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Notícias de 11/03/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A

Bengalas 5 x 2 Primatas

BENGALAS ABRE CHUTEIRA DERROTANDO PRIMATAS


Bengalas começa mais um torneio vencendo e convencendo


Por Diego Pontes

Em breve.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B

SNG 14 x 3 Bacana

SNG APROVEITA JOGADORES A MAIS E FAZ SALDO SOBRE BACANA


Iniciando partida com apenas 4 jogadores, Bacana toma goleada do vice-campeão que pode complicar mais para frente


Por Renan La Marck

O atual vice-campeão, e bi-campeão, do Chuteira de Ouro, o Se Não Guenta, continua implacável e mais uma vez iniciou bem o campeonato. No entanto a vida do laranjinha foi facilitada pela pouca vontade do time do Bacana – afinal, a equipe grená chegou para jogar com apenas 4 homens (o goleiro e três na linha), e com a partida em andamento foi recebendo seus jogadores atrasados.

Aproveitando a debilidade do adversário, o SNG, desde o início, aproveitou para encurralar os bacanas e assim marcar o maior número de gols possível. Allan inaugurou com menos de 1 minuto e Memé, após receber passe de Biro, chutou da direita e fez 2 x 0 em dois minutos de jogo. Na sequência, Memé completou jogada de Tejeda, quase sobre a linha do gol, e anotou o terceiro.

Depois do terceiro gol do SNG o Bacana recebeu mais um jogador atrasado, Luisinho, o craque do time. Parece que a entrada do meia deu mais motivação à equipe grená, e assim o Bacana surpreendeu e diminuiu. Vitinho recebeu na intermediária e bateu rasteiro. Campo molhado e gol.

No entanto, a chuva dava trégua mas o barquinho seguia no mar, e o SNG, valendo-se de sua superioridade numérica, ainda na primeira etapa definiu o confronto. Renê fez o pivô para Allan chutar sem chances para o arqueiro, e logo depois, após Sampa fazer grande defesa em chute de efeito de Luisinho, Biro soltou uma bomba cruzada e fez 5 x 1 para os atuais vice-campeões.

O Bacana pouco assustava, e o SNG jogava sem muita motivação, pios já vencia fácil e sabia que venceria. Assim, o confronto ficou meio sem graça, isso até o laranjinha tocar a bola e ela encontrar Biro, outro potente chute do meio da rua e mais um gol. 6 x 1.

Talvez o momento mais empolgante do jogo - se não, pelo menos o mais engraçado -, foi quando Tejeda arrancou pela esquerda, fez belo lance e encheu o pé. O destino era o gol mas o chute poderoso acertou "os países baixos" de Renê. Rolando de dor no chão, o Presidente arrancou risos de quem acompanhava o jogo, mas felizmente logo se recuperou.

Do lado Bacana, que ainda jogava com menos jogadores do que o normal, apenas alguns chutes de longe ameaçavam o gol defendido por Sampa, isso até Rômulo avançar pelo lado direito, deixar o marcador para trás e meter uma bomba, sem chances de defesa, para diminuir de novo.

O Bacana era guerreiro - pelo menos os homens que estavam em quadra -, mas parece que a fraca campanha no último Chuteira não serviu para abrir os olhos do pessoal da equipe. Ainda no primeiro tempo o Se Não Guenta fez mais um com Memé e foi para o intervalo com uma vantagem de 7 x 2 apontada no placar.

Como dito, quem acompanhava o confronto já conhecia antecipadamente o final da história, só restava saber de quanto seria a vitória do SNG. No segundo tempo quem resolveu jogar muita bola e roubar a cena foi Renê. O camisa 11 começou a etapa complementar com tudo e logo de cara anotou incríveis 4 gols. Primeiro o atacante recebeu na entrada da área e bateu de pé esquerdo, gol! Na sequência Biro roubou a bola de Luisinho e lançou Tejeda. O 10 cruzou rasteiro para Renê no segundo pau, outro gol! O 10º do SNG, e terceiro de Renê no segundo tempo, saiu após ele roubar a bola da defesa e chutar. Para fechar a conta desse início relâmpago, Renê tabelou com Biro e tocou tranquilo na saída do arqueiro. Gol, gol, gol e gol!

Quando a vitória já era uma sonora goleada o último jogador do Bacana chegou, e o confronto ficou com sete homens para cada lado. Assim, o embate se viu mais equilibrado, o Bacana passou a frequentar um pouco mais a zona de ataque, e em uma cobrança de falta Luisinho fez o terceiro gol do time grená.

No pouco tempo que restava Memé voltou a ser o destaque do SNG. Ele aproveitou, novamente, jogada de Tejeda e fez 12 x 3, e pouco depois recebeu passe de Biro para anotar o quinto gol dele no confronto. Para encerrar a triste tarde do Bacana e decretar o placar final da goleada, o estreante Ronei marcou e fechou a conta em 14 x 3 para os laranjinhas.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A

Roleta Russa 4 x 3 Bucets

ROLETA JOGA ÁGUA EM “MIJO” DE BUCETS


Xixi joga bem, mas não impede primeira derrota de Bucets na Ouro


Por Diego Benine

Em breve.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B

Estudiantes 3 x 4 Arouca

AROUCA COMEÇA COM VITÓRIA SOBRE ESTUDIANTES


Caio Martins vence confronto com Caio Ferin marcando 3 dos 4 gols de sua equipe


Por Guilherme Meireles

Após o temporal que castigou São Paulo na manhã e início da tarde do último sábado, Arouca e Estudiantes de La Vila estrearam seus serviços no IX Chuteira de Ouro. A quadra continuava encharcada, mas isto não refletiu no desempenho dos dois times. Foi o Estudiantes quem tomou a iniciativa e logo abriu o placar, com o novato Felipe Roth, que tem nome de escritor mas parece ser boleiros dos bons. Ele mandou um chute cruzado direto para o ângulo esquerdo do gol de Maurício. Pouco depois, foi a vez de Iram tentar em cruzamento que passou na boca do gol sem encontrar qualquer "estudiante" para empurrar às redes.

Explorando chutes de longa distância, o Arouca empatou com Caio Martins, que, ao receber uma cobrança de falta pela intermediária, mandou um chute xoxo, fraco e despretensioso. Porém, foi o suficiente para enganar o arqueiro Richard, de volta à equipe após o vice-campeonato, já que havia muitos jogadores na frente. Respondendo na mesma moeda, o Estudiantes tentou de longe: Lê Raito mandou um canhão e exigiu salto fantástico de Maurício no canto esquerdo. Mas, pouco depois, Caio Ferin e seus cabelos loiros (lembrando Marcelinho Paraíba para uns, e o pagodeiro Belo para outros) foram às redes em chute da entrada da área que ainda explodiu lindamente no travessão antes de entrar.

Em clima de equilíbrio, o primeiro tempo não era extraordinário, mas muito agradável de se ver, já que os dois times se mantinham cautelosos, mas sempre que podiam levavam perigo aos gols adversários. Após bola rebatida, Daniel Tafelli se adiantou e, de fora da área, empatou de novo a peleja. Os amigos da Vila nem se recuperaram do empate e quase levaram a virada: Everton se mandou pela direita até invadir a área e ficar na cara do gol, mas o arqueiro se impôs e espalmou o chute. Porém, o Estudiantes teve pouco tempo para ficar aliviado.

Mal começou o segundo tempo e Caio Martins virou o jogo. Era o que faltava para que os jogadores do Fora de Série entrassem em cena. Entenda a história: pouco antes, Fora de Série e o novato Só Resenha disputaram uma partida conturbada na quadra 10. Já que os aroucanos e os jogadores do Só Resenha têm um certo companheirismo no "extra-campo", nem precisa dizer que o Fora de Série foi fortemente secado pelo Arouca. Em resposta, o time de Clebão e companhia foi em massa para a quadra 5 dominar a arquibancada e vestir a camisa do Estudiantes. A torcida deu certo, pois logo Vitinho acertou um lindo toque de letra e empatou a partida.

Vendo a chance de reação do Estudiantes, o atacante “fora de série” Rodrigo se animou ao ver um atleta do Arouca tomar um rolinho no meio campo, e soltou uma das maiores pérolas que o Chuteira já viu: "Joga no Google para ver se você acha a bola!". Mas a alegria do novo time do primata Orley foi até aquele momento, pois o nome do jogo, Caio Martins, arriscou um chute à meia altura do meio campo e marcou um golaço, decretando a vitória por 4 x 3.

