VII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B:
Acidus 6 x 4 Melville Power
ACIDUS VENCE MELVILLE EM JOGO RECORDE DE CARTÕES
O confronto entre Acidus e Melville Power foi marcado por um visível exagero dos árbitros na aplicação de cartões. Os homens tradicionalmente de preto (apesar de estarem de azul neste jogo) e responsáveis pela ordem dentro de quadra não pensavam duas vezes antes de sacar o amarelo do bolso. Foram 13 amarelos (dois deles ao mesmo jogador, que levaram ao cartão azul) aplicados, o que pendurou praticamente os dois times. A enorme rigorosidade da arbitragem sem dúvida prejudicou o futebol das duas equipes, visto que hora uma hora outra equipe tinha jogadores a menos dentro das quatro linhas. Isso ajudou o confronto a se tornar imprevisível até seu final, mesmo com o Acidus ganhando por 5 a 1 o primeiro tempo.
Logo que a bola rolou, um encontrão de braços entre Felipe e Ronei rendeu o amarelo para os dois com menos de 2 minutos de jogo. Ali os árbitros já estavam mostrando qual seria a toada do confronto, e a conseqüente avalanche de cartões. A ordem dos cartões pouco importa, pois o mais importante é que fique bem claro que o jogo foi muito aberto graças à aplicação desses cartões, principalmente no segundo tempo.
Após o tempo de suspensão fora de campo, ambos voltaram e foi Ronei que deu o pontapé inicial no placar. Ele mal tinha pisado em campo e acertou um belo chute cheio de curva e veneno que Goku foi buscar, mas, devido à curva que a redonda fez, fugiu de suas mãos e entrou próximo de onde a coruja dorme. Mais Acidus no ataque, Robinho passou por Washington, em seguida deixou outro marcador para trás e bateu para a defesa do goleiro. Pouco depois o amarelo-limão chegou para marcar o segundo: Ronei cruzou na medida para Philip colocar no fundo do gol.
Philip continuou correspondendo às expectativas do manager acidiano para esse jogo e recebeu na velocidade pela esquerda, avançou quase até a linha de fundo e, quando todos esperavam mais nada da jogada, chutou de bico sem ângulo e estufou as redes da parte de cima do gol de Goku. Um gol espírita, como diriam alguns, que colocou o Acidus com 3 a 0 de vantagem em 11 minutos de jogo.
Era mais uma partida que o Melville demorava para se encontrar dentro de campo, em especial o bom Alemão estava sumido em campo. Contudo, a equipe respirou novamente quando, dois minutos depois, Marcinho avançou pela esquerda e, nas costas de Raphão e Barata, enfiou um bolão para Felipe diminuir num toque sutil e fraco, cheio de categoria, para vencer Diego.
Nos minutos seguintes da primeira etapa, o Acidus continuou superior ao seu adversário e o maior volume de jogo rendeu ao líder do Grupo B mais dois gols, que a essa altura davam uma boa tranqüilidade ao time. Antes dos gols, Barata fez um lance lindo para cima do marcador na ponta direita, tocou para Robinho na área, mas o atacante desperdiçou a boa chance. Pouco depois foi a vez de Raphão aparecer bem no ataque e, de dentro da área, escorar de cabeça cobrança de escanteio e marcar o quarto do seu time. Antes do final da primeira etapa Kirk marcou um bonito gol após Ronei cortar para dentro da esquerda e encontrar o camisa 8 livre na direita, onde deveria estar o zagueiro Garo, mas que estava no banco após ser amarelado. O meia acidiano aproveitou o buraco e apareceu na ponta para acertar forte chute cruzado e fazer 5 a 1.
Aliás, o amarelo de Garo surgiu num penalti cometido por ele em Ricco no lance anterior. Dentro da área, o camisa 3 derrubou o camisa 20, falta que a arbitragem marcou. Na hora de pôr a bola na marca do penalti, o que acontece? Os homens de azul colocaram fora da área!!! Talvez arrenpedidos de dar uma falta que muitos não acharam que foi, talvez com pena do Melville que já tomava uma grande surra, inexplicavelmente marcaram fora da área o que todo mundo viu que foi dentro, inclusive eles. Diego bateu e carimbou a barreira.
Apesar do placar elástico, o Melville também teve boas oportunidades para deixar a primeira etapa com uma desvantagem menor. Felipe chutou de dentro da área dividindo com Marquinhos. A bola encobriu o arqueiro, mas também o gol e foi para fora. Depois, Marcinho pegou rebote do goleiro Diego próximo a área e bateu pro gol. Quase em cima da linha, o zagueirão Lói apareceu para dar um bico e evitar o pior.
Durante o intervalo alguns jogadores do Melville foram cobrar os árbitros da partida, mas a cobrança parece não ter tido efeito, pois o enxurrada de cartões continuou – desta vez para os dois lados. No último lance do primeiro tempo, Alemão e Philip se desentendem com provocações e o árbitro prometeu amarelar os dois quando voltassem. Dito e feito: nem a bola rolou e os dois times começavam com um jogador a menos (o Melville com dois, já que um cumpria a suspensão fora). E era cartão pra lá, cartão pra cá... e muita, mas muita, reclamação por parte das duas agremiações. Depois de cumprir seus dois minutos fora devido ao amarelinho, Alemão foi eficiente no ataque e tocou para Felipe diminuir de novo. Mesmo sofrendo com os cartões, era visível a mudança de postura do Melville na segunda etapa, que tinha de ir para cima de qualquer jeito.
E mais um cartão apareceu para mexer com o panorama do confronto. Após um lance confuso ao defender uma bola para escanteio, o goleiro Diego se desentende com Felipe quando este foi buscar a bola e recebeu o cartão amarelo. Sem goleiro reserva, quem assumiu as luvas foi Ronei. Para piorar, na seqüência Raphão vai cobrar falta no setor defensivo e Maurício Miranda ficou na sua frente batendo boca com o defensor. Nada mais que amarelo para os dois. O Acidus ficava com 2 a menos e sem seu goleiro. Foi a deixa para o Melville partir com tudo para cima do rival. E o Melville podia ter marcado outro rapidamente se não fosse duas intervenções de Ronei no gol, que defendeu chute de Alemão cara a cara e o rebote. O goleiro vibrou muito, assim como todos do banco. Mas ele não segurou toque de Felipe após o time amarelo fazer lambança dentro da área ao afastar bola perdida que bateu em um jogador de branco e sobrou para o camisa 18 fazer seu terceiro gol.
Na seqüência, o festival lambança do Acidus continuou, desta vez com uma digna dos Trapalhões. Vencido os dois minutos, houve uma demora inexplicável para a volta do goleiro e um entra e sai de jogadores sem razão – menos o goleiro que deveria ter entrado. Resultado, para desespero do comandante Lucas, suspenso para a partida: bola em Alemão que fez o quarto gol do Melville, que renascia para um jogo praticamente perdido.
Imprevisível, era essa a palavra que definia a partida. Ninguém sabia o que aconteceria no minuto seguinte. Afinal, um cartão poderia decidir o jogo, como vinha sendo até o momento. E sem dúvidas a chuva de cartões era o grande astro da tarde e a principal responsável por esse jogo repleto de emoções. Com isso, no melhor momento do Melville na partida, Philip apareceu na área para, com tranqüilidade, cortar Alemão e chutar para decretar o placar final de 6 x 4. Foi a ducha de água fria no Melville, que ali via se distanciar a bela reação do segundo tempo.
E tudo foi por água abaixo mesmo quando Garo recebeu o segundo amarelo, conseqüentemente o azul, em jogada de linha de fundo com Robinho. O jogador negou-se a deixar a quadra, pois Lucas, suspenso, estava acompanhado toda a partida de dentro da quadra. Com o pedido da arbitragem para que saísse, Gari iniciou um bate boca com Lucas, que, do outro lado da quadra, se prontificou a sair para o término da partida. O acidiano foi saindo e chamando Garo. “Eu estou saindo, agora vamos você também”. A galera do lado de fora achou que Lucas chamava para a briga. Tudo indicava que haveria uma grande luta de boxe do lado de fora. No entanto, Lucas e Garo se encontraram lá fora, onde conversaram tranquilamente e concordaram com o rigor nos cartões da partida. Nesse momento, o Acidus tinha um jogador a mais em campo e segurou o jogo até o fim, mantendo o 6 x 4 e a liderança isolada do Grupo B. O Melville segue com 2 pontos e na vice-lanterna.
VII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:
MachuPichu 6 x 4 Tosco
MACHUPICHU VIRA PRA CIMA DE TOSCO NO FIM
Jogo de opostos marcou a partida entre MachuPichu e Tosco. De um lado, o MachuPichu queria recuperar a ponta da tabela; do outro, o Tosco queria fugir também da ponta da tabela, mas da ponta de baixo. Rivalidade em campo, ninguém esperava que o Tosco sofresse mais uma goleada. Pelo contrário, muitos até acreditavam que iam aprontar para cima do líder. E isso quase aconteceu se não fosse Michel estar lá para garantir a vitória do Machu de virada no final.
Porém, quem acredita que o MP iria passar por cima, sem dó como a maioria das equipes fez, estava enganado. O Tosco complicou muito para o seu adversário e mais uma vez demonstrou que os tempos de goleadas sofridas podem estar chegando ao fim. Era o que as pessoas esperavam no sábado passado, quando o Tosco foi uma forte barreira para o Fora de Série no primeiro tempo. Mesmo assim, o Tosco foi massacrado naquele jogo.
