apesar da paciência no toque de bola e na busca pelos espaços. Aos poucos a equipe foi dominando a posse de bola mas esse crescimento não foi exatamente proporcional ao crescimento das oportunidades de gol. Mesmo assim, Panela quase fez aos 13 minutos quando dominou pelo lado esquerdo e, sem pensar duas vezes, girou e mandou uma bomba que explodiu no travessão. A pelota chegou a bater no chão mas não entrou.

O Real Paulista insistia pacientemente, e Panela passou perto de descontar ao completar cobrança de escanteio na entrada da área sem deixar a bola cair e parar na intervenção de Ferrugem. No rebote, o próprio Panela tentou emendar para dentro mas mandou para fora. A partida então ficou morna, pois o Di Primeira não tinha o mesmo ímpeto para o ataque, enquanto o Real parava na fraca atuação individual de seus jogadores. Exemplo disso foi o lance em que Choco recebeu de Márcio Mariano e isolou a bola em chute com o bico do pé esquerdo. Pouco depois, o camisa 14 teve nova chance e desta vez foi mais eficiente ao dominar passe de Panela dentro da área, girar e bater para grande defesa do goleiro.

Quando a segunda etapa começou o panorama da partida mudou drasticamente. Os jogadores do Real pareciam ter encontrado a fórmula para reencontrar o seu futebol. Ou talvez a melhora tenha se dado pela marcação, que foi adiantada, e a maior vontade e capricho nas ações ofensivas. Assim, logo no primeiro minuto, Panela ganhou dividida com a defesa pelo lado esquerdo e bateu rasteiro para descontar E botar fogo no jogo. O camisa 8 apareceu depois novamente ao cobrar falta rolando para Salvador dominar na área e chutar no travessão.

Agora os papeis estavam invertidos e era o Di Primeira que sentia dificuldades para sair do campo de defesa e criar jogadas ofensivas. Com isso, o rival seguiu em cima e novamente passou perto de empatar em cobrança de falta de Panela – sempre ele – perto do meio da quadra que Ferrugem defendeu. A resposta não demorou a vir e Souza perdeu oportunidade de trazer mais conforto à sua equipe quando recebeu passe de Dadinho no bico da área e mandou a bola rente à trave. O ator Fábio Assumpção não deixou barato e também aprontou das suas ao dominar no meio da rua, abrir espaço e concluir no canto, também perto do poste.

Pelo lado tricolor, Dadinho era o principal homem de frente, dando bons passes para os companheiros perderem oportunidade. Foi assim que o camisa 7 passou para Cris, dentro da área, finalizar e acertar a trave. Pouco depois, Ferrugem resolveu arriscar de dentro da sua área, a bola bateu em Souza e sobrou para Dadinho resolver por si mesmo e chegar batendo no canto esquerdo para anotar 3 x 1.

Dadinho quase anotou seu segundo gol ao arriscar de fora da área e acertar o pé da trave. Mesmo assim, o time merengue ainda buscou uma reação na base da vontade e quase descontou quando o rival Lê cortou passe que iria para Panela e mandou no lado de fora da rede de sua própria meta. Foi também na mesma região que Salvador mandou a bola após receber de Choco, que fizera boa jogada na entrada da área.

Nos últimos minutos o jogo ficou mais tranquilo, com menos chances de gol, o que favoreceu o Di Primeira. Com a vitória assegurada, o time de Dadinho chegou a 8 pontos e se consolidou entre os 6 primeiros do grupo. Já o Real Paulista, com gordura para queimar, terá pela frente na próxima rodada o lanterna Primatas e terá nova chance de encostar nos líderes.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

Med Taubaté 1 x 4 Só Resenha

EM CONFRONTO DE LANTERNAS, RESENHA BATE DOUTORES E GANHA FÔLEGO


Mesmo com um jogador a menos durante todo o jogo, Med ainda tentou aprontar, mas Só Resenha, com Darian inspirado, virou o placar

Por Gustavo Vasconcellos

Quem diria que as coisas mudariam tanto em tão pouco tempo. Menos de quatro meses atrás, o Só Resenha era dono de uma das melhores campanhas no XI Chuteira de Ouro. O Med Taubaté também aparecia muito bem na tabela. Nas quartas de finais, os times se enfrentaram e deu Med, que seguiu até a final da competição, perdendo para o Real Paulista na final. Agora, os dois times se enfrentaram ocupando as últimas posições da tabela. O Só Resenha era apenas o 9º, enquanto o Med aparece na lanterninha sem somar um ponto sequer em cinco jogos.

O Med não conseguiu formar nem uma equipe titular para o confronto – entrou com 5 jogadores de linha – e, mesmo batalhando muito, não resistiu ao Resenha e à boa atuação de Darian e fechou a 6ª rodada com a 6ª derrota.

O Resenha não tinha nada a ver com a situação do Med e aproveitou para pressionar desde o início em busca da vitória, já que a posição na tabela também não era nada agradável. Logo aos 30 segundos, o Resenha já chegou pela primeira vez. Fabrício arriscou, mas mandou para fora. Um minuto depois, Fabrício voltou a assustar. Dessa vez involuntariamente. O camisa 7 do Resenha tentou passe para a área, a bola acabou passando por todo mundo e acertou a trave.

O Med arrumava a marcação e dificultava novas chegadas do Resenha. Javier, como sempre com muita garra, corria de um lado para o outro ajudando a marcação e ainda aparecia no ataque, brigando com a zaga adversária. E, aos 5 minutos, quando ficou em igualdade de jogadores graças a cartão amarelo para o Resenha, o Med se arriscou um pouco no ataque e obteve sucesso em uma das investidas. Cruzamento na área, Rogerinho disputou com a zaga pelo alto, a bola sobrou para Javier, que na entrada da área bateu para o chão e marcou para os doutores.

Javier ainda criou mais duas chances nos minutos seguintes, mas acabou não marcando. O Med, então, recuou e fazia uma ótima marcação, evitando criação de jogadas do Resenha, que rodava a bola de um lado para o outro, mas sem conseguir infiltração. A saída era chutes da intermediária. Cris Nicolas, Fabrício, Darian e Bruno Leal tentaram, mas sem sucesso.

Aos 14 minutos, enfim, o Resenha conseguiu furar a retranca do Med. Em lance rápido, Mirandinha apareceu quase em cima da linha para completar para as redes e empatar. O Resenha ganhou confiança, enquanto os doutores continuavam fechadinhos na defesa, agora sem aparecer mais no ataque. E não demorou muito para a virada. Três minutos depois de empatar, Fabrício arriscou chute no canto direito e o goleiro Irineu rebateu para o lado esquerdo, onde estava Rafael Entini, que mandou a bola para o gol.

