Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

Notícias de 05/06/2009

COBERTURA DOS JOGOS DAS QUARTAS DE FINAL DO VII CHUTEIRA DE OURO

VII Chuteira de Ouro: Quartas de final
SNG 1 x 2 Fiorella Brasil

FIORELLA MANDA SNG PRA CASA

Um confronto entre campeões marcou uma das quartas de final do Chuteira de Ouro, com o SNG novamente encarando o Fiorella Brasil num mata-mata. A equipe de Tejeda e Allan chegou a estar vencendo o jogo, contudo, não conseguiu parar o ótimo Ari Silva. O jogador desequilibrou no segundo tempo, virou a partida para o Fiorella e garantiu a vaga da equipe nas semifinais.

Com um grande público na quadra 5 foi iniciada a primeira etapa, vale lembrar que o confronto era um tira-teima em mata-matas entre as equipes, pois os dois times já haviam eliminado o rival uma vez em finais anteriores. Pelo lado do SNG, a primeira boa oportunidade foi com Pedrinho, após bola invertida por Allan. O ex-jogador do Kadência acertou um belo chute, a la Zidane, de primeira, mas a bola voou por cima da meta. Logo em seguida foi a vez do Fiorella chegar, só que Van-Van perdeu uo gol mais feito do Chuteira de Ouro de sua história. O goleirão Sampa tentou sair jogando com os pés e tocou errado (mas muito errado) e deu a bola de presente para Van-Van na linha da área. Mesmo com o arqueiro fora do gol, ele conseguiu chutar para fora o gol mais certo do mundo.

Rolava a primeira etapa e começava a brilhar a estrela de Fábio Fonseca, um dos candidatos a MVG do campeonato. Biro rolou para Tejeda na esquerda, que chegou batendo de primeira para boa defesa de Fonseca. Pouco depois, logo após Van-Van tomar cartão amarelo, Allan levou o SNG ao ataque. Pelo meio ele cortou Sérgio Barros e chutou forte. A bola entraria no ângulo se não fosse novamente o goleirão. Linda defesa que garantia o 0 x 0, resultado que levava o Fiorella para as semifinais.

Por mais que quem precisasse da vitória fosse o SNG, o Fiorella passou a dominar o final do primeiro tempo e teve boa chance para abrir o marcador. Allan subiu para cortar lançamento, errou o tempo de bola, e Ari Silva aproveitou para disparar pelo lado esquerdo do ataque e chutar a bola no pé da trave de Sampa.

Ainda no primeiro tempo, a partida começava a ficar faltosa. O SNG abusava de faltinhas no meio campo com a intenção de parar o rápido toque de bola do adversário. Contudo, foi uma falta (que não foi falta) em Lucas Personini que mudou o panorama do jogo. Após o cartão amarelo para o Fiorella, Tejeda chamou o jogo e criou boas oportunidades para o SNG. Na primeira ele puxou contra-ataque, chutou prensado no defensor e ganhou escanteio. Na cobrança Memé subiu de cabeça no meio da área e desviou com perigo. Logo em seguida Tejeda fez a jogada pelo meio e chutou outra vez em cima da marcação, contudo, agora, a redonda sobrou com Abelha, que mandou um chute sem direção por cima do gol na última chance da primeira etapa.

Iniciou-se a segunda metade do confronto e, por mais que tivessem ocorrido lances de perigo, o jogo era aquém do esperado e muito monótono, com uma falta de inspiração de ambas as equipes. O SNG jogava todo remendado e praticamente sem reservas quando Lucas sentiu o tornozelo. Antes disso, lance capital foi o toque de mão de Abelha na bola – na verdade, ele caiu em lance dentro da área com a bola junto a seu braço em lance involuntário que a arbitragem amarelou o já amarelado jogador, o que resultou em um cartão azul e muita indignação por parte do SNG.

Sem reservas, o SNG tinha um Vairo com joelho baleado e Lucas com tornozelo ruim e sem conseguir correr sem marcar. E mesmo com este em campo o time ia segurando o Fiorella. E tudo ficou melhor quando o mesmo Lucas, antes da contusão, fez um gol meio “sem querer, querendo”. O jogador chutou mal e, justamente pelo chute errado, enganar o arqueiro e morrer no fundo do gol. O SNG ainda jogava com um a menos por conta do cartão recebido por Abelha.

Com isso, invertendo a classificação, o Fiorella tinha de buscar o empate e um lance que ilustra bem a tentativa de pressão por parte da equipe: Tião chutou e obrigou Sampa a se esticar todo para buscar no canto direito. No entanto, ao se lançar em busca do gol, o Fiorella cedeu o contragolpe para o adversário, e Pedrinho quase acabou com o sonho do time amarelo. O atacante do SNG disparou pela esquerda, avançou, ajeitou o corpo e chutou, obrigando Fonseca a praticar mais uma importante defesa no confronto.

Eis que Ari Silva começa a desequilibrar o embate a favor do Fiorella com um golaço.Ele dominou no meio de campo pela esquerda, passou por dois adversários e acertou uma pancada no ângulo de Sampa, que bem que tentou mas nada pode fazer para evitar a igualdade.

Passavam os minutos e o confronto tomava ares dramáticos, mais uma vez o bicampeão teria de partir com todas suas forças em busca do segundo gol, enquanto, que, para o Fiorella, só bastava não tomar gols. O final de jogo era quente – com muito bate-boca de jogadores com a arbitragem, caneladas, e, principalmente, todos discordando das marcações dos árbitros – e após dura dividida de Allan com Tiago Silva. O árbitro deu cartão amarelo para eles e escutou um monte de reclamações. No entanto, quando o SNG tentava sair para a pressão em cima do adversário, Ari foi decisivo mais uma vez. Após linda jogada pela direita, o fiorellano trouxe para o meio, iludindo a marcação adversária, e rolou para Tiago Silva livre na entrada da área. O camisa 8 soltou uma bomba para garantir o Fiorella em mais uma semifinal do Chuteira.

Tira teima definido, o Fiorella venceu o SNG pela segunda vez em um mata-mata. O bicampeão deu adeus à sétima edição do Chuteira de Ouro, deixando claro que apesar do bom futebol a equipe sente a falta de seu principal jogador, o artilheiro Renê, que já prometeu que o VIII Chuteira tem dono antecipado.

