MACHUPICHU MOSTRA PERSONALIDADE E SE MANTÉM VIVO COM VITÓRIA
Em breve.
JOGA 13 E BRÓDER EMPATAM EM JOGO EQUILIBRADO
A Equipe Bróder foi a campo ainda dependendo do resultado da Giro SP para confirmar sua classificação caso não somasse pontos contra o Joga 13. Mas o que se viu foi uma grande partida, bastante equilibrada e que valeu a igualdade no placar.
Logo no começo a EB foi para cima de seu adversário, e chegou a marcar um gol, que foi anulado pelo árbitro. Mas pouco tempo depois, aos 7 minutos, a EB fez um gol válido: Edu recebeu de Soneca sem marcação, mirou o ângulo e estufou a rede de Caieras.
Após o tento sofrido o Joga 13 saiu para o jogo, coisa que até então não tinha se visto. E rapidamente colheu os frutos, sempre com ele, o pivô Lele. O novo artilheiro da competição recebeu no ataque, girou sobre Ericão e acertou o canto do goleiro Macaco para deixar tudo igual no placar.
O jogo seguiu equilibrado no primeiro tempo, sem as estrelas aparecerem. Choco estava apagado, assim como Gabriel Borges e Mutssa. Este ainda tentou e mandou um chute fraquinho, mas que na vacilada do arqueiro a bola chegou a tocar na trave. Se o Bróder perdeu, Lele, com fome de gol, não desperdiçou outra chance que teve. Em jogada parecida com a do primeiro gol de sua equipe, ele girou em Marcelinho, anotou mais um e saiu vibrando muito.
Perdendo por 2 a 1, no intervalo os broders tentavam arrumar a saída de bola. Soneca, Mutssa e André Lapa conversaram bastante para ver se conseguiam resolver o problema da equipe. Na volta para o segundo tempo, o time voltou melhor, mas quem assustava mais era o 13, como em bela jogada iniciada por Lele. Este lançou Doce e, enquanto Choco enganou a marcação com um bonito corta-luz, o camisa 10 chutou e errou o alvo.
Embora na zona de classificação, com a derrota a Equipe Bróder ainda tinha chances matemáticas de ser eliminada na primeira fase, caso ocorresse improvável combinação de resultados. Sabendo disso, a EB queria buscar a virada. Em falta frontal ao gol, Edu contou com a barreira, que abriu, para empatar novamente. Isso aos 18 minutos. E a virada veio no minuto seguinte, depois de Caieras fazer grande defesa em cabeçada frontal de Gabriel Borges. Grande confusa dentro da área e a bola cai para Mutssa, sempre ele, empurrar para as redes para fazer 3 a 2 e grande vibração da equipe.
Faltava pouco para o fim da partida e como o futebol continua sendo imprevisível, a EB cresceu no jogo e eis que o Joga 13 empata, desta vez para não mais mexerem no placar. Após escanteio pela esquerda, Lele, em tarde inspirada, anotou seu terceiro gol, para desespero da EB que já contava com os 3 pontos.
E o empate acabou por satisfazer as duas equipes, que garantiram classificação com as derrotas de Giro e Roleta Russa. Ao Joga 13, ainda resta a dúvida se em 5º ou 6º colocado, já que o Diabos venceu e encostou na tabela (17 pontos contra 16). Em compensação, o 13 viu ser artilheiro chegar a 18 gols e ser o líder isolado da competição em gols marcados. Já a EB, com 12 pontos e sem poder ser alcançado mais por ninguém, joga sua última partida na fase de grupos contra exatamente os Diabos Laranjas. A briga é com o Muleke Piranha pela 7ª posição.
GIRO DÁ CANSEIRA EM KADÊNCIA
Ao contrário da última partida em que a Giro SP veio a campo com apenas 5 jogadores, dessa vez a equipe tinha a disposição 8 homens, um a mais que seu adversário, o Kadência. No entanto, não conseguiram chegar à vitória, mas deram muito trabalho para o time de Paulinho e Pedrinho, este ausente da partida, que venceu por 4 a 3.
