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Notícias de 06/05/2008

ILUMINADO, KUMINHA DESBANCA SNG


Durante a semana antes da partida entre SNG e Roleta Russa, muitos comentários sobre desfalques e do que poderia ser o jogo. Falou até em duelo entre Renê e Cachopa diante da possibilidade do Roleta Russa chegar desfalcado e o artilheiro Cachopa entrar de titular. Mas na manhã do jogo, antes da hora marcada, as duas equipes estavam presentes ao PlayBall com diversas de suas estrelas. Pelo SNG, o trio Biro, Memé e Renê; pelo Roleta Russa, Kuminha. Pois bem, o Roleta não precisou mais que um Kuminha iluminado para vencer o SNG e derrubar o tabu de não ganhar do bicampeão.

A partida começou com um SNG mais agressivo que o Roleta, que apostou em sua tática utilizada contra times grandes de focar mais a defesa que o ataque. A primeira oportunidade de gol apareceu com Memé, com grande defesa de Luiz Eduardo cara a cara com o atacante adversário. O Roleta respondeu com Caju, que viu Sampa sair em seus pés para evitar a abertura do placar.

Mas no geral o SNG mostrava mais volume de jogo, com Biro dominando o meio de campo e comandando a equipe. E o gol não tardou para sair – Pimenta fez aos 10 minutos de jogo depois de toque de cabeça de Renê para o alto. O camisa 17 pegou de primeira da entrada da área. Um minuto depois, Renê guardou o seu, marcando o segundo gol e dando a impressão que a manhã seria novamente do SNG.

Porém, o Roleta descontou três minutos depois, com Kuminha pegando a bola também na entrada da área e tocando no canto. Sampa nem se mexeu e viu a bola ir tranqüila e macia para dentro do gol. Muita comemoração do Roleta, que conseguia o empate quando o adversário era melhor em campo.

O jogo continuou com pressão do SNG, que fez Luiz Eduardo trabalhar bastante, principalmente com Renê: primeiro numa girada nem ao seu estilo e depois tocando de leve lançamento. Mas aos 22 minutos Luiz não evitou que voleio de Renê fosse morrer nas redes. O SNG chegava ao fim do primeiro tempo com 3 a 1 no placar e nítida impressão que iria ganhar com tranqüilidade. Mas eis que entra em cena Kuminha para reverter prognósticos e se transformar no grande herói do Roleta...

Começou o segundo tempo e logo aos 2 minutos começava a reação, com gol dele, Kuminha. O SNG não deixa barato e passa a atacar com mais precisão, explorando os espaços deixados pela zaga do Roleta. Renê teve ao menos mais duas ótimas chances de fazer o quarto gol, mas Luiz Eduardo estava lá para impedir. Nesta altura, parecia que o nome do jogo era Luiz Eduardo. Ledo engano, pois aos 13 minutos Kuminha tratou de ofuscar a estrela supervalorizada do jovem e nada modesto goleiro do Roleta para fazer a sua própria brilhar solitária.

Por ironia do destino, o empate do Roleta saiu justamente dos pés de Rene, que cortou toque para dentro de sua área e quis sair jogando. Driblou um, mas perdeu na segunda tentativa. E a bola sobrou para quem? Sim, ele, Kuminha, que com tranqüilidade e categoria fez igualzinho no primeiro gol: deixou Sampa de pé no meio do gol a ver a bola rolar leve e matreira no canto direito.

O empate mexeu com o SNG, que passou a parar Kuminha com faltas. Numa delas, na lateral esquerda da área, Biro tomou cartão amarelo merecidamente. Sampa não conteve sua boca grande e pagou geral pra arbitragem. O resultado foi o cartão amarelo também ao goleiro e o SNG jogando 2 minutos com 2 jogadores a menos. O tempo foi pedido de prontamente para Messi entrar.

Era o que o Roleta precisava para buscar a sonhada vitória. O SNG se fechou em seu campo para esperar passar o tempo e ver o time completo novamente. O Roleta não conseguiu aproveitar, mas quando os jogadores se preparavam para voltar, eis que surge Kuminha cortando Vairo e mandando no canto de Messi. O Roleta chegava à virada aos 17 minutos.