VII Chuteira de Ouro: Quartas de final
The Veras 4 x 2 MachuPichu

VERAS VOA PRA CIMA DE MACHUPICHU E CONQUISTA VAGA NA SEMIFINAL

The Veras e Machupichu entraram em campo para saber quem se classificaria para a semifinal do Chuteira de Ouro. E o Veras logo mostrou que iria para cima do único invicto do Chuteira até o momento. Caio Marchi chutou de longe e a bola foi à direita, por cima do gol. O jogo começou equilibrado. O próprio Marchi que o diga, pois se ele quase marcou o gol pela sua equipe, logo depois ele quase marcou contra, de cabeça. Ou seja, nos primeiros minutos o equilíbrio era grande, em questão de pouco tempo o Machupichu melhorou. Renato Seckler jogava bem e se destacava pela velocidade. Ele quase marcou após arrancada pela esquerda e, logo depois de seu chute, o goleiro espalmou. Danilo também tentou, com chute da entrada da área pela direita que foi para fora.

Pelo outro lado, Moura fez com que o goleiro adversário salvasse sua equipe após espalmar uma bola cabeceada por ele no meio do gol. Mas o goleiro Pipo falhou e feio instantes depois, após chute de longe: ele ainda foi na bola, mas errou ao defender, praticamente empurrando a bola para o fundo do gol. O gol acabou anulado porque, após o chute que veio de longe, Victor Petreche dividiu com o goleiro de forma mais dura, sendo marcada a falta. Uma falha encoberta por outra e o placar continuava 0 x 0. Porém, não teve nem tempo para o MachuPichu se recuperar do susto do gol anulado: afinal, João Cláudio abriu o placar.

Não demorou para o MachuPichu ter sua chance de empatar, mas Danilo perdeu um gol impressionante na cara do goleiro, e, logo depois, Benga pegou um chute de longe de Marcel. Pelo Veras, Kinho teve duas boas chances seguidas: primeiro ele arriscou um chute de longe que passou à esquerda da meta adversária. Logo depois, ele recebeu bola na entrada da área. Ao receber, fez um lindo drible, mas se enrolou sozinho e perdeu a bola na hora do chute.

O equilíbrio ficou mais nítido ainda quando Ricci chutou pela direita e o goleiro defendeu com os pés. O primeiro tempo ia chegando ao fim, e sem dúvida o que mais chamou atenção nos 25 primeiros minutos foi a agilidade e rapidez do ataque do The Veras, que de fato fez a diferença ao final do jogo. Fim de primeiro tempo.

Na volta para a segunda etapa, o MP nem deixou o adversário sentir o clima da partida, e Danilo se redimiu do gol perdido e empatou o jogo logo nos primeiros minutos. E quase veio a virada com Carrer, que foi rápido e avançou pela esquerda para bater cruzado. Mas a bola atravessou toda a extensão da grande área, passando por todo mundo. Logo depois, foi a vez do Veras perder uma boa chance, com Petreche dentro da área.

Da mesma maneira que na primeira etapa, o ataque do The Veras se destacava e continuava muito rápido e bem armado. O time se mostrava numa quase noite quase perfeita ofensivamente. Só a finalização estava falhando, e Kinho era a prova disso – fazia tudo direito, mas pecava na hora do arremate. E nisso foi a sorte que resolveu intervir para ajudar o time azul-grená: Petreche, quase um poste dentro da área, mal viu a bola ser chutada e desviar nele para dentro do gol de Pipo.

Já que foi citado o camisa 17 Victor Petreche, o homem do shorts apertadinho, ele protagonizou um lance polêmico após supostamente dominar a bola com o braço pela esquerda de seu ataque. E, de fato, foi braço na bola e não bola no braço. O jogo ganhou emoção quando Thiago Branco conseguiu empatar após chute da direita. E a virada ficou no “quase” outra vez porque faltou pontaria (e parece que sobrou nervosismo) para o artilheiro do MachuPichu: ele estava com a bola nos pés dentro da área e com o goleiro vencido no lance, mas não conseguiu marcar.

Com 2 x 2, o MP estava classificado por causa da vantagem do empate. Por isso, teoricamente, a equipe poderia ficar mais tranqüila. Mas nem tanto quando Luiz Felipe Batista perdeu um gol impressionante, e a tranqüilidade se foi quando Moura, com um chute forte de dentro da área, mandou a bola para o fundo do gol, colocando o Veras na frente. O MachuPichu não se entregou: Si foi com tudo para cima do adversário e encheu o pé de fora da área, mas não contou com a qualidade de Benga, que fez uma defesa extraordinária espalmando e afastando o perigo.

O jogo já estava chegando ao fim, mas ainda houve tempo para o Veras usar de sua principal arma para liquidar o jogo e as esperanças do MachuPichu: o ataque rápido. E foi em uma destas investidas ofensivas que Petreche recebeu um cruzamento e marcou seu segundo gol na partida e o quarto de sua equipe, encerrando fatura.

E assim o último invicto do Chuteira caiu para o 5º colocado do Grupo B, o The Veras, que já faz do MachuPichu seu maior freguês no Chuteira. Ah, sem esquecer do Corneta... Azarão, o Veras tem o desafio contra o Bengalas para chegar à final.

VII Chuteira de Ouro: Quartas de final
Bengalas 5 x 3 Acidus

BENGALAS CHEGA ÀS SEMIFINAIS AO DERROTAR ACIDUS EM JOGO POLÊMICO

Pelo segundo confronto das quartas, a sensação que pairava era de um embate quente que se aproximava. De um lado, o Bengalas, que voltava de hiato de uma semana por ter se classificado de forma direta. Do outro, o Acidus, tentando se vingar da pesada derrota que sofreu na fase classificatória. A partida teve um nível técnico e tático apurado, com chances para ambos os lados, embora maior pontaria e eficiência dos amarelos. Entretanto, de certo modo, infelizmente o que mais será lembrado nesse confronto será a polêmica acerca da arbitragem que, completamente confusa, errou em lances de jogo, tempo de cartões amarelos e, por falta de pulso firme, deixou um ocorrido que poderia ser resolvido de forma tranqüila se transformar numa paralisação de quase meia hora.

Logo no começo do encontro, podia-se perceber que teríamos um bom jogo pela frente. No primeiro lance, Philip recebeu bom passe pela direita e chutou alto. Baki espalmou. Poucos segundos depois, Ritolê sofreu falta de Robinho e, na cobrança, Luiz Fernando daria um propedêutico de sua atuação no jogo, chutando com muito perigo para boa defesa de Diego Galego. Em suma, nos primeiros minutos podíamos enxergar um Bengalas, como de costume, compactado em sua defesa, apostando em rápidos contragolpes, sempre buscando Ritolê e Luiz Fernando, enquanto o Acidus se postava num desenho mais ofensivo, buscando abrir o jogo pelas laterais.

