HOLLANDA VENCE, CHEGA A 4º. COLOCADO E COMPLICA TOSCO
O jogo era entre Tosco (15 pontos), até então praticamente classificado, e Hollanda (12 pontos), precisando vencer para praticamente se garantir na segunda fase do campeonato. Antes do jogo era comentado entre muitos o clima de oba-oba que se via entre alguns membros da equipe Tosco, que, apesar de estarem jogando bem, pareciam subestimar alguns adversários. Tal postura em futebol costuma custar caro. E, de fato, para o Tosco custou.
Desde o início do primeiro tempo a equipe do Hollanda tomou conta do jogo. Assim, logo aos 5 minutos, Edmundo abriu o placar num belo gol no ângulo. O gol parece ter acordado o Tosco, que passou a pressionar até que aos 13 minutos Kuminha, em falha do goleiro, que tomou um frango com a bola por entre suas pernas, empatou. Mas o gol de empate não abalou a equipe laranja, que manteve o padrão de jogo e mostrou que não vive só de Batoré, que já deixou a equipe para jogar no Egito. E se Batoré deixou o time, a nova contratação Salada tomou o posto de maior jogador do time. Se não pode ser considerado um craque, é dos jogadores mais eficientes dentro da área e com ele o Hollanda fez 2 a 1 e fechou o primeiro tempo em vantagem.
Segundo tempo começou, e muitos estavam ansiosos para ver como a equipe do Tosco se comportaria estando atrás no placar, situação pela qual não passavam há alguns jogos. Apesar de todo esforço, a equipe de preto não estava num bom dia e não conseguiu acordar para o jogo, levando mais um gol, de Lillo. Enquanto isso, Luiz se tornava o grande nome do jogo, fazendo defesas milagrosas e evitando uma goleada vexaminosa para a equipe. Mas aos 20 minutos, Salada decretou o placar em 4 a 1.
Ao fim da rodada, o que se viu foi o Hollanda praticamente classificado devido ao ótimo saldo de gols (8) e um Tosco descontrolado reclamando muito da arbitragem. Alguns jogadores chegaram a xingar o árbitro, como se a incompetência e apatia da equipe fosse culpa do homem de preto e não eles mesmos. O nervosismo é até compreensível, pois com saldo de gols de -15, o Tosco, que era dado certo no G-8, precisa ao menos de um empate contra o ascendente Só Lance. Há jogador do Tosco que já comentou em off: “Estou com medo”. É pra estar mesmo. Jogar mais e falar menos é bom para qualquer time. E contra o Só Lance terão que jogar muito mesmo.
FORA DE SÉRIE PERDE OUTRA E DECIDE VAGA CONTRA JOGA 13
Para o Fora de Série, só a vitória interessava. Com 12 pontos, precisava vencer o Roleta Russa para se garantir na próxima fase e jogar com mais folga na última rodada contra o Joga 13. Mas o que se viu em campo foi um FS individualista, com seus jogadores querendo decidir tudo sozinho. E o resultado não poderia ser outro – goleada por 6 a 1 a favor do Roleta.
O jogo começou parelho, com as duas equipes buscando o gol. O FS mais precavido se defendia e buscava a velocidade para surpreender. O Roleta, sem sua estrela Bruno, poupado para se recuperar de lesão no pé já que a equipe já estava classificada, começou o jogo com o bom Diogo e apostou na velocidade de Brian pelas pontas. Mas o primeiro lance claro de gol foi a favor do FS, quando Adriano saiu rapidamente da defesa em contra-ataque e chegou na cara de Matrix. O atacante tinha 2 jogadores da equipe esperando toque para marcar o gol, mas na saída de Matrix da área, Adriano preferiu a individualidade e tentou cortar o goleiro, que acabou fazendo a falta e tomando o cartão amarelo. Se ele tivesse tocado pro lado direito, era o gol do FS.
E o FS pagou caro o gol perdido. O ataque do Roleta funcionou e Nação marcou o primeiro aos 16 minutos. Aos 19, ele de novo ampliou e o placar no intervalo foi de 2 a 0 para o RR. No segundo tempo, o FS voltou com menos vontade ainda, parecendo entregue em campo. Foi a deixa para o Roleta Russa começar a goleada. Nação de novo marcou no início do segundo tempo. O FS resolveu atacar e todas suas investidas paravam nas mãos de Matrix ou na incompetência de acertar o gol do time adversário. Em linda assistência de Bocha, Pina fez o quarto gol. No minuto seguinte, erro de passe na defesa do Roleta deu a Cláudio a chance de fazer o gol de honra do Fora de Série.