A partir daí o SNG se perdeu em campo. Procurando a todo custo o empate, abriu espaço para os contra-ataques, que Bob acabou por desperdiçar vários ao ir para as pontas e evitar o gol. Mas se Bob perdia, Kuminha não desperdiçava. Marcou de novo gol igual aos demais e fez 5 a 3 com 20 minutos do segundo tempo. Em contra-ataque, Kuminha vai pra bola e se antecipa a Sampa, que toma gol de cobertura para delírio dos Roletas no banco de reservas.

Parecia liquidada a fatura. Nervoso, o SNG tentava pôr pressa no jogo e, em lance no meio de campo para bater uma falta, Ranalli e Chileno se estranham e trocam empurrões. A turma separa e Ranalli, anestesiado com a vitória parcial, faz uma imitação de galinha com passarinho e peixe, tudo ao mesmo tempo, tirando sarro dos adversários. Mais confusão e cartão azul para ele e Chileno.

Os jogadores do SNG ficaram irados com Ranalli, que, ao sair de quadra, foi escoltado por Batata e Rick numa cena que se seria cômica se não fosse ridícula. Ranalli saindo e os dois correndo pelo campo para “ajudar” o companheiro. Mas mal saíram e já voltaram. Fora de quadra tudo estava resolvido.

O jogo recomeçou e novamente Kuminha recebe pela direita livre. Mas nesta Sampa não perde a viagem: sai no pé do camisa 19 quando este punha a bola de lado para tirá-lo da jogada. Kuminha se espatifa no chão e Sampa toma o cartão azul, que saiu barato. Mas a justiça veio em seguida, quando ele saiu de campo pelo meio do campo e na volta bateu boca com a arbitragem. O resultado só podia ser o cartão vermelho.

Com um a menos e poucos minutos para acabar – já adentrava-se os descontos – Renê fez a oitava falta do SNG. Para não ficar chato Kuminha fazer mais um gol – e para Luiz Eduardo, o goleiro movido à vaidade, não ficar triste de não ser a estrela do jogo –, o Roleta colocou o goleiro para bater o tiro livre de 9 metros. Apesar de mal batido – no meio do gol – Messi foi nela, mas a redonda bateu em seu corpo e foi pra dentro do gol.

Eis o final do jogo – Roleta Russa 7 contra apenas 3 do SNG, que perdeu a invencibilidade e a majestade. Ao menos naquela manhã de 1º de maio, o rei solitário foi Kuminha. Das arquibancadas, ainda foi possível ouvir vozes perguntarem: “Cadê Renê? Cadê Renê?”.

MELVILLE GOLEIA MAIS UMA VEZ E É ÚNICO INVICTO


Na primeira partida do dia pelo grupo B do campeonato, o líder Melville enfrentou o quarto colocado MachuPichu numa partida de muitos gols. Desde o início do jogo o time que ocupa a ponta da tabela se mostrou mais ofensivo e procurou mais o caminho do gol, embora o seu adversário tenha oferecido alguns momentos perigosos. O resultado final foi de 9 a 2 para o Melville.

Logo no início da partida o time do Melville partiu para o ataque e pareceu nem tomar conhecimento do frio que fazia em São Paulo naquela manhã, pois já aos dois minutos de partida Alemão abriu o marcador. E não parou por aí. Ainda com sede de gols, o alvinegro não parava de atacar e, após um chute cruzado de Jose, o zagueiro improvisado no gol Taka fez sua primeira boa defesa. Mas pouco depois o Melville ampliou para 2 a 0 com gol do matador Felipe. O jogo estava visivelmente nas mãos do líder do campeonato, que dominavam a partida com folga.

Para azar do MachuPichu, a manhã de 1º de maio era de Alemão. Logo após Felipe se recuperar de uma entrada da zaga adversária, fez com ele uma tabela e completou para o fundo do gol de Taka. Era o terceiro gol do Melville, e o segundo de Alemão no jogo. Após este gol, o MachuPichu pareceu acordar e partiu para o ataque, acionando com mais intensidade o goleiro adversário.

Aos onze minutos, o ataque do MachuPichu foi parado com falta dura de Washington, que tomou cartão amarelo. A falta era perigosa, mas o goleiro Marcos Rogério não deixou que a bola morresse no fundo das redes.

O “descanso” de dois minutos de Washington foi um divisor de águas na partida. Apesar de toda a pressão que o time que perdia por 3 a 0 exercia na defesa adversária, foi num escanteio originado de um contra-ataque do time do Melville que saiu mais um gol na partida. Era o quarto dos alvinegros, primeiro justamente de Washington. O MachuPichu não deixou barato, e três minutos depois, Danilo cabeceou uma bola levantada na área e conseguiu fazer o gol tão procurado pelos “peruanos”.