Nisso, a tática que melhor funcionou de imediato foi a da equipe amarela. Mais consistente na partida, abriu o marcador com Fernando Forte pegando rebote do goleiro após arremate rasteiro de Luiz Fernando. Com isso, o Acidus saiu não mais para obter a vantagem, mas para buscar o empate e colocou suas peças ainda mais avançada. Entretanto, não conseguia embalar muitas chances consecutivas. Destaque para chute de longa distância de Raphão, tirando tinta da trave direita do goleiro Baki.

Em contrapartida, o Bengalas não mudava sua postura em campo e, Ritolê, após célere troca de passes, costurou pela faixa central, ajeitou e bateu de canhota da entrada da área para mais uma defesa de Galego. No entanto, o momento era mesmo do Acidus, que tinha pleno domínio de bola e sofria com as investidas do contragolpe. Primeiramente, Robinho igualou a cancha para, na sequência, disparar pelo meio, abrir com Barata, que mandou rasteiro para Baki espalmar e deixar a bola viva alguns instantes no meio da área antes de mandarem para fora. Pouco tempo depois, Ronei chutou rasteiro com muito perigo no cantinho da meta Bengalense, novamente assustando o goleiro.

Nesse meio tempo, as chances amarelas cessaram um pouco, mas quando se encaixavam os contra-ataques, vinham com muito perigo. Luiz Fernando, sempre ele, saiu livre pela zona central, fintou dois verdes e mandou perto do gol.

Entretanto, o “quase” que imperava na partida cessaria, e antes do fim da primeira etapa teríamos uma avalanche de gols. Primeiramente, em falta na ponta direita, pra variar, Luiz Fernando, chutou rasteiro em direção à área, a pelota rechaça em Lói e acaba indo para o fundo das redes de Galego. A partir disso, o jogo esquentaria cada vez mais, se transformando numa verdadeira panela de pressão.

Após alguns desentendimentos Luiz Fernando, do Bengalas, e Raphão, do Acidus, tomaram cartão amarelo. Isso foi apenas a ponta do iceberg. Antes, os gols! A equipe amarela ampliou o marcador com Ritolê, o artilheiro fã de Jeito Moleque abriu sua contagem pessoal após se antecipar à zaga em cobrança longa de lateral. Não muito tempo depois, Barata, que era constantemente provocado por um torcedor inoportuno na arquibancada, marcou seu gol em jogada na área. Na comemoração, teve a infeliz idéia de ir responder ao elemento estranho (que, descobriu-se depois, ser torcedor do Bengalas) que o xingava a todo momento e foi amarelado. O Acidus ficou com um a menos, mas segurou o jogo nos dois minutos que restaram para o fim da primeira etapa, que ficou em 3 x 2 para o Bengalas.

O segundo tempo começou com poucos jogadores em campo (os 3 amarelados continuavam fora), mas muitas emoções. Eram 5 Bengalas contra 4 Acidus, que, mesmo em desvantagem, chegou ao empate logo após o trilar do apito dos atabalhoados professores de preto. Ronei experimentou de longe e acertou um belo chute para empatar a peleja. O empate deixou a partida em altíssima tensão, e daí surgiriam as oportunidades, os gols e mais cartões.

Ricco embalou duas oportunidades em poucos minutos: primeiro bateu falta perigosa pela esquerda, para defesa de Baki, na seqüência, chutou pelo lado após receber passe de Ronei em jogada rápida. Por falar em Ronei, ele foi literalmente caçado em campo em duas jogadas que chamaram a atenção. Primeiramente foi arremessado – em lance de jogo, é verdade, mas desnecessário por parte do adversário – contra a pobre e frágil mesa Itaipava do folclórico mesário bigodudo. Em seguida, levou uma espécie de “pedala Robinho” na lateral esquerda sem bola, que não rendeu nada a seu agressor.

Se o Bengalas não sofria com cartões, alguns minutos depois aconteceria o lance mais “viril” do embate. Ritolê arrancou com a bola pela direita marcado por Raphão, que depois de quase 10 minutos fora com Luiz Fernando pôde retornar ao campo. Quase na linha de fundo, lado a lado, Raphão tomou a frente e deu o chamado “sai pra lá” no atacante. Para alguns, lance casual, para outros, cotovelada do já famoso “abre asas” jogador. O árbitro marcou a falta e sem pestanejar levantou o cartão vermelho ao zagueiro. O Acidus sentiu a ausência do jogador, e muitos viram ali o bom momento do time se esvaindo com a infantil expulsão. Para piorar ainda mais, na cobrança da infração, Ritolê rolou e Luiz Eric no segundo pau mandou para o fundo das redes. Bengalas 4 x 3.

Nisso, alguns instantes depois, a polêmica magna do jogo se revelaria. E viria em avalanche. Já eram jogados quase 8 minutos do segundo tempo e Barata permanecia fora pelo cartão amarelho do primeiro tempo! Lucas ficou a pedir e reclamar da volta do jogador, pois seu time jogava com um a menos há mais de 10 minutos injustamente. Tudo piorou quando Kirk, que pegou a camisa de Lucas, tentou entrar no jogo. Aí que o Bengalas resolveu armar o barraco indo para cima da arbitragem exigindo que o jogador Kirk, inscrito normalmente, não poderia jogar na partida. O que já mal ficou pior com a pressão da torcida contra o Acidus (ou Lucas, para alguns) e dos jogadores do Bengalas, que aproveitaram para tumultuar mais ainda e pressionar contra o “time da organização”, pecha que o Acidus carrega por Lucas ser organizador do campeonato. Perdidos em campo, não sabendo o que fazer, os árbitros cederam à pressão bengalana. A reclamação do Acidus era quanto à normal possibilidade de Kirk jogar, mas principalmente pelos mais de 10 minutos de seu jogador amarelado fora de jogo. Intolerantes, viram Lucas xingar os mesmos e mandaram o vermelho ao jogador, para delírio de muitos na arquibancada.

A confusão parecia resolvida, mas nada do jogo voltar. Os árbitros permaneciam no meio de campo rodeados pelos bengalanos enquanto o Acidus esperava o jogo voltar. Discussões rolaram, mas fato é que os árbitros não sabiam mais o que fazer diante de tanta lambança. Visivelmente caíram na pressão do Bengalas contra o time da organização, coisa que muitos times quando perdem fazem para justificar ou atacar o adversário. Vide o SNG no fim da primeira partida.

