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Notícias de 07/10/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B:

Roleta Russa 2 x 4 SNG

SNG SE RECUPERA E DERROTA ROLETA RUSSA


Bicampeão atacou mais, errou menos e marcou 3 pontos que o colocam na vice-liderança do Grupo B; Roleta Russa perde segunda consecutiva


Por Renan Lamarck

Em busca de reabilitação dentro do Chuteira de Ouro, depois de ter sido severamente goleado pelo líder Fiorella Brasil, o Roleta Russa encarou o sempre favorito SNG, promessa de mais um grande clássico. Rolou a bola e quem iniciou melhor o embate foi o Laranjinha: Allan lançou para Biro na direita, que avançou e deixou o marcador para trás. Rolou para a entrada da área e Allan mesmo encheu o pé e obrigou Guaraná a realizar grande defesa. O rebote caiu nos pés de Memé pela esquerda, que não pensou antes de mandar um balaço de primeira que explodiu no travessão do Roleta e saiu pela linha de fundo.

Pouco depois, mantendo a pressão, o SNG continuou em cima do rival e conseguiu abrir o placar com Tejeda. O bicampeão trabalhou a bola envolvendo o Roleta, até que Tejeda recebeu a redonda ajeitada por Lucas no pivô na entrada da área. De frente para o gol ele encheu o pé e inaugurou o marcador, ainda contando com a ajuda de Guaraná que não conseguiu segurar o chute no meio do gol.

Perdendo de 1 x 0 e visivelmente sentindo a falta de Brunão, finalmente parece que o Roleta acordou. Pela esquerda do ataque, Salada emendou um bonito chute de primeira e mandou a bola perigosamente à esquerda da meta defendida pelo estreante William, novo goleiro do SNG ao lado de Sampa. Pouco depois, o time que recentemente voltou a elite do Chuteira teve grande chance com Nação. Da intermediária o forte atacante visou o ângulo do SNG, mas outra vez o arqueiro fez defesa segura.

Pelo Laranjinha, Renê entrou em campo e começou a aparecer para o jogo. Primeiro ele fez a parede para Tejeda chutar para fora. Logo depois, Tejeda retribuiu o passe para o Presidente, como Rene é chamado por seus companheiros, mas dentro da área a boa cabeçada do atacante foi muito bem defendida pelo arqueiro Guaraná.

Ainda na primeira etapa, o Roleta acreditava na vitória e chegou a fazer um jogo franco contra um de seus principais rivais no Chuteira. Em contragolpe, Edelcio enfiou linda bola entre dois defensores adversários e deixou Nação na cara do gol, contudo, no leve desvio do atacante o goleiro fez a defesa. Pouco depois, a Roletada conseguiu chegar ao empate. Coelho cobrou falta com veneno pela direita, a pelota explodiu no travessão. Nação, com muito oportunismo, foi mais esperto que os defensores e mandou para as redes de cabeça no meio da área, igualado o placar.

O final dos primeiro 25 minutos de jogo ficou quente e as duas equipes tiverem chances de deixar a quadra em vantagem. Primeiro o SNG trocou passes e, ao alçar a bola na área, reclamou um toque de mão do defensor Roleta. Na seqüência, o time de Baru armou contra-ataque mas William salvou o time laranja e preto saindo no pé de Edelcio. No lance, Caju deu assistência para o camisa 21 na entrada da área, que bateu e o arqueiro defendeu. O rebote ficou com ele mesmo, contudo, outra vez William foi incrível e evitou o gol, salvando seu time.

Já a segunda etapa começou muito parecida com o final da anterior, com bom contragolpe armado pelo Roleta. Pela direita o time chegou com Caju que chutou cruzado, William de novo voou e fez boa defesa. Pouco depois o Se Não Guenta respondeu, e de forma mais eficiente que o rival. Marcelo bateu bonito na redonda pela esquerda e mandou a bola na gaveta de Guaraná, que nem se mexeu, para anotar o segundo gol para sua equipe. Um golaço do meio de campo.

De fato nesse momento o Roleta parecia nervoso em campo, pois via mais uma derrota se aproximando, tanto que Guaraná protagonizou um lance bem feio ao furar uma dividida com o atacante Memé. Para a sorte do Roleta, o rápido atacante não conseguiu fazer o gol. Contudo, Salada, que a essa altura era ovacionado por garotos da escolinha do São Caetano – que muito provavelmente haviam achado graça de seu apelido –, tratou de renovar o ânimo da equipe na partida. De frente para o gol, ele mandou a redonda no contrapé do arqueiro e correu para a galera que se aglomerava na lateral da quadra. Outra vez estava tudo igual.

Era um grande jogo e com muita emoção o Roleta estava no jogo. No entanto, quando parecia que o SNG ia reabilitar seu rival, a defesa Roleta saiu jogando errado no campo de defesa com Coelho e... aí já era. De primeira Tejeda bateu na bola pela intermediária e colocou o Se Não Guenta mais uma vez em vantagem.

Para desespero da Roletada, Nação fez falta em Tejeda na meia cancha. Muito rigoroso, o árbitro amarelou o jogador, que jogava com a camisa 9, de Rick. Valendo-se do homem a mais, o SNG matou o jogo com Renê, quando este se antecipou aos zagueiros e, de puxeta, marcou o quarto gol para seu time em cobrança de escanteio e correu para o abraço da galera. Rene voltava a ser decisivo para o SNG, o artilheiro voltou e garantiu os 4 x 2 sobre o rival! Ainda sobrou reclamação de que a bola de Renê entrou por fora. No pouco tempo que restou, perdendo, o Roleta Russa passou a reclamar com a arbitragem depois que Salada também foi amarelado. O resultado foi a expulsão de dois membros do banco do Roleta: o técnico Casari e o lesionado atacante Rick. Ambos não podem nem ficar no banco nos próximos dois jogos de sua equipe.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B:

Clube Atlético Perus 6 x 2 Fora de Série

PERUS VENCE MAIS UMA POR 6 GOLS


Novo show de Pena e Rodrigo Rosa rende nova vitória ao time de Perus, que com um jogo a menos já ocupa a 3ª posição do Grupo B


Por Diego Pontes

O prelúdio do duelo entre Fora de Série e Clube Atlético Perus foi bastante semelhante ao de uma final, ocasião em que as torcidas organizadas se reúnem para dar todo o seu apoio aos gladiadores do gramado. Enquanto uma quantidade razoável de torcedores e amigos do Fora se acomodava nas redondezas da quadra 4, os torcedores do Perus se posicionavam atrás de uma faixa que trazia o nome da Vila Caiuba, local de origem da equipe. Tudo isso ao som de “Eu nunca vou te abandonar, Fora”, bravata gritada a uníssono pelos jogadores do time azul e branco – e que lembra muito o rugido de certa torcida fiel.

O jogo começou morno, sem lances excepcionais. Apesar da visível disposição dos jogadores, o embate tinha ares de amistoso, uma vez que estes tocavam a bola sem pressa. O Perus jogava na retaguarda, tentando articular lançamentos para o ágil Pena. O Fora de Série, por sua vez, seguia marcando o meio de campo com Argentino e o experiente Rica. Tudo isso num ritmo lento, quase como o de uma valsa.

No entanto, a levada da partida mudou aos 4 minutos, momento em que Juscelino abriu para o Perus ao aproveitar o rebote de Juscie e entrar com bola e tudo no gol do Fora. O lance aparentemente elevou a confiança do esquadrão preto e azul, visto que este passou a pressionar o time adversário com Pena e Rodrigo Rosa pelas laterais. Este último, inclusive, bombardeou o gol de Goku com fortes cruzados que teriam explodido na rede se não fosse a intervenção do goleiro japonês.

Após os árbitros paralisarem a partida em decorrência da esvoaçante bandeira caiubana (a faixa atrapalhava as jogadas feitas na lateral esquerda), a trupe do capitão Rica voltou com mais garra e fome de gols. Tanto isso é verdade que o time passou a contra-atacar de forma intensa pelas laterais com os velozes Rodrigo Cunha e Guilherme e com o próprio Rica, que fazia a conexão no meio de campo.

A tática funcionou, já que a zaga do Perus se intimidou com as ameaças do FdS e passou a errar muitos passes, dando uma gama de chances para o time do manager Clébão marcar. Todavia, para a sorte da esquadra peruana, Argentino, habitualmente matador, pecava na hora de finalizar.

O gol do Fora de Série só foi sair aos 15 minutos, quando Rodrigo Cunha aplicou o passe coeso de Guilherme num toque de leve para as redes do oponente. Porém, poucos minutos depois, o letal ataque peruano compensou as mancadas da defesa ao deixar Ricardo Barbosa cara a cara com Goku. O camisa 5 não marcou bobeira e mandou um foguete rasteiro direto para o fundo do gol. O arqueiro saltou certinho em direção à bola, mas, num frango imperdoável, deixou a pelota passar tranqüila por baixo dos braços.

O final do primeiro tempo foi marcado por uma série de faltas que por pouco não resultaram em tumulto. Após Rica ser amarelado por acertar o rosto de Pena com o pé numa disputa em bola aérea, os ânimos dos jogadores ferveram. Rica e Cavalera começaram a discutir o lance fervorosamente, enquanto Thiago Maradona e Saulo trocavam empurrões dentro da área antes de cobrança de falta do Perus. Em uma decisão acertada, o árbitro deu cartão amarelo para os dois últimos, esfriando a peleja e encerrando a primeira metade desta.

Mal havia começado o segundo tempo quando Cavalera empatou para o Fora com um bonito gol: aproveitando-se do fato do time rival estar com um a menos, ele tabelou com Rodrigo e, ao transpor a grande área, mandou um rojão cruzado para explodir no gol de Carlinho.

Apesar de muito comemorado, o gol marcou justamente o princípio do declínio do Fora de Série na partida. A partir desse lance, a equipe, “fora de série” por sua raça, morreu em campo e passou a jogar na retranca, deixando o Perus tomar o controle do jogo. Foi aí que o Perus, que parecia brincar em campo, brincou mais ainda mas revertendo os lances em gols. Pelo lado do Fora, as poucas chances de gol criadas pelos determinados Argentino e Saulo caíram por terra devido à competência do goleiro adversário.