Mas no minuto seguinte, aos 17 da etapa final, escanteio cobrado é desviado por Bob, que desvia na zaga do FS e passa por debaixo das pernas do goleiro Beto. Frangaço do bom goleiro do FS, eleito o melhor do III Chuteira.
Com 5 a 1 no placar, a ordem era tocar. E numa dessas Bob fechou o placar em 6 a 1. Fácil vitória do Roleta contra um adversário que não conseguiu em nenhum momento mostrar vontade suficiente para vencer a partida.
ELIMINADO BUCETS NÃO APARECE CONTRA MACHUPICHU
Eliminado, Bucets tinha 2 jogos para cumprir tabela. A importância do jogo era maior para o lado do MachuPichu, que precisava da vitória a qualquer custo. Na hora do jogo, o Bucets não apareceu para o jogo. Foi declarado WO, com vitória por 1 a 0 para o MachuPichu, gol para Danilo, o artilheiro do time em campo. Com o gol, Danilo chega a 10 gols e encosta em Caio, artilheiro da equipe na competição com 11 gols e suspenso para a partida.
Bucets já declarou que não tiveram como ir neste jogo, mas que contra o líder SNG estarão em campo em busca da primeira vitória que não por WO na competição. Denys, capitão da equipe, quer sair ao menos com uma despedida digna do time que já foi vice-campeão.
GUERREIRO SÓ LANCE APIMENTA CRISE DO JOGA 13
A rodada era mais decisiva para o Só Lance do que para o Joga 13. Mas o desespero era de ambas as equipes. Ao Só Lance, só a vitória matinha viva a esperança da classificação. Ao Joga 13, era a oportunidade para chegar a 16 pontos e se garantir na segunda fase. Fora isso, o 13 podia enfim voltar a vencer depois de 3 jogos – um empate e duas derrotas. Depois de um jogo emocionante que acabou 4 a 3 para o Só Lance, ao Joga 13 restou juntar os cacos e ganhar na última chance que o time tem de classificação – na última rodada, contra o Fora de Série.
Diante dos últimos jogos do Joga 13 e da ascensão que vinha a equipe do Só Lance, era difícil fazer qualquer tipo de previsão para o jogo, mas do Joga 13, por ter perdido 2 jogos seguidos, era esperado que buscasse a vitória a qualquer preço.
Não foi o que aconteceu, e o que se viu em campo foi um jogo marcado por muito equilíbrio. O jogo foi pegado do início ao fim. Enquanto o 13 tinha Caieras, o Só Lance improvisou com Maurício. A equipe do Só Lance demonstrava toque de bola. O Joga 13 mantinha seu estilo de jogo baseado nos lançamentos ao sempre brigador (e eficiente) Lele. E foi exatamente assim que se abriu o placar. Lele recebeu lançamento na esquerda e, quase sobre a linha lateral emendou um chute de esquerda que fez a bola ir parar no ângulo oposto do goleiro. Um belo gol de quem não costuma chutar de longe. Assim, apesar da má fase do time, Lele punha o Joga 13 em vantagem. O jogo seguiu em frente e o Só Lance passou a dominar completamente a partida. Aí foi a vez do matador do Só Lance aparecer – Kaká recebe na direita, corta um zagueiro na corrida e toca por cima na saída do goleiro do gol. Golaço também e muita comemoração de um time que, aos trancos e barrancos, mas muita raça e vontade em campo, desde a primeira rodada. E foi com 1 a 1 que o jogo foi pro intervalo.
Começava o segundo tempo, e em razão do WO do Bucets contra o MachuPichu, era possível ver muita gente na quadra do lado ao jogo assistindo ao jogo. E os espectadores não se arrependeram de assistir a um segundo tempo de muitos gols e emoção. Pouco depois do reinício, sempre ele, Rafael Kaká voltou a marcar e virar o jogo para o Só Lance. Não demorou muito e Ronei ampliou em boa troca de passes da equipe em que, com tranqüilidade, o camisa 13 finalizou. A virada abateu o time do Joga 13, que se mostrava desde o início apático em campo. Com 3 a 1 no placar, só restava a tática do tudo ou nada. E numa chute de meia distância da lateral direita, Fino diminuiu. Mas quem foi ao banheiro não teve tempo de ver Vavá ampliar para 4 a 2.
Com 2 gols de diferença e pouco menos de 10 minutos, já não havia espaço para troca de passes entre o Joga 13. Era todo mundo atacando, e sempre bola para seu camisa 9. Numa dessas rebatidas dentro da área, Lele, sempre ele, empurrou para as redes. Mas era tarde demais, 4 a 3 para o Só Lance, time guerreiro que mostrou que tem time e personalidade em jogos difíceis.
