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Notícias de 09/10/2008

MESMO COM APAGÃO NO FIM, MACHUPICHU VENCE OSASQUENSE E ENTRA NO G-8


Ambas as equipes precisavam da vitória e tendiam a partir com tudo para a conquista da mesma. O MachuPichu tinha apenas 3 pontos, conquistados diante do lanterna Tosco, enquanto o Osasquense somava apenas um ponto, da primeira rodada ao empatar com o outro Atlético do grupo, o Pagalanxe.

No primeiro tempo o MachuPichu atacava muito, mas não conseguia chegar ao gol. A equipe do Osasquense mostrava fragilidade no toque de bola e quase sempre algum de seus jogadores pegava a bola e partia para a jogada individual sem sucesso, mostrando a falta de conjunto do elenco. Os peruanos martelaram até marcar, em belo passe de Carrer nas costas da defesa para Thiago Branco abrir o placar com categoria tocando na saída do goleiro.

O gol não alterou o panorama do jogo, que se mantinha da mesma forma, com o MachuPichu dominando. Bruno e Ricci fizeram bela tabela para este último só empurrar para o gol e fazer 2 a 0. Era o fim de primeiro tempo marcado por um placar magro, que não representava a realidade da partida tamanha a superioridade do time peruano em campo. O goleiro Emílio pouco fez, só trabalhando em lance isolado de Bill, pois o Osasquense chegava quase sempre com chutes de longa distância.

No começo do segundo tempo a bola começou a entrar pelo lado dos peruanos e foi nos primeiros 10 minutos que o MachuPichu matou o jogo. Primeiro Danilo recebeu a bola pela esquerda, entrou na área e encheu o pé para marcar o terceiro gol de sua equipe e o primeiro dele na partida. Logo em seguida, Thiago Branco, que comandava as investidas ofensivas, deu um belo drible pouco depois do meio campo e bateu no ângulo para fazer o gol mais bonito da partida. Ainda na seqüência, em jogada de Thiago Branco que passou para Danilo só empurrar para o gol e ampliar para 4 a 0.

E não acabou por ai. Em jogada na área, Danilo sofreu pênalti do goleiro. Ele mesmo bateu e converteu para marcar mais um, o terceiro dele na partida. E ainda deu tempo de mais um de Danilo: Marcel invadiu a área e cruzou na medida para o camisa 7 tocar de cabeça. Pouco antes de sair de quadra Thiago Branco ainda fez o seu terceiro, mostrando que a dupla de ataque estava num dia inspirado. Ele driblou dois adversários e bateu no canto do goleiro decretando 8 a 0 no placar.

Entretanto, a partir daí, 15 minutos do segundo tempo, o que se viu foi algo que ninguém esperava, uma forte reação da equipe verde comandada pelo atrasado Paulinho Valério, autor de 2 dos 4 gols da equipe na impressionante reação osasquense. Quase sempre em jogadas individuais, Paulinho pegou um MachuPichu inexplicavelmente atordoado, se complicando na defesa e só não entregando o jogo porque o estrago anterior tinha sido enorme. Nesses minutos se viu um time do Osasquense partindo para o ataque com vontade e lampejos do que pode se considerar um bom futebol.

Ao fim da partida, um MachuPichu ainda instável, que mostra sérios problemas de instabilidade ao longo do campeonato. E, afinal de contas, os peruanos venceram os dois lanternas e mais ninguém. Na próxima rodada, o maior desafio: enfrentar o Bacana, num jogo que se a vitória vier encherá o time de moral e confirmará a fama de Robin Hood. Para o Osasquense, as coisas vão se tornando cada vez mais complicadas. A primeira vitória poderá decretar a sobrevivência da equipe na competição, e a chance é sábado contra o The Veras.

ESTUDIANTES DE CAIO PASSA POR CIMA DE BASICUS


O duelo entre Estudiantes e Basicus foi semelhante a uma gama de outros jogos protagonizados por este último. Ou seja: novamente a equipe de R. Barath deu tudo de si, mas sucumbiu ante um adversário dotado de maior velocidade e de uma técnica mais apurada. No caso desta partida, as coisas foram ainda mais difíceis para o Basicus, visto que seu adversário estava com a moral elevadíssima por ter virado o jogo contra o Roleta Russa na semana passada. Ah, claro, e tinha Caio num dia inspirado.

Mal o juiz apitou o início da peleja e o próprio Caio costurou pelo meio de campo e mandou uma bomba cruzada em direção ao gol do Basicus. Para a sorte da equipe rosa – que vem jogando de azul e branco –, Goku, o goleiro ninja, aparou o petardo com um de seus notórios saltos acrobáticos. No entanto, a jogada foi perigosa o suficiente para que o Basicus percebesse com quem estava lidando e se fechasse na defesa.

O embate prosseguiu complicado para o Basicus, uma vez que o Estudiantes não estava poupando energias na hora de atacar. O esquema tático do time preto-amarelo lembrava muito o utilizado pela Holanda na Copa do Mundo de 1974: assim como o “carrossel holandês”, os jogadores do Estudiantes não tinham posições fixas em campo, o que confundia os marcadores do rival e garantia o elemento surpresa a cada ataque do antigo Crocciati. Da mesma forma que o célebre Johann Cruyff, Caio seguia pelo centro, dando ritmo ao “carrossel” e articulando passes para os demais chutarem para o gol.

O Basicus bem que tentou armar alguns contra-ataques pelas laterais com Fernando e Publius. Porém, o time só encontrava tempo e espaço para se defender. Ao menos Ladeira, Barath e o goleiro Goku conseguiram segurar o bombardeio adversário até a chegada de Saulo e Cavalera, aos 5 minutos. Com a entrada da dupla no meio de campo, o Basicus pôde ousar mais em suas investidas, já que agora a ponte para o ataque estava mais sólida e concisa.

No entanto, talvez a formação defensiva fosse o melhor para a equipe de Barath, pois, ao abrir mão desta, o time ficou vulnerável pelo centro e acabou levando seu primeiro gol. Aos 11 minutos, Junior recebeu passe lateral de Peter e, com um chute rasteiro, pôs a bola para repousar no cantinho do gol de Goku. O Basicus não deixou barato e revidou segundos depois com Fernando, que, cara a cara com o goleiro Richard, pegou de primeira lançamento preciso de Leandro Raito e fez a redonda explodir na rede do oponente.

Com ambos os times jogando no ataque, o equilíbrio imperou na partida, tornando-a quase um toma lá da cá. O Basicus, em especial, construiu boas oportunidades com Fernando, sempre assistido por Saulo ou Cavalera. Contudo, o carrossel do Estudiantes não deixava brechas na defesa e logo tratava de armar contra-ataques de periculosidade ímpar – todos orquestrados pelo meia Caio. Dessa forma, não demorou pra que o segundo se sobressaísse e rompesse a estaticidade do jogo com dois gols seguidos: um de Rafael Lorente, aos 14 minutos, auxiliado por passe de Caio, e outro do próprio camisa 7, aos 16.

A saraivada de gols levou o Basicus a pedir tempo. A medida, juntamente com os incentivos urrados por Rodrigo Barath, aparentemente funcionou, pois o time voltou mais cauteloso com relação a sua retaguarda e, ao mesmo tempo, mais coeso em suas ofensivas. Tais mudanças táticas permitiram que a equipe diminuísse o placar aos 20 minutos, com o gol de autoria de Paulinho Ventura, e segurasse o “rolo compressor” Estudiantes até que o árbitro apitasse o intervalo.

Levando em conta as reações do Basicus nos instantes finais do primeiro tempo, parecia que a disputa voltaria pegada na segunda metade do jogo. Talvez o lanterna conseguisse o empate ou, quem sabe, sua primeira vitória na história do Chuteira. Entretanto, não foi o que aconteceu. O Basicus começou apático e só foi dar sinal de vida quando se encontrava em situação crítica depois de levar três gols, momento em que o Estudiantes já relaxara e colhia louros.