Logo após o gol de Cavalera, Maradona virou para o Perus ao balançar a rede rival com uma bicuda. Na expectativa de conter novas investidas, o Fora se fechou e passou a marcar cerrado com Rica e Saulo. Contudo, o esforço se mostrou inútil, já que, segundos depois, Carlos Diego e Rodrigo Rosa ampliaram o marcador da sua equipe. O primeiro, com um chute rasteiro, fez a bola morrer no cantinho do arco inimigo. Já o segundo chapelou Goku com um toque de calcanhar, marcando o mais belo gol do embate.

O Fora de Série tentava sair do aperto com passes longos e lançamentos. No gol, Goku resistia bravamente ante ao bombardeio adversário. Porém, a equipe de Rica e Clebão não podia fazer muito, já que estava com a moral baixa e nitidamente cansada. Logo, o Perus não teve dificuldades para decidir a partida. Aos 20 minutos, Pena consagrou seu desempenho impecável ao aproveitar o próprio rebote e enterrar a redonda no canto do gol com uma bomba rasa.

Com a derrota, o Fora de Série segue beirando a lanterna do Grupo B, estando acima somente de um irreconhecível Bacana. Já o Perus dá continuidade à boa campanha que vem fazendo, ocupando o terceiro lugar da chave. Na semana que vem, o primeiro pega o equilibrado Arouca, enquanto o segundo enfrenta o Bacana, que, se não reagir, será presa fácil aos craques de Perus.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A:

Equipe Bróder 4 x 3 The Veras

EB CHEGA À VICE-LIDERANÇA E AFUNDA VERAS


Com muita raça e depois de tomar um baile no primeiro tempo, Equipe Bróder supera deficiências e vira para cima do The Veras, agora lanterna do Grupo A


Por Diego Pontes

A disputa entre The Veras e Equipe Bróder começou monótona, com ambas as equipes tocando a bola devagar, quase como se estivessem incitando o adversário a atacar. E por um longo minuto - que pareceu uma eternidade – o jogo permaneceu assim, estático, remetendo diretamente aos antológicos duelos de filmes de faroeste.

Porém, passados os 60 segundos iniciais, o Veras, pontual como um relógio cuco, tomou a iniciativa e passou a dar ritmo ao jogo. A equipe do pau de macarrão começou investindo com Kinho pelas laterais, além do preciso João Cláudio marcando presença na banheira broderiana. A turma do Compre Bem, por sua vez, seguia atacando com a dupla Mutssa e Lapa pelo meio de campo. Todavia, a pouca conexão entre o dueto facilitava o serviço da zaga verense de cortar as ofensivas alheias.

O veloz Victor Petreche logo mostrou ser um diferencial na partida, uma vez que, junto a Kinho, passou a dominar a posse de bola, impedindo o time rival de jogar. Tanto isso é verdade que, quando perguntado sobre o placar do duelo, um árbitro, que assistia ao jogo de fora, respondeu de maneira bem humorada: “0 x 0 para o The Veras”.

E coube justamente ao camisa 17 a tarefa de romper o silêncio de gols que ali imperava. Aos 9 minutos, o jogador, com um passe certeiro, deu de presente um gol para João Cláudio, que, aproveitando do fato de André Lapa ter sido amarelado, abriu o placar com um chute rasteiro.

A EB tentava revidar o gol com tabelas entre Lapa e Mutssa, mas falhava na tarefa de transpor a área do oponente. Isso porque Marcelinho parecia perdido em campo. Já a trupe do Veras estava bastante afiada e seguia ameaçando o gol de Léo com os chutes cruzados da dupla Kinho e V. Petreche.

Essa situação adversa obrigou a EB a pedir tempo. Ou o time vermelho se reorganizava ou seria presa fácil para as ofensivas verenses. A medida aparentemente deu certo, visto que o esquadrão de Lapa voltou mais entrosado e resoluto. Tanto que, aos 19 minutos, Gabriel Borges conseguiu empatar com um mortal cruzado que fez a redonda dar piruetas no ar e morrer no cantinho do gol.

O Veras replicou segundos depois com novo gol de João Cláudio, que não perdoou a falha de André Lapa no meio de campo. Entretanto, mesmo contando com a vantagem do placar, o time do capitão Pedro De Luna começou a ruir, se retraindo na defesa e dando chances para os broders atacarem. Para a sorte do time vinho e azul, contudo, o árbitro logo apitaria o final do primeiro tempo.

O segundo segmento da partida começou parelho, com as duas equipes se digladiando pela redonda no meio de campo. Porém, o Veras logo levou vantagem e ampliou o marcador com um gol de Victor Petreche: o atacante recebeu de Nico e chutou no meio das pernas do goleiro Léo.

Os broders não se amedrontaram com o gol relâmpago. Pelo contrário: o espírito de luta da turma do Compre Bem cresceu tanto que engoliu o The Veras. A partir desse momento, só deu EB na partida. Marcelinho e Lapa ameaçavam a todo instante a área inimiga, dando trabalho para os zagueiros Cucio e Fernando. Para completar a força de ataque, Ericão saiu da defesa e passou a investir forte pelo centro.

Dessa forma, o gol não demorou a sair. Aos 6 minutos, o zagueiro Soneca não bobeou diante da bagunçada defesa adversária e mandou um petardo do meio de campo para explodir na rede do Veras. O goleiro Benga, surpreso com a potência do balaço, nada pode fazer para impedir que este atingisse o seu alvo.

A situação da esquadra vinho piorava a cada segundo. O time, que já tinha dois dos seus jogadores machucados (Fernando e João Cláudio), perdeu mais um integrante quando o árbitro deu cartão amarelo para Caio Marchi por ter derrubado Mutssa. Nem mesmo o intervalo solicitado deu jeito nos problemas da equipe. Aparentemente, a sina do Veras era seguir ladeira abaixo.

Tudo isso facilitou para que Mutssa empatasse a partida com um golaço! O artilheiro da EB matou a bola no peito, deu uma giradinha e terminou por chutar de costas para o gol. O lance foi ovacionado pelos companheiros de time, agora muito mais motivados a buscar o gol da virada.

O nervosismo tomou conta das ações verenses. A zaga do time, desconexa, não conseguia barrar as investidas broderianas. O ataque, representado principalmente por Petreche, deparava-se a todo instante com o mais eficaz dos defensores: a trave. Para piorar a situação da equipe, Caio Marchi recebeu o cartão azul (já estava amarelado) após se adiantar em uma cobrança de falta da EB.

A virada dos Bróder era inevitável. Quando faltava um minuto para o apito soar e decretar o fim do prélio, Gabriel Borges decidiu a partida com uma cabeçada certeira. Final de jogo. No gramado, só havia espaço para a alegria alvirrubra e para uma confusão envolvendo o The Veras e a arbitragem. Mas fato é que a EB assumia a vice-liderança do Grupo A, enquanto o Veras despencava definitivamente para a lanterna.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A:

Estudiantes de la Vila 6 x 5 Treinadores do Braz

ESTUDIANTES REAGE E VIRA SOBRE TREINADORES

No último minuto, Bahia, sensação do Estudiantes na competição, marca seu terceiro gol na partida e ajuda time rubro-branco a virar e bater um cansado Treinadores do Braz


Por Diego Pontes

O combate entre Estudiantes de La Vila e Treinadores do Braz foi repleto de atrativos. Além de indiscutivelmente ter sido uma das partidas mais pegadas dessa rodada e de ter culminado num bastante elástico placar (11 gols, no total), o jogo se destacou dos demais por apresentar o choque entre duas maneiras completamente diferentes de jogar futebol. Enquanto a equipe da Vila Leopoldina apostou na velocidade e na raça, os Treinadores se valeram do entrosamento entre os jogadores, de tabelas e de chutes calculados para subjugar o adversário.

E a pugna começou a todo vapor! Após abrir o jogo com um chute mortal na trave, Índio fez passe preciso para Peruca estrear o marcador com um potente cruzado que não deu chances para Porps. Aturdidos com a iniciativa do rival, os estudantes começaram a fazer aquilo que dominam como poucos no Chuteira: correr (muito) pelas laterais e costurar a área do oponente pelos flancos.

No entanto, os integrantes do Treinadores seguiam jogando com calma, quase como se estivessem calculando os passes que davam. E foi assim que, segundos depois de marcar o primeiro, a equipe esticou seu placar: Juba aproveitou assistência de Índio e encobriu o goleiro Porps com um chute que desenhou uma parábola no ar. Um golaço!

Ao invés de se intimidar com os gols do adversário – dois em menos de quatro minutos –, o Estudiantes apertou a marcação no meio de campo e passou a ameaçar o gol de João Lucas com o habilidoso e raçudo Bahia. Os cavaleiros do Braz Edgard e Gabriel bem que tentaram barrar o gigante leopoldino, mas não teve jeito. Aos 8 minutos, o camisa 32 trespassou a zaga inimiga e sepultou a redonda no fundo da rede.

O Estudiantes seguiu dominando a posse de bola com passes ligeiros e investidas velozes, ora pelo centro, ora pelas laterais. Aparentemente, os treinadores pareciam estar sucumbindo ante ao vigor dos estudantes e aos chutes de Bahia, cada vez mais constantes. Ênfase no aparentemente. Na primeira oportunidade de escanteio, o pirulão e sério Juba tratou de por para dentro (de novo) a cobrança de Gabriel com uma cabeçada. Instantes depois, Peruca estendeu o já elevado placar. O cético e humilde camisa 10 mandou um petardo, deixando Porps a ver navios.

O frio decorrente do ventinho que se instalou no PlayBall não abalou a partida, que permanecia intensa e quente. Mesmo com a vantagem de 3 gols, o time inspirado no argentino homônimo continuava dando o sangue pela partida, atacando sem medo de sofrer contra-ataques. O até então eficiente goleiro João Lucas não conseguiu segurar tanta raça (e tantos chutes) e, no finalzinho do primeiro tempo, tombou desajeitado após deixar passar no meio das pernas a bomba rasteira de Lê Raito.

