ATUAL CAMPEÃO, REAL PAULISTA MANTÉM O PIQUE E ESTREIA COM O PÉ DIREITO
Apesar de criar boas chances, Fúria não se mostrou inspirado nas finalizações e caiu pelo placar mínimo de vitória
Por Luis V. Andreassa
Essa história de ressaca de festa de título não teve vez com os jogadores do Real Paulista. O que se viu em quadra foi um time bem parecido com aquele que venceu a última edição do Chuteira de Ouro: organização, consciência nos passes, defesa sólida e ótimo aproveitamento das chances criadas. E bem que o Fúria tentou, finalizou mais e teve maior posse de bola, mas de nada adiantou contra os merengues. 1 x 0 apertado, bem ao estilo do campeão.
A equipe rubro-negra começou ocupando o campo de ataque e chegou com perigo em chute de Fagner do meio da quadra que Alemão colocou para escanteio. Na cobrança, a bola viajou por toda área e foi encontrar Adriano Motta no segundo pau, que finalizou de primeira por cima do travessão. Aos 12 minutos foi a vez de Diego tentar pelo lado direito e mandar para fora.
As oportunidades desperdiçadas refletiam a tarde pouco inspirada dos homens de frente do Fúria, e o maior exemplo disso era Thiago Motta, o jogador mais incisivo e perigoso do time, MVP do último torneio, que não fazia boa partida. O camisa 7 bem que tentou, batendo à esquerda da meta ao receber pivô de Thales. Em outra oportunidade mais clara, errou o chute ao receber belo passe dentro da área.
O Real Paulista foi, então, sentindo a necessidade de também incomodar a defesa rival e respondeu com chegada de Tiago pelo lado direito. Seu chute cruzado passou perto da trave. Quando o relógio já apontava 21 minutos jogados o Milan do Chuteira quase pagou pelas chances desperdiçadas: Cadu ganhou dividida com a zaga e bateu cruzado para defesa de Pedro. No rebote, com o gol aberto, Rudy completou para fora.
Porém, pouco depois não houve jeito e a melhora do RP no jogo deu resultado: Xexé cobrou escanteio e Pedrinho chegou livre, de surpresa, por trás dos marcadores para chutar de primeira no ângulo, anotando um belo gol. No lance seguinte, novo tiro de canto para o time branco e Márcio Mariano apareceu na área tal qual fez o camisa 11, só que dessa vez mandando por cima, o que mostrou ser essa uma jogada muito bem ensaiada do atual campeão.
Apesar de ter dominado a maior parte da primeira etapa, o Fúria foi para o intervalo tendo de aceitar a derrota parcial. Depois da volta das equipes, a primeira chance que apareceu, porém, veio mesmo pelo lado branco em uma falta bem perto da linha da grande área. Cadu foi para a cobrança e parou na ótima saída de Pedro. Mesmo com o Real no ataque, o segundo tempo começou parecido com os minutos iniciais do anterior, prova disso foi a grande jogada que Thiago Motta fez ao driblar dois adversários pelo meio, puxar para o lado direito e cruzar para a área, perigo evitado pela intervenção de Alemão. Mas o maior momento de brilho do arqueiro merengue veio na sequência: Adriano Motta subiu livre dentro da área para cabeceio à queima roupa. Golpe desferido e Alemão executa uma defesa espetacular para evitar gol certo.
O lance mais curioso da partida acabou prejudicando o Real Paulista. Adriano Motta dividiu com Alemão e Márcio Mariano dentro da área. Seu irmão Thiago também entrou no meio do bolo para disputar a bola e quando todos já estavam caídos no chão o árbitro apitou falta de ataque. Márcio acabou machucando o braço, tendo de ser substituído. Mesmo com a perda na defesa, o contra-ataque do RP era bastante incisivo, comandado pelas arrancadas de Tiago. Em uma delas, o camisa 7 fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Rudy mandar uma bomba no travessão. Pouco depois, Tiago apareceu fazendo tabela com Pedrinho e chutou em cima de André.
Quando o atual campeão passava a assumir o controle das ações, o Fúria voltou a se impor e a criar chances de gol. Primeiro em cobrança de falta de longe na qual Sucão obrigou o goleiro a mandar para a linha de fundo. Depois o zagueiro fez bom passe para Thales finalizar de primeira dentro da área em cima de Alemão. Thiago Motta também tentou com chute pelo lado esquerdo, mas apenas confirmou seu dia infeliz ao isolar a redonda. Nos últimos lances, o sumido Panela teve a chance de responder e definir o placar mas dominou errado um lançamento vindo de trás. O curioso é que o domínio torto enganou o goleiro e a bola saiu foi para fora passando perto do gol. Depois, Xexé deixou o camisa 8 na cara do gol, mas ele demorou para bater e acabou possibilitando o desarme.
No fim das contas, três pontos para o Real Paulista, no melhor jeito Real Paulista de vencer: com objetividade, competência e poder de decisão.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
Med Taubaté 2 x 3 Bufalos
FERNANDO CIDRÃO DECIDE E BUFALOS ESTREIA COM VITÓRIA
Com hat trick logo no primeiro jogo do campeonato, Fernando Cidrão é o destaque da vitória do Bufalos sobre vice-campeão Med Taubaté
Por Gustavo Vasconcelos
No jogo de abertura do XII Chuteira de Ouro na quadra 6, a equipe dos doutores, o Med Taubaté, enfrentaria a equipe do Bufalos, do sempre perigoso Dinho, eleito MVP e artilheiro do último campeonato, dando início às atividades do Grupo B. Como já era de se esperar, um jogo parelho, bastante equilibrado e com diversas chances para ambos os lados. Porém, o Bufalos apresentou sua mais nova arma – Fernando Cidrão, vindo do Coringa por intermédio de seu primo, o goleiro Léo Cidrão. Os dois foram fundamentais na construção da vitória do agora mais perigoso do que nunca Bufalos.