Com a bola em jogo o Kadência, já classificado, tratou de mostrar por que é um dos líderes do grupo e marcou o primeiro com menos de 3 minutos, com Paulinho. Cristiano driblou o marcador e chutou cruzado para, praticamente embaixo do gol, Paulinho escorar para dentro e abrir o marcador.
A Giro, precisando vencer para continuar viva na competição, parecia um tanto cautelosa demais. Sem seus jogadores mais experientes, coube aos jovens da equipe a missão de encarar o calor, o sol e os atacantes adversários. Enquanto a Giro não conseguia articular jogadas no ataque, o Kadência tocava a bola e fazia valer o seu melhor futebol. Tanto que logo marcou mais um, novamente com Paulinho, que recebeu lançamento da defesa e com um toque de primeira anotou seu segundo gol.
Com extrema tranqüilidade o jogo foi seguindo, sem perigo para o Kadência, que era nitidamente superior. E assim, aos 12 minutos, o time fez 3 a 0 quando Cássio ganhou de Manente dentro da área e meio sem querer mandou para dentro do gol.
Se na rodada anterior a Giro havia sido tão guerreira, dessa vez a equipe era cautelosa e praticamente não conseguia passar do meio de campo. Contudo, os girenses chegaram a diminuir o placar ainda no primeiro tempo. Cauê roubou de Cristiano, puxou contra-ataque e tocou para Jefferson descontar aos 18 minutos.
Após o gol marcado a Giro reencontrou o rumo na partida. Fez um bom final de primeira etapa, principalmente com Cauê aparecendo para o jogo. Já no segundo tempo a equipe equilibrou as ações e passou a pressionar o adversário em busca do empate. Em bonito lance, Cauê deixou Ivan no chão e, na saída do goleiro Renato, mandou a bola na trave.
Todavia, quem chegou mais uma vez às redes foi o Kadência. Cristiano aplicou belo drible em Filipinho e tocou para Cássio ampliar para 4 a 1 com 10 minutos jogados no segundo tempo. Com a vantagem de três gols, a equipe se desinteressou um pouco da partida, o que quase lhe custou a vitória nos minutos finais.
A Giro encheu-se de coragem e vontade e foi para cima do adversário. Cauê minutos, dando a impressão de que a Giro poderia chegar. O time continuou aproveitando o cansaço e desinteresse do Kadência, que passou a discutir entre si e a jogar menos bola, e fez o terceiro com Flavião. Cauê recebeu de Douglas, girou no marcador e sofreu falta. Na cobrança, Flavião descontou.
Contudo, a reação parou por aí. Com menos de 3 minutos para o fim do jogo, ainda deu tempo de criar a chance do empate, mas o goleiro Renato fez uma linda defesa em chute cruzado de Manente e evitou o pior para seu time.
Na última rodada, os kadencianos encaram o SNG valendo a 2ª colocação, até a primeira caso o Melville tropece. Enquanto isso, a Giro, eliminada, foge do rebaixamento diante do Muleke Piranha. Precisa vencer para escapar.
OSASQUENSE NÃO APARECE E DECRETA PRIMEIRO WO DA COMPETIÇÃO
O Fiorella veio, viu e venceu por 1 a 0 o Atlético Osasquense, que não deu as caras. Vitória por WO e mais 3 pontos ao Fiorella. Já o Osasquense perde o único ponto que tinha e fica no zero.
SNG MARCA NOS MINUTOS FINAIS E VENCE RETRANCA DO ESTUDIANTES
Um jogo repleto de expectativas que se dissiparam quando o Estudiantes apareceu sem seu goleiro e sem 4 titulares. O SNG tinha seu time de sempre, com os desfalques de sempre. Esperava-se um grande jogo e a pressão do SNG pela vitória diante de um adversário sem suas principais peças. Mas quem esperava tranqüilidade ao bicampeão viu um Estudiantes aguerrido, se defendendo muito bem e um Caio liderando a retranca do time, que só não foi perfeita porque nos minutos finais enfim o SNG atravessou a barreira Estudiantes.
