EMPATE ENTRE MED E REAL GARANTE MÉDICOS E DEIXA EM PERIGO A REALEZA
Depois de primeiro tempo sem gols, Med abre vantagem de 2 gols, mas deixa Real Paulista empatar no final do jogo
Por Gustavo Vasconcellos
O jogo entre os doutores de Taubaté e os capitaneados de Pedrinho terminou em igualdade na tarde do último sábado, em jogo válido pela penúltima rodada da fase de grupos. O empate não foi um grande resultado para o time do Med, uma vez que havia aberto 2 a 0 no placar e permitiu o empate do Real.
No começo de jogo, já se tinha a ideia de um jogo parelho. E com o trilhar do apito, a igualdade no jogo apenas se confirmou. O Real começou levemente melhor, até porque anulava o que o Med faz de melhor nos seus jogos: trocar passes na defesa até encontrar espaços. E com um minuto, a estratégia funcionava e o Real partia para o ataque. Na melhor das chances iniciais, Panela tabelou com Tuca e bateu forte, mas no meio, para defesa do goleiro Irineu.
Porém, com o tempo o Med foi entrando no jogo, equilibrava as ações e começava a exibir suas troca de passes na defesa. Tanto é que Rogerinho e Aníbal tiveram chances de marcar. Os dois times encontravam problemas no decorrer do jogo. O Real Paulista, um problema que não tinha culpa: o goleiro adversário Irineu fazia boa partida, defendendo chutes de Rudy e Ronan. Já o Med parava na falta de sorte de seu avante Javier. O uruguaio batalhava muito, como de costume, mas não conseguia achar espaços, o que dificultava o jogo.
Dos 15 minutos para frente, o jogo se resumiu a dois jogadores. Um de cada time. Ronan pelo Real e Rogerinho pelo Med. Ambos foram os responsáveis por diversas jogadas, pelo menos três de cada lado. Mas todas pararam no goleiro, na linha de fundo ou na trave, como foi o caso de Ronan aos 18 minutos. Após rebote do goleiro, ele mandou chute que explodiu na trave. Com estes jogadores em destaque, o jogo foi para o intervalo sem gols.
O jogo voltou e a marcação de ambos os times dificultava os atacantes. Aos poucos os times foram abrindo o jogo e as chances começando a aparecer. Com 6 minutos, Rogerinho lançou e Aníbal desviou de cabeça. A bola saiu muito perto da trave. Na sequência, o Real respondeu. Passe para o meio e Panela fez um corta-luz para Ronan chegar batendo. A bola desviou no caminho, mas Irineu conseguiu defender mesmo assim.
O gol amadurecia. Para os dois lados. Mas só um dos times marcou naquele momento. E duas vezes. Aos 13 minutos, Joni passou para Pedro Henrique, que bateu mascado para o gol. A bola passou por todo mundo e o goleiro não alcançou. No minuto seguinte, Rogerinho confirmou a boa partida. Ele fez jogada pela direita e, com marcação e quase sem ângulo, bateu e obteve êxito em sua tentativa. 2 x 0.
A vantagem de dois gols não durou muito. O Real Paulista iniciou sua reação aos 17 minutos. Ronan fez jogada individual, driblou dois adversários e bateu cruzado. Pedrinho apareceu no meio do caminho e aproveitou para desviar para o gol. Depois disso, o Med quase chegou ao terceiro gol em tentativas de Rogerinho e Aníbal, mas quem marcou novamente foi o Real. Já com 21 rodados do segundo tempo, Tuca recebeu bola da direita e só completou para empatar a partida. Daí até o final, nada de mais extraordinário aconteceu e o placar não foi mais alterado.
Com o empate, o Med chegou a 16 pontos e, com a derrota do SNG, agora é 2º colocado. Já o Real Paulista soma 12 pontos, cai uma posição e aparece em 6º na tabela. Na rodada derradeira, o Med busca confirmar o 2º lugar contra o Fiorella Brasil. Enquanto isso, o Real tem confronto direto contra o Bufalos, para decidir quem garante uma vaga sem depender de outros resultados.
XI CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B
Roleta Russa 3 x 2 Arouca
ROLETA SURPREENDE AROUCA COM VIRADA HERÓICA E SE CLASSIFICA
Murilo e Coelho marcaram nos últimos lances da partida e garantiram o Roleta no mata-mata. Com eliminação do Red Devils, time folga na rodada final
Por Luiz V. Andreassa
O equilíbrio entre os times do Grupo B da Ouro continua impressionando a cada rodada. É comum vermos times da metade debaixo da tabela surpreendendo os melhores colocados e causando algumas zebras. Tá certo que, pela história do Roleta Russa no Chuteira, uma vitória nunca vai ser uma zebra, mas a virada aplicada sobre o Arouca não deixou de surpreender, ainda mais se levarmos em conta a derrota sofrida na última rodada para o rival Acidus, que até então não havia sentido o gosto da vitória na competição.
O resultado também veio para negar uma das frases feitas do futebol que diz que clássico muda tudo, ressuscita mortos e sepulta boas fases. Para o RR não houve drama e nem choro pelo já citado revés. Mesmo assim, a primeira chance foi do Arouca em cabeçada de Vitão na qual a bola subiu e caiu por cima do travessão. A resposta veio em falta que Coelho cobrou com perigo por cima. A mira dos jogadores continuou apontada demasiadamente para o alto e Brunão fez o mesmo que os seus colegas ao receber cruzamento na área e bater de primeira para fora.
Mesmo com essas chances, o jogo era bem marcado e de poucas oportunidades de gol. Vitão tentou mudar isso, desta vez com uma bomba advinda de antes do meio da quadra, a qual passou muito perto da trave direita da meta defendida por Guaraná. Pouco depois, Marquinhos Bohn também resolveu finalizar de longe e obrigou o arqueiro a ir no cantinho para espalmar e fazer boa defesa.
