ESTUDIANTES VENCE E MANTÉM CHANCES DE FUGIR DA DEGOLA
Com muita determinação coletiva, equipe superou Arouca Jrs. e ainda sonha com a permanência na Ouro ao mesmo tempo que complica adversário
Por Nathan Laurino
O duelo entre Arouca Jrs. e Estudiantes era fundamental para as duas equipes. O Arouquinha queria os três pontos para garantir vaga no mata-mata, enquanto o Estudiantes, praticamente rebaixado, buscava não ratificar a queda com antecipação. Como de costume neste ano, o time da Vila já começou em desvantagem: não tinha nenhum atleta no banco de reservas e teria de jogar todo o tempo com os mesmos jogadores.
Mesmo assim, o Estudiantes começou melhor. O time era mais objetivo e levava muito perigo em suas chegadas ao ataque. Com 1 minuto, Daniel bateu firme e viu Gui jogar a bola para escanteio. Percebendo o bom início do adversário, o Arouquinha apertou o passo e marcava o adversário em seu campo de ataque. Com isso, o Estudiantes começou a usar outra arma para agredir – os chutes de longa distância.
A primeira chegada com perigo do Arouquinha veio aos 9 minutos, quando Wellington arriscou do meio da quadra e assustou Tucano. Em seguida, outra chance desperdiçada. Cadú encontrou Leozinho no meio da área, mas o camisa 17 perdeu gol feito. Em resposta, o time da Vila chegou ao primeiro gol. Aos 16 minutos, Rafael recebeu lançamento e finalizou muito bem.
Atrás no placar, o Arouquinha tentava chegar nas jogadas individuais. Aos 19 minutos, Nelsinho fez linda jogada e passou para Galizé, mas o camisa 14 perdeu a chance. Minutos depois, Felipinho virou o jogo e achou Nelsinho do outro lado. O camisa 11 saiu cara a cara com o goleiro, mas Tucano defendeu o arremate.
Sendo pressionado, o Estudiantes surpreendia e mostrava muita garra. Com isso, a equipe terminou a primeira etapa com a vitória parcial. No segundo tempo, o time da Vila sabia que um gol de vantagem era pouco e foi ao ataque para tentar construir uma vitória sólida. Aos 6 minutos, o segundo gol. E que golaço! Miguel deu belo lençol em Galizé e bateu com ela no alto ainda. A bola desviou e entrou.
Mesmo sem contar com banco de reservas, o Estudiantes imprimia um ritmo forte para cima do Arouquinha. Os jogadores estavam com uma dedicação impressionante em busca da vitória. Já o time de Gui Rodrigues tocava bem a bola, mas faltava arriscar mais. A equipe não finalizava muito.
A chance de diminuir veio aos 10 minutos, quando Victor foi derrubado dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Noal bateu e converteu. O tento do Arouquinha não deu nem para ser comemorado. No minuto seguinte, Felipe bateu cruzado, a bola pegou na trave e voltou para o mesmo Felipe, que fuzilou o goleiro e marcou. Três minutos depois o Estudiantes foi com tudo de novo. Desta vez, Daniel recebeu lançamento, girou e bateu no canto para marcar 4 x 1.
Com isso, o Arouquinha foi pra cima. Aos 15 minutos, Leozinho marcou e diminuiu. Após o gol, o Arouquinha ensaiou uma reação, mas foi freado logo em seguida com o quinto gol estudantil. Rafael aproveitou bela troca de passes e aumentou a vantagem.
Faltando pouco para o final do jogo, o Estudiantes tentava segurar o resultado e começou a abusar das faltas. O camisa 13, Daniel, cometeu sua 5ª infração e saiu da partida. Com um a mais em quadra, o Arouquinha tinha cinco minutos para tentar algo, mas não aproveitou. A equipe se apavorou com o passar do tempo e não conseguiu criar boas jogadas, exceto quando Cadú fez boa trama individual e cruzou para Noal bater de primeira e diminuir para 3 x 5. Mas já era tarde demais.
Na próxima rodada o Arouca Jrs. enfrenta o líder SNG e se não quiser depender de tropeço do Fúria tem de ao menos empatar. Já o Estudiantes vai tentar vencer o Mulekes e ainda torcer contra outros para sonhar com a permanência na Ouro.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
CAV 9 x 1 Elefantes
CAV MASSACRA ELEFANTES INDOMÁVEIS
Fernando Cidrão brilha novamente em partida que marcou a volta de Vitinho Lessa ao time
Por Luiz V. Andreassa
Depois de reencontrar as vitórias na última rodada, o CAV parece ter recuperado a confiança para praticar o bom futebol das primeiras rodadas na Ouro – e de quase todas as outras séries que disputou no Chuteira. Azar do Elefantes Indomáveis, que viu sua rede ser balançada nada menos que nove vezes – sendo que só haviam tomado treze gols nas outras seis partidas.
O baixo número de gols sofridos pela equipe laranja e branca até então se deve a sua bem armada defesa, no qual foi a aposta do time para tentar parar o poderoso ataque do CAV. Os gritos de “Meia quadra!” e “Marca! Volta!” do técnico Lói deixavam a estratégia bem clara. Todavia, ao se concentrar somente no campo de defesa, a esquadra paquiderme deu espaço para o adversário tocar a bola. E tocar, e tocar, e tocar, até encontrar espaços. Um deles foi achado logo no primeiro minuto, quando Fabiano deu belo passe para Fernando Cidrão dentro da área, nas costas da zaga, concluir para fora.