A partir daí, o Arouca resolveu se manter no campo de defesa sempre com seu característico toque de bola, enquanto o Estudiantes não conseguia mostrar qualquer agressividade no ataque. Nas poucas vezes que tentava, a zaga aroucana mostrava eficiência até garantir o resultado.

Além de ter feito três gols, Caio Martins ainda foi importante na defensiva de sua equipe, pois voltou nas horas certas e fez desarmes preciosos, garantindo-se como MVP absoluto. O resto do time espera que seu futebol continue afiado semana que vem contra o Clube Atlético Perus, enquanto o Estudiantes volta para a Vila já pensando no Acidus, seu próximo adversário.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B

Clube Atlético Perus 3 x 4 Joga 13

13 REENCONTRA CAMINHO DA VITÓRIA


Depois de derrotas seguidas no Chuteira passado, Felipe faz 3 gols e comanda virada para cima do CAP


Por Guilherme Meireles

Repórter: "Campeão, por favor, qual o nome do time?”
Jogador do CAP: "Pera aí, deixa perguntar".
Repórter: "Não, cara, eu quero saber o nome do seu time".
Jogador do CAP: "Então, isso mesmo que eu vou perguntar".

Confesso que me recordava bem do Joga 13, mas à primeira impressão não reconheci o Clube Atlético Perus devido a algumas caras novas. Portanto, questionei ao camisa 7 qual o nome do time e para minha surpresa nem ele sabia o nome da própria equipe! Para alguns, isto seria um prenúncio de uma vitória folgada do Joga 13, já que aparentemente este episódio demonstra falta de entrosamento entre os atletas. Mas o cenário do jogo passou longe disso. Os "garotos-propaganda do Chuteira", desfalcados de 4 jogadores e sem goleiro, sofreram para vencer os "peruanos" pelo apertado placar de 4 x 3.

O primeiro lance de perigo foi com o grisalho Márcio: ele apareceu bem pela direita da área e deu um carrinho que só não entrou porque a zaga afastou em cima da linha. A mesma sorte faltou ao goleiro do CAP, Rafinha, que espalmou para o fundo do gol um chute fácil de Lucas Oggean, ourtra das caras novas do 13.

Ao sofrer o primeiro gol, o CAP se mandou com tudo e exigiu muito trabalho do arqueiro improvisado Kbral, que compreensivamente vinha usando os pés com muita frequência para efetuar suas defesas. A chance de ampliar o placar foi por um triz: Lucas disparou pela direita e cruzou para Felipe, que furou desastradamente na boca do gol. Sorte que ele ainda iria se redimir em breve.

Após dar uma sorte dessas, o CAP melhorou e por alguns instantes bombardeou a meta 13. Destaque para Alexandre, que era disparado o melhor em campo pelo seu time: em tentativa pela direita, o goleiro usou os pés para desviar e os olhos para acompanhar a bola tocar caprichosamente na trave. Mas não demorou e o próprio Alexandre igualou o marcador com ajuda do arqueiro, que espalmou seu chute para dentro.

Logo depois da saída de bola, Pena arrancou pela direita e cruzou na medida para Alexandre fazer seu segundo e virar o placar. O intervalo veio com muita cobrança por parte dos jogadores do Joga 13. O assunto predominante era: muita enrolação perto da área e pouco chute em gol. Na etapa derradeira, logo após a saída de bola, Alexandre, sempre ele, quase ampliou. Na sequência ele já havia voltado para ajudar a defensiva e na continuidade do lance foi lançado cara a cara com o goleiro, que conseguiu defender. Haja fôlego! E haja espaço que a zaga do Joga 13 dava para que o CAP atacasse.

Após linda triangulação no ataque, a bola ficou com Felipe, que empatou. Pouco depois, um desfalque significativo pelo lado do 13: deixaram Wellington ir no mano a mano contra Guma naquelas disputas individuais de tirar o fôlego! Ao tomar uma meia lua, o zagueiro do 13 tentou desarmar o adversário com um carrinho, mas ele próprio se machucou e acabou impossibilitado de continuar no jogo. Com a bola rolando, o 13 perdeu uma chance impressionante quando Alemão disparou pela direita e, ao chegar na cara do goleiro, preferiu tocar no meio da área visando Felipe e Rafinha. O problema é que os dois arremataram e erraram.

Mostrando que havia aprendido, Felipe não desperdiçou a chance seguinte e virou o jogo em chute cruzado da esquerda. O CAP não desistiu e tornou a empatar pouco depois, com Vitor. Porém, depois de balançar as redes, os atleticanos começaram a dar sinais de cansaço e acomodação com o empate. Por outro lado, o Joga 13 mostrou que não foi a campo para conquistar apenas um pontinho: a equipe se esqueceu do sistema defensivo (já que o CAP abrandou os ataques) e foi com tudo para cima. Na pressão, Rafinha cruzou da direita e encontrou Felipe juntinho da trave esquerda para decretar o gol da vitória.

Mesmo perdendo, o elenco reformulado do CAP deu uma amostra de que pode dar trabalho no restante do campeonato. Destaque para o versátil Alexandre, que, além de marcar dois gols, ainda foi o melhor articulador de seu time dentro de campo. Já o Joga 13 foi mais aguerrido que o adversário e nitidamente se esforçou ao máximo para arrancar os três pontos. Sem falar do oportunismo de Felipe, que com três gols foi a estrela do jogo.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A

Elefantes Indomáveis 4 x 2 Med Taubaté

ELEFANTES CARIMBA SEGUNDA VITÓRIA SOBRE MED


Médicos sofrem sem reservas e Elefantes aproveitam para obter primeira vitória na Série Ouro


Por Diego Pontes

Em breve.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B

Acidus 3 x 1 Kadência

ACIDUS SEGURA ÍMPETO KADENCIANO E VENCE


Novas caras dos amarelos são decisivos para os três primeiros pontos do time comandado por Lucas


Por Guilherme Meireles

O Kadência começou o jogo pressionando e logo se deu conta de que o futebol não é o mais justo dos esportes. A prova disso veio com Ricco, que abriu o placar para o Acidus passando por cima da pressão kadenciana. Durante um bom tempo, o Kadência continuou empurrando a turma de Lói para a defesa, mas sem criar chances efetivas. Em uma das poucas, o empate veio com um tiro forte de Leonardo. E dá-lhe pressão! Em cobrança de falta pela direita, Julio Sérgio acertou o poste esquerdo e no rebote, Leonardo tentou mas o goleiro Diego espalmou salvando a virada.

Daí até o fim do primeiro tempo, pouco mudou: o Kadência aumentou o volume de jogo e parou em muitas defesas decisivas de Diego. Mais uma vez, a injustiça de uma partida de futebol deu as caras. Mesmo sendo encurralado pelo adversário, o Acidus chegou ao segundo gol na base da sorte: Philip arriscou um chute despretensioso da meia esquerda, mas, com um traiçoeiro desvio no meio do caminho, a bola enganou o goleiro e entrou.

No segundo tempo o Acidus deu sinais de melhora. Os ataques perigosos do jogo deixaram de ser monopólio do Kadência e o Acidus começou a criar uma chance atrás da outra: Marcelo foi lançado cara a cara com o goleiro, que foi melhor e defendeu; Careca recebeu na área e tentou de calcanhar, mas a zaga afastou. No rebote, Barata chegou afundando e a zaga muito bem postada afastou novamente.

O Kadência deu mostras de que não desistiria tão fácil e por meio de um toque de bola envolvente voltou a dominar o jogo, chegando cada vez mais perto do gol de empate: em linda tabela, Fernando Caetanto rolou para Leonardo, que devolveu para o primeiro chegar desviando de leve. O goleirão do Acidus mostrou muito reflexo para pular e dar um toquinho sutil em direção à linha de fundo.