Foi nesse ínterim que, aos 13 minutos, Brunão resolveu responder: chegou no campo de ataque, puxou para a esquerda, saiu da marcação e, da entrada da área, mandou uma bomba no ângulo. Acho que nem é preciso dizer que foi um golaço. O adversário, porém, não se abateu e Orley – voltando de suspensão após cinco jogos – dominou de costas para o gol após fazer boa jogada e, num lance confuso em que não dá para saber se ele chutou ou se Preto tentou tirar na direção errada, a bola foi mandada para o gol e só parou na grande intervenção de Guaraná.
O tempo passava e o relógio já contava 18 minutos jogados quando Veloz perdeu a melhor chance da primeira etapa. Ele recebeu passe na cara do gol aberto, livre de marcação, e não honrou o apelido, demorando demais para finalizar, o que permitiu a chegada da marcação para afastar o perigo. O Arouca voltou para cima só que, em jogada estranha, quase foi surpreendido. Moscow mandou uma bomba para tirar a bola na defesa, apenas com a pretensão de mandá-la para longe, e a redonda pegou efeito e passou muito perto do travessão, assustando Maurício e os demais jogadores arouquenses. Em meio a essa pressão, Orley teve ótima oportunidade de empatar ao receber passe na cara do gol, todavia mais uma vez a demora na conclusão permitiu a reação, desta vez do guarda-metas, que saiu bem p ara ficar com a bola.
E assim acabou um primeiro tempo sem muitas oportunidades e pouca inspiração dos ataques, no qual a igualdade talvez fosse o resultado mais justo devido às tentativas da equipe amarela e azul nos minutos finais. Mas isso não desanimou os seus jogadores, que viram seu esforço ser recompensado logo no comecinho da segunda etapa: ainda no primeiro minuto Orley aproveitou uma falha de Preto, que não conseguiu tirar de cabeça, e ficou livre para deixar tudo igual.
O golpe foi sentido pelo Roleta, tanto que quem vacilou nem viu a virada que saiu logo depois em boa finalização de Renanzinho. A liderança conquistada no placar não diminuiu o ímpeto dos jogadores do Arouca, e Markinhos era o que mais tentava. Primeiro ele dominou pela lateral direita e mandou na rede pelo lado de fora. Quatro minutos depois, após boa tabela, o camisa 9 recebeu na cara do gol e mandou no cantinho. Guaraná apareceu mais uma vez de forma sensacional para salvar a sua equipe. E quando ele não conseguiu impedir que a bola passasse, foi a zaga quem evitou o gol certo em finalização de Felipe Mota, na qual a pelota foi tirada de seu rumo às redes quando estava quase em cima da linha.
Mas levar pressão quando se está perdendo não é bom negócio para ninguém (ah, vá!), e foi por isso que o RR resolveu partir para cima e conseguiu equilibrar as ações depois do sufoco. Exemplo disso foi a chegada de Brunão, que recebeu pelo lado esquerdo e, mesmo sem muito ângulo para o chute, obrigou Maurício a trabalhar. A situação ficou mais emocionante em cobrança de escanteio em que sobraram finalizações do time preto e branco e intervenções para afastar o perigo vindas da defesa rival. Aos 15 minutos, Brunão teve nova oportunidade pelo lado esquerdo da quadra após receber passe advindo de uma cobrança de falta. Ele mandou rasteiro no canto, o arqueiro caiu para fazer uma grande defesa e ainda contou com a sorte de ver a pelota bater na trave.
Depois do susto, foi a vez do Arouca conseguir uma relativa tranquilidade por um período de tempo e também perder algumas chances de decidir a parada. A primeira delas veio em desvio de cabeça de Mau, no qual a bola foi mandada por cima da meta com grande perigo. A segunda foi protagonizada por Renanzinho, que dominou pela esquerda e enganou todo mundo ao concluir a gol ao invés de fazer o mais provável, que seria cruzar. Guaraná foi obrigado a mandar para escanteio e, na cobrança, um dos lances mais incríveis da partida: em meio à confusão na área veio um chute que acertou em cheio a trave, no rebote mais uma, que desta vez foi tirada pela zaga em cima da linha e, como se não fosse o bastante, a redonda sobrou mais uma vez para nova conclusão, dessa vez defendida pelo goleiro. Simplesmente inacreditável! Se Baru reclamou do Acidus enterrar o sapo rodada passada, foi a vez do poderoso chefão do Roleta enterrar dois deles!
Mas como diz o ditado, quem não faz toma. Coelho mostrou que a frase é verdadeira e, já nos últimos minutos, teve a chance de bater para o gol e não perdoou: 2 a 2. Logo em seguida, França entregou a rapadura ao deixar a bola pingar para sair jogando. O jogo de corpo dele para dominar a pelota foi mortal. Murilo foi esperto, roubou a pelota e, após dominar no peito pelo meio, girou e mandou para as redes. E assim o Roleta Russa mostrou a sua força e seu poder de reação, devolvendo a virada relâmpago que sofreu no início do segundo tempo.
Com a vitória, o Roleta termina sua participação na fase de classificação com 10 pontos, já garantido ao mata-mata e podendo ocupar até a 4ª posição. Na rodada final o time será mero espectador do matar ou morrer entre Fora, Fúria, Veras, Acidus e SPQSF.
