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Notícias de 11/03/2008

FORA DE SÉRIE SOFRE, MAS VENCE MSM

Fora de Série e MSM fariam o confronto de times que perderam na primeira rodada, o que era garantia de um jogo disputado, afinal quem perdesse novamente ficaria bem para trás dos líderes do grupo, que poderiam chegar a 6 pontos. Sabendo disso, o Fora de Série começou o jogo marcando sob pressão a saída de bola da equipe “mentirosa”, o que forçava o erro do adversário e a recuperação da posse de bola. E inicialmente o Fora teve o domínio da partida, com muitas chances de gols perdidas, ou, melhor dizendo, muitos chutes defendidos pelo goleiro Ricardo, que foi eleito o terceiro melhor da rodada. Mas o Fora de Série conseguiu marcar com Cláudio, em bola rebatida.

A partir daí, a única opção que tinha o MSM era atacar, mas de forma um tanto desorganizada, que possibilitou ao Fora de Série o contra-ataque. Num destes, após bela e rápida triangulação, Thiago Motta fez o segundo gol e ampliou o placar, que foi o placar final do primeiro tempo. Depois do intervalo, o MSM voltou querendo mostrar uma grande lógica do futebol – 2 a 0 é um placar perigoso, pois é o mais enganoso que existe no futebol. E assim o time inspirado no Boca Juniors provou que a lógica existe mesmo!

De bolas perdidas no meio do campo, Bruninho, o camisa 9, eleito o melhor jogador da partida, fez três gols rapidamente para o MSM, virando uma partida que parecia decidida. O Fora de Série sofria novamente um revés, coisa que já havia acontecido outras vezes na última edição do Chuteira, como na última partida da equipe, quando abriu 2 a 0 e permitiu a virada do Joga 13. Perdendo, o Fora de Série só tinha uma coisa a fazer – atacar. E foi isso que aconteceu, passou a atacar um MSM que se fechou em seu campo,marcando meia-quadra, para tentar garantir o resultado. Abrindo o jogo pelas laterais do campo, o FS chegou ao empate, com Thiago Motta, que fez seu segundo gol na partida e empatou o jogo.

A partida ganhou muito em emoção. Nenhum dos times queria apenas um ponto na classificação e a vitória seria buscada até o fim. E, em falta próxima à área cometida por Luciano, que levou o cartão amarelo, Gabriel, capitão da equipe celeste, garantiu a vitória e os três primeiros pontos do Fora de Série na competição. Ao MSM, restou lamentar os pontos perdidos e se preparar para enfrentar o temido SNG.

PAGALANXE APANHA DE NOVO

O time do Atlético Pagalanxe era tido como um dos favoritos pra chegar bem na competição. Fez dois bons amistosos e surpreendeu pelo toque de bola envolvente. Porém, o time parece ter entrado de salto alto e perdeu suas duas partidas no V Chuteira, apresentando um futebol longe do esperado.

Na segunda partida da equipe, os amarelinhos (que não são amarelões) do Só Lance arrasaram a defesa desfigurada do time do Pagalanxe. Com um jogo extremamente fácil de ser jogado, Ronei, Philip e Batera partiam pra cima dos jogadores adversários, e passavam, com extrema facilidade. Se não fosse a boa atuação do goleiro Erich, a partida poderia ter um resultado muito mais elástico (e trágico para o Pagalanxe).

O jogo em si foi totalmente controlado pelo Só Lance, que abriu o placar numa bola espirrada na barreira do Atlético Pagalanxe após cobrança de falta. A redonda sobrou para Philip, que quase sem querer empurrou para as redes. Os “laranjinhas” sentiram o baque do gol e entregavam bolas fáceis na defesa, deixando os jogadores do Só Lance cara a cara com o goleiro Erich. Em muitas oportunidades, Erich fez o que pôde, mas em uma bola cruzada errada, o mesmo Philip ampliou para 2 a 0. Em seguida, outro erro de saída de bola no meio campo e novo gol do Só Lance. De quem? Dele, Philip.

O placar já elástico estressou os jogadores do Pagalanxe, que se descontrou e acabou por discutir entre si, sendo possível ouvir até xingamentos entre eles. O fim do primeiro tempo chegou e o jogo parecia já liquidado em favor do Só Lance devido à fraca reação que os “laranjinhas” apresentavam.

No segundo tempo, nada de muito diferente se viu. Com um meio campo inexistente, o Atlético Pagalanxe não conseguia criar jogadas e abusava dos bicões pra frente. O Só Lance partia no mano a mano com os zagueiros, obrigando Erich a fazer boas defesas. Até que esboçaram alguma reação quando um chute forte de Nardelli – parece que só ele joga nesse time – do meio-campo encontrou as redes. Em seguida, passaram a ensaiar uma pressão para mais gols, mas tudo ruiu quando a defesa falhou e o quarto gol saiu.