A pressão kadenciana persistia em meio a um festival de erros do Acidus. Parecia que a equipe marca texto pedia para passar sufoco, mantendo-se recuada e errando muitos passes ao tentar sair para o ataque. Mas, em uma destas investidas, o Acidus mostrou velocidade e anotou o terceiro gol: em contra-ataque rápido puxado por Careca pela direita, Pupo acompanhou e só empurrou para as redes o cruzamento do companheiro. Foi uma ducha de água fria para as pretensões do Kadência, que não conseguia por a bola para dentro de nenhum jeito.

Logo na saída de bola, o goleiro do Acidus salvou uma bola impressionante em chute cruzado. No rebote, Lói foi tirar o perigo e acabou sendo chutado (sem maldade) dentro da área, desfalcando sua equipe até o término do jogo. Já próximo ao final, começou o empurra empurra após Careca ser amarelado e o goleiro Allan chegar empurrando e querendo briga. Careca respondeu e os dois foram para o chuveiro mais cedo, avermelhados pelos árbitros sem dó. E, para fechar o espetáculo, Bizu, corneteiro do lado de fora, chegou com sua inseparável cerveja para amenizar a confusão gritando: “Diego, cala a boca! Você é feio! Aí repórter... coloca isso na matéria!”.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A

Treinadores do Braz 4 x 2 Xoro Paro

TREINADORES DERROTA XORO PARO


Liderados por Peruca agora também como técnico, o novo Treinadores mostra força e tem em Binho seu grande líder para vencer a primeira


Por Diego Pontes

Em breve.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B

MachuPichu 3 x 0 Fiorella Brasil

MACHUPICHU INVERTE PROGNÓSTICOS E DERROTA FIORELLA


Com uma atuação de gala do goleiro Pipo, MachuPichu demonstra raça e determinação para segurar a pressão incessante do Fiorella


Por Guilherme Meireles

"Quanto tempo falta para acabar esse jogo?!". Essa foi uma das frases mais faladas pelos atletas do MachuPichu em meados do segundo tempo, quando o placar já apontava uma vitória parcial do "time inca", ao mesmo tempo em que o Fiorella pressionava sem dó. O fato é que Fiorella e MachuPichu fizeram um jogo de arrepiar o mais frio torcedor por mostrar o quanto o futebol pode ser irracional algumas vezes.

Tirando o comecinho do jogo, quando o MP esteve melhor e até acertou a trave em um chute de longe, o Fiorella exerceu domínio quase que total da partida, mas acabou parando em defesas extraordinárias do goleiro andino. Logo no comecinho, já foram duas: em chute forte e cruzado, Pipo se lançou no ângulo esquerdo para espalmar e, na sequência, ainda agarrou um canhão mandado de frente para o gol. Ainda no início, Victor Trenti deu um carrinho em Tião dentro da área e o árbitro apitou pênalti, além de amarelinho para o zagueirão. Ari Silva cobrou bem, um tiro forte e rasteiro no canto direito, mas o goleiro do MachuPichu caiu no tempo certo e agarrou firme.

Com um a mais, a pressão fiorellense persistiu. Chegar ao gol do MP era muito fácil, afinal as "lhamas do Chuteira" estavam completamente perdidas diante do qualificado toque de bola do adversário. Mas era só chegar na meta de Pipo que tudo mudava. O arqueiro segurou tudo que vinha, inclusive chutes à queima roupa bem a sua frente. Em meio a tanta pressão, o MP só chegou com perigo uma única vez no primeiro tempo: Renato Seckler roubou a bola pela direita da defesa, puxou contra-ataque, rolou no meio para Ricci, que rapidamente acionou Danilo na cara do gol. Ele tentou tirar do goleiro, e a bola arrancou tinta do poste esquerdo.

Volta o segundo tempo e com ele uma defesa mais eficiente do MP, colaborando e muito para segurar o 0 x 0. Mesmo assim, o domínio da ótica continuou: Van-Van invadiu a área pela direita, mas mandou por cima do travessão. Em resposta, o MP perdeu uma chance de ouro após chute forte de Seckler, que parou em uma defesa sensacional do goleiro Eliezer. Enquanto o arqueiro ainda se levantava, a bola voltou açucarada na medida para Victor Trenti chegar afundando de frente para o gol, mas surpreendentemente ele deu uma furada catastrófica!

Em resposta, o Fiorella tentou em cabeçada após cobrança de escanteio. A pelota estava encobrindo Pipo, mas carimbou caprichosamente o travessão e saiu. Foi então que a partida sofreu uma reviravolta inesperada: em uma falta simples na defesa, Leonardo Ambrósio fez uma cobrança precisa que encontrou Ricci na frente do goleiro. Os dois subiram juntos e o atleta do "txupicho" foi melhor, cabeceando no cantinho direito baixo da meta do Fiorella.

Com 1 x 0 de vantagem, os atletas do MP passaram a se orientar para não subir muito e segurar o placar no campo de defesa a qualquer custo. Como era de se esperar, o Fiorella ligou as turbinas em força máxima e arrancou em direção à defesa “machupichuana”: em chute de longe proveniente de Tiago Silva, Pipo voltou a aparecer com uma ponte espetacular no ângulo esquerdo. Não era o dia do Fiorella. Logo ao entrar na quadra após substituição, Thiago Branco pegou a bola no meio campo e com a defesa toda desguarnecida foi livre para a área tocando na saída do goleiro. 2 x 0.

O Fiorella respondeu: Rogério Silva recebeu cruzamento na direita e emendou um balaço que explodiu na trave esquerda. Aí não teve jeito de conter a agonia e o time de Ari começou a dar sinais de nervosismo com a maldita bola que não queria entrar. A corrida contra o tempo começou, e com ela os erros infantis passaram a prejudicar as investidas. Quando o time tocava bem a bola e chegava ao gol, lá estava o "monstro” Pipo para servir de muralha. Por outro lado, o MachuPichu nunca torceu tanto para que o relógio corresse mais rápido e o jogo chegasse ao fim. Tiago Silva e Van-Van ainda criaram boas chances no final, mas o arqueiro inca queria manter o status de estrela do jogo e não deixou nada passar. Pouco antes do fim da partida, Ricci deu um lindo toque de letra para escrever o terceiro gol e decretar uma das vitórias mais marcantes da história do MachuPichu.

IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A

The Veras 2 x 0 Real Paulista

VERAS MOSTRA CONJUNTO E DERROTA ESTREANTES REAL


Comandados de Pedro DeLuna se sobressaem sobre habilidade de Pedrinho e Xexé e,com ajuda de Benga, vencem a primeira


Por Diego Pontes

Em breve.


III CHUTEIRA DE PRATA

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:

NGM 2 x 11 La Coruja

LA CORUJA ATROPELHA VETERANOS QUE NÃO AGUENTAM MAIS


Juventude dos jovens corujas ajudou a nova equipe a não dar chances para os pupilos de Renê

Por Diego Pontes

A despeito da chuva torrencial que assolava São Paulo naquela tarde, um número considerável de entusiastas do Chuteira compareceu ao PlayBall para conferir a partida que abriria o campeonato. E, não era para menos, uma vez que La Coruja x Não Guento Mais, embate de times estreantes, era uma das partidas mais esperadas do III Chuteira de Prata. Afinal, todos estavam curiosíssimos para conhecer o futebol do time análogo ao espanhol La Coruña - um dos melhores trocadilhos que já surgiram na história do campeonato, diga-se de passagem - e ansiosos para ver a estréia oficial do NGM, equipe de ex-jogadores do áureo SNG.

O início do prélio foi marcado por uma ligeira vantagem do NGM. Thiago, o rechonchudo atacante da equipe laranja, se embrenhava com muita técnica pela lateral esquerda enquanto Ciro pressionava a defesa coruja pelo centro. O La Coruja, talvez intimidado pela determinação dos atacantes rivais, se mantinha acuado na retaguarda.

Contudo, o quadro da partida logo mudou quando o ágil atacante corujano Herrera recebeu lateral preciso de Vitão e marcou um golaço de voleio – um voleio meio mambembe, mas ainda assim um voleio. O goleiro Bird, atrapalhado com a investida repentina, nada pode fazer a não ser esboçar um sorriso amargo.