XI CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B
Só Resenha 8 x 1 The Veras
COM SHOW DE DHANI, RESENHA ARRASA VERAS E CHEGA À VICE-LIDERANÇA
Camisa 10 e capitão verde participou de 5 dos 8 tentos de novo triunfo de sua equipe
Por Luiz V. Andreassa
O Só Resenha segue a sua escalada no Grupo B da Ouro. A vítima da vez foi o The Veras, time que já foi uma pedra no sapato dos primeiros colocados (venceu o Arouca e só perdeu para o Bacana nos últimos lances). Esse retrospecto não valeu contra o Coritiba do Chuteira, que agora soma cinco jogos de invencibilidade e quatro vitórias consecutivas. Aliás, assim como fez o Coxa na última quinta, o Só Resenha também aplicou uma goleada sonora em seu jogo: nada menos do que 8 x 1.
Porém, quem começou em cima foi o Veras, passando mais tempo no campo de ataque e buscando o gol. O problema era o último passe e as tentativas de lançamento erradas. A movimentação dos jogadores era constante em ambas as equipes, o que favorecia o futebol rápido e eficiente dos resenheiros. Aos poucos eles foram tomando o controle das ações, principalmente com o seu capitão Dhani. Ele introduziu o seu espetáculo arriscando de longe e obrigando Benga a espalmar para escanteio. Pouco depois, veio o primeiro ato: ele recebeu pelo lado direito e finalizou com muita qualidade para abrir o placar, na marca dos 7 minutos.
O segundo ato veio pouco tempo depois: o camisa 10 trocou quatro passes com Renatinho, que corria pela direita, saiu na cara do gol e anotou o golaço. O camisa 8 também tentou deixar a sua marca, mas primeiro parou na defesa do goleiro após limpar a marcação e bater da entrada da área para fora por muito pouco.
Só que o show já tinha dono e o terceiro ato deste espetáculo veio ainda na primeira metade da etapa inicial. Dhani dominou passe pelo alto no lado direito e, sem deixar a bola cair, completou para as redes: mais uma pintura. O terceiro tento desanimou os jogadores verenses, que tentavam sem sucesso começar uma reação. A melhor chance veio com Pedro de Luna quando este recebeu na direita e chutou cruzado de peito de pé para boa defesa de Dalonso. Indício de melhora? Nada disso. A resposta foi imediata: Vitinho roubou a bola da defesa e finalizou bonito no cantinho para fechar a goleada no primeiro tempo em 4 x 0.
A primeira chance da segunda etapa também foi do Resenha, com Darian, que costurou pelo meio e bateu por cima com perigo. Porém, o primeiro gol foi do Veras. Japa – sempre ele – recebeu na área após bela troca de passes do seu time, deu uma cavadinha para limpar a marcação e finalizou de esquerda. Golaço com todas as letras! Reação desta vez? Longe disso. Para não dar a mínima esperança ao adversário, Darian mandou no cantinho logo na saída de bola e Benga aceitou. A alegria azul grená não chegou a durar nem 20 segundos. Foi assim que o movimento em quadra começou a crescer e o jogo melhorou mais uma vez. Até porque o Só Resenha não se contentou com o 5 a 1 e Sanny tratou de ampliar a já elástica vantagem com chute no cantinho sem defesas para o arqueiro.
Dhani voltou a dar as caras ao receber na frente de Benga e bater no canto, porém o guarda metas cobriu os espaços e fez boa defesa. Na sequência, o Veras resolveu ir para cima, tentando um desconto na goleada. Moura foi o primeiro a tentar girando pela direita e finalizando para intervenção de Dalonso. Depois foi a vez de Cucio que, em jogada parecida, acabou errando o alvo por pouco. A derradeira chance veio dos pés de Nico, que aproveitou uma bola sobrada após confusão na área e mandou uma bomba no travessão. Depois dessa canja, o Só Resenha resolveu dar números finais ao embate: Dhani cruzou para Vitinho chegar pelo meio e completar sem dificuldades para dentro.
O apito final confirmou mais uma bela vitória do Só Resenha, que a cada rodada mostra a sua força e se consolida como um dos favoritos ao título. Nesta partida nem foi preciso muito esforço e um grande volume de jogo, até porque os gols foram saindo naturalmente e a qualidade de seus jogadores, principalmente de Dhani e Darian, fez a diferença contra um adversário complicado.
XI CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A
Bengalas 1 x 5 Estudiantes de la Vila
TRANQUILO, ESTUDIANTES GOLEIA BENGALAS E AINDA SONHA
Mesmo sem reservas, Estudiantes vê Alê Bianco fazer boa partida e comandar vitória que ainda deixa esperanças de classificação para o Estudiantes
Por Gustavo Vasconcellos
O confronto opunha dois times em situação delicada na competição. Em quadra estariam o sétimo colocado (Bengalas) enfrentando o oitavo (Estudiantes), com os dois times com a mesma campanha – 7 pontos conquistados com 2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas. Quem perdesse ficaria em situação muito delicada, com pouquíssimas chances de classificação e correndo risco de rebaixamento à Prata. Em um jogo tão importante assim, o Estudiantes, sem reservas, soube controlar os ânimos e, jogando com tranquilidade, venceu o Bengalas com placar elástico de 5 x 1 e continua com chances de classificação.
Com o apito inicial, o que foi dito acima ficou evidente. O Estudiantes, com calma, arriscava com Julio e Alê Bianco, enquanto o Bengalas tentava chegar trocando passes, mas esbarrava nos erros e na marcação. Assim foi até os cinco minutos, quando o Bengalas conseguiu se acalmar, colocar a bola no chão e, agora sim, concluir a gol. E na melhor das conclusões, o Bengalas viu a bola acertar a trave. Depois de Luisinho Fernando tabelar com Fernando Forte na direita e bater a gol, o goleiro Tucano rebateu e viu a bola cair nos pés de Ricco, que dominou e chutou, mas a bola ficou na trave direita.