Com quase 30 minutos de paralisação, após muito diz-que-me-disse, com Kirk sem poder jogar e Lucas expulso, o jogo voltou muito pegado, corrido e disputado. Barata, que enfim pode voltar de seu cartão amarelo que – para ele – foi de 10 minutos e não 2, como diz a regra, mandou lindo chute no ângulo esquerdo interceptado por uma igualmente linda defesa de Baki. No entanto, com um a menos e correndo atrás do placar, o Acidus pouco poderia fazer contra o time bem postado na defesa e rápido no contragolpe. E com isso chegou a hora de Ritolê brilhar. Aproveitando a liberdade gerada pela ofensividade irrefreável da equipe verde-limão, primeiramente o artilheiro se antecipou em longo lançamento, dominou, girou, mas acabou por falhar na concretização, que passou ao lado da meta de Diego. Na seqüência, o camisa 9 disparou pelo centro passou pela zaga e tocou na saída do goleirão. A bola novamente passou perto.

No entanto, no terceiro tento, Ritolê não desperdiçou, eram os minutos derradeiros da partida quando ele recebeu absolutamente livre na entrada da área e com muita frieza fintou Galego e mandou rasteiro para o fundo do gol. 5 x 3 e fim de papo. O Bengalas enfrentará o The Veras na semi com toda a pompa de favorito para ir à grande decisão.

VII Chuteira de Ouro: Quartas de final
Bacana 2 x 1 Equipe Bróder

BACANA MOSTRA TRANQUILIDADE E DERROTA EB

Em meio a muita festa por parte da torcida da Equipe Broder, o último jogo de sábado começou já ao cair da noite. A EB enfrentou o Bacana na luta por uma classificação para a semifinal do Chuteira de Ouro. Jogando pelo empate, quem deu show foi a Fúria Broderiana do lado de fora da quadra, com gritos como: “Ô, Mutssa melhor que Eto’o, Mutssa melhor que Nilmar, Mutssa vai ser titular!”. E os gritos dos torcedores foram atendidos, pois de fato, Mutssa começou jogando.

Mas, dentro de campo, essa euforia não foi correspondida à altura, pois o Bacana começou melhor e já nos primeiros minutos perdeu um gol feito, salvo pelo goleiro Macaco, que saiu de sua meta para defender. A EB teve sua primeira chance em chute de fora da área pela ala direita do campo, mas foi sem perigo e o goleiro apenas acompanhou a saída da bola. Em outro chute pela direita, mas do outro lado do campo, o Bacana abriu o placar com Demehur, tirando um pouco do ânimo da tão agitada torcida.

O jogo era fraco no primeiro tempo, com pleno domínio do Bacana, que chegava a executar lances de habilidade com folga. Rômulo, Luisinho e Demehur formavam um trio inspirado e cheios de vontade, que esbarrava no ótimo goleiro Macaco, que pegava tudo que vinha em sua direção. O grande número de pessoas que assistiam à partida chegou a se animar ao ver uma dividida em que um jogador da EB foi arremessado para fora de campo, caindo com tudo na cadeira do juiz e a arrebentando toda. Se os torcedores se animaram com isso, imagina o que era o jogo? Totalmente sem emoção na primeira etapa, tanto que o 1 x 0 ficou teimando no placar diante da inoperância do ataque broderiano, que pouco conseguia produzir de efetivo.

Já na reta final dos primeiros vinte e cinco minutos, Demehur quase marcou o segundo gol em chute de fora da área que passou à direita do gol. Logo depois, Macaco agarrou uma bola cruzada dentro da área, mas a soltou, quase levando um frangaço. Por alguns instantes, nos minutos finais do primeiro tempo, a EB começou a melhorar na partida e o Bacana ficou sem atacar. Mas veio o intervalo e toda a emoção da partida ficou guardada para a segunda etapa.

Mesmo precisando de gols para não ser desclassificada, a Equipe Bróder não iniciou muito bem a etapa complementar e, se não fosse o goleiro Macaco, o Bacana fatalmente garantiria sua passagem à semifinal com poucos minutos de bola rolando. Primeiro o arqueiro teve de sair de baixo das traves para travar Yanes, que entrava na área depois de tabelar com Iuri. Logo em seguida, Demehur dominou na entrada da área, mas antes que pudesse pensar em alguma coisa Macaco apareceu para salvar novamente a pátria da EB.

Seguia a segunda etapa e os Broders não conseguiam ameaçar a meta de Guido, que substituiu Kiko no segundo tempo, e quem estava próximo do gol era o Bacana. Vitinho passou por Soneca e deixou com Rômulo na entrada da área. Mais uma vez Macaco teve de sair de baixo do gol, mas agora ele apenas observou o chute do adversário viajar por cima do gol. Na seqüência, finalmente a Equipe Bróder conseguiu ameaçar o gol adversário, e por muito pouco os Broders não igualaram o placar. Lapa rolou a bola para Marcelinho pela esquerda, o jogador chutou, houve desvio na defesa e a bola sobrou limpa dentro da área para Gabriel Borges, mesmo com o arqueiro caído, ele chutou fora o empate que lhes daria a classificação. Contudo, mesmo não sendo brilhante, a insistência da EB fez com o time chegasse ao empate. Em cobrança de lateral, Marcelinho colocou a bola dentro da área, Edu desviou no primeiro pau e a redonda sobrou, de novo, limpa para Gabriel. Agora o camisa 22 da EB não perdoou e deixou tudo igual em 1 x 1, faltando pouco mais de 5 minutos para o fim do jogo.

Parecia que a EB conseguiria, aos trancos e barrancos, num jogo sem inspiração e sendo plenamente dominado pelo Bacana, chegar a mais uma semifinal depois de mais de 2 anos da final do II Chuteira. No entanto, quem não merecia tamanha injustiça era o Bacana. A equipe vinho não se intimidou e partiu para cima do adversário com mais vontade e, o melhor, sem afobação. Afinal, agora era ela que precisava de mais um gol para se classificar à próxima fase. Do outro lado quem se destacava muito era o arqueiro Macaco, que ia salvando a EB. Outra vez ele foi decisivo, dessa vez defendendo o chute de Rômulo. A torcida dos Broders se animava outra vez e gritava a plenos pulmões: “Louco, louco, louco, louco, louco. MACACO louco!”