O pontapé inicial da partida foi dado pelo Bufalos, ao mesmo tempo em que Real Paulista e Fúria também iniciavam os jogos do grupo A. No início, os times valorizaram mais a posse de bola, tanto que quando a possuíam trocavam muitos passes para tentar chegar ao ataque. E nessa tática, o primeiro a levar perigo foi o time dos doutores. Peruca, estreante pelo Med, recebeu no meio cercado por adversários e tentou a finalização com chute colocado, obrigando Léo Cidrão a fazer boa defesa. Mas nos minutos seguintes o Bufalos respondeu. Dinho fez a função de pivô e rolou para Raoni chegar batendo. Sem sucesso. Depois, o próprio Dinho arriscou da intermediária, mas mandou para fora.
O início equilibrado deu lugar a uma pressão momentânea do Med, que aparecia bem na frente e não deixava o adversário sair para o jogo. Foi nesse momento que Léo Cidrão confirmou a ideia de que um bom goleiro só é bom se também tiver sorte. Ele viu o Med acertar dois chutes na sequência na trave. Primeiro, Rato fez jogada pela esquerda, fintando para o meio e arrematou. A bola acertou o pé da trave esquerda. Na sequência, Pedro Henrique arriscou forte chute do meio e a bola explodiu no travessão. Para mostrar que não era só sorte, Cidrão foi obrigado a fazer defesa em chute de Aníbal, na direita.
O Bufalos sentiu-se acuado por pouco tempo, pos logo depois também visitou o ataque. Fernando Cidrão e Diogo Moraes tabelaram na frente da área e este tocou para o gol. Aníbal, quase em cima da lima, fez o corte para escanteio. Na cobrança do mesmo, a zaga não conseguiu afastar e Fernando Cidrão aproveitou para marcar o primeiro gol da competição.
O Med respondeu em seguida e Javier quase marcou em leve desvio de biquinho. Porém, em um lance rápido, o Med foi surpreendido por Dinho e companhia e Fernando Cidrão aproveitou para ampliar a vantagem do Bufalos. 2 x 0.
Do meio para o final da primeira etapa, o Bufalos, com dois gols de vantagem, recuou e viu o Med pressionar muito, acertando mais duas vezes a trave, uma novamente com Pedro Henrique e outra com Rogerinho. O Bufalos ainda conseguiu um bom ataque, mas também parou na trave em chute de Fernando Cidrão.
Na segunda etapa, o Bufalos se mostrou um time experiente. Com tranquilidade e foco, a zaga, com Gianfranco e Bassani, se mostrava muito segura. Já o Med precisava atacar e via em Rato, muito veloz e habilidoso, suas melhores chances. Porém, quem voltou a marcar, já a metade da segunda etapa, foi o Bufalos. Mais uma vez com Cidrão. Após Dinho cobrar falta forte e o goleiro dar rebote, Fernando chegou chutando prensado, mas conseguiu mandar a bola para as redes.
Aos 15 minutos, o Med voltou a ter esperanças no jogo. Os doutores conseguiram diminuir a diferença depois de jogada de Rogerinho e finalização rasteira de Rato. 3 x 1 no placar e mais dez minutos para jogar e tentar o empate. O Med continuou lutando, enquanto o Bufalos ficava na defesa, esperando alguma oportunidade para retrucar. Assim o Med voltou a marcar, e de novo com Rato. O camisa 7 do Med fez bonita jogada individual e chutou forte no alto. 3 x 2.
O O tempo passava e Léo garantia a vitória do Bufalos com suas defesas. No último lance do jogo, escanteio para o Med. Cruzamento na área e cabeçada de Pedro Henrique e...mais uma defesa de Léo Cidrão! A última, pois na sequência o apito final foi trilado.
Com a vitória e os três pontos, o Bufalos ficou empatado na liderança com mais três outros times - SNG, Arouca e Fiorella -, mas perde no saldo de gol para os três. Na próxima rodada, o Bufalos encara o Arouca Jrs., buscando repetir a vitória e confirmar um bom início de competição. Já o Med Taubaté mede forças contra o também derrotado Jeremias.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
SNG 5 x 0 MachuPichu
SNG GOLEIA ‘TCHUPITXU’ APÓS COMEÇO FULMINANTE
Com 4 gols logo no início, SNG não dá chances para peruanos e iniciam busca pelo tetra com goleada diante do atual campeão da Prata
Por Gustavo Vasconcelos
Um confronto entre uma equipe tricampeã e a atual campeã da Série Prata. Provavelmente não poderia ter melhor teste para ambas as equipes provarem se são candidatas ao título da competição. O tricampeão SNG queria apagar a eliminação ‘precoce’ do time na última competição ainda nas quartas de final. Já a equipe do MachuPichu queria provar que mereceu o retorno à Ouro.
Todos os presentes, torcedores e jogadores, esperavam um jogo no mínimo complicado ao SNG. Porém, os jogadores o tornaram fácil desde o começo. Literalmente. Com 4 gols antes dos 10 minutos de jogo, o SNG liquidou a fatura e só precisou administrar e ainda ampliar a vantagem obtida.