Aos 8 minutos, Beto se aproveitou da confusão instaurada na zaga do NGM e, sozinho na banheira, converteu o lançamento de Herrera em um bonito gol de cabeça, ampliando o placar do seu time. O lance desestabilizou de vez a trupe do técnico Renê, que passou a forçar ataques pelos flancos, deixando o centro livre para o armada vermelha deitar e rolar. Tanto isso é verdade que, segundos depois, o aspirante a craque Vitão não teve dificuldades em invadir a área adversária e marcar 3 x 0. O gol? Um chute cruzado que escapou fácil das mãos do arqueiro Bird, registrando um frangaço que dificilmente sairá da memória de quem acompanhava a partida.

Os minutos que se seguiram foram complicados para o NGM: além dos discípulos de Renê aparentarem cansaço – o que é compreensível, se levarmos em conta o nome do time -, a ininterrupta tempestade tornou o campo de grama sintética extremamente escorregadio, quase como uma arena de futebol de sabão. Isso tudo acabou por fragilizar os já escassos ataques do NGM e, consequentemente, reduzir as chances de gol da equipe. Nem mesmo o fato dos meias rivais Gutão e Bode terem sido amarelados quase ao mesmo tempo facilitou para o esquadrão laranjinha.

O La Coruja, por sua vez, seguia atacando com um entrosamento admirável. Nem mesmo a chuva foi capaz de impedir o exército escarlate de marcar 2 gols, concretizados por Vitão e Pedrinho. O primeiro, marcado aos 20 minutos, foi fruto de um bem colocado chute rasteiro do atacante. Já o segundo foi um petardo cruzado cheio de efeito que explodiu nas redes inimigas.

Raios ameaçadores rasgavam os céus da zona oeste no início do segundo tempo. No intervalo, a tormenta se intensificara de tal maneira que por pouco não ocasionou o cancelamento da partida e da rodada. Porém, para a alegria de todos, Deus se mostrou bastante parecido com Antônio Fagundes – brasileiro, portanto, fã de futebol -, visto que a tempestade logo se converteu em uma suave garoa.

Enquanto o La Coruja demonstrava ares de vitória, o NGM seguia jogando de maneira mais coesa e determinada nesse segmento do jogo. A dupla de atacantes Nêgo e Thiago se aproveitou do salto alto rival e passou a avançar forte pelo centro. As investidas logo desmontaram a até então eficaz zaga coruja e permitiram que o time dos exauridos beberrões diminuísse o já elástico placar.

Logo aos 5 minutos, Agapito se embrenhou na grande área rival e matou de cabeça uma oportuna cobrança lateral, fazendo o primeiro da equipe. O arqueiro dos estrigiformes, bem que saltou em direção à bola, mas o máximo que conseguiu foi mergulhar de barriga nas poças d’água que se formaram próximo ao arco titonídeo. Em seguida, Eric, o “grande nome do time” (literalmente, se levamos em consideração o fato de seu número representar seu peso em quilos), de acordo com as palavras do próprio Renê, aproveitou o embalo do gol anterior e anotou o seu com um chute de biquinho.

A reposta do La Coruja foi imediata. Para o delírio dos expectadores, os notívagos deram início a uma verdadeira tempestade – perdão pelo trocadilho - de gols que estendeu a goleada em cima do NGM e decretou a vitória dos corujinhas.

Anote aí: tudo começou quando Bataglia devolveu, em menos de 5 segundos, o gol de Eric com um chute em linha reta cheio de efeito que o goleiro Messi deve estar procurando até hoje. Após o lance, foi a vez da trupe vermelha ampliar: Vitão, Pedrinho, Guila e Beto anotaram.

Os instantes finais ainda reservavam surpresas para os amantes do futebol. Em uma demonstração de persistência, Vendi invadiu sozinho a área dos vermelhos e, cara a cara com Mori, mandou um chute rasteiro que estalou em uma poça d’água e foi direto para o meio do gol, anotando o terceiro do NGM. Porém, coube à equipe do La Coruja dar a palavra final: aos 24 minutos, Gutão driblou o goleiro e encerrou a pugna com uma bomba rasteira.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:

Só Capim Canela 3 x 0 TCM

SCC SUPERA CHUVA E VENCE TCM


Debaixo de muita água e um campo um tanto encharcado, foi só no segundo tempo, quando a chuva diminuiu, que o Só Capim Canela fez seus gols para bater o TCM

Por Luis Fernando Saninana

Sob forte chuva, TCM e Só Capim Canela fizeram um jogo fraco no primeiro tempo. Graças ao campo escorregadio, poucas chances foram criadas e o jogo se encaminhava para um 0 a 0 inédito no Chuteira. No final do primeiro tempo houve praticamente um dilúvio. As quadras começaram a encharcar e muitos raios caíam aos arredores da Pompeia. Mesmo sem muitas condições de jogo os árbitros resolveram prosseguir com a partida.

A peleja era feia e praticamente ninguém além dos jogadores estavam assistindo. Os chutões e bolas derrapadas que se perdiam pela linha de fundo ou lateral eram constantes. Foi apenas no segundo tempo, quando a água deu uma trégua, que o jogo começou a ganhar ritmo e a se tornar assistível.

Ainda com chuva, o TCM quase abriu o placar em cobrança de falta. Delei cobrou a infração pela meia direita, mas a bola desviou no meio do caminho e foi por cima do gol. A reposta do SCC veio na mesma moeda. Tedesco cobrou falta pela meia direita e acertou o canto alto direito do goleiro Marcião.

Com chuva fraca o jogo melhorou muito, assim como o SCC também. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Tedesco, no meio da área, desviou de cabeça e a bola entrou no canto esquerdo. 2 x 0.

O TCM teve duas chances claras de gol. Primeiro com Delei, que bateu cruzado da ponta direita e a bola foi pela linha de fundo. Depois com Zé Roberto em cobrança de falta na entrada da área, mas a bola saiu à direita do gol.

O Só Campim toda vez que atacou com perigo após a chuva fez o gol. Em mais uma descida ao ataque, Tedesco, o MVP do jogo, dominou na meia esquerda e bateu cruzado fazendo 3 x 0. O SCC teve chance de ampliar com Bondioli. Após cobrança de falta pela direita, ele, livre na segunda trave, perdeu um gol incrível chutando para fora.

O TCM teve a última chance do jogo de fazer o gol de honra. Funari arriscou um chute frontal, mas a bola saiu à direita do gol.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:

Pé de Pano 9 x 5 Ras Time

PÉ DE PANO COMEÇA O SEMESTRE COM O PÉ DIREITO


Goleada sobre Ras Time mostra que o time dos irmãos Polachini vem forte e com Paulo Roberto em grande fase

Por Bruninho Fontes

Ras Time x Pé de Pano foi um dos jogos que abriu o semestre de 2010 do Chuteira de Prata. Eles ainda podem ser considerados novatos no campeonato, pois é apenas a segunda participação das duas equipes. Assim como em 2009, o PdP mostrou ser um time mais forte que o RT, que chegou incompleto ao PlayBall e demorou a entrar em campo.

Para a sorte das duas equipes o jogo se iniciou com pouca chuva, nada comparado à tempestade que estava caindo minutos antes da partida. O campo ainda estava muito molhado e com algumas poças, mas nada que atrapalhasse o Pé, que começou melhor e testou o goleiro Caio Cipó, ex-Locomotiva, por duas vezes logo no início da partida, com Peba de cabeça e Tavogus aproveitando saída errada do Ras.

Não demorou muito para o PdP abrir o placar. O goleiro Caio saiu mal, chutando duas vezes em cima do atacante Paulo Roberto. Na segunda a bola voltou para dentro do gol. 1 x 0. Após assistir mais algumas investidas do bom atacante PR do PdP, o Ras fez bons lances pelas laterais e obrigou o goleiro adversário, Tiago, a trabalhar. Em sua melhor jogada, Iasi saiu bem da marcação, mas parou novamente em Tiago. Aproveitando que o Ras estava saindo mais para o jogo, o PdP aproveitou todos os contra-ataques possíveis. No primeiro deles, Peba recebeu livre e só tocou para Rafinha botar na rede. Logo em seguida Dada deu um chute belíssimo, sem chance para Caio e 3 x 0 no placar.