Ao fim da partida, o que se viu foi um Só Lance comemorando demais a vitória, pois voltava para o campeonato e uma vitória na última rodada classificaria o time, e, ao contrário do que muitos imaginavam, mostrava que tinha força para conquistar uma das vagas no G-8. Ao 13 resta amargar a terceira derrota seguida, coisa inédita na história da equipe, e experimentar 2 semanas de tensão antes da “decisão” contra o Joga 13.
A grande pergunta que não quer calar neste IV Chuteira é: o que aconteceu com o Joga 13? A resposta talvez nem mesmo a “trezera” saiba, mas fato é que o Joga 13 corre risco de não ficar nem entre os 8 classificados para a segunda fase. A derrota para o Só Lance foi o último alerta para a equipe se tocar do risco que corre. Depois disso, será mesmo só lamento.
ACIDUS FAZ 5 A 0 E ELIMINA DE VEZ CBB
Num jogo de nível técnico baixo, o Acidus bateu o Sport Club CBB por 5 a 0 e consolidou ao menos o 3º lugar na fase de classificação. A vitória levou a equipe a 21 pontos e ainda na briga pelo 2ª ou mesmo liderança nesta fase, mas que dependem de derrotas de Roleta Russa e do líder SNG.
O jogo começou muito fraco tecnicamente e com o Acidus indo pra cima. O CBB começou o jogo com um a menos e parecia que os gols do Acidus saíram com naturalidade. Logo aos 3 minutos, Lucas perdeu gol na cara depois de toque de Barata. O CBB jogava no contra-ataque, apostando em Victor e Murilo. O tempo foi passando e nada do gol do Acidus sair. Aos 10 minutos, chegou o sétimo jogador do CBB, que passou a atuar completo e a levar perigo ao gol de Publius, que voltou depois de suspenso por 3 jogos. Em falha de Lói, Publius salvou gol do CBB saindo da área para dividir bola com atacante adversário. E os gols perdidos do Acidus e as defesas de Vadão e Publius garantiam um jogo sem empolgação, sem gols e jogadas de efeito.
O placar só saiu do 0 a 0 quase no fim do primeiro tempo, em jogada pelo meio de Alemão, que se livrou de marcador e chutou rasteiro do canto do goleiro. E assim o jogo seguiu para o intervalo. O segundo tempo começou com o CBB pressionando, com Publius defendendo e torcendo o dedão da mão esquerda e com bola na trave. O empate amadurecia, mas Cavalera tratou de fazer 2 a 0 e esfriar os ânimos do CBB. Em seguida, depois de jogada de Cavalera pela direita, arremate para o gol com rebote do goleiro que Martins não perdoou e marcou seu 14º gol no campeonato. Em seguida, em lance isolado em que houve discussão corriqueira entre jogadores, o árbitro expulsou André do CBB e Barata do Acidus.
Aos 20 minutos, Saulo intercepta bola na defesa e parte para o ataque. Dá um drible da vaca no marcador e chega na linha de fundo para cruzar. A bola desvia na defesa e entra sem chances para o goleiro Vadão. Era o 4 a 0. Por fim, quando o árbitro se preparava para encerrar o jogo, um lateral cobrado erradamente para o goleiro é aproveitado por Lucas, que fecha o placar em 5 a 0 e comemora com um “mortal”.
SNG VOLTA A VENCER GOLEANDO BICAMPEÃO BRÓDER
Vida de bicampeão é complicada. A Equipe Bróder que o diga. Depois de um começo avassalador, com 3 vitórias seguidas, a bruxa resolveu pairar o CT Compre Bem da EB. Contusões começaram a tirar jogadores de atividade. Primeiro foi Lapa, seguido de Henrique, Paulo e Tubs. Para completar, o animo de alguns jogadores não é de compromisso. Eis aí a fórmula para uma derrocada, que culminou na grande goleada sofrida na 10ª rodada para o SNG. Sem piedade e sem Renê, o SNG enfim voltou a vencer depois de duas derrotas. A vítima foi o Bróder – 9 a 1 fáceis e um passeio em campo.
O artilheiro Renê estava receoso de não jogar. Isto porque a equipe sem ele perde muito do poder ofensivo e mesmo sua referência no ataque. Na dúvida, ele vestiu o uniforme e, se precisasse, ia jogar no sacrifício. Mas o jogo mostrou que não precisava arriscar para tanto. A tarde era de Memé, que com seus 4 gols garantiria a vitória da equipe e, individualmente, o colocou definitivamente na briga pela artilharia, com 15 gols.