O prélio recomeçou sob o controle total da garotada do Estudiantes. Muito toque de bola e tabelas quase que ensaiadas garantiram a posse de bola para o time. Caio, que já atuara de maneira impecável no primeiro tempo, realmente brilhou no segundo. Quem pôde assistir a esse segmento do jogo sabe que, a despeito do excelente desempenho do restante da equipe, não é exagero dizer que o camisa 7 foi o grande responsável pela supremacia do Estudiantes. Tanto isso é verdade que, logo nos primeiros minutos, o jogador marcou não um, mas dois gols, ambos com a jogada que já se tornou sua marca registrada: arrancada pelas laterais seguida de uma bomba cruzada praticamente indefensável.

O Basicus seguiu apanhando até os 19 minutos, instante em que o Estudiantes anotou o ampliou para o Estudiantes com um chutão do meio da rua de Caio, o dono do jogo definitivamente. Mas, a partir desse momento, a caça se tornou caçador e passou a encurralar o time preto amarelo com Love, Harada e Publius. Esse último, inclusive, se tornou a principal pedra na chuteira do Estudiantes: o atacante criou uma série de oportunidades que só não se concretizaram em gols porque o restante da equipe não estava afiado na hora de finalizar. Tamanho foi o perigo oferecido pelo jogador que Well Gomes e Rafael Lorente tiveram que arcar com o cartão amarelo para cortar algumas de suas investidas.

Mas era tarde demais para o Basicus reagir. O time já estava visivelmente cansado para enfrentar uma potência como o Estudiantes. Com mais essa derrota, o Basicus segue no último lugar do Grupo B e na zona de descenso. Para piorar a situação do time, seu próximo duelo será contra a renascida Equipe Broder, que está no seu auge emocional após desencantar contra a Giro na semana passada.

BACANA VENCE AURORA E DISPARA NA LIDERANÇA


O jogo foi dos mais esperados da 6ª rodada. Isso porque os dois times invictos e 100% do Grupo A se enfrentariam. O Bacana manteve no decorrer da semana o tom sóbrio que marca a equipe, enquanto o Aurora era só empolgação pelos resultados alcançados até então. E em quem chegou mais cedo para ver o jogo de fato viu um grande jogo de futebol, com predomínio do Bacana no primeiro tempo e a recuperação do Aurora no segundo, para ao final prevalecer a frieza dos atacantes Yanes e Rômulo.

O Bacana começou com mais vontade, tomando a iniciativa das ações. Sem o capitão Marcelo Rocha, que estava numa competição de basquete, esporte que, dizem, ele sabe jogar, o artilheiro Yanes começou sentadinho no banco. E quem mostrou presença e força ofensiva foi Rômulo, que articulava pelas pontas as melhores jogadas, enquanto Vitinho vinha pelo meio ao lado de Demehur e Luisinho. O primeiro lance de perigo foi justamente de roubada de bola de Vitinho, que Rômulo concluiu pra fora.

O Aurora devolvia os ataques com Pena, que ao seu estilo pela direita cortou para dentro e mandou um chute de canhota no cantinho que o goleiro Flávio buscou e mandou para escanteio. Mas não demorou para o Bacana reagir e mostrar quem mandaria naquele primeiro tempo. E o nome do jogo, Rômulo, fez uma linda jogada, com direito a saída de seu campo, rolinho em Júlio Sérgio e chute de frente da área para abrir o placar.

Foi o mesmo Rômulo que mostrou frieza e tranqüilidade para, após jogada pela esquerda, recebeu a bola em cima da linha de fundo dentro da área. O jogador parou, matou, olhou, esperou e tocou por baixo do goleiro para o meio da área, onde chegou Márcio Cardoso para afundar e balançar as redes.

Parecia que o Bacana iria golear novamente. Wellington brigava muito e Pena vinha de trás para tentar o arremate. Thiago Moura mandou um chute por cima do travessão e Pena fez linda jogada costurando pelo meio até que o goleiro interviesse com os pés para evitar o primeiro gol do Aurora.

Eis que Yanes entra em campo para tentar mostrar que os gols perdidos na semana passada era justamente passado. E não demorou para ele completar chute/cruzamento em cima da linha do gol. Muitos viram ali o camisa 9 “roubar” o gol do companheiro, pois a bola estava entrando mesmo no gol. Houve muita comemoração do jogador, com direito a beijinho para a torcida masculina, algo que muitos estranharam.

Os minutos finais foram de tentativas de diminuir o prejuízo por parte do Aurora, que de fato conseguiu com gol de rebote de Wellington após chute de Pena. E 3 a 1 foi o placar do primeiro tempo.

No segundo tempo desde o início viu-se um Aurora ofensivamente mais atuante e trabalhando sempre no campo de defesa do adversário. A mudança do estilo de jogo foi radical: Maradona passou a atuar quase dentro da área, como um pivô, mas revezando com tentativas de fora da área quando ele vinha buscar jogo. E foi com ele que o Aurora criou as grandes chances e passou a pressionar o Bacana, que não deixava de levar perigo nos contra-ataques, puxados sempre por Demehur, Luisinho ou Vitinho buscando Yanes ou Rômulo.

E de tanto tentar o Aurora conseguiu diminuir, em chute de Thiago Maradona de fora da área que passou por baixo do goleiro Flávio, que ainda caiu para a defesa mas não conseguiu efetuá-la. Logo o Bacana descontou, dessa vez com Yanes fazendo o gol mesmo e não empurrando em cima da linha. Após rebatida da zaga, a bola sobra quase sobre a linha da área. O camisa 9, que estava dentro da área, sai dela e dá uma virada sensacional e chuta com a parte de dentro do calcanhar. A bola foi morrer no ângulo esquerdo de Leo Alemão.

Mais uma vez, com 4 a 2 desfavoráveis no placar, o Aurora se atirava com tudo ao ataque. E foi assim mesmo que conseguiu mais um gol, novamente com Maradona, que chutou outra bola ao gol. O goleiro Flávio estava na bola, mas acabou desviando na zaga e matou o defensor. O jogo ganhou em emoção e o Aurora sentiu o bom momento. Pena, apesar de não aparecer tanto quanto nos jogos anteriores, tentava jogadas individuais, mas o jogo era em Maradona, que ganhava todas na defesa do Bacana e criava as principais chances.

E de tanto martelar o Aurora empatou. E o autor do gol foi Pena, o camisa 10, que mandou um chute rasteiro no cantinho direito de Flávio. Muita vibração do time branco, que jogou com uniforme preto e vermelho, igual ao Milan.

Vendo o adversário em ascensão, o Bacana tratou de esfriar os ânimos e colocou seus principais jogadores de ataque no jogo. Luisinho passou a ser a referência no meio junto a Demehur, com Yanes na frente isolado. E foi justamente o trio que conseguiu dar a vitória ao time vinho nos 5 minutos finais. Em chute de Demehur, famoso por ser preciso e forte, Yanes toca de leve e tira o goleiro da jogada, indo morrer no barbante. O balde de água fria parecia quase congelada ao Aurora, tanto que não demorou mais do que dois minutos para Demehur receber, matar e escorar a bola para o gol com vontade após cobrança de escanteio. Com 6 a 4, era o tiro de misericórdia para o Aurora.

Entretanto, o Aurora não se entregou e lutou até o fim. Tanto que em seguida marcou outro gol, com Wellington em mais um gol dele de rebote. Mas logo que o jogo reiniciou os árbitros apitaram o fim do jogo e a primeira derrota do Aurora, em contraste com a sexta vitória do Bacana, que se isola na liderança. O placar apertado mostra que as duas equipes fizeram um grande jogo, que terminou na comemoração estridente do Bacana, mas não na menos alegria do Aurora, que provou ter um time capaz de ir muito longe neste Chuteira.