Ainda restavam alguns poucos minutos de bola para rolar, e Lapa começou a fazer fila na defesa. Primeiro ele deu um belo giro no marcador, estilo Zinedine Zidane, todavia... o jogador da EB perdeu a bola no campo de defesa e entregou o ouro para o bandido. O Bacana aproveitou que o adversário estava desarrumado e armou contra-ataque fulminante: Luisinho, sempre ele, enfiou ótima bola para Demehur nas costas da defesa, que não perdoou e quase caindo tocou para o fundo do gol.

Pouco antes do apito final o confronto pegava fogo, Mutssa teve em seus pés a chance de deixar tudo igual novamente, mas o matador da EB acabou pecando na finalização. Do outro lado o Bacana armou outro contra-ataque e quase fez o terceiro. O ótimo Rômulo pedalou para cima de Gabriel e arriscou forte chute. A bola subiu e estourou no travessão da EB. Mas tudo bem para o Bacana, o jogo terminou 2 x 1 e com a vaga para a semifinal garantida.

COBERTURA DOS JOGOS DO I CHUTEIRA DE PRATA

I Chuteira de Prata: Quartas de final
Arouca 3 x 3 Babilônia

AROUCA EMPATA E GARANTE VAGA NAS SEMI

Arouca e Babilônia começaram as quartas de final do Chuteira de Prata na quadra 10. O Arouca entrou em campo com mais tranqüilidade, pois tinha a tão cobiçada vantagem do empate por ter se classificado em primeiro lugar. Já o Babilônia, que fez uma campanha muito pior na primeira fase, conquistando a oitava colocação, tinha de vencer ou vencer. Portanto, a chance do Arouca passar por cima do adversário com uma goleada era grande. Mas quando as duas equipes se enfrentaram no mata-mata, a prática foi bem diferente da teoria.

Aliás, o Babilônia fez um início de jogo muito melhor, empurrando o adversário para o campo de defesa tentando encurralar os atletas do Arouca. Mas quando este chegava era com perigo, como mostrou Marquinhos ao chutar de longe e mandar a bola à esquerda do gol. Mas, tirando os chutes de fora, o Arouca não conseguia se aproximar do gol do Babilônia. E, devido à superioridade no jogo, o Babilônia abriu o placar com Alex Dias. Ele recebeu um cruzamento Rodrigo Cruz, que fez boa jogada pela direita, e tocou para Alex fazer 1 x 0. Logo depois, quase o segundo gol em falha do Arouca, que tinha uma cobrança de falta a seu favor: Marquinhos cobrou rolando para Caio, que não conseguiu dominar. Nisso, o Babilônia puxou um contra-ataque rápido e quase marcou.

Instantes depois, Alex Dias abusou da sorte quando foi para a área em chance clara de gol, mas tentou driblar o bom goleiro Mauricio, que conseguiu fazer a defesa. Quem sabe um leve toque ao entrar na área seria o suficiente para colocar a bola no fundo do gol. Porém, quem marcou foi o Arouca, com Veloz recebendo pela esquerda e mandando a bola no canto esquerdo do goleiro James.

A partir daí, como era de se esperar, o Arouca melhorou no jogo, até porque tem um time melhor que o adversário: Marquinhos teve uma chance de bola parada em falta do meio campo. Mas ele chutou rasteiro e foi fácil para o goleiro fazer a defesa. Veloz recebeu bola pela esquerda (mais uma vez) e tentou tirar do goleiro. Ao não conseguir, rolou para Gothardo, que chegou tocando à direita do gol. O lance triste da partida ficou com a contusão de Garnizé ao dividir no meio e sair carregado de campo.

O jogo estava equilibrado porque o Arouca não sabia usar sua forte superioridade técnica. Em alguns momentos, parecia dormir em campo. Mas não se pode tirar o mérito do Babilônia, que fazia uma grande partida encurralando o adversário na defesa e não deixando o Arouca jogar. E essa raça demonstrada pelo Babilônia refletiu nos ânimos do Arouca, que começou a errar muitos passes fáceis: em dois lances quase seguidos, a equipe estragou dois bons ataques com passes errados, primeiro pelo Vitão pela direita, e depois com o Veloz pela esquerda. Em outras palavras, o Arouca parecia nervoso. E, para a sorte deles, o árbitro apontou o final da primeira etapa.

Ficou a expectativa de um jogo melhor no segundo tempo, o que de fato aconteceu. O Arouca voltou bem melhor, com boas chegadas: primeiro com Gothardo, que se mandou pela direita, mas chutou à esquerda do gol. Logo depois, com uma falta pelo meio no ataque. Marquinhos foi para a cobrança e pôs a bola com precisão no canto esquerdo do goleiro, virando a partida. E quase a comemoração foi por água abaixo quando, no lance seguinte, Daniel San recebeu pela direita, chutou e mandou a bola na trave direita de Maurício. O jogo ficou rápido, pois o Babilônia sabia que precisava de dois gols para alcançar a classificação. Em contra-ataque rápido, Matheus perdeu a chance do terceiro gol do Arouca ao demorar na conclusão.

Era nítido que o Arouca havia melhorado na partida, e alguns jogadores em individual se destacavam: caso de Caio, que mais uma vez fazia boa partida. Mas o Babilônia também colaborou para a classificação do adversário: Danilinho avançou pela direita e perdeu um gol feito na cara do goleiro. Logo depois foi a vez do Arouca perder a chance de liquidar a fatura: Joaquim arrancou pela direita, fez o cruzamento e Veloz chegou de carrinho para tentar tocar na bola, mas não a alcançou. O goleiro James também marcou presença ao fazer uma linda defesa em dois lances após uma cacetada que Matheus mandou. O goleiro espalmou e foi rápido para pegar a bola novamente.

A partir daí, o nervosismo e o desespero tomaram conta do Babilônia. Dois lances demonstraram isso: Alex Dias (que vinha fazendo boa partida) ia chutar pela esquerda do ataque, em boa chance para o seu time, mas tropeçou na bola de forma cômica. Em outro lance, o goleiro James saiu de seu gol tentando driblar todo mundo de forma até desajeitada e foi derrubado Dih já no campo de ataque. Na cobrança de falta, o goleiro mandou na barreira. No rebote ele mesmo encheu o pé na barreira outra vez e esta foi a brecha para ele voltar rápido para o gol. Mas, de tanto tentar, o Babilônia conseguiu o empate, com Tonhão, que recebeu passe na entrada da área e mandou no canto esquerdo, sem chance de defesa para o goleiro.