A garotada do Estudiantes voltou ainda mais determinada no segundo tempo. Bahia seguia coordenando as ofensivas da equipe e recebendo auxílio do lépido Raito, assim como do preciso Vitinho Laruccia – autor de vários passes que poderiam ter rendido gols. Já o Treinadores continuava jogando na retaguarda, investindo por meio de contra golpes de Peruca pelo meio. Entretanto, era nítido o cansaço da trupe e a impossibilidade da zaga desta acompanhar os velozes estudantes.

Prova disso foi o gol de Vavá, aos 4 minutos. O pequenino zagueiro disparou pelo meio de campo, driblou a defesa antagonista e, por fim, chutou em direção ao gol. O balaço fez uma curva, passou embaixo dos braços do goleiro e, por fim, morreu no canto esquerdo do arco.

O jogo decorreu na área dos treinadores, que ficavam mais encurralados a cada segundo que passava. Bahia, Vitinho e Iram simplesmente não deixavam a esquadra branca jogar. No entanto, os argentinos não conseguiam finalizar, pois a defesa do Treinadores, embora canhestra, conseguia cortar os ataques do trio com eficiência.

Nem mesmo o tempo pedido pelos cavaleiros do Braz melhorou a situação destes, uma vez que continuavam sofrendo com a pressão exercida pelo oponente. A situação do time complicou ainda mais quando Vitinho, após tabelar com Iram e Lê Raito, empatou a partida. Contudo, o estóico Índio mudou o quadro do jogo ao ter a ousadia de sair da retranca e se embrenhar na área rival. Após perder uma chance de gol por chutar a pelota direto no colo de Porps, o camisa 9 finalmente acertou a mão (o pé, na verdade) e marcou o quinto da sua equipe, deixando a molecada da vila para trás novamente.

O Estudiantes cresceu e passou a usar o máximo da sua velocidade para reverter o placar, em que só a vitória interessava à equipe para sair da lanterna e não despencar de vez moralmente na competição. Porém, o foco nas jogadas individuais e o nervosismo dos jogadores impediam que estes concretizassem o empate. O time vermelho e branco só foi melhorar após pedir tempo, quando voltou com força total e restaurou o equilíbrio da peleja com mais um gol de Bahia.

O empate não era o bastante para o antigo Crocciati. Os segundos se esvaíam e o time seguia com uma ânsia de gols irreprimível. No último minuto de jogo, Bahia se consagrou como herói da partida ao empurrar o passe de Gago para o cantinho do gol. A jogada provocou reações antagônicas no campo, pois, ao mesmo tempo que frustrou profundamente os doutrinadores, levou os argentinos made in brazil ao completo delírio! Final de jogo: Estudiantes 6 x 5 Treinadores do Braz. Uma virada que certamente ficará gravada na memória daqueles que jogaram e acompanharam esse grande jogo do Chuteira.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A:

Bengalas 6 x 3 Fúria

BENGALAS GOLEIA FÚRIA E É NOVO LÍDER


Mesmo sem Ritolê, mas com Luisinho, Bengalas derruba Fúria, chega a 10 pontos e assume a liderança isolada do Grupo A


Por Guilherme Meireles

Desfalcado por Ritolê, sua maior estrela e sensação do último Chuteira, o Bengalas entrou em campo para enfrentar o bom time do Fúria, que somou apenas um ponto na competição até agora. Munido de sua fanática torcida, a equipe rubro-negra até começou equilibrando a partida, mas cedeu diante do atual campeão, que abriu o placar logo nos primeiros instantes em chute de primeira de Luisinho. Pois é, se o Bengalas não tinha Ritolê, tinha Luisinho, o nome do time até o momento na competição.

O mesmo Luisinho participou do segundo gol de sua equipe ao disparar pela esquerda e acertar um cruzamento preciso para Vini Costa chegar tocando de carrinho para balançar o barbante. Não demorou e Luisinho estava lá para fazer 3 x 0. Era show do camisa 14 na quadra 6.

O Fúria parecia não acreditar que já perdia de três em menos de 10 minutos. Mesmo assim, quando o time ia ao ataque se via retido na ótima defesa do Bengalas, que jogava com muita autoridade. No primeiro tempo, o melhor atleta do time rubro-negro foi sem sombra de dúvidas Thiago Motta, que demonstrava muita raça dentro de campo, como no lance em que brigou com muita disposição pela posse de bola, ganhou, clareou a jogada e mandou um chute potente que passou à esquerda do goleiro. Nesta mesma dividida, Fábio Leite se machucou e foi substituído.

O Bengalas continuava dominando o jogo, principalmente em ótimas jogadas de Vini Costa. Numa delas, ele arrancou do meio campo, levou todo mundo que viu pelo caminho, e encheu o pé. O goleiro Jé espalmou. O mesmo Jé salvou outra vez em chute de primeira de Fernando Forte após cobrança de escanteio. Mas Vini estava de fato inspirado e após um lindo giro de primeira na entrada da área, marcou um golaço.

O Fúria ainda apostava suas fichas nos Motta, principalmente Thiago, que tentou um voleio sem sucesso pela direita, mas pouco tempo depois arrancou desde o meio campo com muita velocidade e tocou rasteiro no cantinho esquerdo do goleiro para marcar o primeiro de sua equipe, dando esperança à fiel torcida que esperava mais da equipe na segunda etapa.

Mas a esperança, que já era pouca, acabou quando Luiz Eric arrancou fazendo fila. Quando chegou na cara do goleiro, consumou o quarto gol de sua equipe. O mesmo camisa 11 chutou de longe e exigiu boa defesa do goleiro, mas este acabou largando na cara de Pato, que quase marcou se não fosse a recuperação do arqueiro. Luiz Eric teve outra chance ao roubar a bola em falha da defesa do Fúria, porém, acabou desperdiçando, assim como o lance seguinte em que Rotolê, irmão de Ritolê, ou também chamado de Pato chutou cruzado para fora.

A defesa do Fúria ia se mostrando cada vez mais perdida em campo e os jogadores estavam nitidamente nervosos. Por outro lado, a zaga do Bengalas demonstrava total segurança. E este abismo dos ânimos entre as duas equipes ficou claro quando os furiosos ficaram de fato furiosos entre si e começar a discutir. Mas, mesmo neste conturbado ambiente interno, o Fúria chegou a mais um gol: o capitão Luis Gabriel bateu com raiva uma falta pertinho da entrada da grande área e mandou a bola por cima da barreira para o fundo das redes.

O Bengalas pareceu ter sentido o gol, e o jogo começou a ficar tenso pelos dois lados: Luisinho não dava sossego à arbitragem e reclamava incansavelmente. Por incrível que pareça, nem amarelo ele tomou. Devia tomar de tanto que falou e deixou de jogar bola. Cada minuto do segundo tempo que passava mais os torcedores se convenciam que os primeiros 25 minutos foram melhores. A partida estava acabando quando Felipe Castro teve duas chances consecutivas de marcar o terceiro: primeiro num belo chute cruzado que atravessou toda a extensão da grande área, mas ninguém chegou para concluir. Logo depois, recebeu na cara do goleiro Baki e, com muita calma, teve tempo de dominar antes de marcar.

Provavelmente a torcida do Fúria estava se perguntando: ainda dá para buscar o empate? Vini Costa respondeu: não! Em chute forte ele marcou o sexto gol de sua equipe, fechando a goleada.

Na próxima rodada, o Fúria pega o Joga 13, enquanto o Bengalas, 10 pontos e agora líder isolado, mede forças com o Treinadores do Braz, seguindo na busca pelo bicampeonato.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B:

MachuPichu 4 x 8 Fiorella Brasil

FIORELLA DERRUBA MACHUPICHU E ESPERA PELA PRÓXIMA VÍTIMA


Time da ótica impõe correria para cima de MachuPichu, aplica nova goleada e dispara na liderança com 12 pontos


Por Guilherme Meireles

O MachuPichu ainda nem havia feito os primeiros movimentos em campo quando o Fiorella logo fez questão de mostrar as razões que o faz invicto no Chuteira deste semestre. A bola mal tinha começado a rolar, quando João Paulo Arcanjo repetiu a dose feita contra o Roleta e mostrou que veio para dar show: mandou um chute forte do meio, que entrou precisamente no ângulo esquerdo do goleiro. Golaço!

Instantes depois, o mesmo atleta marcou o segundo. Não demorou muito, ele passou um susto quando levou uma solada nas costas do delicado Tebas. Arcanjo ficou caído para ser atendido, mas felizmente (ou infelizmente pelo ponto de vista do MachuPichu) se recuperou rapidamente. O MachuPichu só foi chegar com Ricci em chute cruzado que por muito pouco não foi concluído por Thiago Branco. Ficou no quase. Já Tiago Silva teve mais sorte e marcou o terceiro aos 10 minutos.

Pouco tempo depois, aos 12, Ricci marcou um golaço, colocando a bola no ângulo esquerdo do goleiro voador Fonseca. Porém, no lance do gol, o atleta do Machupichu sentiu uma contusão e teve que ser substituído. Azar do MachuPichu que perdeu um atleta que fazia boa partida. Outro que teve azar foi Pipo, arqueiro peruano que aceitou uma bola no mínimo defensável em chute rasteiro de Van-Van. Detalhe que a bola quicou no gramado e enganou o goleiro, ajudando na marcação do quarto gol.

O Tchupichu, como está escrito na camisa nova da equipe, não se entregou. Danilo, após receber a bola dentro da área, demorou para chutar, mas viu Thiago Branco na direita e mandou para ele. O artilheiro do time foi inteligente e mostrou porque é matador ao dar um leve "tapa" na bola para marcar o segundo gol. Por muito pouco ele mesmo não diminuiu mais ainda após falha do quase "infalível" ataque do Fiorella: em erro na triangulação, o Machupichu roubou a bola e puxou rápido contra-ataque que parou nos pés de Thiago. Ele dominou, driblou e bateu, mas Fonseca caiu para agarrar no cantinho esquerdo.

