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Notícias de 06/03/2012

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

Mulekes 7 x 5 Arouca Jrs.

ATUAL CAMPEÃO MULEKES VIRA SOBRE AROUQUINHA E JÁ PENSA NO BI


Em jogo recheado de gols, o destaque foi o grande número de falhas defensivas

Por Luis V. Andreassa

Um dos maiores atrativos no futebol é a sua imprevisibilidade, ou seja, sua capacidade de surpreender os torcedores com jogos cheios de gols e viradas. É claro que isso não acontece tão frequentemente, mas Mulekes e Arouca Jrs. fizeram questão de protagonizar uma partida cheia de atrativos. Mesmo que o começo de partida tenha sugerido um jogo bem diferente.

Isto se deu porque o Mulekes estava cheio de desfalques. Titulares importantíssimos na conquista da Ouro no ano passado estavam ausentes: nada menos que Leco, Robinho, Barata e o goleiro Diego. Para piorar, o time ainda entrou com dois jogadores a menos; até o técnico José Carlos Caetano (devidamente inscrito) teve de entrar em quadra para evitar o W.O. Mas como não tinha nada a ver com isso, a boa equipe do Arouca Jrs. tratou de aproveitar a vantagem numérica para construir uma vantagem no placar. O primeiro a marcar foi Deh, aproveitando um chute cruzado de Felipinho da direita para completar às redes. Na sequência, Wellington deu um belo corte no zagueiro e, da entrada da área, finalizou sem chances para o goleiro Phi.

A festa amarela e azul, porém, não iria durar muito. Rafinha foi o primeiro a chegar para reforçar sua equipe e já ajudou a mudar o panorama da partida. Ele “chegou chegando”, tentando um cruzamento pelo lado direito no qual a bola foi em direção ao gol e Gui Rodrigues precisou se esticar todo para cortar. Na sequência, ele fez jogada parecida, desta vez exigindo do arqueiro uma defesa com o pé. Aos 9 minutos foi a vez de Armando entrar em quadra para deixar sua equipe completa, fato que surtiu efeito, tendo em vista o gol marcado pouco depois. Apesar que o mérito do tento foi todo para Xande: ele bateu bonito de canhota da meia esquerda e acertou o canto oposto para descontar.

O Arouquinha passou a ser envolvido pelo toque de bola rápido do rival, correndo risco iminente de levar o empate. Contudo, uma das muitas falhas defensivas do jogo contrariou o panorama. Tony fez lançamento do meio da quadra, a zaga do Mulekes errou na hora de afastar e a bola sobrou para Washington mandar no cantinho. A resposta adversária foi rápida e eficiente: Rafinha recebeu belo lançamento na ponta esquerda, parou a bola, levantou a cabeça e passou para Vitinho chegar do outro lado batendo no alto da meta. Mais uma vez o empate parecia uma questão de tempo, ainda mais depois que Gui Rodrigues se machucou numa disputa de bola e Quim teve de ir para o gol. Mas, apesar da insistência do time de branco, o primeiro tempo terminou com uma injusta vitória parcial do Arouca Jrs.

Mas se a vantagem fazia ou não jus àquilo que acontecia em quadra, não importava nada para o Arouquinha, que fez questão de recuperar a vantagem de dois gols aos 4 minutos da segunda etapa. Para isso, Noal cobrou falta com um chute rasteiro no meio do gol e contou com a colaboração de Phi, que frangou e deixou a bola passar. A nova falha individual ia mais uma vez comprometendo a boa partida do Mulekes. Mas o trunfo da equipe foi responder rapidamente mais uma vez, agora com Vitinho, escorando dentro da área para completar cruzamento de Gian da linha de fundo.

A partida era pegada e os jogadores arouquenses se mostravam cada vez mais nervosos consigo mesmos, reclamando constantemente um com o outro pelo fato de o adversário conseguir frequentemente achar brechas em sua defesa e atacar com algum homem livre. Por isso, não foi por falta de aviso que Phillip Melo recebeu com liberdade na área, finalizou e contou com um desvio na zaga para vencer Quim. Não satisfeito com o gol de empate, o camisa 18 voltou a brilhar presenteando sua equipe com a merecida virada. Ele conseguiu fazer ótima tabela com Xande, deu um belo drible no zagueiro e, da entrada da área, mandou no cantinho.

Em desvantagem, o Arouquinha não podia mais aceitar a pressão adversária e foi para cima, conseguindo assim igualar mais uma vez o placar. E o fez com estilo: Noal foi à linha de fundo e passou para Washington entrar em diagonal na área e bater bonito na bola de perna esquerda. Contudo, o ímpeto ofensivo arouquense teve seu lado ruim, e o rival passou a encontrar ainda mais espaços para construir suas jogadas. Deste modo, o Mulekes definiu a partida com dois gols em menos de um minuto. No primeiro, Rafinha foi encontrado completamente livre ao lado da trave direita e aí não dá nem para culpar Quim pelo gol sofrido debaixo das pernas. Na sequência, Armando arrancou pela direita em contra-ataque contra uma zaga adversária completamente desarmada, invadiu a área e rolou para Phillip Melo fazer seu hat-trick com um chute fulminante.