Mesmo dominado, o Elefantes buscava esporadicamente o contra-ataque e quase abriu o placar quando Richard aproveitou uma saída de bola equivocada do goleiro Quinta e rolou para Daniel Teske chutar de bico no cantinho. Quinta se recuperou e fez boa intervenção para evitar o revés. Logo em seguida, o CAV resolveu ser mais incisivo e, com o seu camisa 10 e dono do time, Caio Fleischmann, abriu o placar, após ele concluir de dentro da área.
Poucos segundos depois, o mesmo Caio recebeu na cara do gol, dividiu com Spiga e, no rebote, Fernando Cidrão apareceu para bater forte de esquerda, no ângulo direito, e ampliar a vantagem. Para completar a sequência de gols relâmpagos, dois minutos depois Vitinho rolou para Cidrão finalizar de chapa, no cantinho. O goleiro até foi na bola, mas ela deu uma quicada no chão e passou por cima de seu braço, indo descansar somente nas redes. 3 x 0.
Apesar do choque causado pelo duro golpe, os elefantes encontraram forças para reagir, quando se arriscaram a chegar com mais homens à frente. Douglas costurou pelo meio, saiu de dois marcadores e rolou para André Plec, livre pelo lado esquerdo, concluir na saída de Quinta e marcar.
Todavia, o CAV nem de longe perdeu as rédeas da partida e contava com a volta de Vitinho para reforçar o elenco, após alguns meses jogando profissionalmente pelo Gama. O camisa 14 quase fez um golaço ao dominar passe de cobrança de lateral pelo lado esquerdo e emendar um chute inesperado, obrigando Spiga a espalmar para cima. Em seguida, Vitinho ganhou da marcação na entrada da área e soltou uma bomba para acertar o travessão.
No fim da primeira etapa a equipe tricolor deu uma puxada no freio, e o rival aproveitou para tentar uma reação. Apesar de finalizarem com perigo, Badari e Daniel Teske só conseguiram assustar o adversário, parando em boas defesas do goleiro.
Depois do intervalo o CAV recuperou o fôlego para dar continuidade ao ritmo forte imposto na maior parte da etapa inicial. Logo aos dois minutos de bola rolando Fernando Cidrão voltou a mostrar por que tem sido uma das contratações mais bem sucedidas da Ouro na atual edição. O ex-jogador do Bufalos passou para Caio fazer o pivô e concluiu a jogada, chutando firme e rasteiro, da entrada da área. 4 x 1.
Para manter a pegada, Betoni resolveu subir ao ataque e, após boa jogada pelo lado esquerdo, acertou a trave direita na saída de Spiga. Embora Leo Cidrão, que entrara no lugar de Quinta, ter de trabalhar para defender um chute de Lucas, após passe em cobrança de falta, o rival Spiga era quem sofria sem consolo. Em mais um dos lances de desgosto para o arqueiro (com pouca culpa no resultado final), o defensor Diogo Moraes recebeu passe precioso do incansável Marcel, na cara do gol, para deixar a goleada mais elástica.
A esta altura a partida já havia se tornado um deleite para o CAV. Com o adversário abatido e sem a mesma energia na marcação, tocar a bola e criar chances claras de gol se tornou algo mais do que simples. Exemplo disto foi o lance no qual Vitinho invadiu a área rival e recebeu passe de Fernando Cidrão, ficando na boa para acertar o canto esquerdo. Era o sexto. Para a festa ficar completa só faltou sair o gol de letra de Fabiano, defendido com o pé por Spiga.
Após mais alguns minutos de diminuição de ritmo por parte da esquadra tricolor – no qual o Elefantes aproveitou para ter mais posse de bola e criar algumas jogadas, mas sem perigo – os momentos finais foram reservados para a definição do placar. Primeiro, Fabiano aproveitou sua oportunidade para mandar para dentro e fazer 7 x 1. Em seguida, o camisa 17 passou para Caio concluir da esquerda e ampliar. Na sequência, Diogo Moraes, que durante boa parte do segundo tempo se arriscara ao campo de ataque, foi recompensado com seu segundo gol na partida ao concluir da entrada da área, após tabela com Vitinho.
Com a goleada, o CAV se manteve na cola do Só Resenha na busca pelo segundo lugar no Grupo B, e a consequente classificação automática para as quartas de final. Já o Elefantes Indomáveis não sofreu tanto com o revés, já que sua presença nos playoffs já está garantida.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
Real Paulista 1 x 2 Fúria
FÚRIA VENCE DE VIRADA E RESPIRA
Com ótima atuação de Adriano Motta, equipe conquista a vitória e depende só dela para permanecer na Ouro, com chances até de classificação
Por Nathan Laurino
O duelo entre Real Paulista e Fúria foi um dos mais emocionantes da rodada. O Real Paulista tentava a vitória para encostar no pelotão da frente, enquanto o Fúria tentava vencer para respirar e fugir da degola.
A partida começou sem muitos lances de perigo. As duas equipes começaram criando poucas chances e erravam muitos passes. O primeiro chute a gol saiu aos 3 minutos, quando Fofão e Feijão tabelaram e o camisa 13 bateu forte, mas Jé jogou para escanteio.
As melhores chances da primeira etapa eram do Real. Aos 9 minutos, Fofão arriscou de longe novamente e assustou o goleiro. O Fúria acordou e respondeu três minutos depois: Adriano Motta bateu no cantinho e Alemão se esticou para salvar o Real. Aos 14 minutos, mais uma chance do Real. Panela bateu colocado e viu Jé jogar a redonda para escanteio. No minuto seguinte foi a vez do Fúria assustar: Felipinho tabelou com Sucão e bateu, mas Alemão salvou mais uma vez.