RODADA FINAL PROMETE SER A MAIS EMOCIONANTE DO CHUTEIRA
Dos 12 times que jogam o IV Chuteira de Ouro, apenas 2 estão matematicamente eliminados – Bucets e Sport Club CBB. Os demais 10 times estão já classificados ou brigando por uma vaga. Certeza apenas são SNG, Roleta Russa e Acidus, que garantiram as três primeiras posições (jogam na última rodada para definir as posições de cada um). Depois disso, são 7 equipes lutando por 5 vagas nas quartas-de-final. A emoção promete ser grande, até porque dessas 7 equipes, há 2 jogos de confronto direto. O vencedor passa, o perdedor diz tchau. Detalhe: todos dependem apenas de si para se classificar.
Dentre os 7 que estão na briga, sem dúvidas o mais surpreendente foi o Só Lance, que mostrou na vitória contra o Joga 13 um time guerreiro e raçudo para se manter vivo no campeonato. Em diversos momentos nesse torneio, quando o Só Lance parecia praticamente eliminado, o time tirava forças não se sabe de onde e “renascia” para o campeonato. A equipe, que sofre por não ter um goleiro fixo e da posição, vem revezando jogadores no gol e tem seu pilar mais forte no trio de frente – Kaká, Philip e Ronei. Com 12 pontos, tem confronto direto contra o Tosco (15 pontos) e, vencendo, passam o Tosco no saldo de gols e garantem a vaga (isso porque Joga 13 e Fora de Série se enfrentam e uma vitória de qualquer um deles ou um empate já elimina uma das equipes).
Outra equipe que surpreendeu foi o Hollanda. Depois da saída do craque Batoré, negociado com o futebol egípcio, parecia que o time de Edmundo, Lillo e cia. não conseguiria se manter forte. Andou tropeçando em alguns jogos, mas com a chegada do matador Salada as coisas mudaram. O time chegou a 15 pontos com os 4 a 1 contra o Tosco, 4º colocado, e joga contra Roleta Russa para manter a posição na tabela. Seu trunfo para a classificação é o saldo de gols – 8 – acima de todos os demais concorrentes diretos. Se vencer, podem ficar em 4º lugar; se perder, podem ficar até em 7º, 8º ou mesmo desclassificação se tomarem um goleada histórica e outras equipes aplicarem uma goleada histórica (convenhamos que é quase impossível de acontecer, o que coloca o Hollanda na situação de: perdeu de pouco e a classificação é praticamente certa).
Já o Tosco, que vinha numa ascensão meteórica, perdeu do Hollanda e se complicou, apesar de apenas depender de si para classificar. O Tosco joga tudo contra o Só Lance e só vitória ou empate interessa. A derrota é eliminação. Empate ou vitória garante o Tosco na próxima fase.
Bróder, depois de tomar de 9 do SNG, joga contra Acidus por, no mínimo, um empate. Com seus 15 pontos, teve seu saldo reduzido a 1 gol positivo e a derrota pode complicar na hora de decidir a vaga no saldo de gols. O empate é certeza de classificação.
Joga 13 e Fora de série, com 13 e 12 pontos e 8º e 9º colocados respectivamente, têm jogo de vida ou morte entre eles. Quem vencer, e garante. O perdedor diz adeus ao torneio e só ano que vem. Pelo retrospecto, Joga 13 é favorito a vencer o jogo, mas na atual situação do time – entrar no campeonato como favorito e, em 10 jogos, vencer apenas 4, empatar 1 e perder 5 – qualquer jogo contra qualquer equipe é complicado. Imaginem o peso nas costas dos jogadores do Joga 13 na hora de decidir a vaga contra o Fora de Série e tendo olhos famintos do lado de fora torcendo contra (também a favor, claro)? Já houve promessas do Roleta Russa de vingança contra o Joga 13 caso percam o jogo. A referida vingança é em razão da eliminação do Roleta Russa no III Chuteira, quando os jogadores do 13 fizeram festa do lado de fora do campo, gritando e aloprando o Roleta, que perdia a vaga para o Assurra. Desta vez, o Joga 13 pode experimentar de seu próprio veneno. E o Roleta promete pagar com juros e correção. Acorda, Joga 13!
Fora de Série, para ir para as quartas-de-final, precisa vencer o Joga 13. Vitória simples classifica a equipe, independente de outros resultados.
MachuPichu tem certa tranqüilidade. Com 15 pontos, enfrenta o eliminado Sport Club CBB e um empate põe o time na fase final. Uma vitória pode dar a eles o 4º lugar e a vantagem do empate nas quartas.
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