O Arouca Jrs. tentou ir para cima no final, mas não encontrou espaços para conseguir os gols que precisava. Para completar o calvário, ainda viu Armando abusar da habilidade dando um chapéu de costas no marcador. Assim, o Mulekes conseguiu a merecida vitória no emocionante “Jogo das Falhas” e tem pela frente o Fúria na próxima rodada. Já o Arouquinha pega outro campeão recente, o Real Paulista de Panela e Cia.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

CAV 3 x 1 Jeremias

CAV ESTREIA COM VITÓRIA SOBRE JEREMIAS


Apesar de mostrar um time muito bem organizado, Jeremias não consegue fazer frente ao CAV na abertura da Ouro

Por Luiz Nascimento

Jeremias e CAV abriram a rodada da Ouro pelo Grupo B. Sob um sol forte, a partida foi muito movimentada, principalmente no primeiro tempo, quando o CAV abriu 2 x 0 de vantagem. Logo no início da segunda etapa veio o terceiro e, apesar de o Jeremias mostrar uma melhora e chegar ao seu gol de honra, não houve grandes dificuldades para que o CAV saísse de quadra vitorioso.

Assim que o juiz apitou o início de jogo, o Jeremias partiu para o ataque dando seu primeiro chute a gol aos 2 min. O CAV ainda tentou responder um minuto mais tarde com Marcel, mas a bola desviou na zaga e saiu. O jogo estava muito embolado no meio de campo, com pouca objetividade dos dois times. Aos 7 min., o goleiro Quintanilha fez milagre de um lado e o arqueiro Giancarlo de outro.

Porém, aos 9 minutos, o CAV começou a desequilibrar. Fernando Cidrão avançou pelo meio e tocou de lado para a esquerda, Diego Moraes chegou fuzilando, mandando a bola no canto esquerdo baixo do goleiro Giancarlo, sem qualquer chance. O Jeremias sentiu o gol sofrido e passou a errar muitos passes. Enquanto isso o CAV ia crescendo. Aos 13 min., Diego Moraes tentou ampliar, mas parou em uma bela defesa do goleiro.

Aos 14 min. o CAV ampliaria. Fernando Cidrão avançou pela esquerda, chapelou o marcador, e deixou seu companheiro Caio Fleischmann na cara do gol, que só empurrou para o fundo das redes. No minuto seguinte o Jeremias ainda tentaria responder com Camillinho, mas sem grande perigo. O Jeremias tentava tomar o domínio do jogo e chegou a criar algumas boas chances.

Aos 16 min., Camillinho arriscou do meio de campo, mas a bola passou rente ao poste esquerdo do goleiro. Fellipe criou outra boa chance de gol aos 20 minutos, quando mandou a bola raspando na trave direita do gol de Quintanilha. Aos 21, Felipe Prando arriscou da defesa e exigiu uma excelente defesa do goleiro do CAV. Ao final do primeiro tempo o Jeremias se mostrava muito organizado e tranquilo em campo, sem afobação.

O segundo tempo mal começou e logo aos 45 segundo o CAV ampliou ainda mais a sua vantagem. Gui dominou bonito na entrada da área e, girando, mandou pro fundo do gol, quase que em um sem-pulo. Um belo gol. A pressão do CAV nos primeiros minutos foi grande, tanto é que Marcel e Cainho arriscaram de longe com grande perigo. O Jeremias não conseguia chegar à área adversária; pecava no último passe, não finalizava.

Aos 9 min. da segunda etapa, Caio desceu pela esquerda e finalizou muito bem, mas o goleiro Giancarlo foi buscar. A partida ficou muito mais equilibrada no segundo tempo, porém, com o CAV a levar mais perigo. A partida começou a ficar mais congestionada no meio de campo. Porém, mesmo assim, aos 21 min. Camillinho bateu falta da intermediária e acertou o canto esquerdo baixo do goleiro Quintanilha, sem qualquer chance ao arqueiro.

Só a partir daí o Jeremias resolveu se lançar mais ao ataque, mas já era tarde. As chances foram aparecendo, mas o time não conseguia mandar a bola para o fundo do gol. Apesar da pressão nos minutos finais, o CAV não teve grandes dificuldades para vencer o Jeremias por 3 a 1. Mesmo enfrentando uma equipe muito organizada taticamente.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

Bufalos 3 x 0 Bacana

BUFALOS VENCE ATUAL VICE-CAMPEÃO


Porém, goleada não retrata a dificuldade encontrada pelo time para conquistar essa importante vitória

Por Luiz Nascimento

Bufalos e Bacana protagonizaram uma partida muito equilibrada. Apesar de ter vencido por uma vantagem razoável, o Bacana chegou a dominar a partida em grande parte do tempo, não conseguindo converter a boa atuação em gols. Assim, o placar de 3 a 0 não retrata tão fielmente o que foi o jogo, mas como o que vale é bola na rede, o Bufalos sai com 3 pontos e deixa o vice-campeão em alerta.

O jogo começou muito movimentado, com as duas equipes buscando o ataque. Foi o Bufalos quem criou a primeira chance de gol, logo aos 2 min., quando Gui Gaia arriscou do meio de campo e mandou a bola por cima da meta defendida por Guido. Porém, o Bacana tratou de responder à altura. Aos 3 min., Henrique Martins desceu pela esquerda e bateu cruzado, exigindo uma excelente defesa de Cabinha.

E a pressão do Bacana não parou por aí. Aos 5 min., o camisa 5 da equipe grená, Zequinha, cobrou falta rente ao ângulo esquerdo do goleiro Cabinha. No minuto seguinte Walter jogou a bola na fogueira, buscando um desvio para o fundo do gol. Era a pressão do Bacana. O Bufalos só foi responder aos 7 min. com Gui Gaia, que tentou finalizar duas vezes, parando no goleiro Guido. Aos 9 min., Kaike desceu pela esquerda, bateu cruzado e a bola passou perto da trave direita do goleiro.

Porém, aos 10 minutos, a rede balançou. Kaike desceu pela direita, tirou a bola do marcador e bateu cruzado, pegando o goleiro Guido desprevenido e abrindo o placar. A partir do gol o Bufalos passou a mostrar mais objetividade, enquanto o Bacana tinha dificuldade para finalizar. Porém, o Bacana não se entregou, e novamente se lançou ao ataque.