Visivelmente derrotados, os “laranjinhas” não conseguiam mais correr e, com facilidade, o Só Lance fechou a goleada num belo gol de Ronei, em que driblou na lateral esquerda, invadiu a área, deixou o goleiro deitado, deu a volta nele praticamente caminhando e empurrou para as redes sem força. Vitória de um time que parece ter encontrado o caminho da vitória sobre um time que parece não quer mostrar todo seu futebol.

SNG SEGUE ROTINA DE VITÓRIAS

O jogo era aguardado por ambos os lados. O SNG e os Diabos Laranjas haviam feito a semifinal do IV Chuteira de Ouro. Era a chance dos Diabos (naquele momento ainda chamado Hollanda) de se vingar das duas derrotas sofridas no ano passado, mas quando a bola começou a rolar foi o SNG que tomou a iniciativa e conta da partida.

Antes da partida iniciar havia a informação de que Batoré viria para o jogo. A informação correu e foi muito comentada por todos sua presença, já que certamente com o craque em campo o jogo seria outro e, além de ver um jogador diferenciado jogando, seria uma chance de ver o SNG perder um jogo e a pose, já que estão se achando muito depois do bicampeonato. Mas o público saiu frustrado, pois Batoré não apareceu. E o SNG tratou de fazer sua parte: foi ao ataque.

O SNG perdeu algumas chances de gol enquanto via a ineficiência na construção das jogadas por parte dos Diabos.Assim, não demorou muito para, numa tabela entre Allan e Renê, o último abriu o placar. Na jogada, Allan recebeu de Renê e chutou. O goleiro rebateu e sobrou para o rei do rebote, o reboteiro por excelência Renê fazer o gol. Mas só faz gol de rebote quem sabe se posicionar, e nisso Renê é mais que mestre. Sem muita organização, o DL esbarrava na velha e boa defesa do SNG e dava a ele a arma que mais gosta de jogar – o contra-ataque. E foi num desses que Memé ampliou para o SNG. E com 2 a 0 acabou o primeiro tempo.

Quando retornaram para o segundo tempo, numa falha do zagueiro Totó, os diabos diminuíram com Alan e partiram para cima tentando o empate. Mas em outro contra ataque, Memé fez grande jogada pela direita e cruzou para Renê, que driblou o zagueiro e tocou no canto do goleiro abrindo 3 a 1 para o SNG. Logo depois, Lillo tentou dar um pontapé em Memé, mas esse escapou e teve vantagem na jogada. O árbitro acertadamente deixou o jogo continuar e, quando a bola parou, ele deu o cartão amarelo para Lillo. O jogador, talvez se lembrando do lance anterior, não se conformou e xingou o árbitro, o que o levou a receber também o cartão vermelho.

Com um a menos, o faminto por gols SNG partiu para cima e fez o quarto gol, novamente com Memé. Eram por volta de 15 minutos de jogo. Os diabos pediram tempo e começaram a discutir entre si, e tiveram mais um jogador expulso. Com dois jogadores a menos, o SNG só pensava em fazer saldo e Renê fazer gols quando o árbitro acabou por apitar fim de jogo antes do tempo regulamentar esgotado. Os jogadores do SNG ficaram revoltados com isso e foram cobrar dos árbitros o tempo correto de jogo, afinal, saldo de gols pode decidir uma classificação. Houve muita confusão e discussão, com um Grillo mais inconveniente que o normal. Segundo o SNG, o árbitro simplesmente zerou o relógio para não mostrar o tempo jogado. Segundo o árbitro, o tempo reclamado pelo SNG seria um tempo de paralisação pelas expulsões, que não são obrigatórios quando o jogo está rolando. Ao final, ficou a sensação de que o árbitro encerrou a partida antes para evitar confusão na partida e possíveis outras expulsões. Com o placar, o SNG chega a 6 pontos, mas perde no saldo de gols para Bacana e Roleta Russa.

ACIDUS JOGA O BÁSICO E VENCE BASICUS

O jogo entre as duas equipes era um dos jogos mais esperados da rodada. E o que se esperava de emoção acabou sendo dissipada em menos de um minuto de jogo, quando o Acidus fez 2 a 0, e praticamente liquidou o jogo.