FORA DE SÉRIE SEGURA MELVILLE E PERDE SÓ DE 4 A 2


Julgando ser fácil o duelo contra o Fora de Série, o Melville Power começou em marcha lenta, tocando a bola na retaguarda e avançando meio que sem vontade pelo centro com Felipe e Alemão. Porém, a equipe azul logo mostrou que não era um adversário com o qual se podia brincar. Ainda no primeiro minuto de jogo, Danilo disparou pelo meio de campo e ficou cara a cara com o goleiro Rafael. Se não fosse a intervenção de última hora de Henry, um chute do atacante poderia ter mudado a forma como a partida se desenvolveu.

Esse e outros lances ousados do camisa 6 do Fora puseram o Melville em estado de alerta. O time vice-campeão fechou o meio com Henry e Waltinho, e pôs Alemão e Felipe para marcar a saída de bola do oponente. Estava montada a armadilha. Ao menor erro do Fora de Série, a esquadra da abelha contra-atacaria com velocidade e não teria piedade do goleiro Angelo. Dito e feito: aos 3 minutos, Alemão interceptou a redonda no centro e, com um passe longo pela lateral esquerda, ajeitou para Felipe estrear o marcador com um chute cruzado.

Com esse prelúdio semelhante ao de tantas outras goleadas do Melville, parecia que o destino do Fora de Série era perecer ante aos lendários atacantes do escrete branco e preto. No entanto, dois fatores contribuíram para que o Fora se sobressaísse e desse trabalho para o rival. O primeiro – e mais importante – foi o próprio desempenho do time, que vem melhorando a cada jogo, sobretudo no setor ofensivo. Já o segundo foi a saída do craque Felipe, logo aos 6 minutos. Após uma forte trombada com Rafael Chulapa, o ponta-de-lança caiu de mau jeito e lesionou a região das costelas, ficando incapacitado de seguir em frente. Desnecessário dizer que isso causou um enorme desfalque no ataque do Melville, uma vez que Alemão não tinha tanta sintonia com os demais como com Felipe.

O Fora de Série se aproveitou da queda de rendimento do Melville e passou a enfocar na ofensiva. Era a chance da equipe revidar o gol que sofrera e, quem sabe, virar o placar. Enquanto Clebão articulava passes com Cadu pelo centro, Rafael Chulapa permanecia na banheira adversária à espera de um passe para completar. Dessa forma, o Fora conseguiu encurralar o Melville e criou boas oportunidades de gol. Mas como Chulapa acabou perdendo uma gama dessas chances com chutes débeis e tortos, coube ao zagueiro Rica a árdua missão de marcar o primeiro de sua equipe. Aos 13 minutos, o capitão do Fora de Série trespassou a arena driblando quem quer que estivesse em sua frente e terminou mandando uma bomba rasteira para morrer no cantinho do gol adversário.

O gol aparentemente serviu como um remédio para o Melville, visto que a performance deste apresentou uma considerável melhora. O time passou a atacar de forma mais maciça e coerente, com Waltinho e Washington tomando a dianteira. Alemão, que estava praticamente nulo em campo desde a saída de Felipe, voltou mais apurado e seguiu assistindo seus companheiros com passes precisos. Todavia, a ascensão definitiva do camisa 5 só viria aos 17 minutos, momento em que este ampliou para o Melville ao cobrar o pênalti resultante da dura falta que o goleiro Ângelo fez em Waltinho 15 segundos antes.

O lance não apenas recobrou a moral do atacante, como também assustou o Fora de Série, que reagiu com velozes investidas de Danilo, sempre assistidas por Rica. Mas o gol não saiu e o intervalo chegou para esfriar a esquadra de Clebão.

O segundo tempo já começou fervendo, com o Melville batendo de frente com a sempre coesa zaga do Fora de Série, mesmo com a ausência de Carlão. Porém, apesar do ótimo desempenho, esta última não conseguiu parar o gol que Alemão anotou logo aos 5 minutos. Com destreza ímpar, o jogador costurou a grande área do Fora e pôs a redonda para descansar no cantinho do gol com um rasteiro cruzado.

Logo em seguida, uma falta batida por Rica seria o estopim para o lance mais emocionante do jogo. Após a cobrança, Cadu pegou o rebote, mas se atrapalhou na hora de chutar por conta do grande amontoado de jogadores do Melville que marcavam presença na área. O oportunista Alemão tratou de tomar a bola do jogador e disparou pelo meio de campo junto a Waltinho. Entretanto, a raçuda zaga da equipe celeste conseguiu tirar no sufoco o mortal contra-ataque, que por muito pouco não foi concluído por um toque de calcanhar deste último.

Visando anular futuras peripécias do aceso Alemão, o Fora de Série se fechou na guarda e ficou à espreita, só esperando uma oportunidade para revidar. Tal medida protegeu o Fora de uma goleada. Se não fosse a habilidade de Rica na defesa, certamente o placar do adversário teria sido muito mais elástico. Vale destacar também a atuação de Rafael Chulapa, que, a despeito de não ter se dado bem no ataque, foi bem sucedido em segurar Alemão no cerne da arena. Isso até o momento em que ele foi amarelado por derrubar o atacante com um forte jogo de corpo.

O jogo seguiu monótono, quase parando até os 17 minutos, quando Alemão marcou seu terceiro ao completar passe de Waltinho com um leve toque. A esta altura, o Fora de Série, que não estava conseguindo retrucar a pressão exercida pelo Melville, já não tinha mais o que perder. O time partiu a todo vapor para a ofensiva, com Danilo e Tonhão forçando pelas laterais, auxiliados pela conexão armada por Rica no centro. Mas esse esquema logo se dissipou, já que Eduardo Basílio machucou o capitão do Fora com uma entrada brutal. Sábio, o árbitro não hesitou e sacou o segundo amarelo do jogador, seguido do azul. Estava encerrada a “atuação” do veterano camisa 16, que praticamente não viu a bola ao longo da partida e só fez faltas (4 no total).

Apesar de dispor de muita determinação, Rica não pôde fazer muito com as pernas feridas e o cotovelo esquerdo todo ralado. Contudo, mesmo sem o seu melhor defensor, que vinha sendo também o melhor armador, o Fora não se entregou e, no último minuto, diminuiu com o gol de Danilo, após escanteio de Rafael Chulapa.

Melville chega à liderança do Grupo B, enquanto o Fora de Serie se afunda dentro da zona de descenso. Dois opostos que em nada se completam.

JOGA 13 DISPARA PESADO CONTRA MULEKE PIRANHA


Era um jogo-chave para o Joga 13 e a chance de o Piranha praticamente garantir a vaga na segunda fase. Com 4 pontos, o 13 chegava embalado pela bela vitória diante da Giro SP e esfomeado por mais 3 pontos para engrenar de vez. E foi exatamente isso que aconteceu com o placar de 9 a 2 para o time preto e amarelo.

Sem mais uma vez os meias Diogo, Douglas Nunes e Batoré, o Piranha tinha no trio Salada, Thiago e Robson a força de ataque. Na defesa, Fezão, Portuga e Leandro Segalla tinham a incumbência de marcar e também de apoiar. E o 13 começou a dominar a partida logo de cara, com Choco pelo meio e Lele fazendo a parede quase dentro da área. Tanto que em toque de Lele é a zaga do Piranha que tira quase em cima da linha para evitar o primeiro gol do adversário. Em seguida, é o capitão Rodrigo que salva em cima da linha bola do Piranha.