Aos 13 min., Rômulo arriscou da intermediária e a bola saiu à esquerda do goleiro. No lance seguinte, Leandro chutou da intermediária, a bola desviou na zaga e saiu, para alívio do goleiro Cabinha. A partir dai o Bacana passou a dominar a partida, criando uma boa chance aos 20 min. com Rômulo, além de acertar a trave aos 21 min. com Leandro, logo em seguida. Além disso, aos 23 min., Lele cobrou falta da esquerda e a bola passou rente à trave. No lance seguinte, Napolitano pegou um rebote na intermediária, a bola desviou na zaga e o goleiro do Bufalos fez um milagre.

O segundo tempo começou e o Bacana já voltava a dominar a partida. Aos 4 min., Rômulo caiu pela direita, bateu cruzado e a bola passou raspando o poste esquerdo do goleiro. O Bufalos só foi conseguir responder aos 6 min. da etapa final e, mesmo assim, sem levar grande perigo. O Bacana se atirava com tudo ao ataque enquanto o Bufalos estudava mais o jogo e explorava as falhas adversárias.

Aos 11 min., mais um lance do Bacana. Romulo cobrou falta da esquerda, na altura da intermediária, e mandou a bola rente ao ângulo esquerdo do goleiro Cabinha. Em resposta, um minuto depois, o Bufalos ampliou. Dinho cobrou falta com muita força, da intermediária, e marcou um verdadeiro golaço, sem qualquer chance de reação do goleiro Guido.

E não demorou muito para que a vantagem do Bufalos se tornasse ainda maior. Aos 16 min., Dinho cruzou na área pela direita e Arnaldo Jr. cabeceou para o fundo das redes, contando com uma falha do goleiro Guido, que não conseguiu segurar. Aos 21 min., mais uma tentativa do Bufalos em uma bela cobrança de falta de Dinho. No último minuto de partida, mais uma chance. Gui Gaia desceu pela esquerda, cruzou na boca do gol, e Arnaldo Jr. não conseguiu chegar a tempo de empurrar para o fundo do barbante. Fim de jogo, 3 a 0 para o Bufalos e boa largada da equipe que busca se recuperar da perda dos Cidrões e Diogo Moraes.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

Real Paulista 2 x 2 Di Primeira

REAL PAULISTA MARCA NO FIM E ARRANCA EMPATE COM DI PRIMEIRA


Atacante Choco acerta um belo voleio no último lance para salvar o time merengue

Por Luiz V. Andreassa

O time do Real Paulista quase desistiu de disputar a Série Ouro, mas renasceu das cinzas para atrapalhar a vida do Di Primeira. Depois de abrir vantagem de dois gols na primeira etapa, o time de Dadinho não resistiu à pressão do adversário na etapa final e cedeu o empate justo no último lance da partida.

No primeiro tempo, os novos uniformes das equipes agradaram muito mais aos olhos dos torcedores do que o futebol disputado. O Di Primeira veste agora uma camisa com um vermelho mais claro e detalhes brancos combinando com os calções da mesma cor. Já o Real deixou o branco de lado para usar um dourado forte combinando com o preto dos calções. Em contraste com o capricho dos uniformes, os jogadores deixaram de lado a técnica e a ofensividade para protagonizar um jogo muito pegado na marcação e com poucas chances de gol na primeira etapa.

A primeira finalização mais perigosa, aos 3 minutos, veio quando Pedrinho arriscou de longe e obrigou Ferrugem a espalmar para escanteio. Pouco depois, foi a vez de Choco receber pelo lado esquerdo após boa troca de passes e chutar forte, para fora.

A partida era equilibrada, mas o Real Paulista era quem chegava com um pouco mais de perigo. Muito disto se deve a Thiaguinho, que usava sua velocidade e habilidade para tentar achar o caminho do gol entre tantos pontapés e encontrões. Ele conseguiu descolar belo lançamento de trás para Boy perder boa chance ao errar no domínio de bola, dentro da área. Na sequência, o próprio Thiaguinho aproveitou uma bola sobrada pelo lado direito, invadiu a área e só não abriu o placar porque Ferrugem estava atento para impedir.

No final da primeira etapa, quando os erros de passe se tornaram mais frequentes e os times se defendiam com pelo menos três jogadores em cada lance, o Di Primeira conseguiu sair na frente em uma jogada pra lá de polêmica. O habilidoso e sumido Dri roubou a bola pelo meio e passou para Andrés Luis dentro da área dominar, avançar e trombar com Raphão, que parara à sua frente. O árbitro, ao lado da jogada, marcou pênalti. Marcação discutível que dividiu opiniões e que, à primeira vista de longe e sem recursos de replay ou coisas do tipo, pareceu ser equivocada. De um modo ou de outro, Dri cobrou a penalidade com categoria e força suficiente para vencer o goleiro Alemão, mesmo este tendo pulado na bola.

Animado, o Di Primeira foi para cima e, apenas um minuto depois, ampliou a vantagem com uma finalização de Cris da meia esquerda. Veio então o intervalo para trazer novos ares ao embate. Logo no começo do segundo tempo o Real mostrou que a conversa seria outra. Thiaguinho fez mais uma boa jogada ao receber na entrada da área de costas para o gol e rolar para o zagueiro Marquinhos chegar de trás enchendo o pé esquerdo para acertar o alto da meta e marcar com estilo. 2 x 1. Pouco depois veio a chance do empate. Pedrinho tabelou com Thiaguinho e rolou para Choco no meio da área só não mandar para dentro por não alcançar a bola por poucos centímetros.