O Fúria cresceu no jogo no final do primeiro tempo e quase inaugurou o placar com Adriano Motta. O camisa 10 aproveitou cruzamento e cabeceou na trave. Aos 21 minutos, o Real respondeu: Panela bateu de pé esquerdo e, com visão encoberta, Jé fez a defesa.
Na segunda etapa as duas equipes vieram mais dispostas a atacar e buscar a vitória. Logo aos 2 minutos, Felipinho arriscou de longe e assustou. Três minutos depois, Duhzinho bateu e Jé salvou o Fúria mais uma vez.
A partida estava equilibrada. A igualdade era tanta que até em chances perdidas os dois times eram similares. Aos 8 minutos esse equilíbrio foi quebrado. O camisa 20, Boy, recebeu e bateu com categoria para marcar a favor do Real Paulista. Três minutos depois, o Fúria chegou ao empate: Adriano Motta acertou belo chute de fora da área e viu a esfera tocar na trave antes de entrar.
Com o 1 x 1 no placar, os dois times tentavam o gol da vitória, mas se protegiam contra qualquer ameaça. Com medo de levar o gol e perder o jogo, os dois times diminuíram o ritmo e aguardavam uma bola para tentar os três pontos. Essa bola veio aos 21 minutos, quando Rodrigo brigou com os zagueiros, ficou com a posse da bola e rolou para Thalles bater cruzado e marcar o gol da virada furiosa, dando números finais ao jogo.
Na próxima semana o Real Paulista vai enfrentar o Roleta Russa Olímpico. Já o Fúria vai duelar com o MachuPichu. Se esta partida terminar empatada, as duas equipes se salvam do rebaixamento, mas o Fúria, caso o Arouca Jrs. perca, pode se classificar se vencer.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
Arouca 3 x 0 Bacana
RENANZINHO BRILHA E AROUCA FICA A UM EMPATE DA LIDERANÇA NA PRIMEIRA FASE
Time derruba Bacana e segue firme na ponta; atual vice-campeão, por sua vez, vai jogar o tudo ou nada na última rodada para evitar o rebaixamento
Por Luiz V. Andreassa
A vida não anda fácil para o Bacana. Na sua luta interminável contra a queda para a Prata, a equipe conseguiu fôlego ao vencer o Fiorella duas rodadas atrás, mas se complicou de vez na rodada anterior com a confusão diante do Jeremias. Para completar, o adversário do último sábado foi nada menos que o Arouca, líder invicto do Grupo B. Algum tempo atrás este encontro seria um verdadeiro choque de gigantes, mas, atualmente, a situação é diferente. E, como era de se esperar, o time do suspenso técnico Marcelão levou a pior e terá a última chance de salvação na dramática e derradeira rodada do próximo sábado.
O Bacana tentou surpreender o adversário logo no primeiro minuto, quando Lê Leme dividiu a bola com o goleiro Maurício e Rômulo aproveitou a sobra para finalizar, sendo impedido pela defesa rival de abrir o placar. Pouco tempo depois, o capitão e artilheiro arouquense Marquinhos Bohn bateu falta pelo meio e acertou uma bomba no cantinho direito, sem chances para André Izique. Estava aberto o placar. O repeteco quase se deu pouco depois, só que de maneira diferente. O mesmo Marquinhos foi para nova cobrança de falta, mas, ao invés de encher o pé, preferiu dar uma cavadinha para tentar encobrir o goleiro. Deu certo, só que a bola pegou no travessão.
A pequena vantagem foi o bastante para dar tranquilidade ao Arouca, que pode impor seu jogo de passes e movimentação constantes, dominando a posse de bola e deixando o adversário sob controle. Em uma jogada caprichada, França tabelou com Mota e rolou para Renanzinho do lado esquerdo chegar chutando por cima. O camisa 21 era o finalizador mais assíduo de sua equipe e obrigou o goleiro rival a defender com o pé após arrematar pelo lado esquerdo. No fim do primeiro tempo, foi mesmo o Arouca quem teve mais fôlego para atacar, e Renanzinho, de novo, passou perto de ampliar ao chutar de primeira, rente ao travessão, após boa jogada e passe de Orley.
Depois do domínio tranquilo no primeiro tempo, a esquadra azul e amarela voltou do intervalo disposta a garantir a vitória sem maiores problemas. Mais pegado e marcado, o embate logo seria palco de um novo tento. Renanzinho foi recompensado por sua insistência ao soltar uma bomba de fora da área e acertar o ângulo direito, marcando um golaço. O Bacana sentiu o golpe, embora Murilo tenha assustado o rival ao concluir de chapa na rede pelo lado de fora. O Arouca jogava sem fazer grande esforço e tinha a partida nas mãos, sem correr riscos de ver sua vantagem ameaçada. Mais que isso, Renanzinho praticamente definiu o triunfo aos 12 minutos, em nova finalização de fora da área, desta vez acertando o canto esquerdo de André.
Alguns arremates de longa distância eram a único modo encontrado pelo atual vice-campeão da Ouro para fazer o goleiro adversário trabalhar. Gustavo Izique era o responsável por esta iniciativa, obrigando o goleiro do Arouca a fazer bela defesa após cobrança de falta. Em seguida, o arqueiro brilhou novamente ao evitar uma bomba de peito de pé de Gustavo. E como se já não bastassem todas as dificuldades, o Bacana teve o azar de perder Lele, que se machucou sozinho em jogada pelo lado esquerdo. A contusão parecia grave e, após 10 minutos de paralisação, ele foi levado de maca para fora da quadra. Companheiros de time achavam ter acontecido uma luxação no tornozelo de Lele.
