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Notícias de 07/06/2011

XI CHUTEIRA DE OURO: SEMIFINAL

Bacana 2 x 3 Real Paulista

PANELA APARECE DE NOVO E COLOCA REAL NA
XI CHUTEIRA DE OURO: SEMIFINAL

Bacana 2 x 3 Real Paulista

PANELA APARECE DE NOVO E COLOCA REAL NA FINAL


Bacana não conseguiu mostrar o seu futebol eficiente diante da ótima defesa rival e sucumbiu na hora H

Por Luiz V. Andreassa

Era uma partida entre duas esquadras bem diferentes. Uma delas, primeira colocada durante quase toda a competição. A outra, a sexta classificada, vaga garantida na última rodada, no sofrimento, e graças à derrota do Arouca Jrs. para o lanterna. Porém, esse sexto colocado derrubara nada menos que Arouca e SNG. Crescia no campeonato na hora certa e tinha pela frente o sempre bom e competitivo bacana, que passeara na fase de grupos. Final antecipada para alguns, mais uma pedreira no caminho do Real Paulista.

Com o ímpeto de um pequeno querendo armar para cima do grande que o Real Paulista começou, finalizando logo no primeiro lance, numa jogada ensaiada na saída de bola. Foi com a habilidade do belo passe de Tuca que Fofão quase abriu o placar ao sair na cara do gol, mandando para fora.

O Bacana também atacava e queria impor seu ritmo cadenciado de jogo. Assim, o time vinho passou a reagir antes de o relógio apontar 5 minutos, crescendo com as investidas cada vez mais frequentes. Pelo lado esquerdo, Rômulo aproveitou uma sobra e bateu de primeira no cantinho, obrigando Alemão a trabalhar pela primeira vez. Pouco depois, Vitinho recebeu na entrada da área e chutou cruzado com muito perigo. Voltando após suspensão, Yanes também teve suas chances, primeiramente ao receber passe longo em contra-ataque, girar e concluir por cima. Depois, ao dominar pelo meio, puxar e errar o alvo na hora da conclusão.

As chegadas com mais perigo foram o bastante para tornar a equipe de Marcelão dona das ações. Com uma defesa sólida e um ataque rápido e incisivo, o primeiro tento quase veio quando Rômulo recebeu pela direita e mandou no ângulo. Alemão, mais uma vez, apareceu para salvar o Real. Porém, em cobrança de escanteio, o mesmo Rômulo desviou de cabeça no segundo pau e Vitinho apareceu na cara do gol para mandar para as redes. O zero era tirado do placar.

Com maior posse de bola e jogadores aparentemente mais velozes e habilidosos, a situação era bacana para o líder do Grupo B. Mas as grandes viradas estão marcadas em muitas páginas da história do futebol, e na história do Chuteira o RP começava a escrever a sua. A primeira linha dessa mudança drástica começou a ser traçada quando Tuca recebeu dentro da área e bateu rasteiro. Kiko deu rebote justamente para quem não podia, e Ronan apareceu para completar e deixar tudo igual.

Não demorou muito para outro golpe ser desferido. O já lendário Panela, o desajeitado herói merengue das quartas de final, mostrou toda a sua habilidade de novo. Pareceu até fácil dominar na entrada da área, girar e chutar de esquerda na caixa, no lugar certo, para não haver chances de defesa. Era a virada.

O rival tentou reagir com Demehur, que quase restabeleceu a igualdade ao arriscar do meio da quadra. Não acertou o ângulo por questão de centímetros. Todavia, antes do apito indicar o final da primeira etapa, a rede foi balançada, só que do outro lado da quadra. Panela começou a jogada ao cobrar lateral para Xexé chegar batendo de fora da área. O goleirão Kiko foi buscar no cantinho, mas a bola, mais uma vez, foi parar nos pés de um jogador de branco. Rudy não teve dificuldades para ampliar a 3 x 1 antes do segundo tempo.

Machucado, o Bacana voltou do intervalo com André Izique no gol e buscando pressionar o adversário. Teria, nos próximos 25 minutos, a difícil missão de controlar os nervos e virar a partida. Aos três minutos, Demehur tabelou com Rômulo e recebeu certo espaço para finalizar. Porém, o camisa 10 isolou a redonda. A formação tática era completamente ofensiva: apenas um homem atrás jogando fixo como zagueiro, com Rômulo e Gustavo Izique voltando para marcar – sem deixar de atacar – pelos lados, Vitinho no meio e Demehur e Yanes mais adiantados. O espaço deixado na defesa não era, no momento, algo que parecesse preocupar os bacanenses. Foi em cobrança de falta que Demehur teve nova chance. Ele primeiramente acertou a barreira, ficou com a sobra e tentou de cobertura, mas a pelota passou por cima do travessão.