O Med saiu um pouco para o jogo. Conseguiu criar três boas chances no final do primeiro tempo, mas foi para o intervalo mesmo em desvantagem no placar. Na melhor das chances, o Resenha cometeu a oitava falta e o Med tinha tiro livre de 9 metros para cobrar. O goleiro Irineu saiu da meta e foi para a cobrança. Chute forte, mas no meio. Pirulão não precisou nem se mexer para fazer a defesa.

Na segunda etapa, Darian comandou as ações do Resenha, que tentava aumentar a vantagem para não correr riscos. A equipe chegou a acertar duas bolas na traves, em chute de Darian e em cabeçada de Cris Nicolas. O Med praticamente não aparecia no ataque. A primeira chegada dos doutores ao gol de Pirulão aconteceu apenas aos 7 minutos, quando Rogerinho arriscou chute do próprio campo e o quique da bola quase enganou o goleiro. Na sequência, Javier e Rogerinho tentaram mais uma para o Med.

E foi quando o Med começava a ameaçar no ataque que o Resenha matou o jogo. Com 11 minutos, Darian trocou passes e recebeu no meio, viu o goleiro Irineu um pouco adiantado e acertou lindo chute colocado no ângulo direito. Para diminuir as chances de reação do Med, o Resenha marcou mais um dois minutos depois. Fabrício recebeu no meio da área e precisou de três chutes para conseguir marcar o quarto tento do Resenha.

O Resenha então diminuiu o ritmo, trocou passes, continuou chegando ao gol de Irineu, mas não marcou mais. O Med tentava uma reação, mas, com jogadores exaustos e sem muita confiança, também nada fez.

A vitória e os 3 pontos ajudaram o Só Resenha a sair da posição incômoda que ocupava. Agora, a equipe soma 7 pontos e é o 7º colocado. O Med continua em último, sem nenhuma vitória ou empate nos 6 jogos disputados. Na 7ª rodada, o Só Resenha tem pela frente o Roleta Russa, enquanto o Med encara o vice-líder SNG, em busca de um milagre para continuar na Ouro.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

Bacana 7 x 2 Fora de Série

SEM MUITO ESFORÇO, BACANA GOLEIA E COMPLICA FORA DE SÉRIE


Esquadra azul jogou com muita raça e vontade, mas isso não bastou para segurar a técnica adversária e deixar o time na zona do “desconforto”

Por Luiz V. Andreassa

O Bacana fez mais uma vítima: o Fora de Série, que sofre para se manter fora da zona de rebaixamento, não foi páreo para o poder de fogo rival. Apesar de lutar muito e conseguir equilibrar a partida no começo, a esquadra azul não demorou a sucumbir e logo viu o placar ficar elástico demais para correr atrás.

Contudo, o Fora foi o dono da primeira chance. Aos 4 minutos, Du Formiga tabelou com Renan pelo lado esquerdo e finalizou, obrigando Guido a botar para escanteio. A marcação eficiente no campo de defesa do adversário não deixava o Bacana dominar a posse de bola e sair tocando com qualidade, como gosta de fazer. Contudo, quando a primeira chance apareceu, Henrique não vacilou e marcou ao receber pelo lado direito e concluir com qualidade. 1 x 0.

Calado respondeu ao fazer boa jogada pela direita, invadir a área, sair da marcação e parar em grande defesa do arqueiro. Pouco depois, foi a vez de Argentino tentar o tiro e ver Bruno cortá-lo antes que chegasse à meta. No melhor momento do Fora de Série na partida, no qual o empate parecia próximo e as ações eram equilibradas, Rodrigo Ribeiro por pouco não deixou sua marca com uma bomba de bico da entrada da área que explodiu no travessão. A chance perdida fez falta, pois não demorou muito para Rômulo receber dentro da área e bater forte à direita do goleiro Ed para ampliar.

Como é comum no Bacana, o golpe foi acompanhado por outro logo em seguida, e alguns segundos depois Luiz Ventura arriscou um chute cruzado da lateral direita que foi direto no cantinho, anotando 3 x 0 e esfriando o Fora em campo. Assim, a técnica da esquadra cor-de-vinho se sobressaiu à vontade azul, a qual não foi o bastante para manter a disputa aberta por muito tempo.

Depois do terceiro tento, o ritmo deu uma diminuída e uma das poucas oportunidades veio dos pés de Du Formiga, que chutou forte de primeira e mandou a redonda à esquerda da meta. A situação era tão confortável para o Bacana que Demehur quase fez um gol contra ao tentar desarmar um adversário pela lateral esquerda e mandar um chute de bico contra o próprio gol que passou pouco acima do travessão. Rômulo então mostrou como se faz e quase anotou um belo tento ao driblar o marcador, abrir espaço e finalizar. Ed pegou dessa vez. Porém, a lição deu resultado e Demehur mostrou que aprendeu o jeito certo de se fazer as coisas: aos 19 minutos, ele completou cruzamento em cobrança de lateral de cabeça, livre dentro da área, e aumentou a vantagem.

O Fora ainda lutou e Rodrigo Ribeiro quase descontou ao bater falta com força e mandar a pelota rente à trave. A insistência deu resultado: Du Formiga recebeu passe de Renan na entrada da área e, de frente para o gol, concluiu de chapa, acertando o ângulo para anotar um golaço. Antes do fim da primeira etapa o desconto quase virou uma reação mais sólida quando Calado tentou lançamento por cima, a bola bateu na zaga e sobrou para Paulinho girar uma bicicleta e mandar a pelota perto da trave.

Se os últimos minutos da primeira etapa foram de certa forma animadores para a equipe azul, o segundo tempo já começou completamente diferente. Logo no primeiro minuto, Bruno aproveitou um passe para trás na lateral esquerda para chutar cruzado e mandar perigosamente pela linha de fundo. Pouco depois, Gustavo Izique foi mais feliz ao receber uma bola rolada por Cezinha em cobrança de falta, chegar batendo forte e ainda contar com um desvio na barreira para vencer o goleiro Ed. 5 x 1. Matheus quase ampliou a goleada ao avançar pela esquerda e finalizar no cantinho, tentativa que, desta vez, Ed conseguiu evitar.

As chances de gol não eram muitas, mas quando apareciam eram quase sempre criadas pelo time de Marcelão. Assim, Matheus tabelou com Luiz Ventura, dominou pelo flanco direito e, quase da linha de fundo, chutou no alto e obrigou o arqueiro a espalmar por cima. Aos 13 minutos, Diego quase deixou o seu ao receber na área, girar e concluir para nova intervenção. A melhor oportunidade de anotar o sexto gol surgiu quando Gustavo Izique tabelou com Rômulo pela esquerda e acertou o travessão.