Em cobrança de falta, o estreante Thiago Coiro mandou um canhão que quase levou o goleiro para dentro do gol. A melhora que o MachuPichu esboçava logo sumiu quando Van-Van arrancou da esquerda, levou a bola para o meio, chegou ao corredor direito fazendo fila e driblando tudo que via pela frente. Quando só faltava o goleiro em sua frente, ele tocou e marcou um golaço. Era 5 x 2.

Quando a bola rolou no segundo tempo, o Fiorella já assustou o adversário nos primeiros minutos, assim como na primeira etapa: desta vez o capitão Ricardo Tavano marcou. Logo depois, o "Tchupichu" quase descontou num cruzamento na medida de Tebas: a bola estava quase chegando nos pés de Thiago, que até já preparava o chute, quando a zaga do Fiorella afastou o perigo. Mas se dessa o Fiorella escapou, não fugiu de Danilo Silva, que desencantou no Chuteira. Ele marcou o terceiro, mas quem imaginava uma reação novamente se frustrou quando a ótica ampliou com Jefferson Piloto.

Tebas teve outra boa chance, mas mandou na rede pelo lado de fora. O Fiorella não perdia a postura ofensiva ,e em mais uma investida de Van-Van, Pipo teve que se virar para espalmar uma bola perigosa. Mas nem ele conseguiu segurar o talento do camisa 11, que ficou nítido durante todo o jogo: Van-Van recebeu pelo meio e, em uma clássica (e atualmente muito rara, infelizmente) tática de enganar o goleiro, fingiu que ia chutar, não chutou, e quando o goleiro já estava liquidado na jogada, mandou para o fundo do barbante, anotando mais para o seu rol de golaços.

Já próximo do fim da partida, Danilo se mandou ao ataque e no mesmo lance teve duas chances de marcar. Acabou marcando na segunda vez, fechando em 8 x 4 a conta para o Fiorella.

O Fiorella vem fazendo uma campanha sensacional, assim como no campeonato passado, e, com doze pontos, dispara na liderança de sua chave. Depois de duas semanas de folga, as duas equipes voltam a campo no dia 17. O Machupichu pega o Roleta Russa, e o Fiorella encara o Kadência.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B:

Bacana 2 x 6 Kadência

BACANA TOMA NOVA PANCADA E REABILITA KADÊNCIA


Artilheiro Paulinho marca 4 vezes na goleada do ex-lanterna para cima do atual lanterna da competição


Por Diego Pontes

O crepúsculo chegou ao seu ápice quando uma grande quantidade de espectadores se reunia em torno do quarto coliseu – notório por sediar homéricos combates chuteirísticos – para apreciar a peleja de vida ou morte entre Kadência e Bacana. Tímido, o zéfiro se contenta em passear suave, deixando espaço para uma aura de tensão crescente tomar conta da arena. O silêncio é sepulcral. No olhar dos gladiadores, apenas uma verdade: é vencer ou vencer.

Não, a disputa não consistia em um clássico, tampouco uma decisão de campeonato. Era uma disputa entre dois times de competência inenarrável, mas que, no auge de sua decadência, brigavam por uma chance de renascer e ocupar novamente o panteão do Chuteira de Ouro.

A partida começou frenética, com ambas as equipes se valendo de passes rápidos e velocidade na hora de atacar. Enquanto o Bacana tentava abrir espaço no meio de campo para que Iuri pudesse marcar, o elenco do Kadência investia nas jogadas individuais do craque Paulinho, que parecia tomado pelo espírito da determinação. Tanto isso é verdade que, em menos de um minuto de jogo, o camisa 16 disparou pelo meio de campo e por muito pouco não transformou o lateral cobrado Lucas Janaudis em um bonito gol de cabeça.

No entanto, a tarefa de abrir o placar era mesmo do Kadência – ou melhor, do dueto Paulinho e Lucas. Instantes depois, antes que o ponteiro dos segundos pudesse dar sua segunda volta, o sósia esguio do prefeito Gilberto Kassab tocou de calcanhar para o camisa 7, que, ágil, contornou a lateral e matou o balaço no gol de Kiko com um chute cruzado.

Temendo uma nova iniciativa do rival, os bacanas apertaram a marcação no meio de campo com Iuri e Demehur. Porém, a dupla, assim como o restante do time, parecia estar sob o efeito de Thriller, clássico de Michael Jackson que tocava nas dependências do PlayBall naquele momento. Como os zumbis do clipe, os jogadores careciam de força de vontade e coesão nas jogadas. O Kadência não perdoou tal relaxo e, aos 3 minutos, ampliou com um golaço de Paulinho: o atacante matou lançamento no peito, dominou com um toque, girou e, quase que de primeira, pôs a pelota para descansar no cantinho do gol adversário.

Após o lance, o Bacana aparentava ter acordado para o jogo. Na expectativa de desarmar a forte zaga do Kadência e passar pelo aproveitador Paulinho, Rômulo, Demehur e Vitinho seguiam tabelando pelo centro e tentando, vez ou outra, investidas rápidas pelas laterais. Se valendo dessa estratégia, o trio conseguiu criar algumas boas chances de gol. Porém, apesar de jogarem corretamente, os bacanas estavam letárgicos se comparados aos rivais, que corriam ininterruptamente por todo o campo. Além disso, o sempre competente Julian, de volta aos gramados, sempre estava de prontidão para cortar as ofensivas da equipe vinho.

Quando o ritmo das jogadas parecia ter diminuído e tudo parecia equilibrado, Gian trouxe ação à partida ao marcar o terceiro do Kadência. O camisa 10 aproveitou o rebote resultante de um chute na trave de Paulinho e cravou uma bomba no ângulo esquerdo do arco inimigo. O gol praticamente decidiu a primeira metade do jogo, visto que, após este, a trupe de Paulinho – habitualmente focada em contra-ataques –, passou a jogar de modo incisivo, ameaçando a área êmula constantemente. O Bacana, por sua vez, perdeu o pouco pique que conquistara e passou a cometer uma série de erros na hora de cortar as investidas alheias. Se não fosse a boa atuação de Kiko, o placar do embate certamente teria sido ainda mais elástico.

Aos 20 minutos, Paulinho brindou os espectadores com o último gol do primeiro tempo. Ao bater falta, o artilheiro da esquadra kadenciana fez a redonda explodir no canto direito da rede, único ponto falho da barreira adversária. O lance, legítimo exercício de precisão, é mais uma das provas que permitem que o camisa 16 seja considerado um dos maiores matadores da história do Chuteira.

O segundo tempo foi marcado por uma melhoria na performance do Bacana. Apesar de demonstrar cansaço, o esquadrão de Marcelão, ausnte do banco de reservas, voltou mais entrosado e, acima de tudo, firme na hora de marcar. Destaque para Canzian, que, embora tenha feito algumas faltas, conseguiu cortar jogadas perigosas de Paulinho e Ronan; Napolitano, armador de uma boa conexão no meio de campo; e, por último, para Luisinho, que atuou com raça e, mesmo sendo barrado pela forte defesa kadenciana, criou algumas oportunidades de gol.

Essa recuperação do Bacana tornou o jogo parelho e resultou em dois bonitos gols. Aos 10 minutos, Demehur, outro grande nome desse segundo tempo, driblou o goleiro Ivan pela lateral esquerda e chutou rasteiro em direção ao canto do gol. O segundo foi de Napolitano, que, nos minutos finais, matou de cabeça o lançamento de Luisinho.

Mas o dia era do Kadência. Ou melhor, de Paulinho. Apesar do rendimento da equipe escarlate ter caído nesse segmento do jogo, o Kassab do Chuteira tratou de ampliar o já extenso placar de sua equipe não com um, mas com dois gols! Aos exatos 9 minutos, o craque dominou no susto uma bola que já era perdida e, cara a cara com o arqueiro, chutou no meio do gol. Poucos minutos depois, o artilheiro aproveitou o passe de Lucas e decretou o fim da partida com um cruzado rasteiro.

O Kadência renascia para uma possível classificação e mostrava que em dia inspirado de Paulinho não tem quem segure. Ao Bacana, resta afastar a crise que já se instalou e parece um tanto inexplicável aos olhos daqueles que jogam, mas mais ainda daqueles que viram o Bacana no semestre passado jogar.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A:

Primatas 3 x 2 Joga 13

PRIMATAS SOFRE PARA DERROTAR TIME RESERVA DO 13


Sem dupla melvilliana e zagueiros Rodrigo e Guma, Joga 13 surpreende, dá pressão em Primatas mas perde com gol no minuto final


Por Renan Lamarck

Em ritmo acelerado teve início o confronto entre Joga 13, que não contava com a presença de seus principais jogadores – casos de Rodrigo, Guma, Alemão e Felipe, sem contar Lele, que segue se recuperando de lesão no joelho mas esteve no banco de reservas para apoiar os companheiros – e o campeão do Chuteira de Prata, os garotos do Primatas. Com um time praticamente reserva em campo, natural que o Primatas passasse a exercer maior pressão no ataque. E, assim, logo de cara o Primatas quase abriu o placar. Em lateral, Litho alçou bola na área, que passou por todo mundo mas não por Orley no segundo pau que, sem saber se entrava de cabeça ou se metia o pé, mandou por cima do gol e perdeu ótima chance.

Mesmo contando com Choco ligado a mil por hora, o 13 não estava bem dentro de quadra e o adversário dominava as ações. Mais uma vez Litho apareceu para o jogo. Ele recebeu na intermediária e arriscou o chute. A bola partiu cheia de veneno, tocou no travessão e entrou sem chances para o goleiro Caieiras. Primatas 1 x 0.

Contudo, parece que o gol abalou mais o 13, tanto que não tardou para tomar o 2 x 0. Gui Fenômeno brigou com os defensores adversários e ficou com a bola a alguns passos da área. De frente para o gol, ele não teve dúvidas e encheu o pé num chute rasteiro para fazer o segundo gol de seu time e desencantar na competição.