O pontapé foi dado pela equipe do MachuPichu. Com menos de um minuto, o capitão Ricci já arriscou a primeira contra a meta de Sampa. Entretanto, logo no primeiro ataque com chance de gol, aos 2 minutos, o SNG marcou. Ronei recebeu na direita, teve tempo de olhar o alvo, ajeitar-se e fuzilar a meta defendida por Pipo para abrir o marcador. Nem um minuto depois, o SNG voltou a balançar as redes. Dessa vez foi Renê quem marcou após escanteio vindo da direita.
Os peruanos sentiram o golpe duplo, mas, mesmo assim, tentaram uma reação. Ricci, de cabeça, e Seckler, da intermediária, arriscaram, mas erraram o gol. No entanto, aos 5 minutos, o SNG voltou a marcar duas vezes rapidamente. Antes, porém, Biro já quase havia anotado o terceiro após belo lançamento de Allan. No lance seguinte, Renê batalhou e conseguiu o passe para Allan, livre, chutar e marcar o terceiro. Pouco depois, Ronei voltou a marcar em chute mascado da entrada da área.
O MachuPichu, em uma desvantagem tão grande, precisava de seus principais jogadores em boa partida para tentar uma reação. Praticamente sem banco, tinham ainda Ricci e Tebas, pilares importantíssimos na campanha vitoriosa na Prata, em um dos dias de menor inspiração. Quem realmente jogava bem era o conjunto do SNG. Com toques rápidos, tabelas precisas, o time envolvia a equipe do MachuPichu até a metade da primeira etapa.
Daí em diante, o jogo ficou equilibrado. O SNG chegou muito bem com o estreante Ricco, que aplicou linda finta na zaga e bateu colocado. A bola acabou batendo na trave. Já o MachuPichu conseguiu chegar com Daniel e Reis. O primeiro tentou dois chutes, mas foi prensado em ambos. Já o segundo chutou forte da esquerda, mas o goleiro Sampa defendeu.
Já no final da primeira etapa, as duas equipes ainda criaram mais duas boas chances cada. Alemão, do SNG, gingou, driblou um adversário, mas o chute saiu à esquerda, assim como chute de Rafael Brozinga pouco antes. Já Cirota e Gui, pelo MachuPichu, também ficaram no quase.
Na volta para a segunda etapa, o SNG quase marcou o quinto com menos de vinte segundos. Léo tentou de cabeça, mas Pipo ficou com a bola. Depois, foi a vez do MachuPichu ficar muito perto de marcar. Gui chutou bola rolada e a viu explodir no travessão.
A partir de então, o SNG percebeu que não precisava se arriscar tanto buscando desenfreadamente mais gols. A equipe começou a trocar passes, tirando ritmo do adversário, que não conseguia armar muitos ataques. Assim, com tranquilidade, a equipe esfriou o jogo. De vez em quando aparecia com mais força no ataque, como em jogadas de Ronei e Ricco. O MachuPichu pouco arriscava contra a meta de Sampa. Em uma das poucas vezes, Ricci mandou forte chute e acertou as redes, mas pelo lado de fora.
O quinto gol do SNG amadurecia e, aos 17 minutos, finalmente saiu. Rafael Brozinga, na esquerda, só tocou na saída do goleiro Pipo. Daí em diante, o MachuPichu tentava diminuir de qualquer forma, mas na melhor das chances, Daniel parou na defesa com os pés de Sampa.
Na parte final da partida, Felipe Augusto ainda acertou a trave após jogada de Renê e Ricco. Pelo MachuPichu, ainda criaram chances com Daniel, Ricci e Gui, mas nada que tirasse o zero do marcador dos peruanos.
Com a goleada, o SNG aparece na liderança, já o MachuPichu, na lanterninha. Na 2ª rodada, o SNG tem jogo duro e clássico contra o embalado Arouca, enquanto os peruanos enfrentam o Só Resenha, que empatou na primeira rodada.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA
Fora de Série 2 x 3 Estudiantes de la Vila
ESTUDIANTES ESTREIA COM VITÓRIA SOBRE FORA DE SÉRIE COM FINAL DRAMÁTICO
Goleiro Casari salvou a esquadra celeste em diversas ocasiões, mas não conseguiu evitar a derrota
Por Luiz V. Andreassa
O Fora de Série estreou na atual edição do Chuteira de Ouro como terminou a anterior: amargando um revés. Desta vez a equipe azul apresentou um futebol pouco criativo para fazer frente à empolgação e ofensividade do Estudiantes de la Vila. Mesmo assim, a movimentação em quadra foi bastante interessante, ainda mais levando-se em conta que os jogadores estão fora da forma ideal.
Essa movimentação, em princípio, vinha só do lado amarelo e azul. Abreu foi o primeiro a exigir defesa de Casari ao arriscar de primeira. No lance seguinte, o arqueiro só pode ver a bomba de Maurinho explodir na trave e torcer para que as redes não balançassem. O objetivo dos atacantes era claro: finalizar sempre que encontrassem espaço. Assim, Abreu apareceu de novo, desta vez tentando de cabeça, para nova defesa do goleirão. E como o rival não oferecia perigo à sua defesa e tinha dificuldades para acompanhar seu toque de bola, o Estudiantes seguiu em cima e mais uma vez chegou perto de abrir o placar em cobrança de falta do já citado Abreu, a qual parou nas mãos do inspirado Casari.
Somente aos 9 minutos o Fora conseguiu dar uma resposta à altura: Renan saiu cara a cara com Tucano e falhou na hora da finalização, permitindo a recuperação do guarda-metas. Mas quem precisava mesmo se desdobrar debaixo da meta era o goleiro rival, que teve de fazer milagre após belo drible e finalização de Julio Sérgio pelo lado direito. Como se já não bastasse, outra grande intervenção foi necessária quando Maurinho recebeu do pivô e bateu no canto esquerdo.