E a proposta defensiva do Estudiantes ficou clara desde o minuto inicial, quando Caio jogou quase como um zagueiro preocupado em marcar do que em criar jogadas. Cabia ao SNG a iniciativa do ataque, e não demorou para os comandados de Renê irem à frente. Depois de jogada pela esquerda, Tejeda manda a bomba que explode da zaga. O SNG deu uma trégua quando Tejeda perdeu a bola para Caio na defesa e teve de fazer a falta, levando o amarelo. E Caio foi o nome do jogo: no lance referido, caiu e ficou no chão fazendo uma cera imensa para passar o tempo. O camisa 5 tentava ao máximo fazer o tempo passar, pois sabia das dificuldades da partida.
Mesmo assim, o Estudiantes chegou algumas vezes ao gol de Sampa, de volta ao time. Pit perdeu boa chance após troca de passes entre Caio e Well. Iram, em seguida, também desperdiçou. Well ainda acertou a trave ao dividir com Sampa um rebote e mandou outro para fora em novo rebote após chute de Caio.
Entre ataques e defesas, o SNG tinha mais volume de jogo, mas o perigo do Estudiantes era maior. Caio cadenciava o jogo e levava o mesmo para seu final,muitas vezes valorizando as faltas que recebia ao ficar no chão por uns bons 2 minutos. Todas as jogadas partiam dele, enquanto no SNG a ordem era bola no Renê.
No segundo tempo, o SNG passou a ser pressão total. Foi uma avalanche para cima do Estudiantes, que respondia muito bem aos ataques. Catelani estava tranqüilo e as bolas pareciam ir ao encontro dele. Biro chutou e a bola desviou em Abelha. O improvisado goleiro fez milagre ao pegar com os pés a bola. Nova resposta do Estudiantes: Biro faz falta em Caio, que bate e a zaga desvia, quase fazendo contra. Biro, de novo, teve sua chance ao perder debaixo do gol.
O jogo seguia esquentando em termos de faltas. Apesar de o Estudiantes ter feito apenas 3 faltas no segundo tempo, foram 4 cartões – 2 amarelos e um azul e vermelho para Ferro. Para piorar a situação do Estudiantes, os dois amarelos vieram aos 20 minutos, deixando o time com 2 jogadores a menos. E aí o SNG trabalhou o toque de bola envolvendo o adversário em seu campo e, num toque de Vairo para Renê dentro da área, este furou e a bola enganou o goleiro e foi morrer nas redes. Ali ruía toda a tática do time de Caio, que viu uma grande partida de sua equipe ir por água abaixo.
Mas nada pode ser tão ruim que não pode piorar. Ferro, que antes do jogo se gabou de não ter tomado nenhum amarelo no campeonato, ficou p da vida com o gol e passou a reclamar demais com a arbitragem. Resultado: azul para o zagueiro. Para completar o serviço, ele xingou o árbitro e foi agraciado com o cartão vermelho, para fechar bonito o jogo e ainda desfalcar a equipe por dois jogos (um deles nas oitavas-de-final).
O SNG nada tinha a ver com isso. Fez sua parte, o gol, e ainda mandou mais dois para o fundo das redes. Um com Renê e outro com Tejeda, após Memé roubar a bola. Ele tocou para Biro, que mandou para Renê, que ajeitou para Memé, que rolou para Tejeda encher o pé e matar de vez o já morto Estudiantes com um 3 a 0 no placar. Placar enganoso, mas que deu ao SNG os 3 pontos para seguir na briga pela vice-liderança.
BENGALAS MARCA 24 NO TOSCO E BATE RECORDE DO ACIDUS
O Tosco continua fazendo história no Chuteira de Ouro. Nem mesmo a vitória sobre o Osasquense serviu para dar alguma motivação para a equipe comparecer contra o Bengalas. E assim o time acabou sofrendo mais uma goleada espetacular. O placar foi de 24 a 1 para a equipe do Bengalas, que agora se iguala ao Acidus na maior goleada do campeonato com uma diferença de 23 gols, mas assume o posto de maior goleada do certame graças aos 24 gols anotados.