Com a derrota parcial o Joga 13 parece ter enfim acordado. Talvez os berros de Doce e Lele no banco tenham ajudado, mas fato é que o time esboçou uma reação e começou a jogar bola. Fino chutou prensado com o marcador, a bola desviou e obrigou Vitinho a voar e realizar boa defesa. Mas parecia que nada daria certo para o amarelo-negro, pois o time se mostrava nervoso, alguns jogadores discutiam dentro de quadra e isso sem dúvida não ajudava em nada o rendimento do time. Mesmo Choco, que se virava sozinho no ataque, parecia pilhado e se perdia nos lances de habilidade tão acostumados a fazer. De bom para o 13 só mesmo a entrada de Doce, que, mesmo machucado no tornozelo, entrou cheio de vontade e deu algum ânimo ao time.

No entanto era o Primatas que assustava mais e parecia mais perto do gol. Lançado na direita, Gus dominou e cortou Jorge. Frente a frente com o arqueiro Caieiras, chutou e observou o goleiro rebater a bola. Como resposta, Doce tentou jogada ofensiva, trabalhou a redonda e serviu Kbral na direita. O zagueiro acertou um forte chute da ponta da área e diminuiu a desvantagem. Com 2 x 1, o 13 começaria o segundo tempo com ânimo novo, tanto que Lele gritava no intervalo: “Vamos, p...! Está só 2 x 1!”.

Ao dar início à etapa complementar, o 13 dava pinta de que iria pressionar o rival com todas as forças, contudo o que se viu nos primeiros minutos foram muitos erros de ambos os lados e um Primatas cauteloso, à espera do rival. Calado recebeu cartão amarelo após perder lance no ataque e fazer dura falta que podia ser muito bem um cartão azul ou vermelho que ficaria barato e prejudicou sua equipe, que ficou com um homem a menos por dois minutos. No entanto, para sua sorte, o Primatas estava cheio de cautela e praticamente não ameaçou Caieiras.

Algum tempo depois, Orley teve boa chance dentro da área: ele subiu mais que o marcador e testou firme para ótima defesa do goleiro. Do outro lado, Choco, que sempre dá o sangue pelo time, respondeu avançando pela esquerda e batendo cruzado. Vitinho voou no canto e espalmou em mais uma bela defesa.

O confronto era parelho nesse momento, mas, atrás do resultado, o 13 era mais vontade e superação que qualquer coisa. O zagueiro Jorge cobrou falta com veneno que Vitinho foi buscar. Logo depois, após Orley receber cartão amarelo, Kbral colocou a bola na área. A redonda sobrou limpa para Calado, de bico, meter para o fundo do gol. Valendo-se do homem a mais em campo, o 13 chegava ao empate.

Os minutos finais eram imprevisíveis. O 13 parecia mais próximo do gol do que o Primatas, e tudo parecia melhorar quando Gui Fenômeno tomou amarelo por não se sabe o quê e saiu discutindo com o árbitro. Só amarelo? Descontente com o amarelo, Gui quis mais e ao chegar ao bando soltou todo seu vocabulário de elogios ao árbitro, quase como que pedindo “me expulsa, me expulsa, me expulsa”. E não deu outra: o vermelhinho soou para ele, para indignação de seus companheiros. Mas a sorte mais uma vez mostrou que é amiga mesmo do Primatas. Em contra-ataque, Guerrero puxou pela direita e bateu cruzado para dentro da área, onde chegava Rafinha. Ele desviou a la Renato Gaúcho para decretar a primeira vitória do campeão da Série Prata na Série Ouro, para desespero de Caieiras, que saiu mais uma vez com cara de poucos amigos, como se seu time tivesse feito uma péssima partida, quando, na verdade, lutou e mereceu vencer, mas acabou perdendo.



II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

Bucets 6 x 2 TCM

BUCETS VENCE OUTRA E SEGUE 100%


Xixi apronta de novo na vitória que antecede o esperado jogo que vale a liderança do Grupo A diante do Real Paulista

Por Luis Fernando Saninana

Na temporada atual, o Chuteira de Prata está marcado pelo grande número de equipes novas na competição. Na abertura da 4ª rodada, o Bucets recebeu uma delas, o TCM, que havia folgado na rodada anterior. O descanso seria algo bom na teoria, mas não foi bom na prática. Afinal, os alvos de Denys e Tom sapecaram uma goleada de 6 x 2 para cima dos amarelo-negros de Cláudio.

Logo de início parecia que a folga tinha dado resultado. O TCM pressionou no primeiro minuto. Cesinha dominou na meia esquerda, puxou para o meio e chutou. A bola saiu à direita do gol de Feto. No lance seguinte, Thiagão bateu cruzado da direita e Cláudio, praticamente embaixo da trave, completou para o fundo do gol fazendo 1 x 0. Tudo indicava que seria “o dia” do time amarelo.

Correndo atrás do placar o Bucets teve sua primeira chance com Cauê. Após cobrança de falta pela ponta esquerda, o goleiro Marcião fez boa defesa. O arqueiro foi um verdadeiro paredão no início de jogo. Em mais um ataque, Cauê chutou de primeira da entrada da área, depois de passe de Mesa, e Marcião defendeu. O Bucets, correndo atrás do placar, não parava de pressionar. Rodrigo Storch recebeu na direita da área e chutou, mas a finalização foi defendida mais uma vez. O bombardeio não parava, Xixi dominou na meia esquerda, puxou para o meio e chutou.

Sabe aquele ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”? Pois é, a rocha Marcião não suportou a pressão. Xixi avançou pela esquerda e mandou uma bomba praticamente sem ângulo. Repeteco do gol contra o É Verdadeee e bola na rede do TCM. Com o placar em 1 x 1, o Bucets continuou atacando. Mais uma vez com Xixi, que chutou da meia esquerda, o arqueiro desviou, a bola chegou a bater no travessão e foi para fora. Não demorou muito para a virada chegar. Bruno Donatelli, do TCM, deu uma bicicleta na direita de seu campo de defesa para afastar o perigo. A bola sobrou com R. Storch na meia esquerda, que, de primeira, mandou para o fundo do gol fazendo 2 x 1 para o Bucets. Virada que só viria a ser aumentada tamanho o volume de jogo do time do fusca fedido, como apelidou o inimigo Publius.

Logo após a saída no meio de campo o TCM tentou dar a resposta com Cesinha. O jogador chutou da meia esquerda e Feto fez uma bela defesa. O Bucets conseguiu abrir dois gols de vantagem com Claudinho de cabeça após cobrança de lateral pela direita. A tranqüilidade de dois gols de diferença não durou muito. Antes do final da primeira etapa, Raffa passou para Guga na esquerda da área que bateu forte e alto, sem chances para o goleiro Feto.

Com o segundo tempo rolando, o Bucets continuou no ataque. Rodrigo avançou pelo meio e finalizou de fora da área. A bola bateu na trave esquerda de Marcião. No lance seguinte, Mesa ajeitou para Xixi, na entrada da área, que marcou o quarto da equipe branca. O TCM até que tentou reagir depois do quarto gol. Em duas oportunidades Guga tentou, mas parou em Rafinha, goleiro do Bucets que entrou no segundo tempo.

O quinto gol veio com Xixi mais uma vez. Rodrigo Storch, na direita da área, ajeitou de cabeça, depois de tentar a finalização, e a bola sobrou para o camisa 88 praticamente embaixo do gol estufar a rede. Com a goleada decretada o TCM queria pelos menos diminuir o placar. Em uma cobrança de lateral pela esquerda, Raffa, dentro da área, desviou de cabeça e Rafinha defendeu. O goleiro teve trabalho nos momentos finais. Thiago Novaes dominou na meia esquerda e bateu para a grande defesa do arqueiro.

O Bucets nem pressionava mais. O sexto gol surgiu após falha de marcação. Em uma cobrança de escanteio pela direita, a bola sobrou com Xixi na esquerda da área que bateu cruzado fazendo 2 x 6.

Nos minutos finais, Rafinha ainda fez duas defesas evitando que o TCM diminuísse o saldo de gols. Com o jogo finalizado, a equipe do Fusca Branco mostra que é sério candidato a subir para a Série Ouro e lidera, junto com o Real Paulista, o Grupo A. O TCM continua na briga por uma vaga na próxima fase.

II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

Elefantes Indomáveis 5 x 3 Canhedo Beppu

ELEFANTES VOLTA A VENCER E PERMANECE NA PONTA


Enquanto Canhedo enfrenta queda na tabela, Elefantes reencontra a vitória e chega a 9 pontos

Por Renan Lamarck

Vindo de um empate eletrizante em 6 x 6 no confronto entre engenheiros versus médicos, o Canhedo Beppu teve uma difícil missão no último sábado: encarar os Elefantes Indomáveis, um dos líderes do Grupo B do Chuteira de Prata. Do lado dos Elefantes, as pretensões eram exatamente as de deixar um adversário para trás e dar mais um grande passo rumo à Série Ouro.

Com um início fulminante os Elefantes partiram para cima do pessoal do Canhedo e logo de cara abriram dois gols de vantagem. Primeiro Daniel Teske inaugurou o marcador para o time vermelho alaranjado, e na seqüência, sem deixar o adversário respirar, Thomas fez 2 x 0, dando certa tranqüilidade para a equipe em menos de 3 minutos de jogo.

Vencendo a partida os Indomáveis tocavam a bola de um lado a outro e davam a impressão de que ampliaram quando quisessem. Cauê, destaque do time na competição, arrancou pelo meio e foi derrubado na entrada da área por Testa, que recebeu cartão amarelo. A cobrança de falta era perigosa, a dois passos da área, contudo a equipe não aproveitou e chutou na barreira a boa chance para ampliar.

Finalmente o Canhedo respondeu ameaçando o gol defendido por Chacha. Pela ponta esquerda Suzuki saiu da marcação e chutou forte, mas a redonda explodiu na trave e saiu. Contudo, até aquele momento parecia que a tarde seria mesmo de festa para os Elefantes. O defensor engenheiro Rodrigo Bolacha tentou sair driblando pelo meio, perdeu a bola para Teske, que pedalou para cima do próprio Bolacha, e rolou na esquerda com Cauê. Um tiro cruzado desde a ponta esquerda do ataque elefantino e vantagem de 3 x 0 no placar.