Porém, o lance mais impressionante ainda estava por vir: Kenny ganhou corrida da marcação pelo lado direito e chutou em cima de Casari, a bola sobrou para Julio Sérgio que chegou chutando para o gol sem goleiro e viu a zaga salvar heroicamente em cima da linha.
O tento do Estudiantes parecia cada vez mais maduro, ainda mais depois de uma forte cobrança de falta que acertou o travessão. Assim, aos 13 minutos não teve jeito e a rede finalmente balançou. Com muita competência, Kenny recebeu no bico da grande área e bateu rasteiro de perna esquerda para vencer Casari. Depois disso, o ritmo diminuiu e com ele as chances de gol, mas mesmo assim o Fora seguia apenas assistindo o adversário jogar.
Maurinho quase ampliou ao receber pivô de Abreu e exigir intervenção com o pé do camisa 1. Foi somente nos últimos minutos que a esquadra azul conseguiu ocupar mais o campo de ataque e criar algumas chances, como no lance em que Calado recebeu na lateral direita, invadiu a área e mandou para fora, desperdiçando grande oportunidade.
Logo no começo da segunda etapa Rodrigo Ribeiro tentou o empate cobrando falta com força para fora. Apesar disso, a rede balançou do outro lado da quadra: Maurinho dominou na área pelo lado direito e bateu à meia altura para ampliar a vantagem. Com fome de gol, o camisa 8 quase deixou sua marca outra vez ao tabelar com Julio Sérgio e ser travado na hora H. O Fora de Série, por outro lado, tentava reagir, mas não tinha qualidade na criação de jogadas, o que causou novo momento morno na partida. A jogada mais incisiva foi um petardo de Rafael Rezende que explodiu no travessão e por pouco não caiu dentro do gol.
Só aos 18 minutos um novo perigo veio ameaçar alguma meta, desta vez do outro lado com um chute de Gilson que passou perto do ângulo, em cobrança de falta. Quem parecia querer mais emoção na partida era o goleiro Tucano, que saiu jogando errado e entregou a bola nos pés de Calado, o qual não soube aproveitar e mandou para fora, perdendo uma grande chance de descontar. Mesmo assim, os últimos minutos reservavam grandes emoções. Para começar, o Estudiantes estourou o número de faltas e concedeu tiro livre direto para o rival. Na cobrança, o canhão Rodrigo Ribeiro, ex-13, encheu o pé no meio do gol e botou fogo na partida. Quando todos esperavam a reação, Kenny tratou de aproveitar sua chance e restaurar a vantagem de sua equipe. 3 x 1.
Entretanto, uma nova falta do Estudiantes gerou uma nova oportunidade para Rodrigo, que desta vez chutou à direita de Tucano, que quase alcançou a bola mas a viu morrer no fundo da meta. Era o ingrediente que faltava para deixar o final do jogo dramático e corrido. O camisa 2 quase se consagrou ao arriscar de fora da área e por pouco errar o alvo. A tentativa de pressão do Fora, porém, veio muito tardiamente e nas cobranças de tiro de 9 metros. O apito do árbitro veio confirmar a importante vitória da equipe amarela e azul.
Na rodada seguinte, o Fora, em má fase desde o vice-campeonato, tenta reabilitação diante do Primatas. O Estudiantes testa a boa fase contra o SPQSF.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
Arouca 5 x 2 Roleta Russa
PELO ALTO, AROUCA BATE ROLETA E COMEÇA COM VITÓRIA
Time construiu a vitória ainda no primeiro na base da bola aérea
Por Gustavo Vasconcelos
Em um campeonato de apenas 9 jogos, para conseguir classificação à próxima fase, cada jogo é importante. Ainda mais a estreia, no qual as equipes ainda não conseguem apresentar seu melhor futebol. E, para garantir um bom início, o Arouca tinha sua já famosa e barulhenta torcida, enquanto o Roleta trazia como novidade um belo bandeirão. Apresentando um bom futebol em um jogo equilibrado, a equipe azul e amarelo abriu boa vantagem antes do intervalo, não recuou na segunda etapa e conseguiu um grande resultado de 5 x 2 sobre o Roleta.
O jogo começou quente e logo de cara o Arouca quase marcou, parando somente na zaga adversária já dentro da área, quase dentro do gol. O Roleta não deixou por menos e também quase marcou com menos de um minuto. O estreante Cauê chutou da esquerda e obrigou Maurício a fazer boa defesa. Mais chances foram criadas, mas aos 5 minutos o Arouca abriu o placar. Após escanteio da esquerda, o goleiro Guaraná saiu mal de sua meta, e Vitão subiu mais que todos para cabecear para as redes vazias.
O jogo ficou mais disputado e aberto. O Arouca era levemente superior ao Roleta, mas os dois times chegavam com perigo ao gol adversário. Cauê pelo Roleta e Tché pelo Arouca quase marcaram. Mas quem conseguiu realmente balançar as redes foi o Arouca. Markinhos, aos 11 minutos, fez ótima jogada, driblando o goleiro, mas ficou sem espaço para o chute, então decidiu jogar a bola para o meio da área, onde encontrou Renanzinho, que só completou e fez 2 x 0.
