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Notícias de 08/12/2007

COM SOFRIMENTO E RAÇA, ACIDUS BATE JOGA 13 E CHEGA À FINAL


Era o primeiro jogo das semifinais. Em campo, um Joga 13 animado e em ascensão após derrotar Fora de Série e Roleta Russa e um Acidus com seu futebol que o levou a 6 vitórias seguidas nos últimos 6 jogos da equipe. Além disso, em campo também estava um tabu: o Acidus nunca havia derrotado o Joga 13 – foram até então 1 empate e 3 derrotas. O retrospecto positivo e o bom momento após eliminar o Roleta Russa deram ao Joga 13 a confiança que precisavam. Muitos jogadores comemoraram antes uma vitória que consideravam certa. Ao fim da partida das semifinais, quem comemorou, e muito, foi o Acidus com a vitória por 5 a 4, a ida para a final e a queda do tabu.

O jogo começou com um minuto de silêncio em homenagem à avó dos jogadores Rodrigo e Rafinha do Joga 13. Depois disso, a bola rolou e os dois times contavam com imensa e barulhenta torcida. O Joga 13 teve sua turma de sempre, que inovaram com uma bandeira amarela e preta gigante. O Acidus tinha o apoio dos amigos do Hollanda, que levaram bumbo e muita animação. Com a bola rolando, o início começou parelho, com os dois times com chances de gol, mas com certo predomínio das ações por parte do Acidus. E foi numa arrancada e chute forte de Barata pela direita que o Acidus marcou. O goleiro Caieras não conseguiu encaixar a bola no chute de Barata e Alemão, espertamente, desviou para o gol abrindo o placar.

O gol parece que acordou o Joga 13 um pouco, que passou a tentar jogadas pelas laterais já que o centroavante Lele estava praticamente anulado pelo zagueiro Rafão. Nessas, Callado teve grande chance frente a frente com Diego, que fez bela defesa. O Acidus levava perigo também e chute de Robinho cruzado foi defendido pelo goleiro. O jogo seguia igual e, num escanteio, o gigante Rafão subiu livre e marcou 2 a 0. Passava da metade do primeiro tempo e o Acidus tinha a vantagem do empate. Ao 13 restava atacar, e o time começou a se empenhar mais nisso.

Os 5 minutos finais do primeiro tempo foram de pressão do 13. O Acidus passou a se defender e a tentar o contra-ataque. Nessas, o Joga 13 viu o goleiro Diego brilhar em pelo menos mais 3 grandes defesas e seus atacantes colocarem pra fora outras bolas. O Acidus tinha em Alemão e Kirk suas grandes chances, mas as conclusões não tiveram sucesso. O fim do primeiro tempo serviu para dar descanso a dois times que correram muito embaixo de um sol muito forte e estavam muito desgastados.

O segundo tempo todos sabiam como seria: pressão do Joga 13 desde o início em busca da vitória. O Acidus parecia recuado em campo e tomou pressão forte. Diego salvou mais 2 gols até que, numa bobeada no meio de campo na marcação, a bola sobrou livre para Rodrigo fazer o que sabe de melhor: chutar forte no gol. E em seu chute a bola morreu rente a trave direita do goleiro. O 13 diminuía. O 13 se empolgava e renascia pro jogo. O Acidus teve grande chance com Barata, que driblou meio time adversário e, de frente pro goleiro e dentro do área, chutou rasteiro pra fora.

O gol empolgou de fato e o 13 continuou martelando. A zaga do Acidus com Rafão, Saulo e Barata tinha trabalho demais para conter os avanços adversários, que mudou de tática e não ficou mandando bola alta para Lele resolver. Algo incomum no 13, a bola foi mais trabalhada no meio de campo e com isso o time chegou mais vezes. E o segundo gol não demorou a sair, quase idêntico ao primeiro: o mesmo Rodrigo, de longe, chutando de bico rasteiro no mesmo canto do goleiro. Era o empate do 13. O jogo parecia que se virava para o Joga 13 e pegaria fogo em seu final.

O Acidus sentiu o abalo e teve de voltar a sair pro jogo, caso contrário, continuaria a tomar pressão e um novo gol não demoraria a sair. Mas eis que a sorte (e o azar) surgem para ajudar a definir o jogo. Choco teve chance de fazer 3 a 2 ao receber livre diante de Diego. No segundo que Choco pensou, a bola foi parar nãos mãos do goleiro. No lance seguinte, em bola recuada para o goleiro Caieras, este ajeita e vê Martins correr para marcá-lo. Assusta-se e chuta de qualquer jeito pra frente. Martins estica a perna e a bola vai morrer dentro do gol. O Acidus fazia 3 a 2 em falha do goleiro do 13. Martins comemorou como louco o gol.