De nada adianta atacar com cinco jogadores quando a defesa rival está em uma tarde feliz. Assim, quase que a tática teve efeito contrário quando Pedrinho chegou pela esquerda e chutou forte no alto da meta, dando trabalho para André. Do outro lado da quadra, Demehur apareceu outra vez, agora fazendo bela jogada ao puxar da direita para o meio e finalizar. No meio do caminho, a bola desviou e mudou o seu curso, o que não foi o bastante para impedir a grande intervenção de Alemão.

O perigo não era constante, mas de vez em quando rondava a área do Real Paulista, chegando a um momento mais agudo quando Napolitano escorou de cabeça para Marcos chegar completando na cara do gol, porém este não conseguiu alcançar a bola.

A esquadra branca também mostrava estar ligada na partida, principalmente no lance em que Tuca chegou pelo lado esquerdo, cortou duas vezes o mesmo marcador e bateu forte para defesa do arqueiro. O mesmo camisa 10 assustou de novo pouco depois ao roubar a redonda de Rômulo e finalizar, exigindo defesa desta vez de Kiko, que voltara momentos antes à meta bacana. Iuri respondeu ao chegar pelo meio e chutar com força, exigindo outra boa intervenção de Alemão.

A tensão dominava a quadra, e a cada minuto que passava o embate ia se tornando cada vez mais dramático. E foi aos 20 que a insistência do time de vinho foi recompensada. Pelo lado direito, Napolitano dominou e viu Marcos livre na área, numa das raras falhas da marcação rival. Ao camisa 17 só coube o trabalho de mandar para as redes, botando fogo de vez na partida.

A pressão prometia ser ainda mais intensa a partir do segundo tento, tanto que o empate quase saiu na sequência: Iuri recebeu passe na entrada da área de frente para a meta, mas desperdiçou a bela chance ao mandar de primeira para fora. Como se isso não bastasse, Rômulo também chegou perto de empatar ao aproveitar a sobra de um cruzamento que a zaga adversária não conseguiu tirar e também errou o alvo.

Quando a igualdade parecia mais perto, quando a chance de haver prorrogação era cada vez maior, eis que surge ele, de novo. O mito. O herói. O salvador Panela aproveitou o fogo em quadra para fritar outro adversário e decidir a parada. Panela executou a sua jogada principal e girou ao receber lançamento de Alemão entrando na área adversária. Ele matou no peito e girou batendo fraco, meio sem jeito, mas mortífero. Izique saíra do gol e viu ela passando ao lado de seu braço para balançar toda dengosa a rede.

Restando dois minutos para o apito final, o Bacana tentou honradamente buscar a já – quase – impossível igualdade. Mas o tempo acabou e o Real Paulista mostrou outra vez a força de um time que se agiganta em jogos eliminatórios. Mostrou que favorito é quem chega na hora decisiva e faz mais gols. Que time grande é aquele que sabe superar as suas limitações e fazer os resultados, com competência, oportunismo e bom futebol quando necessário. Mostrou, enfim, que uma zebra pode ir para a final, e agora disputar o tão sonhado título da Ouro.

XI CHUTEIRA DE OURO: SEMIFINAL

Med Taubaté 5 x 1 The Veras

MED AFASTA ZEBRA, GOLEIA VERAS E DECIDE TÍTULO CONTRA REAL PAULISTA


Uruguaio Javier brilha com dois gols e uma assistência e é o herói da classificação inédita a uma final da equipe dos médicos

Por Luiz V. Andreassa

O Real Paulista já estava classificado para a final quando Med Taubaté e The Veras entraram em quadra. Ambos buscavam o direito de disputar com os merengues o título desta atual temporada. Ambos, de certa forma, considerados surpresas, levando-se em conta as posições em que terminaram a fase de grupos e os adversários fortes que caíram aos seus pés. Todos os ingredientes para um jogo disputado e equilibradíssimo estavam postos na mesa.

No começo de partida, o doutor Anibal, camisa 10 e um dos principais jogadores do Med, foi o primeiro a criar uma boa chance ao passar para Pedro Henrique chegar chutando de longe, porém para fora. Pontaria melhor teve o sempre eficiente e voluntarioso Cucio, ao responder com conclusão de fora da área, a qual foi defendida por Irineu. A “zebra azul-grená” foi se assanhando e Victor Petreche apareceu pelo lado esquerdo. Ele passou a bola para Renatinho bater cruzado de primeira, assustando o adversário. Aos 10 minutos, Cucio cobrou falta, no meio do caminho a pelota foi desviada e acabou batendo no arqueiro que, meio sem querer querendo, conseguiu evitar o gol. Pouco depois, foi a vez de João Cláudio receber dentro da área e finalizar balançando as redes, só que pelo lado de fora.

