COM GOL DE OURO, RESENHA ACABA COM O SONHO DO MULEKES
No jogo de duas equipes ofensivas, venceu aquele que teve mais cabeça e que cometeu menos faltas: o Só Resenha
Por Douglas Almasi Santos
Desfalcado do artilheiro Leo Valente e de Gian, o Mulekes não resistiu ao futebol envolvente e objetivo do Só Resenha e deu adeus às pretensões de levantar a taça da Série Ouro. A equipe esteve à frente no placar por três vezes, mas os erros de posicionamento da defesa, aliado ao cansaço e à desatenção com o excesso de faltas cometidas, permitiu os empates dos resenhistas. Na prorrogação, Darian decretou a classificação do Resenha e manteve a chance da equipe em levantar mais um caneco em 2010.
A largura do campo fez com que as equipes começassem de forma sonolenta o jogo. O Mulekes abriu com maior posse de bola de bola e arriscando com dois chutes de Pipo, mas ambos foram sem direção. O Resenha, após quase cinco minutos se defendendo, resolveu arriscar: Darian rolou à esquerda até Renatinho, que encheu o pé. A bola passou perto do ângulo esquerdo de Wilson e saiu. Em lance seguinte, depois de cobrança de escanteio ao Resenha, a bola bateu no braço de Alemão e os resenhistas pediram pênalti, mas os árbitros mandaram o lance seguir.
Xande, da sua intermediária, tentou o lançamento e acabou acertando o travessão, quase colocando o Mulekes em vantagem. O Resenha respondeu com Yuri, que em rápido contra-ataque recebeu de Dhani e chutou cruzado, mas o tiro saiu fraco, sem problemas a Wilson. Depois, a abertura da contagem: Tucano tentou acionar o ataque, Allison Dias interceptou a jogada de cabeça, driblou o goleiro, trombou com o zagueiro, mas, mesmo assim, conseguiu tocar ao gol e saiu comemorando. Vantagem do Mulekes.
A resposta do Resenha chegou através de Yuri. Livre de marcação, ele chutou para boa defesa de Wilson. Mais Resenha: lançamento até Darian que, de calcanhar, ajeitou, Vitinho apareceu na corrida livre, dominou e deslocou o goleiro Wilson, mas a bola tirou tinta da trave esquerda. O time ainda perderia boa chance com Bruno, que recebeu passe na esquerda, mas Wilson saiu de forma arrojada de sua meta para salvar o Mulekes. Em um dos últimos lances da primeira etapa, Pipo, que já havia levado cartão amarelo no decorrer do tempo, fez falta dura e acabou levando o cartão azul. Prejuízo ao Mulekes sem precedentes, ainda mais com apenas 2 no banco (agora reduzido a um).
Na segunda etapa fortes emoções agitaram o duelo. Logo na saída de bola Darian experimentou do meio da quadra, Wilson foi buscar no ângulo esquerdo para colocar a escanteio. O Mulekes respondeu com Allison, que após contra-ataque rápido recebeu e tentou chutar, mas Tucano saiu de forma arrojada do gol, salvando o Resenha. Em seguida, cruzamento da direita, a zaga do Mulekes falhou e Bruno completou de cabeça, igualando o marcador. Mas os resenhistas não tiveram nem tempo para comemorar: lateral cobrado, Lucas pegou de primeira e a bola foi morrer mansamente no canto esquerdo de Tucano. Nova vantagem ao Mulekes.
Se o primeiro tempo foi morno, o mesmo não se pode dizer da etapa final. E o Resenha tratou novamente de empatar. Até o momento do jogo, um dos destaques era o zagueiro resenhista Cris Nicolas, que destruía a maioria das jogadas de ataque do Mulekes. O zagueiro ainda foi ao ataque e, valendo-se de cobrança de escanteio, testou firme para novamente igualar o placar. O Resenha quase virou quando, de um cruzamento da esquerda, Giovanni Rizzo tentou afastar e quase jogou contra o próprio patrimônio. Em seguida, ótima triangulação do Mulekes, Allison tocou a Ronan, que acionou Lendro Caetano na corrida. Mais uma vez Mulekes em vantagem. 3 x 2.