Quando a partida foi reiniciada, a vitória garantida deixou o Arouca leve para desperdiçar algumas chances. Na mais clara delas Mota passou para Vini Costa na linha de fundo e recebeu a devolução de frente para o gol sem goleiro. Na sequência, Mota mostrou que o erro foi ocasional e descolou um belo lançamento para Marquinhos Bohn sair na cara do gol e finalizar na rede pelo lado de fora. As oportunidades perdidas não fizeram falta, e a mais que merecida vitória manteve a campanha arouquense quase perfeita, com seis vitórias e dois empates em oito jogos. Mais do que isso, deixou a equipe a um empate contra o ameaçado Bufalos na rodada final de garantir a primeira colocação no grupo.
Já o Bacana terá um sábado de fortes emoções, mas será beneficiado pela tabela já que enfrenta o rival direto na luta pela permanência na Ouro, o The Veras, e torcerá pelo próprio Arouca para bater o time de Dinho. Caso isso aconteça, a esquadra vinho terá a chance de se reestruturar jogando ainda na elite do Chuteira.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
SNG 0 x 6 Mulekes
MULEKES DÁ AULA DE FUTEBOL E DERRUBA LÍDER INVICTO SNG
Com muita qualidade técnica, time não tomou conhecimento do tricampeão e goleou com facilidade inacreditável
Por Nathan Laurino
A partida entre SNG e Mulekes era um dos duelos mais esperados do campeonato. Atual campeão e o tricampeão do Chuteira prometiam um grande jogo, que ainda era o encontro do líder 100% SNG diante do vice-líder. E quem via o placar não acreditava – 6 x 0 acachapantes para a mulekada, que deitou e rolou pra cima dos tiozinhos do SNG.
No início da partida, os dois times ficaram se respeitando, esperando o melhor momento para ir para cima. Após o nervosismo de princípio, o SNG foi mais incisivo ao ataque. Porém, com a partida truncada quem teve a primeira chance de perigo foi o Mulekes. Aos 8 minutos, Vitinho deu lindo lançamento para Leco cabecear e ver Sampa salvar o SNG.
No minuto seguinte as duas equipes começavam a movimentar mais a partida, com chances lá e cá. A resposta do SNG veio primeiro: Ronei fez linda jogada e achou Felipe. O camisa 18 fintou o goleiro e bateu, mas Gian evitou o gol em cima da linha. Logo depois, Felipe fez boa jogada individual e bateu colocado. Diego triscou na bola e a esfera acertou a trave. O SNG também respondeu em chutes de longa distância. Aos 15 minutos, Biro arriscou de fora da área e obrigou Diego a fazer boa defesa.
Aos 23 minutos da primeira etapa, o Mulekes contou com uma lambança de Sampa para abrir o placar. O goleirão vacilou em um recuo de lateral, deixando a bola pegar em uma de suas pernas e entrar no gol. Gol contra inacreditável.
O gol inflamou o Mulekes, que foi com tudo para cima do SNG. Aos 24 minutos, Armando Felipe cobrou lateral e Barata pegou de primeira para marcar um golaço e dar números finais à primeira etapa.
No segundo tempo, o SNG teria que se abrir para buscar o resultado e iria deixar espaços para o Mulekes. Era tudo que os tricampeões não queriam. Mas foi isso mesmo o que aconteceu, e o time se deu mal. Logo no primeiro minuto, Armando Felipe arriscou de fora da área e Sampa jogou para escanteio. Na cobrança, a bola foi jogada para área e Ronei iria afastar o perigo, mas foi travado por Armando Felipe, que mandou a bola para a rede. 3 x 0.
Com a vantagem no placar, e a vitória praticamente garantida, o Mulekes envolvia o SNG, aproveitando a qualidade técnica de seus jogadores. Aos 3 minutos, mais um gol. Gian bateu cruzado e Sampa espalmou para dentro. Tarde realmente infeliz do arqueiro.
O Mulekes mostrava disciplina tática e maturidade tremendas. O time só se aventurava ao ataque nas horas boas. Tocando a bola de pé em pé, a equipe mostrava ser um time traiçoeiro, que acabava com sua presa na hora certa.
Aos 12 minutos, a mulekada aumentou a vantagem. O goleiro Diego deu belo lançamento para Leco, que dominou e bateu na saída do goleiro. Dois minutos mais tarde, Barata coroou sua grande atuação com outro belo gol. O camisa 10 roubou a bola da defesa e saiu em velocidade. Na cara do gol, ele bateu e deu números finais: 6 x 0.
Aos 19 minutos do segundo tempo, o SNG quase marcou o seu gol de honra. Alemão achou Biro na cara do gol. O camisa 7 finalizou, mas Diego salvou o Mulekes.
Com a vitória o Mulekes se aproximou do SNG e pode assumir a liderança na última rodada, caso vença e o líder perca, além do Rabeloska também não vencer. O SNG enfrenta o Arouca Jrs. e o Mulekes vai enfrentar o lanterna Estudiantes de la Vila.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
Só Resenha 13 x 1 Jeremias
JEREMIAS JOGA COM UM A MENOS E TOMA SACODE IMPIEDOSO DO SÓ RESENHA
Éder e Brunão fazem a festa com quatro gols cada e ajudam a construir o placar mais elástico da Ouro até o momento
Por Luiz V. Andreassa
A missão do Jeremias já não era das mais fáceis. Para conquistar os três pontos e praticamente se livrar do fantasma do rebaixamento, a equipe sósia do Barcelona teria de passar por cima do embalado Só Resenha, segundo colocado do Grupo B. Se muitos jogadores faltam e a equipe tem de entrar em quadra com um a menos, então, fica praticamente impossível sair com a vitória. E o time de Dhani e Darian aproveitou para ampliar seu saldo de gols e recuperar a segunda posição, tomada temporariamente pelo CAV algumas horas antes.