Pouco depois, os Elefantes mostraram mais uma vez porque são Indomáveis, de novo pelo lado esquerdo do campo, Cauê avançou, deixou a marcação para trás e bateu para fazer o quarto gol de sua equipe.

Ainda na primeira etapa, tentando evitar um vexame e uma grande goleada, o Canhedo conseguiu descontar. Testa arriscou de longe e a bola entrou no cantinho. Pouco depois os engenheiros tiveram uma falta frontal ao gol de Chacha. Bolacha se redimiu do erro, soltou a bomba rasteira e mandou a bola para o fundo do gol. A primeira etapa, que em certo momento parecia perdida para o Canhedo Beppu, terminava com apenas dois gols de vantagem para os Elefantes, deixando teoricamente o confronto em aberto.

O segundo tempo não passou nem perto em emoção ao que foi a primeira etapa. Se nos 25 minutos iniciais houve seis gols e o Canhedo reagindo após tomar uma goleada parcial de 4 x 0, a etapa complementar teve apenas dois gols anotados. Sem grandes chances de ambos os lados, mesmo quando o Elefantes ficou com dois a menos em razão de cartões amarelos, o Canhedo só foi diminuir aos 14 minutos, quando Fabinho balançou as redes e colocou de vez o Canhedo na jogada.

Com 4 x 3, o Elefantes tratou de se segurar e explorar a velocidade de Cauê, mas nada de produtivo saiu que fosse convertido em gols. Só quando Luiz Siviero foi amarelado, já no final do jogo, que os indomáveis decretaram a vitória, com gol de Daniel Teske a um minuto do fim da partida. E foi em 5 x 3 e o time rubro na liderança do grupo, agora ao lado do Xoro Paro, que acabou o confronto.

II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

RR Olímpico 4 x 1 Basicus

ROLETINHA RENASCE DIANTE DA FÊNIX BASICUS


Basicus bota pressão sobre time olímpico do Roleta, mas esbarra em Casari, que garante o bicho da molecada em mais uma tarde de grande inspiração do goleiro líder do MVG

Por Luiz Felipe Fernandes

Há um ditado que a mídia mexicana usou após mais uma derrota de seu país para a Seleção Brasileira: o México jogou como nunca e perdeu como sempre. Talvez este seja o espírito do Basicus após perder de novo para o Roleta Jr.

O jogo esteve cercado de diferentes ansiedades no decorrer da semana que antecedeu o já clássico prateado. De um lado, buscando uma urgente recuperação, o Roleta Russa Olímpico, que sofrera 3 derrotas pesadas em seus 3 primeiros jogos. No outro corner do ringue, buscando manter uma, para muitos, surpreendente boa fase, os Basicus de R. Barath (que não estava presente) vinham de dois bons resultados.

O embate começou de forma corrida e muito estudada. Os primeiros minutos foram de muitas divididas, desarmes e algumas oportunidades intercaladas. Nesse cenário, o escore da partida foi alterado inicialmente por Folha. O falante centroavante olímpico avançou pela faixa central de campo e bateu forte no meio do gol, vencendo Emílio, que caiu atrasado. Muita vibração no banco dos comandados de Baru!

A adversidade no placar, todavia, não foi assimilada com desânimo pelo Basicus, que embalou uma série intensa de oportunidades de gols num intervalo curto de tempo. Em ordem: Eduardo costurou pelo meio e chutou para a 1ª bela defesa de Casari na partida; Vini chutou à meia-altura pelo flanco direito, o arqueiro Roulette novamente interceptou; Renan, que acabara de entrar, desarmou bem no campo de ataque e bateu por cima do gol; Fefê, por último mas não menos importante, limpou a zaga e bateu com precisão para o gol Roleta, empatando o combate.

A partir do empate, muito festejado pela equipe standard, por sinal, a fortuna da partida começaria a se alterar. A estrela de três little roulettes começaria a brilhar, tornando-os decisivos no remanente da partida. Enquanto Casari fazia exibição irrepreensível defendendo a baliza e orientando sua zaga, Pina desarmava com perfeição no meio, e, no campo de ataque, Ceron – muitas vezes criticado por amarelão quando o jogo é para valer – mostrava correria e habilidade, tanto que faria, inclusive, o gol que colocaria sua equipe em vantagem novamente em belo toque quase de letra dentro da área após cruzamento de Fábio quase do campo defensivo.

Alguns instantes depois, o mesmo Ceron quase ampliou o marcador, fintando a zaga básica e chegando rente à trave esquerda. Contudo, dessa vez Emílio conseguiu interceptar o tento saído do gol e travando o Roleta.

O Basicus, por outro lado, também tinha um jogador em tarde inspirada: Starck. O atacante da camisa 15 demonstrou isso ao criar duas investidas perigosas antes do final da etapa inicial. Na primeira, fez boa jogada no meio e tocou para Bolas, que fintou a zaga e bateu na saída de Casari, que salvou mais uma. Na segunda, chutou forte da entrada da área e a bola passou com extremo perigo, próxima ao ângulo esquerdo. Ainda deu tempo de Ceron aparecer novamente chutando de fora da área, mas também foi parado em defesa do goleiro. Fim de papo na primeira parte do jogo.

A etapa derradeira, como não poderia deixar de ser, começou com os basilares rosáceos pressionando pela igualdade. A primeira ofensiva, inclusive, foi uma perigosa bola na trave de Love, que cabeceou no poste superior após a bola sobrar pelo alto em rebote de Casari, originado por um chute de Bruninho no seu rush de interceptação. Minutos mais tarde, o lance doloroso da partida. O volante Renan, ao tentar puxar veloz contragolpe basiquista pelo meio, tropeçou na bola e caiu de costas contra o gramado. Sentindo muita dor, o camisa 5 saiu por conta própria de quadra aos trancos e barrancos, para alegria de alguns e tristeza de outros.

Com ou sem Renan, nos minutos seguintes o Basicus usaria todas as suas forças para buscar o empate, mas pararia no goleiro Casari. O MVG da rodada, por exemplo, defendeu chute cara a cara de Eduardo, com direito a bola passando choradamente ao lado da meta. Em outra boa oportunidade, Vini, em cobrança de falta, rolou para Starck soltar a canhota, mas a bola passou apenas ao lado da baliza russa.

O tempo passando e os basais sabiam da necessidade de, pelo menos, igualar a cancha. Com isso, tiveram de ir para o Kamikaze e se postaram ainda mais à frente. Yuri rolou para Bruninho que chutou para fora. Como a ironia dos chavões futebolísticos é implacável, o Roletinha, que muito menos atacara, fechou a conta. Primeiramente com Ceron, o astro da partida, marcando um verdadeiro golaço ao acertar o ângulo de Emílio de fora da área e, para finalizar, Brian aproveitou avenida em contragolpe e bateu cruzado forte no cantinho direito. Placar final: Roleta Russa Olímpico 4 x 1 Basicus.

No fim do jogo, o treinador Clebão, razoavelmente abatido com o resultado declarou: “Nós tivemos volume de jogo. Infelizmente, paramos no Casari, que fechou o gol. Tomamos dois gols no final pois avançamos muito, mas não seria injusto se saíssemos com um resultado favorável”. Do lado do Roletinha, só o alívio de renascer na competição e a esperança do time agora sim começar a vencer mais do que perder.

II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 3 x 3 Locomotiva Tarja Preta

LOCOMOTIVA VACILA E RAS EMPATA NO FINAL


Time da tarja preta vira para 3 x 1 no primeiro tempo, mas diminui ritmo no segundo e sofre empate no apagar das luzes

Por Luiz Felipe Fernandes

O jogo entre Locomotiva e Ras Time era, em essência, o duelo de aspirações por diferentes ascensões na tabela. O Locomotiva – que vencera 2 jogos e empatara um – tinha como missão essencial poder assumir a liderança provisória, uma vez que seus adversários 100%, Bucets e Real Paulista, têm uma partida a menos. Já o Ras Time necessitava uma vitória para se ancorar mais na zona de qualificação, uma vez que tinha apenas 3 pontos em 3 jogos.

O embate começou com um lance de muito perigo por parte da equipe férrea, um cabeceio de Paulinho perigosíssimo que triscou o travessão do goleiro Bruno Freire. O lance, no entanto, revelar-se-ia como isolado nos minutos subseqüentes de jogo. Muita coisa, de fato, não aconteceu até que os Ras conseguisse abrir a contagem do embate. Iasi, o implacável centroavante da equipe azul sem sinônimos nominais, fez um belíssimo gol ao bater da entrada da área no ângulo de Betão.

O gol sofrido parece ter acordado os comandados do “coroné” Lucas, que passaram a jogar com maior objetividade. O polêmico Publius foi talvez a força-motriz dessa reação ao, primeiramente, ser interceptado pelo goleiro em um chute cruzado decorrente de uma arrancada pelo flanco esquerdo. No lance seguinte, porém, o lance criado pelo meia resultaria em gol. Paulinho recebeu belo passe do camisa 7 na área e apenas tocou na saída do goleiro. Tudo igual!

E a locomotiva enlouquecida não freou por aí. Rodrigo D’Alonso embalou um belo arremate no alto do gol, exigindo de Bruno muito reflexo. Logo em seguida, veio a virada, com Brunno aos 16 minutos. O Ras, com a virada, tentou com urgência correr atrás do prejuízo, primeiro reclamando peremptoriamente pênalti em Felipe Prestes, que teria sido empurrado duramente dentro da área. O professor só mandou seguir. Na seqüência Lopes chutou forte pelo flanco esquerdo, Betão defendeu e soltou a bola nos pés de Prestes. O resultado foi uma forte dividida na qual o atacante rasante levou a pior. Instantes depois, Toninho, em boa jogada pelo meio, piorou ainda mais a situação do time “erre-a-ésse” ao concretizar sua finalização e sacramentar um 3 x 1 na etapa inicial, encerrada logo a seguir.