A partida entrava nos seus minutos derradeiros. E os rápidos atletas do Resenha insistiram em uma tática que os atletas do Mulekes não perceberam: os resenhistas eram parados com faltas. Os jogadores do Mulekes, já cansados e não acompanhando na marcação, não se conformavam com as marcações dos árbitros. E com a chegada da 8ª falta, o desespero do Mulekes aumentou. Na verdade, muita reclamação porque o Resenha puxou contra-ataque após a bola bater no árbitro e ficar para o jogador do Resenha, que saiu em velocidade e foi parado com falta. Como o árbitro é neutro, o jogo seguiu e os jogadores do Mulekes não se tocaram muito. No tiro de 9 metros (que estava mais para 11), Renatinho acertou o canto esquerdo e levou o jogo à prorrogação. Atletas do Mulekes não se conformavam e ironizavam a atuação da arbitragem.
A prorrogação começou e, extenuados e preocupados com arbitragem, O Mulekes não demorou a cair diante o gol de ouro. Rápido contra-ataque fez a bola chegar a Darian, que selou a classificação do time às semifinais, derrubando um dos favoritos ao título. “O Mulekes era o time a ser batido, mas vencemos”, comemorou o capitão Dhani. No caminho rumo à final, um clássico da Prata, agora na Ouro: Só Resenha versus Fora de Série. “O nosso jogo é sempre respeitando o adversário. Temos que fazer isso, e partir para cima em busca da vitória”, resumiu Dhani.
X CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL
Arouca 4 x 3 Bengalas
AROUCA SUPERA BENGALAS E ADIA TETRACAMPEONATO DO BENGALAS
Bengalas saiu perdendo por 3 x 0 e chegou ao empate, tal qual fez por duas vezes semestre passado, mas a vez era do Arouca, que, em falha de Baki, desempatou e se garantiu nas semifinais
Por Douglas Almasi Santos
O sonho do tetracampeonato ao Bengalas acabou. E o responsável por este feito atende pelo nome de Arouca. No duelo de titãs na quadra 5, o time de Ritolê foi ao intervalo com uma desvantagem de 3 gols. Reagiu e empatou na etapa final, mas os deuses do futebol não queriam que o time avançasse, e Marquinhos Bohn decretou a classificação arouquense, que sonha com o título da 10ª edição da Série Ouro.
O jogo, por si só, já mereceria uma matéria especial antes mesmo de a bola rolar. Trata-se de dois gigantes do Chuteira de Ouro e, com isso, era natural a presença maciça dos torcedores. A arquibancada da quadra 5 estava completamente lotada. De um lado os fanáticos torcedores do Arouca fazendo um barulho infernal. Do outro, a “chata” e exigente torcida do Bengalas. A festa era enorme, porém, ao apito dos árbitros, a tensão tomou conta do PlayBall.
O Arouca começou atacando com chute de Marquinhos Bohn que Baki espalmou a escanteio. O Bengalas respondeu com uma tentativa de Luisinho Fernando da sua intermediária. A bola encobriu o goleiro Guedes, mas saiu por pouco. Não demorou e o placar foi aberto: lançamento na área do Bengalas, Renan Montoro surgiu livre e dominou, Baki fechou o ângulo, mas Renan foi esperto e com muito estilo achou a única brecha livre, tocando com categoria para deixar o Arouca em vantagem.
Com os retornos de Fernando Forte e Dr. Pedrinho, mas com as ausências do suspenso Vini Costa e do técnico Bizu, o Bengalas não se intimidou com o gol sofrido. Atacou com Dr. Pedrinho - arriscando da intermediária – e com Luisinho Fernando, mas ambos sem sucesso. Porém, o Arouca era mais consciente em quadra e quase ampliou: primeiro em chute cruzado de Caio para fora, e depois com Marquinhos em cobrança de falta que tirou tinta da trave esquerda.
As torcidas davam um show à parte, porém, mostravam-se apreensivas. A cada marcação da arbitragem, reclamações. O Arouca ampliou a contagem: cobrança de escanteio, a zaga do Bengalas cochilou, e Dioguinho completou, deixando Baki sem ação. Os torcedores arouquenses estavam eufóricos com a boa exibição do time. Já a torcida do Bengalas não se conformava com a atuação abaixo da expectativa. Fernando Forte bem que tentou, chutando de bico para belíssima defesa de Mauricio Guedes no canto direito, que vibrou muito. Mas foi o Arouca quem chegou: contra-ataque fulminante do time, Fábio Maldonado foi avançando livre sem marcação e, da sua intermediária, chutou no ângulo direito de Baki, marcando um bonito gol.