Como castigo, o Estudiantes foi mortal em seu ataque seguinte. Aos 11 minutos, Alê Bianco dominou a bola na meia direita e acertou um lindo chute no ângulo esquerdo, sem chance nenhuma para o goleiro Baki. Logo na sequência do gol, o Bengalas voltou a criar chances. Bruno Cabral dominou no alto dentro da área, mas na hora da cabeçada a bola saiu fraca.
Mas um novo castigo parece ter vindo para o gol perdido por Bruno Cabral. Com 14 minutos, Negão errou a saída de bola e foi desarmado por Punha, que avançou em direção ao gol e bateu rasteiro no canto direito, abrindo ma vantagem de 2 a 0 para o Estudiantes. Depois do segundo gol até o final do primeiro tempo, o Bengalas ainda conseguiu criar duas boas chances, uma com Bruno Cabral defendida pelo goleiro Tucano e outra com Luisinho Fernando tentando chute colocado que acertou a trave. Mas, no geral, o Estudiantes é quem mantinha a posse de bola, trocando bons passes.
Na volta do intervalo, o Bengalas tinha que correr atrás no placar e por isso ficou exposto na defesa. Os dois times criavam, mas o Estudiantes chegava com mais perigo nos contra-ataques. Assim foi logo no primeiro minuto, quando Punha quase marcou o terceiro. O Bengalas, vendo os riscos corridos nos contra-ataques, preferia então trocar passes para chegar ao gol adversário. Desse jeito, o time chegou e Cauê, dentro da área, caiu e pediu pênalti, mas os árbitros mandaram o jogo seguir. E mais uma vez o Estudiantes marcou depois de uma chance perdida pelo Bengalas. Aos 7 minutos da etapa complementar, Alê Bianco recebeu do lado esquerdo e acertou outro belo chute no canto esquerdo. O Estudiantes abria 3 a 0.
Quatro minutos depois de sofrer o terceiro, o Bengalas conseguiu diminuir. Ricco chutou do meio e acertou o ângulo esquerdo, dando esperanças de reação ao tricampeão. Mas aos 15 minutos o Estudiantes voltou a marcar, praticamente definindo a vitória. Após chute travado de Alê Bianco, Gilson achou Punha dentro da área, que só completou para as redes. O Estudiantes então recuou, em claro sinal de cansaço do time por jogar sem reservas.
Aos 23 minutos, o clima esquentou no jogo. Tanto dentro da quadra quanto fora dela, na arquibancada. Dentro das quatro linhas, reclamação do Estudiantes de um possível chute em Vitinho, após este salvar gol quase em cima da linha. Enquanto isso, desentendimento entre torcedores na arquibancada causou tumulto dentro da quadra, com jogadores do Bengalas muito exaltados. Ainda no final do jogo, com o Bengalas desequilibrado emocionalmente, Julio aproveitou e, de carrinho, marcou o quinto do Estudiantes, fechando o placar.
Com a derrota, o Bengalas fica em situação muito complicada. Aparece em 9º, com 7 pontos, três a menos que o 8º colocado. Para piorar, enfrenta o líder Mulekes na última rodada. Já o Estudiantes depende só de si para se classificar ao mata-mata. Com 10 pontos, aparece em 7º, mas o confronto na rodada final entre Bufalos (5º) e Real Paulista (6º) faz o Estudiantes praticamente precisar de “apenas” uma vitória sobre o SNG para garantir sua vaga na próxima fase.
XI CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A
Mulekes 2 x 1 SNG
MULEKES MARCA NO INÍCIO E BATE SNG
Dois gols antes dos seis minutos iniciais deixam Mulekes muito próximo de garantir primeiro lugar da tabela no Grupo A
Por Gustavo Vasconcelos
Sem dúvidas, o confronto mais esperado do dia no Grupo A do Chuteira de Ouro valia a liderança. Porém, Mulekes e SNG não confirmaram todas as expectativas de ótimo jogo que se esperava, mas mesmo assim acabou sendo um bom jogo. O resultado de 2 a 1 foi construído, principalmente, nos minutos iniciais.
O Mulekes iniciou indo para cima do SNG. Logo aos 2 minutos Camilo já criou uma grande chance. Ele fez jogada na direita e bateu cruzado, vencendo o goleiro Sampa. A bola entraria com certeza, mas Allan afastou em cima da linha, impedindo a abertura do placar. No minuto seguinte, Rafinha Souza não deu chance para o adversário e, do meio da quadra, acertou chute na forquilha. Sampa não teve nenhuma chance no lance. Na sequência do gol, Allan respondeu em chute desviado de fora da área, a bola acabou acertando a trave e saindo.
Aos 6 minutos, o Mulekes voltou a acertar o ângulo de Sampa, marcando o segundo com Camilo. Após Gian ir à linha de fundo, ele voltou a jogada para o camisa 14, que achou espaço e acertou belo chute onde a coruja dorme. O Mulekes abria 2 a 0 com apenas 6 minutos de jogo.
A partir de então, o SNG conseguiu equilibrar as ações do jogo, mas ainda sofria com os dribles e a velocidade do Mulekes. O SNG chegou com Biro, Ronei e Abelha. Já o Mulekes chegou em duas ótimas oportunidades de Gian. Na primeira a bola passou muito perto da trave, na segunda o goleiro foi obrigado a defender.
Ainda no final do primeiro tempo, os dois times criaram, mas nenhum deles conseguiu alterar o placar. Rafael Brozinga e Felipe Augusto arriscaram contra a meta do goleiro Diego, mas o camisa 12 defendeu ambas. Já Camilo e o próprio Diego, de falta, arriscaram contra a meta de Sampa, mas erraram o alvo.