Se diante do Fora de Série o Tosco teve um primeiro tempo de bom futebol antes do branco na segunda etapa, contra o MachuPichu as coisas foram semelhantes. O time começou no ataque e, pela direita, o novato João Paulo chutou e fez o primeiro gol do jogo logo aos dois minutos. A tentativa de resposta do MP foi rápida, mas após uma tentativa de gol de bicicleta frustrada no ataque, o Tosco puxou contra-ataque e em jogada pela direita outra vez Alan chutou para fazer o segundo. 2 a 0 Tosco no líder MachuPichu. Seria dessa vez que o Tosco conseguiria sua primeira vitória no campeonato?
A resposta veio com o primeiro gol do MP, no minuto seguinte, dos pés do matador Thiago Branco. Atrás no placar, o MachuPichu arriscava mais e ia para frente, principalmente com Renato Seckler, grande nome da partida. E foi justamente ele que, aos 11 minutos, igualou o marcador em 2 a 2. Iguais de novo, o jogo ficou truncado e sem graça, com o Tosco sentindo o empate e arriscando chutes de fora da área e muitas vezes sem a mínima direção. Cientes de que o MP joga no contra-ataque, algo que Seckler é especialista, o Tosco evitou se expor muito. E o MP parecia não querer tomar a iniciativa. Assim, o jogo passou por um longo período ficando muito lento com poucas chances criadas de ambos os lados. Com o tempo, o Tosco ainda se soltou um pouco e atacou melhor que seu adversário. Mas o primeiro tempo chegou ao fim.
No intervalo, alguns atletas do Tosco discutiam entre si. Voltaram a campo e desta vez foi o MachuPichu que começou com tudo, pressionando, atacando e tocando bem a bola. Em cruzamento da esquerda, Thiago Branco recebeu pela direita e teve ótima chance de virar o jogo, mas chutou pela linha de fundo. Outra grande chances veio dos pés do bom camisa 14 e artilheiro do MP, que avançou pelo setor direito do campo, bateu cruzado e quando a bola passou pelo goleiro e ia entrando, Argentino chegou para tirar quase sobre a linha, evitando o gol da virada.
A pressão continuava e o Tosco passou a esquecer o toque de bola e tirar de qualquer maneira qualquer bola que aparecia em sua defesa, começando a dar chutão atrás de chutão, sempre devolvendo a bola de graça ao adversário. Porém, em um lance isolado, o Tosco foi inteligente e soube sair jogando no contra-ataque. Argentino arrancou e rolou para Felipe marcar o terceiro do time do Tosco. Bola no meio campo para o jogo reiniciar, e o Tosco quase sofre o empate após uma saída de bola rápida do MP que parou nas mãos do goleiro.
Foi então que aconteceu o lance que provavelmente definiu o jogo. O capitão Michel recebeu cartão amarelo após cortar bola com a mão no meio de campo. Isto afetou o desempenho do time que estava conseguindo se segurar bem e tinha grande chance de conquistar os primeiros três pontos. Com um a menos, Renato Seckler empatou após boa jogada pela esquerda. Logo depois, a virada do MP. Danilo e Thiago Branco tabelaram e fizeram o que queriam na defesa do Tosco. Resultado: o primeiro recebeu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do MachuPichu.
Quem achou que iria começar a goleada de quase toda rodada que o Tosco tão bem conhece se enganou, pois logo depois, o Tosco empatou a partida com o raçudo Argentino. Mas a equipe estava cansada, além de demonstrar as limitações de todas as rodadas, e aí foi a vez de Ricci aparecer para resolver o jogo. O MachuPichu ousou e colocou 3 atacantes. E deu certo. Aos 20 minutos, Ricci fez 5 a 4 após cruzamento de Thiago Branco passar por Danilo, que enganou Porps, e ficar solitária para o camisa 17 empurrar para as redes. O Tosco teve boa chance com falta que Argentino mandou pela linha de fundo.
O jogo seguia com um Tosco já sentindo que a derrota iria chegar mais uma vez. Ricci marcou seu segundo gol após cobrança de escanteio. Era o 6 a 4. Quem assistiu ao jogo do Tosco semana passada deve lembrar que o camisa 3 perdeu a chance de marcar em um momento decisivo após a oitava falta do Fora de Série. Dessa vez, o mesmo Argentino teve a mesma oportunidade: ele, o goleiro e o gol. Só 9 metros os separavam. E outra vez ele mandou pela linha de fundo. A bola passou à esquerda, aliás, passou muito longe. Não era tarde do Tosco, de novo.
Fim de jogo, e o MachuPichu chega a 11 pontos e recupera a primeira colocação do Grupo A, já que o Kadência foi goleado pelo Fúria. Enquanto isso, no outro extremo da tabela, o Tosco ocupa a última colocação com nenhum ponto conquistado, indo a passos largos para o Chuteira de Prata do semestre que vem. Na próxima rodada, o MachuPichu terá folga e, assim, o então líder do campeonato só volta a campo no dia 25 de abril. A depender de Fúria e Kadência, já não mais líder. O Tosco tem dia 18 de abril jogo contra o Kiaka. Eis mais uma batalha contra o rebaixamento.
VII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B:
Bengalas 7 x 4 The Veras
BENGALAS, COMPLETO, DERROTA THE VERAS
A equipe do Bengalas segue crescendo na competição e, após um tropeço diante da EB, encarou o The Veras, impôs o seu melhor futebol e voltou a se consolidar na vice-liderança do Grupo B ao lado do Bacana. Pelo outro lado, o The Veras, já com um jogo a menos, não conseguiu desenvolver seu melhor futebol e permaneceu com 6 pontos, agora com Estudiantes colado na tabela.
Rolou a bola e o Bengalas não demorou para marcar com um dos destaques do campeonato. Sim, ele, Ritolê, o Toledo que roubou a fama dos demais e vem sendo o grande jogador do time amarelo e preto. Mas desta vez ele teve a ajuda de Guitolê, que tocou para Ritolê driblar Benga e abrir o marcador aos 4 minutos. Estava fácil e o mesmo Ritolê chegou outra vez para marcar. No entanto, ele desperdiçou chance incrível dentro da área e ficou se lamentando do gol perdido.
Mas se o Toledo caçula perdeu o gol, o Toledo mais pesado não deixou passar. Com menos de 6 minutos jogados, Bizu, agora enfeitado a faixa de capitão em seu braço, fez o segundo do Bengalas num chute rasteiro de fora da área que morreu no cantinho do 01 do Veras. E o jogo era todo do Bengalas até que o time amarelo teve uma pane amarela: passou a levar seguidos cartões amarelos. Com isso, o The Veras foi para cima. Nico exigiu boa defesa de Baki. Pouco depois, o goleirão saiu da área para praticar a defesa e, como todos sabem, mão na bola fora da área não pode. Cartão ao arqueiro e falta frontal ao Veras. Para piorar, Bizu assumiu a meta bengalense. Isso mesmo, Bizu no gol, ele que já se acostumou a quebrar o galho embaixo da trave quando a equipe precisa. Com dois a mais o The Veras foi em busca do resultado, primeiro Nico tentou acertar o ângulo na cobrança de falta mas acabou chutando para fora. Na seqüência Victor avançou pela esquerda e cruzou para Kinho, com seu cabelo de Bob Marley, tocar na saída do improvisado Bizu para descontar.
Pouco antes do término da primeira metade do confronto a partida voltou à normalidade (sete contra sete) e, com isso, o Bengalas melhorou e passou a controlar o rival. Contudo, a supremacia do Bengalas não durou muito pois outro cartão veio atrapalhar o time, Guitolê caiu no chão pedindo falta e colocando a mão na bola. O árbitro não deu a falta no jogador, mas aplicou cartão amarelo a ele. Nos instantes finais a equipe azul-grená do Veras acertou a trave do rival, fechando o primeiro tempo em 2 a 1 e um gosto ao Veras de que poderia ter sido o empate.
Já a etapa final se apresentou muito mais aberta do que a primeira. Foram marcados sete gols, e o Bengalas, com a cabeça no lugar e sem tomar cartões, soube continuar melhor e ampliar sua vantagem. Com 5 minutos jogados, Thiaguinho recebeu de Ritolê dentro da área e tranqüilizou a já tranqüila torcida bengalana. No lance de ataque seguinte, Ritolê disparou em contra-ataque e fez 4 x 1 para praticamente matar o The Veras. Não tendo outra alternativa, o The Veras se mandou de forma desordenada ao ataque, o que deixou o contra-golpe como arma para o rival. E outra vez o Bengalas não perdoou. Ritolê foi pela direita do ataque e cruzou para o zagueiro Zequinha, o elemento surpresa, anotar 5 x 1.
Com tal vantagem, o time amarelo do agora comportado técnico Xykão deu uma relaxada e, como conseqüência, quase trouxe o The Veras de volta à partida. Moura, sumido em campo, cobrou falta próxima à área, o goleiro foi mal e a redonda entrou no cantinho esquerdo. Talvez abalado com o gol sofrido, Baki saiu muito mal em cruzamento e não viu Caio Marchi livre no segundo pau para fazer o terceiro e deixar 5 x 3 no placar. Pressionando, o Veras fez o quarto gol com João Cláudio aos 20 minutos e mostrou que poderia sair com um empate do jogo.
Ledo engano, pois quando a coisa aperta o Bengalas já sabe a quem recorrer. Ritolê, ao lado de seu novo parceiro Luiz Fernando, voltou a fazer a diferença levando a equipe com velocidade para o ataque. Após escanteio conquistado, Ritolê cruzou na medida para o camisa 8, o próprio Luiz Fernando, escorar e marcar o sexto gol. Correndo atrás do adversário pois este corria atrás do placar, o Bengalas exagerou nas faltas e cometeu sua oitava falta coletiva quando Bizu, após tomar um rolinho desorientador de Marchi, apelou e fez a falta. Tiro de 9 metros que Baki pegou com os pés. O chute foi forte, mas muito próximo ao goleiro, que garantiu que o Veras não encostasse novamente no placar.