O jogo era mais aberto e a equipe de dourado ia com tudo para cima em busca da igualdade. Panela, que estava sumido até então, surpreendeu Ferrugem ao dominar pelo lado esquerdo e, ao invés de fazer o cruzamento de perna direita, finalizar de canhota mesmo sem muito ângulo e exigir boa defesa do rival. Todavia, quando a segunda etapa chegou à sua metade a partida voltou a ficar truncada, com o Real Paulista tentando atacar sem muita eficiência e o Di Primeira se defendendo como podia, sem vergonha de dar chutões para todos os lados.

Foi somente nos derradeiros minutos que a pressão voltou a se transformar em chances claras de gol. Ora Thiaguinho criava uma boa oportunidade, ora Marquinhos acertava a rede pelo lado de fora. O esforçado Choco foi quem passou mais perto de balançar as redes ao dominar pelo lado direito, sair da marcação e bater no cantinho. O herói da vez não foi Ferrugem, batido no lance, e sim Dadinho, que conseguiu tirar a bola quase em cima da linha. Contudo, o camisa 9 real ainda teria seu momento de comemorar. Praticamente no último lance do jogo, Luizinho cobrou escanteio do lado direito e, dentro da área, Choco dominou a bola no peito e girou um belo voleio para marcar um lindo gol. Pintura que deu o empate à sua equipe mas não tirou a humildade bem humorada do atacante, que descreveu depois na arquibancada a proeza como sendo resultado de um escorregão na hora do domínio e uma câimbra na hora da finalização que o fez girar e acertar a acrobacia. No fim das contas, fez-se justiça e o empate representou melhor aquilo que se viu em quadra.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

Arouca 5 x 4 The Veras

AROUCA MARCA NO ÚLTIMO MINUTO E DERRUBA VERAS


Após estar vencendo por 4 a 2, Arouca permite empate por 4 a 4, mas consegue gol da vitória no último lance do jogo; Veras estreou uniforme novo

Por Luiz Nascimento

Eletrizante. A partida entre Arouca e The Veras reservou muita emoção para os que acompanharam a partida. O Veras saiu na frente, logo no comecinho, em uma falha do goleiro adversário, mas o tricolor do Chuteira virou e chegou a ter um 4 a 2 de vantagem. O natural relaxamento quase pôs tudo a perder ao Arouca, que permitiu o empate e espantou a zebra ao marcar no último lance da partida, com Renanzinho, e garantir a estreia com pé direito.

No primeiro minuto de jogo o Veras já teve um escanteio a seu favor. Victor Petreche foi para a cobrança, jogou a bola na confusão da área, e Kino, goleiro do Arouca que substitui Mauricio, contundido, atrapalhou-se no momento de segurar a bola. Ela sobrou na cara do gol e, em meio a confusão da área, João fuzilou para o fundo das redes. O The Veras começava já vencendo por 1 a 0.

O Arouca não se abateu e logo reagiu. Aos 3 min., Mota mandou a bola rente ao travessão. No lance seguinte, Marquinhos Bohn cobrou falta pela esquerda e fez Benga se esticar todo para buscar no canto esquerdo baixo. Enquanto o Arouca ia, aos poucos, dominando a partida, o Veras apenas explorava os espaços deixados pelos adversários. O Arouca pressionava, mas pecava demais na finalização, e no último passe.

Apenas aos 13 min. a superioridade do Arouca se converteu em gol. Renanzinho avançou sozinho, ultrapassou a linha do meio de campo e chutou rasteiro em direção à meta. Veloz, que estava na linha do gol, desviou levemente. A bola enganou o goleiro Benga e foi morrer no fundo das redes. Era o gol de empate do Arouca, 1 a 1. Cinco minutos mais tarde foi a vez do próprio Renanzinho marcar. Aproveitando o cruzamento vindo de um escanteio da direita, o camisa 21cabeceou para o fundo das redes, virando o jogo.

Apesar da virada, o Arouca não diminuiu o ritmo. Pelo contrário, diminuiu os espaços de marcação, sem deixar o adversário criar chances de gol. Tanto é que, já nos acréscimos, Veloz mandou a bola pra área. Na confusão, ela sobrou em cima da linha e, sem pestanejar, Orley cutucou para o fundo do gol. O jogo ia para o intervalo com uma vitória parcial do Arouca por 3 a 1.

O The Veras voltou para a segunda etapa com uma postura diferente. O jogo ficou mais embolado no meio de campo, já que as duas equipes tinham sérias dificuldades para criar chances de gol. Por um bom tempo ambos os times ficaram sem finalizar. Aos 5 min., Petreche chutou da intermediária e o goleiro espalmou. Como resposta, aos 7, Vini Costa invadiu a área e bateu, mas foi barrado pela ótima saída do goleiro Benga.

Aos 13 min. o The Veras diminuiria a desvantagem no placar. Nico dominou na intermediária, limpou e fuzilou no ângulo direito alto do goleiro Kino. Dois minutos depois era o Arouca que novamente se colocava em vantagem ainda maior. Renanzinho cobrou escanteio da direita para Marquinhos Bohn chegar batendo cruzado, sem chances para Benga.

O Arouca reduziu um pouco o ritmo para explorar as falhas do adversário. Porém, o The Veras cresceu, e buscava reagir no jogo. Aos 24 min., Petreche desceu pela esquerda, viu que tinha espaço e soltou uma bomba, rasteira, sem chances para o goleiro Kino. E aos 27 min. as coisas se complicariam para o Arouca. A bola sobrou na intermediária e Moura fuzilou no canto direito baixo do goleiro Kino, que nada pôde fazer. Era o gol de empate do The Veras, 4 a 4.