A partida foi ao intervalo com um placar inacreditável: 3 x 0 ao Arouca. Nada inédito em se tratando de Bengalas, que no semestre passado sofreu o mesmo resultado de Fiorella e Joga 13 e conseguiu virar na etapa final. E justamente contra um campeão jamais se pode relaxar. Ainda mais se ele tem Luisinho Fernando, que, mesmo reclamando e xingando horrores, coisas que os árbitros não ouviram ou relevaram. Fato é que o Arouca relaxou e Luisinho resolveu jogar bola. Aí a história passou a mudar (ou a se repetir a contar o semestre passado).
Na etapa final o Bengalas partiu para cima. Teve chances com Fernando Forte e com Dr. Pedrinho – este por duas vezes – mas todas sem sucesso. O Arouca respondeu com Luisinho Alexandre da entrada da área, mas Baki defendeu no canto direito. O Bengalas mostrava maior disposição, enquanto o Arouca parecia ter entrado na pilha do adversário e se mostrava nervoso e afoito. Nessa, cruzamento da direita de Fernando Forte encontrou Luisinho Fernando livre na segunda trave para testar firme no contrapé de Guedes. Na comemoração, provocações aos torcedores arouquenses que atormentavam o camisa 14 durante o duelo.
O jogo foi ficando diferente, e a vantagem que o Arouca possuía já não mais era sinal de tranquilidade. A equipe perdeu quatro tentativas de liquidar o Bengalas: duas vezes com Felipe Mota, outra com Caio, e mais uma com Renan Montoro. E a experiência de um time tricampeão contou nesta altura do jogo: escanteio cobrado, Ritolê apareceu na primeira trave para testar e incendiar o jogo. 3 x 2.
O Arouca acusou o golpe, tanto que seu técnico foi expulso e o jogo fervia dentro de campo. Enquanto o Arouca ia minguando em campo, o Bengalas crescia. E assim acabou chegando ao empate: lançamento a Luisinho Fernando, que ajeitou a Fernando Forte na entrada da área. O camisa 2 fuzilou a meta de Guedes e deixou em 3 x 3 o confronto.
O Arouca tinha grande vantagem em mãos, praticamente o jogo ganho, mas não suportou a experiência do Bengalas e a própria ansiedade. Faltavam 5 minutos para a prorrogação, mas provavelmente que qualquer gol àquela altura fosse o gol de ouro. E como o futebol é uma caixinha de surpresas, quando todos esperavam a virada do Bengalas e a repetição da história do torneio passado, veio o improvável. Chute cruzado do Arouca na área adversária foi disparado pelo lado direito. Bola forte que Baki, ao seu estilo, espalmou. Só que desta vez ele espalmou para o meio da área, mais precisamente para os pés de Marquinhos Bohn. A bola praticamente bateu no camisa 8 do Arouca e morreu nas redes do Bengalas. Explosão tricolor nas arquibancadas e no banco do Arouca. Decepção no amarelo e branco tricampeão.
O Bengalas ainda tentou, mas já era tarde demais. Fim de jogo e vitória histórica do Arouca, impedindo o tetracampeonato de um dos melhores times do Chuteira de Ouro. Agora, a equipe terá outro campeão pela frente: o SNG. “Não dá para escolher adversário. Nós temos que jogar o nosso futebol e seguir o estilo de não falar muito, que adotamos desde o início”, declarou o zagueiro Vitão.
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Fora de Série 5 x 3 Med Taubaté
FORA DE SÉRIE CONFIRMA BOA FASE E GARANTE PRESENÇA NAS SEMIFINAIS
Med fez boa partida, mas o Fora soube aproveitar melhor suas chances e venceu; Casari, o melhor goleiro da rodada, fraturou o braço
Por Douglas Almasi Santos
Em jogo cheio de alternativas, o Fora de Série eliminou o Med Taubaté e alcançou as semifinais da Série Ouro, feito inédito para o time. Na primeira etapa, a marcação impediu que os dois ataques criassem situações claras para gol. Porém, no segundo tempo, o torcedor presente à quadra 5 viu gols, muitos gols. O Med, que surpreendera semana passada tirando o Acidus do páreo, despediu-se do certame. Já o Fora sonha com o título para coroar um formidável campeonato.
Mal os torcedores digeriam a classificação do Arouca na partida anterior, o Fora foi logo abrindo a contagem: após cobrança de lateral, Zóio pegou de primeira e acertou o canto direito de Chicarelli. Vantagem bem no início do embate. O Med reagiu quando Javier foi acionado no ataque e, de pé esquerdo, encheu o pé para Casari espalmar. O Med empatou em seguida: cobrança de escanteio e Javier testou firme no primeiro pau para deixar tudo igual no placar. Com menos de cinco minutos o placar já estava empatado em um gol.