Antes do apito final, de novo Luiz apareceu na área para finalizar e guardar. Vitória de certa forma tranqüila do Bengalas, que chega a 10 pontos e segue brigando por uma das duas vagas que garantem o time nas quartas-de-final da competição. Na próxima rodada, o Bengalas folga e retorna no confronto com o Melville Power. O The Veras estaciona nos 6 pontos e tem a difícil missão de vencer o Joga 13 para ficar mais próximo da classificação. O problema é que vencer o 13 exige praticamente que o time elimine o 13. Páreo muito duro para o jovem time de Pedro e Benga.
VII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B:
Joga 13 0 x 2 Estudiantes de la Vila
ESTUDIANTES DECRETA REAÇÃO COM VITÓRIA SOBRE JOGA 13
Mais um jogão do Chuteira de Ouro, que vem a cada rodada recuperando o público perdido para a Prata e teve casa cheia no último sábado nos 3 primeiros jogos da quadra 4 (Acidus x Melville, Bengalas x The Veras e Joga 13 x Estudiantes), o vice-campeão Estudiantes de la Vila enfrentou o sempre favorito Joga 13. No entanto, no atual campeonato o 13 segue na maior crise de sua história – lanterna, sem vencer depois de 4 rodadas e ameaçado de jogar a Série Prata semestre que vem. E após a 5ª rodada permaneceria na mesma.
Ao contrário da trezera, o Estudiantes parece que reencontrou o rumo das vitórias e o do bom futebol, e com tal combinação, mais a raça de Lê Raito na marcação e a velocidade de Piero, derrubou o Joga 13 e venceu por 2 a 0. De forma algumas vezes apática em campo, em alguns momentos se mostrando meio descontrolado, e com até alguns bate-bocas entre os jogadores, o 13 parece se afundar cada vez mais numa crise nunca vista antes dentro da equipe.
Assim que a bola rolou o Joga 13, bem ao seu estilo, tentou tomar o controle da partida, mas com apenas alguns minutos de embate foi o Estudiantes quem levou perigo à meta adversária. O goleiro Caieras se viu obrigado a sair da área para dividir com Rafinha. A bola sobrou com o próprio camisa 6 do Estudiantes, que cruzou para Piero. Este, tentando surpreender o arqueiro que voltava para o gol, bateu mas foi travado pela marcação. Pouco depois, novamente Rafinha no ataque, que tabelou com Rafa Vasques e tocou para Piero na direita do ataque. O 10 do Estudiantes rolou para Vitinho bater de primeira e ver a pelota sair com perigo à esquerda da meta treziana.
Enquanto o time de la Vila criava boas oportunidades, o 13, em especial Doce, era bastante provocado por alguns membros dos Primatas (equipe que disputa a Série Prata). As provocações dos Primatas foram apenas uma reação ao comportamento de algumas pessoas ligadas ao Joga 13 que costumam se postar atrás do gol do rival do Forza Leone (equipe da Série Prata e co-irmã do Joga 13) para torcer e desconcentrar de todas as maneiras possíveis a equipe que os enfrenta. Doce, que é um dos maiores incentivadores do Forza Leone, foi o mais visado pelos primatas, que ficaram algum tempo, mas logo foram embora.
Na função de auxiliar técnico e, mais que isso, passando uma força para seus companheiros, um dos MVPs do último campeonato, Caio, que segue em recuperação, teve de deixar a quadra por estar usando chinelos. Exatamente por estar machucado o velho camisa 5 do Estudiantes demorou um tempão para deixar a quadra, no entanto retornou no intervalo após calçar seus tênis.
Do outro lado mesmo, sem contar com os titulares Guma e Choco, o 13 não estava nem um pouco disposto a deixar a quadra sem os três pontos. Lele tentou chamar o jogo, fintou Junior mas antes de concluir ao gol foi travado por Lê Raito. Pouco depois, para desespero de Choco, que acompanhava a partida na torcida, Kbral quase colocou tudo a perder ao receber cartão amarelo. Mesmo com um jogador a menos a equipe teve boa chance para abrir o placar. Em contra-ataque a bola chegou para Doce, que chutou e exigiu do outro Raito, o Renan, boa defesa.
Ainda era jogado o primeiro tempo quando Lê Raito quase abriu o placar. Depois de o Estudiantes trabalhar muito bem a bola no ataque, a redonda chegou até o volante, que ajeitou e soltou a bomba na trave de Caieras. Na seqüência o 13 também levou perigo: Lele fez a jogada para cima de Ferro e Junior e deixou a bola com Kbral, que bateu cruzado para fora. Contudo, a poucos instantes do intervalo, o Estudiantes foi premiado por ter feito um primeiro tempo melhor do que o de seu rival. Junior apareceu como elemento surpresa pela esquerda do ataque, bateu cruzado, observou a redonda desviar em Rodrigo e entrar sem chances para o goleiro.
Para o segundo tempo, contando com a ótima equipe que tem, o 13 partiu em busca de uma reação, e, mais que isso, de uma reabilitação e sobrevida no campeonato. Logo no início Lele tentou marcar de cabeça após a bola sobrar para ele dentro da área, mas a cabeçada dada no reflexo saiu sem força e ficou fácil para o arqueiro. Pouco depois foi a vez de Zóio tabelar com o pivô Lele e chutar. A bola passou entre as pernas do zagueiro mas Renan segurou firme. Mesmo sem jogar um futebol vistoso, o Joga 13 se esforçava nesse momento da partida, não se entregava e lutava pela vitória (empate, no caso).
Passados alguns minutos, a segunda etapa se mostrava equilibrada, mas o 13 não conseguia se encontrar em campo. Piero deu lindo drible em seu marcador na ponta direita, a bola sobrou com Vitinho que chutou para fora. Pouco depois Calado recebeu azul em lance duvidoso. O jogador tabelou com companheiro e recebeu a bola no alto. A fim de dar prosseguimento à jogada, ele teve de abrir os braços para matar a redonda, que acabou pegando em seu braço e o árbitro interpretou como mão na bola e marcou falta. Cartão amarelo e pouco depois o juizão mostrou o azul, já que ele já tinha um amarelo. Se a situação do Joga 13 não era boa, ficava ainda mais delicada, pois a equipe passava a contar com apenas 7 jogadores para o restante do confronto, ou seja, não teria nenhum reserva.
A cada minuto que passava o 13 via mais uma derrota se aproximando. Caieras, lá de trás, bem que tentava aos berros corrigir os erros de sua equipe; no outro lado do campo, lá na frente, Lele, isolado, também tentava sem sucesso colocar o time nos eixos. Já o Estudiantes, que não tem nada com a crise rival, fazia uma excelente partida, principalmente no setor defensivo. Lê Raito era o símbolo da defesa da equipe, aparecendo no final de partida para armar o jogo. Ele enxergou espaço na defesa rival e colocou a bola para Piero, com um toque no alto, decretar a derrota do Joga 13.
Nos poucos minutos restantes o 13 passou a correr de forma desesperada atrás da bola e do rival. Sem sucesso e jogo perdido, Doce resolveu que era hora de derrubar mais ainda seu time: deu pontapé por trás em Vitinho e tomou o cartão vermelho direto. Ou seja, está fora dos dois próximos jogos do 13, jogos decisivos diga-se por sinal. Logo após Doce sair foi encerrada a partida.
Enquanto o 13 se afunda em brigas internas, maus resultados e má fase de praticamente todos os jogadores, o Estudiantes reencontra o caminho das vitórias e já tem 6 pontos na tabela, constando no G-8. O futebol do vice-campeão está aparecendo e tem tudo para fazer um grande jogo contra o Acidus na próxima rodada.
VII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:
Fúria 5 x 2 Kadência
FÚRIA SURPREENDE REUNIFORMIZADO KADÊNCIA
Kadência e Fúria fizeram uma das partidas mais agitadas de toda a 5ª rodada do Chuteira de Ouro, como não poderia deixar de ser quando a torcida furiosa está presente. Estes torcedores rubro negros são sem dúvida os mais fanáticos do torneio. E não é a primeira vez que isto acontece nesta temporada. Quem não se lembra do polêmico jogo contra o Kiaka em que a torcida do Fúria agitou grande parte do jogo, apesar da equipe ter saído derrotada de campo? Desta vez a pressão que a torcida exerceu foi muito maior e, quem sabe, fez efeito, pois o Fúria saiu do jogo com os três pontos, desbancando o Kadência bem no dia de sua estréia do novo uniforme, desta vez vermelho e branco.
Os dois times começaram a partida chutando muito de fora da área. Quando se aproximou do gol adversário, a primeira chance foi do Kadência que, após chute, fez o goleiro Jé fazer grande defesa. De fato, o Kadência começou melhor o jogo e abriu o placar com o Walter Paranhos. Mas não demorou para André empatar, causando um alvoroço enorme de comemoração do lado de fora. Pouco depois, o Fúria atacou de novo, e de novo para marcar. Em cobrança de escanteio, o capitão Luis Gabriel chamou a responsabilidade para ele gritando “eu, eu!”. E ela foi. O zagueiro cabeceou e pôs a bola no canto esquerdo, decretando a virada.
O Kadência respondeu rápido com Renan quase marcando numa cobrança de falta que passou perto. A partida continuava equilibrada, e o goleiro do Fúria começou a se destacar com ótimas intervenções. Jé, jogador de linha, camisa 9, sempre que precisa acaba indo para o gol. E sempre que está lá acaba por salvar o time. Desta vez não foi diferente.