Os times voltaram do intervalo diferentes. O SNG buscava o ataque de qualquer modo, enquanto o Mulekes recuava e saía com muito perigo em contra-ataques rápido. Oportunidades criadas, mas o tricampeão não finalizava a maioria delas. Foi então que o Mulekes começou a perturbar em seus contra-ataques. Rafinha Souza e Barata eram os que mais preocupavam a retaguarda laranja e preta.
Mesmo sofrendo os contra-ataques, o SNG não parou de atacar, e Allan foi aperfeiçoando seus chutes de fora da área. Com um chute no primeiro tempo e outro aos 15 minutos do segundo, ele viu o que estava errando para consertar.Assim, aos 16 minutos do segundo tempo, acertou chute no canto esquerdo alto, diminuindo para 2 a 1 e dando esperanças de, pelo menos, um empate.
Logo depois do gol, o SNG teve grande chance de empatar. Renê chutou de carrinho da entrada da área, a bola desviou na zaga e ficou dentro da pequena área, mas Abelha não conseguiu aproveitar o lance. A pressão continuou. Fabinho, Renê, Allan, Ronei e Tejeda tiveram chances, mas não as converteram. Já o Mulekes se contentava em manter o resultado favorável. Quando tinha a bola, o time procurava Gian, que a prendia no ataque, esperando o tempo passar. Com esse cenário o jogo foi correndo e nem SNG, nem Mulekes mudaram mais o placar.
Com a vitória, o Mulekes abriu vantagem na liderança. Agora o time alvinegro tem 3 pontos à frente e está muito perto de garantir a 1ª posição do grupo. Já o SNG se manteve com 15 pontos e caiu apenas uma posição na tabela – agora está em terceiro. Na última rodada o SNG enfrenta o Estudiantes buscando o segundo lugar para garantir vaga direto nas semifinais, enquanto o Mulekes já é primeiro colocado do grupo e folga com a saída do Bengalas do torneio.
XI CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B
Fora de Série 1 x 1 Fúria
TENSÃO, EMOÇÃO E IGUALDADE MARCAM CLÁSSSICO FO-FU
Igualdade foi ruim para as duas equipes, que agora precisam vencer na rodada final para se classificar
Por Luiz V. Andreassa
Jogo decisivo é sempre aquela coisa: tensão, raça, determinação, briga por cada lance, vontade de ganhar misturada com o medo de perder. A frase anterior define bem o que foi o embate entre Fora de Série e Fúria: duas equipes próximas na tabela que buscavam o triunfo para chegar mais tranquilas à rodada final quanto às chances de classificação para o mata-mata. Até por isso, a marcação foi priorizada e as chances de gol foram escassas durante todo o jogo.
E olha que não era isso que a partida prometia nos seus primeiros lances. O Fúria, desfalcado do seu principal jogador, o suspenso Thiago Motta, não perdeu tempo e logo chegou em cruzamento de voleio (!) executado por Adriano Motta, o qual ninguém aproveitou. Porém, logo aos dois minutos a rede da meta azul e branca foi balançada: Fábio Caruso invadiu a área aos trancos e barrancos lutando contra a marcação e, de peito de pé, chutou forte após sair na cara do gol.
Depois disso, porém, o embate passou a ser marcado pela intensa movimentação dos jogadores e pela vantagem que as defesas levavam sobre os ataques. Tanto que a próxima boa chegada na frente só veio aos 8 minutos em finalização de Cachaça desviada pela zaga e mesmo assim bem defendida por Pedro, que evitou o que seria o empate.
A resposta veio em chute colocado de André que passou muito perto do ângulo. O camisa 5 tentou mais uma vez em cobrança de falta que passou pela barreira mas não pela zaga. Nesse momento do jogo quem mais buscava o ataque era o time azul, porém sem sucesso. Numa falha de Zóio na saída de bola quase veio o segundo revés: Fagner recebeu passe do adversário e, de frente para o gol, chegou batendo de primeira. Todavia, Rafael estava lá para fazer boa defesa e evitar o pior.
Mesmo vendo o adversário com mais posse de bola e tentando ir para cima, era o Fúria quem continuava chegando com mais perigo, tanto que, já aos 20 minutos, Fábio Caruso arriscou chute pela esquerda e obrigou o arqueiro a ir no alto para espalmar mais uma vez. Rafael ia garantindo o Fora mais uma vez. Só que as emoções estavam guardadas para o lance final da primeira etapa. Após estourar o número de faltas, o Atlético-PR do Chuteira foi punido com o tiro livre direto, dando de lambuja a chance do empate para o Fora de Série. Argentino pegou a bola, ajeitou-a na marca, olhou para a meta, partiu e bateu muito mal, no meio do gol, quase um recuo! O goleiro Pedro, com isso, não teve problemas para defender. Chance que não pode ser desperdiçada em um jogo tão importante.
A vida seguiu e o intervalo veio. E, se na primeira etapa vimos um jogo travado, com duas equipes se preocupando em não tomar gols e com receio em se arriscar no ataque, a segunda começou... exatamente igual. A primeira chance só apareceu aos 4 minutos quando Adriano Motta subiu no terceiro andar para cabecear após cobrança de escanteio e só não ampliou a vantagem do Fúria porque mais uma vez Rafael apareceu para fazer grande intervenção. A resposta veio com Rafael Rezende, que arriscou bom chute do meio da quadra defendido por Pedro. Algum tempo depois, o arqueiro alvirrubro foi novamente exigido e se saiu bem com duas defesas com o pé em sequência.