Não demorou nada para que o Bengalas impusesse seu futebol. O rápido Ritolê, Leandro Alves e também o rechonchudo Bizu trataram de liquidar logo a partida e foram os destaques da mesma. Fizeram gols de tudo quanto é maneira, de pé direito, de pé esquerdo, de cabeça e até gol de letra. A equipe chegava tocando a bola quando queria ao gol adversário, aproveitando-se do jogador a menos do adversário.
Quem defendia a meta do Tosco era o pequeno PH, que desde antes da partida já sabia que não poderia fazer nada para evitar novo vexame. Aliás, poucas vezes seu time passava do meio de campo com a bola. Contudo, numa dessas poucas vezes que chegou ao ataque, BL marcou um golaço. Ele acertou chute de fora da área e fez o gol de honra de sua equipe.
A partida foi bem fraca tecnicamente, e só no intervalo do jogo, quando já vencia com 12 a 1 no placar, o Bengalas se deu conta de que era possível bater o recorde de gols marcados pelo Acidus. A torcedora-símbolo do Bengalas, a bengalete Dritolê, pediu um número que garantiria um lugar na história, 25 gols. A meta do time estava traçada.
Entretanto, os gols foram saindo mas cada um queria fazer o seu e mais outro. Eis que Guitolê e Dudu, do mesmo time, dividiram uma bola no ataque. Um reclamou com o outro, mas Guitolê não teve dúvidas: pegou sua malinha e se mandou do jogo.
A goleada continuou e quando o placar apontou 23 x 1, o jogo passou a ter alguma emoção, pois todos que assistiam queriam saber se seria quebrado o recorde. O Bengalas sofreu para chegar ao vigésimo quarto gol. Mas no final do jogo chegou lá com um bonito toque de letra de Leandro Alves.
O Bengalas ainda seguiu perseguindo o vigésimo quinto gol, mas no último lance da partida Bizu chutou em cima do goleiro e viu a bola se perder pela linha de fundo. Placar final: 24 a 1. Maior goleada garantida e o Bengalas, já classificado, decide a 2ª posição com o Fiorella na rodada final.
DIABOS VENCE BASICUS POR WO
O Basicus tinha apenas 4 jogadores para o jogo e, com isso, a partida não pôde ser realizado. O Diabos venceu pelo placar de 1 a 0, gol dado ao artilheiro da equipe, Ronei, enquanto o Basicus perdeu um ponto.
ACIDUS CONFIRMA BOA FASE COM VITÓRIA SOBRE AURORA
De baixo do forte sol que fazia na cidade de São Paulo, Acidus e Aurora vieram a campo classificados para a próxima fase da competição, mas lutando por melhores posições. A equipe amarelo-limão ainda sonha com uma posição além de um quarto lugar recém-conquistado, assim como o Aurora que também buscava subir na classificação, já que caiu para 5ª na rodada anterior.
Começou o confronto e logo no início duas divididas mais ríspidas de Alex, do Aurora, com Ricco, do Acidus, e outra entre Rafão e Pena mostravam que a partida não seria nada fácil ou amistosa. Tanto que Ricco, em menos de 2 minutos, sentiu o pé e ao invés de pedir substituição para se recuperar pediu tempo. Uma atitude infantil e burra do jogador que queimou o único tempo que o time podia pedir para tomar uma água. Mas com a bola rolando o Acidus resolveu mostrar que seu poder ofensivo era capaz de derrubar o adversário. Depois de perder a bola no ataque, Robinho pressiona a defesa, que recua errado ao goleiro, que se atrapalha, e consegue fazer a bola chegar a Philip, que foi rápido para abrir o placar.
Se a defesa do Aurora errou, a defesa do Acidus retribuiu dois minutos depois. O zagueiro Lói deu um passe bisonho para Pena chutar rasteiro e empatar o jogo. O empate acordou o Aurora, que melhorou muito em campo e passou a pressionar o adversário em busca da virada. Contando com a vantagem numérica após Rafão receber amarelo, o Aurora foi para cima e obrigou o goleiro Diego a mostrar porque é um dos melhores goleiro da competição. Ele realizou lindas defesas em chutes de Pena e numa cabeçada de Wellington em que foi buscar no ângulo. Nas bolas paradas residia o perigo maior do Aurora.