O jogador mais perigoso do Fora de Série era Paulinho. O ex-atacante do Acidus parou em defesa de Guido após fazer boa jogada para sair da marcação. Henrique foi quem respondeu perdendo boa chance ao dominar com espaço pelo meio e mandar a redonda pela linha de fundo. Novamente foi Paulinho quem apareceu do outro lado, agora com chute forte no cantinho que obrigou o arqueiro a espalmar e mandar para escanteio.

Foi somente nos minutos finais que a rede voltou a ser balançada. Paulinho finalmente conseguiu deixar sua marca ao dominar na entrada da área, puxar para a direita abrindo espaço diante da marcação e finalizar direto na caixa. Todavia, não demorou nem um minuto para o Bacana restabelecer a vantagem anterior: Demehur passou para Diego e este, por sua vez, teve tranquilidade para tocar na saída do goleiro. Mais do que isso, a goleada foi ampliada quando o mesmo Diego invadiu a área em boas condições de novo, dividiu com Ed e a bola sobrou limpinha para Henrique apenas empurrar para dentro.

Com isso, o placar foi fechado em 7 x 2, mais uma goleada para a equipe que soma 35 gols feitos em apenas 6 jogos, uma média de quase 6 tentos por jogo. Já o Fora de Série segue sua luta não só pela classificação, mas também pela permanência na Ouro no próximo semestre. O pior de tudo é que o próximo adversário é ninguém menos que o primeiro colocado, o Mulekes, o que dificulta ainda mais a situação do time comandado por Clebão. O Fora parece seguir rumo à Prata.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

Roleta Russa 2 x 4 Arouca Jrs.

AROUQUINHA BATE CATADO DO ROLETA


Mandando na partida durante todo o tempo, Arouca Jrs. só não venceu por uma diferença maior graças à grande atuação do ‘goleiro’ Preto. Chuva tentou estragar confronto, mas não conseguiu

Por Gustavo Vasconcellos

O terceiro confronto da sexta rodada do grupo do Chuteira de Ouro opunha dois times de campanhas opostas. Arouca Jrs., invicto na competição, mas aparecendo apenas na 4ª posição graças aos vários empates da equipe, enfrentou o Roleta Russa, que só apresentava uma única vitória até o momento e vinha com um time remendado, sem seus principais jogadores, com o zagueiro Preto assumindo a meta do time. A equipe do Roleta aparecia em 8º, com a mesma pontuação do 9º colocado, que cai para a Prata.

Com apenas 4 jogadores de linha no apito inicial, o Roleta deixava claro sua intenção na partida: não perder de muito. O Arouca Jrs. não estava nem aí para a situação do adversário, queria jogar, vencer e, se possível, convencer.

Em vantagem numérica de jogadores, o Arouquinha partiu para cima desde o início. Com menos de um minuto, Deh já arriscou em jogada que se repetiria diversas vezes durante o jogo. O camisa 6 recebeu na esquerda e arrematou forte. Preto apareceu bem e fez a defesa.

O Arouquinha rodava a bola em busca de espaços. O Roleta não tinha outra saída além de marcar com os quatro jogadores atrás. O Arouquinha continuava martelando. Bruno Vellozo virou o jogo para Nelsinho, que ajeitou e bateu cruzado. O chute triscou a trave e saiu.

A retranca do Roleta ia dando certo, mas de tanto pressionar o Arouquinha não demorou a marcar. Com 5 minutos jogados, Galizé apareceu do lado esquerdo da área e bateu de bico no ângulo direito. Preto nada pôde fazer. O Arouquinha continuou em cima do adversário, mas a zaga do Roleta desviava quase todas as bolas. Quando não fazia isso, o goleiro improvisado fazia grandes defesas, salvando o Roleta de um placar elástico. Preto, segundo ele mesmo, tem noções de como exercer a função, pois começou no futebol jogando na posição.

Com 7 minutos, Cauê chegou e deixou o Roleta com ‘apenas’ um jogador a menos. Mas, mesmo assim, quem continuava atacando era o Arouca. Bruno Vellozo e Gothardo tentaram, mas pararam em defesas do arqueiro. Deh iria marcar belo gol em chute cruzado no ângulo, mas Preto apareceu mais uma vez e salvou. Nelsinho bateu no alto e viu a bola explodir na trave. Só dava Arouca; no Roleta, era um Deus nos acuda tremendo.

Porém, a insistência do Arouquinha voltou a dar resultado. Galizé recebeu no meio, driblou um e bateu no alto. 2 x 0. Até o final do primeiro tempo, o Arouquinha criou mais algumas boas chances, mas viu, mais algumas vezes, Preto salvar o Roleta. Em uma das melhores chances, Leozinho desviou cruzamento no primeiro pau e Preto tirou a bola já em cima da linha.

No final do primeiro tempo, uma chuva torrencial desabou. Depois de mais de 30 minutos de espera e muito trabalho com rodos para tirar as poças de água da quadra, o jogo foi reiniciado para a segunda etapa.

Assim como no primeiro tempo, o Arouquinha continuou com total domínio de jogo. Atacou, atacou e atacou, mas só voltou a marcar aos 15 minutos. Wellington acertou um petardo do meio da rua que não deu chances de defesa para Preto. Nesse momento, o Roleta, vendo o jogo perdido, decidiu se aventurar um pouco no ataque. Murilo conseguia criar algumas chances, mas via seu companheiro Cauê desperdiçá-las.

Alemão conseguiu diminuir a desvantagem do Roleta para 3 x 1 aos 17 minutos, quando aproveitou bola perto da área e bateu para o chão, deixando Gui Rodrigues sem reação. Mas, logo na sequência, o Arouquinha voltou a marcar. Washington arrancou pela direita e bateu cruzado para marcar o quarto.

Cauê ainda fez o segundo do Roleta ao completar de carrinho lance da esquerda, mas nada que alterasse a historia do jogo. Final: Arouquinha 4 x 2 Roleta. Arouquinha criou muito, mas Roleta foi valente e honrou a vitória adversária.

O Arouca Jrs. continuou na 4ª colocação, mas chegou aos 12 pontos na competição, segue sem perder e está apenas dois pontos atrás do Arouca, líder do grupo. Já o Roleta acumulou a quarta derrota e é apenas 9º, com apenas 4 pontos, dormindo na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Arouquinha enfrenta o Fiorella, querendo subir ainda mais na tabela. O Roleta enfrenta o Só Resenha em busca de uma recuperação no campeonato.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

Fúria 1 x 1 Primatas

FÚRIA E PRIMATAS FICAM NO EMPATE


Comandada pelos irmãos Motta, equipe tricolor joga melhor mas não consegue bater o lanterna

Por Luiz V. Andreassa

A partida entre Fúria e Primatas teve de tudo: céu desabando, interrupção por mais de uma hora, mudança de quadra, confusão e apito final antes do tempo acabar. No que se refere ao futebol em si, a esquadra furiosa jogou melhor durante a maior parte do tempo, principalmente na segunda etapa, mas não conseguiu mais do que 1 ponto diante do lanterna – que mesmo ostentando esse posto tem dado trabalho à maioria dos adversários.