No entanto, quando o resultado da partida já parecia definido, o Arouca foi para o tudo ou nada. No último lance do jogo, aproveitando a bola espirrada de uma falta, Renanzinho soltou uma bomba da intermediária. Um belo gol que deu ao Arouca a vitória por 5 a 4, mesmo que no sufoco.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

SNG 6 x 2 Estudiantes de la Vila

RENÊ E RONEI BRILHAM E AJUDAM SNG A GOLEAR ESTUDIANTES


O maior artilheiro do Chuteira marcou três vezes e mostrou por que continua temido pelos adversários

Por Luiz V. Andreassa

O duelo entre SNG e Estudiantes era um dos mais esperados nesta primeira rodada da Série Ouro. O encontro entre Maurinho e Renê prometia render muitos gols e uma disputa de encher os olhos. O problema é que o ex-jogador profissional não apareceu – assim como quase todo o time do Estudiantes –, o que favoreceu e muito o tricampeão. Assim, coube ao camisa 11 do SNG ficar sozinho no papel de protagonista. Melhor para sua equipe, que largou na frente no Grupo A com uma bela goleada.

O Estudiantes é um ótimo time, mas perde muito de seu potencial quando está sem ótimos jogadores como Maurinho, Marco Aurélio e Washington. Deste modo, não demorou para ele ter seu primeiro revés: com apenas alguns segundos de jogo, Ronei recebeu passe em profundidade pelo flanco direito e cruzou para Renê, na cara do gol, completar para dentro. Na sequência, ele precisou mostrar mais de sua habilidade para marcar, desviando de letra um chute rasteiro de Ronei em cobrança de falta e vencendo novamente o goleiro Tucano, desta vez com muito estilo.

Os primeiros três minutos sugeriam um jogo fácil para o SNG, mas o Estudiantes estava disposto a não entregar o ouro tão facilmente e logo reagiu. Após finalização de longe, Julio Sérgio aproveitou o rebote cedido por Sampa para concluir e descontar. Apesar disso, o tricampeão continuou dominando as ações. Renê, por pouco, não fez o terceiro ao dividir uma bola com a defesa dentro da área e acertar a trave. Inspirado, o camisa 11 fazia ótima parceria com Ronei e ambos sempre levavam perigo à meta adversária.

Foi a partir da segunda metade do primeiro tempo que o Estudiantes conseguiu equilibrar e chegar perto do empate. Em uma das chances, Leandro completou cobrança de escanteio com um chute de primeira. A bola passou muito perto do travessão. Entretanto, o SNG soube se segurar e escolher o momento certo para voltar a crescer. Já perto do intervalo, ampliou a vantagem. E, para variar um pouco, o tento não saiu da dupla RR, mas sim de Rafael Brozinga (outro R, aliás), que entrou muito bem no jogo e completou uma cobrança de escanteio com um meio voleio meio carrinho direto para o gol.

Com a tranquilidade trazida pelo placar favorável, a equipe laranja voltou do intervalo mais leve e pronta para construir a goleada. Aos 2 minutos Ronei quase fez um golaço ao surpreender o adiantado goleiro Tucano com um chute do campo de defesa e errar o alvo por pouco. Em meio a algumas chances de gol, Rafael Brozinga apareceu bem novamente ao receber na meia esquerda, girar e finalizar sem chances para o guarda-metas. Rendido, o Estudiantes não oferecia resistência e, tirando a bela cobrança de falta na qual Alexandre acertou a trave, a equipe era mera espectadora em quadra.

O panorama era perfeito para que Renê voltasse a marcar, e ele o fez com categoria ao dominar na área, cortar um zagueiro e mandar para dentro. Como se o seu hat-trick não fosse o bastante, o camisa 11 ainda deu uma de garçom ao dominar pela esquerda e passar para Tejeda, livre do outro lado, completar para as redes. Na sequência, Allan Amad recebeu lançamento dentro da área e passou para Ronei, que só não fez o sétimo porque a trave apareceu no meio do caminho.

Nos momentos finais, o Estudiantes perdeu boa chance de descontar quando Alexandre cobrou tiro livre direto – marcado por causa do limite de faltas estourado pelo rival – com força mas por cima da meta. Pouco depois, Júlio Sérgio foi mais eficiente ao aproveitar uma bola pingada na área para encher o peito do pé com um belo chute cruzado e diminuir com estilo. Assim, com um segundo tempo excelente, o SNG repetiu o placar da etapa inicial e construiu uma ótima goleada, mostrando que entra ano, sai ano, a equipe continua entre os melhores da Ouro.

O próximo adversário do SNG é o MachuPichu, enquanto o Estudiantes tem pela frente o debutante Rabeloska, que venceu na primeira rodada. Para enfrentar o forte time do Mackenzie, Júlio Sérgio já adiantou que Maurinho, MVP da Ouro passada, estará de volta e que um novo reforço ex-profissional e consagrado pode vir junto – nada menos que Pedrinho, ótimo jogador que defendeu Palmeiras e Vasco. É esperar para ver.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

Só Resenha 5 x 5 SPQSF

COM DIREITO A CONFUSÃO, E MUITOS GOLS, SÓ RESENHA E SPQSF FICAM NA IGUALDADE


Partida ficou paralisada por alguns minutos devido a um desentendimento entre jogadores e a turma idiota do lado de fora. Dentro, o que não faltou foi gols

Por Luiz Nascimento

O que era pra ser uma partida marcada pela raça e vontade transformada em gols acabou por ser marcada pela confusão entre os jogadores de ambas as equipes na segunda etapa, e que envolveu até alguns torcedores. O Só Resenha estava bem, tanto que vencia por 5 a 2. No entanto, após a confusão, o SPQSF mudou completamente a sua postura e conseguiu conquistar o empate por 5 a 5, já nos últimos minutos de jogo.