A diferença entre os times estava no aproveitamento de suas chances. E mais uma vez o Arouca foi bem na hora que criou. Aos 15 minutos, após novo escanteio da esquerdo, Orley aproveitou sua boa estatura e mandou de cabeça para o gol. Mais cinco minutos e o Arouca voltou a marcar. Veloz cabeceou fraco, mas Guaraná foi mal no lance e deixou a bola passar. A zaga ainda tentou tirar, mas sem sucesso. 4 x 0 ainda no primeiro tempo. A única oportunidade que o Roleta conseguiu aproveitar foi na saída de bola do quarto gol tomado, quando Cauê acertou chute no ângulo do meio da quadra e diminuiu.
Após o intervalo, o Arouca não precisava partir com tudo ao ataque e assim se preocupou mais em se defender, algo que fez com extrema competência. Tanto que o Roleta, mesmo tendo mais posse de bola, não levava grande perigo à meta de Mauricio. Enquanto isso, o Arouca preocupava Tavinho, que entrou na vaga de Guaraná. Vitão ganhava todas pelo alto no ataque e chegou a acertar a trave. Já Veloz obrigou Tavinho a fazer boa defesa com os pés após chute de bico.
Até os 20 minutos, o Arouca criou diversas chances nos contra-ataques, enquanto o Roleta, com maior posse de bola, criou, basicamente, só uma grande oportunidade, com Murilo, que acertou o travessão em chute no alto. Assim o Arouca acabou marcando mais uma vez. Aos 21 minutos, cruzamento vindo de cobrança de lateral na área encontrou Everton Nunes. Ele disputou no alto com Coelho e a bola acabou entrando. Mais um gol de jogada pelo alto. Foi a mina de ouro do tricolor diante do Roleta.
Com pouco tempo restando, o Roleta decidiu partir de vez para cima. E já aos 24 minutos Alemão tocou no alto e Murilo completou, fechando o placar em 5 x 2.
Com a vitória por três gols de diferença, o Arouca aparece na segunda posição. Com a derrota, o Roleta está em nono. Na próxima rodada, o Arouca encara o líder SNG, que venceu o Machupichu por 5 a 0. Já o Roleta tem a pedreira Fiorella Brasil.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA
The Veras 2 x 1 Primatas
COM DOIS GOLS RELÂMPAGOS, VERAS NÃO DEIXA PRIMATAS COMEÇAR BEM NA OURO
Marcação forte e poucas chances foram a marca do duelo
Por Luiz V. Andreassa
Começo de temporada no Chuteira, jogadores ainda buscando a forma ideal e um sol forte castigando a galera. Esses poderiam ser motivos para o embate entre The Veras e Primatas ser travado, mas o principal é que, como na maioria dos jogos da Sério Ouro, a vontade e a organização superaram a técnica e as ações ofensivas. Com isso, quem se deu bem foi o time que melhor soube aproveitar as suas chances, e o The Veras mostrou que continua bem neste quesito.
O começo da partida prometia emoção e boas jogadas, com o Primatas não sentindo o peso de jogar na elite do Chuteira e indo para cima, tocando bem a bola e chegando com velocidade e finalizações sempre que conseguia espaço. Logo no primeiro minuto Gui Fenômeno dominou no peito no segundo pau e finalizou para defesa de Benga. Na sequência, Giorgio arriscou de peito de pé do meio da quadra e exigiu nova intervenção do arqueiro.
Todavia, aos poucos a equipe grená conseguiu equilibrar a posse de bola e sair do seu campo de defesa. O problema é que faltava criatividade, com apenas Japa buscando jogadas mais incisivas e, mesmo com a melhora, havia muitas dificuldades para passar pela defesa rival. Com isso, as chances de gol se tornaram escassas e o jogo se resumia a uma disputa incessante pela pelota no meio da quadra, sem ofensividade ou toque de bola. Quem tentou quebrar esse ritmo foi o primata Litho com um chute cruzado no ângulo que foi mais uma vez evitado pelo goleiro.
A chance reanimou o time vermelho e branco, que voltou a dominar a posse de bola e a pressionar a saída de jogo adversária nos minutos finais do primeiro tempo. Giorgio arriscou de longe e outra vez Benga apareceu para tirar, desta vez com um soco. Aos 21 minutos, Rafael por pouco não alcançou um cruzamento na área, o que resultaria em gol. Pouco depois, a resposta veio com um chutão de Cucio que serviu de cruzamento para Japa pegar de primeira e mandar por cima. E assim o juiz apitou e mandou todos para o intervalo.
A emoção que faltou nos 25 primeiros minutos sobrou nos dois primeiros do segundo tempo. O Veras surpreendeu com cruzamento na área que Moura completou de primeira para as redes, sem chances para Vitinho. Sem dar tempo para o rival respirar, Cucio fez belo passe para Jairo dominar dentro da área, driblar o arqueiro e ampliar a vantagem. Isso foi o bastante para dar confiança à equipe, que passou a jogar melhor e a melhorar a qualidade dos passes. Porém, não demorou muito para o Primatas voltar a ir para cima e tentar entrar de novo no jogo. Em cobrança de lateral Ricardo mandou a bola na cabeça de Gui, que só não descontou graças ao goleiro Benga, que a cada lance mostrava estar numa tarde inspirada. E ele teve de trabalhar novamente pouco depois, agora com os pés, em nova finalização símia.
O Veras contava com uma boa atuação também dos irmãos Gustavo e Renatinho Carrer na marcação. Com eles conseguiu suportar a pressão até os 18 minutos, quando Gus arrancou em contra-ataque pelo lado direito e surpreendeu ao mandar um belo chute cruzado que só parou nas redes. O golaço tinha tudo para botar fogo na partida, entretanto o panorama não mudou, o que foi bom para a “zebra azul grená”, que se segurou até o fim e ainda teve chance de ampliar em finalização perigosa de Luis Felipe do meio de quadra.