Esperadamente, a etapa conclusiva ocorreu em cadência mais acelerada do que a anterior, ao menos por parte do Ras. Logo de cara, cruzamento na área dos tarjados, Leo foi cortar cruzamento com empolgação e quase marcou um lindo gol contra. A bola raspou a trave de Betão. O lance gerou apreensão e risos no banco de seu time. Após o lance insueto, Toninho arrancou com habilidade e chutou cara a cara com Bruno, que, velozmente, conseguiu alcançar a redonda e espalmá-la.

Com o tempo passando, o Locomotiva foi se contraindo e o carvão começou a faltar. Por conseqüência, chamando o time dos néters egípcios para o seu campo de defesa. Nisso, pode-se ver uma absoluta pressão da equipe azul, que passeava no meio de campo diante de tanta passividade da marcação do meio e ataque tarjapretano. Após alguns lances de perigo, como uma bola no travessão decorrente de um bate rebate na área ferroviária, o inevitável ocorreu. Iasi, estrela do jogo, recebeu bola rolada na medida de Prestes em jogada pela esquerda, apenas tendo o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

Com os minutos derradeiros se aproximando, veio a redenção. No que seria, provavelmente, o último ataque, Pedro conseguiu igualar a partida após bobeada da defesa que marcou o primeiro pau em cobrança de lateral, viu a bola passar por três defensores antes de cair livre para o camisa 10 só dar o totó para as redes.

A Locomotiva sentiu o golpe e pisou fundo atrás do prejuízo. Mas a arbitragem acabou o jogo, para desespero dos tarja pretas, que reclamaram muito os não dados acréscimos de dois pedidos de tempo na etapa final e o término com 25 minutos cravados de jogo. No fim das contas, após muito bate-boca com a arbitragem, Locomotiva 3 x 3 Ras Time, e a lição para o Locomotiva, que se achava que podia ganhar quando quisesse, esqueceu que do outro lado há também times para dificultar e jogar areia nos trilhos.

II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

Med Taubaté 9 x 5 DPGamos

DPGAMOS PÕE MÉDICOS PRA SUAR E ROGERINHO SALVA MED NA RETA FINAL


Em jogo de camisas 7 e falhas gritantes das defesas, Rogerinho, do Med, faz exibição de galã e comanda médicos na vitória sofrida sobre azarão DPGamos

Por Guilherme Meireles

Um jogo que acaba 9 x 5 tem dois possíveis problemas: ou a defesa de ambas é falha, ou o ataque de ambos é poderoso. Em relação a Med Taubaté e DPGamos, parece que ambos estão corretos. Defesas falhas e jogadores decisivos de frente – Rogerinho e Bob.

Começa a partida e logo nos primeiros minutos o sistema defensivo do DPGamos falhou feio por duas vezes consecutivas. Na segunda delas, o Med marcou e abriu o escore com Bruno “Peruquinha”. Não demorou muito e Aníbal ampliou. Em 3 minutos já constava 2 x 0. Seria joga para os médicos lavarem a alma...

O fato do DP estar desorganizado em campo e não assustar o adversário fazia a maioria dos que assistiam à partida acreditar que os médicos atropelariam sem dó o adversário. Muito porque em pouco tempo o time só atacava e estava apenas 2 x 0 decorrentes dos muitos arremates interceptados no liláceo Daniel Fischer, como no chute de Anibal que veio potente, obrigando o goleiro a se esticar e desviar a bola com a mão esquerda para escanteio. Na cobrança, a zaga do DPG falhou outra vez e a bola ia entrando no gol quando Joka chegou para afastar e tirar o perigo da área.

O Med não parava de pressionar, principalmente com as lindas jogadas que Rogerinho efetuava pela esquerda, explorando muito a velocidade e sua habilidade (assim como no jogo da semana passada, no emocionante empate contra o Canhedo). Em jogada pelo corredor direito por muito pouco não se desenhou o terceiro gol do Med: Brão driblou o zagueiro com categoria, rolou para trás e Bruno bateu da entrada da área com o gol aberto, mas conseguiu algo mais difícil que o gol: acertar o travessão! Logo depois, o DPG descontou com o oportunista Bob, que por pouco não empatou em cobrança de falta, que acabou espalmada pelo goleiro. Bob voava em campo e, após girar dentro da área mostrando raça, colocou a bola no canto esquerdo do goleiro, empatando a peleja. E, poucos instantes depois, ele pegou um chute forte, rasteiro e certeiro, para virar o jogo e tocar fogo nele!

Mas se o DP tinha Bob na camisa 7, o Med tinha também o seu 7. Sim, Rogerinho, que não demorou em estragar a alegria do DPG: ele chutou da direita quase da linha de fundo e marcou o empate, para um ataque de fúria de Daniel, que começou a socar a trave, visivelmente irritado com a falha bisonha.

O MED dominou o fim da primeira etapa, apenas cedendo às defesas de Daniel, como em um chute forte de Anibal que acabou estapeada para fora e em cabeçada que acabou batendo nas pernas do goleiro, fechando o gol mais uma vez.

Na segunda etapa Daniel Fischer continuava salvando sua equipe nos primeiros minutos e Bob voltava a incomodar os adversários, como em chute forte que explodiu no travessão. Mas isso até ele perdeu uma chance impressionante: após rebote do goleiro, ele tinha o gol aberto em sua frente, com o goleiro caído no chão, mas conseguiu a proeza de bater por cima da trave.

A partida estava equilibrada e era muito aberta. Não se sabe qual defesa errava mais. O Med ainda parava nas mãos do rechonchudo goleiro do DPG, enquanto Bob, a única força ofensiva real do time, acertava o alambrado. Isto animava o DPG, que chegou ao gol quando Bob resolveu acertar. Outra vez em lance de oportunismo, ele apareceu bem pelo meio e tocou por baixo do goleiro.

A partida virou um verdadeiro duelo de camisas 7 quando o 7 do Me mandou uma cacetada da direita e marcou um golaço. Mas o DPG não demorou a desempatar a partida. Calma, desta vez não foi o camisa 7, mas pode-se dizer que metade do gol pode ser dado a ele, pois Rogerinho bateu uma falta rasteira pela direita e a bola caiu nos pés de Gustavo, próximo ao poste direito. Ele só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. Na saída de bola, o DPG roubou logo a bola do adversário e, em disparada, seu camisa 7 se mandou pela direita, driblou o zagueiro, bateu, mas mandou perto trave esquerda do goleiro.

Logo depois, o Med tirou a alegria do DPG mais uma vez: gol de Bruno, exótico atacante da camisa 110, que logo depois perdeu uma boa chance ao não alcançar uma bola cruzada pelo alto, junto à trave esquerda na cara do goleiro. Era o 6 x 5 e o fim de uma igualdade que empolgou os poucos torcedores do lado de fora. Quando o DP morreu, o jogo perdeu a graça e foi um show de Rogerinho à parte.

Rogerinho fez o sétimo e sacramentou o resultado vitorioso para sua equipe. O DPG não se entregou com os dois gols de desvantagem e, em chute Bruno Fonseca, o goleiro do Jura caiu bem no canto esquerdo para defender. Joka também tentou, mas por duas vezes a zaga do Med travou a jogada com muita precisão. Foi aí que o DPGamos não só abriu como escancarou a porteira ao adversário: Rogerinho recebeu na cara do goleiro e ainda "dançou" na frente dele, dando um lindo drible, raríssimo no futebol de hoje. Quando Daniel se viu perdido na jogada, o camisa 7 do Med confirmou o golaço. Na comemoração o atleta do time de Taubaté fez sinal de fim de jogo a la Valdivia. Será?

Não. Ainda havia tempo para mais duas pinturas: após saída afobada do gol, Daniel deixou a retaguarda livre. Brão se aproveitou e mandou por cobertura, marcando o oitavo gol em grande estilo. Nos minutos finais, Rogerinho mostrou toda sua habilidade com dribles sensacionais mais uma vez, antes de consumar o nono gol do Med Taubaté e encerrar uma atuação de gala deste que já dispara na artilharia e MVP da competição.

Desta maneira, o MED voltou ao Vale do Paraíba com a segunda vitória e a terceira colocação no Grupo B. Também é importante ressaltar que a equipe ainda não perdeu no Chuteira de Prata. Já o DPGamos ocupa a incômoda oitava colocação com apenas três pontos e já se prepara para pegar nada mais nada menos que o více-lider, Elefantes Indomáveis.

II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

Pé de Pano 4 x 3 Coringa

PÉ DE PANO VIRA PARA CIMA DO CORINGA


Equipe dos Polachinni perdiam até os 24 minutos do segundo tempo, quando Paulo Roberto fez 2 gols à jato e matou o Coringa, que não aceitou e saiu culpando a arbitragem

Por Luiz Felipe Fernandes

Nesse duelo, o que víamos era um confronto de 6 pontos entre duas equipes que traziam 3 pontos e necessitavam subir na tabela. O jogo, apesar de muito movimentado, foi de muito pouca criatividade técnica nos minutos iniciais. As oportunidades de gol com razoável perigo, logo, tardaram um poço a chegar. Pelo lado dos Coringas, Kaká bateu de longe, mas a bola passou ao lado da meta. O Pé de Pano chegou com Japinha, que chutou rasteiro para o goleiro Cidrão, atento, defender com relativa facilidade.

Pouco tempo depois, viria o gol. Flavinho cobrou escanteio preciso na cabeça de Vavá, que testou firme para o chão, sem chances para o arqueiro Tiago. Os minutos se passavam e não muito acontecia. Após dois arremates da equipe pediosa, um de Rafinha – ao lado – e outro de Rato – que explodiu no jogador de seu próprio time e saiu, a etapa primordial se dera por encerrada.

A etapa final começou da mesma fora que sua precedente: muita correria e pouca criatividade. Após primeiros minutos ociosos, tivemos a primeira oportunidade do jogo quando o coringa Rafinha chutou rasteiro à meta de Tiago, que caiu para agarrar a bola. A seguir, a equipe tricolor voltaria a dar as cartas na partida: Rafinha arrancou com habilidade pelo flanco direito e, com um forte chute rasteiro cruzado, ampliou o marcador para 2 x 0. Quem pensara que os jokers sossegariam após a ligeira vantagem no placar se enganou. Régis soltou um tirombaço de longa distância e a bola explodiu no travessão do PdP. Os podólogos têxteis, por outro lado, também viriam a entrar na partida ao criar 2 oportunidades claras de gol. Na primeira, o goleiro Cidrão fez verdadeiro milagre ao salvar bola vinda da direita em chute de Peba; na outra, Paulo Roberto, no flanco destro, bateu cruzado e novamente viu Cidrão defender a redonda. Minutos mais tarde, Leozinho viria a tomar o cartão azul, muito contestado por seus colegas coringanos.