Já era a reta final do jogo e por um momento o elenco do Babilônia começou a acreditar que o gol da classificação poderia sair. Era só um gol que faltava para tirar o melhor time da primeira fase do campeonato, além da classificação para o Chuteira de Ouro. Seria algo histórico. Mas, para a tristeza do Babilônia, ficou apenas no “seria”. Talvez tanta ansiedade pela busca do gol da vitória se refletiu no nervosismo da defesa do Babilônia, que deixou Mineiro receber livre na entrada da área para marcar o terceiro gol. E outra vez o Babilônia precisava de dois gols. Algo quase impossível nesta altura do jogo. Será? O Babilônia foi rápido e Vini Love recebeu pela direita e marcou o terceiro gol, mostrando que não era impossível buscar o quarto gol! Mas era tarde demais, o árbitro apitava fim de jogo de um emocionante empate em 3 x 3, que dava a vaga para o Arouca.

Mas o Babilônia saiu de campo orgulhoso de sua campanha e, com razão, de cabeça erguida. Afinal, em alguns momentos se mostrou melhor em campo, engrossando a parada contra o Arouca, que faz uma semifinal contra o Primatas e já se garantiu no Chuteira de Ouro.

I Chuteira de Prata: Quartas de final
Forza Leone 2 x 3 Treinadores do Braz

SÃO JOÃO COLOCA TREINADORES NA SÉRIE OURO

Sem dúvida, uma das melhores partidas deste sábado foi entre Forza Leone e Treinadores do Braz, sendo que um nome se sobressaiu – e muito – em campo. Seu nome? João Lucas. Ou melhor, São João. Ele simplesmente fechou o gol e evitou uma goleada do Forza Leone para cima do Treinadores do Braz.

Talvez porque as duas equipes fizeram ótimas campanhas na primeira fase, sendo que o Treinadores se classificou em terceiro com 18 pontos, e o FL em sexto com 13 pontos. Além disso, foi o duelo de dois dos melhores goleiros de toda a competição. Mas, no caso deste jogo, um se destacou mais que o outro.

No começo da partida, o FL já levou um susto quando, logo após a saída de bola, o TdB foi para cima e Binho quase abriu o placar. Nos primeiros minutos de jogo era nítido que o Treinadores jogava bem melhor que o adversário. Mas logo o Forza Leone se impôs: Lelo chutou de longe e o goleiro João Lucas (que viria a se tornar a estrela do jogo) espalmou, fazendo uma linda defesa. Mas, instantes depois, o goleiro não conseguiu segurar chute de longe de Wellington. Um golaço que abriu o placar na quadra 10. O TdB foi rápido e quase empatou com Leandro, que fez uma linda jogada individual dentro da área pela direita, mas demorou para soltar a bola, comprometendo o ataque.

Instantes depois, o grandalhão Juba foi mais oportunista e marcou de cabeça o gol de empate. O jogo era bom e muito disputado. Wellington, que fazia grande partida, arriscou de longe mais uma vez e mandou à esquerda do gol. O FL começou a pressionar e desperdiçou uma grande chance quando João Lucas fez uma ótima defesa com o pé. Em outro lance, no rebote, novo chute à direita do gol. Continuou só dando Forza Leone e a equipe não parava o bombardeio ao gol adversário: Wellington insistiu no chute de longe (já que havia marcado um golaço desse modo), mas dessa vez parou na grande defesa do goleiro que espalmou afastando o perigo. Logo depois, outro chute de longe, desta vez de Lelo para fora.

Wellington de novo insistiu no chute de longe e quase marcou outro golaço: a bola tocou caprichosamente na trave direita e foi para fora. Pela enorme quantidade de chutes de fora da área, nem é preciso dizer o quanto a defesa do Treinadores jogava bem, fechando com qualidade sua retaguarda. A essa altura, o goleiro do TdB já estava fechando o gol e se não fosse por ele provavelmente o placar estaria apontando uma goleada do Forza Leone. Porém, as defesas que ele fez nesta fase do jogo não se comparam com o que ele viria a fazer ao final da partida. Mas isso é mais para frente.

Voltando ao primeiro tempo, o Forza Leone continuou com a imagem de equipe que adora provocar uma confusão a troco de nada. Desta vez, a pequena confusão envolveu os camisas 17 das duas equipes, que se estranharam e deixaram um clima tenso em campo. Aliás, confusão e jogo do Forza Leone são fatores completamente ligados neste Chuteira de Prata. Porém, o jogo continuou ótimo e emocionante.

A defesa do Forza Leone fez uma tremenda lambança ao sair jogando errado e Gafanhoto, que não tem nada com isso, foi livre para a área, driblou Muralha e pôs a bola no fundo do gol. Nem houve tempo para o TDB comemorar, pois foi questão de instantes para o FL ter uma falta a seu favor. Na cobrança, a bola foi rolada para Lelo bater no canto esquerdo e empatar o jogo em 2 x 2, placar que ainda classificava o Treinadores do Braz devido à vantagem do empate. Já era fim da primeira etapa, mas ainda houve tempo para Alemão, do FL, se envolver em uma discussão com um adversário. Para a sorte dos ânimos que precisavam ser esfriados dentro de campo, o primeiro tempo chegou ao fim.

E outra vez o TdB deu um susto no adversário logo após a bola começar a rolar no segundo tempo: assim como no primeiro tempo, o Treinadores nem esperou os jogadores do FL se ligarem no jogo, e após a defesa sair jogando errado, o TdB quase marcou o terceiro. O segundo tempo pode ser resumido da seguinte forma: o goleiro do Treinadores do Braz contra o time inteiro do Forza Leone. Entenda as razões: o TdB parecia um time completamente desligado a maior parte dos 25 minutos finais. Isso ficou provado na enorme quantidade de chances que o FL teve para golear o adversário, mas que foram todas desperdiçadas. O FL simplesmente parou em João Lucas em três defesas sensacionais, uma melhor que a outra.

Chapolim também teve sua chance e, após receber pela direita, chutou fraco e o goleiro pegou deixando os jogadores do FL muito irritados. Aliás, a irritação do FL não era só porque havia perdido este gol, mas sim porque a bola parecia não querer entrar de maneira alguma, independente de quem chutava. Outra chance para o Forza, em toque de cabeça pela direita. E adivinha? O goleiro foi buscar e espalmou mais uma vez. A pressão era enorme e a impressão que dava é que o Treinadores só queria assistir ao show que seu goleiro dava, pois a equipe não fazia nada em campo. Wellington arriscou de longe mais uma vez, buscando imitar o seu golaço no começo do jogo, mas adivinha o que aconteceu? O goleiro espalmou. Era só um gol que o Leone precisava para se classificar para o Chuteira de Ouro e para a semifinal.