Quando a partida caminhava para uma goleada fácil, o RT deu a resposta e finalmente fez seu primeiro gol. Sujeira cruzou para Rodrigo Dorado, que não desperdiçou. 3 x 1. O RT melhorava no jogo, mas se os azuis atacam o tempo todo, ele também parava o tempo todo no seguro goleiro Tiago. Enquanto isso, o contra-ataque do PDP continuava infalível e fez 4 x 1 com Peba. Ainda no final do primeiro tempo o Ras diminuiu para 4 x 2 com Sujeira e torcia para a zica sair no segundo tempo.

O segundo tempo começou muito mais pegado, e logo no início, falta perigosa para o Ras. Após a cobrança, bate e rebate na área e Leônidas colocou pra dentro, 4 x 3 e RT de volta à partida. O PdP voltou muito nervoso para o segundo tempo, com os jogadores discutindo o tempo todo. Na bola que seria do empate, Lopes deu um lindo chute, que só serviu para consagrar o goleiro Tiago com uma defesa inacreditável.

No momento da partida em que o empate do Ras era questão de tempo, Paulo Roberto resolveu novamente. Com simplicidade, ele driblou e bateu de direita no canto do goleiro. 5 x 3. Mas como em toda a partida o PdP deixou claro que gosta de dificultar um jogo que podia ser fácil, foi só ampliar o placar que o zagueiro Vitão resolveu tomar um cartão amarelo e deixar sua equipe com um a menos. O Ras aproveitou a vantagem: Caio dá ótimo lançamento para Leônidas, que ajeita de peito para Iasi chutar bem e fazer 5 x 4.

Claro que o PDP manteve o que fez toda partida, só aguardava o RT se aproximar no placar para acordar. E com mais 2 contra-ataques, de Paulo Roberto e Tavogus, ampliou o placar para 7 x 4, dando a tranqüilidade que faltava à equipe. Dada também quis deixar mais um, chutou forte, a bola desviou na zaga e entrou. 8 x 4 já chegando ao fim da partida.

Partida que poderia ter terminado sem a jogada mais bizarra que o PdP criou. Para estragar a ótima atuação do goleiro Tiago, ele e o goleiro reserva se atrapalharam na hora da substituição e tomaram um gol na saída de bola do Ras sem goleiro. 8 x 5. Apesar da bobagem imensa, o baixo goleiro do PdP que entrou se mostrou tão bom quanto Tiago e fez ótimas defesas no final da partida. Final que ainda teve tempo para mais um (juro!) contra ataque do PDP que fechou o caixão, 9 x 5.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:

Só Resenha 3 x 3 Fora de Série

SÓ RESENHA SURPREENDE A TODOS E QUASE VENCE FORA DE SÉRIE


Jovem equipe amiga do Arouca fez 3 x 1, mas não suportou pressão do fora e cedeu empate no fim

Por Luis Fernando Saninana

Só Resenha e Fora de Série fizeram um jogo cheio de emoções. O novato SR fazia sua estreia no Chuteira e já encarando um dos favoritos ao título, o superreforçado time de Clebão e Ricca, rebaixado no último Chuteira de Ouro. Já sem chuva, com a quadra menos molhada e o sol querendo aparecer, o que se viu foi um jogo de lá e cá, com as duas equipes criando grandes chances. O Fora começou melhor. Em seu primeiro lance de perigo Rodrigo Cunha recebeu na esquerda da área e chutou. O arqueiro Ulisses fez grande defesa. Rodrigo tentou mais uma vez, agora em cobrança de falta pela meia direita, mas outra vez Ulisses defendeu.

A resposta do Só Resenha veio com Vitinho Baldin. O jogador avançou pelo meio, driblou puxando para à direita e bateu cruzado. Casari, bem posicionado, defendeu. No ataque seguinte, Darian recebeu na esquerda da área e bateu sem ângulo. Casari tentou espalmar, mas acabou colocando a bola para dentro.

Não demorou muito e o Azulão do Chuteira empatou o jogo. PH em cobrança de falta pela entrada da área, mandou no canto esquerdo do goleiro.

A equipe alviverde do Só Resenha teve a chance de desempatar o jogo com Dhanny. Após cobrança de falta ensaiada, a bola sobrou para o camisa 10, que bateu cruzado, mas Casari fez grande defesa, se redimindo do lance do gol.

Na volta do intervalo, o Fora retornou com Orley em quadra. O novo camisa 13 do Fora chegou atrasado e teve seu taxi pago pelo jogador Folha, do Invictus.

A princípio a substituição não deu muito certo, pois quem fez o gol foi o SR, com Vitinho dentro da área. A equipe alviverde pressionou no início da etapa final e conseguiu o terceiro gol com Darian. O jogador avançou pela direita, entrou na área e bateu cruzado.

A vantagem de dois gols parecia suficiente. Tanto que o Só Resenha começou a administrar o placar. Mas como o jogo só acaba quando termina, Rodrigo Cunha recebeu de Du Formiga e bateu cruzado da direita para diminuir o marcador. O jogo ficou dramático nos minutos finais. No último lance do jogo houve uma cobrança de lateral pela direita. Orley, dentro da área, desviou de cabeça e empatou o jogo.

Com o final da partida o clima esquentou. Jogadores do Só Resenha e Fora de Série começaram uma ríspida discussão e quase chegaram às vias de fato. Casari, o mais tranquilo, tentou acalmar os ânimos de seus companheiros. Já apaziguados, o líder do time Clebão, chamou toda a sua equipe para o meio da quadra e comemoram como uma vitória esse empate no final.

O Só Resenha, estreante no Chuteira, mostrou que sabe jogar bola e pode dar trabalho na competição. O FDS levou um susto, mas soube reagir e mostrou que tem condições de voltar para a elite do Chuteira. O próximo desafio do SR será contra o TCM, que vem de derrota. Já o Fora pega o Roletinha.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:

Canhedo Beppu 9 x 2 Locomotiva Tarja Preta

CANHEDO BEPPU ATROPELA LOCOMOTIVA


Time de engenheiros não tomam conhecimento do novo Locomotiva e goleiam sem piedade. Só Suzuki fez 5 e já dispara na artilharia

Por Bruninho Fontes

Já sem chuva, Canhedo e Locomotiva entraram em campo para as suas primeiras partidas no III Chuteira de Prata. O LTP chegou quase irreconhecível, cheio de caras novas e com apenas um jogador no banco, na verdade dois, mas Menotti, machucado, estava lá apenas para organizar a equipe. O Canhedo fez sua parte e mostrou ser um dos times a ser batidos no Grupo A.

O jogo se inicia e vemos os novos jogadores do LTP em ação, o primeiro a ser testado é o goleiro Gabriel Alves. Em cobrança de falta bem batida, Bolacha abr o placar. 1 x 0 para o Canhedo. A falta foi muito bem cobrada, mas quem estava assistindo ao jogo colocou a culpa no goleiro, “ele ficou atrás da barreira”, disse Betão, ex-goleiro do time tarja preta.

O Canhedo fazia um jogo seguro, mostrava tranqüilidade e não deixava o LTP sair jogando, mas na primeira boa saída, com ótimos passes de pé em pé, a bola chegou para Brunno, com categoria, completar e empatar a partida. A partir do empate imaginava-se um jogo disputado e o LTP surpreendendo.

Após o empate o Canhedo pressiona no ataque, e aproveita que o goleiro do LTP ainda se mostra inseguro. A bola quase entra por duas vezes em jogadas aéreas, mas na terceira com a insistência do ótimo Suzuki coloca vantagem no placar. 2 x 1. E foi o que Suzuki precisava para mostrar seu jogo, que logo em seguida já deixou o terceiro da equipe.

Com o placar tranqüilo e o time do LTP sem opções no banco, o Canhedo se aproveitou do cansaço do adversário para fazer o seu resultado. Em contra ataque rápido, Luiz toca para Testa sozinho colocar para dentro. Em seguida Suzuki recebe novamente, puxa para direita e chuta, mais um gol, mais um dele. 5 x 1 Canhedo. Suzuki quase faz outro em seguida, mas dessa vez o goleiro vai bem e também conta com a sorte da bola ir no travessão após sua defesa.

No intervalo o time do LTP tenta se organizar para ao menos diminuir o placar. Mas o Canhedo não estava para brincadeira e continuava atacando no inicio da segunda etapa. Linda jogada de Kamurinha, que passou por dois e bateu forte para fazer 6 x 1. Apesar de se mostrar um time mais fraco, o LTP não se entregava. Zagueiro Paulinho participou de umas jogadas mais bonitas daquela tarde de Chuteira, pegou um chute sem pulo de primeira, e o que parecia ser um lindo gol, se tornou uma belíssima defesa do goleiro Papa Burguer, que buscou com muita agilidade.