Apesar do começo movimentado, a tônica do jogo era a de muita marcação. Os times se estudavam, esperando a melhor oportunidade para fazer o ataque. Mesmo assim criaram boas chances. Orley fez boa jogada, fintou o marcador e soltou a bomba, que explodiu no travessão. A resposta do Med foi imediata: Anibal recebeu e abriu bom passe na direita a Javier. O camisa 9 experimentou e Casari fez grande defesa. Em cobrança de lateral, a bola foi ajeitada até Guilherme Said, que arriscou e viu a bola sair com muito perigo.
A partir daí o Med começou a dominar. Cobrança de lateral, Javier tentou, mas Casari estava atento e defendeu. Na sequência, tabela entre Santiago e Anibal, a bola ficou com Santiago livre na cara do gol, mas Casari, de forma arrojada, saiu nos pés do camisa 4 do Med. Mais uma vez o arqueiro do Fora salvaria sua equipe: nova tabela, agora envolvendo Bruninho e Anibal, com o 110 aparecendo sozinho na cara do gol. Casari cresceu na hora certa e fez defesa sensacional. No fim da primeira etapa, o Fora resolveu sair do sufoco e atacar com Argentino, que depois de grande jogada, chutou cruzado. Chicarelli pegou.
Se o primeiro tempo foi agradável, a etapa final foi melhor ainda. No primeiro bom lance, Argentino abriu passe na direita até Clebão que chutou levando perigo. O time dos médicos respondeu e quem salvou o Fora foi, mais uma vez, Casari: cobrança de escanteio, Anibal pegou de primeira para defesa monstruosa do guarda-metas do Fora. A partida começou a esquentar de vez quando, em jogada de contra-ataque, a boa trama do Med fez a bola chegar até Rogerinho, que só empurrou às redes. Virada do time dos médicos. Em seguida, um lance de azar: Casari saiu para dividir uma bola na linha de fundo e acabou fraturando o braço. Um infortúnio sem precedentes ao time do Fora.
Em desvantagem, e agora sem seu goleiro titular, parecia que o sonho do time estava se acabando. Clebão foi para a meta tentar evitara a derrota. Mas a campanha do time que o levou à segunda posição no grupo B não foi à toa. E o time não se abateu. Lateral cobrado, Orley surgiu livre na segunda trave, dominou e fez o gol de empate.
Os torcedores presentes assistiam a uma ótima partida. Mais uma vez o Med na frente: cobrança de lateral, Anibal arriscou, a bola desviou na zaga e enganou o improvisado Clebão. Porém, o Fora não queria ficar de fora da disputa pelo título. Du Formiga arriscou chute despretensioso, Chicarelli falhou e largou nos pés de Orley. Ele não teve trabalho para novamente empatar. E parece que a falha do arqueiro abalou os nervos do Med, pois Rafael Rezende soltou o pé da intermediária para colocar o Fora mais uma vez em vantagem. 4 x 3.
No fim do jogo, a bola foi lançada ao flanco esquerdo do ataque do Fora. O craque Anibal roubou e, pressionado, acabou afastando para o meio onde se encontrava Cachaça. O atacante agradeceu e chutou à meia altura de Chicarelli para encerrar a partida em 5 x 3 e colocar de vez o Fora nas semifinais.
Fim de jogo e muita comemoração dos jogadores. Agora, na semifinal, um clássico da Prata decidindo quem irá à decisão da Ouro: Fora de Série versus Só Resenha. “Os dois times são tecnicamente iguais, jogam de forma muito parecida. Quem tiver mais calma irá á final”, falou o jogador, goleiro, técnico e manager do Fora, Clebão.
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SNG 5 x 1 Real Paulista
SNG ATROPELA O REAL E CAMINHA FORTE RUMO AO TETRA
Time arrasa com a defesa menos vazada do certame e mira se igualar ao Bengalas em títulos. Próximo desafio será o duelo ante o Arouca
Por Douglas Almasi Santos
O SNG não tomou conhecimento da defesa menos vazada da Série Ouro e atropelou o Real Paulista. Sem grandes dificuldades, o time de Renê, Biro e Cia. impôs seu ritmo vencedor e liquidou com o adversário. Agora, sem a presença do Bengalas – eliminado pelo Arouca –, a equipe não tem seu pior pesadelo pela frente e tem grandes chances de chegar ai tricampeonato. Já o Real vacilou na hora da decisão. Mesmo assim, fez grande campanha e deixa boa impressão para a próxima temporada.