O Fora voltou a assustar quando Jonny Gouveia recebeu na entrada da área após boa troca de passes e concluiu de primeira, tentativa essa que foi afastada pela zaga. Já aos 17 minutos Renan perdeu uma oportunidade incrível ao dominar na cara do gol e chutar em cima de Pedro, que havia saído muito bem de sua meta. A movimentação foi aumentando com o passar do tempo, a turma do lado de fora torcendo pelo empate e os ataques chegando com mais vigor. Enfim a partida ia esquentando. Fagner teve em seus pés a chance de decidir a parada ao finalizar de dentro da área no alto, só não o fez porque Rafael fez mais uma defesa sensacional. Cachaça respondeu à altura ao chegar pela direita, puxar para o meio e chutar de pé esquerdo por cima com perigo.
O duelo até então havia sido como um vulcão adormecido, do qual sempre se espera uma explosão a qualquer momento. E a erupção finalmente veio aos 25 minutos! Não faltou emoção, calor e correria nos momentos finais. Já no desespero, nas últimas forças, o Fora de Série finalmente chegou à igualdade quando Cachaça recebeu na entrada da área e, mesmo entre três marcadores, conseguiu dominar e rapidamente mandar no cantinho. Gol mais do que comemorado por ele e pelos seus companheiros. Mas para quem pensa que acabou, o Fúria testou ainda mais o coração dos jogadores e torcedores: logo após o revés, Fagner recebeu cruzamento na cara do gol livre, mandou de primeira quando os adversários já estavam lamentando, mas viu a bola bater na trave! Final de partida simplesmente in-crí-vel.
No fim das contas, um empate justo pelo futebol que as equipes apresentaram, mas talvez as duas merecessem levar os três pontos se o que contasse fosse a raça e a determinação durante os 50 minutos. O Fora de Série agora é o último entre os classificados do G-6,com 7 pontos, tendo o Fúria na sua cola, perdendo no número de vitórias. Com isso, a briga pelas vagas que restam no grupo que avança à fase final pega fogo de vez, o que vai render mais embates disputados e emocionantes como este.
XI CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A
Fiorella Brasil 1 x 3 Arouca Jrs.
AROUQUINHA VENCE E AFASTA ZICA DO REBAIXAMENTO
Com dois a mais em quadra, Arouca Jrs. vence por 3 a 1 e mantém viva as chances de classificação para o mata-mata
Por Gustavo Vasconcellos
Quando se faz uma escalação de um time de futebol society, o mais comum é dizer o nome do goleiro e mais seis jogadores de linha. Neste sábado, o Fiorella alterou esse costume. O time iniciou a partida com apenas quatro jogadores de linha. Com Fonseca no gol e Rogério Silva, Tavano, Francisco Ferreira e Tiago Silva desde o início do jogo – Cleber Araujo chegou no decorrer do segundo tempo – o Fiorella vendeu caro sua derrota para o time do Arouca Jrs. por 3 a 2, com direito a penalidade perdida pelo Fiorella.
Como era de se esperar, o Fiorella fez um jogo totalmente recuado, utilizando apenas Tiago Silva e Francisco Ferreira como peças de contra-ataques. O Arouquinha não tinha culpa na quantidade reduzida de jogadores do adversário e jogou trocando passes e virando o jogando, cansando o Fiorella e esperando brechas na zaga do adversário.
Desde o início, um bombardeio foi efetuado em direção ao gol de Fonseca. Gallo arriscou de fora, Deh acertou o ângulo, mas seu chute foi defendido, e Thiago Bossolani tabelou com Washington e bateu sem goleiro, mas Tiago Silva apareceu na linha para cortar. Enquanto isso, o Fiorella se arriscava muito pouco com Francisco Ferreira, muito rápido e habilidoso na hora de puxar contra-ataques. Nas jogadas que o camisa 11 conseguia a finalização, o goleiro Gui Rodrigues se mostrou atento e defendeu bem.
O jogo continuou com o mesmo panorama. O Arouquinha desperdiçava muitas chances, principalmente com Washington, que sempre tentava um passe ou drible a mais do que o necessário. O Fiorella continuava a incomodar com Francisco Ferreira, mas não conseguia chegar com grandes chances de marcar. O Fiorella se desdobrava na marcação, mas chegou um momento em que não foi mais possível. Aos 14 minutos, Thiago Bossolani recebeu na direita e chutou rasteiro no canto esquerdo para abrir o placar, dando mais tranquilidade para o Arouquinha. O time amarelo e azul continuou atacando e mais quatro minutos Nelsinho marcou o segundo.
Com 2 a 0 no placar e dois a mais em quadra, o Aroquinha continuava chegando, mas também continuava desperdiçando as oportunidades. Na volta do intervalo, o Arouquinha continuou com a mesma estratégia de trocar passes para abrir o rival, mas foi em um lance de falta que o time voltou a marcar. Aos 2 minutos, Gallo rolou para Jorny bater forte no canto direito e marcar o terceiro. O jogo seguiu o mesmo até os 11 minutos, quando Cleber Araujo chegou e deixou o Fiorella com cinco na linha. Assim, o time deixou o jogo mais parelho, acreditando em uma possível reação.
Com 12 minutos jogados do segundo tempo, Francisco Ferreira chutou de fora e a bola desviou, quase enganando o goleiro, que se recuperou e defendeu. Francisco tentou de novo três minutos depois, dessa vez de calcanhar e a bola passou com perigo. Quando trabalhava a bola, o Arouquinha ainda conseguia chegar, mas as chances não eram tão frequentes como anteriormente.
Aos 20 minutos, um lance que poderia mudar a partida: pênalti para o Fiorella. Cleber Araujo foi para cobrança e bateu muito forte e... para fora! A bola foi no meio do gol, mas saiu por cima da trave. Dois minutos depois, Francisco Ferreira fez jogada individual e fez o de honra do Fiorella, o que poderia ser o segundo, trazendo emoção ao jogo. Depois do gol nada mais foi modificado no jogo.