O Acidus respirava, mas o 13 não queria deixar brecha para tanto. Alemão no meio de campo punha o time para jogar, mas os contra-ataques não saíam com perfeição. Num dos poucos que deu certo, Publius, jogando na linha, desceu com velocidade pela esquerda e chutou cruzado rasteiro e viu a bola tocar na trave antes de sair pela linha de fundo. Em compensação, em cobrança de escanteio, Rodrigo, sempre ele, aparece sozinho no meio da área e ainda tem tempo de matar no peito para chutar com tranqüilidade para empatar. Em seguida, falta no meio de campo para o 13 e Rodrigo chuta forte. A bola segue rasteira para fora, mas encontra os pés de Lele, que desvia levemente para matar o goleiro e colocar o Joga 13 em vantagem pela primeira vez no jogo. Faltavam pouco menos de 5 minutos para o fim do jogo. Muitos pensaram que era o fim do Acidus, que não teria forças para empatar. Ainda mais quando Callado recebeu passe de Choco, mas errou na finalização.

No ataque seguinte do Acidus, falta na frente da área. Barreira montada e Saulo bate com perfeição e faz a bola passar pelo único espaço possível entre a barreira e a trave. A bola foi morrer no cantinho baixo de Caieras, que nem deve ter visto a bola entrar. O Acidus explode comemorando. O time empatava em 4 a 4 e o resultado classificava a equipe.

O Joga 13 sentiu o gol e viu a classificação se esvaindo de suas mãos. Nos 2 minutos que faltavam, era o desespero de tentar marcar de qualquer forma. E foi justamente aí que o Acidus matou o jogo. Contra-ataque é puxado por Alemão, que toca pra Martins, que deixa Robinho na cara do gol para tocar de leve e vencer o goleiro. A bola seguiu devagar para o gol, ainda tocou na trave e ainda viu um Bruninho correndo que nem louco para tentar tirá-la. Entraram bola e jogador, e o Acidus fazia 5 a 4.

Não deu tempo para muita coisa. Os árbitros encerraram a partida e o Acidus comemorou a vaga na final. Depois de um jogo sofrido, emocionante, em que o Acidus jogou com uma raça como nunca visto e se superou em campo (até em razão de muitos jogadores contundidos e suspensos), e o Joga 13 foi o adversário duro de sempre, o Acidus venceu o jogo jogando muito bem, com maturidade, chegou à final e derrubou o tabu. Ao Joga 13, resta disputar, de novo, o 3º lugar.

SNG GARANTE SEGUNDA FINAL DERROTANDO HOLLANDA


Um jogo sem muita história como o que abriu as semifinais, mas mesmo assim era o atual campeão e líder na fase de classificação contra a surpresa Hollanda. Muitos apostavam em vitória fácil do SNG, mas o Hollanda prometia complicar o jogo. E de fato o jogo não foi simples para o SNG, que abriu rapidamente o placar com Memé e viu Salada empatar logo em seguida. Sem Renê, que estava no banco e só entraria em caso de emergência, o SNG não tinha tanta força no ataque, pois perdia seu ponto de referência. Sem ele, Memé e Abelha faziam a movimentação no meio e ataque, chegando com a rapidez e chutes de longe. Enquanto isso, Allan e Fefê garantiam atrás, com atuações impecáveis, especialmente de Fefê.

Memé de novo colocou o SNG em vantagem. O Hollanda tentava chegar, mas parecia faltar organização no toque de bola. Salada e Leandro lutavam muito no meio da forte e sólida zaga do SNG. Abelha fez o terceiro e o quarto do SNG, dando tranqüilidade para a equipe seguir para o segundo tempo. Mas antes de os árbitros apitarem o fim da primeira etapa, Edmundo diminuiu para o Hollanda em linda jogada pela esquerda e chutando na saída de Sampa.

O segundo tempo foi um bombardeio do Hollanda. Precisando vencer, foram para cima do SNG com tudo e conseguiam tocar e sair na cara de Sampa, que praticou belas defesas. Mas Mudinho enfim conseguiu vencer Sampa e diminuiu. 4 a 3. O jogo pegou fogo. O Hollanda renascia pro jogo. E foi mais ataque contra defesa. Tiveram momentos que a defesa do SNG parecia um paredão de tanto que a bola batia e voltava. E quando passava por ela, Sampa estava lá para garantir.

Era hora de o SNG resolver. Era hora que o time precisava de Renê. E ele entrou. Entrou e deu gás ao time. Em cobrança de escanteio, sem equilíbrio ele ainda consegue cabecear sem jeito. A bola sobe e vai morrer no fundo do gol do Hollanda. Era o 5 a 3. No lance seguinte, defesa rebate e a bola cai pra Renê, que corre pelo lado direito, invade a área e, antes de sofrer pênalti, tocou para Allan marcar o sexto gol e acabar com qualquer oportunidade do Hollanda.

Com um gol, um passe pra gol e jogo decidido, Renê ainda correu mais um pouco antes de deixar o jogo. A partir dali, era segurar o jogo e levá-lo para o final sem tomar cartões. E essa é a especialidade do SNG, que cumpriu com perfeição até o apito final e a classificação para a final.