Os sósias do Paysandu, a partir desse momento, viriam a reagir na partida, equilibrando-a. Esse cenário se transmutaria numa série de gols na etapa derradeira. Primeiramente os Pés de pano conseguiram, finalmente, seu gol, com Rafinha finalizando cruzado em uma verdadeira bicuda que não deu chances para o goleiro. O empate quase veio de imediato quando Paulo Roberto chutou e Dada tentou desviar de letra cara a cara com o goleirão da equipe da canastra-suja, que dessa vez conseguiu interceptar.

A concretização seguinte do jogo pareceria um balde de água fria na equipe branca e azul. Vavá recebeu de costas, girou para cima do zagueiro e finalizou com precisão para obrigar o escore a indicar 3 x 1. O Pé de Pano, contudo, conseguiu diminuir imediatamente, Rafinha de novo finalizou corretamente na saída do goleiro.

O novo placar indicava a chegada da Era de Aquarius da partida. Após alguns minutos viria, para alguns, a reação espetacular dos seguidores do cavalo do Pica-pau, para outros, contudo, a roubalheira desenfreada do professor da cancha, como não cansaram de gritar ao apito final. Os minutos crepusculares se aproximavam e, repentinamente, Paulo Roberto marcou um absoluto golaço ao chutar do flanco esquerdo com muita categoria no alto do gol. Na sequência, o mesmo camisa 13 recebeu na entrada da área e chutou para o gol de Cidrão, que conseguiu espalmar, mas não impediu a entrada da redonda. Aos 24 e 25 minutos o Pé de Pano virava a partida, para desespero do Coringa.

O desespero virou indignação quando o juízão encerrou a partida logo após o gol da virada. Quando se tocaram, a indignação virou uma revolta desenfreada da equipe dos Jokers, que reclamaram o que puderam após cercar os árbitros. Mas de nada adiantou – ah, sim, adiantou para o goleiro tomar o cartão vermelho de tanto que xingou e chamou o árbitro de safado e por aí vai com outros sinônimos. Mas fato era: o Coringa perdeu mais uma no final e segue fora da zona de classificação.

II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

É Verdadeee 3 x 1 Camelo

É VERDADEEE VOLTA A VENCER ENQUANTO CAMELO CONTINUA SEM PONTUAR


Jogo marcado pela cautela, É Verdadeee se dá melhor e deixa Camelo na lanterna sem ainda pontuar na competição

Por Renan Lamarck

A partida entre o Camelo, último colocado do Grupo A, que tentava recuperação na tabela, e o É Verdadeee começou muito disputada no meio de campo. Na verdade, nos minutos iniciais, os adversários da tarde estavam muito mais preocupados em não deixar o rival criar lances de perigo do que em propriamente fazer seus gols.

Passado o início de pouco bom futebol, o EV se animou e tentou tomar o controle da disputa no toque de bola, esperando uma chance para entrar na defesa do rival. No entanto, quem assustou primeiro e quase inaugurou o placar foi o time da Pizzaria Camelo. Cainho recebeu um bom passe e ficou de frente para o gol, contudo o arqueiro Camus fechou bem o ângulo e fez a defesa.

Ainda tentando ser melhor no jogo, o time de Gavião respondeu com seu capitão. Lançado pela esquerda do ataque, o atacante chegou na bola mas, de canhota, a do joelho mais bixado, não chutou muito bem e facilitou a vida do goleiro Johnny Jr. Pouco depois foi a vez do Camelo assustar em veloz e perigoso contra-ataque pelo lado direito. Cainho disparou, ganhou da marcação na corrida e encheu o pé. A bola explodiu na trave e saiu pela linha de fundo.

Nos minutos finais do primeiro tempo a toada da partida continuava a mesma, ou seja, o É Verdadeee pressionando o adversário. Após rebote da defesa do Camelo, Zeca pegou rebote fora da área e arriscou um bonito chute sem muita potência, mas que tinha endereço certo – o ângulo. Johnny voou e, numa ponte espetacular, fez grande defesa.

Contudo parece que o gol do EV estava maduro. Tanto que aos 21 minutos o mesmo Zeca recebeu bola no meio de campo rolada por King e encheu o pé para, sem chances ao goleiro, meter a pelota na gaveta e fazer 1 x 0. Finalmente a superioridade em volume de jogo resultava em gols, mas logo depois mais uma vez a equipe pecou na finalização. Latrell, Diego e Shev tramaram envolvente jogada no ataque até a redonda chegar em Diego, que bateu firme mas Johnny fez outra boa intervenção.

Para a segunda etapa era evidente que o Camelo teria de arriscar mais, e foi o que a equipe fez logo que o árbitro apitou. Com pouco tempo jogado do segundo tempo Henrique arrancou pelo meio, deixou dois adversários para trás e chutou cruzado para anotar um belíssimo gol e deixar tudo igual. O Camelo ia tentando surpreender, mas era evidente que o EV era superior, pois assim que tomou o gol de empate a equipe respondeu. Mais uma vez o arqueiro Johnny salvou o Camelo, agora em chute cruzado do destemido atacante Gavião.

Com a igualdade no placar persistindo a cada minuto que o relógio corria, os dois times se viram obrigados a abandonar suas táticas iniciais. Deixaram o medo de perder de lado e partiram em busca do gol da vitória na base do coração. Era visível que o gol seria uma questão de tempo, visto a disposição ofensiva das equipes. No entanto, era impossível dizer quem venceria o confronto.

Fazendo valer seu melhor futebol de quase toda a partida, mesmo que até então não tivesse conseguido converter em muitos gols, finalmente o É Verdadeee conseguiu transpor o bom goleiro Johnny e, com Danilo, marcou 2 x 1 para alegria de seu banco de reservas, que vibrou muito.

Na base da vontade a equipe do V maiúsculo se defendeu nos minutos que restavam, e no finalzinho de partida ainda teve tempo para matar o jogo. Depois de uma bela arrancada do zagueirão King, que deixou a marcação para trás, ele rolou na esquerda com Gavião, que viu Fúria entrando livre pelo lado oposto e meteu boa bola para o companheiro dar números finais ao embate em 3 x 1.

II CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

Xoro Paro 12 x 1 Sem Pretensão

SEM DÓ NEM PIEDADE, XORO PARO GOLEIA O NOVO “TOSCO”


Time de Kuminha e revelação Rodrigo Rezende ensacola o time de remanescentes do Tosco, que parece que terá seu mesmo destino – goleada atrás de goleada

Por Luiz Felipe Fernandes

O duelo que encerraria a rodada do Chuteira de Prata tinha um ar de bipolaridade. De um lado, o Xoro Paro, 100% vindo de duas vitórias. Do outro o também 100% Sem Pretensão. No entanto, a última porcentagem é negativa, uma vez que a equipe azul-piscina perdera seus 3 primeiros confrontos.

Embora o favoritismo estivesse nas mãos da turma de Kuminha e Cia., poucos imaginariam que esse viria com tamanha facilidade. O Krasnaya Armiya¹ do Chuteira de Prata simplesmente atropelou o plantel dos pouco cobiçosos, marcando gol atrás de gol enquanto seus oponentes não se encontravam em campo.

Mal começou o embate e Kuminha já abria o placar, fazendo uma, como de costume, belíssima jogada, fintando a zaga e batendo com categoria no ângulo. Em meio ao bombardeio vermelho na área do Sem Pretensão, via-se um domínio absoluto. Poucos instantes mais tarde, Fifo chutou de fora da área. Como a zica estava solta na equipe despretensiosa, a bola bateu no zagueiro e enganou o goleiro. Não dando tempo nem de se respirar, Rodrigo Rezende, que viria a ser o artilheiro do jogo, abriu sua contagem pessoal ganhando de cabeça em dividida pelo alto com o goleiro XP 3 x 0.

Chance após chance eram criadas pelos xorões. O SP conseguia chegar esporadicamente, como em chute de Fernando Leite da entrada da área, facilmente defendido pelo goleiro Danilo. O sucessor de Dalton – que foi visto assistindo ao jogo e comendo espetinho de frango – era um mero espectador da partida. Vendo, inclusive, minutos depois, também o quarto e quinto gols, marcados por Rodrigo, da entrada da área, e Kuminha em lance oportunista, respectivamente. Para fechar a primeira etapa, o mesmo Rodrigo fez bela jogada na área, levando a bola pelo alto e batendo de canhota, sem chances para o goleiro, agora mais do que nunca, sem pretensão. 6 x 0 e fim de papo na etapa inicial.

A etapa final, como não poderia deixar de ser, seguiu com os vermelhos em quinta marcha e os brancos em ponto morto. Logo de cara, Diogo, que entrara há pouco, mandou paulada de canhota rente ao ângulo esquerdo. No lance subseqüente, entretanto, o linha da camisa 1 não só não desperdiçaria como também marcaria um golaço ao chutar de primeira na faixa central. O nono não tardaria a vir, quando o atacante com faro de gol Rodrigo adicionou mais um a sua conta.

O gol de consolação do SP veio, enfim, na sequência com Fernando Leite arrancando pelo meio e tocando na saída do goleiro. No entanto, não houve tempo nem para respirar, quando Fifo, pelo flanco esquerdo, marcou o décimo; o capitão Thiago Leme, o décimo primeiro em chute cruzado rasteiro. No fim das contas, a tampa do caixão despretensioso foi fechada pelo Thiago. O garoto da camisa sugestiva de número 69 marcou com toda a facilidade do mundo apenas escorando livre para o fundo das redes, num gol que ilustra a caricatura da partida. Fim de Jogo! Xoro Paro 12 x 1 Sem Pretensão.

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