Mas a vantagem de 3 gols era pouca para o Melville, especialmente para Alemão, que recebeu a bola, limpou a zaga do time adversário e tocou para Dimba completar. Era o quinto gol do Melville, e num lance que lembrou muito o gol de Valdívia na segunda partida das semifinais do campeonato Paulista desse ano.

O primeiro tempo estava quase acabando, mas ainda reservava outro gol dos líderes invictos e disparados do Grupo B. Washington recebeu livre e chutou. A bola parou na defesa do MachuPichu e sobrou para Felipe, que não errou o chute de rebote e fechou o primeiro tempo em 6 a 1 para o Melville.

No intervalo foi possível ouvir Garo, camisa 3 do Melville, comentar com quem assistia à partida: “Estamos atropelando que nem o Corinthians!”, numa referência ao jogo da noite anterior, em que o Corinthians goleou o Goiás por 4 a 0.

O jogo recomeçou equilibrado, mas isso durou apenas dois minutos. Após chute de Ricci, o goleiro do Melville conseguiu salvar, mas mandou a bola de volta para os pés do mesmo, que não desperdiçou a nova oportunidade e fez o segundo, e último, gol do MachuPichu na partida. Após tomar o segundo gol, o Melville voltou a pressionar. Felipe chutou de dentro da área para Taka espalmar e dar o rebote para Mauricio Miranda, capitão do Melville, que voltava de suspensão, perder o gol, chutando para defesa do goleiro. Os dois jogadores do Melville não ficaram muito felizes em terem perdido o gol e, pouco depois, repetiram o lance, e dessa vez Maurício, cujo forte todos sabem não é fazer gols, acerta a batida e faz a bola morrer no fundo das redes do MachuPichu.

Depois do sétimo gol do Melville, o clima esquentou e Felipe recebe falta dura de Tebas, outro que voltava de suspensão. O jogador toma o cartão vermelho direto e desfalca a equipe nos próximos dois jogos (se o time passar de fase), para desespero dos seus colegas de time. O que já era difícil ficou impossível. Mas mesmo com um jogador a menos, o MachuPichu tentou atacar desesperadamente. Mas o resultado foi contra-ataque do Melville, com toque de Felipe para Alemão marcar o oitavo.

A partida estava quase no seu final, e quem pensou que acabaria por isso mesmo errou. O último lance da partida foi o nono gol do Melville, anotado novamente por Dimba. Final de jogo e mais uma goleada executada pelo Melville e mais uma goleada sofrida pelo MachuPichu, que decide vaga na rodada final contra Só Lance. Ao Melville, resta a goleada derradeira, o lanterna Basicus. Maurício Miranda promete muito para esse jogo. Resta ver se vai cumprir ou vai ficar no papo, como foi diante do Acidus que quase perderam o jogo e a pose.

KADÊNCIA ACABA COM CHANCES DE ACIDUS


Kadência e Acidus fizeram um jogo cheio de desfalques. Pelo Kadência, apenas 7 jogadores; pelo Acidus, mais, mas sem Caio e Barata, alem de Rafao com bolhas nos calcanhares. Mesmo assim, o jogo prometia, pois era a chance de o Acidus vencer e definitivamente entrar para a briga pela classificação. Era, pois o estreante Leandro do Kadência resolveu que não queria saber de nada: marcou 4 dos 5 gols de sua equipe e transformou os acidianos em meros espectadores daqui pra frente no torneio.

E Leandro não deu tempo do Acidus respirar. Com um minuto de jogo recebeu na ponta esquerda e mandou chute cruzado para vencer Publius. O Acidus estava perdido em seu meio de campo, que não acertava um passe e não conseguia trocar 3 passes sem perder a bola. Até o gol de Kirk, aos 12 minutos, praticamente o Acidus não jogou, mas viu o Kadência chegar à sua área em toques rápidos de primeira entre Paulinho, Che-Che e Leandro. O empate saiu de jogada individual de Kirk, mas Leandro não queria saber de brincadeira: no minuto seguinte fez o segundo gol.

E o que parecia difícil ficou pior quando Leandro marcou de novo, com 25 minutos cravados no relógio. Lançamento para a ponta, onde sempre tinha um kadenciano livre, e toque pro meio da área para gol. Intervalo de jogo e 3 a 1 no marcador. Nas arquibancadas, jogadores de Melville e Roleta Russa faziam um coro único na torcida contra o Acidus. Já ensaiavam um “eliminado” no intervalo e, durante o segundo tempo, os gritos se acentuaram, inclusive com ofensas a jogadores acidianos.