O resultado era motivo para o Canhedo ficar tranqüilo em campo, mas não para o jogador Testa, que inexplicavelmente ficou nervoso com a arbitragem e tomou um cartão amarelo desnecessário. E a partida se interrompeu novamente em seguida, dessa vez de uma maneira mais negativa. Em dividida forte, o meia Cacá deslocou o ombro, sendo levado direto ao hospital. Definitivamente, não era o dia dos jogadores da tarja preta.

Se na tarde de sábado teve um ponto positivo para o LTP, foi o novo atacante Oscar que, com sua velocidade, pode ajudar o time a não fazer feio no campeonato. E foi dele o segundo gol do Locomotiva, após receber bola de Brunno e colocar na rede. Kamurinha, que ainda estava afim de jogo, faz tudo sozinho antes de cruzar para o companheiro Suzuki deixar mais um. Já era tarde para uma aproximação no placar, e o LTP desanimado e apático somente assistiu ao Canhedo ainda fazer mais dois gols antes de terminar a partida.

LTP mostrou fraquezas claras e vai ter que reforçar a equipe se estiver pensando em classificação. O Canhedo fez um ótimo jogo, mas ainda precisa de uma prova mais dura, para provar que chegou ao campeonato para vencer.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:

Invictus 6 x 1 Jeremias

INVICTUS GOLEIA JEREMIAS EM ESTREIA


Estreantes, o time azul levou a melhor e venceu o time vermelho

Por Renan La Marck

Times estreantes dentro do mundo Chuteira o Invictus e o Jeremias contrastavam no momento da escalação, pois por mais que as duas agremiações jogassem pela primeira vez o campeonato, o Invictus veio a campo com um time pra lá de veterano dentro no Chuteira - recheado com jogadores como Lucas ex-Acidus, Publius, ex-Locomotiva, Folha, ex- Roletinha, Rafinha ex-Roleta e Acidus, Muralha, ex-Forza Leone, Ferro, ex-Estudiantes, Nardelli e Pedro, ex-Pagalanxe. Assim, não poderia ser dito que o Invictus era de fato um time novo, pois praticamente todos seus jogadores já jogaram o Chuteira antes.

Quicou a peteca, e passado o nervosismo inicial, enquanto o Invictus já tentava dominar as ações ofensivas, foi o novíssimo time quem quase abriu o placar. Da intermediaria pelo lado esquerdo 21 encheu o pé e carimbou a trave de Muralha. Contudo, após o susto, foi o bom Publius quem tirou o zero do marcador. Escanteio batido, confusão na área e o ex-Locomotiva mandou a gorduchinha para as redes.

Aproveitando o visível melhor momento dentro do embate o time branco-azul continuou em cima do rival, e com um golaço fez 2 x 0. Folha recebeu belo passe de Rafinha na entrada da área, frente a frente com o arqueiro teve frieza, deu apenas um corte no adversário e chutou forte para o gol vazio.

Com uma desvantagem de dois gols no placar o time ainda desconhecido no Chuteira melhorou sua postura dentro das quatro linhas - o Jeremias foi para cima e fez o Invictus se recolher no campo de defesa -, no entanto não conseguia reverter em gols o leve domínio. Preto, na entrada da área, fez o pivô para Ligiero chutar de bico, um chute potente que Muralha foi obrigado a defender em dois tempos.

A leve pressão rendeu algum fruto ao Jeremias, pela ponta direita Alexandre Bim avançou e cruzou na medida para Tingão, completamente livre de marcação, bater e descontar para 2 x 1. Todavia, em um final de primeira etapa arrasador, o Invictus foi para cima, freando a reação do rival e ainda conseguindo ampliar a vantagem no placar. Primeiro com o arqueiro Pereira aceitando um frango por de baixo do braço - "glu, glu!" – em chute fraco de Romarinho, e logo em seguida com outro bonito gol de Folha. O ex-Roleta apareceu mais uma vez próximo à área, fintou a marcação e definiu os 4 x 1 do primeiro tempo no confronto.

No segundo tempo, era normal que o Jeremias ensaiasse uma pressão e um tudo ou nada para cima do Invictus. De fato o time rubro começou em cima e fazendo Muralha trabalhar, principalmente em esporádicos chutes de fora da área, que o pequeno goleiro voava para espalmar. Pedro e Publius, dois gigantes na defesa, se sobressaiam para tirar a bola, enquanto o meio não conseguia levar a pelota para o campo ofensivo. Até aí o jogo do time azul da CNA era puramente defensivo, com Rafinha se desdobrando na marcação no meio e cortando várias bolas.

Quando o Jeremias era de fato melhor em campo, o Invictus matou o jogo. Quem narra como foi o gol é o próprio autor – Nardelli: “Peguei a bola na direita e driblei o zagueiro pro meio (limpando pro pé esquerdo). Ameacei chutar e cortei pra direita. Então passei pro Ferro, que fez um dois com o Marquinhos, e chutou pro gol. A bola desviou no zagueiro e sobrou dentro da área pra mim, que com um leve biquinho desloquei do goleiro. O zagueirão tentou tirar mas não conseguiu!

O que se viu até o fim do jogo foi um Jeremias tentando de todas as formas chegar ao gol de Muralha – tanto pelas pontas como pelo meio – mas a defesa adversária levava sempre a melhor. Quando passavam, Muralha estava lá para não deixar o 1 sair do placar. Numa delas, ele pegou uma bola à queima roupa de dentro da área e ainda teve tempo para voar e ficar com ela no chão.

Finalmente, num contra-ataque rápido pela esquerda, o zagueiro Ferro apareceu em velocidade, viu Lucas entrando na área e cruzou na medida para o camisa 11 tocar de esquerda por baixo das pernas do goleiro e encerrar o jogo em 6 x 1, para delírio dos jogadores do Coringa, que vibraram muito com o gol do ídolo Lucas, que prometeu outro justamente na rodada seguinte, quando enfrenta o Coringa.

O Invictus mostrou força de conjunto partindo de sua defesa e uma marcação forte, coisa que parece ter faltado ao Jeremias, mesmo tendo em campo um dos braços mais fortes do Chuteira – justamente os de Fininho (como o brasileiro é criativo em apelidos, não?).

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:

In Dubio Pro Barum 4 x 4 Coringa

CORINGA CEDE EMPATE AOS ALEMÃES DO BARUM


Time tricolor não suporta os 50 minutos e deixam In Dubio empatar

Sem cobertura por problemas de horários do repórter.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:

DPGamos 2 x 0 Voando Baixo

LITERALMENTE REMENDADO, DPGAMOS SOFRE MAS DERROTA ESTREANTE VOANDO BAIXO


Mesmo com Daniel jogando no sacrifício, técnico Lói tira dos seus pupilos a vontade para superar novatos do Voando Baixo

Reformulado, depois da boa campanha do último semestre, quando conseguiu se classificar para a segunda fase - indo mais longe do que se esperava e calando muitos críticos -, o DPGamos estreou em seu segundo Chuteira diante de uma equipe nova, o até então desconhecido Voando Baixo.

Rolou a pelota e, como esperado, o jogo era equilibrado: divididas no meio de campo, muita marcação e poucas chances de gol. No entanto, ainda no início do confronto, Renanzinho, atacante do DP, arriscou do meio, o arqueiro atrapalhado com muita gente na frente não conseguiu chegar na bola e 1 x 0 no placar.

Como resposta, os estreantes do Voando Baixo responderam com um tiro venenoso, da intermediária pelo lado esquerdo, que explodiu na trave de Daniel, que só olhou.

Valendo-se da força de seu banco de reservas – mais de um time estava ali esperando a hora do “professor Lói” colocá-los pra jogar – os alunos de DP fizeram um final de primeira etapa sem sustos e iniciaram melhor que o rival a etapa complementar.