O clima da partida já era desfavorável ao Real. Sem a presença de Quintanilha, e com o craque Panela irreconhecível, o time foi presa fácil para o experiente time do SNG. Logo no primeiro ataque, já se notava que a tarefa do Real seria ingrata: falta rolada para trás e uma bomba de Biro passou perto da meta de Alemão. Depois, um lance que mostrava o nervosismo do Real: Panela foi disputar lance na lateral e acabou deixando o braço no rosto de Allan. Os ânimos esquentaram, e o camisa 8 do Real acabou levando cartão amarelo. Allan também foi premiado e fica suspenso das semifinais.
Com o descontrole emocional do adversário exposto, o SNG dominou as ações do jogo. Lançamento para a área e Renê, com estilo, desviou de cabeça para inaugurar o marcador. Os atletas do SNG demonstravam disposição incrível. Renê, aos trancos e barrancos, foi levando, caiu no chão, levantou-se, e ainda encheu o pé para excelente defesa de Alemão.
O jogo era nervoso, com muita catimba. Em cobrança de falta, Panela arriscou para tranquila defesa de Sampa. Depois, bola na área do Real, Renê disputou com o zagueiro e caiu no chão. O camisa 11 reclamou que foi puxado pela camisa, mas nada foi marcado. O Real não levava perigo. Já o SNG era tinhoso e impunha o seu ritmo forte no ataque. Ronei teve duas chances: na primeira tentativa, chute da entrada da área que passou perto do gol, e, na segunda chance, ele avançou pela direita e bateu cruzado para defesa de Alemão. O gol estava maduro ao SNG, e ele chegou antes do intervalo.
Ronei fez boa jogada e tocou a Alemão do SNG, este cruzou para Memé, que na primeira instância se atrapalhou na hora de concluir, mas se recuperou e ampliou a vantagem. A tarefa do Real já era ingrata antes mesmo de adentrar quadra, com a desvantagem de dois tentos, a missão ficou mais complicada ainda.
No segundo tempo, o Real perdeu a cabeça e o jogo. Já o SNG mostrou futebol de campeão. Leo fez grande jogada pelo meio, foi levando e arriscou de bico para boa defesa de Alemão. Na tabelinha entre Renê e Fabinho, a bola sobrou limpa ao camisa 8 do SNG, mas Alemão saiu arrojado de sua meta e evitou o pior.
O domínio do SNG era amplo, e o terceiro gol saiu de forma sossegada. Biro arriscou chute da intermediária, Renê estava na trajetória da bola, mas nem precisou colocar o pé: ela morreu no canto direito de Alemão, para a alegria da torcida do SNG. Logo depois, Felipe Augusto rolou a bola para trás e Ronei surgiu para fuzilar a meta do Real. Vantagem de 4 x 0 e classificação bem encaminhada ao SNG. O Real tentou reagir e quase diminuiu. Em cobrança de falta, Rodrigo Fidelis encheu o pé, Sampa deu rebote e, na volta, Rudy tentou para nova defesa de Sampa.
A situação do Real Paulista se deteriorou quando Magrão fez falta dura e levou cartão amarelo e, na sequência, o cartão azul (ele já havia recebido cartão amarelo na etapa primeira). E, para piorar, Panela perdeu a cabeça e fez falta feia, bem em frente ao banco de reservas do SNG. A confusão se instaurou com Panela, descontrolado, querendo arrumar confusão e Allan, com quem vinha se estranhando o jogo todo. Uma cena lamentável em que o artilheiro do Real infelizmente perdeu a cabeça. Panela foi expulso do jogo. A partida, depois do entrevero, recomeçou. O Real conseguiu descontar: em cobrança de falta, Marquinhos diminuiu a contagem. O camisa 5, um dos melhores zagueiros da competição, lutava muito e mostrava disposição mesmo na adversidade.
Porém, o dia não era de sua equipe. E, em jogada de contra-ataque, Vairo recebeu para decretar um acachapante 5 x 1. Vitória maiúscula de um dos favoritos ao título. Agora, o time terá duelo complicado ante o Arouca. “O jogo será muito técnico. Os dois times têm material humano com capacidade de decidir o jogo”, detalhou Allan. O zagueiro do SNG disse que seu time entrará em quadra respeitando o Arouca, mas aposta na “força de conjunto” de seu time: “São 14 jogadores unidos em busca da vitória”.
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