Mas logo aos 3 minutos o gol saiu. E foi do 13, de Rafinha, um dos destaques da partida. Ele pegou um chute de primeira pela direita e acertou um tiro sem chances para Guaraná. O Piranha conseguia ainda equilibrar as ações, mas Portuga mandou por cima do travessão boa chance. Na seqüência, Salada cobra falta da direita rasteira e forte para dentro da área. Robson desvia de letra e a zaga desvia salvando o gol de empate. Mas se dessa vez Caieras se salvou, não conseguiu evitar o gol de empate aos 14 minutos, quando Robson tocou para Portuga carimbar a rede.

O 13 parece que não sentiu o gol, pois no minuto seguinte Choco tratou de mostrar quem mandava. Ele recebeu no meio, avançou pelo meio e mandou um balaço rasteiro no canto esquerdo de Guaraná, que ainda foi na bola mas sem sucesso. A partir daí só deu 13 no jogo. O Piranha se abriu buscando o gol e deixou espaços para o Joga 13 jogar como gosta – com Lele recebendo e dando de bandeja chances de finalizar contra o gol adversário.

Antes de Choco fazer 3 a 1, Guma tromba com a defesa e sai livre com a bola na cara de Guaraná. Na saída do goleiro, ele toca por cima, buscando encobri-lo, mas a bola passa ao lado do gol. Lele também perdeu o seu ao sair livre pela direita e mandar um torpedo contra o corpo de Guaraná, que saiu bem fechando o ângulo do atacante. O gol de Choco, o segundo dele no jogo, foi seguido por gol de Calado, que voltava de suspensão. Ele recebeu passe de Lele, que fazia o pivô, e mandou para os fundos das redes, decretando 4 a 1 e o placar parcial do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o que se viu foram 25 minutos de um massacre do 13, que tinha liberdade total para jogar e Lele distribuir as bolas. O jogador ainda teve uma chance em escanteio, quando cabeceou para Guaraná defender. Mas os 4 minutos enfim o artilheiro do 13 marcou, após ajeitada de Bruninho. Era 5 a 1.

Mal recomeçou o jogo e Guma deixou o dele. Foi só aí que o Piranha voltou a acordar na partida. Guaraná obrigou Caieras a se esticar para defender uma bomba do meio de campo, assim como o goleiro fez o mesmo com chute de Fezão. O Piranha passou a apostar em chutes de longa distância, prontamente defendidos pelo goleirão. Portuga acertou a trave de Caieras e Fezão fez o mesmo trabalhar de novo em cobrança de falta. Foi só aos 16 minutos que o Piranha diminuiu, com Thiago Missiroli.

Mas o dia era mesmo do 13, que até então já tinha ampliado mais duas vezes com Rafinha aos 12 e 13 minutos, aumentando para 8 a 2 o placar. Num deles, Rafinha cruzou forte para dentro da área quase de cima da linha de fundo e a bola desviou nas costas de Fezão e foi morrer no fundo do gol. No fim do jogo, Choco viu o goleiro defender chute seu antes de girar dentro da área e fechar a goleada em 9 a 2 para o Joga 13, que se mostra mais vivo do que nunca na competição e com novo gás para essa reta final. Os adversários que se cuidem, pois o 13 definitivamente voltou.

FIORELLA VENCE E TIRA MSM DA ZONA DE CLASSIFICAÇÃO


Em breve.

SNG ATROPELA DIABOS EM JOGO PEGADO


O embate entre SNG e Diabos Laranjas começou fervendo, com ambos os times atacando sem medo de avançar o time e sofrer contra-ataques. O habitualmente competente defensivamente Diabos vinha sem Argentino, suspenso, e focava seus esforços nas velozes investidas da dupla Ronei e Lillo, enquanto o SNG seguia com Memé cortando pelo lado esquerdo do campo e Abelha avançando pelo meio, além, é claro, do esfomeado Renê, que, à espera de um rebote, não saía de jeito nenhum da banheira adversária, tentando finalizar ou fazer a parede para os companheiros.

O jogo prosseguiu disputadíssimo. Se um time atacava, o outro tratava logo de pegar o rebote e revidar. Deste modo, como o ataque das duas equipes era maciço e coeso, um dos fatores que mais pesou no decorrer da partida foi a atuação das defesas. Surpreendentemente, o Diabos, detentor de uma das melhores zagas do torneio, falhou miseravelmente na tarefa de conter o SNG. O desempenho do hábil goleiro Porps também foi aquém do esperado: logo nos primeiros minutos de jogo, o arqueiro já demonstrava sinais de insegurança e se atrapalhava na hora de apanhar bolas relativamente fáceis. Isso em razão de uma entrada nas costas que o deixou com dores nas costelas durante todo o jogo. A torcida não sabia disso e questionou diversas vezes: “Esse aí é o famoso Porps?”

E não demorou para Abelha marcar, aos 4 minutos, para romper o equilíbrio do duelo ao abrir o placar para o SNG. A partir daí, o SNG passou a encurralar o Diabos impiedosamente na área deste, demonstrando dessa forma uma ligeira superioridade na luta pelo controle da partida.

Segundos depois, um feito extraordinário parou a partida: Renê, artilheiro supremo do SNG, finalmente conseguiu marcar o seu centésimo gol! Com um chute curvado praticamente indefensável, o jogador tornou-se o primeiro a atingir tal marca em toda a história do Chuteira. O lance foi muito comemorado pelo atacante e ovacionado pela torcida, que vibrava com o recorde quebrado e brincava com a história do camisa 11 “não ser mais o mesmo”.

O Diabos não esfriou após levar dois gols. Pelo contrário: o time passou a buscar o empate de forma frenética, com Ronei e Lillo arrancando ligeiramente pelas laterais e Juba fazendo a conexão pelo meio de campo. Se valendo dessa tática, os endiabrados conseguiram desarmar a defesa do oponente e atingiram seu objetivo aos 7 minutos, quando Du Rodrigues, oportunista, não hesitou em converter um rebote em um chutão que explodiu as redes de Messi.

O Diabos ganhou fôlego e seguiu batendo de frente com o SNG. Todavia, as investidas do time eram sumariamente eliminadas pela marcação truculenta, para não dizer outra coisa, de Tejeda e, sobretudo, de Biro. Este principalmente utilizou de maneira suprema o forte corpo para conter os pequeninos diabos, sendo que muitos vezes era de força exagerada e com uso abusivo dos braços e empurrões. Lamentavelmente, nenhuma das entradas dos jogadores foram percebidas pelos árbitros, o que pôs os endiabrados em severa desvantagem e pilhados de nervoso.

Enquanto isso, a estrela de Renê voltava a brilhar, com mais 2 gols. Assistido por seu fiel escudeiro Memé, o camisa 11 ampliou o placar do SNG com um chute cruzado “ao estilo Renê”. O gol alimentou a fome de bola do atacante, que não deu trégua aos rebotes dos companheiros e começou a bombardear o gol do Diabos com chutes dos mais variados tipos. Até um lindo voleio o artilheiro arriscou aos 15 minutos, recebendo elogios da torcida por tal feito. Sendo assim, não demorou para o jogador marcar seu terceiro e provar para todos os amigos do Chuteira que o Renê continua em plena forma, com disposição para alçar novos recordes e levar o SNG a muitas vitórias.

Para o terror do Diabos, Tejeda anotou o quinto do SNG e fechou com chave de ouro a excelente atuação do time no primeiro tempo.O jogador – sem dúvida um dos destaques da partida, tanto na defesa quanto no ataque de sua equipe – pegou de primeira um lançamento de Memé e mandou uma ogiva para morrer nas redes do goleiro Porps.

Apesar de ter diminuído seu ritmo de ataque no segundo tempo e de ter focado a maior parte dos seus esforços na contenção, o SNG não deixou de marcar gols. Tanto isso é verdade que, mal o jogo recomeçara, Tejeda de novo, aproveitando novo passe de Memé, marcou o seu segundo e completou seis para sua equipe.