Denão arriscou da direita, próximo à área, mas o goleiro Henrique caiu no canto esquerdo e espalmou bonito. Como resposta, pelo lado do VB, três tiros perigosos, dois defendidos seguramente por Daniel, o ex-Barney roxo. No terceira, e mais perigosa chance do time estreante no Chuteira, novo foguete a balançar as traves após desvio de Daniel.

Símbolo da garra e da vontade da equipe que se defendia muito bem - principalmente com seus zagueiros e o volante Zulu -, Denão, o camisa 10, atacante e chato de plantão do time, apareceu dentro da área para matar o confronto e garantir a festa de seus colegas na hora do recreio. O trombador camisa 10 dominou e girou batendo. O chute saiu sem muita direção - talvez até saísse pela linha lateral - mas quis a sorte que a pelota desviasse no zagueiro, entrando sem nenhuma chance de defesa para o goleiro. Placar final DP 2 x 0 Voando Baixo, para muita comemoração e abraços no time dos irmãos Fischer. O DP não tem Bob perde gol mas ficou com Denão.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:

SPQSF 4 x 1 Red Devils

EM JOGO DE NOVATOS, VERDES DO SPQSF VENCEM VERMELHOS DO REDE DEVILS


Partida foi marcada por gols no primeiro tempo

Por Renan La Marck

Partida entre duas equipes estreantes no mundo Chuteira, de um lado os vermelhos do Red Devils, do outro o time verde do Se Perder Que Se Foda. Rolou a bola e com um início fulminante os diabos abriram o placar com Neguinho.

Equilibrado era o confronto na primeira etapa, nenhum dois times mandava na partida, mas ambas as equipes criavam lances de perigo. Se por um lado os Red Devils chegavam ao ataque mas não balançavam - exemplo foi o lance em que Salvador recebeu de frente pro gol mas isolou a pelota - a rede, do outro o SPQSF atacava e, eficiente, marcava gols. Assim, ainda na primeira etapa o time verde conquistou a virada. Ricardinho, Diego Dicredo, Marinho e Meneguelo, anotaram os quatros gols da equipe - todos no início da primeira etapa -, abusando principalmente das jogadas pelas laterais do campo.

A expectativa para o segundo tempo eram as melhores possíveis, e as propostas das equipes já estavam bem claras: de um lado, em desvantagem, os vermelhos atacariam, enquanto os verdes do Rock Gol se defenderiam, tentando manter a vantagem do primeiro tempo. Assim começou a tentativa de pressão e na melhor chance Rogério recebeu um passe açucarado de Neguinho dentro da área, mas mesmo sem marcação perdeu o gol.

Pouco depois, Raphael Silva deu carrinho no adversário e recebeu cartão amarelo. Como resultado, os Reds deixaram de atacar e concederam ao adversário a chance de dar as cartas no jogo. Passados os dois minutos de penalização para o time vermelho, foi Salvador quem teve boa chance e obrigou o arqueiro adversário a espalmar difícil bola chutada.

Num dos lances mais bonitos do jogo, Rogério cobrou falta com um toque de categoria com a intenção era encobrir o goleiro Guto, do SPQSF. A bola subiu, subiu, subiu, passou pelo arqueiro e caiu exatamente sobre o travessão.

Passava o tempo na segunda etapa e o placar do início de jogo se mantinha. Pelo lado do SPQSF, Vitor Rosseli recebeu um bolão invertido por Meneguelo nas costas da zaga. O jogador chegou desviando, mas viu o arqueiro Criança fazer grande defesa. Nos minutos finais o jogo ficou mais pegado e houve até certo bate-boca entre adversários e algumas faltas mais duras, com cartão azul para Serafim, do SPQSF, mas mais nada que mudasse a boa estreia dos verdes e a derrota dos endemoniados avermelhados liderados por Criança e Gabriel, ambos ex-Treinadores do Braz.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:

Basicus 2 x 1 RR Olímpico

BASICUS É MAIS EFICIENTE E QUEBRA MALDIÇÃO CONTRA O ROLETINHA


Rosados quebram tabu e vencem Roletinha com jogo consistente de sua defesa

Por Luiz Felipe Fernandes

Entre os muitos jogos da chuvosa, porém empós ensolarada tarde do Playball Pompeia, talvez o mais simpático de todos fosse o confronto entre Basicus e Roleta Russa Olímpico. Lideradas por dois managers proterozóicos no mundo do Chuteira, o duelo “BaBa” (Barath x Baru) sempre rendeu boas emoções. Entretanto, dessa vez, ambos os vetustos atletas, que antes desempenhavam, somente ou também, a função de treinador, estavam em quadra apenas como mais um jogador.

Com a bola rolando, os primeiros 5 minutos foram bastante truncados, com ambas as equipes impondo uma intensa e atenta marcação. No lado rosa, Ladeira, Barath e Cia. faziam bom trabalho, jogando com dedicação. Já no Roleta Olímpico, Pina comandava o sistema defensivo e era responsável maior pela ligação com o ataque.

De fato, pelos lados dos comandados de Luis Paulo Folha (O Luis Paulo só apareceu porque, segundo a cartilha do futebol, técnico tem que ter nome composto!), podia-se ver uma predisposição ofensiva ligeiramente maior. Entretanto, como manda a boa e velha ironia futebolística, quem abriu o placar foi a equipe basal. Starck cobrou escanteio na cabeça de Raphael Lima, que, com um corajoso e razoavelmente torto peixinho, testou para o fundo do capim artificial de fibras de polipropileno do gol Soviet.

Após mais uma chance do Basicus – Love batendo rasteiro nas mãos do goleiro Edu – os pequeninos do revólver resolveram colocar mais balas no tambor e partiram para o ataque. E funcionou. Primeiramente, Guilherme avançou pela encosta destra e chutou fraco. A bola desviou no zagueirão Yuri e foi para o escanteio. Na cobrança, uma cabeçada à queima-roupa obrigou o goleiro Betão a fazer grande defesa.

Alguns instantes depois, os Lil’ Roulettes acertaram o pé, ou o tiro, se preferirem. Gogof dominou na intermediária e mandou um verdadeiro míssil no ângulo do goleiro Big Bob, que voou para tentar espalmar a gorduchinha, mas de certo nem viu a cor da mesma.

Com o escore apontando uma igualdade, nenhuma das esquadras se mostrara satisfeita com tal resultado e ambas mantiveram o ritmo ofensivo até o fim da etapa inicial. Pina, impecável na marcação, avançou pela centro-direita da arena e bateu rasteiro para nova defesa de Betão.

No entanto, mesmo com o morubixaba Baru fazendo seu debut com a camisa olimpiana, foi o Basicus que, mais uma vez, cresceu na partida e embalou três boas chances até o trilar do apito. Em ordem: Fefe recuperou a posse de bola no ataque e mandou rasteiro à direita do alvo; Vini, após cruzamento vindo da direita, desvia cara a cara com o goleiro Edu, que corta no reflexo; por último, o mesmo Vini apareceu bem novamente e bateu com perigo por cima do gol. E fim de um primeiro tempo bastante concorrido.

O countdown dos 25’ finais começou com a mesma toada do seu gemini anterior: uma constante “gangôrrica” de marcação e desmarcação. Primeiramente, Ceron costurou pela zaga pink em bonita jogada individual e mandou ao lado do alvo. O Basicus devolveu com Buiu, que forçou goleiro a fazer importante defesa em cabeçada à queima-roupa após Yuri desviar lançamento lateral.

Empós, Ceron, novamente, avançou pela esquerda e foi interceptado de carrinho pelo goleiro Betão, que acabou se chocando com Yuri e sofrendo grave lesão no rosto. O goleirão deixou a cancha sangrando muito e, em seu lugar, Fefe assumiu a função de guardião da baliza do Basicus. Minutos depois, com Betão já socorrido, Brian, de cara, decidiu testar a capacidade do novo golquíper. Em chute rasteiro do Roleta, Fefe não fez feio e agarrou a bola.

E Double-F ainda seria bastante bombardeado pelo exército branco soviet. Como no lance em que Ceron, sempre ele, recebeu na entrada da área e bateu na saída do goleiro, que fechou bem o ângulo e interceptou a investida. Pouco depois, novamente aproveitando as oportunidades, o Basicus assumiu a dianteira no placar. Starck recebeu na área e mandou canhotinha em cima de Edu, que rebateu nos pés de Puff. O camisa 23 não desperdiçou a oportunidade e balançou as redes, desencadeando festa generalizada no banco da Fênix de Prata.