No entanto, a equipe de Maradona não aproveitou a vantagem numérica momentânea, e quem chegou ao segundo gol foram os acidianos. Philip recebe na área de Ricco e dribla o goleiro, que não tem outra saída a não ser derrubá-lo. Pênalti e amarelo para Leo Alemão. Na cobrança, o próprio Philip colocou o Acidus em vantagem. Eram jogados 12 minutos ainda.
De novo atrás no marcador, o Aurora foi em busca da igualdade. Mesmo com mais posse de bola, o time pouco ameaçou o gol do rival. A maior chance que teve foi com Pena num contra-ataque que Lói desarmou com elegância.
As equipes voltaram para o segundo tempo buscando o gol adversário. E logo o Aurora mostrou vontade, quando Maradona enfiou um bolão entre os zagueiros para Ronaldo, que, de dentro da área, chutou fora e desperdiçou ótima chance de empatar novamente. Do lado do Acidus, aos 4 minutos de novo Philip não desperdiçou a chance que teve ao receber passe de Robinho e, na saída do goleiro, anotar seu terceiro gol, terceiro do Acidus.
O gol veio como um balde de água fria para o Aurora, mas mais ainda foi alguns minutos depois, quando o time deu bobeira de novo e, numa tarde infeliz, Leo Alemão teve de sair da área e cometer falta em Barata quando este já o driblava para marcar seu gol. Foi um repeteco do lance do pênalti, e logo que aconteceu Lucas, do banco, gritou por cartão em razão da violência da falta. Por incrível que parece, os árbitros amarelaram Lucas, que agora cumpre suspensão, e não deram nada para o goleiro, que deveria ter sido advertido e expulso do jogo. Talvez ciente do seu erro, que foi resultado de erro da zaga, Leo Alemão falhou ao não defender chute do goleiro Diego, que atravessou o campo para cobrar a falta. Um chute forte mas no meio do gol que Alemão espalmou para dentro.
O restante do jogo foi um Aurora sem motivação para buscar o resultado sem inspiração. Mesmo Pena teve outra ótima chance ao disparar sozinho contra Lói, que novamente tirou a bola do adversário. O Acidus perdeu contra-ataques e acabou por se satisfazer com o 4 a 1. Ao Aurora, depois de tomar o 3 a 1, coube ficar na reclamação com os árbitros pela, segundo eles, tendenciosa arbitragem. Esqueceram de jogar bola para reclamar e, no final da partida, endureceram o jogo com faltas mais ríspidas. Um jogo pegado que o Acidus soube matar na hora certa, evitando que o Aurora crescesse e se impusesse.
A vitória coloca definitivamente o Aurora como a 5ª força do grupo, tendo perdido 4 jogos justamente para os 4 primeiros colocados. O Acidus luta pela 3ª posição, que deve vir na rodada final.
COM PÉ NO FREIO, MELVILLE GANHA DE MULEKE PIRANHA
O já classificado Melville enfrentava o até então não 100% classificado Muleke Piranha. As equipes fizeram um jogo bastante equilibrado, que deu a noção para quem acompanhou a partida do que esses dois times vão querer na próxima fase da competição.
Para o Piranha ficar fora das finais teria de ocorrer uma combinação muitíssimo improvável de resultados, mas mesmo assim a equipe foi a campo pensando unicamente na vitória. O Melville queria saber mais de não tomar cartões e perder jogadores do que qualquer coisa, tanto que alguns pendurados pouco jogaram.
O Piranha logo foi pra cima do adversário, tentando se impor no jogo. Salada dominou no meio de dois adversários, limpou Jose e bateu muito perto do gol. Mais um lance de perigo contra o gol do goleiro Rafael foi de Salada, que quase surpreende o camisa 1 em cobrança de falta, com a bola passou raspando o travessão.