A justiça não faz parte da regra do futebol e foi bem quando o Veras dominava as ações que os médicos abriram o placar. Jardel fez jus ao nome e botou a redonda pra dentro, contando também com a sorte quando seu chute do meio da quadra foi desviado, o que ajudou a vencer o goleiro Benga. O golpe em si poderia não ser o bastante para fazer o adversário baquear, então logo em seguida o uruguaio Javier ampliou ao dominar na entrada da área, sair da marcação e fazer um bonito gol ao tocar no cantinho. Agora sim, uma pancada difícil de se assimilar em um embate de tamanha importância.

Tentando reverter a situação, o Veras, obviamente, partiu para cima. Todavia, o Med conseguiu se fechar bem para impedir as investidas e ainda conseguia ser mais perigoso nos contra-ataques. Foi assim que Javier quase anotou o terceiro ao girar pela esquerda ganhando na marcação e bater no ângulo. Bem colocado, Benga conseguiu fazer boa defesa em dois tempos para evitar o pior. No lance seguinte, o arqueiro não foi nada bem ao tentar tirar cruzamento de Brão e soltar a bola nos pés de Javier. Este, por sua vez, também mandou mal ao concluir para fora, mesmo estando livre na área. O gol perdido, porém, não fez falta. O Med ficou com a faca e o queijo na mão quando Pedro Henrique fez lançamento para o camisa 9 dominar e mandar no ângulo, redimindo-se da falha com um golaço. 3 x 0 e a zebra ia pro brejo.

O panorama não mudou e a esquadra médica continuou encontrando muitos espaços para atacar. Essa liberdade quase resultou no quarto tento quando Ivan passou para Brão chegar batendo pelo lado direito, perigo evitado pela defesa de Benga, que foi no alto para espalmar. Perdido em quadra por ter sentido os três revezes, o Veras só conseguiu esboçar uma reação no último minuto do primeiro tempo, com Victor Petreche cobrando falta com categoria e acertando a trave. No rebote, Nico emendou para o gol e Irineu botou para escanteio.

A segunda etapa não trazia consigo nenhum mistério, pois todos sabiam como seria o panorama daí até o fim: o Veras martelando, buscando o que seria uma heróica e – por que não? – histórica virada. A única dúvida que pairava era se essa vontade toda se transformaria em bola na rede. Logo nos primeiros minutos as posturas já eram muito bem definidas: a esquadra azul-grená tinha a posse de bola e tocava em busca de uma brecha na defesa rival, a qual, por sua vez, se mostrava muito bem postada para evitar problemas, deixando o caminho livre para os homens de frente buscarem os contra-ataques.

O primeiro a arriscar foi Japa, ao finalizar quase da linha de fundo, acertando a rede pelo lado de fora. Já aos 7 minutos, Kinho – herói das classificações anteriores – encontrou espaço e bateu de bico no canto, porém quando a zaga não conseguiu evitar o perigo, Irineu apareceu para fazê-lo e botar para escanteio. E como era difícil penetrar a forte marcação rival, Japa resolveu arriscar do meio da quadra com um bom chute, o qual também foi defendido pelo arqueiro. Essas oportunidades, porém, de nada valeram, pois o Med Taubaté colocou a mão na vaga com um golaço de Pedro Henrique. O camisa 23 tabelou com Javier e recebeu na entrada da área, finalizando com um chute no alto após a saída de Benga.

Mesmo com as suas esperanças estilhaçadas, o Veras não deixou de lutar e buscar pelo menos um desconto da goleada, tanto que Moura fez boa jogada ao driblar o marcador e chutar com desvio para fora. Cucio também tentou batendo de fora da área, mas Irineu caiu para defender. Os chutes de longe eram a única opção diante de uma defesa bem armada, e Japa não fez por menos ao mandar rasteiro de longe, errando o alvo. Mas, como das outras vezes, foi o rival quem marcou, só que agora com uma ajudinha de Nico. O camisa 14 tentou cortar cruzamento de Bruninho Del Sasso e mandou contra o próprio patrimônio. 5 x 0.

Agora com as duas mãos na vaga, o time azul não precisou mais se preocupar em marcar com tanta vontade, e o rival conseguiu fazer o seu gol de honra. Renatinho concluiu de fora da área no meio da meta, Irineu falhou ao soltar a bola nos pés de Victor Petreche, que, por sua vez, não vacilou. Antes do apito final, Nico ainda tentou se redimir arriscando de longe pela esquerda, porém a redonda passou por cima do travessão.

Foi o fim da linha para o The Veras, autor de uma grande campanha no mata-mata e que, apesar da goleada, caiu de pé, perdendo para um adversário forte. Ao Med fica a tão sonhada vaga na grande final da Série Ouro, na busca para se tornar o melhor time do Chuteira de Ouro. Pela frente, o surpreendente Real Paulista no sábado dia 18 e a única certeza de que será um grande embate, o qual elegerá um campeão inédito.
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