Logo no primeiro minuto o Só Resenha abriu o marcador. Éder cobrou falta pela direita, rasteiro cruzado, sem chances para o goleiro Serafim. A equipe de verde e branco seguia pressionando e marcava a saída de bola dos adversários. Desde o início o jogo era muito faltoso, dos dois lados. A partida se concentrava no meio de campo, muito embolada, sem grandes chances de gol.

No entanto, o Só Resenha era melhor. Tanto é que, aos 13 min., Éder atravessou a linha do meio de campo, tirou do defensor e encheu o pé, uma bomba direta para o fundo do gol. A resposta do SPQSF veio aos 18 min., por meio de um tiro livre direto, após o Resenha exceder o número de faltas permitido. Jajá foi para a cobrança e converteu.

O SPQSF se animou com o gol e logo criou nova chance. Rao Mazzoni bateu forte da intermediária, mas parou em excelente defesa do goleiro Papa Burguer. A partida foi para o intervalo com os jogadores do SPQSF reclamando da iluminação, pedindo para que os refletores fossem ligados. Já com a quadra iluminada, o SPQSF voltou para a segunda etapa muito mais ligado. Logo aos 2 min., após escanteio pela esquerda, Rao Mazzoni cabeceou com força para o fundo do gol, marcando mais um tento do SPQSF.

No entanto, no minuto seguinte, um balde de água fria. Após uma boa triangulação pela esquerda, Darian tocou na saída do goleiro, marcando um belo gol. Dois minutos mais tarde, aos 5, Cris Nicolas aproveitou o rebote de um escanteio pela direita e cabeceou para o fundo das redes, matando o goleiro. A partir deste momento a partida se equilibrou, já que o Resenha se arriscava menos no ataque.

Eis que aos 10 min. da segunda etapa a bola foi cruzada pela direita, Dhani invadiu a área já finalizando para o fundo do gol. Porém, mais uma vez, o Resenha não pôde comemorar por muito tempo. Três minutos mais tarde, Meneguelo aproveitou rebote na entrada da área e diminuiu. Aos 15 min., após dividida dura próxima à marca de escanteio, uma confusão generalizada tomou conta da quadra. A turma do lado de fora e jogadores do Resenha entraram numa discussão após um copo de cerveja ser atirado dentro da quadra. O jogo ficou paralisado por algum tempo até que os ânimos se acalmassem.

Na confusão, os árbitros mandaram Éder, do Só Resenha, e Meneguelo, do SPQSF, para fora da quadra. A partir daí o SPQSF mudou completamente de postura. Aos 22 min., Di Dicredo desceu pela direita e cruzou para a chegada de Douglão que, no embalo, bateu para o fundo do gol. Caixa. 5 x 4.

No minuto seguinte, outro gol: Jajá recebeu a bola na entrada da área e, sem pensar duas vezes, fuzilou. 5 x 5 no placar! O jogo seguia marcado por muitas faltas. O Resenha ainda tentou alguma coisa, mas já era tarde demais. Nesta partida tão disputada, o SPQSF só entrou no clima do jogo após a confusão, conseguindo arrancar um excelente resultado.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

Roleta Russa Olímpico 0 x 2 MachuPichu

MACHUPICHU VENCE ESTREANTE ROLETINHA EM JOGO MAÇANTE


Com chances de gol escassas, Victor e Guilherme decidiram no segundo tempo

Por Luiz V. Andreassa

O Roleta Russa Olímpico ficou com a difícil missão de substituir o seu irmão mais velho na Série Ouro. Tão logo a bola começou a rolar percebeu que não será uma missão fácil. O adversário da estreia, o velho conhecido MachuPichu, conseguiu resolver a partida em dois lances no segundo tempo e conquistou os primeiros três pontos na competição.

Mais habituada ao estilo pegado da Ouro, a equipe ‘peruana’ começou melhor e quase abriu o placar quando Jaú disparou uma bomba de primeira, do meio da rua, e obrigou Edu a defender com a ponta dos dedos. Aos poucos o Roletinha foi equilibrando as ações e também ofereceu certo perigo à meta rival, principalmente nas subidas de Matarazzo. Em uma delas, ele recebeu na meia direita, arrancou e finalizou para defesa de Pipo.

Apesar do bom começo, a partida era muito travada. As defesas levavam a melhor em todos os lances e, assim, passaram-se vários minutos sem nenhuma chance real de gol. O único que conseguia se sobressair de vez em quando era Matarazzo, que quase marcou ao chutar forte da entrada da área e fazer a bola raspar o travessão. A dificuldade para criar as jogadas era enorme e, enquanto o jogo era disputado e intenso dentro da quadra devido às fortes marcações, era sonolento e maçante para quem assistia das arquibancadas – torcedores, jogadores de outros times, repórteres...

Para levantar os ânimos, um pouco de polêmica no fim da primeira etapa: Catatau se envolveu em uma disputa de bola dentro da área com um zagueiro e, enquanto caía, conseguiu finalizar para defesa de Pipo. Como não poderia deixar de ser, seus companheiros ficaram reclamando de pênalti. Na sequência, Flavinho respondeu ao sair na cara do gol e parar no goleiro rival, que soube sair bem de sua meta para fechar o ângulo. O primeiro tempo acabou do jeito mais justo possível: um 0 x 0 para duas equipes que se preocuparam demais em não tomar gol e se esqueceram de que têm de balançar as redes para vencer.