Vitória importantíssima para as pretensões do Veras de, pelo menos, igualar a ótima campanha na competição passada; três pontos conquistados contra uma equipe que promete dar trabalho na sequência da competição. Ao Primatas resta o consolo do bom futebol apresentado durante alguns momentos e, com isso, a esperança de surpreender na Série Ouro.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
Só Resenha 2 x 2 Arouca Jrs.
DISCUSSÕES E ENTRADAS DURAS MARCAM EMPATE ENTRE SÓ RESENHA E AROUQUINHA
Em jogo cheio de polêmicas e confusões, com uma expulsão para cada lado, equipes terminam empatadas em 2 a 2 em tarde que o goleiro Gui brilhou
Por Gustavo Vasconcelos
A quarta partida marcada para a quadra 6 da Playball marcava o encontro de duas equipes com campanhas distintas no último Chuteira de Ouro. O confronto entre Só Resenha e Arouca Jrs. opunha o segundo melhor colocado do grupo B (Só Resenha) contra o oitavo colocado do grupo A (Arouca Jrs.).
Entretanto, para quem achava que seria um jogo fácil para o Só Resenha, enganou-se completamente. Em um jogo tumultuado por diversas reclamações com a arbitragem e duas expulsões – uma para cada lado –, Só Resenha e Arouquinha terminaram empatados em 2 a 2, resultado que não era esperado por nenhuma das equipes.
Apesar de terminar quente, o jogo começou tranquilo. O Só Resenha trocava passes, esperando encontrar espaços, mas a boa marcação do Arouquinha, geralmente em meia quadra, dificultava bastante qualquer tentativa de infiltração do ataque resenhista. Mesmo assim, os seus jogadores não desistiam de buscar jogo, principalmente o estreante Valdir Junior, bastante acionado no começo do jogo. Na frente, o Arouquinha chegou poucas vezes ao gol adversário nesse início, e quando o fez utilizava-se mais da garra do que de organização.
Nas vezes que conseguiu quebrar o bloqueio da marcação do Arouca Jrs., o Resenha chegou com perigo. Primeiro, já aos 9 minutos, Vitinho recebeu na direita, ganhou no corpo da marcação e bateu forte, para boa defesa do goleiro Gui Rodrigues. Dois minutos depois, Valdir Junior acertou a trave. E em uma terceira chance, Leo Villar arriscou de falta, Gui Rodrigues rebateu e Vitinho tentou duas vezes, ficando uma vez no goleiro e outra na zaga. Os jogadores chegaram a reclamar de pênalti no lance, mas os árbitros mandaram o jogo seguir.
Quando o Resenha começava a chegar com perigo ao gol de Gui Rodrigues, eis que veio a surpresa: o Arouquinha inaugurou o placar. Aos 14 minutos, Nelsinho tentou chute despretensioso e a bola saiu sem direção. Porém, no caminho para a linha de fundo, apareceu Leozinho, que ajeitou a bola e emendou um voleio para o gol.
A vantagem não durou muito. Logo após o gol, o Resenha partiu para cima mas parou nas mãos de Gui Rodrigues. Só aos 17 minutos o arqueiro do Arouquinha não pôde fazer nada. Valdir Junior fez jogada do lado esquerdo e bateu quase sem ângulo e acertou a trave. No rebote, Mirandinha completou para o gol e empatou.
No final do primeiro tempo, o jogo ficou mais duro e faltas mais fortes começaram a acontecer. O futebol acabou ficando em segundo plano e as discussões entre times e árbitros tomaram conta de dentro e fora da quadra. A torcida do Arouquinha, para variar, era só pressão e xingamentos aos homens de preto. Toda essa confusão teve seu ápice no minuto final, quando jogadores do Só Resenha e parte da torcida Arouca acabaram se estranhando.
Na volta do intervalo, as discussões e confusões não cessaram, mas ao menos o futebol voltou a aparecer. Darian e Mateus quase marcaram para o Só Resenha, enquanto Leozinho e Washington levaram perigo à meta defendida por Pirulão.
Se as discussões sobre as marcações dos árbitros já eram contestadas, depois de marcar um pênalti para o Arouca Jrs., elas só aumentaram por parte do Resenha. Nelsinho foi para a cobrança e bateu firme no alto, quase no meio do gol, sem chances para Pirulão.
Depois disso, as chances de gol e as confusões alternavam-se. Nelsinho chegou a acertar a trave, enquanto Mirandinha, do Só Resenha, costurou a zaga adversária e só parou na defesa de Gui Rodrigues, que teve grande atuação na partida.
Aos 12 minutos, mais uma confusão. Galizé fez falta forte e saiu reclamando muito da marcação. Levou o segundo amarelo, e pipocou pra ele o vermelho em seguida. Jogo parado, reclamação, só depois de dois minutos a falta foi cobrada. E quando foi, aconteceu o gol de empate do Só Resenha. Valdir Junior cobrou e Gui espalmou. Cris Nicolas pegou o rebote e emendou chute de primeira. Gui espalmou de novo, mas a bola rebateu na própria zaga e, na confusão, acabou entrando.
O jogo pegou fogo de vez. O Resenha quase marcou com Darian em chute cruzado que Gui defendeu. Já Felipinho quase colocou o Arouquinha novamente na frente, mas a zaga afastou sua forte cobrança de falta. Pouco depois foi a vez do Só Resenha também ficar com um jogador a menos, já que Marreta fez falta dura e também recebeu o cartão vermelho.