O prélio permaneceu emparelhado no meio de campo até os 17 minutos, instante em que o garçom Memé cansou de servir e resolveu anotar o seu merecido gol. O atacante do sorriso largo e olhos pequenos recebeu passe do estreante Bill e, frente a frente com Porps, bateu de canhota no cantinho da rede. O Diabos, que a está altura já estava cansado de ter suas investidas cortadas pela zaga adversária, replicou e enfim conseguiu diminuir o exorbitante placar do SNG com um lindo toque de calcanhar de Emerson Neném, auxiliado por Ronei. Era o último suspiro dos endiabrados, o gol de honra de uma equipe cuja perseverança tem se mostrado ímpar no Chuteira.

Coube a Abelha dar o golpe de misericórdia do SNG e encerrar a partida. Após fazer o dois-um com Renê, o camisa 16 sepultou a bola no gol do Diabos com um leve chute cruzado para fechar em 8 a 2 o elástico placar e mostrar que o SNG estava mais vivo do que nunca para enfrentar o poderoso Melville na rodada seguinte. Já o Diabos também tem páreo duro, o Muleke Piranha depois de ter tomada também uma goleada do Joga 13.

BENGALAS FAZ LIÇÃO DE CASA E VENCE FÚRIA


Fúria x Bengalas certamente se enquadra entre os mais acirrados da sexta etapa, uma vez que ambos os times entraram em campo com fome de bola e muita determinação para contornar as derrotas que sofreram na semana passada - respectivamente para Fiorella e Bacana. Por conta disso tudo, quem saiu no lucro maior foi o espectador, que pôde acompanhar uma partida repleta de emoção e futebol de qualidade.

Apesar da ausência de gols, o primeiro tempo foi bastante empolgante. O Bengalas começou cauteloso, tocando a bola na retaguarda e evitando bater de frente com o cerrado e perigoso meio de campo do Fúria - representado por Fagner e Luis Gabriel. Visando abrir espaço e atacar, a equipe de Bizú – que começou jogando no gol - seguiu trabalhando com lançamentos e bolas altas de Nando para o estreante Leandro Alves, substituto de Guitolê na profissão de matador. Contudo, o Fúria não ficou estático diante da armadilha que o adversário pouco a pouco construía e logo passou a apertar pelas laterais com seu trunfo, o veloz e apurado Thiago Motta.

Embora o Bengalas levasse vantagem na posse de bola, era o Fúria que representava maior perigo. Mesmo sob a dura marcação de Fábio Leite, Thiago Motta invadia constantemente a área rival e assustava o dublê de goleiro Bizú com chutes cruzados e bombas das mais variadas formas e distâncias. Mas para o azar do camisa 7 do Fúria, além do arqueiro postiço estar afiado, o travessão mais uma vez se mostrava seu inimigo. Tanto isso é verdade que, aos 11 minutos, a viga segurou um chute cruzado do atacante que era gol certo para os furiosos.

A equipe tricolor seguiu apertando no ataque e cerrando cada vez mais a saída de bola do adversário. Apático nos primeiros minutos, Adriano agora dava novo fôlego à ofensiva de seu time, distribuindo boas assistências ao irmão Thiago e a Luis Gabriel, que, mesmo integrando a defesa, vez ou outra arriscava chutes ao gol. No entanto, a zaga do Bengalas, bancada por Fernando Forte e Fábio Leite, estava muito bem entrosada e vacinada contra as jogadas rápidas pelas laterais do Fúria, o que reduzia consideravelmente as chances de gol deste.

Entretanto, apesar de estar contendo as investidas do rival com relativa tranqüilidade, o Bengalas sabia que sua passividade acabaria culminando em morte certa. Cedo ou tarde, a pressão exercida pelo Fúria subjugaria a muralha bengalense. O time preto-amarelo precisava reagir e arrumar alguma forma de driblar a dura marcação de Fagner, Luis Gabriel e Everton.

A solução veio quando o Bengalas pediu tempo para descansar e reestruturar sua forma de jogo. Para engrossar suas investidas, o time optou por colocar Bizú para agitar o meio de campo, substituindo-o no gol Djow. A medida aparentemente funcionou, visto que, a despeito de algumas atrapalhadas, o forte e perseverante camisa 7 conseguia facilmente abrir caminho pelo centro, dinamizando as ofensivas de Leandro, que mostraria no segundo tempo que Guitolê pode ir para o banco. Porém, o Bengalas não teve tempo para fazer muita coisa, já que o árbitro logo apitou o intervalo.

Em oposição à performance no início do primeiro tempo, o Bengalas começou o segundo pressionando a ponto de acuar o Fúria. Enquanto Bizú seguia forçando pelo meio de campo, Leandro costurava as laterais com velocidade e desarmava a defesa inimiga com dribles e jogadas plásticas. Para completar o setor ofensivo da equipe, o gigante e veterano Jacaré ficava de prontidão na área adversária à espera de um passe para completar ou de uma bola alta para matar de cabeça.

Jogando dessa forma, o Bengalas passou a oferecer ameaça constante ao goleiro Betão, que a está altura já não podia mais se dar ao luxo de relaxar em sua posição. Com o intuito de sair ileso, o Fúria se fechou na defesa e optou por tecer contra-ataques ao invés de bater de frente com o oponente. Todavia, isso de nada adiantou, pois, aos 5 minutos, Bizú conseguiu se desvencilhar do aglomerado de furiosos que escoltavam Betão e, com um passe preciso, deixou Leandro Alves de cara para o gol. Ao camisa 16 só coube a tarefa de tocar de calcanhar para romper o jejum de gols e marcar 1 a 0 para sua equipe.

Após o lance, o já resoluto Bengalas recebeu mais reforço moral com a chegada de suas fiéis torcedoras, as bengaletes. Com seus pitorescos gritos de guerra, as meninas injetaram ânimo na partida e extraíram sorrisos de alguns casmurros que presenciavam o evento. Mas tanta alegria durou pouco, pois Luis Gabriel empatou o duelo aos 8 com um belo chute cruzado.

O gol foi o incentivo que o Fúria necessitava para recobrar suas forças e voltar a apertar o jogo, dessa vez com André, Adriano e o próprio artilheiro do time na partida. O Bengalas, no entanto, não deixou barato e decidiu o embate logo em seguida com mais um de Leandro: após Betão parar o chute cruzado de Nando, o oportunista camisa 16 pegou o rebote e, com um chutão, cravou a pelota no cantinho do gol dos furiosos.

Os instantes finais da peleja foram marcados pelas tentativas desesperadas do Fúria de conseguir o empate. O tricolor até pediu tempo para ver se conseguia montar um ataque que fosse capaz de superar a inabalável zaga do Bengalas, mas não foi bem-sucedido graças ao talento do arqueiro Djow, que, com saídas corretas e saltos precisos, compensou algumas falhas da defesa e segurou o placar favorável ao seu time até o término do prélio.

Com a vitória suada, o Bengalas conseguiu marcar os 3 pontos que precisava para se manter entre os líderes do Grupo A. O time segue na quarta posição por conta do saldo de gols (6), baixo se comparado ao dos primeiros colocados. Já o Fúria continua patinando na sétima posição, necessitando, portanto, de uma vitória urgente para se sobressair e deixar a zona de risco. A próxima etapa, porém, iguala as situações, já que será dura para ambas as equipes: a primeira enfrentará um Acidus sedento por vitória após empate com o Pagalanxe, enquanto a segunda pegará os próprios laranjinhas, que aos poucos vem ganhando notoriedade devido à raça com a qual vem superando uma terrível zica.