O Primatas teve a primeira chance em arrancada do meio para a direita que terminou em um chute forte espalmado por Pedro. Mas o que mais se via em quadra era vontade por parte de todos os jogadores, muita marcação e movimentação, o que explica o fato de a resposta do Fúria só ter vindo aos 7 minutos, quando André dominou e encheu o pé, obrigando Vitinho a espalmar.

Foi então que a equipe recém-promovida da Prata passou a dominar as ações e chegar com perigo. Litho tentou com chute rasteiro pela esquerda que a zaga tirou na boca do gol. Pouco depois, Rafinha desviou cobrança de escanteio no primeiro pau e a redonda passou em frente ao gol sem encontrar ninguém para botá-la para dentro. Na sequência, Litho apareceu de novo, desta fez arriscando de longe e acertando o travessão. Curiosidade: foi a 11ª vez que o travessão ou trave foram acertados na rodada na quadra 4.

Quando o Primatas estava perto de abrir o placar, o Fúria resolveu reagir e ir para cima, tomando conta das ações. A reação começou no lance em que Sapo tentou dominar de cabeça dentro da área e a bola sobrou para Thiago Motta, quase na linha de fundo, girar um voleio e mandar na rede pelo lado de fora. Pouco depois, o camisa 7 aproveitou outra chance parecida, desta vez após disputa do irmão Adriano com a zaga, e mandou para fora. E Thiago parecia estar mesmo gostando desse esquema e, na entrada da área, aproveitou uma bola sobrada para encher o pé e chutar muito forte no meio do gol, obrigando o goleiro a espalmar para o lado.

A melhor chance, contudo, veio dos pés de Fagner, que recebeu passe de Diego para trás e chegou batendo de primeira na trave. A pressão era intensa e Diego quase fez ao tentar de fora da área. Vitinho espalmou e, no rebote, Fagner finalizou para nova intervenção do guarda-metas. Porém, pouco depois, aos 21 minutos, Ricardo apareceu livre debaixo da trave para completar passe direto para dentro e abrir o placar para o Primatas.

Foi no 1 x 0 que o primeiro tempo foi encerrado. Durante o intervalo começou a chover mas mesmo assim as equipes voltaram à quadra para começar a segunda etapa. Todavia, não houve mais nem 2 minutos de jogo e o árbitro teve de paralisar a partida, porque a chuva já havia virado uma tempestade. Durante mais de uma hora de chuva torrencial todos os jogos pararam e os jogadores ficaram dentro do bar esperando por condições de voltar ao jogo. Foi só por volta das 17h17, pouco depois de ter parado de chover, que as equipes voltaram a jogar, só que agora na quadra 1, pois a 4 não tinha condições de jogo naquele momento.

O cenário era diferente mas o panorama da partida não mudou no segundo tempo. Na verdade, o Fúria continuou dominando, só que agora exercendo uma pressão pesada sobre o rival., Fagner aproveitou uma sobra na área pelo lado direito e bateu cruzado para. Se a quadra mudou, a trave continuava a ser uma adversária ferrenha dos atacantes: Fábio Caruso cabeceou de costas dentro da área, o goleiro espalmou e, no rebote, Thiago Motta acertou o poste esquerdo. Pouco depois, Fagner dominou no meio da rua e finalizou no cantinho, mas a bola passou pelo lado com muito perigo e Vitinho só pôde agir no golpe de vista.

O Primatas tinha dificuldade para passar ao campo de ataque e sofria ainda mais para conter o jogo aéreo do rival. Foi assim que Adriano Motta quase empatou ao receber cruzamento após cobrança de lateral de Sucão e e parar em boa defesa do arqueiro. A resposta dos macacos finalmente veio quando Feco arrancou pela lateral direita e finalizou cruzado para intervenção precisa de Pedro. Mesmo assim, do outro lado, Adriano teve nova chance ao subir no meio de três zagueiros e cabecear por cima, perto do travessão.

A melhor oportunidade primatense de conseguir tranquilidade na partida veio quando Gui Fenômeno recebeu na entrada da área, finalizou e acertou – adivinhem! – a trave. No rebote, Litho dominou pronto para fazer, mas Fagner apareceu com um carrinho salvador para impedir o tento. Na sequência, foi a vez de Rafinha receber lançamento do goleiro dentro da área, dominar, girar e mandar no travessão. A resposta veio com Adriano finalizando rasteiro pelo lado esquerdo e exigindo defesa com o pé de Vitinho.

No momento em que a partida era mais equilibrada, pouco depois de Gustavo perder chance de ampliar ao parar em saída de Pedro, Adriano Motta ganhou outra vez de cabeça e não desperdiçou, cabeceando forte e com estilo para o fundo do gol para estabelecer a igualdade. O empate nos últimos minutos veio como uma recompensa ao esforço do Fúria e um castigo pelas falhas consecutivas da zaga primata nas bolas aéreas.

Nos momentos de definição do jogo, uma confusão se instalou na área tricolor e, como o final do jogo estava perto, o árbitro resolveu encerrar a partida, mesmo não tendo-se completado 25 minutos disputados. Com o empate, o Fúria viu o Di Primeira lhe passar na tabela e o Primatas continuou em situação péssima, segurando a lanterna no Grupo A.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

Bufalos 4 x 5 SNG

SNG BATE BUFALOS E DIVIDE PONTA COM AROUCA


Com três gols de Felipe, SNG bateu o até então líder Bufalos, está igual no número de pontos com o Arouca e mostra cada vez mais que é um dos favoritos ao título

Por Gustavo Vasconcellos

Sem dúvida, o jogo mais esperado da rodada: líder contra vice-líder. O Bufalos, primeiro colocado com 12 pontos em 5 rodadas, enfrentava o SNG, uma das três equipes ainda invicta, com 11 pontos. Quem vencesse poderia ficar com a liderança, por isso muita luta era esperada em um jogo competitivo. O Bufalos não tinha um de seus principais jogadores para o confronto: Dinho. O camisa 10 estava suspenso.

A grande expectativa pelo jogo foi confirmada. O SNG saiu da primeira etapa com boa vantagem de 3 x 0 e chegou a fazer o quarto no começo do segunda etapa, mas o Bufalos não desistiu, lutou até o fim, esboçou uma reação, mas a vitória foi mesmo do SNG, por 5 x 4.