Apesar disso, a partida não começou assim tão fácil. O Só Resenha parecia um tanto quanto acomodado com a situação, sem aquele ímpeto de sempre. O Jeremias conseguia se trancar no campo de defesa e evitar a esperada pressão. O primeiro susto real só veio por volta dos três minutos, quando Fabricio driblou dois marcadores e rolou para Darian chutar em cima da defesa. O placar foi aberto pouco depois com uma finalização precisa de Éder da intermediária, a qual foi direto no canto esquerdo do imóvel Giancarlo.
O tento acalmou o ambiente e uma estiagem de chances de gol só foi interrompida cinco minutos depois. Em compensação, Darian balançou as redes com estilo ao dominar na linha de fundo pelo lado direito, girar e, quase sem ângulo, vencer o goleiro.
Sem muitas possibilidades de reação, o Jeremias só atacava esporadicamente, como no lance em que Marcelo dominou na lateral direita e chutou forte, obrigando Papa Burguer a espalmar. Após mais um período de dificuldade na criação de jogadas, o Resenha pediu tempo para pôr as ideias em ordem. Deu certo: Éder aproveitou uma bola sobrada na entrada da área e emendou um foguete com o peito do pé esquerdo para acertar o ângulo, sem dar a mínima chance de defesa para Gian. O camisa 5 mostrou-se inspirado pelo sucesso anterior e aproveitou cruzamento na área para fazer 4 x 0 antes do intervalo.
O adversário ainda perdeu a chance de descontar, quando Camillinho recebeu dentro da área e deu uma cavadinha na saída do goleiro, fazendo a bola passar muito perto da trave. Pouco depois, Marcelo soltou uma bomba aproveitando uma sobra na área e só não estufou as redes porque Papa Burguer fez defesa espetacular, de muito reflexo, antes de a pelota pegar na trave.
Se na etapa inicial o Só Resenha conseguiu fazer “apenas” quatro gols, a história seria bem diferente no segundo tempo. Isto foi mostrado logo aos dois minutos, quando Brunão recebeu de Mirandinha na cara do gol e ganhou a dividida com o arqueiro para deixar sua marca. Na sequência, Mirandinha quase fez o seu, ao avançar sem marcação pelo meio e finalizar na trave. O valente Marcelo, o mais esforçado dos jogadores rivais no ataque, exigiu ótima intervenção de Papa Burguer, mais uma vez, com uma pancada da meia-esquerda. A resposta resenheira veio em dose tripa. Em apenas três minutos, a goleada ficou ainda mais elástica. Primeiro, Brunão recebeu passe de Theus na cara do gol e, meio desajeitado, mandou para as redes. Depois, Andrés arriscou da intermediária e, apesar de Gian ter tocado na bola, seu rumo ao gol não foi mudado. Para completar, Brunão resolveu mostrar categoria para driblar dois marcadores pelo meio e bater cruzado para fazer um bonito gol, o oitavo de sua equipe no jogo.
Se em apenas 10 minutos jogados no segundo tempo o Só Resenha fez o mesmo número de gols de toda a etapa inicial, a goleada histórica prevista parecia cada vez mais próxima. Brunão contribuiu para isso pela quarta vez, ao chutar rasteiro de fora da área e sair pro abraço. O Jeremias também queria sentir o gosto de marcar um tento, e conseguiu o seu gol de honra após boa jogada de Camillinho, o qual rolou para Maurício, na boca do gol, completar para dentro. Mas não havia o que comemorar, já que pouco depois Andrés voltou a balançar as redes, fazendo seu segundo gol na partida. Até o zagueiro Vitinho entrou na brincadeira e apareceu na área para completar cruzamento rasteiro e fazer 11 x 1. Para manter o funcionamento da fórmula ‘toque de bola na área + finalização = gol’, Everton bateu de primeira para vencer o goleiro.
A camisa 13 de Everton era mais uma profecia a respeito do duelo: aos 24 minutos, Éder avançou pelo flanco esquerdo e chutou forte no cantinho para se igualar ao companheiro Brunão na artilharia da partida, com quatro gols cada, e fechar o marcador. Uma vitória por doze gols dá o mesmo número de pontos que uma por um a zero, é verdade, mas a festa do Só Resenha foi completa, já que a equipe, além de depender apenas de si mesma para ir direto às quartas de final, ainda obteve o direito de ostentar o posto de melhor ataque da Ouro. O próximo compromisso será diante do Elefantes Indomáveis, enquanto o Jeremias tentará escapar do rebaixamento numa complicada partida contra o Fiorella.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
MachuPichu 2 x 6 Di Primeira
DI PRIMEIRA NÃO DÁ CHANCES AO MACHUPICHU E VENCE COM AUTORIDADE
Com bela atuação ofensiva e defensiva, equipe não dá espaços e constrói grande vitória
Por Nathan Laurino
O duelo entre MachuPichu e Di Primeira inaugurava a rodada 8 do XIII Chuteira de Ouro. As duas equipes duelaram na quadra 4 e fizeram um grande jogo. O Di Primeira mostrou sua força e se impôs desde o primeiro minuto. Logo no início a equipe pressionava e não dava espaços para o adversário, porém, quem teve a primeira chance de perigo foi o MachuPichu. Aos 6 minutos, João pegou de primeira e obrigou Ferrugem a fazer linda defesa. No minuto seguinte, veio a resposta mortal do Di Primeira: André Luis cruzou para o meio da área e encontrou Dri sozinho. O camisa 2 empurrou a esfera para o fundo da rede. Três minutos depois, Dri marcou mais uma vez, mas o árbitro viu falta e anulou o gol.