Quando Gabriel Carnaval (o do cabelo rasta e colorido, não o capitão do time) recebeu cartão amarelo após dividida dura no meio campo, a equipe ficou com um a menos. Mas a impressão era que o time estava completo, tamanha a participação da torcida, que parecia jogar com o time. A pressão feita pelos furiosos era tanta que em alguns momentos o Kadência, time experiente e campeão, parecia se mostrar nervoso. E foi assim que o Fúria quase ampliou: Fagner dividiu com o goleiro após contra-ataque e acabou mandando a bola na trave.
O primeiro tempo chegou ao fim, e logo na volta para a etapa final, o goleiro do Fúria foi obrigado a fazer uma grande defesa. Defesa de um lado, gol do outro. Desta vez Fagner não desperdiçou e marcou o 3 a 1 no placar. Movidos a vibração, o Fúria não parava e cada vez mais velocidade, raça e vontade transpiravam dos seus jogadores. Com o cartão amarelo para Fábio Simões, o Kadência ficou mais nervoso ainda. Resultado: um time completamente perdido em campo!
E quando o adversário se perde é a hora de matar o jogo. E foi o que o Fúria fez. O time ainda se deu ao luxo de perder dois gols feitos, mas que ao menos serviu para levantar ainda mais a torcida. Thiago Motta marcou o quarto gol, e a torcida começou a cantar: “Eeeeeu, eu sou do Fúúúúúúúria, com muito orguuuuuuuulho, com muito amooooooor!”. Nesta fase do jogo, a equipe rubro negra tocava muito bem a bola e já dominava o jogo.
E quem disse que parou por aí? A torcida queria mais e demonstrou isso quando entoou: “Mais um, mais um!”. E os jogadores responderam. O mesmo Thiago Motta marcou seu segundo gol, o quinto do Fúria, para fechar a goleada. Jogo já ganho, o Kadência parecia não querer mais nada com a partida. Em um lance isolado, Paulinho tentou marcar um golaço, mas parou nas mãos de Jé. Em outra jogada, o Kadência atacou pela direita, veio o cruzamento e a bola bateu em André para entrar em gol contra. Mas o gol foi anotado para Rodolfo Alóia.
Ainda teve tempo para Paulinho tentar jogada de efeito mas sem sucesso. Fim de jogo e um placar de 5 x 2 para o time do Fúria. O resultado coloca o Fúria na terceira colocação do Grupo A, com nove pontos, ao lado do próprio Kadência, que tem um jogo a mais. Além de iguais em número de pontos, ambas têm o as duas equipes tem três vitórias e o mesmo saldo de gols: nove. Isto demonstra o equilíbrio entre os dois times.
VII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:
Kiaka 7 x 3 Fora de Série
KIAKA VENCE FORA DE SÉRIE E ESPANTA MÁ FASE
Fora de Série e Kiaka entraram em campo para ver quem ali conseguiria espantar a instabilidade demonstrada até então. O FdS vinha de um ganha e perde intercalado de dar medo; o Kiaka chegava com fama de fazer grandes jogos e outros horríveis. Mas o Kiaka tinha a volta de seu camisa 10, Pena, e foi nele que o time se apoiou para espantar a má fase e jogar a bomba para o Fora de Série.
O jogo começou quente e logo no começo Juan Carlo recebeu um bolão na esquerda e bateu para abrir o placar em favor do Kiaka. No minuto seguinte, aos 6, Abreu arriscou um chute de fora da área. A bola ainda bateu na trave direita ante de morrer no fundo das redes do goleiro Maranhão.
A reação do Fora de Série veio em um lance inusitado. Rica se preparou para a cobrança, e a fez com um efeito impressionante que a bola viajou o campo, encobriu o goleiro e entrou no gol. Para muitos, houve falha do goleiro Luciano; para outros, sorte de artilheiro; para mais alguns, um golaço. A teoria de que foi um golaço parece ser a mais aceita, pois o autor do gol pegou na bola com muito cuidado e a impressão é que ele havia jogado com a mão para dentro do gol adversário. Gol de Ronaldinho Gaúcho na Copa de 2002?
Mas o gol não mudou o jogo do Fora em campo, pois o Kiaka respondeu rapidamente e na mesma moeda: com outro golaço. Desta vez não de bola parada. Pena recebeu pela direita e encheu o pé para mandar a bola no ângulo e marcar o terceiro do Kiaka.
O jogo estava cheio de emoção, pois quase sempre que as equipes chegavam com perigo a bola entrava. Para melhorar, a torcida compareceu em massa para assistir à partida, talvez pela quantidade de gols que saía em um curto espaço de tempo. Mesmo perdendo, o Fora de Série contava com a presença de um verdadeiro xerife em sua defesa: Rica. Ele dominava bem a bola, fazia bons passes e era muito feliz na marcação. Com ajuda dele, o FdS melhorou no jogo e, após chute de Carlão Henrique, a bola foi desviada em uma confusão de jogadores e acabou dentro do gol.
A fanática torcida do Kiaka não parava de apoiar sua equipe e, só para variar um pouco, em determinado momento do jogo começou a discutir com o árbitro, acusando-o de despreparado. Coisa de torcedor que adora esquentar os ânimos do jogo e, é claro, pressionar a arbitragem. Menos mal que, além de agitar, a torcida não se esquecia de apoiar, e o Kiaka respondeu dentro de campo, fazendo uma linda jogada com ótima troca de passes. O resultado final não foi o gol, mas sim uma bola na trave, que serviu para encerrar o primeiro tempo. E que primeiro tempo!
Na volta para a etapa final, os dois times começaram se fechando muito bem e dificultando o trabalho adversário. Mesmo assim, Alex achou uma brecha na defesa do Fora de Série e marcou mais um para o time de amigos de Pirituba. Dois minutos depois, mais um número mudava no placar: era outro gol do Kiaka. Outro golaço de Pena, que ao lado de Juan Carlo mandava no jogo.
O Fora de Série passou a adiantar a marcação e, com isso, a se expor mais. Mas foi assim que a equipe apertou a saída de bola do Kiaka e, após bobeira da defesa, mandou uma bola na trave. No rebote, o FdS perdeu a chance de diminuir mandando para fora. Como quem não faz toma, o Kiaka respondeu e Juan Carlo marcou o segundo gol dele no jogo e o sexto de sua equipe. com 6 a 2, o jogo estava praticamente decidido.
Mesmo assim, o FdS perdeu outra chance clara, quando o habilidoso Rodrigo Cunha fez ótima jogada e cruzou para quem chegava de trás. Carlão Augusto perdeu um gol feito. O Fora de Série parecia de fato não ter entendido que quem não faz toma. Se não entendeu, Wellington explicou aos celestes de Clebão quando marcou o sétimo gol.
Com 7 a 2, só restava ao Fora atacar e atacar. E assim apertava a saída de bola do adversário e chegou a mandar uma bola na trave. Mas parecia que a sorte não estava ao lado do FdS. Carlão Augusto, por xingar a arbitragem do banco de reservas, foi para o chuveiro mais cedo com o cartão vermelho, um desfalque e tanto já que o camisa 13 é um dos principais jogadores da equipe.
O Kiaka administrava bem a ampla vantagem construída, e jogadores como Dazil e Pena tinham a chance de desfilar sua habilidade em um jogo já ganho. Juan Carlo ainda teve a chance de marcar o oitavo gol num tiro de 9 metros após a oitava falta sofrida por sua equipe, mas ele mandou a bola no travessão.
Aos 23 minutos, Kadu descontou para o FdS, que não teve mais tempo de fazer nada com o apito de fim de jogo. Ótimo resultado para o Kiaka, que fica aliviado por duas semanas, já que passará esses dias com 6 pontos e na sétima colocação do Grupo A. O Fora de Série, apesar da derrota, estaciona nos 6 pontos também, mas tem melhor saldo e ocupa a 6ª posição, só que tem um jogo a mais que o Kiaka. As coisas podem se reverter, pois o Kiaka entra em campo contra o Tosco no dia 18, com boas chances de vitória contra o lanterna. Já o Fora de Série tem a complicada missão de frear os ânimos do Fúria, cada vez mais embalado dentro e fora de campo.
VII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:
Fiorella Brasil 10 x 2 Giro SP
GIRO SP PERDE O RUMO CONTRA FIORELLA
Sábado foi dia de passeio para o pessoal da Giro SP. Aliás, foi dia de passeio do Fiorella em cima da Giro SP. Uma sonora goleada por 10 x 2 marcou a terceira derrota da equipe que, mesmo contando com a presença de Batata dentro de campo, parece cada vez mais um amontoado de jogadores do que uma equipe de futebol.
O Fiorella começou com um jogador a menos e mesmo assim ditando o ritmo do jogo. E, por incrível que pareça, essa foi a toada de todo o confronto. Primeiro Sérgio Barros cobrou falta da esquerda e, após falha do goleirão Dema, a bola só não entrou porque apareceu o pé salvador de um zagueiro para evitar que a bola cruzasse a linha. Tudo bem para o Fiorella perde esse gol, pois ele não faria falta alguma com o que viria a seguir. Afinal, na seqüência, em lance semelhante o mesmo Barros colocou a bola no fundo gol e deixou uma dúvida no ar: golaço ou frangaço? O jogador cobrou falta do campo de defesa. A bola subiu, subiu, subiu e subiu, mas acabou morrendo no fundo do após outra saída estranha do goleiro.
Sentindo a fragilidade do rival naquela tarde de sábado, o Fiorella foi com tudo para o abafa, e logo mais gols foram saindo. O mesmo Barros e Ari Silva fizeram 3 x 0 respectivamente. Na sequência foi a vez do artilheiro Van-Van receber dentro da área e mandar a bola para as redes.