A partida foi totalmente dominada pelo Acidus, desde o gol relâmpago de Cavalera até o final do jogo. Em 10 minutos, o Acidus havia aberto 4 a 0, com Barata (duas vezes) e Robinho. Eis que o Basicus enfim se assentou em campo e passou a tentar o ataque, que se limitava a boas arrancadas de Lapa. O Acidus, sentindo a recuo do Basicus, passou a ir pra cima com praticamente todos seus jogadores, quando tomou um contra-ataque em que Love chegou antes do goleiro Diego, que teve de sair da área, e tocou pras redes.

Em seguida, falta do meio de campo e chute de esquerda de Lapa esbarra na barreira, pega efeito e vai morrer pingando no canto do goleiro. O Basicus fazia dois gols e o jogo parecia ter adquirido equilíbrio. Mas antes do fim do primeiro tempo, novamente Robinho marca, levando o jogo com placar de 5 a 2 para o intervalo.

Mesmo perdendo, o Basicus voltou com marcação meia quadra, o que esfriou o jogo e fez com que o Acidus tocasse bola em sua defesa e se aventurasse ao ataque com lançamentos longos, que nada rendia. Sempre com Lapa, o Basicus levava perigo e, num escanteio, o camisa 10 do time rosa mandou por cima do travessão a poucos metros do gol. Um gol perdido que podia mudar a partida. Num lance pela lateral um tanto sem pretensões, Lói se viu com a bola e liberdade para matar e ver o jogo. Sua decisão foi a de chutar ao gol. A bola foi no canto,pingou no campo antes de entrar e quase que Barata, passando ali, toca na bola, o que seria o segundo gol que Barata “roubaria” de Lói. O jogador vibrou muito com seu primeiro gol com a camisa acidiana e ainda ouviu de seu companheiro Barata o seguinte comentário sarcástico: “Dessa vez eu deixo você fazer seu gol”.

Finalmente, em jogada individual, Caio fechou o placar em 7 a 2, resultado que jogou o Basicus para a lanterna do grupo.

MACHUPICHU SURPREENDE E SEGUE 100%

Era um jogo que certamente tinha importância para o Grupo B, era a chance do MachuPichu de se firmar na ponta da tabela e espantar alguns comentários a respeito da instabilidade da equipe. O Muleke Piranha precisava da primeira vitória, depois de ser surpreendido pelo Só Lance na estréia, para assim entrar na briga pela classificação no grupo e confirmar o status de time de qualidade que vinha lhe sido atribuído. Antes do jogo a grande maioria apostava em uma vitória tranqüila do Piranha, mas, mais uma vez, os “peruanos” surpreenderam.

O jogo começou e logo de início viu-se que o equilíbrio marcaria a partida. Ambas as equipes marcavam duro e entravam rasgando em todas as bolas com uma vontade até surpreendente para um início de jogo. E foi pouco depois dos 5 minutos que o Muleke Piranha abriu o placar, com Diogo, em chute de longe que acabou desviando na zaga e enganando o goleiro Emílio. Ali parecia que o jogo tendia a “dar a lógica”, mas o MachuPichu já provou mais de uma vez que contra eles a lógica nem sempre pode dar certo. Foi então que começou a reação, comandada pelos irmãos Tebas e Ricci. O jogo, de 1 a 0, passou a 4 a 1 com dois gols de Ricci, um de Gustavo Carrer e outro golaço de cobertura de Tebas. Uma vantagem significativa para se levar para o segundo tempo.

E quando começou o segundo tempo, o MachuPichu fez o que melhor sabe fazer, se defender, tornando a sua área um espaço praticamente impenetrável. E assim sendo, o que se viam eram cruzamentos na área que quase todas as vezes eram tirados pelo alto zagueiro Gustavo Carrer, que é muito igual o Peter Crouch, jogador inglês, e chutes de longa distância, que quase sempre rebatiam em alguém da zaga. O Muleke Piranha pressionava, mas não conseguia chegar ao gol, fosse por defesas impressionantes do goleiro Emilio, que acabou eleito o melhor goleiro da rodada, fosse por chutes em cima da zaga. Essa foi a tônica do jogo, que só teve seu placar modificado no finalzinho, com chute de longe, de Márcio, desviado na zaga. O Piranha diminuía, mas já era tarde.

Ao fim da partida, havia um MachuPichu vibrante com sua segunda vitória e que parece ter encontrado o substituto de Caio em Tebas, que era goleiro da equipe até o torneio passado. Ele se transformou no motor do time, passando a todos o espírito de luta e garra, e parece que tira o MachuPichu da condição de zebra no grupo, indicando muito trabalho para a maioria dos times do Grupo B.

COM EXPULSÃO, KIRK AJUDA JOGA 13 A SE SUPERAR E DERROTAR BUCETS

Havia pressão sobre o Joga 13, que entrou em campo para a partida contra o Bucets precisando,mais do que uma vitória, de uma boa atuação para exorcizar qualquer princípio de crise na equipe. E com essa mentalidade o 13 foi para o jogo.