No segundo tempo, o Acidus até que levou perigo ao gol de Renato Oliveira, mas os chutes eram defendidos. Numa delas, Bocha saiu livre na cara do gol, mas chutou em cima do goleiro. Bocha nunca esteve tão perto de marcar o tão sonhado gol no Chuteira, sina que o persegue desde Dunguereguede e Roleta Russa. Em compensação, o Kadência não desperdiçou e marcou o quarto com Che-Che aos 8 minutos.

Com 4 a 1, o Acidus passou a fazer o que costuma fazer quando está perdendo e que sempre só piora as coisas – ir pra cima que nem louco. E o Kadência aproveitava para contra-atacar. Só não ampliou mais porque Publius fez grandes defesas e em outras oportunidades os atacantes erraram feio. Como nem tudo vai tão mal que não pode piorar para o Acidus, Saulo fez falta mais dura em lance que o jogador levou vantagem. No fim da jogada, quando ia receber o cartão amarelo, irritou-se diante do árbitro e saiu xingando geral. Resultado: o que seria um amarelo virou vermelho, e o Acidus com um a menos em campo. O jogador, não satisfeito com o cartão, saiu de quadra e mostrou a bunda para os árbitros, numa situação que seria apenas trágica se não fosse também cômica. Do lado de fora, delírio dos adversários.

Kirk ainda mandou um belo chute no ângulo para diminuir para o Acidus, mas o dia era de Leandro, que, minutos antes, de cabeça, tinha feito o quinto do Kadência. E entre gols perdidos do Kadência, um time perdido do Acidus e comemoração nas arquibancadas, a partida foi encerrada para infortúnio do Acidus, que via diminutas suas chances de classificação, e zeradas em definitivo após a vitória do Só Lance sobre o Crociatti.

Com os 3 pontos, o Kadência chega a 16 e ratifica a terceira posição do grupo. O Acidus diz adeus com seus 9 pontos, pois poderia chegar a 12, mesmos pontos de outras equipes, mas com os 3 empates perde no critério de desempate – número de vitórias. Ao Acidus fica a lição de que nome não ganha jogo, muito menos com um futebol medíocre apresentado pela equipe no decorrer da competição. Hora de erguer a cabeça e buscar resolver os problemas dentro do grupo. Enquanto empurrar com a barriga, o resultado não poderá ser muito diferente do que a atual eliminação.

DIABOS VENCE BACANA E SE TORNA FAVORITO A ÚLTIMA VAGA DO GRUPO A


Diabos Laranjas e Bacana fizeram a partida mais equilibrada do Grupo A. Os gols que deram a essencial e decisiva vitória para o time preto e laranja só saíram no segundo tempo. Apesar da derrota, o Bacana continua ocupando a quarta posição do grupo A; os Diabos Laranjas, entretanto, chegaram à sexta posição, última da zona de classificação, e garantem vaga se ganharem do lanterna Beer Point na última rodada. O resultado só não acabou sendo bom para o Fora de Série, que ganhou e poderia estar em sexto lugar se os Diabos tivessem tropeçado, o que era a lógica. Para infelicidade da equipe celeste, a peleja terminou em 3 a 1 para os diabos.

A partida começou com saída de bola para o Bacana, mas logo os Diabos tomaram a bola e fizeram um bom ataque, com um chute de Edmundo Juba que saiu pela linha de fundo. O time de vinho respondeu e passou a pressionar, mas todas as bolas foram interceptadas pela zaga adversária, que não tinha Argentino, suspenso. Os primeiros dez minutos passaram voando e ambos os times mostravam equilibrado nível técnico. A partida estava boa para o goleiro laranja, novamente o improvisado Everton Tom, que se destacou fazendo boas defesas, uma delas após cobrança de escanteio do Bacana. O primeiro gol só saiu aos catorze minutos, após um chute poderoso de Vinus, camisa 11 do Diabos de fora da área.

O Bacana não deixou barato e mostrou que era realmente uma partida equilibradíssima, pelo menos no primeiro tempo. Num lance que pareceu replay do gol dos Diabos Laranjas, Dhemeur fez o que sabe fazer de melhor em campo – mandou uma bomba de fora da área que terminou no fundo da meta adversária. Era o gol de empate, apenas dois minutos depois do marcador ser inaugurado. Os últimos dez minutos do primeiro tempo não foram diferentes dos quinze iniciais, e a partida foi para o intervalo dando toda a pinta que se encerraria num empate.