Por mais que dominasse as ações do jogo, o Piranha sofria com os contra-ataques do rival. Em boa chance Felipe tabelou com Waltinho e, já dentro da área, o goleiro Amauri cresceu e fez importante defesa. No entanto, o primeiro gol saiu em lance de escanteio no final da primeira etapa, aos 21 minutos. Felipe cobrou para Alemão girar e colocar a bola no ângulo, sem chances para o goleiro.
Se o primeiro tempo foi bem parelho, com os mulekes dominando a bola no meio enquanto o Melville explorava os contragolpes, para o segundo tempo o Piranha teria que sair para o jogo caso quisesse melhorar sua pontuação na tabela e acabar com qualquer risco de eliminação.
E assim foi. Logo a pressão do Piranha começou em busca do empate. Não demorou muito e Fabio Donato igualou o jogo. Robson cobrou lateral para dentro da área, a bola passou por muita gente até encontrar o camisa 99 no segundo pau. Era o empate aos 5 minutos.
Embora quisesse assegurar a primeira posição na tabela, os jogadores do Melville não demonstravam muita preocupação em vencer o jogo, ao contrário do Piranha. O goleiro Guaraná, que entrara no lugar de Amauri na etapa final, bateu falta frontal ao gol e viu o goleiro do outro lado fazer a defesa. Em seguida, Fabio Donato perdeu a chance do gol – e de se consagrar – ao chutar fora a bola após contra-ataque perigoso.
Sabendo da importância de uma vitória, os mulekes se lançaram ao ataque de forma desordenada, o que quer dizer descuidar do setor defensivo. E qualquer descuido contra o mortal Melville é mesmo fatal. Aos 16 minutos, em contragolpe rápido, Felipe recebeu de Waltinho, driblou Guaraná e colocou o Melville em vantagem mais uma vez.
O gol sofrido acabou com o Piranha, que, cambaleando, ainda sofreu mais dois gols nos minutos finais de partida. Waltinho roubou de Mario Junior e tocou para Alemão anotar mais um. O quarto e último foi marcado por Waltinho, selando de vez a derrota do Piranha e praticamente garantindo a classificação em primeiro lugar do Melville.
THE VERAS VIRA JOGO E COMPLICA FÚRIA
Brigando por uma das duas vagas que ainda restam no Grupo A, o Fúria veio motivado para enfrentar o já classificado The Veras. A equipe azul-grená, por sua vez, prometia jogar para ajudar os amigos do MachuPichu, que ainda pleiteavam uma das duas vagas disponíveis à fase de mata-matas e dependiam de uma vitória do Veras.
A partida começou a mil e com a equipe dos irmãos Thiago e Adriano Motta pressionando incessantemente a meta defendida por Benga. A pressão, contudo, se dava de maneira um tanto afobada e desorganizada, o que, em princípio, facilitou consideravelmente o trabalho do sólido sistema defensivo azul-grená. Foi então que o meio-campo do Fúria resolveu funcionar e colocou a bola no chão, tramando diversas boas jogadas, principalmente com Thiago Motta. Em duas oportunidades, Benga mostrou que está em ótima fase, executou difíceis defesas e fez parte da torcida cobrar sua presença na lista de convocados do técnico Dunga, que seria divulgada segunda-feira. Após receber lindo lançamento, o camisa 10 Adriano Motta, principal destaque do Fúria no jogo, dominou com estilo e fuzilou para as redes, marcando um golaço. Fazendo justiça ao jogo, o placar apontava um a zero para o Fúria.
Mas quem apostou que, por já estar garantido na fase seguinte, o The Veras se desinteressaria pela partida, errou. Aliás, essa parece ser uma tônica com vieses preocupantes das últimas partidas verenses: a equipe precisa sofrer um gol para reagir. Com movimentação constante de seus homens de trás, o time conseguiu equilibrar o jogo e deixar Moura na cara da meta de Betão, que fez linda defesa, sem nem sequer dar rebote. A boa performance dos goleiros dava a pista: este seria um jogo de poucos gols.