Na etapa final as coisas pareciam ser mais promissoras nos primeiros minutos. Primeiro foi a jogada em que Raphael, do MachuPichu, avançou pelo lado esquerdo e chutou na rede pelo lado de fora. Em resposta, Kuminha cobrou escanteio na direita e Matarazzo desviou de cabeça no primeiro pau, acertando o travessão. Mas a impressão de melhora na qualidade dos ataques era só impressão mesmo, pois o ritmo seguiu o mesmo dos 25 minutos iniciais.

Felizmente, existiu um breve momento de futebol bem jogado neste embate. E foi aí, quando os jogadores resolveram usar suas habilidades e capacidade de improvisação com inteligência, que a vitória foi construída pelo MachuPichu. Aos 10 minutos, Gui Evangelista aproveitou um vacilo do goleiro Edu, arriscou de fora da área com categoria e conseguiu encobrir o arqueiro. Golaço. Pouco depois, Batata encontrou Victor em ótimas condições dentro da área e este só teve o trabalho de concluir, de bico, direto para as redes.

Em desvantagem, o Roletinha não teve outra opção a não ser ir com tudo para cima. Entretanto, a tarefa não era fácil, já que agora o adversário só precisava se defender, o que fazia com qualidade. Na base do abafa, as situações reais de gol praticamente não apareceram. De perigoso mesmo somente o lance em que Matarazzo aproveitou uma bola sobrada pelo meio, dominou e chutou forte com o peito do pé esquerdo, mandando para fora.

O MachuPichu segurou a vantagem até o fim e só esperou o apito final para sair aliviado de quadra. Na próxima rodada, os ‘peruanos’ enfrentam a pedreira SNG, enquanto o Roletinha pega o Di Primeira, já de olhos abertos para o perigo de fazer um bate e volta rápido na Ouro.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

Fiorella Brasil 6 x 3 Elefantes Indomáveis

FIORELLA NÃO DÁ CHANCE NA VOLTA DO ELEFANTES À OURO


Partida foi interrompida por falta de energia, teve de ser finalizada em outra quadra, mas o Fiorella não diminuiu o ritmo

Por Luiz Nascimento

A última partida do Grupo B 4 reservou para os torcedores um caminhão de gols. O ataque do Fiorella estava com tudo e tratou de balançar as redes por 6 vezes. Já o Elefantes Indomáveis – voltando à Série Ouro e com Lói estreando oficialmente como técnico – foi recebido com as dificuldades que a divisão de elite do Chuteira promete. Ao fim, e após paralisação do jogo e mudança de quadra com a falta de iluminação, o Fiorella mostrou melhor futebol e com boa vantagem.

Apesar de o Fiorella ter vencido por uma diferença elástica (3 gols), foi o Elefantes que criou a primeira grande chance de gol. Logo aos 46 segundos, Douglas desceu pela direita, tocou no meio para Daniel que, na cara do gol, acabou parando no goleiro Franklin. A primeira chance do Fiorella veio aos 4 min., com Caio batendo cruzado e a bola passando rente ao poste esquerdo da meta de Chacha.

Até que o primeiro gol saísse, a partida ficou muito equilibrada. Grandes jogadas eram criadas pelos dois lados, porém, sem muita objetividade. E foi o Elefantes Indomáveis que abriu o placar: após um contragolpe rápido pela direita, André Plec recebeu a bola na boca do gol e só teve o trabalho de empurrar. O Fiorella só conseguiu responder aos 19 minutos, quando Caio fez boa jogada pela direita, deu uma caneta no adversário e finalizou perto da trave esquerda.

O gol de empate do Fiorella viria aos 21 minutos. Rogério Silva cobrou escanteio pela direita e Caio cabeceou com força para o fundo do gol. O primeiro tempo terminou com o Fiorella melhor em campo, muito mais ofensivo e objetivo após o gol de empate. E essa nova postura ficou clara já no primeiro lance do segundo tempo. No primeiro minuto, o Fiorella desceu ao campo de ataque com uma excelente triangulação pela direita e, na entrada da área, Edson Claro bateu com força para o fundo do gol.

No minuto seguinte, mais um gol do Fiorella. Explorando as falhas defensivas do Elefantes, Edson Claro desceu pela esquerda e mandou um belo chute cruzado para o fundo das redes, matando o goleiro Chacha. Após o gol, as luzes da quadra se apagaram e os dois times foram obrigados a ir para a quadra ao lado. Já com iluminação, depois de o Elefantes exceder as 7 faltas, Caio marcou do tiro de 9 metros.

Aos 9 minutos, Serafim recebeu no bico da área e, girando, fez um golaço de calcanhar. Dois minutos mais tarde, João Paulo Arcanjo ultrapassou a linha do meio de campo, arriscou de longe e, sem se mexer, o goleiro Chacha apenas aceitou. O Fiorella já abria uma larga vantagem e, aos poucos, ia administrando o resultado. Foi a partir daí que o Elefantes Indomáveis tentou reagir.

Aos 17 minutos, por exemplo, André tentou marcar de cabeça. No lance seguinte, o mesmo André arriscou um forte chute do meio da rua, finalizando para fora. Tal disposição e tamanha mudança de postura fizeram efeito aos 18 minutos. Daniel chutou de fora da área, a bola passou por toda a zaga e entrou, diminuindo a vantagem do Fiorella. O Elefantes Indomáveis passou a dominar nos minutos finais.