É bem verdade que a Giro chegou a marcar dois gols ainda no primeiro tempo, mas nada que pudesse ameaçar o Fiorella, a essa altura já com 7 jogadores em campo (e sem reservas). Cabrito deu lindo passe para Romarinho chutar cruzado e descontar. A equipe ainda diminuiu outra vez, com Flavião, marcando o melhor momento do time dentro da partida. No entanto, a reação da equipe preto com laranja parou por aí, já que ainda no finalzinho do primeiro tempo Sérgio Barros, o nome do jogo, cobrou falta com perfeição, agora sem dúvida nenhuma um golaço, no ângulo para marcar o quinto do Fiorella Brasil. Os primeiros 25 minutos acabava em 5 a 2, com um técnico Marcelo desolado no banco de reservas e um Batata suado que não conseguia dominar uma bola direito.
Fato inusitado e pitoresco, o dono do jogo, Sérgio Barros, durante o intervalo pediu ao árbitro que o deixasse sair de quadra para que ele pudesse fumar um “cigarrinho”. Tal fato, até certo ponto engraçado, demonstrava como o Fiorella estava completamente sossegado com o andamento do confronto. Quando a bola rolou, o passeio do Fiorella continuou. Dessa vez a equipe da ótica não teve resistência alguma e reinou absoluta. Logo aos 2 minutos, Cícero Júnior marcou o sexto após o goleiro sair de forma complicada do gol. Na seqüência, aos 7, o sétimo gol saiu, anotado a Van-Van após desvio na zaga que matou o goleiro Dema. Este foi o sétimo, mas no minuto seguinte saiu o oitavo, desta vez de Tiago Silva, camisa 8. A numeração era toda a favor do Fiorella: o camisa 8 marcou o 8º no 8º minuto do segundo tempo. E o passeio do Fiorella não tinha fim.
Mas não se pode esquecer uma das poucas jogadas da Giro no campo ofensivo nesse segundo tempo; Gean recebeu do pivô e bateu, mas a bola foi desviada e saiu sem muito perigo. No entanto, a contagem do placar não parou de subir. Ari marcou mais um lindo gol: ele invadiu a área sem muito esforço e ameaçou bater duas vezes. O goleiro ficar rendido no lance, e aí sim ele chutou para marcar o nono. O desespero já dava nome ao time da Giro e talvez por isso depois de mais um gol sofrido, Batata tentou fazer o gol que Pelé não fez na Copa de 1970. O famoso camisa 14 chutou do meio da rua, mas a canhota não estava calibrada e a bola foi muito longe da meta de Fábio Fonseca, mero espectador durante quase todo o jogo.
Pouco antes do apito final, a Giro SP voltou a levar certo perigo ao gol rival. Tocando a bola de pé em pé, fizeram com que ela fosse chutada da esquerda do ataque e a bola só não entrou porque um pé defensor – e salvador – apareceu sobre a linha. E se a bola da Giro não entrou, a do Fiorella entrou. Tiago Silva pôs um ponto final no passeio de sua equipe e marcou o indiscutível 10 x 2 para sua equipe, que a coloca com 6 pontos e em ascensão na tabela.
Enquanto isso, a Giro era só desânimo, representado no rosto de seu técnico Marcelo, que vê cada vez mais a chance de rebaixamento se aproximar. Ao fim, ainda desabafou com alguns amigos: “Jogar sem vontade, sem correr, não dá mesmo. Vai ser saco de pancada todo jogo. Falta vergonha na cara, isso sim”. Ambas as equipes têm páreo duro pela frente: o Fiorella mede forças com o campeão Kadência, time que derrotou na Copa dos Campeões em janeiro, enquanto a Giro encara nada menos que o SNG, que vem de descanso e com fome de gols. Se entrar com o mesmo ânimo que chegou contra o Fiorella, 10 pode ser pouco para o que o SNG vai fazer em campo. É bom a Giro acordar, pois o clássico contra o Tosco está chegando.
VII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B:
Atlético Pagalanxe 4 x 5 Bacana
BACANA GANHA APERTADO DE NOVO DE PAGALANXE
O último jogo da rodada pelo Grupo B trazia a campo a rivalidade entre Bacana e Pagalanxe, que se enfrentaram em um dos duelos mais esperados do dia – mais por se tratar de um clássico do que pela posição dos times na tabela. Afinal, o Pagalanxe vinha numa crise após 3 derrotas e o Bacana vinha na vice-liderança, mas também vinha de derrota, para o Estudiantes. E quem esperava um atropelo do Bacana, viu de novo o time de Bruno Corneta endurecer o jogo e só não sair vencedor pela falta de sorte que parece ter se alojado nos pés dos laranjinhas nesse campeonato.
Apesar de ser um clássico, houve pouco público para a partida, com exceção da ruidosa torcida do Bacana, composta por um jogador machucado e seu bumbo mágico, que não parou um minuto sequer, e, claro, como não poderia deixar de ser, pela presença maciça dos fãs de Yanes, camisa 9 do Bacana, que mais uma vez, inexplicavelmente e para indignação da torcida, começou no banco do time vinho. Membros da torcida “Yanes Eterno”, quando viram que o ídolo era banco de Rômulo, Demehur, Vitinho e Iuri (quem são esses perto de Yanes?), não se agüentaram e xingaram o capitão e manager Marcelo Rocha. Indignados com o fato, a torcida passou a torcer contra o Bacana e a vibrar com cada lance do Pagalanxe, especialmente das defesas milagrosas de seu goleiro Rafael Augusto, que, mais do que habilidade embaixo das traves, contava com a sorte para garantir o resultado.
O jogo começou com as duas equipes se respeitando demais (afinal, o Bacana não conhecia ninguém do Pagalanxe, com exceção de Bruno e Nardelli) e escolhendo a melhor hora para atacar. Aos poucos os bacanas tomaram a iniciativa do jogo, mas não se mostravam motivados e pareciam empurrar o jogo com a barriga, talvez confiantes de que, como sempre, o time vinho venceria os laranjas ao final.
Pelo lado laranja, Bruninho Dináh Corneta, que preferiu começar no banco e orientar seus companheiros, dava instruções para segurar o ataque adversário à defesa. Mas quem segurava atrás era mais o goleiro Rafael que qualquer outro, pois ele fez ao menos três grandes defesas e teve muita sorte ao defender bola, que bateu na trave, ficou pingando no meio da área até que ele ficasse com ela em definitivo. Porém, ninguém evitou que a bola entrasse no gol laranja quando o Bacana apareceu com Vitinho aos 17 minutos. O camisa 8, titular neste Chuteira, aproveitou o rebote do goleiro Rafael Augusto, que nessa altura já era o grande destaque da partida e substituía à altura o intocável Erich.
Mesmo com o gol o Bacana continuou pressionando e criando jogadas, testando a defesa e o goleiro rival.Porém, os contra-ataques do time laranja eram muito rápidos e assustavam o goleiro Roberto Kiko. Em um deles, aos 19 minutos, Kiko fez uma excelente defesa colocando a bola para escanteio. E foi nessa cobrança que o Pagalanxe empatou, em boa antecipação na aréa do novo zagueiro da equipe, Fernando Bacarin.
Iguais no placar, o Pagalanxe começou a gostar do jogo e partiu para cima do Bacana, coisa que até então pouco se tinha visto. Afinal, o Pagalanxe costuma jogar fechado contra o Bacana e sempre matando o adversário no contra-ataque. O primeiro tempo terminou empatado em 1 a 1, com um Pagalanxe melhor no final da primeira etapa e o Bacana mais uma vez jogando um futebol de dar sono e injuriar o público, que a essa altura já desistira de ver o jogo.
O segundo tempo começou e logo no início o Pagalanxe virou a partida com o eficiente Rodrigo Rubinho mostrando para os companheiros que aquela noite seria diferente e quebrariam o tabu. Com a virada, o Bacana pediu um tempo e o capitão Marcelão, tal qual foi no intervalo do jogo contra o Estudiantes – flagrado pela TV Chuteira – deu uma bronca no time dizendo da importância da vitória visando classificação. Além disso, a ousadia do manager-técnico-capitão-zagueiro foi maior que simples palavras: ele resolveu abrir o time de vez e mudou o esquema de jogo da equipe. coisa inédita, apostou num time absolutamente ofensivo e escalou Rômulo e Yanes juntamente com Luisinho, Iuri e Demehur, formando o quinteto ofensivo do time vinho e deixando Jorge isolado na defesa. Eis uma tática suicida que raramente dá certo – quando é chamada de tática e não de loucura por muitos. Com isso, o Bacana mergulhava de vez no ataque.
Por incrível que pareça, a mudança tática surtiu efeito, pois o jogo virou ataque contra defesa. Em 2 minutos veio o empate. Demehur, em sua jogada preferida, chutou de longa distância e guardou o seu. No ataque seguinte, Napolitano, que acabara de entrar para dar um equilíbrio defensivo maior, virou a partida depois de um escanteio cobrado em um gol confuso em que a sorte ajudou o time vinho (o azar, diriam os laranjas).
Nesse momento o Pagalanxe se mostrava perdido em campo. Murilo, ótimo jogador e um dos mais consistentes, perdeu a cabeça e preferiu discutir com a arbitragem em vez de jogar bola. O resultado foi o cartão amarelo. Se já estava difícil as bolas chegarem no ataque laranja, ficaram mais difíceis com um jogador a menos, pois o atacante Rubinho, que fez a zaga pesada do Bacana correr que nem louco atrás dele, ficava isolado e desesperado na frente sem receber um passe.
Com um a mais o Bacana se aproveitou da vantagem e mais uma vez testou o quinteto ofensivo. Iuri, que certamente fez a sua melhor partida com a camisa vinho, ampliou a vantagem em uma jogada individual belíssima, deixando três marcadores para trás e chutando de bico no ângulo.