No segundo tempo, houve uma mudança clara na postura das equipes: talvez pelo placar favorável, a pressão do Fúria amenizou. E sobrou espaço para o The Veras jogar e virar a partida. Moura recebeu um passe despretensioso de Pedro pela ponta-esquerda, ganhou na raça de dois defensores e marcou um gol espírita, sem ângulo. Restou ao goleiro Harley, que atuou no segundo tempo, buscar a bola no fundo do barbante e pedir empenho a sua equipe, que não podia prescindir da vitória.
O Fúria obedeceu seu arqueiro e lançou-se à frente. O volante Cássio, do The Veras, mesmo gripado, realizava ótima partida, se desdobrando na marcação e dificultando a tarefa dos irmãos Motta e cia., que se utilizavam da velocidade para se livrar da barreira defensiva criada. Na grande chance de sua equipe na partida, Thiago Motta se viu frente a frente com o camisa 01 do The Veras, que se agigantou e defendeu, para a lamentação da torcida do Fúria, que se consumia em xingamentos do lado de lá do alambrado.
Uma das máximas do futebol é: “Quem não faz, toma”. E foi exatamente isso que se deu no finalzinho da partida. Mais uma vez com Moura. O camisa 18 recebeu de costas dentro da área, ajeitou, girou o corpo e impiedosamente castigou as redes de Harley aos 23 minutos do segundo tempo. Belo gol, que acendia de esperanças e alegria os jogadores do MachuPichu. E assim, encerrou-se o duelo: 2 a 1 para o The Veras. Uma lástima para o Fúria, que agora precisa vencer o invicto Bacana para se garantir.
Obs: em lista divulgada nessa segunda-feira, Dunga optou por convocar os goleiros Júlio César, da Internazionale de Milão e Doni, da Roma. A reportagem procurou Benga, que estava cotado pela imprensa e pela torcida para ganhar uma oportunidade na Seleção, mas o jogador não atendeu o celular.
FORA DE SÉRIE QUEBRA TABU, ELIMINA ROLETA RUSSA E DEIXA ESTE NA ZONA DE DESCENSO
A última partida da décima rodada foi sem sombra de dúvida a mais emocionante do dia pelo grupo B. Roleta Russa e Fora de Série sabiam da importância, e da necessidade, de uma vitória contra um adversário direto na luta contra o rebaixamento.
Muita união de ambos os lados antes do jogo. O Roleta se reuniu e, abraçados, fizeram uma rápida reunião no meio de campo e soltaram o grito de guerra. Sem dúvida nenhuma eles estavam afim da vitória. Entretanto, do outro lado, o Fora também se reuniu e fez o seu ritual: vencer era uma obsessão. Só havia uma única certeza pré-jogo: seria um jogão.
A bola rolou e logo de cara o Roleta foi para cima. Na primeira grande chance, Bobgol recebeu dentro da área, mas demorou a finalizar e Chulapa chegou afastando. Contudo, o gol não tardou a sair. Bocha dominou na esquerda perto do escanteio, observou a chegada de Kuminha e rolou a bola para o camisa 19 abrir o placar.
Após sofrer o primeiro tento o Fora viveu seu pior momento no jogo. Dessa vez Bob, em jogada parecida com a do gol, enfiou para Kuminha, o goleiro cresceu e fez a defesa. Mesmo na adversidade o Fora de Série não desistiu. Carlão roubou a bola no meio e avançou alguns passos antes de soltar um chutaço forte e colocado no canto direito de Casari para igualar o jogo.
Sem Rick, o Roleta tinha como seu trio ofensivo Kuminha, Martins e Bob. E mais uma vez o ataque funcionou. Aos 12 minutos, Bob tocou para Kuminha dentro da área colocar mais uma vez sua equipe em vantagem. Parecia replay do primeiro gol.
Mesmo em desvantagem o Fora não parava de vibrar a cada roubada de bola, a cada chutão para o alto do capitão Rica, a cada chance criada e desarme. Nessa euforia contagiante, mais uma vez a equipe chegou ao empate. Guilherme Junqueira deixou Louiz Eduardo no chão e, de pé direito, acertou o ângulo de Casari aos 18 minutos. O primeiro tempo seguiu mais acomodado, sem chances claras de gols de ambos os lados. O 2 a 2 ficou de bom tamanho.