O sacrifício de Renê valeu a ele 2 estrelas, a de segundo melhor jogador da partida. Com elas, ele entra definitivamente na disputa pelo troféu MVP. Com o resultado, o SNG chega a sua segunda final em dois torneios. Além disso, tem chances de repetir a tríplice aliança das premiações – titulo, artilheiro e MVP. Apenas o troféu de goleiro não pode mais ir para a equipe, muito em razão da ausência do goleiro Sampa de vários jogos. E por incrível que pareça, artilharia tem briga entre Renê, com 23 gols, e Memé, seu fiel escudeiro, com 18 gols.

FINAL ENTRE SNG E ACIDUS É ENCONTRO DE PRIMEIROS COLOCADOS


Depois de mais de 3 meses de torneio em 13 rodadas, enfim estão definidos os finalistas. E estão na final as duas melhores equipes na fase de classificação – Se Não Guenta Por Que Veio? e Acidus, 27 e 24 pontos respectivamente. Eis uma demonstração de que ambas as equipes foram as melhores tanto nos pontos corridos quanto no “mata-mata”.

O SNG obteve 11 vitórias e 2 derrotas. Uma das derrotas foi justamente para o Acidus, num dos jogos mais competitivos e emocionantes do torneio. Uma das vitórias foi por WO, justamente contra o lanterna Bucets, na última rodada. O SNG tem o melhor ataque – 83 gols em 13 jogos – e a melhor defesa – 35 gols sofridos em 13 jogos (2,7 gols por jogo). Nas quartas-de-final, o SNG venceu o Só Lance (7 a 3) e nas semifinais o Hollanda (6 a 3).

O Acidus obteve 10 vitórias em 13 jogos, sendo 3 derrotas. A defesa não foi o ponto forte – tomou 50 gols em 13 jogos, média de 3,85 gols por jogo, apenas a quinta melhor. Tomou muitos gols, mas teve seus dois goleiros como destaque na corrida MVP goleiro – Publius e Diego, com 11 pontos cada. Nas quartas-de-final, o Acidus venceu a Equipe Bróder num jogo quente e tumultuado (3 a 0) e nas semifinais mandou pra disputa de 3º lugar o Joga 13 (5 a 4).

Para a final, o SNG tem o time completo disponível. Apenas Renê é dúvida, mas nem tanto porque o jogador já deixou claro que está contundido e joga no sacrifício quando precisar. No Acidus, a situação é inversa. Com a mudança dos cartões para a segunda fase (cartões foram zerados e dois amarelos – e não mais três – suspendem um jogo e vermelho direto ou decorrente de 2 amarelos suspende por um jogo), Rafão está fora da grande final (tomou 2 amarelos). Entre os demais, Rodrigo, Lói, Kirk e Lucas estão contundidos. Jogam apenas se conseguirem se recuperar – o que é difícil – ou então no sacrifício. Mais provável que o time jogue sem eles a grande final.

Renê, desde a 9ª rodada, comentou com alguns jogadores. “A final vai ser entre a gente (SNG) e o Acidus”. Palpite certeiro de Renê. Apesar de o campeão ele não ter falado... Sábado todos terão a resposta.

MVPs E ARTILHARIA SERÃO DECIDIDOS NA RODADA FINAL


Parece que Renê tem tudo para levar troféu de artilheiro: com 23 gols, tem 3 a mais que Lele, que corre por fora e pode chegar com a disputa do 3º lugar. Aos demais concorrentes, fica complicado por precisarem de muitos gols (Memé, também SNG, tem 18 gols, Martins, Acidus, tem 17 e Salada, Hollanda, tem 15).

Em se tratando de MVP, Caio do MachuPichu segue líder com 14 estrelas, mas viu Renê chegar a 15 estrelas na semifinal e ainda tem a final para tentar repetir o feito do III Chuteira, quando levou artilharia e MVP. Ou seja, Renê tem tudo para fazer novamente a dobradinha. O que joga contra ele é a contusão na coxa, que limita seu jogo. “Estou jogando no sacrifício, por isso que só entro se o time precisa muito”, contou ele, antes da partida das semifinais.

Aos demais concorrentes ao MVP, Martins do Acidus tem 10 estrelas e não pode mais vencer a corrida. Lele, do Joga 13, tem 11 estrelas e pode empatar com Caio.

Assim, artilharia e corrida de MVP ficam assim:

Artilharia – Renê (23 gols), Lele (20), Memé (18) e Martins (17)

MVP – Caio (14 estrelas, mas não soma mais), Renê (13), Lele (11)

Matrix já é goleiro MVP - Em se tratando de goleiros, Matrix segue absoluto com 14 pontos. Aliás, Matrix já é pelo menos um dos goleiros MVP do IV Chuteira, pois o segundo colocado – são 2, na verdade – tem 11 pontos e só pode empatar com ele. Assim, ou Matrix será o goleiro MVP sozinho ou terá o prêmio dividido com um dos goleiros do Acidus, Publius e Diego, que têm 11 pontos. Com a final, resta saber quem vai jogar no gol do Acidus e tentar levar o time ao título e, quem sabe, somar 3 pontos e empatar com Matrix.

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