Somente com esse quarto gol o Pagalanxe mostrou poder de reação e foi para cima do rival. Nardelli chutou de longe e, no rebote, Murilo descontou. Com pouco mais 5 minutos para o fim, a torcida já de volta para ver Yanes em campo, todos pensavam que o final ia ser de arrepiar. Até foi , mas o Bacana diminuiu muito a emoção ao cobrar uma falta pela esquerda de seu ataque muito próxima da área. Goleiro e o time inteiro laranja acharam que Demehur ia chutar direto, mas ele só rolou para Rômulo que, sozinho, fez 5 a 3.
Quando parecia decidido, Jorge teve de fazer uma falta e acabou por receber o cartão amarelo, deixando seu time com um a menos. Aproveitando-se disso, o Pagalanxe não desperdiçou e descontou novamente, desta vez com Gustavo Japonês. Pena que Murilo começou a discutir com a arbitragem novamente e recebeu cartão azul, deixando sua equipe com um jogador a menos com a volta de Jorge. Aí, o que seria adrenalina virou um jogo de administração do Bacana, que gastou o tempo até o apito final.
Antes mesmo do final da partida a torcida do Bacana já pegava no pé do time laranja, principalmente do capitão profeta Bruno. Do lado de fora, a torcida solitária entoava ao som de um bumbo africano “1,2, 3 Pagalanxe é freguês”. O jogo terminou e o Bacana saía vencedor pela quarta vez desde que os dois times passaram o jogar o Chuteira de Ouro. O time vinho defende uma invencibilidade de mais de dois anos sem perder para o rival. E, a contar da carruagem, pode ser que se amplie esse tempo caso o Pagalanxe visite a Série Prata semestre que vem, receio cada vez maior da nação bacana, que não vai poder derrotar o freguês no segundo semestre.
Ao final, o capitão Marcelão quis dar uma palavra com a reportagem e analisou a partida rapidamente. “Não jogamos bem, mas vencemos. Fizemos três pontos importantíssimos visando a classificação. Respeito muito o Pagalanxe, mas como eu disse antes estava contando com esses três pontos, pois o adversário não está bem e tem um tabu de mais de dois anos em jogo.”
O Bacana segue sua caminhada dia 18 de abril diante da Equipe Bróder, que folgou na rodada, para chegar entre os dois primeiros do grupo e garantir vaga direta nas quartas-de-final. Já o time de Bruno continua na parte de baixo da tabela, brigando agora diretamente com Melville e Joga 13, adversários sabidamente indigestos e que contam com a vitória diante dos laranjas se ainda pensam em classificação.
COBERTURA DOS JOGOS DO I CHUTEIRA DE PRATA
I Chuteira de Prata: 5ª rodada:
Arouca 3 x 7 Forza Leone
LEÃO MOSTRA SUA FORZA E DERRUBA LÍDER AROUCA
Primeiro jogo da tarde válida pela quinta rodada do Chuteira de Prata, Arouca e Forza Leone jogaram debaixo de muito sol e viram um atleta em especial chamar toda a atenção para si. Foi o camisa 10 do Forza Leone, o carequinha Lelo. Ele fez 5 dos 7 gols de sua equipe e derrubou a invencibilidade do ainda líder Arouca.
Até Lelo começar a aparecer, foi o Arouca que começou jogando melhor e exigindo de Muralha muito trabalho. O goleirão do time de Bruninho divide opiniões no Chuteira de Prata: enquanto os fãs puxam a sardinha para seu lado, outros questionam e acusam-no de ser beneficiado nas votações de MVG. Mas, queiram estes ou não, Muralha de fato vem sendo o grande no nome do Forza Leone na competição. Ao menos até esta partida, quando surgiu novo nome que responde por Lelo.
O Arouca assustou com Caio Martins, que recebeu na esquerda, driblou o adversário e chutou para grande defesa de Muralha. Logo depois, outra boa chance em cobrança de falta, executada em jogada ensaiada. Só dava Arouca, e quem assistiu aos primeiros minutos deve ter achado que seria uma baba para o time amarelo e azul. A bola só parava na muralha sob a trave do Forza, algumas vezes com defesas fora do comum. Como um jogador não leva um time sozinho, após tanto insistir o Arouca foi às redes. A equipe tocava bem a bola assim veio um belo chute, que Muralha defendeu com rebote, que Leozinho não desperdiçou.
Foi aí que os leões acordaram para o jogo. E também foi aí que a grande estrela da partida começou a brilhar. Em falta de longa distância o camisa 10 se preparou para o chute que seria o pontapé inicial de uma série de gols que já ficam marcados na história do campeonato. Na cobrança de falta, Lelo empatou. O gol não abalou muito o Arouca, que continuou melhor, tocando bem a bola e atacando mais. Muralha defendia o que podia, mas o Forza Leone não conseguia passar para o campo de ataque e desse modo o goleiro do FL era o jogador mais requisitado em campo. Quando não era ele, era a trave que salvava, quando em chute do Arouca a bola bateu nela e voltou para o goleiro.
Eis que então Lelo aparece para resolver de novo. Ele recebeu pela direita e chutou para marcar um golaço. Era a virada do Forza. A partir de uma dividida mais forte em que o estreante Wellington do FL levou a pior e teve de ser atendido fora de campo, a partida ficou tensa. Os atletas começaram a brigar e a discutir muito, entre si e com a arbitragem, até com o mesário, e alguns torcedores garantem que viram uma cabeçada de um atleta do Forza Leone no adversário dentro da área do Arouca. Nada confirmado até porque os árbitros não viram e assinalaram nada. Mas quem assistiu a alguns jogos do Forza Leone sabe que esta não é uma das equipes mais tranqüilas, que prezam pelo fair play. Após a confusão, o lance prosseguiu e adivinha quem esteva lá para marcar mais um gol? Sim, o camisa 10, Lelo outra vez.
Logo depois, Diogo rolou e adivinha quem estava bem posicionado para fazer mais um? Sim, o camisa 10. A especialidade dele era cair bem pela ponta direita, mas era impressionante como ele atacava com qualidade por todos os lados do campo, sempre bem posicionado esperando a bola. Era o fim do primeiro tempo, movimentado e agitadíssimo, como costuma ser os jogos dos leões laranjas.
Para quem pensava que a segunda etapa ia marcar uma reação do Arouca, enganou-se. Quem comandava era Lelo, que logo aos 3 minutos marcou mais um, o quinto do FL, o quinto dele na partida. Esse gol, de uma certa forma, esfriou o jogo, pois a equipe desacelerou o ritmo e o Arouca estava já abatido. Com isso, a partida caiu de nível e durante alguns minutos virou um jogo chato. O único lance que chamou atenção nesta fase foi o belo chápeu que Wellington deu no adversário na entrada da área, mas em seguida ele chutou para fora do gol de Maurício.
As coisas mudaram de cenário quando o Arouca fez mais um gol. Veloz fez grande jogada pela direita e rolou para Toni ir às redes. Era o segundo do Arouca, que começou a mandar no jogo, pressionando e atacando com muito perigo. O Forza Leone nitidamente se assustou com a reação esboçada, que se concretizou quando, aos 10 minutos, Mineiro fez o terceiro. E não faltaram chances para diminuir e até empatar a partida. Mas parecia que a tarde já tinha dono, o Forza Leone de Lelo e Muralha.
E assim foi que o Forza voltou a crescer na partida com uma ótima arrancada de Wellington em um rápido contra-ataque. Ele rolou na área, mas o Arouca tirou. Entretanto, aos 20 o Forza matou o jogo com Pilipe, que fez o sexto gol e logo em seguida o sétimo ao aproveitar rebote do goleiro.
E em 7 a 3 terminou a partida, que selou a primeira derrota do Arouca e uma reação do FL na tabela quando muitos acreditavam na decadência do time de Bruninho. Mesmo com a derrota, o Arouca continua líder do campeonato com 10 pontos, porém empatado em número de pontos, jogos, vitórias, empates, derrotas e saldo de gols com o Roleta Russa, que bateu o Primatas no mesmo dia. Já o Forza Leone ocupa a incômoda oitava colocação com apenas seis pontos e tem pela frente o Roleta Russa Olímpico, que precisará de um ótimo goleiro para segurar Lelo.
I Chuteira de Prata: 5ª rodada:
BABILÔNIA 5 x 2 BASICUS
BABILÔNIA COMPROVA ASCENSÃO E DEIXA BASICUS NA LANTERNA
O Basicus teve um belo início de jogo. Parecia que o jogo se encaminhava para uma vitória do time comandado pelo treinador Rodrigo em cima do Babilônia. Com menos de um minuto de jogo, Martins, do Basicus, chutou cruzado da esquerda obrigando o goleiro James a fazer grande defesa. O arqueiro, que começou o campeonato na linha, mas no decorrer da competição foi parar embaixo das traves, vem sendo um dos destaques do time babilônico na reação do time na tabela.
Com o placar em 0 a 0 e um jogo muito equilibrado, o capitão do Babilônia, Clebão, que já havia se desentendido com Martins em lance anterior, não perdeu a chance de, em dividida próxima à linha lateral, empurrar Martins, que se chocou violentamente contra o muro. Um princípio de confusão começou, mas o juiz tratou de acalmar os ânimos na quadra. Mas Martins sentiu o pulso e praticamente não jogou mais em razão do receio de machucar mais ainda.
E aos poucos o Babilônia foi tomando conta do jogo, apostando mais nos contra-ataques, pelos quais levava muito perigo à meta de Emílio. A forte marcação também foi um ponto forte do time vermelho e preto, que conseguia anulas as investidas de Fefe e Bruninho. Pensando no meio foi que Barath colocou Imperatore, para marcar e armar as jogadas. E com ele ali as coisas começaram a andar. Dele para Denão, que entrou no lugar de Martins, e dele um belo passe para Bruninho tocar de pé esquerdo na saída do goleiro e abrir o placar aos 17 minutos.