Porém, o segundo tempo começou com o Bacana no ataque, tentando virar a partida. A defesa laranja, diferentemente de outros jogos, esteve bem postada e fez um ótimo serviço segurando o ataque adversário. O time vinho chegou a criar diversas oportunidades, mas não finalizou nenhuma em gol.

Mas o Diabos Laranjas também atacava e por volta dos sete minutos Vinus chuta mal e desperdiça grande oportunidade. Pressionados, aos doze minutos o Bacana pediu tempo. A paralisação fez bem para o time laranja, que voltou atacando um pouco mais e, logo no recomeço, Edmundo Juba aproveitou um toque e fez a bola morrer no fundo das redes do Bacana. Não demorou muito para o time laranja voltar ao ataque e, num bom chute disparado perto da linha lateral, Lindomar fez o terceiro gol dos Diabos e liquidou a partida.

Depois de tomar o terceiro gol o Bacana começou a jogar mais rápido para tentar reverter o resultado nos cinco minutos finais, porém de nada adiantou. A partida acabou com a importante vitória dos Diabos Laranjas, que praticamente garantiram a vaga na próxima fase.

TREINADORES CEDE EMPATE AO BUCETS NO FIM E SAI RECLAMANDO


A terceira partida da rodada pelo grupo A foi entre Treinadores do Braz, já classificado, e Bucets, que viu as esperanças de classificação diminuírem após a vitória do Diabos Laranjas na partida anterior. A peleja terminou empatada em 6 a 6, o que deixou ambos os times na mesma colocação de antes da rodada. Porém, os doze gols anotados fizeram desse o jogo mais movimentado da rodada.

A partida começou com os treinadores atacando, e logo no primeiro minuto de partida o goleiro Nathan, do Bucets, já é posto para trabalhar. Com sede de gols, o time do Treinadores, que não tinha nenhum reserva, não perdeu muito tempo e logo aos três minutos, após uma cobrança de falta, Nelsinho abriu o placar. O Bucets não chegou nem a digerir direito o gol quando o Treinadores anotou o segundo gol, após pressão de Fernando Índio. Eram cinco minutos jogados e o Treinadores já abria boa vantagem, dando toda a pinta que aplicaria uma goleada. A impressão foi confirmada menos de um minuto depois do segundo gol, quando Rogério pegou uma bola de fora da área e marcou o terceiro gol. Os dez primeiros minutos do jogo foram totalmente dominados pelo Treinadores do Braz.

Entretanto, aos onze minutos, Nelsinho faz falta sobre Rafael Bebe, toma cartão amarelo e deixa o goleiro em situação complicada. Rafinha aproxima-se para fazer a cobrança e manda uma bola no canto esquerdo de João, anotando o primeiro gol do Bucets. O Treinadores do Braz não gostou do gol e partiu novamente para o ataque. A bola chega aos pés de Gustavo Gafanhoto, camisa 7, que manda um bom chute de fora da área para vencer Nathan e fazer 4 a 1.

Com uma goleada em vista, o Bucets tratou de segurar mais o jogo para evitar novos gols do adversário, mas foi em vão. Rogério de novo marca o quinto gol dos treinadores. Porém, ainda antes do fim do primeiro tempo, Nelsinho faz nova falta e recebe o cartão azul. No lance, outra vez Rafinha chuta para diminuir o placar a favor do Treinadores. Intervalo e 5 a 2 para o Treinadores.

O segundo tempo começou com o sedento time da camisa azul e branca atacando em busca de mais gols. Carlão Pedretti, dos Treinadores, foi perseguido em campo e tomou duas faltas em pouco tempo, porém os árbitros não mostraram nenhum cartão para os infratores. E a reação do Bucets começou. O primeiro gol do segundo tempo veio aos nove minutos, e novamente após de um lance de bola parada. Rafinha, sempre ele, veio para a cobrança e mandou no travessão, mas Rafael Bebe estava lá para pegar a sobra e mandar a bola direto para o gol. Um minuto depois veio a reação dos Treinadores: em contra-ataque, Carlão Pedretti fez boa jogada e marcou o sexto gol. Mas Rafinha marcou mais um, deixando o placar em 6 a 4 para o Treinadores.