Nos cinco minutos finais, o Arouquinha parecia estar satisfeito com o resultado e preferiu defender-se. Assim, o Resenha foi para cima e só não venceu porque Gui Rodrigues estava em um dia inspiradíssimo, tanto que foi eleito o MVG da rodada. Ele fez mais três defesas importantes, assegurando o empate.
Com o 2 x 2 no placar, cada equipe levou um ponto e ambas ficaram no meio da tabela, em quinto e sexto. Na 2ª rodada, o Arouquinha encara o Bufalos, enquanto o Só Resenha joga contra os peruanos do MachuPichu.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA
Bacana 6 x 1 SPQSF
COM A QUALIDADE DE SEMPRE NO TOQUE DE BOLA, BACANA MASSACRA O SPQSF
Equipe dourada de Marcelão volta a jogar o fino da bola e só precisa da primeira etapa para construir a goleada
Por Luiz V. Andreassa
O Bacana, que liderou o Grupo B na edição anterior e foi eliminado nas semifinais pelo Real Paulista, mostrou logo na estreia da atual edição que continua com a mesma organização, o mesmo toque de bola e o mesmo futebol bonito e eficiente que o fez brilhar na primeira fase do semestre passado. Os reforços mostraram-se bem entrosados com o resto do time, e o resultado refletiu toda essa harmonia. 6 x 1 acachapantes sobre o SPQSF.
Do outro lado, o Se Perder Que Se Foda mostrou grandes mudanças em relação à equipe que se salvou do rebaixamento na última rodada. Se antes a ordem era se segurar atrás e torcer para Jaja resolver na frente, agora o time mostrou outra proposta, com mais jogadores apoiando o ataque, numa tentativa de aumentar o número de jogadas e um meio de permitir que o camisa 9 voltasse para buscar o jogo. Pelo visto a tática foi suicida.
A primeira chance de gol, porém, foi da esquadra laranja em chute forte de Marinho, no cantinho, que Bruno defendeu bem. Apesar da boa movimentação em quadra, a resposta dourada só veio aos 9 minutos, quando Yanes por muito pouco não alcançou cruzamento na área. Mas a melhor oportunidade apareceu do outro lado: Jaja dividiu com o goleiro, ganhou e mandou para as redes, porém o árbitro marcou falta do atacante. O problema para o SPQSF era que, se por um lado o ataque se comportava bem, com passes rápidos e boas jogadas, a defesa deixou espaços para o Bacana aproveitar. E esse erro foi fatal.
Para começar, Bruno Gomes apareceu livre dentro da área para, de cabeça, completar cobrança de escanteio, sem dificuldades, e fazer 1 x 0. Pouco depois foi a vez de Demehur aproveitar sua chance e botar para a dentro, ampliando a vantagem. O adversário tentou reagir numa confusão após cruzamento que resultou em boa defesa de Bruno Guido. À defesa seguiu-se o 3 x 0: aos 14 minutos, Rômulo ganhou dividida com a defesa laranja e mandou no ângulo, anotando um golaço.
Cada vez mais abatido, o SPQSF se tornou presa fácil para as jogadas bem trabalhadas do rival, tanto que não demorou para o quarto sair, de novo dos pés de Rômulo. O lance começou com uma boa escapada de Yanes pela direita e um cruzamento para Matheus. Todavia, o camisa 15 não conseguiu chegar no tempo certo na bola e finalizar. Em compensação, foi inteligente e solidário para rolar para Rômulo chegar chutando forte e estufar as redes. Para completar o calvário, Demehur contou com a sorte ao aproveitar uma bola sobrada dentro da área e teve competência para driblar o goleiro e aumentar a elasticidade do placar. 5 x 0.
Atordoado, o Se Perder ainda tentou diminuir a desvantagem com chute de fora da área de Léo que Guido evitou com boa defesa. Yanes respondeu ao chegar pelo lado esquerdo, passar pela marcação e chutar no cantinho, chance evitada pelo arqueiro. Matheus também quase anotou o seu ao bater forte uma bola rolada para trás e exigir nova intervenção de Renan. Em cobrança de escanteio, quase o sexto tento deu as caras, só não o fez porque a cabeçada de Diego acertou a trave. Tudo isso ainda no primeiro tempo!
O segundo tempo começou num ritmo um pouco mais lento que o anterior, já que agora o Bacana apenas administrava o placar e esperava por uma brecha para ampliar. Por outro lado, o SPQSF buscava honradamente deixar a situação menos feia. Todavia, era uma missão complicada furar a forte defesa bacana, tanto que a primeira chance mais perigosa foi da esquadra dourada: Demehur roubou a bola pela esquerda e chutou para grande defesa de Renan.
Após esse lance, o Bacana recuperou o gosto pelo ataque e passou a dominar as ações novamente. E não apenas a frequência do ataque aumentou, mas também a qualidade. Para acabar de vez com o adversário, Demehur fez uma pintura de voleio, completando cruzamento no segundo pau e coroando a atuação quase perfeita de sua equipe.
Depois disso, e com 6 x 0 no placar, os minutos foram passando sem grandes emoções. O SPQSF tentava fazer seu gol de honra, mas não encontrava espaços. O Bacana, satisfeito, só esperava o apito final. Mesmo assim, o camisa 10 do time dourado quase fez outro golaço ao enganar a marcação fingindo que ia chutar, sair na cara do gol e ser detido na saída de Renan.