Mas o troco veio a jato. No lance seguinte, uma falta sobre Vini Love na direita perto da área. O próprio cobrou um tanto fraco, no meio do gol. A bola passou pela barreira e morreu nas redes. Uma falha do time rosa e preto dava o empate ao Babilônia. E antes que acabasse o primeiro tempo o Babilônia, que contava com boa torcida do lado de fora gritando e xingando arbitragem e adversários, chegou à virada. O segundo gol da equipe rubro-negra veio dos pés do capitão Clebão. Vini Love, um dos destaques da partida, surgiu pela direita e ajeitou de cabeça para o capitão completar sossegadamente para o fundo do gol.
Depois de tomar a virada, o treinador Barath pediu o tempo técnico e trocou quase todo o time. Não adiantou muito. Logo após a parada técnica, Ladeira pegou o adversário por trás, bem na risca que divide a quadra, e recebeu cartão amarelo. Houve muita reclamação por parte dos jogadores do Basicus, enquanto torcedores do Babilônia começaram a pegar no pé do capitão “básico”. Com os nervos à flor da pele, o volante do Basicus Renan Lamarck promoveu um lance inusitado. Em dividida no meio de campo, a bola bateu em seu braço. Todos pararam pensando que a arbitragem iria marcar a falta, coisa que não aconteceu. Então o volante virou em direção ao seu próprio gol e chutou. A bola saiu pela linha de fundo e muito perto do gol de Emílio, assustando todos os jogadores e torcedores presentes na quadra que poderiam ter visto um belo gol contra do jovem aprendiz de jogador e repórter.
O Basicus voltou para o segundo tempo no mesmo ritmo que começou o primeiro. Parecia que agora iria o time rosa para frente. Imperatore, dos poucos que se salvaram no decorrer do jogo pelo Basicus, empatou após receber de costas para o gol e girar. Mas a reação parou por aí e na ótima atuação de Clebão, que tirou tudo quanto foi bola de seu campo de defesa.
Em mais uma falha do sistema defensivo do Basicus, a bola sobrou para Victor Henrique, na esquerda. Ninguém marcou o jogador, que chutou na saída do goleiro e fez o terceiro. Esse gol, aos 9 minutos, não apenas deu a vantagem novamente ao Babilônia – ele foi o divisor de águas para o Basicus, que a partir dali deixou de jogar bola e viu o asversário jogar. Visivelmente o Basicus sentiu o gol e desanimou, tanto que 4 minutos depois veio o quarto. O goleiro James lançou da sua área e Sono subiu mais que a zaga para desviar de cabeça no ângulo esquerdo de Emílio. Goleada declarada e os jogadores do Basicus abatidos, Tonhão fechou o caixão marcando o quinto gol. Nem com James tomando amarelo no final o Basicus deixou seu estado letárgico, que o colocou na lanterna da Série Prata do Chuteira.
O Babilônia chega a 7 pontos e engrena de vez aparentemente. Já o Basicus mostrou que o time não está preparado como equipe, já que muitos saíram descontentes com o resultado, outros com os companheiros e todos com o time, que perde mais uma e não se encontra dentro de campo. O Basicus parece ser o primeiro grande adversário de si mesmo nesse momento no Chuteira de Prata.
I Chuteira de Prata: 5ª rodada: Roleta Russa 6 x 4 Primatas
SALADA E GEGÊ VOLTAM E DECIDEM PARA O ROLETA CONTRA PRIMATAS
Roleta Russa e Primatas fizeram o jogo de gigantes da 5ª rodada do Chuteira de Prata. Apesar de na última partida os dois times terem tido resultados ruins (derrota do RR e empate do Primatas), as equipes são certamente duas das mais fortes do campeonato e fariam um belo jogo. O Roleta tinha a volta de Brunão, Salada e Gegê após o misterioso sumiço da semana anterior. E foram justamente os dois últimos que precisaram de apenas 25 minutos para resolver a partida e impor a primeira derrota ao time do Primatas.
Na primeira bola da partida, Salada fez boa jogada e rolou para Gegê no meio bater forte. O goleiro não segurou e era o primeiro do Roleta. Depois foi a vez de Salada deixar o seu, aproveitando rebote e colocando no canto. O Roleta Russa teve muita facilidade nesse início e dominou por completo a partida, mesmo com seus desfalques na zaga de Preto, Bocha e Baru. Apenas Gegê e Ranalli compunham o certo defensivo, tendo novamente Guaraná para quebrar o galho em emergências. O fato foi que em 10 minutos o partida já parecia ter um vencedor certo.
A primeira chegada ao ataque do Primatas demorou a acontecer. Gui chutou para defesa de Tavinho, que deu rebote a Orley, que por sua vez mandou a bola na trave. No contra-ataque, o Roleta aproveitou para ampliar, novamente em jogada de Salada, que mandou para as redes e fez 3 x 0.
Foi só aí que o Primatas resolveu acordar e, três minutos depois, Rafinha recebeu pela direita e chutou cruzado para vencer Tavinho e diminuir. Mas a tarde era mesmo da dupla Salada e Gegê. O forte camisa 31 fuzilou sem dó ao ficar com rebote de Vitinho. Era o 4 x 1.
O Primatas até que melhorava na partida, mas sua zaga não demonstrava a segurança das rodadas anteriores. Apesar da distância no placar, eles não desistiam e seguiam deixando seus gols e aos poucos se aproximando. Em cobrança de lateral Gus fez de cabeça e aproximou o resultado. Mas toda vez que os Primatas chegavam próximo o Roleta estragava. Cobrança de falta, a bola bate na barreira e sobra para Gegê mandar de trivela no ângulo. Um lindo gol e 5 x 2.
E os gols no primeiro tempo não paravam de sair. Simões deu um lindo drible da vaca no zagueiro e esperou o goleiro sair para mandar com categoria a bola para as redes. E toda vez que o Primatas fazia um gol o que acontecia? Sim, o placar de 5 x 3 logo virou 6x3. Brunão demorou a aparecer na partida, mas quando apareceu tratou de deixar o seu, chutando cruzado e encerrando o primeiro tempo cheio de gols.
O segundo tempo começou com o Primatas buscando novamente fazer gols, e claro, não tomar. Gus recebeu cara a cara com o goleiro, mas chutou mal. Depois foi a vez da dupla Gegê e Brunão mostrar um pouco de futebol para o público do PlayBall. Após jogada do primeiro, que encobriu o marcador, Brunão deu um belo voleio que passou ao lado do gol. Mas quem também jogava bonito era Rafinha, o 10 do Primatas, que mostrou muita categoria ao dar chute de primeira sem deixar a bola cair no canto do goleiro do Roleta. 6 x 4 e parecia que o jogo ia esquentar. Parecia, pois não esquentou. Depois desse gols aos 5 minutos, o jogo ficou equilibrado e não teve metade da emoção e gols que teve a primeira etapa. O RR, como de costume, recuava e segurava a vitória, praticamente abdicando de subir ao ataque, enquanto o Primatas tentava, sempre com Rafinha, mas parava na defesa adversária. E assim terminou a partida.
Depois de perder para o garotos do Roleta Russa Olímpico, o Roleta Russa demonstrou duas coisas muito importantes. A primeira é que o time é sim muito forte e um dos favoritos ao título; a segunda é que o time sem Salada, Gegê e Brunão definitivamente é absolutamente comum e mediano. O Primatas segue entre os líderes, mas já são 2 rodadas sem vitória. Uma derrota na próxima partida criaria uma pequena crise no bom time da macacada.
I Chuteira de Prata: 5ª rodada: Xoro Paro 4 x 1 Roleta Russa Olímpico
XORO PARO DERRUBA RR OLÍMPICO E RESSUSCITA NA TABELA
Depois de vencer o forte time do irmão Roleta Russa, o que se esperava do time olímpico era uma fácil vitória sobre o Xoro Paro, equipe que sequer havia vencido no campeonato. Mas como o futebol é jogado com a bola e não com os resultados passados, o XP fez um bom jogo e teve sua primeira vitória com um convincente 4 a 1 em cima do Roleta Russa Olímpico.
O Roletinha, embalado com o último jogo, começou procurando mais o ataque e abriu o placar com... Casari? Sim, o gol foi confuso, em que o goleiro lançou com os pés e, em uma dividida de Folha com o zagueiro, a bola acabou por sorte indo para o lado do gol. O goleiro não esperava por isso e nada pode fazer. 1 x 0 Roletinha, com gol sem querer do goleiro Casari. O gol saiu rápido, mas seria o único gol que a roletadinha faria naquela partida.
Não deu tempo nem de comemorar, pois o XP não baixou a cabeça e sabia que tinha time para reverter o resultado. E assim foi que Renan Taplete recebeu bola de uma cobrança lateral e bateu de primeira para empatar a partida. A virada poderia ter saído logo em seguida, se Kuma tivesse aproveitado melhor passe do irmão em que ele recebeu sozinho mas chutou em cima do goleiro.
Os dois times atacavam, mas o XP era muito mais perigoso. Em jogada pela direita, Thiago Leme puxou para o lado e chutou cruzado no cantinho. Era o gol da virada, e o capitão vibrou muito. O Roletinha já começava ali a se perder, sem conseguir manter a bola nos pés. Até tentava botar correria, mas sem nenhuma organização. Faltava o técnico Baru no banco para agitar a rapaziada?
O segundo tempo começou animado, o XP tentava ampliar com chutes de média distância.Mas o Olímpico perdeu uma chance logo no começo, em que o goleiro Dalton deu rebote, mas ninguém aproveitou. Logo em seguida Kuma desperdiçou, errou o alvo perto da área, coisa que não costuma fazer.