Empolgados, o Bucets passou a atacar mais ainda e não tardou para Rodrigo Japa anotar o seu aos treze minutos da etapa complementar. Aos 16 minutos, Vitinho recebeu perto da área, chutou cruzado e decretou o empate no placar.

Após empatar, algo que parecia improvável acontecer devido à grande vantagem que o Treinadores do Braz abriu no primeiro tempo, o Bucets passou a pressionar mais ainda em busca da virada. Vitinho ainda tentou de novo chute de fora da área, porém João saiu bem e defendeu. A partida terminou com Carlão Pedretti caído na área reclamando muito de um pênalti, que a arbitragem não deu acertadamente.

A reclamação continuou após o jogo, com os treinadores chiando de um jogador do Bucets jogar com um calção de cor distinta dos demais e por dois jogadores do Bucets estarem de meiões pretos e não azul escuro, como os outros.

Sobre o caso, a Comissão reuniu-se e votou pela permanência do resultado da partida em questão, inclusive porque esta é a orientação contida no Regulamento. Repete-se aqui o que diz ele, em seu Item 5:

Caso a equipe, no campo de jogo, não esteja devidamente trajada com o uniforme da forma descrita acima, o árbitro terá a decisão de realizar ou não a partida. O árbitro tem o poder de impedir que algum jogador não vestido adequadamente com o uniforme da equipe jogue a partida.

Como resolveram realizar, respeita-se tal decisão, que cabe unicamente ao árbitro e não à equipe adversária, quando o uniforme não atrapalhe a jogabilidade.

FORA DE SÉRIE GOLEIA BEER POINT E ARRUMA BRIGA NO FINAL


Em um jogo que terminou quente, o Fora de Série não tomou conhecimento do Beer Point e aplicou a segunda maior goleada do dia. Com o resultado, o time de camisa azul clara assumiu a sétima posição do grupo A e ainda sonha com a classificação na nona, e última, rodada da primeira fase. O Beer Point, por sua vez, atinge uma inédita marca na história do campeonato: ultrapassa os 100 gols sofridos, mais exatamente chega aos 107 gols sofridos.

O jogo começou e logo na movimentação inicial Thiago Motta recebeu uma boa bola, atacou e abriu o placar para o Fora de Série. Após tomar um gol no primeiro minuto de partida, o Beer Point esboçou uma reação com uma bomba da entrada da área mandada por Rafinha, porém o goleiro Betão estava lá para não deixar a bola entrar. Após essa tímida reação do time azul escuro, Adriano, do Fora de Série, recebe ótima bola e faz um golaço de voleio aos seis minutos da etapa inicial da partida.

Depois desse gol a empolgação tomou conta do time azul claro, que começou a procurar o terceiro gol, que não demorou a sair. Thiago Motta aproveitou contra-ataque e chutou para boa defesa do goleiro Victor Adriano, mas a bola sobra para Gabriel chutar e conferir o terceiro do Fora de Série.

Thiago Motta veio inspirado para a partida e apenas quatro minutos depois de armar o lance do terceiro gol recebeu a bola, limpou a defesa e anotou o seu segundo gol na peleja, o quarto do seu time. Em outra jogada de ataque Paulo, do Beer Point, faz falta sobre Adriano e toma o primeiro amarelo do jogo. O quinto gol do Fora de Série veio no finzinho do primeiro tempo, numa bola sobrada que Adriano bateu com categoria e mandou para o fundo da meta do seu meio xará, Victor Adriano.

Se o primeiro tempo acabou com o Fora de Série fixando residência no ataque adversário, o segundo tempo começou com o Beer Point correndo atrás do seu gol de honra. Porém, quem marcou primeiro foi o time celeste, com Arnaldo recebendo uma bola da linha de fundo e fazendo-a morrer no gol adversário. Passados pouco mais de dois minutos, André recebeu a bola e aproveitou para anotar o seu na partida. Não percam as contas, era o sétimo do Fora de Série. O apetite de gols do vencedor da partida estava insaciável e, pouco tempo depois, Arnaldo fez seu segundo gol, mandando uma bola de fora da área. Ainda no ataque, Cláudio driblou a zaga do Beer Point mas Victor Adriano conseguiu salvar em cima da linha.