O entrosamento dos jogadores de frente do Di Primeira era impressionante. Dri e André Luis se encontravam em todas as descidas ao ataque. A dupla deu trabalho para os adversários. Aos 13 minutos, veio o segundo gol: Chico tabelou com André Luis e tentou cruzar. O goleiro Pipo vacilou e acabou jogando a bola para dentro do gol.
O MachuPichu acordou no jogo e foi para cima buscar o resultado. Aos 16 minutos, Batata fez linda jogada individual, passou por três defensores, driblou o goleiro duas vezes e bateu, mas Chico salvou em cima da linha evitando um gol de placa do camisa 7. Em seguida, em contra-ataque rápido, André Luis cruzou para Dri. O zagueiro tentou cortar, mas a bola sobrou limpa para o camisa 2 balançar o capim e fazer 3 x 0.
O Di Primeira estava bem demais no jogo. A equipe vencia e convencia. Aos 20 minutos, o MachuPichu respondeu mostrando que não estava morto. Gui pegou a sobra e mandou a bomba de fora da área, mas Ferrugem se esticou e operou milagre, salvando o Di Primeira. E como diz o ditado, quem não faz, toma! E foi realmente o que aconteceu. Aos 23 minutos, em jogada ensaiada, Lapinha chutou, a bola desviou e sobrou para Gui aumentar a vantagem. No último minuto da primeira etapa o Di Primeira ainda aumentou a vantagem: André Luis roubou a bola da defesa, saiu em velocidade e bateu para marcar 5 x 0.
No segundo tempo, o MachuPichu só tinha uma opção: ir com tudo para cima do adversário e tentar alguma coisa. A equipe se lançou ao ataque logo no início. As melhores chances do time peruano saiam dos pés do camisa 7, Batata. O jogador era o mais técnico, e o único que conseguia tramar alguma coisa perigosa. Aos 6 minutos, Cirota bateu cruzado e viu Ferrugem fazer boa defesa.
Mesmo com o MachuPichu voltando do intervalo com mais iniciativa, o Di Primeira administrava o resultado. Trabalhando a bola, a equipe tirou o pé do acelerador e esperava o tempo passar. Com isso, o time de Ricci chegava de vez em quando ao gol de Ferrugem. Aos 11 minutos, Caio recebeu sozinho e bateu, mas o goleiro do Di Primeira salvou mais uma vez.
Além de um adversário muito competente, o MachuPichu também enfrentava a falta de sorte. Aos 14 minutos, Batata cobrou falta com perfeição, mas caprichosamente a bola beijou a trave e saiu. No minuto seguinte, o Di Primeira aumentou sua vantagem: Chico arriscou de longe e marcou belo gol. Logo em seguida, Ricci percebeu que Ferrugem estava desatento, conversando com a torcida, e arriscou na saída de bola, e marcou! Minutos mais tarde, a equipe marcou mais um gol e honrou a camisa. Aos 21 minutos, Gui cobrou falta, a bola passou entre a barreira e entrou: 6 x 2.
Com o resultado, o Di Primeira ficou com os três pontos e garantiu presença no mata-mata. Na próxima semana, enfrenta o Rabeloska. Correndo risco de rebaixamento, MachuPichu e Fúria se enfrentam.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
The Veras 5 x 1 Bufalos
VERAS GOLEIA BUFALOS, VENCE A PRIMEIRA E SE MANTÉM VIVO NA OURO
Em confronto direto contra o rebaixamento, Nico e Victor Petreche decidem e mantêm o Grupo B pegando fogo na luta contra o rebaixamento
Por Luiz V. Andreassa
Havia muito em jogo no duelo entre Bufalos e The Veras. O primeiro, caso vencesse, se livraria de vez do risco de rebaixamento e manteria algumas chances de classificação. O segundo lutava por uma nova oportunidade de continuar na briga pela permanência na Ouro e estaria rebaixado em caso de derrota. Melhor para o time de Petreche e cia., que voltou a mostrar o futebol eficiente e organizado de um ano atrás – no qual chegou às semifinais – e conquistou os três preciosos pontos com méritos.
Os primeiros minutos pareciam prever uma partida equilibrada e muito disputada. Pelo Veras, Nico quase abriu o placar em dois lances. No primeiro dominou pela esquerda e emendou uma finalização, parando em defesa de Cabinha. Em seguida, aproveitou uma bola mal tirada pela zaga adversária para encher o pé de primeira, obrigando o goleiro a fazer uma bela intervenção. A resposta veio à altura, quando Dinho tabelou com Kaike e finalizou para defesa de Benga. No rebote, o próprio Dinho arrematou de novo, mas o guarda-metas defendeu heroicamente para evitar o pior.
A principal qualidade do Veras voltou a aparecer aos 12 minutos. Em um jogo importante como este, o poder de decisão é mais importante do que qualquer outra coisa, e assim, Nico saiu na cara do gol, driblou o goleiro e deixou a bola para Cucio, na boa, mandar para dentro. O gol foi até bastante parecido com o de Neymar na final do Paulistão de domingo, contra o Guarani, depois que Ganso driblou o goleiro Emerson. O tento deixou o duelo mais truncado e as chances de gol sumiram por alguns minutos. Já no fim da primeira etapa, Dinho invadiu a área, saiu de Benga e só não empatou porque Denys salvou na última hora a sua equipe.