Como todos esperavam, o jogo começou equilibrado. Logo no primeiro minuto, um ataque sem perigo para cada lado. Com o correr dos primeiros minutos, o SNG foi tomando conta das ações e começou a pressionar. Alemão fez lançamento para Biro, que tentou desvio de cabeça, mas acabou mandando para fora. Depois, em lance do meio para a esquerda, Alemão desviou e Felipe Augusto quase marcou.

O Bufalos tentou responder com Fernando Cidrão, mas o chute do camisa 7 saiu à esquerda. O SNG continuou no ataque e aos 9 minutos abriu o placar. Cruzamento para a área e Renê apareceu no segundo pau para colocar para as redes. Diogo Moraes tentou logo depois da saída de bola e quase empatou. Mas aos 11 minutos Renê voltou a aparecer. O camisa 11 deu grande passe para Fabinho dentro da área. Ele só serviu Felipe Augusto, que completou para marcar o segundo do SNG.

Depois do segundo gol, o time de Renê, Biro e Cia. continuou no ataque. Ronei recebeu na área, tirou o goleiro, mas acabou perdendo o controle da bola, que saiu pela linha de fundo. O Bufalos começava a aparecer com mais perigo no ataque, sempre em jogadas de Fernando Cidrão. Foram pelo menos 3 oportunidades criadas. Primeiro, ele arriscou do meio e levou perigo à meta de Sampa. Na segunda, saiu cara a cara com o goleiro, bateu forte e viu um milagre do camisa 1. Na terceira tentativa, o camisa 7 do Bufalos recebeu na entrada da área, puxou para perna esquerda e bateu. O chute teve desvio na zaga, mas nada que atrapalhasse a defesa de Sampa.

Aos 18 minutos, um lance que não condiz com o futebol de ambas as equipes. Após dividida mais forte, Diogo Moraes e Léo se estranharam. Os dois acabaram sendo advertidos com o cartão azul. Pior para o Bufalos, que perdeu uma de suas peças fundamentais. Dois minutos depois da confusão, as coisas pioraram para o Bufalos. Após passe da direita, Biro deixou a bola passar para chegar até Felipe Augusto, que bateu rasteiro para marcar 3 x 0 ainda no primeiro tempo.

No final da etapa, o Bufalos ainda tentou, mas não conseguiu diminuir. O SNG ainda teve uma última chance já aos 24 minutos. Felipe Augusto fez ótima jogada no meio e deixou Fabinho em boa posição para marcar, mas acabou em grande defesa de Léo Cidrão.

Logo na volta do intervalo, o Bufalos tentou reagir, mas tomou um banho de água fria no primeiro minuto. Biro avançou com a bola, passou pelos marcadores e sofreu falta, mas o lance seguiu e Felipe Augusto só apareceu para marcar o quarto. O Bufalos não desanimou, continuou no ataque e aos 7 minutos conseguiu diminuir a diferença. Kaike passou para Cidrão na entrada da área. Ele girou sobre a marcação e bateu para marcar o primeiro do Bufalos.

Dois minutos depois, novo gol. E de novo com Fernando Cidrão: ele recebeu no meio, gingou para lá e para cá e bateu. Com a bola e o campo molhado, Sampa tentou segurar a bola, mas acabou deixando-a entrar.

O Bufalos ganhava motivação e começava a acreditar em uma reação, mas novamente o SNG marcou. Aos 12 minutos, Ronei recebeu lançamento na direita, dominou no peito e passou para o meio da área, onde Messi só escorou para o gol. O Bufalos não desanimou e logo diminuiu a diferença novamente. Com 14 minutos do segundo tempo, Kaike completou cruzamento no meio da área, a bola tocou na trave e entrou.

O jogo ficou com algumas chegadas mais duras e a equipe do SNG reclamava da arbitragem. Enquanto isso, o Bufalos ia para cima. Kaike tentou de fora da área e levou perigo. O SNG afasta com chutões toda bola que pudesse levar perigo. Aos 23 minutos, não conseguiu afastar uma. Gui Tedesco fez lançamento para frente e Raoni desviou para o gol, tirando as chances de defesa de Sampa. 5 x 4, placar apertado e perigoso para o SNG.

O Bufalos tinha mais um minuto para tentar empatar a partida, mas não conseguiu. Na última tentativa, até Léo Cidrão estava na área esperando cruzamento, mas a zaga do SNG afastou e os árbitros assinalaram final de partida. Com a vitória, o SNG passa o Bufalos e aparece em segundo, com a mesma pontuação do líder Arouca, mas perde no saldo de gols – 10 contra 9. Já o Bufalos caiu duas posições e está em terceiro, com 12 pontos. Na próxima rodada, o SNG pega o lanterna Med, enquanto o Bufalos encara o Jeremias, que vem de vitória contra o MachuPichu.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

Mulekes 5 x 1 SPQSF

MULEKES VENCE OUTRA E SEGUE NA PONTA


SPQSF engrossou para o líder até o final, quando o time de branco aproveitou para consolidar a vitória

Por Luiz V. Andreassa

A ótima sequência de três vitórias do SPQSF estava ameaçada nessa rodada. O adversário da vez era nada menos que o primeiro colocado Mulekes, dono de uma grande campanha e quase um bicho-papão no Grupo A. E isso foi comprovado dentro de quadra, onde a esquadra branca somou mais três pontos com uma goleada um tanto exagerada de 5 x 1.

O exagero se deu porque, na maior parte do jogo, o equilíbrio reinou. O Mulekes não jogou tão melhor que o rival para conseguir tamanho número de gols, tanto que saiu atrás no placar. Logo aos 3 minutos, Di Dicredo chegou pela lateral esquerda e encontrou Jaja livre na área. O atacante teve apenas o trabalho de completar para dentro antes de comemorar usando a caneleira como telefone celular para, segundo o próprio, dar um “oi” para sua mãe. Só que também não demorou para a resposta vir a altura e, um minuto depois, Rafinha dominou pelo meio e bateu rasteiro, no cantinho para deixar tudo igual.

As chances de gol brotavam dos dois lados, apesar de não serem muitas. O que mais se via em quadra era equilíbrio e marcação forte. Jaja quase fez o seu segundo gol ao arrancar entre dois marcadores pelo flanco direito e chutar forte no alto da meta, obrigando o goleiro Diego a espalmar por cima. Do outro lado, Vitinho fez lançamento para Leco cabecear perto da trave esquerda. O SPQSF deu a resposta em cobrança de lateral de Marinho que encontrou Cunha no segundo pau e este, por sua vez, cabeceou para defesa do guarda-metas. Pouco depois, o rival chegou à frente para resolver: Gian saiu bonito do marcador pela direita e, de fora da área, chutou rasteiro e ainda contou com desvio da zaga para enganar Serafim e ampliar a vantagem.