O tempo passava e o Olímpico não mostrava nenhuma chance de reação. Não era por falta de vontade, isso os meninos demonstraram durante todo o jogo, mas ele simplesmente não conseguiam criar jogadas de gol. Do outro lado, Kuma e Kuminha seguiam fazendo boas jogadas mas não as convertiam em gols.
Se Kuma não estava em um dia inspirado o capitão Thiago estava, e em outra chance que teve mando um belo chute no canto do goleiro Casari, que nada pôde fazer para evitar os 3 a 1. E não demorou muito para o 3 a 1 virar 4 a 1. Fábio Henrique bateu falta com categoria e decidiu a partida.
Nos minutos finais, o XP se fechou e tentava jogar nos contra-ataques. O RR Olímpico já não jogava com a mesma animação, mas ainda houve tempo de Ceron colocar uma bola na trave. E só, pois logo veio o apito final.
Para saber se o resultado final da partida pode ser considerado uma zebra, é preciso aguardar mais um pouco. Não se sabe se o futebol do XP é esse ou foi aqueles das partidas passadas. Já o Roletinha tem contra o Forza Leone a chance de encostar nos líderes, ou então começar uma queda que pode complicar o time na tabela.
I Chuteira de Prata: 5ª rodada:
Treinadores do Braz 3 x 3 Locomotiva Tarja Preta
LOCOMOTIVA EMPATA NO FIM COM GOLAÇO DE TOM
Em uma tarde de resultados surpreendentes, o Locomotiva entrava em campo podendo terminar a rodada como líder isolado do Chuteira de Prata. O Treinadores do Braz vinha de bons jogos, voltando ao bom futebol perdido e não entregaria os três pontos tão facilmente ao LTP. E o Treinadores fez realmente uma boa partida, mas boa mesmo foi a cobrança de falta de Tom ao final do jogo, empatando a partida nos seus minutos finais.
Os treinadores começaram e já levaram perigo ao gol de Betão. Cobrança de lateral e Juba quase faz de cabeça. Mas não demorou muito para eles balançarem as redes. Fill e Léo não se entenderam e Gustavo Gafanhoto aproveitou a falha, chutando forte no canto do goleiro Tarja Preta. Começar a partida marcando contra uma defesa forte como a do Locomotiva deu tranqüilidade ao time azul e vermelho, que fazia com que o precavido defensivamente Locomotiva se abrisse em busca do empate.
Após um começo muito nervoso e cometendo muitas faltas, aos poucos o LTP se ajeitou em campo e ameaçou alguns ataques. Linda jogada de Rodrigo, que deu um belo chapéu no zagueiro e chutou para fora. Depois foi a vez de Publius e Paulinho, o primeiro de cabeça e o segundo chutando pela direita mas sendo parado pelo goleiro Criança.
Após o gol , o time do Treinadores não fez mais nada no primeiro tempo, não chegava ao ataque e teve que assistir à pressão Locomotiva até o momento do gol de empate. Fill aproveitou bola que sobrou no ataque e deu um leve toque na saída do goleiro, que ainda chegou a tocar na bola. O mesmo Fill, antes do primeiro tempo acabar, fez jogada pela direita e chutou rente a trave.
O segundo tempo começou do mesmo jeito que o primeiro terminou, ou seja, com o LTP melhor. O árbitro mal havia apitado o início e Fill, endiabrado, já decretava a virada em um chute em que o goleiro Criança não esperava. A bola entrou sem o goleiro ao menos se mexer.
Parece que o Locomotiva sofreu do mesmo mal do Treinadores após ficar em vantagem. Com 2 a 1, o time parou de jogar. E a partir da virada só jogaram os treinadores. A busca ao empate vinha em boas trocas de passes. Uma delas terminou com a atacante Peruca mandando no travessão. Mas na segunda não teve jeito: de pé em pé a bola chegou a Índio, que empatou.
O Treinadores não perdeu o ritmo, e Juba levava perigo a Betão a toda instante. Este havia acabado de defender uma boa cobrança de falta daquele, mas quando Juba recebeu na direita e bateu forte cruzado, Betão nada pôde fazer para impedir a virada. Um 3 a 2 com gosto de derrota para LTP até ali.
Com a vantagem, o Treinadores passou a administrar e teve a melhor chance de fazer mais um, com chute forte de Peruca em cima de Betão, que encaixou com segurança.
Quando o jogo já encaminhava para o seu final, o LTP sofreu uma falta, essas no meio de campo, que não dão em nada. O zagueiro Tom despretensiosamente arrumou a pelota e chutou. A danada foi morrer no ângulo do goleiro Criança. Um dos gols mais bonitos daquela tarde. A partida se encerrava ali. Em um jogo cheio de reviravoltas, nada mais justo que o empate.
O Locomotiva mantém sua boa campanha na defesa, e o Treinadores, apesar do empate no final, ainda assim pode confiar em sua classificação. Os dois times seguem bem colocados: o LTP empatado com os líderes e logo atrás deles vem o time do Braz. Para o Locomotiva, a hora da verdade chega na próxima rodada, quando encara o Arouca. Vai ser a chance do time de Publius, que muito fala, se firmar e vencer um dos líderes, pois até o momento o time não venceu nenhum peixe grande do Chuteira de Prata.
I Chuteira de Prata: 5ª rodada: Katimba Antlers 4 x 2 É Verdadeee
KATIMBA TEM SUA PRIMEIRA VITÓRIA CONTRA INSTÁVEL É VERDADEEE
Já com refletores acesos, É Verdadeee e Katimba Antlers entraram em campo para disputar três pontos e fugir das últimas colocações. O começo da partida foi violento, marcado por várias faltas que levaram perigo para ambos os gols. Porém, as duas equipes desperdiçaram todas as chances. Pelo Katimba, Guizinho dava belos dribles na entrada da área, mas sempre acabava chutando na defesa adversária. Aí tinha início a uma superioridade do até então sem vencer Katimba que perduraria em quase todo o jogo.
O Katimba sabia o que fazer em campo. No ataque, chutava mais vezes em direção ao gol. Na defesa, apertava a saída de bola do adversário. Desse modo quase abriu o placar. Porém, o É Verdadeee também jogava bem e, quando necessário, Guilherme Penna, goleiro do Katimba, mostrou serviço, muito serviço. Em um lance, o É Verdadeee chegou com perigo e Penna o mostrou reflexo para evitar o gol. Já o goleiro adversário não teve a mesma sorte quando o Paulão chutou de fora da área e acertou a rede dentro do gol.
Porém, não demorou para sair o empate, coisa que chegou com Gavião, que começa a despontar na artilharia. O Katimba respondeu rápido com um chute de Bruno Neves que o goleiro estreante Daniel pegou. Aliás, se não fossem os goleiros, o jogo teria um placar com dígitos bem maiores nessa fase do jogo. A prova disso foi o grande trabalho feito por Penna, que fez duas grandes defesas quase seguidas.
O jogo ficou equilibrado por alguns instantes, mas o É Verdadeee cresceu de modo significativo, pressionando e dominando a partida. Mesmo assim, o último lance de perigo do primeiro tempo foi a favor do Katimba numa cobrança de falta. A primeira etapa chegou ao fim e, no intervalo, os jogadores do É Verdadeee devem ter resolvido entrar para realmente buscar a vitória a qualquer custo. Isto foi demonstrado na raça e na disposição que a equipe mostrou no início da etapa final do jogo. E com toda esta pressão, aconteceu o esperado: gol do É Verdadeee, de novo dos pés de seu artilheiro Gavião, que, mesmo baleado no joelho, vem jogando com vontade e fazendo seus gols.
Entretanto, o gol parecia ser o que o Katimba precisava para reagir. Um lance não acabou em gol, pois o contra-ataque terminou na grande defesa do goleiro. Mas, logo depois, o Katimba empatou com Palhuca. A partir daí o jogo pegou fogo. Quem diria que dois times que ocupavam as colocações finais do Chuteira de Prata fariam uma partida tão disputada? Sem esquecer que ambas jogavam bem e valorizavam a posse de bola. Assim, um vacilo de algum atleta poderia ser o lance decisivo.
O É Verdadeee passou a atacar com muita freqüência e com qualidade. Por conseqüência, a equipe jogava melhor. Enquanto isso, o Katimba se segurava como podia. E dá-lhe pressão do EVeee, que apenas errava em alguns lances que demonstrava nervosismo, como em lançamentos em profundidade muito fortes que entregavam a bola de graça ao adversário. O jogo corria muito, e não se notava muita marcação, o que aumentava a chance do jogo não acabar empatado, mesmo já sendo jogados 23 minutos do segundo tempo. E eis que o Katimba, em três lances, definiu tudo: primeiro, em ótimo ataque, o goleiro do É Verdadeee fez uma grande defesa. Na sequência, o bom goleiro não pode segurar duas bolas que passaram por ele: o gol Bruno Neves e de Guizinho, ambos nos minutos finais.
Com a vitória por 4 x 2, o Katimba enfim vence e chega a 4 pontos, deixando o Basicus na lanterna e ressuscitando o time na competição ao atingir os mesmos 4 pontos do É Verdadeee, que ocupa a 10ª posição na tabela (o Katimba, pelo saldo de gols, é o 11º colocado, mas em compensação o É Verdadeee tem a pior defesa da Série Prata, com 21 gols sofridos em 5 jogos). Na próxima rodada, o É Verdadeee encara uma decisão com o lanterna Basicus. Provavelmente quem perder pode começar a dar adeus à classificação. Já o Katimba Antlers tem uma pedreira pela frente, pois encara ninguém menos que o segundo colocado, o Roleta Russa.
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