Passado pouco mais de dez minutos da etapa complementar, o Beer Point armou um bom contra-ataque e Paulo, após limpar a zaga, mandou a bola por baixo das pernas do goleiro Betão e fez o tão procurado gol de honra do seu time. Um minuto depois, Bertonni fez falta mais dura e tomou amarelo. O goleiro Betão apresentou-se para cobrar e... fechou a goleada de 9 a 1 do Fora de Série e se redimiu da bola que deixou entrar no minuto anterior.

Com o fim do jogo se aproximando, o clima começou a esquentar. Eduardo Gonzo, do Beer Point, que estava no banco, também tomou amarelo do árbitro. Thiago Motta recebeu cartão azul após revidar uma agressão que ele alega ter sofrido do adversário. A partida é encerrada logo que o Beer Point cobra essa falta.

Após o jogo ter terminado, enquanto os jogadores saíam de campo, Adriano, do Fora de Série, e Bertonni, do Beer Point, começam a discutir ainda no gramado. Pouco tempo depois a discussão evoluiu para a pancadaria, e foi preciso que alguns jogadores voltassem a campo para separar a confusão. Após uma aparente calma, Bertonni, que tinha levado um soco, ainda muito bravo, ofendeu uma torcedora com palavras de baixo calão, o que virou estopim para o início de nova briga. Pouco tempo depois, a confusão foi separada novamente e terminou com o goleiro Betão, do Fora de Série, exigindo punição dos culpados por parte da organização do campeonato. Detalhe: punição para seus próprios jogadores, que, segundo ele, começaram a briga.

BASICUS TOMA OUTRA GOLEADA, DESTA VEZ DO FIORELLA


Eram 14h25min e o Basicus se preparava para o confronto contra o Fiorella Brasil e a contagem de jogadores que participariam era de 5 apenas, sem os goleiros Goku, machucado, e Rafão, que virou uma lenda entre os rosas, mas promete voltar brevemente. 14h30 e mais 3 integrantes chegavam e completavam o time rosa. A pergunta que restava era: "Cadê o Fiorella?".

Pronto, já era motivo de Mutssa comentar que queria jogar e que não aceitaria ganhar por WO. Quem dera ao Basicus se o Fiorella não tivesse chegado mesmo e aplicado a surra que aplicou no já eliminado há duas rodadas lanterna do grupo.

Sem goleiros, Paulinho, talvez poliglota se a função fosse de tradutor, foi para o gol e mostrou que é o coringa mais coringa do campeonato. Pelo menos isso o Basicus tem. O Fiorella chegou um pouco atrasado, palavra que talvez resumisse a hora de fazer o primeiro gol, apenas aos 12 minutos, com Tigues.

Mutssa começou a se irritar com as faltas que recebia e pelo lado do Fiorella, o irritado era Tigues, camisa 17. Os dois protagonizaram os cartões amarelos do primeiro tempo, com uma diferença: quando o Basicus tinha um jogador a mais em campo, Bruninho, ao tentar drible no campo de defesa, perdeu a bola para o adversário, que marcou o segundo com Sebastão Alves. Já o time adversário não falhou: parecia que tinha 7 enquanto o Basicus tinha 5 na linha.

Se não apresentava futebol, pelo menos o time rosa tinha uma torcida empolgada com o goleiro improvisado Paulinho, que arrancou gritos de motivação. Com isso, o goleiro se motivou a se atirar ainda mais nas tentativas de defesas, uma delas lembrou Goku, o goleiro "ninja" do Basicus. Defesa por defesa, Paulinho não pode evitar o ataque rápido do Fiorella, que com ótimo toque de bola chegou novamente na cara do gol com Tiago Silva. R. Barath ainda tentou defender na linha do gol, mas a bola passou pelo meio de suas pernas. Era o terceiro do Fiorella.

O primeiro tempo acabou com apenas 3 a 0 para os representantes de ótica, provando que quem precisa de óculos são os adversários. Já são 2 jogos sem tomar gols. No segundo tempo, o Basicus tratou de tentar jogar, mas acertou um único chute ao gol, com Harada. Mutssa até que tentava, mas não conseguia passar pela defesa adversária.

Love, que até agora não fora comentado e que também não conseguia ajudar o Basicus a chegar ao ataque, também não quis saber de ficar no banco, e, após ser substituído por Roger, que estava descansando, sumiu sem dar explicações, impedindo assim os demais companheiros de descansarem (Mutssa e R. Barath queriam também descansar), culminando talvez nos comentários de Bruninho, que, ao final do jogo, declarou não dar mais para jogar pela camisa rosa (Bruninho e Love são amigos e ex-jogadores do Joga 13).