Os três pontos conquistados pelo Arouquinha deixaram a equipe em oitavo com 10 pontos, com chances de classificação. Basta vencer o lanterna Elefantes, torcer para qualquer vitória ente Real Paulista e Bufalos, além do Estudiantes não vencer o SNG. Já o Fiorella se manteve em quarto lugar, com 12 pontos, e joga contra o Med. Se perder do Med Taubaté pode até ficar de fora do G-6.
XI CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A
Bufalos 6 x 2 Elefantes Indomáveis
SEM MUITO TRABALHO, BUFALOS VENCE DUELO ‘ANIMAL’
Diogo Mariano e Dinho fazem dois cada um, Bufalos rebaixa matematicamente Elefantes e agora decide vaga contra Real Paulista na última rodada
Por Gustavo Vasconcellos
O Bufalos confirmou o favoritismo contra o Elefantes, equipe que só soma uma vitória na competição, e venceu o adversário, sem muitas dificuldades, com um placar elástico de 6 x 2. A vitória veio em boa hora para o Bufalos, deixando o time dependendo apenas de si para passar para a próxima fase. Afinal, na rodada final eles decidem uma vaga contra o Real Paulista, isso se contar que o Arouca Jrs. vencerá o lanterna já rebaixado Elefantes.
Contra um Elefantes sem reservas, o Bufalos começou o jogo pressionando o rival em troca de passes. Desse modo, marcando a saída do rival, o Bufalos abriu o placar logo aos 2 minutos. Após recuperar bola no campo de ataque, Diogo Mariano recebeu e chutou de fora no canto esquerdo alto, marcando o primeiro. Não demorou muito e o Bufalos aumentou a vantagem. Dessa vez com Dinho. Ele dominou na esquerda e bateu cruzado rasteiro. Quatro minutos de jogo e 2 a 0 no placar.
Aos cinco minutos, o goleiro Léo Cidrão deixou a quadra após dividida com o zagueiro adversário Thomas. No lugar de dele entrou Otaguro. Depois dos dois gols, o jogo esfriou e até uma confusão na quadra ao lado chamava mais atenção de parte da torcida. Enquanto isso, o Bufalos controlava o jogo com facilidade. O time marcava bem e chegava mais que o Elefantes, que não oferecia grande perigo.
O Elefantes tentava encontrar em Lucas Montesano uma referência para conseguir jogar, mas o camisa 8 não fazia uma boa partida. E, ainda no primeiro tempo, aos 18 minutos, o Bufalos marcou o terceiro. Diogo Mariano recebeu bola bem marcado, mas com lindo giro saiu da marcação e só tocou na saída do goleiro. No último lance do primeiro tempo, o Bufalos poderia ter marcado mais um, mas um lance inusitado impediu. Após bagunça na defesa do Elefantes, Casali dominou a bola e mandou para as redes, mas o árbitro já assinalava o centro da quadra, confirmando o final do primeiro tempo antes da finalização do camisa 11.
O segundo tempo começou e o Elefantes foi ao ataque tentar diminuir a vantagem. Diego Lander, Lucas Montesano e Thomas arriscaram, mas erraram. Enquanto isso, o Bufalos recuou demais e viu sua zaga necessitar afastar diversas bola que poderiam levar perigo ao gol de Otaguro.
Daí em diante, o Elefantes começou a arriscar em chutes de fora da área e de falta do capitão Thomas. Mas o camisa 3 não estava com a pontaria muito calibrada e errou algumas chances. E no segundo tempo o Bufalos fez valer o ditado de “quem não faz, toma” e marcou mais três vezes no intervalo entre 17 e 20 minutos do segundo tempo. Aos 17, Dinho faz boa jogada e passou para Kaká chutar e o goleiro pegar. Na volta da defesa do goleiro, Dinho aproveitou e marcou. Aos 19 minutos, Rafa Tedesco fez cruzamento e, na saída errada de Spiga, Gianfranco marcou o quinto. No minuto seguinte, Gui Tedesco tabelou com Kaká e tocou no canto esquerdo para abrir uma vantagem de 6 a 0.
Thomas ainda conseguiu calibrar o chute no final do jogo e marcou duas vezes para o Elefantes. O primeiro após rebote do goleiro, o segundo em cobrança de falta. Os gols porém, não afetaram em nada na situação final do jogo.
Com a derrota, o Elefantes está matematicamente rebaixado e só cumpre tabela contra o Arouca Jrs. na última rodada. Já o Bufalos, com os três pontos da vitória, chega a 12 pontos e aparece em quinto na tabela. Na última rodada, o time azul marinho faz jogo decisivo contra o 6º colocado Real Paulista, decidindo quem se classificará para a próxima fase sem depender de outros resultados.
XI CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B
Bacana 7 x 5 SPQSF
SPQSF COMPLICA A VIDA DO BACANA MAS ACABA SUCUMBINDO
Líder encontrou problemas na garra até exagerada dos jogadores adversários, que agora precisam de vitória e torcer contra adversários diretos para não voltar à Série Prata
Por Luiz V. Andreassa
Em uma partida que poderia parecer previsível e sem grandes emoções, o líder Bacana e o penúltimo colocado SPQSF protagonizaram o jogão da rodada no Grupo B. E como todos os grandes duelos da Ouro, este teve de tudo: viradas, reações inesperadas, gols bonitos, raça, confusões, expulsões e muitos gols.
A equipe de vinho logo no começo procurou justificar a sua primeira colocação e partiu para cima. Rômulo foi o primeiro a tentar em arrancada pela direita seguida de um chute que cruzou a área sem que ninguém o completasse para o gol. Em seguida, numa disputa pelo alto, ele girou em cima da marcação e saiu cara a cara com Serafim, que por sua vez saiu bem de sua meta para afastar o perigo.