Quando finalmente o goleiro do Treinadores não pôde fazer nada que estivesse a seu alcance, o Forza Leone conseguiu perder um dos gols mais feitos de todo o campeonato: o camisa 6 do FL recebeu uma bola na boca do gol com o goleiro vencido no lance, mas de forma impressionante a bola bateu no atleta do Leone e subiu muito, passando por cima do gol. Os jogadores do Forza Leone pareciam não acreditar que com tanto chute a gol, um pelo menos não queria entrar. Com isso, os jogadores iam ficando mais nervosos a cada segundo. Como no futebol quem não faz toma, o TdB também teve sua chance e chegou com Peruca, que recebeu passe pela esquerda, chutou e mandou a bola para o fundo das redes, marcando o terceiro gol de sua equipe. Aí o Forza Leone perdeu a cabeça de vez. Sabendo que precisava de dois gols, viram um jogador da equipe dividir de forma mais dura, ou melhor, chutar o goleiro do Treinadores dentro da área. Foi a oitava falta, e o TdB teve a chance de liquidar o jogo de uma vez por todas: Peruca cobrou o tiro de 9 metros e Muralha pegou mas deu rebote, que o próprio Peruca aproveitou para ver Muralha pegar de novo. E assim acabou a partida, com o Treinadores classificado após seu goleiro brilhar e salvar o time de uma goleada homérica. São João Lucas esteve presente em quadra nessa quartas de final. O Treinadores deve a ele a vaga nas semi e na Série Ouro.

Já o Forza Leone sai do Chuteira de Prata com a cabeça erguida, pois fez uma ótima partida nas quartas de final, e de fato foi superior em grande parte do jogo, mas isso não significa muito no futebol. Só espera-se um time mais tranqüilo e que goste menos de confusão dentro de campo no semestre que vem.

I Chuteira de Prata: Quartas de final
Primatas 6 x 1 Roleta Russa Olímpico

PRIMATAS DÁ SHOW DE BOLA E ELIMINA ROLETINHA

Ninguém sabia o que ia dar no embate entre Primatas e RR Olímpico, visto o equilíbrio entre as equipes ao longo de toda a primeira fase da competição. O time do grandão Orley e do artilheiro Gui Fenômeno havia terminado em quarto lugar, enquanto os Olímpicos, comandados dentro de campo pelo futebol de Brian e Folha, conseguiram uma surpreendente quinta colocação. Tudo indicava que teríamos um confronto marcado pelo equilíbrio. Vale lembrar, também, que na primeira fase o confronto entre os times terminou empatado em 3 x 3. Contudo, no embate que valia vaga na semifinal, e conseqüentemente no próximo Chuteira de Ouro, o Primatas deu um verdadeiro passeio para cima dos Roletas.

Os minutos iniciais da partida foram marcados por muita gritaria. A cada bicuda pra cima, em cada bola roubada, as duas equipes vibravam muito e comemoravam cada lance como se disputassem um final de Copa do Mundo. Atrás de um dos gols estava a torcida do Roleta que, numerosa e contando também com jogadores do time principal, tentava incentivar a garotada e empurrar o time ao ataque. Do lado do Primatas havia alguns torcedores, mas um em especial roubava a cena, um sujeito com uma ensurdecedora buzina.

A empolgação inicial do Roletinha caiu por terra quando Orley acertou um chute de primeira, do bico da área. O meia do Primatas entrou livre de marcação e após escanteio cobrado abriu o placar da partida. O gol parece ter mexido com a Roletada, pois logo em seguida, após lateral cobrado, Gui Fenômeno teve a chance de repetir o feito de seu companheiro, mas chutou para fora. Do outro lado, Foguinho roubou a bola pelo meio e tocou para Folha e disparou na velocidade esperando a devolução do passe. No entanto, o MVP do Roletinha preferiu tentar empatar o confronto por conta própria e arriscou o chute, um tiro que passou com certo perigo ao lado da trave direita de Vitinho.

Seguia aberto o jogo, franco, mas o Primatas já mostrava certo domínio sobre seus adversários. Foi a vez do goleiro Louiz fazer boa defesa, em chute de Rafinha. O arqueiro voou no canto inferior direito, espalmando o que poderia ser o segundo gol adversário. Pouco depois, o bom meio campista Ceron perdeu a cabeça e fez dura falta em Simões. O resultado foi um justo cartão amarelo.

Ainda no primeiro tempo, em seu campo de defesa Simões fez limpo desarme em João, avançou para o ataque valendo-se do homem a menos que tinha o Roleta, ninguém apertou na marcação e ele mesmo soltou a bomba. Casari – que substituía Louiz momentaneamente – voou no ângulo esquerdo e fez uma defesa importantíssima, salvando o Roleta Olímpico. No lance ofensivo seguinte veio a resposta. Contando com o retorno de Ceron após os dois minutos fora, o Roleta quase empatou no final da primeira etapa. Do lado direito do campo Foginho cruzou bola com efeito para a área, Ceron apareceu no segundo pau para desviar e viu o arqueiro Vitinho fazer outra linda defesa, garantido a vantagem de seu time.

Mesmo tendo a vantagem do empate o Primatas não se acanhou na segunda metade e continuou com uma postura ofensiva. Durante o intervalo, o técnico Roleta, aproveitando que Casari fazia boa partida, resolveu ousar e escalou Louiz como volante da equipe. Pouco antes do show primata começar, o Roletinha quase chegou ao empate. Phil fez bom lançamento da defesa, meio no susto Joãozinho desviou e por muito pouco a bola não entrou.

Talvez por não ter para quem tocar, ou por não conseguir sair jogando, a aposta do técnico Baru, ou seja, Louiz, perdeu a redonda para Rafinha no campo de defesa. O camisa 10 Primata avançou e rolou na esquerda, onde apareceu Gui para anotar o segundo e dar início ao baile. Mais uma vez o gol abalava o Roletinha, e novamente foi o experiente Casari quem teve de salvar a equipe. Gus fez a jogada na meia e encontrou Gui dentro da área. O goleiro roleta fechou bem o ângulo e fez outra grande defesa.

Era jogado o meio do segundo tempo e o Roletinha não tinha outra alternativa a não ser atacar o adversário. No entanto, a equipe se mostrava desorganizada e mal conseguia articular suas jogadas. Na seqüência, o Primatas aproveitou para marcar mais dois gols e garantir o acesso ao Chuteira de Ouro. Mais uma vez Rafniha e Simões tabelaram pela ponta direita até que a bola ficou encontrasse as redes de Casari. Logo depois Gui alçou bola na área, e, após Rafinha dividir com defensor, a bola sobrou para Nando. Dentro da área e sem ser incomodado por ninguém, o Primata encheu o pé para fazer 4 x 0.