TAVINHO E TRAVE GARANTEM EMPATE DE ROLETA CONTRA KADÊNCIA


O jogou começou morno, esquentou quando o Roleta ficou à frente e pegou fogo quando o Kadência resolveu que a vitória era o único resultado aceitável. Mas, ao final, a igualdade em 2 a 2 acabou por contentar os dois times diante das chances de gols perdidas por ambas, mas olhando para a tabela de classificação o empate não foi nada bom a nenhum deles. O Roleta talvez tenha saído de campo rendendo homenagens ao goleiro Tavinho, que salvou o time com defesas fantásticas e intervenções, principalmente nos 10 minutos finais, dignas de um MVG.

Antes de começar a partida, era nítida a diferença no banco de ambas as equipes: enquanto o Roleta tinha praticamente todos seus jogadores – com exceção do principal deles, Kuminha, que foi acometido por uma indisposição intestinal na manhã de sábado que o tirou do jogo – o Kadência tinha apenas um reserva para a peleja. Eram 14 jogadores de um lado contra 8 do outro.

E o Roleta, precisando mais da vitória que o então líder Kadência, tratou de buscar o campo adversário com mais vontade. Na verdade, o Kadência permitia e queria isso, pois a arma maior da equipe é justamente o contra-ataque rápido com Pedrinho e Paulinho. E foi Pedrinho o nome do jogo em todo o tempo que ficou em campo, pois com ele o perigo era constante para a meta defendida por Tavinho.

Com Tavinho, Luiz Eduardo passou a jogar na linha e começou como titular, mostrando que, se sua moral está em baixa como goleiro, como meia ofensivo ele tem cartucho pra queimar. “Eu estou mal no gol. O Tavinho está mesmo melhor que eu e deve ser nosso goleiro”, confirmou o jogador, que esteve em campo com a camisa 17 do astro Billy Joe – em alguns momentos, foi mesmo chamado de Billy Joe. E Luiz mostrou serviço nos primeiros minutos de jogo, partindo pra cima com raça e muita vontade e mesmo chutando contra o gol de Renato, que fez boa defesa. Ele, Rick e Bob conseguiam de certa forma envolver a zaga adversária, principalmente com roubadas de bola no meio de campo. Numa dessas, Rick saiu livre na cara do gol e se enrolou com o apito na outra quadra, o que o fez perder a vantagem que tinha e viu a defesa tirar-lhe a chance.

O Kadência respondia com a precisão dos pés de Pedrinho, que infernizava a zaga do Roleta pelo lado esquerdo, colocando os zagueiros para correr atrás dele. Numa dessas, sofreu falta e, na cobrança, forçou Tavinho a trabalhar e iniciar sua jornada memorável. Ranalli entrou no lugar d Baru e não saiu mais, enquanto Bocha amargava um banco que só foi acabar no segundo tempo, quando entrou e jogou um pouco que 5 minutos. Mas o kadência continuava levando perigo com Pedrinho. E foi ele mesmo que de novo mandou a redonda na trave após interceptar passe errado de Gegê no meio. Mas Gegê se redimiu no lance seguinte, quando saiu do campo de defesa pelo meio e experimentou de longa distância. O chute saiu um tanto fraco, mas certeiro – no canto inferior esquerdo de Renato, que caiu para a defesa mas não evitou ter de buscá-la nas redes. O Roleta saía na frente aos 14 minutos.

O jogo ficou mais aberto, pois o Kadência saiu definitivamente para o jogo, inclusive com seus zagueiros-alas Cristiano e Luiz Eric. Mas foi novamente Pedrinho quem tinha o poder de fogo no ataque e, em jogada pela direita, ganhou do zagueiro e chutou de bico cruzado para vencer Tavinho. A bola passou entre o goleiro e a trave direita para grande comemoração do jogador.

Antes do fim do primeiro tempo, o Roleta ainda chegou algumas vezes, mas a maior chance veio de um erro de saída de bola da defesa, que tocou errado e possibilitou um tiro forte e cruzado que obrigou Renato a se esticar todo para fazer plástica defesa e manter a igualdade no placar.

No segundo tempo, o que mais se viu foi Pedrinho fazer jogadas, chutar e o Kadência não marcar. Logo de cara, Tavinho defende chute do camisa 14 à queima-roupa. O goleiro aparecia e mostrava que podia substituir Matrix à altura – ao menos foi o que mostrou nesta partida. E mesmo com o Kadência pressionando, foi o Roleta que voltou a ficar na frente no marcador, em arrancada de Gegê que culminou em gol de Martins, que entrou ainda no primeiro tempo e deu maior estabilidade ao setor defensivo do Roleta e qualidade na chegada ao ataque. Renato ainda defendeu, mas diante da força a bola correu para dentro do gol. O Roleta fazia 2 a 1.

O gol é sempre algo a ser comemorado, mas para o Roleta o gol aos 11 minutos mudou o panorama do jogo. O time recuou e viu o Kadência crescer e tomar conta da partida, com isoladas chances do Roleta em contra-ataques, como uma em que Luiz Eduardo chegou para dividir com Renato e ambos foram ao chão. Num lance totalmente gratuito, o goleiro subiu sobre Luiz, caído ao chão, e ficou a pressionar a cabeça do jogador contra o chão emborrachado. Os árbitros não viram ou não acharam por bem punir o goleiro, mas pediram pra Luiz ir se recompor no banco quando este se levantou um tanto tonto e cuspindo “borrachinhas”.

Não se passaram 5 minutos do gol de Martins para Pedrinho, sempre ele, fazer a jogada pela esquerda, invadir a área e, ao tentar driblar Tavinho, este saiu dividindo com o atacante. Enquanto este cinematograficamente voava já pedindo pênalti – o que não foi – a bola parava no meio da área pedindo para ser chutada ao gol. Paulinho, oportunista, realizou o desejo da redonda e encheu o pé sem dó para estufar as redes com muito gosto.

Faltavam quase 10 minutos ainda para o fim da partida e o Kadência decidiu que era hora de vencer o jogo e se mandou para o ataque com tudo, o que abriu espaço para os contra-ataques do Roleta, que só não marcou porque Martins passou da bola após esta ser espirrada pela defesa dentro da área. Do outro lado, Tavinho experimentava o que era ser bombardeado sem piedade pelo adversário, que chegava de todos os lados e jeitos com chutes raspando a trave ou mesmo batendo nas duas traves em lance inacreditável! Julian teve sua chance, mas Tavinho defendeu novamente. Paulinho perdeu uma bola frente a frente também chutando para fora e chegou atrasado para completar chute rasteiro de Pedrinho oriundo da esquerda que passou tirando tinta da trave.

Em meio ao bombardeio pesado do Kadência, a zaga do Roleta ora estava perdida e contou com Tavinho, ora contou com a sorte e a incompetência do adversário de empurrar para as redes. Certo é que milagrosamente a bola não entrou e, quando o árbitro apitou fim de jogo, o placar permanecia imóvel em 2 a 2, o que garantiu ao Roleta seu terceiro empate na competição e o 6º ponto. Em termos de tabela, o Kadência perde a liderança que ostentava desde o início para o Melville Power, enquanto o Roleta se vê fora da zona de classificação. Para piorar, perdeu a posição para o Joga 13, com quem joga no clássico deste sábado num jogo de 6 pontos. As coisas não andam nada bem para o Roleta.

THE VERAS PEGA TOSCO SEM JOGADORES E NÃO PERDOA


Sábado, 4:45h da tarde. O capitão Mikas olha preocupado o relógio e conversa com seus companheiros. "Os caras estão lá na Praça da Árvore ainda", diz, referindo-se aos demais jogadores do Tosco, que até aquele instante contava apenas com cinco atletas. O jogo estava marcado para as 4 e meia e a equipe adversária inteira já estava em quadra. Corajoso, Mikas decide: "Vamos jogar. Dane-se, eles não vão vir mesmo". E foi assim, com cinco contra sete, que teve início o pitoresco confronto entre o The Veras, que vinha de uma seqüência de três derrotas, e o Tosco, que havia perdido todas as cinco partidas disputadas. Parecia reedição de algum jogo do Beer Point, o famoso time do V Chuteira que quase nunca jogava completo.