Até que aos 24 minutos do segundo tempo, momentos antes de os árbitros decretarem final de jogo, Lucas se livrou da marcação, girou bonito e mandou a bola no ângulo. Um golaço. O Elefantes diminuiu a vantagem do Fiorella, porém, ainda assim, não se esperava um placar tão elástico. O 6 x 3 para o Fiorella resume aquilo que foi a partida. Uma equipe que criou várias chances de gol e contou com um péssimo dia do goleiro adversário – e outro time nada objetivo, que pouco conseguiu criar chances de gol.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

Rabeloska 4 x 1 Fúria

RABELOSKA NÃO SENTE PRESSÃO DA ESTREIA E VENCE FÚRIA


Ritmo frenético e muita raça marcam a partida em que Juva decidiu com dois gols

Por Luiz V. Andreassa

Um dos grandes atrativos da atual edição da Ouro é ver como os dois badalados times finalistas da Prata no ano passado, CAV e Rabeloska, vão se sair na elite do Chuteira, onde os jogos são muito mais pegados e a luta contra o rebaixamento é disputadíssima. Como o rival já fizera 3 x 1 sobre o Jeremias, a esquadra vermelha e branca dos mackenzistas tinha a responsabilidade de também fazer bonito contra uma das melhores defesas do último campeonato.

Para isso, o Rabeloska foi impondo o seu ritmo frenético de passes rápidos e envolventes desde os primeiros toques na bola. Mas, nos minutos iniciais, o Fúria soube se safar das investidas e, na primeira descida ao ataque, foi mais perigoso que o rival: Thiago Motta avançou pelo meio, pedalou na frente do marcador e bateu rasteiro, obrigando Tássio a defender e ceder o tiro de canto. Isso serviu para apontar o caminho para o time de Dick Vigarista, que foi mais incisivo em sua próxima ofensiva e conseguiu abrir o placar. O ligeiro Vasko recebeu passe em profundidade nas costas da zaga e finalizou com categoria, com um toque de chapa no cantinho direito.

O gol deu início a uma avalanche vermelha e branca para cima do Fúria. Perfetti só não ampliou a vantagem após completar cobrança de escanteio porque Pedro fez uma bela defesa. Na sequência do lance, porém, não houve jeito, e Juva acertou um belo chute de canhota da entrada da área no canto direito, sem chances de defesa.

Com a vantagem, a superioridade do Rabeloska foi se tornando cada vez mais evidente. Eram muitas chances de gol criadas e uma goleada parecia iminente ainda no primeiro tempo. Em uma delas, Juva abriu espaço diante da marcação e passou para Perfetti, na cara do gol, só não marcar porque Pedro saiu muito bem de sua meta para fechar o ângulo do atacante.

Os minutos foram passando em alta velocidade, assim como o futebol do Rabeloska, que quase ampliou no final da etapa inicial quando Perfetti recebeu passe de Vasko pela direita e finalizou para defesa do goleiro – depois que a bola ainda bateu na trave. Após o intervalo a situação continuou a mesma, e o time mackenzista precisou de apenas alguns segundos para fazer 3 x 0 em bela jogada de Norton, que driblou um marcador, invadiu a área e bateu de esquerda na saída do goleiro – e praticamente definir a partida.

Mesmo com a bela vantagem, os jogadores do Rabeloska corriam e se mexiam em quadra do mesmo jeito, parecendo ligados no 220 volts. Contudo, sem a necessidade de marcar mais gols, a prioridade foi manter a posse de bola com os mesmos passes rápidos e as inversões de jogo, fazendo as chances de gol diminuir. Com isso, Thiago Motta resolveu responder e quase descontou ao abrir espaço contra a marcação pela meia esquerda e chutar no cantinho, tentativa mais uma vez evitada por Tássio. Em outra oportunidade, Sucão encheu o pé em cobrança de falta e por pouco não acertou o ângulo direito.

Com o passar do tempo o Fúria foi equilibrando a posse de bola e passou a marcar no campo de defesa do adversário. O destaque da equipe foi Thiago Motta, que chamou a responsabilidade na situação complicada e voltou a ser o grande jogador dos bons tempos do ano passado – com dribles e arrancadas mesmo quando havia vários marcadores à frente. Não que seus companheiros não jogassem com vontade, mas foi o ímpeto do camisa 7 que reavivou o espírito imortal da Ouro no coração da equipe, a qual passou a acreditar na reação. Em mais uma boa jogada, Thiago arriscou um chute rasteiro de fora da área e mais uma vez parou nas mãos do goleiro rival.

Nos últimos minutos o ritmo do Fúria era intenso, mas correu risco de diminuir quando Rodrigo fez falta dura no campo de ataque e recebeu o cartão azul. Porém, a furiosa torcida feminina da esquadra alvirrubra continuou vibrante, assim como o time em quadra. Em um lance de muita vontade, Thiago Motta roubou a bola de um zagueiro, saiu na cara do gol e finalizou em cima do guarda-metas. Foi aos 20 minutos que, finalmente, a recompensa por toda essa raça apareceu: Felipinho avançou pela direita e rolou para Adriano Motta concluir de esquerda da entrada da área. No lance seguinte, Adriano ainda teve a chance de fazer mais um ao subir entre dois marcadores e cabecear, mas Tássio conseguiu defender sem problemas.

O clima esquentava tanto entre os jogadores como entre as torcidas dos dois times na arquibancada durante os momentos finais. Contudo, Juva definiu a parada no lance seguinte ao dominar na área, limpar dois defensores e concluir para as redes. Com isso, o Rabeloska conseguiu se safar do sufoco que quase ameaçou sua vitória e conquistou os seus primeiros pontos na Ouro, provando que pode ser sim um dos candidatos ao título. O próximo teste dos atuais vice-campeões da Prata será diante do Estudiantes, enquanto o Fúria tenta a reabilitação contra a pedreira Mulekes.
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