Prova de que o Roleta estava sem cabeça foi quando Ceron tomou azul após se desentender com o goleiro adversário. Ambos levaram amarelo, mas Ceroni já tinha e foi embora mais cedo. Revoltado com o árbitro – e afirmando nada ter feito – deixou a quadra mostrando o dedo do meio. Quem se salvava dentro do Roletinha era Casari, de novo o arqueiro foi importante e defendeu forte chute de Gus após o Primata pedalar e passar por Pina.

Só faltava o apito do juiz para a comemoração dos Primatas, pois o Roleta Olímpico, que havia sido surpreendente durante o campeonato já não tinha mais forças para lutar por uma vitória já impossível. E assim o Primatas marcou mais dois e goleou. Sozinho Rafinha recebeu dentro da área e, com tranqüilidade, anotou o quinto gol Primata. Na seqüência, em um dos poucos momentos em que conseguiu jogar, Folha tabelou com Pina pela esquerda, servindo o companheiro que marcou o gol de honra Roleta.

Pouco antes do apito final, Rafinha recebeu dentro da área, girou sobre a marcação de Billy Joe e bateu para marcar o sexto. 6 x 1 e acesso mais que garantido ao Chuteira de Ouro. Já ao Roletinha, apenas resta sonhar com o próximo semestre

I Chuteira de Prata: Quartas de final
Roleta Russa 3 x 2 É Verdadeee

ROLETA VENCE E ESTÁ DE VOLTA À SÉRIE OURO

Mais uma vez se encontravam Roleta Russa e É Verdadeee. Na partida válida pela primeira fase do Chuteira de Prata deu É Verdadeee, um chocolate de 7 x 3 e a garantia da vaga. Contudo, naquela tarde o Roleta já estava classificado e ainda havia deixado de fora alguns de seus principais jogadores. Neste confronto de quartas-de-final os dois times jogaram com força total, e quem acompanhou a partida não viu o tão esperado passeio do Roleta, e muito menos a repetição da inesperada fácil vitória do É Verdadeee. O que se viu foi uma partida bastante equilibrada.

Rolou a bola e, como esperado, o time de melhor campanha assumiu as ações do jogo. De longe Bruno arriscou um chute forte, o arqueiro Daniel bateu roupa e a bola ficou viva na área. Nação brigou pela pelota com os defensores, tentou a conclusão, mas a bola não entrou. Do outro lado, o É Verdadeee respondeu com o atacante Gavião. Em duas bolas alçadas na área o camisa 9 tentou desviar para o gol, no entanto o árbitro marcou falta de ataque nos dois lances.

Tendo o domínio da bola na maior parte do tempo, mesmo tendo o empate a seu favor, o Roleta seguia buscando o gol e foi para cima do adversário. Caju cobrou lateral para Bruno dentro da área, que apareceu no primeiro pau e desviou para as redes e fez 1 x 0. Contudo, o É Verdadeee não se abalou. Sabia da dificuldade da partida, mas foi com suas forças em busca do empate. Na meia cancha Girão dominou, ouviu os gritos de “chuta!” vindos da torcida e seguiu os pedidos: mandou um tiro certeiro no cantinho, sem chances para o arqueiro Roleta. 1 x 1.

Nesse momento o confronto era mais equilibrado do que nunca. O Roleta Russa já não chegava com tanto perigo, apenas Gegê havia arriscado dois voleios da intermediária, mas por cima da meta, enquanto o É Verdadeee tentava a virada alçando bolas para o gigante Latrell. Aliás, que lindo foi o chapéu que Latrell aplicou em Bob no meio de campo, isso pouco antes do gigante do É Verdadeee se adiantar à marcação de Baru dentro da área e desviar a pelota, obrigando Guaraná a realizar excelente defesa.

No entanto, quando o É Verdadeee vivia seu melhor momento no confronto – quiçá até no campeonato, com chances reais de chegar à semifinal e garantir o acesso ao Chuteira de Ouro –, faltava pouquíssimo tempo para o árbitro determinar o intervalo de jogo quando Salada disparou em direção à linha de fundo. O veloz atacante do Roleta avançou pela ponta esquerda e cruzou rasteiro. A bola passou praticamente sobre a risca da área e encontrou Bobgol para colocar com categoria outra vez o Roleta Russa em vantagem.

Para a segunda etapa a postura do time de Baru foi a mesma, dominando as principais ações do jogo e tentar matar o É Verdadeee com mais um gol. Outra vez Salada e Bob ameaçaram o gol adversário, após boa troca de passes Bob ficou de frente para o gol, mas chutou por cima da meta. Pouco depois o É verdadeee tomou dois cartões amarelos, e a equipe de Gavião e Fúria chegou a ficar por algum tempo com dois homens a menos em quadra. Foi aí que o arqueiro Daniel, mesmo às vezes contestado, teve sua chance para brilhar, e não comprometeu. Após Caju receber boa bola ajeitada por seu irmão Bob e chutar, o arqueiro fez grande defesa. Na seqüência, Bruno teve chance dentro da área, cara a cara com o goleiro, que realizou um verdadeiro milagre, puro reflexo para espanto de quem acompanhava o embate.

Após um tempo pedido, o Roleta Russa voltou muito mais ligado, disposto e marcar o seu terceiro gol. Nação recebeu no ataque, livre de marcação, era só bater e correr para o abraço, mas Daniel apareceu para fazer outra sensacional defesa. Contudo, a pressão da Roleta teve sua recompensa, Salada brigou pela bola no ataque, fez boa jogada e marcou 3 x 1 para o Roleta. Depois de um semestre o retorno ao Chuteira de Ouro já era praticamente uma realidade. O Roletão estava de volta!

Nem mesmo o segundo gol do valente É Verdadeee nos minutos finais em cobrança de falta tirou o sorriso da Roletada. Ao apito final do árbitro a garotada do time Olímpico, que há pouco havia tomado um baile do Primatas, deixou a tristeza de lado, invadiu a quadra e comemorou a volta do Roleta Russa ao Chuteira de Ouro. Principais e Olímpicos se abraçaram, por alguns minutos comemoraram e gritaram. Parodiando o tema do Corinthians, os Roletas cantaram em uma só voz: “Ohhh, o ROLETÃO voltou!”. A tarefa de Baru e companhia estava cumprida. Ao menos com o time principal. O Olímpico tenta novamente semestre que vem.
Comentários (0)