Nesse cenário, a partida seguiu sua porção final com o RRO buscando reagir outra vez. Após um chute de fora da área explodir na trave direita de Fefe, Ceron (Ah, vá!) obrigou o goleiro suplente a fazer nova interferência em chute da intermediária. Confiante, o jogador das sílabas gêmeas se deu ao luxo de espalmar cheio de pose, para sair na foto. Só resta saber qual foto ele quis sair... Por fim Brian e Gogof arriscaram a sorte pela derradeira vez, mas mandaram por cima e à esquerda do alvo, respectivamente.

Pouco antes do apito final do árbitro, Buiu e Ceron se desentenderam na ponta direita e ambos foram agraciados com o amarelo. E, assim, o jogo se encerrou, com boa vitória do Basicus, que vai feliz e confiante para a segunda rodada. Aos pupilos de Folha e Baru, resta ajustar a freqüência para tentar se recuperar do revés contra o Fora de Série de Casari no próximo jogo.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 4 x 0 É Verdadeee

FÚRIA MOSTRA SUA GARRA E GOLEIA


Time que caiu da Ouro não reconhece É Verdadeee e aplica goleada ao ritmo de sua torcida

Por Renan La Marck

Mesmo ainda sendo muito cedo para dizer alguma coisa em termos de classificação ao próximo Chuteira de Ouro, o confronto entre Fúria e É Verdadeee, logo pela primeira rodada, colocou frente a frente dois adversários que devem brigar para conquistar o acesso à Série Ouro. Porém, o time de Gavião tomou uma sacolada que vai certamente fazer os jogadores reverem os conceitos de futebol daqui pra frente.

Assim que rolou bola, em uma das partidas com melhor público no último sábado – graças ao forte apelo do Fúria junto às torcedoras –, foi justamente o time furioso que tirou o zero do placar. Após King ceder escanteio para o adversário, a bola foi alçada no primeiro pau, exatamente onde Thiago Motta deu um leve desvio para fazer 1 x 0.

O Fúria era visivelmente melhor. Numa das mais bonitas trocas de passes no jogo, André inverteu a bola para Bruno Eduardo na esquerda, o jogador chegou batendo rasteiro mas o arqueiro Reyna fez grande defesa. Como resposta, Fúria - jogador do É Verdadeee que carrega o mesmo nome do time adversário - tentou chute do lado direito do campo, mas acabou errado por muito e mandou a pelota longe, na direção de um circo que tem atrás do PlayBall.

Forçando o jogo em seu rápido camisa 7, o time do Fúria levava mais perigo. Fagner, na entrada da área, fez o pivô para Thiago chegar batendo. A bola não foi muito forte mas o arqueiro se enrolou todo e sem levar um frango colocou para escanteio. Na cobrança, outra vez Thiago Motta apareceu para desviar e anotar seu segundo gol na partida.

No começo da segunda etapa o que se viu foi um jogo muito amarrado no meio campo e com poucas chances de gol - exceto pela bola que André mandou no travessão de Reyna. Pelo lado do É Verdadeee, time que obrigatoriamente teria de sair para o jogo caso quisesse a vitória, Fúria, o jogador, dessa vez levou perigo. O camisa 7 dos tricolores mandou um foguete que passou rente ao travessão.

Corria o relógio e a verdade é que o É Verdadeee tentava crescer no confronto. Com rápida troca de passes a redonda chegou até Gavião, o pivô fez o giro e bateu rente a trave, outra vez quase. E como o futebol é um jogo sem muita lógica e cruel às vezes, Fagner, com um golaço, brecou o ímpeto ofensivo do É Verdadeee. A pelota chegou até o camisa 9 do Fúria pela esquerda, ele dominou e mandou para o gol, um golaço, lembrando um Alex ou um Zico na precisão!

Já nos minutos finais Girão recebeu cartão amarelo e deixou sua equipe na mão. Assim, aproveitando os espaços, o Fúria tocou bem a bola até Fagner aparecer dentro da área e anotar o quarto gol.

Com o apito final do juiz teve início um pequeno empurra-empurra entre os adversários, mas nada que a turma do deixa-disso não pudesse conter. Boa estreia do Fúria, que já pinta como favorito dentro do grupo para obter o acesso.

III CHUTEIRA DE PRATA: 1ª RODADA: GRUPO B:

Camelo 6 x 3 Pimba na Gorduchinha

CAMELO DESENCANTA EM CIMA DO PIMBA


Iago apareceu bem e desencantou fazendo dois gols e ajudando time da pizzeria a sair na frente na competição

Por Luiz Felipe Fernandes

Encerrando o expediente na quadra 10, Camelo e Pimba na Gorduchinha adentravam ao palco com o lusco-fusco do dia já dando o ar da graça. Com o professor assinalando, com seu apito, o início de jogo, o que vimos foram primeiros minutos muito estudados, com ambas as equipes priorizando o toque de bola. Porém, esse panorama alterar-se-ia pouco tempo depois.

Após a 1ª tentativa do jogo ser desperdiçada por Henrique, que mandou ao lado do alvo uma pancada de pé esquerdo, a equipe dromedária abriu o marcador. O pequenino Cainho mostrou bom posicionamento e apareceu livre para cabecear no segundo pau, com direito a boa assistência advinda de uma cobrança lateral no flanco direito.

A partir daí, mesmo com a tentativa de reação do Pimba, o Camelo se manteve melhor, criava mais chances e dominava a partida. Iago invadiu a área e bateu com muita categoria para o fundo das redes do goleiro Thales. Alguns instantes mais tarde, Cris Dantas recebeu lançamento longo da direita e apenas completou para o gol. 3 x 0 e festa dos pizzaiolos!

A equipe que, em bom português de Portugal, “remata o esférico” não se mostrava inspirada no campo ofensivo, errando muitos passes e não conseguindo achar espaço para a finalização. Nisso, Rodrigo Pegoraro deu carrinho criminoso em Pi e recebeu o amarelo. Pouco depois, Iago, com um petardo da entrada da área, quase fura as redes e a grade de proteção da quadra. Quando voltou, Pegoraro criou a melhor chance do Pimba na etapa inicial, recebendo passe pela faixa central e batendo com perigo por cima da meta. E é fim de primeiro tempo com 4 x 0 no placar!

No regresso à segunda etapa, o Camelo mostrou que, por armazenar água em suas corcovas, seus combatentes jamais perdem o fôlego. Sem perder tempo, os alvirrubros partiram para o ataque, embalando três boas chances em seqüência. A primeira com Cainho – batida forte de longe, defesa de Thales, a mediana com Pi – batida cruzada de pé esquerdo ao lado da meta, e a derradeira com Noal – cara a cara com o goleiro, bateu em cima do mesmo.

Paradoxalmente, foi logo depois da pressão dos Camelus Bactrianus, que os gordinhos resolveram reagir na cancha. Mesmo com a marcação ditando o ritmo da partida, Leandro fez o primeiro do Pimba, apenas escorando para o gol após jogada pela destra. Minutos mais tarde, Catalão fez o segundo, também apenas, à la Guilherme (ex-striker do Atlético-MG e Corinthians) para o gol. 4 x 2!

Com o passar dos minutos, porém, poderíamos concluir tranquilamente que a reação ficou por aí. Visto que, após lampejos pingue-ponguianos de oportunidades, o Camelo voltou a deixar a diferença em quatro gols. O quinto dos Pizza-Boys foi marcado por Noal, e foi um verdadeiro golaço, por sinal. O camisa 14 simplesmente embalou um belíssimo voleio a partir de um cross da esquerda e fuzilou o goleiro Thales, que nada pôde fazer. Após o lindo lance, o jogador ainda conseguiu fazer o sexto e garantir de uma vez por todas a vitória.

O Pimba na Gorduchina, que não facilita a vida do repórter para achar sinônimos, ainda fez seu terceiro, com Catalão novamente, dando um biquinho da entrada da área. Mas ficou nisso. Placar final: Camelo 6 x 3 PNG. Os dromedários com uma giba a mais enfrentam, semana que vem, o Jeremias, tentando manter o galope. Já o Pimba pega o In Dubio, buscando a reação.
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