A resposta adversária veio só aos 6 minutos quando, após duas tentativas de finalização que pararam na zaga, a bola acabou sobrando para Di Dicredo de frente para o gol mandar para fora. Na sequência, Rômulo voltou a aparecer ao tabelar com Tião pela esquerda e cruzar para Lele, livre no segundo pau, dominar. A demora do camisa 11 em definir a jogada, porém, permitiu uma nova saída eficiente do arqueiro rival.
A insistência foi recompensada quando Yanes recebeu em boas condições e não perdoou, abrindo o placar. O SPQSF foi buscar a reação e teve grande oportunidade quando Douglas recebeu sozinho com Kiko, mandou no cantinho e viu seus planos frustrados pela sensacional intervenção do arqueiro. Na sequência, Safa dominou na área, girou e mandou no cantinho esquerdo, anotando um belo gol de empate.
O SPQSF cresceu no jogo, mas foi o Bacana que voltou a assustar. Aos 19 minutos Gustavo Izique saiu frente a frente em contra-ataque e finalizou muito por cima. Já nos últimos lances, Demehur recebeu no meio da quadra, aplicou um belo drible no marcador e, sem pensar duas vezes, emendou uma bomba de perna esquerda no cantinho. Golaço!
Só que esse fim de primeiro tempo ainda reservava boas emoções. Marinho respondeu à altura ao bater da entrada da área e acertar o ângulo de Kiko. Era o empate. Sem dar chances para o adversário respirar, o SPQSF chegou à espetacular virada com Di Dicredo, que finalizou ao gol e aproveitou o rebote que ficou com ele mesmo para levar o jogo ao intervalo em 3 x 2.
Depois da boa e equilibrada etapa inicial, a segunda não deixou por menos. Jaja foi o primeiro a tentar, chegando pelo lado esquerdo e obrigando Izique, que entrou no segundo tempo, a espalmar. A resposta veio com Demehur, o que lhe rendeu o escanteio. Na cobrança, Rômulo chegou livre no segundo pau para cabecear e recolocar a igualdade no placar. E essa foi apenas a primeira parte da nova reviravolta no embate. Aos 6 minutos, Demehur cobrou falta pelo meio sem muita pontaria mas com muita sorte, porque a bola que ia para fora acabou desviando em Douglas e foi, como diz Cleber Machado, “pro fundo do goooool”.
Porém, isso não era o bastante para os bacanenses, que queriam mais, muito mais. De fora da área, Rômulo mandou no cantinho. A redonda bateu na trave e saiu. Em seguida, ele roubou a bola da zaga rival pela direita e cruzou rasteiro para Yanes chegar e completar para o gol aberto. 5 x 3 com três tentos anotados em apenas 8 minutos. O adversário só esboçou uma reação aos 13 quando Safa dominou pela esquerda, girou e bateu. A bola passou pelo goleiro, mas não pela defesa, que conseguiu tirar em cima da linha. Pouco depois foi a vez de Jaja perder uma boa oportunidade ao girar um sem pulo após receber cruzamento em ótimas condições. A conclusão, porém, foi por cima.
As coisas começaram a esquentar mais para o final da partida, quando Fernandinho foi expulso por suposta agressão dentro da área. Ele tomou azul e vermelho, que deixou a situação ainda mais complicada para o vice-lanterna. O Bacana cresceu e quase ampliou em cobrança de falta de Gustavo Izique, a qual Serafim defendeu com o pé. Todavia, não teve jeito e, sem demora, a vantagem foi ampliada.
Demehur voltou a brilhar ao dominar fora da área e, sem perda de tempo, mandar no cantinho, sem chances de defesa. E o camisa 10 estava impossível: ele recebeu lançamento, driblou o goleiro e mandou no bico da trave, quase anotando outro golaço. Na continuação da jogada, a sua equipe ainda aproveitou o rebote para nova finalização, só que Safa apareceu bem para evitar o tento iminente.
Foi aos 21 minutos que começou a confusão. Em jogada pelo lado direito do ataque do time de vinho, alguns jogadores rivais cercaram Rômulo, sobrou um chute pra ele. A coisa piorou quando os jogadores do Bacana chegaram lá com “delicadeza”. O tumulto causado foi mais um episódio desagradável e desnecessário ocorrido numa rodada manchada pela confusão e violência. Foi só após muita discussão e empurrões que os ânimos foram aos poucos sendo acalmados. No fim das contas, Meneguelo foi expulso pelo lado verde e preto e André Izique e Demehur pelo Bacana.
Após 8 minutos de paralisação, a partida foi reiniciada. Quem achava que não havia tempo para mais emoção se enganou completamente. Com apenas quatro jogadores de linha em cada equipe, as chances aumentaram consideravelmente e, com elas, os gols. Após confusão na área, Safa aproveitou para mandar rasteiro e recolocar o seu time na partida. E não foi só isso, até porque, após cruzamento, Di Dicredo botou fogo em quadra ao fazer o quinto. Agora sim tudo estava aberto de novo e o 6 x 5 parecia que não seria mantido até o final. E realmente não o foi. Mas como o duelo foi cheio de surpresas, o final não poderia ser diferente: Yanes jogou não um balde mas sim uma piscina de água fria no adversário, impedindo o que seria uma reação épica com mais um golaço ao chegar pela direita e, na saída do goleiro, concluir com muita competência com chute cruzado que ainda bateu na trave antes de entrar.
Só para não dizer que acabou por aí, ainda teve a tentativa de letra de Fernandão, a qual foi defendida por Kiko. Fim de jogo, mais uma vitória do líder do campeonato, mais um jogão de encher os olhos e mais um embate em que um time da parte debaixo da tabela dá muito trabalho a um da parte mais alta.
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