O time azul voltou do intervalo disposto a mudar o rumo desta história. Yan recebeu pela esquerda e concluiu, obrigando o goleiro a trabalhar. Pouco depois, Dinho sofreu falta na lateral direita e, na cobrança, levantou a bola no segundo pau onde Arnaldo apareceu para completar para fora. Esta pode ter sido a derradeira chance do Bufalos de brigar pela vitória, já que logo em seguida o adversário respondeu com Victor Petreche, que dominou pela ponta direita, deu um belo drible no marcador (deixando-o no chão) e soltou a bomba para acertar o lado oposto da meta, fazendo 2 x 0. Do outro lado, Kaike também tentou fazer um golaço ao dominar na entrada da área, limpar a marcação e encher o pé; todavia, Benga estava atento e foi até o ângulo direito para fazer grande defesa.
O azar do Bufalos é que, novamente, a resposta adversária foi imediata e letal. João Cláudio mostrou habilidade e agilidade ao driblar dois marcadores e, ao chegar na cara do gol, teve companheirismo o bastante para rolar a bola para a direita, onde Nico apareceu mandando a pelota pro fundo das redes. Com a ótima vantagem construída, a partida foi dominada completamente pelo Veras, a ponto de a equipe ter conseguido ampliar 4 minutos depois, contando com a ajuda de Roger, goleiro que havia entrado no lugar de Cabinha. Moura dominou na meia-esquerda, avançou e finalizou no meio da meta, sem muitas dificuldades para Roger, que acabou deixando a bola passar e ficou apenas com as penas do frango nas mãos.
Mesmo goleando, a equipe azul grená não abriu mão de disputar cada bola e ir ao ataque como se estivesse perdendo o jogo. Entretanto, o adversário encontrou algumas brechas para criar jogadas. Em uma delas Kaike recebeu pelo meio, pôs a bola na frente saindo da marcação e concluiu para defesa de Benga. Pouco depois o camisa 13 voltou a arrematar, só que desta vez o guarda-metas deu rebote e Arnaldo apareceu para conferir.
O Bufalos então partiu para cima, mesmo sabendo que era praticamente impossível evitar a derrota, e deu brecha para o golpe de misericórdia do rival. Petreche aproveitou o vacilo do zagueiro adversário que quis sair jogando dentro da própria área, tomou a bola e a rolou para trás, onde Moura apareceu para bater de primeira e acertar a trave antes de a redonda ir descansar nas redes.
O resultado deixa a última rodada com tons mais do que dramáticos. Serão quatro times brigando contra o rebaixamento com direito a confronto direto. O Veras pegará o Bacana e qualquer um que não consiga a vitória estará rebaixado. Já o Jeremias jogará contra o Fiorella e o Bufalos terá a missão mais complicada, diante do líder invicto Arouca. Ao que tudo indica, a goleada sofrida pelo time de Dinho pode ser determinante para a conquista da nada sonhada vaga na Prata no próximo semestre.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 2 x 5 Rabeloska
COM SUPERIORIDADE, RABELOSKA VENCE ROLETA OLÍMPICO E ENCOSTA NO SNG
Equipe fez ótima partida e mostrou por que está na parte de cima da tabela. Roletinha pode assinar queda diante do Real Paulista na últiima rodada
Por Nathan Laurino
O duelo entre Roleta Olímpico e Rabeloska poderia ser chamado de duelo dos opostos. As duas equipes tinham pretensões bem diferentes. O Roletinha tentava os três pontos para sair da zona de rebaixamento e respirar. Já o Rabeloska queria os três pontos para se manter nas primeiras colocações e diminuir a vantagem em relação ao líder SNG.
Logo no início o Rabeloska, com gás todo, imprimia um ritmo acelerado na partida. Aos 2 minutos, Chininha fez boa jogada e bateu de pé esquerdo. Edu fez boa defesa. Aos 5 minutos, Chininha tentou mais uma e, dessa vez, venceu Edu. O camisa 13 acertou belo chute do meio da quadra e inaugurou o placar.
Aos 13 minutos veio o segundo gol. O camisa 9, Dick Vigarista, cobrou falta com força e marcou. Logo em seguida, o Roletinha diminuiu: aos 15 minutos, Catatau faz boa jogada individual, cortou o zagueiro e bateu entre as pernas do goleiro.
Mesmo com o gol, a reação do Roletinha parou por aí. A equipe sentia falta de um centroavante que prendesse a bola no ataque e, com isso, sofria com as investidas rápidas do Rabeloska. Aos 21 minutos, Dick Vigarista puxou contra-ataque e tocou para Norton finalizar. Além de ter jogadores rápidos, o Rabeloska contava com um elemento surpresa em seu contra-ataque. O goleiro Tassio repõe a bola muito bem e acaba virando um armador da equipe. Outro destaque foi o camisa 13, Chininha, que marcava muito e não cansava nunca.
Na segunda etapa, o Rabeloska manteve o domínio da partida e pressionou o Roletinha. Aos 3 minutos, Dick Vigarista saiu em velocidade e bateu na saída do goleiro, mas a redonda pegou na trave. Outra chance aconteceu aos 14 minutos, quando Vasko cabeceou e Edu fez a defesa. Três minutos depois o mesmo Vasko deu assistência para o gol de Cassinho. O camisa 11 deu uma bomba para o meio da área. A bola explodiu na bochecha de Cassinho e entrou. Belo gol de bochecha.