Logo de cara o 13 abriu o placar, com Lele, que precisou de duas chances para marcar, mas não demorou para tomarem o troco, com Rafinha, em rebote de cobrança de falta. O 13 estava melhor na partida quando Rafael chutou de longe, a bola desviou em Guma e foi pra dentro do gol. 2 a 1 Bucets. Pouco depois, um chute na trave quase deixa o Bucets com vantagem ainda maior.

Aos 13 minutos, Kirk/Dagoberto e um jogador do Bucets se estranham – Kirk alegou que tomou um tapa na cara. Na jogada, o árbitro parou o lance e deu cartão amarelo para o jogador do Joga 13. Ele ficou reclamando muito do cartão e acabou levando o cartão azul por excesso de reclamação mais veemente. Saindo para o “banco”, Kirk, ainda não satisfeito, reclamou da arbitragem mais e mais. Foi a deixa para ele levar o cartão vermelho e receber a tríplice punição (os 3 cartões numa única partida).

Como o jogo não tinha reiniciado desde o lance que originou a confusão, o 13 ficaria com um jogador a menos durante o restante da partida. Parecia que o Bucets teria todas as chances de sair com mais três pontos, ratificar sua liderança do grupo com outros em 6 pontos e jogar o 13 em situação delicada. Mas, a partir daí, o que se viu em campo foi a força do 13 se multiplicando, a vibração e vontade de vencer voltando à equipe. Com isso, um jogador a menos passou a parecer vantagem dentro de campo e o 13 começou a passear. A cada bola posta pra fora, cada lance bem realizado ou erro do adversário era um grito de vibração de Choco e Doce, principalmente. E foram eles os responsáveis pela virada: o empate veio com Doce e, antes do fim do primeiro tempo, o 13 já estava na frente com gol de Choko depois de jogada de Guma.

Na volta para o segundo tempo, mal retoma o jogo e Choko toma cartão amarelo, desfalcando ainda mais a equipe. Para piorar, Doce sente a perna e é atendido fora de campo, deixando o 13 momentaneamente com apenas 3 jogadores de linha em campo. O Bucets não consegue aproveitar e quando Doce volta o 13 amplia com Tiago Zóio. A velha tática de “bola no Lele” voltou a funcionar e ele recebe lançamento de Caieras e toca pra Zóio fazer outro. No fim do jogo, Lele marca mais um. O Bucets descontou com Rafinha após cobrança de falta, mas logo em seguida, para fechar a goleada por 7 a 3, Rodrigo chuta e encerra o jogo.

ROLETA RUSSA FAZ 20 GOLS EM TIME DESFIGURADO

Uma goleada estava prevista quando o time do Beer Point chegou sem goleiro e com apenas 6 jogadores. Contra um forte Roleta Russa, as chances eram ínfimas de resistir à pressão que certamente viria. E a pressão veio e o Beer Point até que agüentou por volta de 5 minutos antes de sofrer o primeiro gol, marcado por Bruno. E a partir dali a coisa foi só piorando, com gols saindo e o time cansando.

O primeiro tempo acabou com 8 a 0, com Cachopa marcando seu primeiro gol na partida no final do tempo, quando entrou em campo. No segundo tempo, foi a vez do pequeno mascote deslanchar e marcar um atrás do outro. Com a vitória assegurada, os titulares Ranalli e Bruno foram embora, com compromisso marcado, e deixaram que os novatos jogassem mais tempo. Cachopa, Brian, Bob e Foguinho jogaram e foram marcando seus gols. Cachopa fez 8 gols e se tornou artilheiro isolado da competição; Brian e Foguinho marcaram dois gols cada um, assim como Bob.

Cachopa, o nome da noite, chegou a ser reverenciado por Renê, que invadiu o campo quando ele fez o oitavo gol e “lustrou” sua chuteira. A festa foi toda do menino de óculos, que até foi convidado por Grillo, do SNG, a comemorar o feito num lugar especial, onde os jovens são levados para a iniciação da vida. Com a goleada, o Roleta dispara em saldo de gols e fica tranqüilo quanto a isto.

Mesmo com o baile em campo, o Beer Point jogou bola e não apelou em nenhum momento, sinal que os que apareceram do time têm cabeça de sobra para lidar com adversidades. Resta é os demais se comprometerem e aparecerem para jogar.

OBS: OS JOGOS SEM COBERTURA FORAM BACANA 6 X 4 TREINADORES DO BRAZ, MELVILLE 6 X 2 KADÊNCIA E CROCIATTI 5 X 3 FIORELLA BRASIL.
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