Crises à parte, o Fiorella não tinha nada a ver com isso e marcou mais 6 gols, fechando o massacre em 9 a 0. A vitória praticamente garante ao Fiorella o 2º lugar no grupo e mostra ser um firme e forte candidato ao título, pois exibe um time maduro e consistente, comandado por Ricardo Tavano. Para ter idéia, a equipe marcou 24 gols nos últimos 3 jogos e só sofreu dois, do Acidus. De olho e óculos neles!

Ao Basicus, cabe não passar pelo vexame que colocaria o time na mesma situação que o falecido Dunguereguede, que fechou sua participação na terceira edição do Chuteira com -1 ponto, ocasionado pelo WO, além de não terminar atrás do Beer Point, o time mais vazado de toda a história do Chuteira, superando os 100 gols sofridos.

MESMO POUCO INSPIRADO, JOGA 13 FAZ 5 A 2 NO MSM


Na última partida do dia pelo grupo A, o Joga 13 enfrentou o time do Mentira sem Maldade. A vitória era importante para os dois times. Para o MSM, era questão de sobrevivência; para o 13, a liderança do Grupo A. Deu a lógica do mais forte e o Joga 13 ganhou a partida pelo placar de 5 a 2.

E o Joga 13 tratou de mostrar quem mandaria na partida na saída de bola. Lele tocou para Rafinha, que apenas pisou na bola para Rodrigo chegar dando sua tradicional patada na bola. A bola disparou como um foguete e foi estufar as redes do ângulo do goleiro Ricardo, que chegou a ir na bola mas sem sucesso. Foi um petardo, um tiro, um canhonaço do camisa 4. E em menos de 2 segundos o placar já era favorável ao 13.

E não demorou muito para o time branco e dourado voltar ao ataque e Rafinha mandar a bola para o fundo das redes, no seu primeiro gol da partida. O time do MSM começou a correr atrás do resultado e para isso contava com os gritos do goleiro Ricardo Salles. Um dos lances de perigo do MSM no primeiro tempo foi com Maurício, que recebeu boa bola e chutou bem, mas o forte chute saiu por cima da meta de Caieras.

O próximo gol da partida nasceu de um chute de fora da área mandado por Guma. Ricardo espalmou para rebote de Rafinha, que não desperdiçou e anotou o seu segundo gol na partida, ampliando o marcador para 3 a 0. Pouco tempo depois, após cobrança de lateral, Lele cabeceia e guarda o seu. Seria o único gol do camisa 9 no jogo, numa tarde de pouca inspiração tanto de seu artilheiro quanto do time como um todo.

O MSM voltou a tentar o ataque, mas as poucas bolas que foram ao gol paravam nas mãos de Caieras. O mais comum foi chutes tortos e sem direção após boas jogadas, principalmente de Kadson e Luciano. O primeiro tempo acabou com o Joga 13 vencendo facilmente um time que só começou a jogar bola após buscar a bola no fundo das redes pela segunda vez.

Retorno de jogo e o MSM se lançou ao ataque. Logo no início Maurício sofreu falta, que acabou sendo muito mal batida, com a bola passando longe do gol adversário. O MSM se mostrava mais entrosado e com vontade, enquanto o 13 parecia desinteressado, talvez ciente que seria impossível sua defesa ser vazada por quatro vezes. Mas aos onze minutos Kadson recebeu e chutou ao gol. A bola passou entre as pernas de Caieras e o Mentira diminuía. O esforço do time azul e amarelo dava resultado em termos de empurrar o adversário todo para a defesa, mas as conclusões ao gol continuavam falhas. Mas ao arremates do 13 não. Em contra-ataque, o Joga 13 marcou o quinto gol com Choko, liquidando a fatura.

Apesar do placar elástico e o relógio mostrar que dificilmente o resultado conseguiria ser revertido, o MSM continuava no ataque. E o segundo gol saiu no fim do jogo, aos 25 minutos, no último lance da partida, com Du Menotti. Em seguida, os árbitros trilaram seus apitos e a partida foi finalizada. O 13 assume a ponta. O MSM está praticamente eliminado, pois depende de vitória contra Bacana, de empate entre Bucets e Fora de Série e uma vitória do Beer Point sobre o Diabos Laranjas.

OBS: Não foram ainda escritas as reportagens dos jogos Só Lance 5 x 4 Crociatti e Atlético Pagalanxe 4 x 1 Muleke Piranha.
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