Dias após verem o Brasil aplicar 21 a 0 na frágil seleção de Ilhas Salomão, pela Copa do Mundo de Futsal, os olhos dos admiradores do futebol foram brindados com outra chuva de gols. Dessa vez, porém, o torneio era mais importante: tratava-se do Chuteira de Ouro. O assoalho deu lugar à grama sintética e não havia microfones nem câmeras de TV por perto. As equipes, jovens e ofensivas, não se importaram com a inexplicável ausência da mídia e mandaram-se ao ataque, em busca do futebol mais bonito que possuíam. O resultado foi um placar elástico e um tanto desigual: 19 a 1.

Mesmo que o Tosco tenha sofrido uma goleada histórica, há quem tenha visto pontos positivos no desempenho da equipe. Pedro De Luna, capitão do The Veras, faz questão de ressaltar o incrível espírito esportivo do Tosco: "Não é pra qualquer um jogar uma partida inteira todo remendado, levar de goleada e não dar um pontapé sequer". O goleiro Benga, que em boa parte do confronto foi um mero espectador de luxo, destacou o rápido camisa 7, Flavinho, como o melhor da equipe preta e amarela: "Quando ele pegava na bola, eu já ficava mais ligado".

O fato é que o The Veras não se sensibilizou com as dificuldades enfrentadas pelos rivais e fez o que deveria: começou sufocando seu adversário e matou o confronto logo no início. O placar já apontava (quanto?) quando, aos (5 minutos?), o Tosco ganhou o reforço de seu sexto homem: o sósia do meia Ânderson, Renato Feijão. Apesar do bom desempenho do jogador, o massacre seguiu.

O ponta-de-lança Victor comandou o The Veras, anotando 6 gols e dando inúmeras assistências. O volante Cássio, por sua vez, encontrou tranqüilidade para se fixar no ataque e mostrar toda sua qualidade, marcando 4 tentos e participando da trama de outros 6. O meio-campo era dominado amplamente pelo time azul-grená, que, habilmente regido por Nico, abusava do direito de perder gols. O meia Deco, com 4 bolas no barbante e o capitão Pedro De Luna, com duas, engordaram o já adiposo placar. O polêmico matador Moura, autor de "apenas" 2 gols, ao sair de campo, esquivou-se das críticas e afirmou: "Sou o artilheiro dos jogos difíceis". Ao Tosco, restou comemorar o gol de honra anotado por Melo e agradecer a torcida do Joga 13, que compareceu em massa ao Playball e esteve o tempo todo ao lado do escrete amarelo e negro.

Com o resultado, os estreantes do The Veras retomam sua caminhada rumo à classificação para a fase de mata-mata, assumindo a sexta colocação do Grupo A, com 7 pontos; ao passo que o Tosco consolida-se como o “sparring” desta primeira fase, chegando à marca de 50 gols sofridos em apenas 6 partidas. A julgar pelo sensacional espírito esportivo de Mikas e seus companheiros, tais dados não tiram o sono dos atletas toscos, que continuam a praticar o esporte bretão com a nobreza de verdadeiros campeões.

ACIDUS TROPEÇA DE NOVO EM ATLÉTICO PAGALANXE


O atraso para que os jogadores do Atlético Pagalanxe entrassem em campo e a espera pelo goleiro gerou um ar de que o time laranja estava quebrado e sem os principais jogadores. Quando começou o jogo – com Bruno Corneta de goleiro e o time com um a menos –, parecia que o Acidus teria uma missão simples para vencer. Mas foi o zagueiro Rafão que cantou a bola quando se detectou essa possível fragilidade do adversário: “Jogo assim é horrível, pois entramos com a obrigação de vencer”. Talvez tenha sido essa obrigação de vencer que tenha colocado um peso no Acidus a ponto de sair de campo com um empate em 3 a 3 com sabor imenso de derrota.

Com um a mais, o Acidus foi logo ao ataque e marcou com chute de Robinho a um passo da linha da área. A bola ainda bateu na trave antes de estufar as redes. Eram jogados 40 segundos de jogo e o time parecia que ia mesmo pressionar pela vitória. Entretanto, o Pagalanxe não se intimidou e passou a pressionar a dupla de zaga adversária, forçando erros de passe entre Lói e Rafão. Foi numa dessas bobeadas do time sonolento que Nardelli marcou e empatou o jogo aos 6 minutos. Detalhe: o time laranja ainda jogava com um a menos e com Bruno no gol.

Logo chegou o goleiro reserva, já que Erich não pôde ir jogar, e o Pagalanxe jogou com os seis de linha. E numa noite nada inspirada de ninguém do Acidus, coube ao goleiro Diego brilhar mais uma vez. Ele logo tratou de fazer uma defesa complicada, o que demonstrava que o time amarelo-limão não estava nada bem. Mas mesmo mal o Acidus voltou a ficar na frente no placar com chute forte e preciso de Ricco de fora da área aos 11 minutos. Parecia que o Acidus poderia vencer novamente, mas só parecia, pois o Pagalanxe, franco-atirador, seguia martelando a defesa adversária, principalmente com Nardelli e Rodolfo. O primeiro era o articulador das jogadas pelo meio que deixaram Lói e Rafão perdidos em diversos lances. Nardelli puxava pra dançar, pra lá e pra cá, e avançava aos poucos para o arremate, sempre precisos. Diego apareceu pelo menos mais duas vezes para salvar o gol de empate.

Mas chegou uma hora que a coisa degringolou e foi o mesmo Nardelli que mandou pro fundo do gol de Diego aos 20 minutos num chute cruzado. De novo o placar estava igual. O Acidus tratou de pedir tempo logo que sofreu o empate. A conversa foi para o time acordar. Não adiantou nada. A equipe voltou cansada e com sono, sem criatividade e sem velocidade para buscar o ataque. Com dois cartões amarelos, o Acidus jogou com um a menos um bom tempo e assim optou por abdicar do ataque para recompor a defesa. E com 2 a 2 o jogo foi para o segundo tempo.

Hora do tudo ou nada, o confronto ficou aberto. O Pagalanxe não tinha reservas, ataca nos erros do adversário e aproveitava a péssima atuação da defesa, do meio e do ataque do Acidus. Sem marcação no meio, Nardelli seguia fazendo a festa e criando chances ao Pagalanxe. De falta, o camisa 7 mandou um torpedo providencialmente espalmado por Diego. De fora da área, outro tiro, desta vez de Murilo, foi lindamente colocado pra escanteio. Enquanto isso, Kirk e Philip não se entendiam com a bola e as poucas jogadas ofensivas paravam na lateral ou nas mãos do goleiro.

Mesmo assim foi o Acidus que voltou a ficar na frente, com gol de cabeça de Barata no segundo pau após lançamento preciso de Pedrinho de trás do meio de campo. Mais uma vez parecia que o time teria certa tranqüilidade para consolidar a vitória. Mas Nardelli não queria saber de brincadeira e continuava atormentando a zaga adversária. Chutes de longa distância e jogadas pelas laterais eram cortados pela zaga ou defendidos por Diego, que nos últimos 15 minutos do jogo virou o nome da partida.

O Acidus não conseguia ir para o ataque e o Pagalanxe acuava o time em seu campo. Com cartão amarelo, Pedrinho e Barata jogavam de forma mais leve, coisa que Rafão não conseguiu quando Nardelli recebeu bola no meio de campo. O camisa 7 se adiantou e de leve tocou a bola, sendo que Rafão vinha para dar a bicuda nela. Resultado: já no movimento, Rafão não conseguiu evitar o choque com o jogador e acabou por acertar um belo chute no adversário. E a arbitragem não conseguiu evitar o cartão azul ao mesmo, que saiu de campo suspenso para a próxima partida.