Foi só aos 21 minutos que a equipe laranja finalmente descontou, e foi com um gol chorado. Após disputa dentro da área, a bola sobrou para Diego Dicredo chutar para a meta praticamente livre. Mesmo assim, a redonda foi entrando devagarinho, como se não quisesse consumar o merecido desconto, por todo o esforço e jogo limpo que praticou o SPQSF.
No fim das contas, uma partida movimentada, bem jogada, com bonitos gols e que serviu para mostrar que o Bacana continua forte e já desponta como um dos favoritos. Mostrou também que o SPQSF melhorou seu ataque e agora precisa se preocupar com a defesa se não quiser sofrer como o fez na temporada anterior.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA
Fiorella Brasil 3 x 1 Jeremias
NA BASE DA VELOCIDADE, FIORELLA BATE JEREMIAS
Mesmo irregular durante o jogo, Fiorella estreia com vitória de 3 a 1 e boa participação do rápido e habilidoso Edson Claro
Por Gustavo Vasconcelos
Para finalizar a tarde de jogos da primeira rodada do XII Chuteira de Ouro, o confronto entre Fiorella Brasil e Jeremias não deixava a desejar em nada. Um dos times mais perigosos e de futebol rápido do Chuteira, o Fiorella, enfrentava o time recém-chegado da Prata, com melhor campanha dentre todos os times na competição prateada, o Jeremias.
Em um jogo equilibrado, o Jeremias jogou melhor na primeira etapa, mas não conseguiu vantagem. Porém, o Fiorella foi melhor na etapa complementar e assegurou a vitória com dois gols no segundo tempo. Um deles em vacilo do goleiro adversário e outro em rápido contra- ataque.
No início do jogo, o Jeremias tentou logo de cara sair na frente. Na saída de bola, sem que o Fiorella tocasse nela, a equipe capitaneada pelos irmaõs Bim já havia arriscado de longe, mas o goleiro Fonseca defendeu. Na sequência, o time encontrou dificuldades para chegar ao gol adversário. Mesmo com Dunder tentando realizar o papel de referência no ataque para prender a marcação, o time não conseguia criar grandes chances de gol. A ausência de Toretta era sentida.
Já o Fiorella, que vem sem seu artilheiro Van-Van para a competição, aproveitou a velocidade de Edson Claro para abrir espaços na zaga jereminiana, além de conseguir trocar passes envolventes, enganando o adversário. Assim, com um minuto de jogo, Cleber já havia obrigado Jean a fazer defesa com as pernas. Aos 4 minutos, nova chegada perigosa, dessa vez com Tiago Silva. O camisa 20 do Fiorella arriscou chute de fora da área, mas a bola saiu com perigo à esquerda do gol.
Sem conseguir atacar, o Jeremias ficava acuado na zaga e a pressão do Fiorella no começo da partida só aumentava. E aos 6 minutos não teve como evitar o gol. Ao receber passe em profundidade, Edson Claro tocou rasteiro cruzado na saída de Jean para marcar o primeiro.
Inexplicavelmente, a equipe do Fiorella caiu de rendimento após abrir o placar. E assim o Jeremias sentiu-se confortável para ir ao ataque. Aos 9 minutos, em cruzamento para área, Dunder conseguiu desvio de cabeça, mas Fonseca evitou o gol. No minuto seguinte, porém, o mesmo Dunder conseguiu enganar Fonseca ao desviar chute da intermediária e marcou o tento de empate.
Daí até o final do primeiro tempo, o Jeremias foi quem realmente conseguiu chegar mais perto do segundo gol. Gringo acertou a trave, Thiago Bim arriscou da própria área e o goleiro foi obrigado a defender em dois tempos, Fred cabeceou e também acertou a trave, entre tantas outras chances. Mas a melhor delas foi, ou deveria ter sido, no minuto final da primeira etapa, quando a equipe teve um tiro livre de 9 metros para cobrar, devido à oitava falta do Fiorella. Tingão bateu muito mal e o chute saiu fraco à esquerda do gol.
Enquanto o Jeremias criou todas essas chances depois do empate, o Fiorella conseguiu sua melhor oportunidade em tabela entre Lucas Jesus e Edson Claro, na qual o último chutou para defesa sem grandes problemas do goleiro.
Porém, o intervalo pareceu ter feito muito bem ao time do Fiorella. Na volta para a segunda etapa, o time voltou a jogar como no começo do jogo, com velocidade, troca de passes e agora com Lucas Jesus no pivô. Entre uma chance e outra do Fiorella, o Jeremias aparecia em alguns contra-ataques, utilizando, geralmente, Camillinho como válvula de escape.
O Fiorella chegava bastante ao gol adversário, mas foi quando menos esperava que o time conseguiu marcar. Com 10 minutos da segunda etapa, Jilvan Silva chutou quase da própria área e o goleiro Jean acabou aceitando. 2 x 1 para o Fiorella, que era melhor que o Jeremias.
Atrás no placar, o Jeremias precisou sair para o jogo, e quandoo fez ficou exposto aos contra-ataques. Não demorou para o Fiorella se aproveitar disso. Após recuperar bola e sair com velocidade, Edson Claro achou Jefferson Nobre livre para só escorar e marcar o terceiro.
Depois do terceiro gol do Fiorella, as equipes alternaram ataques até pouco mais de vinte minutos, quando o time do Jeremias se lançou ao ataque buscando uma reação no final do jogo. Fred, Darx e Gui Ferreira tentaram diminuir, mas em vão. A partida terminou sem mais nenhuma alteração no placar.
Na segunda rodada do Chuteira, a equipe do Fiorella enfrenta o freguês Roleta Russa, enquanto o Jeremias tem pela frente os doutores de Taubaté.
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