Com um placar mais confortável, o Mulekes teve tranquilidade para encaixar a marcação, dominar a posse de bola e se tornar o dono do jogo no momento. Apesar das oportunidades não serem muitas, o terceiro gol saiu naturalmente. E que gol: Armando dominou pela intermediária já ajeitando para finalizar de esquerda no cantinho. A pelota ainda bateu na trave antes de entrar.

Apesar da situação desfavorável, a equipe laranja e preta ainda tentava reagir e chegou perto de descontar quando Dicredo tabelou com Leandro Rosa, recebeu pelo lado direito e bateu cruzado rente à trave. Outra boa chance veio no final da primeira etapa em contra-ataque armado por Cunha, o qual passou para Jaja e este encontrou Leandro, que chutou forte e errou o alvo por pouco. Para completar, Di Dicredo enxergou bem a passagem de Safa na ponta esquerda e o camisa 5 mandou de primeira, também errando o alvo.

A segunda etapa começou num ritmo não muito diferente. A primeira chance veio aos 3 minutos. Em boa troca de passes, Robinho passou para Gian sair na cara do gol e parar na saída de Serafim. Jaja não deixou barato e também passou perto de anotar ao completar cobrança de escanteio com um chute de sem pulo, mas a pelota passou acima do travessão. O tempo ia passando e as chances de gol não eram muito comuns, tanto que somente aos 13 minutos veio a próxima oportunidade, e de novo pelos pés de Jaja, que dominou na entrada da área, saiu da marcação e bateu rasteiro. Diego não segurou e, no rebote, Leandro Rosa tentou passar para Meneguelo livre completar para as redes, mas a zaga chegou na hora certa para salvar.

Aos poucos o SPQSF crescia de produção e buscava a reação, mesmo diante de uma zaga que dava poucos espaços. O segundo gol não veio por pouco quando Douglas Serafim chutou de fora da área, a bola foi desviada no meio do caminho e o goleiro Diego, mesmo depois de já ter pulado para o lado que a redonda iria, conseguiu dobrar as pernas para a direita e fazer um milagre no melhor estilo Heguita. Pouco depois, Jaja deu belo passe no alto para Di Dicredo chegar chutando com desvio no cantinho. Novamente o guarda-metas fez milagre para salvar sua equipe.

Passado o momento de pressão laranja, o Mulekes retomou o controle da partida e Robinho quase ampliou ao aproveitar rebote na entrada da área e mandar uma bomba pouco acima do travessão. Na sequência, Gian arrancou pela direita e finalizou cruzado para defesa de Serafim. Aos 24 minutos não teve jeito: Leco dominou, ajeitou para a perna direita e bateu bonito de chapa para fazer 4 x 1. Dois minutos depois, Rafinha cabeceou livre na área e Serafim fez boa defesa em dois tempos.

A partida demorou a ser encerrada e, quando o relógio marcava 30 minutos do segundo tempo, Vitinho cobrou falta do bico direito da área e Alexandre apareceu para desviar e dar números finais. Assim, o Mulekes manteve a liderança com mais uma vitória e agora se prepara para encarar o Fora de Série na próxima rodada. Já o SPQSF deu uma parada na sua ascensão e, no próximo sábado, vai defender a quinta colocação contra o Di Primeira.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

MachuPichu 4 x 5 Jeremias

TORETTA E THIAGO BIM GARANTEM VITÓRIA SOBRE PERUANOS


Com dois gols de cada, Jeremias vence confronto direto contra MachuPichu por 5 x 4 e sobe uma posição na tabela. Peruano Thiago Branco também marcou duas vezes

Por Gustavo Vasconcellos

Com campanhas, pelo menos em números, idênticas, Jeremias e MachuPichu se enfrentaram pela sexta rodada do Grupo B. As duas equipes apresentavam 6 pontos, com duas vitórias e três derrotas cada. O Jeremias, vindo de derrota para o Arouca, tentava se recuperar para subir na tabela. Os peruanos do MachuPichu queriam a segunda vitória seguida, depois de ter vencido o Roleta Russa por 6 x 4.

No final das contas, quem saiu satisfeito foi o Jeremias, que bateu os peruanos do MachuPichu por 5 x 4 em um jogo muito movimentado, que contou com 4 gols logo no início, muitas chances para ambos os lados e um final emocionante.

A partida mal começou e uma enxurrada de gols aconteceu. O Jeremias começou com o domínio da bola, criou a primeira chance com Jorge Fernando, mas quem marcou primeiro foi o MachuPichu. Com um minuto de bola rolando, Thiago, que já havia cabeceado uma bola em cima da zaga, recebeu na esquerda e bateu cruzado e rasteiro no cantinho direito para marcar. Mas a alegria dos peruanos não durou nem um minuto. Em cobrança de falta do lado direito, Thiago Bim aproveitou e deixou tudo igual.

O MachuPichu estava firme em busca da vitória e voltou a marcar no terceiro minuto. Após bate e rebate, a bola ficou com Thiago na direita. Ele chutou forte e colocou o Tchupitxu novamente à frente. Porém, assim como no primeiro gol, o Jeremias logo voltou a deixar tudo igual menos de um minuto depois. Marcelo Toretta, em lance na esquerda, foi o responsável pelo novo empate do Jeremias.

As chances continuaram acontecendo, mas as bolas pararam de entrar. Pelo menos durante um tempo. Pelo MachuPichu, Gui arriscou chute da direita, Thiago perdeu gol cara a cara com o goleiro Gian e Ricci cabeceou para fora. Já pelo Jeremias, Marcelo tentou de cabeça e, em jogada pela esquerda, Dunder arriscou de fora da área para defesa de Pipo. Thiago Bim fez o mesmo de muito longe. Pipo idem.

A rede só voltou a balançar aos 20 minutos, quando Marcelo colocou o Jeremias pela primeira vez à frente no placar. O camisa 16 do Jeremias fez linda jogada do lado esquerdo, tabelou com Danilo e mandou para as redes.

No final do tempo, o ritmo diminuiu, mas chances continuaram a acontecer. Marcelo Toretta quase ampliou a vantagem antes do intervalo, mas chutou para fora após nova jogada pelo lado esquerdo.

Depois do intervalo, o segundo tempo voltou na mesma pegada, com muitas chances de gol. Logo no primeiro minuto, o MachuPichu teve duas. Ciro e Daniel tentaram, mas ambos chutes saíram pela linha de fundo com perigo. O Jeremias respondeu com uma bola na trave: Dunder passou para Jorge Fernando, que dominou e bateu para o gol. A bola desviou e acabou acertando a trave da meta de Pipo.