Durante o intervalo, os jogadores do Fora conversaram bastante para tentar acertar a marcação, especialmente em Kuminha, que era o nome mais perigoso do Roleta Russa. Clebão também alertou Carlão para que este mantivesse a cabeça no lugar, já que tinha tomado o cartão amarelo por reclamação, ressaltando sua importância para a equipe.
A segunda etapa começou tão equilibrada quanto a primeira. Os roletas não demoraram a fazer o terceiro gol. Foguinho acertou chute de fora da área e anotou 3 a 2 para sua equipe num gol que o goleiro Angelo falhou. Talvez tenha sido a fraca iluminação a dificultar a visão da bola. Na seqüência, o próprio Foguinho, jogando quase como um atacante, teve a chance de, quem sabe, matar o Fora de Série. Ele recebeu de Kuminha, dominou de primeira e errou o alvo.
O gol mexeu com o Fora, que passou a abusar de lançamentos da defesa direto ao ataque. E com isso foi consagrando a zaga Roleta, que espanava tudo que ali chegava. Com Foguinho no ataque e Martins no banco, o time de branco foi se soltando mais diante da pouca eficácia do Fora em tocar a bola no meio de campo. Tanto foi que mesmo o zagueiro Baru se aventurou ao ataque e até chapelou o zagueiro para chutar fraco para fora.
O Fora de Série estava perdido em campo. Aquele ânimo inicial tinha se perdido e o único a vibrar era Rica com seus cortes de cabeça, peito, pé e tudo mais. E a sorte veio ao encontrão do Fora de Série aos 16 minutos, quando Chulapa recebeu lançamento da defesa, matou no peito e tocou de primeira para surpreender a todos, inclusive o goleiro, que quando viu a bola já passava por baixo de suas mãos. O Fora empatava mais uma vez o confronto. E desta vez para rumar à virada.
Nos minutos finais a partida ficou aberta, com qualquer uma das equipes podendo sair de campo com a vitória. O Roleta cansou de perder gols antes e depois do Fora empatar. E gols feitos, de sair raspando a trave ou do goleiro sair nos pés do atacante e salvar. Kuminha, sempre ele, apareceu bem no ataque para servir Bob. Mais uma vez o camisa 1 saiu do gol na hora certa e fez a defesa.
E de tanto perder gols o Roleta foi castigado. Sem criar chances, quando teve o Fora não desperdiçou. Therence recebeu no meio entre os marcadores, olhou para esquerda e viu Guilherme Junqueira passando. Ele não teve dúvidas e só rolou para o camisa 11 marcar seu segundo gol e conquistar uma sensacional virada para seu time. Delírio dos jogadores e muito barulho do pessoal fora da quadra, que vibraram com o quarto gol do Fora aos 22 minutos do segundo tempo.
Abatimento geral no Roleta, que ainda tentou, no apagar das luzes, o empate. Nem empate ajudava o Roleta, pois estaria eliminado do mesmo modo. O Roleta foi com tudo e deixou espaço. No último lance do jogo, em contra-ataque fulminante do Fora de Série, o árbitro teve a pachorra de apitar fim de jogo quando Clebão tocava para o fundo do gol livre e fazia o 5º gol de sua equipe. Com isso, o árbitro tirou o 5 a 3 do placar e manteve a vitória do Fora de Série por 4 a 3 apenas.
Com o resultado, o Fora derruba o tabu de nunca ter vencido o Roleta, chega a 7 pontos e ultrapassa o adversário na tabela, que agora amarga um 11º lugar e dorme a semana toda na zona do rebaixamento. Ao Roleta, resta vencer o Basicus na rodada final e torcer contra Fora e Giro para poder se manter na elite do futebol do Chuteira. Só assim para preparar a equipe para a nova temporada e esquecer a campanha medíocre feita neste semestre.
BACANA GARANTE 1º LUGAR COM WO DE MSM
O MSM não apareceu para o jogo. Foi declarada vitória do Bacana por 1 a 0, com gol atribuído ao artilheiro da equipe, Yanes.
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