De novo com um a menos, a pressão do Pagalanxe pelo empate rendeu resultado aos 18 minutos, quando Rodolfo foi cortando pelo meio e a zaga tirava, pero no mucho. Passou por três jogadores trombando e dividindo até sair na cara de Diego e tocar por baixo deste com precisão para empatar o jogo novamente. Foi o balde de água para o Acidus, que ainda jogou mais 10 minutos um jogo mais do que apático, sem criatividade alguma e com a presença de Diego, que salvou ao menos 3 gols feitos do Pagalanxe e garantiu o ponto para a equipe. Empate com sabor de derrota para o Acidus. Empate com sabor de vitória para o Pagalanxe, que vibrou muito com o resultado.

“Podíamos ter vencido, faltou pouco”, comentou o capitão Bruno Corneta ao fim do jogo. “Nunca vi o Nardelli jogar com tanta raça como hoje”, finalizou ele, destacando o nome do jogo e o homem que acabou com a defesa do Acidus com seus dribles desconcertantes.

GIRO PERDE OUTRA E REABILITA EQUIPE BRODER


Após um início desastroso e uma série de disputas complicadas, a bicampeã Equipe Broder finalmente desencantou ao bater a Giro SP por 4 a 3 em um jogo, no mínimo, emocionante. A despeito do bom desempenho da turma do Compre Bem, é importante salientar que esta teve como vantagem na corrida pelo triunfo a crise interna que vem assolando o time da Giro e que, no final da partida, explodiu com o triste fim da amizade entre os jogadores Marcelo e Guilherme Magoo.

A Giro iniciou a pugna devagar, se valendo da mesma tática que usara contra o Joga 13: toque de bola na retaguarda ritmado por Mario e Peixão. Porém, os broders não caíram na armadilha rival e, ao invés de deixarem seus laterais vulneráveis a contra-ataques, fecharam as mesmas com Mutssa e Ericão. A dupla Gabriel Borges e Werner completava a defesa broderiana, cortando investidas da Giro pelo meio de campo e fazendo a ponte para o ataque replicar.

A represália do Broder logo surtiu efeito e permitiu que o time estreasse o marcador com dois gols. O primeiro foi de Ericão, que aos 3 minutos roubou a bola de Mario e a sepultou com uma bomba rasteira no fundo do gol. Em seguida, foi a vez de Mutssa marcar o seu. E que golaço de contra-ataque! Após receber um passe preciso do companheiro Ericão, o camisa 2 chutou por baixo das pernas de Guilherme Magoo. Mais forte que a explosão da redonda na rede foi o impacto moral que este gol exerceu sobre o arqueiro da Giro: habitualmente exaltado e resoluto, Magoo passou a jogar cabisbaixo, sem motivação. Nem mesmo os gritos dos amigos torcedores conseguiram elevar o astral do rapaz.

O jogo seguiu complicado para a Giro, uma vez que os broders marcavam duramente sua saída de bola. A equipe preta laranja bem que tentou revidar pelas laterais com Cabrito e Mario. No entanto, a dupla não conseguia entrar em sintonia de forma alguma, perdendo chances valiosas de contra-ataque a todo instante. Paulo Alemão, um dos destaques do time na ofensiva que poderia ter feito a diferença, estava completamente apático nesse início da partida e em nada colaborou.

Para piorar a situação da Giro, o reserva Marcelo Alves, visivelmente revoltado com o desempenho de Guilherme, começou a discutir calorosamente com o goleiro. A briga dos dois, recheada de palavras do mais baixo calão, só não resultou em agressão física graças à interferência do técnico Batata, que rapidamente tratou de lembrar os dois do compromisso que eles tinham com os demais jogadores.

O terceiro gol do Broder veio aos 17 minutos, quando Lapa, sozinho com Guilherme na grande área, tocou de leve na pelota e a pôs para descansar no cantinho esquerdo do gol. Sabiamente, Batata pediu tempo após o lance. Estava claro que a Giro precisava de um intervalinho para se reorganizar, visto que Cabrito e Mario começaram a discutir feio a respeito da falta de entrosamento que assolava ambos. “A bola vai, mas nunca volta”, desabafou Mario depois do jogo. No pedido de tempo foi possível ouvir uma voz distante, oriunda da arquibancada, que, em tom de lamento, dizia: “A Giro está em crise”.

Todavia, os integrantes da Giro voltaram com tudo após ouvir as broncas de Batata e passaram a atacar de maneira concisa e intensa, pondo constantemente a defesa do Broder em xeque e trazendo de volta a perseverança, característica maior da equipe. A entrada de Número 23 também contribuiu para essa reviravolta, já que deu mais dinâmica ao meio de campo. Era o renascimento da tática terrorista da Giro, embalada de forma irônica pela clássica e festiva In the Mood, de Glenn Miller, que tocava nas instalações do PlayBall no momento.

Atacando dessa forma, não demorou para que a equipe de Batata marcasse seu primeiro gol. Aos 23 minutos, Cabrito arrancou pelo meio de campo e, após driblar a zaga adversária de forma magistral, chutou no meio das pernas do goleiro Macaco, recuperando a dignidade de Guilherme e elevando a moral da Giro, que voltaria muito mais confiante e ofensiva na segunda metade do jogo.

O segundo tempo começou parelho, com ambas as equipes focando seus esforços na ofensiva. A Giro martelava com Cabrito e um restaurado Paulo Alemão, enquanto o Broder se defendia e contra-atacava com Mutssa, Lapa e Gabriel. Este último, que já havia se destacado no primeiro tempo, foi o grande nome da equipe nesse segmento do jogo: além de interceptar jogadas perigosas do adversário, o camisa 12 deu passes preciosos – que, no geral, não foram devidamente aproveitados por seus companheiros de time. Outros destaques dos broders foram os zagueiros Soneca e Andre Lapa. Sem eles para segurar o bombardeio que viria por parte da Giro, a Equipe Broder certamente teria perecido.

Conforme dito acima, a Giro, munida de muita raça e vontade de ganhar, passou a ditar o ritmo do jogo. O time do periódico homônimo simplesmente encurralou o Broder. E assim saiu o segundo gol da Giro, aos 14 minutos, instante em que Douglas não titubeou diante de um rebote do goleiro após conclusão de Cabrito.

Mas a EB resolveu acabar com as esperanças da Giro e Lapa anotou o quarto gol. A partir daí, so deu a Giro no jogo, com Cabrito e Alemão, mas o time preto laranja só conseguiu marcar no último minuto de jogo, Cabrito novamente, desta vez batendo um tiro de 9 metros resultante do excesso de faltas do Bróder no último minuto de jogo.

Nenhum dos espectadores esperava que um embate tão belo se encerrasse de maneira tão lamentável. Assim que o árbitro declarou a partida como encerrada, Marcelo e Guilherme Magoo voltaram a discutir fervorosamente. Os xingamentos trocados pelos jogadores logo evoluíram para um empurra-empurra que podia ter acabado pior caso Batata e outros amigos não chegassem a tempo. Guilherme entrou em um violento frenesi que demorou a passar. Nem seus amigos conseguiam conter o goleiro, que ficou xingando e esbravejando por minutos seguidos. A discussão entre ambos põe fim a uma amizade e a um ciclo do goleiro na Giro, que agora em diante deve repensar em remontar o Burgos.

No dia seguinte ao jogo, Batata comentou a respeito. “Não esperava por esta derrota, assim como não esperava a diante o Joga 13. Agora temos de vencer de qualquer jeito os outros times e arrancar pontos. Confio muito na classificação, e o jogo com o Broder foi um divisor de águas para a Giro. Seremos outro time daqui pra frente, e com um goleiro de verdade”, declarou, sem deixar de cutucar Guilherme.
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