As chances seguiam acontecendo. O MachuPichu conseguiu aproveitar e empatar mais uma vez aos 5 minutos. Mateus fez jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Bruno Dias, que teve tempo e espaço para dominar e tocar para o gol. Porém, a igualdade não durou muito. Em falta perto da área, Thiago Bim bateu rasteiro, não tão forte, e o goleiro Pipo aceitou, colocando o Jeremias em vantagem: 4 x 3.

Depois do quarto gol do Jeremias, as oportunidades diminuíram. O MachuPichu encontrava dificuldades para criar. Enquanto isso, o Jeremias aparecia em alguns lances com perigo. Pipo fez grande defesa após chute forte de Danilo. Jorge Fernando fez bonita jogada ao tirar marcador com corte seco, mas seu chute cruzado saiu pela linha de fundo.

Aos 19 minutos, com o jogo seguindo para seus minutos finais, o Jeremias conseguiu marcar o quinto. Danilo chutou rasteiro da direita, o goleiro não alcançou e Fred apareceu para completar o lance. O placar de 5 x 3 dava mais tranquilidade para o Jeremias.

Nos 5 minutos finais, o MachuPichu tentou pressionar de tudo que era jeito. Taka arriscou chute de fora da área, a bola desviou, subiu e acabou acertando a trave. Na sequência, aos 23 minutos, Gui tentou, mas mandou para fora. Mateus ainda descontou para os peruanos, mas, no final, a vitória acabou ficando com o time do Jeremias.

O time de Alexandre Bim e companhia chegou agora aos 9 pontos e aparece na 5ª posição. Os peruanos do MachuPichu continuaram com 6 pontos, mas caíram uma posição e são 8º. Na próxima rodada, o Jeremias ganha força com o retorno de Camillinho e Gui Ferreira para enfrentar o terceiro colocado Bufalos. O MachuPichu tem confronto duro com o líder Arouca.

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

Fiorella 1 x 4 Arouca

AROUCA DERROTA FIORELLA, MANTÉM INVENCIBILIDADE E É NOVO LÍDER


Equipe azul e amarelo marca três vezes no segundo tempo, garante vitória contra Fiorella e ultrapassa Bufalos e SNG para ficar com a ponta da tabela

Por Gustavo Vasconcellos

Assim como na partida anterior entre Bufalos e SNG, o embate entre Fiorella x Arouca também era muito esperado. Isso porque contava com dois bons times que fazem boas campanhas. O Arouca era terceiro colocado, com 11 pontos, apenas um ponto atrás do líder Bufalos, e sem derrotas até o momento. Já o Fiorella, ainda com alguns altos e baixos em sua campanha, aparecia em 5º lugar, com 7 pontos.

O Arouca não desperdiçou suas chances, marcou muito bem a hora que precisou e, assim, conseguiu uma boa vitória por 4 x 1, o que o credencia como líder do Grupo B, graças ao seu saldo de gols.

Com a bola rolando, o Fiorella deu mostras logo no início que tentaria controlar o jogo. Com menos de 1 minuto, uma falta que Lucas Jesus passou para Jefferson Nobre quase acabou em gol. Mas o que a equipe do Fiorella não esperava era ver o Arouca ser tão eficiente logo em seu primeiro ataque. Aos 2 minutos, Vini Costa apareceu no lado direito e tentou passe para o meio. Ninguém desviou e a bola acabou sobrando para Marquinhos Bohn no lado esquerdo. Ele chegou batendo cruzado e acertou o canto direito alto.

Com a vantagem, o Arouca recuou e esperou o Fiorella para tentar algo nos contra-ataques. O Fiorella não teve dúvidas e foi para cima, mas esbarrava em uma ótima marcação do sistema defensivo azul e amarelo. O primeiro tempo corria e as melhores chances do Fiorella acabaram por ser em chutes de fora da área, uma vez que não conseguia entrar na área adversária. Jefferson Nobre arriscou para fora, enquanto Cleber e Rogério Silva exigiram defesa de Maurício. Mas a melhor das chances foi com Tiago Silva. O camisa 20 do Fiorella acertou belo chute no ângulo, mas o goleiro foi lá e defendeu.

O Arouca, com muita seriedade, apresentava-se firme na marcação e com qualidade para sair para o jogo. Porém, como ficou a maior parte do tempo se defendendo, o time não teve muitas chances. Rodrigo Cunha, duas vezes, e Tché arriscaram, mas apenas um dos chutes de Rodrigo chegou até a meta de Franklin.

No segundo tempo, as coisas mudaram e o Arouca conseguiu jogar mais. Apesar de continuar marcando muito bem, a equipe do capitão Vitão valorizava mais a bola quando a tinha. Com troca de passes rápidos e objetivos, conseguia passar da marcação do Fiorella, que pressionava a zaga. Mota arrematou duas vezes, mas uma desviou na zaga e outra acabou saindo pela linha de fundo. Já Vini Costa obrigou Franklin a trabalhar após bom chute, que acabou em escanteio.

Entretanto, foi quando o Arouca estava melhor que a equipe acabou sofrendo o empate. Aos 6 minutos, Cleber bateu falta com perfeição e acertou o ângulo esquerdo. O Arouca não tinha outra saída a não ser buscar o resultado. A equipe foi para o ataque e não demorou muito a marcar. Após tentativas sem sucesso de Marquinhos Bohn e Vini Costa, o Arouca voltou à frente no placar aos 12 minutos. Rodrigo Cunha recebeu na direita e arriscou chute. Everton Nunes apareceu no meio do caminho e desvio para o gol.

No minuto seguinte, um lance crucial para a partida. O Fiorella chegou a marcar o que seria o tento de empate, mas o jogo já havia sido paralisado por conta de uma falta sofrida pelo próprio Fiorella. Lucas Jesus ficou inconformado com o ocorrido, reclamou muito e acabou recebendo o cartão vermelho. Assim, as coisas ficaram mais fáceis para o Arouca.

O Fiorella tentou pressionar, marcar no ataque, mas nada funcionou quando tinha um jogador a menos. E quem voltou a marcar já no final foi o Arouca. Não só uma, mas sim duas vezes. Primeiro com Everton Nunes e depois com Orley para fechar em 4 x 1 o jogo.

Com a vitória por 3 gols de diferença, o Arouca chegou aos 14 pontos e 10 gols de saldo, o que lhe garantiu a primeira colocação na tabela, já que o SNG também tem 14 pontos, mas 9 gols de saldo. Já o Fiorella continuou com 7 pontos, caiu uma posição e agora é o 6º. Na próxima rodada, o Arouca tenta manter a ponta da tabela jogando contra os peruanos do MachuPichu, enquanto o Fiorella tenta a reabilitação contra o outro Arouca, o Jrs..

XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

The Veras 5 x 5 Estudiantes de la Vila

VERAS CEDE EMPATE A ESTUDIANTES NO SEGUNDO TEMPO


Veras vencia fácil, mas aí Maurinho resolveu jogar e acabou com a festa ao fazer 2 gols, dar assistências e empatar um jogo perdido por 4 x 0

Por Luiz V. Andreassa

Quem ficou até as 19h da noite para acompanhar o embate entre The Veras e Estudiantes não saiu decepcionado. O jogo foi uma verdadeira batalha campal, cheia de emoções, reviravoltas, golaços, enfim, um duelo para ninguém botar defeito. Talvez fosse preciso mais do que uma matéria para contar tudo que aconteceu, então uma divisão por capítulos talvez seja mais apropriada.

Capítulo 1 – A fera azul grená

O primeiro lance da partida foi um tanto enganador, pois nele Gilson passou perto de abrir o placar para o Estudiantes ao dominar na entrada da área, girar e bater rente à trave. O susto pareceu ter acordado o rival, que no campeonato passado ficou conhecido como a “zebra azul grená” mas que, nesta partida, pelo menos no primeiro tempo, se assemelhou a uma fera mortal. A primeira abocanhada foi certeira: aos 2 minutos, Victor Petreche cobrou falta pela esquerda rolando para João Cláudio desviar dentro da área e mandar para as redes.

Não demorou muito para a fera desferir um próximo golpe, desta vez todo cheio do estilo matador de um felino faminto. Japa foi o autor da pintura ao receber pela lateral direita e, sem pensar duas vezes, chutar cruzado com muita força e acertar o cantinho. A vítima ferida esboçou uma reação quando Abreu deixou Alemão na cara do gol e este, por sua vez, perdeu a boa chance ao chutar nos pés do goleiro Benga.

A fera azul grená tinha seus movimentos bastante definidos e eficientes, com Japa como uma garra direita com suas finalizações precisas, Victor Petreche e sua velocidade pelo lado esquerdo e João Cláudio pronto para abocanhar pelo meio. Além disso, Cucio vinha de trás para apoiar o ataque e fez bom passe para Victor finalizar e obrigar Tucano a espalmar. Pouco depois, João Cláudio saiu na cara do gol e parou na boa saída do arqueiro.

Capítulo 2 – Rápido como um relâmpago

Acuado, o Estudiantes tinha dificuldades para reagir e mesmo para passar ao campo de ataque com a bola dominada. Em uma das poucas oportunidades de gol, Alemão cobrou falta com força pela direita e Benga espalmou. Pouco depois, Maurinho recebeu no primeiro pau e passou para o mesmo Alemão finalizar da entrada da área e parar em boa defesa do goleiro.

Para evitar uma reação, o Veras fez questão de ampliar a sua vantagem com dois golpes relâmpago e, em apenas dois minutos, dobrar seu número de gols na partida. No primeiro deles, Japa enxergou bem a passagem de João Claúdio dentro da área e passou para o atacante tocar por baixo de Tucano. Na sequência, Moura, que substituíra Victor Petreche, manteve a qualidade no flanco esquerdo e fez um belo gol ao receber passe de Japa e chegar batendo de primeira, direto no ângulo.

O Estudiantes se debatia e buscava alternativas. Maurinho deixou sua função pelo lado direito e corria por toda a quadra tentando organizar as ações de sua equipe, mas foi o adversário quem quase foi às redes quando Pedro de Luna recebeu de Cucio pelo lado direito e chutou forte na trave. Assim, a primeira etapa foi encerrada com uma vantagem verense que parecia ser definitiva. Parecia...

Capítulo 3 – Missão Impossível

Se a missão do Veras era manter o futebol do primeiro tempo para vencer com tranquilidade, alguma coisa deu errado e mudou a direção desta história. Talvez tenha sido o conforto da vantagem contra todo o ímpeto do Estudiantes, que se levantara para buscar a reação. E logo no primeiro minuto, Diego dominou pela direita e bateu cruzado com estilo para descontar. Foi o bastante para fazer a vontade se transformar em pressão e a pressão, pouco depois, se transformar em mais bola na rede. Foi assim que Abreu pôs um gol na sua conta ao dominar pelo lado esquerdo e, tal qual seu companheiro, bater cruzado para empatar.

Agora, o empate que antes parecia impossível já era palpável. E ficou ainda mais quando, apenas dois minutos depois, Maurinho recebeu na entrada da área e, se deslocando para a direita, chutou de peito de pé com a bola no alto e acertou uma bomba no canto direito de Benga, que nada pôde fazer além de olhar. O camisa 8 estudantil ainda deu uma assistência para Alemão dentro da área parar em boa saída do goleiro.

Capítulo 4 – A fera ferida

O tempo ia passando e a situação era amplamente desfavorável ao Veras, que agora fazia o papel de vítima amedrontada sem reação. Com isso, sentiu-se uma necessidade de se levantar e ir para cima também. Mesmo assim, quase a equipe azul-grená levou o empate quando Abreu finalizou pela esquerda, Benga defendeu com o pé e, no rebote, o mesmo Abreu chutou para fora. Foi essa a gota d’água que obrigou Victor Petreche a dar um novo ânimo para seu time ao arriscar o chute pelo meio e na sequência receber passe de Cucio, que aproveitara o rebote do goleiro, e, com o gol aberto, fazer 5 x 3.

Cap. 5 – A redenção do herói

O revés não desanimou o Estudiantes, que continuou acreditando no empate. Para buscar mais uma vez a reação, a esquadra tricolor contou com a experiência e a habilidade de um campeão brasileiro. Maurinho, mais do que nunca, assumiu o papel de comandante do time para fazer o que antes parecia impossível.

Primeiro, o camisa 8 mandou uma bomba da intermediária e obrigou Benga a espalmar. Pouco depois, ele serviu novamente Alemão, que dominou na entrada da área e bateu em cima do goleiro. A insistência de Maurinho foi premiada quando ele tabelou com o próprio Alemão pelo lado direito, saiu na cara do gol e chutou forte entre as pernas do guarda-metas. 5 x 4.

A pressão em cima do Veras era muito forte, e a equipe finalmente cedeu aos 24 minutos do segundo tempo. O herói Maurinho se consagrou ao avançar pelo meio e passar para Abreu dominar pelo lado esquerdo e concluir com um chute cruzado no cantinho.

Assim, o duelo entre Estudiantes e Veras terminou com um final feliz para o primeiro e com o gosto amargo da derrota para o segundo. Mas, deixando de lado os números, se o objetivo em quadra fosse contar uma bela história, cheia de reviravoltas e emoção, todos sairiam com a sensação de dever cumprido.
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