Com a vantagem, o Rabeloska só administrava o resultado. Aos 23 minutos o Roletinha conseguiu diminuir. Ceron cobrou falta no cantinho e marcou: 2 x 4. No último minuto do jogo, Vasko rolou para Norton bater cruzado e dar números finais à partida: 5 x 2.
Na próxima rodada, o Rabeloska enfrenta o Di Primeira. Já o Roletinha vai tentar sua permanência na Ouro contra o Real Paulista.
XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
Fiorella 6 x 0 SPQSF
ATAQUE DO FIORELLA DÁ NOVA PROVA DO SEU PODER DE FOGO E SPQSF PAGA O PATO
Van Van, Tigu e João Paulo comandam goleada e ajudam a equipe a manter a quarta posição
Por Luiz V. Andreassa
A goleada do Fiorella Brasil sobre o SPQSF no último sábado foi praticamente perfeita, sem problemas ou dúvidas por parte do merecimento da equipe. A parte triste é que ela serviu como homenagem ao ex-companheiro de equipe Clebinho, falecido recentemente, vítima de um acidente de carro. Para tanto, os jogadores deixaram sua tradicional camisa vermelha de lado e vestiram um manto azul com a foto de Clebinho estampada.
Tentando deixar a tristeza de lado, o Fiorella dominou a partida desde os primeiros lances, atacando com sua costumeira velocidade dos homens de frente. O primeiro a tentar foi Van Van, arriscando chute de canhota para defesa de Guto. Pouco depois, Rogério pedalou na entrada da área, onde foi derrubado pela marcação. Na cobrança da falta Rodrigo Macaro disparou um foguete, acertando o ângulo esquerdo de Guto, que nada pode fazer. Não demorou muito para a vantagem ser ampliada em boa jogada de Van Van. O camisa 11 limpou a marcação pela ponta esquerda e rolou para Tigu chegar finalizando de bico, no cantinho.
Atordoado, o SPQSF não conseguia nem mesmo passar da linha do meio da quadra, o que obviamente impedia a bola de chegar em seu jogador mais perigoso, Jaja. Em umas das poucas vezes eu isso aconteceu o camisa 9 arrematou da entrada da área e Fá espalmou pela linha de fundo. A resposta adversária foi rápida e letal, como a maioria de seus ataques: Tigu recebeu de Rogério pelo meio, bateu para o gol, Guto deu rebote e Van Van apareceu para conferir, mandando de cabeça para as redes. Como se não bastasse o estrago que já fazia no rival, Van Van ainda acertou uma bomba na trave direita, fazendo a bola passar na boca do gol sem entrar.
Em um dos poucos lances em que conseguiu agredir o oponente, o SPQSF reclamou da arbitragem. Di Dicredo dominou dentro da área e Fá deu um carrinho para afastar o perigo, deixando Diego descontente com o árbitro por não ter marcado um suposto pênalti. Não houve tempo para lamentações já que, logo na sequência, João Paulo recebeu pelo lado esquerdo, invadiu a área e chutou forte para fazer um golaço, acertando o travessão antes de balançar as redes. Apesar de a partida não ter chego nem mesmo ao intervalo, ela já assumia ares de definição com a goleada de 4 a 0 construída pelo Fiorella.
Talvez por causa disso a equipe (excepcionalmente) azul e preta deu uma diminuída no ritmo durante os primeiros minutos da etapa final. O adversário tentou aproveitar o ensejo para tentar se impor em quadra, mas estava mesmo complicado fazer chegar uma bola redonda ao artilheiro Jaja. Quem conseguiu chegar com perigo foi Marinho, ao aproveitar o momento em que a redonda pingava na intermediária para soltar uma bomba de peito de pé. O goleiro Franklin, recém entrado na partida, fez grande defesa, tocando na bola com os dedos antes que a mesma explodisse no travessão. Com o passar do tempo, porém, a equipe laranja finalmente foi conseguindo tomar conta das ações e, se não conseguia mostrar o seu melhor futebol, pelo menos atacava mais do que era atacada. Douglão teve azar ao dominar no meio da quadra e finalizar com classe acertando o travessão também.
Como se já não bastasse, o bom momento do SPQSF foi quebrado pelo inspirado Tigu, que dominou pelo lado direito, gingou na frente da marcação e concluiu no meio da meta, contando com a ajuda de Guto, o qual vacilou feio e deixou a pelota passar e chegar às redes pela quinta vez. Com o jogo resolvido, o Fiorella apenas administrava a situação, sem correr muitos sustos, exceção feito ao lance em que Diego Dicredo descolou um lançamento no capricho para Jaja sair na cara do gol e encher o pé para acertar Franklin. Para dar números finais ao duelo, o Fiorella aproveitou um contra-ataquem bem trabalhado entre Van Van e João Paulo. Os dois saíram tabelando sem dificuldades até que Van Van recebesse na boa para mandar para dentro.
Com a goleada sofrida, o SPQSF perdeu a chance de ultrapassar o rival na disputa pelo quarto lugar na tabela, mas a sua campanha equilibrada durante o campeonato o deixa sem riscos de perder o mais importante, a vaga para a próxima fase. Já o Fiorella manteve-se atrás dos líderes, com poucas possibilidades de chegar à segunda colocação, pois teria de tirar uma grande diferença de saldos contra o Só Resenha – e ainda torcer contra o CAV, adversário do SPQSF na rodada final. O adversário da equipe azul, por sua vez, será o desesperado Jeremias.
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